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Foto: Keri Oberly

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Estudantes de Gana, com sua One World Futbol

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SHOW DE BOLA Quando viu na televisão crianças em Darfur, no Sudão, jogando futebol com uma bola feita de lixo amarrado, o norteamericano Tim Jahnigen teve um estalo. E se ele criasse uma bola que não fura nem precisa ser enchida? Jahnigen tirou a ideia do papel depois de uma conversa com o cantor Sting, seu amigo, que rapidamente reuniu interessados em patrocinar a invenção. Hoje a One World Futbol – nome tirado da música “One World (Not Three)”, de Sting – é a principal diversão de comunidades carentes de 143 países, o Brasil incluído. Segundo o porta-voz do projeto, Eric Frothingham, só na África mais de 20 milhões de bolas murchas são substituídas a cada ano pela One World Futbol. A maior parte das doações é financiada por multinacionais. É possível, no entanto, adquirir apenas uma, já que, para cada bola comprada, outra é doada. O valor: US$ 39,50 no www.oneworldfutbol.com.

Fotos: divulgação

ARTE DO ACASO A designer espanhola Marta Altés nunca imaginou que um curso sobre ilustração de livros infantis pudesse mudar sua vida. Hoje morando na Inglaterra, ela acaba de publicar seu quarto livro infantil, My Grandpa (será lançado neste ano no Brasil pela Ciranda Cultural). Marta tem se destacado pela liberdade com que faz experiências artísticas para suas ilustrações. Recentemente criou, por exemplo, lindas figuras com raspas de lápis. “Eu estava trabalhando com lápis coloridos e sem querer a sujeira do apontador caiu sobre a folha”, conta. As ilustrações de Marta estarão à venda em breve em seu site, www.martaltes.com.

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Criatividade de sobra Fundado em 2009 para ser um elo entre o setor empresarial e a sociedade, o Instituto Baraeté, em São Paulo, lançou em 2012 o projeto Criar para Brincar. Nele, estudantes de design e arquitetura são desafiados a inventar brinquedos para crianças de 5 a 7 anos com sobras de material de indústria. As vencedoras da primeira edição do prêmio foram as estudantes de design da Faap Maria Eugenia Collaço e Thais Costa, com o jogo Bola-Bamba (1). Nessa brincadeira, os jogadores arremessam uma bolinha para cima e precisam encaixar as partes da raquete enquanto a bola está no ar. O segundo lugar ficou com o Cubis (2), uma espécie de cubo mágico criado por Giovanna Addis e Nathália Duarte, estudantes de arquitetura da Faculdade Anhembi Morumbi. Inspirado no quebracabeça chinês Tangran, Mandala (3), das estudantes de design da Faap Luciana Abud e Ana Sofia Asseis, ficou com a terceira colocação. Testadas por 30 crianças indicadas por ONGs, as criações foram aprovadas por um órgão ligado ao Inmetro e deverão ser comercializadas ainda em 2013. Para mais informações, www.institutobaraete.org.

Lilica & Tigor #10  

Revista Lilica&Tigor 10

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