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Distribuição gratuita


RESIDENCIAL GERIÁTRICO UM NOVO CONCEITO DE MORADIA PARA IDOSOS

QUE NECESSITAM DE CUIDADOS ESPECIAIS. Apesar dos desgastes físicos e mentais provocados pelo passar dos anos, a terceira idade pode e deve ser uma fase também com bons momentos, alegria, segurança e bem-estar, sobretudo para os idosos que necessitam de cuidados especiais. Inspirado em tendências internacionais de moradia para este público, o Residencial Geriátrico Nova Belluno, com pouco mais de um ano de funcionamento, é referência neste setor. Localizado em Siderópolis, em um ambiente familiar, acolhedor e integrado à natureza, o Nova Belluno agrega cuidados que sobrepõem a parte física, colocando à disposição dos moradores uma equipe de profissionais altamente capacitados, oferecendo assistência médica, enfermeira-chefe e técnicos de enfermagem (24h por dia). Ainda, nutricionista, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional

estão inclusos na rotina dos hóspedes. Para a parte psicológica, atividades como pet-terapia, arteterapia, música, gincanas, entre outras, promovem a sociabilidade entre os idosos, colaboradores e familiares. A autonomia comprometida na velhice, por si, exige atenção específica e, quando o idoso é portador de alguma necessidade especial ou acamado, o cuidado também precisa ser direcionado, conceito que o empreendimento reforça no projeto físico. Para isso, o complexo possui três modalidades de hospedagem. A Permanente que dispõe de suítes individuais ou coletivas e enfermaria para os acamados, a Temporária, onde os idosos ficam nas instalações por tempo determinado; ou Pós-Cirúrgica, destinada àqueles que passaram por algum tipo de intervenção cirúrgica e que precisam de assistência após a alta hospitalar.


Sobre o Residencial

Geriátrico

São cerca de 2000 m² de área construída em 10 hectares de área verde, proporcionando uma harmonia perfeita com a natureza, oferecendo uma paisagem repousante com vista para o lago em boa parte dos ambientes. Horta, pomar, lago para pesca, capela, salão de festas ao ar livre são alguns dos atrativos da parte externa do empreendimento. Na parte interna, consultórios, recepção, suítes, quartos coletivos, enfermaria, sala de computação, biblioteca, sala de estar e refeitório compõem o espaço.

(48) 3433-1171

Rua José Salvaro, 716 - Patrimônio, Siderópolis/SC

O Nova Belluno é fruto do planejamento arrojado de cinco sócios, todos médicos, que vislumbraram nesse cenário uma oportunidade de fincar em solo local um residencial geriátrico com padrões de excelência internacional. Fazem parte do grupo societário, Dr. Álvaro Barcelos Jr (CRM 11571), Dr. João Henrique Araújo (CRM 15966), Dr. Marcos Maffioletti (CRM 14251), Dr. Vitor Benincá (CRM 18421) e Dr. Vitor Hugo Parpinelli Ricci (CRM 16000).

u novabelluno.com.br f novabelluno.com.br e contato@novabelluno.com.br

RESPONSÁVEL TÉCNICO MÉDICO DR. JOÃO HENRIQUE ARAÚJO CRM/SC 15966 - RQE 10.795


EDITORIAL

SURPREENDA-SE Queridos amigos, leitores e parceiros é com muito orgulho que a revista da Lista da Saúde chega à sua segunda edição. Agradecendo sempre a Deus pelo dom da vida, saúde, força e coragem e a vocês, que apostaram nesta ideia. Nossa primeira edição especial de 13 anos foi um sucesso e isso nos fez ter ainda mais ânimo para trabalhar. Na busca pela identidade própria, essa edição foi planejada com grande carinho e irá surpreender a todos vocês! Trabalhando com humildade, perseverança, foco e sobretudo com ética e transparência, produzimos esta edição recheada de assuntos interessantes e pertinentes ao nosso dia a dia. Nossa capa apresenta cinco profissionais responsáveis pelo residencial geriátrico Nova Belluno: Dr. Vitor Hugo Parpinelli Ricci, Dr. Vitor Benincá, Dr. Álvaro Alberto Barcelos Júnior, Dr. João Henrique Araújo e Dr. Marcos Mafioletti. E além deles, nessa edição você vai encontrar profissionais fantásticos, que transmitem segurança e credibilidade a seus pacientes. Trazê-los para nossa revista nos enche de orgulho e nos dá a certeza que estamos no caminho certo. Agradecemos de coração a todos os parceiros que confiam em nosso trabalho, pois que sem eles esse projeto não poderia acontecer. SOMOS GRATOS! Boa leitura!

PRISCILLA CAMPOS AMARAL RODRIGO AMARAL GOMES

ANÚNCIOS E MATÉRIAS (48) 99608-2652 comercial@listadasaude.com.br www.listadasaude.com.br Os anúncios e matérias são de responsabilidade de seus autores DIREÇÃO GERAL

RODRIGO AMARAL GOMES JORNALISTA

ADRIANA OLIVEIRA STÜPP - SC1408-JP DIAGRAMAÇÃO

UAW! COMUNICAÇÃO & DESIGN FOTOGRAFIA

FOTO MASTER FOTO MAZUCO FOTO ELEGANCE FOTO GLOBO


ÍNDICE

8

ABORTAMENTO RECORRENTE OU HABITUAL

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ARTROSCOPIA DO QUADRIL

12

DISFUNÇÃO ERÉTIL TEM TRATAMENTO!

14

TRATAMENTO DE VARIZES ESCLEROTERAPIA COM ESPUMA

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ESTEATOSE HEPÁTICA (GORDURA NO FÍGADO)

18

REABILITAÇÃO VISUAL

20

LENTES DE CONTATO: MITOS E VERDADES

22

SÍNDROME DE OVÁRIO POLICÍSTICO: CAUSA DE INFERTILIDADE

24

ANSIEDADE: UM MAL MODERNO?

26

TROMBOEMBOLISMO VENOSO (TEV) QUEM PRECISA DE PREVENÇÃO EM VIAGENS?

28

O FUTURO CHEGOU! CIRURGIA GUIADA POR COMPUTADOR

30

PROLAPSO GENITAL

34

DISPEPSIA FUNCIONAL

38 40

44

ASMA: CAUSAS, SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

54 MUITO ALÉM DA ESTÉTICA: A OBESIDADE É UMA DOENÇA CRÔNICA QUE REQUER TRATAMENTO

VIDEOLAPAROSCOPIA NA ENDOMETRIOSE: O QUE É E COMO DIAGNOSTICAR

56

ESTRATÉGIA LOW CARB: O QUE VOCÊ PRECISA SABER

46 SAIBA MAIS SOBRE LINFOMA

58

IMPLANTES: FAZER ANTES OU DEPOIS DO TRATAMENTO ORTODÔNTICO?

48 IODO:

60

GRAVIDEZ DE ALTO RISCO E A PROGRAMAÇÃO DA GESTAÇÃO

62

FISIOTERAPIA NAS DISFUNÇÕES SEXUAIS FEMININAS

64

OSTEOPOROSE

66

PUERICULTURA

68

AVALIAÇÃO PRÉ-NATAL

70

BELEZA DECODIFICADA

71

DIARRÉIA CRÔNICA: DA SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL AO CÂNCER COLORRETAL

72

TRANSTORNO DE COMPULSÃO ALIMENTAR

74

DICAS NUTRICIONAIS

76

QUAIS OS RISCOS DA POLIMEDICAÇÃO AOS IDOSOS?

77

QUANDO O MAU HUMOR PASSA A SER DOENÇA

78

IMPLANTES DENTÁRIOS

81

GUIA DE SAÚDE

SUPLEMENTAR É NECESSÁRIO?

PSORÍASE: O QUE É, SURGIMENTO E COMO TRATAR

32

36

42

50 ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL

ARTROSCOPIA: CONHEÇA A CIRURGIA INDICADA PARA TRATAR LESÕES NO JOELHO ORIENTAÇÕES EM OTORRINOLARINGOLOGIA VARICOCELE

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52 RADIOFREQUÊNCIA NO TRATAMENTO DE DOR


O Dr. Rodrigo Matos possui mais de 10 anos de experiência em Ortodontia e Ortopedia Facial. Cursou a graduação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e posteriormente fez Especialização e Mestrado em Ortodontia e Ortopedia Facial na PUC/RS em regime integral, que foi concluído no ano de 2005. A partir desta data se dedicou exclusivamente à prática da Ortodontia e Ortopedia Facial e divide sua atuação profissonal entre Criciúma/SC e Lajeado/RS. Em Criciúma, possui consultório privado onde realiza atendimento a crianças, adolescentes e adultos e é também coordenador do curso de Especialização em Ortodontia da Unesc. Em Lajeado, sua atuação está ligada à Fundação para Reabilitação de Deformidades Craniofaciais (FUNDEF) que é referência no atendimento de deformidades no Rio Grande do Sul. Atua como coordenador da equipe de Ortodontia e do Curso de Especialização em Ortodontia desta renomada instituição.

DR. RODRIGO MATOS

CIRURGIÃO DENTISTA - CRO/SC 6949 ESPECIALISTA E MESTRE EM ORTODONTIA E ORTOPEDIA FACIAL COORDENADOR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ORTODONTIA UNESC-CRICIÚMA/SC COORDENADOR DA EQUIPE E DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ORTODONTIA FUNDEF-LAJEADO/RS

www.clinicarodrigomatos.com.br contato@clinicarodrigomatos.com.br (48) 3438.0367 Coronel Pedro Benedet, 505 – sala 508, Millenium Saúde Center, Criciúma.

REVISTA LISTA DA SAÚDE | 1ª ED.

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GESTAÇÃO

ABORTAMENTO RECORRENTE OU HABITUAL

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onforme a Organização Mundial de Saúde, considera-se abortamento a interrupção da gestação antes da vigésima segunda semana ou quando o peso fetal é menor que 500g. É classificada como precoce quando ocorre no primeiro trimestre (até 12 semanas) e tardia até a vigésima/vigésima segunda semana de gestação. É uma das complicações mais frequentes da gravidez, com uma incidência entre 15% a 20% das gestações. Não existe um consenso quanto a definição de abortamento recor-

rente. O conceito clássico é de quando há três ou mais perdas espontâneas sucessivas. Na prática assistencial, a ocorrência de duas perdas nos permite pensar no diagnóstico e iniciar pesquisa. A incidência é cerca de 1% a 2% das mulheres. Quanto maior o número de abortos e a idade materna, menor a chance de se alcançar uma gestação viável. O risco de novo aborto chega a 40% após três perdas sucessivas. Sua etiologia é variável podendo ser consequentes as alterações genéticas, endócrinas, infecciosas, anatômicas e imunológicas.

CAUSAS GENÉTICAS

Alterações cromossômicas.

ENDÓCRINAS

Defeitos da fase lútea; Diabetes mellitus (insulino-dependente e descompensada); Doenças da tireoide; Síndrome de ovários policísticos (Resistência à insulina, hiperinsulinemia e elevação do hormônio luteinizante).

INFECÇÕES

Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrheae, herpes-vírus, citomegalovírus, toxoplasmose, Listeria monocytogenes, Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis, papiloma vírus humano (HPV).

ANATÔMICAS/ MALFORMAÇÕES UTERINAS

Sinéquias intrauterinas (síndrome de Asherman); Miomas; Incompetência cervical; Malformações uterinas (defeitos na fusão dos ductos de Müller).

FATORES IMUNOLÓGICOS

Síndrome antifosfolípide; Histocompatibilidade entre o organismo materno e o companheiro.

crônicas, infecções, pesquisa de anticorpos, antígenos, fatores imunológicos e hormonais. O tratamento será adequado a cada causa determinante do abortamento recorrente. Em algumas situações, os casais precisam ter um atendimento e acompanhamento por especialidades médicas específicas como hematologistas e geneticistas. Deve-se ainda levar em consideração a grande necessidade de suporte psicológico, pois a perda de uma gestação representa uma experiência frustrante para o casal, com possíveis consequências clínicas e psicológicas, especialmente quando recorrente.

Seus sintomas são semelhantes aos outros tipos de abortamento (inevitável, incompleto), com dores tipo cólicas em baixo ventre, às vezes com irradiação para região lombar associada a sangramento vaginal. O diagnóstico pode ser realizado através do ultrassom transvaginal e histeroscopia para identificar possíveis alterações estruturais no útero, avaliação genética do casal com cariotipagem ou realização de exames laboratoriais para identificar doenças

DRA. CHARLANE ALÉSSIO DE JESUS ANTUNES

GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA - CRM/SC 17461 | RQE 13261 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS 81 A 86

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CIRURGIA

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ARTROSCOPIA DO QUADRIL

sta provavelmente foi a área da cirurgia do quadril que apresentou a maior e mais expressiva evolução nos últimos anos. O termo artroscopia se refere a uma técnica cirúrgica, ato de “olhar a articulação”. É uma forma de se realizar diferentes procedimentos na articulação do quadril ou próximos à ela e que são indispensáveis no tratamento da patologia a ser abordada. Isto é possível através do uso de microcâmeras e instrumentos especiais, de pequeno calibre, que dão acesso ao interior da articulação sem a necessidade dos acessos cirúrgicos das cirurgias tradicionais.

QUAIS CASOS PODEM SER TRATADOS POR ARTROSCOPIA? Através da avaliação clínica e de exames de imagem podemos definir quem se beneficiará ou não com este tipo de tratamento. Embora esta cirurgia seja extremamente versátil, nem todas as lesões do quadril podem ser tratadas desta forma. A indicação de tratamento deve ser decidida caso a caso.

O QUE PODE SER TRATADO PELA ARTROSCOPIA DO QUADRIL? As indicações mais frequentes são: Impacto Fêmoro-Acetabular: para remodelação óssea e cartilaginosa (osteocondroplastia).

COMO É A CIRURGIA? A cirurgia é realizada com anestesia raquidiana e anestesia geral. Para o acesso à articulação é necessário realizar a distração (abertura) articular, criando assim espaço para a inserção da câmera e instrumentais cirúrgicos. Após confeccionarmos os portais de acesso, introduzimos a micro-câmera e podemos utilizar uma grande variedade de pinças para correção das lesões, suturas, raspagens, microperfurações, etc.

Lesões do Labrum acetabular: para sua ressecção ou reinserção ao leito ósseo. Outras indicações incluem: Quadril em Ressalto (Snapping hip). Retirada de corpos livres ou corpos estranhos da articulação. Reparo de lesões dos tendões glúteos e síndrome da dor lateral do quadril, bursectomia do quadril.

COMO É A RECUPERAÇÃO APÓS A CIRURGIA? De acordo com a gravidade da lesão e o tratamento instituído são iniciados protocolos específicos de fisioterapia no dia seguinte ao procedimento. O uso de muletas é necessário por duas a seis semanas e o retorno aos esportes é permitido de acordo com o tipo de lesão, o tipo de esporte e a recuperação individual. A recuperação final pode levar de seis meses a um ano.

Tratamento de lesões cartilaginosas. Lesões do ligamento redondo. Osteocondrite dissecante. Sinovectomia: para artrite reumatóide ou sinovite vilonodular. Síndrome da dor glútea profunda ou síndrome do piriforme: para liberação do nervo ciático.

VOU PODER VOLTAR A PRATICAR ESPORTES?

Algumas sequelas de patologias pediátricas, como doença de Legg-Perthes.

Estatisticamente até 80% dos pacientes conseguem retomar suas atividades esportivas com alívio, ao menos parcial, dos sintomas.

Biópsias.

“Os melhores resultados são obtidos nos pacientes com diagnóstico mais precoce e nas lesões pequenas, sem comprometimento importante da cartilagem. Portanto, você não deve negligenciar seus sintomas, e em caso de dor na virilha ou quadril sempre procure um ortopedista. A artroscopia de quadril é uma técnica consagrada e eficiente quando realizada por profissionais treinados e qualificados no tratamento das patologias do quadril, sendo que seus avanços possibilitaram um tratamento menos invasivo em várias situações.”

DR. FERNANDO LUPSELO

ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA CRM/SC 17718 | RQE 12327 | TEOT 14190

MEMBRO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA (SBOT) ORTOPEDISTA E TRAUMATOLOGISTA PELO GOVERNADOR CELSO RAMOS - FLORIANÓPOLIS/SC. ESPECIALIZAÇÃO EM CIRURGIA DO QUADRIL PELA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA (PUC) DO PARANÁ - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CAJURÚ - CURITIBA/PR INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS: 81 A 86

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UROLOGIA

DISFUNÇÃO ERÉTIL TEM TRATAMENTO!

A

disfunção erétil está inserida no campo dos distúrbios da sexualidade humana, tendo elevada prevalência, principalmente na população mais idosa. Perda da ereção eventual ou a redução da performance sexual transitória é um evento natural durante a vida do homem. A disfunção erétil patológica é definida como a incapacidade recorrente e persistente de obter e/ou manter uma ereção com rigidez peniana suficiente para uma atividade sexual satisfatória. Estudos mostram que aproximadamente 50% dos homens entre 40 e 70 anos apresentam algum grau de disfunção da ereção. Apesar destes dados, existem evidências de que esta prevalência seja subestimada por razões que variam desde a complexidade da sexualidade, os tabus, as restrições culturais, a ignorância em relação aos tratamentos eficazes e

até a aceitação da situação como uma sequência normal ao envelhecimento. Trata-se de um tema que mesmo com toda a informação disponível atualmente, ainda gera constrangimentos e preconceitos à população masculina. A disfunção da ereção é responsável pela piora significativa da qualidade de vida dos casais, pois leva à perda da autoestima e autoconfiança, prejuízo nos afazeres e problemas de relacionamentos interpessoais dos homens, inclusive com a parceira. Muitas vezes, a disfunção erétil é um sintoma de patologias silenciosas que ainda não foram diagnosticadas. Podendo ser causada por diversas doenças de origem orgânica, psicogênica ou até mesmo por maus hábitos de vida. Pode estar relacionada a uma série de fatores de risco que, comprovadamente, afetam o bom funcionamento do mecanismo da ereção peniana e/ou da libido.

DENTRE OS PRINCIPAIS FATORES DE RISCO ESTÃO: Hipertensão arterial sistêmica

Tabagismo

Diabetes mellitus

Alcoolismo

Distúrbios do colesterol

Algumas cirurgias urológicas

Redução do hormônio masculino Sedentarismo

Medicamentos (anti-hipertensivos e antidepressivos)

Obesidade

Envelhecimento

Depressão

Doenças do coração

“O diagnóstico da disfunção erétil é clinico. Devendo ser realizado através da consulta médica onde serão identificados os fatores causais por meio de exames laboratoriais e eventualmente com o auxílio de testes específicos. Esta desordem tem diversas possibilidades de tratamentos, que são indicados de acordo com cada caso individualmente. Os tratamentos abrangem desde mudança dos hábitos de vida , tratamento das doenças de base, tratamentos psicológicos e conjugais, assim como terapias medicamentosas via oral e injetáveis, até procedimentos cirúrgicos em casos mais extremos. O urologista é o médico cirurgião especialista nas patologias das vias urinárias e dos órgãos genitais masculinos. É o profissional indicado para o adequado diagnóstico e tratamento da disfunção erétil e deficiência sexual masculina.“ DR. PEDRO HENRIQUE MESSINA MEDEIROS UROLOGIA - CRM/SC 24551 | RQE 15187

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VARIZES

TRATAMENTO DE VARIZES ESCLEROTERAPIA COM ESPUMA

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s varizes têm aparecido cada vez mais cedo em nossa vida. A cada 100 mulheres cerca de 32 apresentam varizes antes dos seus 30 anos de idade, As varizes acometem cerca de 30% dos homens e 45% das mulheres, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. Além do problema estético, causam dor, inchaço, câimbras, sensação de peso nas pernas e queimação. Isto muito relacionado com os hábitos de vida, sedentarismo, número de gestações uso de contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal. Tanto em homens como em mulheres, o fator genético é muito expressivo, quando presente desencadeiam o aparecimento precoce do problema e com maior intensidade de sintomas. Hoje em dia, cada vez mais, empregamos técnicas novas e avançadas para o tratamento das varizes, lançando mão desde o laser transdérmico, para os tão indesejados “vasinhos”, técnicas minimamente invasivas em microcirurgias ambulatoriais, uso do endolaser para tratamento de veias mais calibrosas e a espuma densa ecoguiada.

Utilizando uma técnica desenvolvida em 1994, por um espanhol, e melhorada em 1999, por um Italiano (Tessari), o médico produz uma espuma densa (semelhante a uma espuma de barbear) a partir do polidocanol, uma substância usada para esclerose (secar) as veias. A escleroterapia com espuma guiada por ultrassom consiste na aplicação, por meio de uma injeção no interior da veia varicosa, com auxílio do ultrassom. Ou seja, por meio de uma injeção e utilizando as imagens fornecidas pelo ultrassom, em tempo real, localizamos a veia e colocamos dentro da mesma uma espuma que causa irritação na sua parede, espasmo da veia e, posteriormente, fibrose e desaparecimento da veia varicosa. O método é seguro, tem bons resultados e pode ser realizado no consultório. Após o procedimento, é colocada uma meia elástica e o paciente fica alguns minutos em observação. Após esse período, o paciente é liberado e pode retornar às suas atividades habituais, não sendo recomendado o repouso.

TRATAMENTO ENDOVENOSO DE VARIZES COM ESPUMA

VEIA VARICOSA

CATETER INSERIDO NA VEIA

DR. DANIEL LUPSELO

INJEÇÃO DE ESPUMA CONTRAINDO VEIA

VEIA FECHADA APÓS O TRATAMENTO

MEMBRO CORPO CLÍNICO HOSPITAL UNIMED CRICIÚMA RESIDÊNCIA DE CIRURGIA VASCULAR E ENDOVASCULAR NO INSTITUTO DE CARDIOLOGIA DE SC

CIRURGIÃO VASCULAR E ENDOVASCULAR CRM SC 16823 | RQE 13634 | RQE 14626

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LASER NO TRATAMENTO DAS VARIZES

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ESQUEMA DE TRATAMENTO COM LASER ENDOVENOSO

arizes são veias doentes que podem afetar qualquer local do corpo, porém têm uma maior incidência nos membros inferiores, pois se tornam progressivamente dilatadas, alongadas e tortuosas. Existe uma tendência hereditária para as pessoas apresentarem varizes, provavelmente o pai ou a mãe têm varizes, ou então, um dos avós ou mesmo um tio. Além da tendência hereditária, alguns fatores podem desencadear o aparecimento ou a piora do quadro de varizes. Um dos principais é a gravidez. Outro muito importante é o uso de anticoncepcionais. Ficar muito tempo na posição em pé ou sentada também provoca varizes. Portanto, pessoas que ficam em pé paradas, ou sentadas durante muito tempo, usam anticoncepcional ou tem várias gestações e que apresentam a tendência hereditária, têm uma forte possibilidade de desenvolver essa doença. As doenças venosas afetam milhões de pessoas no mundo, constituindo a sétima patologia crônica mais frequente em todo o mundo, com grande demanda para os serviços de saúde, devido aos problemas estéticos, às limitações de atividades diárias e so-

frimento que impõem aos pacientes, assim como a ocorrência de complicações. Atualmente, estima-se que acomete entre 40-50% da população mundial e brasileira. As varizes, desde as pequenas telangiectasias (microvarizes vermelhas e roxas) até as colaterais mais calibrosas (esverdeadas e salientes), representam um problema estético para aqueles que desejam expor as pernas e também um problema funcional devido ao desconforto e a dor nos membros inferiores que elas proporcionam. O tratamento desses pacientes traz uma importante contribuição para a qualidade de vida dos mesmos, com melhora sintomática e estética. O laser apresenta uma relevância no tratamento de varizes, seja ele utilizado no ato operatório como Endolaser (Laser Endovascular), ou como tratamento de microvarizes na forma de Laser Transdérmico. O laser é uma grande inovação tecnológica no tratamento de varizes, com comprovação científica. Diferentemente da técnica tradicional, neste tratamento não é necessário remover a veia. Apresenta sua grande indicação no tratamento das veias safenas internas e externas, conhecidas popularmente como varizes internas.

VANTAGENS DA CIRURGIA POR ENDOLASER (COMPARADO À CIRURGIA CONVENCIONAL):

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O tratamento a laser é mais simples e menos agressivo. Uma microfibra ótica é introduzida no segmento venoso doente e, sob o acompanhamento do ultrassom vascular intraoperatório, a veia é totalmente fechada (ablação térmica por laser), perdendo sua função. Com isso, a origem das varizes é eliminada, diminuindo o risco de recidiva. O procedimento possibilita o retorno precoce (4 a 7 dias) às atividades rotineiras, principalmente pelas seguintes razões: não ocasiona hematoma profundo no trajeto da veia safena, não necessita incisão na virilha e risco reduzido de lesão do nervo safeno.

Menor dor e hematoma pós-operatórios. Menor tempo de recuperação pós-operatória. Técnica menos agressiva (Evita a fleboextração traumática). Retorno mais rápido às atividades rotineiras diárias. Cirurgia realizada sem incisão da pele e com mínimo trauma cirúrgico (reduz lesão do nervo safeno).

LASER TRANSDÉRMICO O laser atravessa a pele sem a lesar e atinge a hemoglobina dos vasos que é vermelha. A hemoglobina recebendo o laser faz aumentar a temperatura do sangue que acaba por eliminar o vaso pelo calor. O laser transdérmico é não invasivo. O equipamento de Laser NdYag 1064, emite pulsos de luz que penetram no corpo do paciente e são absorvidos 30 vezes mais pelo sangue do que pelo tecido da pele. Portanto, pode ocluir as varizes e vasinhos sem danificar a pele. Tratamento rápido e eficaz, que associado à escleroterapia permite melhores listadasaude.com.br

resultados no tratamento de varizes e telangectasias (vasinhos), reduzindo o tempo de tratamento e muitas vezes substituindo a necessidade de cirurgia. O número de sessões varia de acordo com o tamanho da área a ser tratada e o intervalo entre as sessões é de 10 a 30 dias. Sempre utilizamos a técnica de resfriamento de pele para proporcionar conforto durante o tratamento e evitar queimadura da pele. O tratamento com laser é feito no consultório médico e não requer anestesia. A atividade diária normal pode ser continuada no mesmo dia, logo após o tratamento.

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FÍGADO

ESTEATOSE HEPÁTICA (GORDURA NO FÍGADO)

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A realização frequente de ultrassonografias e o aumento da prevalência de obesidade tem tornado a esteatose hepática uma doença de diagnóstico cada vez mais comum. Ela pode ser causada pelo consumo excessivo e persistente de álcool ou, quando relacionada a outras causas, fazer parte de um espectro denominado Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA).

O QUE É ESTEATOSE HEPÁTICA

DIAGNÓSTICO

Esteatose hepática é o acúmulo de gordura (lipídeos) no fígado. A DHGNA é a doença mais comum do fígado no mundo. Cerca de 25% dos adultos apresentam esteatose na ausência de consumo excessivo de álcool e, em ¼ dos casos, o fígado encontra-se inflamado, termo que denominamos de esteato-hepatite. Nestes pacientes, a inflamação crônica pode gerar fibrose (cicatrização e endurecimento do fígado) e aumentar o risco de desenvolver cirrose e câncer de fígado no futuro. Estima-se que em 2020 a esteato-hepatite será a principal causa de transplante hepático nos Estados Unidos.

Os pacientes com esteatose hepática são, na maioria das vezes, assintomáticos. O diagnóstico é realizado através de exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia e ressonância, os quais podem ser solicitados para pessoas com fatores de risco ou alterações em exames de sangue do fígado. Em alguns casos, quando há suspeita de esteato-hepatite, torna-se necessária a realização da biópsia hepática, capaz de avaliar com precisão o grau de inflamação e de fibrose do fígado. TRATAMENTO

FATORES DE RISCO

O controle dos fatores de risco é a medida mais importante. Modificações do estilo de vida, como uma alimentação saudável, redução de peso e exercícios físicos regulares são recomendações para todos os pacientes com síndrome metabólica. Quando a esteatose está associada a outras doenças (hepatite C, hipotireoidismo, doença celíaca), o tratamento deve ser direcionado à própria doença de base. Nos pacientes com esteato-hepatite, limitar o consumo de bebidas ricas em frutose (refrigerantes) e consumir duas ou mais xícaras de café ao dia também são medidas úteis. Existem muitos medicamentos em estudo, porém poucos com eficácia comprovada e disponíveis para uso. Por este motivo, é importante que você procure um Gastroenterologista para um tratamento mais adequado.

Os principais fatores de risco ou causas de DHGNA são obesidade central, diabetes (ou resistência insulínica), hipertensão arterial e dislipidemia (alterações de colesterol e triglicerídeos) – associação conhecida como Síndrome Metabólica. Hepatite C, hipotireoidismo, doença celíaca, medicamentos, anabolizantes, algumas cirurgias de obesidade e alterações da flora intestinal são causas secundárias de esteatose. Perturbações do ciclo do sono e uma alimentação irregular (por exemplo, viagens frequentes e trabalhos em turno invertido) também promovem depósito de gordura, síndrome metabólica e DHGNA.

DR. SMILE BECKER

GASTROENTEROLOGISTA CRM/SC 20225 | RQE 11675 IINFORMAÇÕES GUIA SAÚDE PÁGINAS: 81 A 86

FORMADO EM MEDICINA PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS) RESIDÊNCIA EM CLÍNICA MÉDICA PELO HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE PORTO ALEGRE (HNSC) RESIDÊNCIA EM GASTROENTEROLOGIA NO HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE PORTO ALEGRE (HNSC) MESTRANDO EM GASTROENTEROLOGIA PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP) PROFESSOR DE MEDICINA DA UNESC - CRICIÚMA/SC

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DEFICIENTES VISUAIS

REABILITAÇÃO VISUAL

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osé Catalino Lopez, 53 anos, há quase 17 anos sem nada enxergar, nem mesmo a luz, devido a doença glaucomatosa que lhe retirou a visão de forma irreversível é um exemplo a ser seguido por tantos outros deficientes visuais que estão de braços cruzados deixando a vida passar. José Catalino Lopez, após ser acometido pela doença, começou a desenvolver habilidades que antes não conhecia, nas palavras dele: “No primeiro momento pensei que tudo tinha acabado, mas logo em seguida procurei recursos para ser independente, e não parei por aí, fui muito mais além.” Num primeiro momento, a busca foi para ser independente, ou seja, conseguir “se virar sozinho”. Em outro momento, procurou a profissionalização e além de concluir seu curso superior em Pedagogia, é massoterapeuta. Este caso, para muitos leitores é visto como um caso de superação, como uma exceção à regra, qual seja: que o deficiente é portador de um estigma que o impede de ter uma vida próxima à vida normal de qualquer outro cidadão. Que ao ser acometido pela mazela da cegueira ou baixa visão, deverá ficar parado esperando a “morte da bezerra”. Só que não. Estamos em pleno século XXI, e hoje, a ciência trouxe conhecimentos técnicos e tecnologia suficientes para permitir conhecimentos, habilidades e atitudes que permitem ao deficiente buscar suas necessidades e desenvolver seus talentos sem precisar depender de mais ninguém. E é uma área que a cada dia desenvolve-se mais e mais. Com a motivação, o apoio familiar e muito treinamento, hoje, o deficiente visual é capaz de acompanhar uma aula normalmente, absorver o conteúdo da matéria da mesma forma que os demais alunos, sem a necessidade de professor tutor. É capaz ainda de escrever, responder às questões da prova, apresentar trabalhos, participar de grupos de estudos, com as dificuldades normais de qualquer outro aluno. Com a orientação necessária, o deficiente visual pode deambular com segurança e tranquilamente, com eficácia para

onde lhe interessar, sem a necessidade de outra pessoa para lhe guiar. Outras tarefas que lhe são importantes, como cozinhar, arrumar sua casa, vestir-se, sua higiene pessoal não precisam ficar por conta de parentes, com técnicas práticas é possível ao deficiente visual morar até sozinho, se assim o desejar. O mundo tecnológico também está ao alcance do deficiente visual, como por exemplo, enviar e receber emails, conversar pelo Whats App, ir ao caixa eletrônico, jogos digitais, e muito mais. No mundo atual, a parte mais importante é a cultura do autocuidado ser desenvolvida, para que o deficiente visual entenda que a vida não espera por ele e que as oportunidades são muitas para que ele consiga desenvolver seus objetivos e também para que contribua no desenvolvimento de uma sociedade melhor. Mas este mundo de possibilidades à disposição do deficiente visual só poderá ser alcançado através de treinamento com uma equipe especializada, que possa lhe proporcionar as orientações e as práticas, além de aconselhamentos, que possibilitem ao deficiente visual concretizar seus desejos. Por exemplo: através de um pedagogo treinado e com competência em adequação dos recursos pedagógicos e adaptações curriculares o deficiente visual será capaz de acompanhar uma turma em sala de aula regular, pois de outra forma, tal experiência se demonstrará uma verdadeira frustração e uma barreira para o seu aprendizado. Para isso, o seguimento constante e atuante do profissional pedagogo especializado em avaliação funcional da visão norteará o caminho a ser seguido pelo aprendiz. Este é só um exemplo para caracterizar como o treinamento especializado pode trazer benefícios ao deficiente visual, por isso, o aprendiz ao ser imerso no programa para reabilitação visual deve desenvolver suas habilidades e competências de forma holística para além de complementar o que a sociedade lhe oferece, suplementar sua formação e suas aptidões.

“Nossas atividades são desenvolvidas de forma integral, quando o aprendiz é imerso em um programa que, de forma personalizada, anuncia o ponto de partida e depois se compartilha o objetivo de chegada, com treinamentos, na grande maioria das vezes, com uma hora e meia de duração a intervalos de duas vezes por semana, durando em média seis meses. Os resultados são surpreendentes, não havendo, aluno que conheça a palavra fracasso. Em outras palavras, do deficiente visual aguardamos a motivação, o resto caminharemos juntos.”

DR. CARLOS ALBERTO SIMÕES TREMOÇO FILHO

MÉDICO OFTALMOLOGISTA E RESPONSÁVEL TÉCNICO - CRM/SC 10178 | RQE 4554 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS: 81 A 86

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LENTES DE CONTATO

LENTES DE CONTATO: MITOS E VERDADES

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entes de contato são uma boa alternativa para quem não deseja usar óculos de grau em tempo integral. Elas são classificadas de acordo com o material de sua fabricação. Assim, podem ser, rígidas (duras), gás permeável (siliconadas ou fluorcarbonadas) ou gelatinosas (moles). Acompanhe, a seguir, algumas informações importantes sobre cada uma delas. As lentes rígidas foram as primeiras a serem desenvolvidas e são toleradas por um número limitado de pessoas. São uma das opções para pacientes com astigmatismo alto. São lentes de fácil manutenção, podem ser armazenadas úmidas ou secas. As lentes gás permeável são menos duráveis que as convencionais, porém, mais confortáveis. São uma excelente opção para quem tem patologias corneanas. Já as lentes gelatinosas são confortáveis e podem corrigir quase todos os tipos de deficiência visual. Existem lentes gelatinosas especiais, as tóricas para a correção de astigmatismo. A adaptação das lentes de contato depende da idade, do tipo de deficiência visual e da atividade do paciente. Para contribuir na perfeita adaptação de suas lentes de contato, você precisa em primeiro lugar estar seguro de que elas representam a melhor solução no momento, mesmo quando são comparadas com outras alternativas como os óculos ou a cirurgia refrativa (avançada técnica de correção óptica). Seu oftalmologista tem um papel importante neste momento: a consulta, acompanhada de alguns exames como topografia corneana, microscopia especular de córnea e paquimetria ultra-sônica são fundamentais na escolha das lentes. É preciso, também, ter motivação pessoal e persistência, principalmente no período inicial de uso. Encare as lentes de contato como um tratamento que irá solucionar sua deficiência visual. Por essa razão, somente o médico oftalmologista pode escolher e indicar o melhor tipo, definindo o início e o fim do período da adaptação. Quem usa lentes de contato precisa ter em mente que a manutenção das mesmas (limpeza, enxágue, desinfecção) precisa se tornar um hábito diário, como escovar os dentes ou tomar banho, por exemplo. Os produtos especiais destinados à manutenção de cada tipo de lente deverão ser indicados pelo seu oftalmologista.

MITOS As lentes de contato provocam câncer. Dores de cabeça podem ser causadas por lentes. As lentes de contato não se adaptam em maiores de 40 anos ou em pacientes da terceira idade. Quem já fez cirurgia refrativa não pode usar lente. As lentes de contato podem ser adquiridas em qualquer lugar, sem prescrição médica. VERDADES Lentes de contato são seguras quando usadas corretamente. Não é possível compartilhar lentes com outras pessoas. As lentes não devem ser lavadas ou armazenadas com soro fisiológico ou água da torneira. Lentes de contato têm prazo de validade. Medicações podem interferir na adaptação das lentes. Adolescentes e crianças podem usar lentes de contato, quando indicado pelo médico oftalmologista. Lentes coloridas podem também corrigir o grau. Lentes de contato podem ser usadas com maquiagem. Só tenha o cuidado de colocá-las primeiro. Não se deve dormir com as lentes de contato. O estojo deve ser higienizado diariamente e trocado a cada 3 meses.

“Fique atento: não adquira lentes de contato sem consulta e acompanhamento médico. Lembre-se que elas devem ser trocadas periodicamente. O sistema de manutenção das lentes varia de acordo com o tipo de material de que são feitas, das características do seu olho e do seu ambiente de vida. Para nadar ou mergulhar, use proteção. Converse com seu médico sobre os riscos e benefícios do uso de lentes de contato.” DRA. MEIBAL JUNQUEIRA MÉDICA - CRM/SC 24550

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INFERTILIDADE

SÍNDROME DE OVÁRIO POLICÍSTICO: CAUSA DE INFERTILIDADE

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Síndrome de Ovário Policístico - SOP - foi descrita a primeira vez por Stein e Leventhal, em 1935, como uma síndrome que apresentava falta da menstruação, crescimento aumentado do pelo, acne e obesidade, além do achado de ovários policísticos. A Síndrome de Ovários Policísticos - SOP é uma doença complexa caracterizada também por alterações do ciclo menstrual, predisposição ao diabetes tipo 2 e dificuldade de gravidez. O aumento da resistência à insulina e a obesidade são comuns em mulheres com SOP. Devido ao aumento do peso corporal, principalmente em região abdominal, resistência à insulina e intolerância à glicose aumentada, essas mulheres

possuem maiores níveis de androgênio (hormônio masculino). É comum na mulher na fase reprodutiva, a sua prevalência é de 4 a 8%. A causa principal é a resistência à insulina, presente em 60% a 80% dos casos. A obesidade é um fator agravante. O hiperandrogenismo (aumento de hormônio masculino) acontece pelo estímulo aumentado do hormônio LH (Hormônio Luteinizante), a falta de ovulação leva à infertilidade e os policistos aparecem pelo bloqueio do Hormônio Folículo Estimulante (FSH) e aumento do Hormônio Anti-Mulleriano (AMH). Estes hormônios são a base dos exames para diagnosticar a Síndrome de Ovário Policístico.

CONSENSO DE ROTTERDAM - presença de 2 critérios: disfunção menstrual, hiperandrogenemia e/ou hiperandrogenismo e ovários policísticos. HIPERANDROGENISMO - inclui o hirsutismo (barba e aumento de pelo no corpo), acne e alopecia (queda de cabelo) . O hirsutismo é reconhecidamente um sinal de excesso de androgênio (hormônio masculino) Acne aparece em apenas 20% das pacientes, e a alopécia aparece em 5% das pacientes e é considerado um sintoma fraco.

Depois de diagnosticar SOP as pacientes são divididas em dois grupos: as pacientes com índice de massa corporal normal e as que apresentam obesidade. O tratamento leva em conta, além da mudança dos hábitos de vida, como alimentação saudável, dieta com pouca gordura, atividades físicas diárias, etc. Muitas vezes há necessidade do uso de medicações para a melhora dessa situação clínica. Entre os medicamentos, o mais utilizado é a metformina. A metformina melhora os níveis de açúcar no sangue, regularizando-os, além de melhorar outro aspecto muito presente na Síndrome de Ovários Policísticos que é o hiperandrogenismo (aumento dos hormônios masculinos) levando ao aumento de pelos no corpo, acne e irregularidade na menstruação. As dosagens são variadas, principalmente em relação ao peso do paciente e a idade, sendo que cada caso deve ser tratado de maneira individualizada. Estudos tentam identificar compostos capazes de melhorar a qualidade dos óvulos. Hoje em dia contamos com uma nova medicação, o mioinositol. Substância mediadora de vários processos celulares, com efeito positivo no metabolismo das mulheres, melhora os distúrbios metabólicos e hormonais nas pacientes com SOP, podendo regular o ciclo menstrual e melhorar a fertilidade. Recentes estudos têm mostrado que a suplementação com ácido fólico está relacionada a uma maior probabilidade de nascidos vivos entre mulheres submetidas a tratamento de reprodução assistida.

HIPERANDROGENEMIA - encontrado em 60 a 80% das pacientes com SOP e o principal marcador seria a testosterona livre aumentada (hormônio masculino). DISFUNÇÃO MENSTRUAL - geralmente oligomenorréia (poucas menstruações) ou amenorréia (falta de menstruação há mais de 3 meses) nas adolescentes 65% apresentam ciclos sem ovulação e alterações menstruais. Uma minoria das pacientes pode apresentar uma variante da síndrome caracterizada pela presença de ovulação. OVÁRIOS POLICÍSTICOS - caracterizada pela presença de 12 ou mais folículos medindo de 2 a 9 mm e/ou aumento do volume ovariano > 10 cm. Feito este exame por ultrassonografia transvaginal.

DR. ROBERTO CARLOS MONTECINOS GALLO GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA - CRM/SC 7525 | RQE 5091 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS: 81 A 86

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ANSIEDADE

ANSIEDADE: UM MAL MODERNO?

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a sociedade atual poucos duvidam que levamos uma vida atribulada com muitas tarefas e preocupações simultâneas; muito diferente da vida adotada pelas gerações anteriores. Não temos mais tempo para quase nada, apesar do notável aumento da expectativa de vida que testemunhamos. Anseios e expectativas se aglomeram no nosso ambiente mental, gerando sintomas e sofrimento. A Ansiedade pode ser caracterizada, de maneira bastante simplificada, como o medo de algo que não conseguimos identificar, causando a incapacidade de aproveitarmos o momento presente, problemas de sono, dificuldades de concentração, fadiga, irritabilidade, dores pelo corpo, inquietude e descontrole no apetite, só para citarmos alguns sintomas. Questiono se nossos ancestrais viviam menos ansiosos que nós. Doenças simples de tratar hoje eram vivenciadas com consequências imprevisíveis e algumas vezes trágicas. Então preocupações, incertezas e medos não são coisas exclusivas do nosso tempo. Imaginem uma mãe vendo o filho com febre por uma infecção na época em que não existiam antibióticos ou os riscos envolvidos em uma gestação, quando não haviam os recursos do pré-natal e da assistência dos centros obstétricos. Então, por que ouvimos com tanta frequência que a ansiedade é algo da nossa época; consequência dos tempos modernos? Certamente, os antigos conviviam

melhor com a ansiedade que nós. Em outras palavras toleravam mais a ansiedade que o homem dos dias de hoje. Hábitos saudáveis, como exercício físico e interação interpessoal mais próxima e real (ao contrário da virtual), são motivos para isso. Sedentarismo no passado era incomum e as pessoas desfrutavam o convívio umas das outras com mais intensidade que hoje. Somos indivíduos que evoluímos biologicamente para vivermos em grupo e em movimento; simples assim. Quando nos desviamos dessas prerrogativas simples, nos tornamos mal equipados para lidar com a ansiedade da vida. Digo “lidar” com a ansiedade ao invés de eliminá-la, pois tão prejudicial quanto o excesso de ansiedade é a absoluta falta dela. Sem o auxílio da ansiedade, na medida certa não teríamos o ímpeto para nossas realizações e conquistas. É sempre bom salientar que a falta de esforço e resultados costuma levar a frustações irremediáveis; o efeito nocivo da “zona de conforto” que tanto se alerta. O importante é programarmos práticas saudáveis e equilibradas na nossa rotina, conhecendo nossos limites e não se deixando seduzir por uma gama interminável de tarefas e obrigações. Se nossos antepassados enfrentaram ameaças, riscos e dificuldades que um jovem dos dias de hoje teria dificuldade em imaginar e ao mesmo tempo deixaram um legado e uma recordação de estilo de vida tranquilo e sereno; é porque respeitaram sua biologia, vivendo de maneira mais naturalística. Neles, pelos feitos e pela habilidade em conviver com a ansiedade, deveríamos nos espelhar.

DR. RAFAEL ERNESTO RIEGEL

PSIQUIATRA - CRM/SC 13572 | RQE 9211

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PREVENÇÃO

TROMBOEMBOLISMO VENOSO (TEV) QUEM PRECISA DE PREVENÇÃO EM VIAGENS?

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aviação civil vem apresentando aumento do número de voos regulares de forma progressiva e consistente, nos últimos dez anos, e com isso mais passageiros são transportados em viagens nacionais e internacionais. Associado a este fato, há um aumento das doenças relacionadas às viagens aéreas, especialmente naquelas de longa duração. Uma das complicações mais temidas de viagens/vôos de longa distância ou duração é o Tromboembolismo Venoso (TEV).

É notório que o número de viajantes aumenta durante as férias. Não importa qual seja o modo de transporte, permanecer sentado imóvel, durante longos períodos, pode colocar alguns viajantes em risco aumentado de TVP de duas a quatro vezes. Viagens com mais de quatro horas de duração já são preocupantes, e a trombose pode ocorrer até quatro semanas depois do evento. MANEIRAS DE REDUZIR OS RISCOS Sentar em assento do corredor, se possível.

FATORES DE RISCO

Levantar-se para esticar ou estender as pernas e flexionar os tornozelos, quando possível.

Tromboembolismo venoso prévio

Terapia de reposição hormonal (tanto anticoncepcional quanto reposição)

Obsidade (IMC ≥ 30)

Cirurgia ou trauma recente

Câncer

Trombofilias

Usar meias de compressão elásticas sob orientação médica. Não utilizar a meia pela primeira vez na viagem, teste-a antes num dia normal. Não utilizar meias elásticas emprestadas, ou velhas, elas não só podem garrotear e piorar a situação como estarem frouxas e não ajudarem em nada.

Gravidez ou pós-parto

Mobilidade limitada

Usar roupas confortáveis e largas para facilitar o retorno venoso.

Idade ≥ 40 anos

Doença Venosa Crônica

Usar anticoagulantes somente com indicação médica.

Caso tenha algum desses fatores, é recomendável conversar com seu médico angiologista antes de uma viagem longa e não use medicação sem indicação médica.

Todo passageiro deve ser avaliado individualmente, pesando os riscos e os benefícios da adoção de cada uma das medidas para a profilaxia primária ou secundária do Tromboembolismo Venoso em viagens de longa duração.

REDUZINDO O RISCO AO VIAJAR O TEV já foi apelidado de “síndrome da classe econômica”, refletindo o espaço para as pernas apertado no assento da linha aérea da classe econômica, mas pode ocorrer tanto na “business”, quanto na primeira classe. Assim como em viagens de carro, ônibus, trem ou em qualquer meio de transporte, pois o que realmente importa é o tempo de imobilização, ou seja, “ficar parado”. Não se deve ter medo de viajar, mas se devem tomar algumas precauções. Uma viagem de 2 horas não seria um problema, mas uma de 6 horas seria “um grande problema” se uma pessoa ficar inativa o tempo todo. As crianças que viajam não parecem estar em risco de TVP porque, geralmente, são mais ativas do que os adultos.

DRA. ANA PAULA MARTINS NAZÁRIO MÉDICA ANGIOLOGISTA CRM/SC 14261 | RQE 11544

Em adultos, a série de voos de conexão, intercalada com longas horas de espera entre voos, também é um problema. É importante que os passageiros continuem movendo as pernas para ajudar o fluxo de sangue, mesmo quando esperam no terminal do aeroporto. Logo, é necessário caminhar sempre que possível. Já ao viajar de carro, é importante parar a cada duas horas e movimentar-se, mesmo sendo o motorista. Outra maneira de ajudar a mover o sangue para o coração é usar meias de compressão, mas devem-se evitar meias elásticas muito apertadas e permanecer sentado com as pernas cruzadas por longos períodos de tempo. Mesmo cientificamente não comprovadas para prevenir o TEV, é de bom senso, beber água para evitar a desidratação e reduzir o consumo de álcool, café e soníferos.

MEMBRO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR - SBACV INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS: 81 A 86

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ODONTO

O FUTURO CHEGOU! CIRURGIA GUIADA POR COMPUTADOR, SEDAÇÃO E CÉLULA TRONCO NA ODONTOLOGIA.

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uem nunca ouviu falar de alguém que sofre de algum tipo de trauma oriundo de um atendimento odontológico no passado? Eu pelo menos ouço isso todos os dias, e acabo recebendo muitos pacientes receosos e com uma desconfiança muito grande em relação aos tratamentos propostos. Você mesmo, já deve ter tido alguma experiência desagradável sentado na cadeira de um dentista. Entender do que se trata a “Odontologia Moderna” significa mais do que trazer à tona os medos e torná-los de fato algo do passado, como também, sobretudo, estimular você meu amigo leitor a se sentir bem consigo mesmo, e fazer com que o seu sorriso seja o reflexo do seu bem-estar.

ENTENDA O QUE MUDOU: DÓI FAZER IMPLANTE GUIADO POR COMPUTADOR? Não. Os pequenos furos feitos na gengiva por si só dispensam as técnicas manuais de manejo tecidual – que geralmente oferecem mais desconforto pós-operatório. Muitas vezes nem pontos são necessários. Pelo fato de ser uma cirurgia a campo fechado, uma menor quantidade de anestésico é necessária, para se obter a analgesia necessária.

SEDAÇÃO EM ODONTOLOGIA Na área da cirurgia, a sedação em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade tornou-se uma opção segura e de fácil manejo, e ainda realizada em ambiente clínico. Em parceria com uma equipe de médicos anestesistas, é possível sim que você faça qualquer procedimento, seja ele cirúrgico ou não, dormindo na cadeira do dentista. Outra vantagem é que essa sedação torna-se mais viável do ponto de vista financeiro, quando comparada a uma anestesia geral realizada em ambiente hospitalar e dispensa os custos de uma internação tradicional.

QUAIS AS VANTAGENS DOS IMPLANTES EM RELAÇÃO À DENTADURA? Com os implantes, você pode sorrir e comer o que quiser, sem medo! E ainda dispensa o uso de adesivos para segurar as próteses. Eles evitam problemas como a insensibilidade do céu da boca e dificuldades na mastigação, transtornos causados pela dentadura. Enquanto as próteses tradicionais, quando bem feitas, devolvem no máximo 30% da capacidade mastigatória, as próteses sob implante devolvem até 90% desta capacidade, quando comparadas aos dentes naturais.

CIRURGIA GUIADA Inovação em prol de conforto e segurança aos nossos pacientes. Certamente, o que há de melhor e mais novo em odontologia. Agora implantes dentários já podem ser feitos sem que haja necessariamente cortes com bisturi ou incisões. Através de uma pequena cirurgia que substitui os procedimentos convencionais. A tomografia computadorizada tridimensional do paciente é enviada para um software, que faz uma avaliação da arcada dentária, mostrando, precisamente, onde cada implante deve ser instalado. O cirurgião instala virtualmente os implantes, escolhendo a posição e a inclinação ideal para colocá-los, previamente, reduzindo em até 50% o tempo da cirurgia. Resultados mais seguros e previsíveis e menos invasivos.

CÉLULA-TRONCO EM ODONTOLOGIA O avanço na bioengenharia tecidual, nos trouxe novos horizontes. Através de uma pequena coleta de sangue do paciente durante a cirurigia, conseguimos obter através de um processo de centrifugação um agregado plaquetário conhecido como PRF, que atua como moléculas de adesão celular nos processos de migração eptelial, osteoindução e na formação de osso e de tecido conjuntivo. Na prática, esse biomaterial com alto percentual de citocinas, plaquetas e leucócitos, é capaz de transformar células-tronco do adulto em células específicas para a formação de ossos e gengiva, processo fundamental para reparação de tecidos depois de procedimentos cirúrgicos. A grande concentração de leucócitos no plasma também reduz consideravelmente o risco de infecções.

PÓS-OPERATÓRIO COM MESMOS CUIDADOS DA CIRURGIA TRADICIONAL Os procedimentos são feitos sem cortes agressivos na gengiva, e consequentemente pelo fato de ser muito menos invasivos, quando comparados às técnicas tradicionais, oferecem uma recuperação muito mais rápida e com uma minimização significativa dos desconfortos pós-operatórios.

DR. JOSÉ AUGUSTO DE BEM PEREIRA

ESPECIALISTA EM IMPLANTODONTIA E CIRURGIA AVANÇADA - CRO/SC 13887 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS: 81 A 86

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UM NOVO CONCEITO EM UM NOVO CONCEITO EM ODONTOLOGIA MODERNA. ODONTOLOGIA MODERNA. CIRURGIA COM SEDAÇÃO  CIRURGIA DO SISO  CIRURGIA GUIADA ENXERTOS ÓSSEOS  BICHECTOMIA  IMPLANTES DENTÁRIOS CIRURGIA COM SEDAÇÃO  CIRURGIA DO SISO  CIRURGIA GUIADA ENXERTOS ÓSSEOS  BICHECTOMIA  IMPLANTES DENTÁRIOS

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PSORÍASE

PSORÍASE O QUE É, SURGIMENTO E COMO TRATAR

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psoríase é uma doença inflamatória crônica que acomete homens e mulheres em qualquer idade, sendo mais comum após a terceira década de vida. As lesões de pele se caracterizam por placas avermelhadas e descamativas de tamanhos variados. Acometem qualquer área do corpo, inclusive couro cabeludo e unhas. Existe uma forma de psoríase em que ocorre o envolvimento das articulações (juntas), podendo levar à deformidade das mesmas. A psoríase

costuma acompanhar o indivíduo para o resto da vida, evoluindo com períodos de melhora e de piora. É importante salientar que não se trata de doença contagiosa. As causas da psoríase ainda permanecem desconhecidas, embora muitas pesquisas e avanços aconteceram nas últimas décadas com o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais eficazes para o controle da doença. A psoríase pode piorar a qualidade de vida dos pacientes devido ao preconceito das pessoas que os cercam.

VÁRIOS FATORES INTERFEREM NO APARECIMENTO E NA EVOLUÇÃO DA PSORÍASE: FFFF FATORES HEREDITÁRIOS

As chances de ter a doença são maiores quando um parente de primeiro grau tem a doença.

Estresse emocional pode desencadear ou agravar a psoríase. Traumas podem desencadear o aparecimento de novas lesões. Infecções, principalmente de garganta, podem agravar ou desencadear formas de psoríase.

FATORES AMBIENTAIS

Medicamentos usados em psiquiatria como o Lítio ou antihipertensivos como propranolol e antiinflamatórios como o ácido salicílico podem piorar a psoríase. Clima. A psoríase costuma agravar nos meses de inverno. Hormonal. Pode melhorar durante a gestação e agravar na menopausa. Álcool, cigarro, obesidade, colesterol e triglicerídeos altos podem agravar e acompanhar quadros de psoríase.

“Os tratamentos atualmente disponíveis têm por objetivo amenizar e controlar a doença. A prescrição dependerá da gravidade e da extensão das lesões, daí a importância de uma avaliação médica prévia. A automedicação coloca em risco os pacientes uma vez que o uso indiscriminado de medicamentos, como os corticóides, poderá desencadear quadros graves e algumas vezes fatais de psoríase. Portanto, evite automedicação. O tratamento inclui medidas gerais de controle do estresse, suspender taba-

gismo e alcoolismo, iniciar atividade física e controlar o peso, em caso de obesidade associada. Utiliza-se cremes e emolientes nas lesões, nos casos mais leves e até medicamentos mais fortes e controlados nos casos mais graves. A fototerapia em cabines com emissão de radiação ultravioleta controlada é, na maioria das vezes, eficaz e sem muitos riscos ao paciente. Muitos avanços se tem conseguido na compreensão e no tratamento da psoríase. Evite a automedicação, consulte um profissional médico dermatologista e tire as suas dúvidas.”

DR. ADROALDO LUIZ APOLINÁRIO DERMATOLOGISTA - CRM/SC 6244 | RQE 3095

MEMBRO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA (SBD) INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS: 81 A 86

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PROLAPSO GENITAL

PROLAPSO GENITAL

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prolapso genital é considerado um grande problema de saúde pública mundial, causando importante diminuição da qualidade de vida para as mulheres afetadas.

MAS DO QUE SE TRATA? Trata-se de um descenso da parede vaginal anterior e/ou posterior, ou do ápice da vagina, uma herniação dos órgãos pélvicos, em uma local de lesão ou fragilidade na parede vaginal. É a famosa “bola na vagina”. Essa sensação é descrita por 6-8% das mulheres atendidas em consulta. Levando-se em conta o diagnóstico no exame físico, a ocorrência de prolapso genital chega a 30-60% das mulheres. QUAL A CAUSA DOS PROLAPSOS VAGINAIS? A etiologia é multifatorial. Inclui idade, quantidade de partos vaginais, predisposição genética, deficiência estrogênica (principalmente após a menopausa), lesão dos músculos envolvidos na sustentação pélvica e tabagismo. COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR ESTE PROBLEMA? É de essencial importância realizar avaliação com profissional capacitado para definir a existência de prolapso, identificar o tipo e indicar os tratamentos disponíveis. Em geral, a perda de peso, cessação de tabagismo, reposição estrogênica e a fisioterapia possuem efeitos fortemente positivos no tratamento.

QUAIS OS SINTOMAS? 1 - Sensação de bola ou peso na vagina. 2 - Sintomas urinários: incontinência, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. 3 - Sintomas intestinais: sensação de esvaziamento incompleto, constipação, necessidade de auxilio manual para evacuar. 4 - Sintomas sexuais: diminuição do prazer, desconforto durante o coito.

“Alguns casos exigem tratamento cirúrgico. Este inclui reconstrução da vagina, com ou sem a necessidade de histerectomia (retirada do útero) e uso de telas sintéticas. A maioria dos casos é operada pela via vaginal. Algumas pacientes necessitam de abordagem por via abdominal, seja por videocirurgia ou cirurgia aberta. Os resultados melhoram de maneira importante a qualidade de vida.“

DRA. CAMILA MARTINS BILÉSIMO

GRADUAÇÃO EM MEDICINA PELA UNESC EM CRICIÚMA

GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA - CRM/SC 19946 | RQE 14753

ESPECIALIZAÇÃO EM GINECOLOGIA E OBSTERÍCIA PELO HOSPITAL ERNESTO DORNELLES - PORTO ALEGRE/RS

INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS: 81 A 86

ÊNFASE EM CIRURGIA GINECOLÓGICA, INCLUINDO CIRURGIA VAGINAL E VIDEOLAPAROSCOPIA

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DIGESTÃO

DISPEPSIA FUNCIONAL

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ispepsia é definida como um distúrbio da digestão caracterizado por um conjunto de sintomas relacionados ao trato gastrointestinal superior, como dor, queimação ou desconforto na região superior do abdômen, que pode estar associado à saciedade precoce, empachamento pósprandial, náuseas, vômitos, sensação de distensão abdominal, cujo aparecimento, ou piora, podem ou não estar relacionados à alimentação e/ou ao estresse. O aparecimento da dispepsia ou sintomas dispépticos pode estar associado a vários distúrbios do trato gastrointestinal superior, como, por exemplo, doença ulcerosa péptica, doença do refluxo gastrointestinal, gastrites, neoplasias do trato gastrointestinal superior, doença do trato biliar e dispepsia funcional. Dispepsia funcional ou dispepsia não ulcerosa ou síndrome dispéptica é uma desordem heterogênea caracterizada por períodos de abrandamentos e exacerbações, e seu diagnóstico é, em geral, empregado quando, em uma avaliação completa em um

paciente que apresenta dispepsia, não se consegue identificar a causa para os seus sintomas. O mecanismo fisiopatológico ainda é desconhecido e o tratamento ainda não foi totalmente estabelecido e é uma desordem gastrointestinal muito comum observada na população geral. Nos ambulatórios de gastroenterologia corresponde a 25% dos atendimentos e é causa de vários tratamentos, inclusive internação hospitalar. Também está associada ao uso de vários medicamentos, automedicação, absenteísmo e perda de produtividade. Embora vários estudos amplos e bem controlados tenham sido realizados, nenhuma terapêutica, isoladamente ou em conjunto, parece ser totalmente eficaz no controle da dispepsia funcional. Vários medicamentos com o objetivo de aliviar os sintomas, como supressão da secreção ácida, drogas pró-cinéticas, erradicação de H. pylori e o uso de antidepressivos, associados ou não, têm sido empregados. Além disso, métodos não medicamentosos constumam melhorar seus sintomas. Pratique bons hábitos após sua alimentação. Há um monte de hábitos que levam à indigestão.

AS RECOMENDAÇÕES PARA REDUZIR ESTE PROBLEMA SÃO:

1. Mastigue com a boca fechada. 2. Evite alimentos gordurosos e picantes. 3. Não tome muito líquido durante a refeição. 4. Coma lentamente e mastigue bem seus alimentos. 5. Evite comer tarde da noite. 6. Espere um mínimo de duas horas depois de comer para deitar-se.

“Além disso, evite maus hábitos. Fumar cigarros e beber álcool são facilmente dois dos piores hábitos se você está lutando com os sintomas de indigestão. Tanto fumar como consumir álcool são conhecidos por irritar o estômago. Um revestimento do estômago irritado, causa indigestão. Beba moderadamente ou deixe esse hábito completamente se os sintomas persistirem. No caso do cigarro, você deve parar imediatamente, pois não só faz mal para o estômago, mas para todo o seu corpo.”

DR. EMÍLIO COAN BERGER

GASTROENTEROLOGIA - CRM/SC 18823 | RQE 14635 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS: 81 A 86

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ARTROSCOPIA

ARTROSCOPIA: CONHEÇA A CIRURGIA INDICADA PARA TRATAR LESÕES NO JOELHO

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ubmeter-se a uma intervenção cirúrgica em alguma articulação pode gerar certo receito nos pacientes, afinal, são áreas móveis do corpo humano. Além disso, a pessoa lesionada precisa de uma solução eficaz, rápida e com a menor interferência possível. Graças aos avanços da ciência e tecnologia, temos disponíveis

modernas técnicas que permitem excelentes resultados no tratamento de lesões. Para um diagnóstico preciso ou para o reparo do dano, a artroscopia é o que há de mais evoluído para problemas no joelho e também para outras articulações, como ombro, quadril, tornozelo, cotovelo e punho, sendo a artrose inicial uma das principais indicações, já que esse tipo de intervenção pode evitar cirurgias maiores.

A técnica se utiliza de um aparelho chamado artroscópio, que é uma ferramenta de proporções semelhantes a um canudo com uma câmera na ponta, permitindo que o médico olhe diretamente dentro da articulação, enxergando os ligamentos (tecido resistente que liga um osso ao outro), a cartilagem (tecido liso que cobre as extremidades dos ossos nas articulações) e outras estruturas. O artroscópio é inserido na articulação por meio de um pequeno corte na pele e as imagens geradas da câmera são vistas em um monitor de vídeo. Os outros instrumentos cirúrgicos são inseridos na articulação por meio de novas incisões. Durante o procedimento, o cirurgião controla todos os movimentos pelo monitor.

Esta técnica, inclusive, é bastante utilizada entre os profissionais que cuidam da saúde e desempenho de atletas, já que estes são suscetíveis a lesões ortopédicas (como fraturas, lesões musculares, tendinosas e ligamentares) e precisam de um período breve de recuperação para retornar à sua prática. Por ser minimamente invasiva, a artroscopia oferece muitos benefícios ao paciente em relação à cirurgia tradicional, como menor sangramento

durante a cirurgia, menos cicatrizes, incisões pequenas, recuperação mais ágil, confortável e com retorno mais rápido às atividades. O artroscópio também pode ser utilizado para diagnosticar uma lesão ainda não curada ou que não foi possível detectar com outros exames, como raio-X ou tomografias. A duração da artroscopia, assim como a recuperação, depende da articulação e do procedimento que é realizado. Geralmente, a técnica leva de 15 minutos à uma hora para ser realizada e os pontos podem ser retirados entre sete e 14 dias.

DR. EVANDRO MARCELINO ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA CRM/SC 7392 | RQE 3764

MEMBRO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA DE JOELHO - SBCJ

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OTORRINOLARINGOLOGIA

ORIENTAÇÕES EM OTORRINOLARINGOLOGIA

Cerúmen em ouvidos é comum à maioria das pessoas. A ausência de cerúmen é que ocasiona problemas como prurido (coceira), otalgia (dor). Nunca usar palitos, grampos, tampa de caneta ou qualquer outro objeto para sua remoção.

Otorrinolaringologia é o estudo das doenças que acometem o ouvido, nariz e garganta. Chupar bico não só atrapalha a fonação, como aumenta a chance de infecções de orofaringe. Afeta ainda o crescimento ósseo maxila e mandíbula (dentes tortos, palato ogival).

Uma higiene ambiental rigorosa facilita o controle dos sintomas no paciente alérgico. Quarto sem mofo, sem tapetes ou carpetes. Ambiente bem arejado e com boa incidência de luz solar. Não usar cortinas de tecido. Animais com pelos devem ser evitados dentro de casa principalmente preservando o quarto.

Disfonia (rouquidão) e ou tosse que perduram por mais de uma semana devem ser sempre investigadas pelo seu médico otorrinolaringologista. Em adultos maiores de 35 anos que fumam, usam álcool e possuem história familiar importante essa avaliação é mandatória.

Lavar sempre as mãos e face para diminuir a incidência de Infecções das Vias Aéreas (IVA) continua sendo fundamental.

O sono deve ser sempre tranqüilo. Ambiente com pouca luminosidade e sem ruídos. Roncos, dormir de boca aberta, agitação noturna (mexer as pernas, empurrar as cobertas ), dificuldade respiratória em qualquer idade necessitam de investigação.

Dirimir dúvidas é fundamental. Um bom exame físico pode diferenciar quadros de Câncer que têm sintomas parecidos com outras doenças comuns em estágio inicial. Fazer avaliação com seu otorrino regularmente. Educação, respeito e paciência. Tríade essencial ao crescimento do homem.

DR. MARCO AURÉLIO NIEHUES SOTERO OTORRINOLARINGOLOGISTA CRM/SC 9125 | RQE 5872

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SAÚDE MASCULINA

VARICOCELE O QUE É? Veias normais

Varicocele é a dilatação anormal das veias do cordão e do testículo. Existe uma associação direta entre varicocele e infertilidade masculina, muito embora a maioria (2/3) dos portadores de varicocele sejam férteis. A varicocele é a causa tratável mais comum de infertilidade masculina.

Veias com varicocele

COMO SE CLASSIFICA?

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

De acordo com o grau de desenvolvimento, as varicoceles são classificadas em: Grau I (pequenas) – Aquelas que são palpáveis apenas com a manobra de Valsalva; Grau II (moderadas) – Palpáveis facilmente sem esta manobra; Grau III (grandes) – Detectadas visualmente e palpadas com facilidade.

A maioria dos casos de varicocele é assintomática. Alguns pacientes ocasionalmente queixam-se de sensação de peso, dor intermitente ou aumento do volume escrotal. Varicoceles geralmente não apresentam sintomas, mas podem causar baixa produção de espermatozoides e diminuição da qualidade do esperma, levando à infertilidade. Requer um diagnóstico médico.

ANÁLISE SEMINAL Em suma, a análise seminal não deve ser considerada método diagnóstico da varicocele, porém é muito útil para indicação terapêutica e posterior acompanhamento.

COM QUE FREQUÊNCIA ACONTECE (INCIDÊNCIA)? Muito comum, com mais de 2 milhões casos por ano no Brasil. A incidência de varicocele na população masculina é de aproximadamente 25% nos homens que apresentam qualquer alteração seminal e 11% nos homens com análise seminal normal. Na população de homens com infertilidade primária é de 35 a 40%, enquanto nos homens com infertilidade secundária este número sobe para 70 a 80%, evidenciando o caráter progressivo da lesão. Em adolescentes, este valor é semelhante ao dos adultos, sendo o pico de seu aparecimento entre os 14 e 15 anos de idade. O conhecimento clássico sobre varicocele afirma que sua incidência no lado esquerdo ocorre em 80 a 95%, bilateralmente entre 25 a 45%, e raramente apenas no lado direito.

COMO CONFIRMAR O DIAGNÓSTICO CLÍNICO? Vários exames complementares têm sido indicados para confirmação diagnóstica de varicocele ou mesmo para detecção daquelas não encontradas no exame físico. Destacam-se: Análise seminal (x2); Doppler estetoscópio; Ultrassonografia com Doppler. EXISTE MELHORA DA INFERTILIDADE APÓS A CIRURGIA DE VARICOCELE?

QUAL A CAUSA (FISIOPATOLOGIA)?

A maioria dos estudos demonstra melhora nos parâmetros seminais e na taxa de gravidez após correção da varicocele. Além disso, os dois melhores desenhos epidemiológicos na avaliação da eficácia de um método terapêutico são estudos controlados randomizados duplo cego ou estudos controlados randomizados prospectivos. Claramente, o primeiro é impossível, pois o paciente estaria ciente da realização de sua cirurgia, e o segundo desenho é eticamente questionável devido à expectativa do casal e à presença de inúmeras publicações sobre os benefícios da varicocelectomia. Sendo assim, apenas dois estudos controlados randomizados prospectivos foram realizados até o momento. A correção da varicocele pode não melhorar os parâmetros seminais em todos os pacientes, apesar de que acima de 70% dos pacientes apresentam melhora significativa dos parâmetros tradicionais do ejaculado, mas definitivamente e de forma inquestionável, facilita a gravidez natural com nascimentos vivos. Mesmo que não haja gravidez espontânea, uma outra parte significativa dos pacientes que somente teriam condições de se reproduzir com técnicas avançadas de reprodução assistida (ICSI) agora poderão obter gestação com técnicas mais simples e de baixa complexidade como a inseminação intrauterina simples.

Uma varicocele pode se desenvolver devido ao mau funcionamento das válvulas normalmente encontradas nas veias. Em outros casos, pode ocorrer devido à compressão de uma veia por uma estrutura próxima. COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO? Devido aos poucos sintomas, o diagnóstico baseia-se no exame físico minucioso, que deve ser realizado com o paciente em pé, em ambiente tranquilo, em temperatura não-refrigerada, o que favorece o relaxamento da musculatura escrotal. A manobra de Valsalva, em geral, facilita a visibilidade e palpação das veias dilatadas. Examina-se, posteriormente, o paciente deitado, no intuito de avaliar outras alterações intra escrotais e o volume dos testículos, observando a eventual assimetria entre os dois lados. Assimetria ou hipotrofia testicular são sugestivas de dano testicular e podem orientar o tratamento cirúrgico, principalmente em adolescentes.

A correção microcirúrgica da varicocele, quando bem indicada, além de ser excelente opção para devolver a fertilidade natural ao casal ainda apresenta melhor custo-benefício em relação a qualquer método de reprodução assistida. Não se pode deixar de citar que o restabelecimento e preservação da função testicular, deve ser considerado um fator importante na decisão de indicar cirurgia, independentemente do fator “gravidez”.

DR. PAULO SERGIO MACHADO

UROLOGIA - CRM/SC 13638 | RQE 14385 / 14386 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS: 81 A 86

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ASMA

ASMA: CAUSAS, SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

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asma é uma doença respiratória crônica caracterizada por crises de falta de ar, chiado no peito e/ou tosse. Também pode ocorrer sensação de aperto no peito ou de respiração incompleta. Algumas pessoas desenvolvem sintomas desde o nascimento, enquanto outras só terão crises na adolescência ou na vida adulta. Não é incomum que as crianças asmáticas melhorem por volta dos 7 anos, fazendo os pais acreditarem que estão curadas; essa, porém é uma ideia errada, visto que os brônquios de quem tem asma sempre será mais sensível e os sintomas podem retornar. As exacerbações são mais frequentes no inverno, porém é necessário que sejam tomados cuidados também no verão: uso de ar condicionado em tempraturas muito baixas e sem correta higienização dos filtros; uso de piscina, devido ao cloro ser irritante das vias aéreas; tempestades de verão, com ventos fortes e poeiras. Também pode haver associação da asma com outras doenças, como rinite alérgica, urticária ou mesmo o refluxo gastroesofágico. O diagnóstico de asma pode ser feito através da espirometria ou do teste de broncoprovocação, exames que, em conjunto com a avaliação clínica, serão capazes de confirmar o diagnóstico.

AS PRINCIPAIS CAUSAS DE CRISES DE ASMA SÃO:

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9.

Alterações bruscas do clima. Contato com poeira doméstica. Contato com pólen, mofo ou cheiros fortes. Contato com pelos de animais. Infecções respiratórias virais (gripes e resfriados). Exposição a fumaças. Uso de alguns medicamentos. Ingestão de alimentos. Alterações emocionais e predisposição genética.

“Apesar de não ter cura, a asma é uma doença que tem controle com o uso de medicamentos e cuidados com o ambiente. As medicações são seguras e efetivas e o tratamento deverá ser individualizado, respeitando as preferências e características do paciente, com o objetivo de evitar crises e permitir que o asmático tenha vida normal.” DRA. FLÁVIA CORRÊA GUERRA PNEUMOLOGISTA CRM/SC 11997 | RQE 9986

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SAÚDE FEMININA

VIDEOLAPAROSCOPIA NA ENDOMETRIOSE O QUE É E COMO DIAGNOSTICAR

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endometriose é uma doença crônica, inflamatória, estrogênio-dependente que ocorre durante o período reprodutivo da vida da mulher, caracterizada pela presença do endométrio – tecido que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve: trompas, ovários, intestinos e bexiga. Hoje, a doença afeta cerca de seis milhões de brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva (13 a 45 anos) podem desenvolvê-la e 30% tem chances de ficarem estéreis. O diagnóstico definitivo da endometriose é cirúrgico, porém a suspeição e o diagnóstico clínico são pontos de partida para o ginecologista desvendar esta enfermidade. As principais manifestações clínicas da endometriose são a dor pélvica crônica, mais intensa no período menstrual, de caráter progressivo, dificuldade em engravidar e a presença de massa pélvica em mulheres na fase reprodutiva. Na presença destas condições é recomendável a investigação da endometriose. O diagnóstico clínico de certeza é difícil. Embora estas manifestações sejam muito sugestivas de endometriose, não são exclu-

sivas desta doença e requerem o diagnóstico diferencial com outras condições: aderências, síndrome do intestino irritável, doença inflamatória pélvica, cistite, neoplasias e outras mais. O diagnóstico clínico tem como base a exploração dos sintomas, o exame ginecológico e a identificação de fatores de riscos. Os exames de imagem que ajudam no diagnóstico são mais adequados para indicar a possível existência do problema. Entre eles destacam-se a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética de pelve. O diagnóstico definitivo e padrão-ouro da endometriose é a videolaparoscopia com biópsia e confirmação histológica. O procedimento é realizado através de pequenas incisões na barriga, e a introdução de instrumentos telescópicos para a visualização, e se for o caso, para a retirada das lesões. A laparoscopia também permite a coleta de material para avaliação histológica e o tratamento cirúrgico das lesões. O ideal é que seja realizado após o término da fase de avaliação por meio dos métodos de imagem, permitindo que o diagnóstico e o tratamento possam ser feitos de maneira integrada – e evitando, assim, múltiplos procedimentos.

“A Laparoscopia é mais vantajosa porque envolve um menor tempo de hospitalização, anestesia e recuperação, além de permitir uma melhor visualização dos focos da doença. A cirurgia permite um acesso rápido e seguro, com taxa de complicações pequenas. Em grande parte dos casos, a paciente pode receber alta no mesmo dia.”

DRA. ISABEL BIZ DE LUCA

GINECOLOGIA E OBSTERÍCIA - CRM/SC 19602 | RQE 15052 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS: 81 A 86

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CAPA

SAIBA MAIS SOBRE LINFOMA

NA MAIORIA DOS CASOS, A ORIGEM DO LINFOMA NÃO É CONHECIDA

S

egundo informações do Inca (Instituto Nacional de Câncer), nos últimos 25 anos o número de casos de linfomas praticamente dobrou, especialmente entre indivíduos com mais de 60 anos. As causas para esse aumento ainda são desconhecidas.

O QUE SÃO LINFOMAS? Linfomas são um grupo de cânceres das células do sistema imunológico. De forma simples, podemos dizer que se dividem em linfoma de Hodgkin (LH) e linfomas não-Hodgkin (LNH). Via de regra, o linfoma de Hodgkin (LH) tem melhor prognóstico, com taxa de cura podendo ultrapassar 90%, dependendo do estadiamento. Os linfomas não-Hodgkin, embora composto por mais de 60 tipos de diferentes cânceres, podem ser separados em dois grupos básicos de comportamento clínico: os agressivos, de crescimento rápido, e os indolentes, de crescimento lento.

QUAIS OS TRATAMENTOS USADOS PARA COMBATER A DOENÇA? O tratamento depende de quatro aspectos básicos:

JÁ SE SABE O QUE CAUSA O SURGIMENTO DA DOENÇA?

1 O sub-tipo do linfoma

A causa da expressiva maioria dos linfomas é desconhecida. Alguns linfomas podem surgir em pacientes com deficiências imunológicas, como a AIDS e uso de drogas imunossupressoras. Em outras situações, podem ser decorrentes de infecções, como o vírus EBV, o vírus HTLV-1 e a bactéria Helicobacter Pylori.

2 Se o linfoma é mais localizado ou mais espalhado no corpo do paciente. 3 Se o linfoma é recém-diagnosticado ou

é um retorno da doença após um tratamento inicial.

4 Por último, mas muito importante, as características do

QUAIS OS SINTOMAS?

paciente, como: idade, estado geral e outras doenças associadas.

Como as células do sistema imunológico estão espalhadas pelo organismo, os linfomas podem ter origem em qualquer lugar. Porém, é mais comum que se apresentem com o aumento de gânglios linfáticos. Normalmente essas “ínguas”, como são popularmente chamados os gânglios linfáticos aumentados, são observadas nas regiões laterais do pescoço, nas regiões acima das clavículas, nas axilas ou nas virilhas.

Esse conjunto de informações nos faz escolher a melhor opção de tratamento para cada paciente. De uma maneira geral, o tratamento inclui quimioterapia associada à imunoterapia. A radioterapia e o transplante de medula óssea são usados em casos específicos.

RECOMENDAÇÕES Evite a exposição prolongada a produtos químicos, em especial aos produtos agrícolas; Pacientes infectados com o vírus HTLV e o vírus HIV correm risco maior de desenvolver linfoma, portanto devem estar mais atentos aos sintomas; A incidência de linfoma aumenta com a idade; por isso os idosos, principalmente os de ascendência europeia, devem redobrar a atenção; Procure um médico se notar a presença de uma íngua (gânglio) no pescoço, axila, virilha, especialmente se ela não for dolorosa, tiver crescimento rápido, e você não apresentar nenhum outro sinal de infecção. DR. VITOR HUGO PARPINELLI RICCI

HEMATOLOGISTA E HEMOTERAPEUTA CRM 16000 / RQE 11684 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS: 81 A 86

RESPONSÁVEL TÉCNICO DA AGÊNCIA TRANSFUSIONAL DO HOSPITAL SÃO JOSÉ - CRICIÚMA/SC HEMATOLOGISTA HOSPITAL SÃO JOSÉ - CRICIÚMA/SC HEMATOLOGISTA HOSPITAL UNIMED - CRICIÚMA/SC HEMATOLOGISTA E HEMOTERAPEUTA DO HEMOSC - CRICIÚMA/SC PROFESSOR DE HEMATOLOGIA DO CURSO DE MEDICINA - UNESC

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CAPA

IODO: SUPLEMENTAR É NECESSÁRIO?

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relação com iodo no Brasil iniciou na década de 50, quando 20% da população nacional apresentava doenças por deficiência de iodo (DDI). Assim, foi adotada uma medida eficaz que consistia no acréscimo deste mineral ao sal comercializado no País e que, ao longo dos anos, se demonstrou uma medida extremamente eficaz, reduzindo drasticamente as DDI´s. Este mineral é fundamental ao corpo e está intimamente associado à produção de hormônios tireoidianos, saúde da pele, evolução cognitiva e neurológica em crianças, infertilidade ou abortos de repetição e proteção de neoplasias. Inclusive, algumas destas, relacionadas à falta do iodo. Além disso, ele é muito importante para o funcionamento de vários órgãos como o coração, fígado, rins, ovários e outros. O excesso do mineral também pode ser deletério, principalmente ao desenvolvimento de doenças autoimunes contra a tireoide quando não suplementados com selênio. Esse problema não é apenas nosso, alguns estudos sugerem que 2/3 da Europa Ocidental sofre com deficiência de iodo, e mesmo sabendo da sua relevância, principalmente durante a gestação, menos de 50% das grávidas são suplementadas. Em 2006, Zimmer-

“Com a quantidade de variáveis envolvidas no metabolismo deste mineral, a impactante história no nosso último século e seu ajuste apurado, devendo ficar em uma mediana, pois o excesso é nocivo e a falta mais ainda, fica muito difícil achar um nível de suplementação adequado a uma população tão miscigenada como a do Brasil. A velha técnica do primo non noscere (antes de tudo não cause mais mal) vem à tona e os níveis de suplementação foram reduzidos, o que sobra a nós profissionais da

mman et al. publicou um artigo no jornal da Sociedade Americana de Nutrição Clínica, no qual avaliava crianças com problemas de cognição e deficiência de iodo. Onde houve a suplementação, o estudo demonstrou uma melhora de 40% nos níveis de hormônios tireoidianos e melhora expressiva nos sintomas comportamentais, enquanto o grupo sem a adição do mineral não apresentou diferenças. À medida que os anos passaram, as DDI´s diminuíram e as quantidades de suplementação iodada no sal também reduziram para mais da metade. As recomendações da Organização Mundial da Saúde sobre a ingestão de sal igualmente baixaram e as Sociedades Médicas recomendam a ingestão ainda menor de sal mediante comorbidades crônicas. As doses de suplementação iodada para o brasileiro são feitas para um consumo de 10-12g de sal por dia, mesmo que a indicação seja consumir 5g. Pessoas que praticam atividades físicas têm uma perda maior do mineral do que aquelas que são sedentárias. Indivíduos com doenças tireoidiana têm uma necessidade maior do mineral. Diante desses casos, fica a pergunta: é necessário suplementar iodo?

saúde INDIVIDUALIZAR as necessidades de cada um. Um exame de urina de 24h pode evidenciar a sua adequação quanto à ingestão de iodo atual, mas deve-se lembrar de que é possível que mudanças dietéticas e de estilos de vida também modifiquem suas necessidades de suplementação. Níveis menores que 150 μg/L são evidenciados como insuficientes e níveis maiores de 500μg/L são excessivos. Achar a necessidade de suplementação e dose adequada é tão individual quanto achar a dose de medicamentos de uso crônico para tratar a pressão alta ou regulação de hormônios tireoidianos.”

DR. VITOR MACHADO BENINCÁ MÉDICO - CRM/SC 18421

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CAPA

ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL

É

comum em meu consultório a visita de pacientes em busca de fórmulas mágicas, vitaminas ou de algo capaz de frear o processo de envelhecimento. Essa grande demanda faz com que não seja raro nos depararmos com tratamentos que prometem prevenir ou mesmo estagnar os efeitos causados pela passagem dos anos. Apesar disso, a verdade é que o tão buscado antienvelheciemento - anti aging - ainda é uma realidade distante. Nesse cenário, a terapia hormonal vem ganhando ênfase, prometendo diversos benefícios, como o de combater o envelhecimento. Atento à discussão, em 2012, o Conselho Federal de Medicina emitiu um parecer condenando o uso de hormônios como terapia na tentativa de retardar, modular ou prevenir o processo de envelhecimento. Tal decisão foi pautada na falta de comprovação científica, dúvidas quanto aos efeitos benéficos e, ainda, nas evidências de riscos e malefícios para a saúde que os tratamentos à base de hormônios podem vir a gerar. A palavra combate associada ao envelhecimento já não me soa bem. Envelhecer não é algo a se combater, é o trajeto

natural da vida. Fazê-lo de maneira saudável sempre será o caminho mais seguro. Viver mais anos e com boa saúde é a meta que muitos almejam atingir. Para isso, os estudos mais recentes mostram que a longevidade está associada em 30% à influência genética e 70% aos hábitos de vida.

OS 4 PILARES DO ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL A SAÚDE EMOCIONAL está associada a um propósito de vida, em saber desacelerar e ser feliz. Há estudos que demonstram que os indivíduos que sabem quais os anseios que os despertam todas as manhãs ganham, em média, sete anos na expectativa de vida. O estresse é inevitável; saber desacelerar, fundamental. As populações mais longevas ensinam a dissipar o estresse, seja orando, meditando, passando tempo com a família, exercendo atividades que tragam prazer. No que se refere à felicidade, é inevitável a reflexão: O que é ser feliz? Sem afastar a subjetividade da resposta, a geriatria e meus pacientes me remetem à ideia de encontrar a felicidade nas pequenas coisas da vida: um pôr do sol, uma boa música, uma caminhada na praia, um beijo de alguém querido.

ALIMENTAÇÃO: a dieta do Mediterrâneo é a mais adequada ao nosso corpo. Ela consiste em comer alimentos frescos e naturais. É recomendada a ingestão de azeite, legumes, cereais, leite, queijos. Uma taça de vinho tinto seco diariamente também contribui para uma vida mais longeva. Por outro lado, deve-se eliminar a ingestão de produtos industrializados. Além disso, a regra dos 80% também é valida, ou seja, é mais adequado comer esse percentual de capacidade do estômago e evitar a sensação de estufamento. ATIVIDADE FÍSICA REGULAR: as recomendações atuais das sociedades médicas preconizam um período de atividades físicas de intensidade moderada, como a caminhada, por 50 minutos; ou atividades de alta intensidade por 30 minutos, numa frequência mínima de três vezes por semana. Por oportuno, salienta-se que os exercícios anaeróbicos de fortalecimento muscular melhoram o equilíbrio e diminuem o risco de quedas nos idosos.

Por fim, o CONTROLE DAS DOENÇAS é feito basicamente com a prevenção e o seguimento médico adequado. Fazer exames rotineiros, tomar a medicação adequadamente e seguir orientações dos profissionais da saúde reúnem o essencial a um envelhecimento saudável.

“Jamais encare o envelhecimento como algo ruim. Segundo Charles Augustin Sainte-Beuve, crítico literário francês: ‘Envelhecer ainda é a única maneira que se descobriu de viver muito tempo’. Eu, como médico geriatra, só posso concordar.” DR. ÁLVARO ALBERTO BARCELOS JÚNIOR GERIATRA - CRM/SC 11571 | RQE 7613 / 6878 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS: 81 A 86

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RADIOFREQUÊNCIA NO TRATAMENTO DE DOR

O

uso da Radiofrequência tem se mostrado um importante aliado no tratamento de diversos tipos de dores. Graças aos avanços tecnológicos que permitiram a ampliação no uso da técnica, é possível oferecer aos pacientes essa alternativa moderna, segura, minimamente invasiva e muito eficaz de terapia. Inclusive, não é exagero dizer que a prática é, atualmente, uma das principais indicações para o alívio de múltiplas dores. No Brasil, segundo a SBED (Sociedade Brasileira do Estudo da Dor), cerca de 60 milhões de pessoas convivem com algum tipo de dor, sofrendo com o desgaste físico e emocional por ele ocasionado.

INDICAÇÕES PARA O TRATAMENTO POR RADIOFREQUÊNCIA Artrose da coluna; Dores de origem discogênicas; Pacientes com neuralgia trigeminal e occipital; Dores de cabeça; Dor crônica na coluna, pernas, ombros e pescoço.

COMO FUNCIONA A TÉCNICA Existem três tipos de Radiofrequência. Na Convencional, um gerador de radiofrequência emite uma onda levada por cabo até um eletrodo colocado em uma agulha. Essa agulha é inserida por meio da pele e queima o nervo, impedindo, desta forma, que ele conduza o sinal da dor para o cérebro. Na Radiofrequência Pulsátil, o gerador emite ondas pulsadas e não contínuas, como no caso anterior. O seu uso está associado às estruturas nervosas que, além de carregar os sinais da dor, também são responsáveis pela atividade motora de músculos. Como é pulsada, a técnica não queima o nervo, portanto, não causa danos às funções motoras. Por fim, a Radiofrequência Resfriada trabalha com gotejamento de soro com íons na ponta da sonda, ampliando o volume de calor produzido em até oito vezes. Essa modalidade é indicada para nervos anatomicamente variados e de tamanhos maiores. Independentemente do tipo de Radiofrequência aplicada, a lógica é a mesma: bloquear as fibras nervosas que geram a dor, interrompendo a comunicação do nervo com o cérebro. Com o alívio da dor, o paciente é capaz de retomar atividades prejudicadas pelo desconforto, além de diminuir o uso de medicamentos. Nos três casos, a Fluoroscopia é utilizada para a localização exata dos pontos a serem

atingidos. Trata-se de uma câmera de vídeo acoplada a um equipamento de Raio X, que permite fazer o procedimento com mais segurança e exatidão, minimizando os riscos de lesões. Outra possibilidade com a mesma função é o uso do ultrassom. O emprego de um ou de outro vai depender da indicação clínica e do profissional que for realizar a Radiofrequência.

O tratamento costuma durar de seis meses a um ano. Durante esse período, é interessante que o paciente faça algum tipo de reabilitação, como fisioterapia a fim de buscar a não recorrência da dor. Caso ela volte, é possível repetir o procedimento, lembrando que, por ser minimamente invasivo, proporciona uma rápida recuperação com resultados significativos para quem quer se ver livre das dores, ganhando mais qualidade de vida.

DR. JOÃO HENRIQUE ARAÚJO

ANESTESIOLOGISTA - ESPECIALISTA EM DOR - CRM/SC 15966 | RQE 10.795 / 13313 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS: 81 A 86

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MUITO ALÉM DA ESTÉTICA A OBESIDADE É UMA DOENÇA CRÔNICA QUE REQUER TRATAMENTO

G

eralmente, a obesidade está associada às questões estéticas. Porém, o problema reside justamente onde não é possível enxergar. Quando o assunto são os quilos extras, é preciso concentrar forças para o seu real foco, muito além do peso e da beleza, que é o fato de ela ser uma doença crônica. A obesidade vem cercada de diversas complicações, como doenças coronarianas (infarto) e AVC, cânceres, diabetes, hipertensão, problemas articulares, apnéia do sono, depressão, infertilidade, impotência sexual, entre outros. As estatísticas são assustadoras. Segundo dados divulgados pela SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), estudos apontam que 50% dos brasileiros adultos têm algum grau de excesso de peso e 18 milhões são obesos. A saber, uma pessoa é considerada obesa quando seu Índice de Massa Corporal (IMC) está acima de 30. Para calcular o IMC é necessário dividir o peso do paciente pela sua altura (em metros) elevada ao quadrado. Quando em estágio agravado, a obesidade pode levar à morte. O grau de obesidade é classificado em: obesidade leve (classe 1 – IMC 30 a 34,9 kg/m2), moderada (classe 2 - IMC 35 a 39,9 kg/m2) e grave ou mórbida (classe 3 - IMC ≥ 40 kg/m2). Mas o que leva uma pessoa a ser obesa? São muitas as causas, desde a vida sedentária e maus hábitos alimentares, como a pré-disposição genética e algumas disfunções hormonais. A perda de peso, para a maioria dos obesos, é um grande desafio, principalmente quando a origem da doença são os fatores genéticos. A mudança de hábitos não acontece do dia para a noite e é fundamental o auxílio profissional no processo, para que a pessoa consiga fazer isso de forma natural, com saúde e segurança. Quando o indivíduo opta por essa mudança de vida, ele deve procurar a ajuda de um especialista, que vai fazer uma avaliação do paciente a fim de identificar outras doenças, histórico familiar, hábitos alimentares, atividade física e o uso de medicações quando necessário. O processo de emagrecimento é totalmente individualizado, por isso dietas da moda que prometem resultados em curto espaço de tempo devem ser descartadas para quem deseja se livrar para sempre do excesso de peso. O combate à obesidade é um tratamento direcionado conforme o perfil do obeso e deve ser feito de forma equilibrada para que ele também não desista durante o processo. Nessa jornada, além da ajuda de um profissional, é importante contar com o apoio das pessoas mais próximas e, por vezes, de ajuda psicológica. Se você está acima do seu peso ideal, lembre-se: sempre é tempo de buscar mais saúde, bem-estar e qualidade de vida!

DR. MARCOS MAFFIOLETTI MÉDICO - CRM/SC 14251

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TRATAMENTO DE OBESIDADE, TIREOIDE E DIABETES OTIMIZAÇÃO DO METABOLISMO TRATAMENTO HORMONAL PERFORMANCE ESPORTIVA

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NUTRIÇÃO

ESTRATÉGIA LOW CARB O QUE VOCÊ PRECISA SABER

E

carboidrato não significa de maneira nenhuma “zerá-los”, isso porque trata-se de uma dieta saudável, que conta com uma variedade imensa de vegetais (legumes, verduras e frutas) além de oleaginosas e (para quem tolera bem) queijos, e estes todos contém carboidratos ainda que em pequena quantidade. Além disso, ninguém engorda e fica doente por comer batata doce ou banana. As pessoas engordam por comerem demais, e abusarem de farináceos (biscoitos, bolos, pães, roscas, doces), açúcares líquidos (refrigerantes e sucos de frutas coados e em grande quantidade) e alimentos industrializados (tudo que vem embalado, com validade longa e acrescido de conservantes, corantes, edulcorantes, espessantes e outros). É o excesso do carboidrato que faz mal, e não o uso moderado e estratégico do mesmo. O consumo abaixo do recomendado pelas diretrizes já pode ser considerada low carb (moderada) - até 45% das calorias consumidas diariamente podem vir de carboidratos. A definição de quanto de carboidratos você vai comer no dia depende da sua individualidade e dos seus objetivos. E somente seu Nutricionista poderá orientá-lo. Nos últimos 3 anos venho progressivamente acumulando maior experiência com pacientes em low carb. No seguimento clínico e laboratorial, até o momento, não vi ninguém ser prejudicado, pelo contrario, vi muitos melhorarem significativamente sua saúde como um todo. Agora, uma coisa é certa: nem todo mundo precisa restringir os carboidratos, mas qualquer pessoa irá se beneficiar de uma alimentação sem açúcar e grãos em excesso com base em comida de verdade e não em produtos alimentícios. O grande perigo não está em trocar pão por peixe, mas sim na ausência de informação.

m 2018, qualquer pessoa bem informada já sabe que uma dieta mais baixa em carboidratos (low carb) tem demostrado ser uma opção terapêutica segura e a mais eficaz no controle da diabetes, esteatose hepática, hipertensão, hipercolesterolemia, síndrome metabólica e sobrepeso. Infelizmente criou-se a ideia de que o carboidrato deve ser a base da pirâmide alimentar (lembra dela?), quando que na verdade todo esse consumo excessivo, só trouxe perda de saúde para grande parte da população. Depois do consumo de alimentos artificiais e industrializados, eu diria que o consumo exagerado de carboidratos é provavelmente um dos erros alimentares mais comuns na dieta atual. É claro que estamos falando principalmente dos açúcares e farinhas refinadas, alimentos que causam uma liberação desequilibrada na insulina sanguínea, o que pode resultar em sobrepeso, diabetes e síndrome metabólica. A insulina é o principal hormônio anabólico que temos, tanto para a síntese de músculo como para síntese de gordura. Ela, ao mesmo tempo em que promove a produção de gordura, inibe sua utilização como fonte de energia. Por isso, existe uma linha de pensamento que acredita que a redução nos níveis de insulina pela restrição de carboidratos da alimentação seria fundamental para a promoção da perda de peso e gordura corporal. E não é apenas uma simples suposição, tendo em vista que alguns estudos experimentais dão suporte a essa ideia. O que ajudaria também a explicar a vantagem que a restrição de carboidratos parece demonstrar em relação à restrição de gordura para a perda de peso. No entanto, restrição de carboidratos não é eliminação de carboidratos da dieta. O que precisa ficar claro é que fazer uma dieta de baixo DRA. LARA VALERIM

NUTRICIONISTA CLÍNICA - CRN/SC 2024

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IMPLANTES

IMPLANTES

FAZER ANTES OU DEPOIS DO TRATAMENTO ORTODÔNTICO?

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tratamento ortodôntico realizado antes da colocação dos implantes irá melhorar os espaços tridimensionais disponíveis para colocação dos implantes o que possibilitará uma posição protética final ideal. As migrações dentárias que ocorrem quando existe falta de alguns dentes ou até mesmo com a ausência de apenas um único dente dificultam o posicionamento correto do implante e a confecção de uma prótese estética e funcional. Existem diversos motivos que podem levar a perda dentária, como traumas causados por acidentes, cáries não tratadas e problemas gengivais que evoluíram. Ninguém quer perder um dente, e existem diversas formas de corrigir esta ausência. Os implantes dentários são opções eficazes para tratar a perda de dentes ou a ausência destes

nas arcadas, como no caso de agenesias (ausência congênita do elemento dentário permanente). O uso da ortodontia previamente à colocação de implantes vem aumentando muito nos últimos anos devidos às exigências estéticas cada vez maiores e aos insucessos provocados por implantes mal posicionados. O planejamento conjunto entre implantodontista e ortodontista, com o uso prévio do aparelho ortodôntico é fundamental para que o implante seja colocado no local exato para a conquista de um sorriso ideal. Ter um sorriso saudável faz com que você se sinta bem. Lembrando sempre que para manter um sorriso implantado saúdavel, é importantíssimo o correto posicionamento do implante bem como é necessário praticar uma boa higiene bucal.

PARA QUE SERVE A CIRURGIA PLÁSTICA APÓS USO DO APARELHO ORTODÔNTICO? “A cirurgia plástica gengival tem a função de devolver a harmônia do sorriso. Algumas vezes, as desarmonias estéticas do sorriso não são devidas as posições e formato dos dentes, e sim às alterações gengivais. A cirurgia plástica gengival é uma opção para as pessoas que removeram o aparelho ortodôntico e mesmo assim ainda não estão satisfeitas com o seu sorriso, com formato e tamanho da gengiva. A estética gengival influi no sorriso através de suas relações com os dentes, como forma contorno, cor e espessura das gengivas. Muitos pacientes recorrem a essa cirurgia devido à desarmonia gengival causada pelo excesso ou a falta de gengiva. Quando existe excesso de gengiva podemos realizar uma gengivoplastia e quan-

do existe falta de gengiva, no caso das recessões gengivais, fazemos os enxertos gengivais. O tratamento da recessão gengival, além de estético também visa ao restabelecimento da saúde bucal.”

MESTRE EM IMPLANTODONTIA ESPECIALISTA EM IMPLANTODONTIA ESPECIALISTA EM ODONTOLOGIA DO TRABALHO PÓS-GRADUADA EM DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR E DOR OROFACIAL

DRA. LUCIANE MANENTTI

CIRURGIÃ-DENTISTA - CRO/SC 7076 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE PÁGINAS: 81 A 86

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ORTODONTIA

APARELHO INVISÍVEL É A MAIS NOVA OPÇÃO PARA OS DENTES MÉTODO AMERICANO, DISPONÍVEL NA REGIÃO, REDUZ PELA METADE O TEMPO DE TRATAMENTO

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ma novidade no mercado odontológico tem atraído pacientes que querem alinhar os dentes de forma discreta e eficaz. Trata-se do método americano Invisalign, tratamento realizado com uma série de placas removíveis transparentes. O aparelho, semelhante a uma placa de clareamento, é o que há de mais moderno e eficiente no mercado, segundo a especialista em ortodontia Letiele Furlan. O tratamento Invisalign usa a exclusiva tecnologia SmartForce para criar uma série de alinhadores removíveis personalizados para você. Com um tratamento invisível e higiênico, o sistema Invisalign utiliza uma abordagem inovadora para endireitar os dentes de forma eficaz. MOTIVOS PARA SORRIR COM O TRATAMENTO INVISALIGN

SORRIA COM CONFIANÇA DURANTE O TRATAMENTO

MENOS VISITAS AO DENTISTA

Muitos pacientes começam a ver melhorias no sorriso dentro de apenas alguns meses. E o melhor é que a maioria das pessoas não vai saber que você está usando aparelho nos dentes já que os alinhadores Invisalign são transparentes!

O tratamento Invisalign é ideal para a sua agenda ocupada. As visitas ao dentista são, em média, a cada seis ou oito semanas. Isso significa que você pode passar mais tempo fazendo as coisas que são importantes para você.

LIBERDADE PARA COMEMORAR

CONFIANÇA EM SER VOCÊ

Tem uma ocasião especial chegando? Não tem problema. Basta retirar seus alinhadores para o evento e colocá-lo de volta depois.

O fato de os alinhadores transparentes Invisalign serem discretos e pouco notáveis, faz com que você tenha confiança em ser você mesmo, sem esconder seu sorriso durante o tratamento.

MANTENHA UM ESTILO DE VIDA ATIVO Com os alinhadores transparentes Invisalign, você não precisa se preocupar com o seu tratamento interferindo com o seu estilo de vida ativo. A MANEIRA PREVISÍVEL E CONFORTÁVEL DE TER UM SORRISO BONITO Você está pensando em endireitar os dentes, mas tem receio do desconforto? Com as inovadoras tecnologias SmartForce e SmartTrack, o Sistema Invisalign endireita seus dentes de forma previsível e mais confortável.

COMA SUAS COMIDAS FAVORITAS Ficou com vontade de fazer um lanchinho? Sem problemas. Os alinhadores transparentes Invisalign são removíveis, e isso te dá liberdade para comer e beber o que quiser. SAÚDE BUCAL EM DIA É fácil manter a higiene bucal com os alinhadores transparentes Invisalign, pois eles são removíveis e permitem que você escove os dentes e use o fio dental regularmente.

“Enfim, tudo o que você precisa fazer é usar esses alinhadores, feitos de um plástico praticamente invisível, para gradualmente mover os seus dentes para a posição ideal.”

DRA. LETIELE FURLAN

CIRURGIÃ-DENTISTA - CRO/SC 12933 ESPECIALISTA EM ORTODONTIA INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE PÁGINAS: 81 A 86 listadasaude.com.br

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GESTAÇÃO

GRAVIDEZ DE ALTO RISCO E A PROGRAMAÇÃO DA GESTAÇÃO

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gravidez é um evento biologicamente natural, porém desenvolve-se em um contexto social e cultural que influencia e determina a sua evolução e a sua ocorrência. Aproximadamente 20% das gestantes apresentam maiores probabilidades de evolução desfavorável, tanto para ela como para o feto, constituindo o grupo chamado de gestantes de alto risco. Conhecer o acontecimento da concepção, a programação e o desejo de ter um filho, mesmo tendo conhecimento de que tenham agravo anterior à gestação, poderia contribuir para a melhoria do cuidado e assistência as gestantes. Algumas doenças podem se agravar durante a gestação.

OS PRINCIPAIS FATORES DESFAVORÁVEIS QUE PODEM SURGIR ANTES OU DURANTE A GESTAÇÃO: CARACTERÍSTICAS INDIVIDUAIS Altura menor que 1,45 m, peso com IMC menor que 19 ou maior que 30, fumo, álcool, estresse físico e emocional, idade materna acima de 35 anos. HISTORIA OBSTÉTRICA PRÉVIA Abortamento habitual, óbito fetal, parto prematuro, restrição de crescimento fetal, malformação fetal, diabetes gestacional.

COMO EVITAR A MÁ EVOLUÇÃO DA GESTAÇÃO?

CONDIÇÕES CLÍNICAS Hipertensão Arterial, diabetes, tireoidopatias, hemopatias, nefropatias, cardiotopatias, doenças autoimunes, trombofilias, síndrome antifosfolípidica.

Quem já tem algum problema de saúde deve procurar o especialista quando estiver programando a gravidez, principalmente se fizer uso de alguma medicação que precise ser alterada ou suspensa. Nas mulheres saudáveis é no decorrer dos meses que as doenças gestacionais podem surgir e com acompanhamento correto podem ser diagnosticadas precocemente e tratadas. Caso o acompanhamento e o tratamento não sejam feitos, o feto pode morrer, há risco de trabalho de parto prematuro, complicações metabólicas e glicêmicas no bebê. As recomendações médicas irão variar a cada caso. Algumas gestantes podem precisar de repouso absoluto e outras podem precisar se exercitar com acompanhamento profissional adequado para ficarem bem. É por isso que o pré-natal é essencial para a melhor evolução da gestação e identificação da gestação de alto risco, contribuindo para a diminuição da morbidade perinatal, independente da idade materna e condições atuais de saúde, para garantir a vida e a saúde de mãe e bebê.

INTERCORRÊNCIAS CLÍNICAS Doenças infecciosas, principalmente infecção do trato urinário inferior e pneumopatias. DOENÇAS DIAGNOSTICADAS NA GESTAÇÃO Cardiopatia, hemopatia, endocrinopatia, neoplasia. INTERCORRÊNCIAS OBSTÉTRICAS Pré-eclampsia, diabetes gestacional, gemelaridade, placenta prévia, rotura prematura de membranas, trabalho de parto prematuro, alteração do líquido amniótico, alteração da vitalidade, restrição de crescimento.

DRA. SIMONE ANSELMO JUNKES

GINECOLOGISTA E OBSTETRÍCIA - CRM/SC 14830 | RQE 11181

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FISIOTERAPIA

FISIOTERAPIA NAS DISFUNÇÕES SEXUAIS FEMININAS

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fisioterapia pélvica é uma especialidade que atua na prevenção e no tratamento das diferentes disfunções do assoalho pélvico, abrangendo as áreas de urologia (disfunções urinárias), ginecologia, obstetrícia (pré e o pós-parto), coloproctologia (disfunções intestinais e anorretais) e sexualidade (disfunções sexuais femininas e masculinas). A disfunção sexual pode ser definida como a dificuldade persistente ou recorrente em atingir uma ou mais fases do ciclo de resposta sexual (desejo, excitação, orgasmo e resolução). Possui alta prevalência entre as mulheres e se constitui como um problema que afeta a qualidade de vida, saúde física e mental, não somente das mulheres que sofrem da disfunção, mas também de seus parceiros. Podem ser classificadas como disfunções sexuais: o vaginismo (contração involuntária da musculatura do assoalho pélvico que impede a penetração); a dispareunia (dor genital an-

tes, durante ou após o ato sexual, podendo a dor ser de origem superficial ou profunda); o transtorno do desejo sexual hipoativo (ausência de libido); o transtorno de excitação (ausência de lubrificação durante o ato sexual) e a anorgasmia (quando o paciente não consegue atingir o orgasmo). A fisioterapia atua como um dos tratamentos de primeira escolha para essas disfunções, principalmente nas causas musculares (vaginismo e dispareunia), que precisam de relaxamento e alívio da dor. As causas são multifatoriais, possuindo componentes anatômicos, fisiológicos, psicológicos e socioculturais, ou até mesmo sendo de causa desconhecida. As mais apontadas na literatura são a idade, o déficit de estrogênio pela menopausa, as cirurgias vaginais, as disfunções sexuais do parceiro, as crenças religiosas, gravidez, traumas sexuais, falta de experiência sexual e de conhecimento do corpo.

“O tratamento fisioterapêutico consiste no fortalecimento e relaxamento da musculatura do assoalho pélvico, na melhora da percepção, vascularização e controle dessa musculatura, diminuindo a dor e o desconforto, proporcionando uma vida sexual prazerosa. As técnicas utilizadas são diversas, como os recursos manuais, cinesioterapia, eletroterapia, biofeedback, correção postural, liberação miofacial, calor superficial, dilatadores vaginais e reeducação comportamental. A atuação da fisioterapia nas disfunções sexuais femininas tem mostrado resultados satisfatórios e eficazes demonstrando a importância da fisioterapia ginecológica na saúde da mulher.”

SABRINA NARCIZO CAMILO

FISIOTERAPIA PÉLVICA / UROGINECOLOGIA FUNCIONAL CREFITO 10 222566-F | ABFP Nº 0345 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS 81 A 86

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MEMBRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA PÉLVICA (ABFP)

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OSTEOPOROSE

OSTEOPOROSE

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osteoporose é uma doença osteometabólica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo com consequente aumento da fragilidade óssea e susceptibilidade a fraturas. É uma condição comum, e de acordo com a OMS, 1/3 das mulheres brancas acima dos 65 anos tem osteoporose. No Brasil, são escassos os dados sobre a prevalência e incidência de osteoporose, quedas e fraturas, assim como os custos relacionados. As complicações incluem as fraturas e a dor crônica decorrente delas, depressão, deformidades, perda da independência e aumento da mortalidade ligados principalmente às fraturas vertebrais e de quadril. Estima-se que cerca de 50% das mulheres com mais de 75 anos e 20% dos homens, com mais de 50 anos, sofrerão uma fratura osteoporótica ao longo da vida.

A osteoporose é classificada em primária (tipo I e tipo II) e secundária. No tipo I (pós-menopausa), há rápida perda óssea decorrente da deficiência estrogênica e ocorre na mulher recentemente menopausada. A tipo II, ou senil, é relacionada ao envelhecimento e ocorre por deficiência na absorção intestinal de cálcio, deficiente produção renal de vitamina D, aumento da atividade do paratormônio e diminuição da formação óssea. A osteoporose secundária é decorrente de doenças ou condições que acelerem a perda óssea e podem acontecer em qualquer idade (ex: processos inflamatórios; alterações endócrinas; neoplasias; desuso e uso de drogas como heparina, álcool, anticonvulsivantes e corticoides). Outros fatores de risco para osteoporose e fraturas são a história familiar, menopausa precoce, tabagismo, baixo peso, hipogonadismo, hipovitaminose D e baixa ingesta de cálcio na dieta.

DIAGNÓSTICO

TRATAMENTO

O diagnóstico pode ser clínico, em indivíduos com fratura osteoporótica e através da medida da densidade mineral óssea através da densitometria óssea, que está indicada: em mulheres com idade igual ou superior a 65 anos e homens com idade igual ou superior a 70 anos, independentemente da presença de fatores de risco; indivíduos em qualquer idade com fatores de risco para fratura.

O tratamento consiste na ingesta alimentar adequada de cálcio e vitamina D, exposição solar diária para ativação da vitamina D, prática de exercícios físicos regulares, evitar o tabagismo e o etilismo, prevenção de quedas, uso de medicamentos como agentes antirreabsortivos ou agentes anabólicos, além do tratamento das condições associadas à uma baixa massa óssea.

“A prevenção é sempre importante. O reumatologista é um dos profissionais indicados para ajudá-lo.”

DR. DANIEL CASAGRANDE ANTERO REUMATOLOGISTA - CRM/SC 12462 | RQE 8879 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS 81 A 86

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PEDIATRIA

PUERICULTURA

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ediatria é a especialidade da Medicina que atende a criança desde o nascimento até a adolescência. Faz parte da Pediatria, a prática da puericultura e também o diagnóstico e tratamento clínico das doenças que afetam crianças e adolescentes. A Puericultura é a área da pediatria que acompanha a criança obsevando o crescimento e o desenvolvimento físico e motor, a linguagem, aspectos emocionais e a aprendizagem cognitiva. São observados cada um desses aspectos, como também avaliado como a criança se utiliza deles para se relacionar com outros indivíduos adultos e crianças. Com a puericultura, objetiva-se detectar problemas precocemente, estabelecer diagnóstico de falha ou atraso do desenvolvimento e intervir diante das alterações que ocorrerem. A vigilância do desenvolvimento infantil é fundamental em toda consulta pediátrica. O conhecimento do desenvolvimento normal da criança possibilita a identificação de atrasos, desvios e transtornos

que possam ocorrer durante esse processo biopsicossocial. Em cada consulta o pediatra vai acompanhar a evolução da alimentação, das vacinas, desenvolvimento motor e cognitivo, condições de higiene e rotina diária da criança. O acompanhamento do crescimento é feito pela medição periódica do peso, da altura e do perímetro cefálico e sua análise em tabelas e gráficos, são indicadores das condições de saúde das crianças. Em cada consulta, bebês, pré-escolares, escolares e jovens têm seu crescimento e seu desenvolvimento avaliados. Crescimento é o ganho de peso e altura, que termina ao final da adolescência. O desenvolvimento é qualitativo, envolve aprender a fazer coisas, evoluir, tornar-se independente e é um processo contínuo. Mudanças no estilo de vida das crianças com baixa frequência de atividade física e acesso fácil a alimentos com alto teor calórico causaram uma alteração no perfil de crescimento com tendência a sobrepeso e obesidade, devendo estes aspectos serem considerados durante as consultas.

A obesidade na infância e adolescência é considerada uma pandemia, com elevados custos para os sistemas de cuidado à saúde em todo o mundo. Jovens obesos apresentam maior probabilidade de desenvolver fatores de risco cardiometabólicos, diabetes, hipertensão entre outros.

A atividade física durante a infância e a adolescência pode contribuir para o enfrentamento da obesidade por três caminhos:

1. Auxilia no equilíbrio do balanço energético e, consequentemente, na prevenção e tratamento da obesidade e de doenças relacionadas à obesidade nesta fase da vida;

2. Jovens ativos tendem a se tornar adultos ativos, aumentando o gasto energético durante todo o ciclo de vida;

3. Jovens ativos

possuem menor probabilidade de desenvolver obesidade e doenças relacionadas à obesidade na fase adulta.

“O pediatra além de ver a criança que está na sua frente deve projetar este indivíduo no futuro, auxiliando para que se torne um adulto independente, saudável e integrado socialmente.”

DR. GLAUCO D. FAGUNDES

DRA. ANA OLINDA N. FAGUNDES

PEDIATRA CRM/SC 5722 - RQE 2868

PEDIATRA CRM/SC 5692 - RQE 1396

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GESTANTE

AVALIAÇÃO PRÉ-NATAL

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avaliação pré-natal trata-se do acompanhamento e orientação sobre vários aspectos: nutricional, riscos e benefícios das atividades físicas, imunizações (vacinas), exames laboratoriais e de imagem, rastreamento de patologias entre outros. Uma alimentação equilibrada e diversificada é importante, pois todos os nutrientes de que o organismo necessita são obtidos adequadamente. A primeira consulta de pré-natal, avaliação nutricional da gestante com base em seu peso e sua estatura permite conhecer seu estado nutricional atual e subsidia a previsão de ganho de peso até o fim da gestação. O ganho de peso é calculado a partir deste estado nutricional: baixo peso (12 a 18 kg durante toda a gestação), Adequado (11 a 16 kg) , sobrepeso (7 a 11 kg) e obesidade (5 a 9 kg). Na ausência de contraindicações, a gestante deve ser encorajada a iniciar ou dar continuidade a um programa de exercícios. A prática regular e moderada de atividades aeróbias é considerada segura desde que seguidas as recomendações de frequência e intensidade para cada gestante. Sobre as imunizações: as vacinas seguras durante a gestação: de (tétano e difteria), deve-se administrar duas doses nas gestantes não imunizadas nos últimos dez anos; Influenza (gripe). As outras vacinas devem ser realizadas conforme indicação do médico. Os exames laboratoriais devem ser realizados já na primeira consulta para todas as gestantes com lista completa e alguns repetidos trimestralmente para rastreio de patologias. Exames de ultrassom para cálculo de idade gestacional, avaliação da formação e do crescimento fetal. Deve-se fazer a ultrassonografia o mais precoce possível. Até 12 semanas considera-se bastante confiável o cálculo da idade gestacional. No período de 11 a 13 semanas, obtém-se a medida da translucência nucal para rastreio de anomalias cromossômicas. Após este período, acompanhamos a formação e o bem-estar fetal.

“As consultas devem ser periódicas e são avaliados: ganho de peso, pressão arterial, medidas de altura uterina (crescimento fetal), ausculta de batimentos cardiofetais. Além disso, é o momento da gestante esclarecer todas as suas dúvidas sobre o decorrer da gestação e a espera do nascimento de seu bebê. O pré-natal é uma conquista e um ato de amor. “

DRA. DILVANIA NICOLETTI

GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA - CRM/SC 12576 | RQE 9587 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS 81 A 86

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BELEZA

BELEZA DECODIFICADA

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MD Codes Visionary considera as emoções impregnadas no rosto. A nova técnica, que mistura preenchimento e toxina botulínica, trabalhando vários pontos em conjunto, promete deixar a expressão facial rejuvenescida e com resultado natural. A técnica foi desenvolvida para cooperar na identificação dos pontos do rosto a serem melhorados, respeitando a particularidade de cada formato facial. E não só promove a melhora das proporções faciais, mas, principalmente, previne o aparecimento precose da flacidez em pacientes predispostos.

1. COMO É APLICADO?

4. QUAL A INDICAÇÃO?

O ácido hialurônico e a toxina botulínica são injetados nos pontos de ancoragem identificados pelo médico. Não é um preenchimento direto na ruga. A intenção é recuperar volume de forma global e profunda.

Pessoas que buscam hamonização facial e desejam corrigir mais do que um detalhe, como flacidez, de leve a moderada, amenizar a aparência de rugas e linhas de expressão e recuperar o volume.

2. O RESULTADO É MAIS NATURAL QUE O DA CIRURGIA PLÁSTICA?

5. PODE SER FEITO EM QUALQUER IDADE? Depende do tipo de indicação. Contra o envelhecimento, em geral, o ideal é a partir dos 35 anos. Mas existem outras funções, como em pessoas que reclamam de queixo pequeno ou falta de adequação facial. Mas é preciso se submeter a uma avaliação médica.

O MD Codes Visionary aumenta as chances de se obter um resultado sutil graças à marcação de pontos-chave. Há variações anatômicas que precisam ser levadas em conta. O procedimento pode evitar uma cirurgia plástica, adiar sua realização ou até mesmo ser associado a ela, dependendo da indicação individual.

6. EXISTEM CONTRAINDICAÇÕES? Evita-se em pessoas que tenham doenças autoimunes, lesões de pele ativas ou que estejam grávidas. Como qualquer procedimento, a técnica deve ser realizada por um médico capacitado e especializado.

3. É UM PROCEDIMENTO DOLORIDO? Pode gerar algum desconforto, amenizado com anestesia tópica. A substância injetada também tem anestésico, o que ajuda a suportar qualquer dor.

DRA. KARLA CERETTA

DERMATOLOGISTA - CRM/SC 6571 | RQE 3502

MEMBRO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA (SBD)

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DIARRÉIA

DIARREIA CRÔNICA DA SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL AO CÂNCER COLORRETAL

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diarreia crônica é definida como uma diminuição na consistência das fezes ou como o aumento da frequência das evacuações, com duração acima de quatro semanas. É um problema comum que afeta aproximadamente 5% da população, ocasionando importante perda na qualidade de vida, desempenho no trabalho e bem-estar. Inúmeras patologias podem ser a causa da diarreia crônica, tais quais as doenças infecciosas, endocrinometabólicas, neoplásicas, funcionais e medicamentosas. A história e o exame físico muitas vezes são suficientes para iniciar alguma terapia, contudo, pacientes com diarreia crônica geralmente precisam de uma investigação com exames complementares. O primeiro passo para avaliar os pacientes com diarreia crônica é definir se a origem é orgânica ou funcional. Dentre as causas funcionais mais comuns estão a síndrome do intestino irritável, a qual é, necessariamente, acompanhada de dor abdominal, e a diarreia funcional, que, por sua vez, tem como característica a inexistência de dor. Ambas são diagnosticadas por exclusão, ou seja, quando nenhuma doença orgânica é identificada. Por outro lado, as causas orgânicas são inúmeras e a história clínica do paciente nos indica a possível origem da diarreia. Dor abdominal significativa, febre ou sangramento nas fezes sugerem uma causa inflamatória, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Excesso de gases e estufamento evidenciam a intolerância à lactose ou à frutose, ou, ainda, o supercrescimento bacteriano do intestino delgado. Perda de peso indica má absorção de nutrientes por doença celíaca, insuficiência

pancreática, síndrome do intestino curto ou giardíase. Anemia, alteração no calibre das fezes, ou, novamente, a perda de peso, apontam para o diagnóstico de câncer colorretal. No entanto, para um diagnóstico mais preciso, necessita-se, na grande maioria das vezes, de uma investigação com exames de sangue, fezes, imagem, endoscopia e colonoscopia. A endoscopia digestiva alta com biópsias do intestino delgado tem como objetivo o diagnóstico da doença celíaca e a investigação de outras causas menos comuns de diarreia crônica, como a doença de Whipple. A colonoscopia é sempre indicada quando a diarreia é persistente ou na presença de sinais de alarme, como idade acima de 50 anos, perda de peso, anemia, sangramento nas fezes e história familiar de câncer colorretal. A realização de biópsias por colonoscopia é valiosa para o diagnóstico de colite microscópica, doença inflamatória intestinal, câncer e outras condições inflamatórias. Sendo assim, dada a infinidade de causas de diarreia crônica, uma adequada investigação, mediante exames específicos e diretamente dirigidos à provável causa, identificada no exame clínico, é fundamental para o correto diagnóstico e tratamento desta enfermidade que tanto prejudica o dia-a-dia de significativa parte da população brasileira.

DRA. CAROLINE DE MEDEIROS LINHARES

GASTROENTEROLOGIA / ENDOSCOPIA - CRM/SC 16848 | RQE 13258 / 13800 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS 81 A 86

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COMPULSÃO ALIMENTAR

TRANSTORNO DE COMPULSÃO ALIMENTAR

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ompulsão Alimentar é uma doença que causa grande sofrimento ao indivíduo, caracterizada por perda de controle sobre a quantidade de alimento ingerido. Durante os episódios de compulsão, costuma-se comer mais rápido que o normal, grandes quantidades de alimentos mesmo sem fome, podem também passar a comer escondido por vergonha e sentir-se culpado, deprimido. O indivíduo come até ficar exageradamente cheio e o tipo de alimento ingerido durante os episódios de compulsão também variam.

Para que o diagnóstico seja feito é necessário que os episódios de compulsão alimentar ocorram pelo menos uma vez na semana, por no mínimo três meses. Então, comer várias vezes ao dia em pequenas quantidades não é considerado compulsão alimentar. Essa doença pode ocorrer em pessoas de peso normal ou sobrepeso, sendo diferente da obesidade, mas podendo levar a ela. O transtorno pode se iniciar por conta de estressores, tentativas de fazer dieta, insatisfação com o corpo. É importante buscar ajuda médica especializada na qual será avaliada a possibilidade do uso de medicação e psicoterapia.

DRA. MILLIANE ROSSAFA

MÉDICA PSIQUIATRA - CRM/SC 21585 | RQE 13984 INFORMAÇÕES - GUIA SAÚDE - PÁGINAS 81 A 86

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NUTRIÇÃO

DICAS NUTRICIONAIS

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busca pela beleza é fato e todos almejam um corpo sem celulites, sem gorduras localizadas e músculos cada vez mais turbinados. Esta busca em conquistar um corpo perfeito, nos leva a fazer dietas, ao apelo por produtos dietéticos e por novidades que surgem no mercado e prometem potencializar estes resultados no organismo. Em primeiro lugar devemos assegurar-nos de que a absorção dos nutrientes necessários ocorra efetivamente. Portanto é extremamente importante que o intestino esteja em pleno funcionamento, “nosso intestino é nosso segundo cérebro”. Para isso, devem ser incluídos na alimentação, cereais integrais (farelo de aveia, gérmen de trigo, arroz integral), frutas, verduras e legumes variados, além de um consumo de água adequado. Quando falamos em tratamento estético, devemos partir do princípio de uma alimentação anti-inflamatória, uma vez que a alimentação habitual (carnes gordas, leite integral, alimentos refinados, doces, bebidas alcoólicas, embutidos e enlatados), é pró-inflamatória, ou seja, favorece o aparecimento da inflamação. Existe uma grande variedade de alimentos que podem ser incorporados aos hábitos alimentares para que haja o benefício não só anti-inflamatório, mas também antioxidante. Os principais alimentos são: peixes, hortaliças, frutas, oleaginosas (castanha de caju, castanha do Pará, amêndoas, nozes), sementes e alimentos integrais. É importante frisar que os anti-inflamatórios são importantes na redução à inflamação no organismo, ou seja, são benéficos para acnes e principalmente para celulite. Os alimentos antioxidantes agem contra os radicais livres, que favorecem o processo do envelhecimento precoce. As fibras têm um papel muito importante no aumento da saciedade e na redução do peso, garantido ainda mais a saúde como um todo.

PARA AUXILIAR NESSE CUIDADO, SEGUEM ALGUMAS DICAS:

1. Usar os líquidos em geral, como a água, em primeiro lugar e sucos naturais de frutas, é essencial repor as perdas do organismo, inclusive os sais minerais. 2. Evite os refrigerantes mesmo diet: além de ser bebidas calóricas, contêm excessos de sal, podendo levar a inchaços, celulites e formação de radicais livres (envelhecimento precoce). Faça uso de água de coco e sucos de frutas; 3. Aumentar o consumo de vegetais como cenoura e beterraba, ricas em betacaroteno, que além de prevenir o envelhecimento da pele ajudam no bronzeado. 4. As frutas são excelentes fonte de vitaminas e minerais, pois possuem alto teor de água e fibras que auxiliam no bom funcionamento do organismo. 5. Agende sua consulta para realizar uma avaliação nutricional

KAROLINE FRANÇA ORBEN NUTRICIONISTA - CRN 2686

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IDOSOS

QUAIS OS RISCOS DA POLIMEDICAÇÃO AOS IDOSOS?

S

abemos que, com o avanço da idade, mudanças ocorrem no corpo humano e o número de doenças crônicas cresce, tendo como consequência o aumento do consumo de remédios. A polifarmácia/polimedicação significa o uso de cinco ou mais medicamentos por uma única pessoa. As mudanças relativas ao envelhecimento fazem com que os idosos sejam vulneráveis e sofram mais facilmente os efeitos colaterais e as interações entre os medicamentos prescritos. Então, sempre que possível, esses pacientes devem ser acompanhados por um só profissional capacitado para tratar com maior integralidade um paciente que sofre com várias doenças, tentando achar formas alternativas para evitar o uso de diversas medicações associadas. O geriatra é o médico especialista indicado para o acompa-

nhamento dos pacientes idosos. Para prescrever medicamentos aos idosos, o médico deve selecionar o medicamento mais efetivo, com menos reações adversas, em menor dose, sem que se prejudique a eficácia, utilizando a forma farmacêutica mais compatível, com os intervalos otimizados, porém considerando os aspectos psicológicos, emocionais, sociais e econômicos de cada indivíduo. O consumo de múltiplos remédios aumenta os riscos como intoxicação, erros na tomada das medicações, menor adesão ao tratamento das doenças, aumento na mortalidade e alto custo do tratamento.

ALGUMAS SUGESTÕES PARA AUXILIAR O USO CORRETO DAS MEDICAÇÕES:

1. O paciente deve levar todas suas medicações ao médico; 2. Utilizar lembretes como calendários, recipientes de cores e de fácil manejo e abertura, com etiquetas e letras grandes e claras; 3. Desfazer-se de remédios que não estão mais sendo utilizados; 4. Contar com outras pessoas que supervisionem as medicações do paciente; 5. Não utilizar remédios por conta própria – automedicação – sem o conhecimento do seu médico.

“O uso racional de medicações deve ser estimulado, principalmente em idosos. Sabemos que o consumo desses remédios são essenciais para uma melhor qualidade de vida de pessoas portadoras de doenças, entretanto, a vulnerabilidade dos idosos é conhecida, e o os medicamentos devem ser utilizados de maneira segura e consciente.”

DRA. ANDRÉA DA CONCEIÇÃO SPILLERE GERIATRA - CRM/SC 17408 | RQE 14612

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DISTIMIA

QUANDO O MAU HUMOR PASSA A SER DOENÇA

S

ão comuns as queixas de pessoas mal humoradas. Não fosse apenas desagradável, o problema pode ser uma doença que tem nome: distimia. Trata-se de um estado depressivo crônico, um transtorno persistente do humor. É normalmente atípico e é perceptível através do mau humor, desânimo, irritabilidade. Além disso, quem sofre de distimia mostra outros sintomas, como isolamento social, alterações do apetite, do sono e fadiga. Os portadores do transtorno são pessoas de difícil relacionamen-

to, com baixa autoestima e elevado senso de autocrítica. Estão sempre reclamando de tudo e só enxergam o lado negativo das coisas. Na maior parte das vezes, tudo fica por conta de sua personalidade e temperamento complicado. É frequente que tanto os próprios indivíduos, quanto seus familiares, não percebam a existência de um transtorno e afirmem, veementemente, que esse é o ‘jeito de ser’ da pessoa. O dado mais importante a considerar para o diagnóstico da doença é a manifestação dos sintomas durante pelo menos dois anos consecutivos. PESSOAS COM DIAGNÓSTICO DE DISTIMIA TENDEM A TER:

1. Visão negativa de si mesmo. Ex.:

“Eu não sou capaz”, “Eu sou chato”.

2. Visão negativa do mundo em relações,

trabalho e atividades de forma geral.Ex.: “As pessoas não gostam de mim de verdade”; “As pessoas me acham mal humorado”.

POSSO AFIRMAR QUE TODA PESSOA MAL HUMORADA TEM DISTIMIA? NÃO. Existe uma diferença básica entre os dois. O mal humorado tem uma resposta pontual a algo que lhe desagrada ou desagradou. Ele não está sempre mal humorado ou pessimista e sabe diferenciar seu padrão normal de humor. Com o portador de distimia é diferente. Ele se sentiu irritado e mal humorado por toda a sua vida, sendo difícil estabelecer outro padrão de normalidade. Não conhece outro estado de humor, uma vez que sempre foi daquele jeito.

3. Visão negativa do futuro. Ex.:

“Eu sempre serei deprimido assim”.

Para a terapia cognitiva-comportamental, a distimia ocorre por uma série de pensamentos e crenças distorcidas, ou seja, uma avaliação disfuncional da realidade (de si, dos outros e do mundo), que colaboram para o indivíduo interpretar o ambiente que vive. Tais interpretações e ações são como se as coisas estivessem piores do que realmente estão. Isso mantém e fortalece pensamentos e crenças disfuncionais que geram emoções cada vez mais negativas, como um verdadeiro ciclo vicioso de depressão.

“O fato é que essas três formas de interpretação corroboram para que o indivíduo passe a agir de forma negativa: deixar de sair com amigos, não responder a uma mensagem, ser grosseiro quando alguém pergunta porque sumiu… E isso gera resultados desfavoráveis para ele mesmo, mantendo-o novamente no ciclo vicioso da depressão. Assim, sua interpretação é mantida pela nova interpretação adquirida, reforçando seus sentimentos de desesperança e tristeza. A distimia tem mostrado tratamento eficaz com psicoterapia e antidepressivos.”

JADNA C. DE SOUSA LODETTI PSICÓLOGA - CRP 12/02599

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- FORMAÇÃO EM TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL - ESPECIALIZANDA EM TCC

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SAÚDE BUCAL

IMPLANTES DENTÁRIOS

U

m implante dentário é uma estrutura feita de titânio (que irá substituir a raiz do dente) que é posicionada cirurgicamente no osso maxilar abaixo da margem gengival e que permite ao dentista montar dentes substitutos ou pontes para essa área. Alguns casos são simples, já em outros é necessário “preencher” o osso para dar mais suporte ao implante. Este processo é conhecido como enxerto ósseo, e normalmente o osso utilizado no procedimento vem do próprio paciente, ou é utilizado um biomaterial de origem bovina ou de banco de osso humano. Para receber um implante é preciso que você tenha gengivas saudáveis e ossos adequados para sustentá-lo. Você também deve comprometer-se a manter estas estruturas saudáveis. Uma higiene bucal meticulosa e visitas regulares ao dentista são essenciais para o sucesso a longo prazo de seus implantes. Por serem integrados ao osso, os implantes oferecem um

suporte estável para os dentes artificiais. Próteses parciais e totais montadas sobre implantes não escorregarão nem mudarão de posição na boca, um grande benefício durante a alimentação e fala. Esta modalidade de prótese é chamada “prótese sobre implante” e confere ao paciente mais segurança em todas as funções bucais, proporcionando uma situação mais natural do que pontes ou dentaduras convencionais. Para algumas pessoas, as próteses e dentaduras comuns são simplesmente desconfortáveis ou até inviáveis, devido a pontos doloridos ou falta de adaptação a estes aparelhos. Além disso, as pontes comuns devem ser ligadas aos dentes em ambos os lados do espaço deixado pelo dente ausente. Com a colocação de implantes não é necessário preparar ou desgastar um dente natural para apoiar os novos dentes substitutos no lugar como é feito em pontes fixas convencionais.

O período da osseointegração (integração ao osso) leva em média quatro a seis meses dependendo da região a receber o implante. Após este período, uma segunda cirurgia pode ser necessária para ligar o implante ao meio bucal, nesta fase o cirurgião dentista remove a gengiva que está recobrindo o implante e finalmente, um dente artificial (ou dentes) é conectado ao implante, individualmente, ou agrupado em uma prótese que pode ser de dois tipos:

PRÓTESE PROTOCOLO Prótese total implantosuportada e implantoretida, fixada sobre quatro a oito implantes, em média, esta prótese é parafusada e retirada apenas pelo seu dentista, é uma prótese que confere boa estética e é uma ótima opção para quem pretende fugir da dentadura. O único incoveniente é que este tipo de prótese é mais difícil de ser higienizada, pois todos os dentes são conectados entre si, exigindo bastante cuidado do paciente. Pode ser feita em resina ou porcelana.

PRÓTESE OVERDENTURE Prótese total removível sobre implante, este tipo de prótese é mais barata que a prótese protocolo, porque exige menos implantes (dois ou três em média) e é confeccionada em resina. Esta prótese é como uma dentadura, porém, tem um encaixe em uma barra que conecta os implantes à prótese, conferindo a esta mais estabilidade e retenção. Esta prótese pode ser retirada pelo paciente e por isto a sua higienização é facilitada.

DRA. DANY PAULA FURLANETTO CIRURGIÃ DENTISTA - CRO/SC 5098

ESPECIALISTA EM PERIODONTIA ATUALIZAÇÕES PRÓTESE, ESTÉTICA E IMPLANTES

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GUIA

SAĂšDE

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ALERGISTA

CIRURGIA VASCULAR

Dra. Mariana M.de Menezes

Dr. Daniel Lupselo

Rua Vital Brasil, 295 - Cruzeiro do Sul - Cricíuma/SC Condomínio Sul Clínicas - (48) 3437-4588 Rua Vital Brasil, 455 - Cruzeiro do Sul - Criciúma/SC H. S. João Batista - Centro Clínico (48) 3461.6111 | 99639.8151

Rua Cruz e Souza, 103 - Pio Corrêa - Criciúma/SC Ergomed Especialidades (48) 3437-6621 | 99996-1008

CRM/SC 16823 | RQE 13634 / 14626 Cirurgião Vascular e Endovascular

CRM/SC 16003 | RQE 12486/12485 Alergista e Imunologista e Medicina Interna

ANESTESIOLOGIA

DERMATOLOGIA

Dr. João Henrique Araújo

Dr. Adroaldo Luiz Apolinário

CRM/SC 15966 | RQE 10795 / 13313 Anestesiologista

CRM/SC 6244 | RQE 3095 Dermatologista

Especialista em Dor

Rua Cel. Pedro Benedet, 488 Centro, Criciúma/SC - Núcleo Médico Bem Viver (48) 3433-3452

Rua Vidal Ramos, 377 - Ed. Treviso Centro, Urussanga/SC

Rua Vital Brasil, 455, Criciúma/SC Centro de Dor Criciúma (48) 3461.6141 | 3461.6160

(48) 3465-4498

ANGIOLOGIA

Dra. Ana Paula Martins Nazário

Dra. Karla Ceretta

Rua Dr. Edson Gaidsinki, Sala 02, 251 Centro, Cocal do Sul/SC (48) 99917-2296 | 98485-0411 Av. Getúlio Vargas, 2007 Jardim das Avenidas, Araranguá/SC (48) 3524-5143

Rua Coronel Pedro Benedet, 505 - Sala 407 Centro, Criciúma/SC - Edíficio Millenium Saúde Center (48) 3433-4442 Rua Praça Hercílio Luz, 678 Centro, Araranguá/SC - Clínica Ceretta (48) 3524-0042

SAÚDE

CRM/SC 14261 | RQE 11544 Angiologista

CRM/SC 6571 | RQE 33592 Dermatologista

CARDIOLOGIA

FISIOTERAPIA

Dr. David Coelho Gründler

Sabrina Narcizo Camilo

Rua Alberto Santos, 213, Sala 207/209 Centro, Sombrio/SC - Centro Profissional São Rafael Cardiovitta | (48) 3533-1342

Rua Caetano Lummertz, 265 - Centro, Araranguá/SC Clínica FisioSul (48) 3522-1995 | 99643-7290

CREFITO 10 222566-F | ABFP 0345 Fisioterapeuta Pélvica e Uroginecologista Funcional

GUIA

CRM/SC 13028 | RQE 9846 / 9727 Cardiologista

CIRURGIA PEDIÁTRICA

FONOAUDIOLOGIA

Dr. Rodrigo Demetrio

Gabriel Furlan

Rua Antônio de Lucca, 91, Sala 703 - Centro Centro Clínico Luiz Zanette Infant Clínica Pediátrica (48) 3438-1868 | 99148-1868

Rua Caetano Lummertz, 456 - Centro, Araranguá/SC Centro Executivo Araranguá (48) 3524.3218

CRM/SC 9910 | RQE 19888 Cirurgião Pediátrico

CRF 8696 Fonoaudiólogo

CIRURGIA TORÁCICA

GASTROENTEROLOGIA

Dr. Rafael Garbelotto

Dr. Smile Becker

Rua João Cechinel, 440 - Pio Corrêa, Criciúma/SC Vivaz Cirurgia Torácica (48) 3443-2002

Rua Antônio de Lucca, 91 - Centro, Criciúma/SC (48) 3411-6799 Rua Nereu Ramos, 1200 - Centro, Turvo/SC (48) 3525-0333

CRM/SC 11693 | RQE 7584 Cirurgia Torácica Cirurgia Videotoracoscópica

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CRM/SC 20225 | RQE 11675 Gastroenterologista

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Dra. Daiane P. Milioli

Dra. Simone Anselmo Junkes

Rua Antônio de Lucca, 91, Sala 703 - Centro Centro Clínico Luiz Zanette Infant Clínica Pediátrica (48) 3438-1868 | 99148-1868

Rua Augusto dos Anjos, 270 - Pio Corrêa, Criciúma/SC Clínica Salus (48) 3437-7885

Dr. Emílio Coan Berger

Dra. Charlane A. de J. Antunes

Rua Antônio de Lucca, 50 Pio Corrêa Criciúma/SC - Clinigastro Medicina Integrada (48) 3431.9900 | 3431.9999 Rua João Cechinel, 168 Criciúma/SC - Gastromédica Instituto Castelan (48) 3433-6144 | (48) 98402-8630

Rua Coronel Pedro Benedet 190, Sala 211 Criciúma/SC - Catarina Gaidzinki Trade Center (48) 3045.2227 Rua 15 de Novembro, 220 | Centro | Içara Cliniçara (48) 3432-5636 Rua Vital Brasil, 455 Cruzeiro do Sul - Criciúma/SC (48) 3461-6111 | (48) 99639-8151

CRM/SC 15429 | RQE 20341 Gastroenterologista Pediátrica

CRM/SC 14830 | RQE 11181 Ginecologia e Obstetrícia

CRM/SC 17461 | RQE 13261 Ginecologia e Obstetrícia

CRM/SC 18823 | RQE 14635 Gastroenterologista

Dr. Roberto Carlos M. Gallo

Dra. Caroline de M. Linhares

CRM/SC 7525 | RQE 5091 Ginecologia e Obstetrícia

CRM/SC 16848 | RQE 13258 / 13800 Gastroenterologista / Endoscopia

Rua Antônio de Lucca, 50 Pio Corrêa Criciúma/SC - Clinigastro Medicina Integrada (48) 3431.9900 | 3431.9999

GUIA

Rua Nereu Ramos, 1200, Sala 02 - Centro, Turvo/SC (48) 3525-0333 Rua Antônio William Savi, 265 - Centro, Timbé do Sul/SC (48) 3536-1233 Av. Getúlio Vargas, 2007 Jardim das Avenidas, Araranguá/SC (48) 3522-0202 | 3524-5143

GERIATRIA

Dra. Camila Martins Bilésimo

CRM/SC 11571 | RQE 7613 / 6878 Geriatra / Clínica Médica

CRM/SC 19946 | RQE 14753 Ginecologia e Obstetrícia

Rua Cruz e Souza, 73 Pio Corrêa, Criciúma/SC - Clinica Criar (48) 3433-1278 | (48) 3433-8866 Rua Vital Brasil, 455, Cruzeiro do Sul Criciúma/SC - Hospital São João Batista (48) 3461-6100

Rua Vital Brasil, 295 Cruzeiro do Sul Criciúma/SC - Anexo Sul Clínicas (48) 3437-5320 | 8444-7978

Dra. Andréa da C. Spillere

Dra. Isabel Biz de Luca

CRM/SC 17406 | RQE 14612 Geriatra

CRM/SC 19602 | RQE 15052 Ginecologia e Obstetrícia

Rua João Cechinel, 168, Sala 107 Centro, Criciúma/SC - Centro Médico São José (48) 3433-6144 | 98402-8630 15 de Novembro, 220, Centro, Içara/SC - Cliniçara (48) 3432-5636

Rua Virgulino de Queiroz, 247 - Centro, Araranguá/SC (48) 3524-7315 Rua Nereu Ramos, 1200 - Centro, Turvo/SC Hospital São Sebastião (48) 3525-0333

GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

HEMATOLOGIA

Dra. Dilvania Nicoletti

Dr. Vitor Hugo Parpinelli Ricci

Augusto dos Anjos, 270 - Pio Corrêa, Criciúma/SC Clínica Salus (48) 3437-7885

Rua Antônio de Lucca, 50 - Pio Correa, Criciúma/SC (48) 3431-9999 | 3431-9923 Rua Vital Brasil, 455 - Cruzeiro do Sul, Criciúma/SC (48) 3461-6111 Rua Antônio de Lucca, 50 - Pio Correa, Criciúma/SC Onkológica Clinica Médica | (48) 3437-0878

CRM/SC 16000 | RQE 11684 Hematologista e Hemoterapeuta

CRM/SC 12576 | RQE 9587 Ginecologia e Obstetrícia

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SAÚDE

Dr. Álvaro Alberto Barcelos Jr.


INFECTOLOGIA

Dra. Mônica A. Junkes Antero

Natana Angelino

Rua Augusto dos Anjos, 270 Pio Corrêa, Criciúma/SC Salus Centro Médico (48) 3437-7885

Rua Teodoro Rodrigues de Oliveira, 606 Centro, Sombrio/SC - Clínica La Vie (48) 3533.4085 | 99621.9430 Rua Irmãos Trevisol, 1523 Centro, Jacinto Machado (48) 99620.1410

CRN/SC 3734 Nutricionista

CRM/SC 13983 | RQE 9768 Infectologista

MÉDICO

Dr. Marcos Maffioletti

Simoni da Silva

Avenida Estevão Emílio de Souza, 108 Ceará, Criciúma/SC - Clínica Mova (48) 3413-8808 | 99180-9555

Rua Augusto dos Anjos, 400 Pio Corrêa, Criciúma/SC - Clinicom (48) 3045-2037 | 98466-4480 | 99153-0305

Dr. Vitor Machado Benincá

Karoline França Orben

Rua Barão do Rio Branco, 257 Centro, Criciúma/SC (48) 99133-3103

Rua Alfredo Del Priori, 311 Guanabara - Cocal do Sul/SC (48) 3447.6534 | 99919.9566

CRN10 2196 Nutricionista

SAÚDE

CRM/SC 14251 Médico

CRM/SC 18421 Médico

CRN/SC 2686 Nutricionista

GUIA

ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA

Dra. Meibal Junqueira

Dr. Evandro Marcelino

CRM/SC 24550 Médica

CRM/SC 7392 | RQE 3764 Ortopedia e Traumatologia

Rua Caetano Lummertz, 456 - Centro, Araranguá/SC (48) 3524-5063 | Clínica de Olhos São José Rua Padre Antonio Luiz Dias, 81- Centro, Araranguá/SC (48) 3522-0003 | (48) 3522-0480 Av. Nereu Ramos, 1200 - Centro, Turvo/SC (48) 3525-0333 | Hospital São Sebastião

Rua João Cechinel, 368 - Centro, Criciúma/SC Osteoclínica (48) 3437-6108 | (48) 3437-1788

NUTRIÇÃO

Jaqueline V. Gründler

Dr. Fernando Lupselo

Rua Alberto Santos, 213, Sala 207/209 Centro, Sombrio/SC - Centro Profissional São Rafael Cardiovitta | (48) 3533-1342

Rua Cruz e Souza, 103 Pio Corrêa, Criciúma/SC Ergomed Especialidades (48) 3437-6621

CRM/SC 17718 | RQE 12327 | TEOT 14190 Ortopedia e Traumatologia

CRN/SC 3325 | RQE 11684 Nutricionista

OTORRINOLARINGOLOGIA

Lara Valerim

Dr. Marco Aurélio N. Sotero

Rua Coronel Pedro Benedet, 488 - 1º Andar Centro, Criciúma/SC - Clínica Médica Bem Viver (48) 3433-3457 | 3433-3452 Av. Nereu Ramos, 418 - 3º Andar Centro, Sombrio/SC - Clínica Integrare (48) 3533-2377 | 99803-3352

Rua Jacob Batista Uliano, 121 - Centro, Braço do Norte/SC (48) 3658-3756 | (48) 3658-2552 Rua Aristiliano Ramos, 588 - Centro, Orleans/SC Edificio Florença, Sala 101 (48) 3466-2015

CRM/SC 9125 | RQE 5872 Otorrinolaringologista

CRN/SC 2024 Nutricionista

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Dr. André Ceccon

Dr. Peter Frank Concer

CRM/SC 12454 | RQE 6020 Otorrinolaringologista

CRM/SC 9699 | RQE 6141 / 6142 Pediatra e Neonatologista

Rua Caetano Lummertz, 456 - Centro, Araranguá/SC Centro Executivo Araranguá (48) 3524.3218

Rua Vidal Ramos, 170, Sala 08 Centro Prof. Executivo - Urussanga, SC (48) 3465-0102 | 99908-8448

PEDIATRIA

PNEUMOLOGIA

Dra. Ana Paula Trombini CRM/SC 19707 | RQE 14610 Pediatra

Dra. Flávia Corrêa Guerra CRM/SC 11997 | RQE 9986 Pneumologista

Rua Marechal Deodoro, 234 Centro,Criciúma/SC - Clínica Sesi (48) 3431-9821 Rua Teodoro Rodrigues de Oliveira, 603 Centro - Sombrio/SC - La Vie Centro Clínico (48) 3533-4085 | (48) 99621-9430

Rua Praça Hercílio Luz, 678 - Centro, Araranguá/SC Clínica Ceretta (48) 3524-0042 Av. Nereu Ramos, 1200 - Centro, Turvo/SC Hospital São Sebastião (48) 3525-0333

Dra. Ana Olinda N. Fagundes

PSICOLOGIA

CRM/SC 5692 | RQE 1396 Pediatra

Jadna C. de Souza Lodetti

Rua 15 de Novembro, 220 - Centro, Içara/SC Cliniçara (48) 3432-5636

Dr. Glauco Danielle Fagundes CRM/SC 5722 | RQE 2868 Pediatra

Dr. Rafael Ernesto Riegel

Rua Augusto dos Anjos, 270 - Pio Corrêa, Criciúma/SC Salus Centro Médico (48) 3437-7885

CRM/SC 13572 | RQE 9211 Psiquiatra

Dr. Fábio Almeida Morais

Rua Antônio de Lucca, 50 Pio Corrêa, Criciúma/SC. Clinigastro Medicina Integrada (48) 3413.8024

CRM/SC 15288 | RQE 7613 / 7919 Pediatria

Rua Augusto dos Anjos, 270 - Pio Corrêa, Criciúma/SC Salus Centro Médico (48) 3437-7885

Dra. Milliane Rossafa CRM/SC 21585 | RQE 13984 Psiquiatra

Dra. Leila Mara Lúcio CRM/SC 6238 | RQE 2597 / 2598 Pediatra e Infectologista

Coronel Pedro Benedet, 505 - Sala 110 Centro, Criciúma/SC - Clínica Unna (48) 3433-3307 15 de Novembro, 220 Centro, Içara/SC - Cliniçara (48) 3432-5636

Rua Antônio de Lucca, 91 - Sala 703 Centro, Criciúma/SC - Centro Clínico Luiz Zanette Infant Clínica Pediátrica (48) 3438-1868 | 99148-1868

REUMATOLOGIA

Dr. Daniel Casagrande Antero

Dr. Milton Gil Geri Jr.

CRM/SC 12462 | RQE 8879 Reumatologista

CRM/SC 4685 | RQE 9531 Pediatra

Rua Augusto dos Anjos, 270 - Pio Corrêa, Criciúma/SC Salus Centro Médico (48) 3437-7885

Rua Antônio de Lucca, 91 - Sala 703 Centro, Criciúma/SC - Centro Clínico Luiz Zanette Infant Clínica Pediátrica (48) 3438-1868 | 99148-1868 listadasaude.com.br

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SAÚDE

PSIQUIATRIA

GUIA

CRP-12/02599 Psicóloga

Rua Augusto dos Anjos, 270 - Pio Corrêa, Criciúma/SC Salus Centro Médico (48) 3437-7885


UROLOGIA

Dr. Pedro Henrique M. Medeiros

Dra. Dany Paula Furlanetto

Padre Antonio Luiz Dias, 81 Centro, Araranguá/SC (48) 3522-0003 (48) 3522-0480

Av. Municipal, 1182 - Sala 2 - Centro, Turvo/SC (48) 3525-0789 | (48) 99102-2585 Av. Sete de Setembro, 2363 - Centro, Araranguá/SC (48) 3524-2015

Dr. Paulo Sérgio Machado

Dra. Letiele Furlan

Rua Jacob Batista Uliano, 1357 - Centro, Braço do Norte/SC CMD Clínica de Especialidades (48) 3658-6464 | (48) 99681-4040 Rua Aristiliano Ramos, 588 - Centro, Orleans/SC Edificio Florença, Sala 101 (48) 3466-2015

www.letielefurlan.com.br Rua Augusto dos Anjos, 400 - Pio Corrêa, Criciúma/SC (48) 3045-5449 | (48) 99603-2604 Rua Manoel Serafim Inácio, 68 - Rio Maina, Criciúma/SC (48) 2102-7613 | (48) 98861-6963

CRO/SC 5098 Cirurgiã-Dentista Especialista em Periodontia

CRM/SC 24551 | RQE 15187 Urologista

CRM/SC 13638 | RQE 14385 Urologista

CRO/SC 12933 Cirurgiã-Dentista Especialista em Ortodontia

GUIA

SAÚDE

ODONTOLOGIA

Dra. Luciane Manentti

Dr. José Augusto de B. Pereira

CRO/SC 7076 Cirurgiã-Dentista Especialista em Implantodontia Especialista em Odontologia do Trabalho

CRO/SC 13887 Cirurgião-Dentista Especialista em Implantodontia Especialista em Cirurgia Avançada

Rua Manoel Serafim Inácio, 68 - Rio Maina, Criciúma/SC (48) 2102-7613 | (48) 98861-6963 Rua Augusto dos Anjos, 400 - Pio Corrêa, Criciúma/SC (48) 3045-5449 | (48) 99603-2604

Rua Caetano Lummertz, 1147 Coloninha, Araranguá/SC Anexo Fisioclin (48) 3522-0201 | 99955-1826

CLÍNICA

Dra. Juliana Arcaro CRO/SC 10208 Cirurgiã-Dentista Especialista em Ortodontia

R. Caetano Lumertz, 456 - Sala 09 e 109 Centro, Araranguá/SC (Comercial Executivo Araranguá) (48) 3524-5063 | 98482-8400

Pedro João Pereira, 285 - Sala 03 Mato Alto, Araranguá/SC (48) 3524-4868 | (48) 99605-4832

ANÁLISES CLÍNICAS

Av. Santa Catarina, Sala 01 - Centro, Balneário Gaivota/SC CEP: 88955-000 | (48) 3583.1244

Rua Governador Jorge Lacerda (anexo Hospital São Roque) Centro, Jacinto Machado/SC | (48) 3535-1384

Matriz - R. Michel Couto, 616 - Centro, Orleans/SC CEP: 88870-000 (48) 3466-1638 | 48 99920-9495

Bal. Arroio do Silva (48) 3526-2007 | Timbé do Sul (48) 3536-1095 Forquilhinha (48) 3463-3639 | Araranguá (48) 3522-0487 Maracajá (48) 3523-0223

Filial - R. Henrique Lage, 105 - Centro, Lauro Müller/SC CEP: 88880-000 (48) 3464-4026 | 48 99661-4011

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REVISTA LISTA DA SAÚDE - EDIÇÃO 2  

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