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O FALANTE ESCRITOR PELA PROFESSORA LILIAN OLIVEIRA PEREIRA

Cadê a Infância que estava aqui? Nossa sociedade tem uma visão adultocêntrica da criança, isto é, uma visão redutora da criança, a criança como um – vir a ser – um ser inacabado e incompleto que precisa amadurecer e evoluir. Que precisa se educar segundo nossos próprios modelos. Foi assim que fomos apagando a infância de nossas crianças e caindo nas armadilhas culturais de nosso tempo. Hoje o que se vê são crianças sobrecarregadas de atividades, aulas de balé, inglês, natação, futebol, computação; sem tempo para brincarem; vestindo roupas; cantando e dançando músicas de adultos (erotizadas), jogando jogos de adultos pelo prazer da competição. Estão cada vez mais cedo em contato direto com a mídia, videogames e com o computador. Será que esses fatos não nos levam ao questionamento: não estaríamos voltando à Idade Média?


Sim! Acabamos com a infância e por conta disso podemos perceber nos comportamentos das crianças os resultados: crianças hiperativas (déficit de atenção); agressivas; estressadas; com depressão; tristes e apáticas. Onde está a infância em nossa sociedade? Permitir que uma criança seja infantil é a melhor pré-condição para que ela se torne realmente um indivíduo pleno, e não somente parte de uma sociedade organizada. Proteger a infância, lutar pelos direitos da criança, pelo direito de ser criança, pode nos ajudar a descobrir novamente, dentro de nós, as qualidades infantis (honestidade, confiança, compaixão) trazendo-as para o mundo adulto, a fim de humanizar nossa cultura.


28 DE MAIO: DIA INTERNACIONAL DO BRINCAR A data visa estimular algo simples e natural, mas que precisa ser relembrado hoje em dia: brincar. "Telefone sem fio, amarelinha, pular corda, estátua, barramanteiga, pular elástico, passa anel, pega-pega, dança das cadeiras e cabra-cega". Rodeados pelas novas tecnologias, muitas crianças desconhecem a maioria dessas brincadeiras. Pensando nisso, a FIG-Unimesp comemorará na próxima semana o "Dia Mundial do Brincar", 28 de maio, com o objetivo de resgatar a cultura e a memória por meio das brincadeiras. "A data é muito importante para que a comunidade, os professores e os pais lembrem-se da importância da brincadeira para as crianças", afirmou a professora Sirlândia Reis de O. Teixeira, coordenadora do curso de Brinquedistas da FIGUnimesp e uma das responsáveis pela Associação Brasileira de Brinquedotecas (Núcleo Guarulhos). Desde 2005, a FIG-Unimesp promove atividades para comemorar a data que ainda é pouco conhecida no Brasil. Contudo, neste ano, a instituição de ensino optou pelo tema "Brinquedos Tradicionais" e, além das brincadeiras hoje pouco conhecidas pelas crianças, haverá também oficinas de brinquedos e leitura de histórias. "A brincadeira é para todos e auxilia nos adultos, aliviando o estresse, e nas crianças, mobilizando o corpo e a capacidade cognitiva. Além disso, faz com que os pais se aproximem mais dos filhos e os conheçam melhor", ressaltou a professora. Segundo especialistas, o brincar também revela traços da cultura de um povo, estimula o tratamento mais humanizado em


hospitais, aumenta a afetividade e conscientiza sobre a proteção da infância.


PASSATEMPO


O falante