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Projeto comemora 10 anos de muito trabalho. PÁGINAS 6 E 7

CONTATO Avenida Américo Vespúcio, 1599 Bairro Nova Esperança - BH - MG CEP: 31 230 250

Cláudia Aguiar

PÁGINAS

NO 21 MAIO DE 2014

abertas

ICOB EM FESTA

Junho, o mês festivo PÁGINA 12

Ninguem dorme nessa praça PÁGINA 4


Editorial

Futuro

A Copa das divergências

“Acordei para a vida” CAIQUE ROCHA E THAYNARA AMARAL (3º PERÍODO E 1º PERÍODO)

PROFESSOR ÉDERSON

O ano de 2014 já iniciou com a promessa de passar em um piscar de olhos. Além das eleições presidências, que já estão dando o que falar com a corrida rumo ao Palácio do Planalto e Piratini, o Brasil também sedia a Copa do Mundo. Sendo assim, as manifestações continuam pipocando em todo o Brasil, principalmente em protesto contra os gastos exorbitantes para a realização da Copa do Mundo. Uma promessa do ex-presidente Lula. Triste legado para uma nação que enfrenta os mais variados tipos de problemas. O povo vive desconfiado quando vai às prateleiras dos supermercados, temendo a volta da inflação, já que os preços dos produtos não param de subir. A população não é contra a Copa do Mundo. Pelo contrário, o Brasil é o “País do Futebol”. No entanto, condena os gastos superfaturados para a realização do evento, enquanto a fome senta à mesa de milhares de famílias brasileiras. Além disso, o governo federal tem que cumprir à risca o tal do “padrão Fifa”. Um paradoxo diante de um cenário um tanto quanto caótico da realidade do país, onde a saúde teima em não sair da UTI e a

violência aumenta gradativamente, principalmente por causa da onda de criminalidade, com índices assustadores nas grandes, médias e pequenas cidades. Bom, ao que tudo indica, as manifestações vão continuar, principalmente porque estamos às vésperas da realização da Copa do Mundo e a população, com certeza, não vai cessar os seus protestos, já que bilhões de reais estão sendo “torrados”, enquanto as filas aumentam nos hospitais e postos de saúde. No entanto, esperamos que essas manifestações não sejam recheadas de violência – como aconteceu nos grandes centros —, mas sim de atos democráticos e reivindicatórios. Enfim, o governo priorizou a Copa do Mundo em detrimento às prioridades de melhorias em outros setores tão sonhados pela população, como saúde e educação, por exemplo. E qual será o legado da Copa? Com certeza, alguns estádios vão se transformar em “elefantes brancos”. Agora é com você, boa leitura e até a próxima edição do Páginas Abertas.

O ICOB oferece cursos comunitários de

supletivo do ensino médio e Pré-Enem. Você pode realizar a sua inscrição na avenida Américo Vespúcio, n°1599, no bairro Nova Esperança. É necessário levar xerox da carteira de identidade, CPF e comprovante de residência. Mais informações no telefone 3032-5452.

Expediente INFORMATIVO DO INSTITUTO CULTURAL OLEGÁRIO BALBINO Rua Margarida P. Torres , 1460 - Nova Esperança - Belo Horizonte - Minas Gerais - CEP 31230 390 Contato: 31. 3032-5452 - e-mail: icob.bh@gmail.com ou blog: icobmg.blogspot.com RECURSOS HUMANOS COORDENADOR/PROFESSOR: Éderson Batista Balbino, DIRETORA FINANCEIRA: Rosemayre Costa Carvalho, ADVOGADA:Donata Terezinha Balbino

JORNAL – LABORATÓRIO DO CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON / CENTRAL DE PRODUÇÃO JORNALÍSTICA – CPJ COORDENADORA DO CURSO DE JORNALISMO: Juliana Lopes Dias, COORDENADOR DA CENTRAL DE PRODUÇÃO JORNALÍSTICA - CPJ: Eustáquio Trindade Netto – MG02146MT, PROJETO GRÁFICO E DIREÇÃO DE ARTE: Helô Costa – Registro Profissional 127-MG, colaboraram nesta edição estagiários e alunos do curso de Jornalismo: Caíque Rocha, Frederico Vieira e João Paulo Freitas (monitoria); Arthur Vieira, Camila Chagas, Fernando Oliveira, Jéssica Ribeiro, Manuel Carvalho, Raquel Durães, Rayza Kamke, Shirlei Rossana, Thaynara Amaral e Thiago Caldeira(textos); Kênia Cristina e Márcio Júnio (diagramação)

CORRESPONDÊNCIA: Centro Universitário Newton - Campus Carlos Luz: Rua Catumbi, 546 - Caiçara - Belo Horizonte - Minas Gerais - CEP: 31230-600 - Telefone: (31) 3516-2734 - cpj.jornalismo@newtonpaiva.br

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Mais uma vez, os alunos do ICOB mostraram a diferença dos cursos pré-vestibular e supletivo oferecidos pela ONG. Assim como em anos anteriores, vários deles conseguiram ingressar em importantes centros universitários. O bom trabalho realizado pelos professores e coordenadores do Instituto tem dado certo, fazendo com que a maioria dos estudantes não apenas consiga uma vaga em um curso superior, mas também concluam o ensino médio. É o caso da Ana Tércia Martins, que não estudava há 27 anos, porém, com a ajuda do ICOB, conseguiu alcançar seus objetivos. “Foram duas vitórias: eu completei o ensino médio e ingressei na Escola Guignard (Faculdade UEMG)”. Segundo ela, a atenção e o conhecimento dos professores foi o que mais chamou sua atenção. — O ICOB representa hoje um conjunto de amigos com quem eu e toda a comunidade poderá sempre contar. O caso de Ana é parecido com o de Jonnathan Farah, 22, auxiliar administrativo. Por meio de um colega de trabalho, ele conheceu o Instituto e participou por seis meses. Além de concluir o ensino médio, hoje ele estuda Administração na Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Belo Horizonte (FACISA/BH). — Acordei para a vida! Voltei a estudar depois de quatro anos e consegui criar perspectivas dentro do meu curso. Só tenho a agradecer o bem que o ICOB faz para a comunidade.


Saúde

Cuidado com as academias populares! Especialistas condenam as academias populares de Belo Horizonte, que vieram com o objetivo de oferecer atividades saudáveis para a população ARTHUR VIEIRA (3º PERÍODO)

oxigenação do sangue durante a atividade. A falta de instrutores é outro agravante, mas Carlos comenta que mesmo com a presença desses profissionais, a utilização desses equipamentos seria perigosa. “Além de não poderem ficar 24 horas no local, eles teriam de fazer uma avaliação individual para cada pessoa que fosse utilizar os equipamentos da academia”, completou. Joana Marques, 35, entrevistada em uma das academias, ficou assustada em saber os riscos e disse que “agora o jeito é procurar uma academia particular para se exercitar”. Por isto, são aconselháveis atividades mais leves, como por exemplo, a caminhada ou aproveitar a ciclovia.

Foto: Arthur Vieira

As academias populares estão instaladas em diversas praças de BH. Elas têm o objetivo de oferecer uma opção de atividade física para a população. A fim de proporcionar uma vida mais saudável às pessoas que recorrem a esses espaços. Mas, o que muita gente não sabe é que esses equipamentos podem causar lesões graves pela falta de acompanhamento de um especialista. Em entrevista ao “Paginas Abertas”, o professor de educação física, Carlos Diniz, 30, enumera vários problemas que podem ocorrer nessas academias. O primeiro é o fato desses espaços ficarem em praças, perto de vias de transito, onde a produção de gás carbônico é maior, dificultando a

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Foto: Arthur Vieira

Cidade

Onde estão os bancos e lixeiras das praças? Moradores da Região Noroeste sofrem com a falta de itens básicos em áreas de lazer

THIAGO CALDEIRA (5º PERÍODO)

Localizadas na Região Noroeste de Belo Horizonte, as praças do Jornal e Milton Laje poderiam ser consideradas um atrativo para a população local e, até mesmo, para quem mora próximo a essa região. Porém, a realidade encontrada hoje não é bem essa. Essas áreas verdes, que poderiam ser utilizadas para praticas de esportes, passeios de grupos escolares e até mesmo para encontro de amigos, não disponibilizam infraestrutura básica para que isso possa acontecer. A dona de casa Gabrielle Matos, 22, é frequentadora assídua da Praça do Jornal e ressalta a falta de instrumentos básicos para oferecer o mínimo de conforto possível para a população — Eu moro do outro lado da Avenida Américo Vespúcio há quase quatro anos. Todas as tardes trago meus filhos aqui na praça, mas isso está ficando difícil de acontecer, porque não temos bancos para sentar e, muito menos, lixeiras para descartarmos um papel de bala ou um saquinho de picolé.

O j o r n a l D i á r i o d o C o m é rc i o mudou-se para a Avenida Américo Vespúcio em 1988 e a infraestrutura da época era bem precária. Então, para dar os primeiros passos em busca de uma melhoria, o jornal assumiu a responsabilidade de construção, paisagismo, arborização e ajardinamento da praça, que faz divisa com o terreno onde hoje encontra-se a sede do jornal. “Foi de responsabilidade do jornal até a virada do século, quando a prefeitura de Belo Horizonte assumiu o compromisso de fazer a manutenção do espaço”, explica o atual presidente do Diário do Comércio, Luiz Carlos Motta Costa. Alguns aparelhos de ginástica foram instalados recentemente na Praça do Jornal. Isso poderia ser usado como um atrativo a mais para os moradores. — Talvez com a chegada dos aparelhos, algo melhore aqui na praça, pois não adianta nada fazer uma benfeitoria como essa, se o mato vive alto e as galerias de escoamento de água estão sem grades de proteção

Infelizmente, esses são alguns problemas encontrados pelos moradores da região, que persistem no sonho de um dia ver a praça sendo melhor cuidada e tendo a atenção que a mesma realmente merece. PRAÇA MILTON LAJE

Situada entre a rua Nova Friburgo e a rua Vassouras, a situação da Praça Milton Laje não é diferente. Seus usuários também reclamam da falta de itens básicos para os frequentadores do local — mesmo com a existência de bancos, há poucas lixeiras, insuficientes para atender a demanda da praça —. Como consequência, moradores e frequentadores acabam fazendo o descarte incorreto do lixo na praça ou próximo a ela. Alguns moradores do local que não quiseram se identificar, comentaram que uma vez ou outra é feita alguma manutenção na praça, mas ressaltam que isso não acontece com frequência. Acostumado com a tranquilidade do interior e com praças sempre cheias que se tornaram pontos de encontro entre

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amigos, o aposentado Francisco Batista, 80, natural de Curvelo, comenta: — Em minha cidade, passava a tarde toda jogando conversa fora com amigos em uma praça próxima a minha casa. Aqui é praticamente impossível, a falta de estrutura, dificulta pessoas com a idade avançada como eu a , a permanecer muito tempo nesses espaços. A regional Noroeste foi procurada e, em resposta, o gerente Rodrigo Araújo Cruz, da Regional de Comunicação Social Noroeste (GERCOM-NO), informou que “a falta de bancos na Praça do Diário do Comércio e de lixeiras na Praça Milton Laje são em função de ações de vandalismos cometidos nos espaços públicos”. Ele ainda salienta que o contrato de manutenção de praças já foi licitado e está em processo de analise pela Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura. Quando o processo de licitação terminar, serão recolocados os bancos e lixeiras destruídos.


Fotos: Arthur Vieira

Capacitar

Uma história de fraternidade e amor Dirigido pela Irmã Fátima Gonçalves, o Educandário e Creche Menino Jesus atende à comunidade e mostram aos alunos novas oportunidades CAMILA CHAGAS E RAQUEL DURÃES 5º PERÍODO

Fundado em 1932, por freiras francesas e brasileiras, atualmente a instituição tem cerca de 425 crianças e adolescentes, com idade entre dois a dezoito anos. Com o apoio de 33 colaboradores, o Educandário oferece, além de carinho e amor, oficinas de dança, música, teatro, corte e costura. Além disso, a educação profissional dos pré-adolescentes conta com o Projeto Capacitar, que já está na sua nona turma e com oito anos de funcionamento. No curso profissionalizante os alunos aprendem informática, montagem e desmontagem de computadores, português, matemática, linguagem, educação social e formação humana. Após o curso, os jovens passam por uma avaliação seletiva e são encaminhados para o mercado de trabalho. “Hoje temos

Ederson Batista Balbino (professor) com alguns dos alunos do projeto Educandário.

na região 70 aprendizes. Nosso objetivo é manter a casa com uma boa estrutura para todos, pois nós acreditamos na missão. Nunca desistimos de nenhum aluno”, relata Irmã Fátima. O Educandário recebe o apoio da

comunidade e de algumas empresas nacionais, como a Feira Shop, Banco do Brasil e Congregação São João Batista, e outras internacionais, como a empresa alemã de engenharia Kuttner, para se manter em atividade. Apesar disso,

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Irmã Fátima reconhece que ainda passam por momentos difíceis, mas que não perde a fé. — Nosso foco é que a dignidade está acima de tudo. Mesmo com problemas, o trabalho é muito gratificante. No final, somos muito felizes e a dificuldade é só uma pedrinha no caminho. Temos que acreditar e não deixar que os desafios nos desanimem. O Educandário e Creche Menino Jesus, funciona das 07:00 às 17:30 e está localizado na rua Itapagipe, nº 622, no bairro Concordia, próximo ao Hospital São Francisco de Assis. A creche recebe doações de roupas, alimentos, brinquedos, materiais escolares e produtos de higiene pessoal. Doações em dinheiro podem ser feitas por meio do Banco do Brasil. (Agência:1626-8/ Conta:12827-9).


10 anos ICOB comemora os

de atividade Em evolução desde 2004, Instituto Cultural Olégario Balbino almeja voos ainda maiores


Fotos: Arquivo ICOB

É com muito orgulho que o Instituto Cultural Olegário Balbino, fundado pelo professor Éderson Batista, que sonhava com uma educação de qualidade e acessível a todos, comemora dez anos de existência. Há muito a festejar. Em 2004, desejoso por oferecer um cursinho pré-vestibular e supletivo à população de baixa renda de sua comunidade (Região Noroeste de Belo Horizonte), Éderson reuniu-se a um grupo de amigos professores e fundou o Instituto. O sonho se tornava realidade. Atualmente, o Instituto é vinculado à Escola Municipal Arthur Guimarães no período noturno, gentilmente cedida pela secretaria da regional. Desenvolvendo um belo trabalho educacional, mais de 1650 alunos já realizaram o sonho de ingressar em uma universidade ou concluír o ensino médio, não parando por aí. Muitos, egressos do Instituto, já têm pós-graduação, mestrado e um futuro imenso a trilhar. Além do ensino de qualidade, o ICOB promove também palestras e eventos educacionais. Para evitar a evasão escolar e a exclusão de futuros alunos, não há prova de seleção para o ingresso nos cursos oferecidos pelo ICOB. As sessenta pessoas inscritas têm a vaga garantida e os demais interessados são inseridos em uma lista de espera. Visando realmente abranger a população, sempre é aberta mais de uma turma e pessoas de qualquer região da cidade podem se inscrever.

O Instituto não conta com nenhum tipo de apoio financeiro de órgãos públicos. Os alunos que podem ajudar, contribuem mensalmente com R$60,00. Os profissionais que prestam serviço ao ICOB são voluntários, trabalham pela manutenção e pela educação, em um processo contínuo de formação e ensino, em prol de uma educação gratuita, mas de qualidade. Outro sonho dos profissionais que trabalham no ICOB é ter seu próprio escritório, e isso já está sendo realizado. O escritório próprio facilitará a relação extra classe entre alunos e prof e s s o re s , p o i s o s atendimentos deixarão de ser realizados nos horários de aula e nos corredores. O escritório simplificará e particularizará o contato aluno-psicólogo, diretoria e professores. Devido ao excelente trabalho desenvolvido, o Instituto é merecedor de todo o destaque que tem recebido. Este é um belíssimo exemplo de incentivo à educação para todo o país. Parabéns Instituto Olegário Balbino!


Curiosidade

Oficina da cerveja Lúpulo, malte de cevada e graxa. A tradicional reunião que marca anos e anos de amizade JÉSSICA RIBEIRO E SHIRLEI ROSSANA (5° PERÍODO)

Foto: Arthur Vieira

Uma simples aposta de futebol rende há 14 anos. Com inicio em dezembro de 1998, Eduéster, o Bola, ganhou a brincadeira e teve como prêmio uma caixa de cerveja. A partir disso, o grupo de amigos, originalmente composto por Bola, Valdir, Barrabás, Nilsinho, Jhou Careca, Chuca, Márcio, PDT e Odorico começou a se reunir para comemorar o fim de ano, matar a saudade e jogar conversa fora e sempre no mesmo lugar — a oficina do Valdir. Atualmente, outros amigos se juntaram ao evento, e até mesmo a “Maria Pintada”, figura folclórica do bairro Aparecida, cruzeirense fanática, que segundo Nilsinho, organizador do evento, costuma se autodefinir “a mais feia da região”. Brincadeiras à parte, um dos marcos para a ausência das mulheres nos encontros é estrutura do local, uma oficina automotiva, inclusive com banheiro precário. Apesar disso, já tentaram se reunir em outros locais, “mais chiques, mas nunca foi igual à oficina, pois não tinha o mesmo clima aconchegante das primeiras festas”, comenta o organizador. Por consenso, tem sido sempre na oficina que o grupo vê como o local ideal. Os anos se passam e, a cada reunião, uma nova página dessa aventura etílica é escrita. Cada capítulo com surpresas a mais, afinal, nunca se sabe o que pode surgir de uma simples brincadeira entre amigos, não é mesmo?

Comunidade

“Participação é essencial” Moradores buscam inclusão em questões politicias; sinais de mudanças no pensamento social FERNANDO OLIVEIRA – 3º PERÍODO

Já está em andamento a nova edição da Conferência Municipal de Política Urbana de Belo Horizonte. A ideia do projeto é abrir espaço para a participação da comunidade em questões políticas, que definirão nos próximos quatro anos, as principais alterações do plano diretor e das leis urbanas. A Conferência é realizada em quatro etapas, em que são discutidas as plenárias dos setores populares, empresariais e técnicos, além da capacitação dos delegados, elaborações de

projetos em grupos, e a plenária final. A primeira etapa ocorreu no dia 18 de Fevereiro, na região Noroeste. O evento que aconteceu na Escola Municipal de Belo Horizonte, serviu para eleger os nove representantes da Regional na plenária popular. A etapa de capacitação da turma ocorreu nos dias 15, 22 e 29 de março, na Secretaria Municipal de Educação. Esta parte é responsável por inserir os delegados e suplentes eleitos em cursos como condição de habilitação para a próxima etapa da conferência.

METAS

Em nota, a prefeitura de BH informou os seguintes objetivos do projeto: - Avaliar a condução e os impactos da implementação das normas contidas no Plano Diretor e na legislação de parcelamento, ocupação e uso do solo e sugerir alterações, a serem aprovadas por lei, das diretrizes estabelecidas nessas leis; - Criar condições para que as propostas para atualização do Plano Diretor, da Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo e da legislação urbanística

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correlata sejam resultado de processo de discussão com a sociedade; - Assegurar a participação dos diversos setores e categorias sociais na revisão da legislação, de forma a conhecer e articular as diferentes visões dos atores que participam da dinâmica urbana; - Deliberar sobre a revisão do Plano Diretor e seus instrumentos, da Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo e da legislação urbanística correlata a partir do conteúdo dos Planos Diretores Regionais e, ainda, com base nas decisões do Conselho Municipal de Política Urbana – Compur.


Cultura

Uma imagem, mil palavras O design gráfico vem ganhando cada vez mais espaço junto às novas mídias e desenvolvimentos tecnológicos. Mas, para ser um bom profissional, não basta apenas dominar softwares. RAQUEL DURÃES (5º PERÍODO)

Os profissionais de design estão em alta nos últimos anos. Todos desejam ser reconhecidos e bem remunerados. Entretanto, de nada adianta o domínio total do Photoshop, Corel Drawn, Ilustrator, e outros programas, se as ideias continuarem no senso comum. Daniel Taiar Marinho Oliveira, 23, e Luiz Fernando Campolina, 20, estudantes de design na FUMEC, afirmam que “para se destacar, um designer gráfico precisa, acima de tudo, ser original. Ir além do que for proposto. Criar sensações às quais as pessoas não estejam acostumadas”. Com o espaço profissional cada vez mais segmentado e competitivo, surge uma grande ameaça para os designers brasileiros, a falta de capacitação. É que muitas pessoas que não são formadas na profissão atuam na área e, na maioria dos casos, não realizam corretamente o que deveria ser feito. – Essas pessoas contam com clientes que, às vezes, preferem pagar menos, mesmo que seja um serviço sem qualidade — explica Daniel. SEGMENTAÇÃO DE MERCADO

O design, especialmente nas áreas gráficas, oferece grande flexibilidade de mercado. O designer pode trabalhar com animação, ilustração, editoração, publicidade e em outros veículos de comunicação. Entretanto, toda essa variedade pode se transformar em dificuldade para quem está começando na área. “É que”, segundo Daniel, “apesar de ter um lado positivo, também é bastante difícil buscar o destaque de alguma forma”. “O designer de hoje tem que ser bom em pesquisa, saber interpretar as sutilezas do comportamento humano, filtrar e organizar grandes quantida-

des de informação, trabalhar em equipe, saber cobrar, e muito mais”, enumera o professor Breno Pessoa, subcoordenador do curso de Design Gráfico da Escola de Design da UEMG (Universidade Estadual de Minas Gerais). As dificuldades estão ligadas a um mercado de trabalho que se renova diariamente, e obriga, como em quase todas as áreas, o profissional a se atualizar constantemente. PROFISSIONAL GRADUADO

Nos últimos anos, pode-se observar um enorme crescimento no número de instituições oferecendo cursos de design, em variados níveis de qualidade — “em grande parte, devido à demanda crescente por profissionais da área”, explica Breno. Na maioria das universidades, o curso de graduação em Design Gráfico dura, em média, quatro anos e valoriza a prática em artes e comunicação visual por meio das disciplinas programas para o curso. Dentre elas, história da arte e do design, cinema, fundamentos da linguagem visual, fotografia, desenho e filosofia, entre outras. Por isso, o designer não pode se limitar a estudar projetos gráficos. Em vez disso, deve procurar conhecer e saber as demandas da sociedade e, a partir daí, aplicar seus projetos visando à melhoria do ambiente em que vive. Estágio é a palavra chave para uma boa formação, por isso, corra atrás de estágios. É um diferencial no currículo e conta muitos pontos a seu favor. O que se aprende em sala de aula deve ser praticado. Lembre-se de que, o profissional deve ter conhecimento real sobre a rotina de um designer gráfico, e isso só é possível vivenciar por meio dos estágios. Há uma diferença grande entre o que se aprende em sala de aula e o que é feito no dia-a-dia da profissão.

Confira as d

APRESEN

TE U

M BOM PO icas dadas p RTFÓLIO elo professo  O con r Breno Pess hecimento d oa e estuda e um design ntes da área softwares. er não pode : se restringir a o uso de  “Uma imagem vale mais que m uma imagem il palavras”, na mensage escolha e sa m visual. iba como uti  Para lizar se destacar na multidão só atraente , o p ro fi ss ional deve te e qualificad r um portfó o, mas, tam comum — q lio não bém, difere ue mostre o n c ia d o — estilo do pro fora do senso  O bom fissional. portfólio de ve ser proje e suportes. tado para se adaptar a va riados form  Bons atos currículos d e ve m se r montados para qual sã tendo em vi o enviados o sta cada em u apresenta  Mante presa dos. nha bons re lacionamen especialmen tos. Como e m qualquer te aquelas vo outra profiss ltadas para a (rede de rela ão, co m u nicação, ter cionamento um amplo n s) é fundam etwork ental. SERVIÇO

S GRÁFIC

OS N

O CAIÇAR A M & V Desi gn Gráfico R ua Itaguaí, Agel Soluçõ 397 – (31) 3 es Gráficas 347- 8819; R ua Catumb Alfa Gráfica i, 166 – Fren - Rua Hema te – (31) 25 tita, 655 - (3 56-3766; Editora e G 1) 3464-35 ráfica Silve 6 3 ; ira - Rua Hé lio L azzaroti , 185 - (31) 3464-3767 .

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Entretenimento

A copa chegou! Vai ter diversão, sim. As atrações para os amantes do futebol durante a Copa

CAÍQUE ROCHA - (3º PERÍODO) FREDERICO VIEIRA - (5º PERÍODO)

Durante o período de disputa dos jogos da Copa do Mundo ocorrem as tradicionais “Fan Fests”, eventos são organizados pela própria FIFA, que oferecem aos visitantes, experiências ligadas ao esporte e à competição — jogos, brincadeiras e demais formas de entretimento. A ideia surgiu em 2002 e o principal objetivo é fazer com que as pessoas que não terão acesso aos jogos, sintam o clima da Copa. Mas, atenção: em Belo Horizonte, essa convenção será no Expominas, no bairro da Gameleira (região oeste da cidade), o que dificultará o deslocamento de muitos interessados. Para os moradores da nossa região, ainda há algumas opções de diversão envolvendo o futebol, mas nada ligado à entidade máxima do esporte. O Páginas Abertas foi à administração do Shopping Del Rey, principal ponto de lazer da região noroeste, para saber se nas dependências do shopping haverá algum espaço para os fãs de futebol, uma vez que a tour da taça da FIFA ocorreu no estacionamento do mesmo. Sem resposta, andamos pelo shopping e descobrimos que desde o dia 23 de junho está rolando a “Arena do Futebol”, que irá até o dia 26 de julho. O evento proporciona aos visitantes algumas das sensações de uma partida real. O som da torcida, estrutura dos melhores vestiários do mundo, e exposição de algumas camisas históricas da nossa seleção. Quem quiser poderá até mesmo testar a potência de seu chute. Durante o período, qualquer pessoa poderá visitar o local de segunda a sábado, das 10h às 22h; aos domingos, das 14h às 20h. A entrada é gratuita.

PÁGINA 10 | Jornal Páginas Abertas | Maio de 2014


TABELA DOS JOGOS DA COPA DO MUNDO 2014

DATA

GRUPO A 12/06 13/06 17/06 18/06 23/06 23/06

17:00 13:00 16:00 18:00 17:00 17:00

DATA

HORA

GRUPO C 14/06 14/06 19/06 19/06 24/06 24/06

13:00 22:00 13:00 19:00 16:00 17:00

DATA

HORA

GRUPO E 15/06 15/06 20/06 20/06 25/06 25/06

13:00 16:00 16:00 19:00 16:00 17:00

DATA

HORA

GRUPO G 16/06 16/06 21/06 22/06 26/06 26/06

DATA

JOGOS

HORA

2º BRASIL México BRASIL Camarões Camarões Croácia

GRUPO B Croácia Camarões México Croácia BRASIL México

x x x x x x

JOGOS 1º

2º Colômbia Costa do Marfim Colômbia Japão Japão Grécia

Grécia Japão Costa do Marfim Grécia Colômbia Costa do Marfim

JOGOS 1º

2º Suiça França Suiça Honduras Honduras Equador

JOGOS

13:00 19:00 16:00 18:00 13:00 13:00

2º Alemanha Gana Alemanha EUA EUA Portugal

x x x x x x

16:00 18:00 16:00 13:00 13:00 13:00

DATA

HORA

14/06 14/06 19/06 20/06 24/06 24/06

16:00 18:00 16:00 13:00 13:00 13:00

DATA

HORA

GRUPO F Equador Honduras França Equador Suiça França

x x x x x x

13/06 13/06 18/06 18/06 23/06 23/06

GRUPO D

x x x x x x

15/06 16/06 21/06 21/06 25/06 25/06

19:00 16:00 13:00 18:00 13:00 13:00

DATA

HORA

GRUPO H Portugal EUA Gana Portugal Alemanha Gana

17/06 17/06 22/06 22/06 26/06 26/06

JOGOS

HORA

2º Espanha Chile Espanha Austrália Austrália Holanda

Holanda Austrália Chile Holanda Espanha Chile

x x x x x x

JOGOS 1º

2º Uruguai Inglaterra Uruguai Itália Itália Costa Rica

Costa Rica Itália Inglaterra Costa Rica Uruguai Inglaterra

x x x x x x

JOGOS 1º

2º Argentina Irã Argentina Nigéria Nigéria B.Herzegovina

B.Herzegovina Nigéria Irã B.Herzegovina Argentina Irã

x x x x x x

JOGOS 1º

13:00 18:00 13:00 16:00 17:00 17:00

2º Bélgica Rússia Bélgica Coreia do Sul Coreia do Sul Argélia

x x x x x x

Argélia Coreia do Sul Rússia Argélia Bélgica Rússia

OITAVAS DE FINAL

QUARTAS DE FINAL

SEMIFINAIS

FINAL

28 de junho - Belo Horizonte - 13:00

04 de julho - Salvador - 17:00

8 de juLho - Belo Horizonte - 17:00

13 de julho - Rio de Janeiro - 16:00

28 de junho - Rio de Janeiro - 17:00

30 de junho - Brasília - 13:00

TERCEIRO LUGAR

04 de julho - Rio de Janeiro - 13:00

12 de julho - Brasília - 17:00

30 de junho - Porto Alegre - 17:00

29 de junho - Fortaleza - 13:00

05 de julho - Salvador - 17:00

29 de junho - Recife - 17:00

01 de julho - São Paulo - 13:00

01 de julho - Salvador

05 de julho - Brasília - 13:00

9 de julho - São Paulo - 17:00


Fato: Arthur Vieira

Festa

A sanfona não parou e o forró continuou... Em época de grandes transformações na quadrilha mineira, grupos realizam trabalho social, mas se sentem desvalorizados por órgãos governamentais

RAYZA KAMKE – 5º PERÍODO

Com o chapéu de palha na cabeça e alegria no coração, o marcador conduz a maior festa popular e tradicional da cidade. Vestidos de chita, camisas xadrez, o forró latente nos pés. Das comidas: caldos, quentão, pé de moleque, canjica. Na decoração não faltam bandeirinhas, bombinhas, balões e a tradicional fogueira. Sem falar nas crendices e simpatias que acompanham o folião pelo céu estrelado e as noites frias do mês de junho. Trazida pelos portugueses, a Festa Junina logo foi incorporada aos costumes do brasileiro, e hoje, é um legado que vem passando por gerações. Na festa, que homenageia alguns dos santos mais populares da Igreja Católica: Santo Antônio (13 de junho), São João (24 de junho), e São Pedro (29 de junho), o momento mais esperado da folia é a quadrilha, um estilo de dança que aportou no Brasil em 1808, junto com a família portuguesa. Lançada pelas cortes francesas, logo foi fundida à tradição histórica do

país. No maior evento popular da cidade, o Arraial de Belô promove anualmente uma grande festa com direito a premiações das melhores quadrilhas. Com adaptações modernas e tecnológicas, os quadrilheiros de Belo Horizonte se inovam, mas sem fugir das tradições. FINANCEIRO X SOCIAL

Entre os 43 grupos quadrilheiros de Belo Horizonte, segundo a FEQUAJUR-MG (Federação das Quadrilhas Juninas de Minas Gerais), é indiscutível o envolvimento de todos os participantes. Para Pelé, diretor e marcador do grupo “Família Kossaco”, é preciso mais apoio governamental para que o trabalho não termine. “Muitos grupos já pararam por falta de apoio. Hoje o nível das quadrilhas profissionais de Beagá é elevadíssimo, é um espetáculo incrível. E, por incrível que pareça, a população da cidade não sabe a grandeza que é isso, não valoriza”, lamentou. O grupo, fundado há 16 anos, ficou em 7º lugar no Arraial de Belô 2013, o que para Pelé é uma grande conquista, já que

a “Família” passa por dificuldades de montar e manter o grupo anualmente. Segundo o diretor, os grupos de quadrilha de Belo Horizonte buscam, por meio da União Junina Mineira – entidade que representa todos os grupos de quadrilha junina de Minas Gerais, mais apoio governamental para manter a tradição da quadrilha e o trabalho social que é feito com a juventude das comunidades. “Existem integrantes de quadrilhas que são usuários de drogas, mas quando começam os ensaios, eles param. É uma terapia. A importância que tem é muito grande”, ressaltou. Diferente dos grupos quadrilheiros mais famosos, que recebem auxilio de patrocinadores, os grupos de quadrilhas de comunidades carentes contam apenas com uma taxa de subversão oferecida pelo Arraial de Belô, pela participação. Este valor é reinvestido em festas, rifas e programações sociais para obter um lucro maior, e consequentemente fazer uma quadrilha de melhor quali-

dade. Pelé explica que, “é um trabalho social, sem fins lucrativos, mas que, infelizmente, é preciso pensar num lado financeiro sim, para que você consiga colocar o grupo em atividade”. E NO ARRAIAL...

Apesar da disputa acirrada, na “hora H” não existe melhor. O Arraial de Belô, maior festa popular da cidade, agrega toda família Belo Horizontina, do avô ao neto. Dividido entre dois grupos – o Grupo A e o de Acesso, a classificação é semelhante a do futebol: sobem quatro equipes, descem quatro equipes, anualmente. Realizada há alguns anos na Praça da Estação, este ano a festa será realizada após a Copa do Mundo FIFA, em julho. Além do concurso na capital, existe a competição estadual, que reúne quadrilhas da grande Beagá, e o concurso nacional, onde se apresentam uma quadrilha de cada estado do Brasil. Dentro de cada equipe, existe a satisfação de fazer parte da história e da tradição do país.


Paginas abertas maio 2014