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Publicação mensal dos Sinepes, Anaceu, Consed, ABMES, Abrafi, ABM, IMDC, Fundação Universa e Sieeesp

A tecnologia na educação Ferramenta apoia trabalho do professor e enriquece aprendizagem do aluno

Ibero-América La educación en cárceles A educação nas prisões Metodologia Pesquisa atesta eficiência dos sistemas de ensino

EDIÇÃO 150

ANO 13 - SETEMBRO 2010

Inovação

Compromisso

Ensino inovador, aprendizagem significativa

Trabalho em prol da educação de qualidade

Luis Antonio Laurelli

Antônio Eugênio Cunha


editorial editorial

Editorial 150

Editorial 150

150 edições. Essa é a marca de um veículo de comunicação que já fez história na educação brasileira. Desde a edição de número zero, em 1997, já abrimos nossas páginas para mais de 1.700 textos, entre artigos, reportagens, entrevistas e crônicas. Desses, mais de 200 foram publicados em 2010. Além disso, tornamo-nos parceiros das principais entidades representativas e empresas que desenvolvem projetos, produtos e serviços de qualidade. Como fruto desse trabalho, fomos reconhecidos pelos principais organismos internacionais que têm como pilar de suas atuações a educação. Através de nossa prestação de serviços, articulamos e viabilizamos inúmeros eventos focados na melhoria contínua de nossas instituições de ensino. Contando com a colaboração de consultores e educadores nacionais e internacionais, acompanhamos as principais tendências e inovações do setor para disponibilizar a você, leitor, informação relevante e de qualidade. Por isso, queremos, hoje, comemorar e compartilhar essa conquista que não é apenas nossa. Mas, sim, uma vitória de todos que, juntamente com a Linha Direta, conspiram a favor da educação.

150 ediciones. Esa es la marca de un vehículo de comunicación que ya hizo historia en la educa­ ción brasileña. Desde la edición número cero, en 1997, ya abrimos nuestras páginas para más de 1.700 textos, entre artículos, reportajes, entrevistas y crónicas. De estos, más de 200 fueron publicados en 2010. Además de eso, nos tornamos socios de las principales entidades representativas y empresas que desarrollan proyectos, productos y servicios de calidad. Como fruto de este trabajo, fuimos reconocidos por los principales organismos internacionales que tienen como pilar de sus actuaciones a la educación. A través de nuestra prestación de servicios, articulamos y viabilizamos innúmeros eventos que buscan la mejoría continua de nuestras instituciones de enseñanza. Contando con la colaboración de consultores y educadores nacionales e internacionales, seguimos las principales tendencias e innovaciones del sector para dejar a su alcance, lector, informaciones relevantes y de calidad. Por eso, queremos, hoy, conmemorar y compartir esta conquista que no es apenas nuestra, sino que es una victoria de todos los que, juntamente con Linha Direta, conspiran a favor de la educación.

Marcelo Chucre da Costa Presidente da Linha Direta

Marcelo Chucre da Costa Presidente de Linha Direta

Presidente Marcelo Chucre da Costa Diretora Executiva Laila Aninger Gerente Administrativo Erica Lins Editora Jeane Mesquita – MG 09098 JP Diagramação Rafael Rosa Revisão Liza Ayub Tradução/Revisão espanhol Gustavo Costa Fuentes - RFT1410 Capa Alexandre Torres (Urso) Consultor Editorial Ryon Braga Consultor de Responsabilidade Socioambiental Marcus Ferreira Consultor em Gestão Estratégica e Responsabilidade Social Marcelo Freitas Consultora para o Ensino Superior Maria Carmem T. Christóvam

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Revista Linha Direta

Conselho consultivo Ademar B. Pereira Presidente do Sinepe/PR – Curitiba Airton de Almeida Oliveira Presidente do Sinepe/CE Amábile Pacios Presidente do Sinepe/DF Antônio Eugênio Cunha Presidente do Sinepe/ES Antônio Lúcio dos Santos Presidente do Sinepe/RO Átila Rodrigues Presidente do Sinepe/Triângulo Mineiro Benjamim Ribeiro da Silva Presidente do Sieeesp Cláudia Regina de Souza Costa Presidente do Sinepe/RJ Fátima Turano Presidente do Sinepe/NMG Gabriel Mario Rodrigues Presidente da ABMES Gelson Menegatti Filho Presidente do Sinepe/MT Hermes Ferreira Figueiredo Presidente do Semesp Ivana de Siqueira Diretora da OEI em Brasília Ivo Calado Asepepe

Jorge de Jesus Bernardo Presidente da Abrafi José Augusto de Mattos Lourenço Presidente da Fenep José Carlos Barbieri Presidente do Sinepe/NOPR José Carlos Rassier Secretário nacional da ABM José Nunes de Souza Presidente do Sinepe/PI Krishnaaor Ávila Stréglio Presidente do Sinepe/GO Manoel Alves Presidente da Fundação Universa Marco Antônio de Souza Presidente do Sinepe/NPR Marcos Antônio Simi Presidente do Sinepe/Sul de Minas Maria Auxiliadora Seabra Rezende Presidente do Consed Maria da Gloria Paim Barcellos Presidente do Sinepe/MS Miguel Luiz Detsi Neto Presidente do Sinepe/Sudeste/MG Natálio Dantas Presidente do Sinepe/BA Nelly Falcão de Souza Presidente do Sinepe/AM

Odésio de Souza Medeiros Presidente do Sinepe/PB Osvino Toillier Presidente do Sinepe/RS Paulo Antonio Gomes Cardim Presidente da Anaceu Suely Melo de Castro Menezes Vice-presidente do Sinepe/PA Thiers Theófilo do Bom Conselho Neto Presidente da Fenen Ulysses de Oliveira Panisset Presidente do Sinep/MG Victor Maurício Nótrica Presidente do Sinepe/Rio Pré-Impressão e Impressão Rona Editora – 31 3303-9999 Tiragem: 20.000 exemplares As ideias expressas nos artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não representam, necessariamente, a opinião da Revista. Os artigos são colaborativos e podem ser reproduzidos, desde que a fonte seja citada.

(31) 3281-1537 www.linhadireta.com.br


contexto

Ensino inovador, aprendizagem significativa Aprendendo e ensinando. Professor-conhecimento-aluno: a integração que sustenta a educação contemporânea

O

que é a educação, hoje, diante de tantas inovações tecnológicas que facilitam, e muito, a busca pelo conhecimento? O que priorizar? Há quem acredite que o papel da escola é formar estudantes capazes de serem agentes de construção de seu próprio conhecimento. Quem fala sobre o assunto é Luis Antonio Laurelli, diretor-geral do Pueri Domus. O grupo, com mais de 40 anos de atuação na educação de crianças e jovens, tem quatro unidades próprias no estado de São Paulo e 165 escolas associadas, localizadas em todo o país. Confira! Na sua opinião, o que deve ser priorizado na educação contemporânea? Quando falamos em educação contemporânea, temos vários aspectos a avaliar. Antigamente, a responsabilidade de educar era das famílias. A escola tinha que prover os estudantes de informações. Mas, há alguns anos, essa responsabilidade tem sido transferida para a escola. E a expectativa das famílias é que ela assuma grande parte da educação dos filhos, o que torna a educação escolar bastante complexa. Por outro lado, o conhecimento não

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está pronto, ele está em constante modificação. Por isso, é preciso preparar o aluno para que ele saiba buscar a informação e transformá-la em conhecimento. Outra questão importante é a dos valores que devem ser trabalhados. O estudante precisa saber olhar para o outro, ser solidário, seja no aprendizado em sala de aula, em casa ou na comunidade. Ele precisa sair da escola sabendo que pode ser um agente de transformação. Essa é uma proposta de formação integral do estudante? Sim. Em nossas escolas, várias disciplinas são trabalhadas de forma interdisciplinar e fazem conexão com diferentes áreas. O conhecimento não é tratado de forma isolada. A escola, hoje, tem que contemplar tanto as diferentes tecnologias quanto o conhecimento integrado. As escolas Pueri Domus, por exemplo, trabalham com lousa digital e com o projeto de um laptop por aluno, implantado no 6º ano do Ensino Fundamental e no 1º ano do Ensino Médio. Também estamos produzindo conteúdos digitais próprios para eles, procurando dar significado ao conhecimento através de conexões com o mundo externo,

para que a aprendizagem seja mais significativa. Esse conhecimento contextualizado é o foco do processo de ensino-aprendizagem? Ao colocar o foco na relação de ensino e aprendizagem, vamos pensar em três pilares: professor-aluno-conhecimento. Se imaginarmos que o professor já sabe tudo, o processo não acontece. Da mesma forma que não posso considerar que o aluno não sabe nada. Ele já chega à escola com uma bagagem de conhecimentos. E o educador, por mais que saiba, não tem o conhecimento acabado, porque esse está em constante transformação. Então, os dois – professor e aluno – estão sempre aprendendo e ensinando. Quando coloco o foco na aprendizagem, a preocupação é em como o professor tem que ensinar para que o aluno aprenda mais e melhor. Em outro sentido, tenho que me preocupar com as diferenças de como os estudantes aprendem. Isso porque eles não aprendem da mesma forma: um precisa ler em voz alta, outro aprende mais com imagens. Com isso, as aulas precisam prever diferentes estra-


tégias, e o professor deve estar preparado não só para aplicá-las, como também estar aberto para receber conhecimento dos alunos. Certa vez, um professor me contou de uma aula de genética que ele deu. Na turma, havia uma aluna cujo avô tinha uma fazenda onde se fazia inseminação artificial nas vacas. Ela tinha um conhecimento de genética muito grande, por causa dessa experiência. Tinha o que compartilhar com o professor e os colegas. O educador não pode se achar o dono do conhecimento, porque senão ele quebra essa relação de ensino-aprendizagem. É preciso ter a preocupação não só com o que ensinar, mas também com o como ensinar, para que o aluno aprenda de forma significativa. Qual a proposta do Pueri Domus? A Escola Pueri Domus é uma instituição de ensino com uma proposta sociointeracionista e, ligada a ela, temos o Programa Escolas Associadas, que são as instituições que trabalham com nosso sistema de ensino. É importante ressaltar que nós produzimos o material, mas sozinho ele não é eficaz, pois depende do professor, que é o gestor da sala de aula. E um bom professor, com um bom material, torna a aula muito melhor. O Pueri Domus está preocupado em ter uma proposta educacional em que o aluno seja comprometido com a própria aprendizagem, seja o construtor do seu conhecimento, sem abrir mão do rigor acadêmico, da sistematização dentro da sala de aula. Do que se trata a dupla certificação, brasileira e americana, concedida pelo Pueri Domus?

Três unidades Pueri Domus oferecem essa certificação. Nosso Global Brazilian American Program é um programa que trabalha com os alunos em tempo integral. O diferencial é que, pela manhã, eles têm aulas do currículo brasileiro em português e, à tarde, do currículo americano, em inglês. Quando a gente fala de currículo americano, não é aprender inglês, é aprender em inglês. O que faz toda a diferença. Este semestre, vamos receber a visita que nos concederá a certificação IB – International Baccalaureate – para formar alunos em padrão internacional. Hoje, no Brasil, são apenas 14 escolas certificadas, e todas internacionais. O Pueri Domus será a primeira escola brasileira a receber essa certificação. Acreditamos que esse será um diferencial importante, não apenas para os alunos estudarem fora do país, mas também para entrarem no mercado de trabalho. A ideia é que o projeto possa ser ampliado para outras unidades. Em que se pauta a gestão educacional do grupo? Em nossas unidades escolares, cada diretor tem a responsabilidade da gestão do dia a dia junto à sua equipe. Mas temos coordenadores de ensino de cada segmento que vão às escolas trabalhar com diretor, coordenadores e professores, no sentido de garantir a mesma orientação pedagógica do grupo, compartilhar a experiência do Pueri Domus e oferecer cursos de formação para que eles tenham uma visão integrada da gestão educacional. Também temos assessores específicos e coordenadores de diferentes áreas

Luis Antonio Laurelli, diretor-geral do Pueri Domus

que visitam as escolas quando há necessidade de um apoio mais efetivo em algum setor. Para que serve a sua escola? O que o Pueri Domus espera despertar nos gestores a partir desse questionamento feito no ciclo de encontros que está acontecendo em 12 cidades brasileiras? A ideia é compartilhar experiências. Queríamos criar um encontro em que os gestores pudessem discutir conosco qual a finalidade de sua escola, seja para definir qual o papel efetivo que a instituição de ensino precisa ter, seja para discutir qual é a responsabilidade que nós, educadores, devemos ter diante das necessidades do mundo contemporâneo e não só daquelas que o mercado impõe. Para tanto, discutiremos questões relacionadas à gestão, ao market­ ing e questões pedagógicas mais específicas da sala de aula. ¢ www.pueridomus.br Revista Linha Direta

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contexto

Compromisso com a educação Presidente do Sinepe/ES fala da importância do ensino privado e da atuação do Sindicato

“A

s escolas particulares se destacam. O motivo está na agilidade de obtenção de novas tecnologias, na contratação de melhores profissionais, na qualidade de nossas infraestruturas, nos projetos pedagógicos”, afirma o professor, presidente do

Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe/ES), Antônio Eugênio Cunha. Ele, que também é diretor do grupo Casa do Estudante, engenheiro especializado em gestão

Antônio Eugênio Cunha, presidente do Sinepe/ES

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empresarial e, há 20 anos, no mercado educacional, fala, em entrevista à Linha Direta, sobre os benefícios do ensino privado, os desafios da educação particular, a importância da gestão das instituições e a atuação do Sindicato junto às escolas.


Como o senhor avalia a situação da escola privada no país atualmente? A rede privada de educação, em todos os níveis, está muito bem. Analisando os indicadores da educação privada, os resultados das avaliações de desempenho dos alunos da nossa rede, os resultados de vestibulares de todo país, veremos que as escolas particulares se destacam em toda a rede de ensino do Brasil há muito tempo, e assim continuará. O motivo está na agilidade de obtenção de novas tecnologias, na contratação de melhores profissionais, na qualidade de nossas infraestruturas, nos projetos pedagógicos, na proximidade da escola com a família, na ação imediata de correção dos desajustes e muitos outros ítens que dependem da agilidade e flexibilidade de nosso setor. As escolas são comprometidas com a educação. E no Espírito Santo? Em nosso estado, as escolas possuem o mesmo perfil das demais do Brasil, apenas cabe a observação que nós participamos de projetos definidos no planejamento estratégico do Espírito Santo, onde a educação é o fator principal de desenvolvimento. Aqui temos a oportunidade de participar de projetos junto ao Poder Executivo nas políticas de desenvolvimento da educação. Temos parceria na graduação de Ensino Superior, onde o estado compra vagas nas faculdades; participamos do projeto BolsaSedu, com a venda de vagas na formação de técnicos de nível médio e, recentemente, passamos a fazer parte das avaliações do ensino básico para definirmos um indicador de desenvolvimento da

educação capixaba. Entendemos que o desenvolvimento da sociedade só será possível com a participação das escolas particulares. Quais desafios têm sido enfrentados pelas escolas? São grandes os desafios enfrentados pelas escolas privadas. Podemos citar a inadimplência, a legislação, as regras impostas ao setor sem a participação das escolas, a formação e valorização do professor, a gestão das instituições, as crises econômicas, a redução de filhos nas famílias e da renda familiar, entre outros. Contudo, o maior deles é mostrar a nossa diferença como segmento educacional para o nosso público. Na sua opinião, qual a importância da gestão para o sucesso de uma instituição de ensino? Os gestores devem usar as ferramentas da gestão empresarial e do marketing educacional para diferenciar as escolas dos seus concorrentes, evidenciando os seus projetos pedagógicos, construindo e consolidando sua imagem e reputação e cuidando dos resultados financeiros da sua empresa, pois só assim a instituição terá capacidade de investimento e desenvolvimento no seu setor. Como o Sinepe/ES participa da vida das escolas? O Sindicato procura promover cursos de qualificação de gestores e de colaboradores, firma convênios com empresas do setor educacional, mantém contratos com diversas assessorias de interesse das escolas, mantém convênio de plano de saúde, possui uma equipe especializada para acordos

trabalhistas, mantém uma mesa de negociação de demandas trabalhistas, negocia acordos coletivos, desenvolve seminários e ainda possui o Programa Sinepe em Ação, uma atividade em que as instituições apresentam os seus trabalhos sociais e ambientais, dando visibilidade de suas ações no meio onde elas estão inseridas. Há quanto tempo o senhor está à frente do Sindicato? Dois anos e, agora, fui reeleito por mais um período. Mas o mais importante é a continuidade iniciada quatro anos antes, o que tornou possível mudar totalmente a trajetória do Sinepe/ES. Conte-nos um pouco de sua história. Iniciei minha vida profissional como professor de física e matemática, quando ainda fazia os cursos de Engenharia Mecânica e Física. Depois, trabalhei como engenheiro e também como professor, nunca abandonei o magistério. Após alguns anos, optei pela docência e me tornei um empreendedor do setor educacional, fundando a Casa do Estudante, uma instituição que trabalha com o ensino infantil, a educação básica e o Ensino Superior, atuando em dois estados e com quatro unidades. Participando de várias entidades representativas, especializando-me em gestão empresarial e atuando junto às diretorias do Sinepe/ES, fui convidado a concorrer ao cargo de presidente, posto para o qual fui reeleito. Espero continuar contribuindo para o crescimento da escola privada e da educação. ¢ www.sinepe-es.org.br Revista Linha Direta

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capa

A tecnologia a serviço da educação Alexa Salomão*

Novo portal educacional surge para apoiar o trabalho dos professores em sala de aula e enriquecer a aprendizagem dos alunos

A

educação, em nível nacional e internacional, exige novos desafios e iniciativas constantes por parte dos diversos setores que a compõem. No atual contexto, são destaques a incorporação crescente da tecnologia às práticas sociais, a globalização da informação e a participação dinâmica do indivíduo em seu processo de inserção cultural. Neste momento, somam-se os investimentos das instâncias políticas ao trabalho dedicado de profissionais especialistas em educação, que, juntos, são fortes o bastante para mudar a realidade educacional brasileira. Essa mudança somente será alcançada, de fato, quando estiverem devidamente integrados os diferentes agentes do processo: o estudante, o educador, a família e a instituição escolar. Atualmente, não se concebe pensar em educação sem que se considere o advento crescen-

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te da tecnologia. O mundo vive, hoje, uma era digital, que revoluciona a informação, as rotinas de trabalho e também as relações interpessoais. Portanto, a educação encontra, na tecnologia, um excelente subsídio e uma forma de se tornar mais acessível a todos, com qualidade, rapidez, economia e dinamismo. Investimentos têm sido feitos no sentido de se levar mais tecnologia para as escolas. O Ministério das Comunicações divulgou, no dia 23 de julho deste ano, que 72,75% das escolas públicas urbanas do país já têm acesso à internet de alta velocidade, o que representa um grande avanço para tais instituições, a se considerar que, na década passada, o acesso à rede era incipiente no Brasil, ainda de forma precária. Um avanço como esse ocorre graças à estipulação de metas e

aos programas implantados para atingi-las. Que a próxima meta, agora, seja possibilitar a todo o corpo discente das escolas públicas o uso da internet, de modo a enriquecer o cotidiano das aulas por meio de atividades direcionadas a cada nível de ensino e às respectivas disciplinas, como já tem sido feito por muitas instituições da rede privada. No intuito de responder a essa demanda e à diversidade que o Brasil apresenta, surge o Educar Brasil, um portal de educação, com alcance nacional, desenvolvido para contemplar todos os conteúdos relativos à educação básica como apoio ao ensino presencial, associando a educação ao uso da tecnologia. Um portal de fácil utilização, que oferece recursos digitais educacionais, materiais para as atividades de aula, referências a sites de valor educativo, suporte para avaliações, jogos e softwares educa-


Ilker

tivos, espaços para a criação de conteúdos por parte dos usuários e artigos sobre temas de interesse do mundo educacional e da gestão escolar. Metas 2021 Uma das metas educacionais para 2021, estipuladas a partir de uma iniciativa da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), preconiza a incorporação das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) no sistema educativo. São consideradas duas propostas iniciais: o desenvolvimento da infraestrutura de implantação dos equipamentos nas escolas e o estabelecimento das diretrizes

pedagógicas necessárias para que se defina seu sentido de uso nos contextos escolares. Isso significa que não basta a disponibilização dos recursos tecnológicos para estudantes e educadores, mas que é primordial saber como deles fazer um uso proveitoso, alicerçado nos princípios pedagógicos inovadores, que visam à tão esperada melhoria da qualidade de ensino. A tecnologia deve estar, nesse sentido, a serviço da educação, de modo a tornar possível que o indivíduo se sinta inserido em seu processo de ensino-aprendizagem, trilhando caminhos que possam contribuir para o favorecimento da inclusão social no país. Em se tratando de inclusão, há que se considerar a heterogeneidade da educação brasileira, fruto da formação de uma nação também heterogênea, pertencente a um país de dimensões continentais. As regiões se caracterizam por seus costumes, seu clima peculiar, suas riquezas naturais, mas também pelos disparates da desigualdade sociocultural e pelo entrechoque de valores transmitidos de geração a geração. Eliminar as diferenças é impossível e até mesmo inapropriado, uma vez que a sociedade necessita das diversidades, em sentido amplo, para se promover e se superar. Contudo, é imprescindível diminuir o abismo das desigualdades que fazem despontar conflitos

pessoais e coletivos das mais diversas ordens. Deve-se, por isso, investir em uma educação pautada no dialogismo e atenta às múltiplas formas do saber, acessíveis, de maneira mais efetiva, a seus usuários, em razão do desenvolvimento ininterrupto das tecnologias da informação. Estas, por sua vez, passam a fazer parte do cotidiano da sociedade, modificando seus padrões e trazendo-lhe novas possibilidades. Educação e tecnologia: um novo olhar Mobilizar saberes remete-nos a um olhar em que seja possível atender aos diversos setores que constituem a educação do país. Partindo dessa proposta, o Portal Educar Brasil oferece uma plataforma de conteúdos educacionais para o apoio ao ensino presencial. Sua abrangente segmentação permite que sua atuação aconteça nas instituições e redes de ensino privadas ou públicas e, ainda, em qualquer outra entidade educacional.

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O Portal tem como propósito enriquecer e reforçar o trabalho dos docentes em sala de aula para servir de apoio à aprendizagem dos estudantes do sistema formal de ensino. Ele cria condições para que a educação avance em todos os níveis, segmentos e modalidades. Visando aumentar a produtividade na economia, estimula a competitividade no país e, ao mesmo tempo, a coesão da sociedade, bem como trabalha para que a realidade digital nos inclua nos processos de globalização em andamento. Além disso, são dois importantes focos a melhoria da qualidade de vida e a ampliação do nível sociocultural dos estudantes. O Educar Brasil surge para facilitar a participação das famílias e da comunidade nos processos educacionais. Promove a construção de redes dentro da comunidade educacional do país

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e a criação de conteúdos pelos membros dessas redes. Serve como parceiro e contraparte nacional nos esforços paralelos que estão sendo desenvolvidos em outras partes da América, os quais permitem, colaborativamente, construir mais e melhores conteúdos, aspectos estes que o Portal Educar Brasil contempla em sua proposta de trabalho.

ramenta pensada para amparar todos os agentes envolvidos na educação, de forma segmentada e, ao mesmo tempo, integrada. A plataforma investe na disponibilização de recursos pedagógicos, atualizados constantemente. Além de tudo isso, oferece espaço para que a instituição escolar disponibilize conteúdos e documen-

... investir em uma educação pautada no dialogismo e atenta às múltiplas formas do saber... Em busca de um novo olhar, toda a estrutura pedagógica do Portal foi desenvolvida por meio de uma plataforma web, que visa levar, para a sala de aula, inovações pedagógicas diversas, adequadas às propostas do ensino brasileiro. É uma fer-

tos focados na gestão escolar, bem como espaço colaborativo, ambiente multimídia, mais de 15 editorias e ferramentas voltadas para a preparação dos estudantes para o Enem. Os conteúdos são disponibilizados por meio de 12 recursos educacionais, peda-


Ilker

gogicamente classificados: Planejamentos de Aulas; Fichas Temáticas; Apresentações; Vídeos; Áudios; Textos; Imagens; Sites Educativos; Softwares Educativos; Jogos; Marcos Geográficos; Objetos de Aprendizagem. Todos esses recursos são norteados por competências e habilidades, oferecendo, de acordo com essa estrutura, condições para que haja uma aprendizagem significativa por parte de seus usuários. O Portal tem seus conteúdos pedagógicos orientados a partir de uma Matriz de Competências, construída pelo viés dos documentos oficiais vigentes, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) 9394/96, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e outros oriundos destes. A inovação tecnológica permite a participação ativa dos usuários num ambiente de constantes descobertas, comunicação de

ideias e troca de informações, num caráter investigativo, objetivando a aprendizagem efetiva. Conta com uma equipe de profissionais que têm olhos atentos ao dia a dia da sala de aula, à atualidade de informações e, sobretudo, às necessidades exigidas pela sociedade para que esta, por meio da educação, tenha condições de se aproximar de um padrão de qualidade de vida maior a cada dia. Uma maneira eficiente de definir princípios para que sejam atingidos, gradualmente, os padrões de qualidade em instâncias pedagógicas diz respeito à aquisição de habilidades norteadoras de competências. Segundo os autores Zabala e Arnau, na obra Como aprender e ensinar competências, a competência identifica aquilo que qualquer pessoa necessita para responder aos problemas com que se deparará ao longo da

vida. Portanto, ela consistirá na intervenção eficaz nos diferentes âmbitos da vida mediante ações nas quais se mobilizam, ao mesmo tempo e de maneira inter-relacionada, componentes atitudinais, procedimentais e conceituais. Definir competências significa estabelecer parâmetros para que se atinjam determinados objetivos. Não se pode conceber a educação sem que se tenham claras as competências que precisam ser desenvolvidas e as medidas estratégicas para alcançá-las. Assim, o Portal Educar Brasil vem somar forças para que o país alcance as metas previstas para 2021, proporcionando à sociedade a apropriação de ideais para a construção de um mundo mais íntegro. ¢ *Pedagoga, psicopedagoga e coordenadora de Conteúdos do Portal Educar Brasil

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espaço ibero-americano espacio iberoamericano

La educación en cárceles Sistema penitenciario de Perú apuesta en la educación y reincorporación del interno a la sociedad

A educação nas prisões Sistema penitenciário do Peru investe na educação e reintegração do preso na sociedade

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eeducar, reabilitar e reintegrar o preso na sociedade. É esse o objetivo do Sistema Penitenciário Nacional do Peru, como aponta o Mapa Regional Latino-americano sobre Educação em Prisões (2009), produzido sob a coordenação do Centro Internacional de Estudos Pedagógicos do Ministério da Educação da França. O sistema se define como um tratamento individualizado e coletivo que aplica métodos médicos, biológicos, psicológicos, psiquiátricos, pedagógicos, sociais e trabalhistas, definidos de acordo com as características próprias do preso.

José Panéz Beraún, subdirector de Educación Penitenciaria del Inpe // José Panéz Beraún, subdiretor de Educação Penitenciária do Inpe

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O Instituto Nacional Penitenciário (Inpe) é o órgão responsável pelo sistema prisional, sendo a subdireção de Educação Penitenciária encarregada por organizar, supervisionar e avaliar as atividades educacionais dos presos, assim como promover programas educativos de capacitação


R

eeducar, rehabilitar y reincorporar el interno a la sociedad. Es ese el objetivo del Sistema Penitenciario Nacional de Perú, como apunta el Mapa Regional Latinoamericano sobre Educación en Prisiones (2009), producido baja la coordina­ción del Centre Internacional d’Études Pedagogiques del Ministerio de Educación de Francia. El sistema se define como un tratamiento individualizado y grupal que aplica métodos médicos, biológicos, psicológicos, psiquiátricos, pedagógicos, sociales y laborales, que permitan obtener el objetivo del tratamiento de acuerdo a las características propias del interno. El Instituto Nacional Penitenciario (Inpe) es el organismo rector del sistema y la subdirección de Educación Penitenciaria se encarga de organizar, supervisar y evaluar las actividades educativas de los internos, así como de promover los programas educativos de capacitación y aprendizaje en los diferentes establecimientos penitenciarios, en un contexto integral de tratamiento penitenciario. José Panéz Beraún, subdirector de Educación Penitenciaria del Inpe, en Perú, habla sobre el asunto. ¿Cómo es la educación penitenciaria en Perú? La cobertura de atención del servicio educativo se ha incrementado en los diferentes programas, niveles y modalidades del sistema educativo penitenciario, que ascendió a unos 8,980 internos durante 2007, número que representa el 21.61% del total de la población a nivel nacional. Sin embargo, existe un 37% de la pobla­ ción penal que no accede todavía a las áreas de educación o trabajo, situación que se presenta por una capacidad instalada insuficiente, baja asignación presupuestal, carencia de equipamiento y maquinaria para efectuar las sesiones de aprendizaje y de personal docente. La educación penitenciaria peruana, o educación en contextos de privación de la libertad, es una modalidad conformada por las formas educativas siguientes: a) educación formal o curricular: programa de alfabetización penitenciaria; educación básica alternativa; educación técnico productiva (con especialidades como carpintería, zapatería, artesanías, industria del vestido, cerámica, computación, inglés, mecá-

e aprendizagem nos diferentes estabelecimentos penitenciários, num contexto amplo de tratamento prisional. José Panéz Beraún, subdiretor de Educação Penitenciária do Inpe, no Peru, fala sobre o assunto. Como é a educação penitenciária no Peru? A cobertura do serviço de educação tem sido incrementada nos diferentes programas, níveis e modalidades do sistema educacional prisional, atingindo cerca de 8.980 prisioneiros em 2007, número que representa 21,61% da população total do país. No entanto, existem 37% da população carcerária sem acesso à educação ou ao trabalho, situação decorrente da insuficiência da capacidade instalada, poucos recursos orçamentários, falta de instrumentos e equipamentos para as sessões de aprendizagem e falta de professores. A educação penitenciária peruana, ou educação em contextos de privação de liberdade, é uma modalidade composta pelas seguintes formas de ensino: a) educação formal ou curricular: pro-

... aprendizaje en los diferentes establecimientos penitenciarios... // ... aprendizagem nos diferentes estabelecimentos penitenciários... grama de alfabetização penitenciária, educação básica alternativa, educação técnica produtiva (com especialidades como carpintaria, sapataria, artesanato, vestuário, cerâmica, computação, inglês, mecânica automotora, serigrafia, etc.) e educação superior a distância. b) Educação não formal: atividades culturais e artísticas, atividades recreativas, físicas e esportes; bibliotecas penitenciárias e apoio à leitura e extensão educativa; conferências, encontros, oficinas, etc. Quais são os benefícios oferecidos pelo programa? As políticas da educação penitenciária reconhecem os direitos universais da criança dentro dos Revista Linha Direta

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estabelecimentos penitenciários e daqueles que vivem com suas mães até a idade de três anos, de acordo com a legislação peruana. Eles devem receber proteção total por parte do Estado, que deve assegurar atenção integral à infância, dentro e fora das prisões, até a incorporação da mãe ao meio livre. Em muitas prisões do continente americano, existem pequenas bibliotecas. No entanto, apesar da sua existência, o material disponível é escasso. Na maioria das vezes, é adquirido por doações e pouco propício para a educação dos presos por ser obsoleto ou com temáticas que contribuem pouco para a formação e os interesses dos adultos. Alguns países, como Peru e Colômbia, têm convênios com bibliotecas públicas que oferecem empréstimos de livros em diferentes modalidades (incluindo bibliotecas itinerantes).

Petr Vins

nica automotriz, serigrafía, etc.) y educación superior a distancia. b) educación no formal: actividades culturales y artísticas; actividades recreativas, cultura física y deportes; bibliotecas penitenciarias y fomento de la lectura y extensión educativa; charlas, encuentros, talleres educativos, etc. ¿Qué beneficios ofrece el programa? Las políticas dirigidas a la educación penitenciaria reconocen el interés superior del niño dentro de los establecimientos penitenciarios y que viven con sus madres hasta la edad de tres años, de acuerdo a la legislación peruana. Ellos deben recibir una total protección de parte del estado, asegurando una atención integral de infancia, dentro y fuera de los establecimientos penitenciarios, hasta la incorporación de la madre al medio libre. En numerosas prisiones del continente americano, existen pequeñas bibliotecas. Sin embargo, a pesar de su existencia, el material disponible es escaso, las más de las veces adquirido por donaciones y poco propicio para la educación de los reclusos de-

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No Peru, como parte dos benefícios penitenciários, existe uma redução da pena para a educação. Os presos que recebem educação nas suas diversas modalidades, sob a direção do ór-

... remisión de la pena para reclusos que estudian y/o trabajan... // ... redução de pena para presos que estudam e/ou trabalham... gão técnico de tratamento prisional, reduz um dia de pena por dois dias de estudo, de acordo com o caso. Vários países latino-americanos têm adotado uma lei que prevê a redução de pena para presos que estudam e/ou trabalham, como, por exemplo, México, Uruguai, Venezuela, Peru, Guatemala, Colômbia, Panamá e Bolívia. Quais os avanços mais recentes em relação à educação nas prisões? Consideramos nosso maior avanço no que se refere à educação nas prisões, ou educação penitenciária, como denominamos no Peru, a formulação, financiamento e execução das metas orçamentárias denominadas Promover e assistir


bido a que a menudo es obsoleto o su temática contribuye poco a la formación y a los intereses de los adultos. Algunos países, como Perú y Colombia, dan cuenta de convenios con bibliotecas públicas que ofrecen préstamos de libros en diferentes modalidades (entre ellas las bibliotecas itinerantes). En Perú, como parte de los beneficios penitenciarios, existe la redención de la pena por educación. Los internos que reciben educación en sus diversas modalidades, bajo la dirección del órgano técnico de tratamiento, redime un día de pena por dos días de estudio según sea el caso. Varios países latinoamericanos han adoptado una ley que estipula la remisión de la pena para reclusos que estudian y/o trabajan, como por ejemplo México, Uruguay, Venezuela, Perú, Guatemala, Colombia, Panamá y Bolivia. ¿Cuales han sido los avances más recientes en relación a la educación en cárceles? Consideramos que nuestro mayor avance en lo que respecta a educación en prisiones, o educación penitenciaria, como le denominamos en el Perú, es la formulación, financiamiento y ejecución de metas presupuestarias denominadas Fomentar y asistir la educación del interno a nivel de cada establecimiento penitenciario, lo que nos permite dar sostenibilidad a las actividades educativas durante cada periodo fiscal.

a educação do preso em cada estabelecimento penitenciário, o que nos permite dar sustentabilidade às atividades educacionais durante cada período fiscal.

Asimismo, a partir del presente año fiscal (2010), se ha homogenizado el desarrollo de actividades y talleres por ejes estratégicos para todos los niveles educativos desarrollados en las instituciones educativas de los centros penitenciarios del Perú, quedando a potestad de sus responsables la aplicabilidad de estos, que dependerá de su diagnóstico y disponibilidad presupuestal. Los ejes estratégicos son: alfabetización, educación básica de adultos, educación técnico productiva y edu­ cación no formal.

Além disso, a partir deste ano fiscal (2010), padronizou-se o desenvolvimento de atividades e oficinas por eixos estratégicos para todos os níveis educacionais desenvolvidos nas instituições de ensino dos centros penitenciários do Peru, sendo obrigação dos seus responsáveis a aplicabilidade destas, que dependerá do seu diagnóstico e disponibilidade orçamentária. Os eixos estratégicos são: alfabetização, educação básica de adultos, educação técnica produtiva e educação não formal.

¿Cuáles son los mayores retos?

Quais são os maiores desafios?

La implementación sistemática de aulas-talleres con herramientas y maquinaria indispensables para un adecuado servicio educativo, especialmente para brindar la educación técnico productiva. ¢

A implementação sistemática de oficinas com instrumentos e equipamentos indispensáveis para um serviço educacional adequado, especialmente para proporcionar a educação técnica produtiva. ¢ Revista Linha Direta

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tecido

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esquisa divulgada no fim do mês de julho atesta que o sistema de ensino estrutura o trabalho do professor em sala de aula e faz com que os alunos aprendam melhor. Essa é a conclusão do estudo intitulado O impacto dos sistemas estruturados de ensino, realizado pela Fundação Lemann. Ele se baseia no fato de que as escolas públicas municipais do estado de São Paulo que fizeram uso desse recurso tiveram notas mais altas em português e matemática na Prova Brasil, exame federal que avalia a qualidade da educação pública. Segundo o levantamento, 46% das 645 cidades paulistas usam, hoje, sistemas estruturados de ensino. A hipótese dos pesquisadores é que a metodologia ajuda o professor a passar mais conteúdo para os alunos, já que nem sempre os mestres estão bem preparados para ministrar todos os temas apresentados nas classes. Assim, o planejamento detalhado dos sistemas, aula a aula, contribui para que o professor se sinta mais seguro para ensinar até mesmo os assuntos que menos domina. A construção do fazer pedagógico deve apoiar-se em um material didático que instrumentalize e oriente o educador para a reflexão e a tomada de decisões direcionadas

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Revista Linha Direta

ao aprendizado. E isso é o que o sistema de ensino faz, facilitando o trabalho dos professores e permitindo excelentes resultados no processo de aprendizagem. Um sistema estruturado de ensino configura-se como um conjunto de soluções que vão além do material didático. Ele inclui, ainda, tecnologias educacionais, portal educativo, formação de professores, avaliação e acompanhamento da aprendizagem do aluno, entre outras, que, juntas, resultarão em um melhor desempenho escolar. A educação escolar pública precisa ser melhorada, especialmente no que diz respeito à sua efetiva universalização e ao desenvolvimento de uma proposta educativa que atenda às exigências do mundo de hoje. Como a evolução do ensino público começa com a qualidade dos livros usados nas salas de aula, acompanhada por professores motivados e alunos bem preparados, é fundamental investir no material didático. Não se pode construir conhecimento sem a formação dos conceitos envolvidos, por isso, é importante ressaltar a importância dos conhecimentos prévios trazidos para a sala de aula e também relacioná-los com o dia a dia dos jovens. É fundamental, então, usar um material que, além de

Antônio Carlos Musa*

Stephanie H.

Pesquisa atesta eficiência dos sistemas de ensino

permitir o domínio do conteúdo, trabalhe com as várias linguagens e incentive a pesquisa, o que favorecerá a interação dos conhecimentos adquiridos com os saberes aprendidos na escola. O Agora Sistema de Ensino – o novo sistema de ensino da Editora Saraiva, destinado à Educação Infantil, ao Ensino Fundamental e ao Ensino Médio das escolas públicas – pretende contribuir para o enriquecimento do debate a respeito de como se aprende e de como se pode ensinar. Esse material serve de instrumento de apoio aos educadores e como ferramenta de aprendizagem para os educandos, respondendo com qualidade às exigências do tempo presente. Com conteúdos significativos e múltiplas linguagens, o novo sistema aproxima o contexto escolar do dia a dia dos alunos e privilegia o encantamento e o prazer de aprender. Ele visa atender à identidade da escola pública no que se refere à gestão escolar, à relação família-escola e à orientação afinada com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). ¢ *Diretor de Negócios da área de Sistemas de Ensino da Editora Saraiva www.souagora.com.br


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