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sustentabilidade

Cooperativa estimula geração de renda em Betim Idealizada pela Fiat Automóveis, em parceria com as ONGs CDM e Fundação AVSI, a Cooperárvore mudou a vida de dezenas de famílias. E para melhor

Ignácio Costa

As cooperadas desenvolvem produtos originais, que aliam funcionalidade e beleza

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Por Lilian Lobato

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m um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, as oportunidades de melhoria de vida que surgem não podem ser desperdiçadas. Que o diga a

ex-diarista Claudinéia Alvarenga da Silva. Com o apoio da Cooperárvore, cooperativa social do programa Árvore da Vida – Jardim Teresópolis, em Betim (MG), ela aprendeu o ofício de artesã, aumentou a renda familiar e realizou o sonho da casa própria. “Inicialmente, cheguei a atuar como diarista e artesã ao mesmo tempo. Depois, percebi que teria que me dedicar a apenas uma das funções e optei pelo artesanato. Hoje, tenho certeza de que fiz a escolha certa”, avalia. “Por meio da cooperativa, recuperei minha auto-estima e descobri que tenho talento para outros tipos de trabalho. Além disso, consegui comprar minha casa e dar mais tranqüilidade para meus cinco filhos”, ressalta a artesã, que faz parte do grupo de 27 mulheres moradoras do Jardim Teresópolis que participaram de uma capacitação para atuarem na Cooparárvore. Idealizada pela Fiat Automóveis, em parceria com as ONGs CDM e Fundação AVSI, a cooperativa foi criada em 2006 com o objetivo de gerar renda para seus participantes. De acordo com a gestora do eixo de Geração de Trabalho e Renda do Programa Árvore da Vida – Jardim Teresópolis, Luciana Leite, por meio da Cooperárvore, as mulheres criam e comercializam seus produtos e contribuem com o orçamento doméstico. “Elas ainda unem o trabalho ao cuidado com os filhos e com a casa, em virtude de morarem

próximas à cooperativa. Vale ressaltar que muitas mulheres passaram a ser mantenedoras de seus lares”, afirma. As cooperadas desenvolvem produtos originais, que aliam funcionalidade e beleza. As peças são diferenciadas, criadas com materiais reaproveitados da produção de carros como aparas de cinto de segurança e retalhos de tecido automotivo, disponibilizados, em sua maioria, pela Ilha Ecológica da Fiat e de seus fornecedores. São confeccionados produtos como sacolas, bolsas, chaveiros, almofadas e jogos infantis. Somente no ano passado foram produzidas e comercializadas 38,6 mil peças. No site www.cooperarvore.com. br é possível conhecer os produtos da cooperativa e fazer encomendas. Recentemente, a Cooperávore foi convidada a expor no Betim Shopping. Agora, um final de semana por mês, uma área é cedida gratuitamente para que os itens possam ser comercializados. Outro canal de venda é o estante montado na concessionária Automax, em Belo Horizonte. “A exposição dos produtos no shopping e na concessionária provam o reconhecimento da sociedade ao trabalho das cooperadas”, avalia a gerente administrativa da cooperativa, Luciana de Freitas.

A coordenadora do programa Árvore da Vida pela Fiat, Luana Ferreira, ressalta que um dos desafios do programa é estimular a participação de diferentes atores da sociedade, buscando novas oportunidades para a comunidade. “Criamos a Rede Fiat de Cidadania, que já conta com vários parceiros em função de o desenvolvimento da comunidade necessitar de diferentes expertises e apoios, como foi o caso da Automax, Shopping Betim e tantos outros”, avalia. A Cooperávore também está entre os oito projetos mineiros selecionados para fazer parte do programa Caixa ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio). Criado pela Caixa Econômica Federal e financiado Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o programa irá beneficiar 74 projetos em todo o país e a cooperativa irá receber R$ 25 mil e apoio técnico e operacional. De acordo com o gerente de projetos da Fundação AVSI, Jacopo Sabatiello, o apoio financeiro à Cooperárvore permitirá o aumento da produção da cooperativa. Mais que isso, é um reconhecimento ao projeto como uma iniciativa que promove a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres.

Por meio da Cooperárvore, as mulheres criam e comercializam seus produtos e contribuem com o orçamento doméstico

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