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//Gestão: Lei da Terceirização, o link para o crescimento na área de TI Notebooks ultrafinos e de tela infinita

A Revista da Tecnologia da Informação do Espírito Santo / Publicação Oficial do Sindinfo – ES

CIBERAMEAÇAS Maior ataque cibernético da História deixa um desafio: como blindar a rede? // André Gomyde ENTREVISTA

“Vitória tem tudo para ser uma das primeiras cidades inteligentes do país”

// Mercado A era dos bots: os robôs mais próximos do consumidor

ANO 4 // Nº 12




8 // Internet Maior ataque cibernético da história, WannaCry deixa o mundo estarrecido e traz o alerta de que segurança nunca é demais. Veja como proteger seus arquivos das ofensivas de hackers, que ameaçam causar prejuízo global de US$ 2 trilhões em apenas um ano.

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//Gadgets: Superbateria carrega até três aparelhos ao mesmo tempo.

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//Lançamentos

Android Pay: sistema de pagamentos via celular chega ao Brasil ainda neste ano, anuncia o Google. Bancos e bandeiras de cartão de crédito já firmaram parceria.

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//Case de sucesso

A trajetória da Exata, com base em Colatina, tem a missão original de oferecer hardware e software para a automação de empresas. Entre as inovações de destaque, está o app “Seu Pechincha”, que compara preços de estabelecimentos comerciais de todo o país. 4

TI ES//NOVEMBRO 2013


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//Gestão

Sancionada parcialmente em março deste ano, a Lei da Terceirização oferece mais segurança jurídica para o setor de TI, avaliam especialistas. Ganha o mercado, que deve registrar ampliação dos serviços e ampliação dos negócios.

16 // Entrevista: André Gomyde

20 Artigo // Ricardo Penzin Internet das Coisas ou coisas da internet?

Ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória assume novo desafio na carreira. No Distrito Federal, este paulistano de coração capixaba pretende replicar as ações bem-sucedidas executadas na capital do ES: “Mostramos em Vitória que é possível pensar de forma moderna”.

41 Artigo // Michelle Ribeiro Mulheres na Tecnologia

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//Mercado Do atendimento on-line nos sites ao cancelamento de serviços via telefone, eles estão lá, em operação. A era dos bots – robôs que existem apenas nos formatos digitais – já é uma realidade e revoluciona a relação e a interação entre empresa e cliente.

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// Sindinfos

Seminário promovido pelo Sindicato aborda o mercado da Internet das Coisas. 42// Apps 46// Associados TI ES//NOVEMBRO 2013

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// EDITORIAL

2017, uma odisseia no ciberespaço

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que parecia apenas uma trama futurista mostrou naquela manhã de 12 de maio que um temido superplano saía do campo virtual para o real com sucesso. Neste surpreendente 2017, uma odisseia no ciberespaço – protagonizada por rackers sequestradores de arquivos e empresas reféns desses criminosos – “entrou em cartaz” nos noticiários, alertando: companhias de diversas partes do globo, incluindo megacorporações, tiveram seus dados criptogrados, como dizia a mensagem que anunciava o ataque às vítimas. Era o WannaCry em cena, nome dado à ofensiva histórica que conseguiu se apoderar de conteúdos dos computadores e que pedia resgate em bitcoin. Para todos os atores envolvidos no setor de Tecnologia da Informação, o episódio deixa uma pergunta: como se proteger desses riscos? Por isso, TI ES ouviu especialistas na área, para apontar caminhos e programas que oferecem maior defesa às organizações. Não deixe de conferir. Esta edição traz ainda um outro tema bastante pertinente no cenário atual, mas desta vez sob uma perspectiva mais acalentadora: a Lei da Terceirização deve elevar a segurança jurídica para a nossa atividade e registrar ampliação dos serviços e negócios, já que se trata de um campo em que a “linguagem” do outsourcing é adotada intensamente há tempos. Fique por dentro sobre o que muda nas relações entre contratante e contratado. No segmento em que a inovação também é a palavra de ordem, automação, padronização e agilidade são fundamentais nas apostas do mercado. E foi assim que chegamos à era dos bots, os robôs que só existem nos meios digitais e que ganham cada vez mais terreno na interação com o público consumidor, via atendimento on-line ou telefone. Veja sua aplicabilidade e os empreendimentos dessa frente tecnológica. Neste número da sua revista de TI, um outro destaque é a entrevista com o ex-presidente da CDV, André Gomyde, que abraçou o desafio de replicar no Distrito Federal as ações bem-sucedidas executadas em Vitória. E mais: as últimas informações sobre lançamentos, gadgets e apps, os novos associados e o ponto de vista dos nossos articulistas. Boa leitura!

A Revista da Tecnologia da Informação do Espírito Santo

Presidente: Luciano Raizer Moura Vice-presidente: Benízio Lázaro Diretor secretário-geral: Franco Machado Diretor 1º Tesoureiro: Emílio Augusto Barbosa Diretor 2º Tesoureiro: Domingos Sávio de Almeida Pinto Suplentes: Franco de Barbi Cazelli, Rafael Marques Cavassani Roubledo Demiam Gasoni Conselho Fiscal - Efetivos: Carlos Augusto Ferreira de Almeida José Fernando Etienne Dessaune Marco Antônio Malini Lamêgo Suplentes: Daniel Caramuru Arrais Evandro Polese Alves Saulo Veronez Bittencourt Delegados Representantes Junto à Findes: Efetivos: Luciano Raizer Moura e Benízio Lázaro Suplente: Franco Machado e Emílio Augusto Barbosa Diretor Regional de Colatina: Rafael Marques Cavassani Diretor Regional de Cachoeiro de Itapemirim: Roubledo Demiam Gasoni Diretor Regional de Linhares: Franco de Barbi Cazelli Executiva: Ilma Aurora Moreira Estagiário: Dayane Palmeira da Silva e Pedro Lucas Ferreira de Souza Contato: Rua Juiz Alexandre Martins de Castro Filho, Nº 65, Ed. Proeng Offices, 4º Andar - Sala 404 – Santa Lúcia Vitória (ES) - CEP: 29056-295 Tel.: (27) 3026-0866 | 99841-9371 secretaria@sindinfo.com.br www.sindinfo.com.br Produção Editorial

Diretor: Mário Fernando Souza Gerente de Produção: Elisângela Egert

Luciano Raizer Presidente do Sindicato das Empresas de Informática no Espírito Santo

Editoração e apoio: Fábio Barbosa, Gisely Fernandes e Bruna Schnerock Fotografia: Jackson Gonçalves, Renato Cabrine e arquivos Next Editorial Colaboraram nesta edição: Adriana Nobre, Gustavo Costa, Lui Machado, Nadine Alves e Rafael Moura Revisão: Roberto Rodrigues Contato: Av. Paulino Müller, 795, Jucutuquara – Vitória/ES - CEP 29040-715 Telefax: (27) 2123-6500 redacao@lineapublicacoes.com.br www.lineapublicacoes.com.br

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//INTERNET

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Ataques cibernéticos: do campo virtual às ameaças reais às organizações TI ES


O WannaCry, maior ataque de hackers da História, deixa lições às organizações e mostra que as ciberameaças não pertencem a um futuro distante

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a manhã do dia 12 de maio de 2017, milhares de computadores, de diferentes empresas de diversas partes do globo, receberam a mesma mensagem em seus computadores. “Seus dados foram criptografados”. Logo naquela mesma manhã, os principais portais de notícias do mundo inteiro já divulgavam, em suas páginas principais, o maior ciberataque já registrado na História. De acordo com informações da CNN, durante os três dias de ataques, mais de 300 mil computadores de 150 países ao redor do globo foram vítimas do ransonware WannaCry, um software malicioso (ou malware) que, ao infectar um computador, criptografa (esconde a escrita) toda (ou parte) do conteúdo do disco rígido, tornando-se quase impossível a recuperação dos dados do computador infectado. Com o WannaCry, os criminosos conseguiram “sequestrar” os arquivos dos computadores, criptografando-os e pedindo US$ 280,00 como resgate em bitcoin, uma moeda virtual, fora do sistema bancário, para que não haja rastreabilidade da transação. Multinacionais como a Telefónica, Renault e Petrobras foram apenas algumas das vítimas dos hackers, que também atacaram sites de órgãos públicos. O ataque foi considerado sem precedentes, pelo número de vítimas e pelos possíveis prejuízos causados, seja pela perda de dados ou por ter causado a inatividade das companhias. Isso porque, embora os hackers tenham conseguido angariar “apenas” US$ 28 mil, as empresas atingidas tiveram

“Não são apenas as ferramentas, mas os processos e as pessoas que precisam estar afinadas, para garantir a segurança.” Armsthon Zanelato – Diretor Comercial da ISH que retirar seus respectivos websites do ar por causa do ataque. Segundo a Agence France-Press, o grupo de hackers Lazarus, principal suspeito de ser responsável pelo ataque, possui vínculos com a Coreia do Norte. O enredo do ataque hacker contado acima parece ter saído de um roteiro de filme de ação de Hollywood, no maior estilo Matrix, mas remonta a uma realidade muito mais próxima do que se imagina. Para se ter uma ideia, em junho de 2014, o Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (Center for Strategic and International Studies) da Intel Security publicou um relatório calculando a perda financeira anual em crimes digitais em US$ 445 bilhões para a economia global. A revista Forbes publicou, em 17 de janeiro de 2016, um estudo da Juniper Research, empresa especializada em Segurança da Informação, que projeta um prejuízo para a economia global na casa de US$ 2 trilhões, para 2019.

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“As empresas têm que tirar como lição a necessidade de investimento em Segurança da Informação, para garantir sua sobrevivência.” – Vinícius Soares, professor da Faesa e mestre em Informática pela UFES

Ameaça mais perto Segundo o consultor de tecnologia Gilberto Sudré, a tendência é que ataques como o do WannaCry representem ameaça cada vez mais palpável para as empresas e para os usuários conectados à rede mundial de computadores. “Esse tipo de ataque sempre existiu, então não é novidade. O que acontece é que a quantidade de pessoas que estão conectadas à internet é muito maior do que há 20 anos e as empresas seguiram o mesmo caminho. Hoje, muitas práticas dependem da internet. Então é normal que tenhamos cada vez mais esse tipo de crime”, afirma Sudré. O mestre em informática pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Vinícius de Freitas Soares, concorda com Sudré e analisa que a dependência que a sociedade tem com o mundo conectado faz com que todos estejam sujeitos a crimes digitais. Por isso, o impacto que essas ciberameaças podem ter nas empresas pode ser devastador, caso elas não estejam preparadas. Basta lembrar que, hoje, cerca de 3,2 bilhões de pessoas são usuárias assíduas da grande rede, segundo dados da União Internacional das Telecomunicações, órgão vinculado às Nações Unidas. “Sem exagerar, daqui a pouco, teremos que nos preocupar com a Segurança da Informação dos nossos carros e da nossa televisão. Aliás, já deveríamos ter essa preocupação hoje”, aponta Soares. Armsthon Zanelato, Diretor Comercial da ISH Tecnologia, ressalta que ainda há uma tendência de não levar tão a sério esse tipo de situação. Entretanto, ele lembra que os impactos

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financeiros de um ciberataque a uma organização podem ser imensuráveis. “Imagine um escritório de arquitetura perder todos os dados e projetos por causa de um ataque cibernético? Capaz de perder o ano inteiro de trabalho ou mais. Isso tem o potencial de acabar com uma empresa”, diz. “Vivemos em um mundo conectado, no qual as coisas mais valiosas que as empresas podem ter são os dados e informações dos seus atuais ou futuros clientes. A informação na sociedade atual ocupa o lugar que já foi do petróleo ou do ouro, em outros tempos. Quem possui esses dados tem poder e gera riqueza. Por isso, protegê-los é imperativo para qualquer empresa”, analisa Sudré. Diante dessa enorme quantidade de usuários e com a demanda e a dependência em manter-se conectado sempre crescentes, Leonardo Carissimi, diretor de Soluções de Segurança da Unysis, acredita que o WannaCry serviu para recordar as empresas de que os cibercrimes estão crescendo e se tornando mais perigosos. “As organizações criminosas que os orquestram têm cada vez mais recursos. Podem desenvolver programas sofisticados e agir globalmente com eles”, salienta Carissimi. Nesse sentido, Soares diz que é fundamental ressaltar que ataques cibernéticos não podem ser vistos de forma “romântica”, como a iniciativa de adolescentes geniais e ociosos, inspirados em filmes de ficção-científica. “Os ataques são orquestrados por grupos criminosos organizados, que possuem objetivo financeiro, roubam ou dão prejuízos de bilhões de dólares por ano”. Uma pesquisa global realizada por Grant Thornton, empresa americana de auditoria, consultoria e outsourcing, revela que aumentou de 15% para 21% o número de empresas impactadas por crimes virtuais, entre 2015 e 2016. De acordo com o levantamento, a perda de reputação das companhias (29%), o tempo de gestão (26%) e a perda e rotatividade de clientes (16,4%) são os principais impactos dos ciberataques nos negócios. Custos com remoção (12%); perda direta ou rotatividade (7,4%); competitividade (3,6%) e mudança de comportamento do cliente (3,1%) completam a lista. A pesquisa aponta ainda que, apesar das empresas estarem cientes do risco desse tipo de ataque, 52% não investem em prevenção. Segundo outro estudo, dessa vez da empresa de segurança Symantec, divulgado no ano passado, as companhias do setor de serviços são as grandes vítimas de ataques de hackers. Elas representam 38% dos ataques registrados, seguidas pelas empresas da indústria (17%), de finanças e seguros (10%), órgãos públicos (10%) e empresas de varejo (4%). As empresas não são as únicas. Os órgãos públicos também costumam sofrer esse tipo de ataque. Somente no primeiro trimestre deste ano, as redes de informática do governo federal


// Evolução de ataques cibernéticos por tamanho das empresas

7,4%

3,1% 3,6%

100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0%

// Impacto das empresas de crimes virtuais

29% 12%

16,4% 2011

2012

2013

2014

26%

2015

Grandes Empresas

Reputação das empresas Tempo de gestão

Médias Empresas

Perda e rotatividade de clientes

Pequenas Empresas

Remoção de página

Fonte: Relatório Symantect Tecnology

Perda direta ou rotatividade Competitividade

sofreram 2.828 tentativas de invasão, segundo relatório do Centro de Tratamento de Incidentes de Segurança de Redes de Computadores, departamento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Palácio do Planalto. No Brasil são poucos os estudos que tratam do assunto. Segundo o Relatório Anual Norton Cyber Security Insights, 42,4 milhões de pessoas foram afetadas no país, tendo um prejuízo de 10,3 bilhões de dólares no total, em 2016. Segundo o levantamento, o Brasil é o quarto no ranking dos países que mais sofreram ataques de hackers em 2016. “A invasão ocorrida em meados de maio deste ano só deu visibilidade a um problema que já é gravíssimo. As empresas têm que tirar como lição a necessidade de investimento em Segurança da Informação, para garantir sua sobrevivência, já que, hoje em dia, não existe, ou é muito raro existir, uma empresa que não seja dependente de TI”, afirma Vinícius Soares.

Prevenção Mas então como se proteger de uma ameaça de certa forma invisível? Como ficar imune a esses criminosos virtuais? Para Gilberto Sudré, investir em Sistema da Informação é essencial para a segurança da organização e isso significa não só

Mudança de comportamento do cliente (cliente comprando menos) Fonte: Levantamento Grant Thornton Consultoria

investir em tecnologia, mas também em pessoal e em processos. Entretanto, a segurança também parte de premissas básicas. Segundo Sudré, o próprio ataque do WannaCry evidencia como esses passos simples são extremamente úteis. “Os hackers se utilizaram de uma falha no sistema operacional Windows XP, uma espécie de brecha que havia sido corrigida em atualizações da Microsoft e nos sistemas operacionais mais novos. Ou seja, quem atualizou o sistema automaticamente estaria imune ao ataque”, aponta. “No caso desse ataque, a vulnerabilidade era conhecida há pelo menos dois meses, quando a Microsoft publicou um boletim recomendando atualização dos sistemas Windows, para corrigi-los. Um trabalho de Gerenciamento de Patchs, complementado de Gerenciamento de Vulnerabilidades, teria evitado a dor de cabeça”, complementa Leonardo Carissimi. Sudré explica ainda que o software original possui mais atualizações de segurança inexistentes no software pirata, o que o torna mais seguro para o usuário. “Outra coisa importante é fazer

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constantemente o back-up dos dados das máquinas. Quem tem esse sistema de back-up por nuvem, por exemplo, ficaria tranquilo quanto à possibilidade de perder os arquivos em uma situação como essa”, afirma o especialista. Na mesma linha de Gilberto Sudré, Vinícius Soares lembra que é importante investir em ferramentas de segurança da informação, como antivírus para Windows, e na conscientização da equipe de não abrir arquivos, por e-mail ou qualquer outra mídia, sem saber a origem. “Esse talvez seja o mais difícil”, admite. Após um episódio como o do WannaCry sempre paira no ar o questionamento sobre o que mudará dentro das organizações. Neste ponto, Sudré e Soares divergem. Para Gilberto Sudré, mais que os prejuízos, o episódio é uma lição direta sobre a importância de investir em tecnologia e processos que resguardem os dados. “Acredito que a tendência é que as empresas passem a se atentar mais com essa questão, que muitas vezes é negligenciada”, afirma. Já o professor Vinícius Soares, o ataque representou um susto, mas é mais pessimista sobre se haverá de fato uma mudança significativa na prática das organizações. Para ele, tudo dependerá do nível de maturidade da empresa. “Algumas empresas vão voltar ao seu dia a dia e não irão fazer nada. Outras passarão a investir mais seriamente em Segurança da Informação. É como se fosse a invasão por bandidos do condomínio de um artista famoso. Alguns vão pensar: ‘Como melhoraremos a segurança do nosso prédio?’; já outros pensarão: ‘Que horror!’ e seguirão suas vidas”, afirma. Corrobora com Soares o relatório de Pesquisa de Riscos de Segurança Corporativa de TI, elaborado pela empresa de cibersegurança Kapersky Lab, em 2016, que revela que 43% das empresas perderam dados em consequência de uma violação. Contudo, apesar dessa percepção, apenas pouco mais da metade (52%) das empresas concordam que precisam se preparar melhor para as transgressões inevitáveis de segurança e a perda de dados. Zanelato lembra que mais que qualquer antivírus ou firewall modernos, é preciso ter a disciplina de todos os usuários da

“As organizações criminosas que orquestram esses ataques têm cada vez mais recursos e capacidade de agir globalmente, gerando enormes prejuízos.” Leonardo Carissimi – diretor de Soluções de Segurança da Unysis 12

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“A informação na sociedade atual ocupa o lugar que já foi do petróleo ou do ouro, em outros tempos. Por isso, protegê-los é imperativo para qualquer empresa.” Gilberto Sudré, consultor de tecnologia

rede. “Não são apenas as ferramentas, mas os processos e as pessoas que precisam estar afinadas, para garantir a segurança. Evitar clicar em qualquer link, certificar de onde vem cada arquivo... São medidas preventivas, que incluem desde aqueles funcionários que não entendem muito de tecnologia ao dono da empresa. É esse conjunto de metodologias que garantirá que a organização esteja segura”, afirma ele. Ainda de acordo com o diretor, uma possível solução são cursos de capacitação e painéis educativos realizados pelas empresas. “Esses cursos podem ser presenciais, aproveitando algum evento da companhia, ou on-line. O importante é que todos sejam educados nesse sentido”, pondera Zanelato. Vinícius Soares diz que, no caso de um ataque parecido acontecer, a sugestão é contratar um especialista em Segurança da Informação para aplicar técnicas e ferramentas para retornar os sistemas na situação original. Além disso, ele lembra que o incidente deverá ser tratado como um crime e que é importante que seja aberta uma ocorrência policial na Delegacia de Repressão aos Crimes Eletrônicos – DRCE, órgão da Polícia Civil que trata desse assunto. O mundo mudou. As demandas, os valores e também as ameaças. Nesse sentido, proteger os dados e informações é fundamental para a sobrevivência das organizações. Caberá às empresas a maturidade necessária para acompanhar essas mudanças. Afinal, como mostra o WannaCry, ataques hackers são reais, assim como os prejuízos. E estão a apenas um clique de distância.


//SINDINFOS Com o maior estande dentro da Mec Show, a InfoShow apresentará os lançamentos de nove empresas do setor de TI

InfoShow aproxima os setores de TI e metalmecânico

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empre pautada pelo objetivo de apresentar as novidades em produtos e serviços, além de estreitar parcerias e gerar negócios entre os setores de Tecnologia e o metalomecânico, a Feira das Empresas da Tecnologia da informação (InfoShow) acontecerá mais uma vez durante a Feira da Metalmecânica, Energia e Automação (Mec Show), que será realizada entre os dias 18 a 20 de julho, no Pavilhão de Carapina. Promovida pelo Sindinfo e Sebrae/ ES, em parceria com o Sesi/Senai, entidades do Sistema Findes, a Infoshow, que chega a sua 6ª edição, contará com o maior estande do evento, e a presença de nove empresas e as grandes novidades em TI. Para o presidente do Sindinfo, Luciano Raizer Moura, o destaque da InfoShow dentro da Mec Show não é à toa. “A tecnologia é fundamental para empresas de todos os setores hoje, e quando se fala nas indústrias do segmento metalomecânico, a demanda é muito grande por inovação e soluções que reduzam custos e otimizem processos. A nossa expectativa é muito positiva, queremos mostrar todos os lançamentos na área de software, tanto os desenvolvidos quanto os melhorados, para o mercado em geral e especialmente para o público da Mec Show. As nove empresas estarão presentes, apresentando soluções, tirando dúvidas e mostrando as vantagens de se investir em tecnologia. A ideia é realmente uma feira dentro de outra. Ao invés de criarmos algo separado, já unimos as empresas com grandes e interessados clientes”, frisou. Em sua 6ª edição, a Infoshow estará com nove empresas de tecnologia expondo as suas novidades, são elas: BL Tecnologia em Informática Ltda., DBM Sistema Ltda., Databelli Automação

Comercial Ltda., Elpis Informática Ltda., Market Share - E-commerce Mark Digital Ltda., Raizer Moura Tecnologia Ltda., SPG Inovação em Tecnologia da Informação Ltda., Softvix – Soluções de Tecnologia Ltda. e Telemasters Serviços em Teleinformática Ltda. Clientes não faltarão aos expositores da Mec Show, que busca oferecer aos participantes, oportunidades para geração de negócios, capacitação profissional e networking. Em sua 10ª edição, a Mec Show trará como destaques a parceria firmada com a Petrosul – II Conferência e Encontro de Negócios do Setor de Petróleo do Sul e Sudeste do Brasil; o 16º Seminário e Exposição de Instrumentação, Sistemas, Elétrica e Automação (Isa Show ES); e a segunda edição do espaço tecnológico, que contará com um ambiente inédito para a exposição de protótipos e simuladores interativos, sem contar nas presenças de representantes de startups com iniciativas ligadas à pesquisa, investigação e desenvolvimento de produtos de última geração. Está prevista a realização de um Encontro Tecnológico, com as demandas com foco em desenvolvimento tecnológico mapeadas pela Petrobras e que são oportunidades de negócios para as empresas capixabas.

// 10º Mec Show e 6ª InfoShow • Data: 18 a 20 de Julho • Local: Pavilhão de Carapina • Horário de Funcionamento: 15 às 21h (acesso até às 20h)

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// Gadgets

SSD portátil A Western Digital lançou o seu primeiro SSD (drive de estado sólido) portátil. Chamado de My Passport SSD, o produto cabe na palma da mão e alcança velocidades de até 512MB/s para transferência de arquivos. O aparelho foi desenvolvido para a mais recente USB-C e está pronto para USB 3.1 - além de possuir um adaptador para conexões mais tradicionais do tipo USB-A. Apesar de desenhado para PCs, o SSD também é compatível com Macs, de acordo com a fabricante. Em termos de segurança, o My Passport SSD conta com criptografia de hardware AESde 256 bits e proteção por senha. Já está disponível no site da empresa nos EUA e seu modelo de entrada, de 256 GB, sai por 100 dólares (cerca de R$ 300).

Superbateria A Razer conta com uma superbateria portátil, capaz de carregar três gadgets ao mesmo tempo. Trata-se da Razer Power Bank, com poder de alimentação de 12.800mAh, que fica em um case preto de alumínio com o logo da empresa. Segundo a empresa, o novo acessório consegue ajudar um ultrabook Blade Stealth a ficar “acordado” por até 15 horas, quando combinado com a bateria embutida do computador. A bateria externa da Razer também vem com duas entradas USB padrão que podem recarregar smartphones e outros aparelhos ao mesmo tempo que um laptop pela USB-C, alcançando assim um total de três aparelhos ao mesmo tempo. O produto traz no pacote dois cabos, um USB-C e um USB-A para USB-C. Custa 150 dólares no site da empresa, nos Estados Unidos.

Novas TVs no Brasil A LG já vende no Brasil sua linha 2017 de Smart TVs com a tecnologia IPS 4K, que promete entregar ótima qualidade de imagem, independente do ângulo de visão. Dentre os modelos apresentados durante evento em São Paulo, estão aparelhos de entrada, da linha UJ 65, com preço a partir de R$ 3.349, e televisores premium, como a linha SJ 9500, com o preço de até R$ 39.999. Os modelos de entrada da LG, que são da linha UJ 65, trazem o IPS 4K e um efeito emulado da qualidade HDR, que pode ser visto em câmeras de celulares, por exemplo, a partir de um processamento diferenciado da imagem. A fabricante aponta que mesmo com essa tecnologia, o consumo de energia é baixo. A linha UJ 65 conta com televisores que têm 43, 49, 55, 60, 65 ou 75 polegadas.

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Notebooks de tela infinita

Smartphones de até R$ 1 mil

A Dell tem uma nova linha no Brasil de notebooks ultrafinos top de linha Inspiron 7000 com telas de 14 e 15 polegadas IPS Full HD (1920x1080). Com preços a partir de R$ 3.300, os computadores com Windows 10 trazem como principal destaque a chamada “tela infinita”, com bordas de apenas 5mm- são os primeiros modelos desta linha a contar com a funcionalidade. Outros recursos compartilhados entre os novos modelos Inspiron 7000 incluem processadores Intel de sétima geração, Core i5 e Core i7, placa de vídeo Nvidia GeForce GT 940MX DDR5 com 4GB, HD de até 1TB e memória de até 16GB dualchannel DDR4. Enquanto o modelo de 14 polegadas possui bateria de até 10 horas, a duração no “irmão maior” de 15 polegadas chega a até 9 horas, de acordo com a fabricante.

A fabricante brasileira Quantum tem agora a nova família de smartphones chamada You. Segundo a empresa de Curitiba, o seu novo aparelho Android tem “foco no público jovem, que produz conteúdo multimídia e tem o perfil “hard user” de redes sociais”. A Quantum preparou dois modelos do You, sendo um mais simples, chamado de You L, com preço sugerido de R$ 800, e outro mais completo, chamado apenas de You, que sai por R$ 1 mil. O Quantum You L conta com 2GB de RAM, câmera traseira de 13MP e frontal de 8MP, enquanto que o modelo mais completo da família, o You, traz 3GB de RAM e câmeras traseira e frontal de 13MP.

Som com bluetooth O JBL MS202, da JBL, é um modelo compacto para quem procura um sistema de som doméstico básico por menos de R$ 1 mil. Um dos destaques é a compatibilidade com aparelhos Android e iOS, que permite o controle de músicas por smartphone ou tablet via Bluetooth. O aparelho já pode ser encontrado no Brasil pelo preço de R$ 599. Além do Bluetooth, o aparelho também traz um conjunto de conexões básicas. O microsystem conta com entrada USB e RCA, que permite reproduzir som estéreo de um aparelho externo, como um videogame ou um DVD. O modelo também vem com um adaptador RCA/P2 que permite conectar o aparelho a uma saída de áudio P2, como em um computador, por exemplo.

Câmera 3D A SID é uma câmera que captura vídeos e fotos em 3D. Ela permite, por exemplo, que o usuário faça selfies em 3D, ou use suas capacidades de vídeos para realizar uma transmissão ao vivo com efeitos especiais de realidade aumentada. O produto está em campanha de financiamento coletivo no Kickstarter e atingiu a meta mínima de arrecadação em questão de poucos dias. Além da câmera, há um aplicativo para que os usuários possam curtir os resultados de suas criações com a SID. Interessados no projeto podem colaborar na campanha de financiamento com um mínimo de US$ 159 (cerca de R$ 500), mais um frete para o Brasil de US$ 20 (cerca de R$ 60). A expectativa é de que a SID comece a chegar aos compradores a partir do mês de agosto. SINDINFO ES

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// ENTREVISTA

André Gomyde “Mostramos em Vitória que é possível pensar de forma moderna”

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atural de São Paulo, mas se dizendo um capixaba de coração, Gomyde deixou um legado na sua passagem pela presidência da Companhia de Desenvolvimento de Vitória. Agora em uma nova etapa de sua trajetória profissional, esse mestre em Administração de Empresas de 47 anos trabalha para replicar em Brasília o mesmo destaque apresentado em terras capixabas. Como está sendo esse novo desafio na Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal? Quais são as suas metas no cargo? O primeiro desafio é superinteressante. O governador Rodrigo Rollemberg, quando me convidou para vir para Brasília, tinha a ideia de desenvolver uma série de projetos, a fim de criar uma matriz econômica alternativa ao que temos atualmente, que é muito focada no setor público. Tenho então essa incumbência de promover projetos em duas vertentes: a primeira, que a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) seja sócia desses empreendimentos, ao mesmo tempo que você possa pensar o futuro do DF sem passar pelo viés tradicional. Estamos desenvolvendo muitos projetos e o bacana é que

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temos total apoio do governo para isso. Vemos as coisas acontecendo, e isso é bastante estimulante. Como avalia o mercado de tecnologia capixaba? O Espírito Santo tem tudo para ser um Estado de ponta na área de TI. Só falta um pouco de ousadia dos governantes locais para fazer com que as coisas aconteçam. Usando uma metáfora futebolística, a impressão é que a gente dribla, invade a área, mas na hora de fazer o gol o time recua. Falta ao Espírito Santo a vontade de fazer o gol, acreditar que somos fortes e podemos ter a vanguarda em tecnologia no Brasil. Já avançamos muito, mas acho que ainda podemos melhorar mais nas nossas metas. Qual é o balanço que faz a respeito de sua atuação na Companhia de Desenvolvimento de Vitória? Quais foram os principais destaques e como enxerga a importância da entidade? O balanço que podemos fazer é positivo. Mostramos em Vitória que é possível pensar de forma moderna. Nos quatro anos que eu atuei na entidade, esse foi o tom que demos à CDV:


apontar que é possível fazer uma gestão que olha para o futuro, olhando para o futuro, para os caminhos que vêm pela frente. Destaco dois exemplos: o primeiro é parque Tecnológico, sobre o qual deixei tudo pronto para que se pudesse licitar o Centro de Inovação. E também deixei parceria Público-Privada (PPP) de Iluminação Pública, que é a base da cidade inteligente. E que se a prefeitura fizer a licitação e tocar isso para frente, será um mercado muito forte para a indústria de Tecnologia de Informação do Estado. A ideia de cidades inteligentes é de fato um fenômeno que veio para ficar? Como percebe cidades como Vitória nesse conceito? Não tenho dúvida de que o conceito de cidades inteligentes veio para ficar. É uma necessidade estruturada no mundo todo. E Vitória tem tudo para ser uma das primeiras cidades inteligentes do Brasil. Depende agora da ousadia do setor público em implementar a PPP da iluminação pública e conectar essa iluminação inteligente com a rede de fibra óptica da cidade, para que Vitória tenha uma infraestrutura apropriada e seja possível desenvolver toda a Tecnologia da Informação necessária. Agora trabalhando no Distrito Federal, mudou alguma coisa em sua atuação na presidência da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas? Como avalia o trabalho desenvolvido pela Rede? Fui eleito presidente da Rede por ser antes presidente da CDV, o que muito me orgulha. Obviamente que chegando a Brasília, você fica mais perto do Congresso Nacional e do Governo Federal, o que facilita muito o nosso diálogo com essa esfera governamental. Podemos dizer que isso deu um “upgrade” para a Rede e é algo que tem aberto muitas portas interessantes e importantes. Mas estou sempre defendendo Vitória. Se me falam que precisam de uma cidade para fazer como piloto em um projeto envolvendo TI, eu luto para que seja a capital do Espírito Santo. Se precisarem de duas, quero que Vitória seja uma delas. Então, acho que Vitória ganha muito com a minha chegada a Brasília. Na presidência da Rede, eu puxo o município para um papel de destaque nacional, um exemplo para ser seguido. A Rede tem um papel importantíssimo. Ela surgiu ligada à Frente Nacional de Prefeitos (FNP), para formar um lugar de troca de informações sobre cidades inteligentes e humanas no país, além de apresentar um conceito adaptado à nossa realidade, fomentando projetos e criando mecanismos para a inclusão tecnológica da sociedade brasileira, ampliando o acesso ao mercado de trabalho e gerando renda.

Como enxerga a sua trajetória ligada ao setor de TI no Espírito Santo? E como enxerga a evolução dos capixabas nessa área? Posso dizer que foi um aprendizado muito grande e fico feliz por ter contribuído com tantas ideias, sonhos e projetos. O Espírito Santo já é conhecido pela criatividade e compromisso dos seus profissionais e são coisas assim que levo sempre comigo. Se os capixabas seguirem assim, só podemos pensar que isso fará com que o Estado se consolide como grande referência em TI para o resto do país. Antes dos quatro anos atuando na área de Tecnologia, trabalhei no setor de Construção Civil e já tive a minha experiência no setor público na gestão de Luiz Paulo Vellozo Lucas, em Vitória. Atuava na área social com o desenvolvimento da juventude. Creio que tudo que passei foram com etapas muito importantes para a função que ocupo hoje.

“Não tenho dúvida de que o conceito de cidades inteligentes veio para ficar. E Vitória tem tudo para ser uma das primeiras cidades inteligentes do Brasil” SINDINFO ES

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// ENTREVISTA

Qual é o grande gargalo para a tecnologia nacional? Como vencer tal obstáculo? O principal gargalo é a falta da compreensão dos gestores públicos do país sobre o papel da ciência, da tecnologia e da inovação como um motor da história no século XXI. E essa falta da compreensão gera também a falta de metas e a falta de apoio para o setor de TI. Quando o gestor público precisa fazer cortes orçamentários, a primeira área a ser impactada é a de Ciência e Tecnologia da Informação. Esse é um erro estratégico. É preciso entender o que está acontecendo no atual cenário internacional. Nós vivemos uma grande revolução. É uma mudança de era, e nós somos testemunhas de uma era digital, instantânea. Nossos governantes precisam entender isso. Isso se faz integrando o setor e mostrando para os gestores o quanto é fundamental a tecnologia na vida da sociedade. Qual é o impacto do atual cenário econômico do país no setor de TI? O Brasil hoje vive uma crise sem precedentes, mas que é muito boa para um novo salto tecnológico. Você só resolve uma crise ética com transparência, seja nos dados, nas informações, nos orçamentos. E só quem pode dar essa transparência é a Tecnologia da Informação. Vou te dar um exemplo: temos hoje a grande mídia oficial, que passa a notícia sempre com o filtro do editor. Já as redes sociais, que são frutos da tecnologia, dão a notícia como ela é. É quando se apura a verdade, sem a edição de nada. Então, a tecnologia traz para a população a transparência, que pode ajudar muito na solução das questões éticas. E ao solucionar essas questões, você passa a contar com governos que acabam,

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“Nós vivemos uma grande revolução. É uma mudança de era, e nós somos testemunhas de uma era digital, instantânea” obrigatoriamente, investindo mais na inovação. É uma roda vida, é preciso compreender tudo e saber aproveitar as oportunidades que se apresentam. Quais os cuidados que devem ser tomados por um polo de tecnologia? Na minha visão, o polo deve ser trabalhado de forma a evitar que se dupliquem ações já realizados em outras regiões. Explico: nós estamos montando um Parque Tecnológico em Vitória. A Petrobras, que é uma das empresas-âncoras, prega que o parque capixaba não deve ter as mesmas atividades e atribuições do Parque Tecnológico do Rio de Janeiro, ou não valeria a pena para ela estar apoiando o projeto. Quando duplicamos ações, estamos perdendo eficiência. É preciso buscar a nossa identidade, fazer algo diferente dos outros. Somente um polo, uma região que se integra, pode construir um caminho diversificado. É preciso buscar uma tecnologia que complemente outras, e não seja um concorrente. É o que aconteceu no Vale do Silício. É uma área territorial gigantesca e que potencializou toda uma região. O Sindinfo tem, ao longo dos últimos anos, buscado ampliar e fortalecer a integração entre a academia e o mercado de trabalho. Acredita que isso passa a atender a demanda da indústria de novos talentos de maneira mais eficaz? Unir o setor empresarial e a academia é vital. Mas agora, é preciso que eles, de braços dados, façam uma pressão em cima do governo para que este seja a terceira perna, que chamamos de tríplice hélice. Trata-se de um modelo de inovação com base na relação governo-universidade-indústria. Apenas por meio da interação desses três agentes é possível criar um sistema de inovação sustentável e durável na era da tecnologia. Então, creio que é muito importante para o Sindinfo seguir promovendo suas iniciativas e convidando não só as academias, como o setor público. É preciso conhecer as questões da política e como elas nos afetam. Temos sempre de pensar nesse diálogo, afinal, é o setor público que é o grande investidor de tecnologia.


//SINDINFOS Primeiro encontro do ano teve como tema “Tecnologia e Inovação no Espírito Santo – discursão de perspectivas e ações”

Inovação e perspectivas do setor são debatidas no Vinho com TI

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radicional evento da programação do Sindinfo durante o ano, o Vinho com TI integra o setor de tecnologia em um ambiente descontraído para debater assuntos relevantes para as empresas associadas. No dia 31 de março aconteceu em Vitória a primeira edição em 2017, com o tema “Tecnologia e Inovação no Espírito Santo – discursão de perspectivas e ações”. Participaram do debate o senador Ricardo Ferraço; o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional, Vandinho Leite; o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), José Antônio Bof Buffon; e o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), José Vicente Pimentel. O evento contou com um público de 44 pessoas, representando 35 empresas do Estado. O presidente do Sindinfo, Luciano Raizer Moura, falou sobre a importância do setor de tecnologia estreitar laços com representantes das mais diversas esferas da política. “O Vinho com TI faz parte da nossa agenda anual, que tem uma série de ações necessárias para o setor e identificadas por meio de pesquisa junto aos associados. Apresentamos nosso planejamento estratégico e o plano de ação para o ano. Naturalmente, as ações que estamos desenvolvendo pressupõem um relacionamento político forte. E por isso, convidamos o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e um senador da República sensível ao tema.

Ao secretário, que estava assumindo a Pasta, pudemos passar as nossas expectativas em relação ao nosso ecossistema regional, aproveitando para reafirmar a importância do Parque Tecnológico, da situação do Bandes como financiador da inovação e outras questões. Para o senador, além de mostrarmos como atuamos, também agradecemos pelo apoio que nos deu em duas ações na esfera federal: a primeira delas foi a ampliação em um ano do prazo do Programa Tecnova. O senador intercedeu nesse caso junto ao Ministério de Ciência e Tecnologia e conseguimos essa ampliação no prazo. Também nos ajudou em uma aproximação com o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, para a solicitação de verbas para a ampliação do primeiro prédio - único que será público - do Parque Tecnológico”, revelou. O senador Ricardo Ferraço agradeceu o convite para o Vinho com TI e se colocou à disposição para ajudar o setor em questões que tragam o desenvolvimento do Estado do Espírito Santo. “Investir em inovação e em tecnologia é estar um passo à frente. Foi muito importante participar desse debate, poder ouvir as pessoas que estão inseridas nesse segmento, para que juntos possamos pensar e trabalhar pelo futuro do nosso Espírito Santo. Agradeço muito ao Sindinfo, na pessoa do Luciano Raizer, por ter me convidado e permitido fazer parte desse encontro”, explicou ele. SINDINFO ES

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// ARTIGO

Internet das Coisas ou coisas da internet?

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ivemos em um mundo cada vez mais conectado e cheio de interações entre pessoas e máquinas. Essas conexões já estão em nosso cotidiano, muitas vezes sem ao menos percebermos. Seja ao usarmos um smartwatch, quando localizamos nossos filhos por geolocalização, ao usarmos nossos assistentes virtuais por comando de voz em nossos smartphones, ou ainda quando falamos por video call usando nossos smartphones. Quando falamos de Internet of Things (IoT), ou Internet das Coisas, estamos falando de objetos de nosso dia a dia, que até pouco tempo não tinham nenhum tipo de interação conosco ou com outros equipamentos. Hoje em dia podemos ter uma infinidade de aparelhos, que de alguma forma se comunicam entre si ou diretamente conosco. Como exemplo podemos citar as smart houses, que se comunicam com o supermercado ao usarmos a última caixa de leite, ou roupas que podem medir a pulsação e respiração do seu bebê 24 horas por dia. Isso sem falar nas indústrias que estão se preparando para sua mais profunda revolução, onde máquinas tomarão decisões sozinhas, sem a interferência humana. Internet das coisas, segundo a Wikipedia, é uma rede formada por equipamentos, veículos, eletrodomésticos, roupas, relógios e outros itens conectados que trocam informações entre si e seus usuários. Nesse contexto, áreas como saúde, energia, smart home, fitness e bem-estar, transporte e processo produtivo serão radicalmente afetadas pelos dispositivos ligados à internet. Equipamentos nos apoiarão na redução do consumo de energia nos dizendo quanto cada equipamento de nossas casas está gastando e até quando devemos trocá-los por outros mais modernos, que consumam menos. Materiais com sensibilidade podem melhorar nossa performance quando nos exercitamos. Nossa forma de comprar nunca mais será a mesma. Misturando realidade virtual, reconhecimento facial e inteligência artificial, podemos experimentar qualquer tipo de roupa ou acessórios antes mesmo de tocá-los. Os modais de pagamento serão cada vez mais ágeis e rápidos, como smartphones ou smartwatchs. Equipamentos para prevenção de cheias e alagamentos estarão espalhados e se comunicarão com todos os moradores das áreas de risco, para que todos tenham mais tempo de reação. Não existirão mais concessionárias ou oficinas mecânicas. Nós não teremos mais nosso próprio carro. Seremos assinantes de uma empresa de prestação de serviços que nos oferecerá carros autônomos aonde estivermos. Chamaremos por uma aplicativo qualquer e o carro chegará, sem motorista e, claro, totalmente elétrico. 20

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Alguns futuristas dizem que nos tornaremos cyborgs nos próximos 20 anos, com sensores e microimplantes Teremos pílulas com microcâmeras que poderão ser engolidas e transmitir todas as imagens para um outro sistema que já informará o tratamento mais adequado já com a validação de um médico, sem ao menos você sair de casa. E claro a medicação já estará sendo entregue por um drone em sua porta. Imagine o que acontecerá com muitas das profissões de hoje. Existem previsões de que no ano de 2050, 80% das profissões que conhecemos hoje não existirão mais. Podemos estar vestidos com esses dispositivos, neste caso chamamos esses dispositivos de wearables. Ou seja, objetos que usamos para sair de casa, como sapatos, relógios, camisas, casacos e bonés. Imagine você ao acordar e abrir seu guarda-roupa, seu assistente pessoal virtual te avisa de seus compromissos e do clima do dia e te faz uma sugestão de roupa baseada em suas atividades e no clima. Isso tudo de forma automática. Isso daqui a 20, 30 anos? Não, estamos falando de uma realidade atual, que ainda tem um custo alto, mas historicamente a tecnologia diminui seu custo exponencialmente à medida que a produção alcançar níveis industriais. E ainda estamos falando de dispositivos que não estão implantados diretamente aos nossos corpos. Alguns futuristas dizem que nos tornaremos cyborgs nos próximos 20 anos, com sensores e microimplantes espalhados por todo o corpo, no caso de doenças ou não. Implantes cocleares eletrônicos já estão sendo implantados em pessoas com deficiência auditiva. A quantos anos estamos de conectar nossos pensamentos à internet? Impossível, não sei, mas que já existem pesquisas neste sentido é um fato. A realidade virtual transformará nossas casas e locais de trabalho. Não teremos mais telas ou computadores, e sim dispositivos de realidade virtual que nos possibilitarão trabalhar. No Brasil ainda estamos vivendo a uma distância considerável do que podemos chamar de uma mudança de comportamento que possa realmente comprovar a chegada da era da conectividade. Vale lembrar que em nosso país, ainda temos muitos lugares que não têm acesso ou têm acesso


limitado à internet. Até em grandes centros, como São Paulo, a qualidade da conexão oferecida ainda é ruim quando comparada com cidades como Singapura ou Shangai. Outro fator que nos distancia da realidade absoluta da internet das coisas é a baixa competitividade de nosso país em diversos termos, como, qualificação técnica, presença de empresas de base tecnológica, investimento e o custo Brasil. O Brasil precisará de uma verdadeira revolução para tentar chegar perto do que acontece nos grandes centros de inovação mundial. Só para se ter ideia, somente a Google, o Facebook e a Apple valem juntos 1,68 trilhões de dólares. Fazendo uma comparação com as maiores empresas brasileiras, Petrobras, Embraer, Vale e BRF, todas estas empresas combinadas valem míseros 5% do que somente a Apple vale. A capacidade de investimentos das empresas americanas mencionadas chega a 600 bilhões de dólares. O Brasil precisa, em um espaço de tempo muito curto, saltar uma geração no desenvolvimento tecnológico para tentar se manter no mercado global. Caso contrário, seremos sempre fornecedores de comodites. A internet das coisas trará uma mudança comportamental significativa para nossa população que afetará negócios em todo o país. Assistentes pessoais, que já estão à venda pela Amazon e Google, já fazem tarefas rotineiras em nossas vidas, como mandar mensagens, agendar uma reunião ou informar o atraso em um voo. Qual será o reflexo de todas estas mudanças em nossa economia? Nossas empresas estão preparadas para essa disrupção? Qual o tempo de reação que temos? Em um país com pouco mais de 500 anos, que teve uma colonização exploratória, que nos aflige até os dias de hoje, como evoluir a um compasso que nos permita sobreviver à 4ª revolução industrial sem antes sermos completamente destruídos economicamente?

A internet das coisas trará uma mudança comportamental significativa para nossa população, que afetará negócios em todo o país

Todas essas perguntas precisam ser respondidas e as decisões tomadas em um espaço de tempo que não é o que estamos vendo nos dias atuais. Não temos tempo nem condições de esperar que o estado brasileiro, seja de qual esfera for, resolva estes problemas. Precisamos tomar as rédeas de nosso futuro, independente da situação política do país. Isso se quisermos nos manter em um mercado global e tecnologicamente 20 ou 30 anos na nossa frente. O timing que vivemos é muito injusto se levarmos em conta o pouco tempo que tivemos para nos desenvolver. Mas o fato é que outras nações estão fazendo a parte delas. Os leitores podem estar pensando, “ele está falando dos Estados Unidos ou Alemanha”, mas não, pense em Tel Aviv, uma cidade de 52 km2, situada em uma das regiões mais conflituosas do mundo. Segundo o Fórum Econômico Mundial, Israel é o segundo país mais inovador do mundo. Isso com uma população de pouco mais de 450 mil habitantes. Em um mercado que pode chegar a 1,7 trilhões de dólares em 2020, com mais de 26 bilhões de dispositivos conectados, segundo a Gartner, o Brasil poderia liderar o desenvolvimento de dispositivos deste tipo no mundo. Com uma população diversa e extremamente conectada, poderíamos estar gerando emprego e renda por meio de pesquisa e desenvolvimento. O mercado de IoT está em franca expansão globalmente e tem a capacidade de revolucionar para melhor a vida da maioria das pessoas. Como aproveitar essa corrida por produtos e serviços? Aos empreendedores, vai uma mensagem: O caminho não é fácil, ao contrário. Um amigo costuma dizer que empreender no Brasil é como mastigar vidro. Você vai enfrentar momentos em que vai querer desistir, momentos em que vai ter que abrir mão de seu planejamento, pessoas vão te dizer para desistir e procurar um emprego. Mas na verdade o que vale mesmo é a caminhada e não cruzar a linha de chegada. Desenvolvam suas ideias, achem parcerias. SENAI e SEBRAE podem contribuir muito. Busquem investimento com grupos de investidores-anjo, entrem em processos de aceleração, participem de rodadas de network e eventos, e acima de tudo, executem. Só chega lá quem faz, acreditem. Não busquem ser o próximo Zuckerberg ou Steve Jobs, sejam o melhor que o seu ambiente e condição permitir, sempre com persistência, foco e trabalho duro, que certamente terão sucesso. E acima de tudo lembrem-se: as melhores idewias nascem na dificuldade, e não na bonanza.

Ricardo Penzin

Entrepreneur, Innovation Specialist, Networker, Futurist, Speaker and Bis Dev

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//SINDINFOS

Público acompanhou palestras que trataram de premissas estratégicas, casos de sucesso, impactos na indústria brasileira e a visão do governo sobre a Internet das Coisas

Mercado da Internet das Coisas é tema de seminário

Sindinfo promove evento que aborda oportunidades para empresas de TI do Estado

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om a premissa de fomentar um debate e apresentar os benefícios e os casos de sucesso com o conceito da Internet das Coisas no país, o Sindinfo realizou no Edifício Findes, no dia 4 de maio, o Seminário “Oportunidades e Mercado da Internet das Coisas – IoT”. “O evento, que teve apoio do Sebrae-ES, reuniu 54 participantes e 39 empresas do setor de TI representadas, e contou contou com quatro palestras especiais”. Iniciando o Seminário, o empreendedor, palestrante e especialista em inovação Ricardo Pezin abordou “Tecnologias Emergentes e o Impacto na Indústria Brasileira”. Segundo ele, o destaque das palestras ficou com a convergência de forças ao redor dos temas abordados, mostrando a capacidade de adoção de uma mentalidade voltada para o desenvolvimento tecnológico, inovação e empreendedorismo. “O envolvimento

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“Com esse cenário, precisamos capacitar os nossos profissionais e empresários de TI para atravessarmos essa crise, transformando-a numa geradora de oportunidades.” Eiomar Sploradori, diretor Administrativo da Neski Softwares Inteligentes


do público foi de surpresa sobre o ritmo em que as coisas estão acontecendo e ao mesmo tempo interessados nas novidades. O balanço é positivo. Acredito que qualquer tipo de conteúdo seja relevante para o setor. Ações como estas são de extrema relevância para o estado como um todo, não só para o setor de TI. Ações de mobilização em prol do desenvolvimento econômico envolvem uma cadeia de valor que extrapola um único setor e traz mais emprego e renda. O Sindicato deve manter e incrementar ações de conteúdo no estado de forma a apoiar o crescimento econômico”, explicou. Em seguida, o representante da IBM, Sérgio Gama, falou sobre como a empresa está posicionada como provedora de tecnologia para IoT (Internet of Things) e computação cognitiva. Para ele, os temas apresentados têm relação direta e de extrema importância para tornar as cidades inteligentes, com integração dos órgãos e instituições que de alguma forma têm informação ou fazem parte de um determinado ecossistema de governança da cidade, como sistema de águas, iluminação, trânsito, defesa civil, clima, segurança, corpo de bombeiros e hospitais. “A ideia principal de projetos de cidades inteligências é integrar os órgãos que têm importantes informações, tanto em sistemas tradicionais como de sensores espalhados pela cidade, mas funcionam de forma independente e não integrada, dificultando a governança por parte do prefeito, que necessita ter uma visão única, especialmente em casos de crises. O público foi composto de pequenos desenvolvedores e empresas provedoras de tecnologia na região, extremamente importante neste ecossistema e de suma importância para alavancar iniciativas nas cidades na região. Senti muito interesse no tema. Uma vez que as cidades têm crescido de forma desorganizada e cada vez mais as pessoas estão se concentrando nos centros urbanos – conforme pesquisas já somos mais de 50% nas cidades –, o tema do Seminário é absolutamente pertinente e o debate neste momento é necessário”, frisou ele. No ponto de vista de Gama, eventos como o Seminário devem fazer parte da agenda da cidade, contribuindo para a criação de polos tecnológicos e o debate de temas importantes. Após o almoço, o diretor de Inovação Tecnologia e Pré-venda da Daruma, Claudenir Andrade, palestrou sobre “IOT - Premissas Estratégicas, Cases de Sucesso e Por onde Começar”. Já o diretor da Agência do Desenvolvimento do Distrito Federal, André Gomyde, passou a “Visão do Governo sobre Cidades Inteligentes e IoT”. Houve ainda um momento para o público tirar dúvidas e expor suas opiniões acerca das palestras, resultando em um encerramento descontraído.

Setor unido: 39 empresas do setor de TI estiveram representadas no Seminário

Público celebra a iniciativa Para quem esteve presente, o evento reafirma o compromisso do Sindinfo em levar aos seus associados os temas de grande relevância para o mercado de TI como um todo. É o que acha, por exemplo, o diretor Administrativo da Neski Softwares Inteligentes, Eliomar Sploradori. “O evento foi muito bom, sendo elogiado por todos que estavam presentes. Os assuntos abordados foram muito relevantes e mostram o quanto o Brasil está aquém dos países desenvolvidos. Precisamos correr para não sermos engolidos pelas gigantes de tecnologia. Muito importante o papel do Sindinfo neste processo de capacitar os profissionais de TI do Espírito Santo a respeito das tendências do mercado, incentivando a busca pela modernização e competição”, frisou. A opinião de Eliomar é partilhada pelo diretor da Suporte Sistemas e Tecnologia, Herivelton Passos de Souza. Segundo ele, a realização do seminário aponta para a maturidade do setor de TI capixaba. “O Sindinfo tem acertado em todas as iniciativas. Eu particularmente tenho aproveitado todos os eventos. Uma das coisas que me fez ser associado foi esse foco no empresário de TI. Antes, sempre que precisávamos de conhecimento tínhamos que sair do Estado. Comigo sempre foi assim, mas agora estou vendo que isso está mudando. Com esse nosso cenário, precisamos capacitar os nossos profissionais e empresários de TI para atravessarmos essa crise, transformando-a numa geradora de oportunidades, afirmou O coordenador do evento, Emílio Barbosa, afirmou que o conhecimento sobre o tema é fundamental para profissionais de todas as áreas. “A Internet das Coisas é uma realidade, e queríamos com o evento provocar os empresários, e não apenas o pessoal de TI. É um assunto que interessa a todos os setores. Você tem oportunidades para usar essa tecnologia em qualquer área. Queremos que os empresários entendam que esse assunto irá substituir os modelos de negócio atuais. As palestras foram de altíssimo nível e mostraram que com coisas simples, podemos utilizar a IoT. O seminário foi ótimo para desmistificar o assunto”, analisou. SINDINFO ES

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// Lançamentos

Fotos: Divulgação

Pagamentos pelo Google O Google anunciou que o Android Pay, seu sistema de pagamentos por celular, chegará ao Brasil ainda neste ano. Segundo a companhia, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Caixa Econômica Federal, além de Mastercard, Visa, Elo e Porto Seguro, já firmaram parceria para o início do sistema no Brasil. No Android Pay, o usuário cadastra seu cartão de crédito ou débito e, ao fazer uma compra, aproxima o aparelho de um terminal dotado da tecnologia NFC (Near Field Technology), já disponível em muitos estabelecimentos, para efetuar o pagamento. A solução foi lançada nos Estados Unidos em 2015, chegou a dez países e também deve estrear neste ano no Canadá, na Rússia, na Espanha e em Taiwan. No Brasil, o aplicativo capixaba Pic Pay, disponível em Android e iOS, já oferece serviço semelhante, por meio de um aplicativo.

Notebook para jogadores A Avell vai trazer para o Brasil o Titanium G1540 Lite, com preço a partir de R$ 6.999 na configuração padrão. O notebook gamer é mais leve e mais fino que os modelos tradicionais para jogos, com 1,85 cm de espessura e peso de 1,9 kg. O computador apresenta especificações potentes para o melhor desempenho durante os games, entre elas processador Intel Core i7 da 7ª geração Kaby Lake e placa de vídeo Nvidia Geforce GTX 1060, com arquitetura Pascal. O modelo também traz três portas USB 3.0 e duas USB 3.1 tipo-C, além de leitor de cartão 6 em 1. A placa de vídeo Geforce GTX 1060 do sistema conta com 6 GB de memória e o notebook garante experiências imersivas de realidade virtual com suporte para até quatro telas ativas.

Câmera à prova d’água A Garmin lançou a Virb 360, câmera de ação à prova d’água que pode ser usada em profundidade de até dez metros e com resolução de vídeo 5.7K. O modelo é o primeiro da fabricante com gravação em 360 graus e, totalmente impermeável, promete garantir imagens prontas para realidade virtual em qualquer ambiente, seja submerso ou em aventuras. O aparelho chega aos EUA com preço de US$ 800 (cerca de R$ 2.600, em conversão direta). Com design que lembra o da linha Session, da GoPro, o aparelho da Garmin também captura fotos com até 15 MP, tem tela apenas para indicações do sistema, legível na luz solar e aceita comandos de voz em oito idiomas. Aplicativos para iOS e Android ajudam a deixar as imagens da câmera ainda mais precisas e nítidas.

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Antivírus gratuito O Google apresentou programa Google Play Protect durante a conferência Google I/O. O antivírus, destinado para celulares Android, promete remover malware do sistema operacional avaliando todos os apps do dispositivo, sejam eles instalados via Google Play Store ou não. A ferramenta já faz parte do Android 8, liberado em versão Beta (de testes) para desenvolvedores, e chegará para todos os aparelhos com Google Play no segundo semestre. Com mais de 2 bilhões de Androids ativos no mundo, o Google consegue examinar diariamente mais de 1 bilhão de aparelhos e 50 bilhões de apps. Todas essas informações são usadas pelo Play Protect, que compara o comportamento de aplicativos entre os dispositivos.

Sistema de recuperação de dados A Seagate anunciou o lançamento no Brasil de um serviço para recuperar dados de HDs que apresentam falhas. Chamado de Rescue Data Recovery Services, o sistema da empresa “promove o acesso a uma equipe global de profissionais experts em recuperação de dados”. O serviço inclui a recuperação gratuita dos dados nos laboratórios da Seagate em caso de falha em qualquer disco rígido. Os dados recuperados são devolvidos aos usuários em um novo HD ou em um pen drive, dependendo da quantidade de dados que forem salvos, explica a Seagate. O sistema está disponível de forma gratuita por até dois anos para as unidades das linhas Seagate Barracuda Pro e IronWolf Pro.

Leitores turbinados A Saraiva conta agora com novos modelos da sua linha de e-readers Lev, que são conectados com a sua loja virtual de e-books. Mais completo, o novo Lev Neo traz tela e-ink HD de 6 polegadas, sensível ao toque, e 8GB de espaço, suficiente para armazenar cerca de 8 mil livros. O aparelho possui ainda um sistema de iluminação em LED para o display, permitindo assim que o usuário possa ler em ambientes com pouca luz, no estilo do Kindle Paperwhite, da Amazon. Ele sai por R$ 480. Já o Lev Fit pesa apenas 130 gramas. O modelo de entrada da linha de e-readers da Saraiva traz especificações mais simples do que o já citado Neo, incluindo tela touchscreen de 6 polegadas, com resolução de 800 x 600. Custa R$ 300.

Novo iPad no Brasil O novo iPad, lançado em março junto com o iPhone vermelho, já está disponível para compra no Brasil. O modelo chega para substituir o iPad Air 2, com quase nenhuma evolução no hardware, mantendo o mesmo tamanho de tela (9,7 polegadas) e sem nenhuma novidade significante no design. A versão 2017 do tablet da Apple pode ser encontrada no site da empresa com preços que podem variar de R$ 2.499, para a versão apenas com Wi-Fi e 32 GB de armazenamento, a até R$ 3.699, com 128 GB e conectividade 4G. Assim, o novo iPad é o modelo mais barato dentre todas as outras versões de nova geração. O dispositivo vem de fábrica com o iOS 10 e está disponível nas cores prata, dourado e cinza espacial.

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//MERCADO

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A era dos bots chegou Os atendimentos feitos por robôs revolucionam a relação empresa-cliente e criam uma nova fase na interação com o consumidor

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ão é preciso ser especialista em tecnologia para perceber que vivemos na era dos bots. Afinal, se você precisou usar o serviço de atendimento on-line em algum site ou precisou cancelar um serviço pelo telefone, muito provavelmente teve contato com um deles. Nos atendimentos diretos com os clientes, na cafeteria, nos celulares e nas redes sociais, basta apenas um olhar mais crítico ao nosso redor para perceber que eles estão em todos os lugares. E mais do que isso, eles vieram para ficar. A palavra bot é derivada de “robot” (robô, em inglês). Explicando de forma superficial, é um programa de computador que foi fabricado para automatizar procedimentos, geralmente repetitivos, em ordem de ajudar as pessoas. Ou seja, um bot nada mais é do que um robô, mas que existe apenas nos formatos digitais, como aplicativos ou sistemas capazes de executar tarefas de forma automática, reagindo de maneira inteligente a determinados pedidos feitos pelo usuário, como, por exemplo, tirando dúvidas e obedecendo ordens, sempre por meio de códigos e algoritmos. “O principal uso que vemos hoje é o de facilitar e agilizar o atendimento junto ao cliente”, diz Fernando Mendes, dono da Knowledge Media, uma empresa especializada em mídia e planejamento estratégico. Falando dessa forma, parece que estamos nos referindo a uma tecnologia extremamente avançada, daquelas apenas existentes nos quadrinhos do Homem de Ferro ou de filmes de ficção-científica. Mas a verdade é que o uso desse tipo de inteligência artificial já deixou de ser novidade há alguns anos. Em 2010, uma empresa de tecnologia criou um aplicativo capaz de entender o contexto do que o usuário ditava e interagir com ele, de forma inteligente. O aplicativo chamado Siri foi comprado pela gigante Apple e se tornou a grande

sensação do lançamento do sistema operacional iOS 5, em 2011. Esse é apenas um exemplo de onde os bots podem ser utilizados. Muito antes da empresa criada por Steve Jobs comprar a ideia e catapultar a Siri como revolução de interação com o cliente, o telemarketing já utilizava o conceito dos bots para filtrar as demandas de seus (atuais ou futuros) consumidores. A recarga feita por SMS também é realizada através dos bots. “Eles estão disponíveis desde e-mails a canais digitais, como o Facebook, passando pelos atendimentos telefônicos. Acredito que logo estarão em todas as vertentes de atendimento. Um exemplo é que, recentemente, eu tive a oportunidade de visitar um restaurante no qual o sistema de vendas é totalmente automatizado, da compra à entrega da comida”, analisa Leonardo Carrareto, especialista em tecnologia e dono da Wis Educação, empresa que atua na área de marketing digital e inovação. Gigantes como Facebook e Microsoft são exemplos de companhias que já disponibilizam atendimentos totalmente feitos por bots nos espaços destinados aos chats para interagir com os seus consumidores, inclusive permitindo fazer pagamentos através dos mesmos.

“ Acredito que o caminho seja o da evolução cada vez maior da inteligência artificial existente, fazendo-nos ter atendentes virtuais cada vez mais completos.” – Dênis Rodrigues – Professor da UVV - Sistema da informação SINDINFO SINDINFO ESES 27 27


//MERCADO

“Os robôs vêm para suprir uma necessidade de um mercado cada vez mais 100% conectado e em tempo real.” – Leonardo Carrareto – fundador da Wis Educação

“Os robôs vêm para suprir uma necessidade de um mercado cada vez mais 100% conectado e em tempo real”, afirma Carrareto. Ele cita o exemplo de lojas on-line que passaram a registrar um crescimento significativo de vendas on-line. O comportamento dos consumidores, ele argumenta, está muito ligado ao uso do atendimento feito pelo sistema de inteligência artificial dos chatbots.

“A relação com o cliente fica muito mais dinâmica. Imagine você precisar tirar uma dúvida simples para uma compra. Se há apenas o e-mail ou o telefone como interação com o site, a resposta pode demorar muito. Com essa tecnologia, você consegue tirar essa dúvida imediatamente”, explica o fundador da Wis. “Algumas tarefas são muito corriqueiras e superficiais e podem ser feitas mais rapidamente com os bots, liberando a equipe da empresa a lidar com um atendimento mais aprofundado com o cliente”, analisa Fernando Mendes. Um exemplo de uso bem sucedido da tecnologia de assistente virtual é o da loja de roupas americana H&M, que utiliza o chatbot do Facebook para dar sugestões, salvar pedidos e efetuar compras on-line. No Brasil, a Conselheira Prudence, da marca de preservativos do mesmo nome, oferece dicas de sexo e relacionamento numa linguagem despojada e também é um caso de sucesso. Isso sem contar a Siri e o equivalente do sistema operacional Android, que também já caíram nas graças dos usuários. Outro grande sucesso na internet é o DoNotPay, um chatbot criado pelo programador Joshua Browder. O “advogado virtual” já venceu mais de 160 mil contestações no Reino Unido e em Nova Iorque, ajudando motoristas multados por estacionarem em locais proibidos. Como o processo demanda apenas preencher uma série de formulários, basta responder às perguntas feitas pelo robô. Ao final do “atendimento”, o próprio bot gera o documento pronto, para ser apresentado para contestar a multa.

// Relatório do Tráfego de Bots - 2016

23%

48%

29%

Humanos Fonte: Incapsula

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Bots (Bons)

Bots (Maus)

Bots considerados bons pela pesquisa: • 1 ,2% - Bots de monitoração: que checam a disponibilidade e o funcionamento apropriado do website; • 2,9% - Bots comerciais: usados para obter, de forma autorizada, dados do usuário e servir como ferramenta de marketing digital; •6 ,6% - Bots de mecanismos de busca: coletam informações para os algoritmos dos mecanismos de busca utilizados para ranquear as informações mais importantes; • 1 2,2% - Bots dos buscadores: levam os conteúdos preferidos do celular e do computador e que ficam salvos para serem mostrados em outro momento. Bots considerados bons pela pesquisa: •2 4,3% - Bots que assumem identidades falsas, para passar por sistemas de segurança de websites; • 1.7% - Bots usados para extrair dados de usuários, sem autorização; •0 ,3% - Propagadores de spam; •2 ,6% - Ferramentas utilizadas por hackers para vulnerabilidades e roubar dados.


Foto: Luiza Wernersbach

Os órgãos públicos também têm utilizado robôs para atender o público. O portal Poupatempo, do Rio de Janeiro, há dois anos utiliza um atendente virtual que permite, por exemplo, que o cidadão tenha acesso às informações sobre os serviços de RG e outros documentos. Dois anos também é o tempo que o website do Conselho Nacional de Justiça já passou a adotar a tecnologia dos chatbots, agilizando o trabalho de advogados, servidores e magistrados que precisam preencher formulários, muitas vezes complexos e trabalhosos. Não é apenas no atendimento direto com o consumidor que os bots se mostram presentes. Eles também podem servir como estratégia para as empresas, ao descobrirem o que o cliente quer. “Empresas como Facebook e Google utilizam essa tecnologia há muito tempo, para identificar os gostos do usuário”, lembra Dênis Rodrigues, mestre em Engenharia de Redes e Serviços de Comunicação pela Universidade do Minho, de Portugal, e professor da Universidade de Vila Velha (UVV). “Com isso, as empresas conseguem personalizar o atendimento e os anúncios, de acordo com os interesses da pessoa, aumentando a possibilidade de conversão em venda”, explica. Ainda de acordo com Carrareto, alguns bots conseguem resolvem problemas que a gente nem conhece, perguntas que não são feitas, e quando eles são interligados com programas de inteligência artificial avançados, permitem atendimentos até mais poderosos que o atendimento humano. Ele conta que já existe um aplicativo que automatiza os e-mails pelas perguntas recebidas nesse e-mail. “Há essa possibilidade de juntar os robôs a sistemas de inteligência artificial que aprendem a partir de uma pergunta. Há casos registrados de atendimentos que já foram 80% automatizados”, diz Carrareto.

“Nos comércios, nas indústrias e até em alguns atendimentos presenciais, tudo deve evoluir nesse sentido, para termos um trabalho facilitado, mais padronizado.” - Fernando Mendes – Dono da KM Comunicação

Mas nem sempre a inteligência artificial acerta. É que, mesmo com a ferramenta sendo amplamente utilizada há algum tempo, é evidente que as organizações ainda estão aprendendo a lidar com o conceito. A consequência do constante processo de amadurecimento dessas plataformas de atendimento automatizado são casos de situações nas quais as interações resultaram em tremendos fracassos. É o caso da Tay, o perfil de Twitter criado pela Microsoft e comandado somente por inteligência artificial, criado no ano passado. Projetado pela empresa de Bill Gates para responder perguntas e participar de conversas pela rede social, o perfil tinha o objetivo de conquistar maior engajamento do público mais jovem. Contudo, teve que ser desativado, após publicar tweets com conteúdos racistas e xenófobos. E o motivo para a polêmica foi exatamente a capacidade de aprendizado de Tay. Isso porque o chatbot encorajava os usuários a interagir com o robô. Entretanto, ao invés de fazer perguntas, piadas e contar-lhe histórias, centenas de pessoas começaram a fazer perguntas e afirmações controversas. As respostas aprendidas maciçamente com as interações dos usuários eram replicadas e o resultado foi uma sucessão de afirmativas carregadas de preconceitos. A relação com as interfaces com inteligência artificial já levanta, inclusive, questões jurídicas e até mesmo filosóficas. Por exemplo: a empresa é responsável por uma atitude considerada inapropriada, como no caso da Tay? O que acontece quando o bot comete um erro ao entender errado um comando? Quem seria responsabilizado? São perguntas nada fáceis de responder e que não possuem consenso na área jurídica. Outro questionamento levantado por muitos especialistas em tecnologia quando se fala dos robôs está relacionado à utilização dos mesmos na divulgação de boatos e notícias falsas nas redes sociais. O Twitter é o principal lugar onde os bots são utilizados para aumentar artificialmente perfis de candidatos políticos, por exemplo. Segundo uma matéria da Forbes, a corrida presidencial dos Estados Unidos contou com milhares de contas-robô que aumentavam artificialmente os “likes” e compartilhavam notícias falsas que prejudicavam o adversário. A tática foi usada tanto pela candidata democrata Hillary Clinton, quanto pelo candidato republicano Donald Trump, que acabou eleito. O mesmo expediente é utilizado por políticos brasileiros, com o objetivo de se manterem em evidência. “A questão ética se aplica a tudo na vida e depende mais das pessoas do que das empresas. Eu posso usar um robô para salvar uma vida ou para fazer um tanque de guerra. Mas é difícil falar sobre questões éticas nas redes sociais quando a maior parte dessas práticas consideradas questionáveis estão descritas naqueles termos e condições que ninguém lê”, comenta Fernando Mendes. Aliás, ele mesmo diz ter experiências ruins com a interface. Toda semana ele recebe em sua empresa ao menos uma SINDINFO SINDINFO ESES 29 29


//MERCADO

ligação de telemarketing. A ligação proveniente de São Paulo é feita por robô e procura uma pessoa que nunca trabalhou na companhia. Mesmo tentando dizer, através dos comandos do telefone, que a pessoa não pode ser encontrada no número discado, o bot vai retornando insistentemente as ligações. “O pior é que eles nem identificam qual empresa é, para que eu possa reclamar diretamente com a mesma”, desabafa Mendes.

Tendência De qualquer forma, o fato é que os atendimentos robotizados estão ganhando cada vez mais espaços nas indústrias e nas organizações. E isso provavelmente representará uma mudança significativa na forma com que elas, as empresas, se relacionarão com seus clientes. “Parece-me bem claro que as tarefas mais manuais e repetitivas naturalmente deixarão totalmente de ser feitas por humanos, em um futuro não tão distante. Se por um lado isso acaba tirando determinados postos de trabalho, por outro aumentará ainda mais a integração entre as empresas e os usuários”, analisa Dênis Rodrigues. Segundo Carrareto, a tendência é os bots estejam cada vez mais perto das pessoas. E isso falando literalmente. “A Amazon

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lançou um dispositivo que opera uma robô chamada Alexa. Você pode pedir para que ela toque música, agende uma reunião. Como se fosse uma secretária virtual. São robôs que estarão em todos os lugares”, afirma. Para Fernando Mendes, a automação do serviço por meio de softwares que emulam a interação entre humanos e interfaces como a dos assistentes virtuais com inteligência artificial representam um caminho sem volta. “O que puder ser feito para substituir o trabalho humano para o trabalho do robô será feito. Nos comércios, nas indústrias e até em alguns atendimentos presenciais, tudo deve evoluir nesse sentido, para termos um trabalho facilitado, mais padronizado. Acho que é uma somatória muito agradável”, conclui Mendes. Para Leonardo Carrareto, a direção que o mercado está tomando é a de uma migração muito forte, no sentido de deixar o atendimento cada vez mais robotizado. E isso, ele opina, não será ruim nem significará a extinção dos postos de vendedores ou atendentes humanos. “Os atendimentos serão cada vez mais consultivos. Será preciso resolver problemas que as máquinas não resolvem, ou mesmo trabalhar em parceria com a máquina. Teremos então um padrão de qualidade bem mais alto, por causa da atuação dos bots”, analisa Carrareto.


//SINDINFO

Público pode tirar as dúvidas sobre temas como a Nota Fiscal de Consumidor eletrônica

Sindicato realiza 4º Fórum de Automação Comercial

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om o objetivo de tirar as dúvidas dos profissionais do mercado a respeito dos documentos fiscais eletrônicos, o Sindinfo, com o apoio do Sebrae-ES, do Sistema Findes, e da Secretaria da Fazenda do Espírito Santo (Sefaz-ES), promoveu no dia 9 de maio, em Vitória, o “4º Fórum de Automação Comercial”. O evento foi ministrado pelo auditor fiscal da Sefaz, Bruno Aguilar Soares. Pós-graduado em Direito Público e do Trabalho, Aguilar é especialista em Segurança da Informação e especialista certificado pela Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Serviços (ABECS) no mercado de cartões. O fórum recebeu 67 participantes, que representaram 41 empresas da área de tecnologia no Estado.

Evento foi ministrado pelo auditor fiscal da Sefaz, Bruno Aguilar Soares

Para Soares, o evento cumpriu o seu objetivo, informando e apresentando novidades a respeito da documentação fiscal eletrônica. “Gostaria de destacar que foi um evento excepcional para a troca de informações, sobretudo para os desenvolvedores de sistemas para automação fiscal. Tivemos muitas perguntas sobre Nota Fiscal de Consumidor eletrônica (NFC-e) e Nota Fiscal eletrônica (NF-e), entre outros assuntos. A NFC-e é um novo documento surgindo para o varejo e é muito importante que todos a conheçam. O fórum foi algo positivo tanto para o Fisco, que pôde conhecer as inovações do mercado, quanto para as empresas, que tiraram dúvidas sobre a obrigatoriedade da documentação”, observou. Segundo ele, com a dinâmica atual da automação fiscal, as empresas precisam conhecer a fundo os novos controles fiscais. “A gestão de uma empresa passa por uma automação dos processos contábeis, que terão impacto na hora de fechar negócios. Quem estiver domínio sobre suas obrigações tributárias tem menos problemas lá na frente e estará melhor posicionada no mercado. O gestor precisa de um sistema que ofereça bons resultados e indicadores para a condução do negócio, além de uma conformidade legal sobre as obrigatoriedades que devem ser prestadas no contexto digital”, disse ele. No ponto de vista do auditor, o grande interesse dos profissionais da área de TI pelo assunto tratado no fórum aponta uma maturidade cada vez maior nos gestores capixabas. “As empresas estão se antecipando a esse novo momento de automação comercial atrelada aos controles fiscais. Mostra que elas estão preparadas para oferecer serviços atendendo o que determina as obrigatoriedades e estão procurando, dentro do contexto dos sistemas, disponibilizar soluções contábeis e fiscais”, enfatizou. SINDINFO ES

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Terceirização amplia horizontes para empresas de TI


Com a regulamentação da terceirização, empresas passam a ter mais segurança jurídica para expandir os seus negócios

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alavra já bastante usual no meio da Tecnologia da Informação (TI), outsourcing – que em português significa terceirização – virou o tema central de discussões a respeito da reforma trabalhista no Brasil. Polêmica para alguns e, ao mesmo tempo, apontada como necessária, a Lei da Terceirização, 13.429/2017, foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada parcialmente pelo presidente Michel Temer em março deste ano. Com a nova legislação, as empresas passam a ter permissão para terceirizar as suas atividades-fim, e as prestadoras de serviço poderão também terceirizar parte das suas atividades (a chamada “quarteirização”), entre outras regras. No meio de TI, a Lei da Terceirização está sendo vista como uma forma de garantir mais segurança jurídica para as prestadoras de serviços de Tecnologia da Informação, estabelecendo, de maneira mais clara, o que pode e o que não pode ser feito, facilitando com isso a ampliação dos serviços oferecidos e a diversificação dos negócios, cada vez mais especializados. O sócio da Vixteam Wagner Regiani, que defende esse ponto de vista, explica que a terceirização é uma vocação no setor de TI, uma vez que muitas empresas atuam como prestadoras de serviços nas mais diversas finalidades que envolvem a Tecnologia da Informação. “Acho que esse projeto veio ao encontro da realidade do setor de TI, que é muito dinâmico, tem muitas especificidades e uma velocidade de mudanças muito grande. Traz segurança jurídica para que possamos atuar com mais tranquilidade dentro dessa realidade tão heterogênea que existe no nosso setor”, opinou. Segundo Regiani, a falta de clareza e de uma regulamentação detalhada na legislação anterior à Lei da Terceirização

“Acho que esse projeto veio ao encontro da realidade do setor de TI, que é muito dinâmico, tem muitas especificidades e uma velocidade de mudanças muito grande. Traz segurança jurídica, para que possamos atuar com mais tranquilidade dentro dessa realidade tão heterogênea que existe no nosso setor” Wagner Regiani – sócio da Vixteam

“Se eu contratei uma empresa terceirizada que não está regular com os seus funcionários, eu também caio junto. O empregado pode não ser meu, mas o problema também é meu, sim” Danielle Nascimento, mestre na área de Economia Social.

inibia a ampliação do setor, que é predominantemente formado por micro e pequenos empreendedores, e o desenvolvimento de novos projetos e parcerias para atender aos clientes, em diferentes frentes de trabalho. Para ele, a inovação e o surgimento de novas startups poderão ser impulsionados, uma vez que há uma expectativa de que a normatização amplie o leque de contratações de serviços de TI. “Até então, antes dessa nova lei ser sancionada, a única coisa que sustentava juridicamente a terceirização era uma súmula do TST, que dizia que a terceirização deveria ser atividade-meio, e permitida para empresas de segurança e limpeza. Isso gerava uma insegurança jurídica geral no mercado para as empresas que desejavam terceirizar sua área de TI e também para as prestadoras de serviços”, argumentou. Para o empresário, o trabalhador também passa a ter mais segurança ao trabalhar nas prestadoras de serviços, uma vez que há uma responsabilização também do contratante. “Se a empresa terceirizada deixar de cumprir suas obrigações com os funcionários, quem está contratando também será responsabilizado. Nesse ponto do direito do trabalhador, eu acho que a lei está vindo para regular um pouco melhor”. O proprietário da INNET Soluções Franco Cazeli aponta que o setor de TI já possui vocação para a terceirização, uma vez que trata de serviços muito especializados e com tecnologia que evolui rapidamente, o que demanda aperfeiçoamento constante dos profissionais em relação a temáticas muito específicas. “Nós já somos terceirizados de outras empresas há muito tempo e, agora, a nova legislação vai regularizar esse trabalho que já SINDINFO ES

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fazemos. A terceirização na área de TI já existe desde o seu surgimento; algumas empresas já nasceram com essa vocação. Muitas das vezes são funcionários de empresas que saem, tornam-se terceirizados, crescem e prosperam nos seus negócios. Vemos isso com bons olhos”, avaliou. Para ele, a terceirização, inclusive dentro das empresas de TI, permite também uma otimização dos serviços oferecidos na sua empresa. “Muitas vezes não há necessidade de dedicação integral de um funcionário para exercer determinadas atividades. Então vale a pena terceirizar o serviço, como contador, manutenção de máquina, servidor e consultorias. Isso gera economia e melhoria na qualidade do serviço”. Para a economista mestre na área de Economia Social Danielle Nascimento, a área de TI é diretamente afetada com as mudanças na legislação, uma vez que a prestação de serviços é uma vocação do setor, e pelo fato de que a Tecnologia da Informação é um meio de muitos processos e que envolve atividades muito especializadas. “O que a gente precisa se atentar é que, se a gente está mexendo na regulamentação, devemos tornar isso mais fácil de ser fiscalizado

// Entenda a lei 13.429/2017 Foi sancionada em 31 de março de 2017, pelo presidente Michel Temer, com três vetos em relação ao projeto original. Vetos: parágrafo terceiro, do Artigo 10 - que previa a possibilidade de prorrogação do prazo de 270 dias dos contratos temporários ou de experiência -, os artigos 11 e 12 – que repetiam itens que já estão no Artigo 7 da Constituição Federal. Atividade-fim: agora as empresas podem terceirizar a chamada atividade-fim, aquela para a qual a empresa foi criada, sem restrições, inclusive na administração pública. “Quarteirização”: a empresa de terceirização terá autorização para subcontratar outras empresas para realizar serviços de contratação, remuneração e direção do trabalho, que é chamado de “quarteirização”. Condições de trabalho: é facultativo à empresa contratante oferecer ao terceirizado o mesmo atendimento médico e ambulatorial dado aos seus empregados, incluindo acesso ao refeitório. A empresa é obrigada a garantir segurança, higiene e salubridade a todos os terceirizados. Causas trabalhistas: em casos de ações trabalhistas, caberá à empresa terceirizada (que contratou o trabalhador) pagar os direitos questionados na Justiça, se houver condenação. Se a terceirizada não tiver dinheiro ou bens para arcar com o pagamento, a empresa contratante (que contratou os serviços terceirizados) será acionada e poderá ter bens penhorados pela Justiça para o pagamento da causa trabalhista. Fonte: Agência Brasil 34

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“Nós já somos terceirizados de outras empresas há muito tempo e, agora, a nova legislação vai regularizar esse trabalho que já fazemos. A terceirização na área de TI já existe desde o surgimento; algumas empresas já nasceram com essa vocação. Muitas das vezes são funcionários de empresas que saem, tornam-se terceirizados, crescem e prosperam nos seus negócios. Vemos isso com bons olhos” - Franco Cazelli, proprietário da INNET Soluções.

e acompanhar mais de perto os processos. A terceirização vem com desvantagem se não for acompanhada do processo fiscalizatório, para não ter um vínculo disfarçado de terceirização”. A economista alerta que as empresas que desejam contratar profissionais terceirizados devem ficar atentas às condições de trabalho desses funcionários, uma vez que a responsabilidade trabalhista, em casos de irregularidades, é solidária perante a lei. “Se eu contratei uma empresa terceirizada que não está regular com os seus funcionários, eu também caio junto. O empregado pode não ser meu, mas o problema também é meu, sim”. Nascimento defende que, embora polêmico, o tema da Terceirização não pode deixar de ser debatido, uma vez que é uma realidade no mercado, tanto na área de TI como em outras áreas, de maneira formalizada ou informal. A economista reforça a necessidade de que seja feito um trabalho forte de fiscalização, para que a lei seja aplicada de maneira adequada, protegendo, com isso, tanto o empresário quanto o trabalhador terceirizado, que não pode ter sua atividade profissional realizada de forma precária: “O que a gente precisa se atentar é que, se estamos mexendo na regulamentação para tornar isso mais fácil de se fiscalizar, então OK. Precisamos evoluir para uma fiscalização mais ampla, e não para fechar os olhos para essa situação que existe. Por exemplo, eu posso contratar uma assessoria que presta serviços para mim e para vários outros clientes. Mas se eu contrato um profissional terceirizado e ele precisa cumprir horário todos os dias na minha empresa, eu determino o horário de almoço e outras regras, isso pode ser um vínculo disfarçado de terceirização. Por isso, o empresário precisa ficar atento às regras da legislação”, concluiu.


// CASE

“Seu Pechinha”: criado pela Exata, deve fechar 2019 como principal aplicativo de comparação de preços de supermercados do país

Foco e tecnologia

impulsionam a Exata

Empresa de Colatina completa 27 anos de inovações para o setor de varejo

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Exata Consultoria e Projetos surgiu em 1990 com a meta de oferecer hardwares e softwares necessários à automação das empresas. Desde a sua fundação, a empresa, localizada em Colatina, se focou no desenvolvimento de sistemas. Cerca de 22 anos depois, durante o planejamento estratégico, percebeu a necessidade de separar seus produtos por empresa. Assim, foi criada a Automação Exata. “Hoje temos importantes parcerias, conquistamos e retemos clientes, investimos no talento das pessoas e desenvolvemos soluções”, disse o diretor da empresa, Eduardo Ferreira Casotti. Entre as principais soluções oferecidas pela empresa estão a “Automação Exata”, um sistema comercial para o público varejista que engloba toda retaguarda, bem como frente de caixa, com Programa Aplicativo Fiscal (PAF-ECF) ou NFC-e (desktop e touch); o “Gestor”, um aplicativo mobile que se conecta a todos os ERPs utilizados pelas empresas e gera em tempo real relatórios estratégicos; o “Mensageiro”, um programa que se conecta a qualquer Planejamento de Recurso Corporativo (Enterprise Resource Planning - ERP) para envio de torpedos genéricos aos clientes, seja na finalização de uma venda ou por meio de mala direta; e o “Zero Fila”, ferramenta para tablets e celulares que permite a emissão de vendas com NFC-e. Mas quando cita algo de destaque, o diretor cita o aplicativo “Seu Pechincha”, que já conta com milhares de usuários ativos em todo o Espírito Santo e está disponível para Android e IOS. “O aplicativo é gratuito e promove o acesso rápido e fácil a

vantagens e oportunidades de estabelecimentos comerciais, os unindo a seus potenciais clientes. Estimamos que esta ferramenta seja reconhecida até 2019 como a principal de comparação de preços de supermercados do Brasil.” Com 25 colaboradores, divididos em análise e desenvolvimento de sistemas, testes e suporte técnico, a Exata se orgulha do que considera seu maior tesouro. “Nossos colaboradores são os responsáveis por toda criatividade, inovação e eficiência operacional”, frisou Casotti.

Ano de conquistas A Exata vem experimentando em 2017 um ano ímpar. De acordo com Casotti, a empresa obteve um aumento de ganho, mesmo em um cenário de crise, graças ao empenho e dedicação de cada colaborador. “As linhas de trabalho que a empresa pode realizar hoje são muito diferentes do trabalho de alguns anos atrás. Agora a Exata vive um novo momento em sua história, usando sua visão para guiar seus negócios e acreditando que toda essa tecnologia, que está conectando e aproximando clientes e empresas, criará um planeta mais inteligente e sustentável”, disse o diretor da empresa. Segundo ele, o próximo plano é buscar cada vez mais soluções. Para isso, a Exata conta sempre com parcerias como a do Sebrae-ES, responsável por não apenas vender seus produtos, mas apoiar e sugerir. Criando parcerias e cativando clientes, a empresa colatinense segue trilhando o caminho do sucesso. SINDINFO ES

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//INFONEWS

Obras do Parque Tecnológico devem começar em junho Primeira etapa prevê um Centro de Inovação, orçado em R$ 5,4 milhões

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m local de integração do setor de tecnologia, com a estrutura capaz de atrair empresas de software, incubadoras, laboratórios de certificação de produtos, entre outros negócios. Trata-se do Parque Tecnológico de Vitória, cujas obras de sua primeira etapa devem ter início ainda no mês de junho. “Queremos realizar uma celebração no lançamento da pedra fundamental. Acho que é importante comemorar, afinal a espera de todos pelo Parque Tecnológico em nossa cidade foi longa. São 23 anos esperando que o Parque saísse do papel. Agora, finalmente se tornará realidade. E nós estaremos, passo a passo, acompanhando a construção do Centro. Nessa primeira etapa serão investidos R$5,4 milhões e o prazo para conclusão é de 15 meses”, disse o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), José Vicente Pimentel. Nesta primeira etapa, um Centro de Inovação será construído em uma área de mais de 2 mil m², distribuídos em três pavimentos, em um terreno próximo ao campus da Ufes, em Goiabeiras. De acordo com Pimentel, a tendência é que agora o andamento do projeto seja acelerado, atendendo um anseio da sociedade

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capixaba como um todo. “Aguardamos a assinatura da ordem de serviço. A expectativa é que logo possamos dar início à construção. O processo de licitação está concluído e isso renova o novo empenho de fazer um centro de tecnologia dentro da expetativa da população. Queremos que em 2018, o Centro de Inovação já comece a funcionar no dia de sua inauguração. A ideia é que os talentos capixabas fiquem aqui e tenham um espaço para crescerem”, enfatizou. O Centro de Inovação, lembra o diretor da CDV, assumiu um caráter emblemático e espera-se que mude a matriz econômica da cidade de Vitória. No ponto de vista dele, é um projeto como esse que se espera de uma administração com visão de futuro. “É complicado prevermos como será o amanhã, mas uma coisa a gente sabe: não há volta para a tecnologia. Inteligência artificial, aprendizado de máquinas, realidade aumentada, realidade virtual, robótica, drones, casas inteligentes, carros auto-dirigíveis e outras tecnologias têm necessidades comuns, que passam por um maior e mais bem distribuído poder computacional, sensores, redes mais eficientes, conhecimento visual e softwares


“Aguardamos a assinatura da ordem de serviço. A expectativa é que logo possamos dar início à construção. O processo de licitação está concluído e isso renova o novo empenho de fazer um centro de tecnologia dentro da expetativa da população” José Vicente Pimentel, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV)

//Parque Tecnológico Com o espaço voltado para o fomento de ideias e inovações, a cidade de Vitória deverá ganhar, em oito anos, até 4,5 mil empregos. A estimativa é de que em 20 anos esse número alcance 16 mil empregos gerados. Com área total de 332 mil m², o Parque Tecnológico poderá gerar aproximadamente R$ 213 milhões em tributos, representando uma importante fonte de recursos para mais serviços públicos de qualidade para os habitantes da capital do Estado. Fonte: Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV)

mais seguros. E um espaço como o Centro de Inovação é um lugar para o debate de todas essas coisas, incentivando e desafiando o pensamento dessa nova realidade. E ao fazer isso, as pessoas estarão desenvolvendo novos produtos e criando empresas”, disse.

Novos horizontes Para os especialistas em tecnologia, o Parque Tecnológico de Vitória, que começa a sair do papel com o Centro de Inovação, se coloca como um local que disponibilizará as condições ideais para a criação, atração, instalação e desenvolvimento de empreendimentos inovadores. Para Pimentel, a tecnologia cria novas possibilidades e abre um horizonte de oportunidades. “Não temos apenas aquele tipo de empreendedorismo que a pessoa tem ao abrir uma fábrica para fazer sapatos ou roupas, mas de um movimento diferente, que pode utilizar a internet das coisas, para produtos totalmente diferentes do que havia antes. O Centro de Inovação será um ponto de encontro, para pessoas que têm ideias e querem desenvolvê-las e torná-las úteis à sociedade.

Ele deve ser visto como uma escola, local de integração e conversa, com pesquisadores levando suas projetos e empreendedores em busca dessas ideias. E da união de todas essas pessoas teremos negócios, que servirão para gerar emprego e renda, fixando em Vitória e no Espírito Santo o que existe de mais atual”, vislumbrou ele. Dados da CDV apontam que por décadas, a economia de Vitória foi sustentada pelas atividades portuárias de importação e exportação. Desde o final do Fundo de Desenvolvimento de Atividades Portuárias (Fundap), essa realidade mudou e a cidade perdeu mais de R$ 85 milhões em receitas anuais vindas dessa atividade. E pela deficiência em atrair grandes indústrias, por conta da falta de áreas onde colocá-las, o investimento em tecnologia passou a ser fundamental. “Existe uma expectativa muito grande. Em outras cidades brasileiras que possuem parques tecnológicos, como Florianópolis e Recife, percebemos que existe muito apoio e fortalecimento das empresas de tecnologia. Levou muito tempo, mas agora estamos dando o nosso passo rumo ao futuro. Nos últimos anos, o Sindinfo atuou forte, trabalhando e ajudando a criar e fortalecer parcerias entre os setores público e privado. Se Vitória tiver um local favorável, as empresas virão”, disse o presidente do Sindinfo, Luciano Raizer Moura. O Parque Tecnológico representa uma nova marca e uma vitrine para Vitória, que além de ser uma terra de talentos ligados ao setor, agora se consolida como uma cidade que proporciona a estrutura para que esses talentos criem raízes. O conceito de cidade inteligente nunca se fez tão presente na capital do Espírito Santo, que finalmente deixa de ser apenas um mercado promissor e passa a ser uma força em tecnologia no cenário nacional. SINDINFO ES

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//SINDINFOS

Capixabas participam de reuniões em Fraunhofer, considerada a maior organização de pesquisa aplicada da Europa

Missão capixaba na Feira de Hannover na Alemanha Grupo pôde conferir as novidades tecnológicas na Feira de Hannover, além de participar de reuniões com a Fraunhofer e BiBB

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om a premissa de conhecer as grandes novidades tecnológicas, além de estreitar os laços com empresas e instituições de grande prestígio internacional, e com apoio do Sebrae-ES e do Senai, uma comitiva formada por sete capixabas esteve na Alemanha entre o final de abril e o começo de maio. Em uma parceria entre o Sistema Findes e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a missão, que contou com o presidente e o vice do Sindinfo, respectivamente Luciano Raizer e Benízio Lázaro, representou um marco. “Pela primeira vez, uma missão empresarial visitou a Feira de Hannover. Criada em 1947, a Feira de Hannover é o maior evento de tecnologia industrial do mundo, e acontece em uma área equivalente a 27 pavilhões, como o que temos em Carapina. É algo imenso”, disse Raizer. Na edição de 2017, a feira contou com 6,2 mil expositores, representando os produtos e serviços de empresas de 70 países. A Feira registrou recorde de público esse ano, com aproximadamente 225 mil visitantes, dos quais 75 mil estrangeiros. Além de participar da Feira de Hannover, os capixabas tiveram outras agendas: a primeira, com encontros em Berlim e Stuttgart, com representantes da Fraunhofer, que é a maior organização de pesquisa aplicada da Europa; e reuniões no Instituto de Educação Profissional de Bonn (BiBB). A missão conheceu ainda uma escola


Foto: Divulgação

// Feira de Hannover (Honnover Messe) Maior evento de tecnologia industrial do mundo, a Feira de Hannover contou com 6,2 mil expositores, de 70 países. Em 2017, o evento foi visitado por 225 mil pessoas. Trata-se de uma grande e aguardada vitrine multissetorial, que apresenta ao público, em primeira mão, as novidades em automação industrial, energia, metalmecânica, suprimentos, insumos, pesquisa e tecnologia em geral.

Foto: Rainer Jensen

Feira de Hannover consolidou a chamada Indústria 4.0, que otimiza processos e reduz despesas

de formação profissional na cidade de Waiblingen. “O Senai-ES deu todo o apoio para as realizações dessas reuniões e encontros. Foi um momento muito interessante para trocar informações e conferir métodos e muitas inovações”, falou o presidente do Sindinfo. Segundo Raizer, a viagem à Alemanha serviu não só para acompanhar o que de mais moderno pode ser encontrado, mas criar proximidade, relações com entidades que podem gerar uma transferência de conhecimentos, tecnologia e mais força para a indústria capixaba. “A Fraunhofer já tem um convênio com o Departamento Nacional do Senai, e queremos ampliar essa parceria com o Senai-ES, o que possibilitaria às nossas

empresas o acesso às tecnologias desenvolvidas na Alemanha. A Fraunhofer tem inúmeros projetos de inovação: softwares, equipamentos, métodos e muitos outros, tudo ligado à área fabril. Por exemplo, eles estão trabalhando uma linguagem universal de robôs. Ou seja, no mundo, um especialista com acesso ao código poderá programar qualquer robô. Isso pode trazer oportunidades para as empresas do nosso Estado. Não tenho dúvidas de que a robotização irá chegar aqui e imagino que isso irá demandar serviços e negócios para nossas empresas. E quem dominar essa linguagem aberta, sairá na frente”, afirmou. Todos os segmentos, de acordo com o que o presidente observou, estão com tecnologias muito avançadas: de metalmecânica à área gráfica, passando pelo vestuário, construção, energia e alimentos. “Tanto a Feira de Hannover quanto a Fraunhofen estão na vanguarda das inovações, que se aplicam a qualquer necessidade. Ter a noção de que todos os setores demandarão tecnologia de ponta é importante para que possamos apresentar para segmentos tradicionais da nossa indústria as soluções cada vez melhores e que são capazes de transformar os negócios. E as nossas empresas de tecnologia terão oportunidades, seja por meio do desenvolvimento dessas soluções ou estabelecendo parcerias com empresas para absorver essas inovações”, destacou o vice-presidente do Sindinfo, Benízio Lázaro.

Robôs na indústria O grupo do Espírito Santo pôde testemunhar na viagem o ritmo avançado e rápido da transformação tecnológica nos setores industriais. De acordo com Luciano Raizer, as operações manuais realizadas por robôs foi algo muito presente na Feira de Hannover. “E não é só na linha de produção, mas em quase todo o processo fabril. Tudo feito por soluções totalmente robotizadas. A Indústria 4.0 é a indústria da nova era da tecnologia mundial, onde as fábricas serão completamente digitais. Isso significa que há uma convergência da ampla SINDINFO ES

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“Há uma convergência da aplicação de máquinas robotizadas, sistemas de softwares, engenharia da produção e da Internet das Coisas, gerando uma maior produtividade e competitividade. Os trabalhos repetitivos e de risco, que ainda são feitos pelo ser humano, serão substituídos por robôs” Luciano Raizer, presidente do Sindinfo

Foto: Divulgação

aplicação de máquinas robotizadas, sistemas de softwares, engenharia da produção e da Internet das Coisas, gerando uma maior produtividade e competitividade. Os trabalhos repetitivos e de risco, que ainda são feitos pelo ser humano, naturalmente serão substituídos por robôs. Braços robóticos para soldagem já são muito usados no Brasil. Agora, uma tecnologia de materiais muito difundida lá fora, que chamamos de manufatura aditiva e consiste de um processo de impressão de objetos a partir da deposição de variados materiais em camadas, ainda precisa ser dominada pela indústria nacional”, assinalou. Também chamaram a atenção da comitiva as inovações não só ligadas às tecnologias de realidade virtual, mas às de realidade ampliada. Nessa última, um operador tem um óculos que lhe permite ver o “mundo

Missão pioneira foi uma parceria entre o Sistema Findes e CNI

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TI ES

real”, mas com acréscimo de informações do que ele precisa fazer. “É o que já vimos em jogos como Pokémon Go, mas aplicado em coisa séria. Com os óculos, o profissional pode montar, operar ou consertar um equipamento, tendo o que eles chamam de ‘gêmeo digital’ (digital twin) na sua linha de visão”, observou Raizer. Para o presidente do Sindinfo, os manuais deverão perder lugar em um futuro próximo, quando serão substituídos por óculos com todas as informações necessárias em suas lentes. Outra tecnologia observada e que deve ser tendência nos próximos anos são os chamados “cobots” (collaborative robots). São tempos de interação cada vez maior do homem com os robôs, que se antes ficavam confinados por oferecer riscos aos trabalhadores, agora passam a ter visão, reconhecendo quem está próximo. “Vimos, por exemplo, a montagem do motor de um Jeep Renegade, com um robô trabalhando ao lado de um ser humano”, frisou Raizer. E como não poderia deixar de ser, o completo sensoriamento das coisas foi outro destaque notado pelos capixabas na Feira de Hanover. “É a Internet das Coisas. Vimos sensores para absolutamente tudo. Estávamos na Feira quando de repente vimos o estande da Schindler, conhecida fabricante de elevadores. Claro, o elevador continua subindo e descendo, mas agora ele está todo sensorizado. A empresa sabe como está operando cada um dos componentes. Do motor à parte elétrica, as diversas peças enviam sinais para as nuvens, onde está uma plataforma mundial da Schindler, que pode acompanhar, em tempo real, todos os seus elevadores. E se um determinado elevador para de funcionar, a fabricante sabe o local e o motivo, podendo assim encaminhar um técnico para o local antes de alguém solicitar. Então, olha que interessante: em algo tão normal e do cotidiano, como um elevador, é feita uma transformação pela Internet das Coisas, com um software global prestando serviço”, enfatizou o presidente do sindicato. A missão finalizou a sua viagem à Alemanha trazendo na mala conhecimentos para soluções para o mercado regional e contatos para o desenvolvimento de parcerias. Que outras iniciativas tão proveitosas de intercâmbio possam ser realizadas. Por enquanto, fica o “auf wiedersehen” aos colegas alemães.


// ARTIGO

Mulheres na Tecnologia C

om as mulheres representando agora 40 por cento da força de trabalho mundial e mais da metade dos estudantes universitários, qualquer economia só crescerá se as capacidades delas forem utilizadas e barreiras contra mulheres trabalhando em determinados setores forem eliminadas. O número de mulheres no setor de tecnologia, por entanto, tem caído ano após ano: em cursos relacionados à computação, apenas 15,33% dos alunos são mulheres e 79% delas desistem no primeiro ano, tendência que continua quando essas profissionais alcançam o mercado de trabalho, já que 41% acabam deixando a área. Melhorar esses números é um desafio mundial, uma vez que um dos pontos principais da cultura do mundo da tecnologia é o conceito de meritocracia – a certeza de que sucesso profissional e social é alcançado como consequência das habilidades individuais, de esforço e dedicação. No entanto, em um artigo publicado pelo MIT, pesquisadores demonstraram que justamente quando os valores de uma organização são baseados em meritocracia, mulheres têm menos chances de obter melhores salários e promoções. Em outro estudo famoso, gerentes de ambos os sexos avaliaram currículos de candidatos, entre eles uma mãe. Apesar de todos os candidatos terem apresentado capacitações idênticas, a mãe obteve 79% menos chance de ser contratada e 50% da possibilidade de ser promovida. Embora igualdade de gêneros seja importante por si só, a diminuição das diferenças entre homens e mulheres também é crucial para o desenvolvimento ecônomico e social do país, já que, segundo um relatório do Banco Mundial, resulta em maior eficiência econômica, melhora as oportunidades

Igualdade de gêneros resulta em desenvolvimento econômico e inovação das próximas gerações e torna instituições políticas mais representativas. Esse processo pôde ser observado no período após a Segunda Guerra Mundial, quando a inclusão de mulheres no mercado de trabalho reduziu as diferença entre gêneros e, ao mesmo tempo, colaborou para aumentar a produtividade industrial e igualdade social. Mudar essa situação também levará a mais inovação, busca constante do setor de tecnologia. Já a diversidade é a mãe da criatividade. Todos sabemos que grupos formados por diferentes indivíduos produzem resultados mais inovadores do que equipes nas quais todos os membros possuem um histórico de vida similar.Por isso, grandes empresas do Vale do Silício levam a sério políticas de diversidade e o Google, por exemplo, conta com uma equipe liderada por Yolanda Mangolini, dedicada a aumentar o número de mulheres e outras minorias em sua força de trabalho. Comportamental individual também contribui para criar um ambiente receptivo à diversidade: como por exemplo ações de inclusão de mulheres em mesas redondas, realização de eventos em lugares que não sejam tipicamente masculinos, como bares, e até mesmo evitar piadas sexistas no meio do coffee-break. As mulheres, por sua vez, também precisam agir: vamos palestrar, criar grupos de mulheres na tecnologia e vamos ser exemplos reais do que podemos oferecer para o setor.

Michelle Ribeiro

é fundadora de uma empresa de TI e pesquisa sobre a intersecção entre tecnologia e políticas públicas SINDINFO ES

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// Apps Fotos: Divulgação

Plataforma: Android e iOS - Idioma: Português

Memrise Eleito como o aplicativo do ano pelo Google e também disponível para a plataforma iOS, da Apple, o Memrise é um aplicativo que ensina os usuários a aprenderem idiomas. O diferencial é que a aprendizagem acontece via um jogo. Para aprender as mais diferentes línguas, de alemão a russo, o usuário vai viver as aventuras de Max Percy, o superespião secreto do Programa de Missões do Memrise, em sua jornada para salvar o Multiverso da destruição completa! Inimigos das Tropas da Mesmice roubaram um dispositivo secreto, conhecido como “Butterfly”, que mantém o Multiverso conectado. Assim, a pessoa será orientada pelo Controle de Missões para treinar e desenvolver suas habilidades de linguagem e completar uma série de missões. Cada missão é uma tarefa de gramática e pronúncia.

Free

Vigie Aqui Em época de ebulição política no Brasil, o órgão Reclame Aqui criou uma extensão para o navegador Google Chrome que auxilia os internautas a descobrirem quais políticos são investigados por corrupção. O Vigie Aqui foi criado a partir da parceria entre o Instituto Reclame Aqui e a PUCPR. A ideia é ajudar a promover o voto consciente nas próximas eleições. Essa extensão funciona ao usuário acessar páginas de sites de notícias ou redes sociais. Os dados mostrados dos processos pelo app são das diversas instâncias da Justiça, sejam elas Federais ou Estaduais– STF, STJ TRFs, TSE ou TJs. Os políticos que estão com a ficha suja têm seus nomes destacados com a cor roxa. A plataforma é válida apenas para deputados e senadores em mandato — por isso pessoas afastadas não têm os nomes destacados. Plataforma: extensão do Google Chrome - Idioma: Português

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TI ES

Free Plataforma: Android, iOS e Windows Phone Idioma: Inglês

Basemark OS II O Basemark OS II é um benchmark, um avaliador de desempenho. Voltado para quem quer ver todo o “poder de fogo” do seu smartphone, ele realiza testes automáticos de navegação pela internet, gravação e leitura de memória, desempenho gráfico e do sistema operacional. Ao fim da avaliação, o app atribui uma nota que o usuário pode comparar com a de outros aparelhos na internet. Em termos de utilidade, ele ajuda a descobrir o motivo da lentidão ou do bom desempenho do seu smartphone. Há ainda uma versão paga do programa, que fornece toda a pontuação detalhada do celular para uma análise mais aprofundada. Isso é mais destinado para fins de desenvolvimento dos smartphones, por exemplo.


PicPay O PicPay, aplicativo capixaba que ganhou notoriedade em todo o Brasil, permite que o usuário faça transferência de dinheiro para amigos sem o intermédio de um banco. Para essa função, não é preciso recarregar um cartão vinculado ao aplicativo para funcionar. Em vez disso, o internauta cadastra o seu cartão de crédito. Dessa forma, o dinheiro transferido gratuitamente ao seu amigo é registrado na fatura do seu cartão. E se o usuário não tiver cartão de crédito, também é possível inserir saldo no seu PicPay através de transferência ou boleto. Mas não é só para isso que serve o PicPay. O programa também está acessível em restaurantes e bares, facilitando, portanto, o modo de pagamento das contas. Plataforma: Android e iOS Idioma: Português

Free

Slack Pode parecer com WhatsApp ou com o Telegram, mas não é. O Slack é uma ferramenta muito mais complexa e auxilia a melhorar a produtividade de empresas. O app serve para a comunicação de equipes, que permite centralizar as conversas por mensagem de texto, vídeo, voz e documentos. Especialistas recomendam o uso por permitir uma comunicação bem mais direta do que o e-mail dentro da empresa. Assim, em muitas das situações, as pessoas perdem menos tempo escrevendo. E as pautas a serem discutidas já estão definidas. Há empreendedores que utilizam a plataforma tanto para conversar individualmente com os colaboradores quanto para falar em grupos. O aplicativo conta ainda com um sistema que permite anexar arquivos, além de manter o sigilo de cada bate-papo. Plataforma: Android, iOS - Idioma: Inglês

Free

Plataforma: Android e iOS Idioma: Português

TomTom Go Brasil O TomTom Go Brasil é um aplicativo de navegação GPS, como o Waze, que atualmente é o mais popular do mercado. O programa conta com estatísticas de trânsito em tempo real e pode calcular a melhor rota até o destino em cada trajeto que o internauta fizer. O aplicativo é grátis, conforme a empresa faz questão de ressaltar, e permite o download de mapas para poupar os dados de internet móvel. A operação também é interessante para ter navegação guiada por voz em locais onde a rede de telefonia não é tão adequada. O TomTom Go Brasil conta ainda com uma funcionalidade na qual os imóveis podem ser visualizados em 3D em bairros comerciais. Além disso, há a possibilidade de baixar outro programa para poder encontrar os mapas de cidades de outros países. Para isso, a opção é o TomTom Go World.

Free

Guia Bolso O Guia Bolso é o app para quem não quer se perder em meio às contas e movimentações de dinheiro. Ele organiza, de forma prática e visual, informações sobre gastos. É possível organizar os seus gastos em dois minutos, consultar seu CPF grátis e encontrar a melhor oferta de empréstimo para o seu perfil! Com sistema de segurança de nível bancário e mais de 3 milhões de usuários, o GuiaBolso é o app número 1 de Finanças Pessoais no Brasil, de acordo com a empresa desenvolvedora do aplicativo. O programa é baseado em três pilares: controle financeiro 100% automático, empréstimos com juros baixos e radar de CPF. Plataforma: Android e iOS Idioma: Português

Free SINDINFO ES

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//INFONEWS

Investimento é voltado para o setor de RH e será dividido em três anos

Totvs investe R$ 20 milhões em nova solução

A

tenta às carências do setor de Recursos Humanos, a Totvs comercializa três linhas de softwares diferentes e está aproveitando o que cada um tem de melhor para criar novas ferramentas, incluindo conectores aos produtos atuais. O investimento é de aproximadamente R$ 20 milhões, divididos em três anos de projeto, e que contemplam as horas de desenvolvimento e integração. A primeira entrega está prevista já para o segundo semestre de 2017. As soluções já nascerão SaaS (Software as a Service, ou Software como Serviço), acompanhando o movimento que teve início em 2015, com o lançamento do Intera. Outro ponto importante é que tudo foi pensado para ser não apenas uma interface mobile, mas sim otimizar o uso do celular. O processo de criação conta ainda com as pesquisas do UX Labs, laboratório de inovação da empresa, para apresentar novidades.

Baseada no conceito de Design Thinking, a empresa chamou os seus clientes para participarem ativamente de todo o desenvolvimento. A ideia nasceu do compromisso da fornecedora de simplificar a TI e desenvolver soluções leves e centradas na experiência do usuário. Além disso, a iniciativa está diretamente ligada ao entendimento de que a tecnologia precisa fazer sentido para as pessoas que trabalham nas empresas. “Estamos focados no desenvolvimento de uma nova plataforma porque acreditamos que o mercado está carente de soluções de gestão do capital humano e acreditamos que o setor tem potencial para tirar mais proveito da inovação”, afirma Marcelo Cosentino, vice-presidente de Professional Services da Totvs. Segundo ele, a pesquisa feita no Labs orientará a empresa no desenvolvimento de funcionalidades que atendam as reais necessidades dos profissionais.

E&L conquista Selo de Acessibilidade

Grupo da área de TI sediado em Domingos Martins, o E&L conquistou em maio o Selo de Acessibilidade. O selo é concedido pela entidade Da Silva, primeiro avaliador do país quando se fala em acessibilidade em português na área de sites. A conquista reforça o compromisso da E&L não apenas com os órgãos públicos, mas com toda a sociedade. “Garantimos para os usuários da solução Portal da Transparência não só o direito de acessar as informações públicas, mas também a eliminação de barreiras que deterioram o acesso pleno à informação”, explicou João Paulo Rodrigues Santos, responsável pelo sistema Portal da Transparência E&L, pioneiro no Estado em acessibilidade na internet.

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A acessibilidade na internet representa um avanço enorme em relação à cidadania, incluindo todos em uma tecnologia indispensável atualmente, seja em termos profissionais ou de entretenimento. É portanto mais um destaque que o E&L apresenta como diferencial no mercado. O Grupo atua com desenvolvimento de softwares, sistemas e atendimento voltado para a gestão pública. Entre os seus clientes estão prefeituras e câmaras de vários estados, além de boa parte do Espírito Santo. Conheça mais sobre o E&L, que é formado pelas empresas Elonline, Ilith, Asseplan e Georastreamento, acessando o endereço www.el.com.br


//POR QUE ME ASSOCIEI?

COMO SE ASSOCIAR Os interessados devem preencher o cadastro no site do Sindinfo. Caso queiram mais informações, os empresários devem buscá-las por telefone e por e-mail, canais nos quais são fornecidos todos os detalhes para a associação.

“Participar do sindicato foi muito importante para uma empresa iniciante em tecnologia. Para uma startup eram muitos desafios, e muitos foram superados com o apoio do sindicato, como por exemplo cursos de formação para mim e para a equipe, certificação e seminários que me deram oportunidade de entender melhor as exigências do mercado e para nos prepararmos. Sem dúvida uma ótima escolha é fazer parte da Sindinfo.”

“Acreditamos que um trabalho em conjunto nos faz mais fortes. A empresa se torna mais apta trabalhando unida. O Sindinfo empodera a empresa que tem mulheres em sua liderança. Um sindicato visionário que está contribuindo para a equidade de gênero na sociedade e no mercado tecnológico. Podemos participar também de cursos, missões e eventos que contribuem para a qualificação do empresariado de sua equipe.”

“A Sindinfo trouxe para a empresa oportunidades de crescimento, como a certificação ISO 29110. Além disso, podemos participar de encontros com palestrantes bem capacitados e que oferecem conhecimentos. As trocas de experiências são possíveis entre outros empresários e são sempre enriquecedoras. O reflexo de estar associada ao sindicato só tem refletido pontos positivos para toda a empresa.”

Neide Sellin Diretora executiva

Ana Paula Tongo Sócia fundadora da Bitavel Tecnologia

Francesca Maria Spinelli Sócia diretora da Formalis Informática

// Sindicato das Empresas de Informática do Espírito Santo (Sindinfo) Endereço: R . Juiz Alexandre Martins de Castro Filho, Nº 65, Ed. Proeng Offices - 4º Andar - Sala 404 - Santa Lúcia - Vitória (ES) - CEP: 29056-295 Telefones: (27) 3026-0866/ 99841-9371 // secretaria@sindinfo.com.br // www.sindinfo.com.br

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// ASSOCIADOS

Associadas

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TI ES

Produtos / Serviços

Contato

Aequus Consultoria S/S Ltda

Consultoria em gestão empresarial

27 3235.7546

AEVO TI

Gestão de processos, business intelligence, portais, gestão de portfólio de projetos, GED e colaboração

27 3337.0137

Allware Software Ltda

Software integrado de gestão empresarial

27 2123.0020

ARCO Informática

Desenvolvimento de websites, sistemas web e mobile apps.

28 3511.2855

AOB Software Informática Ltda - ME

Software comercial NF-e, PAF-ECF, serviços customizados

27 3063.1055

AS Auditoria Sistemas e Representações Ltda

Sua empresa sob controle

27 3298.3366

AT3 Tecnologia Ltda

Suporte técnico, manutenção e outros serviços em Tecnologia da Informação

27 3258.4661

Athenas 3000 Informática Ltda

Desenvolvimento e comercialização de software ERP

27 2104.6525

Atip Informática Ltda

Software de Automação Comercial Customizado, PAF-ECF e Nf-e

27 3752.1172

Atual Sistemas

Soluções atualizadas e suporte sempre presente, fazem toda a diferença

0800 888 2777

Atual Sistemas

Desenvolvedora de software e prestação de serviços

27 3727.8800

Bitavel Tecnologia em Informática Ltda. - ME

Soluções para Planejamento e Controle de Projetos

27 3315.6492

BL Tecnologia em Informática Ltda - ME

Desenvolvimento web e soluções corporativas em software

27 3343.0650

Brajan Sistemas

Soluções em Tecnologia de Sistemas

27 3383-7100

C3S Sistemas

Sindifácil – Sistema de Gestão de Sindicato

27 3225.7764

Conectiva Sistemas

Soluções inteligentes para sua empresa

27 3726.1139

Conesoft

Sistemas de automação comercial

27 3752.1271

Conexos

Consultora em Tecnologia da Informática

27 3211-1162

Conexos Consultoria e Sistemas Ltda

Soluções Empresarias com Automação e Tecnologia

27 3211.1162


// ASSOCIADOS

Associadas

Produtos / Serviços

Contato

Consuldata Sistemas

Sistemas de Automação Comercial

27 3325.4451

CSI - Centro de Soluções em Informática

Soluções em Tecnologia da Informação

27 3204.5111

Databelli Automação Comercial Ltda

Sistema de automação comercial

27 3325.0586

Databelli Desenvolvimento de Sistemas Ltda - ME

Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador e treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial

27 3325.0586

Dataci – Companhia de Tecnologia da Informação

Qualidade em TI na gestão pública

28 3521.2001

Data Sistemas e Tecnologia Ltda - ME

Sistemas p/ Varejo, PAF-ECF, Indústria de Confecções e Laboratórios

27 98898.1820

DCA Sistemas

Consultoria, Gestão em Mapeamento de Processos, Projetos de Viabilidade - Investimentos

27 99501.1276

Devena Tecnologia e Inovação Ltda

Mobilidade e tecnologia comercial

27 3100.0857

DBM Sistemas Ltda

Tecnologia inteligente na gestão de empresas

27 2127.4900

Ebase Sistemas

Sistemas sob medida para as necessidades da sua empresa

27 3727.0569

E-brand Estratégias On Line Ltda

Marketing e comunicação com inovação

27 2104.0822

EBR Informática Ltda - ME

Rede metropolitana, interconexão, data center, backup as a service

27 2122.2122

EBR Internet Ltda

Serviço de internet e telefonia

27 2122.2122

EBR Telecomunicação Ltda - ME

Serviço de internet e telefonia

27 2122.2122

EcoSoft Consultoria e Softwares Ambientais Ltda

Desenvolvimento e fornecimento de soluções ambientais

27 3325.8516

E&L Produções de Software Ltda

Softwares integrados de modernização da gestão pública

27 3268.3123

EquipeNet Sistemas

Petr@ERP Uma solução completa para sua empresa

28 3515.3550

SINDINFO ES­

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// ASSOCIADOS

Associadas

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TI ES

Produtos / Serviços

Contato

Etaure Desenvolvimento de Sistemas Ltda - ME

Softwares sob medida para empresas

27 3062.2875

Exata

A melhor opção em automação comercial para seu negócio

27 3721.0955

Exodus Tecnologia

Software de gestão financeira, fiscal e gerencial

27 3204.8404

Evológica Tecnologia e Pesquisa Ltda

"Soluções Empresarias com Automação e Tecnologia"

27 3211.1162

Farm’s Informática

Tecnologia ao seu alcance

27 98128.0441

Farad Automação

Farad Automação soluções tecnológicas, a empresa que sempre te estende a mão na hora certa

27 99524.2451

Fatto Consultoria e Sistemas

Consultoria: medição, estimativa e requisito de software

27 3026.6304

Flexa IT

Fornecer tranquilidade em soluções de tecnologia da informação

27 3045.5851

Formalis Informática Ltda

Soluções inovadoras em Tecnologia da Informação

27 3062.8087

FRJ Informática Ltda (Qualidata)

Qualidata - Soluções em informática

27 3434.4400

Geocontrol Ltda

Desenvolvimento de soluções em tecnologia para as áreas de mobilidade urbana, segurança pública e defesa nacional

27 3041.3333

Gestor Matriz

Empresa especializada em softwares para Indústria de Confecções

27 3120.3891

Gekom – Gestão de Combustível

Somos os olhos dos gestores sobre os abastecimentos

27 4042.2314

GS Informática Comércio e Serviços Ltda

Soluções em telecomunicações, gestão de contas telefônicas, locação e venda de equipamentos de telefonia e rede e outros serviços em TI

27 3334.0300

Idera Tecnologia e Conectividade

Soluções para Conectividade e Desenvolvimento de Softwares

27 3211.1388

Inflor Consultoria e Sistemas Ltda

Desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio, geoprocessamento (GIS), implantação dos módulos SAP

27 2122.0888

InNet Soluções Ltda

Soluções para RH, financeiro, fiscal e produção de roupas

27 3371.7485

Inove Automação Comercial

Software para gestão varejista

27 3373.7100

Integrainfo

Consultoria, Auditoria e Gestão em Telecom – Redução nos Custos

27 3198.7271

Integro Consultores Associados

Soluções de social bussines, cloud computing e desenvolvimento de sistemas em plataformas Microsoft e IBM

27 3325.4040


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Associadas

Produtos / Serviços

Contato

ISH Tecnologia

Segurança da informação e infraestrutura de TI

27 3334.8934

Infosis Consultoria em Sistemas Ltda

Desenvolvimento e implantação de sistemas corporativos e soluções integradas

27 3211.1445

Infotec Sistemas

Sistema de automação comercial

28 3515.2300

Integrasys Soluções em Tecnologia

Comércio Atacadista de equipamentos de informática

27 3325-4442

ITMaster

Tecnologia Estratégica

27 3062-2277

Jnnet Telecomunicações Ltda

Acesso à internet

27 3258.4661

Linsoft

Soluções em sistemas para todo tipo de negócio

27 2103-2600

Linhares On Line

Internet banda larga, interligação e soluções empresariais

27 2103.8100

Link Tecnologia

Software com Simplicidade

27 3371.8373

Made Informática

Conheça o Plano de Saúde digital, sua empresa agradece

27 3225.5540

Master Doc.

Sistema para controle de obrigações e documentos contábeis

27 4007-2281

Mantis Tecnologia Ltda

Tecnologia Wi-Fi

27 3019.1166

Markar Web Business

Agência Digital

27 2103.8115

Market & Share

Market & Share - E-Commerce e marketing digital

27 3029.5179

Megawork Consultoria e Sistemas Ltda

Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador e consultoria em Tecnologia da Informação

27 3315.2370

Meu Dinheiro Web

Controle Financeiro, Fácil!

27 3052.1339

MD Sistemas de Computadores Ltda

Soluções de gestão empresarial (ERP)

27 2122.6300

Mindworks Informática Ltda

Infraestrutura e segurança em Tecnologia da Informação

27 3015.1812

Mito Games

Mito Games, uma empresa de Jogos Sérios.

27 3025.1504

Mogai Tecnologia da Informação Ltda

Software inteligente em logística e produção industrial

27 3337.1818

MR Consultoria e Sistemas Ltda

ERP - Dolphins - Soluções em sistema de informação para a gestão de processos empresariais

28 3526.7160

SINDINFO ES­

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Associadas

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TI ES

Produtos / Serviços

Contato

Multiconecta

Service Desk - Soluções e consultoria comercial para aquisição de infraestrutura

27 3205.3740

Net Kids Informática Ltda

Sem uma Infraestrutura adequada, nada vai bem!

28 3511.2293

Net Planety Infetelecom Ltda.

Net Planety sua internety banda larga

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Neski Soluções Ltda

Software de automação comercial para: Comércio Varejista e Atacadista, Indústrias e Transportadoras

27 3264.5500

Nexa Tecnologia & Outsourcing Ltda

Soluções corporativas de TI e contact center

27 2104.8000

Objetiva Soluções

Software para gestão varejista

27 3373.7100

Outview Innovative It Solutions Ltda

Consultoria especializada e soluções de gestão de TI, monitoramento e segurança da informação

27 3203.3100

Pentago Consult Brasil Tecnologia e Negócios Ltda - EPP

Modelagem, desenho e automação de processos (BPMS), fábrica, NET/Java, BI e Serviços de gerenciamento de aplicações baseado em disponibilidade (ITIL Based)

27 3325.6828

PMO Global Alliance

Soluções para criar e gerenciar PMOs, provendo recomendações a partir da experiência coletiva da comunidade

27 3022.0515

Polaris Informática Ltda

Pesquisa de opinião e clima, desenvolvimento de sistemas e portais

27 3227.2375

Porte Software

Sistema para clínicas e consultórios médicos

27 3314.5678

Primelan Tecnologia

Tecnologia para um mundo feito por pessoas

27 3029.4687

Pro-Control Automação Comercial

Sistema para Financeiro, Cupom Fiscal, Nota Fiscal,Transporte e Veículos

27 3339.5857

Prosystem Desenvolvimento

A evolução na medida certa

27 3327.6739

Projeta Sistemas de Informação Ltda

Software premiado - Gestão de locadoras de automóveis

27 3026.5959

Quality Automação

Soluções para Posto de Combustível e Loja de Conveniência

27 3062.5275

Raizer Moura Tecnologia

Sistema de gestão da qualidade e sistema para gerenciamento operacional, administrativo e financeiro

27 3324.9005

Real Multimídias Computação Gráfica e Design

Representação gráfica em três dimensões (3D) de proj. arquitetônicos, industriais, engenharia, criação de animações e projetos

27 3227.5840

RD

Desenvolvimento de websites, sistemas web e mobile apps

27 3349-2859

RG System Informática Ltda

Soluções em software de gestão em saúde e educação

27 3727.1127

RGB Sistemas Ltda - ME

Consultoria e desenvolvimento de sistemas

28 3546.1970


// ASSOCIADOS

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Produtos / Serviços

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Seek

Desenvolvedora de software, gestão financeira, fiscal e gerencial

27 2101.1300

Sistemas Integra

Temos a Solução para sua Empresa!

27 3711.1911

SIT

SIT – segurança, inteligência e tecnologia

27 3025.8080

SLE

Tecnologia da Informação, com Inovação e Simplicidade, para soluções precisas e aderentes aos negócios dos nossos clientes

27 3357.3457

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Representante comercial

27 3329.0085

Spassu Tecnologia e Serviços Ltda

Suporte técnico, manutenção e outros serviços em Tecnologia da Informação

27 2123.4900

Speed Automac

"Temos tudo que sua empresa precisa. Automação com simplicidade e competência, Speed Automac Simples assim"

27 3723.5447

SPG Soluções em TI

Consultoria/Fábrica de Software para múltiplas plataformas

27 3041-7237

SPG Innova

Inovação em Desenvolvimento de Software

27 3041.7237

Spirit Soluções em Informática Ltda

Virtualização, backup, clusters, MySQL e BGP

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Suporte Sistemas e Tecnologia Ltda

Sistemas de Planejamento de Recursos Empresariais

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Supri

Compromisso com a eficiência e o resultado

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