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Princesa Folha no Reino Verdejante, por Ana Masseo

PRINCESA FOLHA NO REINO VERDEJANTE Ana Masseo

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Princesa Folha no Reino Verdejante, por Ana Masseo

PRINCESA FOLHA NO REINO VERDEJANTE Ana Masseo Ilustrado por Julia de Paula

Caçapava-SP Edição do Autor 2020

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Princesa Folha no Reino Verdejante, por Ana Masseo

PRINCESA FOLHA NO REINO VERDEJANTE TEXTO ESCRITO EM 1ª EDIÇÃO CAÇAPAVA l 2020 ILUSTRAÇÃO E PROJETO GRÁFICO: JULIA DE PAULA 3


Princesa Folha no Reino Verdejante, por Ana Masseo

Princesa Folha - Uma estória lida, vista, vivida e reaprendida. Dedico a todas às crianças que estão por aqui, às que estão a caminho e às que já chegaram pra fazer do Planeta Terra um mundo melhor e mais verde de modo que os adultos possam sempre fazer seu caminho de encontro à Natureza. O caminho de volta, o caminho pra si. Que o filhotinho da Mena e do Kenny, que teve tantas dificuldades pra chegar a este plano, seja de plantios floridos e harmônicos, ele vem com a missão de colorir tudo ao seu redor, pra ser feliz, florir e criar um mundo cada vez melhor pra se viver. Ele e toda sua geração vem pra nos curar. Curemo-nos através desses que estão chegando.

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Princesa Folha no Reino Verdejante, por Ana Masseo

Agradecimento carinhoso à Talita Domingos, companheira de jornada, por pegar nas minhas mãos e falar: - Vem! Por inventar modas e por me incentivar a dar asas às minhas estórias internas, por fazer a Princesa sair de mim e ir além... Ao Rodrigo Abreu, viajante do mundo Verdejante que, assim como eu, brinca entre as realidades e ilusões. Às amigas queridas Jussara Ortiz e Valéria de Oliveira que colocaram suas crias pra ler a Princesa enquanto ela ainda era uma florzinha dentro de mim. Aos consultores mirins Isabella de Oliveira Ortiz, Gabriel Alves de Oliveira e Rafael de Oliveira por suas observações e direcionamentos. À Paola Grilli por contribuir com meu autoconhecimento, me incentivando sempre em minhas descobertas. Sempre que juntas, levantamos as orelhas! Ao Marcos Okura pelo incentivo e apoio para transformar a Princesa em algo a mais. Ao elenco da Lua Bailarina que começou a ensaiar o espetáculo da Princesa, mas que devido à pandemia teve que interromper os ensaios, que logo retornarão. Aos meus Pais e irmãos, pela oportunidade da vida. Aos amigos queridos por serem também minha família. A Meu Pai, seu Zico, figura folclórica por me ensinar desde muito cedo a desejar Bom Dia às plantas e a observá-las. À Tia Dide que me ensinou a amar o momento de regar o jardim. Com ela aprendi a respeitar minhas águas e meus ciclos.

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Índice

1- A Princesa Folha. 2- Fadinha dos Ares. 3- Bombas de Sementes, a solução para a clareira. 4- A vida que surge. 5- A harmonia em desarranjo, Sr. Sujeira. 6- O mundo do Jaiminho. 7- Jaiminho no jardim. 8- Com a Gnomona. 9- Ciclo hidrológico. 10- A árvore humana.

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Prefácio

A Princesa Folha é um livro que tive o prazer de ler e prefaciar. Depois de trabalharem fazendo lindos jardins pelo Vale do Paraíba, Ana Paula e Talita, resolveram passar o seu amor pela natureza em uma estória cativante. Elas fazem da leitura um ato simples, fácil e carinhoso para as crianças se interessarem em cuidar da natureza. Em meio a um Reino Verdejante, onde vive a Princesa Folha, você descobrirá que o seu equilíbrio está ameaçado pelo Sr. Sujeira. Quer aprender a transformar um lugar sujo e mal cuidado em um lugar gostoso de viver? Verdinho, com cheiro de coisas boas? Então, vem conferir nesta aventura, junto com a Princesa Folha e seus adoráveis amigos. Esta turminha vai leva-los nessa missão, tão linda e importante para o nosso meio ambiente. Jussara Ortiz é uma amiga, admiradora do projeto. (contato: jussaortiz29@gmail.com)

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Aprendi meu ir e vir no tempo da Natureza. Aceitar o Tempo. Sentir a vida. Com isso aprendi a plantar e acompanhar o desenvolvimento de tudo, a colher e me alimentar de todas as formas de adubação da alma. Tudo o que vivo é para o meu próprio desenvolvimento e a maior busca do ser humano, a meu ver, é crescer, desenvolver-se e ajudar na evolução de todos, de todo o planeta. Tudo tem um propósito e precisamos apenas nos libertar e permitir que o universo conspire auxiliando em cada etapa da vida. Com isso surgiu a Minha Princesa. Aprendo cada dia mais a me libertar de amarras profundas às quais meu espírito estava contido. E somente com a minha expansão de pensamentos pude reunir forças e colocar no papel a possibilidade de transformar também o olhar das pessoas ao meu redor. Sempre visando o respeito à Natureza e à Vida, vejo que o ser humano é extremamente frágil e necessita constantemente de mudanças e trocas. Aliás, a Princesa Folha trabalha com trocas o tempo todo. Tudo é observação, mudança e reorganização do caminho. Que o caminho da Princesa Folha seja também o seu caminho: de observação, de compaixão, compartilhamento, alegria, transformação. Juntos podemos transformar o universo de muitos. E ela está aqui apenas como mais um dos caminhos. Ana Masseo.

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1 - A PRINCESA FOLHA


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Olá... Eu sou a Princesa Folha. Minha mãe é a Rainha Verdejante, herdeira do trono Verde Vida, uma terra cheia de plantas e animais que passeiam livremente por todos os lugares. Minha mãe é aquela que faz com que tudo aconteça naturalmente. Ela promove a vida. E perfuma tudo que floresce. Estabelece as chegadas e as partidas, a beleza e a tristeza. E estamos todos ligados pela essência da vida...

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E o nosso Reinado, através de minha mãe, faz com que todos os outros reinos estejam em equilíbrio, afinal estamos ligados uns aos outros pela Vida Verde que nos habita. Se minha mãe se descuida, tudo pode ruir e deixar de ter beleza. Tudo poderá perder a essência da verdadeira Vida. Se você pode respirar ar puro, é por causa da minha mãe, se você pode nadar nos rios, também é por que ela assim permite. A chuva e a luz do sol, também são de nossa responsabilidade. Na natureza, nós quem permitimos tudo. E, por isso estamos sempre alerta. As árvores estão sob nossas orientações. E também os animais. Temos a soberania dos mundos. Porém, existe um reino que não é submetido ao nosso. O reino dos homens! Eles precisam aprender enquanto crianças sobre o nosso Reino, pois quando crescem se esquecem de honrar a vida que existe dentro de cada um deles, com isso cometem erros assustadores com tudo o que os rodeia, com toda a Vida interna que os habita. Estamos aqui para mostrar como tudo funciona por aqui, pra que você seja nosso maior ajudante aí no seu Reino... E vamos ter muitas aventuras pra você... Basta sentir! Fechar os olhos e ouvir sua vozinha interna. Seguir algumas orientações e logo teremos um mundo dos homens mais colorido e cheio de vida.

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2 - A FADINHA DOS ARES


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Agora que você sabe que sou a Princesa Folha, filha da Rainha Verdejante... Vou te contar um fato de nossa Terra. Aqui tudo prospera no tempo certo, ‘tudo acaba quando é tempo de terminar’. O sol e a chuva banham nossas terras de energia suficiente pra fazer a roda da vida girar. Uma certa vez há muito tempo eu e Aipim, a capivarinha, estávamos caminhando pelas matas quando percebemos que o tempo estava estranho, as nuvens faziam desenhos desajeitados, estavam ficando cada vez mais escuras. O vento começava a uivar sons por mim desconhecidos!

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Comecei a sentir um odor estranho no ar e não, não era da Aipim. Ela não tinha soltado nenhum pum, disse-me com os olhos assustados. Algo dizia lá dentro de mim que eu encontraria coisas diferentes em meu caminho... Foi então que eu ouvi um sussurro baixinho, um lento lamento profundo, soluços de tristeza tanta, que pude sentir toda aquela dor. Fiquei assustada e fomos ver de onde vinha tanta vontade de chorar. Qual não foi minha surpresa quando encontramos a Fadinha dos Ares, com sua asinha esquerda quebrada. Tinha batido no tronco de uma de nossas árvores e sem querer se machucou. Acabou caindo das alturas, desmaiou na queda, e em sono profundo ficou por horas naquele lugar.

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Peguei-a em meus braços e suavemente fui lhe dizendo pra ficar bem. Acalmando-a e protegendo-a, fui lembrando que somente ela seria capaz de refazer sua asinha envergada. Seus poderes são realmente muito grandes e essenciais pra que o ciclo do ar puro se mantenha. Estava dolorida e com medo de não mais poder voar. Foi se desligando do choro e passou a mentalizar para que sua asa se recompusesse. Em pouco tempo ela foi recuperando o brilho, ficou coradinha e sorridente. Instantes se passaram e ela estava com suas asas revigoradas e batendo muito velozes. Fortalecida pela alegria de poder voar, saiu soltando ar puro pelo seu caminho. Assim, a Fadinha dos Ares se restabeleceu e o frescor do ar puro tomou conta de nossos pensamentos. O céu clareou, o sol resplandeceu. Mas, não soube nos dizer como trombou na árvore.

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3 - BOMBA DE SEMENTES, A SOLUÇÃO PARA A CLAREIRA


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Com sua pronta recuperação voltamos a brincar pelos campos do Reino e eis que num certo momento a Fadinha dos Ares, Aipim e eu estávamos em mais uma de nossas incursões pelas matas quando percebemos uma clareira entre as árvores. Neste local não tinha planta alguma, nem árvore, nem arbustos e nem matinhos rasteiros. Nenhum animalzinho! Ficamos muito tristes, Aipim foi logo farejando tudo em volta. Muito curiosas, não entendíamos por que a natureza ali não estava presente. Imaginamos que alguma falha poderia ter acontecido no ciclo da vida natural e ficamos a pensar num modo de restabelecer a Vida ali. Lembramo-nos de uma técnica muito eficaz que mamãe, Rainha Verdejante, usa em seus trabalhos de reconstrução do Reino. Ela costuma fazer uma guerra para a reativação da vida. Uma guerra de amor, onde nossas armas são sementes de vida plena, Crisântemos e Rosas somadas às sementes de doçura e bondade. São as Bombas de Sementes. Sementes de plantas variadas com o acréscimo de sentimentos nobres e sublimes. Decidimos que arrumaríamos aquela situação nós mesmas. Então, naquele mesmo momento começamos a trabalhar para a regeneração da vida naquela clareira! As bombas seriam feitas com terra do próprio local e as sementes também; além do melhor adubo da região feito pela Mimô (vaquinha muito comilona do Reino).

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Com elas poderemos espalhar a vida por todos os locais onde passarmos. O caridubo (carinho como adubo) estaria beneficiando a todos. Então, começamos a recolher terra fofa dos pés das árvores e sementes de frutas e flores, que quando secam se espalham com o vento. Fomos até o curral e recolhemos o melhor estrume que a Mimô poderia nos oferecer. Um pouco de água e estaria pronta nossa arma verde/amorosa. A alegria voltaria a este jardim. Quer saber a receitinha da Bomba de Semente? Separe 1 kg de terra, 01 kg de composto orgânico, 300ml de água e sementes variadas de frutas ou flores da estação. Fomos amassando a terra, usando nossos ingredientes e fiquei toda sujinha; a Fadinha não tinha mais uma asinha limpa sequer. Eu tinha terra até os cabelos. Enquanto amassávamos, colocávamos amor, doçura, fraternidade e paciência em nossos pensamentos, e eles iam, seguiam se espalhando por todo o solo úmido. Caridubo da melhor qualidade. Brincamos de jogar terra umas nas outras, por que a diversão também é importante quando estamos trabalhando. A Mimô ficou ainda mais manchada, já não era mais branca, ficou marrom inteirinha. A Aipim, se refastelou de tanto chafurdar a terra. Ao terminar, mergulhamos no Rio Ondulante que passava ali perto, nos banhamos em suas águas e brincamos mais um pouco. Enquanto isso, nossas Bombas de Sementes secavam... 18


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Quando voltamos, elas estavam sequinhas como precisávamos e saímos a espalhar as Bombas de Vida. A Fadinha pelos ares e eu pelo chão. Íamos jogando nossas bombinhas por todo o canto e pedíamos pra D. Chuva fazer o trabalho dela.

Traríamos mamãe pra ver nosso trabalho brincalhão o quanto antes, pois tínhamos certeza que logo o recanto estaria todo arborizado e, novamente, cheio de vida. Porém teríamos que fazer uma investigação pra saber o que houve na região. O que teria causado tamanha devastação.

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4- A VIDA QUE SURGE


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Então o tempo passou... Passou... E eu e Fadinha dos Ares íamos sempre visitar nossas bombas de sementes, pra acompanhar o trabalho com as sementinhas. A Dona Chuva fez o serviço dela graciosamente, sem exagerar e nem faltar, foi exatamente o que as sementes precisavam pra se desenvolver. E víamos que as nossas bombinhas de vida brotavam, cresciam as raízes das sementes mais apressadinhas. E depois das mais vagarosas. Mas todas elas foram crescendo e se dirigindo ao solo profundo, pra se fortalecer. Para ter suas bases bem firmes. Enquanto isso, seus ramos subiam como se quisessem tocar o céu, iam com o passar dos dias desenvolvendo folhas verdinhas, tenras, muito saudáveis. Elas eram muitas e as folhas foram se esparramando por todo o local. Cada plantinha com muitas folhas, todas elas muito clarinhas, mas conforme cresciam iam mudando de cor, ficando mais escuras, cheias de nervurinhas. Mostrando sua fortaleza, iam se diferenciando das folhinhas mais jovens. Percebemos que a região onde havíamos distribuído as nossas bombinhas de sementes estava mais bonita e animada. Os insetos voltaram pra passear, formiguinhas levavam alimentos para todos os cantos, lesmas e minhocas também apareceram e entendemos que estávamos concluindo nossa missão quando vimos os pássaros voando alegremente pelas redondezas. Agora sim, era o momento de trazer a mamãe para ver o que fizemos. Será que ela ficaria

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contente? Fadinha e eu pensamos que sim, afinal estava tudo em harmonia novamente. Mas ainda precisรกvamos saber o que causou o desarranjo desse local. E somente ela poderia resolver.

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5 - A HARMONIA EM DESARRANJO SR. SUJEIRA


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Então, numa bela manhã, eu chamei mamãe pra me acompanhar ao lugar onde há bem pouco tempo atrás estava feio e desmatado. No caminho expliquei-lhe que encontramos uma clareira na mata e que a Fadinha dos Ares e eu fizemos o restabelecimento do local com um bombardeio de sementes florais, frutíferas e bons sentimentos, como ela costumava fazer em momentos de desesperança.

Ela ficou muito entusiasmada, mas também bastante preocupada, pois não era pra ter nenhum desmatamento nos arredores, a não ser que o inevitável estivesse acontecendo! Será que o Sr. Sujeira teria conseguido invadir nossas terras? Sr. Sujeira é o nosso maior inimigo, o destruidor das alegrias e das belezas. 24


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Sujão, como é conhecido por todo o Reino, é poluidor, devastador de bons pensamentos e belas atitudes. Desconstrutor. Desmotivador. Entristecedor. Para vencê-lo é preciso muito trabalho. Para reconstruir o estrago que ele faz, é necessário muito esforço. Aipim tem muito, mas muito medo dele e fica com o pelo todo eriçado. Normalmente, dá muitos ‘capiluços’ quando o vê. Chegando ao local, a Rainha elogiou nossa iniciativa e mostrou-nos que estávamos certíssimas ao iniciar o replantio. Contou-nos que o problema era por causa dos homens. Eles estavam tendo muitos pensamentos tristes nos últimos tempos. Por isso, Sujão tem acesso ao Reino e espalha o desamor por onde passa: crises, instabilidades, guerras, violência, doenças e desavenças. Tudo isso está interferindo no ritmo de crescimento de nossas matas. Seus pensamentos sem cor estão diminuindo o desenvolvimento dos nossos jardins e das nossas hortas e pomares, afastando os animais, as aves e os pássaros. Matando as plantas, levando-as a sofreguidão. Enquanto Sujão se diverte às nossas custas, o equilíbrio do meio ambiente está seriamente comprometido. E o Reino que a tudo comanda, está ficando, aos poucos, com a harmonia afetada. Há tempos esse ataque era esperado; a Rainha já sabia dele, mas não sabia onde exatamente ocorreria.

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Contou pra gente que de tempos em tempos isso acontece. Sujão invade nossas terras, nossas mentes e precisamos combatê-lo a todo custo, pois somente após muita luta nos veremos novamente em plena paz. Agora que a Fadinha dos Ares e eu descobrimos o lugar exato do incidente, mamãe teria condições de mudar o rumo da vida dos homens. Os poderes da Rainha seriam suficientes para reintegrar os mundos com a natureza da Vida, mas pra isso precisaríamos das crianças, mas principalmente, de uma criança em especial. Com alguns requisitos muito importantes para ensinarmos a ela a respeitar a natureza, os animais, a tudo e a todos. Isso faria com que a tristeza entre os homens diminuísse drasticamente e o equilíbrio retornaria aos dois planos. Assim, Sujão não teria chance de atuar nas mentes otimistas. Só as crianças podem reverter essa situação, pois do lado de cá, estamos fazendo nossa parte, que é espalhar a vida por todos os cantos do nosso Mundo. Porém, precisaremos encontrar aquela que entenderá nossa função na natureza. Foi, então, que tivemos a ideia (a Fadinha, na verdade) de irmos até um jardim da infância e lá jogarmos muitas sementes. Sementes de Crisântemos, Rosas e Margaridas. Sementes de boa vontade, alegria e sabedoria. Plantaríamos pensamentos positivos em suas mentes. Pensamentos doces, sublimes e amorosos, para que possam dividir com seus pais, de modo que eles, também, possam dividir as sensações agradáveis que receberem. Assim, estaríamos somando ao mundo todo. Logo estas sementes estariam se transformando em novas plantinhas de vida, e os Reinos novamente restabelecidos.

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6 - O MUNDO DE JAIMINHO


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Foi, então que a Rainha nos levou ao portal que nos liga ao mundo dos Homens.

A Fadinha estava com medo, mas eu não, pois Mamis sabe bem o que faz. A passagem se deu no caminho dos Poléns Gigantes, e a Fadinha tem muito medo deles, pois, são bem maiores que ela. Mamãe não poderia ir, pois estava com dor de barriga de tanta preocupação; então, nos deu permissão para irmos sozinhas. Confiou em nós. Desde que Aipim ficasse com ela, pois não poderia ir conosco, como sempre fazia.

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A Fadinha e eu aceitamos a missão que nos foi confiada, com a certeza de sermos bem sucedidas. Mas não sei quem tremia mais... Quando passamos pelo portal já estávamos numa rua onde passavam muitas crianças, um parque muito alegre. Demos início ao plantio das sementes de tolerância, benevolência e candura. Espalhávamos por todos os cantos. Ninguém podia nos ver, mas sentiam o nosso perfume de Vida Verde. Todos faziam fusquinhas com o nariz mostrando pra gente que percebiam a nossa presença. Foi, então, que uma delas, um menino, olhou fixamente em meus olhos e eu imediatamente entendi que ele estava me vendo, pois além de fazer fusquinha virou o rosto acompanhando os meus passos. Eu gelei, minhas mãos ficaram pingando de frio suor e ele veio em minha direção. Olhou fixamente para as minhas vestes e perguntou-me onde eu tinha conseguido aquele colar que carregava em meu pescoço. Ainda em êxtase, disse-lhe que ganhei de meu pai.

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Enquanto isso, a Fadinha espalhava amor a todas as outras crianças, juntamente ás novas vidas que viriam com os Miosótis e Dálias. Ele me contou que seu pai, falecido, tinha lhe dito sobre aquela jóia, e que o deixou preparado para as lições que daríamos a ele no momento certo.

Entendemos que tudo estava indo pelo caminho certo quando vimos a marca em sua mão esquerda, uma flor que apenas nós do Reino Verdejante possuímos. Reconhecemos sua real intenção de aprender sobre a Natureza. Então ele me disse que se chamava Jaiminho. E que aguardava já há tempos por esse encontro. Estava a espera de informações para colocar em prática no seu mundo. Nesse momento, convidou-me para tomar um refresco e falamos sobre os nossos Reinos, tão distantes e ao mesmo tempo, tão ligados. Conforme nos falamos pude perceber que Ele era a realmente ‘A’ criança, já meio grande, é verdade, mas ele tinha o coração pronto para aprender sobre a Vida no Reino Verdejante, além da marca... E as coincidências fizeram com que nos aproximássemos a cada instante. Deixamos marcado para o próximo amanhecer o início de suas aulas. Eu e Fadinha dos Ares voltaríamos ao nosso Reino pra dar as notícias à Rainha e na hora marcada estaríamos na mesma rua. 31


7 - JAIMINHO NO JARDIM


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Ao retornar contamos tudo pra Rainha, que imediatamente abriu largo sorriso. Estávamos no caminho certo e logo os mundos estariam melhores e mais harmônicos. Porém, precisaríamos afastar de uma vez por todas o Sr. Sujeira. No dia seguinte, estávamos no portal para encontrarmos o Jaiminho. Mas dessa vez ele veio com a gente.

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No caminho, falamos a ele sobre o Sujão que tanto nos incomoda, potencializa o mal que assola o mundo dos homens e danifica o nosso Reino. Ao chegarmos, o apresentamos para a Rainha (se abraçaram como se há muito se conhecessem) e demos início aos seus ensinamentos. Começamos pelo jardim de alimentos floridos. O levamos ao nosso mais bonito jardim, onde nossas refeições são preparadas cuidadosamente pelos melhores jardineiros da região. No nosso jardim temos flores de todas as cores, cada uma com uma função específica em nossa alimentação e todas elas possuem sementes para que o plantio nunca cesse. Toda a natureza está disponível para a manutenção da Vida de modo que tudo seja sempre utilizado. Não existe nada inútil. Toda a Vida existe para alguma serventia. Os hortelões usam qualquer espacinho para plantar. E as variedades são infinitas. Rúculas, alfaces e tomates se misturam aos quiabos, abobrinhas e jilós. E as folhas que caem das árvores são usadas para plantar outros alimentos e assim sucessivamente, num ciclo que nunca termina e não existe falta de nada, desde que tudo seja bem aproveitado. Principalmente, quando o Sr. Sujeira não entra de penetra em nossos jardins.

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Passamos também pelos pomares do Reino, e nos fartamos com as cerejas, morangos e amoras. Explicamos por que cada árvore tem um tamanho diferente da outra, os tipos de flores e sabores. Cada uma com uma característica diferente. Amarguinhas, azedas, bem doces. Enfim, um mundo de sabores. Ele ficou olhando atentamente e fez muitas perguntas. Queria saber por que tínhamos tantas aves multicoloridas em nosso Reino; veja só, contou-me que não existem tantas em sua terra natal. Juntos, ficamos um pouco decepcionados e explicamos a ele que se eles tiverem variedade de alimentos, terão por perto, variadas aves também, e coloridas, pra alegrar a todos. O ensinamos a fazer pomares e hortas bem bonitos e com variedade suficiente para ter muita cor no céu; todas voando e cantando.

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9 - COM A GNOMONA


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Sendo assim, vimos a necessidade e urgência de falarmos sobre uns outros cuidados especiais que temos com nossas hortas e pomares. Foi então, que apresentamos ao Jaiminho o ‘Local Encantado dos Medicamentos Naturais’ para pessoas, seres ou jardins, e lá nos encontramos com a Gnomona. Gnoma, especialista em fornecer tudo o que as plantas mais precisam, de modo a fortalecerem elas mesmas e ao mesmo tempo garantirem a manutenção na alimentação dos bichinhos que as rodeiam e delas se alimentam.

Afinal, nós precisamos comer, mas eles também. E pra que isso tudo dê certo, nós todos carecemos, mais uma vez, estar em equilíbrio. 37


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Além disso, precisamos manter aquele Sujão bem distante. A Gnomona levou-nos à sua linha de produção de remédios naturais e foi explicando tim-tim,, por tim-tim. Lá, Jaiminho começou a entender porque tínhamos tantas cores e belezas naturais em nosso Reino. Na fábrica de inseticidas naturais ele pôde ver, de pertinho, a produção de um repelente de Samambaia e ficou encantado, pois não imaginava que uma simples plantinha pudesse espantar ácaros, cochonilhas e pulgões. Esses três são muito importantes no universo e não podem ficar sem se alimentar; e por isso eles são somente repelidos. Jaiminho ajudou a fazer uma receita usando 500g de folhas de samambaias frescas (ou 100 g secas) misturadas a um litro de água, que deve descansar por 1 dia. Ferve-se por meia hora. E para a aplicação, deve-se diluir 1 litro de solução para 10 litros de água. Com a mistura preparada já partimos para outra e o Jaiminho foi fazendo junto com ela, mas agora de sementes de Neen (uma árvore muito frondosa) com a função de inseticida, repelente, fungicida e nematicida onde seria usada 50 g de sementes descarnadas (raladas) mergulhadas em 1 litro de água. Na aplicação é usada uma parte dessa mistura para nove partes de água. Esse medicamento pode controlar até 200 tipos de insetos. Ele ficou encantado, pois, não imaginava a força que a natureza podia ter e estava aprendendo sobre ela. A Gnomona ficou bastante impressionada com a curiosidade do menino e, muito empolgada, ia respondendo atentamente a todas as suas perguntas. Ele, por sua vez, não parava de questioná-la. Ficou boquiaberto quando soube que as cascas de ovos, veja só, são repelentes de formigas, que é só amassá-las e espalhar pelo jardim. Fiquei me perguntando como ninguém ensinou isso a ele, são coisas tão comuns aqui entre nós, e ele desconhecia essa realidade. De repente, Jaiminho ficou quieto e então percebemos que ele estava um pouco amarelado. Ao perguntar o que estava sentindo, disse-nos que estava confuso, com tremedeira e não conseguia 38


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raciocinar direito.... Foi quando vimos o Sr. Sujeira passando rapidamente atrás das árvores.

Ele foi logo dizendo que tinha conseguido dominar os pensamentos do menino, e que, em breve, ele retornaria para terminar sua dominação do mundo Verdejante. Cuidamos do Jaiminho com pensamentos otimistas e amorosos, cheios de cores e ele foi se recompondo. Até que voltou a sua cor normal. Ainda sem entender muito bem o que aconteceu, seguimos para a sua próxima aula. Não podíamos mais perder a oportunidade de combater o Sujão.

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9 - CICLO HIDROLÓGICO 


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Estranhei quando Gnomona quis ir conosco à região dos lagos, onde mamãe me pediu para leva-lo. Nosso dia estava acabando e em breve escureceria; não poderíamos demorar. Lá chegando, fomos contando a ele que toda a água que cai do céu se transforma em nuvem novamente. Isso se chama ciclo hidrológico.

Ele nos disse que é assim também em seu mundo, porém, que a poluição tem feito com que a água limpa e cristalina diminua consideravelmente nos locais onde existe maior número de indústrias, pois muitas delas são altamente poluentes da atmosfera. Seu mundo está em desencanto. Com isso os seres humanos ficam entre sentimentos tristes, e frios, que podem ser potencializados por seres como Sr. Sujeira. Enfim, seguimos adiante usando como exemplo as hortas e pomares, a compostagem, os remédios naturalmente fabricados pra criar resistência ás plantas. Mostramos a ele como a água faz para se reunir em baixo da terra, escoando pelo solo e drenando para as profundezas formando os nossos lençóis freáticos. A Gnomona conduziu-nos aos maiores e mais bonitos lagos e rios que possuímos e lá, aproveitamos pra nadar nas corredeiras, uma delícia. Jaiminho ficou extasiado com a quantidade de peixes que pôde ver, de todos 41


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os tamanhos. Mas, intrigado, questionou sobre o Sr. Sujeira e a possibilidade de tornar a procura-lo. Contamos a ele sobre a influência exercida por ele nos locais harmoniosos e amorosos. Explicamos que o Sujão ficou assim depois que teve coceiras por causa dos grãos de pólens... Não gosta mais de ver ninguém feliz. Não consegue lidar com a alegria alheia. Nem com flores. Nem com vida de nenhum modo. Entra na mente das pessoas e as domina com tristezas, angústias e o tal do bode. Haja bombas de sementes pra desfazer o mal que o Sr. Sujeira espalha pelos mundos. Isso sem falar do mal cheiro daquele vilão. Ele é pior do que gambá... E continuamos a aula de Vida Verde para o nosso Menino. A água que com o aquecimento do sol esquenta, evapora e volta a se transformar em nuvem novamente. E haja água fresca pra banhar todo o Reino, é necessário cuidar de tudo bem direitinho, pois desse ciclo depende toda a nossa vida, assim como do sol. Sem ele não haveria vida. E sem água também. Dependemos deles e por isso fazemos todo o possível pra manter a ordem. E fazemos a coleta das águas das chuvas. Temos verdadeiros sistemas de escoamento de toda a água que cai do céu, em cima de nossos telhados. A água desce pelas nossas telhas e passa por calhas sendo guiadas até depósitos, onde elas ficam aguardando a hora certa de serem usadas. E as utilizamos para regar o jardim, cuidar do pomar. Quando olho para os lados, procurando a Gnomona, ela já estava se refrescando com um belo copo de água fresquinha e Jaiminho não se conteve, relatou-nos um sonho que teve pouco antes de nos conhecermos...

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10 - A ÁRVORE HUMANA


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Ele nos falou que desde o momento que viu o Sr. Sujão, foi se lembrando dele mas não sabia de onde. Até que agora há pouco se recordou que foi em um sonho. Um sonho quase real de tão verdadeiro e nos contou em detalhes pra gente entender o que realmente está acontecendo entre os nossos Reinos... Era noite escura no Reino dos Homens. Eles já tardavam a se recolher, eis que Jaiminho esquecera dentro do carro de sua mãe, os livros e cadernos que precisara para rever as lições do dia seguinte. Foi então ao quintal de sua casa e quando, após ter pego seus materiais, percebeu que a cena estava cristalizada. Nem um carro na rua andava, nenhuma folha de árvore caia. Tudo parado. Um instante em que o tempo parou. Lembrou-se do Poeta de outrora que cantava: – O dia em que terra parou... O dia em que a terra parou!! Era cantor meio esquisito, pensou ele, mas que sabia o que falava, pois naquele instante Jaiminho tinha que concordar com ele. A noite estava parada. A Terra congelada num momento de lua cheia, com um céu maravilhoso, a ser admirado... Foi quando escutou um barulho e logo pensou que o mundo tinha voltado ao normal. Qual não foi sua surpresa, quando o barulho de passos trôpegos tomou conta de sua mente e uma árvore imensa apontou na esquina. Andando lentamente. Ela tinha folhas como se fossem cabelos e suas raízes funcionavam como dedos que se movimentavam com destreza. Seus braços eram os galhos que balanceavam conforme andava. Jaiminho caiu no chão mas como a árvore humana não parava de caminhar ele concluiu que aquilo era um sonho muito diferente, praticamente real. Ela caminhava com destino certo. Sabia onde estava indo e passava em frente ao menino, desacreditado de tal cena... 44


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Uma árvore imensa andava á sua frente! Jaiminho sentiu um cheiro ruim muito forte e ouviu ecoar por todos os cantos do céu uma risada medonha. Era ele... Sujão, que Jaiminho ainda não conhecia, mas que viria a saber quem era agora, entre eles do Reino Verdejante. Pensou se não seriam as árvores, seres vivos que caminham quando o mundo para? Pois se o poeta cantava, ele também já teria presenciado tal movimento. E que movimento. Se o mundo para, em que momento exato, e preciso ele para... E por quanto tempo? Jaiminho bastante atordoado, olhou para os lados e ainda tudo parado, apenas a árvore humana andando pelas ruas da cidade. Pra onde ela iria? Pensou em segui-la. Mas, ao mesmo tempo achou que tudo deveria ficar como estava. Ela caminhando e ele ali, parado como o tempo. Foi então que num movimento ele compreendeu tudo! Algo havia mudado. Sujão estava comandando as árvores, estava controlando as suas raízes, movimentando seus troncos. Mas, como ele fazia isso? Como ele tinha tais poderes? Aquele cheiro também tentava dominar Jaiminho mas ele se esforçava para não permitir que ele controlasse seus pensamentos. De repente ele acordou desse pesadelo de árvores ambulantes, olhou ao lado e tudo estava se mexendo... E as árvores estavam em seus devidos lugares, mas uma coisa o intrigava: Como o Sujão que ele só veio a conhecer no Reino Verdejante entrou em seus sonhos? Por que ele tem tanto controle sobre seus pensamentos? Sujão tem poderes nos dois mundos? Como chegou até Jaiminho? O que mais tem por trás de toda essa estória? Nesse momento Sr. Sujeira dando aquela assustadora risada falou que tinha o poder de controlar a natureza nos dois mundos e que estava montando um exército de tudo que era feio, sujo e sem vida, sem alegria, sem flores e nem cores. Esbravejava e gritava dizendo que mesmo se Jaiminho se unisse a Princesa Folha por mil anos não conseguiriam tirar seu poder. Que todos os terráqueos estavam 46


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sendo dominados pra poluir e sujar ainda mais os mundos. O que o Sujão não falou mas que sempre se soube é que os conhecimentos e atitudes que os seres humanos venham a ter são os únicos empecilhos para a dominação dele na Terra. Agora que Jaiminho percebeu que o Sujão tem poderes sobre seus pensamentos, ele ficará mais esperto, e todos nós devemos ficar atentos, observar a natureza e perceber onde ele pode estar atuando para vencer o fluxo divino da vida. A organização planetária depende de nós e, a partir de agora, trabalharemos em grupo pra restabelecer a ordem dos mundos e assim ele não poderá atrapalhar o desenvolvimento dos seres humanos, da natureza e do Reino Verdejante. Esse é o verdadeiro objetivo dos nossos heróis da natureza.

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Crianças, vamos nos proteger contra as forças do Mal que tentam dominar o mundo! Crianças adultas, protegei-nos e amparai-nos das forças do Mal que tentam dominar o mundo... Você não vai ficar de fora, ninguém pode ficar de fora. Juntem-se a nós para construirmos uma nova realidade planetária e assim, somente assim, daremos inicio a esse fim que é só um novo começo.

Fim... 48


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Pósfácio É com grande alegria que chegamos aqui com a Princesa Folha. Que ela e sua turminha possa abrir novas frentes de pensamentos, novas possibilidades e amores pelo meio ambiente. As atividades indicadas são para despertar o interesse em conviver melhor e mais intimamente com tudo o que envolve a natureza. O Sr. Sujeira que existe no Reino Verdejante e tenta invadir nosso Planeta pra poluir, antes nossos pensamentos e posteriormente toda a Terra, está bem ao nosso alcance. Ele está a nosso lado e dentro de cada um de nós. Precisamos aprender a acolher o destruidor que existe instintivamente dentro do ser humano para que possamos juntos construir um mundo melhor de se viver, conviver e evoluir. O momento é agora, é no momento presente. Não podemos deixar pra outro dia, não podemos deixar pra lá. O Planeta pede mudanças. As comunidades estão cada vez mais ameaçadas com todas as transformações que estão ocorrendo com os desmatamentos, com a utilização de elementos plásticos que liberam partículas no ar que respiramos, com o aquecimento global e com a má utilização da água. Resta a nós, por missão e por propósito mudar essa situação através de pequenas mudanças de hábitos. Que elas venham no menor tempo possível. É o maior desejo da Princesa Folha.

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Glossário Capitulo 1 Soberania da natureza: Princípio do mundo, superioridade de tudo o que existe no meio ambiente. Voz interna: Ela tem sido reprimida. Foi dito a você para escutar os mais velhos, para escutar os professores (você tem que ouvir mesmo!). Mas nunca lhe foi dito para escutar seu próprio coração. Aprenda. Ouça-se. Sinta a sua própria natureza. Mas respeite a natureza de tudo e de todos.

Capítulo 2 Otimismo: Disposição para ver as coisas pelo lado bom e esperar sempre uma solução favorável, mesmo nas situações mais difíceis. Mentalizar: conscientizar, pensar com desejo.

Capitulo 3 Adubo orgânico: Matéria própria para fertilizar a terra; fertilizante natural com ingredientes provenientes da compostagem. Caridubo: Carinho como adubo. Você pode usar sempre. Sem contra-indicação. Todo carinho é um adubo para a alma, para a sua e para a de quem recebe. Vida plena: É uma vida cheia de abundância. E abundância é prosperidade. Não material, mas em cada área de sua vida. Desta forma, uma vida plena é total. De alegria e vitória. Regeneração: Ação ou efeito de regenerar. Reforma no sentido de melhorar. Refastelou: O mesmo que deleitou, descansou, empanzinou, saciou. 50


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Chafurdar: Deitar na lama (chafurda); revolver-se no chão.

Capitulo 5 Capiluços; soluços da Aipim Pensamentos: Eles são danados, tem muito poder. De curar e de machucar. Precisamos aprender a cuidar desde cedo dos nossos pensamentos. Instabilidade: Condição ou qualidade do que não é estável nem permanente. Harmonia: Equilíbrio ou combinação ocasionam sensação agradável.

entre

elementos

que

Desmotivador: Que não tem motivação ou estímulo; desanimado.

Capitulo 6 Dor de barriga de tanta preocupação: Mal-estar interno gerado por preocupações e perigos. Pólens: Conjunto de grãos microscópicos formados pelos estames que são os elementos masculinos da reprodução dos vegetais com flores. Eles fecundam os óvulos e originam as sementes.

Capitulo 7 Manutenção da vida: Ação ou efeito de manter; ação de sustentar e/ou conservar; a manutenção da vida em todos os seus aspectos. Serventia: Utilidade; qualidade do que é útil, do que tem utilidade ou serve para algo.

Capitulo 8 51


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Ácaros, cochonilhas e pulgões: Pequenos animais que vivem como parasitas de plantas. Boquiaberto: Cuja boca se mantém ou permanece aberta. Que está repleto de admiração; embasbacado. Dominação: Ação de dominar, de ter domínio, poder, supremacia em relação a outra coisa ou pessoa.

Capitulo 9 Atmosfera: Camada de ar que envolve o planeta Terra. Lençóis freáticos: Que diz respeito a camadas aquíferas subterrâneas. Lençol de água situado no interior do solo, que alimenta e abastece a vida. Extasiado: Arrebatado; que se encontra sob ação de êxtase; que está emocionalmente abalado; que se encantou por alguma coisa. Admirado: que tem sensações agradáveis provocadas por admiração, enlevo ou pasmo.

ou

prazerosas

Bode: [Gíria] Dar bode, dar confusão, encrenca.

Capitulo 10 O dia em que a terra parou: música e letra de Raul Seixas. Passos trôpegos: Que anda com dificuldade.

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Copyright ©2020 Este material faz parte do livro Princesa Folha no Reino Verdejante, um projeto cultural promovido pela Lei Aldir Blanc por meio do edital nº11/2020 na cidade de Caçapava/SP. Proibida a reprodução, no todo ou em parte, sem autorização prévia por escrito da autora, sejam quais forem os meios empregados. Todos os direitos são reservados por Ana Masseo.

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Princesa Folha no Reino Verdejante  

Princesa Folha no Reino Verdejante trata-se de uma história que se passa no Reino Verdejante nos tempos atuais. Princesa Folha é uma menina...

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