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CAPIM BRANCO Minha Cidade, Meu Patrim么nio


Gerne Adriana de Deus Organizadora

CAPIM BRANCO Minha Cidade, Meu Patrim么nio

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Prefeito Remaclo Souza Canto Vice-Prefeito Romar Gonçalves Ribeiro Presidente da Câmara Elvis Presley Moreira Gonçalves Secretária Municipal de Educação, Cultura, Turismo e Esporte: Karine da Silva Andrade


Sumário

Apresentação. ..................................................................................................... 9 1. Histórico........................................................................................................11 1.1. História e Formação do Município........................................................ 12 1.2. Municípios Limítrofes . ............................................................................ 13 1.3. Distância de Capim Branco aos principais centros nacionais e municípios limítrofes . ......................................... 14 2. Rivalidade Política......................................................................................15 3. Divisão Política . ......................................................................................... 25 3.1. Centro............................................................................................................26

3.1.1. “Camim Fundo” ................................................................................28

3.2. Araçás............................................................................................................ 33 3.3. Cidade Nova................................................................................................. 38 3.4. Jardim das Palmeiras . ...............................................................................40 3.5. Peri-Peri .......................................................................................................42 3.6. Jardim Planalto . .........................................................................................45

3.6.1. Cruzeiro do Barão.............................................................................47

3.7. Prata ..............................................................................................................47 3.8. Represa . .......................................................................................................48 3.9. Capão............................................................................................................. 51 3.10. Várzea de Santo Antônio........................................................................ 53 3.11. Várzea do Solar I e Várzea do Solar II ................................................. 55 3. 12. Água Branca ............................................................................................. 57 3.13. Barbosa .......................................................................................................59 3.14. Boa Vista .................................................................................................... 61


3.14.1. Boa Vista - Como surgiu este nome? ................................................ 61 3.14.2. Fatos curiosos de Boa Vista ...............................................................62 3.15. Matos............................................................................................................ 67 3.16. Várzea do Açude ....................................................................................... 71 4. Clima . ........................................................................................................... 73 5. Recursos Naturais .....................................................................................74 6. Hidrografia .................................................................................................. 75 6.1. Bacia do Ribeirão da Mata........................................................................ 76 6.2. Poesia............................................................................................................. 78 6.3. Enchentes .................................................................................................... 78 7. Vegetação...................................................................................................... 79 8. Agricultura orgânica.................................................................................. 81 9. Ação Coletiva............................................................................................... 83 10. O Futebol em Capim Branco.................................................................... 87 11. Cultura Religiosa..........................................................................................95 11.1. Matriz Nossa Senhora da Conceição....................................................95 11.2. História da Igreja Batista Central de Capim Branco........................98 11.3. Herbarium Franz Mesmer.......................................................................101 12. Aspectos Turísticos de Capim Branco ................................................. 108 13. Música............................................................................................................ 108 13.1. Centenário da Corporação Musical Nossa Senhora da Conceição ................................................................. 109 13.2. O Carnaval de Capim Branco ..............................................................112 13.3. Carnaval Temporão..................................................................................115 13.4. Festa do Alho.............................................................................................116 13.5. Histório do Alho........................................................................................118 14. Comércio de Capim Branco...................................................................... 120


15. Educação ..................................................................................................... 123 16. Saúde. ............................................................................................................ 144 16.1. Unidade Básica de Saúde Domingos Ferreira Valadares................. 144 16.2. A História do Hospital Tancredo Neves............................................. 145 17. Um pouco mais de história........................................................................151 Considerações Finais ...................................................................................... 154 Referências Bibliográficas............................................................................. 155


Apresentação

Caro leitor, A Administração “Capim Branco no Rumo Certo” apresenta o Projeto “CAPIM BRANCO: Minha Cidade, Meu Parimônio”, realizado pela turma de Linguagem e Alfabetização do Pró-letramento desse município. Trata-se de um programa oferecido aos educadores atuantes nas séries iniciais do Ensino Fundamental, realizado pelo Ministério da Educação, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, integrante da Rede Nacional de Formação Continuada. O referido projeto reuniu, por meio de uma coletânea, um vasto banco de dados com as principais informações sobre a história, a formação, as questões políticas, econômicas, geográficas, culturais e sociais. Tem como objetivo registrar a memória do povo capim-branquense, servindo de instrumento para pesquisa e conhecimento da história local. Os caminhos percorridos foram inúmeros e através desse fluxo de informações foi possível perceber o quanto é indispensável ao cidadão valorizar a herança dos antepassados. A Administração “Capim Branco no Rumo Certo” parabeniza a todos que contribuíram para a realização desse trabalho, de modo muito especial à coordenação, tutoria e professores cursistas pelo esforço, dedicação e competência. Boa leitura! Remaclo Souza Canto PREFEITO MUNICIPAL


1 Histórico

O município de Capim Branco localiza-se a noroeste de Belo Horizonte, tendo sido instalado em 12 de dezembro de 1953. Abrangendo uma área de 94,147 Km2, Capim Branco integra a Região Metropolitana de Belo Horizonte. Sua população aferida em 2009 pelo IBGE era de 9.276 habitantes.

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CAPIM BRANCO

1.1. História e Formação do Município A descoberta do ouro, no período da história do Brasil Colonial entre o final do século XVII e início do século XVIII, na região das cidades de Sabará, Caeté, Mariana e Ouro Preto (1690) e posteriormente, a descoberta de diamantes (1729) na região do Tejuco (Diamantina) e Vila do Príncipe (Serro) teve decisiva importância na descoberta desses locais, pois cerca de dois terços das lavras se concentravam em Minas Gerais, com o restante distribuído entre Goiás, Mato Grosso e Bahia. Como na época não existiam meios de transporte avançados, os produtos resultantes do extrativismo eram transportados por caravanas de tropeiros, que percorriam caminhos, na maioria das vezes, às margens dos rios, locais de fácil acesso às águas e onde podiam ser encontrados alimentos para os animais. Na rota do comércio, havia locais em que esses tropeiros e viajantes paravam para descanso ou hospedagem. Numa dessas paradas, resolveram acampar e pernoitar às margens do Ribeirão da Mata, numa planície esverdejante, onde ficava o “Rancho Grande”, uma das primeiras moradias do local. Ao acordarem no dia seguinte, para a surpresa de todos, viram a planície toda esbranquiçada. Imaginaram que havia caído geada; o tempo era frio, mas não o bastante para tal. Admirados, correram para certificar-se do que se tratava. E se depararam com milhares de flores minúsculas, todas branquinhas, que mais pareciam um tapete. Grande foi o espanto de todos ao verificar que as flores eram originárias de uma espécie de gramínea nativa da região. Por isso a denominação - Capim Branco - dada pelos tropeiros.

Fonte: www.biologo.com.br/plantas/cerrado Foto: Fernando Tabagiba - 2007

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Minha Cidade, Meu Patrimônio

A criação do distrito e a oficialização do nome se deu no antigo município de Santa Luzia do Rio das Velhas - atualmente, Santa Luzia - através do Decreto nº. 184, de 06 de setembro de 1890. Em 07 de setembro de 1923, através do Decreto nº. 843, o distrito de Capim Branco passou a pertencer ao município de Pedro Leopoldo. Em 31 de dezembro de 1943, através do Decreto nº. 1058, o distrito passou a fazer parte do recém-criado município de Matozinhos. A emancipação se deu no dia 12 de dezembro de 1953, através da Lei nº. 1039, da mesma data. O município foi instalado em 1º de Janeiro de 1954.

1.2. Municípios Limítrofes Capim Branco faz divisa com os seguintes municípios: ŪŪ a norte: Prudente de Morais; ŪŪ a leste e a sul: Matozinhos; ŪŪ a sudoeste: Esmeraldas; ŪŪ a oeste: Sete Lagoas. FONTE: IGA (Instituto de Geociências Aplicadas)

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CAPIM BRANCO

1.3. Distância de Capim Branco aos principais centros nacionais e municípios limítrofes Centros Nacionais Belo Horizonte

Distância (Km) 51

Brasília

690

Rio de Janeiro

480

São Paulo

625

Vitória Polos Regionais

590 Distância (Km)

Sete Lagoas

43

Matozinhos

05

Prudente de Morais

05

Esmeraldas

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Fonte: Assembléia Legislativa de Minas Gerais e Descubra Minas (Governo do Estado de Minas Gerais).

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2 Rivalidade política

Em 1953, com a sua emancipação, Capim Branco contou com a presença do Intendente Sr. Geraldo Padilha, que governou o município até a posse do primeiro prefeito em 1955. A partir desse período, inaugura-se o clima de rivalidade política acirrada entre os dois partidos atuantes na cidade. Essa rivalidade influenciava as pessoas a tal ponto que extrapolava o cenário político, fazendo-se presente até mesmo na vida social e religiosa da população. Sendo assim, existiam dois clubes sociais com seus respectivos times de futebol os quais os cidadãos frequentavam de acordo com o ideal partidário de que eram adeptos. As campanhas políticas eram caracterizadas pela “troca de favores” realizadas mediante empregos, doações de materiais de construção, pagamento de contas de água, luz, aluguel, gás, dentre outros, na tentativa de assegurar o voto do eleitor. Outro aspecto marcante da política era votar em determinado partido por tradição familiar.

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CAPIM BRANCO

Em vésperas das eleições algumas pessoas compunham músicas de acordo com as características do partido ou até mesmo do próprio candidato com a intenção de insultar, magoar o outro. As brigas entre vizinhos, famílias e colegas eram de praxe. A amizade se tornava inimizade. O conflito acentuava-se no dia das eleições, sobretudo no momento em que as urnas eram apuradas. Depois do resultado final o clima se tornava mais desagradável, pois os eleitores vitoriosos, sentindo-se “heróis”, subiam em caminhões, tratores, carros, carroças, cavalos e lançavam foguetes, bombas, pedras nos telhados dos adversários; as agressões físicas e verbais também aconteciam. Essa rivalidade política perdurou por muitos anos. Com a chegada do Sr. Francisco Enéas Xavier, mais conhecido como “Chico Mania”, que trouxe até a cidade uma visão inovadora, é que as pessoas começaram a se conscientizar de que a política não podia ser vista como mera tradição partidária e sim como melhoria para a cidade e também para os cidadãos que nela residiam. Os jovens insatisfeitos com a política bipartidária reinante aderiram às idéias de Chico Mania e votaram em massa num terceiro partido levando consigo grande parte da população.

PASSOS, Viviane Ferreira. Graduada em Letras da Faculdade de Ciências Humanas de Pedro Leopoldo/ MG, cursando a pós-graduação Ensino de Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, polo Confins/MG, atua na área de educação há 16 anos nas redes Municipal e Estadual de Ensino de Capim Branco.

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Minha Cidade, Meu Patrimônio

Linha do tempo DADOS HISTÓRICOS - PODER EXECUTIVO MUNICIPAL CAPIM BRANCO/MINAS GERAIS. PERÍODOS

1955 A 1958 1959 A 1962 1963 A 1966 1967 A 1970 1971 A 1972 1973 A 1976 1977 A 1982 1983 A 1988 1989 A 1992 1993 A 1996 1997 A 2000 2001 A 2004 2005 A 2008 Janeiro de 2005 a 04 de abril de 2005

PREFEITOS E VICE-PREFEITOS

Pref.: Domingos Ferreira Valadares Vice: Abeilard Vicente dos Santos Pref.: Francisco Mendes Vice: Gilberto Cardoso Pref.: Ary Gonçalves Loura Vice: Abeilard Vicente dos Santos Pref.: Laerte Vicente dos Santos Vice: Alberto Pinto da Rocha Pref.: Domingos Ferreira Valadares Vice: João Francisco Lucas Pref.: Jurandir Mendes Vice: Orvalino Odóxio dos Santos Pref.: Eduardo Ferreira dos Reis Vice: Emir Fernandes Lôbo Pref.: Dario Mendes Linhares Vice: Jordelino José de Avelar Pref.: Dr. Antônio Divino de Souza Vice: Jarbas Ferreira dos Santos Pref.: Dario Mendes Linhares Vice: José Lôbo de Sales Pref.: Dr. Aluízio Machado Vice: Drª Leila Buéri Salomão Pref.: Dario Mendes Linhares Vice: Moraviano José Flores Pref: Francisco Enéias Xavier Vice: Remaclo Souza Canto

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CAPIM BRANCO

Em data de 11.04.2005 foi empossado no cargo de Prefeito Municipal, o Vice-Prefeito Municipal Sr. Remaclo Souza Canto, pelo falecimento do Sr. Francisco Enéias Xavier 2009 A 2012

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Pref: Remaclo Souza Canto Vice: Romar Gonçalves Ribeiro


Minha Cidade, Meu Patrimônio

Presidentes da Câmara Municipal de Capim Branco NOME

SALATIEL ALVES DE DEUS

MANDATO

1955/1956/1958

RAIMUNDO DIAS SOBRINHO

1957

SEBASTIÃO FERREIRA PINTO

1959/1960/1961/1962

JOAQUIM JOSÉ FLORES

1963/1987

ATAIDE VALADARES PINTO

1964

FRANCISCO ELIAS DOS REIS

1965/1966

DOMINGOS FERREIRA VALADARES ANTÔNIO LÔBO PRIMO MOZART GONÇALVES DO NASCIMENTO JOSÉ GONÇALVES XAVIER NILTON ALVES DE DEUS AFONSO RIBEIRO DA COSTA GERALDO FERREIRA DOS SANTOS ARISTÓTELES GONÇALVES DA SILVA

1967/1969/1970 1968 1971/1972 1973/1975/1976 1974 1980/1981/1983/1984/1989/1990 1981 1982/1988

IDIRILANDES JOSÉ DA SILVA

1985

MARIANO FERREIRA PINTO

1986/1995/1996

MARLÚCIO MOREIRA DA COSTA

1991/1992

LEILA BUÉRI

1993/1994

WAGNER SOUZA SANTOS

1997/1998

FERNANDO SILVA DE SOUZA

1999/2000

GEVANE CELMA DE DEUS CORRÊA

2001

MÁRCIO GERALDO DE AVELAR

2002

MARIA MARTA LÔBO CUNHA

2003

GERALDO FERNANDES DE DEUS

2004

DÉLIO MENDES

2005

JAIRO DO CARMO ADEVIDES

2006

VALDINÉIA MARIA DE CARVALHO DIAS

2007

ELVIS PRESLEY MOREIRA GONÇALVES

2008

VILMAR XAVIER DA SILVA

2009

ELVIS PRESLEY MOREIRA GONÇALVES

2010

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CAPIM BRANCO

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Minha Cidade, Meu Patrimônio

PODER LEGISLATIVO MUNICIPAL CAPIM BRANCO / VEREADORES 1º GRUPO – 1955 a 1958

Armando Dias Maia Aurélio Gonçalves Vieira Emir Fernandes Lôbo Francisco Elias dos Reis

***O Vereador Domingos Ferreira Valadares foi impedido de exercer o mandato, face o grau de parentesco com o então Presidente da Câmara Sebastião Ferreira Pinto (irmão e menos votado), tendo assumido a respectiva vaga o 1º suplente Joaquim José Flores.

Jovelino Botelho de Andrade Luiz Gonzaga de Deus

3º GRUPO – 1963 a 1966

Raimundo Dias Sobrinho

Antônio Lôbo Primo

Salatiel Alves de Deus

Ataíde Valadares Pinto

Sebastião Ferreira Pinto

Francisco Elias dos Reis

***

O Vereador Luiz Gonzaga de Deus foi impedido

Geraldo Vicente Ferreira

da vereança, devido ao grau de parentesco com

Jaques Gonçalves dos Santos

o Vereador Salatiel Alves de Deus (filho do

Joaquim José Flores

então Presidente da Câmara), tendo assumido a respectiva vaga o 1º Suplente Lúcio Teodoro

Jordelino José de Avelar

Flores.

José Barbosa Xavier Santos Vicente Andrade

2º GRUPO – 1959 a 1962

*** Em data de 04. 12. 1963, foi declarada aberta

Ary Gonçalves Loura

a vaga de 1º suplente da Bancada da UDN ( União

Domingos Ferreira Valadares

do vereador Santos Vicente Andrade, tomando

Emir Fernandes Lôbo Francisco Elias dos Reis

Democrática Nacional), em virtude do falecimento posse em substituição o Sr. Nelson Antônio Daher, em 18.12.1963.

Israel Dias Magalhães Jordelino José de Avelar

4º Grupo – 1967 a 1970

Nelson Antônio Daher

Antônio Lôbo Primo

Santos Vicente de Andrade

Artur Ferreira de Andrade

Sebastião Ferreira Pinto

Aurélio Gonçalves Vieira 21


CAPIM BRANCO

Domingos Ferreira Valadares Geraldo Estácio de Souza

7º Grupo – 1977 a 1982

Joaquim José Flores

Afonso Ribeiro da Costa

Messias José da Silva

Antônio Divino de Souza

Mozart Gonçalves do Nascimento

Antônio Gonçalves Dias

Waldico Procópio de Amorim

Aristóteles Gonçalves da Silva Geraldo Ferreira dos Santos Hélio Gonçalves dos Santos

5º grupo – 1971 a 1972

Afonso Ribeiro da Costa Geraldo Ferreira dos Santos Jair Mesquita José Gonçalves Xavier

José Geraldo Randolfo Barbosa Avelar Ronaldo Silva Lima *** Em data de 10.02.1978, o vereador Geraldo Ferreira dos Santos, requereu licença para tratar

Lino de Paula Santos

de assuntos particulares, assumindo em data de

Mozart Gonçalves do Nascimento

12.02.1978, o 1º suplente Marlúcio Moreira da

Nilton Alves de Deus Osmar Francisco da Silva Salvelino Gonçalves Ribeiro Sobrinho

Costa.

***O mesmo ocorreu em data de 21.11.1979, com o vereador Ronaldo Silva Lima, ocupando o lugar do Suplente Ailton Fernandes Lôbo.

6º Grupo – 1973 a 1976

Antônio Dias

8º Grupo - 1983 a 1988

Bolivar Antônio Daher

Adilson Simão

Geraldo Ferreira dos Santos

Afonso Ribeiro da Costa

Hélio José da Silva

Aristóteles Gonçalves da Silva

Jordelino José de Avelar

Idirilandes José da Silva

José Gonçalves de Avelar

Joaquim José Flores

José Ferreira da Cruz

José Ferreira de Almeida

Nilton Alves de Deus

Mariano Ferreira Pinto

Rodolfo Barbosa Avelar

Marlúcio Ferreira da Costa Mozart Gonçalves do Nascimento

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Minha Cidade, Meu Patrimônio

9º Grupo – 1989 a 1992

se por motivo de licença médica, assumindo a

Afonso Ribeiro da Costa

Presidência, no período, o vereador Afonso Ribeiro

Andréa Lúcia Lôbo

Martins do Porto. A duração da licença foi de

Antônio José dos Reis

da Costa e a vaga respectiva, o 1º Suplente, Edgard aproximadamente 60 (sessenta) dias.

Antônio Orestes Fonseca Artur Ferreira de Andrade

11º Grupo – 1997 a 2000

Dirceu Sales da Silva

Aristóteles Gonçalves da Silva

Marlúcio Moreira da Costa

Edgard Martins do Porto

Mozart Gonçalves do Nascimento

Fernando Silva de Souza

Jaime Gonçalves da Silva

Hélio Gonçalves dos Santos

*** Por dois períodos, a 1ª Suplente Maria de

Joaquim José Flores

Lourdes Lôbo atua como vereadora; O primeiro

Léa Fátima de Oliveira

em 1989, quando substituiu o Vereador Afonso Ribeiro da Costa em período de licença médica;

Maria Beatriz Rocha Machado

o segundo, em substituição à Vereadora Andréa

Sônia Maria Barbosa do Nascimento

Lúcia Lôbo que em 1991, licenciou-se para ocupar o cargo de chefia no Departamento Municipal de

Wagner Souza Santos

Saúde.

12º Grupo – 2001 a 2004 10º Grupo – 1993 a 1996

Aloízio Alves de Deus

Afonso Ribeiro da Costa

Geraldo Fernando de Deus

Aluízio Machado

Gevane Celma de Deus Corrêa

Aristóteles Gonçalves da Silva

Hélio Gonçalves dos Santos

José Roque Dias

Léa Fátima de Oliveira

Léa Fátima de Oliveira

Maria Marta Lobo Cunha

Leila Buéri Salomão

Marta Helena de Souza Ramos

Mariano Ferreira Pinto

Márcio Geraldo de Avelar

Marlúcio Moreira da Costa

Wagner Souza Santos

Mozart Gonçalves do Nascimento *** Em 1996, o então Presidente da Câmara, Vereador Mariano Ferreira Pinto precisou afastar-

SUPLENTE DE VEREADOR: *** Moacir Magela das Chagas, que foi convocado para assumir a vaga

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CAPIM BRANCO

da Vereadora Marta Helena, em data de 08.02.2001,

14º Grupo – 2009 a 2012

pelo período de 30 (trinta) dias.

Affonso Magno Moreira Júnior Aparecido dos Santos Rafael

***A Vereadora Marta Helena de Souza Ramos licenciou-se do cargo em 05.02.2001, pelo período

Délio Mendes

aproximado de 120 (cento e vinte) dias, ou seja, até

Edmar Pereira de Souza

23.05.2001, reassumindo o seu cargo em 22.05.2001.

Elvis Presley Moreira Gonçalves

Em data de 29.06.2001, apresentou novo Atestado Médico, solicitando mais 30 (trinta) dias de

Jairo do Carmo Adevides

licença, ou seja, até a data de 29.07.2001. Até a

Josy Nascimento Sales

data de 30.04.2003, a vereadora mencionada acima

Maria Marta Lobo Cunha

continua em licença para tratamento de saúde.

***O vereador Sr. Aloízio Alves de Deus licenciouse para investir em cargo de confiança do Executivo

Vilmar Xavier da Silva Valdinéia Maria de Carvalho Dias (Suplente)

Municipal em 28.12.2002, ocupando a sua vaga o suplente Sr. Alberto Leandro dos Santos. Em data de 28.05.2004, o vereador Aloízio Alves de Deus retornou ao cargo de Vereador.

Em data de 01.02.2009, a Suplente – Vereadora Valdinéia Maria de Carvalho Dias substituiu a vaga do vereador Jairo do Carmo Adevides, que requereu licença da Câmara para ocupar o cargo de Secretário Municipal de Obras.

13º Grupo - 2005 a 2008

Alberto Leandro dos Santos Aloízio Alves de Deus Darcílio Cardoso dos Reis Délio Mendes Edmar Pereira de Souza Elvis Presley Moreira Gonçalves Jairo do Carmo Adevides José Antônio Moreira Valdinéia Maria de Carvalho Dias

Fonte: Câmara Municipal

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3 Divisão Política

Principais Praças –– Praça Jorge Ferreira Pinto - Bairro Centro. –– Praça Joaquim Dias Magalhães - Bairro Centro. –– Praça Nossa Senhora da Conceição - Bairro Centro. –– Praça Chucre Buéri - Bairro Várzea de Santo Antônio. –– Praça Nossa Senhora de Santa’Ana - Bairro Araçás. –– Praça Francisco Lima de Araújo - Bairro Peri –Peri. –– Praça Nossa Senhora da Paz - Bairro Barbosa.

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CAPIM BRANCO

3.1. Centro Na sede municipal, ou seja, no Bairro Centro, é onde se localizam os principais equipamentos do setor terciário do município. A parte mais antiga da cidade mostra, em geral, um traçado do tipo misto. As ruas, em pequeno número, são calçadas, relativamente largas e geralmente pouco arborizadas. De um modo geral as edificações são horizontais, residenciais em sua maioria. Nota-se a presença de algumas edificações de dois a três pavimentos de uso comercial e residencial. O padrão de construção é o convencional, acompanhando o comportamento do município como um todo. Prevalecem as construções com tijolo furado e telhado inclinado com telha de barro.

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1ª Jardineira de Capim Branco em frente a 1ª prefeitura

1ª Jardineira de Capim Branco

1970 - desfile

7 de setembro 1972 desfile onde hoje é a praça da prefeitura

Administração 1973 a 1976

1973

1985 - desfile

Praça Joaquim Dias Magalães

Câmara 2010

Autoridades no desfile 7 de setembro de 1985

Prefeitura 2010

2010

Prefeitura - 1992

2010


CAPIM BRANCO

3.1.1. “Camim Fundo” Em tempos longínquos, quando o progresso passava longe de Capim Branco, o trecho da atual Avenida Antônio Caran, que vai desde a casa da finada Dalila até a casa de Rosa Daher, onde havia um mata-burro e uma porteira, era literalmente um caminho fundo com barrancos tão altos dos dois lados que dava para ficar neles, sem nenhum perigo, assistindo a passagem das boiadas, torcendo pelo estouro das mesmas, o que era uma farra para os assistentes e um desespero para os boiadeiros. Do lado em que hoje está o clube, havia uma vala profunda, causada pela erosão: era o buracão do Camim Fundo. Para se alcançar a atual Rua Antônio Fonseca, na época conhecida como “Portão”, foi colocada uma única pedra, que servia de pinguela. Depois que algumas pessoas desavisadas caíram no buracão, providenciaram outra pedra fazendo uma pequena ponte. Com a emancipação de Capim Branco o progresso chegou devagarinho, devagarinho. As máquinas acabaram com o “Camim Fundo”, mas não conseguiram acabar com o nome, apesar da nova rua ter sido batizada inicialmente como Avenida Antônio Caran. Mais tarde o prefeito Dario Mendes rebatizou-a como Rua Laerte Vicente dos Santos, denominação que só é usada pela Prefeitura na cobrança de impostos. Essa rua é famosa em nossa cidade. Nela acontece de tudo um pouco. Com vários botecos bem frequentados, açougue e mercearia, Sede Social do Pingo de Ouro, garagem da empresa de ônibus, é via de acesso, por um lado, para: hospital, Restaurante Ribeirão da Mata, Estádio Delano Alvarenga, Boa vista, BR-O40; por outro lado, leva às chácaras do Solar 1 e 2, ao Hotel Fazenda Tucano e a vários sítios, sendo assim muito movimentada.

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Minha Cidade, Meu Patrimônio

Em época de carnaval, a concentração de alguns blocos é feita no Camim Fundo e o boi da manta, os bonecões com a charanga e o pessoal fantasiado também partem dali para a avenida. Sede Social do Pingo de Ouro

Garagem

Carnaval

Hospital

“Caminho Fundo”

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CAPIM BRANCO

Seus moradores são alegres, barulhentos, de risada fácil, capazes de fazer piadas de suas próprias mazelas, com muitos casos engraçados, criando um vocabulário especial que vai invadindo Capim Branco. Listamos aqui algumas dessas expressões tentando explicá-las. Oh babado forte! ou B. O. = coisa complicada Um abraço! = Estou saindo de fininho ou não quero nem saber, podendo ser também uma saudação. Tu Tereza! (Tudo Tereza) = não, nada Essa expressão surgiu quando Tereza de Floriano estava descascando alho, juntamente com sua família, e sua netinha Viviane bem pequenina chegou. Faltava muito ainda para terminar e Tereza perguntou: − Nós vamos acabar,Viviane? A menina respondeu: − Vai Tereza, tudo! Tudo, Tereza! Tu Tereza! A turma achou graça no jeito que Viviane ficou repetindo e passou a contar a história dando gostosas gargalhadas e a expressão caiu na boca do povo que vai criando novas histórias para explicá-la. Xênti! = interjeição de surpresa Aistá! = interjeição de surpresa Chama nós pra vê! ou chama nós! = pedido de convite para participar de algum evento Muié diaba! = um bêbado ficava nos botecos gritando isso para as mulheres que passavam; caiu no gosto popular Igual o caso da cuié! = história enrolada 30


Este caso aconteceu com Geraldo de Laurinda, morador do Camim Fundo e Antônio Praia (ambos falecidos). Os dois estavam trabalhando e Geraldo descobriu que não tinha colher para almoçar. Pediu a Antônio a colher emprestada, mas perdeu essa colher também e levou outra colher para pagar a colher de Antônio. Entre os dois travou-se o seguinte diálogo: − Sô Antônio, aqui está sua cuié. − Mas essa cuié num é a minha cuié, Geraldo! − Uma cuié paga outra cuié, Sô Antônio. − Mas eu quero é a minha cuié, porque a minha cuié... Os dois tanto falaram na “cuié” sem chegar a um acordo que o fato ficou conhecido como “o caso da cuié” Festa de Borna = festa ruim Oh madrugada d´água! = noite bonita, cheia de estrelas Chorou maritaca véia! = João-de-barro cantando As três expressões se originam no mesmo caso. Elvécio, morador do Camim Fundo, que tem o apelido de “Tiborna” ou “Borna”, gostava de umas pingas avultadas. Nessa época não havia luz elétrica em Capim Branco e Jorge, marido de Águida, havia falecido. À noite, durante o velório, Borna vendo a casa toda iluminada animou-se pensando que era uma festa e foi para lá. Não ouvindo música, nem vendo comida ou bebida saiu-se com esta: − Oh qualidade de festa ruim, sô! Dirigiu-se cambaleando para uma moita de bananeira e por ali mesmo dormiu. A noite estava bonita, céu limpo, estrelado. Borna acorda desnorteado e diz bem alto: 31


CAPIM BRANCO

− Oh madrugada d´água! − Dorme de novo. Com o amanhecer, o joão-de-barro canta perto de sua casinha e Borna paga o seu terceiro mico: − Chorou maritaca véia! Borna venceu o vício da bebida e hoje é um vovô muito tranqüilo. Bebe água! = conselho para quem vai falar algo que não deve ser dito. Amanhã eu vou! = não vou Mundeco quando chamado para trabalhar Olha atrás do muro! = toma cuidado com o que diz e onde diz Impaia candonga = atrapalha fofoca, atrapalha a conversa O Camim Fundo é também berço da Explosão do Samba, que nasceu em 1982, com Iara, Carlinhos, Celinha, Cecília, Preta de Maria, Nézia, Ernane, De Lurdes, Geraldinho de Iôla, Ronaldo, Adãozinho e outros. Eles batalharam, fizeram promoções, festivais esportivos, pediram ajuda, registraram a escola e a colocaram na avenida. No ano seguinte, o Grupo Contra Madrugada se apresentou com muita categoria, carros alegóricos e blocos bem estruturados. Sentindo-se desafiado, o Camim Fundo reagiu e no ano de 1984 a Explosão do Samba realmente explodiu no carnaval com mais pessoas ajudando como: Ayrton Gonçalves, Zé Nô, Ernane Campos, Clécia, Zé Luiz, Leninha, Marly Magalhães e Tita. Aloísio comandava a bateria e Taquinho o vocal. Camim Fundo era conhecido como “Boca do Lixo”, apelido dado por um freqüentador de boteco que pensava humilhar os moradores, mas o apelido foi imediatamente adotado. No carnaval, com as fantasias maravilhosas da Explosão do Samba, “Boca do Lixo” transformou-se em “Boca do Luxo”. 32


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Com o passar do tempo, as dificuldades aumentando, o grupo desanimou e o carnaval ficou sem a Explosão do Samba. Anos depois, Maria Lúcia e Aloísio assumiram o comando, mas mudaram o nome para ESUCAB (Escola de Samba Unidos de Capim Branco). E em 2010, a escola não se apresentou, mas o Camim Fundo está se movimentando para, em 2011, voltar a brilhar na avenida. SANTOS, Élvia Celina. Graduada em Ciências pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sete Lagoas- Fundação Monsenhor Messias e em Ciências Biológicas pela Universidade de Iguaçu/RJ. Pósgraduada em Ciências Biológicas pela Faculdade de Lagos -RJ e pós-graduada em Educação Afetivo Sexual no Instituto Prominas da FINOM - Polo Capim Branco. Atua na área de educação há 19 anos na rede Municipal de Ensino em Capim Branco e Matozinhos.

3.2 Araçás O nome Araçás teve origem a partir de uma planta frutífera, chamada araçazeiro, encontrada nessa região, cujo fruto de gosto azedinho é o araçás, existente ainda hoje. (ver Foto 1) O povoado surgiu na época dos tropeiros, com a chegada das famílias Camucica, Fernandes e Severo Amâncio. Os moradores mais antigos são: Irineu Gonçalves Loura, e Maria Luiza Gonçalves Loura. Araçás ainda guarda um pouco do começo de sua história através de alguns patrimônios, uns reformados, outros com seu mesmo estilo, feito de pau a pique e adobe. (ver Foto 2) A casa mais antiga do bairro fica situada na Rua Domingos Xavier das Chagas, nº 05, sendo proprietárias Maria dos Anjos e Inês, filhas do antigo 33


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proprietário Juruval Vicente Caetano, já falecido. O prédio sofreu reformas. Atualmente, vivem ali cerca de 1500 habitantes. Por ser um lugarejo tranqüilo, dispõe de vários sítios que recebem visitantes de outras cidades que vêm à procura de tranquilidade e descanso, fugindo da rotina dos grandes centros. Algum tempo atrás, as atividades econômicas que se destacavam em Araçás eram somente um forno de cal e a mercearia da família Estácio de Souza; hoje o bairro conta com lojas, bares, mercearias, açougues, casa de rações, depósito de construção, uma fábrica de laticínios, uma fábrica de blocos, além da avicultura, apicultura, criação de bovinos, suínos e equinos. A agricultura ocupa lugar de destaque com plantações de milho, feijão, quiabo, mandioca e variedades de verduras, e melhor: sem agrotóxicos. (ver Foto 4) O maior orgulho de Araçás são as suas nascentes de águas doces e cristalinas que são conservadas com muita dedicação pelos seus proprietários os quais recebem vários visitantes para apreciar a beleza de suas águas. Destacam-se as nascentes: São Francisco de Assis, da propriedade de Geraldo Vicente Caetano e a Fontinha, da propriedade de Maria Mendes da Silva. Araçás possui também 34

Foto 1

Foto 2

Foto 3

Foto 4


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duas lagoas: a Lagoa da Várzea e a Lagoa do Pastinho, que no verão atraem várias pessoas. A Lagoa do Pastinho é a mais interessante, pois ela fica entre enormes lapas, onde há grutas que, segundo os mais antigos, escondem segredos, como esconderijo de escravos. (ver Foto 5, 6 e 7) Araçás conta com dois postos de saúde onde é feito o atendimento da população pelas agentes, médicos, fonoaudiólogo e psicólogo. Possui duas escolas: a Escola Estadual Mestre Cornélio que atende a clientela do Ensino Fundamental, Ensino Médio, e a EJA, e o Centro de Educação Infantil Municipal “Maria Barbosa de Carvalho”, com a clientela da Educação Infantil e Ensino Fundamental. Conta também com o grupo do AA (Alcoólicos Anônimos) que auxilia as pessoas em busca de ajuda. Atividades esportivas e de lazer são praticadas em Araçás. Há um campo de futebol que recebeu o nome do fundador “Waldomiro Estácio de Souza”, com seu time de destaque Ipiranga Futebol Clube, e uma quadra de esportes que faz a alegria da criançada nos finais de semana. (ver Foto 8) O transporte coletivo é feito pela Viação Cotta e a Empresa Alcino Gonçalves Cotta. A população fervorosa tem a Capela de Santana, que festejou seu centenário no dia 25 de julho de 2009, e duas igrejas evangélicas. (ver Fotos 9 e 10) Araçás é dividido em duas partes conhecidas como Rua de Cima e Rua de Baixo pertencentes, respectivamente, a Capim Branco e a Matozinhos. O bairro também possui a sua linguagem popular: Vou que sou Gilson que significa “vou que sou doido”. Que babado é esse, “que novidade é essa”. Vou rodar a baiana, vou descer do salto, “vou fazer uma confusão”. Da Kombi, “bobo”. Os araçaenses são chamados pelos moradores dos bairros vizinhos de “Pau Terra” por ter em Araçás muitas árvores com esse nome, cujo tronco possui uma casca grossa semelhante a torrões de terra. (ver Foto 11)

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Foto 5

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A culinária local é bem diversificada desde os mineiríssimos pratos como Tutu de feijão, angu com ora-pro-nobis, frango caipira com quiabo e outros, a uma deliciosa macarronada. A medicina popular é composta por chás de plantas encontradas nos quintais, como marcelinha, poejo, hortelã da horta, erva cidreira, boldo e outros, mas é claro que sempre orientados pelas benzedeiras Dona Jovelina e Dona Vicentina. São vários os motivos de orgulho da localidade, a tranquilidade, a igreja de Santana, a quadra de esportes, o campo de futebol e a praça do coreto. Os eventos mais importantes são as festas no campo e na igreja destacandose: as festividades do mês de maio, as barraquinhas, a coroação de Nossa Senhora; a festa de Santana no mês de julho, com um delicioso e tradicional “Chá da Vovó” para homenagear os vovôs e vovós de Araçás e as festas nas escolas: as mais destacadas são as festas juninas. (ver Fotos 12, 13 e 14) Por fim, Araçás é um bairro do qual seus moradores se orgulham, pois abriga uma comunidade solidária, pronta para ajudar o próximo no que der e vier.

CHAGAS, Elane Aparecida Caetano. Graduada em pedagogia pela ULBRA – Universidade Luterana do Brasil, polo Capim Branco/MG, atua na área de educação há 19 anos na rede Municipal de Ensino em Capim Branco.

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3.3. Cidade Nova

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O Bairro Cidade Nova existe há 30 anos. Ao estudar o projeto do loteamento, apresentado pelos proprietários do terreno, o prefeito da época percebeu que o bairro ficaria como uma “nova cidade” pela extensão das terras e posição geográfica. Externando essa idéia, surgiu o nome de “Represa Cidade Nova” por estar ligado ao bairro Represa. No momento da aprovação do projeto, optaram pelo nome Cidade Nova. No início a população sofreu com a falta de infra-estrutura, mas com a chegada da energia elétrica na Administração 1989/1992, o bairro começou a progredir e hoje se encontra em franco desenvolvimento. Apresenta Igrejas Evangélicas, projeto de construção da Capela de Nossa Senhora Aparecida, projeto de construção da quadra poliesportiva municipal, Associação de Moradores – ASCOCIN – que sedia o Programa Brasil Alfabetizado e um posto de saúde provisório com atendimento médico uma vez por semana; comércios variados como: depósitos de construção, mercearia, distribuidoras de bebidas, gás e água mineral, bares, dentre outros. Há no bairro o “Lar dos Idosos Recanto Feliz” que é uma associação filantrópica, fundada em 29 de setembro de 2005, com início das suas atividades em 02 de julho do ano seguinte. A instituição é dirigida por um conselho administrativo que presta trabalho voluntário. A manutenção é feita através de recursos oriundos de doações e com parte do valor dos benefícios dos internos, quando existente. 39


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3.4. Jardim das Palmeiras O Bairro Jardim das Palmeiras está localizado a nordeste do município. A população é constituída de aproximadamente 300 famílias, sendo a maioria proveniente de Belo Horizonte. O loteamento iniciou-se há cerca de 30 anos e recebeu esse nome, aceito pelo prefeito da época, por uma sugestão da Imobiliária Vitor Hugo. Em 1980, Hilda de Souza, Albertina de Paula e Belarmino foram os primeiros moradores do bairro. A situação da comunidade era muito precária, não havia água, luz, calçamento nas ruas e nem esgoto. A iluminação era através de lampiões e os moradores necessitavam buscar água em baldes na nascente do Córrego Capão da Represa. (ver Fotos 15, 16 e 17) O bairro vem recebendo a atenção dos diversos prefeitos para a sua melhoria. Na Administração 1983/1988, ganhou um chafariz para uso público e gratuito; na de 1989/1992 foi instalada a primeira caixa d’água, trocada na administração atual; a energia elétrica foi colocada no período de 1997/2000. As ruas do bairro são, em sua maioria, calçadas. A população é servida de rede de água, mas não conta com rede de esgoto, dependendo da utilização de fossas. As áreas dos lotes variam de 200 a 360 m2. O bairro não tem escolas, porém já foi contemplado com o Projeto do Governo Federal denominado PROINFÂNCIA que visa à construção de uma Unidade de Educação Infantil com capacidade de atendimento para 200 alunos. É atendido com transporte da Empresa Alcino Gonçalves Cota e Escolar. Possui bares, mercearia, Associação de Moradores, Igrejas Evangélicas e o projeto para a construção de uma capela.

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Foto 16 - Área de Preservação Ambiental

Foto 15 - Nascente localizada em área de Preservação Ambiental

Foto 17 - Área de Preservação Ambiental

Foto 18 - Área de Preservação Ambiental

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3.5. Peri-Peri A história de Peri-Peri começa bem antes da emancipação de Capim Branco. Foi uma vila que teve muita importância tanto para o município quanto para o estado. Quando ainda fazia parte de Matozinhos, funcionava ali a fábrica de lã, cuja denominação era Cia. Mineira de Várias Indústrias. A famosa casimira era conhecida em todo Brasil e até em outros países. No povoado foram edificadas várias residências geminadas para operários. A indústria trouxe para a comunidade de Matozinhos grande progresso e um farto mercado de trabalho para pessoas de ambos os sexos. (ver Foto 27) Com o passar dos anos, a indústria ficou deficitária, decretou falência, passando a pertencer a Valter que implantou naquele espaço uma fábrica de tijolos. No início da década de 80 e meados de 90 funcionou nesse mesmo local a Têxtil Gabarito que voltou a alavancar a economia de Capim Branco, gerando emprego para a população. Após sua falência, o galpão ficou desativado. Hoje em dia, o imóvel abriga a fábrica de cabos, Filial Cableletra com aproximadamente 400 funcionários. (ver Fotos 28 e 29) A Torrefação e Moagem Recca, que iniciou suas atividades no município em 1974, contava em 1980 com 08 funcionários. Industrializava matéria prima (café) proveniente do Sul de Minas e Manhuaçu, Lajinha, Divino de Carangola, etc., comercializando os seus produtos em Belo Horizonte (80%), no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. (ver Foto 30) O esporte é outra paixão do povo de Peri-Peri. O time de futebol, fundado na mesma época que a fábrica de casimira, era o lazer preferido dos funcionários. A competente equipe contava com pessoas como Altino, morador da rua de trás. O esporte era levado a sério. Realizava-se até mesmo festa de aniversário do time, o que acontecia na última semana do mês de abril, animada com barraquinhas, touradas, apresentações teatrais, baile e coroação da rainha, tudo isso ao som da orquestra de Moacir Daniel da Fonseca. Atualmente as atividades esportivas são realizadas no Estádio de Futebol Paulo Sales e o time se chama Peri-Peri Esporte Clube, que conta com uma ativa escolinha de futebol. (ver Foto 31 e 32) 42


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Outro orgulho dos moradores de Peri-Peri é a Capela de Nossa Senhora das Graças, onde é realizada a novena em honra à padroeira todos os anos. O encerramento acontece no dia 25 de novembro com missa, procissão e barraquinha. (ver Foto 33) O povo periperiense ainda conta com posto de saúde, associação de bairro, quadra esportiva, transporte coletivo, área de eventos Rancho Cowntry, loja e salão de cabeleireiro. Existe uma lapa, nas proximidades do conjunto de casas da antiga Fábrica Peri-Peri, onde passa um córrego, proveniente da nascente do Bairro Jardim das Palmeiras. No setor da educação, destaca-se a Escola Municipal Professora Rute Braz que leva este nome em homenagem póstuma à ilustre moradora, que dedicou grande parte de sua vida em prol da educação de muitos filhos dessa terra. Ah! E por que Peri-Peri? Esse nome tão inusitado teve origem a partir de uma planta que tinha a fibra chamada peri-peri. E assim os moradores vão construindo a sua história e delineando a de muitos que virão. (ver Foto 34, 35, 36, 37, 38)

ALMEIDA, Paula Andréa de Lima. 2010. Graduada em geografia pela faculdade de ciências humanas em Pedro Leopoldo e pósgraduada em supervisão escolar pela FINOM – polo Capim Branco/MG, atua na área de educação há 16 anos na rede Municipal de Ensino em Capim Branco.

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3.6. Jardim Planalto O bairro Jardim Planalto foi desmembrado do bairro Santo Antônio e é considerado ainda, pela população, como parte integrante desse. No ano de 1973, Joaquim Machado de Oliveira comprou de Antônio Augusto da Silva um terreno medindo 2 alqueires, na parte alta do bairro Santo Antônio. Em 1979, juntou sua propriedade com a de Pedro Antônio Ferreira dividindo-a em 220 lotes, aprovados em 04 de abril do mesmo ano, pela Prefeitura Municipal de Capim Branco. Ficou estabelecido que seria reservada a área de 597 m2, onde está o Cruzeiro do Barão, para conservação do patrimônio público e construção de um templo religioso, conforme demarcação em planta registrada pela empresa Sovendas-Empreendimentos Imobiliários Ltda., responsável, na ocasião, pela topografia. Devido a sua posição geográfica, que oferece uma vista panorâmica da cidade, ficou denominado Jardim Planalto. O bairro foi contemplado com quadra de esportes que já está em fase de construção.

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3.6.1. Cruzeiro do Barão Construído por volta do ano de 1910, o Cruzeiro do Barão se localiza no bairro Jardim Planalto, em terras pertencentes a um homem chamado Chico Barão, que pretendia fazer uma homenagem à Santa Cruz, símbolo da religiosidade dos antigos moradores. O Cruzeiro foi levantado com toras de aroeira, retiradas do terreno dele e foram levadas para o alto do morro num carretão, puxado por bois. Apresenta altura de sete metros e meio e braços horizontais de três metros e quarenta centímetros de comprimento. A peça vertical de sustentação possui seção de 23x25 cm na altura da base. Segundo relatos, no dia em que a cruz foi erguida, houve uma grande festa, abrilhantada pela Corporação Musical Nossa Senhora da Conceição a qual também se iniciava naquele ano. O Cruzeiro do Barão recebe visitações o ano todo, especialmente em duas datas: 3 de maio, Dia de Santa Cruz e Sexta-Feira da Paixão, Via-Sacra saindo da Igreja Matriz, às cinco horas da manhã. Neste ano de 2010, foi celebrada, em seu entorno, a Festa do padroeiro do bairro, São José, com barraquinhas, tendo em vista construir uma capela próxima à cruz. Antigamente, o Cruzeiro trazia todos os atributos do martírio, como serrote, manto, martelo, turquesa, chucho, bacia, toco, garrafinha de fel, garrafinha de vinagre; embaixo ficava uma caveira e no topo do cruzeiro o galo fixo. Embora não esteja fisicamente debilitado, o cruzeiro perdeu os atributos originais, feitos em madeira recortada, porém de qualidade inferior. Em 1997, o Cruzeiro foi provido de lâmpadas fluorescentes, que foram depredadas. Na mesma época, construiu-se a base em alvenaria de forma retangular. Tendo uma importância histórica fundamental para a formação da identidade de Capim Branco, o Cruzeiro do Barão sobreviveu ao tempo e foi tombado como Patrimônio Municipal no ano de 2009.

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3.7. Prata Há muitos anos, mesmo havendo estradas, as pessoas encurtavam caminhos formando trilhas de passagem entre os terrenos. Em um desses caminhos, no terreno de Lígia e Athaíde Valadares Pinto, havia uma nascente que matava a sede de quem passasse por lá e por ter águas cristalinas recebeu o nome de Prata. O casal, aproveitando o momento de crescimento no município, decidiu dividir parte de suas terras para formar o loteamento denominado Bairro da Prata. Os primeiros moradores foram: Rita e Helvécio dos Santos, Lúcia e Adeli Mendes, Geliane e Giovanni Mendes. O bairro se localiza próximo ao centro, sendo considerado, pela população do município, como parte integrante desse. A tranquilidade ocasionou a construção de sítios para alugar e estão previstas as instalações de um Ginásio Coberto. 47


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3.8. Represa Segundo relatos orais, o nome do bairro originou-se de uma represa muito antiga construída, aproximadamente, na década de 1880 pelos escravos, que sob as ordens do fazendeiro, pai de Maria Olegária Rodrigues e avô de Osvaldo Quirino da Silva, iniciaram a obra para armazenar água no terreno onde havia uma pequena degradação do solo. Com três juntas de boi, trabalharam um dia inteiro e foram descansar na senzala, deixando as ferramentas na obra para reiniciar no dia seguinte. Durante a noite, em decorrência de um temporal, a enxurrada levou grande quantidade de terra formando um açude no local, submergindo as juntas de boi. Os galhos e pedras formaram uma pequena saída de água, criando um córrego cristalino com percurso nos bairros Represa, Capão, Araçás, entrando na gruta de Peri-Peri e desaguando no Ribeirão da Mata. Atualmente, o açude pertence aos limites do Condomínio Represa Ville e tem três importantes nascentes localizadas no bairro Jardim das Palmeiras. (ver Fotos 39 a 40) Nora do fazendeiro e mãe de Osvaldo, Maria Olária Rodrigues, conhecida como “Negabaú” era proprietária de estimada quantidade de terras; respeitada pelos moradores da comunidade, atendia pessoas da região para curas através de benzeduras. Acontecia na região um intenso cultivo de alho que foi substituído por plantio diversificado. Continua funcionando a Fábrica de Farinha de Mandioca, fundada em 1964 por Osvaldo, administrada, atualmente, pelo filho dele, Márcio Epifânio da Silva, que dotou-a de descascador e torrador elétrico, facilitando o trabalho. (ver Fotos 42 a 44) Na Rua José Dias da Silva, nº 460, a Associação Comunitária de Capim Branco – ASCOCAB, através da Rádio Novidade FM 87,9 MHZ, promove a integração entre comunidade, escola e os diferentes segmentos da sociedade através de programas radiofônicos, com conteúdo cultural, político, 48


educacional, jornalístico e esportivo, funcionando como ferramenta para esclarecer direitos e deveres aos cidadãos. (ver Foto 45) O bairro conta com comércio variado e possui infra-estrutura de água, esgoto e energia elétrica; no entanto não há rede de drenagem pluvial. Algumas ruas são asfaltadas, outras calçadas ou sem pavimentação. Possui ainda uma escola municipal de Ensino Fundamental, denominada Martiniano Fernandes Lobo e a APAE. (ver Fotos 46 a 54)

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Foto 46 - Um dos primeiros moradores do bairro

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3.9. Capão O nome do bairro originou-se de um capão (porção de matos isolados no meio do campo) que existia na região. (ver Foto 55) O povoado surgiu quando foi construída a primeira casa por Martiniano Fernandes Lôbo, casa essa que continua de pé na rua que leva o nome do seu construtor, com o número 75. (ver Foto 56) Atualmente vivem no povoado cerca de 120 moradores, praticamente da mesma família, sendo as mais antigas: Delci Fernandes Lôbo com 93 anos e Maria Ducarmo Lôbo com 75 anos, filhas de Martiniano, nascido em 03/05/1881, falecido no dia 18/06/1953 e que foi casado duas vezes. Do primeiro casamento com Adelaide Gonçalves da Silva teve duas filhas: Cecy e Delci. Do segundo, com Brasilista José da Silva teve seis filhos: Maria José, Emir, Mozar, Pedro, Geso e Maria Ducarmo. Destes somente três estão vivos: Delci, Geso e Maria Ducarmo. (ver Fotos 57 a 59) Martiniano foi juiz de paz e realizou vários casamentos em sua casa (por motivo de doença). Foi também inspetor da Escola Estadual Francisco Sales. Como gostava de ajudar o próximo, lecionava em sua residência durante a noite, sem nenhum tipo de remuneração, para pessoas adultas que trabalhavam durante o dia na lavoura. Na época não existia energia elétrica; ele dava as aulas com iluminação de lamparina a querosene. Na mesma casa funcionou o MOBRAL e depois funcionou a Escola Municipal Martiniano Fernandes Lôbo, que atendia a clientela da educação infantil à 4ª série. As primeiras professoras que lecionaram na escola foram: Mônica Aparecida Marques Ferreira, Geliane Célia de Deus Mendes, Joicilane Avelar Azevedo; e como auxiliar de serviços gerais: Maria Ducarmo Lôbo. Em razão da insuficiência do número de alunos, a escola foi transferida para a Avenida Jurandir Mendes, mantendo o mesmo nome, porém com uma estrutura melhor para atender maior número de alunos dos bairros vizinhos.

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A escola e a rua principal do bairro receberam o nome “Martiniano Fernandes Lôbo” em homenagem, a esse benfeitor que lutou para a melhoria de vida de seus conterrâneos. Existe ali, a Capela de Santa Rita de Cássia, fundada por Pedro Fernandes Lôbo, onde acontece um dos eventos mais importantes do bairro: a festa da padroeira, realizada no dia 22 de maio, que é um dos motivos de grande alegria para os moradores. (ver Foto 60) A agricultura destaca-se com o plantio de repolho, milho, cebola, quiabo, que são transportados para a CEASA em Belo Horizonte e também para comércios e supermercados vizinhos. Na pecuária distinguem-se as criações bovinas e suínas. (ver Fotos 61 e 62) Há uma gruta não explorada, antigo trajeto das pessoas na travessia para o bairro de Peri-Peri, atrativo natural possuidor de salões com formações de estalactites e estalagmites. (ver Fotos 63 e 64) Capão é um bairro tranquilo, pacato e de muito orgulho para os moradores, descendentes de uma pessoa solidária, humana e fraterna como foi Martiniano Fernandes Lôbo. A história do pequeno lugar se confunde com a história desse grande homem, cujo maior sonho era ajudar a todos. (ver Foto 65)

CAETANO, Angélica Cristina Moreira Mateus. Graduada em Pedagogia pela ULBRA – Universidade Luterana do Brasil, polo Capim Branco/MG, atua na área de educação há 10 anos nas redes pública e particular de Capim Branco e Matozinhos.

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Foto 55

Foto 56 - Geso

Foto 59

Foto 62

Foto 57 - Maria do Carmo

Foto 60

Foto 58 - Delci

Foto 61

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3.10. Várzea de Santo Antônio

Casa do Sr. Elizeu Alves de Deus - 1987

Capela Santo Antonio 2010

Bairro Santo Antonio - Engenho

Casa da família do Sr. Elizeu Alves de Deus - 2010

Construção da barraca da festa da Várzea

Bairro Santo Antonio Fabrica artesanal de Farinha 2009

Asfalto Várzea

Bairro Santo Antonio em 1990

Bairro Santo Antonio em 2010

Esse é um dos bairros mais antigos do município; anteriormente era chamado de Várzea, mas com a construção da capela, há cerca de 65 anos, e a escolha de Santo Antônio para padroeiro, recebeu o nome de Bairro Santo Antônio. 53


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A comunidade, acostumada com a antiga denominação, começou a chamálo de “Várzea de Santo Antônio”. A partir dessa época, passou-se a realizar a Festa do Padroeiro e a Festa de Santa Cruz com o dinheiro arrecadado em leilões nas retretas, realizadas com antecedência no adro da capela. Em junho, também era feito o levantamento da bandeira de Santo Antônio, com foguetes, músicas e balões. Uma das primeiras casas do bairro foi a do Sr. Elizeu, onde os moradores rezavam a Trezena de Santo Antônio e depois era servida uma deliciosa canjica para todos os presentes. Ali funcionava e funciona ainda, sob os cuidados de seu filho, Lauro Alves de Deus, o engenho de cana e uma pequena fábrica de farinha, além de uma fábrica artesanal de móveis. A venda de Dona Faride foi a pioneira do bairro e o imóvel ainda existe assim como a antiga casa. No bairro morava Chico Dobrado, considerado o melhor fabricante de cachaça da região. A economia fundamentava-se em atividades rurais, como o plantio de mandioca e milho. Vários políticos de Capim Branco são oriundos desse bairro, dentre eles três prefeitos: Francisco Mendes, Jurandir Mendes e Eduardo Reis. E ali também residiram dois prefeitos: Aluízio Machado e Francisco Enéas Xavier. A comunidade conta com ruas asfaltadas, fábrica de pão de queijo Vó Joana, de Pietro Todde, mercearia e uma associação de bairro cuja sede será construída em local apropriado. O bairro é tranquilo e a população é simples e hospitaleira. A tradicional festa de Santo Antônio, no mês de junho, enche a região de visitantes, atraindo pessoas de várias cidades. SILVA, Claudinalle Aparecida da. Graduada em Letras pela Faculdade de Ciências Humanas de Pedro Leopoldo/MG e pósgraduada em Língua Portuguesa pela FINOM – Faculdade do Noroeste de Minas, polo Capim Branco; atua na área de educação há 13 anos nas redes Municipal e Estadual de Ensino em Capim Branco.

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3.11. Várzea do Solar I e Várzea do Solar II A Fazenda Capim Branco faz parte da história do município. Pertenceu a Antonino Mascarenhas e ao Ex-Governador do Estado de Minas Gerais – Francisco Sales; posteriormente adquirida pelo Coronel Custódio Alvarenga, pessoa importante na região - política e socialmente. Foi prefeito de Matozinhos, quando Capim Branco ainda pertencia àquele município; era estimado pela população por seu lado carismático e humano sempre pronto a socorrer os necessitados. Com a morte dele, a fazenda foi dividida entre os herdeiros ficando a sede para o seu filho Geraldo Alvarenga: uma fazenda com enorme extensão de terras, grande plantio de alho e milho por meeiros, fábrica de farinha de mandioca movida à roda d’água, olaria com arrendatários e muito gado. Os rodeios que se tornaram atração no município e nas redondezas originaram-se nessa fazenda a título de brincadeira. Mais tarde, o fazendeiro mudou-se para Belo Horizonte deixando a propriedade aos cuidados dos filhos, donos da imobiliária DMGR Ltda. Aproveitando o ótimo ponto e o bom momento pela procura por terrenos, resolveram fazer um loteamento com 20 chácaras de 20.000 m2 cada, denominado Várzea do Solar I. De acordo com Delano Eustáquio Meireles Alvarenga, a localidade recebeu o nome devido à posição geográfica e por ser contemplada com o espetáculo natural do sol. Mais tarde, foi construído o loteamento Várzea do Solar II, dessa vez com 610 chácaras de 1000 m2 cada. Existe uma área destinada à reserva ambiental e a atividade comercial é proibida nos loteamentos.

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3.12. Água Branca O território do povoado Água Branca, pertencente à área rural de Capim Branco, é dotado de grandes fazendas com criações de animais e produção de alimentos orgânicos. O nome origina-se da nascente de águas claras nas terras de José Bernadete, conhecido como Juca Bernabé. Hoje, pertencente ao Dr. Murilo Resende, prefeito do município de Matozinhos. Dentre os primeiros moradores estavam Lourival Sampaio dos Santos e Elisa Antônia dos Santos que criaram suas filhas, Maria das Dores e Maria de Lourdes, usufruindo de usina de luz, roda d’água, fábrica de farinha de mandioca - movidas pela água do córrego Água Branca - plantações e muita tranquilidade. Devido à doença na família, venderam as terras e se mudaram para o Bairro Santo Antônio, nesta cidade. Destacam-se também os fazendeiros Antônio e Guilhermina Rodrigues que dominavam a maior extensão de terras do povoado. Tiveram presença notável entre os moradores locais porque distribuíam alimentos gratuitamente aos necessitados e permitiam a colheita de lenha seca em sua propriedade. Um dos fatos marcantes da década de 70 foi a passagem dos irmãos Piriá pela Fazenda dos Rodrigues, local escolhido por eles para se esconderem da polícia em uma gruta na propriedade. Aterrorizavam a vizinhança quando roubavam porcos e galinhas para a sobrevivência. Eram rapazes com aparência entre 18 e 20 anos, vistos várias vezes pelos moradores. Esse episódio transformou-se em um curta-metragem, documentário intitulado “Polícia: O Crime dos Irmãos Piriá”, de autoria do cineasta Luiz Alberto Sartori; produzido pelo Projeto Cultural Viva Voz, por iniciativa do Vereador Dalton Andrade, em Sete Lagoas. 57


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A região é bem preservada e com poucas moradias. Existem algumas colinas com seus topos cobertos por vegetação, nascentes de água desprotegidas e uma pedreira/ forno de cal muito antiga. Há também uma área de plantio de eucaliptos para carvão, da Indústria Belgo Mineira. As terras do local são muito férteis e, por isso, bastante valorizadas.

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3.13. Barbosa Em meados de 1820 nasceu José Barbosa, que se tornou um próspero fazendeiro e era dotado de grande sabedoria e popularidade. Os moradores dos povoados vizinhos o procuravam para receber conselhos referentes a diversas questões relacionadas à saúde, educação, cultura, leis, entre outras. Sendo assim, popularizou-se a fala: “vou lá no Barbosa”, originando o nome atual do bairro. A residência de Olegário Xavier das Chagas, hoje pertencente a seu filho, Moacir Magela das Chagas, é uma das mais antigas do bairro. Foi construída em 1940 e ainda guarda mobília de 1922. Em 1955, o prefeito Domingos Ferreira Valadares reuniu-se com os moradores locais para atender as principais necessidades. Foi solicitada uma escola, feita posteriormente no terreno doado por Olegário, que atendia alunos até o 3º ano. Mais tarde, devido à baixa demanda, os alunos foram transferidos para a Escola Rute Bráz em Peri-Peri. Naquele espaço construiu-se o Centro Social. Maria Madalena Teixeira, que era muito religiosa e devota de Nossa Senhora da Paz, fez a promessa de erguer uma capela em homenagem à Santa, mas faleceu em 1970, antes de realizar o seu sonho. Olegário, desejoso de cumprir a promessa feita por sua esposa, doou o terreno em 1972 e uniu-se à comunidade para angariar fundos, construindo a capela que foi inaugurada em 1976. O terreno da Praça Nossa Senhora da Paz, em frente à capela, foi uma doação do ex-vereador Aurélio Gonçalves Vieira. Nessa praça encontra-se a quadra poliesportiva. Existe, no bairro, um loteamento aprovado pela Prefeitura, denominado Vivendas do Sol que possui lotes de 1000 m2 com infra-estrutura. A agricultura familiar e a orgânica são as principais atividades econômicas da tranquila comunidade. 59


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3.14. Boa Vista Boa Vista situa-se a 6 km da sede municipal e faz parte da área rural do município, com uma população de aproximadamente 100 famílias. A maioria dos moradores trabalha na lavoura, com a cultura orgânica de hortaliças, possuindo casa e terreno próprios. Conta com infra-estrutura de saúde (presença de médico e dentista de quinze em quinze dias e médico pediatra uma vez por mês). Possui água encanada, algumas ruas asfaltadas, posto telefônico, Associação de Bairro (CODEVISTA), campo de futebol, uma mercearia, três bares e uma escola municipal, que oferece do ensino infantil ao 5º ano. No âmbito religioso existe a Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, construída em 1944 e a festa da padroeira ocorre todos os anos com grande brilhantismo. Há também duas igrejas evangélicas.

3.14.1 Boa Vista - Como surgiu este nome? Segundo as pessoas idosas da comunidade, que ouviram seus antepassados contarem a história, este nome surgiu quando alguns portugueses, vindo a cavalo de um povoado próximo chamado Matos, passaram por uma estrada, onde avistaram um Cruzeiro, em uma parte alta do lugar; pararam para descansar, observando as maravilhas da natureza e disseram uns aos outros: − Que boa vista! Nessa época, o lugar era habitado por índios e escravos trazidos por um português chamado Simeão Lopes, que era dono de todas as terras. A partir desse dia a comunidade passou a ser chamada de Boa Vista. A madeira utilizada na construção do Cruzeiro do Morro foi levada pelos escravos há cerca de duzentos anos. Atualmente é muito visitado por fazer parte de uma bela paisagem. 61


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DIAS, Valdinéia Maria de Carvalho. Vereadora, graduada em Magistério Superior para as séries iniciais do ensino fundamental pela UNOPAR Universidade Norte do Paraná, polo Sete Lagoas, atua na área de educação há 25 anos na rede Municipal de Ensino em Capim Branco.

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3.14.2. Fatos curiosos de Boa Vista Ver para crer! Segundo alguns moradores, vários fatos inusitados já aconteceram e alguns ainda acontecem, deixando muitas pessoas assustadas. Se é verdade ou mentira não se sabe, mas quem é curioso e não tem medo, basta sentar-se na porta de um bar e apreciar longas conversas com pessoas simples, porém de grande cultura. Se preferir, pode andar pelas ruas da comunidade em noites escuras ou de lua cheia e será surpreendido por algo inexplicável. Alguns fatos surpreendentes vão passando de geração em geração: ŪŪ Quando as ruas de Boa Vista não tinham placas com os respectivos nomes, os moradores davam apelidos interessantes, a determinados trechos da rua, tais como: Madrugada, Caminho Fundo, Mato Dentro, Vargem Seca, Volta do Freio, Inhame e Várzea da Poeira. ŪŪ Numa noite de lua cheia, Dona Marieta e sua filha saíram de casa e foram até o terreiro para pegar algumas roupas esquecidas no varal. Escutaram um tropel de cavalo, que vinha pela rua; ficaram a observar para ver se era alguém conhecido, mas não o reconheceram. O cavaleiro trajava roupas claras e usava chapéu. Estava num cavalo muito bonito, bem arreado, com um brilho que parecia ouro. Como era o fim da rua, existia uma tronqueira, Dona Marieta esperava para ver o cavaleiro descer e abri-la para ele passar com o cavalo. Nada disso aconteceu. O cavalo e o cavaleiro desapareceram diante dos olhos assustados das duas. Os cabelos arrepiaram, as pernas tremeram. Elas voltaram para dentro, fecharam bem as portas e janelas e tentaram dormir, mas o que elas viram jamais seria esquecido. ŪŪ Na Rua Simplício José de Avelar, andava um cachorro preto de porte médio que assustava muita gente. Algumas pessoas relataram que quando avistavam o cachorro ele passava por elas bem sorrateiro; olhando para ele, o mesmo desaparecia ou entrava no mato e sumia. Deixando todos morrendo de medo. 63


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ŪŪ Numa noite escura, algumas pessoas voltavam do bar de André e no alto do morro da Porteira do Inhame, foram surpreendidas com algo brilhante, parecendo uma bola de fogo, semelhante a um disco voador, que ficava flutuando lentamente para cima e para baixo. Encostaramse à beira da estrada, tentando se esconder, mas era impossível. Viram dois vultos que olhavam fixamente para elas. Todas ficaram morrendo de medo sem entender nada. Outras pessoas também garantiram ter visto o objeto não identificado.

CARVALHO, Deucélia Aparecida de. 2010. Graduada em Magistério Superior para as séries iniciais do ensino fundamental pela UNOPAR Universidade Norte do Paraná, polo Sete Lagoas, atua na área de educação há 12 anos na rede Municipal de Ensino em Capim Branco.

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3.15. Matos Pelas veredas de Matos Matos está situado na zona rural de Capim Branco; faz divisa com as cidades de Sete Lagoas e Prudente de Morais. As estradas que dão acesso à comunidade são de terra e, no momento, estão em bom estado de conservação. Todas as residências possuem energia elétrica e água. (ver Fotos 66 e 67) Sua população é pequena, porém, nos fins de semana, aumenta consideravelmente devido ao grande número de pessoas que passeiam e descansam em sítios que possuem grande estrutura de lazer e são alugados para famílias, grupos de amigos ou para eventos esportivos e culturais. (ver fotos 68 e 69) A natureza de Matos é muito generosa, assim é com o Vale dos Monjolos, Forquilha e Olhos D’água, que integram o povoado. (ver Fotos 70 a 74) Em vários locais podem ser encontrados animais silvestres, matas conservadas, córregos, açudes e nascentes de águas cristalinas como a do Ribeirão Jequitibá. (ver Fotos 75 a 78) A integração entre moradores e meio ambiente é total. As principais atividades econômicas do povoado baseiam-se na agricultura e pecuária familiar. São cultivadas hortaliças, milho, feijão, mandioca, entre outros e criados vários tipos de aves, além de suínos, equinos, caprinos e bovinos (rebanho mais numeroso). O leite produzido, e que não é utilizado na fabricação de queijos e doces, é recolhido por caminhões-tanque e levado para a Itambé em Sete Lagoas. Existe também um alambique para a fabricação artesanal de aguardente. (ver Fotos 79 e 80) Uma parte de Matos pertence a Sete Lagoas, onde estão sediadas uma empresa de água mineral, a Acquaset e a Comunidade Terapêutica “Adonai” que trabalha para recuperação de dependentes químicos. 67


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Foto 66

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Foto 68

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Foto 70 - C贸rrego Forquilha

Foto 71 - Nascente

Foto 72 - Vista panor芒mica

Foto 73 - Cultivo de verduras e legumes

Foto 74 - Pecuarista

para a merenda escolar municipal

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Foto 80 - Sr. H茅lio Pereira

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Foto 87 Foto 88 e 89

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O lugarejo conta com grandes riquezas históricas como a capela centenária de “Nossa Senhora da Conceição” e o Cruzeiro, localizado na praça em frente a ela, que segundo tradição oral, foi produzido e transportado para o local por escravos. Ainda nas proximidades da capela, estão um pequeno cemitério e o Centro Comunitário “Lino de Paula Santos”, onde funciona uma turma de alfabetização de Jovens e Adultos, a catequese e festas da comunidade. Matos possui um posto de saúde, no qual é feita distribuição de medicamentos, vacinação e atendimento médico. A Escola Municipal “Abeilard Vicente dos Santos” encontra-se sem atividades, devido ao reduzido número de alunos. (ver Fotos 81 a 89)

SOUZA, Luciene Pereira de Avelar. 2010. Graduada em Pedagogia pela UNIFEMM - Sete Lagoas, atua na área de educação há 21 anos nas redes Municipal e Estadual de Ensino das cidades de Capim Branco e Sete Lagoas.

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3.16. Várzea do Açude Por se tratar de terreno plano e baixo, margeando o Ribeirão da Mata e porque em tempos remotos, na época das chuvas, havia a formação de um açude independente da ação humana, o lugarejo ficou conhecido antes como Vargem do Açude e atualmente, Várzea do Açude. Localizado na zona rural do município, é um lugar tranquilo, propício para a agricultura, por isso lá estão dois dos maiores produtores de alimentos orgânicos do município: a Fazenda de Ilma Correa e o Sítio da Coruja, ambos certificados pela Minas Orgânica, além de pequenos produtores. Há uma Capela de São Judas Tadeu e todos os anos, no mês de outubro é realizada a festa do Padroeiro com novenas, missas, barraquinhas, músicas e comidas típicas, atraindo pessoas de todos os bairros. Existe também uma Igreja Evangélica. Ali funcionou a Fábrica de Álcool Hidratado “Pedra Rajada”, produzido e engarrafado pela Agropecuária Pedra Rajada Ltda. Capim Branco – MG. Os habitantes da localidade contam com um comércio: bar/mercearia. Existe uma mina muito procurada até por moradores de outros municípios pela qualidade de sua água, qualidade esta contestada pela Vigilância Sanitária, o que não inibe o consumo por grande número de pessoas.

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Confraternização dos funcionários da

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Fábrica de Álcool


4 Clima

De acordo com a classificação de Köppen, o clima da região do município de Capim Branco é o Aw – Tropical Chuvoso, caracterizado por temperatura média do mês mais frio acima de 18ºC, invernos secos e pluviometria anual superior a 750 mm. As características térmicas da região são apresentadas no quadro a seguir:

Características Térmicas da Região do Município de Capim Branco Média de Temperatura (ºC)

Mês mais Frio

Mês mais Quente

Média Anual

19,8 (junho)

24,5 (março)

22,9

Fonte: Dados da Estação Meteorológica de Sete Lagoas – 5º. DISME.

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5 Recursos Minerais

Na atividade extrativa mineral do estado, a Bacia do Ribeirão da Mata responde por apenas 4%. O município de Capim Branco se destaca com relação ao calcário, juntamente com os municípios de Pedro Leopoldo, Vespasiano e Matozinhos. Ainda podem ser identificados como recursos minerais não metálicos as reservas de argila, de uso tanto na indústria cimenteira como matéria prima de materiais de construção, localizadas em Capim Branco e também nos municípios de Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Matozinhos e Vespasiano.

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6 Hidrografia

O principal curso d´água de Capim Branco é o Ribeirão da Mata (sentido oeste – leste), afluente do Rio das Velhas, da Bacia do Rio São Francisco, que drena a maior parte do município. O Ribeirão da Mata possui duas nascentes localizadas nos municípios de Capim Branco e Matozinhos. Estão sendo realizados estudos para verificação das cotas das nascentes. O Ribeirão da Mata deságua no município de Santa Luzia, no Rio das Velhas. Por constituírem limite com municípios vizinhos, também merecem referência os Córregos da Laje, a sudoeste, e Araçás, a nordeste, nos limites com Matozinhos e o Ribeirão Jequitibá, a noroeste, no limite com Sete Lagoas.

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6.1. Bacia do Ribeirão da Mata O Município de Capim Branco faz parte da Bacia do Ribeirão da Mata, que se localiza na região central do Estado de Minas Gerais. O Ribeirão e todos os municípios estão à margem esquerda do Rio das Velhas, no médio Rio das Velhas, Bacia do Rio São Francisco. A Bacia abrange, total ou parcialmente, os territórios de 10 municípios: Vespasiano, Ribeirão das Neves, Confins, São José da Lapa, Pedro Leopoldo, Matozinhos, Capim Branco, Esmeraldas, Santa Luzia e Lagoa Santa. No caso de Capim Branco, a bacia abrange quase a totalidade do território municipal, excluindo apenas uma pequena porção a noroeste, onde se localiza o povoado Matos de Cima.

à esquerda: Foto topo - em Várzea do Açude | Foto Base - em Barbosa À DIREITA: Foto topo - em Peri peri | Foto Base - Expedição do Projeto Manuelzão AO MEIO: Mata da Roseira onde localiza-se a nascente do ribeirão

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6.2. Poesia Ribeirão da Mata Capim Branco Cidade verdejante Privilégio dos moradores Fazendo parte desse cenário O famoso Ribeirão da Mata Ribeirão, Vítima de estórias Irrigou plantações Motivo de causos Que fez lavadeiras Tecerem conversas Imergirem na beleza das águas Suas tribulações Tempo bom Época saudável Onde os pensamentos fluíam Na correnteza do ribeirão Quantas crianças se banharam Naquele Ribeirão

CARVALHO, Giovanna Cláudia. Graduada em Normal Superior, atua na área de educação nas Redes Municipais de Ensino de Capim Branco e Matozinhos.

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6.3. Enchentes O município foi afetado por uma enchente, no córrego Santo Antônio, no início do ano de 1997, causada pelo extravasamento de um açude, devido às fortes chuvas. Com isso, a ponte que havia no início da Rua Emerenciana Alvarenga, sustentada por duas manilhas estreitas, não deu vasão ao grande volume de água, que recuou e inundou toda aquela região invadindo as casas, causando prejuízos e transtornos aos moradores. A população se mobilizou para levar ajuda aos atingidos e o prefeito recémempossado, Dr. Aluízio Machado, agiu prontamente construindo uma nova ponte para que não ocorresse nova tragédia.

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7 Vegetação

A área pertencente ao município de Capim Branco está inserida no bioma cerrado, possuindo tipologias de vegetação típicas do cerrado, de campo, além de matas de galeria. Durante as décadas de 1970 e 1980, houve um rápido deslocamento da fronteira agrícola, com base em desmatamentos, queimadas, uso de fertilizantes químicos e agrotóxicos, que resultou em 67% de áreas do Cerrado “altamente modificadas”, com voçorocas, assoreamento e envenenamento dos ecossistemas. Restam apenas 20% de área em estado conservado. O IGA – Instituto de Geociências Aplicadas – apresentou, em estudos feitos no ano de 1984, as seguintes considerações a respeito da vegetação no município de Capim Branco: − A vegetação natural predominante no município, o Cerrado, apresenta-se já bastante devastada, em grande parte substituído por pastagens e plantações, ou cortado para fins de produção de carvão. A presença da mata tropical é 79


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restrita, salientando-se apenas nos topos de algumas colinas ou sob a forma de matas ciliares. − O extrativismo vegetal é significativo. Segundo o IBGE, em 1980 foram produzidas 350 toneladas de carvão e 2088 m3 de lenha, em grande parte consumidas por siderúrgicas de Matozinhos e Sete Lagoas. − A área reflorestada (eucalipto), ainda pouco expressiva, situa-se na porção meridional do município. Através de dados atualizados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, pode-se verificar a presença de uma porção de área reflorestada ao sul do município.

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8 Agricultura Orgânica

A EMATER, em 1995, através de Fernando Tinoco, lançou um programa com a Prefeitura Municipal, inserindo no seu espaço agrário a horticultura orgânica, como alternativa para o antigo produtor de alho. Essa produção agrícola responde a uma multiplicidade de ações presentes na área, as quais se expressam na forte demanda, que cresce anualmente, em Belo Horizonte e região metropolitana. As hortaliças são distribuídas em locais privilegiados por uma classe sócio-econômica com poder aquisitivo para pagar o custo mais alto da mesma.

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9 Ação Coletiva

Existem importantes grupos de ação social em Capim Branco: a Sociedade de São Vicente de Paulo, a Pastoral da Criança, o Grupo Unidos em Cristo – Sopão, as Associações de Moradores e o CRAS. O grupo dos Vicentinos utiliza recursos próprios, fazendo doações à população carente nos bairros do município. A Pastoral da Criança oferece conhecimentos e capacitação às famílias, trabalhando em Defesa da Vida; dando informações a respeito do valor nutritivo de cascas e sementes e ensinando a reaproveitá-los; fazendo evangelização ecumênica e etc. A Associação do Grupo Unidos em Cristo - Sopão existe a cerca de vinte anos, distribuindo sopa para crianças e famílias todos os sábados. O Centro de Referência de Assistência Social – CRAS é a unidade básica de atendimento e promoção de ações do Sistema Único de Assistência Social 83


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(SUAS). Trabalha na busca de prevenir, minimizar e superar as desigualdades sociais. O CRAS de Capim Branco conta com: coordenadora, assistente social, psicóloga e auxiliares. A unidade desenvolve: ações de atendimento social básico adequado à realidade particular de cada família assistida; grupos de convivência com idosos “Amigos para Sempre”; oficinas e atividades de socialização para crianças e adolescentes; acompanhamento personalizado de cada família, melhorando o atendimento social e a distribuição dos serviços oferecidos. Essas atividades desempenham importante papel de transformação social pela capacidade de mobilização de ações coletivas, por representar os interesses do povo e por inovar os processos e metodologias de trabalho, a fim de emancipar as famílias e desenvolver a cidadania de cada um de seus membros.

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Relação de Associações –– Associação dos Moradores do Povoado de Peri-Peri Avenida Gabarito, 1977 - Peri-Peri Presidente: Maria Marta Lobo –– Associação de Assistência Social Francisco Mendes Rua Francisco Mendes, 182 A - Várzea de Santo Antônio Presidente: Eduardo Ferreira dos Reis –– ASCOCAB - Ação Social Comunitária de Capim Branco Rua Silvério José da Silva, 445 - Centro Presidente: Romar Gonçalves Ribeiro –– APAMI - Associação de Proteção à Maternidade e Infância Rua Salatiel Alves de Deus, 21 - Centro Presidente: Maria da Conceição Pereira Silva –– Associação Jurandir Mendes Rua Francisco Mendes, 205 - Várzea de Santo Antônio Presidente: Jânio Gonçalves Araújo –– Instituto José Ignácio Moreira Avenida Industrial, 164 - Araçás Presidente: Sara Vieira Barbosa –– APAE - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais Rua José da Silva, 350 - Represa Presidente: Girlene Gomes Ferreira –– ALIRF - Associação Lar dos Idosos Recanto Feliz Rua José Jeová Mundim, 95 - Cidade Nova Presidente: Omar Rocha Mundim –– ASCOJAP - Associação Comunitária do Bairro Jardim das Palmeiras Rua Antônio Raimundo Bruno, 05 - Jardim das Palmeiras Presidente: Deusidina da Penha

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–– SEMAN - Sociedade Espírita Maria Nunes Herbarium “Franz Mesmer” Rua Edivaldo Ferreira da Silva, 255 - Barbosa Gerente Administrativo: Ismael da Silva –– AMOVÁRZEAS - Associação dos Moradores da Várzea do Solar I e II Rua Seis, 57 - Várzea do Solar II Presidente: Iran Aguilas Franco –– ASCOCIN - Associação Comunitária do Bairro Cidade Nova Rua Tenente Leonídio Dias Pereira, 209 - Cidade Nova Presidente Lafaete Barreto.

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10 O Futebol em Capim Branco

A história nos diz que como todo bom brasileiro o capim-branquense é um apaixonado por futebol, sendo assim existem ainda times que foram fundados quando Capim Branco era apenas uma vila e que têm sobrevivido a toda a espécie de crise. Muitos times aparecem e desaparecem com seus nomes imponentes ou jocosos como: Diplomata, Sukata, Foi Um Sonho, Kuscavel, Rodo Velho, Tsucap, Los Primos, Come Jiló, Pé na Cova, etc, mas alguns se destacam e permanecem atraindo muitos adeptos, entre eles: Salvador, Peri-Peri, Pingo de Ouro, Boa Vista e Sant’Ana.

Salvador Futebol Clube De acordo com os registros de Ayrton Gonçalves, já falecido, o Salvador Futebol Clube foi fundado em 1918, por Antônio Botelho de Andrade, conhecido 87


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como Carlos Baiano. Ele reuniu alguns rapazes que foram os primeiros jogadores e ganharam o status de fundadores. São eles: Artur Botelho, Joãozinho, José de Cassiano, Noé, Cristóvão Colombo, José Gomes, Diolindo, Jorge de Quintina e Euclides. Logo depois, chegou a Capim Branco o professor Álvaro Novaes Filho que muito colaborou com o clube. O nome - Salvador - capital da Bahia, é uma homenagem a Antônio Botelho que era natural daquele estado. O primeiro campo para a prática do futebol foi no pasto de João da Paz Fraga, mas passados oito meses ele não permitiu que os jogos continuassem ali por medo de perder o terreno para o time. O grupo muniu-se de ferramentas e foi para o cerrado onde fez seu novo campo com o nome Estádio “Artur Botelho”. O campo primitivo era num terreno bastante irregular por falta de recursos para contratar máquinas; quando um jogador se colocava dentro de uma área de gol, mal enxergava a baliza superior do outro gol; mais tarde conseguiram recursos e aplainaram o terreno. A sede social do Salvador onde aconteceram muitas festas e bailes de carnaval, no início de 2010 foi efetuado o processo de tombamento, porém o time continua fazendo a alegria dos torcedores. 88


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Peri-Peri Futebol Clube O time do Peri-Peri Futebol Clube, foi fundado em 26/04/1936 pelo Dr. Paulo Sales, dono da Fábrica de Tecidos Casimira Peri-Peri, situada no bairro. O nome do time é uma homenagem à fábrica. O terreno onde foi construído o campo foi doado pela tecelagem e inaugurado em 07/09/1948 pelo mesmo fundador do time. Alguns jogadores de destaque foram: Jaci, Waldemar, Altino, Tião, Inhô, Osvaldinho, José Balisa, Antônio, Lino e Teodoro. Atualmente acontecem jogos todos os domingos e o presidente é Valdir de Carvalho Miranda. O time disputa campeonatos regionais de categoria de base, mirim, infantil, juvenil e juniores. Foi campeão em 2003 jogando com o Cruzeiro de Matozinhos; em 2004 e 2005, Campeão Infantil e Juvenil, jogando com o Fluminense de Mocambeiro. No campo do Peri-Peri funciona uma escolinha particular que atende Capim Branco e Matozinhos. Ela foi fundada em 07/04/94 pelos treinadores Careca e Serginho que todos os sábados recebem crianças e adolescentes entre 05 e 17 anos para treinar e se divertir. O futebol de Peri-Peri é um dos orgulhos dos moradores do bairro.

Escolinha de Futebol

Peri Peri Futebol Clube

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Pingo de Ouro Esporte Clube O grupo surgiu porque alguns jogadores do Salvador Futebol Clube se julgaram preteridos e resolveram formar um novo time no qual tivessem chances reais de jogar. Inicialmente o nome era “Ouro Anil” com as camisas em amarelo e azul, cores que se mantêm ainda hoje. Na época da eleição municipal em Capim Branco, um dos candidatos a prefeito, a quem os jogadores haviam pedido apoio, referiu-se a eles em um comício como “o time do Pingo de Ouro”; foi aplaudido e o nome, consagrado. Em 1º de janeiro de 1958 criou-se oficialmente o “Pingo de Ouro Esporte Clube”. O fazendeiro, Geraldo Alvarenga, doou o terreno onde hoje se encontra o Estádio “Delano Alvarenga”, cujo nome é uma homenagem ao primeiro filho do referido senhor. O pingo de Ouro viveu tempos de muito sucesso. Na década de 80 foi campeão da Copa Arizona, maior copa entre amadores da época. A final foi disputada no Estádio Independência, em Belo Horizonte. Foi campeão também da Liga de Matozinhos e várias vezes participou do Campeonato Brasileiro de Futebol Amador. Com muita luta e ajuda de seus seguidores, o Pingo de Ouro construiu sua sede social, palco de grandes carnavais e muitas festas entre as quais a “Festa do Alho”. Foi estabelecido um sistema de cotas e cada cotista é sócio do clube. Houve um período de decadência; o time acabou, mas algumas pessoas continuaram a se empenhar para que a sociedade não sucumbisse e hoje o Pingo de Ouro sobrevive do aluguel do campo para outras equipes e a cada ano, por ocasião do campeonato regional, forma-se um time para a disputa.

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Muitas pessoas passaram pela presidência do clube contribuindo para o engrandecimento da instituição e hoje, Marcone Daher responde por esse cargo. Um dos orgulhos do Pingo de Ouro é ter contribuído para a brilhante carreira de Aelson Mauro Lopes, carinhosamente conhecido como Pelezinho, que iniciou sua trajetória na escolinha de futebol do time, em 1985. Com desenvoltura de artilheiro, dois anos depois, ingressou no juvenil do Cruzeiro Esporte Clube, tornando-se profissional do time em 1991 e conquistando o título da Super Copa de Futebol no mesmo ano. Em 1992 disputou no Japão, a final da RECOPA contra o time Colo Colo do Chile. Ainda nesse ano, foi emprestado para o Flamengo do Rio de Janeiro, retornando no ano seguinte para o Cruzeiro, sendo campeão da Copa do Brasil e em 1994, Campeão Mineiro invicto. Em 1995 foi emprestado para o Atlético Júnior de Barranquilha, da Colômbia. O passe dele foi vendido para o time Beira Mar de Portugal em 1996, onde permaneceu até 1997, quando retornou para o Brasil e disputou o Campeonato Mineiro, em 1998, pelo time Valério Doce de Itabira. No início de 1999 disputou o Campeonato Mineiro pelo time Social de Coronel Fabriciano. Transferiu-se para o time Paraguaçuense da cidade de Paraguaçu Paulista, onde, em 1999, encerrou sua carreira, a qual elevou o nome de Capim Branco dentro e fora do país. Atualmente, Aelson é o Diretor Municipal de Esportes.

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Sede do Pingo de Ouro

Estádio Delano Alvarenga

POEC P O EC

Cotista do P O E C

Aelson no Cruzeiro Esporte Clube Abaixo: Jogo Campeonato Paulista 1999 Paraguaçuence

Lance Cruzeiro final Recopa Japão 92 Abaixo: Campeonato Mineiro Valério Doce

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Boa Vista Futebol Clube O time do Boa vista foi fundado em 1968 e seu Estádio “Vander Valdez de Amorim” foi doado por Jordelino José de Avelar; o nome é uma homenagem a seu neto (Vandinho). Em 1999 disputou o campeonato de oito jogos e sagrou-se campeão. Sua diretoria atual é assim formada: –– Presidente: Wemerson Avelar –– Vice-Presidente: Paulo Xavier –– Diretor de esporte: Ale José –– Diretor Social: Carlos

Estádio em Boa Vista

–– 1º secretário: Elton Tavares –– 2º secretário: Vandinho –– 1º Tesoureiro: Dervan –– 2º Tesoureiro: Adriano Atualmente há jogos todos os domingos.

Time Várzea do Açude X Boa Vista

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Sant’Ana Futebol Clube O time foi criado por Gleison Geraldo Corrêa e Marcos José Rodrigues e amigos do cerrado em 19 de outubro de 1997. O nome é uma homenagem à Padroeira do bairro de Araçás, Sant’Ana. Ele disputou a Copa Amizade de Matozinhos e Taça Cidade de Capim Branco; como ainda é muito recente, tem apenas 12 anos, não conquistou nenhum campeonato. O terreno onde foi construído o campo de futebol foi doado pela igreja. Ao longo dos 12 anos de existência do Clube passaram pelo time muitos jogadores, um dos principais é o atacante Gleison, que atualmente é o maior goleador, com 120 gols.

ROCHA, Helen Olívia dos Santos. Graduada em Magistério Superior para as séries iniciais do ensino fundamental pela UNOPAR Universidade Norte do Paraná, polo Sete Lagoas, atua na área de educação há 13 anos nas redes Municipal e Estadual de Ensino em Capim Branco.

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11 Cultura Religiosa

O município possui alto índice de fiéis e consequentemente é alto também o número de templos religiosos. Destacam-se as igrejas católicas e evangélicas, além do Herbarium.

11.1. Matriz Nossa Senhora da Conceição No início do século XX, Capim Branco teve a primeira Capela de Nossa Senhora da Conceição, construída por filhos da terra com ajuda de fazendeiros da região. Era pequena, de adobe, com o altar de madeira, tinha um coro, uma espécie de galeria, também em madeira cujo acesso se dava por uma escada ao lado. Ali ficavam as cantoras durante as missas e rezas. Havia duas sacristias anexas, uma de cada lado, onde eram guardados os paramentos e objetos do culto religioso. Em frente à capela havia um cruzeiro e o cemitério era localizado dentro e fora dela. 95


CAPIM BRANCO

Na década de 40 houve uma tempestade e caiu um raio atingindo a igreja, trincando partes de suas paredes e provocando um incêndio. Imediatamente, populares se mobilizaram jogando água, até que chegaram uns alemães que estavam trabalhando na fazenda do Coronel Custódio Alvarenga e aconselharam combater o fogo com outro fogo caseiro; foi o que resolveu, mas alguns pertences já estavam destruídos. O incêndio deixou a capela muito danificada, mas através da união da comunidade, foi restaurada e ganhou um pára-raios para que nova tragédia não viesse a acontecer. Por volta do ano de 1946, viu-se a necessidade de demolir a antiga capela, pois as estruturas estavam muito abaladas. Após uma reunião entre as lideranças e o pároco, resolveram jogar tudo abaixo, aproveitando somente as telhas. Iniciaram os trabalhos para construir uma igreja maior tendo em vista o aumento da população. Foi criada uma comissão para arrecadar verbas, houve doações em materiais como o telhado e os ladrilhos, cedidos por D. Bárbara Emerenciana Alvarenga (D. Bilica), que era a responsável pela comissão de arrecadação; a porta principal foi ofertada por José Pereira, dono da empresa de ônibus “Pássaro Verde” e seu filho Eldi Pereira, doou o relógio.

1ª Capela Nossa Senhora da Conceição

Pintura por Vanessa Carla Romagnoli da Primeira Capela de Nossa Senhora da Conceição

Matriz Nossa Senhora da Conceição

Matriz Nossa Senhora da Conceição

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Minha Cidade, Meu Patrimônio

Houve participação de todo o povo Capim-branquense para a construção da igreja, principalmente a Sociedade de São Vicente de Paulo, que realizou vários trabalhos, seus confrades arrecadaram material e dinheiro. Naquela época, a água a ser consumida era buscada no Ribeirão da Mata; no local da construção da igreja ficavam vários baldes e quando os lavradores iam para o trabalho levavam os baldes vazios; ao retornarem enchiam-nos de água e deixavam na construção. Foi assim com muita luta que a igreja foi reerguida. O tempo passou, a Matriz sofreu alguns reparos, até que, em março de 2004, um sonho muito almejado pela comunidade começou a ser realizado: a reforma geral. Graças à perseverança do Padre, Conselho Paroquial da época e adesão dos fiéis, Capim Branco tem hoje uma belíssima Igreja Matriz localizada no centro da cidade, em ótimo estado e com tamanho suficiente para comportar a comunidade cristã, proporcionando conforto e bem-estar para todos os paroquianos na realização das cerimônias religiosas. Além das missas celebradas regularmente, todos os anos, a comunidade paroquial comemora o Mês de Maio, dedicado a Maria, Mãe de Jesus, com missas solenes, coroações e barraquinhas, culminando com uma grande festa. No dia 08 de dezembro, celebra-se a Padroeira Nossa Senhora da Conceição, festa precedida pela novena que conta também com a participação dos fiéis das capelas. A Paróquia Nossa Senhora da Conceição celebra, ainda, ao longo do ano: Pentecostes, Semana Santa, Corpus Christi, Nascimento de Jesus, Santos e Santas de Deus, conforme o Calendário Litúrgico, numa demonstração de intensa religiosidade. SILVA, Lílian Aparecida da. Graduada em pedagogia pela ULBRA – Universidade Luterana do Brasil, polo Capim Branco/MG, atua na área de educação há 5 anos na rede Municipal de Ensino em Capim Branco.

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CAPIM BRANCO

11.2. História da Igreja Batista Central em Capim Branco A Igreja Batista Central iniciou suas atividades em Capim Branco no ano de 1967. O corpo ministerial se reunia na casa de dona Cecília e realizava os cultos, aos domingos, debaixo de um pé de manga. O primeiro pastor a assumir o sacerdócio nessa cidade, foi José Gomes, que vinha de Arodi com as crianças caminhão, com grupos evangélicos do município de Pedro Leopoldo e saíam pelas ruas convidando as pessoas para os cultos. A missionária Arodi ensinava as crianças às margens do Ribeirão da Mata. No ano de 1968, os pastores Jairo, Hélio e João Batista da Igreja Batista Central de Belo Horizonte alugaram um local no centro de Capim Branco, onde congregaram por mais de um ano. Nessa mesma época compraram um terreno e no dia 19 de junho de 1969 deu- se início à construção do templo. A inauguração foi no dia 15 de agosto do mesmo ano e contou com a presença de 150 pessoas. O arquiteto Josué e o vice- prefeito da cidade desataram a fita e o pastor Jairo foi o ministro do culto naquela noite.

Inauguração da Igreja Batista

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Minha Cidade, Meu Patrimônio

Passaram-se cinco anos e o pastor Jairo foi embora, por isso José Lourenço (In memorian), morador de Capim Branco e membro dessa Igreja, ficou à frente do ministério. Nos fins de semana a IBC de Belo Horizonte, enviava pastores que vinham para ajudar nos cultos, dentre os quais José Village. O pastor José Alberto veio depois, mas não ficou por muito tempo, e a situação voltou a ser como antes, até a chegada do seminarista Valdson, o qual permaneceu por quatro anos. José Lourenço e sua esposa Hezil (in memorian), voltaram à frente do trabalho. No final de 1984 veio o pastor Carlos Bonfá e sua esposa Arilene que permaneceram na Igreja Batista Central até o ano de 1986. Após sua saída, o pastor Nilson Delmenese (in memorian), vinha aos fins de semana e ajudava José Lourenço, responsável pela igreja. Nesse percurso da história, os fiéis passaram de cento e cinquenta para seis pessoas frequentes. Alguns ainda permanecem e relatam que os seis membros choravam e oravam, pedindo a Deus que enviasse um pastor para liderar a igreja. Em meados de 1996, veio o pastor Pedro, que ficou apenas um ano. Em vista disso, o pastor presidente Paulo Mazoni, reuniu os membros da congregação e disse que mandaria um novo pastor, sendo essa a última tentativa de erguer a IBC de Capim Branco, antes de fechá- la. Em 1997, o pastor Sebastião e sua esposa Maria de Lurdes, vinham aos fins de semana, com alguns membros da IBC de Vila Estrela. No dia 09 de janeiro de 1999, aconteceu o culto de posse do pastor Sebastião. O missionário Aloizio veio com sua família ajudar nos trabalhos da igreja. Por volta do ano de 2000 a igreja foi reformada, pois tinha capacidade para 100 pessoas, e já não comportava mais tal quantidade. Em 2003 houve uma nova reforma aumentando o templo para comportar 300 pessoas. Cinco anos depois, o espaço ficou pequeno para um culto apenas, e a partir de então são realizados dois cultos por dia, às quintas-feiras e domingos. Além disso, há células (reuniões realizadas em casas de membros da igreja), durante toda a semana, com exceção dos dias em que há cultos no templo.

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CAPIM BRANCO

Sob orientação do pastor Sebastião, a igreja tem atualmente, mais de 400 membros e participa também do “Capim Branco Pra Cristo”, evento organizado pela união das Igrejas Evangélicas, no mês de julho de cada ano.

SILVA, Mônica Aparecida Carvalho. Graduanda do curso de Pedagogia pela FINOM – polo Capim Branco, atua na área de educação há 4 anos nas redes Municipal e Estadual de Ensino de Capim Branco.

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11.3. Herbarium Franz Mesmer O Herbarium Franz Mesmer, localizado no bairro Barbosa, é uma sucursal da Sociedade Espírita Maria Nunes de Belo Horizonte que desenvolve atividades espirituais e sociais, além da cultura de plantas medicinais. A instituição recebeu esse nome em homenagem ao espírito do teólogo, doutor em filosofia e medicina – Franz Anton Mesmer (1733-1815) – que ditou ao Médium João Nunes Maia, em 1972, a receita da Pomada Vovô Pedro, a qual cura diversos males da pele, semeando o bem e a saúde por todo o território brasileiro e além fronteiras.

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12 Aspectos Turísticos de Capim Branco

Quanto aos aspectos turísticos, o município de Capim Branco faz parte do Circuito das Grutas, juntamente com os municípios de Sete Lagoas, Cordisburgo, Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Matozinhos, Confins, Funilândia, Paraopeba, Santana do Pirapama e Prudente de Morais. O principal objetivo da formação do Circuito das Grutas é o desenvolvimento econômico, turístico e ambiental de maneira sustentável, com a geração de emprego e renda, beneficiando assim a sociedade e protegendo o rico patrimônio histórico e natural desses municípios. A Associação do Circuito das Grutas – ACG - foi registrada no dia 22 de novembro de 2000.

12.1. Patrimônio Municipal As cidades que conservam o patrimônio, não perdem a identidade; viabilizam o turismo, beneficiam o comércio local, conservam o que é conhecido hoje para as gerações futuras. 102


Minha Cidade, Meu Patrimônio

No ano de 2006, foi instituído o Conselho de Patrimônio Histórico Cultural de Capim Branco, formado por membros da sociedade civil e pública, com o dever de fiscalizar e viabilizar, junto à prefeitura, a conservação e manutenção de bens tombados e de relevância histórica para o município como: monumentos, imóveis, arte, manifestações religiosas, mundanas, arquitetônicas e naturais. Foram tombados como patrimônios municipais, no ano de 2009: a Sede da Corporação Musical Nossa Senhora da Conceição, o Cruzeiro do Barão e o Casarão mais antigo da cidade. No ano de 2010, foi tombada a Sede do Clube do Salvador.

Sede do Clube do Salvador Construída pelos sócios, com a ajuda da população, a Sede é uma arquitetura dos anos 50 em estilo espanhol e já foi um espaço de bailes de formatura, festas do alho, carnavais, dentre inúmeras festividades. Com sua decadência, no início dos anos 90, tornou-se boate e depois fábrica de cabos para carros. Em meados de 2003, houve um processo de abandono e degradação, sua estrutura foi sucateada e ficou em ruína. No início de 2010, a Administração Municipal, em conjunto com o Conselho de Patrimônio, adquiriu o bem e efetuou o processo de tombamento. O imóvel será revitalizado, ganhará estrutura de auditório e a fachada será conservada com as mesmas características anteriores. A sociedade poderá usufruir do espaço com formaturas, espetáculos de teatro, danças, festivais culturais e cinema.

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CAPIM BRANCO

O casarão mais antigo da cidade Localizado na Avenida Coronel Custódio Alvarenga, nº 95, Centro, o Casarão foi uma das primeiras residências de Capim Branco. Com arquitetura do século XVIII, sua estrutura de sustentação é composta de esteios de madeiras nativas como: sucupira, braúna, ipê, canela, dentre outros, travadas por barrotes de paus roliços, entrelaçados por cipós de “São João” e rebocados com barro e estrume de boi. Constituída por telhas curvas de barro, confeccionadas artesanalmente, a cobertura da casa é forrada com esteiras de bambu. As janelas são compostas por peças robustas de madeira, medindo aproximadamente 20x20cm. Essa arquitetura é do período do império, época do coronelismo e dos tropeiros. O casarão foi prisão de escravos, ponto de descanso e pernoite de tropeiros e viajantes que se direcionavam a Diamantina, Sabará, Ouro Preto e cidades vizinhas. Nos séculos seguintes, foi comércio de carnes, barbearia e mercearia. Mais tarde, tornou-se propriedade e moradia da família de Antônio José da Silva. O casarão ficou sem moradores por longos anos, mas a família sempre cuidou dele. Havia ali, manifestação religiosa, em homenagem a Santo Antônio, conduzida pela rezadeira “Lulua” e continuada por Nair Gonçalves da Silva, que manteve a tradição até 2002. Com o passar do tempo o imóvel deteriorou-se e no ano de 2009 os herdeiros o venderam. No mês de outubro de 2010, a Administração Municipal e o Conselho de Patrimônio fizeram a aquisição e tombamento do mesmo a fim de conservá-lo para as gerações futuras. O Casarão nunca poderá ser destruído, modificado ou vendido, pois se tornou patrimônio de todos. Em breve será o museu histórico de Capim Branco e primeiro atrativo turístico com infra-estrutura para atender ao turista e apresentar a cultura e tradição da cidade.

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DIAS, André Phillip Serra Gonçalves. Graduado em Turismo pela Faculdade Cenecista, Pós-Graduado em: Criação e Produção em Mídia Eletrônica, Rádio e TV pela UNI-BH e em Cinema pela Faculdade UNA. Atualmente ocupa a direção do Departamento de Cultura e Turismo e a presidência do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural de Capim Branco.

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13 Música

A música está sempre presente na vida do povo de Capim Branco, desde tempos remotos, quando havia as famosas serenatas. Entre os grupos de músicos destacam-se: Paulinho de Araçás (in memorian), CB Trio, Maria Lúcia e Banda, Zé Valter e Vanderlúcio (in memorian), Renatinho e Felipe, Grupo Folclórico “Chora Butão” e o Grupo de Pagode Doce Prazer. Na tradicional “Festa de Santo Antônio da Várzea”, o show de calouros destaca-se pelos exóticos cantores como: Ronaldo, com a música Pedra d’água, Francisquinho cantando O Ébrio e o saudoso Giovanni, que cantava a música Obrigado Meu Deus. A cada ano, novas vozes são descobertas nesse evento como as de Osmar, Sandrinha, Pelezinho...

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13.1. Centenário da Corporação Musical Nossa Senhora da Conceição A corporação Musical Nossa Senhora da Conceição, conhecida como “Banda”, foi fundada em 1910. Segundo Caetano Gonçalves Dias, 84 anos, a iniciativa foi de Ulisses Alves Diniz, sapateiro local e do diretor do Grupo Escolar, o Mestre Álvaro Novais Filho, que adquirindo alguns instrumentos no bairro de Vera Cruz, do município de Pedro Leopoldo, montaram um pequeno curso ministrando aulas de música aos interessados. Os primeiros aprendizes passaram por muitas dificuldades, as aulas eram nas noites das quintas-feiras, à luz de lampião; com a evolução da 2ª Guerra Mundial, os ensaios foram transferidos para as tardes de domingo, por falta de querosene disponível para a iluminação. 109


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Na mais antiga ata, datada de 26 de abril de 1937, “Acta da Reorganização da Banda Musical Nossa Senhora da Conceição, do Distrito de Capim Branco, Município de Pedro Leopoldo”, consta a redação do estatuto e a eleição da nova diretoria, sendo o presidente, Kalil Mrad. Nessa época a Banda já era uma sociedade bem organizada, prevendo obrigações e competências, exigindo de seus componentes boa disciplina e correto procedimento em todas as mesas que tomassem parte. A entidade era composta por um presidente, vice-presidente, secretário, tesoureiro, diretores, procuradores e auxiliares; sobrevivia através de uma sociedade mantenedora, dos próprios toques e de leilões beneficentes. O primeiro regente foi Ulisses Alves Diniz, auxiliado por Benjamin Ferreira Passos, sendo maestro até fins da década de 1930. O segundo regente foi o maestro Salustiano Passos, “Caiano”. Em 09 de março de 1947, a Corporação solicitou “aos órgãos competentes” a doação de um terreno público para a construção de um prédio. João Baptista Teixeira, chefe do Serviço de Fazenda Municipal doou um terreno medindo 12 por 15 metros e a obra iniciou-se imediatamente à doação. A Corporação Musical passou por várias etapas, nas quais eram incorporados novos músicos. Em 1982 foram confeccionados os primeiros uniformes. Também nesse ano, Moacir Daniel da Fonseca assumiu a presidência. Em 1990, a Banda passou por várias dificuldades, apresentando-se somente quando era solicitada, pois não possuía recursos e nem o reconhecimento da população, que desviava sua atenção para os novos hits da época. O músico regente, Elcy Daniel, tentou reanimá-la de 1998 a 2000, mas a mesma estava desgastada e desmotivada por tantos problemas. Sendo assim, só retomou suas atividades, em 2005, na gestão do atual prefeito Remaclo Souza Canto, que fez a manutenção dos instrumentos e da Sede, importante referência cultural e histórica da cidade. Hoje, a Banda é composta por aproximadamente cinquenta jovens músicos, que já participaram de dois Encontros de Bandas, em Funilândia e pretendem participar de outros festivais em diversos lugares, ainda este ano. Eles se reúnem na Sede, as segundas e quintas-feiras, às 19 110


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horas, para ensaios ministrados pelo maestro André Martins. O repertório trabalhado é bem eclético, despertando o interesse dos participantes e também da população. Neste centenário de fundação, a Banda apresenta um balanço positivo, alicerçada pela disciplina, pela integração, harmonia, amizade, respeito e garra por lutar até aqui, superar tantas dificuldades e poder mostrar o seu trabalho, principalmente abrilhantando os eventos da comunidade católica.

MAGALHÃES, Zorma Gonçalves Xavier. Graduada em Pedagogia pela ULBRA – Universidade Luterana do Brasil, polo Capim Branco/MG, atua na área de educação há 06 anos na rede municipal de ensino de Capim Branco.

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CAPIM BRANCO

13.2. O Carnaval de Capim Branco O carnaval é uma manifestação folclórica que atrai grande número de pessoas em várias cidades brasileiras. Em Capim Branco, não é diferente. Antigamente era realizado em clube fechado, com matinês para crianças e bailes carnavalescos à noite, animados por marchinhas tocadas pelos músicos do próprio município, durante os quatro dias de folia. À tardinha, havia o carnaval de rua com apresentação do boi da manta, bonecões, marmotas, caras de gato, anões, homens vestidos de mulher, mulheres vestidas de homem, crianças fantasiadas de diversos personagens, além dos blocos “velhas virgens” e “vai ou racha”, tudo isso com a animação da charanga. Acredita-se que há mais de 50 anos, o boi da manta faz parte do carnaval de Capim Branco e é a principal atração até hoje. Um dos incentivadores do carnaval foi Lúcio Teodoro Flores, que confeccionou uma mulinha, dando início às brincadeiras em círculos feitos de cordas, onde ficavam o “boi da manta” e os fantasiados, observados de fora pelo público. Na década de 80, surgiram novidades que fizeram com que o carnaval de Capim Branco ficasse entre os mais famosos da região: desfiles das escolas Explosão do Samba e Contra Madrugada. A Escola Explosão do Samba foi criada em 1980, por um grupo de amigos, liderado por Iara Xavier que contou, mais tarde, com a ajuda, dentre muitos outros, de José Dias dos Santos e Ayrton Gonçalves, já falecidos. Em 1982, possuía uma média de 250 componentes, dos quais 60 na bateria; apresentavam-se com fantasias nas cores verde, rosa e branco, além de criativos carros alegóricos. Foi campeã nos anos 82, 83, 85 e 88. A escola Contra Madrugada foi fundada no ano de 1982, por Hedvand Oliveira da Silva que, até os dias de hoje, coordena o grupo. Era composta de 230 componentes, sendo 50 bateristas. Com criatividade e utilizando as cores vermelho, azul e branco, conseguiram ganhar o título de campeã nos 112


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anos 84, 86 e 87. Foi declarada de utilidade pública em 1983 e é registrada na Secretaria de Cultura de Minas Gerais. Em 1989, já extintos o carnaval de clube e os desfiles, o boi da manta, mesmo precariamente, sobreviveu coordenado por Adacir Ferreira, “Cirinho”, que há 40 anos se envolveu com essa atividade, confeccionando os bois e os bonecões, além de participar da charanga. Houve tentativas para a retomada do carnaval, porém sem resultados até que, em 2001, o poder público municipal tomou a iniciativa de realizar o carnaval de rua na cidade, sendo a principal atração as bandas de axé. Nesse período surgiram os blocos caricatos: Intercores, 100 Compromisso e Turma Legal, que serviram de impulso para a volta das escolas de samba. Em 2001 foi criada a ESUCAB - Escola de Samba Unidos de Capim Branco (antiga Explosão do Samba) que se apresentou em 2002, tentando buscar apoio e incentivo financeiro da comunidade. Surgiram blocos novos como: Iluminados do Samba, em 2002, Tô a Toa, em 2004 e Coisa Louca, em 2006. Apesar das condições financeiras em que se encontram nos dias de hoje, as escolas de samba se esforçam para fazerem o melhor para o público. As noites de carnaval são animadas por bandas de axé, pelos blocos e desfiles das escolas de samba. No domingo e na terça-feira à tarde, o boi da manta se apresenta com todo o seu aparato. O responsável pela realização do carnaval é a Secretaria Municipal de Esporte, Cultura e Lazer.

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Carnaval - 1973

Carnaval 1982 - Boi da manta - Bonec천es

Carnaval 1982 Carnaval 1982 - fantasias

Explos찾o do samba 81

114Contra madrugada - 1983

Carnaval 2010 - fantasias

carnaval 2010


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13.3. O Carnaval Temporão Idealizado por Francisco Enéas Xavier, “Chico Mania”, o carnaval temporão é muito animado e tornou-se mais famoso do que o carnaval de época. Desde 2005, passou a se chamar Capim Folia, atraindo turistas de várias regiões, com tradicionais bandas de axé, nesses dias de festa e diversão próximos ao feriado de 7 de setembro.

SILVA, Cláudia Aparecida da. Graduada em Pedagogia pela ULBRA - Universidade Luterana do Brasil, polo Capim Branco/ MG, atuou na área de educação por 18 anos na Rede Municipal de ensino em Capim Branco. Atualmente, atua no Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente no município.

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13.4. Festa do Alho Capim Branco já se destacou por sua produção de alho que abastecia o mercado mineiro e também o de outros estados, principalmente o Piauí. O produto era fonte de renda e alegria para o município, culminando com a Festa do Alho, evento que atraía pessoas de toda a redondeza: autoridades importantes, cantores famosos como Wanderley Cardoso e Aguinaldo Timóteo, conjuntos como a Banda Brasil Setenta, times profissionais, paraquedistas de Lagoa Santa, jogadores de nome como Dirceu Lopes, João Leite, Boiadeiro, Toninho Cereso, Paulo Isidoro, Eder Aleixo e Natal, dentre outros. O rádio e a televisão divulgavam o evento, nessa época, realizado pelos clubes Pingo de Ouro e Salvador. Mais tarde, o Lions Clube conseguiu que a festa fosse estadual, porém o alho já estava em decadência por causa da contaminação da terra pela “podridão branca” (doença sclerotiu-cepivorum: que ataca o alho através de um fungo que permanece por muitos anos na terra, necessitando de calor e umidade para sua sobrevivência e multiplicação, causando danos irreversíveis à planta atacada, provocando sua morte). Após o aparecimento de pragas nas plantações de alho, houve uma tentativa de se resgatar a festa típica, que ainda foi realizada por dois anos, porém não obteve sucesso. A EMATER vem fazendo pesquisas para descobrir a origem dessa doença e, ao mesmo tempo, lançou um programa em parceria com a Prefeitura Municipal, inserindo no seu espaço agrário a horticultura orgânica, como alternativa para o antigo produtor de alho.

MACEDO, Silvânia Cecília. Formada em Magistério pela Escola Estadual Bento Gonçalves em Matozinhos/MG, atua na área de educação há 23 anos na rede Municipal de Ensino em Capim Branco.

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13.5. História do Alho Desde alguns anos atrás, o alho vem sendo base fundamental do meio de vida da gente capim-branquense e ele também tem sua história no tempo. Em início era branco, todo e somente branco; suas folhas verdejavam as várzeas deleitando todos os olhares. Mais tarde, como um impostor que devagarinho conquista posições, surgiu lentamente o alho roxo. Uma réstia apenas. Debulhada, plantada, cuidada... até que novas cabeças roxeassem as mãos de produtores experimentados. Plantado aqui, plantado ali, muito ambicionado pelos compradores, enxotou o alho branco e passou a reinar sozinho nas grandes várzeas. A cada ano novas sementes são lançadas a terra. O alho branco, como um rei destronado volta à luta, e conquista de novo, se não um domínio completo, pelo menos um humilde lugar ao lado do alho roxo. Agora, ambos imperam nessa pequena cidade. Pelos meados de fevereiro iniciamos nossa cultura. O lavrador ara, aduba, prepara a terra e as plantadeiras incansáveis, de sol a sol, semeiam os dentes prontos a prosperar; contudo não se trata apenas de plantio. É necessário levar a terra água e fertilizantes que darão o sustento à semente plantada. Terra adubada... molhada... surgem alguns atrevidinhos verdejantes, cheios de vida – os matinhos – que vêm rompendo ousadamente. Faz-se necessário, então, a presença da enxada. E lá está o agricultor, na sua fé inabalável, presente em todas as fases, satisfazendo, a todas as exigências e sonhando... sonhando... com a recompensa que virá pelo seu esforço. Quatro meses de luta árdua. O lavrador que enfrentou toda a espécie de adversidades, já antevê os louros de sua vitória. É a hora esperada, ansiada. É a hora da colheita. O alho é deitado por terra ao pálido sol de junho. Secando um pouco é necessário batê-lo e amontoá-lo para ser colocado em réstias ou cortado e selecionado. Está pronto para a vendagem. 118


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Houve um tempo em que era verdadeira a glória dos produtores. O esforço despendido dava o resultado esperado. Era uma alegria. Velhos, jovens e crianças trabalhavam entusiasmados. A animação se estampava por toda Capim Branco e culminava com a “Festa do Alho” comemoração máxima da nossa sociedade. Até que em 1969 veio uma desagradável reviravolta. Ferrugem em toda a lavoura... nem peso, nem preço... tristeza, desânimo geral! Desespero de pessoas que puseram nas plantações todo o dinheiro que possuíam... Apesar de tudo, coisa extraordinária: houve a “Festa do Alho” como em todos os anos! Desde então, aconteceu uma diminuição na cultura e nunca mais voltamos aos tempos áureos, em que não se desperdiçava nem um dente do precioso produto. Hoje, aí estamos, às vésperas de novas festividades – apesar do “quase” fracasso nas vendas - porque o batalhador, o sonhador incorrigível reluta em abandonar suas plantações e continua batalhando... continua sonhando... Texto produzido em 18 de setembro de 1978.

FONSECA, Maria Gonçalves da Silva. Graduada em Letras pela UNI-BH e Pósgraduada em Escrita da Língua Portuguesa pela Faculdade de Pedro Leopoldo. Atuou como professora do Estado durante 25 anos.

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14 Comércio de Capim Branco

É impossível ter precisão de quando o comércio em Capim Branco foi instituído, pois não havia a obrigatoriedade do registro; os estabelecimentos eram conhecidos pelo nome do proprietário. As mercadorias disponibilizadas nos comércios locais chegavam em caixotes fechados e sacos de aniagem, vindos de Santa Luzia pela estrada de ferro, cuja estação era em Matozinhos, com uma parada em Peri-Peri. Os comerciantes da época sobreviviam com seu próprio esforço, somavam as contas de cabeça, pois as calculadoras ainda não eram usadas. As vendas a prazo eram embasadas em confiança devido a inexistência de cadernetas ou notas promissórias e os fregueses levavam as compras para casa nas costas ou no lombo de animais. Os estabelecimentos comerciais eram chamados de “vendas” e eram assim conhecidos: Venda de Maria Turca, Venda de Tio Cândido, Venda de Zeca...

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CAPIM BRANCO

Havia variedades de mercadorias no mesmo comércio para atender a demanda local como: mantimentos, tecidos, querosene, alpargatas, fósforos, carne, sal, dentre outros. Os primeiros comerciantes do município são: Antônio Fonseca, Kalil Mrad, Francisco Rodrigues, Maria Turca, Tio Cândido, Joaquim Dias Magalhães, José Pereira, Joaquim de Deja, José Dias dos Santos, Martiniano Lobo, Antônio Alves, Chico Branco, Quim Cota, Chucre Buéri, Walter e Munduca, Romualdo Fonseca, Nelson Daher, Sebastião Ferreira Pinto, Caetano Gonçalves Dias, José Fraga, Lúcio Flores, Aristides Ferreira Sobrinho, Gerson Ferreira Rollo, João Perez... Em 1922, Joaquim Dias Magalhães, que integra o grupo dos primeiros comerciantes, já apresentava ótima vendagem de tecidos, cereais, bebidas, etc. Com um armazém sortido, ele dispunha de muitos fregueses, inclusive Coronel Custódio Alvarenga, que era o fazendeiro mais rico da localidade. Joaquim teve vários funcionários: Antônio Teodoro Flores (Broca), Antônio Ribeiro da Luz (Major), José Duarte e José Nascimento, sendo que esse último foi o primeiro motorista de Capim Branco, do primeiro carro e primeiro caminhão de propriedade do referido comerciante. Progressivamente o comércio local foi crescendo para atender a demanda e atualmente é composto por: açougues, agências bancárias, armarinhos, autoescola, bares, casas de ração, barbearias, borracharias, depósitos de material de construção, distribuidoras de pães, distribuidoras de água mineral e gás, distribuidoras de bebidas, farmácias, lanchonetes, lan houses, lavadoras de carro, laticínios, lojas, mercearias, oficina de bicicleta, oficinas mecânicas, padaria, posto de gasolina, sacolões, salões de beleza, restaurantes, sorveterias, vídeo locadora, comércios ambulantes, dentre outros.

GUIMARÃES, Danielle Christine Borges. Graduada em Pedagogia pela ULBRA -Universidade Luterana do Brasil, polo Capim Branco/MG e Pós-Graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Faculdade FUMEC. Pósgraduanda em Supervisão Escolar e Orientação Educacional pelo Instituto Prominas-FINOM. atua na área de educação há 4 anos na rede municipal de ensino em Capim Branco.

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15 Educação

A Educação no município de Capim Branco

Trajetória histórica A Educação é sem dúvida a mola propulsora de toda e qualquer sociedade. Sempre presente ao longo dos tempos na vida das diversas civilizações, marca de forma significativa os costumes, a organização e a trajetória histórica dos povos. Por essa razão, torna-se relevante abordar ainda que de modo sucinto uma pequena parte da vasta rede de informações sobre a educação no município de Capim Branco. Tal procedimento não seria possível, sem a realização de um breve resgate acerca da formação e desenvolvimento das dez escolas que atualmente constituem a Rede de Ensino desse município. São elas: Escola Municipal Abeilard Vicente dos Santos; Escola Municipal Simeão Lopes; Escola Estadual 123


CAPIM BRANCO

Mestre Cornélio; Centro de Educação Infantil Municipal Maria Barbosa de Carvalho; Escola Municipal Deputado Emílio de Vasconcelos Costa; APAE Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Capim Branco; Instituto Educacional Pequena Sereia - IEPS; Escola Municipal Martiniano Fernandes Lôbo; Escola Municipal Professora Rute Braz e Escola Estadual Francisco Sales.

Escola Municipal Abeilard Vicente dos Santos Antes da construção de seu prédio próprio, a escola funcionou em uma casa emprestada pelos familiares de Lino de Paula Santos (“Barão”), localizada nas proximidades da atual residência de João Francisco de Sales, mais conhecido como “João Petronílio”, no povoado de Matos. Sua inauguração oficial ocorreu em 13 de março de 1955 no governo de Juscelino Kubitschek 124


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e Intendência de Antônio Delphino dos Santos. O Decreto 6.002 de 29 de novembro de 1960 regulamentou o seu funcionamento com a denominação de Escola Rural “Barbosa Duarte”. Até a década de 60, a escola oferecia apenas o 1º, 2º e 3º anos do ensino primário. A partir de 1965, com a entrada de Íris dos Anjos e Maria Piedade dos Santos, passou a ofertar o 4º ano. Nesse período foi desenvolvido ainda um importante trabalho de alfabetização dos trabalhadores rurais através do MOBRAL, realizado voluntariamente por Maria Vicentina de Avelar. Em 1986, em razão da inexistência oficial da modalidade Pré-Escola, mas diante da grande demanda de alunos, Léa Fátima de Oliveira, por iniciativa própria e de caráter voluntário, passou a ministrar aulas de alfabetização. Nessa época, apesar de atuar como professora leiga, a mesma demonstrou ser possuidora de grande habilidade e conhecimento na condução do processo educativo, sobretudo a partir da adoção de práticas diferenciadas, através das quais recorria aos materiais concretos e lúdicos provenientes da realidade e cotidiano locais. Mais tarde, o tipo de metodologia e recursos adotados pela professora, serviram de exemplo prático junto a um importante congresso que se realizou no Instituto de Educação, na cidade de Belo Horizonte. Levada pela professora Nilce Pezzine, Léa relatou suas experiências pioneiras na escola de Matos, sem possuir a convicção de que as mesmas pertenciam ao Construtivismo, idealizado pela professora e palestrante Emília Ferreiro. A educadora argentina, que na ocasião divulgava as teorias dessa nova corrente pela América Latina, utilizou-se da vivência dessa escola como exemplo para os participantes. No ano de 1989, através da Lei Municipal nº 567 foi instituído o Pré-Escolar “Branca de Neve”, oficializado na administração do prefeito Antônio Divino de Souza. Nesse mesmo ano foi fundada a Associação de Moradores dos Matos - AMMA, que funcionou no prédio da escola até o ano 2000.

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Posteriormente, esse estabelecimento obteve outros nomes tais como: Escola Federal de Matos, Escola Singular de Matos e Escolas Combinadas de Matos. Por meio da Lei Municipal no 791 de 09 de maio de 1997, recebeu a denominação de Escola Municipal “Abeilard Vicente dos Santos”. Essa última foi escolhida em homenagem ao grande benfeitor da escola, por sua influência, empenho e dedicação junto à comunidade de Matos. Dentre os funcionários que atuaram na escola, destacam-se as primeiras professoras: Eva Gonçalves, Marli M. Alves, Maria Piedade dos Santos e Íris dos Anjos e Souza. Demais coordenadoras e funcionárias também marcaram ao longo dos anos a história da Abeilard: Marisa Santos Trindade, Vera Lúcia Fonseca Valadares, Vânia Maria Fonseca, Maria do Carmo dos Santos, Vânia Maria Silva, Léa Fátima de Oliveira, Geralda Maria da Silva Andrade, Bergman Dias Magalhães, Maria Luíza Teixeira, Dilce Lôbo, Geliane Célia de Deus Mendes, Regina Sane Bernardes, Luciene Pereira de Avelar. Ao longo de sua existência, a escola sempre ofereceu as modalidades de ensino (infantil e fundamental - séries iniciais) na estrutura multisseriada, característica dos estabelecimentos localizados em zona rural. Em setembro de 2005, um fato importante marca a trajetória da escola: a comemoração do seu cinquentenário. Sob a organização de Maria Piedade dos Santos e a colaboração direta de todos os funcionários que atuavam nesse estabelecimento de ensino no período, foi organizada uma belíssima solenidade comemorativa. Contou com a presença de diversos convidados, dentre os quais os ex-alunos que fizeram parte da sua história, além de familiares que representaram os funcionários e colaboradores já falecidos. Após as homenagens e participação das autoridades presentes, houve o jantar de confraternização que foi abrilhantado pelo Grupo Musical “Diamantina em Serenata”. No segundo semestre de 2009, não obstante as diversas tentativas de continuidade por parte da administração municipal e o desenvolvimento de ações de incentivo junto à comunidade local, sob a liderança da coordenação e dos funcionários da escola, lamentavelmente a mesma teve suas atividades 126


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paralisadas em razão da inexistência mínima de alunos necessários para justificar o seu funcionamento. Sendo assim, os três alunos restantes foram devidamente transferidos para as escolas municipais localizadas no centro de Capim Branco, de acordo com a aquiescência das famílias e assistidos pelo serviço de transporte escolar municipal. Apesar de atualmente não se encontrar em funcionamento, fica aqui registrada a importância dessa pequena, mas valente escola que ao longo de sua trajetória superou dificuldades, tornou-se referência para a comunidade local e cumpriu responsavelmente o seu papel educativo e social.

Escola Municipal Simeão Lopes Aos quinze dias do mês de fevereiro de 1937, no edifício onde funcionava a Escola Municipal de Boa Vista, então distrito de Capim Branco e município de Pedro Leopoldo, foi declarada pelo inspetor em exercício - José Raimundo Rolle, a instalação do referido estabelecimento, de acordo com o regulamento do ensino primário. Compareceram à solenidade as seguintes autoridades: Tenente Salvelino Gonçalves Ribeiro - escrivão de paz do distrito; Professor João Batista Teixeira - Diretor do Grupo Escolar de Capim Branco; Cecy Barbosa, professora da escola; Arlindo Cruz - secretário “ad-hoc”, além de 56 alunos dos 75 que se encontravam matriculados. A escola obteve o terreno doado por José Zacarias da Silva e Deolinda Apolinária Lopes, residentes no bairro de Boa Vista, por meio de título público passado no dia 19 de maio de 1949, pelo escrivão de Capim Branco, Salvelino Gonçalves Ribeiro. Posteriormente, recebeu ainda outras denominações: Escola Rural “Padre Valeriano” de Boa Vista; Escola Rural de Boa Vista e conforme resolução de no 810/74 de 06 de julho de 1974, foi classificada como Escola Estadual “Simeão Lopes”. Após a municipalização, de acordo com a Resolução 8.087/97, o estabelecimento passou a denominar-se Escola Municipal “Simeão Lopes”.

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Dentre algumas coordenadoras, professoras e funcionários que atuaram junto à escola ao longo dos anos, destacam-se: Marly Magalhães Santos, Bergman Dias Magalhães, Mônica Aparecida Marques Ferreira, Rejane Cássia Gonçalves Santos Quites, Éden de Cássia Maia de Carvalho, Juliana Fraga, Elane Fraga, Isabel Bráz, Clécia Dias Fonseca, Nilvana Dias Fonseca, Valdinéia Maria de Carvalho Dias; Fabiane Mendes Ribeiro, Isabel Bráz, Salete Soledade Rodrigues Carvalho, Lêda Libe Rodrigues, Andréa Aparecida César, Zorma Xavier Magalhães, Maria de Lurdes Silva, Silvana Maria Avelar Silva, Elielza Pereira dos Santos, Eliana Sônia Silva Dias, dentre outras. Atualmente, sob a coordenação de Deucélia Aparecida de Carvalho, a escola oferece o 1º e 2º períodos da Educação Infantil e as séries iniciais do Ensino Fundamental, atendendo cerca de 50 alunos.

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Escola Estadual Mestre Cornélio Em 1º de maio de 1944, foi criada uma escola no bairro de Araçás, que nesse período pertencia ao município de Matozinhos. Recebeu a denominação Escola Rural “Mestre Cornélio” em homenagem ao seu primeiro professor. A direção ficou inicialmente sob a responsabilidade do professor Cândido Juliano. Em 31 de dezembro de 1953, a escola foi transferida para o município de Capim Branco, localizada na Rua José Estácio de Souza, nº115 - bairro Araçás, em um terreno doado por Antônio Lôbo Sobrinho e esposa. A escola fazia limite com os dois municípios, passando a denominar-se Escolas Combinadas “Mestre Cornélio”. No ano de 1964, passou a ser de responsabilidade do Estado de Minas Gerais, denominando-se Escola Estadual “Mestre Cornélio”. Mais tarde, em 1998, na gestão do Prefeito Municipal Dr. Aluízio Machado, a escola foi novamente municipalizada. A comunidade local manifestou o desejo de uma escola que pudesse atender os anos finais do Ensino Fundamental. No ano de 1999, Gestal Gonçalves Catarino, membro da comunidade, doou um terreno de 2.880 m2 para a construção de um novo prédio, feito pela prefeitura municipal, com o empenho das representantes do Departamento de Educação: Márcia Alves Batista e Mônica Aparecida Marques Ferreira; a Diretora Municipal Osmarlina Vicente Caetano e a Inspetora Educacional Maria das Dores Campelo da 36ª SRE de Sete Lagoas. Em abril do ano 2000, o imóvel foi inaugurado na Rua Bernardino Gonçalves Aniceto, nº85, bairro Araçás no município de Capim Branco, para onde a escola foi transferida. Na inauguração, contou-se com a presença do ilustre Secretário de Educação do Estado, Dr. Murilo de Avelar Hingel, que em seu discurso garantiu aos representantes municipais e à comunidade que em um breve período autorizaria através do Diário Oficial, o ensino de 5ª a 8ª séries, promessa esta que se cumpriu de forma honrosa.

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No ano de 2002, a escola retornou ao Estado e funcionando como anexo da Escola Estadual “Francisco Sales”, teve por Diretora Clécia Dias Fonseca e as Vice-diretoras Celita Césari Meireles e Valéria Alves do Nascimento Silva. Em 26 de julho de 2002, através do Decreto nº 42.787 do Minas Gerais de 27/07/2002 foi criada a Escola Estadual “Mestre Cornélio” de Ensino Fundamental, sendo o governador de Estado Itamar Franco e o Secretário de Educação, o professor Murilo de Avelar Hingel. De acordo com o desejo da comunidade, a escola manteve o mesmo nome, Escola Estadual “Mestre Cornélio” e a direção foi assumida por Valéria Alves do Nascimento Silva. Atendendo também a reivindicação da comunidade foi implantado o Ensino Médio no ano de 2009, através da Portaria nº 051/2009 do Minas Gerais de 13/01/2009, na gestão do Governador Aécio Neves e da Secretária Estadual de Educação, Vanessa Guimarães Pinto, passando a denominar-se Escola Estadual “Mestre Cornélio” de Ensino Fundamental e Médio. Em abril de 2009, o prédio escolar foi reformado e ampliado. Em sua reinauguração, contou com a presença de várias autoridades. Atualmente a escola atende a 397 alunos, nas modalidades: Ensino Fundamental do 1º ao 9º ano, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. 131


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Centro de Educação Infantil Municipal Maria Barbosa de Carvalho A idealização da escola surgiu por iniciativa de Osmarlina Vicente Caetano, que pessoalmente deslocou-se de casa em casa a fim de procurar os primeiros alunos e matriculá-los. Segundo relatos da professora, encontrou muita dificuldade em adquirir a confiança dos pais para dar início às atividades escolares que num primeiro momento contava apenas com uma turma de 1º período. No ano de 1992, a escola mudou de endereço, permanecendo por um ano no prédio hoje localizado ao lado do Posto de Saúde. Nesse período, havia uma turma de 3º período no turno matutino, sob a responsabilidade da professora Maria Siqueira e duas turmas (1º e 2º períodos) no turno vespertino, regidas pelas professoras Elane Aparecida Caetano e Osmarlina Caetano. As serventes eram Geralda Fernandes Corrêa e Sílvia Marta do Porto. O estabelecimento de ensino funcionava oficialmente sem coordenação local, que era exercida externamente pela então Secretária de Educação Vânia Maria da Silva. Com o passar do tempo a estrutura física do prédio tornou-se insuficiente para abrigar a crescente clientela que se misturava em idades diferenciadas. Diante dessa situação, Iolanda Loura, diretora da Escola Mestre Cornélio, fez o empréstimo de uma sala até que a adequação do espaço ficasse pronta. Durante o período de reforma, que durou aproximadamente um ano, a escola funcionou em caráter precário, com a junção das três turmas existentes em uma única sala e mesmo horário. Em 1994, a escola passou a funcionar no Centro Comunitário local e foi preciso regulamentar a documentação. Foi então que o ex-prefeito Dr. Aluízio Machado, resolveu prestar uma homenagem à servente Sílvia Marta Porto, dando à escola o nome da mãe dela, Maria Barbosa de Carvalho, que havia falecido há pouco tempo. Assim surgiu oficialmente no ano de 1995 a Escola Municipal Maria Barbosa de Carvalho, localizada na Rua José Estácio de Souza, nº115 - bairro Araçás. 132


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Atualmente, sob a coordenação de Regina Sane Bernardes, atende cerca de 60 alunos, ofertando as modalidades de educação infantil e ensino fundamental, com melhores estruturas físicas e pedagógicas.

Escola Municipal Deputado Emílio de Vasconcelos Costa A atual Escola Municipal “Deputado Emílio de Vasconcelos Costa”, localizada na Rua Antônio Daher, nº 40 - centro/Capim Branco, foi criada sob a denominação de Escola Infantil Combinada pela Lei Municipal nº 3.572 de 16 de novembro de 1965. De acordo com a Portaria nº 93 de 21 de janeiro de 1966 foi instalado mais esse estabelecimento escolar que a partir de 20 de março do referido ano passou a funcionar em diversos prédios alugados. 133


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A primeira responsável pela escola foi Marisa Santos Trindade que permaneceu até 1971. A partir desse período assumiu até 07/08/1988, Marli Magalhães Santos. Em 08/08/1988 a responsabilidade pelo educandário passou a ser de Waldisa Dias Fonseca Félix. Como Escola Estadual, teve por entidade mantedora o Governo do Estado de Minas Gerais e Secretaria do Estado de Educação. Seu ato de criação, a partir da resolução nº 7.941/97 e da Lei Municipal nº 773 de 27 de dezembro de 1996, passa a denominar-se Escola Municipal “Deputado Emílio de Vasconcelos Costa” - Pré Escolar. Ao longo dos anos, teve por diretoras: Marisa Santos Trindade, Marli Magalhães Santos, Waldisa Dias Fonseca Félix, Maria das Graças dos Santos, Renata Todde, Cássia Helena Barbosa Faria, Nádia de Fátima Flores Ferreira e Márcia Alves Batista. No ano de 2007, atendendo ao anseio da comunidade local, oficializou-se o processo de ampliação do Ensino Fundamental do 1º ao 5º ano. Graças ao apoio da atual administração, exercida pelo Prefeito Remaclo Souza Canto, nos últimos cinco anos, dado o grande crescimento da demanda para o atendimento da escola, a mesma vem passando por melhorias contínuas, tais como: reformas, construção de novas salas de aula, refeitório, instalações sanitárias, dentre outras. Atualmente, sob a direção e vice-direção, respectivamente, de Vanessa Keley Silva Botelho e Elizabeth de Fátima Santos Fonseca, a escola atende em média a 350 alunos nas modalidades de ensino infantil e fundamental (do 1º ao 5º ano).

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Escola de Educação Especial Piloto/APAE - Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Capim Branco A idéia da abertura de uma Escola Especial em Capim Branco surgiu da necessidade de Girlene Gomes Ferreira, mãe do adolescente Alex Gomes Alves (possuidor de deficiência mental - Síndrome de West), em encontrar uma instituição adequada, capaz de oferecer o acompanhamento para o seu filho. Devido a ausência desse tipo de serviço dentro do município ela viajava para outros municípios em busca de atendimento. Em 1997, estando presente na APAE de Matozinhos, Girlene buscou junto ao Prefeito da época Dr. Aluízio Machado, apoio e parceria para dar atendimento a outros alunos residentes em Capim Branco. O prefeito manifestou a sua aquiescência para a abertura de uma Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE, no próprio município de Capim Branco. Rapidamente buscou-se contato com a Federação Estadual das APAES e através de seu presidente - o Deputado Eduardo Barbosa, conseguiu-se respaldo para organização da unidade. Um prédio foi cedido por Milton de Souza (vulgo “Piloto”) e aos sete dias do mês de maio de 1997 a sede da entidade foi inaugurada. Aos onze dias do mês de agosto do ano de 2006, a escola recebeu trinta e quatro alunos matriculados para os serviços de oficina pedagógica, educação infantil e estimulação essencial/sensório-motora. Os primeiros funcionários da escola foram em sua grande maioria voluntários, bem como a direção da mesma que foi exercida pela própria presidente. Atualmente, localizada na Rua José Dias da Silva, nº 350 - bairro Represa Capim Branco, é uma associação civil, filantrópica, de caráter assistencial, educacional, cultural, de saúde, de estudo e pesquisa, desportivo e outros, sem fins lucrativos, com duração indeterminada, tendo sede e foro nesse município. Adota como símbolo a figura da flor margarida, com pétalas brancas, centro amarelo-ouro, pedúnculo e duas folhas verdes, ladeadas por duas mãos em perfil, na cor branca, desniveladas, uma em posição de amparo 136


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e a outra de orientação, tendo embaixo, partindo do centro, dois ramos de louro, contendo vinte e duas folhas.

Instituto Educacional Pequena Sereia - IEPS Até o ano de 1998, o município de Capim Branco não contava com nenhuma instituição privada de ensino. Sendo assim, só restava às famílias que pretendiam oferecer aos filhos algum diferencial na educação, matriculá-los nas cidades vizinhas, o que acabava por gerar algum tipo de transtorno e desconforto. Pensando em oferecer mais uma opção de ensino para essas famílias, o Instituto Educacional Pequena Sereia, foi criado por uma sociedade composta por Waldisa Dias Fonseca Félix - atuando como Diretora, Jussara Gonçalves Mendes - Presidente da Entidade Mantenedora, Magda Maria Andrade Valadares e Nilvana Dias Fonseca. 137


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O prédio da escola, cedido por sua fundadora Waldisa Dias, situa-se na Rua Kalil Mrad, 66 - Centro - Capim Branco. Inaugurado em 1998, contava com as seguintes dependências: 04 salas de aula, 01 sala para aula especializada de ballet, 02 instalações sanitárias, 01 secretaria, refeitório e pátio de recreação. Nessas dependências, a escola oferecia do maternal ao 3º período. As séries do Ensino Fundamental foram criadas gradativamente. No período de 1998 a 2010, as diretoras que atuaram na escola foram: Waldisa Dias Fonseca Félix, Renata Claudinalle Fonseca, Graziela Santos Trindade Bahia, Cristiana Linhares de Abreu. Atualmente, é dirigida por Lídia Andrade Linhares e oferece turmas de Educação Infantil e Ensino Fundamental do 1º ao 5º ano. Com a ampliação das atividades, a escola possui hoje as seguintes dependências: 10 salas de aula, 01 refeitório coberto, 04 instalações sanitárias, 01 biblioteca, 01 sala de professores, 01 secretaria, 01 diretoria e coordenação pedagógica, 02 quadras de esportes, 01 pátio de recreação com parquinho, 01 laboratório de Ciências, 01 sala de almoxarifado. Oferta também Serviços especializados de Fonoaudiologia e Psicopedagogia. O IEPS ainda é o único estabelecimento de ensino privado desse município e atende, inclusive, alunos de algumas cidades vizinhas.

Escola Municipal Martiniano Fernandes Lôbo No período de 1987 a 1990, a Escola Martiniano Fernandes Lôbo, inicialmente denominada “Reino Encantado”, funcionou numa casa localizada na rua que leva o seu nome, no número 76 - bairro: Capão, do município de Capim Branco. As responsáveis pelo estabelecimento de ensino eram: Maria do 138


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Carmo Lôbo, Geliane Célia de Deus Mendes e Maria Marta Lôbo Cunha. Criada pela Lei Municipal nº475/87, nos seus primeiros anos, a escola oferecia apenas a modalidade pré-escolar e, posteriormente, atendendo à solicitação dos moradores, passou à extensão de 1ª à 4ª séries do ensino fundamental. Com o passar do tempo, em razão do crescimento populacional do bairro, surgiu a necessidade da criação de um novo prédio, mais amplo e capaz de atender a demanda crescente de alunos. Foi então que em 1990, na administração do Prefeito Antônio Divino de Souza, deu-se início à construção do atual imóvel localizado na Avenida Jurandir Mendes, nº450 - bairro: Represa. O mesmo foi inaugurado no dia 31 de janeiro de 1991. Dentre as suas diretoras, destacam-se as senhoras: Raquel Bráz dos Santos, Rosângela Maria Valadares Borges, Cláudia Moreira Magalhães, Marcília Vicente de Deus, Adriane Conceição Araújo Pereira. Atualmente ocupam a direção e vice-direção administrativa, respectivamente, as Srtas. Kátia Kardec Moreira e Élvia Celina Santos. As modalidades de ensino oferecidas são: Educação Infantil (1º e 2º períodos), Ensino Fundamental (do 1º ao 5º ano) e Educação de Jovens e Adultos, totalizando 230 alunos atendidos. Ao longo dos últimos anos, através da Administração 2005-2012, a escola tem 139


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recebido diversas melhorias em sua rede física tais como: construção de novas salas, cozinha, quadra poliesportiva, ampliação das instalações sanitárias, laboratório de informática, além do desenvolvimento de importantes projetos que têm contribuído para a melhoria da qualidade de ensino e da parceria que visa o fortalecimento das relações “escola-família-comunidade”. Dessa forma, há 23 anos a escola que carrega em seu nome a homenagem ao grande educador Martiniano Fernandes Lôbo, trabalha com dedicação, entusiasmo, amor, compreensão e companheirismo, em busca de novos conhecimentos para tornar os seus alunos cidadãos críticos, participativos e preparados para a vida.

Escola Municipal Professora Rute Braz Em meados dos anos 80, a prefeitura de Capim Branco assinou um convênio com a Fundação Educar, a partir do qual foi instituída a educação infantil em alguns bairros. O atendimento foi posteriormente regulamentado pela Lei Municipal nº 567 de 27 de junho de 1989. As primeiras professoras que atuaram junto ao Pré-Escolar “Três Porquinhos” foram Andréa Lúcia, Cláudia Fonseca e Elane Aparecida Caetano. O mesmo funcionou como anexo da Escola Estadual Francisco Sales por aproximadamente quatro anos, no 140


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antigo casarão de propriedade da Prefeitura Municipal, onde hoje localiza-se o prédio da escola. Anos mais tarde, com o crescimento da comunidade local, surgiu a necessidade de ampliar o atendimento para o ensino fundamental de 1ª a 4ª séries. Criada oficialmente pela Lei nº 7.191, de 18 de maio de 1994, a escola recebeu o nome da Professora Rute Bráz em homenagem a essa grande educadora e conselheira, nascida e criada em Peri-Peri; exemplo de humildade, sabedoria e amor ao próximo. Ao longo dos anos, a direção desse estabelecimento foi assumida respectivamente por: Maria Marta Lôbo Cunha, Andréa Lúcia Lôbo, Claudinalle Alves Andrade Furtado, Claúdia Maria da Silva Fonseca, Zorma Gonçalves Xavier Magalhães, Gerne Adriana de Deus e atualmente por Fabiane Mendes Ribeiro e Paula Andréa de Lima. A Escola Municipal Professora Rute Bráz oferece hoje as seguintes modalidades de ensino: Educação Infantil - 1º e 2º períodos e Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), beneficiando cerca de 250 alunos residentes nos bairros de Barbosa, Várzea do Açude, Cidade Nova, Peri-Peri e adjacências.

ANDRADE, Karine da Silva. Graduada em História pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC MINAS. Pós-graduada em História do Brasil, Supervisão Escolar, Psicopedagogia Clínica e Institucional e Ensino Religioso. Atua na área de educação há 10 anos. Atualmente ocupa a administração da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Turismo e Esporte de Capim Branco.

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Escola Estadual “Francisco Sales” A Escola Estadual “Francisco Sales” foi a primeira de Capim Branco, criada oficialmente no dia 30 de Janeiro de 1897. Em Janeiro de 1922, passou a se chamar Escolas Reunidas, e no ano de 1929, foi transformada em Grupo Escolar “Francisco Sales”, homenagem ao estadista mineiro que residia no distrito de Capim Branco, onde possuía uma importante fazenda. O organizador do Grupo foi o professor Álvaro Drumond e o diretor nomeado, o professor Álvaro Novaes Filho. Em 1930, a Escola funcionava na Rua Custódio Alvarenga e as professoras eram: Nicéia de Carvalho, Zenólia Gomes e Maria da Conceição Almeida Gomes; a servente era Maria Thomázia Silva. Em setembro de 1950, foi inaugurado o prédio localizado na Rua Antônio Dias Magalhães. Oferecia-se somente o curso da 1ª a 4ª série. Os diretores que passaram pelo Grupo Escolar “Francisco Sales” foram: Álvaro Novaes Filho, João Batista Teixeira, Arlindo Cruz, Virgínia Oliveira Reis Santos, Maria Augusta da Silva, Maria Auxiliadora de Melo Malaquias, Aracy Dias Magalhães Santos e Carmelinda Barbosa Nascimento. Em 1964, foi fundado o Ginásio Dona Madalena Ferreira Corrêa. Essa Escola, uma entidade particular sem fins lucrativos, funcionava à noite, no prédio do Grupo e oferecia os cursos de Admissão e o Ginasial, tendo como diretor Padre Arnaldo van den Eykhof auxiliado por Aracy Dias Magalhães Santos. A escola sempre sobreviveu contando com a ajuda da comunidade. Em março de 1971, o Ginásio foi encampado pela Prefeitura Municipal de Capim Branco. Os diretores nesse período foram: Aracy Dias Magalhães Santos, Valdevino Eustáquio Loura, Leila Buéri e Elizabete Gonçalves Mendes. No ano de 1976, o Ginásio Municipal fundiu-se com o Grupo Escolar, tornando-se Escola Estadual “Francisco Sales”. O governador do Estado era o 142


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Doutor Levindo Ozanam Coelho, o Prefeito Municipal era Jurandir Mendes e a diretora, Carmelinda Barbosa Nascimento. Em 1990, foi criado o Ensino de 2º grau com a habilitação Técnico em Contabilidade. O governador era o Doutor Newton Cardoso e o Prefeito Municipal, o Doutor Antônio Divino de Souza. A Escola Estadual “Francisco Sales” teve as seguintes diretoras: Carmelinda Barbosa Nascimento, Maria da Piedade dos Santos, Marta Helena de Souza Ramos, Clécia Dias Fonseca, Celita Césari Meireles Matos e atualmente, Geliane Célia de Deus Mendes. Ao longo de todos esses anos, o prédio da escola tem sido utilizado pela comunidade, em seus diversos segmentos, para atividades variadas. Além da estrutura básica, possui biblioteca, memorial, laboratórios de Informática e de Ciências, amplo salão com capacidade para mais de 600 pessoas e quadra poliesportiva “Chico Mania” que passou por ampla reforma e ganhou cobertura, sendo uma obra importante para a comunidade escolar e para todo o município; foi reinaugurada em 05 de julho de 2010, com a presença das autoridades municipais, superintendente de ensino, diretora, alunos e funcionários da escola. Pela Escola Estadual “Francisco Sales” já passaram gerações e gerações de Capim-branquenses que se orgulham de fazer parte dessa linda história!

SILVA, Andréa Aparecida da. Graduada em Letras pela Faculdade de Ciências Humanas de Pedro Leopoldo/MG, Pós-graduada em Língua Portuguesa pela Faculdade de Pedro Leopoldo e Língua Espanhola pela Faculdade do Noroeste de Minas - FINOM, polo de Capim Branco, atua na área de educação há 16 anos nas redes Municipal e Estadual de Ensino em Capim Branco.

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A política municipal de saúde de Capim Branco é estruturada a partir do princípio de que a saúde é direito de todos os municípios e dever do Poder Público, assegurada mediante políticas sociais e econômicas, conforme o artigo 196 da Constituição Federal e Lei Orgânica do Município de Capim Branco. Os objetivos dessa política compreendem a promoção e a prevenção da saúde, como principais ferramentas de redução dos riscos de doenças e outros agravos. Garante ainda o acesso universal e igualitário da população às ações e serviços de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, consoante os princípios do Sistema Único de Saúde.

16.1. Unidade Básica de Saúde Domingos Ferreira Valadares A Unidade Básica de Saúde Domingos Ferreira Valadares, situada na Rua Tenente Salvelino Gonçalves Ribeiro, nº 410, Centro – Capim Branco/ MG, oferece à população serviços de odontologia, fisioterapia, psicologia, 144


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fonoaudiologia, pediatria, clínica geral, laboratorial, duas equipes do Programa de Saúde da Família - PSF além de outros serviços. Os postos de Saúde localizados nos bairros de Araçás, Barbosa e Boa Vista atendem a população local.

16.2. A história do Hospital Tancredo Neves Explanar sobre o Hospital e Maternidade Tancredo Neves é impossível sem exaltar uma trajetória de sonhos, ideais sociais, humanos e políticos que envolveu a população de Capim Branco. Buscar nas raízes de um pequeno grupo, que contagiou a população com seus anseios de uma vida melhor para a comunidade, é a base para o processo de estruturação dessa história, em contínuo movimento de construção. Contudo, este relato não pretende esgotar o assunto, dada a grande abrangência do mesmo. No dia 10 de janeiro de 1982 foi realizada a primeira Assembléia Geral entre os responsáveis pela fundação da “Associação de Proteção à Maternidade e à Infância” - APAMI, de Capim Branco, na qual registrou-se a presença de: Maria Adelina de Souza, Antônio Divino de Souza, Marlúcio Moreira da Costa, Washington João Magalhães, Hélio Gonçalves dos Santos, Geraldo

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Ferreira dos Santos, Artur Ferreira de Andrade, Dilson Jesus dos Santos, Dirceu Sales e Marly Magalhães Santos. Em 1983 o superintendente da Associação, Dr. Antônio Divino de Souza, acompanhado do Deputado Sérgio Emílio, em visita ao gabinete do Governador Tancredo Neves, apresentou o projeto inicial, fruto de sua autoria e consolidado pelo engenheiro Edilcio Eustáquio Fagundes. Para dar início à construção da entidade, o município contou com o apoio do governador e do deputado que doaram, respectivamente, uma área de terras na cidade de Capim Branco, que pertencia ao Estado e 50.000,00 cruzeiros, em espécie. Contudo, o terreno cedido pelo governo do Estado de Minas Gerais não apresentava dimensões apropriadas para a concretização do projeto em questão. Essa situação ocasionou, por um período, alguns conflitos, posteriormente apaziguados mediante a intervenção de Gerson Ferreira Rollo que buscou firmar acordo entre a Prefeitura Municipal e a Associação. Sendo assim, após a conciliação entre as partes, a Prefeitura Municipal adquiriu e cedeu a propriedade situada na Rua Salatiel Alves de Deus para a Associação, tomando posse do terreno originalmente doado pelo Estado na Avenida Coronel Custódio Alvarenga. Com a chegada de novas pessoas ao grupo e considerando que os recursos oriundos da subvenção dos poderes públicos eram insuficientes para a execução do projeto, no dia 17 de julho de 1983 foi constituída a comissão de promoções “Pro-construção”, composta por: Marlúcio Moreira da Costa, Dilson Jesus dos Santos, Dirceu Sales da Silva, Maria Aparecida da Luz, Maristela Fraga, Rejane Ribeiro, Maria da Conceição dos Santos, sob a presidência do primeiro. Essa comissão foi criada com o intuito de executar o calendário de promoções, elaborado pela mesa administrativa, que constava os seguintes itens: 1. Confecção de carnê para sócios contribuintes; 2. Estudar junto ao cruzeiro ou atlético a possibilidade de um jogo treino em Capim Branco em benefício à APAMI; 146


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3. Realização de um festival esportivo no dia 14/08/1983 no campo do Pingo de Ouro; 4. Fazer barraca na Festa do Alho; 5. Fazer barraca no Jubileu de Matozinhos; 6. Fazer um festival de refrigerante no dia das crianças; 7. Lançar a campanha do tijolo. Nesse mesmo dia, ficou também constituída a comissão de construção do hospital, composta por: Edilcio Eustáquio Fagundes, Romualdo Daniel da Fonseca, Joaquim Cristiano Passos, sob a presidência do primeiro, com o objetivo de planejar a execução do projeto de acordo com as liberações financeiras da mesa administrativa. Em 09 de outubro de 1985 foi realizada a segunda Assembléia Geral extraordinária da APAMI com proposta, aprovada por unanimidade, de mudança do nome “Hospital e Maternidade Kellen Cristini” para “Hospital e Maternidade Tancredo Neves”, como forma de homenagear o ex-governador pelo apoio recebido; seguindo-se todos os trâmites legais para esta nova denominação. Em 11 de março de 1987 foi publicado o “Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos” e, no dia 06 de julho, iniciou-se o funcionamento a nível ambulatorial e laboratorial da Instituição de Saúde contando com três médicos, dentre os quais, Dr. João Pedro de Oliveira, que ocupava a função de Diretor Clínico responsável. A inauguração oficial se deu em 1º de Janeiro de 1992. No ano de 2008 o prédio da instituição recebeu a reforma do telhado com recursos provenientes da subvenção do Deputado Estadual Dr. Viana.

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MOREIRA, Elvis Presley. Vereador, graduado em Administração de Pequenas e Médias Empresas pela UNOPAR- Universidade Norte do Paraná, polo Sete Lagoas.

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Minha Cidade, Meu Patrimônio

Poema Capim Branco Terra abençoada Agraciada por suas nascentes, Pelos mistérios fascinantes escondidos Em suas grutas. Terra onde o povo expressa a cultura popular através da criatividade e do resgate de suas histórias. Lugar acolhedor De pessoas que sabem valorizar e dar continuidade aos projetos dos nossos antepassados. Cidade que através de suas manifestações religiosas mostra a fé e o amor a Deus.

LIMA, Neuzélia Marques de. Graduada em Matemática pela Faculdade de Pedro Leopoldo e Pósgraduada em Ciências Biológicas e Psicomotricidade pela Faculdade do Noroeste de Minas - FINOM. Atua na área de Educação há 17 anos nas Redes Municipal e Estadual de Capim Branco.

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CAPIM BRANCO

Hino a Capim Branco Letra e música de D. Carmelinda Salve Capim Branco Salve Comunidade Onde o labor insano Brilha com intensidade. Belo e novo recanto Cheio de paz e harmonia Todo o seu belo encanto A sua gente irradia. Cidadezinha bem nova Que o progresso inicia Nesta canção eis a prova De sua grande ufania. Ó terra querida, berço singelo De nobre gente. Ó Capim Branco Estremecida e cheia de amor Hoje aqui unidos Cantamos todos contentes Salve terra varonil Cidadezinha nova do Brasil!

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17 Um Pouco Mais de História

Deus na sua infinita sabedoria enviou para a cidade de Capim Branco um homem que se encantou com essa comunidade e por aqui se instalou. Aprendeu a amar esse lugar com o mesmo carinho da sua terra natal: Paracatu. Desde o início acreditou que poderia fazer mais, bem mais. Que poderia até mesmo fazer a diferença. Daí começa mais uma história. Coletar dados sobre Capim Branco e não deixar espaço para falar de Francisco Enéas Xavier, “Chico Mania” é omitir parte da memória de um povo. Chico fez história nesse lugar, a biografia desse homem daria um livro. Uma história de aventuras e desventuras, esperanças e fracassos, conquistas e decepções, alegrias e tristezas, desavenças e perdão, amor, vida e morte. Ressalta-se que a convivência dele com o município, durante 15 anos, trouxe contribuição social a inúmeros cidadãos capim-branquenses e deixou como legado o fim de uma guerra política que impedia o desenvolvimento dessa cidade. 151


CAPIM BRANCO

Ao longo dos anos, Chico reuniu e liderou uma equipe que fez a diferença em Capim Branco. A diferença política... A diferença social... A diferença histórica... E principalmente a diferença nos corações das pessoas. Eleito, criou-se uma expectativa gigantesca em relação ao Prefeito Chico Mania; acreditou-se em verdadeiros milagres e ele foi visto como único caminho para resolver todos os problemas do município. Então Deus, com seu infinito amor, retoma esse homem que já havia cumprido a sua missão sobre a terra; isso causou grande tristeza na pequena cidade que ficou em luto. Sua morte, para muitos, causou sofrimentos e medos; alguns entenderam, outros se revoltaram, mas para todos tornou-se um mistério. Ninguém sabe como foram seus instantes finais além do criador e da criatura, naquela tarde do dia 5 de abril de 2005 em que o homem Chico Mania morria para esta vida, imortalizando assim a sua história. Capim Branco ainda tenta entender os propósitos de Deus e os conflitos do próprio Chico, mas percebe que a mudança continuou fazendo a diferença com o vice-prefeito, Remaclo Souza Canto, que assumiu a prefeitura e transformou as metas de Chico Mania em realidade. Entende-se que o sonho de Chico era ensinar cada pessoa a caminhar para o sucesso profissional e pessoal através de seus próprios méritos e aplicar na vida o lema: “Ame muito e perdoe sempre, eu fiz isso e deu certo!”.

DEUS, Gerne Adriana de. Graduada em Administração de Pequenas e Médias Empresas pela UNOPARUniversidade Norte do Paraná, polo Sete Lagoas, atua na área de educação há 19 anos na rede Municipal e Estadual de Ensino em Capim Branco.

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CAPIM BRANCO

Considerações Finais

A pesquisa realizada surpreendeu toda a equipe que se dedicou ao desenvolvimento do trabalho, pois o seu contexto tornou-se complexo. Nota-se o quanto a cidade de Capim Branco apresenta em seu cenário uma riqueza cultural desconhecida pela maioria dos moradores. A presente coletânea é um instrumento que pode informar aos cidadãos sobre o patrimônio a fim de que não se perca a memória do povo capimbranquense. Gerne Adriana de Deus

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Minha Cidade, Meu Patrimônio

Referências Bibliográficas − Plano Diretor de Capim Branco − Prefeitura Municipal − Câmara Municipal − Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Turismo e Esporte − Departamento Municipal de Meio Ambiente − Plano Municipal Decenal de Educação 2005-2014 − Pastoral da Comunicação da Paróquia Nossa Senhora da Conceição − Jornal Canal Zero - Abril de 2007, Página 8, com Cristiano Gomes − Jornal Liberdade - Dezembro de 2009, Página 8, com Antônio Vasconcelos Filho − Livro “Matozinhos Sente Saudades” de Cristiano Gomes. − Memorial da Igreja Batista Central − Memorial da Escola Estadual Francisco Sales − Regimento Interno das Escolas: Escola Estadual Mestre Cornélio, Professora Rute Bráz, Martiniano Fernandes Lôbo, Simeão Lopes, Abeilard Vicente dos Santos, Deputado Emílio de Vasconcelos Costa, APAE, Maria Barbosa de Carvalho e Instituto Educacional Pequena Sereia - IEPS. − Registros de Ayrton Gonçalves − Registros de Nilvana Dias Fonseca − Lar dos Idosos Recanto Feliz − EMATER Capim Branco − Corporação Musical Nossa Senhora da Conceição − Herbarium Franz Mesmer 155


CAPIM BRANCO

− Hospital e Maternidade Tancredo Neves − Gabinete do Vereador Dalton Andrade Sete Lagoas − Enciclopédia dos Municípios Mineiros, vol. XXIV, ano 1958 − Relato dos Colaboradores: ŪŪ Álvaro Fonseca Sobrinho ŪŪ Aneita Alves de Deus ŪŪ Aracy Dias Magalhães ŪŪ Carolina Mrad ŪŪ Dario Mendes Linhares ŪŪ Delano Alvarenga ŪŪ Deusidina da Penha ŪŪ Eduardo Brasil ŪŪ Eduardo Ferreira dos Reis ŪŪ Ernane Valadares ŪŪ Gilmar Cláudio Pereira ŪŪ Hilda de Souza ŪŪ Janete Natividade ŪŪ Jadir Mendes ŪŪ João Francisco de Sales ŪŪ José Lobo de Carvalho ŪŪ José Rodrigues Pereira ŪŪ Junia Todde ŪŪ Lafaete Barreto ŪŪ Lauro Alves de Deus 156


Minha Cidade, Meu Patrimônio

ŪŪ Léa Fátima de Oliveira ŪŪ Lídia Maria do Nascimento ŪŪ Márcio Epifânio da Silva ŪŪ Marcos Verdasco ŪŪ Maria Augusta de Deus ŪŪ Maria da Glória Passos ŪŪ Maria das Dores de Deus ŪŪ Maria Gonçalves da Silva Fonseca ŪŪ Maria Marta Lôbo Cunha ŪŪ Marisa Santos Trindade ŪŪ Marli Flores ŪŪ Mayara Silva Flores ŪŪ Moacir Magela das Chagas ŪŪ Moradores de Boa Vista ŪŪ Moradores de Peri-Peri: Carmem, Ticá, Altino, Valter, José Correa ŪŪ Moradores do “Camim Fundo” ŪŪ Nilton Alves de Deus ŪŪ Pastor José Dutra Rosa ŪŪ Pastor Sebastião Rodrigues Santos ŪŪ Rita de Cássia ŪŪ Sérgio Reinaldo de Souza ŪŪ Valdinéia Maria de Carvalho Dias ŪŪ Viviane Mara de Souza Carvalho

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Links Utilizados

www.panoramio.com/user/436210/tags/Capim%20Branco%20-%20MG www.icecbrasil.org.br/informativo_fotos.html www.ecovista.com.br/cidade_capimbranco.php www.portaldbo.com.br/noticias/DetalheNoticia.aspx?notid=35105 www.ferias.tur.br/fotos/2874/capim-branco-mg.html pt.wikipedia.org/wiki/Capim_Branco www.tsucap.zip.net www.manuelzao.ufmg.br/jornal/jornal19/organicos.htm www.google.com.br www.herbarium.com.br www.emater.mg.gov.br www.radionovidade.fm.br www.hotelfazendatucano.com.br

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Minha Cidade, Meu Patrimônio

Revisão do Livro − Lídia Maria do Nascimento − Maria Gonçalves da Silva Fonseca

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Livro Capim Branco: Minha Cidade, Meu Patrimônio.