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Publicação mensal dos Sinepes, Anaceu, Consed, ABMES, Abrafi, ABM, Fundação Universa e Sieeesp

www.linhadireta.com.br Um convite diário para fortalecer a educação

EDIÇÃO 156 ANO 14 - MARÇO 2011

Prioridade

Formação

O que falta para uma educação de qualidade?

Seja um consultor em gestão escolar

Luiza Almendra

Tobias Ribeiro


editorial

www.linhadireta.com.br Não resta dúvida de que vivemos a Era Digital e de que a internet mudou o mundo. Segundo a Pingdom – uma empresa de monitoramento on-line que compilou diversas pesquisas e estatísticas sobre a internet no mundo em 2010 (resultados divulgados no site da revista Exame) –, em junho de 2010, éramos 1,97 bilhão de usuários da web e 1,88 bilhão de usuários de e-mail. E, por meio de 2,9 bilhões de contas (25% delas corporativas), foram enviados 107 trilhões de mensagens, uma média de 294 bilhões por dia. Até dezembro de 2010, existiam 255 milhões de sites no mundo e 152 milhões de blogs na rede. Com esses números, não é de se estranhar que a internet seja considerada uma das grandes inovações contemporâneas e o principal veículo de comunicação utilizado em todo o mundo. Pensando nisso, a Linha Direta reformulou todo o seu site e, mais uma vez, inovou, criando a Linha Direta Digital. A nossa intenção é produzir uma revista de educação diária, com a participação de educadores e consultores. Para conhecer todos os detalhes, leia a reportagem nas páginas 18 a 21 e visite nosso novo Portal.

No hay dudas de que vivimos en la Era Digital y que la internet cambió el mundo. Según la Pingdom – una empresa de seguimiento on-line que compiló diversas pesquisas y estadísticas sobre la internet en el mundo en 2010 (resultados divulgados en el site de la revista Exame) –, en junio de 2010, éramos 1,97 billón de usuarios de la web y 1,88 billón de usuarios de e-mail, y por medio de 2,9 billones de contas (25% de ellas corporativas) fueron enviados 107 trillones de mensajes, un promedio de 294 billones por día. Hasta diciembre de 2010, existían 255 millones de sites en el mundo y 152 millones de blogs en la red. Con estos números, no es de extrañarse que la internet sea considerada una de las grandes innovaciones contemporáneas y el principal vehículo de comunicación utilizado en todo el mundo. Pensando en esto, Linha Direta reformuló todo su site y, una vez más, innovó, creando Linha Direta Digital. Nuestro proposito es producir una revista de educación diaria, con la participación de educadores y consultores. Para conocer todos los detalles, lea el reportaje en las páginas 18 a 21 y visite nuestro nuevo Portal.

Marcelo Chucre da Costa Presidente da Linha Direta

Marcelo Chucre da Costa Presidente de Linha Direta

Presidente Marcelo Chucre da Costa Diretora Executiva Laila Aninger Editora Jeane Mesquita – MG 09098 JP Designer gráfico Rafael Rosa Revisão Liza Ayub Tradução/Revisão espanhol Gustavo Costa Fuentes - RFT1410 Consultor Editorial Ryon Braga Consultor de Responsabilidade Socioambiental Marcus Ferreira Consultor em Gestão Estratégica e Responsabilidade Social Marcelo Freitas Consultora para o Ensino Superior Maria Carmem T. Christóvam

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Revista Revista LinhaLinha DiretaDireta

Conselho consultivo Ademar B. Pereira Presidente do Sinepe/PR – Curitiba Airton de Almeida Oliveira Presidente do Sinepe/CE Amábile Pacios Presidente do Sinepe/DF Antônio Eugênio Cunha Presidente do Sinepe/ES Antônio Lúcio dos Santos Presidente do Sinepe/RO Átila Rodrigues Presidente do Sinepe/Triângulo Mineiro Benjamim Ribeiro da Silva Presidente do Sieeesp Cláudia Regina de Souza Costa Presidente do Sinepe/RJ Emiro Barbini Presidente do Sinep/MG Fátima Turano Presidente do Sinepe/NMG Gabriel Mario Rodrigues Presidente da ABMES Gelson Menegatti Filho Presidente do Sinepe/MT Hermes Ferreira Figueiredo Presidente do Semesp Ivana de Siqueira Diretora da OEI em Brasília Ivo Calado Asepepe

Jorge de Jesus Bernardo Presidente da Abrafi e do Semesg José Augusto de Mattos Lourenço Presidente da Fenep José Carlos Barbieri Presidente do Sinepe/NOPR José Carlos Rassier Secretário nacional da ABM José Nunes de Souza Presidente do Sinepe/PI Krishnaaor Ávila Stréglio Presidente do Sinepe/GO Manoel Alves Presidente da Fundação Universa Marco Antônio de Souza Presidente do Sinepe/NPR Marcos Antônio Simi Presidente do Sinepe/Sul de Minas Maria Auxiliadora Seabra Rezende Presidente do Consed Maria da Gloria Paim Barcellos Presidente do Sinepe/MS Miguel Luiz Detsi Neto Presidente do Sinepe/Sudeste/MG Natálio Dantas Presidente do Sinepe/BA Nelly Falcão de Souza Presidente do Sinepe/AM Odésio de Souza Medeiros Presidente do Sinepe/PB

Osvino Toillier Presidente do Sinepe/RS Paulo Antonio Gomes Cardim Presidente da Anaceu Suely Melo de Castro Menezes Vice-presidente do Sinepe/PA Thiers Theófilo do Bom Conselho Neto Presidente da Fenen Victor Maurício Nótrica Presidente do Sinepe/Rio Pré-Impressão e Impressão Rona Editora – 31 3303-9999 Tiragem: 20.000 exemplares

A Linha Direta, consciente das questões sociais e ambientais, utiliza, na impressão desse material, papéis certificados FSC (Forest Stewardship Council). A certificação FSC é uma garantia de que a matéria-prima advém de uma floresta manejada de forma ecologicamente correta, socialmente adequada e economicamente viável. Impresso na RONA EDITORA Ltda – Certificada na Cadeia de Custódia – FSC.

As ideias expressas nos artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não representam, necessariamente, a opinião da Revista. Os artigos são colaborativos e podem ser reproduzidos, desde que a fonte seja citada.

(31) 3281-1537 www.linhadireta.com.br


contexto

A

qualidade da educação é tema recorrente nas discussões de educadores, políticos, comunicadores e sociedade em geral. Para muitos, é a meta número 1. Mas o que essa educação precisa contemplar? E, talvez, o mais importante: o que fazer para que ela, efetivamente, aconteça? Quem fala sobre o assunto é a professora Luiza Almendra, diretora acadêmica do Ensino Fundamental do Colégio Bahiense e Sistema Bahiense de Ensino. Confira!

O que falta para termos uma educação de qualidade no Brasil?

Educadores, políticos, sociedade em geral, todos clamam por uma educação de qualidade. Mas que educação seria essa? Não existe fórmula ou modelo único para uma educação de qualidade. O processo educacional é complexo, envolve inúmeras premissas básicas com o objetivo de promover o desenvolvimento das características humanas, da capacidade intelectual, das atitudes éticas e morais para garantir o acesso, a compreensão e o uso das possibilidades concedidas a cada um através do conhecimento, de forma crítica e ética. Assim como o saber, a qualidade é um conceito que deve ser construído e reconstruído sempre. O professor é a peça-chave desse processo, e não a única. É preciso investir na formação e na valorização dele. Para que a educação cumpra seu papel, é necessário que ela ocupe o lugar central nas discussões das políticas públicas, tornando contínuas e efetivas as ações planejadas.

Luiza Almendra, professora e diretora acadêmica do Ensino Fundamental do Colégio Bahiense e Sistema Bahiense de Ensino

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Você acredita que as escolas brasileiras estão preparadas para esse cenário? As escolas brasileiras estão inseridas em um universo amplo no


âmbito nacional. Existem vários cenários a serem considerados, a partir da própria imensidão do nosso território e das diferentes ações empregadas. Percebemos que a rede pública de ensino, de modo geral, está longe de apresentar resultados próximos ao satisfatório no cumprimento do mínimo esperado. Sem esse mínimo, é absolutamente inviável esperarmos que as escolas brasileiras estejam preparadas para o desenvolvimento de uma educação de qualidade. Paralelamente a esse cenário público desanimador, percebemos que, na rede privada de ensino, há um grande esforço na luta para o desenvolvimento de um ensino de qualidade. A aplicação e a consolidação de práticas inseridas em seus planos políticos pedagógicos, o investimento nos profissionais e na tecnologia, assim como a efetividade nas ações, buscando sempre a melhoria nos resultados e na formação do aluno, destoam a rede privada de ensino da rede pública. Muito se fala que o governo precisa destinar mais recursos ao setor. Mas isso basta? Não, não basta. Certamente os recursos destinados ao setor educacional estão muito aquém do necessário. Este investimento é primordial, e não único. Porém, é essencial um conjunto de atitudes que fortaleçam a educação. Deve ser uma conjunção de interesses e atitudes, visando ao maior patrimônio que um país pode ter – o conhecimento adquirido por seu povo, a articulação das ideias. O planejamento, as metas e as estratégias estabelecidas com seriedade e determinação, priorizando o setor educacional na política pública, aliado ao desempenho de profis-

sionais envolvidos e competentes são imprescindíveis para o sucesso, além dos recursos. Na sua opinião, o Brasil tem condições de atingir patamares mais elevados na educação? Sim. É necessário que o desafio de incluir a educação nos programas mais amplos de desenvolvimento do país seja levado a sério. Bom nível educacional é fundamental, e isso precisa estar inserido nas mentes que comandam nossa nação.

os modelos utilizados podem, ou não, atingir resultados satisfatórios, dependendo da forma como são trabalhados na prática das escolas brasileiras. Acredito que qualquer tentativa de mudança é sempre válida quando percebemos que o utilizado não alcança os resultados pretendidos para o avanço do país. Porém, mudar sem buscar a excelência do que já se tem como modelo é inócuo. Precisamos aprimorar o que já está há anos em desenvolvimento, de forma séria e competente.

O que falta para chegarmos lá?

Qual a filosofia do Sistema Bahiense de Ensino?

Fazer com que a educação seja realmente vinculada ao desenvolvimento da sociedade; integrá-la a políticas mais amplas de desen-

Um tripé sustenta a filosofia do Sistema Bahiense de Ensino: informação, conhecimento e saber. Através da informação, transforma-se o

Fazer com que a educação seja realmente vinculada ao desenvolvimento da sociedade; integrá-la a políticas mais amplas de desenvolvimento do país... volvimento do país, de forma séria e perseverante. Os planos de ação e as metas educacionais precisam sair da superficialidade e alcançar patamares elevados na política de desenvolvimento. É imprescindível que o governo valorize os professores, visando à melhoria das condições de vida e ao crescimento do país através da educação. É necessário haver uma mudança de paradigma? É necessário ter coragem e determinação, seja para a manutenção ou mudança de paradigmas, seja para a valorização da nossa cultura. Apesar de muito se discutir, pouco é o avanço no setor educacional. Percebemos que

conhecimento e multiplica-se o saber. Nosso material não engessa o professor, mas orienta e conduz a uma transversalidade dos conteú­ dos, que permite uma integração das diferentes disciplinas, desenvolvendo e valorizando o saber, intervindo com responsabilidade, espírito crítico e competência. Nossa filosofia se apresenta na prática pedagógica cotidiana, em que os professores concretizam a orientação metodológica definida para essa proposta curricular, permitindo o pleno desenvolvimento dos assuntos que devem ser trabalhados, valorizando o saber de maneira crítica e dinâmica. ¢ www.sistemabahiense.com.br

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capa

Linha Direta Digital

Um convite diário para fortalecer a educação

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amanho crescimento editorial e de distribuição vivenciado pela Revista Linha Direta, nos últimos anos, suscitou a criação da Linha Direta Digital, que chega para acompanhar as tendências de um mundo tecnológico e, também, atender ao interesse crescente de educadores e especialistas em discutir a educação em nosso país e contribuir com a sua melhoria. A Linha Direta Digital é uma das novidades do novo portal – www.linhadireta.com.br –, no ar desde o final do mês de fevereiro, totalmente reformulado e de “cara nova”.

Dicas de navegação Confira, aqui, algumas dicas para você se inteirar das funcionalidades do novo Portal da Linha Direta, agora mais dinâmico, interativo e cheio de novidades

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Para conhecer um pouco mais sobre a nossa história, você pode acessar a apresentação da empresa no menu Institucional >> A Linha Direta


pria edição da Revista. Ele permite a leitura de cada texto selecionado e ainda oferece as opções de imprimir, enviar por e-mail ou salvar. Para download e reprodução dos artigos publicados, tanto na Linha Direta impressa quanto na digital, a fonte deve ser citada.

“Na revista impressa, devido à limitação de espaço, muitas vezes, torna-se inviável atender à demanda de educadores e consultores que querem participar do processo de construção da Revista através do envio de artigos, relatos de experiências, entrevistas e demais conteúdos que estão em sintonia com a linha editorial da publicação. Na versão on-line, é possível publicar uma maior quantidade de textos em menor espaço de tempo”, diz a editora da Revista, Jeane Mesquita.

A revista impressa continua em crescimento e, a partir desta edição, os leitores poderão observar algumas alterações em seu projeto gráfico. “É preciso mantê-la em sintonia com a dinâmica do mundo contemporâneo, em constante movimento”, explica o designer gráfico Rafael Rosa.

No Portal, cada visitante poderá selecionar os textos de acordo com seus interesses de leitura, ou seja, cada um poderá montar a sua pró-

A editora ressalta a importância da participação da comunidade acadêmica na produção do novo veículo. “A participação dos leitores na produção da Linha Direta Digital será o grande diferencial”, afirma.

Para saber mais sobre cada uma das editorias, as regras para publicação, assim como formato do arquivo e forma de envio, acesse o Manual de Publicação, que está disponível para download no Portal. Para que seja publicado, o material enviado deverá estar de acordo com o perfil editorial da Revista (impressa e digital), seguindo

Para ter acesso a todas as informações referentes a artigos e anúncios, faça o download do Manual de Publicação no menu Revista >> Manual de Publicação

as normas de publicação. Quando necessário, o texto será submetido à análise do Conselho Editorial.

Novo portal O volume de informações que são geradas e/ou consumidas diariamente no mundo cresceu exponencialmente ao longo dos últimos anos. E a maior responsável por isso é a internet. “O novo portal nasceu de uma decisão da Linha Direta de estar mais alinhada aos benefícios proporcionados pelos meios eletrônicos”, relata a diretora executiva, Laila Aninger. E são esses mesmos meios que permitirão uma maior aproximação com os parceiros e leitores, que poderão ter acesso a informações diárias através do Twitter (@linha_direta) e do Facebook (Linha Direta) e, também, acompanhar reflexões e artigos através do blog e das colunas assinadas por educadores e consultores que estão hospedados no Portal. “A internet trouxe ferramentas que possibilitaram uma revolução na comunicação entre as pessoas em todo o mundo, como as redes sociais e os comunicadores instantâneos, e nós não queremos ficar fora de tudo isso”, completa Laila Aninger.

E se você tem interesse em participar da produção da Linha Direta impressa, envie seu artigo ou reportagem para a redação da Revista. Para isso, basta acessar o menu Revista >> Envio de material

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Composição sob imagem Stephen Orsillo

A Linha Direta Digital não será uma reprodução da revista impressa. Também não veio para substituíla, pelo contrário, veio torná-la ainda mais forte. Apesar de seguir os mesmos padrões, com os seis pilares – Conhecimento, Inovação, Tecnologia, Gestão, Gestão Pública e Espaço Ibero-americano –, permitirá aos leitores acessar, de forma mais fácil e ágil, os artigos publicados, além de textos inéditos em cada um dos pilares, artigos de colunistas, vídeos e podcasts de assuntos de interesse da comunidade acadêmica.


Outra forma de aproximação da Linha Direta com os parceiros é através do link Em dia com a nossa parceria. Através de login e senha, cada parceiro terá a sua página individual e, a qualquer instante, poderá ter acesso a todas as ações envolvidas na parceria, tais como a publicação mensal dos anúncios, artigos e entrevistas na Revista impressa, as peças encartadas, o calendário de eventos, assim como as condições especiais de participação neles, a divulgação de eventos dos parceiros e a articulação de parcerias, reuniões agendadas, entre outras. “Queremos estreitar nossa relação com os parceiros, proporcionando maior visibilidade e valor agregado. Teremos uma comunicação mais direta e diária através do link Em dia com a nossa parceria”, reitera o presidente, Marcelo Chucre. Uma série de outros serviços também foi agregada ao Portal, visando intensificar o relacionamento com os parceiros, os mantenedores das instituições de ensino, os gestores e educadores, as entidades representativas, as secretarias de educação, as prefeituras e os organismos internacionais, tais como a Unesco, a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e a Rede

de Informação Tecnológica LatinoAmericana (Ritla).

Linha Direta Itinerante Outra novidade é a Linha Direta Itinerante. Um projeto inédito que também irá beneficiar os parceiros da Linha Direta. Um estande itinerante poderá ser levado aonde for de interesse do parceiro – congressos, feiras ou seminários –, em qualquer lugar do Brasil, transformando-se em salas para apresentação de produtos e/ou serviços, exposições, promoção de oficinas, palestras e apresentações diversas, incluindo programações lúdicas e culturais, com conteúdos socioambientais para valorização de sua marca, por exemplo. Uma carreta se transforma em uma área multiuso de 90m², que pode ser dividida em até quatro salas, ao mesmo tempo. Será uma nova forma de experience marketing, possível através de uma parceria entre a Linha Direta e a Verde&Azul, uma empresa do Grupo Asas especializada em soluções para eventos corporativos. Marcus Ferreira, diretor da Asas Produções, explica que a Linha

Para publicar seu texto na Linha Direta Digital, acesse o nosso Portal no menu Linha Direta Digital >> Como participar

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Direta Itinerante, ambientada em uma inovadora Unidade Móvel de Eventos – única no Brasil –, garante segurança, flexibilidade e conforto na realização de atividades itinerantes. “São vários formatos: estande, salas climatizadas, palco, etc., e com tecnologia embarcada suficiente para montagens em até quatro horas. A UME garante ótima qualidade para os eventos educacionais e proporciona um grande impacto visual e excelente retorno aos eventuais patrocinadores das atividades”, afirma. Segundo ele, a parceria com a Linha Direta se deu para disponibilizar aos parceiros as melhores condições para a realização de eventos educacionais, culturais e socioambientais, sejam eles com conteúdos próprios (dos parceiros da Linha Direta) ou com produções e atrações já desenvolvidas e testadas: espetáculos teatrais, projetos de educação patrimonial, exposições artísticas, iniciativas de formação para construção da sustentabilidade, etc. Na próxima edição da Linha Direta, você poderá conferir a entrevista completa com o diretor da Asas Produções, Marcus Ferreira, com mais informações sobre a Linha Direta Itinerante.

Para divulgar o seu evento no nosso Portal, preencha o formulário no menu Eventos >> Divulgue seu evento


Há quase 15 anos, a Linha Direta vem consolidando sua atuação no mercado educacional, com foco na prestação de serviços de consultoria e no desenvolvimento de parcerias que ampliem sua abrangência. A Revista Linha Direta é o canal de comunicação direto com as instituições particulares de ensino (da Educação Infantil ao Ensino Superior), entidades representativas, organismos internacionais, órgãos governamentais e secretarias de educação de todo o Brasil. Ao longo dos anos, a Revista vem ampliando sua linha editorial e, hoje, conta com seis pilares – Conhecimento, Inovação, Tecnologia, Gestão, Gestão Pública e Espaço Ibero-americano. Este último, uma seção bilíngue (português-espanhol), traz textos de especialistas em educação da Ibero-América. Com isso, por meio de uma parceria com a OEI, a Revista Linha Direta passou a ser distribuída nos 22 países da Ibero-América: Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Guiné Equatorial, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Além disso, seu projeto gráfico também foi reformulado. “O novo layout foi estruturado para permitir diversas configurações dos elementos dentro da página, valorizando o impacto visual e proporcionando uma leitura mais leve”, explica o designer gráfico Rafael Rosa, que é o profissional responsável pelo projeto. ¢

Para os nossos parceiros acessarem a sua página individual, basta ir ao menu Parceiros >> Em dia com Nossa Parceria e indicar login e senha

E as empresas que ainda não fazem parte desta grande rede em benefício da educação podem acessar o menu Relacionamento >> Seja nosso parceiro e preencher o formulário

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Aidasonne

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espaço ibero-americano

espacio iberoamericano

Una mirada chilena sobre la educación “U

n siglo XX preocupado por la igualdad de oportunidades tuvo como objetivo político que todos vayan a la escuela, pero la calidad del proceso enseñanza/aprendizaje no fue una preocupación principal”. La afirmación es de Francisco Claro Huneeus, decano de la Facultad de Educación de la Pontificia Universidad Católica de Chile. Él cree que si se duplica el número de niños que hay que atender, también es necesario duplicar el número de maestros que enseñan. Pero, el reto es desarrollar buenos profesores, tema que Huneeus irá a abordar en su ponencia en el GEduc – IX Congresso Brasileiro de Gestão Educacional & I Congresso Internacional de Gestão Educacional, que acontecerá entre los días 23 y 25 de marzo, en San Pablo. Vea más en www.humus.com.br/geduc. ¡Confiera la entrevista! ¿Cómo un científico, un físico, es hoy decano de una facultad de educación? Desde el punto de vista de la gestión, las diversas facultades de una universidad tienen mucho en común. Si hay un proyecto institucional, un plan de desarrollo de la unidad, la misión del decano es hacer que ese plan se cumpla. Llevo varias décadas dedicado a la universidad y la conozco bien en sus fortalezas y debilidades. Sí, pero ¿no es más natural que el decano de educación sea un profesor de esa misma facultad? Por supuesto. También uno esperaría que el decano de una Facultad de Medicina fuese un médico. Sin embargo, hay diferencias. Mientras medicina es una carrera altamente especializada, que apoya su pensar en una ciencia dura, la biología, en educación no existe una estricta base disciplinar, tratándose más bien de la convergencia de numerosos saberes fundamentales, la psicología, el lenguaje, la filosofía, la didáctica, las neuro-

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Um olhar chileno sobre a educação

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m século XX preocupado com a igualdade de oportunidades teve como objetivo político que todos fossem à escola, mas a qualidade do processo de ensino/aprendizagem não foi uma preocupação importante.” A afirmação é de Francisco Claro Huneeus, diretor da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Chile. Ele acredita que, se duplicarem o número de crianças a serem atendidas, também é necessário dobrar o número de professores para ensiná-las. Mas o desafio é desenvolver bons professores, tema que Huneeus irá abordar em sua palestra no GEduc – IX Congresso Brasileiro de Gestão Educacional & I Congresso Internacional de Gestão Educacional, que acontece entre os dias 23 e 25 de março, em São Paulo. Veja mais em www.humus.com.br/geduc. Confira a entrevista! Como um cientista, um físico, é, hoje, diretor de uma faculdade de educação? Do ponto de vista da gestão, as diversas faculdades de uma universidade têm muito em comum. Se há um projeto institucional, um plano de desenvolvimento da unidade, a missão do diretor é fazer com que este plano seja cumprido. Tenho várias décadas dedicadas à universidade e a conheço bem em seus pontos fortes e fracos.


ciencias. Usando una analogía musical, formar un médico es como formar un pianista, mientras formar a un educador es como formar un director de orquesta, que debe conocer varios instrumentos a la vez ¡incluido el piano! ¿Cuál es el aporte específico que puede hacer un físico a esa facultad? La física se ha desarrollado mucho en Chile en los últimos 40 años, y hoy sus estándares de trabajo son muy altos. No ha ocurrido lo mismo en educación, y lo que un científico puede aportar es elevar las expectativas de desempeño académico, asemejar las exigencias a las que hoy existen en las ciencias. ¿Cuáles han sido sus principales impresiones en este periodo? He llegado a la conclusión que si bien el siglo XX tuvo grandes logros en satisfacer el derecho de que todo niño tenga una escuela donde formarse, no supo acompañar este esfuerzo con la debida calidad de la oferta educacional. Lo que se descuidó es lo que pasa en la escuela donde ese niño llega, cómo emplea su tiempo. ¿Qué específicamente? Si se duplica el número de niños que hay que atender, es necesario duplicar el número de maestros que enseñan. En 1920, asistían a las escuelas alrededor de 200.000 niños en Chile. En 2000, ya eran tres millones y medio, un aumento no al doble, sino 17,5 veces en apenas 80 años. En el mismo lapso de tiempo, el país debió reclutar el mismo aumento de docentes y, hacer esto último bien, era un desafío inmenso que se cumplió sin el control de calidad que la tarea de educar requiere. ¿Y cuál es la causa de haber desatendido esta necesidad? A mi juicio tiene que ver con la forma en que se gestan las políticas públicas, que privilegia las grandes urgencias sociales, y los logros de corto plazo. Un siglo XX preocupado por la igualdad de oportunidades tuvo como objetivo político que todos vayan a la escuela, pero la calidad del proceso enseñanza/aprendizaje no fue una preocupación principal sino más bien secundaria. La educación de calidad es muy cara, y durante el siglo XX nues-

Francisco Claro, decano de la Facultad de Educación de la Pontificia Universidad Católica de Chile // Francisco Claro, diretor da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Chile

Sim, mas não é natural que este diretor seja um professor da própria Faculdade de Educação? Claro. Também seria de se esperar que o diretor de uma Faculdade de Medicina fosse um médico. No entanto, existem diferenças. Enquanto medicina é uma profissão altamente especializada, que apoia seu conhecimento em uma ciência dura – a biologia, em educação não existe uma base disciplinar restrita, mas sim a convergência de numerosos saberes fundamentais: a psicologia, a linguagem, a filosofia, a didática, as neurociências. Utilizando uma analogia musical: formar um médico é como formar um pianista, enquanto formar um educador é como formar um diretor de orquestra, que deve conhecer vários instrumentos de uma só vez, incluindo o piano. Qual é a contribuição específica que pode dar um físico a esta faculdade? A Física desenvolveu-se muito no Chile nos últimos 40 anos e, hoje, seus padrões de trabalho são mui-

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to altos. Não ocorreu o mesmo na educação. Dessa forma, um cientista pode contribuir ao elevar as expectativas com relação ao desempenho acadêmico, assemelhando-o às exigências que existem nas ciências.

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tras economías estuvieron urgidas por necesidades muy básicas: dar techo, alimento y abrigo a los más pobres. En ese contexto, invertir lo necesario en educación debió parecer un lujo imposible, además con escasos dividendos políticos.

... formar a un educador es como formar un director de orquesta... // ... formar um educador é como formar um diretor de orquestra...

¿Qué responsabilidad le cabe a la universidad en la calidad de la educación? La universidad aporta una mirada crítica a la educación a través de la investigación, y forma profesores. En lograr profesores de calidad la universidad tiene la mitad de la responsabilidad. La otra mitad la tiene el Estado, que debe crear las condiciones para que quienes postulan a las carreras de pedagogía estén entre los jóvenes más capaces. La universidad tiene luego la obligación de darles una formación desafiante, lograr que dominen las materias a enseñar, y tengan las habilidades para transmitir bien en la escuela dichos contenidos.

Quais foram as suas principais impressões neste período? Embora o século XX tenha tido grandes conquistas ao atender o direito de toda criança ter uma escola para formar-se, não conseguimos acompanhar este esforço com a devida qualidade da oferta educacional. Descuidou-se do que acontece na escola quando a criança chega, ou seja, como emprega seu tempo. O que especificamente? Se duplicar o número de crianças que precisam ser atendidas, será necessário dobrar também o número de professores para ensiná-las. Em 1920, as escolas assistiam em torno de 200.000 crianças no Chile. Em 2000, já eram três milhões e meio, um aumento não do dobro, mas de 17,5 vezes em apenas 80 anos. No mesmo período, o país teve que recrutar a mesma proporção de professores e fazê-lo muito bem, um desafio imenso que se cumpriu sem o controle de qualidade que a tarefa de educar requer. E qual é a causa de ter negligenciado essa necessidade? Na minha opinião, tem a ver com a forma como se concebem as políticas públicas, que privilegiam as grandes emergências sociais e as realizações de curto prazo. Um século XX preocupado com a igualdade de oportunidades teve como objetivo político que todos fossem à escola, mas a qualidade do processo de ensino/aprendizagem não foi uma preocupação importante. A educação de qualidade é muito cara e, durante o século XX, nossas economias estiveram carentes de necessidades muito básicas: dar alimento e abrigo aos mais pobres. Neste contexto, com escassos dividendos políticos, investir o necessário em educação parecia um luxo impossível.

¿Y lo está haciendo?

Que responsabilidade cabe à universidade quanto à qualidade da educação?

En cuanto a lograr buenos alumnos, la universidad se anticipó al Estado e inició hace un año un

A universidade oferece um olhar crítico sobre a educação, por meio da pesquisa, e forma professo-

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proyecto cuyo objetivo es cambiar la percepción social de lo que significa educar. Se llama Elige Educar (www.eligeeducar.cl) y difunde testimonios de buenos maestros que están orgullosos de su profesión, hacen bien su trabajo, son reconocidos por sus alumnos. Con el apoyo de algunas empresas y del Estado, trata de cambiar la imagen que la gente tiene del profesor y hacer ver su tremenda importancia social.

... cambiar la percepción social de lo que significa educar. // ... mudar a percepção social sobre o que significa educar...

¿Y si se logra atraer a la profesión docente a personas tan capaces ¿cómo la universidad puede asegurarles una buena formación? A través de un curriculum balanceado en contenidos y habilidades pedagógicas, y de un cuerpo docente actualizado, exigente, ojalá activo en investigación. La calidad académica de estos profesores debe ser la misma que existe en buenas escuelas de medicina o ingeniería. Se les debe contratar mediante concursos abiertos, internacionales y muy transparentes en su procedimiento. Y una vez incorporados se les debe exigir mucho porque su responsabilidad es grande. ¿Qué importancia da a la práctica pedagógica en el curriculum? Es lo más importante. Para mi no hay mejor forma de aprender a enseñar que observando e imitando a quienes lo hacen bien. He conocido notables maestros, como el Premio Nobel Richard Feynman, que aprendieron a enseñar sólo a través de la observación y el ejercicio de la docencia. Le doy una importancia principal a la práctica de nuestros alumnos, en escuelas seleccionadas por la calidad de sus maestros. Así como formar un buen médico requiere de muchas horas de aprendizaje en hospitales mirando enfermos y aprendiendo de buenos médicos, también formar a un profesor requiere de mucha observación en escuelas reales. ¢

res. Para a formação de professores de qualidade, a universidade tem a metade da responsabilidade. A outra metade é do Estado, que deve criar as condições para que os candidatos à carreira docente estejam entre os jovens mais capazes. Em seguida, a universidade deve dar a eles uma formação desafiante, para que dominem os conteúdos a ensinar e tenham habilidades para transmiti-los na escola. E o está fazendo? Quanto a formar bons alunos, a universidade se antecipou ao Estado e iniciou, há um ano, um projeto que visa mudar a percepção social sobre o que significa educar, o Elige Educar (www.eligeeducar.cl), o qual difunde depoimentos de bons professores que estão orgulhosos de sua profissão, fazem bem seu trabalho e são reconhecidos por seus alunos. Com o apoio de algumas empresas e do Estado, tenta transformar a imagem que a sociedade tem do professor e valorizar sua enorme importância social. Se conseguir atrair para a profissão docente pessoas tão capazes, como a universidade pode garantir-lhes uma boa formação? Através de um currículo que equilibre conteúdos e habilidades pedagógicas e de um corpo docente atualizado, exigente e voltado para a investigação. A qualidade acadêmica dos professores deve ser a mesma que existe nas boas escolas de medicina ou engenharia. Eles devem ser contratados mediante concursos abertos, internacionais e transparentes em seus procedimentos. E, uma vez incorporados, deve-se exigir muito deles porque sua responsabilidade é grande. Qual a importância da prática pedagógica no currículo? É o mais importante. Para mim, não há melhor modo de aprender a ensinar que observando e imitando quem o faz bem. Tenho conhecido notáveis mestres, como o Prêmio Nobel Richard Feynman, que aprenderam a ensinar apenas por meio da observação e da prática docente. Dou uma importância maior para a prática dos nossos alunos em escolas selecionadas pela qualidade de seus professores. Assim como formar um bom médico requer muitas horas de aprendizagem em hospitais, observando os enfermos e aprendendo com bons médicos, a formação de professores também requer muita observação em escolas reais. ¢

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hipertexto

gestão

Escolar de Qualidade Fundação L’Hermitage abre nova turma para Curso de Formação de Consultores em abril

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m estudo divulgado, recentemente, pela consultoria Mckinsey revela que a forma como os diretores lideram as instituições escolares influencia a qualidade do ensino, entre outros fatores. O estudo Como um sistema escolar de baixo desempenho pode evoluir para tornar-se bom? E como um sistema de bom desempenho pode atingir o nível de excelência? analisou 20 sistemas educacionais pelo mundo e verificou a melhora dos resultados de aprendizagem dos alunos nos últimos anos. Foram identificadas cerca de 600 intervenções dos gestores.

Cenários como esse reforçam a importância de uma gestão escolar eficaz para a melhoria da qualidade da educação no Brasil e no mundo. Para isso, a Fundação L’Hermitage e a Fundación Chile têm concentrado seus esforços no Programa Gestão Escolar de Qualidade. Já bastante disseminado no Chile, o Programa agora vem sendo implantado no Brasil, em 40 escolas da educação básica. Segundo a consultora em qualidade educacional Nilza Eller Barros Leal, de São Paulo, o Programa mobiliza a escola para a busca de melhoria; transforma o modo de gerenciá-la; promove uma cultura de aprendizagem institucional; apresenta uma visão sistêmica dos processos; não produz culpa e nem indica culpados; promove a autoavaliação; desenvolve uma consciência de que todos são responsáveis pelos resultados; melhora a autoestima e a segurança de todos os envolvidos no processo de ensino e de aprendizagem; e organiza a escola. Os profissionais da área de educação interessados em se preparar para realizar consultoria educacional na implantação do Programa podem participar do Curso de Formação de Consultores. A próxima turma terá Revista Linha Direta


início nos dias 5 e 6 de abril. O curso acontece de forma semipresencial, com acompanhamento de um tutor. São 320 horas, sendo 280 horas a distância e 40 horas presenciais, as quais são vivenciadas em três jornadas. Para a próxima turma, essas acontecem nos meses de abril, agosto e novembro. O curso requer um envolvimento de cerca de nove horas semanais durante nove meses. Envolve, também, uma viagem opcional ao Chile, para participação em um seminário internacional de educação e visita às escolas locais, a fim de conhecer as especificidades de seus sistemas de ensino. Para concluir o curso, o consultor deve desenvolver um projeto de gestão e implantá-lo em uma instituição de ensino. Segundo o professor universitário em Campinas, São Paulo, Ednilson José Arendit, que participou do curso, a metodologia utilizada permite aliar aspectos teó­ ricos e práticos. “A necessidade de análise de uma escola real como critério de aprovação permite que o aluno conclua o curso com total conhecimento e domínio para a realização de atividades futuras”, ressalta. “Na instituição em que implementei o Programa, o trabalho foi envolvente, culminando com os gestores definindo novas prioridades - valorizando o que já haviam conquistado e planejando, detalhadamente, as ações corretivas para os próximos anos. Em 2011, pela primeira vez, a escola possui um projeto de melhorias que, do jeito que ficou, tem tudo para dar certo”, conta o consultor em Foz do Iguaçu, Paraná, Bruno Serpa. “É um curso muito prático e, para a implantação do Programa, o consultor atua junto a um comitê de melhoramento dentro da escola, que avalia o modelo de gestão, e não as pessoas”, afirma Tobias Ribeiro, coordenador do Programa Gestão Escolar de Qualidade. O Programa é destinado a todas as instituições de ensino, seja ela de pequeno, médio ou grande porte, pública ou privada. “O modelo de gestão implantado parte da realidade da instituição. Existe uma estrutura proposta que é adequada a cada escola”, explica Ribeiro. Segundo a consultora Nilza Leal, o curso oferece uma metodologia que, se aplicada corretamente, faz um raio X da escola, identificando e sanando as questões Revista Linha Direta

críticas por meio de um plano de melhoria contínua. O trabalho é orientado pelos professores tutores. “Participar do curso foi um alívio para as minhas inquietações relacionadas à educação e aos resultados e respostas a muitas perguntas que fazia ao longo de minha carreira: por que tão baixos resultados se os esforços empregados por todos da escola são tão altos?” Para Soráia Pessoa Vieira, diretora de escola pública em Rio Claro, São Paulo, o curso também propiciou um crescimento profissional. “Hoje, como gestora de uma escola pública, me sinto mais preparada, qualificada para promover melhoras permanentes nos resultados, principalmente naqueles relacionados à aprendizagem dos alunos”, diz. Os benefícios também foram sentidos pelo mantenedor de uma escola privada de Jacareí, São Paulo, Marcos Miranda. Segundo ele, o curso oferece ferramentas simples e eficazes para serem utilizadas em qualquer escola. “Gestores, colaboradores e toda a comunidade escolar passam a utilizar um processo diferenciado que, de forma sistêmica, visa melhorar continuamente a qualidade de todas as atividades de gestão escolar”, afirma. Miranda, que é formado em engenharia mecânica e atuou em empresas multinacionais por mais de 15 anos, na área de Gestão da Qualidade, conta que procurou o curso por ter assumido a função de mantenedor de uma instituição de ensino e ter encontrado uma série de dificuldades em relação à gestão. “Mesmo habituado a implantar normas e procedimentos de qualidade nas empresas, tive um choque na gestão. Percebi as deficiências na gestão de pessoas, na execução dos processos pedagógicos e administrativos, na relação com os pais, alunos e a comunidade em geral”, conta. Os interessados em participar do curso devem entrar em contato pelo e-mail tutorgestao@lhermitage.org.br ou pelo telefone (11) 3052-2143. Depois de formado, o consultor pode trabalhar como autônomo ou participar da Rede de Consultores da Fundação L’Hermitage.


O Programa O Programa Gestão Escolar de Qualidade foi criado com o objetivo de contribuir para melhorar a gestão escolar, o que está diretamente relacionado à melhoria da qualidade na educação. Ele permite avaliar e garantir a qualidade dos processos e resultados dos estabelecimentos de ensino a partir de um sistema de certificação. O primeiro passo para a implementação do Programa é realizar um Diagnóstico na instituição de ensino em relação a orientação a pais, alunos e comunidade, liderança da direção, gestão de competências profissionais, planejamento institucional, gestão de processos e de resultados. Com a avaliação, a escola pode identificar quais são seus pontos fortes e fracos e, a partir daí, estabelecer as áreas críticas para a melhoria da gestão.

A segunda fase é a de Planejamento, com a elaboração do Plano Estratégico de Melhoramento, que tem foco na aprendizagem dos estudantes. “As pessoas aprendem a escolher as prioridades, as ações e as metas”, ressalta Tobias Ribeiro, coordenador do Programa. Tanto na primeira quanto na segunda etapa, os consultores contam com o apoio de ferramentas, disponibilizadas, de forma gratuita, na plataforma on-line (www.gestaoescolardequalidade.org.br). A última etapa é a Avaliação Externa, em que auditores externos fazem uma avaliação para comprovar se os critérios e normas definidos estão sendo cumpridos. Eles geram um relatório técnico, que é enviado para o Conselho Nacional de Certificação. No Brasil, ele deve ser lançado ainda neste primeiro semestre e será presidi-

do pela educadora Guiomar Namo de Mello. Se o relatório for aprovado, a escola recebe o Selo de Qualidade Gestão Escolar, que deve ser renovado a cada três anos. “A implementação do Programa promove uma mudança muito grande de cultura e de atitudes na instituição. Ela não volta mais a ser como antes. Há um envolvimento muito grande de toda a comunidade acadêmica. As ações dentro da escola passam a ser alinhadas, partindo da missão da instituição”, avalia Ribeiro. “Com o Programa, encontramos o caminho, agora é só caminhar com as ferramentas oferecidas pelo curso para o alcance das metas de uma educação de qualidade”, conclui a consultora Nilza Leal. ¢ www.gestaoescolardequalidade.org.br

Revista Linha Direta

/Revista_156  

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