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Perfil= =

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= » Introdução= » Estrutura do Grupo Light = » Área de atuação = » Otimização no uso da energia = » Contexto social e econômico=

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“Sustentabilidade significa 

A Light  chegou  ao  Brasil  em  1899,  vinda  do  Canadá,  com  a  missão  de  produzir  energia  para  o  progresso. Aportou primeiro em São Paulo, onde construiu a Usina Tietê; no Rio, só chegou em 1905,  através de uma subsidiária chamada The Rio de Janeiro Tramway, Light and Power Co.Ltd. Trazia os  necessidades do presente sem  bondes  elétricos  também.  Em  pouco  tempo,  assumia  o  controle  da  iluminação  pública  a  gás,  logo  comprometer a capacidade das  substituída  pela  elétrica,  que  expandiu  a  produção  e  passou  a  servir  a  indústrias,  comércio  e  residências.   futuras gerações de garantir    Depois de vendida à Eletrobrás em 1979, foi privatizada novamente em 1996. Após um processo de  suas próprias necessidades.  desverticalização concluído no ano de 2006, a empresa passou ao controle do Grupo RME (Rio Minas  Palavra do Relatório  Energia).  Hoje,  a  Light  S.A.  é  uma  holding  de empresas  que  atuam  nas  áreas  de  geração,  Brundtland, documento  transmissão,  distribuição  e  comercialização  de  energia.  A  atual  configuração  da  empresa  foi  consolidada em 13 de janeiro de 2006, de modo a cumprir uma determinação da legislação federal,  elaborado em 1987 pela  específica para as empresas de distribuição de energia: desverticalizar as atividades.   Comissão Mundial sobre o Meio    A  presença  da  Light  na  vida  do  Rio  é  forte  há  104  anos,  com  registros  marcantes  no  imaginário  Ambiente e  popular,  tanto  em  letras  de  músicas  como  no  anedotário  da  cidade.  Uma  imagem  de  marca  Desenvolvimento.” permanente  e  identificada  com  a  Cidade  Maravilhosa,  reforçada  com  a  recente  adoção,  pela  companhia, da assinatura “O Rio é Light”, na comunicação com o público.  assegurar a realização das 

As  empresas  que  integram  a  Light  S.A.  são  a  Light  Serviços  de  Eletricidade  S.A. –  Light  SESA  (distribuição);  a  Light  Esco  Ltda.  (comercialização); e a Light Energia S.A. (geração e transmissão).  

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Perfil

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A empresa responsável pela distribuição de energia elétrica na área de concessão da Light é a Light Serviços de Eletricidade S.A., que cobre  uma área total de 10.970 km2 do estado do Rio de Janeiro e serve a 10 milhões dos mais de 15 milhões de habitantes do estado, em 31   municípios. No ano de 2008, a empresa distribuiu 23.698 GWh a seus clientes regulados e livres. A concessão do serviço de distribuição de  energia vai até junho de 2026. 

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A Light é a quarta maior distribuidora de energia do Brasil, segundo a EPE – Empresa de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério das  Minas  e  Energia.  Seu  sistema  elétrico  compõe­se  de  196  subestações,  uma  rede  de  subtransmissão  cuja  malha  é  superior  a  2  mil  km  (aproximadamente 1,8 mil km de rede aérea e 0,2 mil km de rede subterrânea) e uma rede de distribuição de mais de 55 mil km (49,6 mil km  de rede aérea e 5,4 mil km de rede subterrânea).     Quem responde pela geração é a Light Energia, a sexta maior empresa privada de geração hidráulica do país (em termos de capacidade de  geração), de acordo com informações da Agência Nacional de Energia Elétrica ­ ANEEL. Essa capacidade se localiza na bacia do Rio Paraíba  do  Sul  e  do  Ribeirão  das  Lajes.  A  capacidade  instalada  do  parque  gerador  é  de  855  MW,  distribuído  por  cinco  usinas  geradoras  e  duas  elevatórias, localizadas nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.     Vale destacar que a energia gerada pela Light Energia é produzida exclusivamente a partir de fonte hidrelétrica, reconhecida com uma das  mais  limpas  formas  de  produção  de  energia.  As  sete  usinas  hidrelétricas  atingiram  em  2008,  uma  produção  líquida  de  4.330.999  MWh  (geração bruta menos consumo próprio, bombeamento de água e perdas técnicas), ilustrada na tabela a seguir.   [GRI] GERAÇÃO DE ENERGIA Geração Líquida (MWh) Energia elétrica

2006

2007

2008

4.315.038

4.007.489

4.330.999

De acordo com as Leis nº 10.847 e nº 10.848, de 15 de março de 2004, e com o decreto nº 5163, de 30 de julho de 2004, a compra de  energia  elétrica  pelas  empresas  distribuidoras  do  setor  elétrico  brasileiro  é  realizada  exclusivamente  em  leilões  promovidos  pela  CCEE/Aneel  no  Ambiente  de  Contratação  Regulada  (ACR).  Parte  da  energia  gerada  é  vendida  por  meio  desses  leilões;  o  restante  é  comercializado pela Light Esco no Ambiente de Contratação Livre (ACL), em contratos bilaterais, e no mercado spot, também por meio da  CCEE.    A  Light  também  participa,  desde  2006,  do  Proinfa,  o  maior  programa  brasileiro  de  incentivo  às  fontes  alternativas  de  energia.  A  tabela 

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abaixo demonstra a quantidade de energia comprada pela empresa nos anos de 2006 a 2008.      QUANTIDADE DE ENERGIA COMPRADA  Energia comprada (GWh)

2006

2007

2008

1) Itaipu

8.295

8.310

5.730

2) Contratos inicias

0

0

0

3) Contratos bilaterais

0

0

0

3.1) Com terceiros

0

6.351

6.368

6.351

0

0

4) Leilão

727

333

0

5) PROINFA

83

222

341

10.497

11.161

12.172

341

341

381

26.294

26.718

24.993

3.2) Com parte relacionada

6) CCEAR 7) Mecanismo de Comercialização de Sobras e Déficits – MCSD TOTAL

O consumo  de  energia  para  a  realização  das  atividades  administrativas  e  operacionais  da  Light  está  demonstrado  na  tabela  a  seguir.  [EN3] [EN4].       [EN4] CONSUMO DE ENERGIA INDIRETA DISCRIMINADO POR FONTE PRIMÁRIA  2006

2007

2008

Hidrelétrica (em kWh)

ND

ND

ND

Combustíveis fósseis

ND

ND

ND

Fontes alternativas (gás, energia eólica, energia solar etc.)

ND

ND

ND

37.395.000

33.285.000

35.046.000

0,002

0,001

0,002

Consumo total de energia (em kWh) Consumo de energia por kWh distribuído (vendido)

Otimização no uso da energia 

Na dimensão  de  comercialização,  a  Light  Esco  é  uma  empresa  integradora  de  soluções  energéticas,  em  parceria  com  os  clientes,  para  encontrar as melhores alternativas de aquisição e otimização do uso de energia. Está presente tanto no segmento de comercialização de  energia no mercado livre como no de fontes energéticas alternativas/incentivadas e serviços de infra­estrutura. Trata­se, portanto, de um  importante  braço  para  a  sustentabilidade  da  Light,  pois  contribui  para  o  desenvolvimento  de  soluções  inovadoras  que  tiram  o  melhor  proveito do uso da energia.     A Light Esco atua na compra e venda direta de energia (atividade trader), na intermediação de negociações de compra e venda de energia  (atividade broker) e na representação e consultoria para consumidores livres. Ao longo de 2008, comercializou 434 GWh.  Leia mais sobre a Light Esco em Mercado. 

Contexto social e econômico  

Numa área  de  concessão  cortada  pelo  Rio  Paraíba  do  Sul,  que  atende  a  10  milhões  de  pessoas  em  31  municípios  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro, a Light busca empreender uma atuação sustentável e pró­ativa, socialmente justa e voltada para a promoção do desenvolvimento  econômico e o respeito ao meio ambiente, muitas vezes através de parceiras com entidades públicas.     Em que pese a área de concessão representar um importante ativo intangível, há fortes pressões externas em razão de riscos sociais e da  grande concentração populacional. Para amenizar esses fatores, a Light atua junto a órgãos e empresas – governo federal, entidades de 

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Perfil

classe, associações comerciais, demais concessionárias estaduais de serviços públicos – no desenvolvimento de projetos que promovam a  melhoria da segurança e o ordenamento urbanístico e social no Estado do Rio de Janeiro.  

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As bases deste relatório= =

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= » Principais Prêmios e Reconhecimento =

æ = O presente Relatório de Sustentabilidade, de periodicidade anual, reforça as opções de adesão da Light S.A. aos Princípios do Pacto Global  da ONU, aos Compromissos das Nações Unidas para o Milênio, à metodologia GRI (Global Reporting Initiative) e aos critérios do Índice de  Sustentabilidade Bovespa, do qual faz parte pelo segundo ano consecutivo.    A  partir  de  seu  primeiro  Relatório  de  Sustentabilidade,  que  foi  publicado  em  2008  e  teve  como  base  o  desempenho  de  2007,  a  Light  aprofundou  o  exercício  de  incorporar  parâmetros  de  sustentabilidade  aos  seus  indicadores  de  desempenho  em  todas  as  áreas,  o  que  resultou  na  geração  de  informações  mais  completas  sobre  os  processos  da  empresa  que,  historicamente,  já  refletiam  boas  práticas  no  âmbito desse conceito. A empresa contou com o apoio de consultoria da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) na  elaboração do documento.    Para afinar a sintonia da empresa com as formas de implementar e reportar as práticas de sustentabilidade, a Light solicitou à FBDS que  organizasse  um  Painel  de  Especialistas  de  diversos  setores  da  sociedade  civil,  para  entender  as  necessidades,  as  expectativas,  as  oportunidades  e  os  desafios  relacionados  aos  rumos  da  companhia,  seu  modelo  de  gestão  e  compromisso  com  a  sustentabilidade – antecipando a intenção da companhia de aprofundar, ao longo de 2009, o engajamento com seus vários stakeholders.     O  Painel,  realizado  em  outubro  de  2008,  permitiu  que  a  empresa  produzisse  sua  primeira  reflexão  sobre  materialidade  (conceito  que  sinaliza o que é essencial para o negócio). No âmbito desse conceito, os especialistas identificaram alguns temas prioritários, em torno dos  quais foram organizadas as informações referentes ao desempenho da empresa em 2008:    &RQVWUXomRGRIXWXUR  ­ Apresenta o posicionamento da Light diante dos desafios para o desenvolvimento de seu modelo de negócios de  forma sustentável  'HVHQYROYLPHQWR GR 5LR GH -DQHLUR  ­ Apresenta a relevância do desenvolvimento da área de concessão para o aumento da geração de  valor da companhia, o plano de ação concebido para a ampliar as oportunidades dentro da área (inclusive fontes alternativas de energia e  projetos sustentáveis), além da atuação da Light em relação à regulamentação do setor energético.   $WXDomR IUHQWH DRV GHVDILRV DPELHQWDLV   –  Apresenta  a  visão  global  da  companhia  e  detalhamento  das  ações  da  Light  para  reduzir  os  impactos de sua atividade no meio ambiente  2YDORUGRVHUYLoR – Apresenta o desafio de mudar a percepção do cliente em relação ao valor do serviço prestado pela Light.     Um quinto tópico, Resultados, reúne outras informações relevantes, como o desempenho econômico­financeiro, relações com investidores e  gestão de riscos, além de indicadores (Balanço IBASE e Demonstrações Financeiras). O Sumário GRI e as informações corporativas concluem  o documento.    O  Relatório  de  Sustentabilidade  Light  2008  é  dirigido  aos  acionistas,  comunidade  investidora,  órgãos  reguladores,  agentes  do  setor  elétrico, organizações governamentais e não­governamentais, empregados, clientes, fornecedores, comunidade, imprensa e instituições de  ensino.    Este Relatório de Sustentabilidade refere­se à holding Light S.A. e todas as suas subsidiárias: Light SESA, Light Energia e Light Esco. As  informações  contidas  neste  relatório  reiteram  o  compromisso  da  Light  com  a  sustentabilidade  em  todos  os  aspectos  de  sua  atividade:  econômico­financeiros, operacionais, sociais e ambientais.     As demonstrações financeiras foram auditadas pela KPMG que, em 2008, não prestou nenhum outro tipo de serviço para a Light ou suas  subsidiárias. O Relatório de Sustentabilidade não passou por processo de auditoria; contudo, o trabalho de levantamento de informações e  definição dos indicadores foi coordenado pelo Grupo de Trabalho de Sustentabilidade, formado por especialistas e gestores das diversas  áreas da Light, com o apoio do FBDS.    O conteúdo deste Relatório está disponível na íntegra neste site. Em caso de dúvidas sobre o material disponibilizado, favor fazer contato  pelo email relatoriodesustentabilidade2008@light.com.br.    3DLQHOGH(VSHFLDOLVWDV ± 0HWRGRORJLD 

&RQWH[WXDOL]DomR Tendo em vista o esforço e o progresso da Light para se tornar uma empresa reconhecida pela excelência de sua gestão para a   sustentabilidade,  a  empresa  aspira,  neste  momento,  avançar  na  agenda  de  engajamento  de  stakeholders.  Consciente  dos  desafios  inerentes  ao seu  engajamento  e  responsabilidade  junto  aos  seus  públicos  de  interesse,  a  Light  realizou,  em  conjunto  com  a  FBDS,  um 

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As Bases deste relatório 

exercício de reflexão sobre o tema.       Como fruto desta reflexão, a empresa optou por estruturar um painel estratégico, que reunisse profissionais com expertise em assuntos  específicos para debater questões relevantes relacionadas à estratégia de atuação futura da empresa, antes de realizar o engajamento de  stakeholders em sua forma tradicional.    Objetivo principal  O objetivo da assessoria prestada pela FBDS foi apoiar tecnicamente a Light no desenvolvimento do painel de especialistas, o qual teve  como  objetivo  entender  as  necessidades,  as  expectativas,  as  oportunidades  e  os  desafios  relacionados  ao  contexto  de  atuação  da  companhia, além de identificar as questões materiais para seus stakeholders e para a atuação futura da empresa.    Metodologia    1. Estrutura do evento O evento foi organizado de forma a estimular a participação dos especialistas e criar um ambiente propício para que  as  recomendações  fossem  feitas  naturalmente.  Nesse  sentido  foi  elaborada  uma  apresentação  que  continha  questões  relativas  à  estratégia futura de uma empresa distribuidora de energia elétrica, de forma a orientar os convidados.    No intuito de estimular a exposição das diferentes visões e dar liberdade aos participantes quanto às suas contribuições, o presidente e os  diretores da Light, apesar de presentes, não se pronunciaram ao longo do painel.     O evento foi estruturado em quatro etapas. A primeira buscou levantar questões relacionadas aos negócios de distribuição e geração de  energia e a segunda sobre a área de concessão da companhia. A seção seguinte levantou questões ambientais relativas às atividades da  Light e a quarta foi aberta a questões gerais consideradas relevantes de acordo com a opinião dos especialistas.     2. Ao final de cada seção, as sugestões levantadas foram recapituladas, a fim de garantir que nenhuma se perdesse e também para que os  autores pudessem complementá­las, caso necessário.    3. Participantes  Para que as sugestões fossem diversificadas e abrangentes, foram convidados especialistas com reconhecida atuação em diferentes áreas,  a saber:      André  Urani,  diretor  executivo  do  Instituto  de  Estudos  do  Trabalho  e  Sociedade ­ IETS  Armando Strozemberg, fundador da Contemporânea  David Zylbersztajn, sócio­fundador da DZ Negócios em Energia  Paulo Ferraz, executivo de mercado com carreira no Banco Bozano  Teresa Serra, consultora e ex­diretora do Banco Mundial  Vicente  Loureiro,  Secretário  Municipal  de  Planejamento  Urbano  e  Meio  Ambiente               Questões abordadas  As sugestões levantadas pelos especialistas estão apresentadas a seguir, divididas em quatro etapas, como descritas na metodologia.    Modelo de negócios  Neste bloco, foram levantadas questões relacionadas à estratégia de gestão da Light, tais como:     Atenção à regulamentação refletindo novas exigências da sociedade  Empresa deve considerar as expectativas socioambientais  Investimentos em energias renováveis  Relacionamento com os clientes  Parcerias com outros agentes da sociedade  Eficiência energética como negócio  Área de Concessão  Um  aspecto  identificado  como  fundamental  para  os  negócios  da  Light  diz  respeito  ao  desenvolvimento  da  sua  área  de  concessão.  As  questões levantadas foram:  O desenvolvimento econômico e social da área de atuação da Light deve ser considerado como variável endógena e  não exógena  Buscar parcerias público­privadas com o objetivo de repensar processos (não projetos) para o Rio de Janeiro  Qual  é  o  modelo  de  metrópole:  concentração  urbanas,  concentração  de  oportunidades  econômicas  vs  eficiência  na  prestação de serviços?   É importante distinguir informalidade e ilegalidade  Necessidade latente de aprimorar conhecimento sobre seus consumidores  

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As Bases deste relatório 

Meio Ambiente  Como empresa de energia, a Light deve se posicionar de forma mais clara e objetivo quanto aos impactos de suas atividades sobre o meio  ambiente, suas prioridades, bem como a estrutura gerencial existente para monitorá­los. Utilização dos resultados    A Light utilizou as recomendações dos especialistas para estruturar a sua estratégia de reporte, por entender que tal iniciativa ajudará a  empresa  a  orientar  a  sua  gestão  para  a  sustentabilidade.  Assim,  os  itens  que  compõem  o  Relatório  de  Sustentabilidade  2008  foram  pautados nos temas considerados materiais por estes especialistas.  

Principais Prêmios e Reconhecimento 

Prêmios concedidos à Light em 2008  Campanha  de  segurança  da  Light  ganha  prêmio  da  ABCE  –  maio  2008  A  campanha  Sua  Vida  Vale  Mais,  voltada  para  a  segurança  do  trabalho, conquistou o prêmio da I Mostra de Práticas de Comunicação para Prevenção de Acidentes com o Público Interno, promovida pela  Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE). A Light concorreu com CPFL, Elektro, Cemar e Duke Energy, em evento  que teve o hotel Pestana de São Paulo como cenário, dias 13 e 14 de maio.    Dividida  em  fases,  a  campanha  utilizou  banners,  adesivos  para  veículos  e  cartões  postais  enviados  para  as  residências,  envolvendo  também  as  famílias.  Um  dos  pontos  mais  importantes  é  que  todos  os “modelos” usados na campanha foram os próprios empregados da  Light com comportamento exemplar na questão da segurança.     Selo Empresa Cidadã (Adesão da Light ao Maternidade Cidadã) – maio de 2008  As funcionárias da Light já têm direito a ficar mais tempo com seus bebês após o parto. É que a companhia de energia aderiu à Lei Estadual  5.160/2007, de autoria do deputado Coronel Jairo, que amplia o período de licença­maternidade de 120 dias para 180 dias. A companhia de  energia,  que  sempre  esteve  na  vanguarda  dos  acontecimentos,  principalmente  os  que  envolvem  o  cotidiano  da  população  e  o  desenvolvimento sustentável do Rio de Janeiro, recebeu o Selo Empresa Cidadã pela adesão.     Gestão com foco na sustentabilidade garante à Light Top Social 2008 – junho 2008  Com  o  case “Light: a transformação de uma empresa com foco na sustentabilidade ”, a Light conquistou em junho do ano passado o Top  Social  de  Responsabilidade  Social  2008,  a  primeira  premiação  do  gênero  no  Brasil.  Instituído  pela  ADVB  (Associação  dos  Dirigentes  de  Vendas  e  Marketing  do  Brasil),  o  prêmio  tem  como  objetivo “reconhecer  as  organizações  que  tenham  demonstrado  visão  quanto  à  importância  do  desenvolvimento  social  como  fator  de  crescimento  de  uma  sociedade  que  deixa  de  buscar  somente  o  lucro  e  também  desempenha o papel de agente social”, segundo definição da ADVB.    Light no ranking das 50 empresas mais sustentáveis – junho 2008  A Light aparece em 3º lugar no ranking de empresas que prestam serviços públicos e 45º no ranking geral de uma pesquisa inédita para  eleger as 50 empresas mais sustentáveis do país.    Realizada pela Mídia B, a pesquisa analisou a cobertura jornalística sobre sustentabilidade do setor empresarial ao longo de 2007, com foco  nas ações das empresas em meio ambiente, transparência relações com fornecedores, clientes e comunidade.    Num  um  universo  de  440  empresas  analisadas,  a  pesquisa  selecionou  as  50  organizações  citadas  de  forma  positiva  pelas  publicações  Exame, IstoÉ Dinheiro, Época Negócios e AméricaEconomia em 2007.    A Light é premiada com Marketing Best de Responsabilidade Social ­ julho 2008  Reconhecida como exemplo de corporação que respeita e promove ações de resposabilidade social, a Light conquistou o Marketing Best de  Responsabilidade Social 2008 na sétima edição do prêmio, um dos mais importantes do Brasil na área de Marketing.    Criado em 2002, o Marketing Best de Responsabilidade Social destaca as organizações que desenvolvem ações sociais voltadas tanto para  o público interno quanto para as comunidades com as quais se relacionam. A premiação [e oferecida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV),  Editora Referência e Media Mundo Marketing School.    Light é premiada por programas de Engajamento e Liderança – julho 2008  O  Programa  de  Engajamento,  que  levou  100%  dos  empregados  às  salas  de  aula,  foi  distinguido  com  o  Prêmio  Ser  Humano –  Oswaldo  Checchia 2008 na modalidade Gestão de Pessoas, Categoria Empresarial, oferecido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos.    O  Programa  de  Desenvolvimento  de  Lideranças,  integrado  ao  Programa  de  Engajamento,  recebeu  o  reconhecimento  pela  Associação  Brasileira de Recursos Humanos em nível nacional. A Light concorreu com 84 grandes empresas brasileiras.    Light ganha o prêmio Nacional de Responsabilidade Socioambiental Empresarial – outubro 2008  Oferecido pelo Instituto Ambiental Biosfera, esse prêmio reconhece empresas que incentivam ou promovem iniciativas de sucesso nas áreas  social, ética, ambiental e de desenvolvimento sustentável. Para chegar ao resultado, uma comissão avaliadora constituída por 180 membros  do conselho diretor e consultivo do Instituto Biosfera, analisou os perfis de projetos e ações socioambientais de empresas representativas  de vários setores da sociedade, além de conversar com representantes das comunidades e dos consumidores.    Pagina 9


As Bases deste relatório 

Light pela segunda entre as empresas que compõem o ISE­Bovespa – novembro 2008  A Light foi selecionada pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para integrar, pelo segundo ano consecutivo, a carteira do Índice de  Sustentabilidade  Empresarial  (ISE)  que  vai  vigorar  de  1º  de  dezembro  de  2008  a  30  de  novembro  de  2009.  A  lista  das  empresas  que  compõem a carteira foi divulgada em 25 de novembro pela Bovespa.    Light é reconhecida como Empresa Cidadã – novembro 2008  A  Light  foi  certificada  pelo  Conselho  Regional  de  Contabilidade  (CRC­RJ)  como  Empresa  Cidadã,  por  seu  compromisso  com  a  Responsabilidade Social, ao lado de outras 34 empresas cariocas.    A certificação valoriza as empresas brasileiras que documentam, por meio de Balanço Social, os investimentos nas áreas social e ambiental.  A premiação é fruto de uma parceria entre o Conselho, a Firjan, a Fecomércio e o Departamento de Contabilidade da UFRJ.    Centro Cultural Light recebe prêmio Acessibilidade Nota 10 – novembro 2008  Para  a  Assembléia  Legislativa  do  Rio  de  Janeiro  (ALERJ),  a  Light  é “nota  10 ”  em  acessibilidade:  O  Centro  Cultural  Light  conquistou  a  categoria Bronze do Prêmio Acessibilidade Nota 10, com que a assembléia reconhece as empresas que se preocupam com o direito de ir e  vir  de  todos  os  cidadãos  e  assegura  a  acessibilidade  aos  portadores  de  deficiências.  O  prêmio  diz  respeito  à  acessibilidade  nas  dependências do Centro Cultural Light, espaço cultural integrado à sede da empresa, na Av. Marechal Floriano, voltado para promover a  cultura e a história da Light, sempre muito ligada à própria história do Rio de Janeiro. 

Distinções concedidas ao diretor­presidente e executivos da Light  Título de Cidadão Valenciano – março 2008  O diretor­presidente da Light, José Luiz Alquéres, recebeu o Título de Cidadão Valenciano, concedido pela Câmara Municipal de Valença. A  resolução para o oferecimento da condecoração, de iniciativa do vereador Victor Emmanuel Couto, elogia os relevantes serviços prestados  por Alquéres à cidade.    Cidadão Honorário de Piraí – junho de 2008  O  diretor­presidente  da  Light,  José  Luiz  Alquéres,  recebeu  o  Título  de  Cidadão  Honorário  de  Piraí,  concedido  pela  Câmara  Municipal  da  cidade. A resolução para o oferecimento da condecoração, de iniciativa do vereador Sebastião Paulino, elogia o empenho do executivo em  prol do progresso do município.     Líder do Ano do Setor Elétrico – dezembro 2008  O diretor­presidente José Luiz Alquéres foi eleito “Líder do Ano do Setor Elétrico Brasileiro” pelo Fórum de Líderes Empresariais. A indicação  foi feita por empresários do setor, em reconhecimento a uma intensa e importante atuação na área de energia ao longo de sua trajetória  profissional e, em especial, nos últimos dois anos, como presidente da Light. Alquéres compartilhou o prêmio com Djalma Bastos de Morais,  diretor­presidente da CEMIG.    Título de Cidadão Barrense – dezembro 2008  Título concedido ao diretor­presidente, José Luiz Alquéres, e ao Superintendente de Relações Institucionais, Eduardo Camillo, pela Câmara  Municipal de Barra do Piraí/RJ. A indicação partiu do Prefeito da cidade, José Anchite, em agradecimento à atitude solidária da empresa para  com a cidade durante um período recente de fortes temporais. A Light colaborou no resgate da população atingida, com cessão de veículos  e equipamentos.    Prêmio IT Leaders – outubro de 2008  O  CIO  Marcelo  Carreras  conquistou  o  Prêmio  IT  Leaders  2008  no  setor  energia.  Realizado  pelo  jornal  COMPUTERWORLD,  o  prêmio  é  o  reconhecimento do talento e da competência dos profissionais de TI que mais se destacaram ao longo do ano. Para chegar a esses nomes,  a equipe editorial do jornal, em conjunto com a PriceWaterhouseCoopers, realiza uma pesquisa com cerca de 400 CIOs em todo o país. Eles  respondem a um questionário, preparado e analisado por especialistas do setor, que avalia os principais aspectos relacionados à TI, sob a  ótica da gestão de riscos. São agraciados 12 CIOs de diferentes setores da economia.    Título de Cidadão Itaguaiense – julho de 2008  O Superintendente da Regional Grande Rio, Ivson Vasconcellos, recebeu o título de Cidadão Itaguaiense, concedido pela Câmara Municipal  de Itaguaí, em reconhecimento ao bom relacionamento e serviços prestados pela Light ao município.  

É importante para a sustentabilidade da Light dimensionar adequadamente sua estatura no setor elétrico nacional e no contexto de  sua área de concessão. As informações sobre a história presente e anterior da empresa, sua forma de organização, suas conquistas e  a metodologia para relatar o seu desempenho ajudam a construir essa visão geral mais ampla para seus públicos de interesse, em  linha com as recomendações do Painel de Especialistas sobre a importância de uma exposição mais clara e adequada.

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Principais indicadores de sustentabilidade   

Principais indicadores de sustentabilidade 2006

2007

2008

Resultados Receita líquida (em R$ milhões)

4.950,7

4.992,4

5.386,6

737,9

1.137,8

1.504,1

15%

23%

28%

(150,5)

1.074,3

974,5

Ativo total (em R$ milhões)

8.558,7

9.030,1

9.462,0

Patrimônio líquido (em R$ milhões)

1.508,0

2.691,8

2.803,7

Dívida líquida (em R$ milhões)

2.539,7

1.461,7

1.580,3

Dívida líquida/EBITDA (vezes)

3,4

1,3

1,1

322,2

361,8

546,7

21,37

28,65

21,86

50%

34%

-14%

2.861,6

5.829,2

4.458,0

Carga Fio (GWh)

31.625

33.160

32.955

Energia faturada (GWh)

18.260

18.307

18.292

7.114

8.018

8.025

4.769

4.967

4.900

-

390

434

11.363

22.004

18.006

59

152

182

Economia de Energia (GWh/ano)

26,9

47,1

25,4

Utilização de papel reciclado (%)

55%

97%

97%

833

17.688

20.842

Índice Aneel de Satisfação do Consumidor – IASC

66,97%

66,88%

56,20%

Investimentos na comunidade (em R$ mil)

6.292,4

14.402,9

13.821,0

EBITDA (em R$ milhões) Margem EBITDA (%) Lucro (prejuízo) líquido (em R$ milhões) Indicadores financeiros

Investimentos (em R$ milhões) Desempenho das ações Preço de fechamento do ano (em R$) Variação anual do preço da ação Valor de mercado (em R$ milhões) Indicadores operacionais Light SESA

Energia Transportada (GWh) Light Energia Energia vendida (GWh) Light Esco Energia comercializada (GWh) Ambientais Investimentos ambientais (em R$ mil) Número de certificações ISO 14.001 (acumulado)

Nº de lâmpadas encaminhadas para reciclagem/descontaminação Sociais

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Principais indicadores de sustentabilidade  

Nº de comunidades atendidas Clientes visitados em trabalho educativo Horas de treinamento – nível gerencial Freqüência de acidentes com afastamento

80

85

57

75.000

85.000

46.729

90,14

142,84

31,3

3,75

1,52

2,43

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Principais indicadores de sustentabilidade  

 

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Mensagem do Conselho de Administração    = O ano de 2008 foi extremamente importante para a consolidação de um trabalho que começou após a Rio  Minas Energia ter assumido o controle da Light e vimos claramente a potencialidade da empresa, não só  em termos dos seus números, mas sobretudo para crescer com sustentabilidade.  A sustentabilidade significa muito mais do que simplesmente números; significa a capacidade de a empresa  estar  inserida  no  mercado  em  que  atua  e  crescer  na  dinâmica  da  própria  sociedade,  que  envolve  seus  empregados, os acionistas e os demais stakeholders.  Os resultados da Light em 2008 foram bastante positivos, como tinham sido os do ano anterior. E nós já  começamos  2009  com  um  enorme  desafio,  pos  estamos  acompanhando  a  cena  mundial  e  seus  reflexos  sobre  o  Brasil.  Mas  é  o  momento  de  aprender  a  tirar  oportunidades  dos  desafios.  Com  o  sistema  implementado na Light, formado por um grupo de acionistas extremamente coeso em torno de uma mesma  visão, um grupo de dirigentes bastante motivado e que vem motivando os empregados e os públicos de  relacionamento da empresa, temos certeza de que a Light terá um enorme futuro.  Sem dúvida ela saberá tirar da crise as oportunidades necessárias para crescer, sobretudo na geração de  energia, potencial que ela precisa mesmo ampliar. Sabemos que o mercado do Rio de Janeiro tem algumas  limitações no aspecto da distribuição; mas a forma como a Light se consolidou, com uma posição financeira  adequada  para  participar  do  novo  momento  do  setor  elétrico  lhe  dará  fôlego  para  desenvolver  a  sua  estratégia de crescimento sustentável.     Wilson Nélio Brumer  Presidente do Conselho de Administração   9HMDRYtGHR  

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Mensagem do Diretor Presidente    

Dirijo­me, nesse início de 2009, aos clientes, aos empregados, acionistas, autoridades, mercado financeiro  e demais públicos de interesse, para reafirmar a minha enorme confiança no desenvolvimento econômico  nacional e da nossa empresa.  No  futuro,  o  ano  de  2009  ficará  marcado  como  um  ano  de  transição  econômica  importante,  quando  o  capitalismo  se  reinventa  em  bases  mais  naturais,  sustentáveis  e  mais  próximas  do  funcionamento  da  economia real.  Os  anos  recentes  foram  marcados  por  um  grande  desenvolvimento  econômico  em  nível  mundial;  as  inovações  da  tecnologia  e  da  comunicação  aproximaram  pessoas,  países  e  mercados  numa  verdadeira  globalização.  Pela  primeira  vez  se  discutiu,  em  conjunto  com  a  comunidade  científica  e  as  lideranças  mundiais, o impacto da ação do homem sobre as mudanças climáticas. As guerras adquiriram um caráter  de  conflitos  regionais,  embora  nem  por  isso  menos  hediondos.  Observou­se,  sobretudo,  uma  maior  convergência dos interesses comuns da humanidade, que tendem a prevalecer sobre os de qualquer país  ou região, mesmo após alguns percalços, como é o caso do Protocolo de Kyoto.  O  sistema  econômico  do  pós­guerra  demonstrou  a  sua  incapacidade  de  lidar  com  os  desafios  de  uma  economia em que a antecipação do futuro passou a ser a mais preciosa contribuição à formação do valor.  As  hipóteses  sobre  a  escassez  de  recursos  naturais,  as  descobertas  científicas  e  suas  conseqüências  sobre  atividades  corriqueiras  passaram  a  ser  incorporadas  à  valorização  dos  ativos  e  dos  ganhos  das  pessoas. A generalização das expectativas ­ algumas de muito longo prazo ­ e os fluxos financeiros delas derivados chegaram a um termo  brusco  em  setembro  de  2008,  quando  grandes  entidades  do  sistema  financeiro  internacional  entraram  em  colapso  e  provocaram  uma  queda de natureza sistêmica no valor dos ativos.  Medidas em escala nunca vista e acertos entre os Bancos Centrais dos países representantes das maiores economias do mundo não foram  suficientes para dar a todos a sensação de confiança nas instituições básicas que regem a nossa vida econômica: a moeda, o crédito, o  respeito aos contratos e a ordem jurídico­financeira.  Pode soar estranho, nesse contexto, reafirmarmos o nosso imenso otimismo em relação ao futuro. Mas isso decorre, essencialmente, de  entender o que as oportunidades criadas nesse ambiente pelas economias fortemente integradas podem proporcionar.  O Brasil, em particular, reúne condições muito favoráveis a uma pronta recuperação econômica: recursos energéticos, agricultura, recursos  fósseis e renováveis. E uma população inventiva, carente de melhor formação, sem dúvida, mas vivendo sob um regime democrático, num  estado  de  direito.  Em  suma,  é  certamente  um  dos  países  que  tem  condições  de  manter  a  trajetória  dos  anos  recentes  e  continuar  crescendo.  Devemos,  porém,  ter  clareza  que  2009  terá  um  crescimento  mais  lento,  em  relação  aos  últimos  anos.  Somos  membros  de  um  sistema  mundial e não podemos ficar infensos ao que acontece na economia como um todo. No entanto, confiamos nas políticas adequadas que  vêm  sendo  postas  em  prática,  como  mais  investimentos  em  infra­estrutura, melhor acesso ao crédito e ações para a conquista de maior  competitividade.  O setor elétrico brasileiro estava vivendo um momento de enorme pressão: o desafio de disponibilizar energia, a preços competitivos, para  o  horizonte  de  2011­2012,  período  que  precede  o  início  da  operação  dos  grandes  aproveitamentos  hidrelétricos  do  Amazonas.  Essa  apreensão  quanto  ao  suprimento  futuro  de  energia  decorre  de  uma  situação  histórica:  o  grande  atraso  na  elaboração  de  projetos  e  na  licitação  de  novos  aproveitamentos  hidrelétricos,  conjugado  às  dificuldades  dos  licenciamentos  ambientais.  O  efeito  da  crise  sobre  o  mercado de energia, porém, ajusta essa expectativa; o fornecimento estará garantido, desde que as obras prossigam em ritmo normal e  que os efeitos da crise sobre o desenvolvimento industrial em setores eletro­intensivos – siderurgia, mineração etc. – sejam incorporados  às projeções de demanda. Vale destacar aqui o caráter de complementaridade entre as diferentes formas de geração. As fontes de energia  de origem fóssil, como por exemplo o gás e o óleo combustível, que tiveram um papel essencial quando da redução de oferta do sistema  hidrelétrico em anos recentes, terão seu uso reduzido e, por conseguinte, reduzirão os custos da energia no atacado.  Um programa bem sucedido de licitações das linhas de transmissão, com a privatização da extensão desse sistema, permitiu aos agentes  do  setor  uma  maior  tranquilidade  em  relação  ao  desempenho  desses  componentes  do  sistema,  que  asseguram  um  melhor  uso  da  diversidade hidrológica entre as regiões brasileiras.   Com relação à distribuição – que é hoje o principal negócio da Light e responde por 85% do nosso EBITDA – alguns fatores que anunciavam  uma dinâmica de crescimento menor do que o resto do Brasil na área de concessão, foram revertidos pela perspectiva de crise. Por ser uma  área predominantemente urbana, concentrada e sem grandes indústrias, é menos afetada pela crise e não perde a dinâmica de serviços,  ponto forte de seu perfil sócio­econômico mais voltado para finanças, seguros, turismo e cultura. Além disso, os programas de urbanização  desenvolvidos  pelo  governo  federal ­  como  o  arco  rodoviário,  os  portos  e  a  urbanização  de  áreas  carentes –  afetam  positivamente  o  crescimento da área de concessão. A adiantada implantação da Companhia Siderúrgica do Atlântico – CSA, o maior investimento privado em  curso no Brasil, e do pólo petroquímico da COMPERJ trarão, no futuro próximo, mais vigor ao cenário industrial local.  A tendência do Rio de Janeiro tornar­se um grande centro de serviços, lazer e turismo, com a Copa de 2014 e a possível realização das 

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Mensagem do Diretor Presidente 

Olimpíadas de 2016 na cidade, tem impactos diretos, relevantes e positivos sobre os sistemas de distribuição e pode acelerar a implantação  de sistemas de transporte urbano eletrificados.   Dentro  de  uma  visão  ampla,  a  Light  encontra­se  hoje  preparada  para  usar  toda  a  sua  capacidade  para  ter  sucesso  nesse  setor  da  economia, de modo a suprir as demandas e intensificar as atividades de comercialização de energia.  As realizações dos últimos dois anos reforçam nossa confiança em nossa capacidade de enfrentar desafios.   O primeiro deles é voltar a ter um papel destacado na geração de energia. Isso se dará com os grandes investimentos que a Light já está  fazendo para ampliar sua capacidade. Com relação à PCH Paracambi, já foi concluída a desapropriação de grande parte da área; a compra  de outros terrenos no entorno está em fase de conclusão. A fase de seleção dos fornecedores para construção e compra de equipamentos  está em pleno curso. As obras da UHE Lajes, um pequeno aproveitamento hidrelétrico inserido no complexo de Lajes, estão previstas para  começar  no  segundo  semestre  de  2009.  Aguardamos  a  aprovação  do  projeto  básico,  que  está  em  análise  pela  Agência  reguladora,  a  ANEEL.  O  licenciamento  ambiental  da  UHE  Itaocara,  por  sua  vez,  está  dentro  do  cronograma;  a  expectativa  é  que  a  Licença  Prévia  seja  concedida até o final de 2009.  No  conjunto,  a  contribuição  desses  três  investimentos  representará  um  incremento  de  geração  da  ordem  de  15% ­  que,  além  de  expressivo, marca de forma muito especial a volta da Light aos investimentos em geração, que superarão a marca dos R$ 500 milhões em  cinco anos.   O segundo desafio é o Programa de Recuperação de Energia e Redução de Perdas Comerciais, que está em pleno desenvolvimento. Vale  lembrar que esse desafio não é meramente técnico, já que estamos falando de uma área de concessão que concentra 20% das favelas  existentes no país. Empreendemos um esforço sem tréguas pela redução da informalidade urbana, no qual temos como parceiros o Estado  e as prefeituras dos municípios mais afetados. Os programas desenvolvidos com essa finalidade incluem a regularização da titularidade dos  imóveis, o provimento de infra­estrutura física (esgoto, abastecimento de água e energia), infra­estrutura social (escolas, postos de saúde,  delegacias  comunitárias)  e  apoio  econômico  (instituições  dedicadas  à  formação  de  pessoal  e  o  apoio  às  micro,  pequenas  e  médias  empresas).  O Rio de Janeiro é o maior palco nacional de atividades nessa área. Destacamos o projeto piloto que está sendo conduzido no Morro Santa  Marta, no bairro de Botafogo, em implantação, com destacada ação da Light junto à comunidade, e as obras do PAC na Rocinha, Complexo  do Alemão, Pavão/Pavãozinho e Maré.  O  terceiro  desafio  é  a  nossa  obsessiva  busca  de  maior  eficiência  na  prestação  de  serviços  e  na  melhoria  do  atendimento  comercial  aos  nossos clientes.   Constatamos  que  nossa  rede  demandava  modificações  estruturais  urgentes,  para  serem  menos  afetadas  por  intempéries  e  melhor  protegida contra as ações humanas indevidas, intencionais ou não. Está em curso um programa que prevê a troca de significativa de parte  das  redes  primárias  e  secundárias,  que  levará  à  redução  de  despesas  operacionais  e  da  duração  e  freqüência  das  situações  de  indisponibilidade de energia. O programa inclui a automação de estações e substituição de instalações mais antigas (linhas de transmissão  e subestações) por outras novas e mais compactas. Como resultado, uma parcela dos terrenos antes ocupados será disponibilizada para  outras utilizações; antevemos, em decorrência, importantes intervenções urbanas, como o Parque Madureira, a subestação Copacabana e  outros, que trarão receitas à concessão.  Com relação ao público interno, prosseguem os trabalhos focados na disseminação, para o corpo de empregados, da cultura de resultados,  mérito e construção de um ambiente de trabalho que contribua para dar mais significado à vida das pessoas que nele convivem. Para a  Light, este é o maior dos desafios – que passa necessariamente por um alinhamento dos valores de todos os empregados. Nesse sentido,  diversas ações vêm sendo empreendidas pela Academia Light, como cursos, seminários e treinamentos.  Dois anos e meio depois de passar ao controle da RME (Rio­Minas Energia), acionista majoritária, a Light está consolidada, em resultado de  uma  estratégia  de  atuação  centrada  na  valorização  das  pessoas  e  da  convergência  em  torno  de  um  ideal  que  está  expresso  em  sua  Missão.   As pessoas, organizadas nas inúmeras atividades da organização, com base em planos que contemplam desde o longo prazo às rotinas  mais específicas, estão associadas, por meio de compromissos de gestão, ao cumprimento das metas, que se refletem na participação nos  resultados.   Esse conjunto de relações e compromissos levou a Light a produzir um dos mais significativos turnarounds de sua história, hoje já numa  fase de consolidação ­ esforço que gerou, no ano, um aumento de receita da ordem de 8%. O nosso EBITDA cresceu 32,2% em relação ao  ano anterior; a margem de EBITDA, de 28%, situa a Light entre as empresas com a melhor performance setorial.  O  lucro  líquido  cresceu  148,9%,  desconsiderando  efeitos  não  recorrentes.  No  total,  o  lucro  atingiu  R$  974  milhões,  um  resultado  extremamente significativo na nossa história.  O  processo  de  revisão  tarifária  quinquenal  da  Light  foi  conduzido  com  extrema  dedicação  da  empresa,  que  obteve  o  reconhecimento  de  vários de seus pleitos ligados à especificidade de sua área de concessão, em particular relacionados à flagrante informalidade econômica,  ora sob ataque cerrado do Estado e da Prefeitura do Rio de Janeiro.  Em  2008  fizemos  dois  pagamentos  de  dividendos,  um  em  março  e  outro  em  novembro,  que  totalizaram  R$  554  milhões,  relativos  ao  exercício de 2007. Estamos propondo ainda a distribuição de R$ 475 milhões em relação ao exercício de 2008, que serão pagos em março e 

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Mensagem do Diretor Presidente 

outubro de 2009. A proposição de cumprimento de uma política de dividendos estabelecida no nível de 50% do lucro líquido vem conferindo  à empresa um reconhecimento, por parte do mercado de capitais, como uma ação de resultados sustentáveis, ancorados na eficácia de sua  gestão operacional. No ano, os custos gerenciáveis foram reduzidos em 13%.  A valorização das ações da Light em 78%, de agosto de 2006 a dezembro de 2008, enquanto o IEE atingiu 36% e o Índice Bovespa apenas  1%, retrata bem o resultado do esforço empreendido pela nossa estratégia de gestão, num contexto favorável em termos de Brasil, mas  ainda muito difícil em termos de Rio de Janeiro, um estado que passou décadas marginalizado em relação às correntes de crescimento do  país.  A ligação umbilical entre os destinos da Light e da cidade, sacramentada mais uma vez quando adotamos a assinatura institucional O Rio é  Light  em  nossa  comunicação,  é  a  razão  pela  qual  a  Light  se  solidariza,  na  atuação,  com  as  administrações  públicas  em  nível  municipal,  estadual  e  federal  para  promover,  de  todas  as  maneiras  ao  seu  alcance,  a  qualidade  de  vida,  a  segurança  e  o  desenvolvimento  da  população  da  cidade.  O  sucesso  das  várias  iniciativas  que  traduzem  esse  compromisso  tem  levado  a  premiações  e  demonstrações  de  reconhecimento  público  que  fizeram  da  Light  um  dos  mais  dinâmicos  atores  no  panorama  do  desenvolvimento  social  do  Rio  de  Janeiro  e  também do interior do Estado.  Atendendo  convite  do  Governador  Sérgio  Cabral,  assumi  a  presidência  do  Conselho  da  Agência  de  Desenvolvimento  do  Rio –  AD­Rio,  entidade  que  apoia  aproximadamente  15  projetos  estratégicos  para  o  desenvolvimento  do  nosso  estado,  que  resultarão  em  maior  crescimento econômico, com maior geração de empregos e maior consumo de energéticos.  Toda  essa  ação  tem  base  no  compromisso  com  a  sustentabilidade,  que  está  expresso  em  nossa  Missão  e  está  baseado  nas  dimensões  ambiental, econômica e social. Dentre as atividades internas que tornam efetivo esse compromisso, destacam­se a aprovação de uma nova  Política de Comunicação e da Política de Diversidade da Força de Trabalho , além da implantação do Sistema de Gestão do Trabalho Seguro,  do Programa Mais Valor e das certificações no Sistema de Gestão Ambiental – SGA.  No  nível  externo,  fomos  buscar  a  visão  de  renomados  especialistas  que,  em  sessão  organizada  pela  Fundação  Brasileira  para  o  Desenvolvimento Sustentável – FBDS, questionaram nosso modelo de gestão e os compromissos da empresa com a sustentabilidade.   As justas colocações e sugestões apresentadas, nos casos em que ainda não faziam parte das nossas práticas, foram incorporadas por  entendermos que a empresa deve responder às demandas da sociedade – tanto as expressas por esse grupo de pessoas quanto outras,  mais difusas, captadas por nossas inúmeras formas de interação, nos mais diferentes fóruns sociais e políticos.   Em nome da Light, apresento minha gratidão e reconhecimento à Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, às Câmaras Municipais, ao Poder  Judiciário e, sobretudo, ao incondicional apoio de todas as instâncias do Poder Executivo, aos prefeitos e em particular ao governador do  Estado  do  Rio  de  Janeiro,  ao  vice­governador  e  a  seu  secretariado.  Reafirmo  nossa  redobrada  disposição  de  trabalhar  pelos  objetivos  comuns de progresso, justiça social e qualidade de vida que com eles compartilhamos.   Em  nome  da  Diretoria,  agradeço  ao  Conselho  de  Administração  a  orientação  clara,  o  estímulo,  a  cobrança  e  o  reconhecimento  que  nos  permitiram superar praticamente todas as metas a que nos havíamos proposto no início do exercício anterior.  Aos empregados, prestadores de serviços, fornecedores e a toda essa comunidade tão ligada ao nosso destino, agradeço a dedicação que  hoje já constitui a mais vitoriosa das parcerias.  José Luiz Alquéres  Diretor­Presidente  Veja o video  

É importante  para  a  sustentabilidade  da  Light  apresentar  a  posição  clara  e  o  comprometimento  de  seus  dirigentes  com  as  estratégias que a empresa escolheu para gerir o seu presente e o futuro, perfeitamente alinhadas à Missão, Visão, Valores e à  Receita  Light  de  Empresa,  instrumentos  não  apenas  motivadores,  mas  inspiradores  do  esforço  e  empenho  do  conjunto  dos  empregados no alcance dos resultados sustentáveis projetados. 

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Governança Corporativa    

» Controle Acionário   » Assembléia Geral   » Conselho de Administração   » Conselho Fiscal   » Diretoria   » Comitês   » Conselho de Consumidores   » Avaliação do Conselho de Administração e da Diretoria   » Auditoria   » Conformidade  » Participação junto ao órgão regulador e associações        

Segundo o Manual de Governança  Corporativa da Light, o termo 

A Governança  Corporativa  da  Light  é  focada  em  atender  aos  nove  princípios  adotados  na  construção  de  seu  modelo  de  Gestão  Corporativa,  que  por  sua  vez  refletem  os  objetivos  da  empresa. Esses princípios constituem o principal instrumento de que a organização dispõe para  evitar e dirimir conflitos de interesse. 

Governança Corporativa pode ser  entendido como o conjunto de  mecanismos formais e práticas que,  respeitando os grupos de interesse  que se relacionam com a  Companhia ­  acionistas,  administradores, executivos,  empregados, governo, meio­ ambiente, mercado de capitais,  instituições financiadoras,  comunidade e outros ­ ,  destina­ se a atender aos objetivos  de criação de valor para a 

Os Nove Princípios    ética;     eqüidade  (tratamento  justo  e  igualitário  dos  grupos  minoritários  e  das  demais  partes  interessadas);    estabilidade (garantia da continuidade dos processos corporativos);     alinhamento  (foco  dos  administradores  na  maximização  do  valor  para  os  acionistas  em  conjunto);    agilidade para a tomada de decisões e sua implementação;    transparência de informações;  

Companhia e seus  acionistas,estabelecendo um nível  adequado de transparência e  comunicação com o mercado e 

clareza de papéis para todos os órgãos;     meritocracia  (valorização  das  capacidades,  comprometimentos,  posturas  e  ações  que  agreguem valor para a Empresa); e 

demais stakeholders.   prestação de contas.     A governança na Light estabelece papéis bem definidos para cada órgão e também fóruns de interface para a troca de informações entre  as partes, de modo a garantir que os interesses de todos sejam considerados e tratados da maneira mais transparente possível, trazendo  confiabilidade e agilidade ao processo. Conheça os fóruns e seus objetivos:      Fórum de acionistas – Tem como objetivo articular a visão de longo prazo da empresa. Integram o fórum a Assembléia Geral,  o  Conselho  Fiscal  e  o  Fórum  dos  Controladores.  Este  último  se  reúne  periodicamente  para  promover  o  entendimento,  a  harmonização das relações e o alinhamento das decisões dentro do grupo controlador.    Fóruns  de  interface –  Além  do  Conselho  de  Administração,  são  fóruns  de  interface  os  Comitês  de  Auditoria,  Finanças,  Recursos Humanos, Gestão e de Governança Corporativa e Sustentabilidade.   Para garantir a transparência de suas informações, a Light S.A. disponibiliza para o mercado suas informações trimestrais (ITR) e anuais  (IAN)  pelo  Sistema  IPE  da  CVM,  com  as  demonstrações  financeiras  e  corporativas  de  cada  trimestre,  conforme  determina  a  legislação,  e  também no site da empresa (www.light.com.br). Além disso, são divulgados:  a) Os termos dos contratos firmados entre a empresa e as partes com quem mantém relacionamento;  

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Governança Corporativa 

b) As negociações de valores mobiliários e derivativos de emissão da companhia por parte dos acionistas controladores;   c) Atas das RCAs, AGEs e AGO, Aviso aos Acionistas, Fatos Relevantes e outras informações consideradas importantes para o mercado.  Em  reunião  pública  anual,  a  Light  disponibiliza  para  os  analistas  e  investidores  o  calendário  anual  dos  eventos  corporativos,  como  assembléias, divulgação de resultados e outros de interesse do público­alvo. Desde 2007, a Companhia é associada ao Instituto Brasileiro  de Governança Corporativa e faz parte, já pelo segundo ano consecutivo, da carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da  Bovespa. A lista de empresas integrantes do ISE foi divulgada em novembro de 2008 e é válida até 30/11/2009.  Em 2008 a empresa aprovou o Plano de Incentivo de Longo Prazo, nas modalidades de Opção de Compra de Ações e “Opções Fantasmas”,  com  os  seguintes  objetivos:  (i)  a  atração  e  retenção  dos  executivos;  (ii)  o  alinhamento  dos  interesses  dos  executivos  aos  objetivos  e  interesses dos acionistas; (iii) o compartilhamento do sucesso na criação de valor com os executivos; e (iv) a criação de uma visão de longo  prazo e sustentabilidade. 

Controle Acionário  

A holding Light S.A. é uma empresa de capital aberto desde maio de 1969. Desde agosto de 2006, tem como acionista controlador o grupo  Rio Minas Energia (RME), detentor de 52,1% das suas ações ordinárias. O free­float da Companhia é composto pelas ações detidas pelo  BNDES (33,62%), EDFI (6,57%) e público (7,69%), que representam 47,9% das ações em circulação no mercado. Esse percentual é superior  aos 25% requeridos pelas normas do Novo Mercado da Bovespa, no qual ingressou em 2005. A composição acionária da Light é ilustrada a  seguir. 

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Governança Corporativa 

                 A RME possui Acordo de Acionistas; com isto, todas as decisões tomadas em reunião  pelo  grupo  afetam  as  estabelecidas  em  reunião  do  Conselho  de  Administração  da  Light S.A.  Ao  fazer  parte  do  Novo  Mercado,  a  Light  S.A.  estendeu  a  todos  os  acionistas  detentores  de  ações  ordinárias  as  mesmas  condições  obtidas  pelos  controladores  quando da venda do controle da companhia (100% de tag along). 

              Assembléia Geral  

A Assembléia  Geral  é  o  foro  máximo  de  decisões  entre  os  diversos  grupos  de  acionistas.  Entre  as  suas  competências  exclusivas  está  a  eleição  dos  membros  do  Conselho  de  Administração  e  do  Conselho  Fiscal,  assim  como  a  aprovação  das  demonstrações  financeiras,  conforme determinado pela legislação societária. 

  Conselho de administração  

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Governança Corporativa 

O Conselho  de  Administração  orienta  o  planejamento  estratégico,  supervisiona  as  atividades  da  Diretoria,  fixa  metas,  formula  as  estratégias  de  negócios  e  nomeia  o  diretor  presidente.  O  atual  mandato,  de  dois  anos,  expira  em  2010,  na  data  da  Assembléia  Geral  Ordinária  (AGO)  que  delibera  sobre  os  resultados  do  exercício  findo  em  2009.  É  composto  por  11  membros  efetivos  e  seus  respectivos  suplentes;  dos  membros  efetivos,  oito  são  representantes  dos  acionistas,  dois  são  conselheiros  independentes  e  um  conselheiro  representa os empregados.   Além  dos  critérios  estabelecidos  pela  legislação  societária,  os  membros  do  Conselho  de  Administração  da  Light  devem  ter  reconhecida  experiência de negócios e seguir os seguintes preceitos e condutas:     Informar­se profundamente sobre a Empresa, seus negócios, e todos os assuntos submetidos ao CA;    trazer para discussão qualquer questão cujo debate seja do interesse da Light, e oferecer contribuições pertinentes;    colocar os interesses da Empresa acima dos interesses dos sócios ou conselheiros;   trabalhar bem em equipe e expressar­se adequadamente;   manter bom relacionamento e cooperação com os demais conselheiros;   contribuir para o planejamento de longo prazo;   participar das reuniões e estar disponível quando necessário;   preparar­se para as reuniões; e   atuar de forma atenta e proativa.  O  Conselho  de  Administração  conta  com  o  apoio  de  comitês  compostos  exclusivamente  por  conselheiros.  Esses  comitês,  incumbidos  de  aprofundar os assuntos por solicitação do Conselho, para subsidiar sua posterior análise não têm qualquer competência deliberativa nem  podem assumir qualquer atribuição da coletividade dos seus pares. O Conselho reúne­se pelo menos uma vez por mês e as decisões são  tomadas, em princípio, por consenso ­ ou, na falta desse, por maioria simples.  TITULARES

SUPLENTES

Wilson Nélio Brumer (presidente)

Luiz Fernando Rolla

Djalma Bastos de Morais

João Batista Zollini Carneiro

Eduardo Borges de Andrade

João Pedro Amado Andrade

Ricardo Coutinho de Sena

Paulo Roberto Reckziegel Guedes

Carlos Augusto Leone Piani

Ana Marta Horta Veloso

Firmino Ferreira Sampaio Neto

Paulo Jerônimo Bandeira de Mello Pedrosa

Aldo Floris

Lauro Alberto de Luca

Elvio Lima Gaspar (BNDESPAR)

Joaquim Dias de Castro

José Luiz Silva

Carmen Lúcia Claussen Kanter

Ricardo Simonsen

Carlos Roberto Teixeira Junger

Ruy Flaks Schneider (Independente)

Almir José dos Santos

Os conselheiros da Light SESA são os mesmos da Light S.A., à exceção dos conselheiros independentes e da BNDESPAR.   Wilson  Nélio  Brumer  (presidente):  Administrador,  é  membro  do  Conselho  de  Administração  da  Companhia  Energética  de  Minas  Gerais  (Cemig). Foi secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais e vice­presidente do Conselho de Administração do Banco  de Desenvolvimento de Minas Gerais S.A. (BDMG). Foi também presidente do Conselho de Administração da BHP Billiton no Brasil, presidente  da Companhia Aços Especiais Itabira (Acesita), presidente da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) e presidente e diretor­financeiro da  Vale.  Djalma  Bastos  de  Morais  (vice­presidente):  Engenheiro,  presidente  da  Cemig.  Foi  diretor  presidente  da  Gasmig,  presidente  da  Telecomunicações de Minas Gerais S.A., ministro de Estado das Telecomunicações e vice­presidente da Petrobras Distribuidora S.A. – BR.  Eduardo  Borges  de  Andrade  (conselheiro  efetivo):  Engenheiro  civil,  foi  CEO  da  Construtora  Andrade  Gutierrez  S.A.  (1979  a  2000);  atualmente é presidente do Conselho de Administração da Andrade Gutierrez Concessões S.A. e da Companhia de Concessões Rodoviárias  (CCR), além de membro efetivo do Conselho de Administração da Andrade Gutierrez S.A.  Ricardo Coutinho de Sena (conselheiro efetivo): Engenheiro civil. Membro efetivo do Conselho de Administração e presidente da Andrade  Gutierrez Concessões S.A., além membro efetivo do Conselho de Administração da CCR, da Corporación Quiport e da Dominó Holding S.A.  Carlos  Augusto  Leone  Piani  (conselheiro  efetivo): Graduado  em  Informática  pela  PUC­RJ e em Administração de Empresas pelo IBMEC.  Recebeu o Título de CFA Charterholder pelo CFA Institute, em 2003. É diretor presidente da Equatorial Energia S.A. desde março de 2007 e  conselheiro de Administração da Cemar desde março de 2006. Da Cemar, foi diretor presidente (março de 2006 a março de 2007), além de  vice­presidente administrativo­financeiro e diretor de Relações com Investidores (maio de 2004 e março de 2006). Antes disso, trabalhou  durante seis anos no Banco Pactual.  

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Firmino Ferreira Sampaio Neto (conselheiro efetivo): Economista pela UFBA e pós­graduado em Planejamento Industrial pela  SUDENE/IPEA/FGV. É presidente do Conselho de Administração da Equatorial desde março de 2006 e conselheiro da Cemar desde maio de  2004. Foi presidente da Eletrobrás entre os anos de 1996 e 2001 e presidente da Eletrobrás Termonuclear entre os anos de 2000 e 2001.  Por 14 anos foi presidente e diretor financeiro da Coelba. É Membro do Conselho de Administração das seguintes empresas: Furnas, Itaipu  Binacional, CHESF, Eletrosul, Gerasul, Cemig, Enersul, Cemat e Light.   Aldo Floris (conselheiro efetivo): Economista, lidera o grupo de investidores da Luce Brasil Fundo de Investimento em Participações, que  também tem como sócio a Braslight (fundo de pensão dos empregados da Light). Foi membro dos Conselhos de Administração da Bolsa de  Valores do Rio de Janeiro, da Companhia Monteiro Aranha, da Vale e da Valepar, além de CEO do Bank of America no Brasil e membro do  Conselho de Administração da ONG Conservation International, que apóia o desenvolvimento sustentável.  Elvio  Lima  Gaspar  (conselheiro  efetivo):  É  engenheiro  mecânico  pela  UERJ  (1983),  com  MBA  Executivo  pela  COPPEAD–UFRJ.  Foi  subsecretário  de  Planejamento  do  estado  do  Rio  de  Janeiro  (janeiro  de  1999  a  abril  de  2000)  e  secretário  de  Planejamento  e  Desenvolvimento Econômico e Turismo do estado do Rio de Janeiro (abril a dezembro de 2002).   José  Luiz  Silva  (conselheiro  efetivo): Administrador,  é  membro  do  Conselho  de  Administração  da  Light  como  representante  dos  empregados,  pelo  INVESTLight.  É  também  consultor  contratado  da  Light  no  projeto  de  recuperação  e  padronização  das  agências  comerciais.    Ricardo Simonsen (conselheiro efetivo): É engenheiro mecânico pela PUC­RJ, além de mestre e doutor em economia pela Escola de Pós­ Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (EPGE/FGV). Em 2003 tornou­se diretor técnico da FGV Projetos (cargo que ocupa até  hoje), unidade de consultoria da Fundação Getúlio Vargas, com escritórios no Rio de Janeiro e em São Paulo. É membro, desde 2003 do  Comitê de Governança e Sustentabilidade da Vale, órgão responsável por avaliar as práticas de governança corporativa da companhia, o  funcionamento do Conselho de Administração e recomendar melhorias no Código de Ética e no sistema de gestão.    Ruy  Flaks  Schneider  (conselheiro  de  Administração  Independente –  efetivo):  É  engenheiro  industrial  mecânico  e  presidente  da  Schneider  &  Cia.  Foi  diretor  do  Montrealbank,  da  Renasce  (Rede  Nacional  de  Shopping  Centers)  e  vice­presidente  executivo  do  Grupo  Multiplan.  Luiz Fernando Rolla (conselheiro suplente): É engenheiro eletricista. Faz parte dos quados da Cemig desde 1974, onde foi o responsável  pela implantação dos programas de ADR nível I e II na New York Stock Exchange e nível I de Governança na Bovespa. É atualmente diretor  de Finanças, Relações com Investidores e Controle de Participações da companhia mineira.  João Batista Zollini Carneiro (conselheiro suplente): Economista é Superintendente de Participações da Cemig e diretor administrativo­ financeiro da Rosal Energia S.A., além de conselheiro de diversas empresas do Grupo Cemig e professor de Finanças do Ibmec­MG.  João Pedro Amado Andrade (conselheiro suplente): É administrador de empresas pela PUC/RJ e graduado em Business pela AUP – The  American University of Paris. É membro do Comitê Executivo da Andrade Gutierrez S.A. desde dezembro de 2003.   Paulo  Roberto  Reckziegel  Guedes  (conselheiro  suplente): Engenheiro  civil,  é  Diretor  de  Desenvolvimento  de  Negócios  da  Andrade  Gutierrez  Concessões  S.A.  e  membro  suplente  do  Conselho  de  Administração  da  CCR,  além  de  membro  efetivo  do  Conselho  de  Administração da Water Port S.A. – Engenharia e Saneamento e da Companhia de Operação de Rodovias S.A.  Ana Marta Horta Veloso (conselheira suplente): Economista, integra a área de Investimentos de Longo Prazo da UBS Pactual. Trabalhou  por 12 anos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e foi membro do Conselho de Administração de diversas  empresas: Klabin S.A. (2003/04), Acesita S.A. (2003/04), Valepar S.A. (2003), Vale (suplente, 2003/04) e Net Serviços de Comunicação S.A.  (1999). Atualmente é membro titular do Conselho de Administração da Equatorial Energia S.A.  Paulo  Jerônimo  Bandeira  de  Mello  Pedrosa  (conselheiro  suplente):  É  engenheiro  mecânico  pela  Universidade  de  Brasília  (UnB),  com  formação  técnica  complementar  em  sistemas  auxiliares  de  usinas  hidrelétricas,  turbinas  hidráulicas  e  projetos  de  Pequenas  Centrais  Hidrelétricas (PCHs), além de MBA pela FIA­USP. É conselheiro independente da Equatorial Energia S.A. desde março de 2006. Atualmente é  presidente  executivo  da  Associação  Brasileira  dos  Agentes  Comercializadores  de  Energia  Elétrica  (Abraceel)  e  professor  de  regulação  do  IBMEC. Atuou na Eletronorte, na Chesf e, durante quatro anos, foi diretor da ANEEL.   Lauro Alberto de Luca (conselheiro suplente): Economista, foi diretor de Operações do Banco Liberal S.A., que depois passou a ser Bank  of America. Atualmente é sócio­gerente da FLB Consultoria e Participações Ltda.  Joaquim Dias de Castro (conselheiro suplente): Economista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e mestre em Economia pela  EPGE/FGV­RJ, é membro substituto do Conselho de Administração da Telemar Participações S.A. desde abril de 2007. É também economista  do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social – BNDES – desde janeiro de 2004.   Carmen  Lúcia  Claussen  Kanter  (conselheira  suplente):  Arquiteta,  com  MBA  em  Marketing,  é  membro  do  Conselho  de  Administração  da  Light,  diretora­financeira  do  INVESTLight – Clube  de  Investimento  dos  Empregados  da  Light –,  diretora  do  IBRI –  Instituto  Brasileiro  de  Relações  com  Investidores –  e  membro  do  Conselho  da  APIMEC­Rio.  Foi  membro  do  Conselho  de  Curadores  da  Braslight,  membro  do  Conselho do IBRI e presidente do IBRI­Rio.  Carlos  Roberto  Teixeira  Junger  (conselheiro  suplente):  É  contador  pela  Universidade  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro  e  pós­graduado em  Administração  Tributária  pela  USP  (1981).  É  auditor  na  Secretaria  da  Receita  Federal,  auditor  na  Superintendência  de  Seguros  Privados  (SUSEP),  assessor  no  departamento  de  Custos  de  Furnas  Centrais  Elétricas  S.A.  e  participa  do  grupo  especial  para  o  acordo  de  não  bi­

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tributação com a Receita Federal dos Estados Unidos da América (IRS).  Almir  José  dos  Santos  (conselheiro  de  Administração  Independente): Economista,  foi  diretor  administrativo­financeiro  da  Fundação  Eletronuclear de Assistência Médica, diretor financeiro da Eletronorte, presidente da Companhia Auxiliar de Empresas Elétricas Brasileiras  (Caeeb) e chefe do Departamento de Investimentos da Eletrobrás. 

  Conselho fiscal  

A Light S.A. possui um Conselho Fiscal, instalado por solicitação dos acionistas e que se reporta diretamente à Assembléia. É formado por  cinco  membros  efetivos  e  quatro  suplentes.  Entre  suas  principais  funções  estão  a  avaliação  das  demonstrações  financeiras,  o  acompanhamento e a fiscalização de atos e propostas da administração, além de denúncias de eventuais erros, fraudes e outras vedações  legais praticadas por integrantes da empresa. O Conselho Fiscal se reúne mensalmente ou em sessões extraordinárias, quando necessário. 

  Diretoria  

Responsável pela  gestão  direta  dos  negócios,  a  diretoria  executa  a  estratégia  aprovada  pelo  Conselho  de  Administração.  É  composta  por  nove  membros,  responsáveis  pelas  representações  ativa  e  passiva  da  Light.  Cabe  ao  diretor  presidente,  principal  executivo  da  empresa,  nomeado  pelo  Conselho  de  Administração,  indicar  os  demais  diretores,  com  aprovação  do  Conselho.  A  diretoria  se  reúne  semanalmente ou em sessões extraordinárias, quando necessário. 

Diretoria Executiva   José Luiz Alquéres – diretor presidente   Ronnie Vaz Moreira – vice­presidente executivo e de Relações com Investidores   Paulo Henrique Siqueira Born – diretor de Desenvolvimento da Concessão   Ana Silvia Corso Matte – diretora de Gente   Luiz Fernando de Almeida Guimarães – diretor de Energia e Meio Ambiente   Roberto Manoel Guedes Alcoforado – diretor de Clientes   Paulo Roberto Ribeiro Pinto – diretor de Novos Negócios e Institucional   Mozart Vitor Serra* – diretor do Instituto Light   Luiz Claudio Salles Cristofaro* – diretor jurídico    * Não estatutários  

José Luiz  Alquéres –  Engenheiro, com vivência empresarial nos setores público e privado, foi Secretário Nacional de Energia e exerceu a  presidência de grandes empresas, como Alstom, Cerj e Eletrobrás. Foi também diretor executivo da Cia. Bozano Simonsen. Conduziu turn­ arounds bem­sucedidos em empresas energéticas, como a própria Eletrobrás (1991 a 1994, ocasião em que a empresa lançou suas ADRs),  Escelsa (1995 e 1996) e industriais, como a Alstom (2000 a 2006).  Ronnie  Vaz  Moreira –  Economista  com  mestrado  em  Administração  Internacional  e  vivência  empresarial  no  setores  público  e  privado,  foi  diretor  financeiro  da  Petrobras,  presidente  da  Globopar  e  vice­presidente  sênior  do  ABN  AMRO  Bank.  Tem  larga  experiência  em  diversas  transações de mercado de capitais, entre as quais venda de ações e levantamento de dívidas nos mercados público e privado, operações  de reestruturação de dívidas e relações com investidores.  Roberto  Manoel  Guedes  Alcoforado – É engenheiro eletricista e Mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Na Chesf,  desenvolveu atividades na área de planejamento do sistema de transmissão e geração e planejamento econômico­financeiro (1975­1989).  Foi  diretor  de  Planejamento  e  Operação  da  Chesf  (1990­1993),  além  de  diretor  econômico­financeiro,  diretor  de  Distribuição  e  vice­ presidente da Companhia Energética do Rio Grande do Norte – Cosern (1996­2000). Na Companhia Energética de Pernambuco – Celpe –,  foi presidente, vice­presidente e diretor de Distribuição (2000­2006).  Luiz  Fernando  de  Almeida  Guimarães  –Trabalhou  inicialmente  no  setor  elétrico  estatal  (Eletrosul  e  Itaipu  Binacional),  nos  projetos  das  hidrelétricas  de  Itaipu  e  Salto  Osório,  além  da  termoelétrica  Jorge  Lacerda  II  e  outras.  Nas  empresas  de  Projeto  Engevix  e  Enge–Rio,  coordenou diversos projetos relevantes, entre os quais o Projeto Executivo da hidrelétrica de Tucuruí (Eletronorte), o inventário da Bacia do  Rio  Paraíba  do  Sul  (Furnas)  e  outros,  além  de  estudos  de  auto­geração  para  a  Vale  e  estudos  de  aumento  da  capacidade  geradora  do  complexo hidroelétrico de Lajes (Light). Nos Grupos Paranapanema e Votorantim, foi conselheiro e presidente de conselhos deliberativos,  além de membro de comitês técnicos de operação e de meio ambiente.   Paulo  Roberto  Ribeiro  Pinto – Formado em Ciências Contábeis, está há 36 anos no setor elétrico, com passagens pela Eletrobrás (como  executivo, participou do programa de privatização do setor), Chesf, Furnas e Light.   Paulo Henrique Siqueira Born – Engenheiro e mestre em Recursos Hídricos e Economia, atua no setor elétrico desde 1979, principalmente  nas áreas de planejamento e regulação. Trabalhou na Copel (de estagiário a superintendente, 1979­1997), ANEEL (assessor da diretoria, 

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1998), Eletropaulo (superintendente, 1999) e Duke Energy (vice­presidente,  2000­2006). Desde meados dos anos 1990 tem participação  destacada nas discussões sobre o modelo institucional e o arcabouço regulatório do setor elétrico.  Ana  Silvia  Corso  Matte –  Advogada  e  pós­graduada  em  Recursos  Humanos,  dedicou­se  à  àrea  de  RH  após  anos  de  experiência  em  advocacia  trabalhista.Teve  relevante  atuação  na  condução  de  diretorias  de  RH  no  Jornal  do  Brasil,  CSN,  Sendas  e  Telsul.  Nessas  companhias, participou de processos de renovação da cultura empresarial e da criação de uma mentalidade gerencial inovadora e focada  em resultados.  Mozart Vitor Serra – É urbanista com pós ­graduação em Economia. Nos últimos 15 anos, no Banco Mundial, liderou equipes na preparação  de operações de infra­estrutura urbana na América Latina e Caribe. Ainda no banco, na área de estudos e pesquisas, atuou em países da  Ásia e da África, em particular no Vietnã, Afeganistão, África do Sul, Mali e Moçambique. É membro do Conselho do Urban Age Foundation e  consultor  do  Cities  Alliance.  No  Brasil,  exerceu  atividades  técnicas  e  executivas  no  setor  público  e  privado.  Trabalhou  na  Light  de  1980  a  1984 e em 1992.  Luiz Claudio Salles Cristofaro – Advogado, com MBA em Direito Empresarial, é sócio sênior licenciado do escritório Motta Fernandes Rocha  e  professor  de  Direito  Comercial  da  PUC­RJ. Como advogado, participou em inúmeras operações societárias, de M&A e de reestruturação  financeira.  Foi  também  diretor  presidente  da  Myrurgia  do  Brasil,  empresa  multinacional  de  origem  espanhola.  Foi  o  responsável  pela  reestruturação e venda da unidade industrial brasileira, com mais de duzentos empregados (1990 a 1995). 

  Comitês  

A Light  conta  com  cinco  Comitês  consultivos,  sem  funções  executivas  ou  caráter  deliberativo.  Essas  instâncias  não  podem  ser  acionadas  diretamente  pela  Diretoria.  São  mobilizadas  e  se  reúnem  para  tratar  de  assuntos  previstos  no  Manual  de  Governança  ou  de  temas  específicos solicitados pelo Conselho de Administração.  Comitê  de  Auditoria –  Cabe  a  ele  analisar  e  aprovar  as  Informações  Trimestrais  de  Resultados  (ITRs)  e  as  Demonstrações  Financeiras  Padronizadas,  antes  da  sua  publicação.  Exerce  também  a  função  de  verificar  a  adequação  às  regras  do  Novo  Mercado,  fixar  objetivos  e  atividades. Auxilia também o Conselho de Administração na definição dos padrões de qualidade dos relatórios financeiros e dos controles  internos.  Além  disso,  deve  zelar  pela  independência  e  objetividade  dos  auditores  externos  e  internos.  Reúne­se  no  mínimo  a  cada  três  meses, ou a qualquer momento, a pedido do Conselho de Administração.  Comitê  de  Finanças  –  Sua  função  é  identificar  as  necessidades  financeiras  e  propor  formas  de  atendê­las.  Deve,  ainda,  monitorar  os  principais  indicadores  financeiros  da  empresa  (fluxo  de  caixa,  investimentos,  empréstimos  etc.),  verificar  investimentos,  identificar  oportunidades  para  melhoria  do  custo  de  capital  e  recomendar  ações  corretivas,  quando  necessário.  Reúne­se  no  mínimo  a  cada  três  meses, ou a qualquer momento, a pedido do Conselho de Administração.  Comitê  de  Gestão – Suas tarefas básicas são auxiliar na definição das estratégias de atuação da Empresa e interagir com os executivos  para  a  elaboração  do  Plano  Estratégico,  apoiado  nas  diretrizes  orçamentárias,  metas  gerais  e  específicas,  perspectivas,  indicadores  e  métricas.  Cabe  ainda  ao  Comitê  de  Gestão  supervisionar  a  gestão  da  Empresa,  no  que  diz  respeito  ao  seu  desempenho  econômico,  ambiental e social. Reúne­se uma vez por mês, no mínimo, ou a qualquer momento, a pedido do Conselho de Administração.  Comitê de Recursos Humanos – Tem as atribuições de examinar e opinar sobre diretrizes de remuneração, além de e monitorar a aplicação  da política de compensação. A ele compete ainda revisar a remuneração, os bônus e o plano de desenvolvimento gerencial e de sucessão  dos executivos. Reúne­se uma vez por mês, no mínimo, ou a qualquer momento, a pedido do Conselho de Administração.  Comitê  de  Governança  e  Sustentabilidade –  Sua função é propor práticas e regras de governança e sustentabilidade que assegurem o  bom funcionamento da Empresa. A partir de 2007, o Comitê teve o seu escopo de atuação ampliado; com isso, assumiu a responsabilidade  pelo acompanhamento das questões relacionadas à sustentabilidade, em adição a suas atribuições de avaliar a execução das práticas de  governança,  participar  do  recrutamento  de  conselheiros  independentes  e  propor  a  divisão  de  responsabilidades  entre  os  Comitês.  Além  disso, deve monitorar e apontar mudanças no funcionamento do Conselho de Administração, inclusive a definição de reuniões, agendas e  fluxo  de  informações  para  os  acionistas.  Reúne­se  a  cada  três  meses,  no  mínimo,  ou  a  qualquer  momento  a  pedido  do  Conselho  de  Administração. 

  Conselho de Consumidores  

Com 16  representantes  e  um  membro  honorário,  o  Conselho  é  o  fórum  dos  consumidores  junto  à  concessionária.  Instituído  por  obrigatoriedade  legal,  congrega  as  mais  importantes  associações  dos  segmentos  de  consumo  residencial,  comercial,  rural  e  de  serviços  públicos, além de instituições acadêmicas. O Conselho se reúne com o presidente e os diretores da Light, pelo menos sete vezes ao longo  do ano; seus membros têm participação ativa e regular, através de contribuições, críticas, sugestões e reivindicações, sempre recebidas de  forma  aberta  pela  Light  Todas  as  colocações  dos  conselheiros  são  registradas  em  Ata  e  as  proposições,  quando  pertinentes,  são  encaminhadas para providências e acompanhadas nas reuniões subseqüentes.  . 

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A pauta dessas reuniões costuma incluir palestras e apresentações por parte de executivos da empresa, muitas vezes por solicitação dos  próprios  Conselheiros.  Em  2008,  um  representante  do  GT  de  Sustentabilidade  fez  uma  apresentação  sobre  esse  tema,  destacando  sua  importância não apenas como compromisso da Light, mas para toda a sociedade. O depoimento do Conselho na Audiência Pública realizada  durante o processo de revisão tarifária foi particularmente relevante.   A administração da Light reconhece a importância do envolvimento do Conselho dos Consumidores nos assuntos relativos à melhoria dos  serviços prestados à população. Nesse sentido, identificou a oportunidade de estabelecer um canal direto entre esse órgão e a Ouvidoria  da Light*, responsável também por organizar e secretariar as reuniões do Conselho.   *A Ouvidoria é subordinada à Superintendência de Relações Institucionais e à Diretoria de Novos Negócios e Institucional.  

  Avaliação do Conselho de Administração e da Diretoria  

Aprovada pelo Conselho de Administração, a avaliação do funcionamento, atuação e interação entre esse Conselho, seu secretário Geral,  os Comitês e o diretor presidente é uma importante ferramenta para o acompanhamento da efetividade das instâncias e a busca contínua  de melhorias das práticas de governança corporativa.  No âmbito do Conselho de Administração, essa avaliação inclui questões sobre: (i) o fluxo de informações entre a Diretoria e o Conselho; (ii)  a  forma  de  condução  e  o  foco  das  reuniões;  (iii)  a  rapidez  e  a  qualidade  das  decisões;  (iv)  o  nível  de  responsabilidade;  (v)  a  harmonia  interna entre os conselheiros; e (vi) a conduta pessoal dos conselheiros. Não há, especificamente, critérios ambientais e sociais.  A  avaliação  do  diretor  presidente  abrange  questões  sobre  visão  e  planejamento  estratégico,  liderança,  resultado  da  Empresa,  relacionamento  externo,  relacionamento  com  o  Conselho  de  Administração,  desenvolvimento  de  executivos­chave  e  criação  de  oportunidades para a Light.  A  remuneração  variável  do  Conselho,  Diretoria  e  outros  cargos  executivos  é  definida  a  partir  da  avaliação  de  três  dimensões:  uma  quantitativa, por meio do programa “Compromisso de Gestão”, e duas qualitativas, no âmbito do desempenho individual do executivo e da  análise do conjunto da Diretoria Executiva. Nos “Compromissos de Gestão” estão indicadas as metas que vinculam controladores, gestores  e  empregados  no  cumprimento  da  Missão  da  empresa.  Em  2008,  os  diretores  de  Energia  e  Meio  Ambiente,  Gente,  Clientes  e  o  Vice­ Presidente  de  Finanças  e  Relações  com  Investidores  tiveram  metas  relacionadas  a  indicadores  de  sustentabilidade –  como  redução  de  acidentes, certificações e licenciamento ambiental – atreladas a seus contratos de gestão. 

  Auditoria  

Comprometida com  a  transparência  e  confiabilidade  das  informações,  a  Light  mantém  um  detalhado  sistema  de  auditoria  interna.  A  auditoria  externa  é  realizada,  desde  o  primeiro  trimestre  de  2008,  pela  empresa  KPMG  Auditores  Independentes,  responsável  pela  auditagem  das  demonstrações  financeiras  referentes  ao  exercício  de  2008.  No  mesmo  exercício,  a  auditoria  independente  atuou  exclusivamente na auditoria contábil da Light e não prestou qualquer serviço adicional ou de consultoria para a empresa.  Para  atender  um  dos  itens  obrigatórios  para  participação  no  mercado  de  capitais,  a  Light  adotou  em  2008  o  Padrão  Internacional  de  Contabilidade – IFRS, com a orientação da Consultoria Price Waterhouse Coopers. A adoção do novo padrão se refletirá nas Demonstrações  Financeiras relativas ao exercício de 2009.  

  Conformidade  

Os principais padrões de trabalho da Light ­ estabelecidos de acordo com as diretrizes estratégicas, táticas e operacionais da organização ­ estão  transcritos  em  documentos  que  buscam  contemplar  todos  os  temas  que  necessitem  de  controle  interno,  de  forma  a  garantir  o  cumprimento de leis, regulamentos e estratégias/diretrizes. Incluem­se aqui os Procedimentos Ambientais Light.  A verificação do cumprimento dos principais padrões de trabalho, normatizados ou não, é, em primeira instância, de responsabilidade dos  gestores de cada área, com o apoio de auditorias internas.  No que se refere à cadeia de valor, a conformidade com leis e regulamentos é verificada pela avaliação de desempenho dos fornecedores.  O  objetivo  é  acompanhar  a  manutenção  das  condições  mínimas  observadas  na  qualificação,  que  abarcam  gestão  da  Segurança  do  Trabalho, treinamento e qualificação de pessoal, organização dos locais de trabalho e gestão de Recursos Humanos e de Meio Ambiente.  As pendências ou eventuais sanções referentes aos requisitos legais, regulamentares e contratuais associados ao serviço são tratadas no 

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Governança Corporativa 

âmbito das Diretorias de Desenvolvimento da Concessão, Jurídica, Energia e Meio Ambiente, além do Comitê de Ética. Nos últimos três anos,  a Light possui registros de sanções na esfera trabalhista, cível, tributária e junto à ANEEL. Vale ressaltar que o pagamento de contingência  à agência reguladora não inclui as multas relacionadas ao fornecimento e uso de produtos e serviços, tratadas no indicador PR­9  [S08]    PAGAMENTO DE CONTINGÊNCIA (R$ mil)         MATÉRIA

2006

2007

2008

Trabalhista

18.407

17.131

17.914

Cível

42.906

47.648

46.954

Tributário

2.985

-

-

ANEEL

2.945

3.354

-

TOTAL

67.242

68.133

64.867

VEJA O VÍDEO    Eles falam da Light  O Poder Judiciário avalia a atuação da Light na Semana de Conciliação           

Participação junto ao órgão regulador e associações  

A Light mantém estreita interação com a agência reguladora Aneel, tendo em vista que está inserida em um setor fortemente regulado e  que qualquer decisão por parte do órgão regulador pode ter impactos significativos no desempenho do seu negócio. A atuação da Light se  dá  de  diversas  formas:  contribuição  em  audiências  públicas,  reuniões  e  discussões  com  superintendentes  e  diretores  da  Agência  e  trabalhos em parceria com associações do setor, como a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Associação  Brasileira de Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine) e outras.   A  participação  da  Light  na  Associação  Comercial  do  Rio  de  Janeiro –  ACRJ,  como  integrante  do  Conselho  da  Micro  e  Pequena  Empresa,  merece destaque; é membro do Fórum do Rio, que reúne instituições privadas e públicas preocupadas em associar a atividade empresarial  à  expansão  dos  mercados.  Além  disso,  a  empresa  procura  oferecer  subsídios  para  que  o  empresariado  possa  influir  nos  debates  de  natureza econômica e social com maior familiaridade com os temas discutidos. 

É importante para a sustentabilidade da Light possuir uma estrutura de governança clara e consolidada, norteada por políticas e  princípios  compartilhados  por  toda  a  organização.  O  relato  de  todas  essas  estruturas,  com  os  currículos  de  dirigentes  e  conselheiros, é instrumento de transparência da gestão. 

  A  Light  é  membro  e  tem  atuação  participativa  em  uma  vasta  gama  de  entidades,  dentro  e  fora  do  setor  elétrico.  Listamos  aqui  algumas  delas:  Sigla

Entidades

ABCE

Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica

ABDIB

Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base

ABEE

Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas

ABERJE

Associação Brasileira de Comunicação Empresarial

ABESCO

Associação Brasileira das Empresas de Conservação de Energia

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Governança Corporativa 

æ æ

ABGR

Associação Brasileira de Gerência de Riscos

ABNT

Associação Brasileira de Normas Técnicas

ABRACEL

Associação Brasileira dos Agentes Comercializadores de Energia Elétrica

ABRACONEE

Associação Brasileira dos Contadores do Setor de Energia Elétrica Brasileira

ABRAGE

Associação Brasileira das Grandes Empresas Geradoras de Energia

ABRASCA

Associação Brasileira das Companhias Abertas

AMCHAM

Câmara Americana de Comércio

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Modelo de Atuação    

Receita Light de Empresa: 

Na base de uma atuação transformadora em caráter permanente, a Light considera que um quadro  de profissionais imbuídos de valores comuns é essencial para qualquer estratégia vencedora. 

Pessoas com valores, vivendo  a MISSÃO da empresa e 

Os valores da gente da Light  

organizadas, em seus esforços,  por planos estratégicos e  táticos, firmam compromissos  de gestão para atingir e  superar objetivos e metas  pactuados.

Foco nos resultados;   valorização do mérito;   coragem e perseverança;   comportamento ético e solidário; e   alegria. 

O segundo estágio é a mobilização dessas pessoas, o que requer clareza quanto à Missão da empresa por parte de toda a sua gente.      

A Missão da Light  

“Ser uma grande empresa brasileira comprometida com a sustentabilidade, respeitada e admirada pela excelência do serviço prestado a  seus clientes e à comunidade, pela criação de valor para seus acionistas e por se constituir em um ótimo lugar para se trabalhar.”    

Planos estratégicos e táticos  

O estágio seguinte é agir em cumprimento ao que foi planejado. O planejado é sempre o resultado de um processo estruturado, no qual o  ambiente foi analisado, definiram­se estratégias, programas e metas mensuráveis e pactuados. Toda a execução é acompanhada passo a  passo, e realizada de acordo com os orçamentos. 

É importante para a sustentabilidade da Light divulgar e compartilhar sua Missão, Visão e Valores, assim como a Receita Light de  Empresa, que mostram claramente como a empresa quer atuar para atingir sua Ambição Estratégica. 

Compromissos de gestão  

Por fim,  o  quarto  estágio  é  vincular  o  alcance  de  todas  essas  metas  a  compromissos  de  gestão  pactuados  entre  o  Conselho  de  Administração e os diretores, e depois entre estes e todo o quadro de gestores, que assim se solidarizam com as metas globais. Essas  metas, por sua vez, são decompostas de forma estruturada em elementos que serão executados por cada uma das unidades da empresa.  Os compromissos são a base da remuneração variável para os gestores. 

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Planejamento Estratégico    

A Ambição estratégica (visão) da Light é ser uma organização sustentável, diferenciada em termos de  governança,  excelência  operacional,  gestão  de  ativos,  liquidez  das  ações  e  retorno  para  os  para os seus acionistas através  acionistas; Consolidar a coesão em torno de uma cultura orientada para resultados, valorização das  pessoas, satisfação do cliente, e para o desenvolvimento da área de concessão; Crescer dentro do  do compromisso com  negócio atual e/ou em novos negócios e criar bases sustentáveis para os resultados.  resultados pactuados, com a  O  planejamento  estratégico  da  Light,  desenvolvido  dentro  das  premissas  estabelecidas  em  sua  manutenção da excelência na  Missão  e  Ambição  Estratégica,  é  um  guia  para  o  alinhamento  das  ações  voltadas  para  otimizar  o  prestação de serviços aos  processo  de  alcançar  as  metas.  É  um  processo  contínuo,  revisto  anualmente,  com  horizonte  clientes e à comunidade, além  detalhado para quatro anos e indicativo para prazos mais distantes, quando necessário.  Estratégia da Light: gerar valor 

de ser um ótimo lugar para se  trabalhar.   

Plano de Valorização é o nome do plano tático que orientará a empresa para, nos dois primeiros anos  do  Plano  Estratégico  2009­2012,  dobrar  o  seu  valor  no  mercado.  São  quatro  frentes  de  atuação:  Resultado,  Produto,  Mercado  e  Sustentabilidade.  Lideradas  pelas  diretorias,  as  quatro  frentes  têm  programas específicos a desenvolver. Focados em projetos e atitudes que contribuem decisivamente  para a empresa, projetam a Light para a futura liderança do setor elétrico brasileiro. 

 

Uma das  diretrizes  mais  importantes  do  Plano  Estratégico  é  a  integração  dos  gestores.  Para  consolidá­la,  diretores  e  superintendentes  reuniram­se em diferentes fóruns para revisar e atualizar o direcionamento estratégico, de modo que os objetivos, metas e compromissos  de gestão fossem amplamente discutidos e validados pelos empregados que ocupam posições estratégicas na empresa.   VEJA O VÍDEO     O vice­presidente Executivo e de Relações com Investidores fala sobre o Plano de Valorização                  

Direcionamento Estratégico   

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Planejamento Estratégico 

O processo de planejamento estratégico divide­se em duas fases: direcionamento estratégico e estratégico­operacional. No direcionamento  estratégico, foram analisados a matriz SWOT (análise dos pontos fortes e fracos da empresa e as oportunidades e ameaças do ambiente  externo)  e  o  cenário  de  referência  (entendimento  consensual  sobre  a  possível  variação  do  ambiente).  Ao  final  do  ano  de  2008,  essas  análises foram revisadas em função do agravamento da crise econômica mundial. Apontaram como grande desafio a capacidade de atrair  investimentos e estimular o crescimento da área de concessão.  A partir dessas análises foi possível revisar a ambição estratégica da Light e definir os objetivos globais e  os objetivos por diretoria, que foram desdobrados nas quatro frentes de atuação: Resultados, Produto, Mercado  e Sustentabilidade.    Resultados   ❍ ❍ ❍

Proteger a empresa de riscos e dotá­la de inteligência estratégica;   Dotar a empresa de ferramentas e processos que mitiguem riscos regulatórios;   Manter  o  crescimento  significativo  do  EBITDA,  com  base  no  processo  de  racionalização e aprofundamento da diversificação de receita. 

Produto ❍

Melhorar e modernizar o sistema elétrico, com a visão de integração de toda a área  fio; Expandir a capacidade de geração;   Buscar  melhorias  sistemáticas  de  aumento  de  eficiência  através  de  iniciativas  de  redução de custos, melhorias operacionais e revisão de processos. 

Mercado 1. 2. 3.

Reduzir perdas  através  da  implantação  de  novas  tecnologias  e  melhoria  de  processos; Contribuir para o desenvolvimento da área de concessão;   Viabilizar o uso do patrimônio imobiliário da Light como fonte de resultados;   Capacitar o Grupo Light para ser player modal do setor elétrico brasileiro. 

Sustentabilidade    1. 2. 3.

Implantar uma sólida cultura empresarial voltada para resultados e mérito, com foco  no empregado e em melhorias no ambiente de trabalho;   Consolidar a imagem institucional de liderança inovadora do setor e de compromisso  com a sociedade;   Promover as melhores práticas de governança e gestão corporativa. 

  Com  base  nesses  objetivos,  iniciou­se  a  fase  de  estratégico­operacional,  na  qual  foram  definidas  as  premissas  do  orçamento  e  as  projeções para o horizonte do Plano Estratégico.  Os  objetivos  do  Plano  Estratégico  ainda  serão  perseguidos  por  meio  de  ações  conduzidas  em  todos  os  níveis  da  empresa  e  de  forma  articulada  entre  as  diversas  áreas,  monitoradas  por  indicadores  gerenciais  e  operacionais.  Os  esforços  para  o  alcance  de  tais  objetivos  serão referenciados a metas quantitativas para esses indicadores, vinculados aos compromissos de gestão, que são a base da participação  dos empregados no lucro e nos resultados (PLR) e também da remuneração variável dos executivos.  O Plano de Valorização, iniciado em 2008, é composto por um conjunto de doze programas, distribuídos nas quatro frentes de atuação. Os  doze programas que integram o Plano de Valorização são:  Resultado  V.1 ­ Controle Empresarial e Realinhamento Permanente de Prioridades;   V.2 ­ Desenvolvimento da Concessão com Gestão Integrada de Riscos e Inteligência Estratégica;   V.3 ­ Gestão de Contingências e Provisões;     Mercado  V.4 ­ Sucesso na Recuperação de Energia;  V.5 ­ Desenvolvimento Regional, Novos Mercados e Tecnologias;   V.6 ­ Desenvolvimento Imobiliário, Novos Negócios da Geração;     Pagina 30


Planejamento Estratégico 

Produto  V.7 ­ Upgrade do Sistema Elétrico;   V.8 ­ Expansão da Geração;   V.9 ­ Eficiência na Gestão Operacional e Corporativa;  Sustentabilidade   V.10 ­ Cultura de Resultados e Mérito;   V.11 ­ Consolidação da Imagem Institucional; e   V.12 ­ Melhor Governança.    

É Importante  para  a  sustentabilidade  da  Light  ter  a  visão  clara  do  cenário  à  sua  frente  e  conhecer  a  fundo  seus  desafios  e  oportunidades.  O  Planejamento  Estratégico  é  a  ferramenta  básica  para  esse  exercício  de  auto­reflexão,  fundamental  para  estruturar a ação da companhia para chegar onde pretende chegar, de acordo com sua Missão, Visão e Ambição Estratégica. 

 

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Mais Valor    

» Introdução  » Indicadores Sociais Internos  » Os números da gente Light  » Direitos Humanos  » Contratação de Pessoas Portadoras de Deficiência (PDD)  » Saúde e Segurança do Trabalho  » Promoção da Saúde Ocupacional  » Recrutamento e seleção  » Recrutamento Interno  » Remuneração e Benefícios  » Previdência Complementar  » Treinamento e desenvolvimento  » Programa Mais Valor  » Definição de Competência e Sistema de gestão de desempenho  » Acordos Sindicais  » Pesquisa de clima  » Combate à Corrupção 

Introdução   Objetivos do Programa “Mais Valor”  Contribuir para o alinhamento e a  mobilização dos empregados para a  construção de uma nova realidade,  orientada para a competitividade, a  excelência e a valorização da nossa  gente, da nossa empresa e da nossa  área de concessão;   e  Dar suporte à criação de uma sólida  cultura de resultados, dentro da qual 

Em linha com o Programa de Valorização, que busca dobrar o valor de mercado da companhia no  biênio 2009­2010, a Light acredita que a construção de valor para a empresa só acontece se a  sua  gente  crescer  e  se  valorizar  pessoal  e  profissionalmente  durante  o  processo.  Por  isso  a  Receita Light de empresa fala em pessoas com valores que se reúnem com um objetivo comum.  Assim é a gente da Light, e assim a empresa trabalha para tornar­se, a par da valorização de  mercado, um excelente lugar para se trabalhar, como prevê a Missão da empresa. A diretoria de  Gente é responsável pelas relações trabalhistas na Light.  Apoiada  em  um  conjunto  de  políticas  que  definem  e  respaldam  as  melhores  práticas  corporativas,  no  sentido  de  proporcionar  um  tratamento  igualitário  a  todos  os  empregados  e  estimular,  como  um  de  seus  principais  valores,  a  alegria  no  trabalho,  a  Light  desenvolve  um  conjunto de ações voltadas para o crescimento dos seus empregados no ambiente profissional.  Essa  gestão  é  pauta  pelos  seguintes  instrumentos  corporativos,  disponíveis  na  intranet  da  empresa e também no website: 

os empregados evoluam do conceito  de colaboradores para o de parceiros  efetivos na construção de valor para 

Código de Ética ­ Formaliza os preceitos éticos que devem permear todo o relacionamento entre  a  Light  e  suas  partes  interessadas;  é  divulgado  permanentemente  entre  os  empregados,  o  principal público­alvo do documento. 

a empresa, enquanto crescem  Acordo  de  Responsabilidade  Social­  Ratificado  em  2008  e  assinado  com  os  sindicatos  representativos de seus empregados, reforça o envolvimento da direção da Light e de todos os  empregados  nas  ações  de  responsabilidade  social,  de  modo  a  estimular  o  fortalecimento  do  diálogo social no âmbito da empresa. Pauta­se nos mais importantes princípios e declarações da Organização das Nações Unidas (Princípios  de Proteção e Defesa, Declaração Universal dos Direitos do Homem, Declaração sobre a eliminação de todas as formas de discriminação com  relação às mulheres e Declaração dos Direitos da Criança, além de grande parte dos princípios estabelecidos nas Convenções Fundamentais  da Organização Internacional do Trabalho – OIT).  pessoal e profissionalmente.  

Política Social  Corporativa  do  Grupo  LightDocumento  que  consolida  as  diretrizes  para  a  atuação  social  da  Organização.  Suas  diretrizes  contemplam o alinhamento aos princípios do Pacto Global da ONU (além dos que norteiam o Acordo de Responsabilidade Social), o exercício  da cidadania e da ética, o suporte ao desenvolvimento das comunidades no entorno das dependências da Light, a busca de soluções para os  problemas  urbanos  que  interferem  na  prestação  dos  serviços,  o  apoio  a  políticas  públicas  e  a  proibição  de  financiamento  a  campanhas  políticas (conforme definido na Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995). [SO6]  Política Ambiental da Light ­ Política formal da empresa que trata da preservação e conservação do meio ambiente.  Política  de  Diversidade  da  Força  de  Trabalho ­  Política formal da empresa que define a inclusão de pessoas portadoras de deficiência no  grupo de empregados da Light e estabelece o compromisso da empresa em buscar a equidade de gênero dentro de seus quadros.  Manual de Governança Corporativa – Estabelece os princípios aplicados na gestão da empresa e garante as boas práticas de governança  corporativa.  Todos esses instrumentos têm uma abrangência que vai além das fronteiras internas e traduzem o compromisso da Light com a sociedade 

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Mais Valor 

como um todo. A empresa procura incentivar a sua adoção por todos os stakeholders, como base para a construção de um relacionamento  sustentável em bases permanentes.     

Indicadores sociais internos   “A Light é uma empresa absolutamente  integrada com os anseios da população  que ela serve, com as prefeituras onde  No  final  de  2008,  3.732  pessoas  formavam  o  corpo  de  empregados  da  Light,  com  tempo  ela atua e integrada com o governador e  médio de empresa de 14,9 anos e média de idade de 40,4 anos. O ensino médio é o grau de  escolaridade  mínima  de  86,6%  do  quadro  da  empresa,  que  considera  a  educação  dos  com o Governo do Estado.”  empregados  fundamental  para  o  seu  sucesso.  Em  2008,  a  Light  contava  com  6.415  Sérgio Cabral – Governador do Estado do  empregados de empresas contratadas, contra 6.200 no mesmo período de 2007. Todos eles  possuem contrato de trabalho por prazo indeterminado, com horário de trabalho dentro dos  Rio de Janeiro  limites previstos na legislação em vigor.  Incentivados pela empresa, 72,6% dos empregados  completaram e encaminharam, em 2008, os questionários do censo de raça e cor, que a Light  promoveu no ano anterior.     As  informações  levantadas  no  censo  racial  e  de  gênero  dos  empregados  da  Light  foram  comparadas  com  as  aracterísticas  da  sua  área  de  concessão,  por  meio  dos  dados  do  Censo  IBGE  2000.  Pela  comparação,  constatou­se  que  a  composição  racial  da  Light  refletia  adequadamente o perfi l da área de concessão.    Em  termos  de  gênero,  a  Light  apresentava  predominância  de  homens,  uma  característica  comum  nas  empresas  do  setor  elétrico.  O  censo  identifi cou que as mulheres representavam 21,85% dos empregados.     Essa análise foi apresentada em reunião de Diretoria. Isso levou à discussão da diversidade de uma forma mais ampla dentro da empresa, o  que culminou com a aprovação de uma política formal de diversidade.     

Os números da gente da Light  

[LA1] TOTAL DE TRABALHADORES, POR TIPO DE EMPREGO, CONTRATO DE TRABALHO E REGIÃO    Região

2006

Contrato de Trabalho

2007

2008

Grande Rio

Interior

Total

Grande Rio

Interior

Total

Grande Rio

Interior

Total

Contrato por tempo determinado

270

26

296

19

6

25

1

6

7

Contrato por tempo indeterminado

3.343

513

3.856

3.316

566

3.882

3.174

551

3.725

Total

3.613

539

4.152

3.335

572

3.907

3.175

557

3.732

Obs: Todos empregados são de horário integral.  Os sete empregados por prazo determinado são jovens aprendizes, em atendimento a legislação 

em vigor.      [LA2] Nº DE DESLIGAMENTOS POR GÊNERO, IDADE E REGIÃO     

Região Grande Rio

Sexo

2006

2007

Faixa Etária 30-50

2008

Faixa Etária Total geral

< 30

> 50

30-50

Faixa Etária Total geral

< 30

> 50

30-50

Total geral

< 30

> 50

F

16

26

8

50

21

25

45

91

23

17

43

83

M

38

68

79

185

29

176

112

317

42

110

152

304

54

94

87

235

50

201

157

408

65

127

195

387

F

1

2

3

1

5

2

8

1

1

1

3

M

1

7

8

16

11

18

15

44

8

24

23

55

Grande Rio Total Sem Informação / Interior

Pagina 33


Mais Valor 

S/ Informação / Interior Total Total geral

2

9

8

19

12

23

17

52

9

25

24

58

56

103

95

254

62

224

174

460

74

152

219

445

[LA2] TAXA DE ROTATIVIDADE POR GÊNERO, IDADE E REGIÃO     

2006

2007

Faixa Etária

2008

Faixa Etária

Faixa Etária

Região

Sexo

< 30

> 50

30-50

Total geral

Grande Rio

F

6,50%

5,60%

11,00%

6,40%

8,80%

30,50%

9,80%

11,60%

9,35%

17,89%

9,53%

10,48%

M

8,40%

3,80%

13,40%

6,50%

8,00%

31,30%

6,90%

12,40%

11,70%

19,20%

10,48%

12,76%

Grande Total

< 30

> 50

30-50

Total geral

<30

> 50

30-50

Total geral

Rio 7,70%

4,20%

13,20%

6,50%

8,30%

31,20%

7,50%

12,20%

10,74%

19,01%

10,25%

12,19%

F

5,60%

9,50%

0,00%

7,00%

7,10%

500,00%

9,10%

21,60%

8,33%

33,33%

4,35%

7,89%

M

2,30%

1,90%

10,70%

3,20%

20,40%

17,80%

3,90%

8,20%

11,76%

23,30%

6,61%

10,60%

Interior Total

3,20%

2,30%

10,10%

3,50%

17,60%

21,60%

4,20%

9,10%

11,25%

23,58%

6,47%

10,41%

Total geral

7,40%

3,90%

12,80%

6,10%

9,20%

30,00%

7,00%

11,80%

10,80%

19,64%

9,63%

11,92%

Interior

  [LA13] COMPOSIÇÃO DOS GRUPOS RESPONSÁVEIS PELA GOVERNANÇA CORPORATIVA E DISCRIMINAÇÃO DE EMPREGADOS POR CATEGORIA, DE  ACORDO COM GÊNERO, FAIXA ETÁRIA, MINORIAS E OUTROS INDICADORES DE DIVERSIDADE ­ 2006    Função Gênero

Administrativo

Diretoria

Gerencial

Operacional

Profissional

Técnico

Total geral

6

1

39

110

265

48

1

155

149

489

10

3

36

8

77

64

5

230

267

831

6

168

47

209

495

141

875

215

820

2.165

Faixa etária

Feminino

Até 30 anos

109

30-50 Anos

135

Acima de 50 Anos

20

Feminino Total

Masculino

1

264

1

Até 30 anos

65

30-50 Anos

112

2

78

5

56

179

166

185

669

Masculino Total

Acima de 50 Anos

255

7

203

1.222

428

1.214

3.329

Total geral

519

8

267

1.227

658

1.481

4.160

  [LA13] COMPOSIÇÃO DOS GRUPOS RESPONSÁVEIS PELA GOVERNANÇA CORPORATIVA E DISCRIMINAÇÃO DE EMPREGADOS POR CATEGORIA, DE  ACORDO COM GÊNERO, FAIXA ETÁRIA, MINORIAS E OUTROS INDICADORES DE DIVERSIDADE ­ 2007    Administrativo Feminino

Diretoria

Masculino

Feminino

Gerencial Masculino

Feminino

Masculino

< 30

3050

> 50

< 30

3050

> 50

< 30

3050

> 50

< 30

3050

> 50

< 30

3050

> 50

< 30

3050

> 50

Amarela

1

1

1

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

2

0

Branca

11

25

9

7

27

33

0

1

0

0

0

4

1

24

6

4

78

37

Indígena

0

0

1

1

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

1

0

Parda

7

13

4

2

26

15

0

0

0

0

0

0

0

7

0

1

13

7

Preta

0

3

2

0

4

2

0

0

0

0

0

0

0

1

0

0

0

1

Sem Informação

13

20

7

10

27

30

0

0

0

0

2

1

0

11

1

1

38

14

Total

32

62

24

20

84

80

0

1

0

0

2

5

1

43

7

6

132

59

Raça

æ æ

Pagina 34


Mais Valor 

  Operacional Feminino

Profissional

Masculino

Feminino

Técnico

Masculino

Feminino

Masculino

< 30

3050

> 50

< 30

3050

> 50

< 30

3050

> 50

< 30

3050

> 50

< 30

3050

> 50

< 30

3050

> 50

Amarela

0

0

0

4

0

1

1

0

0

0

2

1

1

1

0

0

5

1

Branca

0

0

0

26

151

21

28

91

23

28

98

71

50

64

5

63

194

69

Indígena

0

0

0

0

6

0

0

0

0

0

0

1

4

2

0

0

9

0

Parda

0

0

0

17

159

31

3

17

3

2

23

8

35

32

3

26

161

23

Preta

0

0

0

6

57

14

2

5

0

1

2

4

4

14

0

12

37

9

Sem Informação

1

1

2

74

412

113

10

51

13

23

70

53

82

100

3

110

403

104

Total

1

1

2

127

785

180

44

164

39

54

195

138

176

213

11

211

809

206

Raça

[LA13] COMPOSIÇÃO DOS GRUPOS RESPONSÁVEIS PELA GOVERNANÇA CORPORATIVA E DISCRIMINAÇÃO DE EMPREGADOS POR CATEGORIA, DE  ACORDO COM GÊNERO, FAIXA ETÁRIA, MINORIAS E OUTROS INDICADORES DE DIVERSIDADE ­ 2008    Administrativo Feminino Raça

< 30

3050

Diretoria

Masculino > 50

< 30

3050

Feminino > 50

Amarela

2

Branca

24

34

14

Indígena

1

1

1

Parda

12

16

5

10

19

19

Preta

1

5

4

3

5

3

5

11

7

5

14

20

45

67

31

40

69

73

Sem Informação Total

< 30

3050

Gerencial Masculino

> 50

< 30

3050

Feminino > 50

< 30

3050

Masculino > 50

< 30

1 22

31

31

1

1

6

1

3050

> 50

2

23

5

3

71

39

1 8

1

12

8 1

0

1

0

0

1

6

1

7

2

39

7

4

24

15

110

63

  Operacional Feminino

< 30

Amarela

5

1

2

2

Branca

70

195

33

47

Indígena

1

5

40

187

48

4

15

12

62

24

4

6

1

17

231

94

10

28

10

18

41

57

7

32

1

145

681

201

67

147

41

63

182

140

142

220

1

Preta Sem Informação

2

Total

3

1

3050

98

> 50

26

5

< 30

Feminino

> 50

1

> 50

Técnico

Masculino

3050

Parda

3050

Feminino

< 30

Raça

< 30

Profissional

Masculino

38

3050

> 50

< 30

3050

2

1

115

72

89

123

1

3

1

Masculino > 50

< 30

1

6

21

8

37

48

1

3

1

6

15

10

107

3050

> 50

6

1

261

71

8 7

41

176

28

12

41

6

1

15

264

93

18

175

756

199

  [LA14] PROPORÇÃO DE SALÁRIO BASE ENTRE HOMENS E MULHERES, POR CATEGORIA FUNCIONAL    Salário médio masculino/ Salário médio feminino

Categoria

æ æ

2006

2007

2008

Administrativo

120%

100%

102%

Gerencial

108%

108%

112%

Pagina 35


Mais Valor 

Operacional

113%

98%

108%

Profissional

112%

112%

111%

Técnico

146%

164%

157%

 

Direitos humanos  

O repúdio  ao  uso  do  trabalho  forçado  e  obrigatório,  ao  uso  do  trabalho  infantil  e  de  qualquer  forma  de  discriminação  são  as  principais  diretrizes  de  direitos  humanos  observadas  pela  empresa,  explicitada  em  seu  conjunto  de  políticas  corporativas.  O  comprometimento  dos  empregados com essas diretrizes, que são divulgadas em bases regulares para o público interno e empresas terceirizadas, é uma exigência  da empresa. É responsabilidade do vice­presidente Executivo e de Relações com Investidores, do diretor de Energia e Meio Ambiente e da  diretora de Gente garantir o seu cumprimento.  As relações da empresa com os sindicatos representativos de seus empregados são pautadas no reconhecimento de sua representatividade  e  em  princípios  de  cooperação  para  o  desenvolvimento  da  companhia  e  seus  empregados,  além  de  baseadas  em  confiança  mútua,  transparência e na ética. A Light respeita o engajamento sindical de seus empregados, assegurando­lhes proteção contra qualquer ato de  discriminação que atente à liberdade sindical.  Graças  ao  cumprimento  das  políticas  e  diretrizes  e  ao  engajamento  dos  empregados,  a  Light  não  possui  operações  que  apresentem  risco  significativo ao direito de liberdade de associação e negociação coletiva, nem ocorrência de trabalho infantil, trabalho forçado ou análogo ao  escravo. Não há presença de povos indígenas na área de concessão da Light, o que exclui a possibilidade de qualquer tipo de violação de  seus direitos. [HR5] [HR6] [HR7] [HR9]  A  companhia  repudia,  por  princípio,  qualquer  tipo  de  discriminação  ou  assédio.  Os  eventuais  casos  são  levados  ao  conhecimento  da  organização através de denúncias ao Comitê de Ética, comunicação ao supervisor imediato ou ações judiciais registradas.  Nos últimos três anos ocorreram 12 denúncias de infração ao Código de Ética, todas levadas à análise do Comitê de Ética. Dessas, apenas  uma ainda se encontra em apuração; as demais já foram analisadas e solucionadas. O Comitê mantém contato regular com o denunciante,  para acompanhar a questão até a sua efetiva solução.   DENÚNCIAS DE INFRAÇÃO AO CÓDIGO DE ÉTICA  2006

2007

2008

Assédio moral

6

2

2

Assédio sexual

1

-

1

Além das denúncias de infração encaminhadas ao Comitê de Ética, a Light sofreu seis processos judiciais que se enquadravam na categoria  de assédio moral, entre 2005 e 2008. Dos três processos julgados, o resultado foi favorável à Light em dois casos e desfavorável em um, do  qual a companhia recorreu. Em razão da natureza das ações, a Light acredita que será inocentada em todos os casos. [HR4]    Treinamento em direitos humanos  A Light está revendo os processos internos de sua área de Segurança Patrimonial, ligada à diretoria de Gente. A atividade é realizada por  empresas  contratadas  e  os  contratos  com  os  prestadores  de  serviços  garantem  a  qualificação  e  certificação  de  100%  dos  profissionais  envolvidos. Na grade de formação são trabalhados os princípios fundamentais de direitos humanos e todos os procedimentos inerentes ao  desempenho das atividades dos profissionais, em conformidade com o Código de Ética da organização. A reciclagem dos empregados efetivos  está prevista para 2009. [HR8]    

Contratação de pessoas portadoras de deficiências (PPD)  

A Light  contrata  portadores  de  deficiências  há  mais  de  14  anos.  Em  2008  foram  admitidas  55  pessoas  para  compor  esse  quadro,  que  já  contabiliza 147 profissionais, com atuação nas áreas de administração, atendimento ao público, faturamento, cobrança e na agência virtual,  entre outras. Esse total é 20,5% maior que o de 2007. Vários parceiros apoiam a Light no recrutamento desses profissionais, entre os quais o  Instituto Brasileiro dos Direitos das Pessoas com Deficiência (IBDD) e instituições como Assidef, SINE, Cead, CVI, Apael e Andef. No processo  de adequação plena à legislação em vigor, a Light assinou com o Ministério Público do Trabalho um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC),  que prevê a divulgação das oportunidades profissionais para pessoas portadoras de deficiência no banco de vagas da Secretaria de Estado 

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Mais Valor 

de Trabalho e Renda.  Dentro  do  que  preconiza  a Política  de  Diversidade  da  Força  de  Trabalho da  Light,  implementada  em  2008,  além  da  inserção  profissional,  a  Light  estimula  a  formação  desses  empregados.  Um  programa  específico,  elaborado  pela  Academia  Light,  inclui  um  módulo  básico  de  integração  à  empresa  e  capacitação  em  competências  básicas  administrativas,  rotinas,  procedimentos  e  sistemas  internos,  pacote  Office  e  língua portuguesa. Quem ainda não concluiu o ensino médio é direcionado para o curso supletivo, desenvolvido em parceria com o SESI.  Uma  série  de workshops  de  sensibilização,  desenvolvidos  com  o  intuito  de  preparar  a  organização  para  receber  os  novos  empregados  portadores de deficiência envolveram aproximadamente 90 empregados, desde os principais líderes da organização até os profissionais das  áreas receptoras.  VEJA O VÍDEO  A diretora de Gente fala sobre a diversidade na Light           

    Saúde e segurança do trabalho  

As melhores  práticas  para  assegurar  a  integridade  física  e  a  saúde  dos  empregados  que  compõem  a  força  de  trabalho  da  Light  estão  explicitadas no conjunto de programas e ações baseadas nas Políticas de Segurança do Trabalho e de Saúde Ocupacional.  Sistema de Gestão do Trabalho Seguro – Implantado em setembro de 2008, o sistema foi desenvolvido no Canadá e tem foco na atitude  preventiva,  relacionada  ao  gerenciamento  de  riscos  nas  principais  atividades  desenvolvidas  pelas  empresas  do  setor  elétrico.  O  sistema  preconiza o atendimento às melhores práticas, através do cumprimento de protocolos organizados em 22 elementos, que são agrupados em  cinco grandes temas ­ Liderança, Gestão de Riscos, Educação, Controle e Monitoramento.   No ano de 2008 a Light realizou um diagnóstico da situação atual, para avaliar o nível de adesão de suas práticas aos requisitos do sistema  de  gestão  em  referência.  Conduziu  também  uma  sensibilização  com  as  lideranças  diretamente  envolvidas  nas  atividades  operacionais  da  empresa. Em seguida desenvolveu um plano de ação para a implementação do Sistema de Gestão do Trabalho Seguro. A conclusão desse  trabalho está prevista para 2011.  Auditorias de Gestão da Segurança do Trabalho – Conduzidas regularmente pela equipe de Segurança do Trabalho da Light, as auditorias  permitem  realizar  um  diagnóstico  que  identifica  e  monitora  a  qualidade  e  eficiência  das  práticas  adotadas  na  execução  dos  serviços.  São  auditados:   atuação da supervisão técnica   métodos e procedimentos   qualificação, habilitação qualificação e autorização dos profissionais que atuam em áreas de risco    Durante  o  processo  de  auditoria,  os  equipamentos  de  proteção  individual  e  coletiva,  viaturas  e  ferramentas  de  trabalho  passam  por  uma  minuciosa inspeção. Todos os itens auditados são fundamentados nas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego e nos  procedimentos de segurança, operacionais e técnicos da Light, além de Normas ABNT específicas e do Código Brasileiro de Trânsito.    Com  as  auditorias  e  os  programas  de  Inspeção  e  Prospecção  nas  frentes  de  trabalho,  a  Light  transfere  conhecimento  técnico  aos  seus  parceiros e estimula o comprometimento dos dirigentes das empresas contratadas.  Em  2008  foram  realizadas  sete  auditorias  em  empresas  contratadas,  o  que  representou  116%  em  relação  ao  planejado  (seis  auditorias).  Durante  os  eventos,  as  atividades  mapeadas  como  de  risco  significativo  foram  analisadas  em  toda  sua  abrangência.  O  processo  envolveu  diretamente  61  equipes  operacionais,  compostas  por  162  empregados,  15  representantes  técnicos,  seis  dirigentes  de  contratadas,  21  empregados da Gestão Light e sete gerências.  Comitê  Permanente  de  Prevenção  de  Acidentes  –  Presidido  pela  diretora  de  Gente,  o  Comitê  tem  representação  de  diversas  áreas  da  empresas  e  dos  sindicatos  que  representam  os  empregados.  As  reuniões  são  bimensais  e  os  membros  do  Comitê  têm  as  atribuições  de  acompanhar o cumprimento das diretrizes da Política de Segurança, desenvolver uma cultura de prevenção, avaliar resultados e propor ações  que visem à preservação da saúde do trabalhador. Suas ações permeiam 100% da força de trabalho e contemplam também os empregados  de  empresas  contratadas  a  quem  as  decisões  e  ações  definidas  são  transmitidas  pelos  gestores  dos  contratos  (superintendentes  e  gerentes). No caso de acidente grave envolvendo esse público, o Comitê convoca seus gestores para apresentar na reunião as causas do  acidente e o plano de ação implementado para assegurar que não se repitam acidentes da mesma natureza. [LA6]  Compromisso com a Gestão da Segurança do Trabalho – No segundo semestre de 2008, a empresa promoveu uma série de encontros das 

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diretorias de  Gente  e  de  Clientes  com  a  alta  administração  das  nove  principais  empresas  contratadas  que  atuam  nas  atividades  ligadas  à  rede de distribuição, com a participação direta de 1.500 trabalhadores ligados a esses processos. Em todos os encontros, a Light voltou a  enfatizar que a segurança do trabalho é um compromisso de todos, e que cabe aos gestores garantir um ambiente de trabalho sem risco de  acidentes.  Com  a  assinatura  de  um  Protocolo  de  Segurança,  a  Light  e  as  empresas  parceiras  reafirmaram  o  compromisso  de  adotar  as  melhores práticas de gestão da segurança do trabalho, com foco na redução de acidentes e na preservação da vida.  Monitoramento da Frota por GPS ­ Desde julho de 2008, 80% da frota própria e terceirizada da Light têm acompanhamento pelo Sistema de  Monitoramento  de  Frota  via  GPS.  Durante  o  processo  de  implantação,  a  empresa  realizou  uma  série  de  palestras  sobre  prevenção  de  acidentes, lei seca e GPS para mais de 900 condutores da Light, com o objetivo de orientá­los e conscientizá­los com relação à importância do  comportamento seguro na condução de veículos.  Uma  das  principais  razões  para  a  implantação  do  novo  sistema  foi  a  necessidade  de  eliminar  a  elevada  incidência  de  alta  velocidade  nos  veículos da Light, com o objetivo de reduzir acidentes, sobretudo os de maior gravidade. Os resultados foram imediatos: os registros de alta  velocidade baixaram, de 504 ocorrências em julho do ano passado, para apenas duas em dezembro, com o monitoramento. Essa marca sem  dúvida  contribuiu  para  que  a  Light  completasse  um  ano  sem  acidentes  de  trabalho  com  afastamento  envolvendo  veículos,  na  primeira  quinzena deste ano.    

Promoção da saúde ocupacional  

Programas de Prevenção  Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) – O Programa promove a elaboração de diagnósticos e o desenvolvimento  de ações relativas às atividades ocupacionais no âmbito da companhia, com o objetivo de gerenciar os riscos relacionados à saúde da gente  da Light. É importante destacar que, no ano de 2008, não houve registro de qualquer caso de doença profissional decorrente da atividade  laboral entre os empregados da companhia. Uma inovação do programa é o uso das Unidades Móveis de Medicina Ocupacional para que os  empregados não precisem se deslocar até a Unidade Central para fazer o Exame Periódico de Saúde (EPS).  Programa de check­up para os executivos – Em um único dia e lugar, os executivos da Light realizam um amplo diagnóstico de sua saúde.  Os resultados são avaliados pelos médicos da empresa, que realizam atendimentos individualizados de retorno, com o objetivo de orientá­los  quanto a eventuais tratamentos necessários ou à adoção de medidas preventivas para reduzir fatores de risco para doenças.   Programa Qualidade de Vida – Realizado em parceria com a operadora do plano de saúde, o Programa tem como por objetivo promover um  estilo de vida mais saudável e o bem­estar entre os empregados, além de gerar maior motivação, estimular o sentimento de pertencimento à  empresa, melhorar a imagem corporativa e facilitar o relacionamento interpessoal.   No  ano  de  2008,  o  cronograma  de  atividades  foi  integralmente  cumprido:  as  17  ações  realizadas  contaram  com  a  participação  de  28.149  pessoas, entre empregados e familiares.   O programa trouxe contribuições significativas à melhoria do clima organizacional, como comprovam os resultados das pesquisas realizadas  junto aos empregados participantes: o índice de satisfação atingiu 86,4%. Esse resultado é superior em 23,5% à meta estabelecida para o  período (70,0%).      Ações integradas de saúde e prevenção  Programa bi-anual de mapeamento da saúde dos empregados, voltado para descoberta, intervenção precoce, orientação e tratamento de fatores de riscos das doenças identificadas.

Perfil de Saúde Unidade Postural

de

Correção

Programa corporativo anual de ginástica holística nas dependências da empresa, focado em prevenir, tratar e orientar as mais variadas patologias posturais.

Campanhas de prevenção à gripe e demais doenças respiratórias

Programa anual que acontece antes do período do inverno, para proteger os empregados contra o vírus Influenza e suas complicações (infecções de vias aéreas superiores–IVAS). Objetiva reduzir doenças respiratórias e, em consequência, o absenteísmo.

Programa de Prevenção e Tratamento à Dependência Química

Voltado para assegurar um ambiente de trabalho isento do uso indevido do álcool e outras drogas, ao promover a saúde e a segurança dos empregados, da comunidade e do meio ambiente. Envolve campanhas de prevenção e o encaminhamento dos empregados que necessitam de auxílio especializado.

Bebê Saúde

Programa anual, realizado em grupo. É dirigido às gestantes e contempla aspectos teóricos e práticos do aleitamento materno, cuidados com a saúde da mulher durante o pré-natal e cuidados com o bebê. O objetivo é passar às participantes maior segurança para lidar com esta nova etapa da vida, que é a chegada do bebê.

Programa Vida Ativa

Ação desenvolvida em grupo, com acompanhamento periódico de equipe multidisciplinar(nutricionista, professor de educação física, médico, psicólogo e assistente social). O objetivo é desennvolver bons hábitos de saúde, com o estímulo à reeducação alimentar e à prática de atividades físicas, de modo a promover um estilo de vida mais saudável e a redução dos casos de obesidade entre os empregados.

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Programa Antitabagismo

Atividade-piloto realizada em grupo,com o acompanhamento de equipe multidisciplinar (psicólogo, médico e assistente social). Tem o propósito de conscientizar os empregados quanto aos males causados pelo cigarro, encaminhar para tratamento conforme a necessidade e promover a abstinência.

Programa Viva Hipertensão

O programa objetiva orientar e informar sobre os sintomas, cuidados e tratamento das doenças que afetam o sistema cardiovascular. Foram criados espaços em quatro endereços da empresa para aferição da pressão arterial e da circunferência abdominal, com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.

Melhor

Caminhada pela Qualidade de Vida + Prevenção do Câncer de Pele

Ação com periodicidade semestral, que tem por objetivo sensibilizar os empregados para a importância da prática de exercícios físicos, além de proporcionar um ambiente de integração ao ar livre e lazer junto a seus familiares. Em 2008 foram realizadas duas caminhadas, com a participação de empregados e familiares. No primeiro semestre, o tema trabalhado foi oCombate ao Sedentarismo e, no segundo, aPrevenção do Câncer de Pele, com distribuição de protetor solar e material informativo sobre os riscos da exposição ao sol e dos males causados pelos raios ultravioleta.

Dia Nacional de Combate à AIDS

Ação realizada em atenção à data comemorativa, com o objetivo de sensibilizar os empregados sobre a importância da prevenção da AIDS e demais doenças sexualmente transmissíveis.

Dentre as  inúmeras  ações  que  promovem  a  cidadania  e  o  bem­estar  dos  empregados,  podemos  destacar  as  datas  comemorativas  (Dia  Internacional  da  Mulher  e  Dia  da  Criança),  o  programa  de  Planejamento  Financeiro  Pessoal,  o  Programa  Iluminar  (que  abre  espaço  de  trabalho  para  jovens  com  deficiências  neuropsíquicas)  e  os  programas  de  Gestão  de  Licenciados,  Acompanhamento  de  Acidentados  do  Trabalho e o benefício do Auxilio Psicopedagógico, que apoia os empregados através de reembolsos de despesas de filho ou tutelados com  assistência educacional especializada e/ou tratamento reabilitador de portadores de deficiências neuropsíquicas.   [LA8]  Programas  de  educação,  treinamento,  aconselhamento,  prevenção  e  controle  de  risco  em  andamento  para  dar  assistência  a  empregados, seus familiares ou membros da comunidade com relação a doenças graves.  Educação / Treinamento PROGRAMAS ASSISTENCIAIS

Sim

Não

Prevenção / Controle Risco

Aconselhamento Sim

Não

Sim

Tratamento

Não

Sim

Empregados

x

x

x

x

Familiares dos Empregados

x

x

x

x

x

Membros da Comunicade

x

x

Não

x

As atividades da Light não apresentam alta incidência ou alto risco de doenças específicas para seus colaboradores ou para a  comunidade em que atua [LA8].

As atividades da Light não apresentam alta incidência ou alto risco de doenças específicas para seus empregados ou para a comunidade em que atua  [LA8].  [LA7] TABELA DE ÍNDICE DE ABSENTEÍSMO GERAL POR LICENÇAS MÉDICAS POR REGIÃO    REGIÃO

2006

2007

2008

Grande Rio

2,98

3,22

3,81

Interior

3,73

3,55

3,83

Nota: O cálculo do absenteísmo foi realizado com base nos afastamentos por acidente do trabalho e demais doenças  relacionadas ao trabalho e doenças não­relacionadas ao trabalho.

  [LA7] OCORRÊNCIAS REGISTRADAS NO ÚLTIMO TRIÊNIO EMPREGADOS DO GRUPO LIGHT ­ VALOR POR REGIÃO    2008

2007

2006

GRANDE RIO

INTERIOR

GRANDE RIO

INTERIOR

GRANDE RIO

INTERIOR

Total de colaboradores

3.169

472

3.340

478

3.483

581

Número de Acidentados Típicos

13

5

11

1

20

3

Dias Perdidos

124

21

163

15

339

418

0

0

0

0

0

6.000

REGIÕES

Dias Debitados

æ æ

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Taxa de Lesão (Acidentados e doenças ocupacionais)

2,05

5,29

1,6

1,02

2,84

3,44

20

22

24

15

48

5.526

Óbito - Típicos

0

0

0

0

0

1

Número de Acidentados Trajeto

22

5

26

0

18

0

Óbito - Trajeto

0

0

1

0

0

1

Taxa de dias perdidos

Nota: O registro e o relato de estatística de acidentes do trabalho são realizados conforme os parâmetros estabelecidos pela Norma Brasileira Regulamentada  – NBR 14280, expedida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).  

[LA7] OCORRÊNCIAS TÍPICAS COM AFASTAMENTO REGISTRADAS NO ÚLTIMO TRIÊNIO ­ TRABALHADORES CONTRATADOS    2008

Acidentes e doenças ocupacionais Trabalhadores contratados

2007

Com óbito

Sem óbito

3

84

2006

Total

Com óbito

Sem óbito

87

1

75

Total

Com óbito

Sem óbito

Total

76

2

74

76

Nota: Os  dados  estatísticos  referentes  aos  trabalhadores  contratados  foram  apresentados  de  forma  global  e  em  números  absolutos,  tendo  em  vista  que  a  metodologia utilizada não contemplava todos os dados necessários para a apuração das taxas de lesões/doenças  

 

Recrutamento e seleção  

  Atrair  pessoas  cujos  valores  estejam  alinhados  com  os  valores  e  a  missão  da  companhia  é  o  principal  foco  da  Política  de  Recrutamento  e  Seleção  da  Light .  Para  assegurar  a  realização  desse  objetivo  estratégico,  a  Light  investiu  fortemente  em  programas  que  contemplam  a  retenção e a renovação de seus talentos, entre os quais destacamos:  Programa de Trainees – O programa tem objetivos de curto e médio prazo. No curto prazo, busca atrair e desenvolver jovens talentos para  atuar em projetos estratégicos, sob a supervisão de gestores; no médio prazo, objetiva suprir a necessidade de profissionais capacitados  para ocupar posições­chave na organização.   Os  29  jovens  profissionais  contratados  através  do  Programa  de  Trainees  em  2008  participaram  de  um  programa  de  formação  coordenado  pela  Academia  Light,  com  duração  de  oito  meses.  O  programa  objetiva  acelerar  a  curva  de  aprendizagem  desses  talentos,  por  meio  da  ampliação  da  visão  do  negócio,  do  desenvolvimento  de  determinadas  competências  (entre  as  quais  a  visão  sistêmica  e  o  relacionamento  pessoal) e da participação em projetos em desenvolvimento na empresa. Nessa atividade são acompanhados por coaches que os recebem,  orientam e avaliam, além de dar retorno sobre o desempenho e a necessidade de novos desenvolvimentos. Em 2008, o índice de retenção do  Programa de Trainees atingiu o percentual de 86%, superior à meta definida.  Programa  de  Estágio  –  O  objetivo  é  identificar,  atrair  e  desenvolver  jovens  profissionais,  oferecendo  formação  técnico­profissional  a  estudantes  dos  níveis  médio  e  superior,  em  suas  respectivas  áreas  de  formação.  Ao  final  de  2008,  a  Light  tinha  105  estagiários  em  seu  quadro; a taxa de efetivação foi de 22%.  Vale destacar que o Programa de Trainees e o Programa de Estágio propiciaram uma renovação de 8,5% no quadro de profissionais da Light  em 2008.  Programa Jovem Aprendiz – A Light confirma a tradição histórica de oferecer oportunidades de inclusão a jovens carentes; em parceria com  a Associação Beneficente São Martinho, a empresa desenvolve este programa, que é amparado na Lei da Aprendizagem e tem por objetivo  oferecer a primeira experiência de trabalho a adolescentes de comunidades carentes em áreas de risco. Além de suas atividades normais, os  jovens participaram de palestras sobre Direitos e Deveres e Preparação para o Mercado de Trabalho. Os supervisores também são treinados  para recebê­los, acompanhar e avaliar seu desenvolvimento, além de orientá­los com relação a questões como postura, comportamento no  ambiente de trabalho e desempenho das atividades.  A Light concentra seus processos de recrutamento e seleção em sua região de atuação. Os processos são abertos a candidatos de qualquer  naturalidade.  No  que  diz  respeito  ao  provimento  de  cargos  executivos  e  gerenciais,  a  especificidade  de  uma  vaga  pode  demandar  que  a 

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busca seja  ampliada  para  outras  regiões,  já  que  o  processo  seletivo  se  baseia  na  experiência,  em  competências  específicas  e  no  conhecimento do negócio [EC7].     

Recrutamento interno  

O Programa Oportunidade Light, redefinido em 2008 para responder a necessidades detectadas na pesquisa de clima conduzida em 2007,  tem  dois  objetivos  principais:  promover  o  crescimento  e  desenvolvimento  dos  profissionais  da  companhia  e  dar  maior  transparência  ao  recrutamento interno. A iniciativa recebeu mais de 1 mil inscrições em 2008 e preencheu, com profissionais recrutados internamente, 31 vagas  para diversos cargos, entre técnicos, analistas, engenheiros e coordenadores. Isso representa 22% do total das vagas de 2008, percentual  bem superior à meta de 15% para o período.    

Remuneração e benefícios  

Em maio de 2008 foram assinados o Acordo Coletivo de Trabalho  e  o Acordo de Participação nos Lucros e Resultados . Tanto a negociação  conjunta desses dois acordos como os resultados alcançados refletem a continuidade da filosofia de relações de trabalho da empresa, com  maior ênfase na remuneração variável.   A  Política  de  Remuneração  da  empresa  é  composto  de  salário  mensal,  benefícios  e  remuneração  variável  (Programa  de  Participação  nos  Lucros e Resultados). Os salários praticados pela Light não são vinculados ao salário mínimo e respeitam os pisos profissionais, quando assim  definido pela legislação em vigor. [EC5]  [EC5] MENOR SALÁRIO­BASE EM UNIDADES OPERACIONAIS IMPORTANTES    2006

Local de Trabalho Av. Mal Floriano 168 Estr. do Tindiba R. Frei Caneca 363

2007

Nº de Emp.

Menor saláriobase praticado

991 257 562

2008

Local de Trabalho

Nº de Emp.

Menor saláriobase praticado

649

Av. Mal Floriano 168

1.147

665

R. Frei Caneca 363

665

R. Venceslau 192

543 99

Local de Trabalho

Nº de Emp.

Menor saláriobase praticado

672

Av. Mal Floriano 168

1.272

470

688

R. Frei Caneca 363

564

723

757

R. Venceslau 192

95

730

Estr. do Tindiba

228

838

Cascadura

213

470

R. Venceslau 192

183

665

Estr. do Tindiba

201

757

Cascadura

337

782

Cascadura

315

1.156

Triagem

161

769

Triagem

119

876

Triagem

103

950

Barra do Piraí

168

665

Barra do Piraí

150

757

Barra do Piraí

144

730

62

863

Nova Iguaçu

317

570

Nova Iguaçu

322

838

339

551

Piraí

142

998

Piraí

135

1.069

Piraí Nova Iguaçu

  O Programa de Remuneração Variável é baseado em resultados de equipe e corporativos, além  de aspectos individuais. Para os executivos, além de metas corporativas, são contratadas, por  “Somos a terceira maior do nosso  meio de Compromissos de Gestão, metas específicas dentro de sua área de atuação, alinhadas  à  estratégia  da  empresa.  Em  2008,  as  metas  globais  do  PLR  contemplaram  aspectos  de  setor, mas nosso tamanho nem se  sustentabilidade,  como  taxa  de  freqüência  de  acidentes,  número  de  acidentes  com  veículos  e  compara à Light. No entanto a gente  número de novas certificações e recertificações ambientais.  descobriu que certos valores das duas  Dentre  os  principais  benefícios  oferecidos  destacamos:  plano  de  saúde,  plano  odontológico,  programa  psicopedagógico  (reembolso  de  despesas  com  reabilitação  para  empregados  e  dependentes  com  deficiências  neuropsíquicas),  previdência  privada  (Braslight)  e  auxílio­creche.  Desde  2007  a  empresa  deixou  de  contratar  empregados  por  tempo  determinado  e  todos  os  benefícios são iguais para qualquer empregado. [LA3] 

companhias são muito parecidos:  respeito ao meio ambiente, respeito  às pessoas e a integração com a  comunidade.” 

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Mais Valor 

Fernando Berardo – Wirex    

(fornecedor)

Previdência complementar  

A Light  é  patrocinadora  da  Fundação  de  Seguridade  Social  Braslight,  entidade  fechada  de  previdência  complementar,  sem  fins  lucrativos.  Instituída  em  1974,  tem  a  finalidade  de  garantir  renda  de  aposentadoria  aos  empregados  vinculados  à  Fundação  e  de  pensão  aos  seus  dependentes. Possui os seguintes planos:  Planos  A/B –  Inibidos  ao  ingresso  de  novos  participantes,  têm  regime  de  benefício  definido.  Sua  taxa  de  custeio  anual,  aportada  por  participantes e patrocinadora, é determinada com base em estudos atuais, pelo regime de capitalização.  Plano C – Conjuga os regimes de benefício definido e de contribuição definida. Recebeu migração de 96% por cento dos participantes ativos  dos  demais  planos.  Para  formar  os  fundos  de  custeio  dos  benefícios  do  tipo  contribuição  definida,  o  participante  escolhe  o  nível  da  contribuição que deseja aportar; a contribuição da patrocinadora é calculada de acordo com o Regulamento do Plano C.  O regulamento completo dos planos, que especifica os benefícios e regras de contribuição, está disponível no site da Braslight, no endereço  http://www.braslight.com.br. [EC3]  BENEFÍCIOS DOS PLANOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR DA BRASILIGHT  Planos A/B

Plano C

Suplementação de aposentadoria por invalidez; suplementação de aposentadoria por tempo de serviço; suplementação de aposentadoria por idade; suplementação de auxílio-doença, além dos institutos: benefício proporcional diferido, resgate e portabilidade.

Renda de aposentadoria plena; renda de aposentadoria antecipada reduzida; aposentadoria por invalidez; e auxíliodoença, além dos institutos: benefício proporcional diferido, resgate e portabilidade.

  Déficit técnico  Em  02  de  outubro  de  2001  a  Secretaria  de  Previdência  Complementar  aprovou  contrato  para  o  equacionamento  do  déficit  técnico  e  refinanciamento das reservas a amortizar, que está sendo pago em 300 parcelas mensais a partir de julho de 2001, atualizadas pela variação  do IGP­DI (com um mês de defasagem) e juros atuariais de 6% ao ano.  De acordo com relatório de avaliação atuarial emitido em 19 de janeiro de 2009, no 4º trimestre de 2008 a Braslight efetuou a mudança de  sua  tábua  geral  de  mortalidade,  passando  a  adotar  a  tábua  AT­83.  Essa  mudança  ocorreu  para  atender  à  Resolução  CGPC  nº 18,  de  28  março  de  2006.  O  resultado  atuarial  do  exercício  e  a  alteração  da  tábua  resultaram  em  um  aumento  de  R$71,8  milhões  no  contrato  de  equacionamento do déficit.  Os valores dos déficits técnicos do Plano A/B e do subplano de Benefício Definido Saldado do Plano C totalizaram R$ 1.031,2 milhões em 31 de  dezembro de 2008.    

Treinamento e Desenvolvimento  

A Academia  Light,  definida  como  um  centro  de  gestão  de  conhecimento  e  desenvolvimento  humano  dos  empregados  da  empresa,  está  estruturada em quatro escolas de aprendizagem: Liderança, Desenvolvimento Pessoal, Técnica e Comércio.     Em conformidade com o previsto em seu planejamento para 2008, a Academia Light realizou uma média de 55,2 horas de treinamento por  empregado,  em  programas  presenciais  focados  nos  objetivos  da  instituição:  desenvolver  integralmente  os  empregados,  alinhando  os  processos de aprendizagem à estratégia, missão e valores da Light. Os programas realizados contribuíram significativamente para o alcance  dos resultados empresariais em 2008.  [LA10] MÉDIA DE HORAS DE TREINAMENTO POR ANO, POR FUNCIONÁRIO, DISCRIMINADAS POR CATEGORIA FUNCIONAL    Natureza do Cargo Administrativo

H/H médio 2006

H/H médio 2007

H/H médio 2008

11,6

28,6

59,4

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Mais Valor 

Gerencial

90,1

142,8

31,3

Operacional

52,5

48,4

66,9

Profissional Técnico Média Geral

34,5

29,7

42,5

114,8

55,8

47,4

69

53

55,2

Na modalidade de ensino à distância, destacaram­se o curso de direção defensiva, o Portal de Desenvolvimento e o Curso de Ética.   Escolas

Escola de Liderança

Objetivos

Principais Programas

Ferramentas de Gestão (Como elaborar um Plano de Ação)

Orientação Resultados

Desenvolver nos gestores habilidades para liderar pessoas, gerenciar processos e serviços, e multiplicar conhecimento, a missão e os valores da empresa para suas equipes. É responsável por soluções educacionais que desenvolvam nos gestores competências humanas e empresariais, levando-os a atuarem criativa e   eficazmente na liderança da Gente da Light e no gerenciamento dos processos.  

Horas Totais de Treinamento

Participações

3.243

328

100.526

6.854

89.865

6.216

14.816

1.998

para

Governança Corporativa Negociação Negociadores

com

Programa Comunicador

Líder

Portal Havard Mentor

Manager

Formação de Coaches

Escola Técnica

Segurança NR10

Programa Operacional

Direção Defensiva

Programas de Atualização em TI

Desenvolver e coordenar as atividades educacionais para capacitação e atualização tecnológica dos profissionais das áreas de: geração, operação, transmissão e distribuição de energia elétrica; tecnologia da Informação; materiais; equipamentos e segurança no trabalho.

Proteção Elétricos

Técnico

de

Sistemas

Formação de Treinadores

Workshop para Engenheiros

Novos

Workshop Projetos e Ações Estratégicas – Visão Light e Visão Mercado

Escola de Desenvolvimento Pessoal

Integração de Empregados

Bolsas de Graduação

Programa de Educação de Jovens e Adultos

Atender as necessidades de integrar os novos empregados, formar e desenvolver jovens aprendizes, estagiários, trainees, complementar a formação educacional(incluindo aperfeiçoamento e especialização) e oferecer programas que estimulem o desenvolvimento pessoal e profissional da gente   da Light;

Língua Inglesa Atualização em Técnicas de Redação

Programa Desenvolvimento Trainees

Programa + Valor. Portal Havard Mentor

Escola de Comércio

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Treinamentos Sistemas LIBRAS

Workshop Tecnologias

Atender as necessidades educacionais dos negócios das Empresas do Grupo Light, do seu desenvolvimento comercial, das técnicas administrativas e de gestão e da integração de sua cadeia produtiva, dos processos e dos negócios em um contexto maior econômico, político e social, do   desenvolvimento da concessão e de responsabilidade social e ambiental.

Novos

de de

Manager nos Novas

Ciclo de Palestras – Melhorias de Processos Ciclo de Palestras – Aspectos Jurídicos

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Mais Valor 

Programa de Reforço a Cultura Ética Programa de Formação de Auditor ISO 14000

Programa Mais Valor  

Para dar suporte ao Plano de Valorização da Light, o novo plano tático instituído em 2008 que tem como objetivo dobrar o valor de mercado  da  empresa  nos  próximos  dois  anos,  a  Academia  Light  lançou  em  2008  o Programa  Mais  Valor,  voltado  para  o  alinhamento  da  cultura  organizacional aos objetivos do plano tático. Nos meses de setembro e outubro, o programa capacitou 100% dos empregados, com um índice  de aprovação de 88,9% entre os participantes. O item melhor avaliado foi o alinhamento do programa com a estratégia organizacional.  Outros  destaques  da  atuação  da  Academia  Light  em  2008  foram  os  programas Face  a  Face  (encontros  trimestrais  entre  gestores  e  suas  equipes), Líder Comunicador (capacitação de líderes) e o Programa Light de Educação de Jovens e Adultos (em parceria com o SESI).  VEJA O VÍDEO  A imagem da Light pelo olhar dos empregados             

Definição de competências e Sistema de gestão de desempenho  

Dentro do  escopo  do  projeto  Cultura  de  Resultados  e  Mérito,  definido  no  Plano  de  “A parceria com a Light, quando o tempo  Valorização, as competências organizacionais e humanas da Light passarão por uma revisão  no primeiro semestre de 2009, com a implantação de um modelo de gestão de desempenho,  tá chuvoso... Sempre quando a gente  a partir das novas competências definidas.  liga eles estão prontos para atender.  Com  essa  iniciativa,  os  empregados  passarão  a  conhecer  com  clareza  as  expectativas  da  Chegam na comunidade, sempre  organização  quanto  ao  seu  desempenho.  Isso  impulsionará  e  viabilizará  o  processo  de  colocamos algum funcionário da  feedback  individual  dos  pontos  fortes  e  oportunidades  de  melhoria,  assim  como  a  evolução  associação para acompanhar, para que o  contínua da performance das equipes.   serviço seja sempre bem atendido. Pode  estar chovendo, ou se está interditada a  comunidade por qualquer outro tipo de  evento, a gente diz que não pode, marca  para outro dia. Esse tipo de parceria 

Em 2008 foram realizadas as avaliações de todos os membros da diretoria. A avaliação dos  demais gestores com relação ao mesmo período será realizada no início de 2009, juntamente  com o processo de apuração e conclusão dos compromissos de gestão e o mapeamento dos  sucessores.  Em  relação  aos  demais  empregados,  a  definição  de  competências,  treinamento  no  processo  de  gestão  de  desempenho  e  preparação  para  avaliação  em  2010  estão  previstas para acontecer em 2009. [LA11] [LA12] 

acontece”. Reginaldo Felix ­  Presidente da  Associação de Moradores do Morro da 

  “A gente só constrói um Estado forte, só    

Formiga   Acordos sindicais  

promove o desenvolvimento econômico,  social e cultural deste estado com todos  os agentes sociais envolvidos. A Light  tem sido uma empresa para o 

desenvolvimento do Estado e para o  A  Light  e  os  sindicatos  firmaram,  em  2008,  três  acordos  formais:  o  Acordo  Coletivo  de  desenvolvimento cultural., A Light é  Trabalho, o Acordo de Participação nos Lucros e Resultados e o Acordo de Responsabilidade  Social, que abrangem 100% dos empregados. O Acordo de Responsabilidade Social é parte  uma empresa que tem um investimento  integrante  dos  contratos  de  serviço  e,  portanto,  a  responsabilidade  por  garantir  seu  e uma política de cultura muito  cumprimento é estendida às empresas contratadas.  [LA4]  consistente.”  A Comissão de Conciliação Prévia (CCP) foi instituída em 2008 a partir de proposta da Light,  Adriana Rattes – Secretária Estadual de  por  termo  aditivo  ao  Acordo  Coletivo  de  Trabalho  assinado  entre  a  Light  e  o  sindicato  Cultura  majoritário. Tem a função de conciliar conflitos individuais de trabalho.   Este  conceito  de  remuneração  está  alinhado  ao  valor  Foco  nos  Resultados,  segundo  o  qual  todos  os  empregados  são  beneficiados  com  o  melhor  desempenho  da  empresa.  Os  salários  foram  reajustados  em  5,1%,  com  exceção  dos  gestores,  que  tiveram  a  remuneração  fixa 

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Mais Valor 

mantida. O ganho real de remuneração desses profissionais será apurado a partir do resultado do EBITDA, de metas globais específicas e da  participação dos empregados nesses resultados.      Temas de Saúde e Segurança cobertos nos acordos sindicais formais  firmados com a Light no último Triênio [LA9]  Acordo Coletivo de Trabalho Adicional de reabilitação para acidentados do trabalho;

Acordo de Responsabilidade Social Saúde e segurança dos empregados: Ambiente de trabalho favorável à segurança e à saúde física e mental;

Auxílio-doença/adicionais – acidentados e portadores de doenças profissionais; Complementação do auxílio-doença;

Treinamento para a segurança; Investimentos que não comprometam a saúde e a segurança do pessoal e das populações vizinhas;

Assistência aos aposentados por invalidez;

Implementação de ações destinadas a prevenir os riscos profissionais, particularmente os acidentes de origem elétrica e os acidentes de trânsito;

Indenização por invalidez ou morte em acidente do trabalho;

Ações de sensibilização em favor de grandes causas de saúde pública e de prevenção das práticas de dependência química;

Assistência social e psicológica;

Manutenção da CPPA (Comissão Permanente de Prevenção de Acidentes), como fórum supra Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs), com a participação da direção/gestores da Empresa, dos sindicatos e de outras entidades representativas;

Exame periódico de saúde; Licença para acompanhamento hospitalar de dependentes; Primeiros socorros; Comitê Permanente de Prevenção de Acidentes; Comunicado de acidente do trabalho; Análise da água; Atas de Reunião das Cipas;

Ações de certificação em matéria de saúde/segurança e meio ambiente.

Saúde e segurança de prestadores de serviço: Vigilância às práticas de nossos prestadores de serviços em matéria de respeito à lei, saúde/segurança, comportamento ético com os clientes e respeito ao meio ambiente.

Proteção social, especialmente em matéria de cobertura de acidente do trabalho, saúde e aposentadoria: Cobertura por sistemas de proteção social aos empregados que assegurem sua dignidade física e moral em caso de acidente do trabalho, de doença etc.

Doenças profissionais; Brigadas de incêndio e de defesa civil; Plano de saúde; Prestadores de serviço.

  O  Acordo  de  Responsabilidade  Social  prevê  a  comunicação  antecipada  aos  Sindicatos  signatários  e  o  acompanhamento  social  das  reestruturações organizacionais que a empresa venha a fazer, assim como o compromisso da Light em implementar as melhores práticas de  orientação profissional, auxílio na recolocação externa, treinamento pontual e outras providências. [LA5]  Esse compromisso baseia­se em três princípios estabelecidos no Acordo de Responsabilidade Social: 

Princípio da antecipação

Transparência nas informações prestadas sobre as decisões estratégicas que venham a ser tomadas pela empresa; Ações destinadas aos empregados que venham a facilitar as evoluções necessárias.

Princípio de diálogo social com os Sindicatos e representantes dos empregados

Informações e diálogo permanente sobre os desafios econômicos, as conseqüências das decisões e a boa adaptação das medidas individuais e coletivas de acompanhamento, assim como o monitoramento de sua aplicação.

Princípio de responsabilidade em relação aos empregados e às economias locais

Limitar, tanto quanto possível, as conseqüências sociais para os empregados envolvidos e para o equlíbrio econômico dos territórios. Para tanto, devem ser sistematicamente examinadas as medidas que têm o propósito de evitar ou limitar, tanto quanto possível, as demissõoes coletivas forçadas (medidas de mobilidade dentro do Grupo, mudança de atividade etc)

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Mais Valor 

 

Pesquisa de clima  

A partir  dos  resultados  da  Pesquisa  de  Engajamento  Light  (2007),  desenvolvida  pela  consultoria  Great  Place  to  Work,  especializada  na  aplicação de pesquisas de clima organizacional, a empresa pôde conhecer mais a fundo seus pontos fortes e oportunidades de melhoria na  visão  dos  empregados.  Um  Grupo  de  Trabalho  definiu  as  ações  a  serem  implementadas,  com  o  objetivo  de  alcançar  maior  satisfação  principalmente nas dimensões de credibilidade, respeito e imparcialidade, que receberam menor pontuação na pesquisa – além de aprimorar  os mecanismos de comunicação interna, outra necessidade identificada.   Iniciativas propostas no Plano de Ação   Melhoria do ambiente físico   Programa Qualidade de Vida   Projeto de Segurança do Trabalho   Programa Educação de Jovens e Adultos   Rodeio Light de Eletricistas   Consolidação da Academia Light   Programa Mais Valor   Programa Líder Comunicador   Revisão do Programa Face a Face   Plano de Cargos   Revisão do Programa de Recrutamento Interno – Oportunidade Light   Política de Valorização da Diversidade  A próxima medição da pesquisa de clima está prevista para 2009, após a implementação de 100% do Plano de Ação. O objetivo é alcançar um  índice de satisfação dos empregados superior ao registrado em 2007.    

Combate à corrupção  

A Light adota a postura de não tolerância frente às práticas de corrupção. Com base em seu Código de Ética e na atuação do Comitê de Ética,  repudia toda e qualquer forma de corrupção, prática considerada infração direta ao Código.  Para  reforçar  essa  postura,  a  companhia  desenvolveu  em  2008  o  Programa  de  Reforço  da  Cultura  Ética,  que  abordou  os  temas  Ética  e  procedimentos anticorrupção, em versão online e presencial. O treinamento apresenta questões relativas à ética e à corrupção e ressalta as  razões pelas quais a transparência, a prevenção e o combate à corrupção entraram com intensidade na pauta das grandes empresas.   Além  de  destacar  o  valor  do  comportamento  ético  e  sua  aplicação  no  dia  a  dia,  o  programa  enfatiza  as  regras  de  conduta  e  os  comportamentos esperados. Apresenta também os instrumentos e procedimentos internos e externos que a empresa possui para combater a  corrupção, como o Código e o Comitê de Ética a Ouvidoria o Disque­Light Denúncia e as políticas e normas internas.  Em 2008, foram priorizados os empregados que trabalham nas áreas identificadas como de maior exposição ao risco (Operação de Campo,  Atendimento, Aquisição e Logística, Tesouraria, Segurança do Trabalho). [SO3]    Percentual de empregados da organização treinados nas políticas e procedimentos anticorrupção

50,34% do total de 3.732 empregados. Gestores

%

Não gestores

%

130

60%

1.749

50%

Número total de empregados treinados, diferenciados entre gestores e não gestores Total de empregados treinados

1.879

    Padrões éticos e análise de denúncias   Dentre os padrões de trabalho que previnem a ocorrência de casos de corrupção ou conflitos de interesse na Light, a Mesa de Compras é um  dos destaques. Nessa Mesa são aprovadas todas as compras de valor superior a R$ 100 mil, por um colegiado que reúne representantes das  áreas de Compras, Financeiro, Tesouraria e Jurídico. Outro instrumento importante de controle é a análise mensal dos relatórios de utilização  de transações do sistema comercial SAP. Todas as solicitações e aprovações de compra de materiais e contratação de serviços seguem os  parâmetros estabelecidos na matriz de competência correspondente. [SO2] 

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Mais Valor 

Além das práticas normais do Comitê de Ética, a Light implementou, em 2008, um novo sistema de encaminhamento de denúncias que  envolvem irregularidades ou outros assuntos relacionados a seus empregados ou prestadores de serviços. Tais denúncias devem ser feitas  diretamente à Ouvidoria, que as encaminha à diretoria de Clientes, através da Gerência de Contratos e Serviços, onde são avaliadas pela  Autoridade da Ética.   No caso de empregados de empresas contratadas, essa avaliação é feita em conjunto com a Gerência e a prestadora de serviços. Caso se  confirme a procedência da denúncia, a Light cobra uma providência da prestadora de serviços. No caso de empregados, a denúncia é  direcionada ao Comitê de Ética e tem o mesmo tratamento das que entram através da Ouvidoria do Comitê. O resultado dos processos  concluídos é registrado no sistema e disponibilizado para consulta. [SO4]  Vale destacar que a Ouvidoria da Light conta com um canal exclusivo para denúncias anônimas.  

É importante  para  a  sustentabilidade Light a relação ética e transparente com a sua gente, traduzida numa atuação respaldada  em  políticas  claras,  objetivas  e  voltadas  para  o  bem­estar  dos  empregados.  Mais  do  que  cumprir  a  legislação  trabalhista,  a  Light  trabalha  para  garantir  um  ótimo  ambiente  de  trabalho,  propício  à  realização  pessoal  e  à  perspectiva  de  futuro,  alimentado  pelo  respeito mútuo e por uma atuação transparente também aos órgãos que representam os empregados, além da atenção constante  à saúde e segurança em todos os aspectos que envolvem o ambiente de trabalho e o respeito à diversidade e à livre expressão de  opinião. 

 

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Mercado = = = » Introdução  » Consumo por classe  » Uso da rede   “O Rio é Light” significa muito mais que um slogan publicitário. É a expressão de um vínculo essencial. Revela o quanto a sustentabilidade  da  empresa  está  relacionada  com  o  desenvolvimento  de  sua  área  de  influência,  a  cidade  e  o  Estado  do  Rio  de  Janeiro.  Em  tempos  de  interdependência, não há sucesso empresarial isolado, especialmente, no setor de prestação de serviços.    Assim  como  todo  o  país,  o  Rio  de  Janeiro  necessita  se  desenvolver  economicamente  para  corrigir  seus  desequilíbrios  sociais  e  não  comprometer  o  meio  ambiente.  Ao  prover  energia  e  soluções  para  seu  uso  eficiente,  a  Light  é  impulsionadora  desse  processo  de  desenvolvimento, ao mesmo tempo em que se beneficia por atuar em uma região com uma economia cada vez mais saudável e vibrante.  Por  isso,  integra­se  em  iniciativas  públicas  ou  privadas  em  temas,  como  o  aprimoramento  do  planejamento  urbano,  a  redução  da  informalidade ou a revitalização da indústria. Afinal, é a partir de uma demanda crescente por suas soluções que a Light poderá ampliar sua  geração de valor para todos.     9(-$29Ë'(2  

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A evolução do desempenho da Light ano a ano no fornecimento de seus serviços é essencial para garantir a ampliação de sua capacidade  de  sustentação  e  a  valorização  da  própria  companhia,  seja  no  mercado  de  capitais,  seja  na  percepção  da  própria  sociedade  como  uma  parceira fundamental ao desenvolvimento.   O  consumo  total  de  energia  elétrica  registrado  na  área  de  concessão  da  Light  em  2008,  considerando  clientes  regulados  e  livres,  foi  de  23.698 GWh, em linha com o ano de 2007, como resultado da estabilidade nos mercados regulado e livre. Ao final de 2008, a Light contava  com 3,9 milhões de clientes faturados, 1,2% a mais que o número registrado em dezembro de 2007. Em 2008 foram faturados 32 clientes  livres, dos quais três são autoprodutores. Nove geradores estão conectados à rede de distribuição da Light.    O  consumo  dos  clientes  regulados  foi  de  18.292  GWh  no  ano  de  2008,  em  linha  com  o  faturado  no  mesmo  período  de  2007.  Além  das  baixas temperaturas (efeito La Niña²), a interrupção do fornecimento de Energia Plus¹ para os clientes de alta e média tensão, a partir de  fevereiro deste ano, também foi fator de redução do consumo. Desconsiderado o efeito da Energia Plus (com menos 177 GWh faturados em  2008, em comparação com 2007), observou­se um crescimento de 0,9% do mercado regulado em 2008.    ¹Energia Plus é um pacote de energia oferecido aos grandes clientes com capacidade de geração própria, durante os horários de ponta.    ² De  acordo  com  os  boletins  climáticos  dos  institutos  de  meteorologia,  o  efeito  La  Niña  reduziu  de  forma  atípica  a  temperatura  do  ano  para  23,8oC,  em  comparação à média histórica de 24,5 oC dos últimos 20 anos.  

Em 2008, os clientes livres medidos consumiram 26 GWh, 0,5% a mais que em 2007; o consumo total no exercício foi de 5.406 GWh. Os  novos clientes medidos responderam por 41 GWh, que compensaram em parte o decréscimo de 15 GWh no desempenho dos clientes livres  já existentes. Em 2008, três clientes comerciais de média tensão migraram para o mercado livre; e um cliente da classe industrial, que se  encontrava no mercado livre (fontes alternativas), retornou ao mercado regulado.  

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Pagina 48


Mercado

= æ &RQVXPRSRUFODVVHV

  O segmento residencial participou com 40,4% do mercado regulado da Light e consumiu 7.388 GWh em 2008, 0,6% a mais que o mesmo  período de 2007. O consumo médio mensal por cliente³ , de 170,5 kWh/mês, registrou redução de 1,3% em relação a 2007. Em dezembro  de 2008, o número de consumidores residenciais era de 3.624.425, O incremento de 1,4% em relação a 2007 deve­se principalmente ao  crescimento do número de residências na área de concessão, o que resultou em novas ligações.  ³O consumo médio mensal por cliente refere­se à média dos consumos mensais durante o ano de 2008 

A participação da classe comercial regulada no consumo em 2008 foi de 32,0%; em relação a 2007, o incremento foi de 1,7% ou 96 GWh.  Vale destacar que a comparação entre os dois períodos ficou prejudicada, uma vez que os clientes comerciais de média tensão consumiram  40  GWh  de  energia  plus  em  2007,  contra  apenas  3  GWh  em  2008.  Desconsiderado  o  efeito  da  energia  plus,  o  crescimento  da  classe  comercial regulada seria de 2,3%.   O segmento industrial regulado respondeu por 10,3% do total do mercado regulado faturado;  o  consumo  foi  de  1.875  GWh  em  2008,  com  uma  variação  de ­6,8%  em  relação  ao  ano  “Eu fiquei encantado com esse  anterior. Deve ser considerado fator de redução, no período, o fato de clientes industriais de  alta e média tensão não estarem mais consumindo energia plus; no mesmo período de 2007,  Conselho. E de todos que participo,  esses  mesmos  clientes  consumiram  152  GWh  e,  em  2008,  apenas  12  GWh.  Sem  o  efeito  da  esse é o único em que o presidente  interrupção  da  energia  plus,  o  consumo  industrial  teria  um  desempenho  positivo  de  0,2%.  A  partir  de  julho  de  2008,  um  cliente  industrial  que  consumia  energia  de  fontes  vem perante o conselho para prestar  alternativas/incentivadas  (aproximadamente  8  GWh/mês)  voltou  a  ser  faturado  como  cliente  os devidos esclarecimentos, com  regulado.   transparência e eficiência, sem nada    Com  relação  às  demais  classes,  que  responderam  por  17,4%  do  mercado  regulado,  merece  a esconder.”  destaque  no  período  o  desempenho  positivo  dos  poderes  públicos  (7,2%)  e  dos  serviços  Francisco Paulino Campelo – PROCON  públicos  (5,8%);  no  total,  contudo,  o  consumo  apresentou  decréscimo  de  0,6%  em  comparação com 2007.     O consumo dos clientes livres comerciais cresceu 23,9% em 2008, com acréscimo de 56 GWh em relação ao ano anterior. Desse volume, 41  GWh correspondem aos novos clientes livres e 15 GWh ao maior consumo registrado por clientes já existentes. O consumo livre industrial  decresceu 0,7%, em consequência da redução de 7,2% no consumo do quarto trimestre de 2008.    

&216802'((1(5*,$(/e75,&$ Classe e tipo de cliente

2007 GWh

2008 GWh

Regulado

18.292

18.307

-15

-0,1

100,0%

Residencial

7.388

7.344

45

0,6

40,4%

Industrial

1.875

2.011

-136

-6,8

10,3%

Comercial

5.852

5.756

96

1,7

32,0%

Demais

3.177

3.197

-20

-0,6

17,4%

æ æ

2008 - 2007 GWh

Variação (%) 2008 vs 2007

Participação (%) 2008

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Mercado

Livre

5.406

5.380

26

0,5

100,0%

4.948

4.982

293

236

-34

-0,7

91,5%

56

23,9

5,4%

Residencial Industrial Comercial Demais

166

162

4

2,4

3,1%

23.698

23.687

11

0,0

100,0%

Residencial

7.388

7.344

45

0,6

31,2%

Industrial

6.823

6.993

-170

-2,4

28,8%

Comercial

6.144

5.992

152

2,5

25,9%

Demais

3.343

3.358

-16

-0,5

14,1%

Total

O segmento industrial regulado respondeu por 10,3% do total do mercado regulado faturado; o consumo foi de 1.875 GWh em 2008, com  uma variação de ­6,8% em relação ao ano anterior. Deve ser considerado fator de redução, no período, o fato de clientes industriais de alta  e média tensão não estarem mais consumindo energia plus; no mesmo período de 2007, esses mesmos clientes consumiram 152 GWh e,  em  2008,  apenas  12  GWh.  Sem  o  efeito  da  interrupção  da  energia  plus,  o  consumo  industrial  teria  um  desempenho  positivo  de  0,2%.  A  partir  de  julho  de  2008,  um  cliente  industrial  que  consumia  energia  de  fontes  alternativas/incentivadas  (aproximadamente  8  GWh/mês)  voltou a ser faturado como cliente regulado.  

Uso da rede  

Em 2008, a energia transportada pela rede totalizou 8.025 GWh, volume superior em 0,1% ao transportado no mesmo período de 2007.  Desse  total,  o  volume  transportado  para  os  clientes  do  mercado  livre  cresceu  0,5%,  enquanto  o  destinado  a  outras  concessionárias  foi  inferior em 0,7% ao do ano de 2007. 

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Mercado

=

= =

É importante para a sustentabilidade da Light conhecer bem o seu mercado, de modo a avaliar corretamente os desafios e  oportunidades para fazer face à demanda atual e ao crescimento projetado.

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Desempenho Operacional = =

=

= » Perdas = » Inadimplência= » Qualidade Operacional =

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Perda de  energia  é  a  diferença  entre  o  volume  de  energia  elétrica  disponibilizada  na  rede  elétrica  para  uso  dos  clientes  e  o  volume  de  energia efetivamente faturado pela Light.     Entre  perdas  técnicas  (ocorridas  no  processo  de  transmissão  e  distribuição)  e  perdas  não­técnicas  (furtos  de  energia  ou  deficiências  técnicas em equipamentos e processos), as perdas totais sobre a carga fio foram sensivelmente reduzidas em 2008; o saldo, equivalente a  20,23% do total da energia que circulou na rede da empresa no período, representa uma redução de 0,45 p.p. em relação a 2007.     No ano de 2008 a Light intensificou suas ações de combate às perdas. A partir de junho de 2008, merecem destaque a inauguração do  Centro de Controle de Medição (CCM) e a adoção de novas tecnologias para identificação e redução de perdas, em associação às ações  convencionais  que  já  vinham  sendo  praticadas.  Para  tal,  o  investimento  na  redução  de  perdas  passou  do  patamar  de  R$  70  milhões  em  2007 para um montante superior a R$ 150 milhões em 2008. Isso resultou numa redução de 0,53 p.p. nas perdas não­técnicas sobre carga  fio e de 207 GWh (2,8% a menos), em comparação com o ano anterior. Essa importante conquista da Light demonstra que, a despeito das  condições sócio econômicas da sua área de concessão, vem conseguindo melhorar o nível de recuperação de perdas nos últimos três anos.  Os  maiores  investimentos  permitiram  ampliar  o  combate  ao  crescimento  vegetativo  das  perdas,  que  têm  maior  incidência  nas  áreas  informais  ou  naquelas  onde  há  restrições  à  circulação.  Nessas  últimas,  a  atuação  das  equipes  que  combatem  a  indústria  da  fraude  é  extremamente dificultada, ou mesmo impedida.    Em 2008 o número de normalizações (remoção das fraudes com regularização dos equipamentos de medição) e substituição de medidores  cresceu 64% em comparação com o ano anterior. Além disso, a inteligência foi aprimorada, principalmente com a adoção de software de  identificação  e  controle  de  inspeções.  Trata­se  de  uma  ferramenta  de  inteligência  que  identifica  potenciais  desvios  de  faturamento  e  monitora os resultados das medidas corretivas. Com isso é possível otimizar os investimentos, aprimorar as análises e direcionar melhor as  ações voltadas para aumentar a eficiência do processo e para a melhoria continua da produtividade.     Os resultados já se fazem sentir: entre janeiro e dezembro de 2008, mais de 282 mil consumidores foram inspecionados pelas equipes de  combate ao furto de energia. A negociação dos débitos de clientes com fraude constatada obteve um incremento de 80%, equivalentes a  130  GWh,  em  termos  de  energia  recuperada  (o  faturamento  da  diferença  entre  a  energia  faturada  e  a  estimativa  do  consumo  para  o  período em fraude).    Em  complemento  ao  processo  convencional  de  combate  às  perdas,  a  companhia  vem  investindo  em  novas  tecnologias  de  medição  e  proteção da rede de distribuição. No ano de 2008, foram instalados mais de 62 mil medidores eletrônicos, individuais e centralizados, com  comunicação direta com o CCM, em paralelo à instalação de mais de 120 km de rede com tecnologia de cabos multiplexados. O CCM, que  começou  a  operar  junho  de  2008,  é  responsável  pelo  gerenciamento  automatizado  dos  processos  de  leitura,  corte,  religação  e  também  pela identificação de irregularidades ou fraudes na medição.     No  final  de  2008,  a  Light  iniciou  ações  concentradas  de  combate  ao  furto  de  energia  em  regiões  de  elevados  índices  de  perdas ­  onde,  historicamente,  as  ações  convencionais  não  vinham  produzido  resultados  eficazes.  Foi  concluída  a  instalação  de  medidores  individuais  eletrônicos em condomínios de alta renda nas regiões da Barra e São Conrado, com prioridade para redução de perdas em locais onde há  clientes com alto consumo de energia, o que possibilita um rápido retorno do investimento. Nas ações concentradas, um grande efetivo de  equipes  de  inspeção  e  normalização  é  deslocado  para  a  região,  onde  trabalha  em  conjunto  no  combate  às  fraudes  e  realiza  um  monitoramento  constante  dos  casos  de  reincidência.  Com  a  avaliação  dos  resultados  dessas  ações,  são  definidas  as  áreas  para  o  programa de novas tecnologias e blindagem da rede.    Para 2009, estão planejados investimentos ainda maiores no combate às perdas, com base no excelente resultado obtido pelas iniciativas  realizadas em 2008. A instalação de novos medidores eletrônicos deve ultrapassar 100 mil unidades no ano de 2009, atingindo cerca de  160  mil  clientes  e  perfazendo  mais  de  800  km  de  blindagem  de  rede.  O  conjunto  dos  investimentos  tem  como  meta  alcançar  o  patamar  regulatório das perdas, definido na revisão tarifária de novembro de 2008 em 19,15% sobre a carga fio. 

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Pagina 52


Desempenho Operacional 

O combate  à  inadimplência  prosseguiu  em  2008,  dentro  das  diretrizes  do  plano  definido  pela  administração  em  2007.  Os  focos  foram  mantidos: segmentos de maior impacto na arrecadação, recuperação de saldos vencidos e ações regulares de disciplina de mercado. Como  resultado, a taxa de arrecadação total da Light atingiu 98,2% no ano de 2008, bem alinhada à meta de 98,8% para o período, apesar de  1,2% inferior ao percentual registrado no ano anterior. Esse resultado é consequência da regularização do pagamento do fluxo das contas  mensais, a que se somam os débitos negociados com outros segmentos importantes: Poder Público, grandes clientes privados e maiores  faturamentos do varejo.    A Light registrou uma arrecadação adicional equivalente a R$ 401,6 milhões em 2008, se compararmos o resultado do período com a taxa  obtida  no  ano  de  2006.  Esse  incremento  decorre  sobretudo  do  esforço  empreendido  pela  nova  gestão  da  companhia  para  reduzir  a  inadimplência – que deu frutos já em 2007, quando a taxa de arrecadação deu um salto em relação à sua média histórica e atingiu um novo  patamar, que vem sendo mantido desde então.  

æ = Segmentação do Varejo  Em  2008  a  Diretoria  de  Clientes  foi  reestruturada,  em  sequência  à  unificação,  em  2007,  da  estrutura  organizacional  responsável  pelas  ações de cobrança. Várias gerências deixaram de ser subordinadas às Superintendências Regionais, o que trouxe maior agilidade e foco às  atividades operacionais, inclusive a de corte por inadimplência. A atuação incisiva em cortes por falta de pagamento gerou, em 2008, uma  média mensal de 70 mil cortes no ano. No ano, 400 mil CPFs foram negativados junto aos órgãos de proteção ao crédito; desses, a maioria  eram clientes em áreas de risco, onde a dificuldade para realizar o corte é maior. Numa ação intensificada, a Light protestou 657 títulos em  2008. O conjunto dessas medidas teve um impacto significativo na melhoria da arrecadação.    Os maiores faturamentos deste segmento passaram a ser acompanhados por uma coordenação criada exclusivamente com esta finalidade.  Foi adotada uma régua de cobrança diferenciada, que tem como foco reduzir o prazo entre o vencimento da fatura e o aviso de corte. Em  dezembro de 2008, a taxa de arrecadação acumulada no ano para esta carteira atingiu o patamar de 103,2 %, bem superior ao resultado  de  2007  (99,5%)  devido  à  disciplina  de  mercado  implementada  para  esses  clientes,  com  a  arrecadação  do  fluxo  e  também  das  parcelas  negociadas.    O conjunto dessas ações gerou, para o segmento varejo, uma taxa de arrecadação acumulada no ano até de 94,2%.    A provisão para clientes duvidosos em 2008 representou 3,2% da receita bruta de faturamento de energia (R$ 233,4 milhões, superior em  0,8%  à  de  2007,  notadamente  em  função  de  um  ajuste  da  ordem  de  R$  42,1  milhões  no  cálculo  da  provisão  sobre  saldos  vencidos  de  parcelamentos.  Desse  montante,  R$  21,7  não  são  recorrentes.  Desconsiderado  tal  ajuste  e  uma  reversão  da  provisão  de  débitos  da  Supervia,  ocorrida  no  quarto  trimestre  do  período  anterior,  a  provisão  de  2008  representou,  na  realidade,  2,9%  da  receita  bruta  do  faturamento de energia, em comparação aos 3,7% que seriam registrados em 2007.   

Segmentos de média e alta tensão – clientes privados 

= A Light  desenvolve  com  esses  clientes  uma  política  de  permanente  contato  e  estabelece  prazos  rigorosos  para  a  suspensão  do  fornecimento,  em  conformidade  com  a  Resolução  456/00  da  ANEEL,  além  da  negativação  dos  clientes  e  do  protesto  dos  débitos.  Outra  medida importante é a viabilização de acordos em processos judiciais de cobrança, que resultam na recuperação de dívidas antigas e na  normalização do fluxo corrente de pagamentos dos clientes. O conjunto destas ações é uma importante ferramenta para manter da taxa de  arrecadação, que no ano de 2008 atingiu 100,0% do montante faturado.  

æ = Atuação junto ao poder Público  A Light manteve a atuação institucional junto aos poderes públicos municipal, estadual e federal; para isso adotou uma política pautada em  ações de aproximação e de reciprocidade, que possibilitou êxito em negociações importantes para a empresa.    A Light realiza um trabalho pró­ativo junto ao Governo do Estado do Rio de Janeiro e às prefeituras, com vistas à formação de parcerias  estratégicas  que  contribuam  para  o  desenvolvimento  sócio­econômico  da  área  de  concessão.  É  também  relevante  a  ação  desenvolvida  junto  ao  Congresso  Nacional,  Assembléia  Legislativa  do  Rio  de  Janeiro –  ALERJ  e  Câmaras  Municipais  em  todo  o  estado,  em  defesa  dos  legítimos interesses da organização.     O  fluxo  mensal  de  pagamentos  está  regularizado,  sem  contar  a  recuperação  de  dívidas  de  exercícios  anteriores  a  2007;  a  taxa  de  arrecadação acumulada no ano de 2008 foi de 110,2%.    &('$(  ­ Em 2007, o saldo acumulado vencido de R$ 118 milhões foi negociado. Desde então, o cliente vem honrando o pagamento do fluxo  mensal do seu faturamento, além das parcelas de R$ 2 milhões. No ano de 2008, a taxa de arrecadação acumulada ficou em 135,8%.    6XSHUYLD – Os pagamentos relativos à negociação (2007) da dívida de R$ 169 milhões da Supervia vêm sendo realizados rigorosamente 

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Desempenho Operacional 

nos termos do acordo; o índice de arrecadação acumulado no ano de 2008 foi de 109,1%. 

Qualidade Operacional  

Em 2008,  a  Companhia  intensificou  o  seu  programa  de  investimentos  para  melhoria  da  qualidade  e  aumento  de  capacidade  da  rede  de  distribuição,  com  um  total  de  R$  85  milhões  realizados,  em  comparação  a  R$  54  milhões  no  ano  anterior.  Em  2008,  647  km  de  redes  convencionais foram substituídos por redes spacer­cable, contra 26 km em 2007. Vale destacar que as novas redes permitem que os cabos  fiquem  mais  próximos  uns  dos  outros,  mesmo  perto  de  galhos  de  árvores;  com  isso  há  menos  risco  de  curtos­circuitos  e,  consequentemente, menos interrupções no fornecimento de energia elétrica. Além disso foram instaladas 373 chaves telecomandadas no  período,  em  comparação  a  33  no  ano  passado.  Realizaram­se,  em  2008,  1.897  intervenções  em  linhas  aéreas  previstas  no  Plano  de  Manutenção, contra 1.400 em 2007.     Em função do grande volume de investimentos na rede, que acarretou aumento do número de desligamentos programados, os índices de  qualidade do fornecimento da Light em 2008 decresceram, em comparação com o ano anterior. Somam­se a isso os impactos das condições  meteorológicas  observadas  em  2008,  que  também  afetaram  negativamente  os  indicadores  de  continuidade.  Em  2008,  os  índices  pluviométricos aumentaram 33%; ao todo foram 1.200 mm de chuva, em comparação aos 900 mm registrados em 2007. 

[PR9] MULTAS RECOLHIDAS DEC/FEC 

Valor monetário de multas pagas à Aneel relativas ao fornecimento e uso de produtos e serviços (R$ mil nominais)

2005

2006

2007

0

4.450

26

É IMPORTANTE PARA A SUSTENTABILIDADE da Light o desafio constante combater as  perdas, a informalidade e a inadimplência diante das especificidades da área de  concessão, de modo a assegurar uma receita compatível com a energia efetivamente  distribuída e faturada.

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Relacionamento com Fornecedores = =

=

= » Estímulo a Qualidade = » Seleção e Monitoramento = » Ética e Desenvolvimento = » Avaliação= » Gestão de Empresas Contratadas  = » Apoio aos Fornecedores no Rio de Janeiro 

æ = = (VWtPXORD4XDOLGDGH

O relacionamento  com  os  fornecedores  na  Light  se  desenvolve  tradicionalmente  em  várias  frentes:  reuniões,  workshops,  visitas,  treinamentos,  participação  em  congressos  e  feiras,  distribuição  de  jornal  corporativo  e  extensão  de  campanhas  de  extrema  importância,  como  a  de  Segurança  no  Trabalho.  Em  março  de  2008,  a  Light  realizou  um  movimento  inovador:  o  evento “Construindo  Resultados – Encontro de Fornecedores Light”, com o objetivo de estreitar ainda mais esse relacionamento.     Dentre  os  120  fornecedores  convidados,  a  empresa  teve  o  cuidado  de  assegurar  a  participação  de  todos  aqueles  considerados  mais  críticos. Participaram também os responsáveis por materiais e serviços operacionais e corporativos, assim como os que detêm os maiores  faturamentos.     Na ocasião os fornecedores, gestores de contratos, membros da equipe de Compras e Diretoria compartilharam os objetivos estratégicos e  os processos de negócio da Light. Os fornecedores tiveram espaço para uma sessão de perguntas e respostas com a Diretoria da empresa  e ainda responderam a uma pesquisa no final do workshop.    A pesquisa trouxe informações importantes à reflexão das partes: a) apresentou temas de interesse de nossos fornecedores; b) mostrou  que houve uma participação heterogênea de nossos fornecedores; c) demonstrou que os canais de comunicação da Light mais utilizados  pelos fornecedores são telefone (24%), correio eletrônico (22%), gestor do contrato (20%), comprador (17%), ferramenta de e­commerce  (10%) e website (7%); e d) registrou a percepção desses stakeholders quanto ao website da Light, à postura de transparência, à gestão  de  fornecedores,  influência  de  adoção  de  boas  práticas  de  responsabilidade  social,  acesso  aos  representantes  da  empresa  para  discutir  questões de interesse mútuo e avaliação do evento.     Na  oportunidade,  todos  os  participantes  receberam  um  exemplar  do  Manual  de  Compras  elaborado  pela  Light.  A  publicação  contém  os  fundamentos,  princípios  e  processos  que  norteiam  a  atividade  de  compras  da  empresa,  apresenta  os  canais  de  comunicação  instituídos  para facilitar o contato entre as partes e ressalta, com clareza, o que é esperado do fornecedor. Além disso, foi inaugurado e divulgado o  SAC de Compras, mais um canal de relacionamento entre a área de Compras, fornecedores e clientes internos.     Durante  o  encontro  aconteceu  também  a  primeira  premiação  de  Qualidade  no  Fornecimento  da  companhia.  Foram  contemplados  doze  fornecedores,  escolhidos  em  função  dos  seguintes  critérios  de  seleção:  qualidade,  prazo  de  atendimento,  nível  de  serviço,  comprometimento, eficiência no atendimento, criação de valor, inovação tecnológica, sustentabilidade e proatividade.     Tendo em vista o sucesso e a importância desse evento, a Light decidiu repeti­lo nos anos seguintes. O próximo, que ocorrerá em 30 março  de 2009, terá como base a pesquisa respondida pelos participantes da primeira edição do evento e abordará os seguintes temas:  3ODQR(VWUDWpJLFRHGHVDILRVGDHPSUHVD ([SHFWDWLYDGDVRSHUDo}HVJHVWmRGHHPSUHVDVFRQWUDWDGDVHSODQRGHLQYHVWLPHQWRV &RQWUDWRVGHJHUDomRGHHQHUJLD 6HJXUDQoDQRWUDEDOKRHGLYHUVLGDGH &RQGLo}HVJHUDLVFRQWUDWXDLV $ /LJKW QR FRQWH[WR GD UHWRPDGD GR GHVHQYROYLPHQWR GR 5LR GH -DQHLUR H 6XVWHQWDELOLGDGH QD &DGHLD ,QWHJUDGD GH 6XSULPHQWRV O ponto culminante do evento será naturalmente a premiação, concebida para distinguir os fornecedores melhor alinhados com os critérios  e políticas da empresa.     Em setembro de 2008 a empresa implantou também o Encontro Mensal com Fornecedores, com o intuito de conhecer melhor as linhas de  produtos  e  serviços  do  mercado  fornecedor  e  aumentar  as  oportunidades  de  homologação,  consulta  e  contratação.  Nesse  encontro  os  fornecedores iniciantes ou que já fazem parte do quadro de fornecedores da empresa têm a oportunidade de apresentar seus negócios.  Nessas  reuniões,  das  quais  participam  profissionais  de  diversas  áreas  da  empresa,  são  apresentados  os  serviços,  a  missão,  a  visão,  as  políticas, procedimentos, princípios e canais de relacionamento da Light.     9(-$29Ë'(2  

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Relacionamento com Fornecedores 

Eles falam da Light Fornecedores da Light comentam a relação com a empresa

Seleção e Monitoramento 

De acordo  com  o  tipo  de  fornecimento,  os  fornecedores  da  Light  são  cadastrados  em  duas  categorias:  fornecimento  de  materiais/equipamentos ou prestação de serviços.     A partir do momento da contratação, os fornecimentos considerados críticos – seja em função de seu impacto econômico e estratégico nas  atividades da Light ou do grau de disponibilidade e facilidade de obtenção no mercado – passam a ter acompanhamento diferenciado por  parte da coordenação específica responsável (Materiais Operacionais, Serviços Operacionais ou Materiais e Serviços Corporativos), dentro  da Gerência de Contratação de Materiais e Serviços.    Na categoria de materiais e equipamentos, são considerados críticos os que atendem à atividade­fim  da  companhia: condutores elétricos,  transformadores, equipamentos de medição, chaves e correlatos.     Expansão, manutenção, emergência e ligação de rede, recuperação de energia, leitura e entrega de faturas constituem os serviços operacionais  mais críticos, relacionados à distribuição de energia.    Dentre  os  serviços  corporativos,  são  considerados  críticos os  serviços  e  equipamentos  de  TI,  manutenção  predial,  frota,  assistência  médica,  serviços de comunicação e jurídicos.     EMPRESAS CONTRATADAS E FORNECEDORES CRÍTICOS  2006

Material

Serviço

Total

Empresas contratadas

464

375

839

Fornecedores com valor de contratação acima de R$1MM

31

55

86

2007

Material

Serviço

Total

Empresas contratadas

553

431

984

Fornecedores com valor de contratação acima de R$1MM

46

72

118

2008

Material

Serviço

Total

Empresas contratadas

529

668

1.197

Fornecedores com valor de contratação acima de R$1MM

45

79

124

Ética e Desenvolvimento  

Em consonância  com  o  Pacto  Global  da  ONU  e  a  Declaração  Universal  de  Direitos  Humanos,  a  Light  busca  promover,  entre  seus  fornecedores,  as  melhores  práticas  em  direitos  humanos.  Isso  constitui  um  critério  de  seleção  importante,  explicitado  em  cláusulas  contratuais, ao lado da avaliação da qualidade do serviço ou material, além da situação econômico­financeira e jurídico­fiscal da empresa.  Para este fim é essencial a aceitação, pelo fornecedor, dos termos do Código de Ética e do Acordo de Responsabilidade Social da Light, que  são explícitos em relação aos seguintes itens: combate a qualquer forma de discriminação; uso do trabalho forçado e obrigatório; uso do  trabalho infantil e exploração de crianças; risco à saúde e segurança dos trabalhadores; risco ao meio ambiente.    A  Área  de  Contratação  implantou  melhorias  significativas  no  processo  de  seleção  de  fornecedores,  a  partir  do  final  do  ano  de  2007.  A  ferramenta de e­commerce veio automatizar, agilizar e dar mais transparência ao processo de aquisição. A reestruturação do ambiente de 

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Relacionamento com Fornecedores 

trabalho trouxe mobilidade aos membros da equipe, redução significativa do uso de papel, maior integração e flexibilidade no trabalho e  redução de 50% do espaço físico utilizado. A parceria com o Conselho Brasileiro de Executivos de Compras (CBEC), que promoveu o apoio e  a participação em atividades de formação, desenvolvimento e capacitação da função de Compras, assim como o alinhamento às melhores  práticas de contratação de materiais e serviços, tiveram reflexos na melhor atuação dos membros da equipe de Contratação. A digitalização  de  documentos,  por  sua  vez,  veio  agilizar  a  gestão  e  o  fluxo  de  documentos,  pois  reduziu  ainda  mais  a  utilização  de  papel  e  passou  a  oferecer maior suporte a diversas áreas da empresa.    Para  assegurar  a  máxima  transparência  e  segurança  ao  processo  de  aquisição,  as  cotações  e  contratações  são  feitas  através  da  plataforma de e­commerce, totalmente interativa e integrada ao ERP­SAP da Light. Além disso, mais de 97% dos valores contratados são  aprovados  em  Mesa  de  Compras,  onde  os  gestores  ou  representantes  das  Áreas  de  Compras,  Processos,  Controladoria,  Tesouraria  e  Jurídico  aprovam  por  unanimidade  os  processos  apresentados  pelos  compradores,  na  presença  dos  representantes  das  áreas  gestoras/requisitantes. Vale destacar, adicionalmente, que 100% das compras da empresa são acompanhadas pela Área de Compras, pois  mesmo as pequenas aquisições, executadas de forma descentralizada pelos requisitantes, são realizadas via plataforma de e­commerce. A  última etapa da liberação é feita por um gestor de Compras.    A empresa estimula a pró­atividade entre seus fornecedores na busca das melhores soluções técnicas e de produtividade para a Light, que  maximizam o seu valor agregado para o negócio. Um bom exemplo dessa prática foi o Projeto de Outsourcing de Impressão, através do  qual foi contratada a empresa Lexmark. O projeto proporcionou:    Redução de 50% no volume de equipamentos;   100%  dos  equipamentos  de  impressão  com  o  selo  Energy  Star  (garantia  de  maior  eficiência  energética),  cujo  desempenho reduziu em 37% o consumo de energia e em 57 toneladas as emissões de CO2;  Coleta e reciclagem de cartuchos, para evitar o descarte indevido e a contaminação do meio ambiente; e  Redução de 25% no consumo de papel.  Com este projeto a Light estima, num cenário pessimista, obter reduções de custo na ordem de R$ 500 mil por ano.    Vale destacar o apoio ao programa do Grupo Staples, empresa contratada para fornecimento de materiais de escritório. Em linha com as  melhores práticas de sustentabilidade, a empresa vende aos seus clientes a idéia de reduzir a periodicidade de entregas de itens, para  minimizar a emissão de gás carbônico. No caso da Light, as entregas, que antes eram realizadas diariamente, passam a ser feitas duas  vezes por semana no Rio e Grande Rio e uma vez por semana no interior. 

Avaliação 

A avaliação  de  desempenho  de  fornecedores  de  serviços  é  realizada  pelos  gestores  dos  contratos  por  meio  do  sistema  GQF  (Gestão  de  Qualidade  de  Fornecedor).  Essa  avaliação  contempla  critérios  referentes  à  qualidade  técnica  e  operacional  dos  serviços,  imagem  e  relacionamento  com  os  consumidores,  qualidade  de  materiais,  veículos,  equipamentos  e  ferramentas,  treinamento  e  qualificação  de  pessoal, organização dos locais de trabalho, supervisão, política de pessoal, meio ambiente, gestão contratual e segurança no trabalho.    Para liberação das faturas referentes à prestação de serviços, a Light exige também a apresentação de comprovantes de recolhimento das  obrigações  decorrentes  da  legislação  fiscal  ou  previdenciária,  além  de  cópia  autenticada  das  guias  de  recolhimento  quitadas  das  contribuições para a Seguridade Social e para o FGTS, com a respectiva relação de empregados.     A  Light  possui  também  uma  equipe  de  Qualidade;  ligada  à  área  de  Aquisição  e  Logística,  responde  pelo  monitoramento  de  materiais  e  equipamentos adquiridos por meio de ensaios, inspeções e análise de certificados e relatórios. Quando se trata de processos relevantes,  esta equipe realiza visitas de inspeção de qualidade aos fornecedores contratados, durante a vigência dos contratos, ou àqueles com maior  potencial de ingresso, durante a fase de concorrência.[HR2]  SELEÇÃO DE AVALIAÇÃO DE FORNECEDORES 2006

2007

2008

4.419

5.013

5.783

Fornecedores inspecionados pela Empresa/total de fornecedores (%)

3,90%

3,60%

0,29%

Fornecedores não qualificados (não-conformidade com os critérios de responsabilidade social da Empresa) / total de fornecedores (%)

ND

ND

0,02%

0

0,2

0,38

Fornecedores ativos

Fornecedores com certificação SA 8000 ou equivalente / total de fornecedores ativos (%)

Pagina 57


Relacionamento com Fornecedores 

Gestão de empresas contratadas 

Em janeiro de 2008 a Light instituiu um grupo de trabalho com a responsabilidade de desenvolver o plano de ação Gestão de Empresas  Contratadas, que trata do posicionamento da empresa sobre o tratamento dado pelas empresas contratadas para prestação de serviços a  seus  respectivos  empregados.  O  trabalho  do  grupo  resultou  na  elaboração  da Política  de  Gestão  de  Empresas  Contratadas  para  a  Prestação de Serviços Terceirizados.     Além  dos  aspectos  éticos,  o  objetivo  dessa  política  é  apoiar  e  acompanhar  continuamente  os  fornecedores  no  desenvolvimento  das  melhores práticas de gestão para prestação de seus serviços – e impedir a prestação dos serviços ao Grupo Light por empresas que não  adotem  tais  práticas,  que  incluem  o  respeito  integral  aos  acordos  coletivos  e  à  legislação  de  modo  geral  (trabalhista,  previdenciária,  tributária e ambiental). Cabe à Diretoria de Clientes – a maior em número de empresas contratadas – a responsabilidade por essa gestão.  Um núcleo específico do grupo de trabalho vem atuando no desenvolvimento e implementação de ações que garantam, aos empregados de  empresas contratadas, um tratamento alinhado com a política da Light.    As ações relacionadas à Gestão de Empresas Contratadas serão reforçadas pelo Plano de Valorização. Uma dos programas do plano vem  realizando um estudo detalhado sobre o processo de contratação de todos os serviços prestados no campo, para identificar oportunidades  de melhorias, incrementar os controles, reduzir os riscos e garantir uma atuação perfeitamente alinhada à política da Light. 

Apoio aos Fornecedores no Rio de Janeiro  

Em linha com o projeto “Compra Rio – Valorize o que é do nosso Estado”¹, ao qual a Light aderiu em 2007, a Superintendência de Aquisição  e Logística também estimula fornecedores de outros estados a abrirem filiais no Rio de Janeiro, quando desejam prestar fornecimentos à  Light.  Como  exemplo,  destacamos  a  instalação  da  Wirex  Cable  Condutores  Elétricos  em  Quatis,  inclusive  com  apoio  da  Secretaria  de  Desenvolvimento Econômico do Estado, que viabilizou a concessão de incentivos para aquela empresa.[EC6]    ¹Projeto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços.     VEJA O VÍDEO    Fernando Berardo, fornecedor da Light, avalia a parceria com a empresa                    GASTOS COM FORNECEDORES LOCAIS EM 2008 Material

Serviço

Total

Qtde

% em valor

Qtde

% em valor

Qtde

% em valor

Rio de Janeiro

232

24%

430

59%

662

55%

São Paulo

214

42%

171

29%

385

32%

Estado

Paraná

24

6%

20

6%

44

4%

Minas Gerais

13

13%

13

2%

26

2%

Ceará

15

1%

11

1%

26

2%

Santa Catarina

13

6%

2

0%

15

1%

Bahia

11

1%

2

0%

13

1%

0

0%

8

1%

8

1%

Pernambuco

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Relacionamento com Fornecedores 

Espírito Santo

4

4%

1

0%

5

0%

Rio Grande do Sul

2

2%

2

0%

4

0%

Importado

0

0%

4

1%

4

0%

Brasília

1

0%

2

0%

3

0%

Mato Grosso do Sul

0

0%

2

0%

2

0%

1

0%

0

0%

1

0%

Goiás Total

530

668

1.198

= = É LPSRUWDQWHSDUDDVXVWHQWDELOLGDGH  da Light ter um relacionamento saudável e ético com seus fornecedores, baseado na equidade  e na clareza quanto aos processos de seleção, monitoramento e avaliação. É essencial que ambas as partes tenham clareza quanto às  mútuas expectativas e desenvolvam uma relação pautada na melhoria contínua dos processos e do atendimento.

æ = æ =

æ æ

Pagina 59


Relacionamento com a Comunidade = =

=

= » Comunidade Eficiente= » Gente de casa que faz milagre   » Instituto Light= » Centro Cultural Light= » Patrocínios=

æ = = &RPXQLGDGH(ILFLHQWH

A eficiência energética está na base do relacionamento que a Light vem desenvolvendo com as comunidades em sua área de concessão.  Ações de inclusão social, fortalecimento da cidadania, desenvolvimento urbano, estímulo às atividades culturais, educação, saúde, esporte e  transmissão  do  conhecimento  refletem  a  preocupação  constante  da  empresa  com  o  uso  inteligente  da  energia,  para  que  todos  possam  usufruir dela sem risco de um desabastecimento.    Com  políticas  específicas,  plano  de  ação  e  gestores  voltados  para  o  atendimento  às  comunidades  no  seu  entorno,  a  Light  reforça  o  seu  compromisso com a sustentabilidade. A responsabilidade compartilhada é um exercício avançado, que requer paciência e confiança para um  bom resultado. É nessa linha que a empresa vem implementando o PAT ­ Plano de Atendimento às Comunidades, através de parcerias com  a comunidade e o poder público para a construção de um projeto eficiente de desenvolvimento que beneficie a todos.  

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O Projeto  Comunidade  Eficiente  existe  desde  2002  e  está  assentado  sobre  o  tripé  da  sustentabilidade:  geração  de  renda,  economia  de  energia  e  inclusão  social.  Com  forte  atuação  junto  às  comunidades  de  baixo  poder  aquisitivo  na  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  o  projeto  contabiliza, em seus seis anos de atividade, mais de 266 mil residências atendidas em 229 localidades, até o final de 2008.    O  projeto  tem  foco  no  uso  eficiente  da  energia  elétrica  e  realiza  ações  coordenadas  em  três  frentes  básicas:  educação,  doação  de  equipamentos eficientes e regularização técnica e comercial.     Na frente Educação destaca­se a atividade de conscientização da comunidade sobre os benefícios da energia elétrica e a melhor forma de  utilizá­la. Para realizar esse trabalho, o projeto seleciona e capacita jovens agentes em diversas comunidades, que realizam um trabalho  educativo  de  porta  em  porta.  Todos  os  agentes  capacitados  recebem,  durante  o  treinamento,  material  didático  produzido  pela  Light  exclusivamente para orientá­los, Esses agentes levam aos moradores, de forma bem didática e acessível, orientações e informações que os  ajudam a reduzir o consumo de energia elétrica. Com a ajuda deles, as famílias da comunidade aprendem também a entender a conta de  energia elétrica, a utilizar corretamente os aparelhos elétricos e são informadas com detalhes sobre os riscos das ligações irregulares – os  famosos gatos. Além disso, os agentes podem fazer cadastros e atualizar dados de residências junto à companhia.     Na  frente  Doação  de  equipamentos  eficientes,  destacam­se:  a)  a  substituição  de  lâmpadas  incandescentes  por  fluorescentes,  que  inclui  doação  das  novas  lâmpadas  e,  quando  necessário,  a  reforma  das  instalações  elétrica;  e  b)  a  troca  de  refrigeradores  por  modelos  mais  eficientes.  Além  de  doar  os  aparelhos  novos,  a  Light  se  responsabiliza  pelo  descarte  do  material  antigo  e  do  gás  CFC,  dentro  dos  mais  rigorosos critérios ambientais.     As reformas de instalações elétricas são o ponto alto dessa frente de atuação, pois reduzem sensivelmente os riscos de curtos­circuitos e  incêndios. Isso representa maior segurança para as famílias e para a comunidade, além de gerar economia nas contas de energia elétrica.  Entre 2002 e 2008, o projeto já realizou reformas elétricas em 4,5 mil residências na Região Metropolitana e no Grande Rio, dentro da área  de concessão da Light.  

A Light realizou, em outubro de 2008, um projeto­piloto de reforma elétrica com a inclusão da troca dos chuveiros elétricos por outros  mais eficientes, em parceria com o Instituto Procobre Brasil. Foram beneficiadas 100 residências pobres em situação de risco, das quais  30 ficam no Morro da Formiga, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, e outras 70 na Comunidade Beira­Rio, em Vargem Grande, Zona  Oeste da cidade. Trinta eletricistas que receberam treinamento na Light, em setembro, percorreram as comunidades e refizeram toda a 

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Relacionamento com a Comunidade 

parte elétrica das casas, com nova fiação, tomadas, interruptores e lâmpadas fluorescentes. Além disso, foram instalados disjuntores  mais modernos e seguros que os tradicionais ­ e os chuveiros antigos foram substituídos por outros, mais econômicos e compatíveis  com o tipo de disjuntor instalado.    A troca de lâmpadas gerou uma redução média de 20% na conta de energia elétrica, enquanto a reforma das instalações elétricas,  somada à troca dos chuveiros, gerou redução média de consumo superior a 15%. 

Na frente Regularização  técnica  e  comercial,  cujo  foco  é  a  redução  das  perdas  comerciais,  incluem­se  reformas  e  instalações  de  redes  elétricas, instalação de medidores sem ônus e ações de urbanização – como a recente iniciativa de instalar placas com nomes de ruas, para  facilitar  a  identificação  dos  locais.  Ao  todo,  a  Light  instalou  291  placas  de  identificação  de  ruas  em  diferentes  localidades:  Parque  das  Palmeiras (Belford Roxo), Nova Conquista e Terra Encantada (Pavuna), Monte Sinai, Jardim do Amanhã II (Cidade de Deus) e Comunidade  Andaraí/Arrelia.  A  segurança  das  equipes  operacionais  nas  comunidades  também  melhorou  com  o  estabelecimento  de  parcerias  com  as  lideranças locais e associações de moradores, essenciais para a redução dos riscos aos técnicos destacados para as operações.    Comunidades fortalecidas   Além do Comunidade Eficiente, vários outros projetos de alcance social tiveram continuidade em 2008. Um bom exemplo é a parceria com o  Comitê para a Democratização da Informática (CDI/RJ), que desde 2006 já promoveu a inclusão digital e capacitação de 9.800 alunos nas  Escolas de Informática e Cidadania.     Fruto de uma parceria entre a Light e o Banco da Providência, as Agências de Família continuam a promover o acesso das comunidades a  direitos básicos como documentação, escolaridade, capacitação para o trabalho e aumento de renda.    O programa Pré­Vestibular é uma iniciativa da Light voltada para os jovens das comunidades da Maré e do Caju, com o objetivo de prepará­ los para que realizem o sonho de ingressar numa universidade.     Desde 1998 a Light vem instalando postos e agências voltados exclusivamente para as comunidades de baixo poder aquisitivo. Jovens das  próprias  comunidades,  recrutados  e  treinados  pela  Light,  são  os  responsáveis  pelo  atendimento.  A  empresa  criou  também  uma  Coordenação de Comunidades em cada uma de suas regionais, com equipe dedicada, composta de gestores sociais e técnicos de campo.    VEJA O VÍDEO     Depoimento do Presidente da Associação de Moradores do Morro da Formiga                  

Satisfação monitorada   O nível de satisfação dos clientes da Light com as ações que a empresa desenvolve nas comunidades é medido duas formas: através de  pesquisa  estruturada,  com  a  aplicação  de  um  questionário  individual,  especificamente  desenvolvido  com  essa  finalidade;  e  nas  reuniões  com o Conselho de Consumidores, no qual têm assento as principais federações que representam as comunidades atendidas.[SO1] [EC8]     RESULTADOS DAS AÇÕES DESENVOLVIDAS NAS COMUNIDADES    Comunidades atendidas Clientes visitados para trabalho educativo Postos / Agências nas comunidades Padrão entrada doados Lâmpadas fluorescentes doadas Unidades comerciais com ação de eficientização da iluminação Alunos contemplados com o projeto "Light nas Escolas"

2006

2007

2008

80

85

57

75.000

85.000

46.729

6 postos

9 postos

9 postos

-

9.760

13.000

40.000

94.400

123.000

547

658

Projeto concluído

9.500

12.500

Projeto concluído

Mão-de-obra contratada nas comunidades

76

76

46

Jovens que ingressaram na Universidade

76

72

(*)

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Relacionamento com a Comunidade 

(*) Até a data da publicação deste Relatório, não estavam concluídos os processos seletivos das universidades (vestibulares); por esta razão, o número de  jovens do Programa Pré­Vestibular que efetivamente ascenderam ao ensino superior poderá ser consultado posteriormente no site da Light. 

Em 2008 o projeto concentrou sua atuação em 57 comunidades, onde todas as residências receberam a visita dos agentes comunitários treinados  pela Light.     Para complementar o trabalho educativo, a companhia promoveu eventos de pequeno e de grande porte. Entre os de pequeno porte estão as 66  palestras realizadas nas comunidades,, que contemplaram 915 pessoas.     O maior evento realizado foi o concurso Mostre sua Comunidade, que aconteceu entre 17 de março e 5 de agosto e teve a participação de 100  comunidades, com 300 vídeos inscritos. O concurso foi um grande instrumento de mobilização das comunidades através da cultura, pois estimulou  o desenvolvimento de talentos, o exercício da criatividade e a simples, mas reveladora descoberta, entre os participantes, do potencial para fazer  vídeos.  Foram  premiados  os  seis  melhores  vídeos,  em  duas  categorais.  O  primeiro  lugar  na  categoria  Master  coube  a  Crônicas  de  um  fato  comum, da Cidade de Deus; Onde você mora, da Comunidade Cesarão, conquistou o primeiro lugar na categoria Estreante. Além dos premiados  houve vários destaques. 

É importante para a sustentabilidade da Light empenhar­se no esforço de conscientização e formação de uma visão de eficiência  energética junto a todos os seus públicos de interesse – com especial ênfase nas comunidades de baixa renda, de modo a apoiá­las  no processo de construção da cidadania e melhoria da qualidade de vida. 

Instituto Light  

A missão principal do Instituto Light, estruturado em 2007, é contribuir para o aprimoramento das condições econômicas e sociais da área  de concessão da Light. O instituto é também a interface da empresa com consumidores e sociedade, na discussão e busca de soluções para  os problemas urbanos que interferem na prestação de serviço.    Os programas desenvolvidos nos cinco eixos de atuação do órgão – Urbano, Social, Ambiental, Cultural e Institucional – têm por objetivo  trabalhar questões relevantes na promoção do bem público e sua sustentabilidade econômica, além de promover a cultura, a memória (do  Rio  de  Janeiro  e  da  Light),  incentivar  a  ciência,  a  história  e  a  literatura,  promover  a  conservação  do  meio  ambiente  e  o  uso  racional  da  energia, entre outros.  

Eixo Urbano   (Políticas urbanas, planejamento urbano, combate à informalidade)    Uma  iniciativa  importante  nesse  eixo  é  o  apoio  ao  projeto  urbanístico  de  recuperação  e  revitalização  da  antiga  Rua  Larga,  hoje  Avenida  Marechal Floriano, onde está localizada a sede da Light, e de todo o seu entorno. Em parceria com várias empresas localizadas na mesma  área – Embratel, Eletronuclear, Banco Central e Senac, entre outras ­, o Instituto Light deu início à criação do Pólo Empresarial da Nova Rua  Larga, formado por comerciantes e pequenos empresários. O jornal “Folha da Rua Larga”, criado em seguida, passou a contar a história da  rua, destacar seus personagens e divulgar suas atividades culturais e gastronômicas, para despertar o interesse da população.     Outra iniciativa do projeto foi o seminário “Arrumando a Casa – Revitalização da Região da Rua  Larga”, realizado na Associação Comercial do Rio de Janeiro, para promover o intercâmbio de  informações  sobre  a  situação  urbanística  da  Rua  Larga,  iniciativas  para  sua  recuperação  e  para nós muito bem. Sei que tem  possíveis  ações  em  torno  da  sua  renovação.  O  levantamento  das  condições  dos  imóveis  da  região e a avaliação da possibilidade de recuperação do setor imobiliário são outras ações que  muitos problemas, mas sei que o  fazem parte do projeto.  pessoal está trabalhando.”    Cliente – Morador da Zona Norte   No  aspecto  do  combate  à  informalidade  urbana,  vale  ser  destacado  o  projeto  que  envolve  o  imóvel chamado Largo do Tanque, que fica em Jacarepaguá e pertence à Light desde 1948. No  início era uma estação de passageiros e bagagens de bondes; mais tarde a empresa construiu  lá  uma  subestação  de  energia  elétrica  chamada “Tanque”. Há mais de 10 anos, porém, teve início um processo de invasão da área, que  evoluiu a ponto de haver mais de 1.000 famílias instaladas no local.     A solução apresentada pelo Instituto Light propõe uma regularização fundiária sustentável que atenda aos aspectos econômicos, sociais e  ambientais, respaldada pelo Poder Judiciário e pelo Ministério Público. A urbanização da área e a organização da comunidade, de modo a  diminuir os impactos ambientais e melhorar a qualidade de vida, são os pontos altos dos projetos.    “Há muitos anos que ela trabalha 

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Relacionamento com a Comunidade 

O Instituto  Light  também  atua  em  projetos  como  a “Participação  nos  projetos  de  urbanização  de  favelas  do  PAC” e  a “Expansão da Via  Light”, desenvolvidos pelo Governo do Estado e pela Prefeitura do Rio de Janeiro. [EC8] 

æ = Eixo Social   (Incentivo à ciência, à história e à literatura)    &LrQFLD0XVHXGD(QHUJLD   O espaço será dedicado a fomentar o interesse pela ciência, com foco na energia elétrica. Os visitantes terão oportunidade de conhecer  vários temas relacionados à energia elétrica e os benefícios e responsabilidades decorrentes de sua utilização, sobretudo nos aspectos de  eficiência  energética  e  combate  ao  desperdício,  com  ênfase  no  papel  do  consumidor.  Será  também  um  ótimo  complemento  à  formação  escolar, com a utilização de recursos lúdicos e interativos.    +LVWyULDD&DVDGR5LRGH-DQHLUR   A proposta é apresentar, através de uma experiência divertida e educativa, o impacto causado pela chegada da luz elétrica e dos serviços  urbanos à cidade do Rio de Janeiro, na virada do século XX.  /HLWXUD$OHJULDGH/HU   Voltado para jovens das instituições de ensino e comunidades no entorno da sede da Light, no centro do Rio de Janeiro, o projeto busca  despertar o interesse pela leitura e pela escrita, de modo a incentivar o crescimento cultural e educacional da área. Dentre as atividades do  Módulo II do projeto, iniciadas em agosto 2008 e ainda em andamento, destacam­se as visitas de autores brasileiros às escolas da região,  além  de  espetáculos  que  incentivam  a  formação  de  leitores,  apoio  às  atividades  realizadas  pelas  escolas,  intercâmbio  cultural  com  os  artistas  locais  e  a  criação  da  primeira  biblioteca  comunitária  para  alunos  do  entorno  da  Rua  Larga.  O  Módulo  I  (agosto  2007  a  fevereiro  2008) beneficiou 420 alunos, enquanto o Módulo II (agosto 2008 a março 2009) conta com 860 participantes. 

æ = Eixo Ambiental   (Conservação do meio ambiente e uso racional da energia)    A  adoção  de  medidas  para  o  melhor  aproveitamento  ambiental  e  econômico  da  área  de  Ribeirão  das  Lajes,  onde  está  situado  o  parque  gerador de energia da Light, foi um dos destaques de 2008. Está em elaboração um Plano Diretor que contemplará todo complexo de Lajes  e apresentará alternativas para o uso das áreas.     Outro projeto deste eixo é o “Parque das Ruínas de São João Marcos ”, que prevê a criação de um parque turístico no local e de um centro  de visitação, onde uma exposição mostrará os trabalhos arqueológicos realizados e contará a história da cidade, que na década de 1960  deu  lugar  a  uma  represa  da  Light.  O  projeto  pretende  contribuir  para  a  preservação  histórica,  cultural  e  ambiental  da  região  do  Vale  do  Paraíba e para o desenvolvimento da indústria turística no Vale do Paraíba, com a transformação do Parque em um dos principais pontos de  turismo histórico da região sul­fluminense.    O  estudo  de  viabilidade  do  uso  de  ônibus  elétricos  no  transporte  de  passageiros  é  outra  iniciativa  apoiada  pelo  Instituto  Light,  que  faz  parte da estratégia da empresa de incentivar a melhoria da qualidade de vida na cidade do Rio de Janeiro, com deslocamentos mais rápidos  e redução do uso dos combustíveis tradicionais, de modo a promover a sustentabilidade do planeta. 

æ = Eixo Cultural   (Valorização do patrimônio histórico, cursos e publicações)   

Patrimônio Histórico: Inventário das Fazendas do Vale do Paraíba    Mais de 100 fazendas em 23 municípios da região foram mapeadas e tiveram sua história registrada nos três volumes do “Inventário das  Fazendas  do  Vale  do  Paraíba”,  publicado com o apoio do Instituto Light. O inventário, acompanhado de um Manual de Conservação com  informações que orientam os proprietários sobre o restauro e a manutenção das edificações, foi distribuído para as bibliotecas da região,  além dos proprietários das fazendas e do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), no Rio de Janeiro. A publicação aprofunda os  estudos  relacionados  à  arquitetura  rural  fluminense  do  Ciclo  do  Café  e  suas  estruturas  produtivas  e  sociais.  Além  disso,  permitirá  a  entidades  governamentais,  pesquisadores,  professores,  alunos,  moradores  e  profissionais  de  planejamento  urbano  a  realização  de  estudos e planos melhor embasados para o desenvolvimento da região, além de constituir importante material de consulta. Todo o material  produzido está disponibilizado também no site www.institutolight.com.br.     &XUVRVHSXEOLFDo}HV  A formação histórica e física do Rio de Janeiro foi apresentada, de forma didática e acessível, nos seguintes cursos:  +LVWyULDXUEDQDGR5LRGH-DQHLUR

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Relacionamento com a Comunidade 

Geologia do Rio de Janeiro  Geografia Ambiental do Rio de Janeiro – O meio físico  Geografia Ambiental do Rio de Janeiro – Ecossistemas  Geografia Ambiental do Rio de Janeiro – Clima  O apoio à formação do Dicionário Houaiss e a publicação dos livros "Light – A história da empresa que modernizou o Brasil ”, “Estudos sobre  a  Rio  Light",  "Coleção  Princesa  Isabel –  Fotografia  do  Século  XIX"  e  "História  da  iluminação  pública",  entre  outros,  são  iniciativas  que  promovem temas culturais e a preservação da memória da empresa.    Educação Musical  O  Instituto  Light  apoia  a  Orquestra  Infantil  Maestro  José  Siqueira,  que  está  formando  30  jovens  em  instrumentos  de  cordas ­  violinos,  violas,  violoncelos  e  contrabaixos.  Outros  20  jovens  estão  sendo  iniciados  na  prática  coral.  Os  alunos  que  compõem  o  projeto  são  estudantes de colégios próximos à Light e filhos de empregados da empresa. 

Eixo Institucional   (Desempenho de instituições públicas e promoção do serviço público eficaz)    O Instituto Light promove o acompanhamento do desempenho de instituições públicas, no sentido de mobilizar a sociedade para monitorar  a  transparência,  a  efetividade  e  a  eficiência  dos  programas  governamentais.  Com  propostas  de  reformas  institucionais  aplicáveis  ao  governo do Rio de Janeiro e às prefeituras da área de concessão da Light, o instituto promove o serviço público eficaz. [SO5]    O  “Sistema  de  indicadores  de  performance”(eixo  institucional)  e  o “Estudo  sobre  o  impacto  das  mudanças  climáticas”(eixo  ambiental),  previstos  para  2008  no  âmbito  dos  Programas  de  Pesquisa  e  Desenvolvimento  Aneel,  ainda  não  foram  iniciados  em  virtude  do  extenso  período de estudo necessário para definição de nova regulamentação e procedimento para encaminhamento dos projetos à Agência. 

Centro Cultura Light  

Fundado em 1994 com o objetivo de difundir a cultura e a informação, com foco na relação intrínseca entre a história do Rio de Janeiro e a  da própria companhia, o Centro Cultural Light (CCL) teve um período de grande efervescência cultural até 1999, retomado com pleno vigor  a partir de 2006.    As atividades do Centro Cultural Light reforçam a ligação histórica da Light com a cultura. Além de ter sua presença no imaginário carioca  traduzida  em  marchinhas  carnavalescas  e  outras  músicas  populares,  a  companhia  teve  entre  seus  empregados  vários  artistas  consagrados.    Com vocação para a formação de platéias e integrado à sede da companhia, um prédio histórico e preservado em pleno Centro do Rio de  Janeiro, o Centro Cultural Light promove atividades focadas em estudantes das escolas públicas e privadas da cidade (Centro Cultural Light  para Estudantes), além de apresentações musicais, teatro, exposições e eventos temáticos.     Em 2008 o CCL foi visitado por mais de 40 mil pessoas, que puderam desfrutar das atividades e conhecer não apenas o rico acervo que  compõe a memória da Light, mas também as exposições temporárias e o belo espaço da instituição.     VEJA O VÍDEO  Depoimento da Secretária de Estado de Cultura                

O CCL em 2008  Projeto Cultural

Objetivo

Público 2008: 18.943 estudantes e

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Relacionamento com a Comunidade 

Centro Cultural Light para Estudantes

Visita monitorada por estagiários, que cobre um circuito com três horas e meia de duração: Planeta Energia, peça teatral “A Roda do Tempo”, Espaço Memória, Pequena Galeria e exposições temporárias

professores de 284 instituições de ensino do RJ, além de visitantes avulsos

Música no Museu

Projeto musical incentivado, com o objetivo de formar platéias e renovar o público da música erudita brasileira.

Estudantes, visitantes e público regular do CCL

Terças Musicais

Projeto musical incentivado que resgata a vida e a obra de personagens que criaram tendências e ajudaram a construir parte da história musical contemporânea do Brasil. Realizado em parceria com a SociedadeViva Cazuza!

Visitantes, empregados e público em geral

Sempre Bossa Nova

Projeto musical incentivado em homenagem aos 50 anos da Bossa Nova. Durante quatro meses o projeto promoveu 12 shows no Teatro da Light e uma exposição da obra de Antonio Nery.

Visitantes, empregados e público em geral

MPB 12:30 em ponto

Projeto musical incentivado, com apresentação de shows às 12:30 no Teatro da Light, com artistas consagrados da MPB.

Visitantes, empregados e público em geral

Cartola de todos os tempos

Projeto musical incentivado que realizou seis espetáculos musicais com grandes nomes do samba carioca no Teatro da Light, ao longo de quatro meses, enfocando as várias fases da trajetória do grande sambista.

Visitantes, empregados e público em geral

Rindo à-toa com Chico Anysio e seus amigos

Espetáculo teatral incentivado formado por esquetes e apresentado no Teatro da Light por Chico Anysio e seus amigos

Visitantes, empregados e público em geral

Tempero Musical

Projeto musical incentivado que promoveu shows de MPB na hora do almoço com consagrados músicos da MPB

15.000 pessoas, entre visitantes, empregados e público em geral Topo

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A Light conceitua como “patrocínio” a contribuição financeira ou a inclusão de sua marca em ações que contribuam para a construção de sua  imagem. Nesse âmbito incluem­se:   &DPSDQKDVRXDWLYLGDGHVTXHVHMDPFRQGX]LGDVRXDSRLDGDVSRUDOJXPDiUHDGD/LJKW $SRLRILQDQFHLURDSURMHWRVFXOWXUDLVRXHVSRUWLYRV &HOHEUDo}HVLQVWLWXFLRQDLVGDHPSUHVDRXGHFOLHQWHV (YHQWRVWpFQLFRVRXFRPHUFLDLV 3URMHWRVGH3HVTXLVD'HVHQYROYLPHQWR  

Os projetos são analisados por uma comissão de patrocínio e submetidos à aprovação  “É muito gratificante para nós, como  da Diretoria, de acordo com os seguintes quesitos:  funcionários, sentir que a gente  ,QWHUHVVH  Ser  de  interesse  institucional  da  Light  associar  seu  nome  ao  projeto  por  por  estar  vinculado  à  sustentabilidade  e  harmonizar­se  com  os  interesses  da  empresa,  do  Instituto  Light,  do  Centro  Cultural  Light  ou  da  Academia Light.  &XVWREHQHItFLR   Ter  escala  e  perspectiva  de  grande  público  ou  de  atingir  nichos especializados formadores de opinião  5HOHYkQFLD Ter importância para a economia, a valorização da cultura ou do  esporte  da  área  de  concessão  da  Light,  e  contribuir  para  o  bem­estar  do  fluminense e do carioca.  0RWLYDFLRQDO  Valorizar a iniciativa privada, observando, quando for o caso, a  sinergia com as políticas públicas do esporte e da cultura.  5HODFLRQDPHQWR  Atender  à  aspiração  de  clientes  ou  parceiros  e,  assim,  contribuir para um melhor alcance de objetivos globais ou comerciais da Light. 

participou dessa volta por cima.  Agora o desafio é grande. Porque a  Light deixou de ser o patinho feio do  setor elétrico. E se ela realmente quer  ter um papel de protagonista desse  novo momento do Brasil e do setor  elétrico, tem muito desafio e coisas a  fazer.”  Luís Felipe Sá – Gerente de  Operações Financeiras da Light 

Os projetos, por área temática, são enquadrados nas seguintes categorias:     ,QVWLWXFLRQDLV ± Educação, Saúde, Esporte, Técnicos (P&D), Eficiência Energética, Ambiental, sócio­cultural, Interior.  (PSUHVDULDLV±  Eventos Técnicos e Seminários.  ,QVWLWXWR/LJKW ±  Literatura, Urbano, Temas Sociais, Exposições, Patrimônio Histórico.  &HQWUR &XOWXUDO /LJKW ±  Temas Performáticos, Cinema, Teatro, Audiovisual, Música. Os eventos patrocinados pela Light são custeados por  meio de recursos próprios ou de incentivos governamentais (Lei Rouanet ou Lei do ICMS). 

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Relacionamento com a Comunidade 

No biênio  2007­2008, o maior projeto patrocinado pela Light foi a série “Concertos Especiais” da Orquestra Sinfônica Brasileira da Cidade  do Rio de Janeiro – OSB.   9(-$269Ë'(26

$UHSHUFXVVmRGDVDo}HVFXOWXUDLVGD/LJKW                   Investimentos em Patrocínio ­ 2008   Categoria

Recursos Incentivados

Recursos próprios

Institucionais

4.554.652,13

1.109.930,43

Empresariais

3.321.286,52

814.757,31

Instituto Light

2.534.451,37

506.872,08

Centro Cultural Light

3.344.230,39

674.646,08

13.754.620,41

3.106.205,90

Total

  É IMPORTANTE PARA A SUSTENTABILIDADE da Light exercer um impacto positivo sobre a formação cultural de sua área de concessão,  com uma contribuição importante e definida para a difusão de informações culturais qualitativas nas esferas da educação, das artes e  da ação social com foco no desenvolvimento da área de concessão.

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Desenvolvimento da Concessão   

» Engajamento no desenvolvimento local e regional  » Visão de comunidade e consciência  » Relacionamento com o órgão regulador 

  VEJA O VÍDEO   Paulo  Pinto,  Diretor  de  Novos  Negócios  e  Institucional,  fala  sobre  o  envolvimento  da  Light com os municípios 

A Light  S.A.  e  suas  subsidiárias  atuam  no  setor  de  energia  elétrica  que,  por  força  da  Constituição  Federal,  é  submetido  a  um  marco  regulatório  composto  por  leis,  decretos  e  regulamentos.  Estes  últimos  são  definidos  pela  Agência  Nacional  de  Energia  Elétrica  (Aneel),  a  quem cabe regular o funcionamento do setor em conformidade com políticas setoriais expressas em leis e decretos. Além disso, o setor se  submete à rigorosa legislação ambiental aplicável aos concessionários e autorizados dos serviços de energia elétrica.  Por serem monopólio natural5 , os segmentos de transmissão e distribuição de energia elétrica são fortemente regulados e considerados  serviços públicos. Esses segmentos são explorados mediante concessão outorgada pelo Poder Concedente, representado pelo Ministério  de Minas e Energia (MME).     5 Situação de mercado em que os custos são decrescentes, tornando inviável a operação de duas ou mais empresas em uma mesma área geográfica.  Nota ­  Concorrência  desleal,  práticas  de  truste  e  monopólio  não  são  aplicáveis,  em  função  das  características  da  concessão,  Não  há,  portanto  registro  de  ações  judiciais  nessas categorias. [SO7] 

Os segmentos de geração e comercialização, que complementam as atividades do setor elétrico, ainda que regulados, permitem a quem os  explore uma maior liberdade de atuação, em função da possibilidade de existência de competição.  O  Grupo  Light  detém  duas  concessões:  uma  no  segmento  de  geração  e  transmissão,  cuja  concessionária  é  a  Light  Energia,  e  outra  no  segmento de distribuição, cuja concessionária é a Light SESA.   Além  disso,  o  grupo  detém  a  concessão  para  desenvolver  o  aproveitamento  hidrelétrico  Itaocara  e  a  autorização  para  implantar  a  PCH  Paracambi.   A atuação no segmento de comercialização é de responsabilidade da Light Esco, autorizada pela Aneel.  Ao administrar e desenvolver essas concessões no curto, médio e longo prazo, a Light realiza o conjunto de suas obrigações para com o  Poder  Público  e  a  sociedade  nos  planos  econômico,  social  e  ambiental,  além  de  garantir  o  futuro  da  empresa  e  expressar  seu  comprometimento adicional com a sustentabilidade.  Nesse contexto, os seguintes pontos resumem o panorama que a Light visualiza panorama para a sua atuação:  Distribuição  de  energia  (atividade  principal) ­  Sua  atuação  é  legalmente  restrita  aos  31  municípios  para  os  quais  detém  a  concessão.  Como a energia elétrica está diretamente associada à qualidade de vida e às condições de desenvolvimento, é essencial que estes dois  aspectos sejam fortalecidos na área de atuação da Light.   Por  conhecer  os  problemas  relativos  à  segurança  pública,  informalidade,  deficiências  da  infra­estrutura  e  baixo  crescimento  na  região  de  sua área de concessão, a Light se preparou para apoiar a ação de todos os atores públicos presentes na região ­ em especial os governos  federal, estadual e municipal ­, sem descuidar do complexo desafio que é suprir as necessidades de energia elétrica da segunda metrópole  do país.   Geração –  A Light reabilitou suas competências, após um longo período sem investimentos relevantes, e deu partida a um programa de  expansão que vai aumentar em 15% a sua geração no curto prazo, sem perder de vista a prospecção de novas oportunidades.    

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Desenvolvimento da Concessão  

  Engajamento no desenvolvimento local e regional  

A Light  vem  ampliando  sensivelmente  o  conceito  de  desenvolvimento  da  concessão,  pois  acredita  que  lhe  compete  ser  parte  ativa  no  desenvolvimento  econômico  e  social  da  região  onde  atua,  já  que  o  próprio  serviço  que  presta –  energia  elétrica  gerada,  transmitida  e  distribuída – é em si uma das forças do próprio desenvolvimento.  Assídua  no  cumprimento  de  suas  obrigações  legais  regulatórias,  a  companhia  tem  reforçado  suas  ações  junto  às  instâncias  públicas  e  privadas, empresas, associações e a opinião pública, com o objetivo de ajudar a potencializar o desenvolvimento local e regional.  Essa  compreensão  do  seu  papel  foi  mais  do  que  oportuna.  A  empresa,  que  vinha  de  uma  atuação  mais  passiva  e  reativa  perante  a  sociedade,  havia  acumulado  uma  condição  de “vítima” das  mazelas  sociais ­ como  o  furto  indiscriminado  de  energia,  a  inadimplência  por  parte de órgãos e concessionárias de serviço público e um desrespeito generalizado por parte dos clientes.   A partir da consciência de que o seu contrato de concessão é o seu maior ativo, a Light reconstituiu a sua reputação com uma incansável  dedicação  a  todos  os  aspectos  que  podem  influenciar  a  percepção  dos  diferentes  públicos  sobre  sua  atividade.  Dentro  desse  espírito,  visitou  diversos  órgãos  públicos  estaduais  e  municipais,  assim  como  vários  clientes,  com  o  objetivo  de  equacionar  suas  demandas,  repactuar  suas  dívidas  e  promover  uma  assistência  contínua.  Em  conseqüência  desse  trabalho,  a  inadimplência  foi  substancialmente  reduzida e nenhuma instalação de órgão ou concessionária de serviço público teve seu fornecimento de energia interrompido por falta de  pagamento.   O serviço aos clientes, especialmente no varejo, foi direcionado prioritariamente para as agências virtuais, para o atendimento telefônico ou  para  as  agências  comerciais.  Essas,  aliás,  passaram  por  todo  um  processo  de  padronização  e  cumprem,  também,  funções  de  apoio  e  divulgação de ações de interesse público, sobretudo nas cidades do interior, com forte apoio da comunidade.   VEJA O VÍDEO  A opinião do poder público sobre a atuação da Light 

 

  Visao de comunidade e consciência  

A atuação  da  Light  junto  às  populações  em  área  de  risco,  responsáveis  por  quase  a  metade  das  perdas  comerciais  da  companhia,  foi  reestruturada com base no tripé conscientização – articulação – ação operacional.   As  campanhas  de  conscientização  têm  se  concentrado  em  divulgar,  nos  meios  de  comunicação  de  massa,  nos  postos  das  Escolas  de  Informática  e  Cidadania  que  mantemos  em  104  comunidades  carentes,  nos  80  postos  e  agências  do  Banco  da  Providência  e  nas  intervenções em palestras, seminários e entrevistas de dirigentes da empresa, que existe um pacto básico da empresa com seus clientes:  prestar um serviço de boa qualidade e apoiar as comunidades. O consumidor, porém, tem que pagar pelo serviço que recebe.  Essa mensagem aparentemente simples é contestada pela prática de um histórico assistencialismo e pelo populismo político que prevaleceu  durante  décadas  no  Estado  do  Rio.  Esforços  conjuntos  com  as  novas  e  dinâmicas  administrações  públicas  do  Estado  e  do  município  começam,  todavia,  a  alterar  esta  consciência;  é  essencial  que  os  consumidores  entendam  que  respeitar  o  pacto  é  o  passaporte  para  a  cidadania.   O eixo de articulação parte do reconhecimento de que a atuação individual da empresa, isoladamente, não é produtiva a ponto de mudar a  postura  dos  clientes  informais.  De  um  modo  geral,  não  é  apenas  a  Light  a  vítima  da  evasão  da  receita;  as  concessionárias  de  serviço  público e o próprio estado também são afetados. Mobilizou­se, assim, um esforço conjunto pró­formalização, que veio a ser contemplado  pelas ações de urbanização incluídas no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento e por um programa que lançamos, denominado Rio  Legal.   A conscientização e a articulação, em conjunto, levarão à reinserção econômica de algo em torno de 30% de nossa área de concessão, o  que bem ilustra como é importante desenvolvê­la. As ações operacionais são comentadas em outra parte deste relatório. 

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Desenvolvimento da Concessão  

O conceito  do  desenvolvimento  da  concessão,  porém,  vai  muito  além.  A  Light  se  associa  ao  esforço  de  reabilitação  econômica  do  Rio  de  Janeiro, no plano da federação. Ativa na AD­Rio6 , tem a iniciativa de apoiar todas as medidas de promoção pelo Estado das cidades de sua  área de concessão. Dentre os exemplos mais relevantes estão as ações de renovação urbana na área portuária e Centro do Rio, além do  foco em promover a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. [EC8]  6 Agência de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro  

VEJA O VÍDEO    O que as associações de classe pensam da Light  

               Relacionamento com o órgão regulador  

A postura proativa e participativa da Light no relacionamento com o órgão regulador tem motivado o reconhecimento, pela ANEEL, de várias  especificidades da área de concessão.   Nas Audiências Públicas promovidas pela agência para aperfeiçoamento das metodologias da Revisão Tarifária Periódica (RTP), a Light viu  sua postura de participante ativa ser reconhecida publicamente pela Aneel. Na ocasião, a entidade registrou sugestões fundamentadas e  equilibradas para atender aos interesses legítimos dos consumidores e da concessionária.  No  campo  mais  técnico,  a  Light  SESA  tem  procurado  dialogar  com  o  órgão  regulador,  entre  outros  assuntos,  sobre  o  cumprimento  dos  indicadores de qualidade (DEC e FEC) – notadamente em função das características geográficas da área de concessão, que prejudicam a  atuação das equipes de manutenção no restabelecimento da energia elétrica interrompida.   A  Light  SESA  atuou  fortemente  em  prol  da  extensão  do  prazo  para  cadastramento  dos  consumidores  nos  programas  sociais  do  governo  federal,  visto  que  o  cadastramento  é  condição  essencial  para  obter  o  benefício  de  tarifa  reduzida.  A  empresa  participou  também  do  aprimoramento da legislação sobre o assunto, em discussão no Congresso Nacional. Os resultados foram positivos, pois um novo prazo foi  concedido pela Aneel; além disso, o Projeto de Lei que visa a aprimorar a concessão do benefício está passando por importantes ajustes no  âmbito do Senado Federal.     O Conselho de Consumidores da Light é um apoiador das propostas da empresa e se reúne regularmente, com forte comparecimento de  seus membros.  VEJA OS VÍDEOS  Francisco  Paulino,  do  PROCON,  faz  parte  do  Conselho  de  Consumidores  da  Light  e  dá  seu depoimento

  A  Light  também  procura  explorar  as  possibilidades  do  marco  regulatório,  no  sentido  de  criar  oportunidades  de  contribuir  para  o  desenvolvimento  de  seus  clientes.  Os  programas  de  Eficiência  Energética  e  Pesquisa  &  Desenvolvimento,  viabilizados  por  investimentos  obrigatórios definidos em lei e regulamentados pela Aneel, são bons exemplos: contemplam ações voltadas para o uso eficiente da energia,  com repercussão positiva na conta de energia elétrica, principalmente dos consumidores de baixa renda.  Ainda no campo das oportunidades, a Light tem prestigiado projetos como a medição eletrônica e o sistema pré­pago de energia elétrica, 

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Desenvolvimento da Concessão  

por acreditar  que  contribuem  para  a  justiça  social;  afinal,  quando  alguém  não  paga  sua  fatura,  onera  aqueles  que  honram  seus  compromissos.   Na  dimensão  ambiental,  em  que  o  marco  regulatório  apresenta­se  cada  vez  mais  exigente,  destaca­se  a  atuação  da  companhia  na  revitalização do projeto do Complexo de Lajes e na implantação da UHE Itaocara. A dimensão ambiental ganhou relevância ainda maior a  partir da adoção do conceito de sustentabilidade nos negócios pelo Grupo Light. Assim, a variável ambiental se faz presente nas etapas de  planejamento, construção, manutenção e operação de seus empreendimentos.   A  Diretoria  de  Desenvolvimento  da  Concessão,  orientada  pelo  conceito  de  sustentabilidade,  passou  a  estratégia  ambiental  da  empresa,  conduzida nas diferentes áreas de atuação.   Por  fim,  desenvolver  a  concessão  é,  no  entender  da  Light,  a  responsabilidade  das  responsabilidades.  Não  foi  por  outro  motivo  que  a  empresa  adotou  a  assinatura  institucional “O  Rio  é  Light”,  demonstração  inequívoca  de  que  os  destinos  da  Light  e  da  sua  área  de  concessão estão intimamente ligados ­ e que todas as suas ações têm, necessariamente, que levar isso em consideração.  

É importante para a sustentabilidade Light desenvolver a concessão de forma consciente, participativa e respeitosa para com o  meio ambiente e a população; isso significa gerar mais energia para atender às demandas de crescimento em paralelo a ações  que  garantam  a  preservação  do  território  para  as  ações  futuras.  Significa  também  desenvolver,  junto  às  comunidades,  um  relacionamento sadio e responsável com a energia, além de comprometer­se incansavelmente com o desenvolvimento de fontes  alternativas.  

 

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Atuação frente aos desafios ambientais = =

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Com uma história marcada por importantes ações socioambientais e uma atuação responsável perante a sociedade e as regiões em que  está presente, o Grupo Light consolida, em sua Política Ambiental, uma estratégia global de atuação clara e concreta, diante dos crescentes  desafios que a questão da preservação ambiental impõe às empresas de energia.  A  visão  de  sustentabilidade  norteia  a  Política  Ambiental  da  companhia  e  todas  as  suas  ações  de  preservação  e  estímulo  ao  desenvolvimento  ambiental,  reavaliadas  à  luz  do  compromisso  permanente  com  a  mitigação  dos  impactos  ambientais  causados  pelas  mudanças  climáticas.  Esse  compromisso  passa  pela  busca  constante  de  soluções  para  seus  clientes  e  por  perseguir  alternativas  energéticas que sejam ambientalmente corretas e sustentáveis no longo prazo.  No  âmbito  interno,  a  reestruturação  da  gestão  ambiental  foi  um  passo  decisivo  nesse  sentido,  com  a  criação  de  uma  coordenação  específica, que se reporta à Diretoria de Desenvolvimento da Concessão, para definir e implantar a estratégia ambiental do Grupo Light e  alinhar a política empresarial ao desenvolvimento sustentável.   Com  seu  escopo  de  atuação  ampliado,  a  Gerência  de  Meio  Ambiente,  que  se  reporta  à  Diretoria  de  Energia  e  Meio  Ambiente,  passa  a  responder  por  todo  o  suporte  técnico,  com  foco  no  Sistema  de  Gestão  Ambiental  (SGA)  e  também  nos  licenciamentos  e  auditorias  ambientais. Todas as unidades passam a contar com um responsável operacional que garante o cumprimento de todas as condicionantes  das licenças ambientais e também das obrigações relativas à certificação do SGA.  9(-$29Ë'(2

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Desempenho Ambiental    

» A Light e as águas  » Consumo de água nas instalações  » O Sistema de Gestão Ambiental ­ SGA  » Geração de impactos  » Geração de materiais  » Gestão de resíduos  » Emissões  » Investimentos  » Áreas de proteção ambiental  » Educação ambiental  » Saúde Ambiental  » Legislação ambiental      

A Light e as águas  

Desde a  década  de  1940,  a  Light  tem  um  papel  fundamental  no  abastecimento  de  água  da  Região  Metropolitana  do  Rio  de  Janeiro.  As  águas provenientes do Reservatório de Lajes, que movimentavam as turbinas da Usina de Fontes desde o início do Século XX, receberam  um incremento importante por volta de 1913, com a construção do Túnel Tócos­Lajes, na região de Rio Claro, que desviava parte das águas  do  Rio  Piraí.  Foram  essas  águas  que,  por  volta  de  1940,  quando  já  não  se  encontravam  mananciais  significativos  no  entorno  da  cidade,  passaram a alimentar duas adutoras e garantiram o abastecimento do Rio de Janeiro.  Vale destacar que, devido às excelentes condições de preservação do entorno do Reservatório de Lajes, assegurada pela Light, essa água  de excelente qualidade é distribuída até hoje sem qualquer tratamento além da cloração.  Um  outro  desvio  construído  mais  tarde  pela  Light – o  Paraíba­Piraí  –  tornar­se­ia  o  mais  importante  reforço  para  o  suprimento  de  água  potável para o Rio de Janeiro. Com ele foi possível aumentar e regularizar as vazões do rio Guandu e, a partir daí, viabilizar a construção da  Estação de Captação e Tratamento do Guandu, que entrou em operação em 1955.  Para  a  Light,  portanto,  as  águas  são  fonte  de  energia  e  também  de  qualidade  de  vida  para  a  população  da  nossa  cidade  e  do  nosso  estado.  Do total da água consumida na capital do Estado do Rio de Janeiro e municípios da Baixada Fluminense, 96% passam pelos reservatórios e  usinas da Light, dos quais 5,5 m3/s (11% desse volume) são águas cristalinas do reservatório de Ribeirão das Lajes. [EN8] [EN9]    

Consumo de água nas instalações  

[EN8] TOTAL  DE  ÁGUA  RETIRADA  POR  FONTE  PARA  GERAÇÃO  DE  ENERGIA  E  OFERTA  DE  ÁGUA  PARA  ABASTECIMENTO  PÚBLICO  NA  REGIÃO  METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO   Quantidade de água – vazão média anual (m3/s)

Desvio RIO PARAÍBA - GUANDU Desvio RIO PIRAÍ - GUANDU TOTAL DAS RETIRADAS

2006

2007

2008

148,61

133,99

143,91

15,22

19,98

18,45

163,83

153,97

162,36

  [EN9] TOTAL DE APORTE DE ÁGUA PARA O RIO GUANDU: ABASTECIMENTO PÚBLICO NA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO   

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Desempenho Ambiental 

Quantidade de água – vazão média anual (m3/s )

GUANDU: VIA RIBEIRÃO DAS LAJES VIA CALHA DA CEDAE TOTAL DE APORTE

2006

2007

2008

158,12

143,91

156,13

5,64

5,58

5,76

163,76

149,49

161,89

  [GRI] QUANTIDADE DE ÁGUA CONSUMIDA – LIGHT SA    Consumo de água (m3) Total Geral Redução ano anterior (%)

2006

2007

2008

202.000

183.250

157.250

3

9

14

* O valor foi calculado baseando­se na média diaria multiplicado por 250 dias utéis trabalhados. 

Descarte total de água, por qualidade e destinação  Os impactos causados pelos descartes de água feitos pela Light são insignificantes em termos quantitativos e qualitativos, tanto em função  das baixas vazões quanto pelo tratamento que recebem – e também pela vazão dos corpos d ’água receptores. Consideramos, portanto,  que as atividades da Light não geram efluentes contaminantes em corpos d’água. [EN21] [EN25]    

O Sistema de Gestão Ambiental ­ SGA  

A Política Ambiental da Light, implantada com o Sistema de Gestão Ambiental (SGA), norteia as práticas ambientais e garante a melhoria  contínua do desempenho ambiental. A primeira certificação de conformidade com as normas ISO 14001 foi obtida em 2002. Hoje, já são 182  unidades  certificadas:  subestações,  linhas  de  transmissão,  usinas  hidrelétricas,  agências  comerciais  e  postos  de  auto­atendimento.  A  certificação  do  complexo  de  usinas  geradoras  inclui,  além  do  SGA,  as  normas  OHSAS  18001  (segurança  e  saúde)  e  a  série  ISO­9001  (melhoria  contínua  da  qualidade  dos  processos).  É  importante  destacar  que  a  ISO­14001  também  engloba  requisitos  quanto  à  saúde  e  segurança das comunidades.[PR1]  Desde que o SGA foi implementado, todos os aspectos ambientais relacionados às atividades da organização passaram a ser controlados e  ponderados  em  conformidade  com  os  Procedimentos  Ambientais  Light  (PALs)  e  as  Planilhas  de  Aspectos  e  Impactos  Ambientais.  Esses  documentos estão arquivados no Banco de Documentos Técnicos da Light (BDTL) e podem ser acessados por todos os empregados. Eles  definem como os diferentes órgãos da empresa devem agir frente às suas atividades de manutenção, operação e construção, tanto para  novos empreendimentos como para os já existentes, e também para contratação de fornecedores de serviços e materiais.   As auditorias externas do SGA podem ser de dois tipos: manutenção e (re)certificação. O certificado concedido pela instituição certificadora  é válido por três anos; nesse período são realizadas cinco auditorias de manutenção (semestrais) e uma de recertificação.  Diversas  áreas  da  organização  participam  dessas  auditorias;  cada  uma  costuma  durar,  em  média,  uma  semana.  Nesse  período,  os  auditores  visitam  as  unidades  certificadas  em  busca  de  possíveis  falhas  do  SGA,  tanto  documentais  quanto  operacionais.  O  processo  permite que os desvios encontrados sejam tratados e o sistema permaneça em processo de melhoria contínua.  Nas auditorias de recertificação, a instituição certificadora avalia se o SGA da empresa permanece em conformidade com os itens da norma  e,  por  conseguinte,  se  as  instalações  podem  manter  seu  certificado  por  outros  três  anos.  Até  o  momento,  nenhuma  instalação  da  Light  deixou de ser recertificada.  As auditorias internas seguem a mesma base das auditorias externas de manutenção e contam com uma equipe de auditores internos do  SGA. Além de ser uma exigência da série NBR ISO­14001, as auditorias internas são uma excelente forma de manter o sistema funcionando  adequadamente e engajam ainda mais os nossos empregados na causa ambiental.   Em 2008, o número de certificações e recertificações do SGA foi incorporado às metas globais da organização, que influenciam diretamente  a participação dos lucros de todos os empregados. Em 2008 conseguimos superar as metas, com a certificação de 30 novas instalações e a  recertificação de outras 32. Esse sucesso renova, portanto, o compromisso de certificar todas as instalações até 31 de dezembro de 2010.  

Gestão dos impactos  

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Desempenho Ambiental 

O SGA possibilita à organização manter um controle detalhado de todos os impactos ambientais causados pelas suas atividades. Permite  também sua verificação e revisão periódica, através das auditorias externas e internas.   Geração  ­  Os  empreendimentos  hidrelétricos,  com  a  construção  de  barragens  e  formação  de  reservatórios  em  rios,  alteram  o  meio  ambiente,  com  impactos  de  grau  e  abrangência  variáveis.  As  barragens  e  reservatórios  influenciam  na  dinâmica  desses  ambientes  e  provocam,  na  maioria  das  vezes,  mudanças  no  regime  de  vazão,  impedindo  a  livre  circulação  dos  peixes  que,  por  sua  vez,  realizam  movimentos migratórios para reprodução. Isso pode modificar a qualidade físico­química da água e a composição de comunidades da fauna  e da flora aquáticas.   Ações realizadas em 2008 – Geração

Ação

Local

Objetivos

Projeto de monitoramento do mecanismo de transposição de peixes (“escada para peixes”), em parceria com o LACTEC Paraná.

UHE Ilha dos Pombos

Proteger a composição da fauna e as espécies de peixes da região.

Projeto Pisces – Segunda etapa: soltura de 20 mil alevinos de várias espécies

Diversos trechos da bacia do rio Paraíba do Sul

Recuperação*, incremento e monitoramento da fauna de peixes dos reservatórios da Light; repovoamento com espécies nativas da região.

Plantio de mais de 80 mil mudas de árvores

No entorno das usinas e reservatórios, prioritariamente

Dar continuidade ao Programa de Recuperação de Áreas Degradas (PRAD), que contabiliza 3,2 milhões de árvores plantadas desde 1992.

Plantio de 365 mil mudas de espécies nativas

Municípios na área de influência do parque gerador

Compromisso do Projeto Contador de Árvores da Mata Atlântica, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente

* Em 2009 essas ações serão intensificadas, de modo a reduzir o impacto sofrido pela ictiofauna do rio Paraíba do Sul com o  derramamento de rejeitos e produtos químicos tóxicos ocorrido em novembro de 2008.

   PROJETOS DE P&D ­ MEIO AMBIENTE

 

 

 

Investimentos (R$ mil) Título do Projeto 2006

2007

2008

Macrófitas - dinâmica e manejo sustentado de macrófitas invasoras nos reservatórios Light

-

-

214

BIOÁQUA - biodiversidade de comunicação aquática e qualidade da água dos reservatórios de Santana, Vigário e Lajes

-

-

176

Desenvolvimento de um modelo para avaliação da escada de peixes da usina hidrelétrica Ilha dos Pombos

118

-

442

Estratificação térmica em reservatórios de hidrelétricas

96

32

-

213

159

132

BIOÁQUA II - qualidade de água, biodiversidade e biomanipulação de comunidades aquáticas nos reservatórios de Ribeirão das Lajes, Santana e Vigário

-

238

-

Dinâmica e manejo sustentado de macrófitas invasoras nos reservatórios das usinas hidrelétricas da Light Serviços de Eletricidade S.A.

-

120

-

Pisces II - avaliação da qualidade ambiental e monitoramento dos reservatórios da Light

-

149

226

Desenvolvimento de postes poliméricos a partir de resina a base de garrafas PET

-

-

44

427

699

1.234

Solução ambiental para retenção de vazamento de óleo de transformadores

TOTAL

Transmissão  e  distribuição  ­  O  principal  impacto  ambiental  das  atividades  de  transmissão  e  distribuição  de  energia  ocorre  na  troca  de  equipamentos  isolados  a  óleo,  poda  de  árvores  e  geração  de  resíduos.  A  operação  de  subestações  convencionais  em  áreas  urbanas,  especialmente  em  regiões  densamente  povoadas,  também  pode  trazer  inconvenientes  para  a  população,  como  poluição  visual  e  sonora,  esta originada nos transformadores.   A Light Energia possui uma linha de transmissão de 230 kV. As demais linhas, pertencentes à Light SESA não são redes de alta tensão, pois  transmitem energia abaixo de 155 kV. Dessa forma, as faixas de servidão (áreas de segurança sobre as quais passam essas linhas) são  menores e o impacto ambiental também. [EN12] [EN14] [EN26] 

Ações mitigadoras 2008 

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Desempenho Ambiental 

Ação

Objetivos

Monitoramento do transporte e movimentação de óleo

Controle e verificação (SGA corporativo) de aspectos ambientais significativos; preenchimento do registro de movimentação de materiais e observação de todas as normas da Feema na execução da operação

[EN29] Monitoramento periódico do nível de ruído nas unidades que possuem transformadores

Avaliar o impacto sonoro e consertar equipamentos caso os resultados estejam acima dos limites da legislação ambiental

Conclusão de projeto de criação de processo e dispositivo que faz a separação de água e óleo na caixa de contenção dos transformadores – Em processo de patenteamento

Reduzir ou eliminar o risco de poluição por derramamento de óleo

Substituição de 550 km de rede elétrica convencional por rede protegida/compacta

Garantir a segurança dos equipamentos Reduzir podas de árvores, necessárias devido à distância exigida entre os cabos nas redes convencionais (2,4 m)

     VEJA O VÍDEO     Eles falam da Light  O testemunho dos parceiros ambientais da Light                

Gestão de Materiais  

Os crescentes  investimentos  realizados  pelo  Grupo  Light  em  geração,  transmissão  e  distribuição  de  energia,  inclusive  em  programas  de  melhoria operacional do sistema, respondem pelo aumento de consumo de materiais diversos. Em contrapartida, foram ampliados também  os projetos de reciclagem e recuperação, de modo a reduzir eventuais impactos ambientais. [EN1] [EN2]  No ano de 2008, todo o papel consumido pela organização foi reciclado ou de origem certificada pelo Conselho de Manejo Florestal (Forest  Stewardship  Council).  Essa  certificação  garante  que  a  madeira  utilizada  para  produção  do  papel  provém  de  um  processo  produtivo  manejado de forma ambientalmente adequada, socialmente justa e economicamente viável, em cumprimento a todas as leis vigentes sobre  a matéria.  A  Light  SESA  possui  uma  série  de  projetos,  em  fase  de  desenvolvimento  ou  já  iniciados,  dentro  do  conceito  dos  7R  (Repensar,  Recusar,  Reduzir, Reutilizar, Reaproveitar, Recuperar, Reciclar):     Projeto  Desperdício  Zero –  De  acordo  com  o  conceito  de  Logística  Reversa,  a  Light  passará  a  reutilizar  seus  materiais  inservíveis em parceria com empresas de recuperação, reciclagem e destinação de materiais, para assegurar que os materiais  operacionais retornem à forma original com o menor gasto de energia e o menor impacto ambiental possíveis.   Tratamento de Óleo – A Central de Tratamento de Óleo é responsável pela distribuição, bombeamento e monitoramento da  qualidade de todo o óleo mineral isolante utilizado nos equipamentos da Light (10 milhões de litros, aproximadamente). Foram  regenerados 216 mil litros de óleo somente entre 2007 e 2008.   Além desses projetos, a Light inaugurou em outubro de 2008 um novo processo de regeneração do óleo utilizado para isolar  chaves de manobra da rede de distribuição subterrânea, que vai reaproveitar 80 mil litros do isolante por ano.    Reprografia e impressão ­ Num trabalho conjunto das áreas de Tecnologia da Informação, Aquisição e Logística e Patrimônio,  a  Light  implantou  um  projeto  de  modernização  dos  serviços  de  reprografia  e  impressão,  com  a  adoção  de  impressoras  multifuncionais, que permitem maior controle e melhor utilização dos materiais. A empresa parceira da Light neste projeto é a  Lexmark.  O  estudo  realizado  estima  que  o  projeto  evitará  a  derrubada  de  40  árvores/mês,  além  de  economizar  37%  do  consumo  de  energia  e  reduzir  em  57  toneladas  a  emissão  de  CO2/ano.  O  projeto  contempla  ainda  uma  importante  ação  de  responsabilidade  social:  a  Lexmark  fará  o  recolhimento  dos  tonners  e  destinará  US$  2,00  por  cada  unidade  recolhida  a  uma  entidade beneficente definida pelo programa Light Voluntária.  

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Desempenho Ambiental 

A Light  iniciou  em  2008  o  acompanhamento  das  informações  dos  fornecedores  de  produtos  que  contenham  óleo  ou  sejam  de  madeira  (postes  e  cruzetas),  além  de  outros  materiais  adquiridos  em  conformidade  com  critérios  ambientais ­  Selo  Verde,  Selo  Procel,  certificação  florestal, dentre outros.    [EN1] MATERIAIS UTILIZADOS     Materiais / unidade

2006

2007

Transformadores / pc

2.525

4.984

6.731

Postes de concreto/ pc

3.629

8.256

10.601

13.941

32.434

46.574

30

21

23

112.389

143.937

152.731

24.880

75.181

158.824

863.271

2.132.910

2.811.380

Cabos / kg

12.666,57

36.040,53

41.688,98

Cabos / m

2.534.071,99

6.587.033,95

9.671.017,48

53.414

103.806

124.046

Postes e cruzetas de madeira/ pc Protetor / pc Medidores / pc Isolador / pc Conector, terminal e acessórios / pc

Óleo Mineral / l

2008

  [EN2] MATERIAIS UTILIZADOS PROVENIENTES DE RECICLAGEM    REPARADO 2006 Materiais/ unidade Transformadores / pc Medidores / pc Protetor / pc

2007

Reparado

%Reparado / Consumido

1.162

2008

Reparado

%Reparado / Consumido

Reparado

%Reparado / Consumido

38,1

1.343

2.398,21

919,00

76,84

10.037

3,7

14.137

15.201,08

46.409

65,20

40

100,0

18

85,71

21

91,30

  Gestão de resíduos  

Em cumprimento  ao  compromisso  com  a  sustentabilidade  expresso  em  sua  Missão,  a  Light  implantou  em  2008  um  projeto  que  contribui  para  o  desenvolvimento  sustentável  do  Rio  de  “O principal expoente desse novo  Janeiro. A empresa instalou 11 novos transformadores que possuem estrutura em alumínio e  óleo  isolante  do  tipo  vegetal,  biodegradável,  que  propicia  um  grau  maior  de  segurança  momento é a Light. Apesar desses  ambiental.   avanços, ainda existe um grande  desafio a ser ultrapassado: a questão  Os  novos  equipamentos  foram  instalados  no  trecho  adjacente  à  reserva  ecológica  situada  entre  os  bairros  Barra  da  Tijuca  e  Recreio  dos  Bandeirantes.  Os  equipamentos  foram  da sua área de concessão, a região  fabricados  a  pedido  da  Light  e  são  os  primeiros  desse  tipo  no  país.  A  companhia  não  utiliza  metropolitana do Rio de Janeiro, que  mais transformadores isolados por ascarel, cujo descarte foi concluído em 2007.  nós sabemos que é uma região  As  Centrais  de  Resíduos  das  unidades  Rua  Larga  e  Frei  Caneca  dispõem,  desde  agosto  de  2008, de uma equipe para gerenciar os resíduos sólidos e destiná­los para reciclagem, o que  contribui em muito para a eficiência da coleta seletiva. Em 2009 está prevista a construção de  uma  nova  Central  de  Resíduos  no  Centro  de  Distribuição  de  Materiais  da  Light,  o  que  aumentará consideravelmente o volume de material destinado à reciclagem.  

problemática, com elevado nível de  perda de energia e também de  inadimplência.”  Marcos Severine – Analista do 

Unibanco Em 2009 será iniciado um Projeto de P&D, com duração de dois anos, cujo objetivo é estudar    soluções sustentáveis para as diversas classes de resíduos sólidos gerados pelas diferentes  atividades  da  organização.  Durante  o  projeto  está  previsto  um  ciclo  de  palestras  de  conscientização ambiental para todos os empregados, inclusive a alta administração. [EN22] [EN24]   

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Desempenho Ambiental 

QUANTIDADE DE RESÍDUOS NÃO PERIGOSOS CLASSE IIB DESCARTADOS    Resíduo / Unidade

2006

2007

Toalhas laváveis / pc.103

ND

ND

#REF!

Reutilização

Papel, papelão / t

ND

ND

577,895

Reciclagem/Venda

Plástico / kg

15.290

4.510

9.089

Reciclagem / Venda

Vidro e lâmpadas / kg

36.230

10.070

5.839

Reciclagem / Venda

871.842

283.646

6.853

Reciclagem / Venda

Metal / kg

2008

Método de Disposição

  QUANTIDADE DE RESÍDUOS PERIGOSOS CLASSE I DESCARTADOS     Resíduo / Unidade

2006

2007

2008

Método de Disposição

EPI / kg

1.800

14.510

5.388

Co-processamento

Pilhas e baterias / kg

2.150

12.040

5.517

Reciclagem

Resíduos oleosos / l

19.818

80.210

57.289

Co-processamento / incineração

485

1.904

343

Reciclagem

Cartucho / pc Baterias estacionárias / pc Lâmpadas incandescentes/ kg Lâmpadas fluorescentes/ pc

7

1.004

49.860 (kg)

Reciclagem

nd

nd

8.170

Reciclagem

833

176.880

20.842

Reciclagem / Descontaminação

    

Emissões  

Inventário de Gases de Efeito Estufa   As mudanças climáticas só poderão ser contornadas com a atuação efetiva e integrada de todas as esferas da sociedade. Decida a fazer a  sua parte, a Light concluiu em 2008 o seu primeiro Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), referente às atividades do período 2006­ 2008. Os resultados permitirão à empresa avaliar o seu desempenho ambiental, além de gerenciar suas emissões e estudar novas formas  de reduzi­las, em complementação às que já vêm sendo praticadas.     Para  efeito  do  relatório,  foram  consideradas  emissões  provenientes  de fontes  estacionárias (como  geradores  e  máquinas  abastecidos  a  diesel/gasolina  e  consumo  de  energia  elétrica), fontes  móveis  (frota  de  carros  leves,  caminhões,  etc),  emissões  fugitivas  (como  gases  refrigerantes), descarte de resíduos e tratamento de efluentes líquidos.    As  emissões  diretas  e indiretas  foram  contabilizadas  separadamente  das  originadas  por  empresas  fornecedoras  de  serviços;  classificadas  como outras emissões indiretas, essas últimas compreendem a frota terceirizada e o descarte de resíduos em aterros sanitários.  Os resultados indicaram que as emissões diretas constituem o maior volume produzido pela Light, especialmente devido à contribuição do  gás SF6 ­ substância utilizada para isolar equipamentos necessários à transmissão de energia elétrica.  A redução que tem sido observada nas emissões da Light ao longo dos anos reflete, entre outros fatores, o maior investimento feito na  manutenção dos equipamentos isolados por SF6 e a utilização de veículos movidos a álcool e gás natural.   Os reservatórios da Light Energia não foram considerados para efeito do levantamento porque, de acordo com o Guia de Boas Práticas do  IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), as principais emissões de GEE nesses ambientes estão associadas à decomposição da  matéria  orgânica  presente  na  área  antes  do  alagamento,  atividade  esta  que  estaria  limitada  aos  primeiros  10  anos  de  formação  da  barragem. O reservatório mais recente da Light data de 1963. [EN16] [EN17]  Com  relação  às  substâncias  destruidoras  da  camada  de  ozônio,  a  Light  registra  uma  emissão  pequena,  referente  a  gases  utilizados  em  sistemas de refrigeração. [EN19] 

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Desempenho Ambiental 

A atualização da frota para veículos mais novos e modelos flex, movidos a álcool (553 em 2008), o reflorestamento de áreas desmatadas e  a  geração  de  energia  por  fontes  renováveis  são  exemplos  de  ações  desenvolvidas  pela  Light  para  contribuir  com  o  Mecanismo  de  Desenvolvimento Limpo (MDL), um dos mecanismos de flexibilização criados pelo Protocolo de Kyoto para auxiliar o processo de redução de  emissões de gases do efeito estufa ou de captura (seqüestro) de carbono por parte de alguns países. A gestão da frota interna passa por  manutenções  regulares  e  corretivas,  sempre  executadas  por  fornecedores  de  serviço  autorizado,  com  o  objetivo  de  diminuir  possíveis  vazamentos  e  emissões  de  gases  de  efeito  estufa.  Para  fortalecer  ainda  mais  suas  ações  no  campo  das  Mudanças  Climáticas,  a  Light  definiu uma meta de 6% redução de suas emissões diretas de GEE entre 2008 e 2009. Esse percentual significa evitar a emissão de 830  toneladas de CO2 equivalente para a atmosfera.[EN29] [EN18]    [EN16] EMISSÕES DIRETAS E INDIRETAS DE GASES CAUSADORES DE ESFEITO ESTUFA (PRÓPRIO)    2006 Emissão CO2eq (toneladas) Light SESA & ESCO Light Energia Total Light SA

2007

2008

DIRETAS

INDIRETAS

DIRETAS

INDIRETAS

DIRETAS

INDIRETAS

25.567

1.263

18.276

1.132

16.279

1.092

384

8

265

12

246

88

25.951

1.271

18.541

1.144

16.525

1.180

  [EN17] OUTRAS EMISSÕES INDIRETAS DE GASES CAUSADORES DE ESFEITO ESTUFA (FORNECEDORES DE SERVIÇO)    Emissão CO2eq

2006

2007

2008

Light SESA & ESCO

4.852

10.452

12.472

263

280

163

5.115

10.732

12.635

Light Energia Total Light SA

  [EN19] EMISSÕES DE SUBSTÂNCIAS DESTRUIDORAS DA CAMADA DE OZÔNIO    Emissão CFC-11eq (quilos)

2006

2007

2008

HCFC-22

46,70

47,87

41,16

HCFC-141

5,72

5,86

0,00

HCFC-123

1,76

1,82

0,00

54,18

55,55

41,16

Total Light SA

 

Investimentos  

Os investimentos  ambientais  realizados  pela  Light  no  período  2006­2008  refletem  a  preocupação  da  empresa  em  desenvolver  o  seu  negócio  em  conformidade  com  a  legislação  pertinente. [EN30] Como resultado da observância das determinações legais, a Light não tem  registrado a ocorrência de multas significativas ou sanções no período. [EN28]  [EN30] Investimentos em Meio Ambiente (R$ MIL) – Light S.A.  

Natureza do Investimento (em R$ Mil)

2006

2007

2008

SESA

Energia

Total

SESA

Energia

Total

SESA

Energia

Total

Manutenção e Segurança de Linhas e Subestações

-

-

-

1.852

-

1.852

4.286

-

4.286

Educação Ambiental

-

-

-

22

-

22

31

-

31

Projetos Ambientais

464

-

464

6.894

140

7.034

1.359

-

1.359

4

4

8

5

4

9

34

109

143

Licenciamento Ambiental

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Desempenho Ambiental 

Diversos - Consultoria, Seminários e Auditorias

32

385

417

Implantação e Manutenção do Sistema de Gestão Ambiental

1.362

87

Arborização Urbana

4.326

-

Substituição de Transformadores da Distribuição (Ascarel)

2.465

-

Contenção de taludes

NA

Remoção de plantas

NA -

-

Atendimento à requisito legal Pesquisa e Desenvolvimento Total

60

-

60

98

-

98

1.449

925

-

4.326

6.063

-

925

871

710

1.581

6.063

6.480

-

6.480

2.465

3.458

-

3.458

-

-

0

355

355

NA

1.452

1.452

NA

345

345

NA

1.746

1.746

1.496

1.496

NA

1.124

1.124

-

41

-

41

-

427

-

427

699

-

699

793

422

1.215

9.080

2.283

11.363

20.019

1.985

22.004

13.952

4.110

18.062

O investimento realizado em 2008 foi inferior ao de 2007 devido ao encerramento do projeto de eliminação de Ascarel, visto  que todo o Ascarel já foi eliminado.   Além dos investimentos relacionados na Tabela, ressaltamos o investimento feito em compactação de linhas, que em 2008  atingiu R$ 45,4 milhões, contra R$ 6,3 milhões em 2007.    Com as linhas compactas, a rede urbana de distribuição ganha mais robustez; além disso, são minimizados  os defeitos por causa  fugitiva, assim como a ação de agentes externos e galhos de árvores. O padrão de construção utiliza cabos cobertos que suportam as  agressões temporárias por contato, melhorando assim o desempenho das redes. A seleção dos locais para substituição da rede  existente por esse padrão seguiu o critério de densidade de arborização, o que reduz adicionalmente o impacto ambiental. 

 

Áreas de proteção ambiental  

O Rio  de  Janeiro  é  o  estado  brasileiro  que  reúne  a  maior  variedade  de  ambientes  do  domínio  Mata  Atlântica  e  possui  uma  concentração  relevante de espécies endêmicas. Juntos, os 31 municípios dentro da área de concessão da Light representam aproximadamente 25% do  território do estado.   Os empreendimentos da Light têm sido adaptados e planejados para a convivência harmônica com os mais diversos ecossistemas em que  estão  inseridos ­  desde a orla do Rio de Janeiro, com suas praias, lagoas, manguezais e montanhas, passando pela baixada fluminense,  até a Serra do Mar e o Vale do Paraíba. Algumas das instalações são adjacentes a unidades de conservação (UCs) e áreas de proteção  ambiental (APAs), que são fundamentais para a manutenção dos Corredores de Biodiversidade.  O patrocínio da Light ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro, mantido em 2008, é uma parceria com benefícios diretos para a população da  cidade. Ainda no segundo semestre do ano passado, a Light assumiu com o Ministério Público o compromisso de plantar 500 mudas, de 40  espécies diferentes, na área de 3.500m2 que circunda uma subestação de transmissão localizada dentro do Jardim Botânico.    [EN11] INSTALAÇÕES DA ORGANIZAÇÃO RELATORA LOCALIZADAS DENTRO OU PRÓXIMOS ÀS ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL E PARQUES    TAMANHO (Km2)

UNIDADE

LOCALIZAÇÃO

STATUS

Reservatório de Santana

Piraí (RJ)

Operando

5

POSIÇÃO RELATIVA P.M. Mata do Amador

UEL Vigário

Piraí (RJ)

Operando

0,01

P.M. Mata do Amador

Reservatório de Lajes

Rio Claro (RJ) Piraí (RJ)

Operando

30

UHE’s de Fontes

Piraí (RJ)

Operando

4

Adjacente à APA Guandu

PCH Paracambi

Paracambi(RJ)

Projeto

4

APA Guandu

Ponte Coberta

Piraí(RJ)

Operando

1,07

Linha de transmissão LTA's ILH-SJS-RCD

Petrópolis(RJ)

Operando

2,066

APA de Petrópolis

Linha de transmissão LTA's TSU-JP

Rio de Janeiro (RJ)

Operando

0,293

PARNA Tijuca

Área de Alto Índice de Biodiversidade

Adjacente à APA Guandu

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Desempenho Ambiental 

Linha de transmissão LTA's TSU-GRA

Rio de Janeiro (RJ)

Operando

0,08

PARNA Tijuca

Linha de transmissão LTA Ramal São Conrado

Rio de Janeiro (RJ)

Operando

0,093

PARNA Tijuca

Linha de transmissão LTA Ramal Rocha Freire

Nova Iguaçu (RJ)

Operando

0,111

APA Tinguá

Linha de transmissão LTA'S JP-ITP

Rio de Janeiro (RJ)

Operando

0,262

Parque Estadual da Pedra Branca

Linha de transmissão LTA's JP-TSU

Rio de Janeiro (RJ)

Operando

0,424

Parque Estadual da Pedra Branca

Linha de transmissão R. Curicica

Rio de Janeiro (RJ)

Operando

0,081

Parque Estadual da Pedra Branca

Linha de transmissão R. Taquara

Rio de Janeiro (RJ)

Operando

0,023

Parque Estadual da Pedra Branca

Linha de transmissão R. Vila Valqueire

Rio de Janeiro (RJ)

Operando

0,049

Parque Estadual da Pedra Branca

Linha de transmissão R. Padre Miguel

Rio de Janeiro (RJ)

Operando

0,03

Parque Estadual da Pedra Branca

Linha de transmissão LTA's GRA-CCD

Rio de Janeiro (RJ)

Operando

0,204

Parque Estadual do Grajaú

Linha de transmissão LTSU 141

Rio de Janeiro (RJ)

Operando

0,0003

Parque Estadual Chacrinha

  [EN13] ÁREAS RESTAURADAS E PROTEGIDAS DENTRO DOS LIMITES DA EMPRESA, EM LOCALIZAÇÃO E TAMANHO   Habitat Reservatório de Lajes Reflorestamento em Ilha dos Pombos Reflorestamento em Santa Cecília Reflorestamento em Ribeirão das Lajes Recuperação de Erosão Reflorestamento no Reservatório de Ponte Coberta Recuperação de Erosões e Reflorestamento em Santa Branca Área Total Protegida Área total Restaurada

Tamanho (ha)

Localização

Aprovação Externa

Situação em 2008

19.800

Rio Claro (RJ) Piraí (RJ)

Sim1

Protegido / Restaurado

53,5

Carmo (RJ)

Sim2

Restaurado

12

B. do Piraí (RJ)

Sim2

Restaurado

1.158

Piraí (RJ)

Sim1

Restaurado

76

Piraí (RJ)

Sim3

Restaurado

118

Sta Branca (SP)

Sim4

Restaurado

19.800 1 .417,5

 Legenda: 1. Feema  / SOS Mata Atlântica; 2. Feema; 3. Feema / SOS Mata Atlântica / Aneel; 4. CPRN / DAIA

  Conservação de espécies  Estão  em  andamento  as  obras  de  construção  das  Pequenas  Centrais  Hidrelétricas  (PCH)  de  Lajes  e  Paracambi,  esta  última  dentro  dos  limites  da  APA  Guandu,  e  da  AHE  Itaocara,  situada  no  Rio  Paraíba  do  Sul,  no  noroeste  do  Estado  do  Rio  de  Janeiro.  Vale  lembrar  que  a  ictiofauna  do  Rio  Paraíba  do  Sul  ainda  é  bastante  diversa;  das  198  espécies  catalogadas,  41  são  marinhas  e  157  de  água  doce.  Dentre  essas últimas, pelo menos 20 (12,7%) constam de alguma lista como espécies ameaçadas de extinção.   [EN15] NÚMERO DE ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO NO RIO PARAÍBA DO SUL    Estado de Conservação*

Nº de espécies

Indeterminado

1

Em perigo

1

Criticamente em perigo

3

Vulnerável

15

Total

20

* Estado  de  conservação  das  espécies:  criticamente  em  perigo;  em  perígo  (Fundação  Biodiversitas);  vulnerável;  em  perigo;  indeterminado (Rosa & Menezes, 1996).vulnerável; em perigo (Rio de Janeiro, 1998, Diário Oficial).  Fonte: ARAUJO, 2006.    

 

Pagina 80


Desempenho Ambiental 

Educação ambiental  

Público interno  A  cada  ano  se  inicia  um  novo  ciclo  de  cursos  e  palestras  sobre  o  conteúdo  da  ISO  14001  e  conscientização  ambiental.  Essa  ação  e  seu  cronograma  são  planejados  em  conjunto  com  as  áreas  competentes.  Só  no  ano  de  2008,  159  empregados  de  diferentes  áreas  da  organização  participaram  de  cursos  sobre  SGA.  Além  disso,  as  equipes  de  Meio  Ambiente  realizam  palestras  de  conscientização  para  empregados de empresas contratadas e também em eventos internos, como encontros de Segurança e Saúde Ocupacional.    Para otimizar a coleta seletiva de resíduos na Rua Larga (Marechal Floriano), 35 empregados da área de limpeza participaram de uma ação  de treinamento que incluiu conhecimentos gerais e aplicados sobre gerenciamento de resíduos.  

Comunidade Em  2008,  a  Light  iniciou  uma  parceria  com  a  Secretaria  Municipal  de  Educação  de  Piraí  para  a  realização  do  Projeto  de  Inclusão  Sócio­ Ambiental, do qual participam também o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama (CETAS­Unidade Seropédica), da Universidade  Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Com duração prevista para três anos,  o projeto já atendeu aproximadamente 800 pessoas, entre alunos, empregados da Light e comunidades atendidas pela Escola de Lajes.  Além da soltura de mais de 1.200 pássaros silvestres pelos CETAS/Ibama na área florestada do Reservatório de Ribeirão das Lajes e de  15.500  alevinos  de  espécies  nativas  em  rios  da  região,  pela  equipe  do  projeto  PISCES  de  pesquisa  e  desenvolvimento  da  UFRRJ,  foram  realizadas ao longo de 2008 diversos eventos com a participação da comunidade.    Comemoração da Semana do Meio Ambiente   a) Apresentações sobre os temas Poluição Hídrica (a cargo da UNESP); Tráfico de Animais Silvestres (a cargo do CETAS/Ibama);  e Saúde Ambiental (a cargo da Fundação Oswaldo Cruz).  b) Na sede da Light, no Rio de Janeiro, um grupo de atores percorreu as baias de 2.600 empregados de diferentes áreas, nas  unidades administrativas da Light SESA. A intenção foi sensibilizá­los, com uma encenação cômica, para temas como economia  de energia, água, papel e plástico.     Comemoração  dos  100  anos  de  operação  do  Reservatório  de  Lajes,  com  apresentação  do  Projeto  de  Inclusão  Sócio­ Ambiental.   Realização de mini­curso de Microscopia na Escola de Lajes, ministrado pela equipe do Projeto de P&D Bioaqua II (UniRio), em  parceria com a Secretaria de Educação de Piraí.   Comemoração da Semana da Árvore, com palestra sobre o tema Águas e Florestas e aulas de campo no reservatório de Lajes  e no laboratório da Escola de Lajes. A palestra e as aulas foram ministradas pela equipe da EGM a alunos e professores da  Escola de Lajes.   No encerramento do primeiro ano de trabalho do Projeto de Inclusão Sócio­Ambiental, em 2008, houve a apresentação de um  álbum digital, com as filmagens dos trabalhos realizados ao longo do ano e também dos trabalhos realizados em equipe pelos  alunos, nos bairros onde moram. Os alunos levantaram os principais problemas ambientais e propuseram, em seus trabalhos,  soluções baseadas no conteúdo aprendido nas atividades desenvolvidas durante o ano.   As comunidades situadas no entorno das obras da PCH Paracambi, que será construída no Complexo de Lajes, foram o foco do “Diagnóstico  e diálogo sócio­ambiental”. O trabalho, desenvolvido pela Light, teve por objetivo levantar, através de entrevistas com a população, o perfil  sócio­econômico, as impressões e as expectativas da comunidade com o empreendimento.   “A energia que vem do rio” foi o tema de uma intensa atividade de conscientização desenvolvida nas escolas da região. Além de distribuir  material educativo, a Light promoveu um concurso de redação e de trabalhos escolares que contou com a participação de 1.500 alunos.     

Saúde Ambiental  

O termo saúde ambiental foi definido pela Organização Mundial de Saúde, em 1998, como tudo o que se refere aos aspectos da saúde e  qualidade de vida humana determinados por fatores ambientais, sejam estes físicos, químicos, biológicos ou sociais. Nesse sentido, a Light  Energia S.A., por intermédio da Superintendência de Usinas (EU), mantém convênio desde 2004 com a Secretaria de Saúde do município de 

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Desempenho Ambiental 

Piraí (RJ), por meio do qual disponibiliza a infra­estrutura para o funcionamento de um Posto de Saúde no bairro de Ribeirão das Lajes. O  prédio,  mobiliário,  aparelhos  e  ambulância  são  cedidos  pela  empresa;  a  Prefeitura  entra  com  a  equipe  de  profissionais  e  o  material  necessário.  Essa unidade atende não só os moradores do bairro, como também as famílias que vivem nas comunidades menores do entorno, em áreas  de  difícil  acesso,  aí  incluídas  as  comunidades  ribeirinhas  dos  reservatórios.  Com  isso,  a  comunidade  de  empregados  da  Light  e  outras,  limítrofes às Usinas de Fontes, dispõem de atendimento médico e ambulatorial no Posto de Saúde; recebem também as visitas domiciliares  do programa Saúde na Família e participam de campanhas de vacinação, combate à dengue e outras. Além de oferecer a infra­estrutura, a  Light  Energia  S.A.  dá  apoio  logístico  aos  trabalhos  de  campo,  fornecendo  embarcações  e  pilotos  para  que  as  equipes  de  saúde  tenham  acesso às famílias ribeirinhas.   Outra  ação  importante  na  área  de  saúde  ambiental  é  o  apoio  da  Gerência  de  Meio  Ambiente  de  Usinas  e  Reservatórios  (EGM)  e  da  Superintendência de Usinas (EU) ao projeto de pesquisa “A fragmentação florestal como moduladora da estrutura populacional de parasitas  e hospedeiros e sua influência na emergência de doenças infecciosas”, desenvolvido pelo biólogo Vanderson Corrêa Vaz, do Laboratório de  Biologia de Tripanossomídeos do Departamento de Protozoologia (IOC) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ)  A primeira fase do projeto (2006/2007) inventariou a fauna de pequenos mamíferos e diagnosticou a existência do ciclo de transmissão de  protozoários (Trypanosoma cruzi)e bactérias (Rickettsia rickettisii) de interesse para a saúde pública, além de outros parasitas nos domínios  do reservatório de Ribeirão das Lajes. A segunda fase, com ampliação desse escopo, já foi iniciada e está prevista para o biênio 2008/2009.  Destacamos,  em  2008,  a  palestra  sobre  Saúde  Ambiental  oferecida  à  comunidade,  na  qual  os  participantes  foram  esclarecidos  sobre  a  influência  dos  impactos  ambientais  na  saúde  pública.  O  apoio  logístico  da  Light  Energia  ao  projeto  inclui  alojamento,  embarcações  com  pilotos, infra­estrutura preparada para facilitar os procedimentos iniciais de coleta e processamento das amostras.   Ainda  no  âmbito  do  controle  de  doenças  infecciosas,  a  Light  Energia  mantém  contrato  com  uma  empresa  especializada  em  controle  de  vetores,  que  atua  em  todas  as  instalações  da  empresa  e  também  na  área  residencial;  a  equipe  da  unidade  opera  inclusive  um  carro  “fumacê”, para controle preventivo da dengue e de outras doenças transmitidas por picadas de insetos.     

Legislação ambiental  

A legislação ambiental define as normas legais relativas à proteção, conservação e melhoria do meio ambiente e à utilização de recursos  ambientais. Existem ainda outras exigências legais, que podem ser:   Documentos de origens diversas, aplicáveis às questões ambientais das atividades, produtos e serviços;    Compromissos e requisitos corporativos;    Condicionantes de licenças ambientais e autorizações;     Exigências,  especificações  e  compromissos  estabelecidos  em  acordos  e  negociações  da  Light  com  o  Poder  Público  e  com  entidades privadas em geral.  Para  atender  e  garantir  o  cumprimento  de  todas  essas  demandas,  a  área  de  meio  ambiente  é  responsável  por  identificar,  avaliar  e  classificar os documentos legais e outros requisitos ambientais aplicáveis, de forma a mantê­los atualizados e monitorados.   Para  garantir  que  os  novos  empreendimentos  levem  em  consideração  as  variáveis  ambientais  e  sociais,  a  organização  segue  um  procedimento que estabelece mecanismos para obter a licença ambiental com a obediência às diversas fases cronológicas previstas em lei e  assegurar que as exigências da legislação brasileira sejam atendidas.     

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Eficiência Energética    

» Introdução  » Programas de Eficiência Energética  » Light Esco    

Introdução  

A Light, enquanto distribuidora de energia elétrica, não deseja mais ser vista como uma empresa que busca apenas ampliar o seu mercado,  e  sim  como  uma  fornecedora  de  energia  de  qualidade,  empenhada  em  alcançar  a  excelência  no  atendimento,  preocupada  com  a  conservação dos recursos não­renováveis e com o desenvolvimento e adequação da capacidade de pagamento da sua área de concessão.  A  iniciativa  que  reflete  todos  essas  aspectos  da  sustentabilidade  do  negócio  da  Light  e  da  sociedade  é  o  conjunto  de  suas  iniciativas  voltadas para o uso eficiente da energia elétrica.  As  ações  de  eficiência  energética  são  desenvolvidas  no  âmbito  dos  Programas  de  Eficiência  Energética  regulados  pela  Aneel,  de  cunho  obrigatório, e também na esfera de atuação Light Esco, comercializadora da Light cujo escopo envolve também a área de infra­estrutura e  serviços de eficiência energética.  Ao lado de vários agentes da sociedade e do Poder Público (governos federal/estadual e prefeituras municipais da área de concessão), a  Light  está  engajada  no  esforço  de  contribuir  para  consolidar  o  mercado  de  eficiência  energética  no  país  e  estimular  a  criação  de  novos  hábitos,  produtos  e  serviços  centrados  no  uso  racional  de  energia.  Na  mesma  linha  de  atuação,  a  empresa  vem  desenvolvendo  cursos,  workshops e encontros de negócios, com o objetivo de disseminar conceitos e instrumentos relacionados ao uso eficiente da energia. [EC2]    

Programas de Eficiência Energética  

Entre 1999 e 2008, a Light realizou 139 projetos no âmbito dos Programas de Eficiência Energética Aneel, com um investimento total de R$  176,6  milhões.  A  economia  anual  de  energia  decorrente  desses  projetos  é  de  478,4  GWh/ano,  equivalente  a  aproximadamente  3%  do  consumo do mercado regulado da Light em 2008.   A economia de energia acumulada até 2008 corresponde ao consumo médio de aproximadamente 250 mil residências durante o período de  um ano, o que equivale ao consumo residencial de uma cidade de 1 milhão de habitantes.  As  ações  implementadas  incluem  desde  a  alteração  de  processos  produtivos,  passando  pela  substituição  de  equipamentos  por  equivalentes mais eficientes, até ações educativas e de cunho social, como a contratação de pessoas das próprias comunidades de baixo  poder aquisitivo para a execução do projeto.  Nos últimos três anos, o investimento da Light ficou em torno de R$ 64 milhões, com economia de energia de 99,4 GWh/ano. Em 2008 foram  investidos R$ 15,6 milhões para a execução de 21 projetos, dos quais 15 ainda estão em andamento.  Destaca­se  a  forte  atuação  em  algumas  das  comunidades  de  menor  poder  aquisitivo  do  Rio  de  Janeiro,  onde  a  Light  promoveu  diversas  ações: troca de lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas; regularização/normalização de clientes; e substituição de  refrigeradores com elevado consumo de energia por equipamentos mais eficientes. Só nesses projetos, os investimentos chegaram a R$  10,0 milhões nos últimos três anos, com impacto positivo na redução de perdas técnicas e uma economia de 18.294 MWh/ano em energia,  cuja principal conseqüência foi a melhoria da capacidade de pagamento dos clientes.  Energia economizada devido a melhorias em conservação e eficiência [EN5]      Distribuição do investimento por tipo de projeto Ano

Educação

Aquecimento Solar

Investimento Total (R$ mil)

Economia de Energia (GWh/ano)

15,30%

2,40%

---

16.503

26,9

4,00%

0,50%

0,40%

---

31.877

47,1

6,53%

---

---

---

15.560

25,4

Baixo Poder Aquisitivo

Serviço Público

Iluminação Pública

Poder Público

Comercial

Industrial

2006

32,20%

2,20%

22,60%

15,80%

9,50%

2007

39,80%

26,60%

15,70%

13,00%

2008

62,31%

26,23%

---

4,93%

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Eficiência Energética 

Em  2008,  após  um  longo  período  de  análise  e  discussões  entre  as  distribuidoras  e  o  órgão  regulador,  foi  definida  nova  regulamentação  para a realização dos projetos de eficiência energética. Isso explica a desaceleração observada no período, que será recuperada em 2009.  Nesse  sentido,  a  Light  encaminhou  à  Aneel  um  plano  de  ação  que  se  estende  até  2010  e  contempla  investimentos  da  ordem  de  R$  80  milhões, a serem realizados de acordo com três estratégias básicas:  Contribuição Social  ­ Projetos  a  fundo  perdido,  desenvolvidos  em  comunidades  de  baixo  poder  aquisitivo.  Apesar  do  caráter  obrigatório  das ações, a atuação da Light em projetos desse tipo vai além do mínimo exigido, ao contemplar ações que promovem o desenvolvimento  da comunidade como um todo e a capacitação de pessoas que estarão preparadas para atuar independentemente do projeto da Light.  Apoio  Institucional  aos  Poderes  e  Serviços  Públicos  ­  Projetos  nas  áreas  de  Saneamento,  Saúde,  Transporte,  Educação  e  Prédios  Públicos, desenvolvidos junto ao Governo do Estado do Rio de Janeiro e aos 31 municípios da área de concessão da Light, com o objetivo  de contribuir com a redução dos gastos públicos e, portanto, com a maior eficiência da gestão dos órgãos e serviços públicos e a prestação  de serviços mais eficientes.  Negócios  ­  Projetos  desenvolvidos  em  unidades  industriais  e  comerciais,  com  o  objetivo  de  promover  maior  eficiência  dos  setores  econômicos  do  Estado.  Para  sua  execução.  a  Light  busca  constantemente  a  parceria  das  Associações  de  Classe  e  representantes  dos  setores econômicos do Estado. O objetivo é tornar cada projeto um caso­demonstração e, após sua implementação, divulgar os resultados  junto com estes parceiros, para estimular outras unidades consumidoras a adotarem medidas de uso racional de energia.  De modo geral, os projetos são priorizados de acordo com os seguintes critérios:   Contribuir para o aumento da eficiência energética;     Atender  aos  interesses  dos  clientes,  com  a  introdução  de  tecnologias  mais  eficientes  que  promovam  a  redução  do  seu  consumo e, portanto, de seus custos;   Ser de fácil replicação;   Aumentar a competitividade dos setores industrial e comercial;   Atuar na redução de perdas comerciais e no combate à informalidade;   Obter parcerias para o seu desenvolvimento, que garantam não só a execução do projeto mas também a manutenção dos  resultados e o treinamento e capacitação de pessoal para a gestão do uso da energia, após a conclusão das ações.    

Light Esco  

A Light Esco está hoje entre as maiores empresas brasileiras que atuam na área de serviços de infra­estrutura e eficiência energética. Em  2008, sua receita com serviços teve um aumento estimado de 110% em relação a 2007.   Dentre os serviços de infra­estrutura, o destaque de 2008 é a construção, ainda em andamento, do ramal e da subestação de 138 kV para  a  Fundação  Oswaldo  Cruz –  FIOCRUZ.  O  ramal  e  a  subestação  viabilizarão  a  expansão  da  FIOCRUZ,  com  o  consequente  aumento  de  demanda de energia elétrica.  A Light Esco é pioneira no Brasil na implementação da solução conhecida como District Cooling (centrais de produção e distribuição de água  gelada). Essa solução é considerada a mais eficiente para o condicionamento ambiental, em larga escala, de grandes centros empresariais  e  comerciais,  tanto  em  termos  energéticos  como  operacionais.  Em  2008,  podem  ser  destacadas  as  centrais  de  água  gelada  construídas  para o Edifício Santos Dumont e para o prédio da Academia Brasileira de Letras.   No mesmo exercício foi formada a EBL, sociedade de propósito específico que reúne a Light Esco, a Petrobras Distribuidora/BR e a Ecoluz,  com  o  objetivo  de  desenvolver  projetos  de  eficiência  energética  nas  instalações  de  empresas  de  telecomunicações.  O  primeiro  grande  projeto, já em andamento, é a automação dos sistemas de ar condicionado e a reforma/modernização dos sistemas de iluminação em 32  prédios de uma empresa de grande porte, localizados em várias regiões do Brasil.  Na atividade trader, a empresa comercializou diretamente 434,3 GWh em 2008, o que representa um crescimento de 148,1% em relação ao  volume comercializado em 2007. A carteira de 55 clientes inclui, entre outras empresas, AmBev, Unilever, GM e Pilkington. Já na atividade  broker, a Light Esco comercializou 1.325 GWh em 2008, volume 8,4% superior ao do ano anterior.    Como maior destaque, a Light Esco comercializou volumes de até 220 MW médios de energia em contratos de longo prazo com grandes  clientes.  Esse  volume  representa,  em  valores  atuais,  um  faturamento  futuro  assegurado  de  R$  3,4  bilhões  para  a  Light,  durante  os  períodos contratuais.   Destaca­se  a  negociação  com  a  Votorantim  Energia  para  venda  de  até  100  MW  médios  em  contrato  de  longo  prazo.  Esse  contrato  para  atendimento  às  necessidades  energéticas  do  Grupo  Votorantim  representa,  para  o  Grupo  Light,  uma  receita  prevista  de  R$  2  bilhões  aproximadamente, até 2027.   

É importante para a sustentabilidade Light, do País, do planeta e das pessoas o compromisso permanente em desenvolver suas 

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Eficiência Energética 

operações com  o  mínimo  de  impacto  ambiental,  com  garantia  de  qualidade  das  águas,  cumprimento  da  legislação  ambiental  e  inclusão de ações mitigadoras de impactos em todos os novos projetos, além de ter ações permanentes de preservação da saúde  e da segurança das pessoas, dos equipamentos e do ambiente, além do empenho em buscar soluções inovadoras no campo da  eficiência energética.  

 

 

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Mudança de Percepção    

Introdução  

Dois anos  após  ter  seu  controle  adquirido  pela  Rio  Minas  Energia –  RME,  em  2006,  a  Light  reverteu  um  longo  período  de  resultados  inconsistentes,  remunerou  seus  empregados  com  a  maior  participação  nos  lucros  de  sua  história,  intensificou  seus  investimentos  e  deu  lucro, o que significa que gerou valor (pagou dividendos) aos seus acionistas.    O feito não é fruto do acaso, e sim da firme vontade que uniu a Diretoria e os empregados, com o apoio do Conselho de Administração, em  torno  de  um  planejamento  concreto  para  o  período  2006­2008,  denominado  Plano  de  Transformação.  O  retorno  foi  expressivo  e  os  resultados, relevantes.    Um sistema de metas bem estruturado e factível, ainda que desafiador, dimensionou os objetivos da companhia em quatro eixos inspirados  na metodologia do Balance Scorecard: Resultados, Produto, Mercado e Sustentabilidade. Para cada um deles foi definido um conjunto de  objetivos, com acompanhamento e mensuração, e um sistema de objetivos globais, desdobrados em metas, que levarão a companhia, em  2010, a dobrar o seu valor de mercado.     Para  empreender  o  Plano  de  Valorização,  é  essencial  realizar  uma  mudança  cultural  que  estimule  gestores  e  empregados  a  construir  a  visão  coletiva  de  que  o  momento,  agora,  é  de valorizar.  De  empresa  em  crise  a  importante player  no  setor  de  energia  elétrica,  a  Light  busca agora a valorização e a liderança setorial.     Promover  o  deslocamento  do  modelo  de  geração  de  resultados  para  o  da  criação  de  valor  exige  que  toda  a  organização  reequilibre  e  redirecione seus esforços para colocar seus ativos tangíveis e intangíveis a serviço desse objetivo, gerando um conjunto de variáveis que  transcende  a  simples  obtenção  do  lucro:  é  a  busca  da  perenidade –  aquilo  que  faz  com  que  uma  empresa  alcance  um  patamar  de  excelência e se mantenha nele, sem perder a capacidade de adaptar­se e crescer num ambiente econômico em permanente evolução.     

É IMPORTANTE PARA A SUSTENTABILIDADE da Light a busca da perenidade através da valorização de seus ativos humanos e físicos,  canalizaddos para a prestação de serviços com crescente qualidade e eficiência.

    

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Clientes    

» Introdução  » Segurança  » Capacitação   » Ética e Confidencialidade   » Qualidade do Atendimento   » Satisfação do Cliente   » Canais de Atendimento   » Agências novas por dentro e por fora   » A Light se comunica   » Marketing      

Introdução

Nossa grande meta para os  próximos dois anos será nos  aproximarmos cada vez mais  do nosso cliente.    José Luiz Alquéres, presidente 

Assegurar que os clientes sejam respeitados, ouvidos e tratados com igualdade, além de receber um  serviço de qualidade a preços adequados, é o compromisso fundamental da Light, expresso em seu  Código de Ética.     A  segurança  do  cliente  também  é  nosso  compromisso – e  isso  se  traduz  na  manutenção  adequada  das instalações elétricas, assim como nos termos dos acordos comerciais entre as partes.    

da Light 

Segurança 

As campanhas de conscientização desenvolvidas pela Light junto aos clientes são contínuas. O uso adequado da energia elétrica é o nosso  foco  permanente,  sobretudo  nos  aspectos  que  envolvem  risco  de  acidentes.  Afinal,  não  é  só  para  não  faltar  que  é  preciso  saber  usar  corretamente a energia.    Temas como a instalação de antenas de TV nos telhados, soltar pipas próximo à rede de energia, construir ou reformar perto dos postes,  furtar energia, são alguns dos destaques dessas campanhas, que têm tido repercussão favorável junto ao público­alvo. O rádio, a Agência  Móvel  de  Atendimento  e  o  próprio  site  da  empresa –  além  de  um  conjunto  de  materiais  informativos  padronizados,  que  inclui  folhetos  e  cartazes – são alguns dos veículos utilizados para veicular essas campanhas. O uso eficiente da energia e os serviços prestados pela Light  também figuram entre os temas relevantes. A Semana Nacional de Segurança com a Rede Elétrica, evento promovido pela Abradee e no  qual  a  Light  esteve  presente  em  2008  pelo  terceiro  ano  consecutivo,  é  outro  fórum  importante  para  a  conscientização  e  a  troca  de  informações com o público­alvo.    As recentes estatísticas de acidentes com pipas levaram a Companhia a intensificar suas ações educativas e preventivas, já que, em 2008,  houve um aumento de 38% no número de casos registrados com envolvimento da rede elétrica.     Numa  população  de  10  milhões  de  habitantes,  foram  registrados,  em  2008,  44  acidentes  com  a  população  no  contato  com  a  rede  de  energia  elétrica.  Desse  total,  seis  foram  considerados  de  responsabilidade  da  Light,  todos  sem  registro  de  óbito.  Os  demais  foram  de  responsabilidade de terceiros [PR2].    NÚMERO TOTAL DE ACIDENTES    2006

2007

2008

Número total de acidentes sem óbito com a população

22

31

33

Número total de acidentes com óbito com a população

13

15

11

 

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Clientes

Capacitação 

Quarenta e seis jovens com mais de 18 anos, selecionados pela Light em suas próprias comunidades, foram treinados para desempenhar o  papel  de  facilitadores  e  multiplicadores –  ou  seja,  disseminar  nas  comunidades  os  conceitos  de  eficiência  energética  professados  pela  empresa. Tais conceitos incluem, por exemplo, dicas de segurança e cuidados essenciais na hora de construir ou reformar. O treinamento foi  realizado no âmbito do projeto Comunidade Eficiente.    

Ética e confidencialidade 

A Light  respeita  rigorosamente  os  preceitos  estabelecidos  pela  Resolução  Aneel  nº  456,  de  29  de  novembro  de  2000,  que  consolida  as  condições gerais de fornecimento de energia e define que qualquer informação sobre as unidades consumidoras só pode ser prestada: a)  aos próprios responsáveis; b) às autoridades judiciais (por força de determinação expressa); c) a outras instituições públicas (por força de  lei); ou d) a representantes legalmente identificados.     O tratamento restrito das informações de clientes é garantido pelo Código de Ética. Como essa prática já está consolidada, não há registro  de reclamações ou ações judiciais que envolvam questões como violação de privacidade ou perda de dados dos clientes, em nenhum de  seus canais de comunicação[PR8].    

Qualidade do Atendimento  

A satisfação  dos  clientes  é  um  dos  objetivos  mais  importantes  da  Light,  que  investe  firme  na  modernização  dos  serviços,  no  desenvolvimento da equipe comercial e nos canais de atendimento, sempre alinhados às necessidades dos clientes e às transformações do  mercado.    Os encontros anuais de negócios com grandes consumidores, indústrias e condomínios residenciais e comerciais, são oportunidades que a  Light  cria  para  debater  temas  essenciais  para  o  relacionamento  com  seus  maiores  clientes.  A  qualidade  do  fornecimento  de  energia,  a  regulamentação e o mercado elétrico no Brasil, a eficiência energética dos produtos e serviços da Light são apenas alguns dos temas que  têm sido abordados nesses encontros.    Em 2008, as Prefeituras da área de concessão tiveram a oportunidade de conhecer diversos projetos de eficiência energética desenvolvidos  pela Light, num evento voltado para o estreitamento das relações com esse segmento de clientes.    VEJA O VÍDEO  Moradora da Zona Norte  

Satisfação do Cliente  

As pesquisas  são  instrumentos  importantes  para  o  aperfeiçoamento  das  relações  da  Light  com  seus  clientes,  pois  permitem  conhecer  o  grau  de  satisfação  destes  com  a  qualidade  do  produto  e  dos  serviços  prestados  pela  concessionária,  além  de  oferecer  instrumentos  e  incentivos voltados para o aprimoramento do nosso desempenho.    Três pesquisas importantes são realizadas todos os anos na Light: a da Aneel, a da Abradee e a da própria empresa. [PR5]    A Aneel apura, em sua pesquisa anual, o Índice Aneel de Satisfação do Consumidor (IASC). Os clientes avaliam as distribuidoras sob cinco  parâmetros: qualidade do serviço, valor (preço da tarifa), fidelidade, confiança e satisfação. O levantamento compara a percepção do cliente  quanto  à  qualidade  dos  serviços  prestados  pelas  64  distribuidoras  de  energia  no  Brasil.  Na  pesquisa  IASC  2008,  a  Light  obteve  o  percentual de 56,20% de aprovação dos clientes, enquanto a média Brasil ficou em 64,15%.    Realizada pelo Instituto Vox Populi até 2008, a pesquisa da Abradee mede o grau de satisfação dos clientes residenciais com a qualidade  do produto e dos serviços prestados pelas distribuidoras, expresso principalmente por três índices:    Índice de Aprovação do Cliente (IAC) – Reflete a impressão do público sobre a empresa, a partir da resposta dada a uma pergunta feita 

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Clientes

no início da pesquisa. Nesse indicador, a Light obteve 64,20% em 2008, contra uma média Brasil de 73,60%.    Índice  de  Satisfação  da  Qualidade  Percebida  (ISQP)  –  Este  Índice  pondera  a  satisfação  declarada  pela  importância  atribuída  pelos  clientes a cada atributo. O percentual obtido pela Light em 2008 (72,50%) apresentou ligeira queda em relação aos 74,10% obtidos em  2007. A média Brasil foi de 77,40% e a meta Light para o indicador era de 76,00%*.    Índice de Satisfação Geral (ISG) – A resposta a uma pergunta feita ao final da Pesquisa Abradee reflete a opinião final do cliente, após a  avaliação geral da empresa. O percentual obtido pela Light atingiu 69,80%; a média Brasil foi de 79,90%.    A  pesquisa  própria  da  Light  vem  sendo  feita  desde  2005  e  analisa  a  satisfação  dos  clientes  residenciais  em  relação  à  qualidade  do  atendimento  e  dos  serviços  executados  pela  empresa.  Em  2008,  foi  conduzida  pelo  Instituto  de  Pesquisa  Vox  Populi,  com  a  mesma  metodologia da Pesquisa Abradee. A Light alcançou 92,20%* de satisfação, resultado que supera em 6% o de 2007 (86,20%).   Em dezembro de 2008, a Revista Consumidor Moderno divulgou o resultado da pesquisa “Empresas que mais respeitam o consumidor”, que  apontou a Light como a segunda colocada entre as companhias do setor elétrico que melhor atendem e entendem seus clientes.   Planos de ação específicos para melhorar a percepção dos clientes e demais stakeholders quanto às ações implementadas pela Light estão  sendo desenvolvidos dentro do Programa Consolidação da Imagem Institucional (V.11).  ÍNDICES DE SATISFAÇÃO DO CONSUMIDOR   

2006

2007

2008

Índice Aneel de Satisfação do Consumidor (IASC)

66,97%

66,88%

56,20%

Índice de Satisfação da Qualidade Percebida (ISQP) – Abradee

74,10%

74,10%

72,50%

Índice de Aprovação do Cliente (IAC) – Abradee

61,00%

71,00%

64,20%

Índice de Satisfação Geral (ISG) – Abradee

68,80%

75,70%

69,80%

83,80%

86,20%

92,20%

não foi realizada pesquisa neste ano

73,00%

77,01%

Índice de Satisfação do Cliente com os Serviços prestados pelas Regionais* Pesquisa de Satisfação de Grandes Clientes

* Nota ­  Embora  a  metodologia  de  aplicação  e  apuração  das  pesquisas  da  Abradee  e  da  Light  seja  a  mesma,  as  áreas  e  atributos  pesquisados  são  diferentes,  assim  como  a  base  de  dados  e  o  público  entrevistado.  Isso  explica  a  diferença  observada  entre  o  ISQP  (apurado  na  pesquisa  da  Abradee)  e  o  percentual de satisfação apurado na pesquisa da Light.  

Na pesquisa da Abradee, os clientes avaliam fornecimento de energia, informação e comunicação com o cliente, conta de luz, atendimento  ao cliente, imagem da Light, iluminação pública, responsabilidade social, preço, entre outros itens. Essa pesquisa sorteia os municípios e,  em  cada  um,  os  entrevistados  são  escolhidos  de  forma  aleatória.  Com  isso,  não  há  garantia  de  que  esse  cliente  tenha  tido,  necessariamente, qualquer contato – positivo ou negativo – com a Light. A base de dados é formada por 100% dos clientes faturados.    Na  pesquisa  da  Light,  os  clientes  avaliam  os  oito  serviços  mais  executados  no  ano  anterior.  Na  última  pesquisa  foram  avaliados: Ligação  Nova Baixa Tensão,  Desligamento Baixa Tensão, Substituição  Baixa  Tensão, Aferição  Baixa  Tensão. Retificação de Nome e Endereço, Abertura de  Contrato, Modificação/Manutenção Medição Baixa Tensão, Alteração de carga ­ Aumento e Diminuição de Carga Baixa Tensão. Nessa pesquisa, só  são  entrevistados  os  clientes  que  procuraram  a  empresa  e  tiveram  contato  efetivo  conosco.  A  base  de  dados  é  formada  apenas  pelos  clientes que solicitaram os serviços acima citados, num período de três meses.  VEJA O VÍDEO 

Clientes da Light falam sobre a qualidade do atendimento 

 

Canais de Atendimento  

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Clientes

Atender à demanda dos clientes em um único contato, sempre que possível: foi com este objetivo que a Light centralizou sua estrutura de  atendimento em 2008, com a implementação de melhorias e padronização em seus processos comerciais.    Um  fator­chave  para  o  sucesso  dessa  estratégia  é  garantir  canais  de  comunicação  eficientes,  que  facilitem  o  acesso  a  informações,  produtos  e  serviços,  registro  de  reclamações  e  solicitação  de  providências.  Conheça  os  Canais  de  Atendimento  ao  Consumidor  disponilizados pela Light:     Serviço gratuito, disponível 24 horas por dia, em dois segmentos: Disque-Light Comercial – 0800 282 0120 Solicitação de serviços, reclamações, informações e campanhas Disque-Light Emergência – 0800 0210 196 Interrupções no fornecimento de energia e sinistros envolvendo a rede elétrica

Disque-Light (tele-atendimento)

Comunicação fácil e ágil com a empresa. Pela Agência Virtual e o Clique-Light (chat online), os clientes de varejo podem solicitar serviços e fazer consultas online; o website oferece também simulador de consumo, informes sobre interrupções programadas e dicas de economia e segurança, entre outros serviços. Em 2008, a Agência Virtual ganhou novas funcionalidades e serviços que facilitam a vida do cliente. As informações para grandes clientes são abrangentes e exclusivas: não só a conta está disponível online, como detalhes sobre tarifas especiais, soluções para empresa, noções sobre eficiência energética, estrutura de atendimento comercial, dicas de economia e outros serviços podem ser acessados.

http://www.light.com.br/

São 36 agências ao todo, das quais 29 comerciais e 7 de auto-atendimento, espalhadas por 24 dos 31 municípios da área de concessão da Light. Em 2008, as agências da Ilha do Governador e de Miguel Pereira foram reformadas; além disso, a Light abriu outras duas, em Rio Claro e Mendes.

Agências comerciais e de auto-atendimento

Máquinas atendimento

de

Ao todo são 30 terminais que oferecem vários serviços: emissão de segunda via de conta, alteração de dados cadastrais, autorização de débito automático, encerramento de contrato, pedido de entrega de conta em outro endereço e alteração da data de vencimento.

auto-

Agência Móvel Atendimento

Este novo canal foi implementado em 2008; trata-se de um veículo adaptado e equipado com sistema operacional online, que funciona via internet banda larga. Nessa agência, a Light realiza todos os atendimentos de uma agência comercial. Além disso desenvolve atividades de conscientização, com exibição de vídeos institucionais e educativos voltados para o uso eficiente da energia elétrica e também para a segurança em relação aos riscos que envolvem a rede elétrica. A Agência Móvel cumpre uma agenda fixa e percorre também os municípios que ainda não possuem agências comerciais.

de

Ouvidoria

A Ouvidoria da Light recebe, direciona e trata as reclamações e sugestões dos clientes.

    

Agências novas por dentro e por fora  

Nas agências  comerciais  da  Light,  hoje  o  externo  reflete  o  interno  e  vice­versa.  Identidade  visual  moderna  e  padronizada,  conforto  e  ergonomia para clientes e empregados. Todos os serviços num só lugar. Total respeito aos portadores de necessidades especiais: rampas  de acesso, atendimento prioritário, banheiros adaptados e outras facilidades. As agências novas e as já existentes, totalmente reformadas,  refletem  o  empenho  da  Light  na  satisfação  do  cliente,  na  aproximação  com  as  milhares  de  pessoas  que,  por  trás  da  conta  de  energia  elétrica, por trás do código de identificação, constroem suas vidas diariamente com o providencial apoio da energia que a Light produz e  entrega em suas casas e locais de trabalho.    As novas agências Light têm três espaços internos: auto­atendimento, serviços e uma área exclusiva para empregados. Entre as diversas  facilidades  e  serviços  oferecidos  estão  caixa  rápido,  terminal  de  auto­atendimento,  Disque­Light  direto,  Agência  Virtual  e  folheteria  informativa. Há também um espaço para solicitação de serviços e outro destinado a reclamações.    As mudanças por dentro são ainda mais profundas: o modelo de gestão adotado permite monitoramento e visualização remotos. Com isto  os  atendimentos  presenciais  podem  ser  observados  à  distância,  assim  como  o  fluxo  diário  da  agência.  A  partir  dessas  informações,  os  atendentes monitorados recebem feedback. O sistema assegura a produtividade, além do controle e da gestão inteligente das demandas  de atendimento por agência. O atendimento presencial tem tido êxito em captar um maior volume de solicitações para serviço, o que diminui  necessidade de o cliente comparecer à agência para registro de reclamações.    

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Clientes

Segurança e  inclusão  são  aspectos  que  integram  o  atendimento  das  agências  comerciais.  Em  março  de  2008,  a  Light  formou  a  primeira  turma  de  20  atendentes  comerciais  capacitados  na  Linguagem  Brasileira  de  Sinais  (LIBRAS),  no  intuito  de  oferecer  um  atendimento  diferenciado aos portadores deficiência auditiva nas agências. Em novembro de 2008, os atendentes também participaram de treinamento  de brigadistas.    Em consequência dessas ações, o atendimento presencial apresentou em 2008 o melhor resultado dos últimos três anos, como demonstra  o gráfico a seguir. Além disso, o nível de serviço praticado pelas agências comerciais da Light – em média, 80% de clientes atendidos em até  10 minutos – está acima da média praticada entre as demais concessionárias.     Numa comparação entre a agência virtual, o atendimento presencial e o tele­atendimento, podemos constatar, no gráfico a seguir, que a  primeira já está em segundo lugar na preferência do consumidor: concentra 16% de todo o atendimento da Light – o que é um avanço e  tanto para uma modalidade relativamente recente. O tele­atendimento ainda é o principal canal de atendimento da empresa, com 73% do  total, enquanto o percentual de atendimento presencial nas agências comerciais ficou em 11%.     

* Resultado projetado.     

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Clientes

   Para oferecer a mesma diferenciação aos clientes corporativos, a Light mantém três gerências específicas para o atendimento de grandes  consumidores  privados  e  públicos,  além  do  Espaço  Grandes  Clientes  de  atendimento  personalizado  da  Light,  localizado  na  sede  da  Empresa, e de um call center de emergência, exclusivo para essa categoria de consumidores.     

A Light se comunica  

Em conformidade com as diretrizes da Política de Comunicação da empresa e com o seu Código de Ética, a Light mantém relacionamento  ético  e  transparente  com  seus  diversos  públicos,  desenvolvido  através  de  estratégias  de  comunicação,  além  de  ações  sócio­culturais  e  educacionais relacionadas à produção, distribuição, comercialização e uso da energia elétrica.    A comunicação da Light está focada em:   Conscientizar a população com relação ao uso seguro da energia elétrica;  Divulgar  informações  sobre  os  direitos  e  deveres  do  consumidor,  além  de  esclarecimentos  sobre  suspensão  ou  interrupção no abastecimento, fraude, qualidade do serviço e do atendimento;  Desenvolver  ações  de  articulação  com  os  poderes  públicos,  empresas  e  entidades  civis  representativas,  com  o  objetivo de realçar a importância da energia elétrica como fator de desenvolvimento.   Além  disso,  a  empresa  cumpre  as  normas­padrão  da  atividade  publicitária,  estabelecidas  pelo  Conselho  Executivo  de  Normas­Padrão,  atende  ao  Código  Brasileiro  de  Auto­Regulamentação  Publicitária  (CONAR)  e  à  Lei  8078,  de  11/11/90,  que  dispõe  sobre  a  proteção  ao  consumidor.  ós  últimos  três  anos,  não  há  registros  de  casos  de  não  conformidade  com  regulamentos  e  códigos  voluntários  relativos  a  comunicações de marketing, inclusive publicidade, promoção e patrocínio [PR6] [PR7].       

Marketing  

A área  de  Marketing  busca  identificar  e  planejar  projetos  comerciais  dirigidos  ao  varejo  e  voltados  para  redução  de  custos  de  operação, 

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Clientes

aumento de receita e relacionamento com cliente. As ações implementadas geram maior satisfação e melhoram a imagem da empresa.     Projetos de Marketing 2008     Nova Agência Virtual  Em sintonia com as melhores práticas do mercado, a Light intensificou, em 2008, os investimentos no canal virtual, com o objetivo de alterar  o mix de atendimento e direcionar o cliente para canais mais baratos. Como resultado dessa ação, a participação do atendimento virtual  aumentou cerca de 47% em 2008, em comparação com o ano anterior. Ao todo, foram realizados 1,88 milhões de atendimentos.    Várias ações contribuíram para o crescimento do atendimento virtual: a flexibilização do acesso ao site, a implantação do chat (atendimento  online), além da melhoria da navegação e do acompanhamento de serviços (ligação nova, alteração de carga, reclamações e aferição de  medidor),  foram  essenciais  para  melhorar  a  qualidade,  produtividade  e  confiabilidade  da  empresa.  Com  os  convênios  celebrados  com  os  principais bancos arrecadadores, a Light passou também a oferecer o pagamento site a site.    Visanet: Expansão  Graças à parceria que a Light estabeleceu com a Visanet, agora os clientes podem pagar suas contas de energia com cartão de débito Visa,  nas  agências  comerciais.  O  resultado  do  projeto­piloto,  desenvolvido  em  outubro  de  2007  em  três  agências  comerciais –  Rua  Larga,  Copacabana e Barra da Tijuca – demonstrou a viabilidade de sua expansão para outras agências, o que se deu ao longo de 2008. Devido à  agilidade que proporciona, o projeto ajuda a reduzir os custos operacionais.    Seguro na conta  A  Light  a  corretora  de  seguros  Aon  Affinity,  em  parceria,  lançaram  em  2008  o  projeto  Seguro  Total –  a  oferta  de  um  seguro  do  tipo  massificado,  destinado  aos  clientes  residenciais.  O  preço  é  competitivo  e  as  coberturas  foram  selecionadas  de  modo  a  atender  às  especificidades  da  área  de  concessão  da  Light.  Além  de  gerar  receita,  o  Seguro  Total  agrega  valor  ao  serviço  prestado,  atualiza  automaticamente  o  cadastro  de  clientes,  incentiva  o  pagamento  em  dia  e  melhora  a  imagem  da  Light.  O  sucesso  da  proposta  levou  à  concepção de novas cestas de seguros e outros produtos, com lançamento previsto para 2009.    Incentivo ao Débito Automático  Cliente que cadastra sua conta de luz em débito automático ganha convites para cinema e shows. Esse foi o espírito da parceria entre a  Light  e  as  empresas  PlayArte  e  Time  for  Fun,  que  contemplou  quem  aderiu  à  modalidade  com  ingressos  para  cinema  e  também  para  o  espetáculo “Disney On Ice”.    Em paralelo, uma campanha interna desenvolvida para as agências comerciais incentivava os atendentes a oferecer o débito automático  aos clientes, com o objetivo de aumentar a base de clientes nesta modalidade e diminuir, assim, os custos com as tarifas de arrecadação,  além de assegurar o pagamento das contas na data de vencimento.    As duas campanhas incluíram, também, ações de retenção do débito automático.    Parceria com a Operadora “Oi”  Em parceria com a operadora de telefonia Oi, a Light pôde oferecer aos clientes do varejo, em 2008, oferta diferenciada na aquisição de  pacotes de telefonia fixa e móvel. Nesta negociação, a grande contrapartida para o parceiro foi a utilização, como canal de divulgação, a  principal canal de comunicação da Light com seus clientes: a fatura de energia elétrica. 

É importante para a sustentabilidade da Light garantir a satisfação de seus clientes em todos os segmentos, através da prestação de  um serviço de qualidade, da comunicação eficiente e de um atendimento que possa superar as expectativas de cada público, de modo  a gerar uma percepção cada vez mais positiva e ampliar continuamente o relacionamento com seus clientes em todas as esferas.

    

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Tecnologia da Informação= =

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Os desafios de Tecnologia da Informação em 2008 passaram pela capacidade de reportar e viabilizar as estratégias de transformação da  companhia, além de preparar a unidade para os novos desafios apresentados pelo Plano de Valorização.     Em 2008 a estrutura de TI da Light foi redesenhada, com a reformulação dos processos de gestão e governança da área, desenvolvimento  das  pessoas,  busca  de  tecnologias  inovadoras  e  pertinentes,  melhoria  de  métodos  e  processos  e  aprofundamento  da  interação  com  as  áreas de negócios, de modo a atender e mesmo antecipar suas necessidades de TI.   Efetivo de TI

109 pessoas

Usuários

5.700 (3.900 empregados e 1.800 terceirizados)

Emails recebidos/mês

8 milhões (90% bloqueados pelos sistemas de segurança)

Faturas processadas pelo SAP-CCS (mês)

170 mil

Capacidade da base de dados

4,8 terabytes

Crescimento médio mensal da base de dados

200 GB

Base de dados do SAP R/3 (atual)

600 GB

Principais destaques de 2008      3URMHWR GH 9LUWXDOL]DomR   –  Com  o  objetivo  de  reduzir  os  impactos  ambientais,  o  projeto  promoveu  ações  para  redução  dos  custos  de  energia e aumento do crédito de carbono.    3URMHWR1RYDV7HFQRORJLDVHP7HOHPHWULD – Voltado para a implantação de novas tecnologias, o projeto tornou a gestão do cliente mais  eficiente, rápida, segura e econômica, ao minimizar as perdas comerciais e técnicas de energia e atuar no combate à inadimplência.    *HVWmR GD )URWD SRU *36 –  A  implantação  desse  sistema  permitiu  o  monitoramento  eletrônico  geo ­referenciado  online  da  frota,  com  o  armazenamento dos dados de cada veículo em sua jornada diária. O sistema promove maior eficiência do conjunto homem­equipamento,  além de aumentar o rendimento do veículo, economizar combustível e melhorar a segurança dos motoristas, com dados de controle a ações  educativas.  

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É LPSRUWDQWHSDUDDVXVWHQWDELOLGDGH  da Light estar permanentemente atualizada com os avanços em Tecnologia da Informação que  possam garantir maior eficiência às suas operações, com reflexos nos serviços prestados.

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Ativos Intangíveis    

O termo “ativo intangível” não está circunscrito à esfera contábil. É usado também para designar bens imateriais que produzem resultados  e  benefícios,  financeiros  ou  não,  que  contribuem  para  enriquecer  de  muitas  formas  o  patrimônio  de  uma  empresa.  Para  a  Light,  seus  principais ativos intangíveis são representados por conhecimento humano, processos, inovação e tecnologia, relacionamento com os clientes e  marca.  Ativo

Descrição

Humano

Corresponde a todo o conjunto de conhecimentos e habilidades individuais de seus empregados que, utilizado de maneira organizada, incrementa e enriquece o acervo de experiências e a cultura da organização.

Processo

Conjunto de processos ligados à distribuição de energia.

Inovação e tecnologia

Constituído pelos sistemas de informação (softwares, aplicativos e bancos de dados), tecnologias e processos de P & D.

Relacionamento com clientes

Estruturas e práticas relacionadas ao relacionamento com o cliente.

Marca

A marca enquanto diferencial para o negócio da Light.

  VEJA O VÍDEO  Clientes da Light falam sobre a qualidade do atendimento 

A  Política  de  Desenvolvimento  e  Proteção  dos  Ativos  Intangíveis,  aprovada  em  2007,  define  diretrizes  de  proteção  e  avaliação  desse  conjunto de ativos, além de designar as unidades responsáveis. O tratamento de cada ativo é objeto de um padrão de trabalho definido  em instrução normativa interna específica (políticas de segurança da informação, comunicação, saúde ocupacional e outras).    Os ativos intangíveis são mantidos sob uso e domínio da empresa por meio de projetos, normas e procedimentos, registros e instruções de  trabalho,  políticas,  sistemas  de  informação  e  disponibilização  na  intranet.  Podem  ser  protegidos  por  controles  de  acesso  (meio  físico  ou  digital), quando de uso restrito.    No que se refere a Marcas e Patentes, estas são protegidas através de Registros e Depósitos junto ao Instituto Nacional de Propriedade  Intelectual ­ INPI. A Light possui sua principal marca registrada junto ao INPI desde 26/12/2001.    No  caso  do  capital  intelectual  da  empresa,  a  meta  de  transformar  a  Light  em “um  ótimo  lugar  para  trabalhar”,  expressa  na  Missão  da  empresa, envolve oferecer aos empregados condições de obter crescimento pessoal e realização profissional, com orgulho de pertencer ao  time da Light.    A atração e retenção de especialistas realiza­se por meio das políticas de RH, gestão do clima organizacional e ambiente de trabalho; do  programa de P&D e da oportunidade de compartilhar e trabalhar com profissionais de renomadas instituições de ensino e pesquisa; e pelo  fato de ser a Light uma empresa ética e preocupada em desenvolver seu negócio de forma sustentável.    A Academia Light atua no sentido de promover a aplicação do conhecimento, a partir de ações de coaching e mentoring, da divulgação das  melhores práticas e atitudes exemplares, e da gestão do conhecimento. Valorizando o conhecimento e a experiência dos empregados, a  Academia  Light  capacita­os  e  certifica­os  como  instrutores,  para  que  possam  compartilhar  com  os  demais  colegas  o  que  aprenderam  e  aperfeiçoaram na empresa.    Todo  conhecimento  considerado  relevante  e  estratégico  para  o  negócio  é  identificado  a  cada  vez  que  ocorrem  mudanças  de  processos,  procedimentos  e  atualizações  tecnológicas.  Uma  vez  descrito,  esse  conhecimento  é  registrado  nos  diversos  sistemas  de  informação,  de  modo a integrar o acervo intelectual da empresa.     

É importante  para  a  sustentabilidade  da  Light  proteger  e  desenvolver  seus  ativos  intangíveis  (humanos,  de  processo,  tecnologia  e 

Pagina 95


Ativos Intangíveis 

inovação, relacionamento  com  seus  clientes  e  a  marca  Light),  que  representam  o  conjunto  de  conhecimentos  acumulados  e  que  permitem à empresa realizar suas atividades e prestar com excelência os serviços a que se propõe.

 

æ æ

Pagina 96


Pesquisa e Desenvolvimento   

» Foco nos resutados  » Estimulo à capacitação  » Planejamento estratégico de P&D     Mais  do  que  uma  obrigação,  os  programas  anuais  de  Pesquisa  e  Desenvolvimento  (P&D)  são  uma  oportunidade  para  incentivar  o  pensamento criativo e inovador nas empresas do Grupo.     Conforme determina a regulamentação, o Grupo Light investiu R$ 78 milhões em seus programas de P&D, no período entre 2000 e 2008,  dos quais R$ 28 milhões no período 2006­2008. Nesse último ano, só a Light SESA investiu mais de R$ 9 milhões em 61 projetos, enquanto  a Light Energia aplicou R$ 1,2 milhões em cinco projetos.      Valor Investido em P&D por Ciclo (R$ mil) 1999/2000

2000/2001

2001/2002

2002/2003

2003/2004

2004/2005

2005/2006

2006/2007

11.533

9.387

11.373

17.657

-

-

-

1.125

Light SESA 2.526

7.325

8.977

-

-

-

8.247 Light Energia -

  Recursos Aplicados em P&D nos temas de pesquisa (R$ mil) Eficiência energética

2006

2007

2008

-

1.180

231

Fonte renovável ou alternativa

308

461

-

Meio ambiente

427

699

1.234

Qualidade e confiabilidade

553

1.162

620

Planejamento e operação

3.346

3.953

2.933

Supervisão, controle e proteção

1.098

671

1.293

834

549

344

436,763

-

-

Medição Transmissão de dados via rede elétrica Novos materiais e componentes

324

333

1.101

Desenvolvimento de tecnologia de combate à fraude e furto

625

1.380

2.420

7.952

10.388

10.176

Total de Investimentos em P&D

 

Foco nos resultados 

A pesquisa aplicada sempre foi o foco dos Programas de P&D. Isso reflete a preocupação do Grupo Light em viabilizar projetos que gerem  resultados concretos e que possam ser aplicados no aprimoramento na gestão dos processos, contribuindo para a melhoria contínua na  prestação dos serviços.     Os resultados obtidos com o desenvolvimento dos projetos de P&D podem ser classificados como qualitativos (melhoria na qualidade dos  serviços, ganhos de produtividade, fortalecimento da imagem) ou quantitativos (redução de custos, modicidade tarifária, obtenção de receita  com patentes).    Como as áreas a serem beneficiadas – usuárias potenciais dos produtos gerados por cada projeto – são envolvidas desde o início, os riscos  inerentes ao processo de P&D e suas incertezas ficam sensivelmente diminuídos. Além disso, o alinhamento dos temas técnicos às rotas  tecnológicas  do  P&D  resulta  num  comprometimento  maior  com  os  resultados  alcançados,  gerando  produtos  com  maior  aplicabilidade  e  ganhos para a organização. 

Pagina 97


Pesquisa e Desenvolvimento 

Estímulo à capacitação 

A cada ano, aproximadamente 20 entidades de pesquisa são envolvidas no desenvolvimento dos projetos de P&D, com uma média de cinco  pesquisadores por projeto. O número de profissionais externos envolvidos pode chegar a cem por ciclo; além destes, aproximadamente 60  empregados  participam  a  cada  ciclo  de  projetos.  Empregados,  pesquisadores  e  bolsistas  das  entidades  participantes  se  beneficiam  igualmente do processo de capacitação.    Capacitações na Companhia            Ciclos

Mestrado

Especialização

Doutorado

2006/2007

2

3

0

2005/2006

5

4

0

2004/2005

9

5

1

2003/2004

2

1

0

2002/2003

1

0

0

 

Planejamento Estratégico de P&D  

O  Grupo  Light  desenvolveu,  em  parceria  com  a  PUC/RJ,  um  modelo  de  planejamento  estratégico  de  P&D&I  chamado “Agenda  de  Planejamento  Estratégico  Integrado  à  Inovação  Tecnológica”,  integrado  e  alinhado  aos  objetivos  corporativos  do  Grupo.  O  modelo  foi  desenvolvido  para  atender  à  nova  regulamentação  da  Aneel,  que  exigiu  das  concessionárias  a  apresentação  de  um  Planejamento  Estratégico de P&D que contemplasse o horizonte de cinco anos.     O projeto subsidiou a construção do Planejamento Estratégico de P&D do Grupo Light, com a identificação de diretrizes temáticas de P&D  convergentes com a estratégia, necessidades e metas de crescimento do Grupo Light. Foram definidas 19 linhas de pesquisa, em conexão  com 10 temas específicos da Aneel; além disso, foram propostas três novas vertentes de projetos e oito novos subtemas.     Tema ANEEL

Empresa

Linha de Pesquisa

Fontes Alternativas de Geração de Energia Elétrica

Light SESA

Inserção competitiva de fontes energéticas renováveis e alternativas

Gestão de Bacias e Reservatórios

Light Energia

Impacto no uso, emissão de gases de efeito estufa e assoreamento, associados a bacias hidráulicas de UHE

Meio Ambiente

Light SESA

Impactos ambientais e inovação em gestão ambiental; Mensuração monetária de danos e medidas mitigadoras na exploração de energia elétrica

Segurança

Light SESA e Light Energia

Mitigação de riscos, novos EPIs, inspeção e manutenção de sistemas elétricos

Eficiência Energética

Light SESA

Tecnologia, indicadores e avaliação de resultados de projetos de eficiência energética

Planejamento de Sistemas de Energia Elétrica

Light SESA

Modelagem de redes; Potencializadoras de capacidade de carregamento e vida útil de equipamentos e LTs; Integração de centrais eólicas e da geração distribuída

Operação de Sistemas de Energia Elétrica

Light SESA

Otimização de despacho e gerenciamento de carga

Supervisão, Controle e Proteção de Sistemas de Energia Elétrica

Light SESA

Transmissão de dados por redes elétricas

Qualidade e Confiabilidade dos Serviços de Energia Elétrica

Light SESA

Qualidade,poluição, distúrbios e ressarcimento econômico no sistema elétrico

Light SESA

Predição, segmentação, identificação e gestão de perdas comerciais; Sistemas de medição, controle e aspectos regulatórios, metrológicos e de avaliação de conformidade; Aspectos regulatórios, metrológicos e de avaliação de conformidade

Medição, Faturamento e Combate a Perdas Comerciais

Pagina 98


Pesquisa e Desenvolvimento 

Tema proposto

Empresa

Linha de Pesquisa

Metodologias para Melhoria de Conhecimento sobre Bases de Clientes

Light SESA

Desenvolvimento comercial da interação concessionária cliente

Metodologias para Avaliação de Estratégias de Capacitação de Pessoal

Light SESA

Gestão de pessoal e tecnologias cognitivas

Metodologias Para Melhoria de Funções de Gestão e Análise de Riscos

Light SESA e Light Energia

Novos cenários, integração e disponibilização da rede elétrica a outros negócios e serviços; Sustentabilidade e responsabilidade social

  É  IMPORTANTE  PARA  A  SUSTENTABILIDADE  da  Light  desenvolver,  em  bases  permanentes,  ações  voltadas  para  a  Pesquisa  &  Desenvolvimento, essenciais para que a organização se desenvolva com plena visão de futuro e antecipe as tendências que possam  alavancar o seu negócio e permitir uma melhor prestação dos seus serviços. 

   

æ æ

Pagina 99


Sumário de Conteúdo GRI= = =

=

=

A Light S.A declara que seu Relatório de Sustentabilidade 2008 segue os critérios da Global Reporting Initiative (GRI), em seu modelo de  consolidação e apresentação de informações previsto no G3.     Declara ainda que atingiu o nível de aplicação A, apresentando todos os indicadores essenciais aplicáveis à empresa. Dos 79 indicadores  GRI, o relatório apresenta 69 indicadores, sendo 45 essenciais e 24 adicionais. Sete indicadores não se aplicam à Light:  (FRQ{PLFR(& ± LQGLFDGRUHVHVVHQFLDLVHDGLFLRQDO 0HLR$PELHQWH(1 ± LQGLFDGRUHVHVVHQFLDLVHDGLFLRQDLV 3UiWLFDV7UDEDOKLVWDVH7UDEDOKR'HFHQWH/$ ± LQGLFDGRUHVHVVHQFLDLVHDGLFLRQDLV 'LUHLWRV+XPDQRV+5 ± LQGLFDGRUHVHVVHQFLDLVHDGLFLRQDLV 6RFLHGDGH62 ± LQGLFDGRUHVHVVHQFLDLVHDGLFLRQDLV 5HVSRQVDELOLGDGHSHOR3URGXWR35 ± LQGLFDGRUHVHVVHQFLDLVHDGLFLRQDLV A seguir é apresentado o índice remissivo da GRI, associado aos Princípios do Pacto Global e as Metas de Desenvolvimento do Milênio. 

æ =

= æ = GRI G3

Tema

1

Estratégia e análise

1.1

Declaração do detentor do cargo com maior poder de decisão na organização (como diretor-presidente, presidente do conselho de administração ou cargo equivalente) sobre a relevância da sustentabilidade para a organização e sua estratégia

1.2

Descrição dos principais impactos, riscos e oportunidades

2

Perfil Organizacional

Pacto Global

8, 9

Metas do Milênio

7, 8

Referência

Mensagem do Diretor Presidente

Mensagem do Diretor Presidente Planejamento Estratégico

æ æ

Pagina 100


Sumário de Conteúdo GRI 

2.1

Nome da organização

Perfil

2.2

Principais marcas, produtos e/ou serviços

Perfil

Estrutura operacional da organização, incluindo principais divisões, unidades operacionais, subsidiárias e joint ventures.

Perfil

2.3

2.4

Localização da sede da organização

2.5

Número de países em que a organização opera e nome dos países em que suas principais operações estão localizadas ou são especialmente relevantes para as questões de sustentabilidade cobertas pelo relatório

2.6

Tipo e natureza jurídica da propriedade

2.7

Mercados atendidos (incluindo discriminação geográfica, setores atendidos e tipos de clientes/beneficiários)

Perfil ­ Área de Atuação

Av. Marechal Floriano, 168 Centro - Rio de Janeiro - RJ CEP 20080-002 Caixa Postal 0571

Perfil Perfil ­ Área de Atuação Mercado Perfil ­ Área de Atuação

2.8

Porte da organização

2.9

Principais mudanças durante o período coberto pelo relatório referentes a porte, estrutura ou participação acionária

2.10

Prêmios recebidos no período coberto pelo relatório

3

Parâmetros para o Relatório

3.1

Período coberto pelo relatório (como ano contábil/civil) para as informações apresentadas.

As Bases deste relatório

3.2

Data do relatório anterior mais recente (se houver)

As Bases deste relatório

3.3

Ciclo de emissão de relatórios (anual, bienal etc.)

As Bases deste relatório

3.4

Dados para contato em caso de perguntas relativas ao relatório ou seu conteúdo

As Bases deste relatório

3.5

Processo para a definição do conteúdo do relatório

As Bases deste relatório

3.6

Limite do relatório (como países, divisões, subsidiárias, instalações arrendadas, joint ventures, fornecedores). Para outras orientações, consulte o protocolo para definição de limite da GRI (“GRI Boundary Protocol”)

As Bases deste relatório

3.7

Declaração sobre quaisquer limitações específicas quanto ao escopo ou ao limite do relatório

3.8

Base para a elaboração do relatório no que se refere a joint ventures, subsidiárias, instalações arrendadas, operações terceirizadas e outras organizações que possam afetar significativamente a comparabilidade entre períodos e/ou entre organizações

3.9

Técnicas de medição de dados e as bases de cálculos, incluindo hipóteses e técnicas, que sustentam as estimativas aplicadas à compilação dos indicadores e outras informações do relatório

3.10

Explicação das conseqüências de quaisquer reformulações de informações fornecidas em relatórios anteriores e as razões para tais reformulações como fusões ou aquisições, mudança no período ou ano-base, na natureza do negócio, em métodos de medição

3.11

Mudanças significativas em comparação com anos anteriores no que se refere a escopo, limite ou métodos de medição aplicados no relatório

3.12

Tabela que identifica a localização das informações no relatório

3.13

Política e prática atual relativa à busca de verificação externa para o relatório. Se a verificação não for incluída no relatório de sustentabilidade, é preciso explicar o escopo e a base de qualquer verificação externa fornecida, bem como a relação entre a organização relatora e o(s) auditor(es)

4

Governança, Compromissos e Engajamento

4.1

Estrutura de governança da organização, incluindo comitês sob o mais alto órgão de governança responsável por tarefas específicas, tais como estabelecimento de estratégia ou supervisão da organização

Mercado Atuação frente aos desafios  ambientais  As Bases deste relatório ­  Principais prêmios e  reconhecimentos 

As Bases deste relatório

As Bases deste relatório

As Bases deste relatório

Governança Corporativa Governança Corporativa ­  Comitês

Indicação caso o presidente do mais alto órgão de governança

æ æ

Pagina 101


Sumário de Conteúdo GRI 

4.2

também seja um diretor executivo (e, se for o caso, suas funções dentro da administração da organização e as razões para tal composição).

4.3

Para organizações com uma estrutura de administração unitária, declaração do número de membros independentes ou nãoexecutivos do mais alto órgão de governança.

Governança Corporativa ­  Conselho de Administração

4.4

Mecanismos para que acionistas e empregados façam recomendações ou dêem orientações ao mais alto órgão de governança

Resultados ­ Relações com  Investidores 

4.5

Governança Corporativa ­  Avaliação do Conselho de  Administração e da Diretoria

Relação entre remuneração para membros do mais alto órgão de governança, diretoria executiva e demais executivos (incluindo acordos rescisórios) e o desempenho da organização (incluindo desempenho social e ambiental)

Planejamento estratégico Mais Valor ­ Definição de  Competência Governança Corporativa

4.6

Processos em vigor no mais alto órgão de governança para assegurar que conflitos de interesse sejam evitados

4.7

Processo para determinação das qualificações e conhecimento dos membros do mais alto órgão de governança para definir a estratégia da organização para questões relacionadas a temas econômicos, ambientais e sociais

4.8

Declarações de missão e valores, códigos de conduta e princípios internos relevantes para o desempenho econômico, ambiental e social, assim como o estágio de sua implementação

4.9

Governança Corporativa ­  Conselho de Administração Governança Corporativa ­  Conselho de Administração Modelo de Atuação ­ Missão da  Light

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10

7 Modelo de Atuação ­ Planos  Estratégicos e Táticos Governança Corporativa ­  Avaliação do Conselho de  Administração e da Diretoria

Procedimentos do mais alto órgão de governança para supervisionar a identifi cação e gestão por parte da organização do desempenho econômico, ambiental e social, incluindo riscos e oportunidades relevantes, assim como a adesão ou conformidade com normas acordadas internacionalmente, códigos de conduta e princípios.

Modelo de Atuação Planejamento estratégico

4.10

Processos para a auto-avaliação do desempenho do mais alto órgão de governança, especialmente com respeito ao desempenho econômico, ambiental e social.

4.11

Explicação de se e como a organização aplica o princípio da precaução

4.12

Cartas, princípios ou outras iniciativas desenvolvidas externamente de caráter econômico, ambiental e social que a organização subscreve ou endossa

4.13

Participação em associações (como federações de indústrias) e/ou organismos nacionais/internacionais de defesa

4.14

Relação de grupos de stakeholders engajados pela organização

4.15

Base para a identificação e seleção de stakeholders com os quais se engajar

As Bases deste relatório

4.16

Abordagens para o engajamento dos stakeholders, incluindo a freqüência do engajamento por tipo e por grupos de stakeholders

As Bases deste relatório

4.17

Principais temas e preocupações que foram levantados por meio do engajamento dos stakeholders e que medidas a organização tem adotado para tratá-los

As Bases deste relatório

Governança Corporativa ­  Avaliação do Conselho de  Administração e da Diretoria Gestão Integrada de Riscos

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8

As Bases deste relatório Governança Corporativa ­  Conformidade

DESEMPENHO ECONÔMICO - EC Descrição sobre as Formas de Desempenho Econômico

1, 7, 8, e 9

2, 7 e 8

Desempenho Econômico

EC1.

Valor econômico direto gerado e distribuído, incluindo receitas, custos operacionais, remuneração de funcionários, doações e outros investimentos na comunidade, lucros não distribuídos e pagamentos para provedores de capital e governos

EC2.

Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades para as atividades da organização devido a mudanças climáticas

7, 8 e 9

EC3.

Cobertura das obrigações do plano de pensão de benefício definido que a organização oferece

1

EC4.

Ajuda financeira significativa recebida do governo

æ æ

Análise do Desempenho  Econômico­Financeiro » Fluxo de  caixa

7

Eficiência Energética » Introdução Mais Valor » Previdência  Complementar Análise do Desempenho  Econômico­Financeiro » Fluxo de  caixa

Pagina 102


Sumário de Conteúdo GRI 

Presença no Mercado EC5.

Variação da proporção do salário mais baixo comparado ao salário mínimo local em unidades operacionais importantes

EC6.

Políticas, práticas e proporção de gastos com fornecedores locais em unidades operacionais importantes

Relacionamento com  Fornecedores » Apoio aos  Fornecedores no Rio de Janeiro

EC7.

Procedimentos para contratação local e proporção de membros de alta gerência recrutados na comunidade local em unidades operacionais importantes

Mais Valor » Promoção da Saúde  Ocupacional

Mais Valor » Remuneração e  benefícios

1

Impactos Econômicos Indiretos

EC8.

Relacionamento com a  Comunidade » Gente de casa  que faz milagre 

Desenvolvimento e impacto de investimentos em infra-estrutura e serviços oferecidos, principalmente para benefício público, por meio de engajamento comercial, em espécie ou atividades pro bono

2e8

Instituto Light » Eixo Urbano Desempenho Operacional »  Qualidade Operacional 

EC9.

Identificação e descrição de impactos econômicos indiretos significativos, incluindo a extensão dos impactos DESEMEPNHO AMBIENTAL - EM Descrição sobre Forma de Gestão de Desempenho Ambiental

7, 8 e 9

7

Materiais EN1.

Materiais usados por peso ou volume

Desempenho Ambiental »  Gestão de Materiais 

EN2.

Percentual dos materiais usados provenientes de reciclagem

Desempenho Ambiental »  Gestão de Materiais 

Energia EN3.

Consumo de energia direta discriminado por fonte de energia primária.

Perfil » Área de atuação

EN4.

Consumo de energia indireta discriminado por fonte primária

Perfil » Área de atuação

EN5.

Energia economizada devido a melhorias em conservação e eficiência

EN6.

Iniciativas para fornecer produtos e serviços com baixo consumo de energia, ou que usem energia gerada por recursos renováveis, e a redução na necessidade de energia resultante dessas iniciativas.

EN7.

Iniciativas para reduzir o consumo de energia indireta e as reduções obtidas

7, 8 e 9

7

Eficiência Energética » Programas  de Eficiência Energética

Água EN8.

Total de retirada de água por fonte

Desempenho Ambiental » A  Light e as águas

EN9.

Fontes hídricas significativamente afetadas por retirada de água

Desempenho Ambiental » A  Light e as águas

EN10.

Percentual e volume total de água reciclada e reutilizada Biodiversidade

EN11.

Localização e tamanho da área possuída, arrendada ou administrada dentro de áreas protegidas, ou adjacente a elas, e áreas de alto índice de biodiversidade fora das áreas protegidas

Desempenho Ambiental » Áreas  de proteção ambiental

EN12.

Descrição de impactos significativos na biodiversidade de atividades, produtos e serviços em áreas protegidas e em áreas de alto índice de biodiversidade fora das áreas protegidas

Desempenho Ambiental » Ações  mitigadoras em 2008

EN13.

Habitats protegidos ou restaurados

Desempenho Ambiental » Áreas  de proteção ambiental

EN14.

Estratégias, medidas em vigor e planos futuros para a gestão de impactos na biodiversidade

EN15.

Número de espécies na Lista Vermelha da IUCN e em listas nacionais de conservação com habitats em áreas afetadas por operações, discriminadas pelo nível de risco de extinção

Desempenho Ambiental » Ações  mitigadoras em 2008

9

Desempenho Ambiental » Áreas  de proteção ambiental

Emissões, Efluentes e Resíduos EN16.

Total de emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa, por peso

8, 9

7

Desempenho Ambiental »  Emissões

EN17.

Outras emissões indiretas relevantes de gases de efeito estufa, por peso

8, 9

7

Desempenho Ambiental »  Emissões

æ æ

Pagina 103


Sumário de Conteúdo GRI 

EN18.

Iniciativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e as reduções obtidas

EN19.

Emissões de substâncias destruidoras da camada de ozônio, por peso

EN20.

NOx, SOx e outras emissões atmosféricas significativas, por tipo e peso

EN21.

Descarte total de água, por qualidade e destinação

Desempenho Ambiental »  Consumo de água nas  instalações

EN22.

Peso total de resíduos, por tipo e método de disposição

Desempenho Ambiental »  Gestão de resíduos

EN23.

Número e volume total de derramamentos significativos

NÃO TEMOS DERRAMAMENTOS SIGNIFICATIVOS

EN24.

Peso de resíduos transportados, importados, exportados ou tratados considerados perigosos nos termos da Convenção da Basiléia – Anexos I, II, III e VIII, e percentual de carregamentos de resíduos transportados internacionalmente

Desempenho Ambiental »  Gestão de resíduos

EN25.

Identificação, tamanho, status de proteção e índice de biodiversidade de corpos d’água e habitats relacionados significativamente afetados por descartes de água e drenagem realizados pela organização relatora

Desempenho Ambiental »  Consumo de água nas  instalações

7, 8 e 9

7

Desempenho Ambiental »  Emissões Desempenho Ambiental »  Emissões

Produtos e Serviços EN26.

Iniciativas para mitigar os impactos ambientais de produtos e serviços e a extensão da redução desses impactos

EN27.

Percentual de produtos e suas embalagens recuperados em relação ao total de produtos vendidos, por categoria de produto

7, 8 e 9

7

Desempenho Ambiental » Ações  Mitigadoras 

Conformidade EN28.

Valor monetário de multas significativas e número total de sanções não-monetárias resultantes da não-conformidade com leis e regulamentos ambientais

Desempenho Ambiental »  Investimentos

Transporte

EN29.

Desempenho Ambiental »  Emissões

Impactos ambientais significativos do transporte de produtos e outros bens e materiais utilizados nas operações da organização, bem como do transporte de trabalhadores

Desempenho Ambiental » Ações  Migratórias em 2008 

Geral EN30.

Total de investimentos e gastos em proteção ambiental, por tipo

7, 8 e 9

7

3e6

3, 4, 5 e 6

Desempenho Ambiental »  Investimentos

DESEMPENHO SOCIAL - LA, HR, SO, PR Descrição sobre Forma de Gestão do Desempenho Social INDICADORES DE DESEMPENHO REFERENTES A PRÁTICAS trABALHISTAS, trABALHO DECENTE - LA Descrição sobre a Forma de Gestão referente a Práticas Trabalhistas e Trabalho Decente Emprego LA1.

Total de trabalhadores, por tipo de emprego, contrato de trabalho e região

LA2.

Número total e taxa de rotatividade dos funcionários, por faixa etária, gênero e região

LA3.

Benefícios oferecidos a empregados de tempo integral que não são oferecidos a empregados temporários ou em regime de meio período, discriminados pelas principais operações

Mais Valor » Indicadores sociais  internos

6

Mais Valor » Indicadores sociais  internos Mais Valor » Remuneração e  benefícios

Relações entre os Trabalhadores e a Governança LA4.

Percentual de empregados abrangidos por acordos de negociação coletiva

3

Mais Valor » Acordos sindicais

LA5.

Prazo mínimo para notificação com antecedência referente a mudanças operacionais, incluindo se esse procedimento está especificado em acordos de negociação coletiva

3

Mais Valor » Acordos sindicais

Saúde e Segurança no Trabalho

LA6.

æ æ

Percentual dos empregados representados em comitês formais de segurança e saúde, compostos por gestores e por trabalhadores, que ajudam no monitoramento e aconselhamento sobre programas de segurança e saúde ocupacional

Mais Valor » Saúde e segurança  do trabalho

Pagina 104


Sumário de Conteúdo GRI 

LA7.

Taxas de lesões, doenças ocupacionais, dias perdidos, absenteísmo e óbitos relacionados ao trabalho, por região

LA8.

Programas de educação, treinamento, aconselhamento, prevenção e controle de risco em andamento para dar assistência a empregados, seus familiares ou membros da comunidade com relação a doenças graves

LA9.

Temas relativos a segurança e saúde cobertos por acordos formais com sindicatos

Mais Valor » Promoção da saúde  ocupacional

4, 5 e 6

Mais Valor » Promoção da saúde  ocupacional

Mais Valor » Acordos sindicais

Treinamento e Educação LA10.

Média de horas de treinamento por ano, por funcionário, discriminadas por categoria funcional

Mais Valor » Treinamento e  Desenvolvimento

LA11.

Programas para gestão de competências e aprendizagem contínua que apóiam a continuidade da empregabilidade dos funcionários e para gerenciar o fim da carreira

Mais Valor » Definição de  competências e Sistema de  gestão de desempenho

LA12.

Percentual de empregados que recebem regularmente análises de desempenho e de desenvolvimento de carreira

Mais Valor » Definição de  competências e Sistema de  gestão de desempenho

Diversidade e Igualdade de Oportunidades LA13.

Composição dos grupos responsáveis pela governança corporativa e discriminação de empregados por categoria, de acordo com gênero, faixa etária, minorias e outros indicadores de diversidade

6

3

Mais Valor » Indicadores sociais  internos

LA14.

Proporção de salário base entre homens e mulheres, por categoria funcional

6

3

Mais Valor » Indicadores sociais  internos

1, 2, 3, 4, 5e6

8

INDICADORES DE DESEMPENHO REFERENTES A DIREITOS HUMANOS - HR Descrição sobre Forma de Gestão referente a Direitos Humanos Práticas de Investimentos e de Processos de Compra

HR1.

Percentual e número total de contratos de investimentos significativos que incluam cláusulas referentes a direitos humanos ou que foram submetidos a avaliações referentes a direitos humanos

HR2.

Percentual de empresas contratadas e fornecedores críticos que foram submetidos a avaliações referentes a direitos humanos e as medidas tomadas

HR3.

Total de horas de treinamento para empregados em políticas e procedimentos relativos a aspectos de direitos humanos relevantes para as operações, incluindo o percentual de empregados que recebeu treinamento

AINDA NÃO FORAM FIRMADOS CONTRATOS DE INVESTIMENTOS SIGNIFICATIVOS, O QUE OCORRERÁ QUANDO DA CONSTRUÇÃO DAS PCHs 1, 2, 4 e 5

8

Relacionamento com  Fornecedores» Avaliação

Não-discriminação HR4.

Número total de casos de discriminação e as medidas tomadas

1, 2 e 6

Mais Valor » Direitos humanos

3

Mais Valor » Direitos humanos

Liberdade de Associação e Negociação Coletiva HR5.

Operações identificadas em que o direito de exercer a liberdade de associação e a desempenho pode estar correndo risco significativo e as medidas tomadas para apoiar esse direito Trabalho Infantil

HR6.

Operações identificadas como de risco significativo de ocorrência de trabalho infantil e as medidas tomadas para contribuir para a abolição do trabalho infantil

1, 2 e 5

8

Mais Valor » Direitos humanos

1, 2 e 4

8

Mais Valor » Direitos humanos

Trabalho Forçado ou Análogo ao Escravo

HR7.

Operações identificadas como de risco significativo de ocorrência de trabalho forçado ou análogo ao escravo e as medidas tomadas para contribuir para a erradicação do trabalho forçado ou análogo ao escravo Práticas de Segurança

HR8.

Percentual do pessoal de segurança submetido a treinamento nas políticas ou procedimentos da organização relativos a aspectos de direitos humanos que sejam relevantes às operações

1e2

Mais Valor » Direitos humanos

Direitos Indígenas HR9.

Número total de casos de violação de direitos dos povos indígenas e medidas tomadas

Mais Valor » Direitos humanos

INDICADORES DE DESEMPENHO REFERENTES À SOCIEDADE - SO

æ æ

Pagina 105


Sumário de Conteúdo GRI 

Descrição sobre Forma de Gestão referente à Sociedade

8 e 10

1, 2 e 8

8

1, 2 e 8

Comunidade SO1.

Natureza, escopo e eficácia de quaisquer programas e práticas para avaliar e gerir os impactos das operações nas comunidades, incluindo a entrada, operação e saída

Relacionamento com a  Comunidade » Gente de casa  que faz milagre 

Corrupção SO2.

Percentual e número total de unidades de negócios submetidas a avaliações de riscos relacionados a corrupção

10

Mais Valor » Combate a  Corrupção 

SO3.

Percentual de empregados treinados nas políticas e procedimentos anticorrupção da organização

10

Mais Valor » Combate a  Corrupção 

SO4.

Medidas tomadas em resposta a casos de corrupção

10

Mais Valor » Combate a  Corrupção 

Políticas Públicas SO5.

Posições quanto a políticas públicas e participação na elaboração de políticas públicas e lobbies

SO6.

Valor total de contribuições financeiras e em espécie para partidos políticos, políticos ou instituições relacionadas, discriminadas por país

8

Instituto Light » Eixo  Institucional  Mais Valor » Introdução 

Concorrência Desleal SO7.

Número total de ações judiciais por concorrência desleal, práticas de truste e monopólio e seus resultados

Pesquisa e desenvolvimento »  Introdução 

Conformidade SO8.

Valor monetário de multas significativas e número total de sanções não-monetárias resultantes da não-conformidade com leis e regulamentos

Governança Corporativa»  Conformidade 

INDICADORES DE DESEMPENHO REFERENTES À RESPONSABILIDADE PELO PRODUTO - PR Descrição sobre a Forma de Gestão referente a Responsabilidade pelo Produto

1

Saúde e Segurança do Cliente PR1.

Fases do ciclo de vida de produtos e serviços em que os impactos na saúde e segurança são avaliados visando melhoria, e o percentual de produtos e serviços sujeitos a esses procedimentos

PR2.

Número total de casos de não-conformidade com regulamentos e códigos voluntários relacionados aos impactos causados por produtos e serviços na saúde e segurança durante o ciclo de vida, discriminados por tipo de resultado

Desempenho Ambiental » O   Sistema de Gestão Ambiental ­  SGA 

1

Clientes » Segurança 

Rotulagem de Produtos e Serviços PR3.

Tipo de informação sobre produtos e serviços exigida por procedimentos de rotulagem, e o percentual de produtos e serviços sujeitos a tais exigências

PR4.

Número total de casos de não-conformidade com regulamentos e códigos voluntários relacionados a informações e rotulagem de produtos e serviços, discriminados por tipo de resultado

PR5.

Práticas relacionadas à satisfação do cliente, incluindo resultados de pesquisas que medem essa satisfação

Clientes » Satisfação do Cliente 

Comunicações de Marketing PR6.

Programas de adesão às leis, normas e códigos voluntários relacionados a comunicações de marketing, incluindo publicidade, promoção e patrocínio

Clientes » A Light se comunica 

PR7.

Número total de casos de não-conformidade com regulamentos e códigos voluntários relativos a comunicações de marketing, incluindo publicidade, promoção e patrocínio, discriminados por tipo de resultado

Clientes » A Light se comunica 

Conformidade PR8.

Número total de reclamações comprovadas relativas a violação de privacidade e perda de dados de clientes

Clientes » Ética e  confidencialidade 

Compliance PR9.

æ æ

Valor monetário de multas (significativas) por não-conformidade com leis e regulamentos relativos ao fornecimento e uso de produtos e serviços

Desempenho Operacional »  Qualidade Operacional 

Pagina 106

Relatório de Sustentabilidade 2008  

Relatório de Sustentabilidade 2008 Light

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