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R$ 1O,OO Ano 1 Edição O2

Capa Conheça a casa da arquiteta Andrea Targa Tendências mistura dE elementos para uma decoração espontânea Proposta casa em "T" para o Parque das Cascatas Viva o design


I M Ó V E I S

Para nos visitar você nem precisa sair de casa.

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expediente DIRETOR Sandro Coltri sandro@grupotextual.com.br

PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Carol Cavaleiro www.flickr.com/carolcavaleiro

COLABORADORES Ayrton Amaral Jr., Michael Mosch, Flávio Cavaleiro, Bia Sartor, Andréa Ballarim Targa Cavalari, Júnior Quinteiro e Vera Victoria Shiroky Schubert

MÍDIA ELETRÔNICA www.livingdesign.com.br

CAPA Foto: Flávio Cavaleiro

PUBLICIDADE (14) 3815-2889 | 99798-7076 comercial@grupotextual.com.br


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capa.20

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TendĂŞncias

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eu, arquiteto

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cultura

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capa

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Botânica

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steel frame

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viva o design

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homenagem

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pelo mundo

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gastronomia

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vergolha alheia

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vitrine

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living design

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Por Vera Victoria Shiroky Schubert, arquiteta urbanista

A estação das flores vai saindo devagarzinho de cena, deixando espaço para o verão que vem chegando, trazendo calor, alegria, acompanhado de lembranças e releituras. Assim como na moda, as tendências para esta estação do ano entram em vigor. Nada mais agradável do que a nossa casa estar de acordo com a estação que chega. A decoração deve surpreender, causar sensações agradáveis aos olhos e ao corpo. ambientação Star Garden A revitalização parte do ser humano e passa ao seu habitat, seu porto seguro, seu refugio no dia a dia, seja no seu lar ou no seu local de trabalho

TEMAS FLORAIS As flores continuam presentes em tecidos, fragrâncias, vasos, luminárias, e lustres. Saem dos jardins e vão para onde forem bem vindas.

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elementos naturais Sempre em alta, trazem a natureza, a sustentabilidade para dentro de nossos lares, cada vez com mais freqüência. O linho, o algodão, a renda, saem dos armários das vovós e vão para pisos, luminárias, cortinas, mantas, lado a lado com peças de ferro batido e móveis de madeira de demolição


Os sentidos aguçados ao tato. Da textura do linho, o frio do mármore e do vidro, a textura e os tons neutros da madeira, das raízes. O verde nas paredes, tetosjardins, móveis ecológicamente corretos. A sustentabilidade passa a ser um modo de vida, não mais um modismo ou uma tendência.

Projeto Victoria Schubert Tijolos ecológicos, cuba de madeira rustica com apoio de madeira de demolição. O contraste volta para surpreender. Cores quentes junto às frias. Texturas mais rústicas ao lado de texturas extremamente suaves. A bela e a fera, literalmente vivendo um romance de conto de fadas

CONTEMPORANEIDADE Objetos que remetem aos feitos à mão, à ourivesaria, ao glamour. O brilhante junto ao fosco, os rococós ao lado de linhas retas, o retrô e o atual. Os muranos contando a sua história sempre bem sucedida

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PALETA DE CORES As cores PANTONE para a primavera verão 2O132O14 se resumem em cores cítricas (Nectarine e Lemon Zest e Tender Shoots), suaves (Dusk Blue, Emerald, Grayed Jade, Linen, African Violet), quentes (Nectarine e Poppy Red) e escuras (Monaco Blue)

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Projeto Victoria Schubert Tijolos ecológicos, mesa e cadeiras de Móveis Amore e quadro do arquiteto Gustavo Britto

REPAGINADA A expectativa de vida do homem está aumentando e com isso a relação de avós e netos se torna mais estreita influindo até nas peças da nossa casa. A cadeira antiga da vovó recebe uma repaginação com cores alegres e atuais

As crises mundiais fazem com que o ser humano dê mais atenção aos sentimentos relacionados à família tendo um sentimento renovado de que o lar é seu o santuário. Nada de gastar demais. Gastos sempre com o que é necessário para viver bem e com conforto. Respeito ao meio ambiente e ao bolso são fundamentais. É muito interessante perceber como estes conceitos e tendências estão sendo aproveitados e apresentados por Arquitetos em seus mais recentes trabalhos. Conviver dia a dia com o que faz bem aos olhos e à alma é a ordem da vez.

Victoria Schubert Arquitetura victoriaschubert@ig.com.br (14) 3882-1863 / 98803-4124 / 99691-1045

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por Bia Sartor

Residência Unifamiliar no Parque das Cascatas Esta residência térrea de 425m² foi projetada para a família de um empresário do ramo musical que frequentemente organiza festas e grandes jantares em sua casa. Os convidados têm livre trânsito pela casa, sendo encorajados a circular pelos ambientes graças à composição das áreas íntima, social e de lazer, que oferecem completa integração devido aos grandes panos de vidro e a disposição em “T” da planta. Todos os ambientes oferecem uma ampla vista da paisagem do conjunto do loteamento Parque das Cascatas, situado em Botucatu, cidade do interior do estado de São Paulo, que conta com mata nativa da região. CASA EM "T" Os ambientes oferecem completa integração devido aos grandes panos de vidro e a disposição em “T” da planta

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Com a fachada voltada para a rua, a área intima oferece privacidade em razão da concentração da vegetação mantida e respeitada pelo projeto. Além disso, painéis de chapa metálica com desenho vazado e pintura automotiva, funcionam como brises, protegendo a fachada


Elevação SUDeste Os vidros oferecem conforto térmico e acústico, pois são formados por duas lâminas com persiana do tipo blackout entre elas

oeste - que recebe a insolação da tarde - sem prejudicar a vista da paisagem e a luminosidade natural, criando um interessante jogo de sombras no corredor de circulação dos dormitórios. Na fachada oposta (leste), as portas de vidro de correr dos dormitórios, também recebem a proteção dos painéis metálicos que, quando totalmente abertos, permitem que os espaços ofereçam vista para o jardim, comtemplado a partir do deque de madeira que envolve toda a construção. Os vidros oferecem conforto térmico e acústico, pois são for-

mados por dois vidros com uma persiana interna (entre as duas lâminas) do tipo blackout. Ao contrário da área intima, a área social se abre completamente com sua parede de portas corrediças de vidro, convidando o visitante com sua transparência que conecta o acesso principal às salas de estar e jantar, ao deck e ao pergolado da piscina na área de lazer. A lareira suspensa é o elemento de eixo dessa conexão. O pátio de acesso, com seu piso de pedra natural, pode ser aproveitado como espaço de contemplação ao por do sol e área de extensão para as

grandes festas, além de oferecer área suficiente para as manobras dos carros no acesso a garagem coberta. A cozinha e a sala de jantar se fundem para criar um ambiente de recepção e de encontro da família, já que um dos filhos é formado em gastronomia e adora assumir o papel de chef nas festas e jantares oferecidos pelos pais. A fachada é uma composição horizontal baixa que se integra, sem contrastar, com a paisagem de vegetação natural. A cobertura de laje de concreto impermeabilizado coberto com

Elevação NORDeste

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TÉRREO Na área de lazer, um pergolado funciona como extensão da área da churrasqueira e como terraço para refeições ao ar livre

argila expandida e grama ajuda a manter a temperatura interior da casa no verão e a organização de linhas simples e retas da fachada. A laje avança, formando um grande beiral, na face oeste por toda a área social – onde não há painéis junto às grandes portas de vidro - para proteger as zonas de estar e de refeição da insolação. Os materiais de acabamento e revestimento misturam o rústico e o refinado: tijolos assentados em junta seca emolduram as grandes portas de vidro, painéis metálicos corrediços equilibram o peso do concreto aparente, que

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se unem a madeira de demolição, mármore travertino, cimento queimado, pastilhas de vidro e porcelanato fosco em grande formato. Na área de lazer um pergolado funciona como extensão da área da churrasqueia e como terraço para refeições ao ar livre. O longo deck de ipê, que enquadra a piscina de pastilhas de vidro, permite acesso independente aos dormitórios a partir da área externa da casa. Funciona como elemento de circulação e ligação entre as áreas intima, social e de lazer, além de proporcionar uma área para contemplação da pai-

sagem natural em composição com o jardim que formam um elegante pano de fundo para a piscina de borda infinita.

Bia Sartor Arquiteta e Urbanista Rua Reverendo Francisco Lotufo, 652 – Botucatu/SP (14) 99731.9577 facebook: Bia Sartor Arquitetura biasartor@hotmail.com www.biasartor.com


Bia Sartor, arquiteta e Urbanista formada pela FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) Mackenzie São Paulo e mestranda em Agronomia - UNESP/FCA (Faculdade de Ciências Agronômicas) de Botucatu

O que idealizava para o mercado de trabalho quando estudava e qual a principal diferença com a realidade atual? Sempre tive uma visão mais social da arquitetura. Achava que, através da arquitetura, seria possível proporcionar uma melhor qualidade de vida às pessoas. Achava que poderia melhorar uma cidade através do planejamento urbano.A diferença é que encontramos grande dificuldade para aplicar os conceitos estudados. Nossa sociedade é marcada pelo individualismo, e as pessoas são mais preocupadas com os próprios interesses do que em buscar e aplicar soluções que gerem benefícios coletivos. Muitas pessoas confundem ou não conseguem distinguir claramente as funções de arquitetos e engenheiros. Fale a respeito. Arquitetos e engenheiros possuem diferentes formações acadêmicas e atribuições profissionais distintas. Talvez a confusão se deva ao fato de que, até

pouco tempo, arquitetos e engenheiros faziam parte de um mesmo Conselho: o CREA. No final de 2010, os arquitetos passaram a ter um conselho nacional próprio, o CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo). Atividades como projeto arquitetônico, urbanístico e paisagístico, e aquelas do âmbito do patrimônio histórico, são algumas das atribuições profissionais exclusivas de arquitetos. Vemos muitas obras pela cidade. Quase todas têm placas de engenheiros, mas poucas têm de arquitetos. A que você atribui isso? O município exige apenas a indicação do profissional técnico responsável pela obra, o qual, na maioria das vezes, é um engenheiro. Nesse caso o arquiteto pode ser apenas o autor do projeto arquitetônico, e não ser o responsável técnico da obra e, por isso, somente a placa do engenheiro é colocada na obra. Considerando que muitas fa-

mílias fazem o investimento de suas vidas em uma casa, como o arquiteto pode contribuir para que esse investimento seja corretamente dimensionado? Uma série de conceitos são necessários e aplicados no desenvolvimento de um projeto. O projeto arquitetônico residencial deve ser personalizado de forma a atender as necessidades de cada família. Deve ser adequado ao estilo de vida dos moradores e ao orçamento disponível. Como o arquiteto pode contribuir para a qualidade de vida de uma família, de uma comunidade, de uma cidade? Cabe ao arquiteto propor soluções que atendam as necessidades de uma família, de uma comunidade ou de uma cidade, assegurando a qualidade e a segurança da obra. Deve proporcionar qualidade de vida e ambiência ao usuário, sem se descuidar dos aspectos ambientais e históricos.

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por Michael Mösch, arquiteto

Arquitetura orgânica em Botucatu O conteúdo do presente texto fundamenta-se em torno da humanização da Arquitetura. Por meio dela pretende-se revitalizar a arte no contexto do ambiente construído. Uma possível metodologia do processo projetivo já foi apresentado na revista anterior Living Design, Ano 1 Edição 01.Trata-se de um trajeto complexo que também envolve a interação e a reciprocidade com outras áreas da construção civil. Pois a finalidade da arquitetura é principalmente o ser humano, propiciando a ele ambiente de vida e trabalho. Nesse sentido queremos resgatar a arquitetura como arte, tal qual linguagem que expressa conteúdo de sensações, sentimentos e vivências. A obra da igreja da Comunidade de Cristãos em Botucatu exemplifica processo e resultado da metodologia de projeto na arquitetura orgânica. Como se caracteriza o processo de projeto na arquitetura orgânica? Esse processo se configura em parte na atividade do âmbito do pensar. Dentro dele a intuição está à frente das de-

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fachada leste


fachada norte

mais atividades mentais que envolvem o criar na arquitetura. Intuir é a possibilidade de poder contemplar. O prefixo in, de origem latina, significa "dentro de". Intuir é, etimologicamente, ver o dentro, ver além das aparências. Intuição implica ter uma visão subjetiva desenvolvida, ou seja, não acreditar só na

materialidade dos fenômenos. A intuição antecede a decisão, a qual revela o sentido de conceituar e gerar ideias na arquitetura. Inicialmente, as decisões no processo projetivo se caracterizam na incerteza, que ao longo do trajeto adquirem razão de existência e objetividade. De

acordo com Kowaltowski et al. (2006), analisando a forma de trabalho do projetista, percebe-se que algumas ideias seguem caminhos de desenvolvimento não lógicos, desassociando-se da razão científica e permitindo múltiplas abordagens. Não é possível se ter acesso ao todo do processo criador, não se tem o

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ato criador nas mãos. As decisões e ações frutos da intuição estão no âmbito da incerteza e da dúvida. Partindo desse ponto de vista, Ostrower (1987) caracteriza a intuição de forma contundente como processo de conscientização e transformação no exercício da natureza do homem. As diversas opções e decisões que surgem no trabalho e que determinam a configuração em vias de ser criada, não reduzem às operações dirigidas pelo conhecimento consciente. Intuitivos, esses processos se tornam conscientes na medida em que são expostos, isto é, na medida em que recebem formas de expressão. O homem, procurando sobreviver, age e ao transformar a natureza se transforma também. E o homem não somente percebe as transformações como, sobretudo nelas se percebe. Na contemplação da arte e da arquitetura, o ser humano se essencializa e por meio dela o homem realiza-se na vida, no trabalho. O sentido da arte está na estruturação da consciência e da compreensão, sendo arte o ampliar do viver tornando-o mais intenso. Dessa forma as obras de arte arquitetônica enriquecem e permitem reestruturar a experiência humana em níveis de consciência mais elevados, tornado-se compreensão mais abrangente de novas complexidades e intensificando-se assim o sentido de vida. Logo a essência da arquitetura, segundo Lievegoed (1980), está em sua

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A intuição antecede a decisão, a qual revela o sentido de conceituar e gerar ideias na arquitetura. Inicialmente, as decisões no processo projetivo se caracterizam na incerteza, que ao longo do trajeto adquirem razão de existência e objetividade

capacidade de formar e transformar o ser humano na vida e no trabalho. Da arquitetura pode emanar fonte de vida e força. As formas arquitetônicas em edifícios utilitários podem não somente atender à demanda de utilização, mas atuar diretamente na organização vital. O aprimoramento da arquitetura no âmbito do ‘conforto afetivo’ do ser sensível, caracteriza-se principalmente pela qualidade do ambiente construído em relação à percepção

sensorial dos usuários. O conforto afetivo, pouco considerado na maioria de obras arquitetônicas no Brasil, está diretamente vinculado ao indivíduo e à subjetividade de suas experiências. Elas por sua vez decorrem da contemplação artística vinculada à habilidade perceptual. A percepção sensorial impulsiona o desenvolvimento de atitudes criativas do ser humano. Em relação à importância da qualidade sensível da arquitetura, sua substância artística é forma de linguagem ao relacionar indiví-


duo e universo.

altar voltado ao leste

Na arquitetura não é preciso teorizar a respeito da vivência, traduzir em palavras, a emoção. Ela tem mesmo é que incentivar o viver na experiência e incorporá-la ao ser sensível humano. Daí espontaneamente lhe virá a capacidade de transmitir uma síntese aos sentimentos – naquilo que a experiência contém de mais pessoal e universal – e de transpor esta substância para uma síntese de linguagem, adequando as formas ao conteúdo.

Arq. Michael Mösch, extraído e adaptado da tese de doutorado do próprio autor

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Arquiteta: Andréa Targa Direção técnica: Luiz Eugênio Targa Formação: UNESP Ano do projeto/término da obra: 2OO2/2O12 Construção: Targa Engenharia e Arquitetura

Equilíbrio O paisagismo está perfeitamente integrado aos volumes, dando graça e beleza à fachada

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Contraste A porta de entrada surpreende por formar um monolito incrustado em uma parede de vidro

Os primeiros raios de sol atravessam o vidro. Passarinhos se agitam ao despertar para um novo dia. As flores, que se abrem no jardim, balançam com o vento da manhã. De dentro de casa contemplo beleza singela desse espetáculo. O ponto de partida do projeto: O desenho da casa surgiu norteado por duas premissas: criar um espaço amplo e integrado que promovesse a convivência familiar e a vontade de trazer o jardim para o dia a dia, como parte integrante do cotidiano e

não apenas como um espaço de contemplação. Para isso a casa se abre numa ampla área social, por onde o olhar desliza pelo piso de aspecto arenoso e chega ao jardim do fundo. Uma arquitetura leve, de linhas retas e bastante transparente faz a transposição entre a área interna e externa e resulta num visual limpo. Tijolos aparentes revestem parte da fachada e trazem um pouco da rusticidade e calor da terra para o frio concreto da grande viga em balanço, que marca a fachada principal e dá susten-

tação à laje que protege a entrada. Painéis de vidro circundam um robusto pórtico de concreto que emoldura a porta principal e o fazem parecer solto. A seu lado, uma palmeira imperial cresce em direção ao céu, segura de que seu caminho está livre uma vez que a laje sobre ela se abre, reverenciando-a e dando passagem à planta com ares de nobreza. Ao cair da noite, os amplos painéis de vidro, que durante o dia funcionam como “vitrines da natureza”, deixam vazar a ilu-

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Aconchegante A sala de estar tem pé-direito duplo e se integra ao jardim através dos amplos painéis de vidro

O desenho da casa surgiu norteado por duas premissas: criar um espaço amplo e integrado que promovesse a convivência familiar e a vontade de trazer o jardim para o dia a dia

minação aconchegante do interior e intensificam sua fluidez. Por toda a casa materiais rústicos se contrapõem a materiais de aspecto mais frio, quase numa brincadeira, onde um valoriza o outro. Pé direito alto e a correta orientação em relação ao sol resultam numa casa confortável termicamente. Função e forma se unem em ambientes práticos. Terreno ou conceito, o que veio primeiro? O terreno surgiu antes. Ruas

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calmas, silenciosas, de onde se pode ouvir o chacoalhar das folhas das árvores e o canto dos pássaros. Poucos carros, muita tranquilidade. O ambiente perfeito para se criar filhos com qualidade de vida. A partir daí, a ideia e a necessidade de trazer um pouco desse sossego para o interior. Por que esse estilo? O estilo moderno, de formas puras, permite uma harmonia perfeita entre elementos de construção e decorativos. Sua elegância é atemporal.


Resultado: Um projeto bem elaborado é aquele que gera um lar, não, simplesmente, um local para morar. Um lar no qual o morador consegue desenvolver suas tarefas do dia a dia com facilidade e conforto e para o qual sente prazer em voltar ao final de um dia de trabalho. Um lar onde passar uma tarde de domingo chuvosa ou uma linda manhã de sábado. Essa casa é meu lar!

Qualidade de vida A casa é voltada para um amplo átrio, que a ilumina e ventila. O projeto luminotécnico valorizou os elementos

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por Ayrton Amaral Jr., botânico taxonomista, paisagista, Professor aposentado da Universidade Estadual Paulista

O jardim dos sonhos Todo jardim começa com uma história de amor. Antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído, é preciso que eles tenham nascido dentro da alma. Quem não planta jardim por dentro, não planta jar-

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Natureza caótica A espontaneidade da natureza produz formas maravilhosas

dins por fora e nem passeia por eles. Quem afirma isso, com muita propriedade é o psicanalista, educador, escritor e teólogo  Rubem  Alves,  uma pessoa

de grande sensibilidade e muito ligado às coisas da natureza e, isto me levou a algumas considerações sobre minha vida. Tive uma vida acadêmica presa aos conceitos universitários,


compromissada com a atividade didática e a ciência. Isso me fez acreditar em verdades científicas; deixei meu nome imortalizado nos anais da botânica pelas minhas descobertas de espécies novas para a ciência, mas foi na minha vida “profana”, ou seja, naquela onde pude exercer uma atividade criativa, trabalhando com plantas  que conhecia em sua mais profunda intimidade, e pessoas que pude completar a minha missão nesta vida. Sempre me interessei por paisagismo, minha formação nessa área foi a de um perspicaz observador da natureza e por um dom que Deus me deu, aprendi através de meus estudos e da profunda observação das plantas em seu habitat,  a trabalhar com isso tudo. Não investi nisso, priorizei minha carreira universitária, mas vivi experiências fantásticas me relacionando com pessoas que queriam ter um jardim em casa. Meus jardins nunca foram de agradar num primeiro momento. Eles eram tecnicamente projetados para um clímax que aconteceria no futuro. Era o jardim para toda a vida, pois eu considerava em meus  trabalhos a projeção do crescimento das plantas, sua integração com o meio e obviamente a estética, sempre associada a algumas espécies pouco conhecidas pela grande maioria das pessoas. Inovei sempre e fugi dos modismos. Fui copiado e por outro lado nem sempre entendido.

Sem podas O bom projeto paisagístico exige conhecimento das plantas, pois deve prever seu desenvolvimento natural

As pessoas queriam um jardim com buxinhos podados e pedras imaculadamente brancas. Jamais aceitei isso. O “criador” não tem tesouras de poda e essas pedras são artificiais, são fabricadas, não trazem em sua essência a espontaneidade caótica que a natureza nos apresenta de forma tão maravilhosa. Resumindo, fui um paisagista botânico, com milhares de horas de convivência com todos os tipos de vegetação brasileira, que subiu montanhas, percorreu rios e planícies, conheceu uma parte do mundo, sempre com uma visão técnica apurada e que soube transportar isso para os meus projetos. Mas isso pouco importa. São coisas passadas que todo velho adora contar e que desperta pouco interesse nas pessoas.

O mais importante disso tudo foram os contatos que tive em minha vida. Alguns que nem quero lembrar, mas alguns que marcaram minha vida até hoje. São momentos raros na vida da gente e que não podemos esquecer. Um deles, e que marcou de certa forma um maravilhoso momento em minha atividade profissional foi o que carinhosamente chamei de “O jardim dos Sonhos”. Fui procurado por uma pessoa desconhecida, que queria fazer um jardim em sua casa, Até aí, nada de diferente, pois estávamos ali, estabelecidos para isso. Meu cliente inicia a sua narrativa sobre sua casa e seus desejos. Aos poucos fui me inteirando da situação e mais,

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passei a me interessar ainda por mais informações, pois o relato era o de uma pessoa apaixonada e obstinada por um sonho, o de fazer o seu jardim dos sonhos no lugar sonhado e construído tijolo por tijolo. Percebi isso logo e passei a sonhar junto.

Estava tudo muito lindo e se encaminhando para o final feliz até que, um dia, esse cliente me procura e diz que, não faremos o jardim. Surgiram problemas pessoais e ele estava se separando da mulher e iria abandonar a casa.

Foi um trabalho a quatro mãos, com caminhos, quiosque, grupos de plantas, paredões de tijolos antigos, arcos (fiz até uma aquarela de um deles), enfim, uma riqueza enorme de detalhes arquitetônicos locais que convidavam as plantas para esse banquete de beleza e congraçamento da natureza com a aridez do material de construção.

Evidentemente aceitei a explicação, mas esse jardim dos sonhos ficou marcado em minha vida. Foi uma lição que aprendi que sonhar por um jardim, seja ele real ou imaginário, deve estar no coração de todos nós.

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Nem sempre aquilo que perseguimos é alcançado, mas a lição que tudo isso nos mostra é que

COMPLEMENTAR O paisagismo é inerente à arquitetura

devemos sonhar e não importa o que vem depois. O Jardim foi plantado por dentro, mas não foi plantado por fora. Mesmo assim, passeamos muito nele. Faça sua história de amor. Já é um bom começo.


da Redação. Fotos: Divulgação

O Light Steel Frame é o sistema construtivo totalmente baseado em insumos industrializados, como perfis de aço, mantas impermeáveis, placas de revestimento e isolantes termoacústicos. No início do século XIX, o rápido crescimento da popu-

lação dos Estados Unidos exigiu a construção de casas em larga escala. Surgiu daí a oportunidade para estabelecimento de métodos e padrões construtivos – o conceito “wood framing”, que se tornou a tipologia residencial mais comum por lá. Aproximadamente um sé-

Casa de vidro Em Connecticut, EUA, projetada em 1949 por Philip Johnson

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ESTRUTURA Construção estruturada em perfis de aço

culo mais tarde, em 1933, foi apresentado na Feira Mundial de Chicago o protótipo de uma residência em Light Steel Framing, onde os perfis de madeira foram substituídos por perfis de aço e placas estruturais. Hoje, o steel frame é o sistema predominante em países como Estados Unidos, Suécia, Japão e China. O aço garante a precisão das medidas, proporcionando uma obra aprumada e nivelada, o que facilita a inserção dos demais componentes da construção. Quando usado em terrenos com desníveis, evita gastos com grandes movimentos de terra e aterros, portanto, com pouca intervenção na natureza. Em grandes centros urbanos, com altos índices de congestionamento e dificuldade de mobi-

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lidade, permite menor movimentação de carga. Por ser uma estrutura muito leve, há uma drástica redução no custo das fundações. É um sistema versátil, que possibilita ao arquiteto liberdade de expressão e criação. O telhado, por exemplo, pode remeter a um estilo ou a uma tendência de época – da cobertura plana até telhados mais elaborados. Em coberturas inclinadas, a solução se assemelha muito à construção convencional, com o uso de tesouras. As telhas podem ser cerâmicas, metálicas, de cimento, de concreto e de material asfáltico (shingle). Vantagens destacadas Garantia: os elementos construtivos são produzidos indus-

trialmente, e tem garantia média de 20 anos; Certificação: há procedimentos certificados para cada detalhe. Muitos itens, como a ventilação do telhado e a impermeabilidade, são falhos ou ignorados nas construções artesanais; Durabilidade da estrutura: proporcionada pela especificação dos insumos e do método construtivo; Economia: Menor desperdício de materiais, com índices abaixo de 1%. Como parâmetro, o sistema convencional tem perdas de até 30%; Retorno do investimento mais rápido: em função da maior velocidade na execução da obra, o sistema traz um ganho


CANTILÉVER Casas que parecem flutuar, com cantiléveres, são as que melhor exemplificam o conceito steel frame

adicional pela ocupação antecipada do imóvel e pela rapidez no retorno do capital investido; Fidelidade orçamentária: por ser um sistema inteligente, o orçamento previsto é exatamente igual ao realizado; Organização do canteiro de obras: não existe no canteiro grandes depósitos de areia, brita,

cimento, madeiras e ferragens; Preservação do meio ambiente: redução do consumo de energia e água na construção em comparação aos sistemas tradicionais. Posteriormente, traz também redução no consumo com equipamentos de condicionamento do ar, uma vez que a construção tem melhor qualidade térmica.

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da Redação. Fotos: Divulgação

Charlotte Perriand: arquiteta e designer de mobiliário Charlotte Perriand tinha 24 anos quando foi pedir emprego para Le Corbusier, e foi esnobada por ele. Afinal, era uma mulher, e jovem, tentando se meter em negócio de homens. Poucos meses depois, quando visitava a exposição Salon d'Automne, em Paris, Le Corbusier

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ficou impressionado com um bar criado por Charlotte, a partir de materiais como vidro, aço e alumínio, e a contratou como estagiária. Charlotte convenceu a Thonet, fabricante dos móveis que Le Corbusier comprava para seus

um projeto pioneiro, no qual construção, interiores e mobiliário são vistos em solução de continuidade, não mais como elementos desvinculados


CASA DE FÉRIAS Quase 8O anos depois de ser projetada, casa de férias da francesa Charlotte Perriand sai do papel. "La maison au bord de l’eau" ("A casa à beira d’água", em tradução livre) foi construída em South Beach, Miami. Com os quartos ao lado do banho e cozinha, área de jantar e living na ala oposta, a casa em U possui uma área intermediária coberta de tecido que drena a luminosidade

projetos, produzir suas invenções, baseadas em tubos de aço. Tudo seguia a receita básica do arquiteto: fazer objetos que servissem de extensão para o corpo humano. “Cada traço precisava de uma justificativa”, escreveu a designer. "Tudo responde a um gesto ou postura, mas não poderia custar caro. “Dentro destas premissas, Charlotte fez três cadeiras que viraram referências de sua produção, materializando os conceitos de Le Corbusier em linhas e curvas metálicas, que acabaram por se tornar sua assinatura.” A B301 era móvel para conversar, composta por uma estrutu-

ra de aço com um tecido solto, suspenso pelas hastes. Quadrada, a LC2 Grand Confort seria para relaxar. A célebre chaise longue B306 era para dormir. Perriand trabalhou com Le Corbusier por mais de uma década, e permaneceu uma figura influente no movimento moderno até sua morte, em 1999, quando foi aclamada como uma das poucas mulheres que conseguiram sucesso num ambiente predominantemente masculino. Traço atemporal La Maison au Bord de l’Eau, um dos projetos mais conhecidos de Perriand, concebido há mais

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de 80 anos foi, finalmente, executado, por iniciativa da grife Louis Vuitton. Foi construída na Itália e montada em Miami, como um tributo à autora. “Ela era apaixonada por esse projeto que, apesar de particularmente importante, jamais havia sido realizado. (…) Trata-se de um projeto pioneiro, no qual construção, interiores e mobiliário são vistos em solução de con-

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tinuidade, não mais como elementos desvinculados. Acredito ser essa sua contribuição mais fundamental”, comentou a filha de Charlotte, Pernette Perriand Barsac, durante a inauguração da casa, que se tornou uma das atrações mais comentadas do roteiro de exposições satélites à Exposição Design Miami, realizada em dezembro de 2013.

PARA DORMIR A célebre chaise longue B3O6, projetada para dormir PARA RELAXAR A Quadrada LC2 Grand Confort (abaixo à esq.) seria para “relaxar”, enquanto que a B3O1, segundo a classificação do patrão, era um móvel para “conversar”, com uma estrutura de aço com um tecido solto, suspenso pelas hastes


da Redação

Beto Pires – Paixão pelas artes José Roberto Pires de Almeida nasceu em Rancharia no dia 4 de agosto de 1948. Seus familiares o descreveram como um artista calmo e pacato, que se destacava pela habilidade manual, bom gosto e perfeccionismo. Sempre foi um apreciador das artes: a música, a fotografia e o cinema, que sempre foi sua paixão. Queria cursar a Faculdade de Belas Artes, mas desistiu por pressão do pai. Formou-se Arquiteto Urbanista pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São José dos Campos, mas nunca deixou de pintar e de fazer artesanato com porcelana. A arte era a sua vida. Foi um grande arquiteto, com muitos trabalhos dentro e fora de Botucatu. Gostava muito de decoração e paisagismo e, apesar de não ter nenhuma formação técnica nesta área, seus jardins eram como as suas obras: reflexo de sua personalidade fina e de muito bom gosto. Nos últimos anos estava um pouco afastado da arquitetura e se dedicando à fotografia, fazendo fotos belíssimas. Beto foi um artista completo e

suas obras ficaram para demonstrar isso, mas o que deixou de melhor está nas lembranças dos que convivemos com eles. Beto nos deixou inesperadamente na manhã do dia 19 de agosto de 2013. Perdemos um arquiteto artista.

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da Redação. Fotos: Divulgação

Blumenau: A rica arquitetura alemã no Brasil Uma Alemanha tropical. Assim é conhecida a cidade de Blumenau, em Santa Catarina. A cidade se destaca por aliar como nenhuma outra as tradições germânicas ao mundo contemporâneo. Seja no inverno ou no verão, a arquitetura típica da cidade ajuda a criar um clima europeu único e propicia uma imersão ainda maior aos inúmeros festivais locais. Apesar da acentuada urbanização, as famílias blumenauenses ainda preservam com rigor os costumes germânicos. A arquitetura alemã encanta turistas de todas as partes do Brasil. A colonização de Blumenau por imigrantes alemães iniciada no século XIX traz consigo características de viver e habitar diferenciadas das estabelecidas até aquele momento nesta região. A forma como esses imigrantes edificaram suas construções, remete a uma técnica  medieval, denominada enxaimel, também conhecido como “Fachwerk”

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Prefeitura de Blumenau Arquitetura estilo enxaimel como cartão postal


Colonização Características da colonização alemã do século XIX que perdura até hoje

alemão. Este estilo de construção perdura até hoje nas paisagens do município. Estilo enxaimel: Presente nos principais pontos da cidade Blumenau possui inúmeros atrativos, como suas populares festas, sendo a Oktoberfest a mais conhecida de todas. Locais como o Parque Municipal das Nascentes, Parque Spitzkopf, Nova

PR SC

Blumenau Florianópolis

RS

Rússia, Parque natural São Francisco ou mesmo suas cervejarias. São passeios imperdíveis, mas quem vai a Blumenau quer fotografar mesmo sua arquitetura. Nesse sentido, uma caminhada por aproximadamente 2,5 km pelo centro até a rua XV de Novembro é sensacional. Blumenau a pé Caminhar pelo centro de Blumenau é uma atividade que não exige muito esforço e garante uma visita à maioria dos pontos turísticos. Este trajeto é conhecido como “Roteiro Turístico do Centro Histórico” e inicia-se na Ponte Aldo Pereira, mais conhecida como Ponte de Ferro, por ter sido por muitos anos passagem para o trem que ligava Blumenau à Itajaí. A ponte encontra-se no início

da Rua Martin Luther, sobre o Rio Itajaí Açu, cujo leito é acompanhado pela av. Castelo Branco, mais conhecida como Beira Rio. O segundo ponto a se visitar é a Praça da Paz, erguida em 2006 e com um monumento em homenagem à ONU. A Prefeitura de Blumenau com seu característico estilo enxaimel encontra-se à frente, junto da Praça Victor Konder, da Macuca (a primeira locomotiva de Blumenau), da Figueira, do Monumento dos 150 anos da cidade e do Relógio das Flores, um dos únicos cinco no país. Rua XV de Novembro:Visita obrigatória Caminhando por suas calçadas de pedras róseas e cinzas

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logo alcança-se o Teatro Carlos Gomes, fundado em 1939, e um dos únicos quatro teatros do Brasil com palco giratório. Em seguida surge o Castelinho da Moellman, que abriga a Havan, um dos pontos mais famosos de Blumenau. Do outro lado da rua, a feirinha de artesanato e o antigo Colégio Franciscano Santo Antônio ocupam uma quadra que vai até a Catedral São Paulo Apóstolo, conhecida como Catedral Matriz de Blumenau, de arquitetu-

ra moderna e com sua torre de 45 metros com sinos eletrônicos. Este trecho da rua apresenta uma grande concentração de casas em estilo enxaimel, típicas da colonização da cidade, o que inclui a bela casa da Família Husadel, de arquitetura suíça. Em resumo, visitar Blumenau nos remete a um estilo, uma forma de viver através de sua cultura ou mesmo se alinhando com a arquitetura germânica. Blumenau é um pedaço intocado da Alemanha no sul do país.

PORTAL Arquitetura alemã se destaca desde o portal de entrada de Blumenau

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Oktoberfest No mês de outubro, alegria alemã em receber turistas

FACHWERK O estilo fachwerk também está presente no comércio local

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Receitas sofisticadas para agradar aos paladares mais exigentes. E o melhor, com preparo rápido e fácil. Por Júnior Quinteiro. Fotos: Divulgação

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Surpreenda com estilo Um prato sofisticado, mas, ao mesmo tempo, de fácil preparo

Escalope de filé mignon ao molho de uísque //Tempo de preparo 25min //rendimento 4 porções

Ingredientes

4 escalopes de filé mignon 1/4 de cebola picada 1/2 xícara (chá) de creme de leite Azeite de oliva para grelhar Sal e pimenta-do-reino a gosto Modo de preparo

Tempere os filés com sal e pimenta. Aqueça em fogo alto uma frigideira grande antiaderente. Regue com um fio de azeite. Coloque 2 escalopes por vez e deixe dourar por 1 min., sem mexer. Vire-os e deixe fritar por mais 1 min. ou até que fiquem dourados. Retire a frigideira do fogo, acrescente o uísque com cuidado e raspe o fundo com uma colher de pau para aproveitar o sabor deixado pela carne. Volte a frigideira ao fogo, acrescente as cebolas, o creme de leite e deixe ferver por 1 min.. Retire do fogo e sirva a seguir com a carne

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Sorvete de creme de vanilla Ingredientes

1/2 litro de leite 150g (1/2 xícara) de açúcar 4 gemas 1 pitada de sal 1 favo de baunilha ou 1 colher de chá de essência  3 colheres de sopa de água 

VANILLA básico A partir dessa receita, você pode preparar outros sabores, adicionando frutas, raspas de chocolate, etc.

Modo de preparo

Leve ao fogo o leite, a baunilha (abra a fava ao meio) e o sal. Quando iniciar a fervura, retire do fogo, tampe e deixe descansar por 20 min. Em outra vasilha, coloque as gemas, o açúcar e a água. Bata à mão (± 4 min.) até obter um creme liso e volumoso.

Junte ao leite com baunilha já frio e, com uma colher de pau, misture bem e leve ao fogo brando em banho-maria. Ao iniciar a fervura, retire do fogo. Deixe esfriar num recipiente que possa ser tampado. Depois de frio, coloque no freezer (não se esqueça de tampar bem!)

DICA. PARA um sorvete bem cremoso, substitua a metade do leite por creme de leite e junte mais 2 gemas

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Curaçao Blue Drink: um ar caribenho em sua festa Os drinks preparados com Curaçao Blue nos dão a sensação de estar no Caribe. Sua cor azul nos remete a coloração dos mares da América Central, dando aquela vontade refrescante de mergulhar no copo. Feito de laranjas da Ilha de Curaçao, Caribe, este licor tem sabor seco e estimulante (Triple Sec) e é artificialmente colorido de azul. Curaçao Blue pode ser comprado em lojas especializadas, internet ou até mesmo “in loco” se você estiver rumo ao Caribe. Ingredientes

2 doses de suco de abacaxi 1 dose de rum branco 1 dose de Curaçao blue 1 dose de leite de coco Gelo picado 1 pedaço de abacaxi Duas folhinhas do abacaxi 1 cereja Modo de preparo

Coloque o suco de abacaxi, o rum, o leite de coco e o Curaçao juntamente com o gelo picado numa coqueteleira e bata bem. Despeje em copo long drink e guarneça com o pedaço de abacaxi, as folhas e a cereja. Sirva com um canudinho

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por Flávio Cavaleiro, Bacharel em Desenho Industrial - Projeto de Produto, pela Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP

Não sou designer gráfico, mas desconfio que o design gráfico é um dom divino que toca qualquer ser capaz de manipular o Corel Draw. O milagre (-sqn) pode ser visto claramente nas mídias. Basta folhear alguma revista e se divertir com a diagramação constrangedora caprichada e as imagens ridículas cheias de efeitos.

×

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O problema (se é que isso é um problema) está nas empresas que querem anunciar, mas não tem um projeto de marketing (pra quê? - eu posso resolver isso) e, portanto, não tem material de qualidade para ser veiculado. E aí entra o santo Corel que, como o superamendoim, transforma o Pateta em Super Pateta e Tra-la-la-lá! sai uma arte. “O Juvanderson faz do jeito que eu quero” teria dito um empresário.

× Mas, segundo o tio Ben, com grandes poderes vem grandes responsabilidades. Muitas vezes, o que vemos por trás da imagem que deveria representar a empresa é o made by myself. Um exemplo marcante são os anúncios odontológicos que, em vez de usar a imagem de um belo sorriso colgate, usam a de uma boca cheia de pinos – alguns usam fotos de cirurgias. Morro de vergonha alheia.


da Redação. Fotos: Divulgação

CÔMODA BOMBE EM CARVALHO AMERICANO Nas cores branca, preta e turquesa, R$ 3.379, na Star Garden - Rod. Castelo Branco, km 191. Mais informações pelo email stargarden@stargarden.com.br ou pelo telefone 3886.1391

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O objetivo é divulgar e valorizar o trabalho dos profissionais de arquitetura, engenharia e design

Estas são as empresas que compõe o Núcleo Living Design. São algumas das melhores empresas de construção, mobiliário e decoração da região de Botucatu.

Decoração Ana Paula Decorações D&A Decorações Saga Tapetes e Decoração Villa Filipa Móveis e Decoração Camponesa Star Garden Material básico Casa do Construtor Gruppi Concreto Madeirão Vieira Shop

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Materiais de acabamento Alpha Marmoraria B&B Acabamentos Calhas Tonini Casa Cor Tintas Di Casa Acabamentos Eco Portinari Portales Móveis e Armários Dell Anno Divina Madeira Duda Móveis Planejados Instant Shop RB Móveis

Complementares Living Lustres Piscinão Cuesta Jardins Artyz


Living Design 2  

Arquitetura e Design; Arquitetura Antroposófica, por Michael Mosch; Casa da Arquiteta Andréa Targa; Vergonha Alheia, por Flávio Cavaleiro

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