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MULHERES E O MAR

A alta tecnologia da Bluegrowth na Madeira

HUMAN DESIGN

SETEMBRO DE 2019

Publicação de responsabilidade editorial e comercial de Sandra Arouca.

Idalina Fernandes

“INOVEM E FAÇAM A DIFERENÇA” ISABEL DOS SANTOS

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ÍNDICE 2 | Editorial 4 | “Inovem e façam a diferença” (Isabel dos Santos - Empresária) 10 | Empresas mais felizes através do Human Design (Idalina Fernandes, Professora e Analista de Human Design pela IHDS) 16 | As Mulheres e o Mar (A alta tecnologia da Bluegrowth na Madeira) 24 | Inteligência Emocional e Liderança aliadas a Gestoras de Topo (Formação para Gestoras de Topo evento organizado pela Liderança no Feminino) 30 | Da CPLP ao projeto Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras (Fórum Internacional Mobilidade e Inovação) 38 | Portugal, qualidade de vida e esperança: aproveitar o bom momento (Opinião de Sandra Gomes Pinto, Advogada)

FICHA TÉCNICA Direção e Edição: Sandra Arouca Colaboração: Joana Carvalho, Ana Gomes, Catarina Arouca e Marta Gregório Contactos: geral@liderancanofeminino.org redacao@liderancanofeminino.org

42 | GeraZÃO - o novo programa educativo online (Tecnologia) 44 | Marrocos (Uma escapadinha a Marraquexe) 50 | O pequeno-almoço: imune às modas como o brunch ou brinner

Registada na ERC com o n.º 126978 Propriedade de Sandra Arouca Sede e Redação - R. Nova da Junqueira, 145 4405-768 V.N.Gaia Periodicidade mensal Liderança no Feminino tem o compromisso de assegurar os princípios deontológicos e ética profissional dos jornalistas, assim como pela boa fé dos leitores. O conteúdo editorial da Revista Liderança no Feminino é totalmente escrito segundo o novo Acordo Ortográfico. Todos os artigos são da responsabilidade dos seus autores e não expressam necessariamente a opinião da editora. Reservados todos os direitos, proibida a reprodução total ou parcial de todos os artigos, sem prévia autorização da editora. Quaisquer erros ou omissões nos artigos, não são da responsabilidade da editora.

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LIDERANÇA NO FEMININO | Setembro de 2019

| SETEMBRO 2019

EDITORIAL Nesta edição a Liderança no Feminino traz um caderno especial sobre os países que compõem a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e, como tal, é obrigatório mencionar o 2.º Fórum da Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CE-CPLP, que ocorreu no mês de setembro, e no qual marcamos presença. Diretamente deste encontro, que tem como missão apoiar o empreendedorismo feminino, destacamos os seguintes nomes, que fizeram parte do inquestionável painel de oradores: Maria Abdula (Moçambique) - Presidente da FME CE-CPLP, Nelma Fontes Fernandes (Portugal) – Vice-Presidente FME CE-CPLP Portugal e Fundadora CEO da Win Coach Academy; Ana Zara Fateally (Moçambique) – Diretora Private BCI; Munira Jauad (Guiné Bissau) – Vice-Presidente FME CE-CPLP e Administradora Ecobank. Pelo que também destacamos Maria do Céu Silva Monteiro (Nigéria), a única mulher a ocupar um cargo no Supremo Tribunal de África. Este evento é a prova de que o tecido empresarial português tem cada vez mais mulheres a ocupar cargos de gestão e liderança dentro das empresas, a quem são proporcionadas mais oportunidades de negócios. Mulheres essas que demonstram que o género não é barreira ao crescimento dentro dos mesmos. Estes encontros visam o contributo para uma maior cooperação e diálogo entre os países que constituem a CPLP e servem para definir novas estratégias, para além de momentos de interação entre todas as participantes. Este segundo fórum decorreu em Lisboa, e debruçou-se sobre tópicos como a mobilidade, a inovação, a internacionalização, oportunidades de negócio, entre outros. Falar do papel da mulher no mundo dos negó-

cios sem falar da empresária Isabel dos Santos seria deixar o assunto incompleto. Para além de fazer questão de destacar o poder feminino, Isabel dos Santos salienta a necessidade de equilibrar os pratos da balança de forma a dar mais oportunidades às mulheres. Acreditamos e verificamos que o paradigma do papel da mulher nas diferentes sociedades está em constante mudança, sendo a Comunidade de Países de Língua Portuguesa exemplo, apostando em estratégias que apoiam as mulheres líderes, empresárias e empreendedoras nas diferentes frentes no mercado de trabalho. Destacamos a Bluegrowth, empresa que coloca a tecnologia de ponta ao serviço da Aquacultura Sustentável da Ilha da Madeira. Vamos conhecer o seu exímio trabalho, e a sua preocupação da qualidade ambiental da aquacultura na Madeira. Ficamos a conhecar Róbotica Submarina, nas operações de inspeção e monitorização ambiental nas Aquaculturas da Madeira. Por último, destacamos Idalina Fernandes, pioneira em Portugal da ciência Human Design. HD é a ciência da Diferenciação, mostrando que cada Ser é realmente único e ajuda-nos a alinharmo-nos com essa natureza única. As suas principais fontes de conhecimento são a Física Quântica, o I-Ching e o Sistema Hindu de Chacras. E com a aprendizagem da Estragégia e Autoridade individual, aprendemos que não temos de viver seguindo a mente nem regidos pelos nossos medos, e que nos podemos libertar de toda a formatação da sociedade que nos homogeniza, passando a ser guiados pela nossa consciência. Com este conhecimento poderemos despertar, amarmo-nos e sermos quem realmente somos. Seja Feliz!

Sandra Arouca

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EM PRE EN DEDO RISMO 5


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“INOVEM E FAÇAM A DIFERENÇA” ISABEL DOS SANTOS A empresária Isabel dos Santos esteve presente no 2.º Fórum Internacional Mobilidade e Inovação da Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras (FME) da CE CPLP, que decorreu no dia 23 de setembro de 2019, no Pestana Palace, em Lisboa.

Junto com mais de 200 personalidades dos nove Estados Membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Isabel dos Santos destacou-se em defesa de que inovação é o fator mais relevante para o desenvolvimento e que o papel da mulher deve ser reforçado. A empresária angolana que, para além dos investimentos realizados em Angola, tem uma presença notável no mercado português e outros da CPLP, refere que “há dois tipos de empresas: as que fazem a mesma coisa todos os dias e aquelas que são inconformadas, que veem o que os outros não veem e procuram sempre fazer mais. O meu conselho é que não se conformem, que não aceitem o mundo como ele é e tenham força na vossa convicção”. O PODER FEMININO E O PAPEL DA MULHER NOS NEGÓCIOS Para além de fazer questão de destacar o poder feminino, Isabel dos Santos salienta a necessidade de equilibrar os pratos da balança de forma a dar mais oportunidades às mulheres. “É preciso criar um ambiente em que seja tão simples para uma mulher obter financiamento para os seus novos negócios ou ser promovida para uma posição de liderança, como é para um homem. Fortalecer o papel da mulher é o grande catalisador para o crescimento económico em África. Somos o motor da mudança e do desenvolvimento, é esse o exemplo que passo nas minhas empresas”, vincou. Quando falamos do papel da mulher nos negócios, Isabel refere que é pouco comum cruzar-se com mulheres em cargos de topo nas administrações de empresas e que muitas vezes é a única mulher numa sala de reuniões. Como proposta para alterar esta realidade, Isabel afirma que é necessário olhar para as organizações e implementar medidas concretas que transformem as mentalidades. Para a empresária, “é dever dos gestores encorajar e apoiar as mulheres a evoluírem nas suas carreiras, conquistando lugares de liderança. Como gestora, incentivo desde cedo o empowerment das mulheres, seja na contratação em igual número, na igualdade salarial ou na evolução das suas carreiras”. Isabel dos Santos afirma ainda que “vivemos tem-

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pos promissores na tomada de consciência do papel da mulher na sociedade. Da família ao mundo do trabalho, na política, entretenimento ou nas ciências, o contributo das mulheres, em todas as dimensões da vida, tem alcançado uma força sem igual. E esta força tem de ser promovida para o bem de uma sociedade mais justa, equilibrada e completa”. Ter a “balança do género” em equilíbrio é beneficiar da produtividade e da criatividade que o contributo do homem ou da mulher pode dar a uma empresa, enriquecendo as suas equipas de diferentes e melhorados know-hows. Isabel, remata por fim que “permitir que homens e mulheres tenham os mesmos direitos e oportunidades no mundo do trabalho não é apenas uma questão de justiça e de moral. Há também benefícios económicos para as organizações, para as comunidades e até para as economias dos países. Se o salário das mulheres fosse igual ao dos homens, a riqueza mundial aumentava 160 mil milhões de dólares, estimou o Banco Mundial num relatório muito recente”. Acreditando que todos nós, no espaço que ocupamos, devemos ser capazes de contribuir para esta mudança, Isabel identifica-se pelo seu papel de Mulher, Mãe e de Empresária onde afirma: “sinto a responsabilidade e estou profundamente comprometida com o papel das mulheres na sociedade”, afirma Isabel dos Santos. INOVAR PELA DIFERENÇA À margem do evento, Isabel dos Santos lembrou ainda que há mais de uma década, quando havia “muito menos interessados”, acreditou e investiu em Portugal e assegurou que continuará a fazê-lo. “Portugal tem muito talento, gosto muito de trabalhar com jovens portugueses, com as universidades portuguesas, há muita inovação e nós investimos muito no setor da pesquisa e desenvolvimento”, afirmou, citada pelo Jornal Económico, admitindo por isso “continuar a apostar na economia portuguesa, a criar emprego em Portugal e a dar oportunidade aos jovens portugueses”. A empresária, que em Portugal tem participações nas telecomunicações (ZON), na banca (BPI, BIC), na energia (Galp) lançou o repto sublinhando que “é preciso conti-


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Isabel dos Santos, Empresรกria

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nuar a inovar em Angola, desenvolvendo projetos não apenas pela vertente financeira, mas sobretudo pela forma como se consegue fazer a diferença” e ilustrou com o exemplo da ZAP: “Começámos há dez anos como startup, a concorrer com um grande player, e tivemos de fazer diferença. Fizemo-lo, introduzindo o pagamento digital – até então só acontecia nas lojas físicas – e o pagamento flexível, mas também através de tecnologia, tendo sido os primeiros a introduzir o HD. Hoje, a ZAP está em 1,5 milhões de casas.” Na qualidade de presidente do conselho de administração da Finstar, que gere a ZAP, Isabel dos Santos sublinhou que “inovação não quer dizer invenção”, mas sim “olhar à volta e perceber como podemos fazer a diferença, melhorar a experiência ou torná-la mais completa; e quando se faz algo relevante, algo único, isso sempre se transforma em valor”. Organizado pela FME CE-CPLP, o 2.º Fórum Internacional da Mobilidade e Inovação teve como objetivo promover e dinamizar negócios e debater temas económicos e políticos de interesse comum. ISABEL DOS SANTOS – CURRICULUM VITAE: EMPRESÁRIA, LÍDER, MULHER • Empresária em Angola e Portugal; • Símbolo do empoderamento das mulheres; • Fundadora e Presidente do Conselho de Adminis-

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tração da Finstar, operadora de TV digital por satélite, principal empresa de distribuição de TV em Angola através da marca Zap; • Iniciou a sua carreira profissional na Coopers & Lybrand Portugal, trabalhando posteriormente como Project Manager na implementação de um sistema de reciclagem; • Desenvolveu o seu primeiro negócio no início dos anos 90, no setor de Alimentação e Bebidas, criando uma empresa de logística de distribuição de bebidas e um sistema de comunicações de Walkie Talkie e Tower Relay; • Fundadora (1999) e membro do Conselho de Administração da Unitel, segunda operadora móvel de telecomunicações em Angola; • Em 2015, criou a empresa de retalho Candando, com hipermercados, cinemas e shoppings em Angola, apoiando mais de 300 produtores locais; • Membro fundador e do Conselho de Administração do Banco BIC Angola e do Banco BIC Português; • De junho 2016 a novembro 2017 foi Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, empresa nacional de petróleo e gás de Angola; • Em Portugal, foi membro do Conselho de Administração da NOS (antiga ZON), empresa de TV cabo cotada em Bolsa, e do Banco BIC Português e da Efacec.


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EMPRESAS MAIS FELIZES ATRAVÉS DO HUMAN DESIGN Idalina Fernandes trouxe para Portugal o conceito de Human Design. Uma ciência de diferenciação que permite a descoberta do nosso ser, em profundidade. Idalina trabalha também o Human Design junto de profissionais de várias áreas, com o projeto “Empresas felizes”. Fique a conhecer este conceito que já tem, no nosso país, uma escola especializada. QUANDO É QUE O “HUMAN DESIGN” ENTROU NA SUA VIDA PROFISSIONAL? O Human Design entrou na minha vida em 2004, com uma Análise Individual. Entre muitos outros aspetos profundos do meu Ser, aprendi que a minha Estratégia de Vida é esperar convites porque há pessoas que reconhecem em mim skills que eu própria não reconheço. Pouco tempo depois fui convidada para trazer esta ciência para Portugal, e comecei nesse mesmo ano a estudar com a International Human Design School. O meu fascínio pelo ser humano foi crescendo e as formações não só em Human Design, mas também noutras áreas complementares, permitiram o desenvolvimento de métodos e programas potenciadores da verdadeira essência individual e em interação uns com os outros (educação de crianças, análises de relações amorosas e parcerias profissionais, equipas, entre outros). EXPLIQUE-NOS ESTE CONCEITO QUE JÁ TEM SEDIADO, EM PORTUGAL, UMA ESCOLA ESPECIALIZADA NESTA CIÊNCIA MÍSTICA. A escola PHDS – Portugal Human Design School – surgiu após o convite da empresa que detém os direitos do Human Design, Jovian Archive, para ficar responsável pela Organização Nacional. Nos últimos anos fiz várias formações para ensinar todos os níveis necessários para formar Analistas Certificados. Desde 2014 que dou formação e o principal objetivo é formar Analistas que poderão não só utilizar o conhe-

cimento para fazer consultas individuais, mas também integrá-lo em áreas como a gestão, educação de crianças, relações pessoais e familiares, ensino, saúde, psicologia, desporto ou artes. É importante referir que a PHDS está focada primordialmente na formação pessoal, individual, sendo os primeiros níveis aceleradores deste processo de transformação celular para que seja possível viver de acordo com o verdadeiro ser. Só após este processo de cursos “básicos” é que é possível iniciar o processo de formação profissional. Este tem sido o meu maior desafio como responsável pela PHDS, uma vez que desejamos desenvolver e manter um nível de excelência e que este exige um trabalho de acompanhamento dos alunos. AS CONSULTAS DE HUMAN DESIGN SÃO VIAGENS AO NOSSO VERDADEIRO SER? Sim, o mapa individual é uma representação do nosso ADN único. Dá-nos o manual para sabermos viver no dia a dia e tomar as grandes decisões da vida respeitando o nosso ser, e não sermos produto da homogeneização da educação e sociedade em que somos inseridos. Chamamos ao Human Design a Ciência da Diferenciação porque nos permite não só conhecermo-nos em profundidade, como aprender a tomar consciência do impacto que temos nos outros e que os outros têm em nós, respeitando-nos e respeitando os outros. Passamos a ser responsáveis pela nossa vida e escolhas, sem culpar os outros nem a nossa história de vida, e temos mais compaixão pelos outros. COMO SURGE O PROJETO “EMPRESAS FELIZES”? QUAIS OS MAIORES DESAFIOS? Como Gestora e com a experiência em Consultoria de Gestão e várias áreas da gestão, a integração deste conhecimento com a minha experiência foi um processo natural. Uma significativa parte dos meus clientes está ligado direta ou indiretamente à Gestão e ao mundo empresarial. Fiz também uma Certificação da área de Human Design focada na gestão, BG5 Consultancy, que me dá ferramentas para fazer este trabalho de forma muito eficiente e que traz muita satisfação, sucesso, paz e surpresas às pessoas envolvidas neste projeto de “Empresas Felizes”.

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Idalina Fernandes, Professora e Analista de Human Design pela IHDS

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Idalina Fernandes, Professora e Analista de Human Design pela IHDS

Pedro Botelho e Idalina Fernandes, ambos na direção da PHDC

Os maiores desafios são essencialmente alguma resistência à mudança. É necessário deixar uma gestão baseada apenas na competição e nos resultados económicos, a aceitação de não estarmos por vezes a investir no nosso verdadeiro potencial e a querer ser algo que não somos, a aceitação que a formação universitária e experiências profissionais nem sempre foram escolhidas de acordo com a nossa essência, mas sim por condicionalismos sociais e que temos de encarar a verdade e reconstruir em cima da nova visão de quem somos, dificuldade em aceitar que o capital humano exige hoje em dia um maior investimento e dedicação para o qual os nossos gestores não estão muitas vezes preparados ou motivados. Principalmente, confiar que se ouvirmos a nossa voz interior e deixarmos a ilusão do controlo, tudo flui e os resultados acontecem. QUAL A ESTRATÉGIA PARA A FELICIDADE? O MAPA DE HUMAN DESIGN É UM BOM PONTO DE PARTIDA? A estratégia para a felicidade é o conhecimento de nós próprios, aceitando a nossa “uniqueness”, assumindo a responsabilidade de quem somos sem precisarmos da aprovação dos outros, sentido-nos completos e aceitando os outros e o que a vida nos proporciona

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como laboratório de experiências. Confiar no universo e fazer o que depende de nós é a maior sabedoria. O mapa e o conhecimento que o Human Design nos proporciona, não só nas análises do mapa de nascimento, mas também nos ciclos de vida, permite-nos ter uma base de informação prática e profunda para que sigamos na vida com confirmações e indicações que nos validam o que muitas vezes sentimos, mas duvidamos. SABEMOS QUE ESTÁ A ORGANIZAR A CONFERÊNCIA SER HUMANO (2 E 3 DE NOVEMBRO). QUAL O OBJETIVO? Esta conferência tem como objetivo lançar sementes para podermos viver uma vida em maior consciência e amor e numa linguagem e intenção comuns para que possamos vivenciar um fim de semana de pausa das vidas intensas, interiorizando novas formas de estar e sentir. A realização desta conferência surgiu como uma resposta à crescente vontade de afirmação do Human Design como um sistema que poderá ser útil, aplicável e reprodutível nas mais diferentes áreas de atuação – saúde e bem-estar, gestão de empresas e outras organizações, educação, entre outros – com a intenção correta, honrando a ciência e defendendo aqueles que nela confiam, seja a título de benefício pessoal, seja quem a utilize a título profissional ou pretenda seguir uma carreira tendo o Human Design como base.

QUAIS OS TEMAS DA CONFERÊNCIA? COMO É QUE AS PESSOAS SE PODEM INSCREVER? Nesta conferência irão ser abordados temas como Human Design; inteligência emocional e espiritual; fatores epigenéticos externos e internos e ferramentas para a modulação do Ser para o bem-estar físico e emocional; métodos e práticas para gestão e evolução mental, emocional e espiritual; e, novas práticas de gestão de pessoas e equipas. Poderão ver o programa e efetuar a inscrição através do link: https://idalinafernandes.com/conferencia-serhumano-novembro2019-porto/ ou através do email: ser@idalinafernandes.com

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Custรณdia Rebocho, CEO da Bluegrowth e Mariana Degener, Jornalista

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AS MULHERES E O MAR Conhecimento e a inovação tecnológica portuguesa colocado à prova no desenvolvimento sustentável das aquiculturas da Ilha da Madeira. O nosso apetite por peixe está a superar os limites suportáveis pelo meio ambiente e tem impactos devastadores nos ecossistemas marinhos. Há algum tempo que os cientistas chamam a atenção para as consequências da sobrepesca, que têm causado alterações profundas e permanentes nos nossos oceanos. Um relatório recente da WWF “Living Blue Planet Report” realça que “a atual situação das populações de peixes ameaça a segurança alimentar humana devido ao sério declínio em que estas se encontram por todo o mundo”. Em média, nas últimas quatro décadas, as populações de peixe reduziram para metade e algumas espécies chegam a apresentar um declínio de 75 por cento.

tação que tem afetado o desenvolvimento da aquicultura na Ilha da Madeira. As características hidrográficas e qualidade da água da Região Autónoma da Madeira oferecem condições ímpares para alavancar a Região Autónoma da Madeira num processo de diversificação económica assente na produção alimentar. No entanto, a falta de informação da sociedade civil relativamente a esta atividade económica, ameaça colocar em risco um passo determinante para a economia portuguesa que anualmente importa mais de mais de 300 mil toneladas de peixe este ano, o equivalente a 1.295.160 euros. Chegámos ao momento

De acordo com o relatório anual da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) sobre o estado das pescas e da aquicultura no mundo, pela primeira vez em 2014, a produção aquícola mundial excedeu a obtida pelas capturas, atingindo 101,1 milhões de toneladas, o que representa 52% de toda a produção de peixe (195,7 milhões de toneladas). Mesmo perante estes factos, no que se refere à importância da produção aquícola na continuidade da espécie humana, a falta de literacia da sociedade civil relativamente ao tema, tem colocado o desenvolvimento desta atividade debaixo de um teto de forte contestação. A Bluegrowth é uma empresa portuguesa, liderada no feminino, com o compromisso de apoiar o setor empresarial que integra a “Economia Azul, na implementação de processos produtivos inteligentes e responsáveis para com sociedade e o meio ambiente. Esta empresa que esteve em destaque na edição de julho da Liderança no Feminino, é responsável pelo desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras, compreendendo a utilização de robótica, da sensorização inteligente e da computação avançada que procuram responder ao desafio de estimular a produção em aquicultura em equilíbrio com os mais elevados padrões de qualidade ambiental e responsabilidade social. Fomos encontrar Custódia Rebocho na Ilha da Madeira, acompanhada da jornalista Mariana Degener Tomaz, duas gerações de mulheres empenhadas nos desafios da sustentabilidade que protagonizaram uma operação de gestão da qualidade ambiental, numa das aquiculturas da região autónoma que tem estado debaixo de forte contestação. “Nos últimos meses temos acompanhado a contes-

Custódia Rebocho, na utilização da Robótica Submarina: operação de inspeção e motorização ambiental

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em que temos de optar: continuamos a importar peixe produzido em aquiculturas cuja qualidade nos deixa dúvidas ou aproveitamos o nosso mar, produzimos nós de forma sustentável, com os benefícios que daí advêm para todos nós?”. Para Custódia Rebocho, este foi o mote para lançar ao conselho de administração da empresa a proposta de instalar a primeira unidade do projeto “Ground Zero” na unidade de produção da Marismar na Ilha da Madeira. O projeto “Ground Zero” é um projeto financiado pelo Fundo Azul, gerido pela Direção Geral de Política do Mar, Ministério do Mar. Este projeto contempla o desenvolvimento de tecnologias de informação avançadas, destinadas a monitorizar os ecossistemas naturais e a controlar os processos produtivos de modo a mitigar os riscos e reduzir os impactos dos processos produtivos em aquicultura. Contempla também a implementação de quatro unidades piloto que compreendem a instalação de sondas, utilização de robótica subaquática e informação de satélite para a recolha de informação em tempo-real relativamente aos impactos produtivos sobre os ecossistemas naturais. Motivados pela contestação popular e sobretudo pelo

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Bluegrowthsolutions: rigor, conhecimento e inovação - os três pilares do desenvolvimento inteligente e sustentável da aquacultura.

a equipa da Bluegrowth, uma produção aquícola só poderá ser sustentável se for inteligente. Hugo Metelo Diogo, acrescenta: “Contrariamente a outras atividades agropecuárias, a base empírica e os sentidos dos homens pouco valem para a tomada de decisão. Em aquícultura precisamos de tecnologias avançadas para nos ajudarem a compreender os ecossistemas e os impactos sobre estes. Trabalhamos com produtores responsáveis que procuram criar as melhores condições para a sua produção e para a envolvente. É preciso que se compreenda que os aquicultores são os primeiros interessados na qualidade ambiental das suas produções e da envolvente. Qualquer dano na natureza poderá representar perdas incalculáveis nos investimentos efetuados. O balanço entre os interesses económicos e os ambientais são uma obrigação em aquicultura. O nosso trabalho é ajudar os produtores que se preocupam com esses equilíbrios!”. desafio em criar uma simbiose entre o Turismo e a Aquicultura, a Bluegrowth não hesitou em contactar a Marismar, oferecendo recursos humanos e tecnologias para endereçar um desafio vital para a Região Autónoma da Madeira e para Portugal. Para além de serem utilizadas as mais avançadas tecnologias para recolha de informação sensível relativamente à saúde dos ecossistemas, este projeto faz uso dos novos paradigmas de inteligência artificial com o objetivo de avaliar impactos. Segundo o Diretor Executivo da Bluegrowth, Hugo Metelo Diogo: “O modelo de avaliação de impactos consiste numa aproximação multidimensional com objetivo fornecer suporte à decisão aos produtores em aquicultura, baseado na combinação de três tipos de avaliação: a avaliação dos impactos das aquiculturas sobre os ecossistemas naturais; a avaliação dos impactos e incertezas da natureza sobre as aquiculturas, nomeadamente, em matéria de condições meteorológicas e hidrológicas; e, finalmente, na avaliação dos impactos de outras atividades humanas sobre as aquiculturas e os ecossistemas naturais relacionados”. Para

Mariana Degener Tomaz - a Jornalista do Canal 11 e pessoa fortemente empenhada nas questões da sustentabilidade ambiental, como a maior parte dos jovens da sua geração - integrou a equipa de trabalho da Bluegrowth, com o objetivo de se esclarecer sobre esta polémica atividade: “A qualidade da minha alimentação é a minha primeira prioridade. Hoje em dia, temos quase a obrigação de nos mantermos informados sobre a qualidade do que consumimos, a nossa saúde depende disso. Quando descobri que mais de 50% do peixe que consumo é produzido e não capturado, procurei informar-me sobre o tema. Rapidamente notei que havia muito ruído na opinião pública. Quis ver com os meus próprios olhos e nada melhor que integrar uma equipa que tem no seu foco a interpretação da qualidade ambiental desta atividade. Rapidamente entendi que o estigma que se coloca sobre a aquicultura reside em maus exemplos que nos chegam da China e do Vietname. No entanto, como Portugal é um país fortemente importador de pescado, se não tivermos a capacidade de produzir o peixe que comemos, ficaremos cada vez mais vulneráveis a produtos de má qualidade que entram no nosso mercado.”

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Mariana foi mais longe e quis mergulhar no interior das jaulas, onde se produzem, anualmente, mais de 500 toneladas de Douradas: “Quando efetuei as minhas pesquisas, encontrei vários países onde o mergulho e pesca em aquicultura é tratado como produto turístico. Não hesitei e mergulhei nas águas cristalinas da Ilha da Madeira, rodeada de milhares de peixes. Foi fantástico! Uma experiência única. É impressionante como aqueles cardumes imensos interagem com os humanos.” Mas as emoções não ficam por aqui, Mariana relata a visita de três tartarugas marinhas que vivem nas imediações das jaulas e por várias vezes vieram à superfície, curiosas com a atividade que a equipa da Bluegrowth estava a desenvolver no terreno. “É incrível a quantidade de peixes selvagem que vivem nas proximidades das jaulas. A existência desta biodiversidade só pode atestar a qualidade ambiental daquela produção, abrindo espaço para o desenvolvimento de produtos turísticos de elevado valor emocional”, acrescentou. Custódia Rebocho, motivou a sua equipa a enfrentar este desafio pois acredita que “É determinante que a humanidade inverta a situação atual de sobre exploração dos oceanos, abraçando um novo paradigma de desenvolvimento sustentável, baseado na capacidade de cultivarmos o oceano ao invés de insistirmos na sua sobre-exploração.” Custódia acredita que a aquicultura pode desempenhar um papel vital para o desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira e elogia a estratégia regional para esta temática: “Na Madeira encontramos uma atividade económica a ser desenvolvida em simbiose com o conhecimento científico. Há décadas que o Governo Regional investiu na produção de conhecimento para que hoje esta atividade possa emergir de forma responsável e consciente. A nós cumpre-nos a missão de continuar a investir em investigação e desenvolvimento tecnológico, para colocar ferramentas ao serviço das populações e dos produtores, no sentido de permitir o desenvolvimento sustentável da aquicultura em simbiose o turismo, conseguindo conjugar o melhor de dois mundos” O desenvolvimento sustentável da aquicultura é determinante para aliviar a pressão sobre os stocks de peixes selvagens, ao mesmo tempo em que garantimos alimento para a crescente população mundial. As alterações climáticas e a pressão das atividades antropogénicas sobre os mares e oceanos têm colocado em stress os ecossistemas marinhos, condenando a saúde dos mares e oceanos, o que a curto prazo terá sérios impactos na qualidade de vida da humanidade.

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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E LIDERANÇA ALIADAS A GESTORAS DE TOPO Tendo como anfitriã a Sociedade Portuguesa de Inovação e como parceira a empresa “We Have Ideas”, a revista Liderança no Feminino organizou a formação “Inteligência Emocional e Liderança”, que esteve a cargo da Socióloga e Coach, Célia Azevedo. A formação contou com a participação de empresárias/gestoras de diferentes ramos de atividade.

MAS O QUE É A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL? A Inteligência Emocional (IE) é a capacidade de entender e gerir as nossas próprias emoções e as emoções das pessoas ao nosso redor. Pessoas com um alto grau de inteligência emocional têm perceção do que estão a sentir, o que as suas emoções significam, e como essas podem afetar as outras pessoas. Os líderes estão de acordo com a premissa de que ter inteligência emocional é essencial. Um líder é alguém que estabelece uma visão clara e, em seguida, orienta a sua equipa para esse objetivo, capacitando-os e treinando-os para o sucesso.

PENSAR NO MUNDO DO TRABALHO É PENSAR EM INTELIGÊNCIA EMOCIONAL. A compreensão da importância da IE nas organizações tem contribuído para potencializar e impulsionar resultados em diversos setores sendo considerada uma das 10 competências para um profissional garantir o seu posto de trabalho em 2020.

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Penetrar no universo da IE significa desencadear um processo transformador que possibilita estimular novos valores, novos comportamentos e novas culturas organizacionais e de liderança. Ao trabalhar as habilidades emocionais, um líder preparase para um comportamento consciente. Liderar num mundo volátil, inseguro e complexo é um grande desafio. A preparação emocional permite a consciencialização das incertezas provenientes dos diferentes cenários e das relações entre as pessoas. Abrir espaço para compreender as próprias emoções, e as dos outros, constitui uma oportunidade para nutrir processos mentais que tragam benefícios nos contextos que lhe são mais importantes. Felizmente, a maioria dessas competências relacionadas com a IE podem ser aprendidas e desenvolvidas ao longo do tempo, com interesse e dedicação de quem deseja liderar. O que é preciso, mais do que qualquer coisa, é um compromisso genuíno de realmente querer ser um bom líder. Uma vez que tenha esse objetivo em mente, poderá trabalhar conscientemente na construção dessas habilidades.


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A liderança no Feminino, empresa de comunicação, organizou a formação para gestoras de topo na SPI.

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A LIDERANÇA INCORPORA CONCEITOS COMO: • Decisão; • Foco; • Consistência; • Empatia; • Confiança; • Otimismo; • Honestidade; • Inspiração. A liderança efetiva baseia-se em ideias, mas não acontecerão a menos que essas ideias possam ser comunicadas aos outros de forma envolvente e persuasiva.

Enquanto gestor(a) de topo, é importante definir o seu estilo de liderança, tendo em conta os aspetos-chave que fazem de si um líder.

UM LÍDER DEVE SER FONTE DE INSPIRAÇÃO É a pessoa do grupo que possui a combinação de personalidade e habilidades que faz com que outros desejem seguir a sua direção. Mais especificamente, os líderes partilham objetivos e padrões similares a serem respeitados, o que não é incompatível a que cada líder tenha o seu próprio estilo e estratégia. Os estilos de liderança e métodos variam devido a influências externas e desafios pessoais.

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OS PRINCÍPIOS-CHAVE DE LÍDERES EXCECIONAIS De acordo com o livro clássico de Dale Carnegie “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, existem alguns princípios que compõem um líder. 1. Sabem como criticar Os líderes precisam intervir quando os membros da equipa não estão a atingir as expectativas, devendo fazê-lo de forma cuidadosa e que não plante as sementes do ressentimento. Deve igualmente ser feito o reconhecimento das


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realizações do indivíduo em questão antes de apontar uma falha, por exemplo, recomenda Carnegie.

2. Reconhecem seus próprios erros perante a sua equipa Os melhores líderes não se apresentam como se não tivessem falhas. “Admitir os próprios erros – mesmo de vez em quando – pode ajudar a convencer alguém a mudar seu comportamento”.

3. Sabem quando/como sugerir no lugar de ordenar No livro, Carnegie comenta o caso do famoso industrial Owen D. Young, que troca as ordens aos seus subordinados, por demandas como sugestões “Pode considerar isso …”, bem como perguntas “Acha que isso irá funcionar?”.

4. Elogiam todos os pontos fortes

AFINAL, UM LÍDER NASCE PRONTO OU SE FORMA? Embora existam pessoas que parecem ser naturalmente dotadas de mais habilidades de liderança do que outras, as pessoas podem aprender como se tornarem líderes, melhorando habilidades específicas. A psicologia de hoje concorda que a liderança é cerca de um terço de qualidade inata e dois terços de qualidades desenvolvidas ao longo da vida. Apesar de muitas vezes um líder ter qualidades inerentes à personalidade, como extroversão, empatia e um alto grau de inteligência social, é possível que uma pessoa seja treinada para aprender a dimensionar situações e processos sociais, agindo com uma postura de liderança.

“As qualidades desaparecem sob a crítica, mas florescem sob encorajamento”. Aplicável, obviamente, quando os motivos para os elogios forem reais. Seja generoso com elogios, mas apenas de uma maneira genuína. “Lembre-se, todos nós desejamos reconhecimento, e faremos quase qualquer coisa para conseguir”. “Mas ninguém quer insinceridade. Ninguém quer lisonja”.

5. Esperam por excelência

O seu objetivo passa por aumentar a eficiência da capacidade de interação com o mundo, por meio de algumas definições sobre a inteligência emocional, bem como através de instrumentos que contribuem para uma maior reflexão sobre como assumir o leme para chegar a bom porto.

Quando um líder conquista o respeito dos seus seguidores, consegue resultados muito melhores, resultados efetivos. Para Carnegie, “se quiser melhorar uma pessoa em um certo quesito, atue como se essa característica particular já fosse uma das suas qualidades mais excecionais”.

6. Tornam os desafios mais fáceis Os melhores líderes são capazes de tornar as tarefas mais simples, para que a sua equipa consiga desempenhar. Eles continuam otimistas e encorajadores, minimizando a ansiedade entre os seus seguidores, movendo-os rumo ao sucesso.

CONTACTO COM A ESSÊNCIA INTERIOR DO LÍDER Por isso, a importância da formação em Inteligência Emocional e Liderança representa o momento de contacto com a essência interior do líder, através de ferramentas que estimulam a sua perceção e o aprimoramento da inteligência emocional e social.

ORGANIZAÇÃO E PARCERIAS A anfitriã desta formação foi a SPI - Sociedade Portuguesa de Inovação, na cidade do Porto, e contou como parceira a empresa “We Have Ideas”, uma empresa completa por uma equipa de profissionais com a experiência de quem atua há mais de 16 anos no mercado, especialistas em marketing promocional e operacional.

7. Tornam seus colaboradores mais satisfeitos com seus trabalhos

FORMADORA

Os melhores líderes encontram maneiras de infundir a paixão nos seus seguidores, para que as suas tarefas se tornem agradáveis.

Célia Azevedo, Mestre em Sociologia, Especializada em Liderança e Inteligência Emocional, Certificada em Programação Neurolinguística.

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DA CPLP AO PROJETO FEDERAÇÃO DAS MULHERES EMPRESÁRIAS E EMPREENDEDORAS

A ideia da criação de uma comunidade de países e povos que partilham a Língua Portuguesa – nações irmanadas por uma herança histórica, pelo idioma comum e por uma visão compartilhada do desenvolvimento e da democracia – foi sonhada por muitos anos, sendo que em 1983, no decurso de uma visita oficial a Cabo Verde, o então ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Jaime Gama, referiu que: "O processo mais adequado para tornar consistente e descentralizar o diálogo

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tricontinental dos sete países de língua portuguesa espalhados por África, Europa e América seria realizar cimeiras rotativas bienais de Chefes de Estado ou Governo, promover encontros anuais e maior interação entre os países. O processo ganhou impulso decisivo na década de 90, merecendo destaque o empenho do então Embaixador do Brasil em Lisboa, José Aparecido de Oliveira, sendo que o primeiro passo concreto no


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No dia 23 de setembro decorreu o 2.º Fórum Internacional da Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). A mobilidade e a inovação foram temas centrais na discussão e a Revista Liderança no Feminino marcou presença.

processo de criação da CPLP foi dado em São Luís do Maranhão, em novembro de 1989.

vimento e na criação de um ambiente internacional mais equilibrado e pacífico.

A partir de meados da década de 1970, a institucionalização da CPLP traduziu-se num propósito comum: projetar e consolidar, no plano externo, os especiais laços de amizade entre os países de língua portuguesa, dando a essas nações maior capacidade para defender seus valores e interesses, calcados sobretudo na defesa da democracia, na promoção do desenvol-

NOVO PROJETO POLÍTICO A CPLP assume-se como um novo projeto político cujo fundamento é a Língua Portuguesa, vínculo histórico e património comum dos Nove – que constituem um espaço geograficamente descontínuo, mas identificado pelo idioma comum.

Isabel dos Santos, CEO da PCA Finstar (Angola) e Marianela Mirpuri, fundadora da Hera - The Light of Women (Portugal)

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As ações desenvolvidas pela CPLP têm objetivos precisos e traduzem-se em diretivas concretas, voltadas para sectores prioritários, como a Saúde e a Educação, a Segurança Alimentar e o Ambiente, entre outros domínios. CRIADA EM 17 DE JULHO DE 1996, A CPLP É REGIDA PELOS SEGUINTES PRINCÍPIOS: • Igualdade soberana dos Estados membros; • Não-ingerência nos assuntos internos de cada estado; • Respeito pela sua identidade nacional; • Reciprocidade de tratamento; • Primado da paz, da democracia, do estado de direito, dos direitos humanos e da justiça social; • Respeito pela sua integridade territorial;

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Berta Montalvão, Senior Partner da FORSAE

• Promoção do desenvolvimento; • Promoção da cooperação mutuamente vantajosa. FEDERAÇÃO DAS MULHERES EMPRESÁRIAS E EMPREENDEDORAS DA CPLP A 29 de julho de 2016, em Lisboa, nasce a Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CPLP (FME CE-CPLP), uma organização que visa o desenvolvimento e a cooperação empresarial dentro da CPLP, comunidade que abrange cerca de 255 milhões de cidadãos, 9 países de 4 continentes, estando os seus Estados-membros inseridos em 5 Comunidades Económicas Regionais. O objetivo prioritário é a melhoria do ambiente de negócios no espaço CPLP, para a qual deve contribuir a identificação e resolução dos principais entraves, o levantamento das oportunidades existentes no universo CPLP e o incentivo para a abertura a novos mercados. A FME-CECPLP é um agregador de mulheres dos países

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de língua oficial portuguesa e tem como foco gerar negócio, valorizar e afirmar as suas capacidades. Para isso, integra associações empresariais, mulheres empresárias e empreendedoras das nações presentes. Com o objetivo de pretender dinamizar o setor empresarial feminino e promover o seu crescimento, a partir de sinergias empresariais que nos permitam aumentar a participação das mulheres, tanto no mercado local, como no internacional, este projeto ambiciona criar um tecido empresarial forte, formado por mulheres empresárias e empreendedoras, que se apoiem e se valorizem. 2.º FÓRUM INTERNACIONAL DA MOBILIDADE E INOVAÇÃO Organizado pela FME CE-CPLP juntou cerca de 300 pessoas na área empresarial, dentro dos 9 países membros CPLP e dos países observadores da CPLP, constituindo-se como elemento de promoção e dinamização de negócios. A presença das mulheres nos diferentes setores

mostra a sua relevância e ganha cada vez mais destaque na geração de resultados para os diversos setores da economia mundial. De acordo com o Mastercard Index para o Empreendedorismo Feminino (2018), Portugal é destacado como um dos países da CPLP com as melhores oportunidades e condições de apoio para as mulheres nos negócios. Ocupa o 6º lugar num ranking mundial, à frente de países como a Austrália (7º), Bélgica (8º), Filipinas (9º) ou o Reino Unido (10º) e atrás apenas dos Estados Unidos (4º) e Singapura (5º). O Fórum, que decorreu no Pestana Palace Hotel, na capital, contou com a presença de 23 palestrantes, dentre os quais, 19 Mulheres líderes, que partilharam as suas experiências, conhecimento e ideias inovadoras com todos os presentes. Das presentes, destacam-se Maria Assunção Abdula – Moçambique, Presidente da FME CE-CPLP; Nelma Pontes Fernandes - Portugal, Vice-Presidente da FME CE-CPLP Portugal | Fundadora e CEO da Win Coach Academy; Isabel dos Santos - Engenheira - PCA Finstar – Angola; Ana Zara Fateally – Moçambique, Directora Private BCI; Helena Nosolini Embalo - Guiné Bissau, Diretora Nacional BCEAO; e, Munira Jauad - Guiné Bissau, Vice-Presidente FME CE-CPLP.

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PORTUGAL, QUALIDADE DE VIDA E ESPERANÇA

APROVEITAR O BOM MOMENTO ELEMENTOS DE REFLEXÃO “A economia Portuguesa é uma esperança para a Europa”- Financial Times Depois dos anos negros da crise, congratulamo-nos todos que o Financial Times este mês tenham apontado o desenvolvimento da economia portuguesa como um exemplo de esperança para a economia europeia. Segundo a publicação, o fator político, o boom do turismo e o investimento estrangeiro são alguns dos elementos decisivos para o desenvolvimento da nossa economia e a recuperação da crise. Ainda segundo o Financial Times, a baixa criminalidade e espírito caloroso dos portugueses foram decisivos para a atração de imigrantes e investimento estrangeiro. Ainda este mês, Portugal ficou em primeiro lugar no item qualidade de vida num inquérito feito a expatriados pela “InterNations”. Os estrangeiros destacam no citado inquérito: “a qualidade de vida, a felicidade, a saúde e o bem-estar, bem como a segurança do país”. “O Povo Português é o mais amável do mundo”Philippe Starck Para consolo da nossa auto-estima colectiva temos recentemente, Philippe Stark. O mais famoso, designer do mundo, mudou-se para Portugal e quando já não queria conhecer mais sítios no mundo, descobriu o local ideal para viver: Cascais. Sem dúvida que nos comove quando o artista diz que descobriu a humanidade dos portugueses, que segundo ele é o povo mais amável do mundo. No nosso país, o artista descobriu valores que julgava esquecidos, como a generosidade, a honestidade e uma profunda amizade entre o Povo. Tudo isto faz com que Portugal e os Portugueses suscitem o interesse de muitos investidores e novos imigrantes. "Portugal, o país com maior qualidade de vida para expatriados”. No nosso escritório temos assistido a tudo isto, as personagens que decidem viver no nosso país multiplicam-se e também aqui a riqueza e a diversidade do mundo real suplantam a ficção. Temos acompanhado a funcionária das Nações Unidas, que cansada de cenários de guerra, optou por Portugal, sem sequer conhecer o País e que hoje está perfeitamente lusitanizada e tem um Hotel premiado, em que os designers e produtos Portugueses são estrela. Já assessoramos o casal milionário de Hong Kong, que cansado

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do stress, optou por reformar-se aos 50 e aproveitar a vida com os filhos pequenos no cenário idílico do Guincho. Temos também uma austríaca de meia idade, que veio a Portugal, contrariada, ajudar um amigo a fazer uma mudança e acabou por se apaixonar pelo país e por um Português. A sofisticada dentista de Abu Dhabi, que pretende adoptar Portugal como residência, porque o seu país de origem não é opção. A empresária brasileira emancipada, que se cansou de trabalhar e da insegurança do seu país Natal e que encontrou em Cascais o seu refúgio. O astuto comerciante libanês, cuja mulher se recusa a viver no Canadá por ser demasiado frio. Quase todos, mal conheciam o nosso país, mas não têm dúvidas que pretendem aqui viver o resto das suas vidas. REGIMES JURÍDICOS FAVORÁVEIS Para este boom de imigrantes contribuíram regimes jurídicos favoráveis, tais como o regime do residente não habitual, que permite a que um número significativo de estrangeiros reformados viver em Portugal sem pagar impostos relativamente à respectiva pensão. Isto porque, de acordo com muitas convenções para evitar a dupla tributação, as pensões de reforma só são taxadas no Estado de residência, e Portugal, enquanto estado de residência, isenta o pagamento de impostos durante o período de 10 anos, desde que verificados determinados pressupostos. Por outro lado, profissionais altamente qualificados de profissões identificadas pelo legislador, se adotarem Portugal como residência fiscal e mediante alguns pressupostos também podem beneficiar de uma taxa fixa de 20% sobre os rendimentos do trabalho gerados em Portugal. Temos também o conhecido regime do golden visa, que trouxe muitos estrangeiros a Portugal, na versão mais vulgar muitos estrangeiros conseguiram residência em Portugal e livre circulação no espaço Schengen, mediante a aquisição de um imóvel de valor mínimo de 500.000. Sendo que existem outras modalidades mais baratas de investimento imobiliário, no valor de 350.000 e até 280.000. É também de salientar a existência de outras modalidades deste regime menos conhecidas, que também deviam ser exploradas, como a possibilidade de adquirir a residência mediante o investimento em actividades culturais, artísticas, investigação científica e até fundos de investimento. Foi criado também o regime do visa start up, que é mais exigente, mas que pode ser interessantíssimo para o desenvolvimento do país.


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Sandra Gomes Pinto, Advogada

Existem outros incentivos legais, mas merece nota especial um regime relativamente recente, que visa promover o regresso dos Quadros que abandonaram o país durante o período de crise. Este regime permite, a quem regresse, beneficiar durante 4 anos de um desconto de 50% nos impostos sobre o rendimento do trabalho. Um dos pressupostos para a aplicação deste modelo é que o requerente não tenha tido no ano fiscal anterior residência fiscal em Portugal e que tenha tido residência fiscal em Portugal antes de 2015. Como nota, considero importante dizer que neste período em que vemos “a luz ao fundo do túnel”, era fundamental que os incentivos não fossem estran-

gulados com um sistema administrativo pouco ágil, com manifesta falta de clareza e de uniformização de procedimentos: como pontos mais críticos, salientamos os licenciamentos urbanísticos, bem como a incerteza permanente e discricionariedade dos serviços da administração, nos quais não é raro faltar um papel, mesmo quando foi feita toda a verificação e ainda existem procedimentos com prazos a perder de vista. Como aspecto negativo da moeda temos alguns clientes estrangeiros, que depois de um primeiro momento de fascínio, entendem que os serviços não devem ser remunerados adequadamente e que a simpatia dos portugueses é sinal de subserviência. Perante este cenário este é o momento de nos tornarmos efetivamente mais profissionais e passarmos para o próximo nível.

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GERAZÃO O NOVO PROGRAMA EDUCATIVO ONLINE. Destinado aos jovens mas também aos educadores e pais. Desde setembro, existe este programa educativo online para dar a conhecer as boas práticas de utilização na Internet abordando temáticas como o “bullying” ou o “sextorsion”.

O “GeraZão” foi pensado para garantir a segurança e a privacidade dos jovens na Internet e está disponível em https://www.gerazao.org/. Vamos explicar em que consiste o “GeraZão”. O Facebook e a Fundación Cibervoluntarios uniram-se com o apoio do Direção-Geral da Educação, da Seguranet, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e do Centro Internet Segura para ajudar a transformar a sociedade portuguesa através de atividades de formação e de sensibilização sobre a utilização positiva da Internet. O "GeraZão" terá como missão guiar e oferecer ferramentas e recursos para facilitar uma comunicação positiva, divertida e segura. "GeraZão" foi concebido e é destinado a jovens, pais e educadores. O objetivo é, através de experiências e recursos interativos, aproveitar ao máximo as oportunidades que a Internet oferece sem perder de vista a segurança. Sensibilizar e informar de forma interativa e online jovens, educadores e familiares através de diferentes ativi-

dades que possam ser realizadas em grupo ou de forma individual, em casa ou na escola, através de experiências como o Desafio Z ou o Escape Room Z. "GeraZão" pretende fomentar uma utilização adequada da internet, com planos concebidos por peritos para ajudar os jovens e o seu entorno a transitar pelo mundo digital, consumir informações de forma crítica, e produzir e partilhar conteúdos de forma responsável. A formação online é realizada através de recursos educativos, como a biblioteca digital, que oferecem padrões e guias sobre temas como o assédio, a identidade digital e a marca pessoal. Estão focados na utilização positiva da Internet para melhorar as suas noções de privacidade, reputação online e segurança. Também dispomos de um jogo interativo na plataforma chamado Desafio Z, um itinerário para envolver toda a comunidade em ações positivas para construir uma rede saudável e segura. Além disso, GeraZão oferece acesso a uma experiência digital única: o Escape room Z, uma forma divertida de aprender com um jogo.

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MARROCOS Marrocos fascina qualquer pessoa com as suas paisagens áridas, novas culturas, cores quentes e cheiros intensos que ressaltam nas ruas e nos mercados de rua, denominados souks. Sem dúvida, um país de contrastes entre as cores quentes do extenso deserto e as cores vivas da costa.

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Marrakech, a mais icónica das cidades de Marrocos com a sua praça central Jemaa El Fna, classificada como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. Além de incluir o maior mercado tradicional desta região, é uma das praças mais procuradas em todo o mundo. Pode-se ficar alojado nos vários riads dentro da Medina, se é daqueles que gostam de viver uma experiência de imersão nos lugares que visita,este é o alojamento único no seu género, que equivale ao que é considerado um hotel de charme,com um ambiente romântico. Normalmente é estruturado num edifício que se ergue em torno de um pátio interior e que, geralmente, tem um número limitado de quartos. Alojar-se neste tipo de estabelecimentos fornece um modos mais genuínos de abordar a cultura local. Se há algo que diferencia Marrocos de outros destinos são os mercados e souks, ruas animadas pela atuação dos músicos e dos encantadores de serpentes, mas também um grande movimento de marroquinos, turistas e vendedores ambulantes, lojas, cafés, carroças, carros e motas em constante circulação.

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A famosa praça Jemaa El Fna, é o lugar é perfeito para tomar o pulso da cidade, vendo como se transforma e se enche de cor. Perca-se nos labirínticos Souks (mercados de rua que se espalham por ruelas estreitas). Vá à procura de especiarias, ervas aromáticas e sabores únicos. Deparamo-nos com um enorme quantidade de artesanato local que aqui se vende: tapetes, barretes de lã, cobertores, mantas e, mais importante, os sacos de ráfia que se vendem para transportar tudo o que comprar. Mesquita Cutubia, é um dos mais importantes símbolos de Marraquexe e é também o edifício mais alto da cidade marroquina. A sua construção terminou em 1158. Este monumento continua a ser utilizado como local de adoração. Túmulos Saadianos, este é possivelmente o monumento mais visitado na cidade de Marraquexe. Os Túmulos Saadianos foram mandados construir na era do Sultão Ahmed El-Mansour.O mausoléu coletivo (estão sepultadas cerca de 60 membros da dinastia Saadiana) só foi descoberto em 1917. Tem três divisões sendo a mais prestigiada a sala com doze colunas. Os túmulos foram feitos com mármore italiano de Carrara que contrasta com o florido jardim que os circundam.


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Jardim Majorelle, o jardim foi construído em 1931 e ocupa cerca de um hectare. Foi projetado pelo pintor francês Jacques Majorelle. Em 1980, o conhecido estilista francês Yves Saint-Laurent comprou-o. O jardim é famoso por ter uma enorme variedade de plantas exóticas trazidas dos quatro cantos do mundo Rabat, capital de Marrocos, atrai pela sua dimensão e organização, de onde se destaca o metro à superfície e uma luxuosa marina, parques e jardins, salas de espetáculo, em contraste com o centro histórico, Património Mundial da Humanidade, que merece obviamente uma visita. Inclua no seu itinerário uma ida a Chellah, ao Mercado Central, à Catedral de Rabat e à Torre Hassan, dentro do complexo do Mausoléu dos Reis. Aproveite para visitar o Kasbah dos Oudayas, a Catedral de Rabat, o Mausoléu de Mohamed V, a Chellah e a Torre Hassan. Em Agadir, uma das cidades de melhores atrações em Marrocos, se procura praia e com sol durante o ano inteiro e praias calmas onde poderá descontrair enquanto se delicia com peixe ou marisco fresco a cada refeição. A sul de Marrocos, Agadir

Souk

Praça Jemaa el Fna Marrakech

Praça Jemaa el Fna, Marrakech

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revela-se uma cidade moderna com as suas avenidas largas, prédios de arquitetura futurista e resorts junto à praia, além dos campos de golfe. Para visitar, sugerimos o centro da cidade com bairros, jardins, museus e mesquitas, a Nova Medina com lojas de artesãos, cafés e restaurantes típicos, sem esquecer uma passagem nas ruínas da antiga fortaleza Kasbah, a partir da qual tem uma fabulosa vista panorâmica para a baía de Agadir.

SAÏDIA Localizada na costa mediterrânea de Marrocos e a cerca de 58 quilómetros do aeroporto da cidade de Oujda, Saïdia é uma estância balnear que vale muito a pena conhecer. Na verdade, tem sido um destino de férias para os muitos portugueses que aqui procuram descansar e desfrutar dos 14 quilómetros de costa com as suas magníficas praias.

MERZOUGA E DUNAS DE ERG CHEBBI Merzouga é uma pequena aldeia do deserto junto às Dunas de Erg Chebbi, no Saara, considerado o maior deserto do mundo. Este é um destino recomendado para quem procura uma experi-

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ência diferente e única neste ambiente mágico. Além do alojamento em hotéis e albergues dentro da aldeia, quase sempre é possível providenciar uma noite passada no deserto entre as Dunas de Erg Chebbi, numa tenda ou quem sabe num glamping de luxo. Merzouga fica a cerca de 100 quilómetros do aeroporto de Errachidia. Fez é a cidade imperial mais antiga de Marrocos e a mais bem preservada, rodeada por terras vulcânicas e águas termais. Um verdadeiro museu ao ar livre, com mais de 10 mil edifícios históricos, 185 mesquitas, cerca de 20 mil fontes, além dos palácios distribuídos pelas 9400 ruelas. Com mais de 1200 anos, a Medina antiga foi considerada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. Com tanto por onde se encantar, não deixe de visitar a Cidade Nova, onde se revela o lado mais moderno de Fez.A Medina de Fez el-Bali é um dos maiores assentamentos medievais que existem no mundo. É um lugar mágico, cheio de vida. Visita à antiga madrassa (escola corânica), à fonte Nejarine, à mesquita Karauyinque (atual sede da Universidade de Fez) e ao Mausoléu de Moulay Idris. E, claro, passeio pelas ruas para descobrir os curtidores, tintureiros e artesãos. Em Marrocos, é proibido fotografar palácios reais.

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O PEQUENO-ALMOÇO IMUNE ÀS MODAS COMO O BRUNCH OU BRINNER Muito se fala hoje da Dieta Mediterrânica. Um aspeto que é fundamental passa por compreender é que esta dieta não se resume à alimentação, tratando-se de um conceito muito mais alargado, que inclui o estilo de vida. Neste, as refeições devem ser um momento de partilha, convívio e tomadas com calma. Logo o pequeno-almoço, a nossa primeira refeição, não deve ser pensada para ser tomada ou preparada com pressa. A preparação das nossas refeições deve ser uma prioridade na nossa vida, mas não é vista nem considerada como tal. Investir no tempo que dedicamos a alimentação, é investir em saúde, bem-estar e qualidade de vida.

No regresso ao nosso quotidiano, pós-férias e com a rentrée escolar importa ressaltar aquela que é primeira e mais importante refeição do dia - o pequeno-almoço. Insubstituível, rico em alimentos e nutrientes. Depois de uma longo período de jejum, importa repor os níveis de energia, preparando-nos para um novo dia. O nosso cérebro utiliza uma percentagem significativa da nossa energia, sendo a glicose o principal combustível do cérebro. Por isso, o consumo de hidratos de carbono de boa qualidade é fundamental. Se não tomamos o pequeno-almoço, a quantidade de glicose disponível é limitada e esta condicionada a forçar o nosso metabolismo a recorrer a processos alternativos de produção. Tudo isto prejudica a nossa capacidade para desempenhar as diversas atividades diárias. Todos reconhecemos que quando estamos com fome, ficamos mais irrequietos, mais irritáveis e rabugentos. É o efeito da falta de glicose no cérebro. Nas crianças, em particular, prejudica a atenção e o desempenho escolar. Mas, antes de falar de alimentos, importa perceber que tipo de nutrientes devemos ingerir ao pequeno-almoço e porquê. Destacamos os hidratos de carbono, uma vez que este nutriente é um dos principais fornecedores de energia. É também importante o aporte em vitaminas e sais minerais, assim como os restantes nutrientes como proteína, gordura e fibra. Isto porque, todas as refeições devem de contribuir para o equilíbrio nutricional diário. A alimentação deve ser variada, tendo como principal objetivo assegurar o fornecimento adequado de todos os nutrientes nas proporções adequadas. Como fonte de hidratos de carbono podemos ingerir pão ou cereais, devendo sempre optar pelos que têm um menor grau de processamento, menos refinados, mais ricos em micronutrientes e fibra. Destacamos o pão mais “escuro”. Devemos de ingerir quatro a 11 porções de cereais diariamente (em média sete a oito), pelo que podemos ingerir uma a duas porções nesta refeição.

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Como devemos ingerir duas a três porções de lacticínios por dia, o pequeno-almoço pode ser uma boa oportunidade para preencher uma ou duas porções, priviligiamos o consumo de iogurte, mas poderá optar por uma fatia de queijo ou um copo de leite. O aporte em micronutrientes onde salientamos as frutas. Um sumo de fruta também pode ser uma opção, mas sem esquecer que este, normalmente, tem mais do que uma peça de fruta e que o processamento que lhe esta associado torna esta escolha rica num elevado índice glicémico. Ovos, nas suas variadíssimas formas de confeção, também são uma opção a ter em conta, atendendo a que devemos ter em conta as porções recomendadas de gordura (uma a três) e não esquecendo, ainda, que ao introduzi-los ao pequeno-almoço limita as porções dos outros alimentos a ingerir ao longo do dia. No que respeita aos frutos secos ou sementes como fonte de fibra e micronutrientes, há que os incluir ao pequeno-almoço, considerando que não podemos abusar. É importante que o pequeno-almoço contenha alimentos líquidos, ou que seja acompanhado com a ingestão de água ou chá, pois de manhã o corpo precisa igualmente de repor os níveis de hidratação. Eis alguns exemplos de pequenos-almoços nutricionalmente ricos e adequados: 1 sumo de fruta + 1 fatia de pão integral + creme vegetal + 2 fatias de fiambre de aves 1 iogurte + 1 pão integral + creme vegetal + 1 peça fruta 1 taça com aveia + 1 iogurte + fruta aos pedaços + 1 colher de sementes 1 batido (leite + 1 peça de fruta) + aveia + frutos secos Vamos então tomar o pequeno-almoço e garantir que este se torna um hábito sempre presente na nossa vida e na dos que nos rodeiam, promovendo a saúde e bem-estar!


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Profile for Sandra Arouca

Liderança no Feminino - Outubro 2019  

Liderança no Feminino - Outubro 2019  

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