Issuu on Google+

XVIII FNT - nº 05/ 08 de setembro de 2011

Beija-Flor

Infor mat ivo do Fest ival Nordest ino de Teat ro de Guaramiranga

Guaramiranga: a Cidade da Arte FNT promove cultura em escolas da região serrana, realizando oficinas de música para estudantes durante o período do Festival Durante o período do FNT, ocorre, com força maior, um incentivo a diversos tipos de arte. A AGUA (Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga), juntamente com seu projeto Cidade da Ar te, organiza oficinas de música em algumas escolas da região serrana.

O projeto que ocorre na sede da AGUA está acontecendo pela primeira vez nas escolas e surgiu da necessidade de espaço, pois, durante o festival, a Associação se volta inteiramente para o evento, assim, as aulas foram redirecionadas para algumas escolas, onde, além dos alunos regulares, outros estudantes também podem participar. A escolha das crianças depende da escola, mas a maior parte usou como critério priorizar as que moram longe da AGUA e que, provavelmente, não teriam acesso tão fácil às oficinas cotidianamente. O Projeto Cidade da Arte surgiu em 2003 como uma das ramificações da AGUA. “Antigamente a gente tinha dança além das aulas de música, mas o foco maior sempre foi a questão da música”, conta Amélia Ferreira, uma das coordenadoras do Projeto. O Cidade da Arte ainda conta com o apoio do Instituto Ayrton Senna e, neste ano, com o Projeto Desenvolvimento e Cidadania, patrocinado pela Petrobras. O projeto de música é divido em quatro semestres e tem os cursos permanentes de violão, cordas, tambores, percussão, entre outros. Os alunos são recebidos em qualquer época do ano e devem ter a partir de sete anos, como o pequeno Jaime, 7, que faz aula de musicalização. “O que mais gosto são as aulas de zabumba”, afirma o menino. William Madeiro, que, além de ser um dos integrantes da banda G7, é monitor nas oficinas diz que “é uma atividade interessante, porque são cr ianças que nem sempre têm a opor tunidade de estar em contato com um instr umento”. Os frutos desse projeto também podem ser apreciados no Música no FNT, uma das atividades do festival. A Orquestra Cidade da Arte e as bandas Tambores de Guaramiranga e G7 são alguns dos resultados do aprendizado que os cursos proporcionam. “Isso for talece o nosso empenho de cada vez mais desenvolver atividades que beneficiem a comunidade e promovam o desenvolvimento de cada ser”, reforça Amélia.


Teatro de andarilhos Respeitável público, o Festival Nordestino de o Palco Giratório. Sejam todos Eles chegam a uma cidade, param, preparam o palco ou a praça e se apresentam. Depois vão para outra cidade, e fazem tudo outra vez. Assim, como um circo itinerante, os grupos que fazem parte do Palco Giratório vão viajando de cidade em cidade, de festival em festival, levando seus espetáculos para todos os cantos do país. Promovido pelo Serviço Social do Comércio (SESC), o Palco Giratório é uma rede nacional de difusão de artes cênicas que existe há 14 anos. “Basicamente, o que ela faz é levar teatro do Brasil inteiro para o Brasil inteiro. Então são espetáculos de todos os estados do país circulando por todos os estados”, explica Cristiano Araújo, do grupo Armatrux (foto), que participa do Palco em 2011. Todo ano, as curadorias das regionais do SESC indicam espetáculos de sua região. Depois, uma curadoria nacional se reúne e escolhe 16 grupos que, financiados pelo Palco Giratório, irão percorrer o país se apresentando, participando de oficinas, debates, intercâmbios, festivais, etc. Foi o que aconteceu com as Companhias de teatro Delírio, Armatrux e

In.co.mo.de-te, que participam desta edição do Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (FNT). A Inconformada Companhia de Moda, Design e Teatro (In.co.mo. de-te) se surpreendeu ao saber que viriam participar do FNT. “Esse ano tiveram umas coisas inusitadas, por exemplo, participar do festival de Guaramiranga. É um prazer estar participando. Esse lugar aqui é encantador, porque as pessoas são encantadoras. Quem mais, numa cidade tão pequena tem um festival de 18 anos? É porque o público merece, entende!? Merece e mostra sua própria tradição”, nos conta Liane Venturella às vezes atriz, às vezes di-

retora do In.co.mo.de-te. E completa “essas pequenas surpresas do palco giratório é que deixam ele vivo”. Rogério Araújo, que também faz parte do Armatrux, acredita que o grupo vem crescendo através dos intercâmbios que esta rede proporciona. Ele explica que “essa é uma experiência muito legal para dar mais uma amadurecida no grupo. Pra gente se conhecer um pouquinho mais e conhecer outras realidades de produção em outros lugares do país. É muito legal ver o teatro no nordeste porque as condições são bem mais precárias. Então a gente vê a paixão do povo nordestino em fazer teatro”.

Editorial

Mostra Nordeste O Teatro é um gênero narrativo/dramático utilizado para se contar histórias e interagir com o público. Algumas são comédias, outras são dramas, ainda existem as de amor, e não podemos nos esquecer das tragédias. A linguagem pode ser clara, leve e agradar ou densa, pesada e incomodar. O novo teatro traz uma abordagem mais intrigante, um texto mais reflexivo e uma estética mais extraordinária. Ele traz uma abordagem desafiadora e individualista, que proporciona a cada espectador realizar uma interpretação diferente a cada apresentação. Tais peças desafiam o público a refletir sobre a própria vida e seguir por um caminho de autoconhecimento.A porta está aberta. Resta escolher entre sair da caixa ou permanecer dentro dela.

Flúvio e o Mar foi a peça apresentada pelo grupo Coletivo Artístico do Rio Grande do Norte. A encenação tem cunho educativo, e aponta a busca pelo sonho – Flúvio sonha em conhecer o mar – com a consciência ambiental – ele encontra o mar, mas este se encontra poluído. O ponto alto da peça foi a interação com o púbico que, além da participação das crianças, foi transformado em mar.


[ou qualquer coisa do tipo]

Teatro de Guaramiranga tem o prazer de apresentar

bem vindos, o espetáculo já começou!

O que gira pelo FNT O grupo Armatrux, de Minas Gerais, trouxe dois espetáculos para o FNT. Bilú e Curisco (foto 1) começa com uma parte de improviso, onde o palhaço conversa e envolve a platéia apresentando alguns truques sozinho e com a participação de alguns voluntários. A segunda parte, conta a história do palhaço Bilú e do seu elefante de estimação, Curisco. Ele induz o seu bichinho a fazer algumas artimanhas e suas tentativas sempre acabam em trapalhadas, mas que podem ser resolvidas com um “Eu te amo Curisco”. Esse espetáculo foi apresentado ontem e teve uma grande aceitação do público, sobretudo das crianças que se sentiram a vontade e até invadiram o palco. A peça de hoje será a Parangolé (foto 2). Desta vez, Bilú irá se encontrar com mais dois palhaços e tentará vender para o público um produto revolucionário que limpa tudo. Só nos resta esperar para ver se ele vai conseguir. Outro grupo que está se apresentando no espaço Palco Giratório é o In.co.mo.de-te, do Rio grande do Sul, que encenou nesta quar ta-feira a peça DentroFora (foto 3), uma adaptação do texto Hide and Seek de Paul Auster. Trata-se de um diálogo entre dois personagens que não podem se ver, pois estão presos dentro de caixas. O espetáculo se utiliza de muita metalinguagem, priorizando a fala sobre o gesto. O texto aber to acaba possibilitando a cada espectador fazer uma interpretação diferente. Nesta quinta-feira, eles irão apresentar O gordo e o magro vão para o céu, outra adaptação de Paul Auster que apresenta os dois ícones da comédia em sua tentativa de entrar no céu. Para tal feito, eles precisam construir um muro com 18 pedras pesadas, trabalho que eles tentam se livrar. O primeiro grupo a se apresentar no Palco Giratório do XVIII FNT foi o Delírio, do Paraná, com O evangelho segundo São Mateus (foto 4). A história fala sobre Mateus, um filho que desapareceu e retorna para a casa dos pais, e da investigação emocional e psicológica de seus parentes sobre o que realmente aconteceu com ele. ����������������������������� Os personagens dialogam abertamente com a platéia sobre suas expec t ativas, medos, ansiedades e desejos.


Impressões “Eu achei que [a peça Fluvio e o Mar] é algo bem diferente e que conseguiu conquistar o público de um jeito bem legal. Eu, particularmente, gostei muito, me senti quase uma criança, com vontade de subir no lá em cima e participar”. Antônio Tavares, ator.

“Eu achei o espetáculo divertido, sem nenhuma pretensão, uma grande brincadeira, que pega números típicos de circo e faz a garotada rir”. Christina Straeva, diretora teatral.

Programe-se

Amostra Hoje à noite, a Mostra Nordeste apresentará dois espetáculos. O primeiro, do grupo pernambucano Magiluth, será às 20 horas e se chama O Canto de Gregório. O enredo se trata de uma imersão nos pensamentos de Gregório. O espetáculo será na Escola Zélia Matos Brito. Já a segunda peça, dos piauienses Corpos Teatro Independente, começará às 21h30, na praça do teatro. Com o Reisado do Piauí como tema principal, o espetáculo de rua se chama O Auto da Folia de Reis. Errata sobre a edição III do Beija-flor: 1. A programação da edição 4 se referia a ao dia 07/09 e não ao dia 06/09 como havia sido colocado.

DIA 08/09 (QUINTA)

10h

Ciclo de Debates sobre os espetáculos

Sala do Mosteiro

17h

FNT para crianças: Contação de Histórias: Totó e Tutu Amigos de verdade

Praça do Artesanato

19h 20h

Palco Giratório Sesc: Parangolé Grupo: Armatrux | Livre Mostra Nordeste: O Canto de Gregório Grupo: Magiluth | 16 anos Mostra Nordeste: O Auto da Folha de Reis

21h30

Grupo: Corpos Teatro Independente | Livre

22h

Palco Giratório Sesc: O Gordo e o Magro vão para o Céu Grupo: In.co.mo.de-te | 14 anos

0h

Música no FNT

Praça do Teatro Escola Zélia de Matos Brito. Praça do Teatro

Teatrinho Praça da AGUA


Informativo Beija-flor #5