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EXPEDIENTE EDIÇÃO Nº 1 ANO 01 NOVEMBRO 2019

ORIENTAÇÃO:

HAMBÚRGUERES MAIS EXÓTICOS DO MUNDO

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COMO UM HAMBÚRGUER DEVORA UM PARQUE?

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ONION RINGS

PIT'S BURGER: LANCHE A R$6,OO BU

CONHEÇA A HISTÓRIA DO BURGAY

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Essa revista é uma produção acadêmica, interdisciplinar dos alunos do 2° Se-

mestre do Curso de Design Gráfico da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).

PROF. CIRO MATOS PROF.ª ELIS SOUZA Processos Gráficos

Editoração Gráfica

PROF. FABIO AGUIAR Foto Design

PROF. LUCIANO PESSOA Projeto Editorial Gráfico

PROF. ULISSES GUSTAVO PENA

Projeto Integrado: Design Multimeios

Distribuição Gratuita Avenida Doutor Cândido Xavier de Almeida Souza, 200 - CEP 08780-911 Mogi das Cruzes - SP / Tel.: (11) 4798-7000


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28 M MILK SHAKE DE CERVEJA

CRÔNICA DA COZINHA

UMA BREVE HISTÓRIA ÓRIA DO HAMBÚRGUER

PRINCIPAIS HAMBURGUERIAS DE MOGI

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KELVIN RIBEIRO TAISSA SAITO GABRIEL DAISSUKE SAFIRA SAITO LIEZER LIMA


EDITORIAL

Conheça a história do Burgay A hamburgueria mais gay de SP Sexta-feira à noite, bateu a fome. Já que amava cozinhar e os amiQue tal pedir um Grão de ­Beesha gos eram loucos pelo seu hambúrcom bastante queijo, ou um­ guer, resolveu então que era hora ­Camemberro, ou um Brie.tney bem de apostar na gastronomia para suculento acompanhado de uma viver. E deu certo. Inaugurado no fiporção de Pabblitos de­­Mozzarella? nal de junho de 2019, o Burgay já tá Para completar o tombamento bombando tanto que Rafael quase dos nomes dos lanches, os pães não teve tempo pra responder a ainda vêm ­decorados com glitter essa entrevista. comestível. A ideia, a princípio, era abrir um Essas são algumas das criações negócio pequeno “até a ­situação do Burgay, hamburgueria voltada, dar uma melhorada”. Na hora de ­adivinha, para o público LGBTQI e criar o plano de negócio, cuidou que atende exclusivamente pelo da parte burocrática, mas, princiiFood, na cidade de São Paulo. A palmente, olhou para si mesmo e tentou tirar dali o propósito do seu sede fica em Pinheiros. novo trabalho.

Do cinema para a chapa

O idealizador do negócio, ­ Rafael Lundgren ­Carrilho, 29, é quem põe a mão na massa. Quer dizer, na chapa. Carioca, roteirista e diretor de cinema, Rafael é mais um que se ­desesperou com as políticas públicas atuais para a cultura e, diante da crise envolvendo a produção audiovisual brasileira, decidiu mudar o script da própria vida. 6

“Era um momento muito pessoal por várias questões, por eu estar tentando me levantar, me reerguer, olhei pra tudo o que passei na vida. Você sabe que não é fácil ser LGBT no Brasil, é muita rejeição, muito preconceito”, conta. “Então pensei em usar o humor com as duas coisas que melhor sei fazer na vida que é cozinhar e ser viado”, diverte-se.


União, orgulho e não ao pink Money

Apesar do foco no público gay, o público hétero vem crescendo pela identificação com o bom humor e com a causa. Segundo Rafael, tendo cabeça aberta e consciência, será sempre bem-vindo.

O maior feedback, para o empreendedor, é a resposta das pessoas a respeito da representação gay na cena gastronômica. Para ele, qualquer bandeira levantaO Burgay atende de segunda a da para uma minoria hoje é um quinta das 17h a 1h ato político. “Falamos e de sexta a dominmuito em pink Mongo das 5h as 6h. Os key, na indústria que preços dos lanchusa a causa gay pra Segundo es do ­Burgay variam faturar mesmo não Rafael, tendo de R$19,90 a R$29,00. sendo composta por cabeça ­aberta e Pedidos exclusivos gays ou vivendo a iFood, por encultura. Aqui, eu sei consciência, será pelo ­ exatamente o que é quanto. Em breve, sempre bema empresa terá um ser gay. Não quero vindo. espaço para aten­ usar essa cultura, eu dimento inloco com quero exaltar essa cultura. Quero unir a comunidade. shows de drag queens, karaokê e outras atrações. E quero fazer isso comendo”.

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MATÉRIA

Pit’s Burger inaugura nova loja com ação social e lanche por R$6,00

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O valor dos primeiros 1000 ­lanches vendidos na loja, no dia 05 de julho, será revertido para a APAE de Mogi das Cruzes A ideia de realizar essa ­inauguração social é também uma forma de agradecimento. “A gente teve tanto apoio dos clientes na nossa breve história de 7 anos que acreditamos que o natural seja retribuir. Daí veio a ideia da inauguração social”, conta o diretor de comunicação Guilherme Sato, que reforça a importância da população do Alto ­Tietê para o Pit’s Burger. A nova loja também chega com novidades aos clientes. A primeira delas é o tipo de serviço, que funcionará com autoatendimento - pedidos feitos e retirados no balcão. A segunda é o preço, que será mais baixo do que o praticado nas outras lojas. Segundo Guilherme, para o Pit’s do Shopping a ideia é focar na venda dos combos, com lanche, fritas e refrigerante. “Além do serviço ser diferente, ­pensamos bastante nos estudantes que estão nas universidades próximas e também nos clientes que vão de

carro e gastam com o estacionamento”, complementa o diretor. A marca, que completa 7 anos neste mês de julho, já possui unidades em Mogi das Cruzes, Suzano, Arujá e São Paulo, mas é a primeira vez do Pit’s Burger em um shopping. “Acredito que o que nos motiva a abrir a loja no Mogi Shopping é a continuação do projeto de desenvolvimento do nosso negócio e o desafio de ter uma hamburgueria com um funcionamento ­diferente, com fluxo de pessoas maior e constante. Esperamos que essa ­ nova loja também possa chamar a atenção de pessoas que ainda não nos ­ conhecem e poderão provar tudo isso que a gente buscou nos últimos anos: um hambúrguer simples, justo e feito por pessoas”, ­explica Sato. O burger Classic, que será vendido por R$6,00 na inauguração, é servido com burger 130g, ­uqijo prato, ­alface, tomate, cebola roxa e ­molho especial no pão da casa. Além dele, porções, milkshakes, bebidas e ­outras 11 opções de lanches estarão disponíveis. 9


RECEITA

(cebola empanada)

INGREDIENTES • 2 cebolas grandes cortadas em rodelas • 1 xícara (chá) de farinha de trigo • 1 colher (chá) de fermento químico • 1 ovo • 1 xícara (chá) de leite Pitada de sal Para empanar: •­Aproximadamente 1 xícara (chá) de farinha de rosca

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MODO DE PREPARO Misture a farinha, o fermento, o ovo, o leite e o sal até formar uma massa homogênea. Empane os anéis de cebola na massa, e depois na farinha de rosca.

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Frite em óleo quente até ficar dourado, na sequência coloque no papel toalha. Sirva ketchup, e bom apetite!


Como um hambúrguer devora um parque?

Apesar de a economia real ainda não apresentar uma retomada real de crescimento, o mercado de capitais já se movimenta: o segmento de fusões e aquisições apresenta incremento de 24% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a PwC. Não raro, temos movimentos que, aos olhos de quem enxerga de fora, fazem pouco ou nenhum sentido. Lembro sempre que o nascimento das ações de cross-selling em trade m ­ arketing surgiu no in-

ARTIGO

ício dos anos 80, quando a Pampers percebeu que os homens faziam compras de churrasco e esqueciam das fraldas para seus bebês. Colocar uma frente de fraldas no meio de carvão e carnes fez o maior sucesso. Em fusões e aquisições, por mais que algo pareça não fazer sentido, pode ter sinergias imensas. A postura da rede de restaurantes Madero, de oferecer R$ 1 bilhão pelo parque de diversões Beto Carreiro World, segue esta "lógica". 11


Mas, afinal de contas, como uma rede de restaurantes compra um parque? Qual o sentido disso? Voltemos dez anos no tempo, para quando as Lojas Americanas compraram a Blockbuster no Brasil. Qual era o objetivo de uma transação em um mercado que já apresentava sinais de queda? Os pontos de venda da rede de locadoras foram fundamentais para expandir rapidamente a rede ao redor do país, com porte de lojas enxutas e mais rentáveis. Em outra frente, claro que o Madero tem interesse na receita do parque como um todo (­embora eu ache que não fará a aquisição ­sozinho – existem fundos que investem nas duas empresas envolvidas na transação), mas lembre-se: quem vai a um parque se ­alimenta. Dentro e fora do recinto, no hotel e nas cidades próximas. Esta é uma receita bem lucrativa. E é exatamente aqui que reside o principal interesse do Madero no negócio: ­ ter o controle da alimentação de toda uma região do estado de Santa Catarina, do parque aos hotéis. Se pensarmos que o Beto Carreiro vem em crescimento acima de 10% ao ano desde 2015, consolidando-se como principal opção de entretenimento em seu setor na ­

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[...] mas lembre-se: quem vai a um parque se ­alimenta. Dentro e fora do recinto, no hotel e nas cidades próximas. América Latina, com atrações de estúdios de Hollywood inclusas e ­faturamento acima de R$ 1,2 bilhão aoano,temosumexcelentenegócio. A profissionalização da ­ alimentícia do parque e cercanias, atrelada à co-operação do parque, deve levar a uma m ­ aximização do valor de mercado do complexo, que ainda tem um forte potencial de crescimento, haja vista a área disponível ser 70% do terreno onde fica o parque. Nunca vender hambúrguer foi tão divertido.

João Gabriel Chebante, formado em Administração com ênfase em Marketing, com especialização em Modelagem de Negócios e Gestão de Marcas, é fundador da Sucellos."


CURIOSIDADES

HAMBÚRGUERES MAIS Hambúrguer

à base de insetos

A Essento, empresa que fabrica alimentos a base de insetos na Suíça, garante que a farinha feita com insetos moídos é sucesso na Europa. Com ela, são feitos não só hambúrgueres, mas também, almôndegas e outros alimentos que normalmente seriam feitos com carne bovina ou suína. Os insetos são triturados e misturados a outros ingredientes.

Hambúrguer

de sushi

Essa mistura dos EUA com o Japão vem conquistando muitos fãs. É possível encontrar o hambúrguer de sushi nas versões com carne de porco, frango ou peixe crú.

Hambúrguer

de feijoada

O ArtChopp – Bar & Restaurante, localizado no Rio de janeiro, criou o brasileiríssimo hambúrguer de feijoada que vem com: Hambúrguer de costela e Lombo suíno, pão de feijão, couve, calabresa e bacon da feijoada. Para acompanhar, molho de laranja com cachaça e pimenta. 14


EXÓTICOS

DO MUNDO

Ramen burger

Sensação gastronômica em NY, o Ramen burguer nada mais é que um hambúrguer de macarrão instantâneo. Criado pelo chef Keizo Shimamoto o hambúrguer de miojo” tem dois “pães” de lámen cozidos e depois fritos, recheado com hambúrguer, molho shoyo, cebolinha e rúcula.

Hambúrguer

de coxinha

Sim! O Coxinhaburguer tem uma das paixões nacionais no lugar do pão. O mais legal é que dá pra fazer em casa, basta fazer a massa de coxinha e deixá-la no formato de pão, empanar, fritar e rechear.

Hambúrguer

doce

O “hambúrguer doce” batizado como Chokkie Thunder Burguer e feito com brownie empanado e assado, creme de avelã, marshmallow gratinado, pedaços de morango e calda quente de chocolate. Tudo isso entre duas fatias de pão Australiano. 15


CAPA

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Somos uma Hamburgueria de Mogi das Cruzes e trazemos um novo conceito que segue na contramão da moda “gourmet”: mesmo apresentando produtos de altíssima qualidade, artesanais e montados diariamente, fugimos da complicação e da mistura “depravada” de ingredientes. Focamos no simples, mas com alta qualidade! A hamburgueria é inspirada em um modelo de negócio originário de New York (EUA) e consiste no atendimento personalizado e eficiente, tendo como característica um espaço aconchegante e estiloso. Nossa missão é oferecer ­ Burgers artesanais com ingredientes selecionados e de alta qualidade,

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mas com um diferencial: o preço justo e com atendimento na mesa com uma equipe preparada e entrosada. Nossos Burgers são moldados ­diariamente (usamos carne fresca todos os dias) assim como o corte de tomates, cebolas, picles e alecrim frescos, que a ­ companham uma batata rústica crocante por fora e macia por dentro. Os três tipos de pães que utilizamos também são artesanais e feitos especialmente para a BurgerShop. Duas grandes surpresas são os molhos maionese e b ­ arbecue, produzidos na casa e com receitas exclusivas do chef.

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12h07 às 12h07 às 12h07 às 12h07 às 12h07 às 12h07 às 23h09 23h09 23h09 23h09 23h09 23h09 18

DOM x


O que tem em comum o ­marketing esportivo, a odontologia, o cinema e hambúrgueres? Parece loucura, mas foi assim que nasceu o Spock Burger, uma das lanchonetes mais famosas da região do Alto Tietê, que desde 2012 vem mexendo com o mercado gastronômico de Mogi das Cruzes com uma administração ousada e com lanches de dar água na boca. Com iguarias como o TinTin, o Mazaropi, o Doc Brown, o Daniel ­ San (100% vegano), o Spock Burger (que leva o nome da casa) e o temido Vader Burger, um desafio de

1,5kg que eleva ao Hall da Fama os glutões que o devoram em menos de meia hora, o Spock vem agradando os mais exigentes amantes da baixa gastronomia. Se o seu negócio são os lanches tradicionais ou receitas da casa, se gosta mesmo de carne ou frango, se a sua pegada é ser vegetariano ou até mesmo vegano, se o seu lance é comer fora ou pedir em casa, de noite ou de m ­ adrugada, toda hora é hora de Spock! Experimente! Que a fome esteja com você…

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A lanchonete Os Reis da Rua nasceu da união de duas em­ presas tradicionais de Mogi das ­Cruzes, o King Dog e o Back in Black. Ambas as empresas c ­ ­ omeçaram suas atividades nas ruas da c ­ idade com a mesma proposta: servir lanches na rua com q ­ualidade, higiene e preço acessível. O tempo passou e o sucesso motivou a busca por um espaço ­

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físico maior para poder atender os clientes com mais conforto e variedade de itens no cardápio. ­ Hoje temos orgulho de s ­ ermos uma empresa genuína mogiana que busca valorizar as parcerias com outras empresas da cidade e oferecer um produto final de qualidade mantendo a mesma personalidade e identidade das nossas origens.

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REPORTAGEM

UMA BREVE

HistóriA DO hambúrguer


O "bife de hamburgo" que chegou aos EUA no início do século 19 é primo do steak ­tartar, e tem um pouco do DNA Genghis Khan O ano é 1904. Os Estados Unidos se transformam rapidamente na maior potência industrial do planeta. O novo século p ­ ­romete paz e prosperidade para os ­americanos. Esse clima de afluência e otimismo vai se refletir na feira mundial de Saint Louis, capital do Missouri, no meio-oeste do país. Ali, multidões tomam contato pela primeira vez com uma iguaria chamada “hambúrguer”. O hambúrguer descobriu a América na segunda metade do século 19, trazido pelas levas de imigrantes alemães embarcados no porto de Hamburgo, razão pela qual seu primeiro nome no Novo Mundo foi hamburg steak – “bife de hamburgo”. Mas claro que os alemães não foram os inventores da carne moída. Ninguém foi. O hábito de triturar carne para torná-la digerível remonta aos nossos ancestrais mais remotos – provavelmente ­anteriores ao Homo erectus, de 2 milhões de anos atrás. É que sem

o consumo de carne em grandes quantidades o grande cérebro do erectus, equivalente a 70% do nosso, não teria se desenvolvido. A ideia de colocar carne moída cozida entre dois pedaços de pão também não é assim uma Teoria da Relatividade. Inventado o pão (há mais ou menos 13 mil anos), inventado estava o h ­ ambúrguer. A origem da versão atual, de qualquer forma, está ligada ao Império Mongol, fundado por G ­ enghis Khan no século 12. No final do século 13, os domínios dos herdeiros de Genghis se estendiam da Península Coreana até o Leste Europeu. Eles tinham a tradição de moer carnes duras de roer (de ­cavalo e de camelo, por exemplo) para tornar a coisa mastigável, e a de adicionar leite ou ovo para dar liga.

Ali, multidões tomam contato pela primeira vez com uma iguaria chamada “hambúrguer” 23


Outro nome que a atual Mongólia, centro do império, tinha na época era “Tartária”. Provavelmente os mongóis, ou “tártaros”, se e ­ smeraram tanto na produção desse tipo de carne que ela acabou se espalhando pela Europa com o nome de “bife tártaro” – ­denominação que segue viva no “steak tar-tar”, a carne crua moída dos restaurantes franceses e alemães. A versão cozida e ensanduíchada dessa carne chegaria aos EUA via Hamburgo, a grande cidade portuária da Alemanha. E o grande 24

salto do “bife de hamburgo” viria há quase cem anos. Foi em 1921, com o surgimento da primeira cadeia de lanchonetes do país, a White Castle. Vendia-se nelas um hambúrguer cozido no vapor e cheio de cebola. O sanduíche talvez não fosse especialmente apetitoso, mas seu preço era: 70 centavos de dólar. 70 centavos de hoje. O preço nominal em 1921 era 5 centavos de dólar – mesmo com os mais de 1.300% de inflação que os EUA ­vivenciaram nos últimos 98 anos, o preço do hambúrguer da White Castle


segue baratíssimo – o equivalente a menos de R$ 4. Pelo efeito laxativo, diga-se, os lanches ganharam o apelido de “escorregarores”. As pequenas lanchonetes da época de 20 eram apenas lugares onde os fregueses sentavam ao balcão. Um ou dois funcionários faziam de tudo desde virar os hambúrgueres na chapa até registrar as vendas. Muito diferentes foram os drive-ins dos anos 30. Pátios de estacionamento grandes e de fácil acesso substituíram a pequena área de serviço na calçada, e garçonetes em tempo integral serviam os esfomeados motoristas. A ideia prosperou – garçonetes até foram substituídas por moças sobre patins. Foi nessa época que o cartunista americano Elzie Segar (1894-1938) acrescentou mais um personagem a suas tiras do Popeye, o marinheiro que gostava de espinafre. J. Wellington Wimpy – “Dudu”, no Brasil – ficou famoso pelo seu insaciável apetite por hambúrgueres. Uma vez, Popeye ganhou US$ 20 mil apostando que Wimpy não aguentaria dez minutos com um hambúrguer na mão sem comê-lo. 25


Em 1937, os irmãos Richard e Maurice McDonald abriram um ­ pequeno drive-in na cidade de San Bernardino na Califórna, e revolucionaram o mundo do fastfood.Como todos os outros, eles serviam lanches rápidos para clientes apressados. O drive-in ­ era também o ponto de encontro dos adolescentes da cidade. Por causa dessa clientela, os driveins eram identificados como focos de confusão que afugentavam as famílias de respeito. 26

Para mudar essa imagem, em 1948, os irmãos McDonald reformularam a loja. Sem garçonetes servindo no carro, a lanchonete perdeu parte do seu apelo para os adolescentes, mas em compensação conquistou as famílias. Logo dezenas de pequenos empresários começavam a imitar o novo conceito de lanchonete. Em 1954, Ray Croc, um ex-vendedor de máquinas de m ­ ilkshake associou-se aos irmãos McDonald e comandou a ­internacionalização da ­companhia.


O BRASIL FOI UM DOS PIONEIROS. AINDA EM 1952 O T ENISTA ­AMERICANO ROBERT FALKEMBURG ABRIA O PRIMEIRO BOB’S EM ­C OPACABANA, NO RIO. E O RESTO É HISTÓRIA. 27


CRÔNICA

Crônica da Cozinha O destempero da sedução Pelo chef Manuel Alves Filho

Q

uem me conhece sabe que tenho muitas reservas em relação ao uso do orégano desidratado na comida. Não que eu seja completamente avesso à erva. Se houver absoluta necessidade, eu a utilizo, mas sempre com muitíssima parcimônia. Orégano seco, meus caros, é como encontro com parente chato. É preciso esquivar-se dele ao máximo. Tenho para mim que o Todo Poderoso, na sua imensa sabedoria, inventou o orégano desidratado para testar o bom senso dos humanos. A julgar pela forma

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como certas pessoas empregam o ingrediente, Ele deve estar deveras arrependido. Infelizmente, tem quem adicione a erva a tudo quanto é prato, da omelete ao feijão; do bacalhau à pizza; do bife à salada de grão de bico. Se bobear, tem quem coloque orégano na água do banho de assento. Afe! O curioso é a justificativa para esse desativo: “Ah, orégano deixa tudo mais gostoso”, dizem os tresloucados. Hã? O desvario é tão grande que, dia desses, vi um post em rede social no qual o cidadão dizia que faria um jantar caprichado para


tentar conquistar a garota dos seus sonhos. O cardápio até que soou interessante: arroz de camarão. A certa altura, ele afirmou, cheio de pretensão, que acrescentaria um “toque de orégano” à receita. Confesso que me arrepiei e lamentei profundamente pela menina. Aliás, segue uma profecia dirigida ao fã de orégano seco que costuma usar a gastronomia como elemento de sedução. Ou você elege outra erva de preferência ou vai amargar milênios de noites a sós!


RECEITA

Rendimento: 1 taça Tempo de Preparo: 20 minutos

INGREDIENTES • 5 colheres de sopa de sorvete de creme • ½ copo de cerveja preta • 2 colheres de sopa de creme de avelã • ½ xícara de chocolate picado • calda de chocolate • farofa doce • chantilly

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MODO DE PREPARO

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Em um liquidificador, misture delicadamente a metade da quantidade do sorvete de creme, com a cerveja e o creme de avelã.

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Depois, desligue o liquidificador e acrescente o restante do sorvete e o chocolate picado. Misture delicadamente.

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Unte as bordas de uma taça com creme de avelã e farofa doce. Coloque calda de chocolate na taça e despeje o milk-shake. Finalize com bastante chantilly e chocolate. 31


Profile for liezerlima3

Revista Sabor  

Projeto de diagramação e design realizado na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC)​​​​​​​. Com a proposta de criar uma revista do gênero " g...

Revista Sabor  

Projeto de diagramação e design realizado na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC)​​​​​​​. Com a proposta de criar uma revista do gênero " g...

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