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“Há uma convergência da aplicação de máquinas robotizadas, sistemas de softwares, engenharia da produção e da Internet das Coisas, gerando uma maior produtividade e competitividade. Os trabalhos repetitivos e de risco, que ainda são feitos pelo ser humano, serão substituídos por robôs” Luciano Raizer, presidente do Sindinfo

Foto: Divulgação

aplicação de máquinas robotizadas, sistemas de softwares, engenharia da produção e da Internet das Coisas, gerando uma maior produtividade e competitividade. Os trabalhos repetitivos e de risco, que ainda são feitos pelo ser humano, naturalmente serão substituídos por robôs. Braços robóticos para soldagem já são muito usados no Brasil. Agora, uma tecnologia de materiais muito difundida lá fora, que chamamos de manufatura aditiva e consiste de um processo de impressão de objetos a partir da deposição de variados materiais em camadas, ainda precisa ser dominada pela indústria nacional”, assinalou. Também chamaram a atenção da comitiva as inovações não só ligadas às tecnologias de realidade virtual, mas às de realidade ampliada. Nessa última, um operador tem um óculos que lhe permite ver o “mundo

Missão pioneira foi uma parceria entre o Sistema Findes e CNI

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real”, mas com acréscimo de informações do que ele precisa fazer. “É o que já vimos em jogos como Pokémon Go, mas aplicado em coisa séria. Com os óculos, o profissional pode montar, operar ou consertar um equipamento, tendo o que eles chamam de ‘gêmeo digital’ (digital twin) na sua linha de visão”, observou Raizer. Para o presidente do Sindinfo, os manuais deverão perder lugar em um futuro próximo, quando serão substituídos por óculos com todas as informações necessárias em suas lentes. Outra tecnologia observada e que deve ser tendência nos próximos anos são os chamados “cobots” (collaborative robots). São tempos de interação cada vez maior do homem com os robôs, que se antes ficavam confinados por oferecer riscos aos trabalhadores, agora passam a ter visão, reconhecendo quem está próximo. “Vimos, por exemplo, a montagem do motor de um Jeep Renegade, com um robô trabalhando ao lado de um ser humano”, frisou Raizer. E como não poderia deixar de ser, o completo sensoriamento das coisas foi outro destaque notado pelos capixabas na Feira de Hanover. “É a Internet das Coisas. Vimos sensores para absolutamente tudo. Estávamos na Feira quando de repente vimos o estande da Schindler, conhecida fabricante de elevadores. Claro, o elevador continua subindo e descendo, mas agora ele está todo sensorizado. A empresa sabe como está operando cada um dos componentes. Do motor à parte elétrica, as diversas peças enviam sinais para as nuvens, onde está uma plataforma mundial da Schindler, que pode acompanhar, em tempo real, todos os seus elevadores. E se um determinado elevador para de funcionar, a fabricante sabe o local e o motivo, podendo assim encaminhar um técnico para o local antes de alguém solicitar. Então, olha que interessante: em algo tão normal e do cotidiano, como um elevador, é feita uma transformação pela Internet das Coisas, com um software global prestando serviço”, enfatizou o presidente do sindicato. A missão finalizou a sua viagem à Alemanha trazendo na mala conhecimentos para soluções para o mercado regional e contatos para o desenvolvimento de parcerias. Que outras iniciativas tão proveitosas de intercâmbio possam ser realizadas. Por enquanto, fica o “auf wiedersehen” aos colegas alemães.

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Revista TI-ES 12  

Revista oficial do Sindicato das Empresas de Informática do Espírito Santo (Sindinfo-ES) Julho/2017

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