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L. L. Alves

L. L. Alves

Instituição para

Jovens Prodígios A Seleção

São Paulo 1ª Edição - 2013

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Instituição para Jovens Prodígios - A Seleção

Copyright ©2013 – Todos os direitos reservados a: L. L. Alves

ISBN: 978-85-4160-421-5 1ª Edição - Abril de 2013

Capa: Rafael Torres Editoração e projeto gráfico: Bruna Navarro BlueHalford@live.co.uk

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L. L. Alves

A Autora L. L. Alves, nascida em 27 de maio de 1991, é estudante do curso de Letras - Língua e Literaturas Inglesa da Universidade Federal de Santa Catarina. Enquanto mescla seu dia entre leituras e escritas, trabalha como assistente de tradução meio período. Começou a ter gosto pela leitura ao ler a famosa série da escritora britânica J. K. Rowling: Harry Potter. Aos poucos foi moldando em sua mente a ideia de se tornar uma escritora. Aos 13 anos de idade escreveu seu primeiro romance de enredo simples e poucas páginas, ainda não publicado. A autora não quis parar por aí. L. L. Alves escreveu dois livros na sequência, ambos não publicados, e recentemente ficou deslumbrada com a ideia de uma saga. Instituição para Jovens Prodígios é a primeira saga da autora e possui 4 volumes: uma sequência que nos conta a história de Lara Müller, uma jovem carioca superdotada que deseja proporcionar um bom futuro para sua família, mas que encontrará empecilhos em seu caminho. Apaixonada por ler e escrever, L. L. Alves pretende seguir os passos de J. K. Rowling e continuar a escrever por muitos e muitos anos.

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Prólogo O relógio gritava enlouquecidamente enquanto Lara tentava, às cegas, desligá-lo. Eram apenas seis horas da manhã de uma sexta-feira. Mas era a sexta-feira. Ao se lembrar disso enquanto o silêncio reinava novamente no quarto, a garota estremeceu. Nada mais fazia sentido e isso a irritava muito. Espreguiçou-se na cama sentindo um desconforto no estômago e virou a cabeça em direção à colega de quarto que ainda dormia e, infelizmente, roncava. Lara, então, saiu debaixo das grossas cobertas cor-derosa silenciosamente, para não acordar Irene, e calçou a pantufa. Caminhou lentamente até a janela do quarto e olhou para a paisagem do lado de fora. O tempo estava diferente. O sol aparecia timidamente por detrás das lindas colinas verdes e logo cobriria todo o jardim com luz. As colinas pareciam cada dia mais verdes e vivas. Não havia nuvens no céu. Uma brisa gelada entrou pela janela entreaberta e Lara esfregou os braços tentando segurar outro estremecimento. Um ronco tirou-a de seus pensamentos, fazendo-a virar e encarar a amiga. Logo as coisas se explicariam e ela poderia contar tudo para Irene. Não haveria mais segredos nem mentiras. Antes disso, entretanto, Lara precisava tomar uma decisão. Uma decisão mudaria tudo dali para a frente. 5


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Um — Máriooo, sai do banheiro! — gritou Luana se contorcendo na frente do único banheiro da casa. — Eu preciso fazer xixiiiiiiii. — Mário, deixa sua irmã entrar — ordenou Renata que passava por ali com uma montanha de roupas secas que acabara de tirar do varal. — Agora! Mário não pensou duas vezes à ordem da mãe. Abriu a porta do banheiro e deu de ombros, enquanto a irmãzinha entrava correndo e a fechava exasperadamente. Renata nem gritara, mas sua voz firme já dizia tudo. O garoto de apenas 15 anos começava a entrar na adolescência e era tentado a desafiar os pais. Sua pouca estatura mostrava que ainda era uma criança, ou como sua irmã mais velha costumava dizer: — Ô pirralho! — gritou Lara em frente a seu notebook que entreouvira a conversa deles. — Eu já não disse para parar de implicar com a Luana? Mário segurou o xingamento que chegou com força à garganta e foi em direção à irmã mais velha. Ao vê-la após abrir a porta do quarto, começou a gargalhar gostosamente. Lara, não entendendo nada, zangou-se. — Está ficando doido, pirralho? — indagou tirando o notebook de cima do colo e colocando-o sobre a cama, de onde se levantou intrigada. — Você devia se olhar no espelho — disse o irmão depois de tomar fôlego. — Você está hi-lá-ria! — e voltou a rir debochadamente. Curiosa e um pouco nervosa, a garota saiu do quarto às pressas e foi ao banheiro, que já estava desocupado. Ao se 6


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olhar pelo espelho que encobria da ponta a cabeça de uma pessoa de estatura mediana até um pouco abaixo dos ombros, Lara se perguntou, por um milésimo de segundo, quem era aquela pessoa refletida ali. Então percebeu que era o reflexo de si mesma, os cabelos castanho-escuros revoltos e ressecados. Além disso, seus óculos de lentes grossas — fora agraciada com miopia —, anormalmente redondos e cinza, pendiam do lado direito do rosto. A boca, cheia de migalhas de pão que acabara de comer e esquecera-se de limpar por estar tão atenta ao que fazia no computador. Aquela imagem era realmente hilária, pensava rindo. — Por que você não disse, simplesmente, que eu estava horrorosa? — perguntou Lara ao irmão que não conseguia olhá-la sem soltar uma gargalhada sonora. A garota começou um ritual. Pegou o pente que deixava na prateleira do banheiro, com outros produtos de higiene pessoal, e começou a desembaraçar o cabelo. Não foi fácil, porque, apesar de tê-lo alisado, os fios continuavam teimosos. Sempre fora comprido e permanecera a maior parte de sua vida preso, por ser ondulado e volumoso. Para que isso não se repetisse, decidira alisá-lo de vez. Além de mais fácil de cuidar, Lara podia deixá-lo solto, o que a deixava mais bela, de certa forma. Ela nunca acreditara em sua beleza. Após o rápido ritual, o cabelo longo e escuro pareceu voltar ao normal. Estava melhor, teve que admitir para si mesma. O próximo passo era o rosto sujo e os óculos tortos. Tirou-os do rosto deixando-os em cima da pia enquanto lavava o rosto. Após uma breve analisada, constatou que nada podia ser feito em relação àquela armação. Provavelmente adormecera com eles e os entortara. Não percebera ainda, pois estava totalmente absorvida em seu trabalho final de biologia. A garota bufou e sentiu os olhos lacrimejarem. Odiava usar lentes. Tinha apenas um par de óculos e, se os usasse 7


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naquele estado, seria apenas para zombarem dela. Já tinham motivos suficientes para implicarem com a garota nerd e cdf. Lara pegou as lentes de dentro da caixinha no armário da pia do banheiro e colocou-as nos olhos, sentindo um leve desconforto. Olhou-se no espelho e não viu muita diferença na cor de seus olhos castanho-claros. A lente apenas deixavaos um pouco mais claros, com um toque aterrorizante. Piscou para o seu reflexo no espelho, mandou um beijo com seus lábios grossos e riu. — Agora está melhor — comentou Mário encostado na parede enquanto cruzava os braços. — A mãe vai amar saber que você entortou os óculos, você sabia, né? — zombou o garoto vendo a irmã passar as mãos pelos cabelos. — Ela também vai amar saber o que você guarda embaixo do colchão da cama — sussurrou Lara notando-o estremecer enquanto suas feições endureciam. — Tente ser mais criativo da próxima vez que desejar guardar suas “revistinhas” em algum lugar. É óbvio demais, maninho — continuou rindo discretamente ao sair do banheiro. — Conselho anotado — resmungou Mário por entre os dentes. Lara voltou ao quarto e salvou seu trabalho de biologia no notebook. Começara a fazê-lo uma hora e meia atrás e agora apenas dava alguns retoques finais. Era muito fácil, pensava. O prazo de entrega era para dali a uma semana ainda, mas resolvera terminá-lo naquele dia. Ela odiava deixar tudo para em cima da hora. A garota passou o arquivo do trabalho sobre germinação de sementes em diferentes tipos de terra para seu pen drive e foi para o quarto da mãe onde estava o computador e a impressora, que a família tinha havia mais de dois anos. Não que eles não quisessem comprar um equipamento novo. Simplesmente não podiam. Com as parcelas do notebook da filha as despesas da casa tinham 8


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aumentado consideravelmente e mais gastos deviam ser evitados. Ao pensar nisso, Lara se entristecia. Ainda era estudante e o ensino superior vinha em seguida. Não podia fazer nada, apesar de desejar fortemente poder ajudá-los de alguma forma. — Mãe, vou usar a impressora — avisou à Renata que dobrava a roupa tirada do varal em cima da cama. — Pode usar — respondeu sem virar o rosto para a filha. Lara ligou o computador e esperou. A memória era de apenas 512 mb, ou seja, muito lenta, então aproveitou para ajudar a mãe com a roupa. — Acho que daqui a pouco a tinta vai acabar... Seu pai ainda não recebeu. Não sei se vai dar para imprimir muita coisa — falou a mãe da garota suspirando. Ela costumava ficar assim toda vez que Joaquim demorava a chegar do serviço. O pai de Lara era empreiteiro em uma fábrica de automóveis, trabalhava especificamente com o corte e a modelagem de peças para acessórios de carro. O bairro onde moravam não era um dos mais seguros da região oeste do Rio de Janeiro. A mãe era dona de casa, apesar de nunca ter tido opção de escolher. Renata apenas concluíra o ensino fundamental, já que precisava ajudar a tia em casa lavando e passando roupas para os clientes de classe alta. Ao completar 21 anos, conhecera Joaquim, o elegante filho de uma das clientes de sua mãe. A grande família Müller viera para o Rio de Janeiro, onde a família de Renata sempre se estabelecera, em busca de melhores condições de vida. O Rio Grande do Sul já não era mais o que um dia fora. Joaquim, com descendência alemã no sangue, saíra do Rio Grande do Sul com os pais e irmãos. Lá eles possuíam terras e mais terras, mas nada que fosse muito produtivo. Com o dinheiro de uma longa vida de trabalho árduo, os pais de Joaquim decidiram ir para o Rio de Janeiro, onde seu filho, infelizmente, encontrara a filha de uma empregada e se 9


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apaixonara. Ao despertar do amor, nascera Lara. Seus pais mantinham um relacionamento feliz, ela sabia, mas as crises sempre estavam lá. Quando chegavam, quem mais sofria eram os filhos. A irmã mais velha, apesar de possuir uma inteligência fora do normal, não era capaz de ajudar. E então havia as reconciliações, e com elas vieram os outros dois filhos, Mário e Luana. Eles não eram esperados, como Lara. Mesmo assim, nasceram em uma família estruturada, de classe média e feliz, e eram muito amados. Mário, o segundo filho e o segundo homem da família, por mais que tentasse não demonstrar, era o mais sentimental de todos. Chorar, não chorava — pelo menos não na frente de ninguém. No entanto, preocupava-se com sua família mais do que qualquer um. Aos 15 anos, seu senso de responsabilidade era tão grande quanto o de Lara. Seu corpo pequeno e não desenvolvido fazia as pessoas o considerarem um moleque e, de certa forma, ainda o era. O cabelo curto e arrepiado louro, herdado do pai, e os olhos castanho-claros só contribuíam nesse aspecto. Luana, a irmã caçula, ainda era uma criança de 11 anos. Estava na época de deixar as bonecas de lado e começar a brincar de se maquiar e se vestir. Quando Lara tinha essa idade, nem imaginava deixar suas fiéis companheiras ao relento. Ainda as vestia, penteava seus cabelos loiros, dava banho e contava-lhes histórias, algumas que ela mesma inventara. Mas meninas como Luana estavam cada vez mais precoces, era o que a garota pensava ao andar de ônibus e notar o comportamento das crianças à sua volta. Era incrível ver como meninas estavam se tornando mulheres cada vez mais cedo. Isso assustava a todos da família Müller. Entretanto, Renata possuía o pulso firme e, com a ajuda do marido e dos outros dois filhos, conseguia educar bem a caçula. A menina não era mimada, como a maioria de suas coleguinhas. Não que Luana nunca ganhasse nada dos pais, havia exceções para presentes, quando se comportava bem e em datas especiais, como aniversário e Natal. Mas não era 10


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sempre que isso acontecia. As crianças Müller eram cientes do sacrífico dos pais e não cobravam. Caso ganhassem um bicho de pelúcia, ficariam felizes. E, caso não o ganhassem, ficariam bem da mesma forma. Luana era alta para sua idade, quase do tamanho de Mário, com os cabelos louros do irmão e longos iguais aos da irmã. Diferente de Lara, os cabelos eram ondulados como os da mãe. Tinha olhos castanho-claros que, dependendo da luminosidade, tornavam-se verdes. Isso era do que tanto Lara quanto Mário sentiam inveja. Apenas Joaquim e Luana possuíam olhos esverdeados. Além disso, apenas Lara apresentava um problema forte de visão: a miopia. Os outros integrantes da família tinham a visão perfeita, apesar de Renata e Joaquim precisarem de óculos de leitura. A garota sabia que sua avó materna tinha problemas de visão e sentiase indignada com o fato de só ela ter herdado. O casal, então, era bem diferente na aparência física. Joaquim era louro, mas o cabelo já meio escasso pela calvície; os olhos castanho-claros esverdeados; alto e magro, com uma barriga contundente. Renata, por sua vez, possuía cabelos castanho-escuros, longos e ondulados; olhos castanho-claros; alta, apenas alguns centímetros mais baixa que o marido; e magra, apesar das gravidezes difíceis. Lara terminou de imprimir o trabalho, que incluía fotos tiradas da experiência com as sementes, e grampeou as folhas depois de organizá-las. A mãe, ao ver o número de folhas impressas, bufou baixinho. A garota não precisava de uma frase ou uma palavra para saber que a mãe estava preocupada com o gasto de tinta. Eram tantas contas a pagar... — Não se preocupe, mãe. Eu coloquei para imprimir na impressão rápida. Quase não gasta — explicou desligando a impressora. — Vai usar o computador? — Não, pode desligar — ela respondeu enquanto guardava as roupas dobradas no guarda-roupa desgastado. Indicou que a filha levasse sua pilha de roupas para o quarto. 11


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Lara obedeceu e caminhou até o grande quarto que dividia com a irmã caçula. Elas não tinham do que reclamar. Mário possuía um quarto só seu, por ser o único filho, porém era o menor da casa. A garota pegou suas roupas e as guardou organizadamente na cômoda de madeira, cor tabaco, de apenas cinco gavetas. Então arrumou o quarto, ou pelo menos tentou, guardando canetas jogadas de um lado e folhas soltas de outro. — Lara! — chamou Renata da cozinha, após longos minutos. — Já vou — respondeu ficando um pouco nervosa por não ter arrumado tudo que queria. Tentou ajeitar o lençol da cama de Luana lembrando que a mãe odiava esperar quando chamava um dos filhos. — Rápido!! Lara estremeceu e saiu do quarto depressa. Chegou derrapando à cozinha e olhou para os lados estranhando vê-la parada em frente à TV, muito atenta ao que passava. — Que foi? — a garota perguntou chegando ao lado da mãe lentamente. — Shiii. Escuta! — Qu-? Lara começou a prestar atenção ao que o repórter do jornal local dizia. “... em frente ao Parlamento, onde estamos confirmando os boatos que estavam circulando por vários dias em todo o mundo. Parece que finalmente a Instituição Internacional para Jovens Prodígios, conhecida originalmente como “Institution for Young Prodigies”, finalmente abrirá suas portas para os estudantes de todo o mundo. O reitor da universidade deu uma entrevista coletiva essa manhã apenas para os jornais locais da Inglaterra, mas o JN conseguiu uma entrevista com exclusividade”. 12


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A imagem na TV parou de focalizar o repórter e passou para uma entrevista gravada. O tal reitor apareceu e começou a falar sob o entoado de um intérprete. “Ilo Robinson diz que a IYP abrirá suas portas apenas depois de uma criteriosa prova que selecionará os jovens mais inteligentes de todo o mundo. Ele ainda acrescenta que todos poderão participar. As únicas regras são: estar entre 17 e 20 anos e já ter cursado o terceiro ano do segundo grau ou pelo menos estar concluindo-o. Robinson nos informa que as inscrições serão abertas a partir dessa segunda-feira e a prova será daqui a dois meses, tempo suficiente para os candidatos se prepararem. Ele ainda acrescenta que a Instituição é basicamente como uma universidade pública: o candidato não paga nada ao longo do curso, apenas uma taxa para a inscrição que vai depender da renda socioeconômica do mesmo. Esse projeto vem sendo desenvolvido...”. O repórter continuou a falar, mas Lara já não conseguia prestar atenção. Sentiu-se intrigada pela foto do reitor Ilo. Ele já era um senhor, devia estar com 50 anos ou mais, com rugas e manchas pela pele que a maquiagem tentava disfarçar. De rosto arredondado, olhos pequenos e a boca muito grossa. Lara sentiu-se inquieta. Esse senhor mexia as mãos animadamente. Um calafrio percorreu sua espinha e os cabelos da nuca ficaram arrepiados. O homem virara o olhar para a câmera e era como se ele olhasse na sua direção. Com um sorriso no rosto, a imagem desapareceu, sendo substituída por outra matéria internacional. — Você viu isso? — a mãe perguntou, ainda olhando para a TV boquiaberta. — Você tem que se inscrever, filha! — Hã...? — perguntou Lara focando-se em sua mãe que agora a encarava confusa, como se ela não estivesse ali e não tivesse acabado de ouvir a grande notícia. — É claro! Você é a melhor aluna da escola. Passou em primeiro lugar em todos os exames, tanto os da escola quanto os regionais e estaduais... A gente precisa falar com seu pai. É 13


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uma chance única! — É... — respondeu a garota sentindo a cabeça rodar. Estava pensando demais. Para que fazer uma instituição para todos os jovens do mundo? Seria no mínimo uma confusão só. Pessoas de diferentes culturas e crenças colocadas no mesmo lugar? — Vou ligar para seu pai. Ele precisa saber, não é? — avisou Renata que não conseguia segurar a animação. Andou apressadamente até a sala, onde o telefone fixo se encontrava. — Tá... — Lara murmurou sentando-se na cadeira da cozinha. Não se sentia bem. Era sempre assim quando fazia alguma prova ou quando pensava demais. Era como um computador que começa a ficar lento depois de abrir tantas abas no mesmo navegador. Voltou seu olhar para a TV novamente e viu que o assunto do jornal mudara. Agora falava do tempo em todo o Rio de Janeiro. Fazia muito calor aquela época do ano, chegando aos 35º C. Odiava o verão. Fazia sua cabeça doer mais do que o normal. Sua mente voltou para a notícia. Uma palavra ecoava insistentemente em sua cabeça e a fazia se sentir mal. Por quê?

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Degustação do primeiro volume da saga Instituição para Jovens Prodígios: A Seleção. Conheça Lara Müller e aventure em Sheffield!

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