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(70ª Semana de Daniel)

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A Grande Tribulação também pode ser chamada da “70ª Semana de Daniel”, é o periodo que se inicia imediatamente após o Arrebatamento da Igreja; para começarmos entender um pouco deste periodo, se fazem necessários termos em mente 02 fatos: 1ª - Cativeiro Babilônico: tudo começou na Babilônia com uma revelação que o SENHOR fizera no final da vida de um Grande Homem de DEUS. Sem entendermos as profecias que foram reveladas a este Homem, torna-se bastante difícil entendermos o Apocalipse, eu diria que este Profeta tem a chave que abre o livro do Apocalipse. Estamos falando de:

O 2ª fato importantíssimo é o Arrebatamento da Igreja: sem Arrebatamento não há “A Grande Tribulação”.

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Quando temos estes 02 fatos na mente as “luzes” do Apocalipse ficam mais claras a nós, mas jamais esqueça que toda sabedoria vem de DEUS, portanto peça ao Dono da Sabedoria que ele te dá, mas peça com Fé. AMEM?

1ª - Cativeiro Babilônico: Para entendermos o porque do cativeiro babilônico é necessário voltarmos um pouco na historia do Povo de DEUS. Com a morte do Rei Davi assume o poder seu filho Salomão, este para manter-se no poder e tornar-se mais forte do que era, faz acordo com seus vizinhos casando com mulheres não judias contrariando frontalmente a Lei de DEUS, estas mulheres, como não podia ser trouxeram seus costumes e praticas religiosas com sigo, poderíamos dizer que a idolatria entrou pela “porta da frente” no reinado de Salomão. Até então o Reino de Israel era único, com a morte do Rei Salomão rapidamente o reino se divide: 10 tribos foram para o Norte e ficaram com o nome de Israel e cuja capital ficou sendo Samaria, e 02 tribos ficaram no Sul, Judá e Benjamin, capital Jerusalém. Viveram desastrosamente em torno de 03 séculos assim divididos, até que Nabucodonosor, rei do Império Neobabilonico, acabou com a festa. O Profeta Jeremias, antes mesmo de acontecer o cativeiro vinha desesperadamente alertando ao povo desta invasão e do cativeiro. Jr.25.1-11 A palavra que veio a Jeremias acerca de todo o povo de Judá no quarto ano de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá (que é o primeiro ano de Nabucodonosor, rei de babilônia), A qual anunciou o profeta Jeremias a todo o povo de Judá, e a todos os habitantes de Jerusalém, dizendo: Desde o ano treze de Josias, filho de Amom, rei de Judá, até o dia de hoje, período de vinte e três anos, tem vindo a mim a palavra do SENHOR, e vo-la tenho anunciado, madrugando e falando; mas vós não escutastes. Também vos enviou o SENHOR todos os seus servos, os profetas, madrugando e enviando-os, mas vós não escutastes, nem inclinastes os vossos ouvidos para 3  


ouvir, Quando diziam: Convertei-vos agora cada um do seu mau caminho, e da maldade das suas ações, e habitai na terra que o SENHOR vos deu, e a vossos pais, para sempre. E não andeis após outros deuses para os servirdes, e para vos inclinardes diante deles, nem me provoqueis à ira com a obra de vossas mãos, para que não vos faça mal. Porém não me destes ouvidos, diz o SENHOR, mas me provocastes à ira com a obra de vossas mãos, para vosso mal. Portanto assim diz o SENHOR dos Exércitos: Visto que não escutastes as minhas palavras, Eis que eu enviarei, e tomarei a todas as famílias do norte, diz o SENHOR, como também a Nabucodonosor, rei de babilônia, meu servo, e os trarei sobre esta terra, e sobre os seus moradores, e sobre todas estas nações em redor, e os destruirei totalmente, e farei que sejam objeto de espanto, e de assobio, e de perpétuas desolações. E farei desaparecer dentre eles a voz de gozo, e a voz de alegria, a voz do esposo, e a voz da esposa, como também o som das mós, e a luz do candeeiro. E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de babilônia setenta anos. E o cativeiro aconteceu exatamente como o Profeta vinha dizendo, Nabucodonosor invade e anexa ao seu Império o Reino do Norte (Israel) destrói tudo e deporta todos os homens capazes para guerra ou serviço na corte. O Reino do Sul (Judá) negocia com Nabucodonosor e não é invadido, só que, 11 anos depois, Rei Zedequias quebra o acordo (traiu a Nabucodonosor) e Jerusalém também é invadida e tudo é destruído, inclusive o Templo e todos os utensílios do Templo foram levados para Babilônia. Com as deportações foram 03 profetas: os jovens Daniel, Ezequiel e Obadias, não podemos esquecer os 03 amigos de Daniel: Hananias, Misael e Azarias. Uma pratica comum era aproveitar a aptidão dos deportados, tanto Daniel como de seus 03 amigos, foram selecionados para servirem na corte, e para isto seus nomes foram trocados: Daniel para Beltessazar; Hananias - Sadraque;, Misael - Mesaque e Azarias – Abednego (Dn.1.). Estes três amigos citados são aqueles que não se curvaram diante da estatua de ouro do rei, e por isto foram lançados em uma fornalha e o SENHOR os livrou. (Dn.3.8-25). A vida de um deportado não era fácil o único direito que eles tinham era trabalhar. Daniel depois de injustiçado e preso por varios anos DEUS o usava com dom de interpretar sonhos, até que o poderoso rei tem um terrível sonho que nenhum sábio da corte foi capaz de interpretar, o jovem Daniel é lembrado e chamado, o sonho do rei mostrava a sua decadência (Dn.4.4-37) que se concretizou. Nabucodonosor é acometido por uma doença (licantropia) que é uma forma de demência na qual o paciente se julga um animal inferior e vive como tal. O 4  


poderoso rei julgava-se ser um boi. Tudo exatamente como o Profeta o tinha alertado, Daniel a esta altura já não era mais jovem. Nabucodonosor morre no ano 562 a.C., portanto reinou 41 anos dos 70 profetizados pelo Profeta Jeremias. Assume um de seus filhos e o poderoso Império Babilônico começa entrar em decadência. É nomeado como príncipe regente da Babilônia Belsazar , neto de Nabucodonosor (Dn.5), e este com uma desastrosa administração e em um determinado momento dá uma grande festa em seu palácio usando todos os utensílios retirados do Templo de Jerusalém, com esta sua atitude ele sela o fim do poderoso Império Babilônico. Foi nesta festa que DEUS se manifestou em forma de um dedo humano escrevendo algo na parede, que nenhum sábio soube interpretar. Entra em sena novamente o velho Profeta Daniel e faz a interpretação anunciando o fim do Império Babilônico. Naquela mesma noite, Belsazar é morto. Quando lemos Dn.5.30,31 vemos que Dario, o meda, assume o reinado e talvez tenha sido nomeado por Ciro o rei do Império Persa. Dario ao assumir dividiu o então Império Babilônico em 120 províncias e nomeia o experiente e respeitado Daniel como um de seus ministros para supervisionar um grupo de províncias, isto despertou um grande ciúme nos demais assessores que tramaram um plano para tirar a vida do velho Profeta. Dn.6.4-9: “Então os presidentes e os príncipes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. Então estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a acharmos contra ele na lei do seu Deus. Então estes presidentes e príncipes foram juntos ao rei, e disseram-lhe assim: O rei Dario, vive para sempre! Todos os presidentes do reino, os capitães e príncipes, conselheiros e governadores, concordaram em promulgar um edito real e confirmar a proibição que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões. Agora, pois, ó rei, confirma a proibição, e assina o edito, para que não seja mudado, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar. Por esta razão o rei Dario assinou o edito e a proibição.” Daniel que era um homem de muita oração não se intimidou e continuou orando a DEUS como sempre fazia. Dn.6.10: Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se 5  


punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.” Por esta atitude Daniel foi denunciado e atirado na cova dos leões e assim como o SENHOR livrara há muito anos atrás seus 03 amigos da fornalha de Nabucodonosor, DEUS também o livra das garras dos famintos leões. (Dn.6.16-24) Por esta ocasião, é possível que Daniel tivesse entre 80 e 90 anos e mesmo assim não deixava de examinar os rolos do Profeta Jeremias e concluiu que os 70 anos de cativeiro, previsto pelo Profeta Jeremias estava chegando ao fim. Dn.9.1,2 No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus, No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos. Daniel fizera o seguinte calculo: Subtraiu do ano da 1ª invasão de Nabucodonosor - 604 a.C. do ano da posse de Dario - 539 a.C. concluiu que só faltavam 05 anos para por fim ao cativeiro. Estes cálculos são confirmados com da historia secular. Diante destes cálculos o velho profeta, como sempre fazia se dirige a DEUS mais uma vez. Penso eu que esta foi a mais linda oração de suplicas que alguém tenha feito na face da terra: O texto é longo, mas vejam como devemos orar a DEUS. Dn.9.3-19 E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza. E orei ao SENHOR meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; Pecamos, e cometemos iniqüidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra. A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós a confusão de rosto, como hoje se vê; aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, e a todo o Israel, aos de perto e aos de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas rebeliões que cometeram contra ti. O Senhor, a nós pertence a confusão de rosto, aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, porque pecamos contra ti. Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia, e o perdão; pois nos rebelamos 6  


contra ele, E não obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas. Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se para não obedecer à tua voz; por isso a maldição e o juramento, que estão escritos na lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós; porque pecamos contra ele. E ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós, e contra os nossos juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós um grande mal; porquanto debaixo de todo o céu nunca se fez como se tem feito em Jerusalém. Como está escrito na lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não suplicamos à face do SENHOR nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniqüidades, e para nos aplicarmos à tua verdade. Por isso o SENHOR vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós; porque justo é o SENHOR, nosso Deus, em todas as suas obras, que fez, pois não obedecemos à sua voz. Agora, pois, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e ganhaste para ti nome, como hoje se vê; temos pecado, temos procedido impiamente. O Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte; porque por causa dos nossos pecados, e por causa das iniqüidades de nossos pais, tornou-se Jerusalém e o teu povo um opróbrio para todos os que estão em redor de nós. Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor. Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. O Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome. Se seguirmos o texto veremos claramente que ele ainda nem tinha terminado sua oração da tarde quando DEUS lhe responde e o alerta: Dn.9.22-27 (NVI) enquanto eu ainda estava em oração, Gabriel, o homem que eu tinha visto na visão anterior, veio a mim, voando rapidamente para onde eu estava, à hora do sacrifício da tarde. Ele me instruiu e me disse: Daniel, agora vim para dar-lhe percepção e entendimento.

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Assim que você começou a orar, houve uma resposta, que eu lhe trouxe porque você é muito amado. Por isso, preste atenção à mensagem para entender a visão: ou seja, a coisa não terminou Daniel, o povo tem muito o que fazer e o Anjo continuou: Setenta semanas estão decretadas para o seu povo e sua santa cidade para acabar com a transgressão, para dar fim ao pecado, para expiar as culpas, para trazer justiça eterna, para cumprir a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo. Saiba e entenda que a partir da promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém até que o Ungido, o líder, venha, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas. Ela será reconstruída com ruas e muros, mas em tempos difíceis. Depois das sessenta e duas semanas, o Ungido será morto, e já não haverá lugar para ele. A cidade e o lugar santo serão destruídos pelo povo do governante que virá. O fim virá como uma inundação: Guerras continuarão até o fim, e desolações foram decretadas. Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta. E numa ala do templo será colocado o sacrilégio terrível, até que chegue sobre ele o fim que lhe está decretado. Estas “70 semanas” profetizadas só podem ser entendidas a luz de dois textos, e nos faremos as 02 leituras na Nova Versão Internacional (NVI) da Biblia. Lv.25.8 Contem sete semanas de anos, sete vezes sete anos; essas sete semanas de anos totalizam quarenta e nove anos.

Ez.4.7 durante quarenta dias, tempo que eu determinei para você, um dia para cada ano. Olhe para o cerco de Jerusalém e, com braço desnudo, profetize contra ela. Na nossa próxima aula, vamos desdobrar estas polemicas “70 Semanas de Daniel. E que o ESPIRITO SANTO continue nos dando saúde e disposição para nos debruçarmos sobre “Sua Palavra”. AMEM. Diácono Pedro Eduardo Corona Igreja Batista Link Church – London –UK - 2012

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Aula 12: Grande Tribulação  

Decima primeira aula

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