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22/28 FEV’ 10 | n.º 149

Editorial / pág 3 Em destaque / Mãe d’água / pág 4

DANça / maiorca / pág 6

teatro / a felicidade, amanhã / pág 7

crianças / winx on ice / pág 9

Exposições / museu da cidade / pág 10

curtas / pág 11 Em Agenda / pág 13


Editorial Não é discreto, mas quem cruza a Rua das Amoreiras raramente repara no monumental Reservatório de Água, ponto terminal do Aqueduto das Águas Livres e obra notável da arquitectura do século XVIII. Culpa da malha urbana apertada ou simplesmente da urgência do quotidiano. A verdade é que o hábito nos torna desatentos e é por isso que a Lisboa Cultural insiste em mostrar o que julgamos conhecer, mas que não conhecemos de facto. Percorrer as galerias onde antes correu a água que abastecia a cidade, subir ao terraço e fruir de uma vista única sobre Lisboa, ou admirar a superfície espelhada da Arca da Água são experiências que a Sara Ferreira achou que valia a pena partilhar e nós concordámos.

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E também para quem ainda não reparou: as principais artérias de Lisboa estão cobertas por cartazes e pendões coloridos onde sobressaem caricaturas de figuras que marcaram a vida da cidade em várias épocas. É a campanha Lisboa tem Histórias que assinala os 100 anos do Museu da Cidade (MC) e que conta com o desenho bem-humorado de João Fazenda. Conhecer estes lisboetas e aquilo que, à escala da urbe, os tornou célebres, vale a visita ao Pavilhão Preto do MC.

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E por último uma sugestão: o espectáculo A Felicidade, Amanhã, no Teatro da Comuna, construído a partir de textos e fragmentos de peças de Samuel Beckett. A Lisboa Cultural ainda tem um convite duplo para a sessão comentada de dia 24. Uma boa semana.

Ficha técnica Edição Divisão de Programação e Divulgação Cultural | Direcção Municipal de Cultura | CML Editora Paula Teixeira Redacção Frederico Bernardino, Sara Ferreira, Susy Silva Capa e Paginação DMC Contactos Rua Manuel Marques, 4F, Edifício Utreque - Parque Europa, 1750-171 Lisboa | Tel. 21 817 06 00 | lisboa.cultural@cm-lisboa.pt

Informação actualizada em www.agendalx.pt (subscreva a newsletter semanal)

Consulte pdf em www.cm-lisboa.pt


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Em destaque

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Especial. Provavelmente esta é a palavra mais apropriada para descrever a Visita Comentada ao Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras. Afinal não é todos os dias que se tem oportunidade de percorrer os últimos 500 metros do Aqueduto das Águas Livres e dizer que se esteve dentro do arco n.º100.

Por dentro da Mãe d’Água São quatro os núcleos que compõem o Museu da Água: o Aqueduto das Águas Livres, o Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras, o Reservatório da Patriarcal e a Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos. Foi no âmbito das Visitas Comentadas, da Divisão de Programação e Divulgação Cultural, da Direcção Municipal de Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, que os munícipes tiveram oportunidade de conhecer o Reservatório da Mãe d´Água das Amoreiras, numa visita “diferente”. Normalmente encerrado ao público, os últimos metros do Aqueduto das Águas Livres estiveram acessíveis a quem se inscreveu nesta visita, que teve como guia Bárbara Bruno, responsável pelo serviço de animação e extensão cultural. Entrar por onde a água também entrava, foi um dos privilégios da visita, apelidada de “diferente” e “especial”, pois este é um percurso que está encerrado ao público, sendo aberto apenas em ocasiões excepcionais, tal como explicou a guia.

Corria o ano de 1571 quando Francisco de Holanda propôs a D. Sebastião que estabelecesse uma rede de abastecimento de água para servir a cidade de Lisboa, rede essa que tinha já sido iniciada pelos romanos. No entanto, foi só em 1729 que, preocupado com a falta de água na cidade, o Procurador da Cidade estabeleceu, à semelhança do que já tinha feito D. Filipe II, uma taxa sobre a carne, vinho, azeite e outros produtos alimentares com o intuito de obter financiamento para a construção do Aqueduto. O tempo foi passando, e somente em 1736 começou a ser construído o troço mais conhecido do Aqueduto – a travessia sobre o Vale de Alcântara. Dez anos depois, em 1746, o húngaro Carlos Mardel assume o comando da obra, tendo decidido instalar a Mãe d’ Água nas Amoreiras, ao invés da proposta inicial que previa a sua localização em S. Pedro de Alcântara. Construído durante o reinado de D. João V, que herdou uma cidade profundamente medieval, e


Para saber mais sobre as Visitas Comentadas e em que datas se realizarão as idas aos restantes núcleos do Museu da Água, fique atento ao blogue http://itematicoslisboa. blogspot.com.

Fotos de Francisco Levita

inserindo-se numa estratégia de modernização da cidade, o Aqueduto ficou concluído em 1799, transportando diariamente cerca de 1.300 m3 de água, número três vezes superior à oferta original. Não podendo ser vista isolada dos restantes núcleos, «a Mãe d’Água das Amoreiras não é um ponto final, mas um ponto e vírgula, pois é já em Lisboa que saem as cinco galerias que abastecem os chafarizes com as águas livres: Galeria do Rato, Galeria do Loreto, Galeria da Esperança, Galeria das Necessidades e Galeria do Campo Santa Ana», referiu Bárbara Bruno.

Entre a entrada do Reservatório e a chegada aos túneis outrora percorridos pela água, houve ainda oportunidade de ficar a conhecer a história da Capela de Nossa Senhora de Monserrate. Em pleno Jardim das Amoreiras, entre os arcos, a Capela foi financiada pela Irmandade dos fabricantes de seda, apresentando «pinturas de Pedro Alexandrino e azulejos alusivos à chegada da água». Ainda na rua, uma chamada de atenção para o exterior do arco n.º100, ou arco triunfal da Rua das Amoreiras, que «simboliza uma homenagem ao Rei e que, em termos arquitectónicos, se

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Em destaque

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aproxima do neoclássico», e do qual visitamos o interior. Não será todos os dias que se poderá dizer que se esteve dentro do arco n.º100 e apreciar a rua, onde antes havíamos estado. Percorrido o túnel, e antes de descermos pelas traseiras da cascata da Mãe d’Água, tempo para, a partir do terraço assente sobre abóbadas sustentadas por quatro colunas de 15 metros de altura, apreciar a cidade, como se estivéssemos a tirar uma fotografia panorâmica. Uma vista que se revelou ímpar. Já no interior do Reservatório, oportunidade para contemplar a Arca de Água. Com

sete metros de profundidade, a Arca tem uma capacidade que ronda os 5.500 m3. A par da Arca, referência à cascata que, situada na frente principal, vive entre dois símbolos inseparáveis: a pedra e a água. Depois da morte de Carlos Mardel, o projecto da Mãe d’Água foi assumido por Reinaldo Manuel dos Santos que, entre outros, foi o «autor do tecto e das abóbadas, bem como da cascata». Concluída em 1834 e classificada como Monumento Nacional em 1910, a Mãe d’Água é um espaço cuja visita, atrevemo-nos a dizer, é obrigatória. SF


Dança

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LISBOA CULTURAL NEWSLETTER A ilha, o compositor e o bailarino A dança vai estar em destaque este fim-desemana no palco do Teatro Municipal São Luiz. Maiorca é uma produção da Companhia Paulo Ribeiro com direcção e coreografia de Paulo Ribeiro, música de Chopin e interpretação ao vivo por Pedro Burmester. Espectáculo integrado nas comemorações do bicentenário do nascimento de Frédéric Chopin levadas a cabo pelo Teatro São Luiz.

Maiorca

26 a 28 Fevereiro Sex e Sáb, 21h00 Dom, 17h30

Teatro Municipal São Luiz

Rua António Maria Cardoso, 38 21 325 76 50

Após 25 anos sobre a concepção da sua primeira coreografia, Paulo Ribeiro aceitou o desafio lançado por Jorge Salavisa, de conjugar o movimento do bailarino com o romantismo de Chopin, e dar corpo a Maiorca. Maiorca surge na sequência do díptico “Masculine” (2007) / “Feminine” (2008) e desenvolve-se a partir dos 24 prelúdios de Chopin, compostos em 1839, num Inverno especialmente rigoroso em Palma de Maiorca, onde Frédéric Chopin se encontrava a recuperar de uma doença crónica. “Maiorca” é um espaço habitado de muitas sensualidades que só fazem sentido quando são partilhadas. “Maiorca” é o princípio da ternura e da delicadeza... Uma ideia muito pessoal do romantismo visível e invisível!” Explica o autor, que, com este projecto, pretende “voltar à essência que é criar dança à dimensão da música, (…) sem reivindicar a racionalidade, tantas vezes redutora, da razão”.

Direcção e coreografia  Paulo Ribeiro Música  Frédéric Chopin (24 Prelúdios) intrepretada ao vivo por Pedro Burmester Intérpretes Erika Guastamacchia, Marta Cerqueira, São Castro, Gonçalo Lobato, Pedro Mendes, Romulus Neagu Co-produção Centro Cultural Olga Cadaval – Festival de Sintra’09, São Luiz Teatro Municipal, Teatro Nacional São João – Festival Dancem’09, Teatro Viriato


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Teatro

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NOITES NO TEATRO – A FELICIDADE, AMANHÃ

Os Dramatículos de Beckett Esta semana, as “Noites no Teatro” propõem uma incursão ao mundo vertiginoso dos dramatículos de Samuel Beckett. Em A Felicidade, Amanhã, última produção do Teatro da Comuna, o universo do dramaturgo irlandês é explorado a partir de fragmentos de peças e alguns dos últimos pequenos textos da fase final da obra do autor de À Espera de Godot.

Será que interessa a acção? Será que interessam as personagens? – Crê-se que não! Aquele Beckett que sempre nos habituou a superar as fronteiras do teatro tradicional estava para lá de tudo isso quando, no final da sua vida, escreveu mais de uma dezena de dramatículos, ou seja, pequenas peças em que a palavra narrada e a imagem são focos de

primeiro plano, superando tudo o resto como se a natureza do que até então se presumia ser linguagem dramatúrgica se assumisse como supérflua. São quatro desses dramatículos (Não EU, Acto sem Palavras II, Play e O Quê Onde) e mais alguns fragmentos de peças que formam A Felicidade, Amanhã, título retirado de uma frase


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Teatro

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NOITES NO TEATRO – A FELICIDADE, AMANHÃ

Com interpretações de Carlos Paulo, Alexandre Lopes, Maria Ana Filipe, Tânia Alves, Óscar Silva, Marco Paiva, Miguel Sermão e Rui Neto, A Felicidade, Amanhã estará em exibição no Teatro da Comuna até 28 de Março. A sessão de “Noites no Teatro” realiza-se esta quarta-feira, dia 24, e contará com um comentário/debate com o público, após a exibição do espectáculo, a cargo do encenador Álvaro Correia. FB

Fotos de Francisco Levita

de Eh Joe, obra que Beckett escreveu em 1965 para a televisão. Segundo o encenador Álvaro Correia, “não pretendemos mostrar Beckett como o autor por excelência do teatro do absurdo, mas sim como o artífice do teatro da condição humana”. Por tudo isto, A Felicidade, Amanhã é um exercício sobre “a hipótese de haver alguma esperança em algum lugar”, como se a esperança fosse o veículo que nos conduzisse à hipótese futura de felicidade.


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Crianças

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Bloom, Leila, Flora, Musa e companhia vão estar presentes em Lisboa, para uma fantástica aventura no gelo… Confuso? Pergunte aos seus pequenotes que eles explicam como ninguém quem são. Avançamos apenas que se tratam das Winx, e que elas vão estar ao vivo e a cores, dias 6 e 7 de Março, no Pavilhão Atlântico.

Carolina é uma menina que encontra um diário mágico e se transforma numa fada. Atentas aos poderes do diário, as terríveis Trix (arqui-rivais das Winx) e o maligno Príncipe Valtor aprisionam Carolina e tomam o diário. É tempo então para que as Winx, acompanhadas pelos seus fiéis amigos Especialistas, entrem em acção e salvem o mundo das ameaçadoras forças do mal. Winx on Ice é o espectáculo que marca o regresso das personagens criadas por Iginio Straffi a Portugal – após o grande sucesso do espectáculo Winx on Tour, que passou por Lisboa e Porto em 2009. Através da música e da patinagem, auxiliadas por modernos cenários com projecção vídeo e efeitos de luzes, este musical recria o mundo encantado e mágico da série de televisão que arrebata milhões de crianças em todo o mundo.

“Tardes no Teatro” também vão às Winx As “Tardes no Teatro” – projecto desenvolvido pela Divisão de Programação e Divulgação Cultural da Direcção Municipal de Cultura da Câmara Municipal de Lisboa com as escolas do ensino básico da cidade – associaramse à Lemon e à Poltrissima – produtores

do espectáculo Winx on Ice – e vão levar cerca de 150 crianças de bairros carenciados de Lisboa a este grande musical. Deste modo, alguns alunos da escola 121 de Telheiras e de várias turmas de escolas que acolhem alunos provenientes do Bairro do Loureiro vão, por certo, viver um dia diferente.

Pavilhão Atlântico 6 de Março 11h | 15h | 19h 7 de Março 11h | 15h Bilhetes a partir de €22


Exposições

O Museu da Cidade comemora o seu centenário com uma exposição no Pavilhão Preto e uma campanha de divulgação por toda a cidade: dar vida a personagens de Lisboa desenhadas pelo ilustrador João Fazenda.

Chama-se Lisboa tem Histórias a campanha que visa assinalar os 100 anos do Museu da Cidade e apresentar ao público a exposição patente no Pavilhão Preto, e que revela algumas das figuras históricas mais marcantes da cidade de Lisboa, da sua história e dos seus bairros históricos. Até 31 de Março Entrada livre Domingos em família: visitas orientadas e actividades de animação com reconstituição histórica | 28 Fevereiro; 7, 14, 21, 28 de Março 10h30 | Pavilhão Preto 1º Ciclo + Seniores + Pessoas com necessidades especiais: actividades de animação com reconstituição histórica Secundário + Público em geral: visitas orientadas | 10h30 e 14h | Pavilhão Preto Marcação prévia: 21 751 32 14/15 Museu da Cidade | Pavilhão Preto Campo Grande, 245 www.museudacidade.pt

Enquadrado no projecto de requalificação e valorização do Museu da Cidade, este projecto irá colorir e animar, nos próximos tempos, zonas históricas como o Bairro Alto, Baixa-Chiado ou Alfama e as principais artérias da cidade. Tratando-se do primeiro museu português a desenvolver investigação arqueológica a nível urbano, não será então despropositada a sua ocupação por mais de 30 personagens históricas do final do século XIX e do início do século XX, figuras míticas, anónimas ou pouco conhecidas, como fadistas, marialvas ou vendedores. O principal objectivo é apresentar o Museu como um espaço dinâmico e em constante diálogo e interacção com a cidade e os seus habitantes. Assim, temos o médico e astrólogo judeu Guedelha Palaçano, conhecido pelos horóscopos das coroações de D. Duarte e D. Afonso V, o Mestre Gonçalo, o primeiro cirurgião nomeado para o Hospital Real de Todos-os-Santos ou a religiosa Madre Paula, que tornou famoso o Convento de Odivelas graças aos seus encontros amorosos com o rei D. João V.

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Curtas

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Sustentabilidade + para Lisboa

Claudio Hochman promove oficina de teatro

A cultura visual na China Imperial e Contemporânea

Colóquios A República Mês a Mês

Reconhecer boas práticas promotoras de desenvolvimento sustentável em Lisboa é o mote do concurso Sustentabilidade +, uma parceria da Câmara Municipal de Lisboa com o Rock in Rio. O concurso inclui três categorias de prémios: Arte Pública Sustentabilidade + (destinado a graffiters maiores de 16 anos), Boas Práticas Sustentabilidade + (para empresas que tenham desenvolvido projectos no âmbito das boas práticas ambientais) e Expressão Artística Sustentabilidade + (para obras vídeo que desenvolvam o tema “Desenvolvimento Sustentável e Eficiência Energética”). Para mais informação, os interessados devem contactar a Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental, através do telefone 218170200.

O encenador e dramaturgo argentino Claudio Hochman vai estar, no próximo dia 24 de Fevereiro, na Casa da América Latina, para uma oficina de teatro subordinada ao tema “liberdade”. A partir de textos de Mario Benedetti, Eduardo Galeano, Júlio Cortazar, Oliverio Girondo, Pablo Neruda e Violeta Parra, entre outros, ir-se-á à descoberta da teatralidade e da musicalidade da poesia latino-americana, utilizando a voz, o corpo e as imagens como modos de expressão. O curso tem ainda o objectivo de dar a perceber todo o processo de criação de um espectáculo teatral, desde o seu início ao aplauso final. As inscrições devem ser feitas para o telefone 213955309, ou através do e-mail reservas@c-americalatina.pt.

O Centro Científico e Cultural de Macau e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior promovem, entre 23 de Março e 4 de Abril, o curso de formação contínua “Cultura Visual na China Imperial e Contemporânea”. A partir de uma abordagem comparativa e crítica, o curso visa apresentar, analisar e discutir diferentes aspectos da cultura visual no grande país asiático, destacando as representações visuais da escrita, do retrato, da paisagem e da importância da visibilidade e da invisibilidade nos mecanismos de expressão crítica. A coordenação do curso está a cargo de Isabel Capeloa Gil, directora da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.

Realiza-se no próximo dia 25, pelas 18h, na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, o segundo colóquio do ciclo Da Propaganda à Implantação da República. O orador convidado é António Lopes e o tema escolhido é “As Sociedades Secretas”. Os colóquios A República Mês a Mês são uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa com a Fundação Mário Soares, visando assinalar o Centenário da República com uma série de colóquios sobre questões essenciais da história do regime que teve início em 1910. Cada um desses colóquios será acompanhado de uma ficha sobre o respectivo tema, fornecendo elementos para a sua compreensão e reflexão.


Exposições

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O Lugar que o Corpo Ocupa

Bordalo Pinheiro Cerâmica Dedicada

É Proibido Proibir!

Debret, de Vasco Araújo

Periódicos Lisboetas na Colecção da Hemeroteca (Séculos XVIII – XX)

Bruno Santos Forest Area

Exposição que apresenta alguns trabalhos dos estudantes de pintura da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Os múltiplos conflitos e manifestações do corpo são aqui abordados, através do recurso ao vídeo, pintura, desenho e fotografia.

Juntas pela primeira vez sob o tema da dedicatória, 26 peças de cerâmica que integram a colecção do Museu Bordalo Pinheiro em Lisboa, estão patentes numa exposição com um cunho muito pessoal.

Exposição que evoca o final dos anos 60 e o início dos anos 70. Itália, Inglaterra, Milão e Londres estão em destaque, com as peças apresentadas a espelharem a crise da sociedade de consumo, das instituições e da moral vigente que caracterizou aquela época.

São 15 esculturas, que partem da obra do pintor Jean-Baptiste Debret, artista francês do século XIX, cada uma delas resultado da combinação de quatro elementos distintos: mesas, ovos, figuras e citações de Padre António Vieira.

Mostra bibliográfica que reúne alguns dos títulos de jornais e revistas lisboetas mais importantes, existentes na colecção da Hemeroteca, com informação detalhada sobre a história e o percurso de cada um deles.

Projecto fotográfico que agora se apresenta como livro de autor em construção, onde as pessoas são confrontadas com a possibilidade da imagem fotográfica se afirmar enquanto documento e ficção.

Até 27 de Fevereiro Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro Antigo Solar da Nora Estrada de Telheiras, 146 21 754 90 30

Até 28 de Fevereiro Galeria do Museu Bordalo Pinheiro Campo Grande, 382 3.ªf a Domingo, das 10h às 18h

Até 28 de Fevereiro MUDE – Museu do Design e da Moda Rua Augusta, Piso 1 www.mude.pt

Até 7 de Março Museu da Cidade Pavilhão Branco Campo Grande, 245 www.museudacidade.pt

Até 20 de Março Átrio e escadaria da Hemeroteca Municipal de Lisboa | 21 324 62 90 http://hemerotecadigital. cm-lisboa.pt

Até 20 de Março Arquivo Municipal de Lisboa – Arquivo Fotográfico/Biblioteca Rua da Palma, 246 21 884 40 60


em AGENDA

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Exposições

Teatro

Música

Outros eventos

2.ª Fase da Mostra de Arte Urbana 2009 Galeria de Arte Urbana Calçada da Glória e Largo da Oliveirinha, ao Bairro Alto http://gau-lisboa.blogspot.com

Ciclo Try Better. Fail Better ’10 24 de Fevereiro a 25 de Abril Teatro Taborda www.teatrodagaragem.com

Quinteto com Piano Solistas da Metropolitana | 26 de Fevereiro 18h30 | Casa Fernando Pessoa http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt

Hannah e Martin Encenação de João Lourenço Teatro Aberto Até 28 de Fevereiro www.teatroaberto.com

Quarteto de Sopros Ciclo de Música de Câmara | 26 de Fevereiro 19h | Casa da América Latina www.c-americalatina.pt

Apresentação do livro Carta Aberta a Salazar de Henrique Galvão, seguida de Cântico do País Emerso, de Natália Correia 23 de Fevereiro | 18h30 | Biblioteca-Museu República e Resistência – Espaço Cidade Universitária | 21 780 27 60

Exposição de Fotografia de Rui Caiado Até 25 de Fevereiro Quinta das Conchas http://lisboaverde.cm-lisboa.pt/ Percursos no Espaço e no Tempo de Pedro Castelo Até 12 de Março | Biblioteca-Museu República e Resistência – Espaço Grandella 21 771 23 10 DáDá-Zen, de Eurico Gonçalves Até 21 de Março | Galeria do Palácio Galveias Campo Pequeno | 21 780 30 43 Scanning, de Samuel Rama Até 26 de Março | Arquivo Municipal de Lisboa - Arquivo Fotográfico | Rua da Palma n.º246 | 21 884 40 60 Lisboa Republicana Roteiro Patrimonial Até 31 de Março | Galeria de Exposições dos Paços do Concelho | 2.ªf a 6.ªf, das 10h às 20h | Domingo, das 10h às 20h Deixar de ver, de Pedro Cláudio Até 30 de Abril | Casa Fernando Pessoa http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt

O Corcunda de Notre Dame pelo Teatro Infantil de Lisboa | Até final de Maio | Teatro Armando Cortez - Casa do Artista | 21 715 40 57 www.til-tl.com Lendas de Portugal Trupilariante – Companhia de Teatro-Circo | Sábado e Domingo | 15h | Espaço Monsanto Informações e marcações: 21 846 07 38 ou 96 600 42 27 www.trupilariante.com Cão que morre não ladra Chapitô | 5.ªf a domingo | 22h www.chapito.org

20.ª sessão de “Quartas Culturais” Os Museus e a Inclusão, por Fátima Alves 24 de Fevereiro | 17h | Gabinete de Referência Cultural | Av. da República, 21-1º andar | 21 356 78 00/45 grc@cm-lisboa.pt Poezz, jazz e poesia À conversa com José Duarte e convidados Ricardo Alves, Ana Hatherly, Filipe Melo + (combo jazz do Hot) 24 de Fevereiro 18h30 | Casa Fernando Pessoa www.mundopessoa.blogs.sapo.pt Conversas com Vasco Araújo Sobre a exposição Debret | Anísio Franco 27 de Fevereiro | 5h Pavilhão Branco – Museu da Cidade www.museudacidade.pt


Lisboa Cultural 149