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ÍNDICE

Edição 01 | MAIO E JUNHO DE 2013

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Jacques Vabre em Santa Catarina

Equipamento é aperfeiçoado para atender portos brasileiros

São Francisco do Sul realiza inventário

INÉDITO

TECNOLOGIA

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Porto Sem Papel

Porto de Imbituba comemora movimentação

Votorantim e o meio ambiente

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TESC faz o maior embarque do país

Poly amplia sua área

Projeto Empreender

SEP

GRÃOS

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TECNOLOGIA

RECORDE

FASISC

INFRAESTRUTURA

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EVENTO

INVESTIMENTO

Portonave adquire novos equipamentos

Portos e Terminais de SC participam da Intermodal

Condomínio Teporti

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AMIGO DO NEPOM

REUNIÃO

NOVA LINHA

Prosegur recebe homenagem

Doutrina de Inteligência Marítima

Itapoá recebe nova linha

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VANT é fabricado no Brasil

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Nova Bacia de Evolução

Movimentação de cargas projetos

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Em fase de conclusão

É referência em cargas frigorificadas

ECONOMIA BMW em SC

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INVESTIMENTO

TECNOLOGIA

MEIO AMBIENTE

CESPORTOS/SC Lança livro da Comissão

APM

ITAJAÍ

BRASKARNE

TROCADEIRO

CURSO

PLANO DE RESPOSTA

Polícia Federal participa de treinamento

SAER e NEPOM em ação nos incidentes portuários

COLUNAS

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36 ENTREVISTA

Clyton Xavier é o novo Superintendente da PF em SC

EXPEDIENTE Revista INPORT Rua Tubalcain Faraco, 21 - Ed. Veneza - Sala 703 Centro - Tubarão/SC - CEP: 88701-150 | 48 3052 2190

Segurança Pública Portuária

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Marinha realiza Exercício em Itajaí

Inteligência Policial na Atividade Portuária

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Treinamentos e Exercícios em Prol da Segurança Portuária

Diretora de Redação: Aline Araújo (DRT/SC 4048) crie@editoracrie.com.br

Distribuição: Gratuita e dirigida

Diretora de Criação: Lívia Vieira livia@editoracrie.com.br

Impressão: CTP, impressão e acabamento COAN Gráfica


Um gigante em eficiência.

Nos destacamos pela agilidade e pela capacidade de realizar mais de 31 movimentos/hora por portainer. Tudo isso graças à experiência de um grupo que está presente em 5 continentes e 30 países, formado por profissionais que trabalham todos os dias para que a APM Terminals Itajaí mantenha sua competitividade em um mundo cada vez mais exigente.

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EDITORIAL

Edição 01 | MAIO E JUNHO DE 2013

Todos os projetos nascem de uma vontade. Com a Revista Inport não foi diferente. O desejo por informar, por levar conhecimento ao leitor e por ter credibilidade perante o cliente nos fez criar um veículo novo. Com design diferenciado e primando por qualidade editorial, o layout da Revista é resultado da criatividade da publicitária Lívia Vieira. A informação que você terá acesso é fruto de entrevistas, pesquisas e apoio dos assessores de imprensa de portos, terminais e empresas que desejam mostrar ao mercado seu potencial e diferencial. Com isso, todos ganham. A Revista, portanto, é uma ferramenta para se mostrar o que há de positivo, novo e interessante no setor portuário, logístico e de segurança. A Revista Inport, nesta primeira edição, tem a honra de contar com três especialistas na

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área de segurança assinando as colunas. Reinaldo Garcia Duarte - Coordenador da CESPORTOS/SC e Chefe do NEPOM, o Tenente Steve Barry – Oficial da Guarda Costeira dos Estados Unidos, e o Agente Especial da Polícia Federal, Marcelo Pasqualetti, Adido Adjunto da Polícia Federal na Embaixada do Brasil na França. Em uma entrevista exclusiva para a Revista Inport, Clyton Xavier, revela o desafio inédito de estar pela primeira vez no comando da Superintendência Regional da Polícia Federal em Santa Catarina, que é responsável por toda a atividade da PF no Estado. Mesmo sendo um veículo novo, muitos acreditaram nessa proposta e hoje fizeram dele uma realidade. Por isso, o convite estampado no título é verdadeiro. Você está convidado a ser parceiro desse projeto. Vamos juntos?


QUALIDADE E MODERNIDADE EM SERVIÇOS PORTUÁRIOS

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EVENTO

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REGATA TRANSAT JACQUES VABRE PELA PRIMEIRA VEZ SANTA CATARINA A REGATA QUE SAIRÁ DE LE HAVRE NA FRANÇA TEM COMO DESTINO A CIDADE DE ITAJAÍ (SC) um milhão e duzentos mil reais, já o restante do valor será investido pela iniciativa privada, através de patrocínio. “A vinda da Regata para Itajaí vem ao encontro da política do Município que pretende transformar Itajaí em um polo náutico nacional” diz João. Dois locais serão disponibilizados para a parada das embarcações. Um é na Vila das Regatas e o outro do Saco da Fazenda. Esse último será dragado pelo Porto de Itajaí por se tratar de uma área portuária. A Regata francesa será uma das atrações do Evento “Uma Aventura Pelos Mares do Mundo” repaginação da Tradicional Marejada. A festa acontecerá entre os dias 16 de novembro a 1º de dezembro e contará com diversas atrações. Entre elas está uma feira de negócios, a saída da Expedição da Família Schürmann, festival gastronômico, além da Regata Transat Jaques Vabre.

DIVULGAÇÃO TRANSAT JACQUES VABRE

A JACQUES-VABRE, COMPANHIA DE CAFÉ FRANCESA, REALIZA A REGATA EM COMEMORAÇÃO A ROTA DO CAFÉ. POR ISSO, A PARTIDA É DE LE HAVRE, TRADICIONAL IMPORTADORA DE CAFÉ ATÉ UM PAÍS EXPORTADOR DO GRÃO. COSTA RICA, COLÔMBIA E BRASIL FORAM OS PAÍSES QUE JÁ RECEBERAM A TRADICIONAL REGATA. SYMPA

ALEXIS COURCOUX | TRANSAT JACQUES VABRE

Pela segunda vez em menos de dois anos o município de Itajaí, em Santa Catarina, será palco de mais um evento náutico. Depois da Volvo Ocean Race, é a vez da Regata Transat Jaques Vabre escolher a cidade catarinense. A competição engloba um percurso de 5.395 milhas náuticas – em linha reta, e parte da cidade francesa de Le Havre. A estimativa é que cinquenta embarcações participem da disputa em quatro classes: 40, 50, 60 e 70 pés, com dois tripulantes cada. O percurso deve levar mais de 20 dias, e tem a largada programada para o dia 3 de novembro de 2013. De acordo com o Secretário Executivo do Comitê Organizador do evento, João Luiz Demantova, o convite foi feito pela própria organização francesa, que após saber da excelente infraestrutura e recepção aos atletas da Volvo, ficou interessada em também ter Itajaí como roteiro. “Essa é a quarta vez que a Regata escolhe o Brasil como destino, as três edições anteriores no país tiverem como parada final a cidade de Salvador na Bahia, e por esse motivo estamos muito felizes em trazer um evento tão importante para Santa Catarina”, revela João. O valor total do evento está orçado em dois milhões e setecentos mil reais. O Governo do Estado investirá cerca de

Coletiva de Imprensa em Itajaí

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PORTO SEM PAPEL JÁ É REALIDADE EM TODOS OS PORTOS BRASILEIROS O PROJETO ESTÁ EM FUNCIONAMENTO EM TODOS OS PORTOS ORGANIZADOS MARÍTIMOS VINCULADOS À SECRETARIA DE PORTOS. SÃO FRANCISCO DO SUL E ITAJAÍ FORAM OS PRIMEIROS, EM SANTA CATARINA, A RECEBEREM O SISTEMA. O Porto sem Papel é um sistema de informação, elaborado pela SEP com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no valor de R$ 114 milhões. Todos os portos organizados marítimos, vinculados à SEP já receberam o treinamento: Santos, Rio de Janeiro,Vitória, Niteroi, Itaguaí, Angra dos Reis, Forno, Barra do Riacho, Fortaleza, Pecém, Recife, Suape, Natal, Areia Branca, Maceió, Cabedelo, Salvador, Aratú, Ilhéus, Belém, Santarém, Vila do Conde, Itaqui, Manaus, Macapá, Itajaí, São Francisco do Sul, Imbituba, Laguna, Porto Alegre, Pelotas, Rio Grande, São Sebastião, Paranaguá e Antonina. Através do sistema (denominado Sistema de Informação Concentrador de Dados Portuários) todos os dados necessários para atracação, operação e desatracação dos navios são unificados e disponibilizados para todas as instituições envolvidas na atividade portuária (ANVISA, Marinha, Ministério da Agricultura, Polícia Federal, Receita Federal e a Autoridade Portuária). Essa integração dos órgãos elimina a burocracia, diminui o tempo para obtenção das anuências e, consequentemente, o custo das operações em 25%, segundo estimativa da SEP.

O porto de São Francisco do Sul seguiu o cronograma de acordo com as orientações da Secretaria de Portos (SEP), assim, foi um dos primeiros a implementar no Estado o Projeto. De acordo com o Diretor de Administração do Porto, Gilberto de Freitas, todo o sistema implementado pela Secretaria está funcionando. Dentro dele está o módulo que abrange os órgãos intervenientes, como por exemplo, documentação de atracação de navios, que envolve ANVISA, despachantes, Marinha, entre outros. Já o Sistema de Embarque e Desembarque, será aplicado posteriormente. Mesmo assim, para o Diretor, a eficiência no trabalho já está sendo sentida desde os primeiros dias da implementação do Programa. ‘‘Quanto mais modernizar menos teremos que esbarrar na burocracia. O objetivo do Porto sem Papel, e que está sendo cumprido muito bem, é dar mais agilidade e acelerar os trâmites, de forma a beneficiar a todos os envolvidos. Por esse motivo afirmo que o Programa está sendo bastante positivo’’, revela o Diretor.

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PORTOS E TERMINAIS

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PORTO DE IMBITUBA MOVIMENTA 342 MIL TONELADAS E BATE RECORDE MOVIMENTAÇÃO É A MAIOR DOS ÚLTIMOS 25 ANOS O porto de Imbituba (SC) atingiu no mês de março uma movimentação que bateu o recorde dos últimos 25 anos: 342 mil toneladas. Um número tão expressivo assim só foi registrado na época em que o porto movimentava carvão. De acordo com o Diretor-Presidente do Porto, Luís Rogério Pupo Gonçalves, os fatores que levaram a este recorde estão relacionados, principalmente, com o processo de gestão, que possibilitou um melhor aproveitamento dos berços e equipamentos e também a diminuição do tempo médio de atracação. “É um recorde histórico, pois esta marca não era atingida desde 1986”, comemora Rogério. Para Pupo, a diversificação de cargas é o grande trunfo do Porto de Imbituba. “A manutenção deste crescimento está em atender às novas demandas de carga e dar agilidade no sistema e modelo operacionais. Para isso, estão sendo programados investimentos na área de infraestrutura e no parque de máquinas, que viabilizarão maior efetividade no embarque e desembarque de cargas, adequação de retroárea e uma estruturação do setor comercial de forma profissional e técnica para a atração de novas cargas e linhas que dinamizem os serviços prestados”, revela o DiretorPresidente. AS CARGAS QUE SÃO MOVIMENTADAS NO PORTO COM MAIOR EFETIVIDADE, E QUE AJUDARAM NO RECORDE SÃO O COQUE, PETCOQUE, ÓXIDO DE FERRO, CEVADA, TRIGO, SAL E FERTILIZANTES.

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Hoje, o canal do Porto de Imbituba possui 15 metros de profundidade e passará, após a dragagem, a ter 17 metros – nos berços esse número passará de 12 para 15 metros. Para Rogério, com o novo calado, o porto estará apto a receber os maiores navios que estão em operação hoje no mundo. Estas profundidades possibilitarão o atracamento de navios com 360m de comprimento e 42 m de boca. “O porto está utilizando, hoje, menos de 30% de sua capacidade operacional. Representando desta forma um potencial muito grande de expansão em virtude das suas condições físicas, estratégicas e também em função de sua localização. Dentre outros papéis que o Governo do Estado assume em relação ao Porto Público é o fator ‘Desenvolvimento Regional’, a partir da estruturação da cadeia de negócios, que gerará empregos e renda nos mais diversos níveis e setores, tanto no âmbito da iniciativa privada, como no setor público”, conclui Rogério. PATRÍCIO AMILTON DE MEDEIROS

Desde dezembro do ano passado, o Governo do Estado, por intermédio da empresa SC Par, é o responsável pela administração do Porto de Imbituba em um convênio firmado com a União pelo prazo de dois anos. Em visita a Cidade, no mês de abril, o Governador Raimundo Colombo enalteceu as qualidades que fazem do Porto de Imbituba o principal polo de desenvolvimento do sul do Estado. De acordo com Rogério Pupo, o Governo do Estado está trabalhando fortemente no processo de Desenvolvimento da Região Sul de Santa Catarina, tendo como uma das referências para estas ações a estruturação logística do Porto. Desta forma, estão sendo feitos investimentos em infraestrutura onde está previsto, por exemplo, o acesso rodoviário na ordem de R$ 50 milhões. O novo acesso promoverá a distinção entre acesso de veículos leves e pesados. Na visita, o Governador não deixou de destacar os investimentos que estão sendo feitos pela atual administração e lembrou também do início das obras para a dragagem do Porto, tão logo seja assinada a Ordem de Serviço, prevista para esse primeiro semestre. “O processo de dragagem a ser executado pelo Governo Federal, teve a empresa Van Oord como vencedora do certame licitatório. Tão logo o contrato seja assinado, será feito o lançamento da ordem de serviço para dragagem do Porto e construção do novo acesso. Inclusive, a empresa Van Oord já montou um escritório na cidade e deu inicio a definição do canteiro de obra dentro da área portuária”, diz Rogério.

Visita do Governador ao Porto de Imbituba

SANTOS BRASIL

ACESSO RODOVIÁRIO E DRAGAGEM

O PORTO ESTÁ UTILIZANDO, HOJE, MENOS DE 30% DE SUA CAPACIDADE OPERACIONAL. REPRESENTANDO DESTA FORMA UM POTENCIAL MUITO GRANDE DE EXPANSÃO. ROGÉRIO PUPO, Diretor-Presidente do Porto de Imbituba

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TECNOLOGIA

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VOTORANTIM CIMENTOS INVESTE EM TECNOLOGIA PARA MELHORAR A GESTÃO AMBIENTAL NO PORTO DE IMBITUBA FORAM INVESTIDOS R$ 6 MILHÕES EM 2012 PARA CONSTRUÇÃO DE BARREIRA EÓLICA PARA DIMINUIR A SUSPENSÃO DE PARTÍCULAS. Dando sequência ao processo de melhorias no terminal de coque de Imbituba, a Votorantim Cimentos iniciou em novembro um projeto para a instalação de uma barreira eólica, conhecida como Wind Fence, no perímetro do pátio de armazenagem de coque. "Essa barreira tem como principal objetivo desacelerar o vento que incide sobre a pilha de coque, melhorando a gestão ambiental no porto", explica Miguel Bastos Barros, Gerente de Logística – Portos da Votorantim Cimentos.

CONHEÇA O PROJETO Para o desenvolvimento do projeto, a equipe técnica da Votorantim Cimentos fez um levantamento do regime de ventos na região do porto e o mapa topográfico da área de influência. Com essas informações e após montar um modelo reduzido do pátio, foram feitas simulações em túnel de vento para entender melhor a ação do vento na armazenagem do pátio. A empresa estima que a redução na emissão de particulados seja em torno de 70% a 80%. A partir desta simulação, foram montados diversos cenários de configuração de localização e tipos de telas e então, foi medida a ação do vento resultante. Com base nesses resultados, foi possível escolher a configuração que teve a melhor performance na redução da pressão que provoca a suspensão de partículas. A Wind Fence que está sendo construída pela Votorantim Cimentos será a mais alta que se tem conhecimento, com 32,76m de altura. O conceito da Wind Fence surgiu na agricultura, onde muitos fazendeiros buscavam uma solução para reduzir a perda de frutas que caiam dos pomares antes de estarem maduras por conta da ação dos ventos. Com o passar do tempo, outras aplicações surgiram e atualmente essa barreira é amplamente utilizada como uma forma de supressão de poeira em indústrias e portos de diversas localidades no mundo.

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SANTA CATARINA EM FOCO As unidades de Imbituba e Vidal Ramos da Votorantim Cimentos receberam um investimento de R$ 440 milhões. Além delas, a empresa também possui uma fábrica em Itajaí. As três unidades têm, juntas, capacidade de produzir 2,4 milhões de toneladas de cimentos por ano, volume suficiente para sustentar o forte crescimento local.

RESPONSABILIDADE SOCIAL Entre os principais projetos desenvolvidos pela Votorantim Cimentos para a comunidade local de Imbituba, está o Futuro em Nossas Mãos, que existe desde 2003. O objetivo é promover qualificação profissional e inclusão no mercado e trabalho da construção civil de pessoas de baixa renda nas localidades em que a empresa está presente. Na fábrica da Votorantim Cimentos em Imbituba, por exemplo, 80% da mão de obra da fábrica é local, muitos deles provenientes de programas de capacitação profissional oferecidos pela empresa.

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PORTOS E TERMINAIS

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TERMINAL PORTUÁRIO SANTA CATARINA FAZ O MAIOR EMBARQUE DE GRÃOS EM CONTÊINER NO PAÍS Depois de dar início à estufagem de grãos em contêineres, o Terminal Portuário Santa Catarina (TESC), localizado no Porto de São Francisco do Sul, realizou o maior embarque do país numa só escala: 137 contêineres estufados com soja, totalizando 2,7 mil toneladas, foram transportados pelo navio "Sunny Oasis", no dia 06 de março, com destino a Port Kelang (Malásia) e Kaoshiung (Taiwan e China). O processo foi realizado através de uma parceria com outras duas empresas: a Seatrade, especializada em logística e operacionalização de cargas, e a BR-Agri, trading que desenvolveu uma logística para exportar grãos em contêineres. ‘‘Nossa intenção é aumentar os volumes gradativamente, iniciando o ano com soja e terminando com milho’’ - afirma Roberto Lunardelli, diretor administrativo e financeiro do TESC. A expectativa é que os embarques cheguem a 180 mil toneladas apenas neste ano. A aposta do TESC e seus parceiros nessa modalidade de operação deu certo. ‘‘A retaguarda do REDEX do TESC aliado ao know-how e aos equipamentos próprios e específicos para a conteinerização de grãos da BR-Agri, além do apoio de armadores na rota para Ásia, tornam o porto ideal para esse transporte’’ explica Lierte Amorim, diretor da BR-Agri e da Seatrade. Os equipamentos diferenciados da BR-Agri, por exemplo, garantem a estufagem de 60 contêineres por dia, enquanto em outros portos a produção diária não chega a 15 unidades. Já no TESC, os constantes investimentos e as condições geográficas e climáticas favoráveis atraem exportadores. ‘‘Oferecemos uma nova opção de logística para todos os tipos de operadores. Hoje o TESC não possui restrição de janela de atracação e de volume, e estamos nos preparando para atender esta demanda crescente’’ - afirma Lunardelli.

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A MOVIMENTAÇÃO DE GRÃOS ESTUFADOS E CONTÊINERES É UMA TENDÊNCIA QUE DEVE CRESCER NOS PRÓXIMOS ANOS. O BRASIL EXPORTA 75 MILHÕES DE TONELADAS DE SOJA, MILHO E FARELO, E HÁ UMA ESTIMATIVA DE CHEGAR A 500 MIL TONELADAS, OU SEJA, 1% DO TOTAL EM CONTÊINERES. ‘‘No futuro, o Brasil tem potencial de chegar a 5 milhões ou cerca de 7% das exportações totais de granéis’’ - diz Amorim. Segundo ele, depois dos primeiros embarques realizados, o mercado percebeu que o Brasil era um fornecedor viável e confiável, que conseguiria fornecer volumes em contêiner e a preços competitivos. Além disso, houve o crescimento da safra brasileira e o aumento da espera dos navios nos portos, fazendo com que o escoamento de volumes em contêineres ajudasse a antecipar alguns lotes. A operação de grãos estufados em contêineres promove também a abertura do mercado, pois produtores, cooperativas e pequenos traders conseguem entregar o produto de forma mais direta aos consumidores, que compram volumes em navios panamaxes nos destinos, sendo pulverizados em lotes menores. Além disso, o volume financeiro necessário para a operação é substancialmente menor, o que traz mais liquidez e abertura ao mercado. "A modalidade não deve substituir o modal a granel, mas certamente abre muitas oportunidades ao produtor e exportador brasileiro", explica Amorim. A operação em conjunto promove a exportação rápida, evita filas para descargas, diminui o risco de sobrestadia nos armazéns e oferece uma distribuição organizada do produto gerando um fluxo contínuo do processo.


DIVULGAÇÃO POLY

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POLY TERMINAIS ESTÁ NA FASE FINAL DE AMPLIAÇÃO A PARTIR DE JULHO O TERMINAL CONTARÁ COM 245 MIL METROS QUADRADOS DE ÁREA A partir do segundo semestre de 2013, a Poly Terminais contará com mais oitenta e cinco mil metros quadrados de área para atracações de navio de meio porte, armazenagem de carga solta, além do pátio de containers. Há dois anos, o terminal está realizando as obras que envolvem a construção de armazéns, pátios e reforma no cais, e está na contagem regressiva para que toda a nova estrutura fique pronta. De acordo com informações do Terminal, a área adquirida aumentará a capacidade de armazenagem e movimentação de carga em 70%. Com a ampliação, novos equipamentos para a movimentação de carga serão comprados, como por exemplo, um Guindaste MHC – Mobile Harbour Crane e empilhadeiras elétricas - visando uma diminuição do uso de combustível fóssil.

Segundo o Gerente Comercial e de Projetos da Poly, Christian Totino, o Terminal possui um píer de atracação para navios com até 180m de comprimento e calado máximo de 7,5m, com objetivo de atingir 9,30m. Uma área coberta de 15.000m², que com a expansão passará para 20.000 m². A Capacidade de armazenamento de 15.000 posições porta paletes ficará com 26.795 posições porta paletes. E ainda, uma capacidade de movimentação de 3.300 TEUs/armazenamento, que poderá chegar 5.200 TEUS com a nova área. “A ampliação nos dará maior capacidade operacional e ajudará a desenvolver novos projetos, ampliar a nossa gama de serviços e com isso a possibilidade de incrementar a nossa carteira de clientes”, diz Totino.

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FACISC

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NÚCLEO ACIM-PORTO DE IMBITUBA PARTICIPA DO PROJETO EMPREENDER, DESENVOLVIDO PELA FACISC O PROJETO VISA MELHORAR A GESTÃO DOS NÚCLEOS DE ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAS DO ESTADO.

Uma ferramenta importante no desenvolvimento e treinamento dos colaboradores está sendo divulgada pela FACISC: o Projeto Empreender. O objetivo é trabalhar juntamente com os núcleos do Programa Empreender das Associações Empresariais do Estado promovendo a melhoria da gestão, o acesso a novos mercados e a busca de novas tecnologias, por meio de consultorias, participação em feiras e conferências do segmento. De acordo com o Consultor Regional Sul, Giovane Ferreira Pereira, será realizada uma série de atividades a partir de agosto de 2013 até junho de 2015. Entre as ações está a participação nas feiras Intermodal, Infra Portos, Itajaí Trade Sumitt, Transposul, Expocargo e Accelerate Oil & Gas. E também a realização de encontros para apresentação do porto e distribuição dos folders e dvds nas cidades de Criciúma, Lages, Chapecó, Rio do Sul, Jaraguá do Sul, São José, Caxias do Sul e Porto Alegre . ‘‘Também iremos contar com a confecção de folders, dvds, encartes em jornais do Estado, site e outdoors nas rodovias BR-101, 282 e 470 das empresas associadas aos núcleos e também a realização de palestras e oficinas de consultoria com temas que abrangem liderança, controle de custos, fluxo de caixa, que somarão 108 horas de Consultoria para Análise Estratégica’’ – revela Giovane. Para Lito Guimarães, Coordenador do Núcleo Acim-porto, o Projeto é um instrumento de desenvolvimento comercial eficiente. E a programação de visitas à feiras e reuniões é importante para o contato com potenciais clientes em regiões de influência do Porto de Imbituba.

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‘‘Conforme apresentado, a FACISC participa financeiramente em parte do projeto, com recursos a fundo perdido, e os empresários devem dar a contrapartida correspondente. Dessa forma, desejamos que todos associados busquem a participação nesse Projeto. Além de todos os benefícios estaremos naturalmente melhor preparados competitivamente’’ – diz Lito. Ainda de acordo com Lito, o Projeto irá ajudar na estruturação da cadeia produtiva em torno do Porto, na diferenciação competitiva das empresas participantes das demais empresas do mercado, na qualificação da gestão na busca de novos clientes e na preparação para o crescimento do porto. ‘‘O objetivo do Projeto é promover o apoio às ações de melhoria das condições de negócios para microempresas e empresas de pequeno porte agrupadas em núcleos setoriais. Os resultados esperados no projeto, aumentar o número de colaboradores, faturamento e cliente, irão impactar diretamente na economia do município através da geração de emprego, renda e impostos’’ – conclui Lito.

SERÃO INVESTIDOS NO TOTAL R$ 144.000,00. DESSE VALOR, A FACISC (FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAIS DE SC), ATRAVÉS DE CONVÊNIO COM A CACB E SEBRAE, APORTA 56% A FUNDO PERDIDO, COM CONTRAPARTIDA DAS EMPRESAS DE 44%.


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EQUIPAMENTO É APERFEIÇOADO E GANHA ESPAÇO NO MERCADO PORTUÁRIO O SENTRY PORTAL PASSOU POR UM APERFEIÇOAMENTO PARA ATENDER ESPECIFICAMENTE A PORTARIA DA RECEITA FEDERAL

Desenvolvido para auxiliar na segurança no mercado mundial de portos e terminais, o Sentry Portal é um sistema de inspeção não intrusiva por raios X tipo drive through com alta penetração e elevado rendimento. Visando o setor portuário brasileiro, a fabricante norte-americana, AS&E, em parceria com a distribuidora exclusiva no Brasil, VISTTO Tecnologia de Inspeção e Segurança, adequaram o produto para atender especificamente a Portaria da Receita Federal. “Vimos que os portos e terminais privados do Brasil seriam um mercado em potencial para esse tipo de produto. Por isso, ele foi adaptado para atender especificamente às exigências da Receita Federal. Com a mudança, o equipamento além de ser específico para o setor portuário do Brasil passou a ter um valor mais acessível e, portanto, competitivo”, revela Lauro Mendonça, Diretor Comercial da VISTTO. A capacidade de inspeção do equipamento é de até 150 caminhões por hora, o que o torna uma ferramenta confiável para detecção de materiais perigosos, armas e contrabando que, eventualmente, possam estar escondidos no interior de contêineres e/ou de cargas em geral. >>

AS&E NO MUNDO

Os sistemas de inspeção da AS&E vêm sendo utilizados em diversos portos secos e marítimos de todo o mundo, dentre eles: Porto de Charleston, Porto de Miami e Porto de Seattle, nos EUA; Porto de Roterdã, na Holanda; Porto de Veneza, na Itália; além de portos no Reino Unido e na França.

DIVULGAÇÃO VISTTO

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EMPRESA Sediada em Santa Catarina, A VISTTO Tecnologia de Inspeção e Segurança é uma empresa especializada no segmento de segurança para portos, aeroportos, fronteiras e penitenciárias, além do controle da evasão fiscal e segurança nos Estados brasileiros. Atualmente, a VISTTO é a distribuidora exclusiva no Brasil da empresa norte-americana American Science and Engineering (AS&E), uma das maiores fabricantes mundiais de sistemas de segurança e pioneira no campo de tecnologia de raios X. A VISTTO é certificada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

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PORTOS E TERMINAIS

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PORTO DE SÃO FRANCISCO DO SUL REALIZA INVENTÁRIO DE GASES DO EFEITO ESTUFA O Programa Brasileiro GHG Protocol tem como objetivo estimular a cultura corporativa para a elaboração e publicação de inventários de emissões de gases do efeito estufa (GEE), proporcionando aos participantes acesso a instrumentos e padrões de qualidade internacional e é destaque entre os Programas GHG no mundo. O GHG Protocol é uma ferramenta utilizada para entender, quantificar e gerenciar emissões de GEE que foi originalmente desenvolvida nos Estados Unidos, em 1998, pelo World Resources Institute (WRI) e é hoje a metodologia mais usada mundialmente pelas empresas e governos para a realização de inventários de GEE. É também compatível com a norma ISO 14.064 e com as metodologias de quantificação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Entre as características dessa ferramenta destacam-se o fato de oferecer uma estrutura para contabilização de GEE, seu caráter modular e flexível, a neutralidade em termos de políticas ou programas e ainda o fato de ser baseada em um amplo processo de consulta pública. ‘‘O Brasil se destaca pela crescente adesão ao GHG Protocol, pelas iniciativas pioneiras e pela qualidade dos relatórios. Você não vê isso na China, nem na Índia, nem no México’’- declarou Segundo Pankaj Bhatia, diretor do GHG Protocol, durante o Evento Anual do Programa, em Agosto de 2011. Uma das iniciativas de destaque do Programa Brasileiro, e considerada pioneira em todo o mundo, foi a criação do Registro Público de Emissões e da área pública para consulta dos inventários das empresas e de estatísticas por setor. Com a participação da Administração do Porto de São Francisco do Sul nesse inventário, a ideia é criar ações com base nos dados coletados, para reduzir ao máximo as emissões de gases de efeito estufa gerados nas operações e assim

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garantir o respeito ao meio ambiente por meio da implantação de programas que garantam a prevenção da poluição e a melhoria contínua, atendendo a legislação ambiental aplicável.

A ação faz parte do projeto de elaboração de inventários de GEE da Administração Pública Direta e Indireta do Governo de Santa Catarina por meio da metodologia GHG Protocol, sob a coordenação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável em cumprimento à Política de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável de Santa Catarina.


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PORTONAVE ADQUIRE NOVOS EQUIPAMENTOS TERMINAL PORTUÁRIO DE NAVEGANTES SE CONSOLIDA COMO O MAIS BEM EQUIPADO DE SANTA CATARINA

PORTONAVE APRESENTA NOVOS SERVIÇOS

A Portonave terá um novo serviço para a Ásia. O Terminal Portuário de Navegantes e o Porto de Santos (SP) serão os dois únicos portos brasileiros que receberão a nova linha do armador MSC. Denominado "Ipanema", o serviço terá 11 navios e fará escalas semanais na Portonave. O primeiro navio deste novo serviço é o MSC Jenny, que saiu de Xangai (China) dia 18 de maio e tem previsão de chegada em Navegantes dia 25 de maio. O novo serviço integra os portos da América do Sul - Buenos Aires (Argentina), Navegantes e Santos, aos portos da Ásia: Cingapura, Yantian, Chiwan, Hong Kong, Ningbo e Xangai.

DIVULGAÇÃO PORTONAVE

O Terminal recebeu, no mês de abril, três novos portêineres e cinco novos transtêineres para integrar a atual frota de equipamentos. Com eles, a Portonave passa a ter seis portêineres, que são os principais equipamentos para operação de carga e descarga dos navios, e 18 transtêineres, responsáveis pela movimentação dos contêineres na retroárea. Com as novas máquinas o Terminal de Navegantes se consolida como o mais bem equipado de Santa Catarina. A Portonave deverá receber também obras de ampliação do terminal portuário ao longo do ano para aumentar a capacidade de movimentação. Com a expansão, o terminal portuário que hoje tem cerca de 270 mil m² passará a 410 mil m².

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OS PORTÊINERES COMPRADOS PELA PORTONAVE SÃO DA MARCA TEREX FANTUZZI, MODELO POST PANAMAX. CADA PORTÊINER TEM CAPACIDADE DE SUSPENSÃO DE 75 TONELADAS. COM OS EQUIPAMENTOS O TERMINAL VAI ATENDER MELHOR NAVIOS COM 48 METROS DE BOCA (19 ROWS LINHAS DE CONTÊINERES DE LARGURA).

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EVENTO

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PORTOS E TERMINAIS CATARINENSES PRESENTES NA INTERMODAL A SEGUNDA MAIOR FEIRA DO MUNDO PARA OS SETORES DE LOGÍSTICA, TRANSPORTE DE CARGAS E COMÉRCIO EXTERIOR REUNIU MAIS DE 600 EMPRESAS REPRESENTANDO 26 PAÍSES E ATRAIU 48.500 VISITANTES NO TRANSAMERICA EXPO CENTER, EM SÃO PAULO.

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Porto de Sรฃo Francisco do Sul

Portonave

Porto Itapoรก

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EVENTO

Porto de São Francisco do Sul

Prosegur

20 ANOS DE INTERMODAL A Intermodal, em 2014, acontecerá entre os dias 1 e 3 abril, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. A edição será especial, pois comemora o vigésimo aniversário do evento, o segundo maior do mundo para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior. APM Terminals

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CONDOMÍNIO INDUSTRIAL TEPORTI INVESTIMENTO EM OBRAS PARA SUPORTE À EXPLORAÇÃO DO PRÉ-SAL EM ITAJAÍ

Diante do potencial da cidade de Itajaí para suporte à exploração do pré-sal, o Condomínio Industrial TEPORTI está recebendo investimentos em infraestrutura e atraindo empresas na área de petróleo, gás, naval e offshore. Com mais de 1 milhão e meio de m² de área, o Condomínio é único na região em seu segmento, oferecendo soluções logísticas de armazenagem, câmara fria, área REDEX, tomadas reefers e Terminal Portuário Alfadegado Privado aos que se instalam em suas dependências. O empreendimento com todas as licenças LAI – Licença Ambiental de Instalação está com obras avançadas de multinacionais no segmento de construção de módulos de compressão para FPSOs, estaleiro e eletrodomésticos. Algumas áreas do Condomínio ainda estão disponíveis para acomodações industriais e podem receber desde simples locação de área até construção da unidade. Como um projeto pioneiro, o TEPORTI está se consolidando como um moderno corredor logístico com fácil acesso a rodovias, aeroportos e porto privado. Sua proposta de negócio proporciona total integração entre diferentes atividades e facilitando os

processos de produção e trazendo ao município eficiência de classe internacional. Instalado dentro do Condomínio Industrial, o Terminal Portuário Privado Alfandegado TEPORTI opera com cais de 150m e profundidade de 8,8m. Com mão de obra própria, é especializado em operações de apoio marítimo offshore, operações de carga projeto e carga geral. Está equipado com guindastes e equipamentos de grande porte como reachstackers, empilhaderias, Meclift e 1 MHC com capacidade para 100 tons. O pátio tem capacidade para 2.500 containers, tomadas reefers, armazéns cobertos, gate com balança e rigoroso sistema de segurança 24 horas certificado pelo ISPS Code. Com a estrutura oferecida pelo TEPORTI, os recursos são otimizados gerando redução de custos e agregando valor ao produto final. São vantagens significativas que facilitam a ampliação das atividades industriais e a capacidade produtiva das empresas que estão se instalando em Itajaí. Projetos como o empreendimento TEPORTI estimulam o desenvolvimento industrial, fomentam a comunidade e promovem a capacitação e qualificação da mão de obra local.

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BMW EM SC

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SÃO FRANCISCO DO SUL E ITAPOÁ SERÃO BENEFICIADOS COM A BMW

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TEM A OBRIGAÇÃO DE RESTITUIR INVESTIMENTO QUE O GOVERNO FEZ, “TODOAEMBMWOFORMA DE SUBVENÇÃO NO PRAZO ESTIPULADO. SE NÃO FIZER, A EMPRESA É OBRIGADA A QUITAR EM DINHEIRO.

PAULO BORNHAUSEN, Secretário do Des. Econômico Sustentável

A construção da primeira fábrica da montadora alemã BMW em Santa Catarina foi oficializada no Norte do Estado. A cidade escolhida, Araquari, possui 24.810 habitantes de acordo com o último censo do IBGE, e está localizada geograficamente em uma importante região, que possui uma pujante atividade industrial relacionada com os setores eletrônico, metalúrgico e mecânico - Joinville e Jaraguá do Sul. A unidade fabril da BMW em Santa Catarina terá 1,5 milhão de metros quadrados e deve entrar em operação já em 2014. O primeiro carro será lançado até fevereiro de 2015 e, no primeiro ano de funcionamento, a previsão de produção é de 32 mil veículos, que abastecerão o mercado nacional, principalmente. Na fase inicial de instalação, devem ser gerados cerca de 1.400 empregos diretos, com a possibilidade de criação de mais de 4.000 empregos indiretos. Esses empregos serão gerados e qualificados pela própria montadora. Serão investidos aproximadamente R$ 600 milhões por parte da empresa na primeira etapa de implantação. De acordo com o Secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen, o Governo criou uma linha de crédito de até R$ 200 milhões junto BRDE para que a BMW, e futuramente outras empresas interessadas, possa financiar itens que o BNDES não financia como, por exemplo, a aquisição de terreno. Esse valor deve ser quitado em até oito anos por meio de recolhimento de impostos. Mas, é importante destacar que os recursos que o Estado está investindo para a vinda da BMW não saem do orçamento, nem do tesouro.

SOFTEIS

POR ESTAREM LOCALIZADOS NAS CERCANIAS DA UNIDADE EM CONSTRUÇÃO, O PORTO E O TERMINAL PRIVADO PODERÃO SERVIR PARA A IMPORTAÇÃO DE INSUMOS E EQUIPAMENTOS E ATÉ EXPORTAÇÃO DE PARTE DA PRODUÇÃO DA EMPRESA.


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O faturamento anual previsto para o primeiro ano de operação da BMW é de cerca de R$ 2,5 bilhões. Para o terceiro ano, a previsão sobe para R$ 8,5 bilhões. O processo de negociação da vinda da montadora para Santa Catarina começou há 10 meses. “Soubemos que a empresa pretendia trazer uma fábrica para o Brasil. Aí, iniciamos os contatos, com uma primeira viagem à Alemanha, onde fui com o secretário Alexandre Fernandes e o vice-governador, Eduardo Pinho Moreira”, conta Bornhausen.

CURIOSIDADES A BMW anunciou a sua primeira motocicleta, a R 32, em 1923. Até então, a empresa fornecia apenas motores para veículos completos. A ideia do conceito básico do modelo original da BMW Motorrad um motor boxer com cilindros longitudinais e eixo de transmissão era tão boa que continua a ser empregada até hoje. A BMW tornou-se um fabricante de automóveis em 1928, com a compra da empresa conhecida como Fahrzeugfabrik Eisenach. O primeiro BMW foi construído sob licença da Austin Motor Company e, em 1932, foi substituído por projetos da própria empresa

EM

Santa Catarina possui três portos e dezenas de terminais privados e de acordo com o Secretário, esse volume já representa competitividade, não apenas pela quantidade de terminais portuários, mas pela qualidade dos serviços. Segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina FIESC, os portos catarinenses serão beneficiados, principalmente o porto de São Francisco do Sul e o Terminal Itapoá, que estão localizados nas cercanias da unidade em construção. De acordo com o Coordenador da Unidade de Competitividade Industrial da FIESC, Egídio Martorano, a montadora irá importar insumos e equipamentos assim como poderá exportar parte de sua produção. Além disso, para o portfólio de clientes de um porto, ter uma das marcas mais valorizadas mundialmente, é um grande diferencial. A vinda desta empresa irá confirmar as vantagens competitivas de Santa Catarina relacionadas com a força de trabalho, infraestrutura de transporte (portos), localização geográfica estratégica, qualidade de vida urbana e dos serviços além da competitividade da indústria local que tem grande potencial em fornecer componentes e peças para a produção , conclui Martorano.

O FATURAMENTO ANUAL PREVISTO PARA O PRIMEIRO ANO DE OPERAÇÃO DA BMW EM SC É DE CERCA DE R$ 2,5 BILHÕES. PARA O TERCEIRO ANO, A PREVISÃO SOBE PARA R$ 8,5 BILHÕES. R32, BMW

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HOMENAGEM

NEPOM HOMENAGEIA EMPRESA DE SEGURANÇA PRIVADA

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Reinaldo Duarte, Chefe do Nepom, Solange Simões, Diretora Regional Sul da Prosegur e Fabiano Martins, Executivo de Negócios da Prosegur LUÍS QUEIROZ

Por ser parceira da Comissão Estadual de Segurança em Portos, Terminais e Vias Navegáveis de Santa Catarina – CESPORTOS/SC, a Prosegur fez a doação de um Kit CFTV – Circuito Fechado de TV, para ajudar na vigilância da área onde a Comissão está instalada. Porém, como a CESPORTOS catarinense já possuí tal equipamento, o Coordenador da Comissão, Reinaldo Garcia Duarte, repassou o Kit para o Núcleo Especial de Polícia Marítima NEPOM, do qual também exerce a função de Chefe. O Kit doado contempla quatro câmeras digitais com IP e um DVR para oito canais. A sede do NEPOM possui uma área de aproximadamente oito mil metros quadrados e ainda não possuía um sistema de monitoramento. Esse equipamento, portanto, contribuirá para a melhoria da segurança do local tanto no aspecto da segurança patrimonial quanto das condições de atracação e desatracação de embarcações das lanchas da Polícia Federal. “Considerando uma área tão grande o Sistema de CFTV cedido facilitará a atividade de Segurança Patrimonial da Delegacia. O CFTV permitirá, por exemplo, que qualquer policial da Unidade possa acessar as câmeras via internet e verificar, além das condições de segurança, as condições de vento no local. Nesses casos, se houver necessidade, o responsável será avisado e poderá reforçar a amarração das embarcações atracadas”, diz Reinaldo. Pela relevância dos resultados que os equipamentos cedidos para a CESPORTOS/SC e repassados para o NEPOM, trará, a Diretora Regional Sul da Prosegur, Solange Simões, recebeu em nome da empresa a medalha Amigo do NEPOM.

LÍVIA VIEIRA

CHEFE DO NÚCLEO ESPECIAL FEZ A ENTREGA DA MEDALHA AMIGO DO NEPOM À PROSEGUR.


REUNIÃO

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COORDENADOR DA CESPORTOS/SC SE REÚNE COM MEMBRO DA EMBAIXADA DO BRASIL NA FRANÇA NO ESCRITÓRIO EM PARIS, O AGENTE ESPECIAL MARCELO PASQUALETTI, ADIDO ADJUNTO DA POLÍCIA FEDERAL NA EMBAIXADA DO BRASIL NA FRANÇA, RECEBEU O COORDENADOR DA CESPORTOS/SC, REINALDO GARCIA DUARTE, PARA UMA CONVERSA. NO ENCONTRO, OS AGENTES PUDERAM RELEMBRAR ALGUMAS AÇÕES DESENVOLVIDAS EM CONJUNTO POR ESSES DOIS ÓRGÃOS, E AINDA, RETOMAR UM IMPORTANTE PROJETO: A CRIAÇÃO DE UMA DOUTRINA DE INTELIGÊNCIA MARÍTIMA E DE UM PLANO DE CAPACITAÇÃO EM SANTA CATARINA A relação entre a CESPORTOS/SC - Comissão Estadual de Segurança nos Portos e Vias Navegáveis de Santa Catarina – e a Inteligência da Polícia Federal começou no ano de 2009. Nessa data, Reinaldo Garcia Duarte, foi designado para instalar uma unidade de polícia marítima em Florianópolis e também estar à frente dos trabalhos da Comissão como coordenador. Já Marcelo Pasqualetti era o Chefe do Serviço de Inteligência Polícial da PF em Brasília – SIP/PF e um estudioso das questões relacionadas com a atividade de polícia marítima e inteligência policial em áreas portuárias. ‘‘Nessa época fiz um estudo sobre as ocorrências em portos brasileiros que cabia à Policia Marítima da Policia Federal prevenir e reprimir. E apresentei ao Reinaldo o ‘plano de capacitação’ para preparar policiais federais para atuarem na inteligência portuária no combate de esquemas de tráfico de drogas por vias marítimas’’ – relembra Pasqualetti. Em Paris, o assunto foi retomado. O projeto de se criar uma doutrina própria para as atividades de inteligência portuária e marítima, além da capacitação de policiais para atuação específica nessa área, foi novamente discutido e analisado. ‘‘Trouxe de volta para o Brasil, além do material físico sobre a matéria, a vontade de retomar esse projeto proposto pelo

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Pasqualetti. Acredito que ele será de suma importância para o sucesso das atividades de polícia marítima em Santa Catarina e até no Brasil’’ – disse Reinaldo. A criação de uma Doutrina de Inteligência Marítima e de um Plano de Capacitação poderá ser o grande diferencial da segurança portuária brasileira, de acordo com o Coordenador. Ainda segundo Reinaldo, ele vai sugerir, no papel de Coordenador da CESPORTOS/SC, às autoridades competentes normas que revertam na segurança dos portos e vias navegáveis.

Adido Adjunto recebe homenagem da CESPORTOS/SC


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SEGURANÇA PÚBLICA NA FRANÇA A França tem um modelo de segurança pública que é exercido pela Polícia Nacional e pela Gendarmerie. Ambas realizam o ciclo completo de atividade policial, dividindo sua área de atuação por uma delimitação populacional e, em alguns casos, pelo tema. Por esta razão é a Gendarmerie que realiza as funções de Polícia Marítima na França. Já a Polícia Nacional exerce as atividades de polícia de segurança no Rio Sena em Paris, atuando também, no apoio às atividades de polícia judiciária, quando necessário. A Aduana também integra o conjunto desses órgãos e realiza intervenções em questões portuárias e marítimas. ‘‘A Adidância Policial em Paris está à disposição da CESPORTOS/SC e das Unidades de Polícia Marítima para a realização de estudos e a viabilização de encontros com os encarregados das atividades de polícia marítima, seminários e cursos, etc. Enfim, toda e qualquer demanda que venha a ser solicitada’’ – conclui Pasqualleti.

OPERAÇÕES POLICIAIS ENVOLVENDO PORTOS BRASILEIROS

2005 A Polícia Federal fez uma apreensão de cocaína no Porto de Santos: cerca de 1.500 toneladas. O carregamento estava misturado a sacos de carvão vegetal, divididos em dois contêineres. A droga Veio da Colômbia e seguiria para Portugal, de onde seria distribuída para o resto da Europa. No mesmo ano, no Rio de Janeiro, a Polícia Federal realizou a Operação Caravelas. 1,5 tonelada de cocaína foi apreendida. A operação conseguiu impedir que a droga fosse camuflada como miúdo de boi e exportada para Portugal.

2008 Em Santa Catarina, 627 quilos de cocaína foram apreendidos em um contêiner tanque de uma empresa fantasma com filial em São José/SC. E empresa importava óleo de palma do Equador e exportava parafina para Bélgica, uma rota internacional que passava pelo Porto de Imbituba.

2007 O traficante Juan Carlos Abadía foi preso em uma operação da Polícia. Abadia, que chegou ao Brasil por via marítima, trazido por um barqueiro francês, investia parte do dinheiro do tráfico em Santa Catarina. O traficante foi preso algum tempo depois ligado a outro caso de tráfico internacional de entorpecentes.

2009 Descoberto um esquema que consistia na substituição de contêineres com mercadorias por contêineres falsos no porto de Santos, o maior do Brasil e da América Latina. Os criminosos foram flagrados quando estavam prestes a substituir uma carga de 24 toneladas de videogames importados por contêineres clonados, contendo só areia e pedras.

2010 Em 16 de abril de 2010, o Colombiano Nestor Ramón Chaparro, foi preso no Rio de Janeiro e, segundo as investigações, ele utilizava contêineres e portos brasileiros para enviar cocaína aos EUA. A ação da Polícia Federal nesse caso contou com a participação de agentes da Agência Antidrogas dos Estados Unidos, a DEA, e da Agência de Imigração e Alfândega norte-americana, a ICE.Em junho de 2010, a Delegacia Especial de Polícia de

Florianópolis DEPOM/SC, participou de uma operação de repressão ao tráfico internacional de drogas. A Polícia verificou que traficantes despacham drogas através de navios que atracavam em portos catarinenses, gaúchos e paulistas. Traficantes da Croácia, Montenegro, Bulgária e Macedônia, no leste Europeu, se associaram com traficantes da cidade de Imbituba/SC. Contando com excelentes pilotos, a cocaína era empacotada em bolsas

impermeáveis, e com uso de embarcações infláveis a droga era lavada até navios de grande porte já em mar aberto. Ali, a droga era içada e escondida até o navio chegar no seu destino final: a Europa. Já em novembro do mesmo ano, houve a maior apreensão de droga dos últimos 15 anos na Itália: uma tonelada de cocaína estava escondida dentro de equipamentos agrícolas embarcados em um terminal privado de Santa Catarina.

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PORTOS E TERMINAIS

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TERMINAL PORTO ITAPOÁ FECHA PARCERIA COM A ASIA SHIPPING COM 16 ANOS DE EXISTÊNCIA, A ASIA SHIPPING É UMA COMPANHIA MULTINACIONAL DE ORIGEM BRASILEIRA QUE LIDERA O SERVIÇO DE AGENCIAMENTO DE CARGAS NO TRADE ENTRE A ÁSIA E AMÉRICA DO SUL Durante a Intermodal South America, a diretoria e a equipe comercial do Porto Itapoá fecharam contrato com um dos maiores agentes de cargas que atuam no Brasil, a Asia Shipping. A parceria foi firmada no dia 4 de abril, no estande do terminal na feira do evento, e viabilizará um significativo aumento na movimentação de cargas do Porto Itapoá, visando uma maior interação e satisfação para todos os clientes envolvidos. Em conjunto, os dois empreendimentos irão entregar maior eficiência operacional e de processos, características já reconhecidas no mercado, tanto em relação ao Porto Itapoá, quanto à atuação da Asia Shipping.

TERMINAL SERÁ ESCALA PARA OS SUPERNAVIOS DO SERVIÇO ESA DA EVERGREEN/COSCO/ZIM Caracterizado como um terminal portuário apto a receber no Brasil os grandes navios de contêineres, o Porto Itapoá acaba de ser anunciado como uma das escalas do novo serviço ESA, formado pelo joint entre os armadores Evergreen, Cosco e Zim. O novo serviço, denominado ESA de longo curso, cobrirá a linha da Costa Leste da América do Sul e Ásia, tendo como rotação os portos de Santos, Paranaguá, Montevidéu, Buenos Aires, Rio Grande, Itapoá, Cingapura, Hong Kong, Xangai, Ningbo e Yantian. O novo serviço ESA terá 10 navios de 8.000 a 9.000 TEUs de capacidade, em substituição aos 11 navios de 3.400 TEUs que compunham a frota até então. Essa mudança resultará

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em algumas vantagens competitivas, como maior capacidade de transporte, menor transit time, mais força de vendas nos mercados asiáticos, além de cobertura mais abrangente de portos brasileiros e do Mercosul. As embarcações sairão de Xangai em maio e devem chegar à costa brasileira no mês de junho. O primeiro navio a escalar em Itapoá, será o Cosco Indonesia, de aproximadamente 334 metros de comprimento e com capacidade para 9.000 TEUs (contêiner de 20 pés de comprimento). A atracação está prevista para ocorrer no dia 25 de junho. COM O ESA SENDO A MAIS NOVA LINHA MARÍTIMA A FAZER PARTE DO PORTIFÓLIO COMERCIAL DO PORTO ITAPOÁ, O TERMINAL AGORA JÁ CONTA COM 12 SERVIÇOS PARA O MUNDO TODO.


TECNOLOGIA

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VANT É PRODUZIDO COM TECNOLOGIA BRASILEIRA NA AUSTRÁLIA, EUROPA E USA OS VANTS S JÁ SÃO LARGAMENTE UTILIZADOS NOS SERVIÇOS DE MONITORAMENTO E SEGURANÇA. AGORA, COM TECNOLOGIA BRASILEIRA, ESSE EQUIPAMENTO QUER GANHAR AINDA MAIS FORÇA AQUI NO PAÍS.

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serviço de ronda aérea, inclusive, passando sobre os navios atracados, verificando se não ha nada de estranho ocorrendo. O equipamento pode ajudar tanto no suporte aéreo para manobras de cabotagem, como também na manutenção e gestão de controle ambiental”, revela Marcio.

Por ser um produto relativamente novo e por ter sido apresentado como uma arma de guerra, muitos possuem uma visão distorcida em relação aos VANTS – Veículos Aéreos Não Tripulados. De acordo com o Representante Comercial do produto em Santa Catarina, Marcio Bursoni, ao contrário dessa informação, os Veículos são equipamentos que reduzem os riscos, por não serem tripulados, e podem auxiliar nos serviços de monitoramento e segurança. “No Brasil a utilização dos VANTS’s ainda é muito pequena por falta de uma legislação sobre o assunto. Mas a ANAC esta empenhada em solucionar esse problema no menor espaço de tempo possível”, diz Marcio. A fabricante do produto é a SkyDrones Tecnologia Aviônica LTDA, empresa brasileira fundada no ano de 2010, na cidade de Porto Alegre/RS. Desde sua fundação até hoje a Skydrones desenvolveu tecnologia própria para construir os equipamentos e o software utilizado para o controle do voo. E no primeiro momento, está oferecendo através da representante ATC & ATS, localizada em Blumenau/SC, o equipamento a portos, terminais de carga, e outros mercados em potencial no Estado. “Nos portos e terminais, o VANT auxilia na segurança patrimonial, já que pode ir a lugares aonde as câmeras fixas não chegam. Auxilia também no

NOS PORTOS E TERMINAIS, O VANT AUXILIA NA SEGURANÇA PATRIMONIAL, JÁ QUE PODE IR A LUGARES AONDE AS CÂMERAS FIXAS NÃO CHEGAM MARCIO BURSONI, Representante Comercial VANT SC


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POR SER UM PRODUTO NACIONAL, COM O DESENVOLVIMENTO DE MATERIAIS NO BRASIL, O EQUIPAMENTO PODER SER ADQUIRIDO POR 1/4 DO VALOR DO IMPORTADO. “E com a vantagem de ter a mesma qualidade dos produtos do exterior, mas desenvolvido e produzido no Brasil, além da garantia e assistência técnica local, reduzindo o tempo de espera em caso de troca de peças”, diz Marcio. Além dos trabalhos nos portos e terminais, o VANT pode ser utilizado na segurança patrimonial e monitoramento de tráfego de veículos. Na indústria, em inspeção de locais de difícil acesso e inspeção de tubulações e dutos. Na agricultura, no mapeamento de áreas para aplicação de defensivo ou adubagem e no meio ambiente, no monitoramento de desmatamento e poluição. Pode também auxiliar nos trabalhos de fotografia aérea, filmagem e fotos publicitárias, além de muitos outros serviços.

HISTÓRIA Em 2008 dois engenheiros iniciaram as pesquisas para desenvolver um VANT. Desta união surgiu a e m p re s a S k y d ro n e s , fundada em 2010, em Porto Alegre. Ela é a única empresa nacional que fornece, monta, calibra, treina pilotos e dá suporte à h ex a có p te ro s p a ra utilização em aplicações profissionais.

ULF BOGDAWA Engenheiro mecânico; Sócio fundador da NBNAutomação Industrial; Piloto Privado; Ex- Presidente da ABRAMEQ (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos para Couro-Calçados e Afins); Diretor regional da Abimaq; Conselheiro da Fiergs.

CARLOS HENRIQUE HENNIG Bacharel em Sistemas de Informação com Cursos de especialização em sistemas inerciais na Itália e Engenharia de Software em Israel; 20 anos de experiência em desenvolvimento de sistemas embarcados nas áreas Aeroespacial e de Automação; Representante da ABINEE (CEPEL).

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CURSO

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POLICIAIS RECEBEM TREINAMENTO PARA A COPA DAS CONFEDERAÇÕES O CURSO, MINISTRADO EM ITAJAÍ, CONTOU COM DIVERSAS ATIVIDADES LIGADAS À ÁREA DA SEGURANÇA. Quinze policiais federais participaram do I curso de patrulhamento embarcado em área portuária no NEPOM de Itajaí/SC. O objetivo da atividade é treinar os agentes para se tornarem chefes de equipe da policia federal nas ações de patrulhamento embarcado nas cidades sede da Copa das Confederações deste ano Fortaleza, Rio de Janeiro, Salvador, Recife. O curso realizado entre os dias 6 e 17 de maio contou com o desenvolvimento de atividades práticas em manobras de patrulhamento. O exercício foi feito em lanchas de patrulha integrantes do parque náutico dos Nepom’s - Núcleos Especiais de Polícia Marítima, de todo Brasil. Além dessa ação, os policiais federais contaram com aulas teóricas para a atualização sobre a legislação que envolve a atividade da Polícia Federal dentro e nas proximidades de um porto, na CESPORTOS e em grandes eventos. Também foram realizados: treinamento prático em defesa pessoal e em condução de presos focado para

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abordagem e vistoria de embarcações suspeitas; aulas de atualização para operação dos equipamentos eletrônicos das embarcações dos Nepom’s; prática de patrulhamento em formação com mais de uma embarcação, bem como vistorias em embarcações suspeitas; o acompanhamento do processo de escaneamento e fiscalização de contêineres em um porto e o desenvolvimento do planejamento e execução de uma operação embarcada de patrulhamento. ‘‘A realização deste curso em nosso Estado é um reconhecimento da importância do trabalho desenvolvido e da respectiva experiência adquirida pelos Nepom's de Santa Catarina. Tanto em sua rotina diária de patrulhamentos dos portos catarinenses bem como nos eventos náuticos internacionais realizados em Itajaí’’ - diz Jorge Froeder, Agente da Polícia Federal e Coordenador do Curso.


ENTREVISTA

POLÍCIA FEDERAL NOMEIA NOVO SUPERINTENDENTE

REGIONAL EM SC Clyton Eustáquio Xavier é natural de Minas Gerais. O início da carreira como Delegado de Polícia Federal foi em 1999, quando tomou posse na Delegacia em Foz do Iguaçu/PR, onde permaneceu por quatro anos, período em que teve a oportunidade de che ar o Núcleo de Polícia Marítima, Aeroportuária e de Fronteiras, sendo o responsável pelo controle de imigração nas duas pontes, da Argentina e do Paraguai, além do aeroporto. Além dessa área administrativa, Clyton Xavier atuou na atividade de polícia judiciária, formalizando prisões em agrantes, coordenando operações e presidindo inquéritos de variados delitos naquela região de tríplice fronteira.

Em 2003, mudou-se para Uberlândia/ MG, onde até o ano de 2004 trabalhou na Delegacia de Polícia Federal da cidade, presidindo investigações de diversos crimes, tais como corrupção, tráfico de drogas, tráfico de pessoas, entre outros. Em 2005/2006 tornou-se tornou Chefe do Serviço de Proteção a Testemunha e ao Depoente Especial da Divisão de Direitos Humanos da Polícia Federal em Brasília/DF. No ano de 2007 foi nomeado Delegado Regional Executivo da Superintendência Regional da Polícia Federal no Maranhão e em 2008 ocupou o cargo de Corregedor Regional de Polícia da Superintendência Regional em Recife/PE. Mas o grande desafio ainda estava por vir: durante dois anos e meio, Clyton Xavier foi Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro. Na função, coordenou investigações contra a corrupção, o tráfico de drogas e armas. Foi através do trabalho incansável do Delegado, que diversas quadrilhas foram presas, inclusive formadas por Agentes Públicos. Depois de cumprir seu trabalho na Capital carioca, e devido seu histórico profissional, em 2011 o Delegado Clyton foi convidado a assumir a Coordenação Geral do Controle da Segurança Privada (CGCSP).

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O mais recente trabalho de Clyton Xavier é o desafio inédito de estar no comando da Superintendência Regional da Polícia Federal em Santa Catarina, que é responsável por toda a atividade da PF no Estado. INPORT Qual sua linha de trabalho e sua expectativa para assumir essa função? C.E.X.: A Polícia Federal já atua com um padrão em sua linha de trabalho. Porém, pretendo contribuir com a minha experiência para aperfeiçoar cada vez mais o trabalho policial, seja na prestação de serviço ao público, a exemplo do exercício da atividade de polícia administrativa, seja na área operacional, dando condições para que nossos policiais realizem as investigações e a consequente desarticulação de organizações criminosas. E acredito que para conseguir esse objetivo é preciso que o gestor tenha a capacidade de destacar as pessoas certas para cada tipo de função, adequando o perfil de cada profissional às respectivas atividades. Buscaremos realizar uma administração participativa, ouvindo nossos servidores tanto em relação aos problemas como também na busca de soluções, além da adoção de técnicas que levem à otimização de utilização de equipa-


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INPORT Como o senhor avalia a Coordenação da Segurança Pública Portuária no Estado, por um representante da Polícia Federal? C.E.X.: Como é de conhecimento, a Coordenação da CESPORTOS, por força do Decreto 1507 /1995, estará a cargo de um Policial Federal indicado pelo Superintendente Regional da Polícia Federal no Estado. Através do Diretor Geral da instituição o nome é sugerido ao Ministro da Justiça para aprovação. A meu ver essa atribuição é importantíssima, pois, ter alguém do quadro da Polícia Federal na Coordenação de tal órgão facilita a execução das atividades de segurança portuária e marítima. Ser um Policial Federal ajuda também na integração entre a CESPORTOS (composta pela PF, Receita Federal, Marinha, Governo do Estado e representante das Administrações Portuárias) e as Unidades de Polícia Marítima - a quem cabe policiar os portos e costa catarinenses.

FACILITADORES SÃO, DE FATO, A QUALIDADE “OS EGRANDES A CAPACIDADE TÉCNICA DE NOSSOS SERVIDORES, SEJAM OS POLICIAIS, SEJAM OS ADMINISTRATIVOS. ISSO NOS DÁ SEGURANÇA PARA EMPREENDER DESAFIOS E REALIZAR NOSSAS METAS.

mentos, viaturas, recursos e também o emprego de pessoal. Os grandes facilitadores são, de fato, a qualidade e a capacidade técnica de nossos servidores, sejam os policiais, sejam os administrativos. Isso nos dá segurança para empreender desafios e realizar nossas metas. INPORT Como vai ser a integração com outras forças de Segurança Pública (PRF, Polícias Civil e Militar) do Estado? C.E.X.: As informações que obtive, desde que fui indicado para o atual cargo, dão conta de que em Santa Catarina já é uma tradição as ações integradas entre as forças de segurança. Postura que coaduna com a minha forma de administrar. Portanto, pretendo manter e, se possível, aprimorar ainda mais essa integração. Chegou ao meu conhecimento que boa parte das ações da Policia Federal em Santa Catarina é realizada em operações conjuntas, exemplo disso é a Operação Divisa. Nela, a própria Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Militar Rodoviária, Receita Federal entre outros órgãos promoveram um verdadeiro cerco no Estado – por terra, água e mar – em resposta aos ataques de grupos criminosos em Santa Catarina, resultado esse amplamente divulgado na mídia. INPORT Como o senhor avalia hoje a Segurança Portuária no Estado de Santa Catarina? C.E.X.: Nesta fase em que estou assumindo a função de Superintendente Regional ainda não tive a oportunidade de fazer a verificação in loco, mas, pelas informações que recebi da Comissão Estadual de Segurança em Portos, Terminais e Vias Navegáveis de Santa Catarina (CESPORTOS/SC) e das Unidades da Polícia Marítima, a situação das instalações portuárias no Estado é tranquila. Além disso, contamos com uma CESPORTOS atuante e integrada não apenas com a comunidade portuária, mas, também, com as outras forças de segurança aqui no Estado, o que auxilia nos trabalhos. INPORT Nesse primeiro contato qual a sua impressão da atividade de polícia marítima da Polícia Federal em Santa Catarina? C.E.X.: Em uma visita prévia que fiz ao Estado recentemente, tive a oportunidade de me reunir com a equipe do Núcleo Especial de Polícia Marítima (NEPOM) e pude perceber um grupo de policiais bem treinados, motivados e comprometidos com a instituição e com o trabalho que realizam, sendo um verdadeiro exemplo de dedicação e competência. Na ocasião, fui informado pelo Chefe da Unidade de Florianópolis de que quase a totalidade das operações é realizada em conjunto com a Marinha, IBAMA e ICMbio, o que considero positivo, pois, isso contribui muito para as ações de prevenção e repressão aos crimes cometidos nos portos e costa catarinenses

CLYTON XAVIER, Superintendente da Polícia Federal em SC

INPORT Quais serão suas determinações para os trabalhos da Polícia Marítima e Portuária no Estado? C.E.X.: Nesse momento pretendo me inteirar ainda mais das atividades realizadas pelas Unidades de Polícia Marítima da Polícia Federal em Santa Catarina, mas já posso afirmar que, pela atenção que o Governo Federal está dando nesse momento à atividade portuária brasileira, vamos incrementar ainda mais as ações da PF nessa área. Também continuarei realizando as reuniões com os responsáveis pela nossa área de policiamento marítimo e portuário, juntamente com o Delegado Regional Executivo, para que, a partir de um diagnóstico mais completo da real situação, possamos imprimir minha filosofia de trabalho voltada para ações integradas e de impacto no Estado.

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SAER

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SAER E NEPOM PASSARÃO A ATUAR NO PLANO DE RESPOSTA A INCIDENTES PORTUÁRIOS O SERVIÇO AEROPOLICIAL, UNIDADE AÉREA DA POLÍCIA CIVIL E O NÚCLEO ESPECIAL DE POLÍCIA MARÍTIMA FARÃO TREINAMENTOS PARA ATUAREM EM CONJUNTO NAS OPERAÇÕES QUE ENVOLVEM INCIDENTES PORTUÁRIOS. O SAER e o NEPOM já integram o plano de contingenciamento da CESPORTOS/SC e em breve passarão a atuar nas operações que envolvem incidentes portuários em Santa Catarina. De acordo com o Delegado Djalma Alcântara da Silva, Coordenador do SAER, o objetivo do Serviço é contribuir com a utilização de um equipamento versátil como é o caso da aeronave modelo helicóptero e, tripulação adequada, contribuindo para melhor solucionar as questões envolvidas quando há o acionamento para a integração das ações do NEPOM e da CESPORTOS/SC. Atualmente o SAER atua com uma aeronave modelo esquilo, em regime de plantões 24 horas por dia, conta com tripulação própria de três comandantes, três copilotos e treze tripulantes operacionais, fracionados em escalas de plantões. Segundo Djalma o Serviço passará a atuar brevemente com a segunda base operacional do SAER, na região de Chapecó, operando com uma aeronave e tripulação própria, em ações em toda a região fronteiriça executando os projetos de monitoramento e repressão a crimes fronteiriços. “Em regra, somente nossas tripulações operam junto à aeronave, contudo, por existir a cooperação entre o SAER e os órgãos públicos, atuamos em parcerias em nível federal, estadual e municipal, nos casos em que há necessidade da atuação do SAER, nas questões de interesse público. Podemos citar algumas parcerias com a Polícia Federal (NEPOM), a Defesa Civil, transportes de órgãos humanos, Secretaria de Justiça, Exército, Guardas Municipais, Corpo de Bombeiros, Receita Federal, Secretaria da Saúde e tantos outros”, diz Djalma.

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Hoje, o SAER contabiliza mais de 5.000 missões realizadas e mais de 4.000 horas de voos, nas mais diversas atividades. Entre elas estão a participação nas maiores catástrofes climáticas que assolaram Santa Catarina nos anos de 2008,2010 e 2011, as missões para a captação e transporte de órgãos humanos - contribuindo para que Santa Catarina seja referência nacional em tal modalidade - e também as diversas missões policiais repressivas e preventivas no combate a criminalidade. Além disso, o SAER auxilia no resgate de vítimas de acidentes, vítimas de afogamentos e pessoas em situações de risco.

O SAER FOI INSTITUÍDO EM 2004, E TEM COMO MISSÃO INSTITUCIONAL O APOIO OPERACIONAL JUNTO ÀS DEMANDAS DA POLÍCIA JUDICIÁRIA. TAMBÉM DÁ APOIO ÀS OPERAÇÕES REALIZADAS PELAS DEMAIS UNIDADES DA POLÍCIA CIVIL E SUBSIDIARIAMENTE A OUTROS ÓRGÃOS PÚBLICOS, SEJAM FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS.


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NOVA BACIA DE EVOLUÇÃO O AUMENTO NOS TAMANHOS DOS NAVIOS QUE TRAFEGAM NA COSTA BRASILEIRA, ALIADO ÀS LIMITAÇÕES DOS CANAIS DE ACESSO E BACIA DE EVOLUÇÃO DO COMPLEXO PORTUÁRIO DO ITAJAÍ SÃO VISTOS COMO FATORES LIMITADORES DA ATIVIDADE PORTUÁRIA COMO UM TODO EM ITAJAÍ E NAVEGANTES. O ALERTA FOI DADO PELO SUPERINTENDENTE DO PORTO DE ITAJAÍ, ANTONIO AYRES DOS SANTOS JÚNIOR.

Hoje, o Complexo opera, em caráter experimental, navios com até 304 metros de comprimento. “Porém, navios full-containers com 335 metros de comprimento e 45 metros de boca já trafegam pela costa brasileira. No entanto, se Itajaí não se adaptar às especificações dos novos navios, tende a registrar um recuo superior a 25% em suas operações até o próximo ano. Essas perdas poderão chegar a 65% em 2015, uma vez que empresas armadoras sinalizam para a inclusão de embarcações com 365 metros de comprimento e 48 metros de boca no mercado brasileiro”, explica o Superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior.

O superintendente acrescenta que, para agravar ainda mais a situação de Itajaí e Navegantes, diversos portos do Brasil e América do Sul têm infraestrutura para operar cargueiros desse porte, inclusive os portos vizinhos de Itapoá e São Francisco do Sul. “A única alternativa que temos para continuarmos no mercado é a construção de uma nova bacia de evolução, com largura de 465 metros, mais a retificação dos canais de acesso interno e externo e obras nos molhes norte e sul”, diz Ayres, ressaltando que o governo do Estado já sinalizou com recursos para a execução da obra.

LOCALIZAÇÃO Os estudos para a construção da nova bacia de evolução vêm sendo realizados pela empresa holandesa Arcadis, com know-how internacional nesse tipo de estudo, há cerca de três anos. Envolveram simulações e modelagens matemáticas, levando em consideração a velocidades das águas e outros fatores ligados diretamente a navegação no Rio Itajaí-Açu, e a única opção de local que oferece segurança às operações de atracação é a jusante da atual bacia de evolução. Porém, envolve desapropriações de imóveis no bairro São Pedro, em Navegantes. “Os recursos para as desapropriações e realocações das famílias instaladas no local já constam nas estimativas de custo da obra, que somam, em sua totalidade, US$ 142,47 milhões”, complementa Ayres. A estimativa de custos engloba, além das despesas de realocação de propriedade privada, custos com dragagens, taludes de proteção e outros itens relacionados a obra como um todo. Para o engenheiro, a obra é fundamental e urgente, uma vez que já existem recursos do BNDES disponíveis e que, se não executada, vai acarretar sérias perdas para os dois municípios. “Hoje, as atividades portuária e logística geram direta e indiretamente cerca de 25 mil empregos diretos nos dois municípios e o declínio da atividade gerará impactos irreversíveis”, diz.

HOJE, AS ATIVIDADES PORTUÁRIA E LOGÍSTICA GERAM DIRETA E INDIRETAMENTE CERCA DE 25 MIL EMPREGOS DIRETOS NOS DOIS MUNICÍPIOS E O DECLÍNIO DA ATIVIDADE GERARÁ IMPACTOS IRREVERSÍVEIS

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ANTONIO AYRES, Superintendente do Porto de Itajaí

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LIVRO

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CESPORTOS/SC LANÇA LIVRO INSTITUCIONAL A COMISSÃO CATARINENSE FOI A PRIMEIRA DO BRASIL A POSSUIR SEDE, SITE E UMA LOGO. E, AGORA, MAIS UMA VEZ, INOVA E LANÇA O PRIMEIRO LIVRO QUE CONTA A HISTÓRIA DA CESPORTOS NO ESTADO A CESPORTOS/SC pode ser reconhecida nacionalmente, hoje, como uma Comissão referência na Segurança Portuária. Tal título se deve ao seu pioneirismo em diversas ações. A trajetória dessa Comissão conta com ex-coordenadores e uma equipe que sempre colaborou para realização das atividades de competência da instituição. A partir de 2010, com o atual Coordenador, Reinaldo Garcia Duarte, a Comissão de Segurança Pública Portuária em Santa Catarina passou a realizar as doze reuniões ordinárias ao ano, conforme previsto no Regimento Interno. Nesses últimos três anos, também foi implementada a maior integração já vista no Brasil entre o Colegiado Estadual e a Comunidade Portuária Catarinense. Isso porque a presença dos Supervisores de Segurança, de todas as Instalações Portuárias de Santa Catarina, nas reuniões mensais, se tornou regular nesse período.

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CESPORTOS/SC

Em 2011, a CESPORTOS/SC foi a primeira do País a ter uma sede. No livro, um subcapítulo é destinado a essa conquista. A sala fica localizada no Porto de Itajaí, que cedeu o local, e possui três espaços. Todo o mobiliário foi doado pelas Instalações Portuárias, e hoje, a sede conta com uma secretária que auxilia nos trabalhos burocráticos da Comissão. No Livro, também é contada a história da construção do site e da logo da Comissão. Com a ajuda de amigos e parceiros, o atual Coordenador da CESPORTOS/SC conseguiu viabilizar um site que possui um sistema rápido e seguro para o tráfego de informações de inteligência entre a Comissão e a Comunidade Portuária. Já a logo da CESPORTOS/SC foi desenvolvida

por Hans Kuchenbecker, Sóciodiretor da HNS Port Consulting & Security, a partir da ideia de fortalecer institucionalmente a Instituição. Representada em um formato redondo, a logo possibilita a confecção de medalhas e está estampada em diversas homenagens feita pela Comissão. Hoje, a CESPORTOS/SC possui placas com a sua logo em Leixões/Portugal, Valência/Espanha, Le Havre/França e na Embaixada Brasileira em Paris.


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PORTOS E TERMINAIS

APM TERMINALS ITAJAÍ

No Capítulo 2, o Livro traz em seu conteúdo uma breve explanação sobre a Segurança Portuária. Em 1995, o governo brasileiro por meio do Decreto 1.507 instituiu a Comissão Nacional e as Comissões Estaduais de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis – CONPORTOS e CESPORTOS. Já o trágico episódio do ataque às Torres Gêmeas, em setembro de 2001, fez com que a IMO – Organização Marítima Internacional desenvolvesse novas medidas relativas à proteção de navios e instalações portuárias. Assim, nascia o Código Internacional para Proteção de Navios e Instalações Portuárias, o ISPS Code. Um novo tipo de movimentação tem mudado a paisagem da APM Terminals, empresa arrendatária de No doisCapítulo berços3,do o destaque vai para as missões. Desde 2011, a CESPORTOS/SC realiza Porto de Itajaí: as chamadas cargas projetos. Em abril, aa portos estrangeiros. A base da Guarda Costeira, em New York, e o visitas técnicas APMT realizou uma operação especial para descarregar Terminal Elisabeth, em New Jersey, foram os primeiros locais a serem visitados. Em peças que somam 460 toneladas e fazem parte 2012, foi a vezdos dos portos de Leixões, em Portugal, Valência, na Espanha e Le Havre, na equipamentos de uma nova linha de montagem da Cerâmica França, receberem a visita da Comitiva Catarinense. Portobello, uma das maiores empresas de revestimentos da América Latina. Para o descarregamento das peças foram O quarto e último capítulo, é dedicado às Instalações Portuárias e aos parceiros da utilizados caminhões especiais com 90 metros de carroceria CAPÍTULO 2e dois guindastes em operação simultânea. CESPORTOS/SC. Portos como Itajaí, São Francisco do Sul e Imbituba e os terminais APM Terminals, Braskarne, Transpetro, Poly Terminais, Teporti, Trocadeiro, Portonave, Receber equipamentos desta magnitude nãoTESC, é novidade Itapoá noe Fertisanta participam da história da Comissão relatando seus terminal, que tem know-how na descarga dediferenciais grandes peças na área da segurança e mostrando a importância da relação com a com mais de 150 toneladas e na movimentação de iates de Além deles, parceiros como a Prosegur, HNS, RC Consultoria, CESPORTOS/SC. luxo importados com mais de 100 NEPOM/GEPOM, toneladas. O SAER e Polícia Militar de Itajaí ganharam páginas do livro e superintendente da APM Terminals Itajaí,demostraram Ricardo Arten, o porquê são importantes para a Segurança Pública Portuária do Estado. explica que, além de focar na produtividade, aliada à segurança, a APMT busca fomentar a indústria catarinense através de serviços específicos para o segmento. Esse tipo de movimentação portuária é caracterizada como uma operação especial e exige definição prévia do berço de CAPÍTULO 3 atracação, de acordo com o espaço disponível para manobrar as cargas e a capacidade do piso, além de logística apropriada para a saída do terminal. Em 2012, a APM Terminals Itajaí movimentou 410 mil TEU’s O PIONEIRISMO DA CESPORTOS CATARINENSE POR SI SÓ JÁ TRADUZ (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional A REALIZAÇÃO DE UM SONHO. PORÉM, A PUBLICAÇÃO DESSA OBRA equivalente a um contêiner de 20 pés). Com sete serviços EXALTA AINDA MAIS A LUTA E AS PARCERIAS QUE PERMITIRAM QUE regulares por semana que atendem todos os continentes, a TUDO ISSO ACONTECESSE. APM Terminals Itajaí se destaca na movimentação de cargas REINALDO GARCIA DUARTE, Coordenador da CESPORTOS/SC congeladas, motores elétricos, produtos da linha branca, compressores, entre outros tipos de cargas.

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SE DESTACA NA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS PROJETOS

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MARINHA DO BRASIL REALIZA EXERCÍCIO DE DEFESA DO PORTO DE ITAJAÍ A ATIVIDADE TEVE COMO UM DOS OBJETIVOS A CAPACITAÇÃO DOS MILITARES NOS PROCEDIMENTOS DE DISSUASÃO À TENTATIVA DE ATAQUES TERRORISTAS Entre os dias 6 e 10 de maio, a Marinha do Brasil realizou um exercício de Defesa no Porto de Itajaí/SC, denominado de “ADEST PORTO”. A atividade foi coordenada pelo Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio Grande, Organização Militar subordinada ao Comando do 5º Distrito Naval. Os objetivos foram capacitar os militares nos procedimentos de dissuasão à tentativa de ataques terroristas, restabelecimento da lei e da ordem, segurança patrimonial das instalações e do pessoal que permanecer trabalhando dentro do complexo portuário, bem como permitir os aperfeiçoamentos dos procedimentos de segurança das instalações. Entre as ações realizadas durante o exercício, destaca-se a vistoria no portão de entrada do Porto, onde todos os veículos, pessoas e cargas foram inspecionados no intuito de impedir o

acesso por pessoas desautorizadas, bem como atos contra as dependências do Complexo Portuário. Em caso de tentativa de ingresso não autorizado, os suspeitos eram encaminhados ao Comando responsável pela Operação. Outra prática de igual importância foi o posicionamento de militares próximos ao cais e aos pontos considerados sensíveis à manutenção do funcionamento do Porto. O exercício foi planejado em abril deste ano, como parte do calendário de atividades operativas do Comando do 5º Distrito Naval, a fim de verificar os sistemas de segurança das instalações portuárias, além de preparar a tropa para reconhecer as características da área e reagir, prontamente, em situações de crise. O exercício teve, ainda, o apoio da Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí e da Guarda Portuária do Porto de Itajaí.

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PORTOS E TERMINAIS

TROCADEIRO A UM PASSO DE SE TORNAR UM RECINTO ALFANDEGADO O TERMINAL ESTÁ NA FASE CONCLUSIVA E O PROJETO É ENTRAR EM OPERAÇÃO AINDA EM 2013

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SOBRE O TROCADEIRO Fundado em 2001, o Terminal Portuário Trocadeiro Portos e Logística Ltda é um empreendimento instalado em uma área de 19.673m² (primeira etapa) e conta com um berço para recebimento de embarcações de pequeno e médio porte. O projeto de implementação prevê uma estrutura portuária especializada em cargas de granel líquido e cargas gerais conteinerizadas, além de uma área alfandegada de 40 mil m² (segunda etapa) e armazém de três mil m². O projeto estará concluído com a terceira etapa com uma área de pátio de 180.000m² e um armazém de 13.000m². A empresa está localizada à margem direita do rio Itajaí-Açú, a 8 km da foz do rio com o Oceano Atlântico e próximo ao aeroporto de Navegantes. O Trocadeiro oferece um cais de 25m para receber navios de até 180m. A frequência de atracação será inicialmente mensal, podendo reduzir este prazo posteriormente. A capacidade para graneis líquidos é de aproximadamente 4000 toneladas, sendo distribuída em 21 tanques, e a estática para contêineres é próxima de 620 TEUs. Oferece um armazém de 1500m² exclusivo para movimentações da Receita Federal, dotado de uma área segregada de 100m².

O mais novo terminal de Santa Catarina, Trocadeiro, está na fase conclusiva dos ajustes estruturais e realizará em breve o requerimento junto a Receita Federal para se tornar um recinto alfandegado. O início das operações está previsto ainda para esse ano e inicialmente o terminal terá em suas atividades a recepção e armazenagem de produtos a graneis líquidos e posteriormente a movimentação de cargas em geral containerizadas. Simultaneamente a esta situação o Trocadeiro teve a avaliação e aprovação do projeto de Análise de Riscos,

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Plano de Segurança e a emissão da DC - declaração de cumprimento - junto ao Colegiado Federal – CONPORTOS, aprovação esta publicada no Diário Oficial da União, de 02/04/2013, sob as deliberações 312/313/314. A direção da empresa, antes mesmo do início das operações, realiza projetos para ampliação do pátio e instalação de outros armazéns, o que tornará o Trocadeiro um complexo com atividades nas mais diversas formas de armazenagem gerando comodidade e segurança para seus clientes.


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BRASKARNE REFERÊNCIA EM CARGAS FRIGORIFICADAS O Terminal Portuário Braskarne vem se destacando como referência na movimentação de cargas frigorificadas, secas e projetos, bem como disponibiliza de 34.000 m² de área alfandegada, sendo 8.000m² de área coberta, avançado sistema de segurança, com circuito interno de TV, hidrantes e brigada contra incêndio devidamente preparada para qualquer emergência, visando salvaguardar a vida de seus funcionários e integridade das cargas aqui armazenadas. Com capacidade estática para 1.100 TEUS, com 438 tomadas para cntr reefer, conta ainda com câmara refrigerada para inspeções sanitárias, bem como 1 berço de atracação (150m), com capacidade de atracar navios de até 176m LOA e 30.000 t, com calado de 9,5 metros e navegação noturna. A base de clientes é composta por parceiros comerciais de forte atuação no mercado, bem como clientes diretos dos mais

diversos segmentos. Com o intuito de ajudar os clientes a ter sucesso em seus negócios, oferece toda infraestrutura necessária, investindo constantemente no desenvolvimento de novas estruturas para assim atender a crescente demanda do comércio internacional. Visando atender bem estes clientes, a Braskarne conta com um time composto por 175 colaboradores experientes e focados no cuidado constante com o manuseio das cargas, determinados a superar as expectativas dos clientes, fazendo desta a melhor opção nos segmentos de Carga Solta (Frigorificada, Seca e Projetos) e Terminal de Contêiner Alfandegado. As operações do Terminal são planejadas e organizadas com o intuito de prover maior produtividade e menor estadia de carga, investindo no contínuo treinamento das equipes responsáveis.

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COLUNA

SEGURANÇA

PÚBLICA PORTUÁRIA AGENTE ESPECIAL REINALDO GARCIA DUARTE COORDENADOR DA CESPORTOS/SC E CHEFE DO NEPOM

transporte marítimo. O Código cria uma estrutura A segurança pública portuária, já em 1995, era preocupação internacional de segurança baseada na cooperação dos do governo brasileiro, por meio do Decreto 1.507, ele instituiu governos, de seus órgãos de segurança, das administrações a comissão nacional e as comissões estaduais de segurança portuárias locais e das indústrias portuárias e de navegação pública nos portos, terminais e vias navegáveis – com a finalidade de detectar ameaças à segurança e tomar CONPORTOS e CESPORTOS, cuja missão precípua era medidas preventivas contra incidentes que possa afetar regulamentar e implementar um sistema de prevenção e navios ou instalações portuárias utilizadas no comércio repressão aos atos ilícitos, coordenar as ações dos órgãos internacional, também estabeleceu os papéis e públicos que atuam na área de segurança pública nos portos, responsabilidades dos Governos Contratantes e de todos os terminais e nas vias navegáveis e também elaborar e setores envolvidos na atividade marítima e portuária, tanto em implementar os projetos de segurança pública portuária no nível nacional e internacional, sempre buscando garantir a Brasil. segurança na área do transporte marítimo internacional. No Brasil, as ameaças à segurança nos portos, terminais e O Código também tem como objetivo: garantir a nas vias navegáveis, geralmente, estão coleta e troca eficaz de informações relativas à relacionadas com o furto, o roubo e o segurança; estabelecer uma metodologia para contrabando de mercadorias, a prostituição de avaliações de segurança de modo a traçar planos menores, o tráfico de pessoas, de drogas ilícitas, O ISPS CODE CRIA com os procedimentos necessários para de armas e outros artefatos, não havendo, UMA ESTRUTURA responder as ameaças em qualquer dos três registros de atos terroristas ou de sabotagens INTERNACIONAL DE níveis de segurança em que a instalação portuária contra navios ou instalações portuárias. SEGURANÇA BASEADA NA esteja atuando, e ainda, garantir que medidas de Porém, os atentados de 11 de setembro de 2001 COOPERAÇÃO DOS segurança adequadas e proporcionais sejam nos Estados Unidos da América, provocou um implementadas. GOVERNOS sentimento de vulnerabilidade num país que até CONTRATANTES. Alertado com os trágicos atentados de 11 de então se considerava intocável. Essa setembro, o mundo se voltou às questões de preocupação alertou toda a comunidade segurança marítima, de forma que, todas as internacional para a necessidade de mudança instalações portuárias dos países signatários da nos conceitos de segurança, especialmente na IMO que atuam no tráfego marítimo internacional devem área do transporte marítimo internacional. instalar sistemas de segurança com base em estudos de Por isso, uma das respostas ao alerta dado pelo trágico acordo com os padrões instituídos pelo Código, para que, só atentado, foi a realização em dezembro de 2002, da assim, possam ter seus planos de segurança aprovados e, a Conferência Diplomática sobre Proteção Marítima, em consequente obtenção de sua Declaração de Cumprimento Londres. Nela, foi adotado o Código Internacional para a junto à autoridade designada pelo governo contratante (no Proteção de Navios e Instalações Portuárias, ISPS Code. Esse Brasil, a CONPORTOS), documento este que certifica a Código trouxe um conjunto de novas medidas que formaram comunidade internacional de que uma instalação portuária uma estrutura internacional através do qual navios e implementou as medidas de segurança estabelecido no ISPS instalações portuárias podem cooperar para detectar e Code. dissuadir atos que ameacem a segurança no setor de

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COLUNA

A INTELIGÊNCIA POLICIAL

NA ATIVIDADE PORTUÁRIA AGENTE ESPECIAL MARCELO PASQUALETTI ADIDO ADJUNTO DA POLÍCIA FEDERAL, NA EMBAIXADA DO BRASIL NA FRANÇA

inteligência de Estado direcionada a resolver a equação Em 1999, em meio a um alto número de “ataques piratas” a “movimentação portuária x recursos alocados pela polícia”. navios atracados na costa brasileira, houve uma solicitação da Organização Marítima Internacional – IMO, que atribuía Crimes como tráfico internacional de drogas, tráfico de aos portos de Santos e Rio de Janeiro a condição de serem armas, contrafação, imigração ilegal estão na pauta dos alguns dos portos mais perigosos do mundo para a principais problemas enfrentados pelas democracias navegação mercante, para que o Brasil revertesse tal atualmente. De acordo com o Escritório das Nações Unidas panorama. Foi então que o governo federal decidiu criar, na para o Crime Organizado, cerca de 1,5% do produto interno estrutura do Departamento de Polícia Federal, os Núcleos de bruto mundial é movimentado por atividades ilícitas. Isso Polícia Marítima. corresponde a 7% das exportações mundiais de mercadorias. O primeiro deles, na cidade de Santos, logo fez baixar as ocorrências de roubos e furtos, trazendo tranquilidade para o As maiores apreensões mundiais relacionadas ao tráfico de comércio marítimo, importante canal de desenvolvimento drogas são efetuadas em portos. Em setembro do ano econômico e social. Em 2001 com o atentado de passado, a polícia belga conseguiu descobrir oito “11 de setembro” a IMO acordou em implantar SOMENTE O TRABALHO toneladas de cocaína dentro de um container, em uma série de medidas relativas à proteção de INTEGRADO ENTRE AS meio a um carregamento de bananas. Em 15 de navios e instalações portuárias, adotando no ano UNIDADES DE INTELIGÊNCIA março último, foram duas toneladas descobertas POLICIAL E DE POLÍCIA seguinte o ISPS Code (International Ship and Port em um pesqueiro na costa da Espanha, pela MARÍTIMA, ALIADOS À Facility Security), ou Código Internacional de polícia local. Um mês após, em abril do corrente Segurança e Proteção de Embarcações e IMPORTANTE PARTICIPAÇÃO DA ano, foi a Venezuela que deteve 2,6 toneladas de RECEITA FEDERAL, BEM COMO A Instalações Portuárias. OUTROS ATORES PÚBLICOS E cocaína que seguiriam para Honduras. Também A partir de então houve um incremento nas PRIVADOS, PODERÃO FAZER no mês passado, a Polícia de Portugal apreendeu atividades de polícia marítima no Brasil, FRENTE AO IMENSO DESAFIO 310 Kg de cocaína em um container despachado existindo atualmente cerca de quatorze QUE É PROPICIAR A SEGURANÇA pelo porto de Salvador/BA. unidades em funcionamento, para trinta e quatro NAS RELAÇÕES DE COMÉRCIO Ainda que a face mais visível seja a questão das MUNDIAL MARÍTIMO. portos públicos e cento e trinta e quatro terminais drogas, talvez a mais sombria seja o tráfico de portuários de uso privativo (dados de 2012). Para pessoas. Em 1993, o barco Golden Venture, de que possamos ter uma ideia do desafio que é a repressão ao bandeira hondurenha, adernou próximo à praia de Rockaway ilícito tomemos como exemplo o Porto de Santos. e quando os serviços de socorro chegaram tiveram uma surpresa: 10 mortos e dezenas de feridos. O carregamento Como dar conta de um volume substancial de navios era de seres-vivos, que enfrentavam longas viagens em atracados e um dos maiores portos do Brasil diante de um condições sub-humanas na rota China-Estados Unidos, efetivo reduzido de policiais? explorados por um braço da Tríade chinesa. Hoje é sabido, A resposta mais equilibrada parece ser o uso da ferramenta graças aos canais de inteligência, que eles deslocaram o eixo denominada “inteligência policial”, que ao contrário do que de atuação para o Reino Unido e a Holanda, onde muitos pensam não seria uma forma mais ‘inteligente’ de permanecem ativos. investigar, mas a aplicação de uma das vertentes da

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TREINAMENTOS E EXERCÍCIOS EM PROL DA SEGURANÇA PORTUÁRIA TENENTE STEVE BARRY OFICIAL NA U.S. COAST GUARD ENGENHEIRO E NAVEGADOR

Depois de 11 de Setembro de 2001, foi criada uma comissão Os Estados Unidos aprenderam uma lição muito difícil após para redigir um relatório para determinar o que poderia ter os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2011. Embora os sido feito para prevenir e responder ao ataque. O relatório lêataques não tenham sido direcionados para um porto ou se como a seção das lições aprendidas num resumo de navio, eles forçaram o mundo a reavaliar a proteção em todas exercício. Ele cita os desafios de comunicação entre as as partes do setor de transportes. O Código Internacional de agências, como a falta de um órgão específico ou grupo Proteção dos Navios e das Instalações Portuárias (ISPS) foi a responsável pela reação e a falta das autoridades mudança resultante no setor marítimo. O Código ISPS jurisdicionais necessárias. estabelece os requisitos mínimos de proteção entre a interface navio/porto. O lugar onde a translação física ocorre Após 11/09, os Estados Unidos criaram novos ministérios que entre dois portos, ou dois países. Todos os países signatários harmonizou os esforços antiterrorismo, e melhorou sua da Convenção SOLAS, desde então, implementaram o capacidade de responder e recuperar-se de grandes Código. Mas os requisitos mínimos são realmente catástrofes naturais e provocadas pelo homem. Estes suficientes? esforços foram destacados após o recente ataque terrorista durante a Maratona de Boston. O número de vidas perdidas A proteção portuária é um processo contínuo. Ela está em foi substancialmente limitada pela triagem coordenada, a evolução constante. As ameaças mudam e por isso as distribuição dos feridos para diferentes hospitais da cidade, e medidas em vigor para dissuadir essas ameaças devem fazer os esforços bem coordenados de policiais e mesmo. Mas, tão importante quanto a dissuasão, equipes de emergência. A descoberta bem é a capacidade de se manter a preaparados para sucedida dos suspeitos responsáveis ​pelo ataque enfrentar estas ameaças. Os treinamentos e exercícios são citados como um dos principais A PROTEÇÃO PORTUÁRIA É UM também foi possível através de um esforço requisitos funcionais do Código ISPS. Juntos, PROCESSO CONTÍNUO. ELA ESTÁ conjunto envolvendo a sensibilização do público e treinamentos e exercícios não fazem somente EM EVOLUÇÃO CONSTANTE. da coordenação entre as autoridades policiais e as uma prova do plano de proteção ou da vigilância AS AMEAÇAS MUDAM E POR comunidades de informações em todos os níveis de um indivíduo. Eles também ensinam e ISSO AS MEDIDAS EM VIGOR do governo. Este sucesso pode ser diretamente ligado às lições aprendidas a partir de exercícios desenvolvem a proteção na cultura de uma PARA DISSUADIR ESSAS realizados nos últimos anos. organização ao longo do tempo. AMEAÇAS DEVEM FAZER MESMO. Treinamentos e exercícios são exigidos pelo Existe uma distinção entre os treinamentos e os Código ISPS e são mencionados nas seções 1, 9, exercícios. O primeiro fornece um método muito 10, 13 e 18 das partes A e B. Eles são simples e rápido para o oficial de proteção da mencionados com frequência, porque são importantes. Com instalação portuária (PFSO) verificar a eficácia do seu plano a aproximação da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de proteção, garantir se o seu pessoal está realizando o de 2016, o Brasil verá um aumento no comércio, bem como trabalho corretamente, e fornecer treinamento e um aumento na ameaça. A preparação agora não visa impedir conscientização para os usuários e funcionários do porto. Já que algo de ruim aconteça, mas no mínimo, vai reduzir o seu os exercícios assumem um papel muito maior, muitas vezes impacto. Em tempos de crise, nós fazemos o que vem envolvendo varias agências a níveis federal, estadual e local. instintivamente. Devemos criar esses instintos através da Estes exercícios verificam a eficácia dos sistemas de formação contínua, treinamentos e exercícios para estarmos comunicação essencial, de comando e controle, além de preparados para toda ameaça e todo perigo. desenvolver e fortalecer as parcerias entre essas agências.

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Revista Inport - Maio e Junho de 2013  
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