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6 | Autos

CORREIO Salvador, sábado, 29 de setembro 2012

FOTOS: EVENDRO VEIGA

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Os Fiat Grand Siena e Punto têm o mesmo motor e preços semelhantes Antônio Meira Jr. Em março, o Siena ganhou uma variante maior e um prefixo no nome: Grand Siena. Quatro meses foi a vez do Punto, que teve atualizações por dentro e por fora. Além disso, o hatch agora utiliza o motor 1.4 Fire EVO, que já equipava o Grand Siena. Esse motor de oito válvulas rende 85 cv com gasolina e 88 cv com etanol, sempre a 5.750 rotações por minuto. O torque máximo, alcançado às 3.500 rpm, é de 12,4 kgfm com gasolina e 12,5 kgmf com etanol. Para avaliar as novidades desses dois lançamentos da Fiat, o AUTOS convidou dois colegas do CORREIO: Eduardo Rocha e Lívia Cabral, respectivamente editor de Esportes e subeditora do caderno Bazar. Confira o que Eduardo e Lívia acharam dos novos Punto e Grand Siena, ambos na versão Attractive, câmbio manual e motor 1.4.

O Punto tem 4,07 metros de comprimento, 1,69 m de largura, 1,50 m de altura e 2,51 m de entre-eixos. O porta-malas do hatch da Fiat tem capacidade para 280 litros e o tanque de combustível 60 l. Entre seus rivais estão o Citroën C3 e o VW Fox

Na traseira, o para-choque é novo, assim como a lanterna, que tem Leds no lugar de lâmpadas. Para destravar o porta-malas basta pressionar a logo da Fiat

O interior do hatch foi remodelado e os materiais utilizados são de ótima qualidade

UM NOVO PUNTO Quando retirou do Punto a assinatura Giugiaro, a Fiat sabia dos riscos. Reestilizar um carro idealizado pelo designer responsável pelo Mustang GT 500 (1967), Maserati Spyder (2002), modelos da Lamborghini, Alfa Romeo e Ferrari é ideia, no mínimo, controversa. Mas a intervenção no design do veículo que acumulou prêmios desde o seu lançamento no Brasil, em 2007, é uma das poucas coisas que proprietários do modelo antigo, como eu, podem se queixar em relação à nova versão. Tenho um Punto Attractive 1.4 há pouco mais de um ano, e posso dizer: a Fiat corrigiu boa parte dos problemas do carro. A começar pelo novo motor EVO, que faz toda a diferença com apenas dois cavalos extras de potência. O novo Punto é bem menos ‘amarrado’queomeu.Ganhoutorque,responderápido às trocas de marcha e tem a vantagem de andar bem e ser econômico. Mas a grande transformação está mesmo no interior. O carro alia conforto e esportividade. A montadora acertou em cheio na posição de dirigir, com câmbio mais à mão, e caprichou no acabamento – uma das minhas principais queixas no meu modelo 2011. Detalhes emborrachados como os botões de controle do ar-condicionado, parte da porta e a região em volta do painel deram um toque mais refinado. Houve ainda uma preocupação com a ergonomia nos apoios de braço. O material usado na construção deixou o modelo novo muito menos barulhento,comacústicaagradável.Pensandonomotorista, o novo Punto ganhou um descanso de pé (e como isso faz falta nas viagens mais longas!). Apesar de julgar apenas um detalhe, as baias das portas ganharam porta-copos. Até o banco parece mais confortável.Aliadoatudoisso,umsomdesériemuito mais condizente com o carro. O meu sequer tem entrada auxiliar ou para pen drive. O aparelho é bonito, o conjunto integra o botão do pisca-alerta e casamuitobemcomopainel,quedeixaodomeuantigo Puntinho no chulé. Mostradores redondos com marcações vistosas, computador de bordo mais completo, e a sensação de, agora sim, estar num carro de primeira linha – até por aquele chatíssimo aviso sonoro que apita como se dissesse: “você está sem cinto”, mesmo com o carro ainda se arrastando dentro do seu condomínio. Mas, para não dizerem que passei batido no meu checklist, é preciso falar que o porta-luvas encolheu sensivelmente, em parte, claro, pela instalação do airbag.Oporta-trecodoconsolecentral,queresolve minhas deficiências de organização dentro do carro, também perdeu espaço na versão nova. Não consegui achar um lugar que acomodasse adequadamente, por exemplo, o meu celular. Detalhes como a alavanca de abertura da porta, do acionamento da tampa de abastecimento e destravamento do capô também mereciam uma atenção especial. E, claro, aquele detalhe em plástico preto na traseira do carro, somado ao ‘bigodinho’ metálico na grade dianteira me deixaram todo arrepiado. Mexeram na obra do


GRAND SIENA 1