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ARQUITETURA E URBANISMO

PARQUE LINEAR UNISEB COC LÍVIA GONÇALVES VIANA VERA LUCIA BLAT MIGLIORINI 2012


PARQUE LINEAR

SUMÁRIO

1.0 REFERÊNCIAS 2.0

ÁREA DE

3.0 ANALISE DO 4.0 CONDICIONANTES

TEÓRICA INTERVENÇÃO ENTORNO AMBIENTAIS

5.0 REFERÊNCIAS

PROJETUAIS

6.0 DIRETRIZES

PROJETUAIS


RIBEIRÃO PRETO Este trabalho final de graduação tem como objetivo desenvolver uma proposta para a requalificação das áreas situadas às margens do córrego Laureano, localizado na cidade de Ribeirão Preto. Fundamenta-se na recomposição de uma paisagem urbana de uma região ociosa e pouco qualificada, que além de não ser aproveitada pela população, acaba por desvalorizar suas imediações. A idéia principal apóia-se na recuperação física das margens e das águas, mediante a integração desta área com os bairros vizinhos que atualmente são separados por vias expressas de grande fluxo. Todo o processo tem como finalidade reconstruir um espaço aberto voltado ao público, potencializando o perfil ecológico e recreativo, valorizando a região, gerando assim benefícios para cidade e a população como um todo. 01

Mapa: Estado de São Paulo

USP


VILA TIBÉRIO

CORREGO LAUREANO

CÂMARA MUNICIPAL

CENTRO

VILA VIRGÍNIA

02


AS MARGENS DO


CÓRREGO LAUREANO A cidade de Ribeirão Preto possui uma característica marcante, do ponto de vista ambiental, que é a presença de vários cursos d’água, muitos deles conservando significativa parcela destes fundos de vale ainda desocupadas, e com grande potencial para a implantação de parques lineares. A requalificação das margens do córrego Laureano pode representar um primeiro passo nesse sentido, por estar localizado em uma das entradas da cidade, e de ligar a região central com a principal universidade pública nela presente, para onde afluem diariamente alguns milhares de usuários. Além de oferecer um espaço público qualificado, o projeto poderá contribuir com a conscientização ambiental da população, sensibilizando-a para a valorização das áreas de fundo de vale, hoje associadas ao lixo e à degradação.


Rurbano

Significado de Rurbanização é o processo pelo qual ocorre uma transformação das atividades desenvolvidas nas áreas rurais, ou seja, seria uma crescente integração entre os espaços urbanos e rurais. Como por exemplo, o surgimento de novas atividades voltadas para a construção civil, lazer, turismo, ou ainda, a mudança de algumas indústrias para o campo.

Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/ Rurbaniza%C3%A7%C3%A3o

Historicamente, o mundo rural destaca-se por se organizar em torno de uma tetralogia de aspectos bem conhecida: •uma função principal: a produção de alimentos; •uma atividade econômica dominante: a agricultura; •um grupo social de referência: a família camponesa, com modos de vida, valores e comportamentos próprios; um tipo de paisagem que reflete a conquista de equilíbrios entre as características naturais e o tipo de atividades humanas desenvolvidas. (CASACA , Marisa; DAVID Sandra. s/d, pg. 1)

05

1.0 Referência Teórica Relação entre o Mundo Rural e o Mundo Urbano

Atualmente, o mundo rural é tido com um novo olhar para a humanidade, pois no passado o rural significava uma vida de camponeses, que tinham da agricultura o seu trabalho principal, sem que houvesse uma integração entre o urbano. Hoje, a relação do mundo rural com o mundo urbano veio acrescentar para as novas gerações tanto em questões estratégicas e políticas de desenvolvimento de territórios. .

O fato de que o mundo rural que foi referido anteriormente se encontra em outra linha de pensamento gera claramente uma oposição entre ele e o mundo urbano. Os dois mundos possuem diferentes tipos de relações como, por exemplo, as funções que são exercidas em ambos, os grupos sociais, as paisagens, o cotidiano das pessoas, entre outros aspectos. No entanto, essa oposição é vista como natural, se for relacionada à natureza simbiótica, pois ambos se complementam e são dependentes um do outro para poderem gerar um equilíbrio na sociedade.


Nos dias de hoje, o mundo rural está servindo de fuga pra as pessoas da zona urbana, surgindo como combate ao stress e rotina do mundo agitado das grandes metrópoles. O inicio da história se dá pela saída de pessoas da zona urbana em direção à zona rural, sendo inicialmente realizada pelos europeus, que logo em seguida foi aderida pelos portugueses, que acabaram vendo mais vantagens no campo do que na zona urbana. O fato marca um inicio de um novo fenômeno denominado “Rurbanização” em que o conceito se enquadra em um “novo rural”, pois as pessoas que vão para o campo estão buscando somente o descanso da mente, o bem estar, paz e tranqüilidade. No entanto, continuaram a trabalhar

nas grandes metrópoles, não se dedicaram a vida no campo. O processo de rurbanização nada mais é do que a transformações ocorridas nas atividades exercidas nas áreas rurais, diretamente relacionada e integrada às áreas urbanas, sendo que atualmente esses espaços inter-relacionados são pontos de investimento governamentais para novas áreas de lazer, construções civis, turismo, e outros tipos de atividades que anteriormente não seria possível.

O termo rurbano pode ser entendido como uma nova forma de distribuição do habitat dos citadinos e um elemento novo no contexto das relações cidade-campo, e que se traduz na fixação nos campos peri-urbanos de residências de habitantes da cidade que passam a morar um pouco mais distantes, retornando, em razão do seu trabalho. Fundamenta-se, portanto, na migração pendular de trabalho e resulta de uma combinação e interdependência de fatores envolvidos nas novas relações cidade-campo. (CASACA , Marisa; DAVID Sandra. pg. 2)

Periurbano

O crescimento urbano tem sido cada vez mais intenso e as cidades estão se expandindo muito além dos seus limites físicos, invadindo as áreas rurais. As áreas invadidas geralmente são próximas aos perímetros urbanos e no decorrer dos dias em ambas as partes estarão presentes atividades que anteriormente eram destinadas a um tipo de lugar somente, mas que agora são realizadas juntamente como atividade urbana e rural, conseqüentemente causando uma plurifuncionalidade caracterizando e nomeando os espaços periurbanos. Boa parte das regiões periféricas de Ribeirão Preto se enquadram cada vez mais no conceito de rurbano, pois diversos condomínios foram e são lançados a cada ano e a maioria desses se encontra cercada por atividades rurais, que no passado não possuíam muito valor, tanto financeiramente quanto socialmente, mas que hoje em dia respondem aos anseios de um mercado imobiliário que vende a tranqüilidade e a qualidade de vida destes espaços isolados da cidade. Nestas regiões não é mais possível visualizar claramente os limites entre o urbano e orural, pois as distância foram vencidas por rodovias e a utilização dos automóveis só contribuiu para este afastamento e para uma intensa expansão da mancha urbana.

A região ao longo do Córrego Laureano, objeto de estudo deste TFG apresenta funções que permitem caracterizá-la como espaço periurbano. Apesar de se localizar dentro do perímetro urbano do município, a presença de atividades rurais ali é marcante nas chácaras dedicadas à produção de hortifrutigranjeiros que abastecem a cidade. Tais atividades estavam presentes na região mesmo antes da expansão da cidade, e permaneceram entre os novos usos e atividades mais característicos das áreas urbanas, tais como bairros residenciais, indústrias e empresas de transporte que foram sendo implantados ao seu redor. Apesar de não se caracterizar como atividade urbana, sua presença é benéfica a cidade, pois contribui para o abastecimento de alimentos à população. Inclusive, o próprio Plano Diretor de Ribeirão Preto, em seu artigo 11, coloca entre os condicionantes ambientais da estruturação e organização do espaço físico do município: IV - o estímulo ao uso agrícola ao longo do parque linear localizado às margens do Córrego Laureano e Dos Campos, constituindo um cinturão verde para o abastecimento da cidade, sendo estas áreas isentas da aplicação do Imposto Predial e Territorial Urbano progressivo; Neste sentido, é importante que a proposta deste TFG contemple a permanência destas atividades, inserida com base em práticas de cultivo ambientalmente mais equilibradas. Lei Complementar nº 501, de 31 de outubro de 1995 que trata do Plano Diretor de Ribeirão Preto.

06


córrego laureano

Área de Intervenção Lago do Laureano dentro da USP

córrego laureano Percurso do córrego no bairro Vila Virgínia

07 Percurso do Córrego no Parque Maurilio Biagi


vila tibĂŠrio

vila virgĂ­nia

08


2.0 Analise do Entorno

uso do solo

O estudo do Uso do Solo tem como objetivo verificar que tipo de atividade é exercido em um determinado edifício, lote ou quadra. Esta leitura é feita a partir da classificação destas atividades em categorias como residencial, comercial, institucional, prestação de serviço, áreas verdes e industriais. Essa análise contribui no sentido de nos informar qual o tipo de atividade é predominante em uma dada região e nos permite visualizar as devidas carências de algumas atividades, bem como eventuais conflitos decorrentes da proximidade de atividades não compatíveis entre si. A área de estudo abrange 12 pequenos loteamentos da cidade de Ribeirão Preto, sendo que o levantamento de uso do solo nesta região foi feito pela observação da predominância do uso na quadra, que está ilustrado no Mapa 01.

09


mapa

01 Toda a região apresenta um caráter predominantemente residencial, ocorrendo uma concentração dos estabelecimentos comerciais nas principais avenidas, como Av. do Café, Av. Caramuru e Av. Monteiro Lobato. As instituições são pontuais, e na maioria são mantidas pelas esferas de governo municipal e estadual. Como pode ser observado no mapa N, a Avenida Bandeirantes possui uma característica diferenciada com relação ao do tipo de uso predominante no restante da área estudada, pois ali aparecem algumas atividades mistas, mesclando entre residencial e agricultura, na forma de chácaras que percorrem uma boa região ao longo da avenida. Encontram-se também, neste mesmo eixo, algumas empresas de ônibus e a indústria Santal. Com relação às áreas verdes, destaca-se a presença do Parque Ecológico Maurílio Biagi, e de extensas glebas não urbanizadas com potencial paisagístico, como a da antiga Pedreira Santa Luzia, as áreas anexas aos antigos galpões da CEAGESP, além das próprias margens do Córrego Laureano, ao longo da Rodovia dos Bandeirantes e da Avenida do Café.

Legenda: residencia

comercio prestação de serviço instituição áreas verdes 10


2.1 Analise do Entorno

A área em estudo compreende uma diversificada hierarquia viária, que por constituir uma das principais entradas de Ribeirão Preto, faz ligação com as cidades de Sertãozinho, Dumont, Barrinha, entre outras. O mapa N1 ilustra a Hiearquia Viária observada na área de estudo.

A Rodovia dos Bandeirantes, que faz a ligação com outros municípios, pode ser classificada como Via Expressa, tanto do ponto de vista físico como funcional, já que apresenta várias faixas de circulação e conta em vários trechos com pistas marginais de apoio, além de apresentar um fluxo de veículos bastante intenso.

Classificadas como Vias Principais , que apresentam duas pistas de circulação separadas por um canteiro central, atravessando os bairros com fluxo mais intenso e elevado, foram identificadas a Avenida do Café, a Av. Caramuru, a Av. Fabio Barreto, Av. Patriarca, a Av. Primeiro de maio, e a Av. Monteiro Lobato.

11

hierarquia viária RODOVIA DOS BANDEIRANTES


mapa NE

M

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AV. FÁBIO BARRETO

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LO BA TO

Entre as Vias Coletoras, que apresentam tráfego menos intenso, sendo responsáveis pelas ligações entre as vias principais e expressas, colhendo o fluxo e distribuindo para as locais, estão as ruas Tenente Catão Roxo, Marques da Cruz, Guilherme Schimidt, Piratininga, Padre Anchieta, Dr. Jorge Lobato, Bartolomeu de Gusmão, Santos Dumont, Martinico Prado, Luiz da Cunha, Anália Franco, Barão de Mauá, Rangel Pestana, Graça Aranha, Cardial Arcoverde e Dr. João Guião. O restante das vias podem ser classificadas como vias locais, que apresentam tráfego e fluxo menos intenso e se localizam no interior dos bairros, sendo percorridas principalmente pelos seus moradores e usuários.

NG E

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AV. PATRIARCA

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Legenda:

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AV. MONTEIRO LOBATO

Via Expressa

DR . JO ÃO G

TE

02

ERD E

AV. CARAMURU

Via Principal Via Coletora Via local 12


2.2 Analise do Entorno

equipamentos

“Todos os bens públicos e privados, de utilidade pública, destinados à prestação de serviços necessário são funcionamento da cidade, implantados mediante autorização do poder público.” [ABNT – NBR 9284:1086]

“São instalações arquitetônicas e urbanísticas de caráter, uso e significado coletivo que, nas cidades, servem de apoio e complemento à habitação e aos locais de trabalho e de suporte à vida social e às necessidades de correntes.” [IBAM]

1

2A

AN

PED

N.M

E

W

S

13

• • • • •• •• •• ••• • ••• •••••••••••••••••••

0

100

300

600

1000


urbanos

B

EE

1

A

2

A

A A

DPRONTO

NTIGA

03

A área de intervenção abranger dois grandes bairros, como a Vila Tibério e a Vila Virginia, pegando um pequeno trecho do centro da cidade; sendo assim possui equipamentos em todas as escalas urbanísticas. No mapa 03 foram pontuados todos os equipamentos da região, separando por setores de utilização como: educação, saúde, centros comunitários e lar para idosos. Foi possível observar uma predominância de equipamentos no setor de educação, em escala: estadual, municipal e particular. Os equipamentos na área da saúde no bairro da vila Tibério, são Unidades Básica de Saúde ,em com caráter municipal. Já na Vila Virgínia não foi encontrado nenhum equipamento dessa categoria e no centro da cidade os equipamentos na área de saúde foram encontrados, mas em escala particular. Nota-se uma ausência em equipamentos voltados para idosos e centro comunitários.

WEST SHOPPING

C

2

mapa

SOCORRO

DREIRA

TERMINAL • • • • • •• • •• • • • • • • • • • •

PARQUE • • • • • • •• • • • • • • • • • • • • • • •• •• •• •• • ••••••••••••••• ••• ••••••••• MUNICIPAL

B

B

Legenda:

1 H

3

A

CLUBE RECREATIVA

2C H

2

2

C 1

14


3.0 Condicionates Ambientais

Terreno

FUNDOS DE VALE

ANTIGA PEDREIRA

Fundo de vale é o ponto mais baixo de um relevo acidentado, por onde escoam as águas das chuvas. O fundo de vale forma uma calha e recebe a água proveniente de todo seu entorno e de calhas secundárias. Com a ocupação urbana estas calhas são canalizadas e ocultadas sob a pavimentação das avenidas. Ocorre que nas épocas de forte precipitação (chuva), estas canalizações não conseguem dar suficiente vazão de escoamento. Então, o que se observa, são os alagamentos nos centros urbanos. Desta forma, pode se dizer que, tanto a ocupação urbana quanto as intervenções no sistema hídrico começaram a gerar riscos crescentes para a população. Escala Grafica: Disponível em: http://meioambientetecnico.blogspot.com. br/2012/03/fundo-de-vale.html Data: 08/03/2012

0

100

Legenda: 15

S

300

600

1000

Marca o sentido da declividade da topografica, juntamente com o sentido da drenagem e escoamento das águas.


topografia

A área de intervenção está localizada ao longo do Córrego Laureano, podemos caracteriza-la como um fundo de vale. Ao observar o mapa 04, podemos notar um acentuado desnivel em alguns pontos do terreno. Estão localizadas na parte mais baixa, a Rodovia dos Bandeirantes e a Av. Caramuru. Em um nivel um pouco mais elevado, com rela-

mapa

04

ção as duas anteriores, se encontra a Av. do Café. Na parte alta, estão as porções mais internas do bairros da Vila Tibério e Vila Virgínia. Como conseqüência desse desnível acentuado as enchentes são constantes, ocorrendo o alagamentos de residências e comercio situados proximos as margens do córrego Laureano. 16


ÁREAS VERDES URBANAS

3.1 Condicionates ambientais

Terreno

O ESPAÇO LIVRE DE DOMÍNIO PÚBLICO EM QUE HÁ O PREDOMÍNIO DE VEGETAÇÃO ARBÓREA OU DE ATRIBUTOS AMBIENTAIS RELEVANTES, QUE POSSIBILITEM O DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES RECREACIONAIS E DE LAZER AO AR LIVRE, ENGLOBANDO AS PRAÇAS, OS JARDINS PÚBLICOS E OS PARQUES URBANOS (MORERO, 1996; GUZZO, 1999). CONTRIBUIÇÕES DAS ÁREAS VERDES URBANAS PARA O MEIO URBANO E SUA POPULAÇÃO (GUZZO, 1999):

N.M

- MANTER O EQUILÍBRIO ECOLÓGICO; - SERVIR À INTEGRAÇÃO DE ESPAÇOS DISTINTOS; - DISPOR DE ÁREAS PARA O LAZER DA POPULAÇÃO AO AR LIVRE

Legenda: Demarca as áreas desocupadas e com vegetação rasteira.

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Pontua as árvores de medio a grande porte.

E

W

Escala Grafica:

S

• • • • •• •• •• ••• • ••• •••••••••••••••••••

0

100

300

600

Com o intuito de compreender melhor o terreno e natureza ali existente na região de interveção, o Mapa 05 foi gerado atraves de uma foto aerea do Google Eath, com a localização das massas arboreas mais significativas e pequenos espaços fragmentados de terreno gramado ou descampados. O fator ambiental de preservação dessas áreas verdes é importante neste trabalho, no sentido de requalificar uma área que já tem um potencial ambiental forte , no entanto é desqualificada para o uso

1000

da população. Observa-se no Mapa 05, uma predominancia de árvores no prolongamento do Córrego Laureano, ocorrendo no sentido da saida de Ribeirão Preto, rumo ao Centro da cidade, uma diminuição no volume de árvores nas margens do rio. Por ser uma área extensa, foram encontrados e marcadoas poucas áreas descampadas ou gramadas.


áreas verdes

mapa

05

PARQUE • • • • • • •• • • • • • • • • • • • • • • •• •• •• •• • ••••••••••••••• ••• ••••••••• MUNICIPAL

Foto área , disponivel em Google Eath, para a melhor ilustração da vegetação existente no loca.

18


3.2 Condicionates ambientais Legenda: A hidrografia de Ribeirão Preto alcança duas das 23 bacias hidrográficas do Estado de São Paulo; sendo a bacia do Pardo e do Mogi Guaçu.

Terreno

Espigão Área de Enchente de 2006

A sub-bacia do Córrego Laureano é formada por quatro microbacias, a do córrego principal que é chamada de Laureano e dos seus afluentes Vista Alegre, Monte Alegre e Conquista. A bacia do Córrego Laureano começa na nascente na fazenda conquista e percorre todo o campus da USP e segue até desaguar no córrego Ribeirão Preto . Como podemos observar no Mapa 06, as áreas de enchente se encontram nas partes mais planas da topografica nas Av. Caramuru, Av. Jerônimo Gonçalves e Av. Fabio Barreto. 19

N.M

E

W

S • • • • •• •• •• ••• • ••• •••••••••••••••••••

0

100

300

600

1000


hidrografia

mapa

06

PRONTO SOCORRO

ANTIGA PEDREIRA

TERMINAL • • • • • •• • •• • • • • • • • • • •

PARQUE • • • • • • •• • • • • • • • • • • • • • • •• •• •• •• • ••••••••••••••• ••• ••••••••• MUNICIPAL

CLUBE RECREATIVA

20


4.0 Conceituando

mobilidade

X

A mobilidade refere-se aos meios de transporte e sua importância para o desenvolvimento da humanidade no meio urbano.

“Ao longo da história da humanidade, os transportes têm sido promotores de desenvolvimento, tornando possível à realização de atividades comerciais, o acesso aos serviços de saúde, educação e lazer e o crescimento das cidades. Os transportes têm contribuído igualmente para o desenvolvimento de um extenso corpo de teorias que relacionam acessibilidade e mobilidade ao progresso econômico e social. Se por um lado são fundamentais para a manutenção de diversos setores da sociedade, por outro, têm sido responsável por uma variedade de “efeitos colaterais”, muitos deles prejudiciais ao meio ambiente. Estes incluem poluição sonora, poluição da água e do ar, geração de resíduos sólidos e destruição de habitats naturais por conseqüência da construção e ampliação da infra-estrutura de transportes.” Disponível em: http://www.lepa.ufrj.br/cursox/marcela.pdf acessado em 28/02/2012 (pag 35)

Assim, pode-se afirmar que a mobilidade é um fator de suma importância para o desenvolvimento da humanidade e das cidades, que crescem desordenadamente. Os meios de transportes vieram para contribuir e facilitar o deslocamento das pessoas, pois os lugares de convívio estão cada vez mais distantes um dos outros. Ribeirão Preto se enquadra dentro dessas cidades que expandem seus limites em direção às periferias cada vez mais distantes e que necessitam e utilizam o automóvel como principal meio de locomoção. A questão da mobilidade é particularmente importante neste trabalho devido à localização da área de estudo, pois além de constituir um dos principais pontos de acesso da cidade, faz a ligação de sua área central com o Campus da USP – Universidade de São Paulo. A isso se acrescenta a presença duas vias de fluxo bastante intenso, uma expressa e outra principal, que limitam a área de estudo e que, de certa forma, são responsáveis por seu isolamento do restante da cidade.

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Por outro lado, além do Campus da USP, estão presentes nas bordas da área de estudo, outros equipamentos de escala regional, tais como o Parque Maurílio Biagi, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto e o Banco de Alimentos, que funciona em edifício de relevante importância histórica e social, um dos antigos galpões de beneficiamento de café, além de vazios urbanos com enorme potencial de integrador de todos estes elementos, como a área da antiga Pedreira Santa Luzia e o espaço onde se encontra o que restou de um dos


meio não motorizado Não há dúvidas que mudanças tecnológicas são fundamentais para se alcançar a sustentabilidade, porém, questões como a viabilidade econômica e a aceitação de novas tecnologias por parte dos usuários devem ser investigada; • Questões sobre demanda por transportes – a demanda por transportes é resultado da separação física das atividades humanas. Os desenvolvimentos de medidas de gerenciamento da demanda visam, portanto, reduzir a necessidade por transporte em sua origem, promovendo maior adensamento das cidades, incentivando o uso misto do solo, encorajando a substituição da viagem pela telecomunicação e concedendo privilégios especiais para a maior ocupação dos automóveis; • Questões sobre a oferta de transportes – a provisão de infraestrutura de transporte para satisfazer ou mesmo estimular a demanda, num crescente movimento de pessoas e bens, é vista como pré-requisito para a prosperidade econômica. No entanto, o incentivo à construção de rodovias e vias de trânsito rápido tem aumentado as oportunidades de deslocamento a maiores distâncias, acelerando a trajetória das cidades para os subúrbios e contribuindo para seu maior espalhamento. Somente recentemente, o gerenciamento da demanda tem sido reconhecido. Desta forma, os impactos gerados por projetos de infra-estruturas de grande escala têm sido discutidos mais detalhadamente, ao mesmo tempo em que são incentivadas medidas para • Equilíbrio entre os diferentes modos de transporte e incentivo ao uso de modos não a restrição do uso do automóvel, construção e renovação dos caminhos para pedestres, além da motorizados como caminhadas ou bicicleta; • Transporte e energia – o uso eficiente dos recursos energéticos constitui uma questão- melhoria da qualidade do transporte coletivo; Integração transportes e uso do solo. Não existe consenso no que diz respeito ao es-chave para o desenvolvimento sustentável. Está preocupação deve, portanto, estar presente nos • planos e estratégias desenvolvidas para o setor de transporte, uma vez que o mesmo é responsável tabelecimento de uma estrutura ideal do ponto de vista de um transporte sustentável, nem da forma urbana que colabore para isso. Sabe-se, no entanto, que a configuração urbana influi na por consumir uma parcela considerável de recursos energéticos não-renováveis do planeta; necessidade de viagens e nas características dos deslocamentos realizados, determinando as• Tecnologia para um transporte sustentável – os impactos causados pelos transportes não são imutáveis, mas são dependentes diretos das tecnologias empregadas para promovê-los. pectos como tempo médio de viagem, modo utilizado, consumo de combustíveis, entre outros. edifícios Situações singulares caracterizam a área de estudo, tais como vias de intenso fluxo, ligação de um dos principais centros universitários (USP) ao centro da cidade, as avenidas, divisoras de bairros, provocam o afastamento de pessoas e marginalização, pois áreas degradadas surgem no seu prolongamento, entre outros. Todos esses fatores são gerados pelo simples fato das avenidas e espaços públicos não serem planejados e organizados de forma integrada. Aí o automóvel é o grande privilegiado, deixando-se de lado outros meios de transporte que ajudariam e diminuíram o impacto ambiental e aumentariam o convívio social entre as pessoas. A falta de um planejamento urbano voltado para a mobilidade sustentável é gerada pelo descaso governamental em função dos baixos investimentos na questão ambiental, pois se houvesse outro olhar pra essa situação, melhorias significativas poderiam ser alcançadas, tais como menores índice de poluição, ruídos, congestionamentos, entre outras. Neste contexto, podem ser elencados os seguintes aspectos considerados fundamentais para a a implantação de políticas de mobilidade sustentável: (GREENE e WEGENER, 1997; GUDMUNDSSON e HÖJER, 1996; MOORE e JOHNSON,1994)

22


5.0 Referências Projetuais

Leitura

Red Ribbon Park Projeto Localização: Qinhuangdao City, província de Hebei, China Dimensões do Projeto: 20 Hectares Data de Design: Outubro, 2005-2008 Proprietário / Cliente: Mesa A Paisagem, Qinghuangdao City, Província de Hebei, China

23

foto áerea


Projetual Continuidade Integração

FITA VERMELHA Passeio Publico

natureza

Área de Convivio

24


O projeto se encontra ao longo do percurso do rio Tanghe, situado ao lado de uma periferia urbana.Os fatores que contribuíram para a solução projetual foram: 1° O fato de haver no local uma vegetação exuberante e diversificada, fornecendo diversos habitats para varias espécies.

perspectiva

Periferia Urbana Leste de Qinhuangdao City

2° A área era local de despejo de lixo, instalações de irrigação, tais como fossos e torres de água.

Fita Vermelha

3°Falta de Acessibilidade e Segurança. A requalificação da área para o convivo social entre as pessoas, gerando ao mesmo tempo com segurança e fácil acesso foi dada através de um único e simples elemento.

25

Red Ribbon Rio Tanghe Park


Fita Vermelha

Tem como função, indicar o percurso, serve de banco, suporte para vegetação e iluminação ao mesmo tempo. Principal elemento do projeto, com 500 metros, a fita vermelha percorre todo ao parque com o simples objetivo de que integra as funções de iluminação, assentos, interpretação ambiental, e orientação.

JARDIM DE FLORES ESTACIONAMENTO JARDIM DE FLORES CASA DE CHÁ EDIFICIO DE SERVIÇO JARDIM DE FLORES CICLOVIA FITA VERMELHA PAVILHÃO DE MAYFLOWER PLANTAS AQUÁTICAS PAVILHÃO DE CANA BANCO COMPRIDO FITA VERMELHA PAVILHÃO GRAMA PLANTAS AQUÁTICAS PAVILHÃO DE CANA

Iluminação

BANCO COMPRIDO FITA VERMELHA PAVILHÃO GRAMA

Os pontos de iluminação estão ao longo da fita vermelha, colocados de forma aleatória e irregulares. Provocam um efeito bonito e dão mais destaque a cor da fita.

CICLOVIA BANCO COMPRIDO

Mapa de Orientação do Park

Decks

Percorre todo o parque e facilita o acesso das pessoas durante o percurso.

26


5.1 Referências Projetuais

Shanghai

Houtan Park

Arquiteto Paisagista: Turenscape (Beijing Turen Design Institute) Localização: Shanghai, 2010 Expo Park, China Área de Projeto: 14 hectares Ano Projeto: 2010

Leitura

Disponivel em http://www.archdaily.com/131747/shanghai-houtan-park-turenscape/006-01site-plan/, Data: 15/03/12 O parque foi desenvolvido e construído sobre uma campo marrom de um antigo sítio industrial. Tendo como principio uma paisagem viva e regenerativa na frente ribeirinha Huangpu de Shanghai e como função elementar o controle

de inundações ecológica, recuperadas estruturas industriais, materiais e agricultura urbana. Sendo essas integrantes de proposta de design global restaurador, com o objetivo recuperar a zona portuaria degradada e de tratar a água poluída do rio.

27 Disponivel em http://www.archdaily.com/131747/shanghai-houtan-park-turenscape/006-01site-plan/, Data: 15/03/12


Projetual

Integração URBANA

Área de Lazer

Plantação

EQUIPAMENTO

Percurso

Área de Convivio

Vegetação Passeio

28


Leitura

Percurso

Tratamento de

Água

O objetivo do projeto do parque foi: criar uma Expo verde, para acomodar um grande “O primeiro desafio foi restaurar afluxo de visitantes durante a exposição de maio a outubro, demonstrar tecnologias vero meio ambiente degradado” des, transformar um espaço único para tornar a Expo um evento inesquecível. O desafio do design eminente local era transformar essa paisagem degradada em um espaço seguro e agradável público

O segundo desafio foi o de melhorar o controle de enchentes. O terceiro desafio foi o próprio site. A área é longa e estreita bloqueado entre o rio Huangpu e de forma expressa urbana com água, mais de 1,7 quilômetro (uma milha) de comprimento, mas apenas uma média de 30-80 metros de largura.

Plantação 29

Isolamento


Projetual

Estratégias de design regenerativos usados para ​​ transformar o local em um sistema vivo que oferecem abrangentes serviços ecológicos foram: produção de alimentos, inundações, tratamento de água, ea criação de habitat combinadas de forma educacional e estética

Arte

Orla do rio Huangpu O Parque demonstra um sistema vivo, onde a infraestrutura ecológica pode fornecer vários serviços para a sociedade e natureza e tratamento de água nova ecológica e métodos de controle de inundações.

Área de Convivio

30


6.0 Diretrizes

Diretrizes

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Tendo em vista os objetivos colocados anteriormente, foram definidas as seguintes diretrizes projetuais gerais: • A ligação entre o campus da USP e o Parque Maurílio Biagi através de um parque linear que, além do tratamento paisagístico adequado, receba linhas que favoreçam os meios não motorizados, tais como ciclovias e passeios de pedestres e também o transporte coletivo com um sistema de veículos leves sobre trilhos; • A implantação de um centro de tratamento de água para o córrego Laureano, pois o parque se localiza no prolongamento deste córrego, que atualmente é objeto de despejo de lixo e esgoto sem que haja qualquer tipo de cuido, podendo levar para os habitantes da área, mau cheiro, doenças e animais como: baratas, roedores entre outros tipos; • A destinação de áreas para implantação das habitações e pequenas empresas a serem realocadas; • A permanência das chácaras já existentes para produção de hortifrutigranjeiros, mediante a utilização de técnicas de cultivo ambientalmente adequadas; e • A integração deste espaço com a área onde dos galpões da CEAGESP, que além do Banco de Alimentos, deverá contar com um espaço que favoreça a instalação de atividades culturais.


Projetuais O projeto a ser implantado às margens do córrego Laureano tem como objetivo principal o aproveitamento de uma área hoje subutilizada e a integração da mesma à cidade, oferecendo à população de suas imediações e mesmo da cidade em geral, uma vez que vincula-se à escala territorial, um grande parque linear. Neste sentido, é importante considerar que a implantação de um projeto como este certamente implicará a valorização do seu entorno, o que trará vantagens e também poderia trazer desvantagens decorrentes dos impactos sociais desta valorização. No contexto do planejamento estratégico, pode-se afirmar que a implantação do parque implicará em impactos positivos, pois trará novos investimentos ao local, beneficiará os próprios habitantes da região, com mais áreas de lazer, ciclovias, espaços verdes para as crianças brincarem e atrairá a instalação de empresas privadas na região. Assim, a união das ações públicas e privadas conduzirá a uma nova dinâmica sócio-econômica para a área que atualmente é abandonada e desvalorizada do ponto de vista imobiliário. Por outro lado, parte das imediações da área é hoje ocupada por residências, e estabelecimentos comerciais e empresas de prestação de serviços de menor porte e valor imobiliário. Assim, a valorização deste entorno implicaria, naturalmente, a substituição destes imóveis por outras atividades mais rentáveis. Este fato tem sido recorrente em vários projetos de natureza semelhante. Como exemplo, pode se citar o caso Pinheirinho, uma ocupação irregular na cidade de São José dos Campos, recentemente desocupada por forças policiais numa decisão do

Governo do Estado, contrariando dispositivos constitucionais e do Estatuto da Cidade e mesmo liminares judiciais, para liberar uma área extremamente valorizada por localizar-se anexa à um dos pontos de parada da futura linha do trem de alta velocidade que ligará o Rio de Janeiro a Campinas.

“ (...) há muita gente vivendo em condições extremamente precárias de moradia. A principal iniciativa implementada pelo poder público municipal, o bolsa-aluguel, tem se mostrado extremamente limitada.” “ A batalha diária dessas famílias se estende, além da moradia, para outros tantos problemas causados pela remoção. É a busca por uma escola para seus filhos, é a reivindicação de atendimento médico em postos de saúde que se recusam a atender pacientes que não tenham comprovante de residência na região” Disponível em: http://raquelrolnik.wordpress.com/2012/04/19/pinheirinho-ex-moradores-da-comunidade-estao-em-situacao-precaria-e-urgente-que-se-busque-uma-solucao-definitiva/, acessado em 19/04/2012 Neste sentido, na elaboração e implantação do projeto desenvolvido neste trabalho final de graduação deve haver um cuidado especial para que, ainda que haja necessidade de reassentamento de algumas famílias e empresas, a permanência destas habitações e pequenos negócios seja garantida. Para que uma situação semelhante à de Pinheirinhos não se repita, além de se definir, nas diretrizes do projeto, áreas reservadas para a implantação das moradias e pequenos negócios realocados, devem ser indicados instrumentos que desestimulem a mudança dos moradores originais de toda a região afetada pelo projeto.

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Legenda:

Plano de Massa

Ciclovia Centro cultural/ Museu de Patrimônio Histórico Área de cultivo e plantações diversas Espaço de recreação/ Teatro aberto Vegetação Área de remoção Área de habitação

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Escala Grafica: O plano de massa ilustrado a cima, mostra as primeiras ideias para o inicio da elaboração do projeto ao longo do Córrego Laureano. O fato de ser um área extensa, primeiramente vem a ideia de como percorrer esse parque, consequentimente , o meio de transporte mais saudavel e ecologio que é a bicicleta, sendo assim será proposto ciclovias para facilitar a locomoção das pessoas.

A área laranjada, possui uma parte do patrimônio arquitetônico da cidade de Ribeirão Preto, então a proposta de requalificala e levar cultura a população, virá atraves de Museu Histórico. A região amarela e rosa no mapa, são áreas ocupadas, no entanto na parte amarela ocorrerá a remoção, para proporcionar uma ampla ligação entre o centro cultural


e o centro da cidade. As pessoas removidas serão devidamente amparadas e direcionadas a conjuntos habitacionais propostos. Já a parte ilustrada rosa, ocorrerá uma requalificação e ao mesmo tempo valorização dessas moradias. Na zona ilustrada de azul, podemos encontrar predominantimente, chacaras de cultivo e permacultura, sendo assim nada melhor do que propor e abrir para a população esse cultivo e mostras ecologicamente um cultivo sustentavel. A área roxa, se encontra proxima a Universidade, logo na entra-

da da cidade, e para requalificar essa regiião e levar lazer aos estudando será proposta um espaço para teatro aberto. Por fim as áreas verdes, que serão proposta de arcodo com a ocupação do parque, com o intuito de valoriza, qualificar, e levar bem estar a população.

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parque linear