Liderança no Feminino - Novembro 2021

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O CONTABILISTA ATUAL É TAMBÉM UM CONSULTOR Patrícia Sousa Partner da Expert Numbers

Edição N.º 45 NOVEMBRO 2021

OS DESAFIOS DE UMA INTERNACIONAL MARKETING MANAGER Bárbara Romero Internacional Marketing Manager

Liderança no Feminino é uma publicação da responsabilidade editorial e comercial de Sandra Arouca | Periodicidade mensal | Venda por assinatura 8€

GRÁFICA LOUSANENSE

A GRÁFICA MAIS ANTIGA DE PORTUGAL

O COACHING COMO O CAMINHO PARA A REALIZAÇÃO PESSOAL E PROFISSIONAL Lília Andrade Psicóloga e Coach

1º CAFÉ-RESTAURANTE JOYEUX ABRE EM PORTUGAL Filipa Pinto Coelho Presidente Executiva da Joyeux Portugal


LIDERANÇA NO FEMININO | novembro de 2021

ATIVAÇÃO DE MARCA | ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS | PROMOTORES | HOSPEDEIRAS

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ÍNDICE

06 05 | Editorial 06 | Os desafios de uma gráfica secular na era do digital Ana e Filipa Torres 12 | Os desafios de uma Internacional Marketing Manager Bárbara Romero, Internacional Marketing Manager 16 | O contabilista atual é também um consultor Patrícia Sousa, Partner da Expert Numbers

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20 | O Coaching como o caminho para a realização pessoal e profissional Lília Andrade, Psicóloga e Coach 24 | Melgaço promove “Quinzena da Igualdade” 26 | LACS e MadreMedia apresentam "It's ok not to be ok", um podcast sobre saúde mental e bem-estar nas empresas 28 | 1º café-restaurante joyeux abre em portugal Filipa Pinto Coelho, Presidente Executiva da Joyeux Portugal 32 | Macieira lança edição limitada Benfica 34 | Sinta a magia do Natal na Quinta do Lago

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36 | Descubra a massagem perineal e como a pode ajudar a facilitar o parto

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ANA E FILIPA TORRES

OS DESAFIOS DE UMA GRÁFICA SECULAR NA ERA DO DIGITAL As irmãs Torres cresceram dentro da Gráfica Lousanense, rodeadas de cores, livros e máquinas. Atualmente estão à frente da empresa, sendo a 5ª geração da família a gerir a empresa e pretendem passar o legado aos seus filhos. Para isso, têm de ultrapassar os desafios da digitalização.

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A Gráfica Lousanense nasceu antes da 1ª República Portuguesa e, apostando no desenvolvimento das mais rigorosas competências profissionais e técnicas, o que as torna, atualmente, uma empresa de referência no mercado. Ao longo de 136 anos, presenciou a Implantação da República, a instauração da ditadura Salazarista e o 25 de abril. Resistiu a duas guerras mundiais, a várias crises económicas e à evolução dos processos produtivos – passaram da impressão tipográfica manual, em que as palavras eram formadas manualmente, juntando letra a letra, para a impressão digital, que está à distância de um clique. Fundada em 1885, apresenta-se como uma história de paixão e dedicação às artes gráficas. É dirigida pela mesma família desde 1898, ano em que Júlio Ribeiro dos Santos, um antigo funcionário da gráfica, a adquiriu e iniciou, sem se dar conta, uma dinastia da direção da empresa. O testemunho passou através de gerações sucessivamente até aos dias de hoje. Ana e Filipa Torres, representam a 5ª geração. Ambas cresceram envolvidas no ambiente da gráfica, rodeadas de livros e máquinas. Assim, aprenderam, antes dos outros meninos da escola, as cores primárias. Nunca sentiram pressão familiar para seguir a área gráfica, mas desde cedo decidiram que esse seria o seu futuro. “É impossível não crescermos fascinadas pelo mundo colorido quando se entra gráfica adentro”, conta Ana Torres. Para complementar a “arte do saber” que cresceu com elas, escolheram cursos na Universidade que seriam benéficos para a empresa. Filipa estudou Gestão e Ana Gestão de Marketing com mestrado em Estratégia de Investimento e Internacionalização. Antes de entrarem efetivamente no negócio de família, decidiram passar por outras empresas, pois acreditam que “quanto melhor conhecermos o resto do mundo, melhor saberemos tomar decisões e definir caminhos.” Desde pequenas que tem orgulho na gráfica, pela sua história de superação de desafios externos e internos. Quando começaram a trabalhar sentiram também uma grande responsabilidade porque, além das decisões do quotidiano de um gestor, acumulam a preocupação de marcar a empresa pelo positivo e permitir que os seus filhos tenham a possibilidade de escolher suceder-lhes. Este é o grande desafio das suas vidas. Não existe uma solução mágica para o sucesso contínuo de uma empresa e a única certeza que têm é que “nada é permanente exceto a mudança”. Tentam diariamente honrar os seus antepassados, melhorando o saber-fazer, questionar e procurar soluções. Em tempos de crises económicas, preparam a empresa para ser o mais flexível possível. Para tal é preciso saber reestruturar e renegociar, mas acima de tudo, ter os parceiros certos - “sem nunca esquecer de quem soube estar ao nosso lado quando

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“É impossível não crescermos fascinadas pelo mundo colorido quando se entra gráfica adentro”, conta Ana Torres. Para complementar a “arte do saber” que cresceu com elas, escolheram cursos na Universidade que seriam benéficos para a empresa. Filipa estudou Gestão e Ana Gestão de Marketing com mestrado em Estratégia de Investimento e Internacionalização. mais precisámos e privilegiar sempre esses nas tomadas de decisões. Sejam eles fornecedores, clientes ou entidades bancárias”, explica Ana. Essencial são também máquinas cada vez mais eficientes na produção e, sobretudo, uma equipa coesa e unida em todos os momentos. “E é neste ponto que mais sortudas no sentimos: somos duas na linhagem da família, mas somos 24 a dar o nosso melhor,” assegura. É com esta equipa dedicada que a Gráfica se destaca. Mais do que o preço e a rapidez de resposta que competem com outras gráficas, acreditam que a escolha da Lousanense recai nos funcionários que procuram atentivamente ajudar e orientar os clientes em todo o projeto. A Gráfica Lousanense assume-se como especialista em livros e foi por esta paixão que tudo começou. Aqui foram impressos livros de autores como José Saramago, Álvaro Cunhal, Mia Couto, Daniel Sampaio e Marcelo Rebelo de Sousa. Ana relembra que quando José Saramago ganhou o Prémio Nobel da Literatura até ela e a sua irmã Filipa, ainda pequenas, foram ajudar numa produção em série noite e dia, um momento único na empresa. A nível pessoal, o autor que mais marcou as irmãs Torres foi o Professor Doutor Rui Moreira de Carvalho, com o seu livro A Força das Coisas. “Um homem ímpar, um mobilizador de pessoas, um transmissor inigualável de conhecimento, que se cruzou no nosso caminho num momento difícil e soube retirar de cada uma de nós a força de que precisávamos para enfrentar os nossos desafios.” E por isso estão-lhe eternamente gratas. No entanto, com a crise livreira, a gráfica deixou


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Filipa Torres, Ana Ribeiro, Ana Torres

de se dedicar apenas à ficção e não-ficção. Longe estão os dias das grandes tiragens. Focam-se em ser competitivos com as médias e pequenas tiragens, ajustando para que os tempos de entrada da máquina sejam os menores possíveis. Hoje, em vez de fazerem 10 000 livros, fazem tiragens de 30, 50, 100, 500, 1000 ou 2000 exemplares, conjugando a impressão digital e o offset o melhor possível. A adaptação é essencial para o sucesso e por isso abriram horizontes na indústria gráfica. Atualmente fazem muitos materiais de comunicação, como catálogos, folhetos, revistas, autocolantes e cartões de visitas. Uma lista enorme de serviços, que podem ser acompanhados desde a pré-impressão aos acabamentos. A paixão pelos livros continua inabalável, segundo Ana, mas confessa que também gosta muito de produzir todo o que seja fora da caixa – “traz-nos muita disciplina e adrenalina ao nosso dia a dia.”

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Cada geração ofereceu à gráfica algo de novo. “Se não fosse assim não estaríamos aqui para contar a história”, afirma Ana Torres. O desafio desta geração passa pelo e-commerce e a digitalização de processos. Para o superar, têm vários projetos que “já saíram da gaveta” – uns em fase de análise outros de concretização. “Sabemos o que queremos, mas é essencial o equilíbrio económico-financeiro e é obrigatório colocarmos os vários cenários”, esclarece. A Lousanense sempre teve uma componente feminina muito forte na sua gestão, começando pela bisavó das irmãs, seguida da avó e a mãe até chegar a sua vez. “Acreditamos que isto nos diferencia, mas não só nos define”, diz Ana. Os seus clientes apontam frequentemente a atenção que dão a todos os pormenores, o carinho que colocam nos projetos e na sua forma de interagirem. “Mas mais do que ser-


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Ana Torres e Isabel Ferreira (apoio ao cliente)

Publicidade de no jornal da Tipografia Lousanense - em 1915

Maquinas de acabamento

A Lousanense sempre teve uma componente feminina muito forte na sua gestão, começando pela bisavó das irmãs, seguida da avó e a mãe até chegar a sua vez. “Acreditamos que isto nos diferencia, mas não só nos define.”

mos mulheres, pensamos que tem muito que ver com os valores pelos quais nos regemos, e esses não foram passados apenas por mulheres, pois no nosso caso devemo-los também aos nossos avôs e pai”, acrescenta. Valores como o profissionalismo, seriedade e honestidade, que pretendem transmitir igualmente aos seus filhos. Trabalhar com a família têm os seus prós e contras. Uma das adversidades é conseguir separar a vida pessoal da profissional, algo que Ana Torres admite ser complicado. Todos os domingos, juntam-se para planear a semana e fazer mapas de produção. “Outras vezes, estamos a almoçar e lá vem uma preocupação”, admite. Sendo a gestão da Gráfica o grande desafio das suas vidas, é difícil desligar do trabalho. “Mas somos, hoje, mais regradas em tudo o que à nossa vida pessoal diz respeito”, garante.

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BÁRBARA ROMERO

OS DESAFIOS DE UMA INTERNACIONAL MARKETING MANAGER Bárbara tirou Comunicação Social na universidade, mas o interesse no jornalismo era tênue. Seguiu uma carreira de marketing, passando por várias empresas de tecnologia, até chegar ao cargo de International Marketing Manager de uma multinacional alemã. Conta-nos os desafios de adaptação, com os obstáculos acrescidos da covid, e das responsabilidades do cargo.

Bárbara Romero começou o seu percurso profissional na Sic Radical. Tirou o curso de Comunicação Social e entrou na Sic como estagiária do Dance TV – fazia reportagens em eventos relacionados com música, moda e lifestyle. Chegou a ser produtora do programa. Sente-se uma privilegiada por ter trabalhado em televisão, um sonho que muitos não conseguem alcançar. “Estou muito grata por ter tido essa sorte e ter entrevistado vários artistas que admirava”, relembra com saudades. No entanto, essa nunca foi a sua ambição e após quase 4 anos no Dance Tv procurou um novo desafio profissional. Em 2011, começou a trabalhar na Viatecla, uma empresa de tecnologia. Nessa altura, os tablets tornaram-se mainstream e as revistas preparavam a sua digitalização. A sua função era ajudar no desenvolvimento de um produto que permitia criar revistas digitais consumidas em tablet. Bárbara chegou até a ir a várias redações fazer demonstrações do produto e dar formação. “Foi o meu “batismo” no mundo da tecnologia “, brinca. Desde então que se dedica ao marketing e investe no seu conhecimento na área, fazendo diversas formações em marketing digital, liderança de equipas, vendas e, mais recentemente, neuro marketing. O marketing digital é uma área bastante exigente e em constante evolução. “Qualquer pessoa consegue perceber o quanto a internet e as redes sociais mudaram nos últimos 10 anos e hoje em dia é importante estar atento a todas essas mudanças, caso contrário ficamos rapidamente desatualizados”, afirma. A única forma de evoluir e ser cada vez melhor é aprender e colocar em prática. No mundo que não vive offline, uma boa estratégia de marketing digital pode alavancar o sucesso da empresa. Contudo, Bárbara alerta que este é só uma peça da máquina. “Não adianta ter uma boa estratégia de marketing, se o produto que a empresa vende não corresponder à expetativa do cliente”, explica. O consumidor dos dias de hoje é muito mais informado e exige mais dos produtos ou dos serviços – a experiência tem de ser positiva do início ao fim, caso contrário, ele irá comprar à concorrência. Atualmente, Bárbara é a International Marketing Manager de uma multinacional alemã do ramo da tecnologia e enfrenta o maior desafio da sua carrei-

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ra. Quando iniciou o processo de recrutamento, no início de 2020, a COVID-19 já era um tópico de conversa. Chegou a viajar até Hamburgo para efetuar a entrevista, conhecer o projeto e a equipa, porém, quando começou a trabalhar o confinamento já estava imposto. Por isso, todo o onboarding foi feito virtualmente. “Apesar de ter corrido bem, penso que com o contacto presencial a adaptação tivesse sido mais rápida”, confessa. Só conseguiu regressar a Hamburgo e conhecer presencialmente os seus colegas em 2021. Com as flutuações da pandemia e a nova vaga, voltar à Alemanha está fora dos planos nos próximos tempos. Em Portugal, pratica um modelo de trabalho híbrido entre o teletrabalho e o presencial, que considera ser o melhor.

“Não adianta ter uma boa estratégia de marketing, se o produto que a empresa vende não corresponder à expetativa do cliente.”


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Bárbara Romero, International Marketing Manager de uma multinacional alemã do ramo da tecnologia

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Esta é a primeira vez que assume uma função a nível internacional – é responsável pelo departamento de marketing em Portugal e tem a seu cargo toda a rede de parceiros internacionais, que são mais de 30. Todos os dias tem várias reuniões online com as equipas da Alemanha, Portugal ou parceiros localizados na Europa, Ásia ou África, o que a obriga a falar com pessoas de diferentes nacionalidades e lidar com as barreiras da distância, cultura e língua, “porque por muito que falemos todos em inglês nem sempre é fácil passar a mensagem.” Aos parceiros internacionais dá apoio na realização das suas estratégias de marketing. Em Portugal e na Alemanha, o objetivo é continuar a crescer o negócio com a angariação de novos clientes, promoção de produtos e serviços e aumentar a notorie-

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Esta função é exigente e é necessário ser muito organizada para poder dar seguimento aos vários temas internacionais e nacionais.


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dade da marca a nível global. “É exigente e é preciso ser muito organizada para poder dar seguimento aos vários temas da parte Internacional e também de Portugal”, conta. Exigência é um dos valores que regem a sua empresa, aliados ao rigor, pontualidade e elevados standards. A nível empresarial não sentiu nenhum choque, a maior diferença que encontrou foi cultural. Portugal tem sido destacado como um dos melhores destinos a visitar e Bárbara acredita que não é só pelas paisagens, mas também pela arte de bem receber. “Os meus colegas adoram Portugal e reconhecem que somos ótimos anfitriões”, partilha. Bárbara já trabalhou numa agência de comunicação focada no setor hoteleiro, mas é na área da tecnologia que sente uma maior estabilidade. “No dia em que as empresas de tecnologia estiverem numa

situação delicada, então é sinal de que todo o tecido empresarial está em crise”, garante. Não elimina a possibilidade de no futuro trabalhar noutra área, até porque, através de um projeto pessoal, ajuda pequenos negócios a alcançar autonomia no marketing digital, oferecendo formação à medida das suas necessidades. Há quase uma década que se dedica ao marketing e não vê uma mudança de carreira num futuro próximo. No entanto, gostaria que existisse maior representatividade de género. “Esta é a sexta empresa onde trabalho e apenas em duas delas tive mulheres em cargos de chefia”, enquanto a maioria dos seus colegas foram mulheres. Talvez seja uma realidade mais acentuada por trabalhar na área da tecnologia, ainda assim a verdade é que continuam a existir poucas mulheres em cargo de chefia.

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Patrícia Sousa, partner da Expert Numbers

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PATRÍCIA SOUSA

O CONTABILISTA ATUAL É TAMBÉM UM CONSULTOR Com mais de duas décadas de experiência na área da contabilidade, Patrícia é partner da Expert Numbers. Com a crise sanitária, as empresas portuguesas recorreram aos contabilistas para se informarem e acederem a apoios e ao lay-off. Patrícia descreve-nos como os contabilistas se tornaram conselheiros dos empresários, ajudando a evitar a crise.

Desde criança que Patrícia gostava de números. Matemática e Economia eram as suas disciplinas favoritas. Depois de terminar o secundário, o seu primeiro emprego foi na área da contabilidade. Esta experiência motivou-a a seguir Contabilidade e Administração de Empresas na Universidade. Mais tarde, ingressou no Mestrado em Economia Internacional e Estudos Europeus, uma grande paixão sua. Há mais de duas décadas que trabalha na área da contabilidade. Este setor continua a ser dominado por homens, representando cerca de 57% dos profissionais. Patrícia nunca sofreu discriminação e acredita que caminhamos para um equilíbrio de géneros. Contudo, reconhece que existem grandes desigualdades entre homens e mulheres, quer seja a nível de oportunidades ou a nível salarial. Estudos recentes revelam que as mulheres têm escolaridade média superior à dos homens, mas entram no mercado de trabalho com condições piores. “Talvez seja uma questão cultural e para mudarmos este paradigma do género temos de começar a educar os nossos filhos para o contrariar”, alerta. Ao longo dos anos, passou por várias empresas de diversas áreas e superou inúmeros desafios. Um deles, foi a maternidade. Conjugar a vida familiar com a profissional foi difícil, mesmo tendo o apoio da sua família. Um desafio constante é a gestão de pessoas – “gerir emoções, expectativas é uma missão colossal, mas essencial para o sucesso de qualquer empresa”, afirma Patrícia. Para ter sucesso é preciso entender a dinâmica e identificar o potencial da equipa, de forma a transmitir e conciliar com a cultura e os objetivos estratégicos da empresa, motivando os colaboradores de modo construtivo e positivo. “Outro grande desafio é saber o que realmente é importante e o que é somente urgente, dar prioridade às tarefas do dia a dia”, acrescenta. Atualmente é partner da Expert Numbers, uma empresa de contabilidade que faz muito mais do que entregar declarações fiscais e apuramento dos impostos, porque o contabilista dos tempos modernos é simultaneamente um consultor.

Há mais de duas décadas que trabalha na área da contabilidade. Este setor continua a ser dominado por homens, representando cerca de 57% dos profissionais. Estudos recentes revelam que as mulheres têm escolaridade média superior à dos homens, mas entram no mercado de trabalho com condições piores. “Talvez seja uma questão cultural e para mudarmos este paradigma do género temos de começar a educar os nossos filhos para o contrariar.”

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A Expert Numbers presta um variado leque de serviços, nomeadamente na área de processamento de salários, gestão de recursos humanos, reporte fiscal, gestão financeira, faturação e gestão administrativa. Possuem uma carteira alargada de clientes, nacionais e internacionais, de diferentes setores de atividade. “Na nossa equipa contamos com colaboradores com elevado grau de qualificação e de excelência proporcionando assim aos nossos clientes tranquilidade para se focarem nos seus negócios”, garante. Esta vertente de consultoria dos contabilistas foi facilitada através das novas tecnologias que possibilitaram a automatização de tarefas rotineiras, através de softwares que permitem de forma quase automática reconciliar documentos, fazer apuramento de impostos e reporting fiscal. Para além disso, a margem de erro da tecnologia é menor do que a do processamento humano. Desta forma, o contabilista sente-se mais valorizado, já que não gasta tanto tempo em tarefas rotineiras e pode utilizá-lo para a análise de dados e outras tarefas que exigem mais conhecimento e experiência. A digitalização permitiu ainda a criação do arquivo digital que facilita o acesso aos documentos, aumenta a rapidez da organização e arquivo dos documentos por cliente, a integração automática na contabilidade e a facilidade de resposta a auditorias. É ainda mais sustentável, já que elimina custos de tempo e espaço com o arquivo físico, poupando papel. Com o surgimento da Covid-19, as consequências económicas afetaram grande parte do tecido empresarial português. Muitos setores de atividade ficaram estagnados ou em desaceleração. No entanto, para os contabilistas foi exatamente o oposto. “Tudo se redimensionou e exigiu uma mudança urgente a uma velocidade estonteante, uma vez que as empresas recorreram muito mais ao nosso aconselhamento”, relata. Foi um período desafiante em que, diariamente, recebiam informação que tinham de interpretar rapidamente - que nem sempre surgia de uma forma clara e objetiva por parte das entidades competentes – e transmitir- la aos clientes. Para Patrícia, foram tempos de mudança e de oportunidade também. “Esta crise veio mudar comportamentos e prioridades. Permitiu-nos parar para pensar e para nos reinventar”, diz. Temas como a sustentabilidade e o digital tornaram-se incontornáveis. A crise pandémica trouxe o futuro mais cedo, seja através do teletrabalho, da comunicação com o cliente que deixou de ser obrigatoriamente presencial ou da forma como os clientes entregam os documentos. Assim, os contabilistas foram elementos cruciais para a vida das empresas e das pessoas, uma estrutura que se manteve sempre operacional. “O nosso escritório não fechou e considero que fomos peças

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“Na nossa equipa contamos com colaboradores com elevado grau de qualificação e de excelência, proporcionado assim aos nossos clientes tranquilidade para se focarem nos seus negócios. Esta crise veio mudar comportamentos e prioridades. Permitiu-nos parar para pensar e para nos reinventar.”

fundamentais para ajudar as empresas a ultrapassar as dificuldades e a terem liquidez para enfrentar esta situação”, conta. Ajudaram as empresas a tratar do processo de lay-off, a solicitar reembolsos de IVA e deram informação sobre os programas para adaptação e apoios, evitando que as empresas entrassem em colapso. Os contabilistas deixaram de ser apenas as pessoas que tratam dos impostos para se tornarem em conselheiros dos empresários, valorizando mais a profissão. Em Portugal a atividade económica decresceu mais de 8% em 2020, mas Patrícia tem uma visão otimista para o futuro. A recuperação da economia portuguesa vai depender da evolução da pandemia, mas também da política e medidas implementadas. O PRR- Plano de Recuperação e Resiliência surge como um oxigênio para as empresas e pessoas a médio e longo prazo. Com período de execução até 2026, vai permitir a implementação de um conjunto de reformas e investimentos destinados a repor o crescimento da economia portuguesa e reforçar a convergência com a Europa. “O PRR é um plano de investimento para todos os portugueses e onde, uma vez mais, o papel do contabilista consultor vai ser basilar para fazer chegar o dinheiro às empresas e pessoas”, assegura.


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Lília Andrade, Psicóloga e Coach

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LÍLIA ANDRADE

O COACHING COMO O CAMINHO PARA A REALIZAÇÃO PESSOAL E PROFISSIONAL Num país onde a saúde mental ainda é um estigma, Lília Andrade tem-se dedicado a ajudar as pessoas a superar problemas do foro psicológico há mais de uma década. Profissional em várias vertentes da psicologia clínica, recorre também ao Coaching e às suas ferramentas para ajudar as pessoas a alcançar os seus objetivos pessoais e profissionais.

Quando era mais jovem, Lília sonhava ser jornalista. No entanto, quando teve o primeiro contacto com o mundo da psicologia, através de uma disciplina no secundário, percebeu que o seu propósito era “ajudar as pessoas a desenvolverem o seu potencial e a viverem mais felizes”. Candidatou-se a Psicologia na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e, a partir daí, tudo o que tem feito tem como objetivo facilitar as transformações internas das pessoas. “Ver a metamorfose das pessoas que acompanho é maravilhoso e, ao mesmo tempo, um grande privilégio”, conta Lília Andrade. A sua carreira começou na área da educação, com um público jovem. Mais tarde, dedicou-se à formação e educação de adultos. Nestas duas vertentes, a componente clínica, a sua predileta, estava presente de forma muito ténue. Por isso, decidiu desenvolver de forma aprofundada os seus conhecimento e competências em Hipnose Clínica e na Psicoterapia EMDR (Eye Movement Dessensitization and Reprocessing). Esta aprendizagem foi feita através de várias formações ao longo dos anos e uma atualização constante, algo que para Lília, é, eticamente, um dever a cumprir, já que a ciência psicológica, a neurociência e a ciência em geral estão em constante evolução. “Com a investigação científica desenvolvem-se e validam-se diferentes abordagens e estratégias terapêuticas, clarificam-se as causas das diversas problemáticas e do que promove a mudança e isso permite-nos ser mais eficazes na nossa intervenção psicológica e psicoterapêutica”, afirma. As suas principais áreas de conhecimento e intervenção são a ansiedade, o pânico e fobias, ansiedade social, depressão, trauma psicológico e outros temas do desenvolvimento pessoal e profissional. Ao longo da sua carreira, trabalhou em várias clínicas e espaços terapêuticos e percebeu que ter o seu próprio consultório lhe daria mais liberdade para gerir o seu tempo e equilibrar a vida profissional e familiar, trabalhando de forma alinhada com os seus valores de vida. Portanto, depois de ter o seu primeiro filho, decidiu abrir o seu próprio consultório. Com o tempo, começou a sentir falta do trabalho em equipa, dos momentos espontâneo de partilha de experiências e conhecimento entre colegas. Essas saudades aliadas à vontade de oferecer um leque maior de respostas aos seus pacientes, fez com que Lília reestruturasse

o seu projeto inicial para uma Clínica de psicologia. Nasceu assim a Clínica Mente Positiva, que conta com a colaboração de mais psicólogas, com diferentes valências. “É dessa forma que temos conseguido chegar a várias pessoas e ajudá-las a viver mais alinhadas com os seus valores e mais felizes”, afirma. No mundo inteiro ainda existe um grande estigma ligado à saúde mental e os seus tratamentos e Portugal não é exceção. É algo difícil de quebrar devido às crenças enraizadas na sociedade até aos dias de hoje. “Ao longo da história, por falta de conhecimento, as pessoas com problemas mentais não eram compreendidas, nem apoiadas pela sociedade”, explica Lília. Eram vistas como pessoas loucas e perigosas, sendo excluídas da sociedade e do mundo de trabalho. Crenças como “quem procura ajuda psicóloga é uma pessoa frágil ou fraca” ou “a pessoa vai ficar dependente da medicação e/ou da ajuda psicológica para sempre”, ainda persistem e são combatidas por Lília diariamente. Estes estigmas impedem muitas vezes as pessoas de procurarem ajuda psicológica e fazem-nas sentirem-se inferiores quando são diagnosticados, levando “a esconder e a

“Ao longo da história, por falta de conhecimento, as pessoas com problemas mentais não eram compreendidas, nem apoiadas pela sociedade. Eram vistas como pessoas loucas e perigosas, sendo excluídas da sociedade e do mundo de trabalho."

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aumentar o seu sofrimento psicológico e em alguns a desistir do acompanhamento clínico”, conta a psicóloga. Para além disso, as pessoas são responsabilizadas pela condição em que se encontram e consideradas perigosas ou imprevisíveis. “Acresce que, ao contrário, da doença física, o sofrimento psicológico nem sempre é visível ou palpável, o que também contribui para o estigma.” No fundo, existe um elevado grau de desconhecimento da população sobre a saúde mental, o papel do psicólogo e do psiquiatra. Há um longo caminho a percorrer para reverter essa realidade e deve começar pelo Serviço Nacional de Saúde que não apresenta um número de profissionais de saúde mental suficiente para dar resposta às necessidades e agir de forma preventiva. É também essencial falar e educar sobre a saúde mental nos meios de comunicação social, nas escolas e nas empresas, de forma “objetiva, descomplicada e séria”. Por fim, é importante clarificar e explicar os papéis do psicólogo e do psiquiatra. “Ainda é comum ouvirmos a pessoa a dizer “às vezes faço de psicólogo, pois escuto e aconselho os meus amigos” e quando isso ainda é verbalizado é porque ainda não estamos a conseguir demonstrar com clareza o que

“Para Lília, o Coaching é um processo de desenvolvimento humano que evolui num trabalho colaborativo entre Coach e Coachee, que permite que o cliente consiga “descobrir os recursos internos, ampliar perspetivas e definir um plano concreto, objetivo e realizável, o qual, com as suas ações e investimento, lhe vai permitir alcançar o que deseja.”

Lília Andrade, Psicóloga e Coach

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fazemos”, confessa a psicóloga. Mais recentemente, Lília tem-se dedicado ao Coaching. Esta vertente profissional surgiu para colmatar a necessidade de ter ferramentas que lhe permitissem, de forma mais eficiente e eficaz, ajudar as outras pessoas a alcançarem objetivos mais específicos, como por exemplo, alavancar a sua carreira, concretizar projetos pessoais e profissionais ou equilibrar a vida pessoal com a profissional. Também no que toca ao Coaching existe uma grande desinformação. “Ao contrário do que se pensa, o Coaching é um processo que se destina a pessoas emocionalmente estáveis, com um bom nível de funcionalidade e que conseguem dar um bom ou razoável progresso na sua vida, mesmo que haja algum sofrimento ou desconforto envolvido”, esclarece. Assim, o Coaching não é terapia, consultoria, mentoria, formação nem aconselhamento. A psicoterapia é indicada para pessoas com maior sofrimento psicológico que interfere significativamente com o seu bem-estar e a impede de progredir de forma desejada na sua vida. Por isso, é muito importante que o profissional consiga avaliar se um processo de Coaching será o mais indicado para o seu cliente. “Um processo de Coaching pode ser desestruturante quando implementado sem uma avaliação inicial adequada”, alerta. Uma pessoa que sofra de depressão ou ansiedade só será capaz de se mobilizar para alcançar o que deseja ou necessita após trabalhar as principais razões que motivam os seus problemas. Outra ideia errada é pensar que o Coach vai indicar o caminho mais adequado para o seu cliente. O

Coach não dá as respostas, traz exercícios e questões de alto impacto de forma que o seu cliente possa refletir e descobrir o seu potencial máximo para dar os passos que precisa para alcançar o seu objetivo. “É um processo com início, meio e fim previsíveis, bastante estruturado e focado, onde a pessoa é a principal responsável pela mudança e alcance do seu objetivo”, ilustra. Para Lília, o Coaching é um processo de desenvolvimento humano que evolui num trabalho colaborativo entre Coach e Coachee, que permite que o cliente consiga “descobrir os recursos internos, ampliar perspetivas e definir um plano concreto, objetivo e realizável, o qual, com as suas ações e investimento, lhe vai permitir alcançar o que deseja.” Desta forma, o Coaching promove autoconhecimento, potencializa recursos e forças internas, autoconfiança e clareza nos nossos desejos e objetivos. Num processo de Coaching, o foco recai sobre soluções e formas de ultrapassar ou contornar obstáculos. Promove também o sentimento de autorrealização, já que a pessoa, à medida que se vai conhecendo, amplia as suas perspetivas e aproxima-se do seu objetivo, ficando mais confiante e satisfeito consigo mesma. Num processo de Coaching, os maiores obstáculos que as impedem de alcançar sucesso ou equilíbrio são as crenças que trazem acerca de si mesmas – “não sou bom o suficiente”, “tenho de ser perfeito”, entre outras. O medo de falhar e a influência das outras pessoas, como família ou amigos, o receio do que possam pensar sobre o seu plano e a necessidade de aprovação são também grandes obstáculos.

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MELGAÇO PROMOVE “QUINZENA DA IGUALDADE” De 25 de novembro a 10 de dezembro, o município de Melgaço promove a “Quinzena da Igualdade”: a ação arranca no dia em que se comemora o Dia internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres (25 de novembro) e culmina no Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro). Sensibilizar a população em geral para as questões da Igualdade de Género é o propósito da iniciativa. Durante os 15 dias, Melgaço quer sensibilizar para a igualdade de oportunidades, dos direitos e deveres de todos, independentemente do género. Uma tertúlia, que reunirá a Comissária para a Igualdade do município de Arcos de Valdevez, Manuela Melo, a Presidente da Assembleia Municipal de Melgaço, Fátima Pereira, e as vereadoras do município melgacense Fátima Táboas e Sónia Trancoso; um jogo de futebol onde participarão equipas mistas de clubes do concelho; e uma Noite de Fados são as ações propostas pela autarquia. Durantes os vários momentos serão distribuídos crachás e t-shirts alusivos à ação e com a mensagem “Toda a gente sabe que o lugar da mulher é onde ela quiser”, da autoria da Rede Europeia Antipobreza - EAPN Portugal no âmbito da Campanha Nacional 2021 “O Discurso do Ódio Não é Argumento”.

PROGRAMA

Tertúlia “A Participação das Mulheres na Vida Autárquica” 2 de dezembro, 18h00, Salão Nobre da Câmara Municipal de Melgaço Comissária para a Igualdade do município de Arcos de Valdevez, Manuela Melo Presidente da Assembleia Municipal de Melgaço, Fátima Pereira Vereadora da Educação do Município de Melgaço, Fátima Táboas Vereadora do Município de Melgaço, Sónia Trancoso Jogo de futebol de equipas mistas (clubes locais do concelho) 3 de dezembro, 21h00, Pavilhão Gimnodesportivo do Centro de Estágios de Melgaço Noite de Fados 4 de dezembro, 21h30, Casa da Cultura de Melgaço

ÍNDICE DA IGUALDADE DE GÉNERO 2021

De acordo o relatório deste ano do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE) é na partilha e no uso do tempo que o EIGE entende que as desigualdades de género são mais acentuadas. De acordo com esta entidade, só 10% das mulheres

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com mais de 15 anos pratica atividades desportivas, culturais ou de lazer, contra 20% dos homens, e 78% das mulheres com mais de 18 anos cozinha ou faz tarefas domésticas todos os dias, contra 19% dos homens. O Relatório dá nota que Portugal apresenta um aumento no número de mulheres com cargos de decisão política, mas que na esfera económica os homens continuam a destacar, e que se destaca na área da saúde, o foco do índice deste ano, apresentando o melhor desempenho de todos os países, com 84.8 pontos. No entanto, nesta área, o EIGE revela que as mulheres apresentam pior saúde e sem melhorias nos últimos tempos.

A SABER

Portugal subiu um lugar no “Índice da Igualdade de Género”: desde 2010, ano que o EIGE começou a fazer este ranking, Portugal conquistou quatro lugares, mas continua ainda abaixo da média da União Europeia. Está agora na 15ª posição: num máximo de 100 pontos, Portugal conquistou 62.2 pontos, 5.8

O Relatório dá nota que Portugal apresenta um aumento no número de mulheres com cargos de decisão política, mas que na esfera económica os homens continuam a destacar, e que se destaca na área da saúde, o foco do índice deste ano, apresentando o melhor desempenho de todos os países, com 84.8 pontos.


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pontos abaixo da média europeia. O pior desempenho de Portugal é nos usos e partilhas do tempo, na qual consegue apenas 47.5 pontos, abaixo dos 61 pontos da média da União Europeia. Onde Portugal apresenta melhores resultados desde 2010 foi na área do “poder”, tendo somado mais 18.7 pontos nestes 11 anos até alcançar os 53.6 pontos no ranking de 2021. “Esta mudança é devida às melhorias consideráveis nas subcategorias da política e da economia desde 2010 (mais 20.7 pontos e 27.5 pontos, respetivamente)”, atenta o EIGE. Por outro lado, Portugal registou menor evolução na categoria “dinheiro”: caiu dois lugares desde

2018, tendo 8.8 pontos abaixo da média europeia, ficando em 21.º lugar. A categoria do “trabalho” é a única onde Portugal está acima da média europeia, tendo conseguido um total de 73.2 pontos, acima dos 71.6 da média dos 27. O EIGE realça ainda que o fosso de género no emprego em Portugal continua por resolver, nomeadamente que as mulheres, especialmente as mais velhas e as que vivem sozinhas, ganham menos do que os homens, a segregação de género na educação continua alta e que as mulheres continuam a ser sobrecarregadas com o trabalho doméstico e/ou de cuidado.

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O nome do podcast, “It’s ok to not be ok”, é nada mais nada menos que um empréstimo à frase repetida durante os jogos olímpicos a propósito da decisão de Simone Biles de não participar na maior parte das provas em Tóquio.

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A saúde mental é um dos problemas mal resolvidos que a pandemia deixou a descoberto e, quando uma atleta olímpica de topo o trouxe para o espaço público, apenas reforçou a urgência de conversar e partilhar experiências e para que se encontrem novas respostas. Por isso, nesta série de conversas Rute Sousa Vasco, jornalista e publisher da MadreMedia, e M. Inês Cabral, Head of Marketing do LACS Community of Creators, desafiaram empresários e gestores a partilhar as suas histórias de como a pandemia mudou a forma como trabalhamos e como nos vemos no mundo do trabalho. As conversas são gravadas no edifício do LACS, nos Anjos, em Lisboa, onde a MadreMedia tem instalado o estúdio “Next” de produção de conteúdos. O primeiro episódio do podcast conta com Roberta Medina, a empresária e rosto do Rock in Rio, que chegou "bagunçando o coreto" com o seu otimismo e fé inabalável no bem que todos nós podemos fazer uns pelos outros. “Somos todos parte desse projeto único,

que é a vida nesse planeta. Cada um de nós tem uma função, mas o projeto é um só. Se a gente olhar dessa forma, a gente começa a se preocupar mais com o vizinho”, diz Roberta Medina. É com esta esperança que a produtora de eventos encara a 9.ª edição do festival Rock in Rio Lisboa, que já foi adiada duas vezes desde o início da pandemia da Covid-19. Explica que é fácil desmotivar e que ficou “de luto” com o segundo adiamento, especialmente por ter de trabalhar a moral dos colaboradores sem certezas do que ia acontecer. Para Roberta Medina, o período que estivemos em casa "acentuou a necessidade [de falarmos uns com os outros]” e “reforçou a importância do ser humano”. "De alguma forma fomos obrigados a desacelerar um pouco. Eu adorava fazer o deslocamento casa-trabalho porque sempre foi um tempo de baixar a poeira. Eu agora não quero ficar 50 minutos no engarrafamento. Passei a ser muito mais mãe agora porque eu posso jantar com os meus filhos", revela. Ouça o primeiro episódio do podcast "It's ok to not be ok" com Roberta Medina no Spotify

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O 1º café-restaurante JOYEUX em Portugal abriu portas no dia 23 de novembro para promover a empregabilidade e a formação de pessoas com dificuldades intelectuais e do desenvolvimento (DID), tais como a trissomia 21 ou o autismo.

Equipa do Café Joyeux Portugal

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Rui Nabeiro da Delta

No JOYEUX, as várias funções da restauração, desde a cozinha ao serviço de sala, estão a cargo destes jovens que, orientados por profissionais da restauração, têm pela frente o objetivo de conquistarem a sua autonomia profissional. O JOYEUX em Portugal resulta de um acordo entre a Associação Vilacomvida e a Fundação Émeraude Solidaire para o desenvolvimento do franchising da marca JOYEUX, a primeira família de cafés-restaurantes solidários e inclusivos, nascida em França em 2017 e que pretende trazer a diferença intelectual para o centro das nossas vidas e das nossas cidades, formando e empregando pessoas com dificuldades intelectuais e do desenvolvimento. A 1ª abertura acontece agora na Calçada da Estrela nº 26, em Lisboa. A inauguração do CAFÉ JOYEUX acontece no decorrer da Semana Europeia da Empregabilidade das Pessoas com Deficiência, que se assinala de 15 a 22 de novembro. “Para nós é um grande orgulho e privilégio, mas também uma grande responsabilidade, o desenvolvimento no nosso território da marca solidária e inclusiva JOYEUX, com a qual temos tanto em comum. A nossa missão é mudar o olhar sobre a incapacidade intelectual através do encontro e da partilha, propondo uma oferta de qualidade no âmbito da restauração, permitindo desta forma um contacto mais próximo, regular e positivo com a diferença”, afirma a presidente da Associação Vilacomvida, Filipa Pinto Coelho. Uma pessoa com dificuldades intelectuais e do desenvolvimento (DID), desde que maior de 18 anos, e com gosto pela área da restauração, pode ser selecionado para fazer parte da equipa Joyeux, ser contratado, receber o seu merecido salário e com ele usufruir, sem custos, da Escola JOYEUX – um curso de formação de 2 anos, certificado, que o diplomará como “empregado polivalente no sector da restauração”. Além de tudo isto, fazer parte de uma equipa JOYEUX é também ter a certeza de que todo o processo do

qual este jovem irá participar está pensado para que possa fazê-lo com autonomia. “A história dos CAFÉS JOYEUX escreve-se a cada dia que passa. É um orgulho para as nossas equipas e para nós próprios ver o nosso conceito desenvolver-se em Portugal. Continuar a nossa missão por um mundo mais inclusivo internacionalmente é, para nós, um sonho, que se vai tornar realidade. Porque não há fronteiras para a inclusão. Juntos, mudemos o olhar sobre a diferença e atuemos em prol da inclusão”, sublinha o fundador do Café Joyeux, Yann Bucaille. O objetivo da Associação VilacomVida, que celebra este ano o quinto aniversário, é a criação de 5 a 7 cafés-restaurantes JOYEUX no território português até 2026, permitindo desta forma o emprego de perto de uma centena de colaboradores Joyeux. Depois de Lisboa, seguir-se-á Cascais no 1º semestre de 2022. Além de Portugal, que é o 1º país a receber o conceito fora de França, o Café JOYEUX tem previstas outras aberturas na Europa nos próximos meses. O modelo de investimento para a abertura de cada Café Joyeux em França, e agora também em Portugal, assenta na angariação de fundos feita junto de doadores empresariais e particulares, que apoiam a compra dos equipamentos, obras, decoração e fundo de maneio para os primeiros 3-6 meses. Passado este período, todos os custos decorrentes da operação serão cobertos pelo negócio social e os lucros existentes serão reinvestidos na abertura de mais cafés-restaurantes Joyeux, para assim poderem ser proporcionados mais postos de trabalho. O plano de expansão prevê que com cinco cafés-restaurantes Joyeux abertos será atingida a sustentabilidade do projeto. Para além de Portugal, o Café JOYEUX tem previstas outras aberturas internacionais nos próximos meses: Bruxelas, Genéve e Nova Iorque. Em Portugal, durante a crise pandémica, o número de desempregados com deficiência inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) au-

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mentou 10%, registando-se uma forte descida nas contratações. Os números do IEFP e do Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) indicam que apenas 17% das pessoas com deficiência têm rendimentos do trabalho. A maioria vive dependente de prestações sociais (65,7%). O JOYEUX - servido com o coração -, permite a cada colaborador ganhar confiança, experiência e sentir-se parte verdadeiramente integrante da empresa, uma vez que todos os processos e receitas são pensados de raíz para promover a sua autonomia. A filosofia da marca JOYEUX assenta em localizações no coração das cidades, em zonas de elevada afluência. A carta culinária propõe sempre produtos frescos, da época e preparados no local por colaboradores Joyeux, privilegiando assim a economia local e circular, a sustentabilidade e o ambiente. A Delta Cafés, parceira nesta iniciativa, desenvolveu um blend especialmente para os Cafés Joyeux

em Portugal. Logoplaste, Fundação AGEAS, FNAC, Banco Santander, BPI – Fundação La Caixa, Grupo Brisa, Rubis Energia, Auchan, MEO, BNP Paribas, Paulo Duarte Transportes - são alguns dos parceiros que já manifestaram o seu apoio no lançamento desta missão em Portugal, contribuindo assim para a sua sustentabilidade a curto prazo.

Carlos Moedas, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

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Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, acompanhado por Filipa Pinto Coelho, Presidente Executiva da Joyeux Portugal

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Macieira, a marca centenária que remonta a 1865, cria uma edição especial em parceria com o Sport Lisboa e Benfica, o lendário clube multidesportivo português. Macieira Edição Limitada Benfica, anunciada agora no mercado, visa celebrar esta ligação histórica ao longo dos anos, estando disponível em formato 70cl nos retalhistas habituais, nas lojas oficiais do clube e loja online com um preço de venda recomendado de 11,99€.

De um lado, o sabor único de Macieira, do outro, o esforço contínuo para ser a melhor e mais titulada equipa. O resultado - uma edição limitada imperdível que ficará na memória e no coração de muitos portugueses. “Macieira Edição Limitada Benfica, foi desenhada para todos os amantes de desporto e grandes apreciadores de Macieira. Com esta edição pretendemos enaltecer o percurso cheio de conquistas e sucesso de ambas as marcas esperando que esse mesmo entusiasmo prospere junto dos nossos consumidores”, explica Joana Franco, Head of Marketing da Pernod Ricard Portugal. A edição Macieira Benfica, mantem a habitual Macieira Royal Spirit, mas com uma embalagem exclusiva e comemorativa. Contém o logótipo oficial do SL Benfica, de 1930 a 1999, abrilhantando ainda o contra-rótulo com uma fotografia que remonta a 1905 – época em que o clube português estava a começar a dar os primeiros passos. Desde então que a história destas duas marcas se tem cruzado: Macieira esteve presente em muitos jogos, estando nas linhas de bancada dos campos e tendo sido, ainda, patrocinadora da equipa de

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Hóquei em patins do SL Benfica. Outra curiosidade que liga estas duas marcas foi o facto do treinador Sven-Göran Eriksson, que treinou no SL Benfica entre 1982-1984 e 1989-1992, usar o icónico panamá Macieira. Agora, o lançamento de Macieira Edição Limitada Benfica que visa assinalar esta trajetória bem benfiquista num produto já tão acarinhado pelos consumidores portugueses. Criado em 1975, o grupo Pernod Ricard, co-líder mundial na distribuição de vinhos e bebidas espirituosas, possui um dos portefólios mais prestigiantes de marcas do seu setor: Absolut, Jameson, Beefeater, Ricard, Ballantine’s, Chivas Regal, Royal Salute, The Glenlivet, Mumm, Perrier-Jouët e Macieira. Com cerca de 19.000 colaboradores em todo o mundo, o Grupo Pernod Ricard apoia-se numa organização descentralizada e encontra-se fortemente empenhado numa política de desenvolvimento sustentável e, nesse sentido, promove uma política de consumo responsável. A estratégia e ambições da Pernod Ricard assentam sobre três valores-chave que orientam o seu plano de desenvolvimento: espírito empreendedor, confiança mútua e um forte sentido ético.


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SINTA A MAGIA DO NATAL NA QUINTA DO LAGO Sol, proximidade com a natureza, desporto ao ar livre e eventos festivos onde boa comida e entretenimento não faltam – quantos motivos precisa mais para reservar as suas férias de Natal na Quinta do Lago? Para completar, o The Magnolia Hotel oferece 15% de desconto em estadias! Se está a planear as férias de Natal, aceite a nossa sugestão: rume à zona mais quente do país e desfrute de tudo o que a Quinta do Lago tem preparado para si! Deixe a acomodação a cargo do The Magnolia Hotel e receba 15% de desconto para estadias a partir de duas noites entre 23 de dezembro e 2 de janeiro. Quanto às atividades, não haverá um momento aborrecido – o resort preparou um calendário de eventos festivos para tornar esta época ainda mais especial.

DEIXE-SE CONTAGIAR PELA MAGIA DA ÉPOCA FESTIVA

Os eventos do resort começam no dia 4 de dezem-

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bro com a iluminação da árvore de Natal da Quinta do Lago, no Dano's! Para os adultos, há um bom vinho quente enquanto que as crianças podem desfrutar de um bom chocolate quente na companhia dos clássicos de Natal mais conhecidos. Fique para jantar e dê as boas-vindas à época festiva com o menu delicioso do sports bar mais in do Algarve. Se não tiver nenhuma ideia para o seu jantar de consoada, por que não jantar ao estilo da Quinta do Lago a partir do conforto da sua casa? Basta encomendar o seu cabaz de natal, composto por uma refeição de três pratos para um máximo de 10 pessoas. Todos os alimentos são pré-preparados pelos Chefs do resort e serão entregues aos clientes prontos a


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cozinhar – os cabazes incluem instruções para que as finalizações dos pratos sejam feitos em casa. Estes, podem ser levantados no Clubhouse dos campos Norte e Sul, entre os dias 17 e 24 de dezembro. Ainda que seja no dia 25 de Dezembro do Pai Natal entregar os seus presentes, as festividades continuam com o Boxing Day, o costume natalício inglês / irlandês que prolonga a festa no resort: vá até ao Dano’s para assistir aos jogos do Boxing Day Premier League com a companhia das cervejas Guinness ou Hop 1 e um brunch saboroso para toda a família. Alguém falou em Ano Novo? No resort, conta-se com quatro celebrações nos restaurantes Bovino Steakhouse, Casa Velha, Casa do Lago e Dano's. A música ao vivo será tão boa como a comida e a noite promete sofisticação com fogo de artifício e muita animação à mistura que garantem uma celebração em grande quando o relógio bater as 12 badaladas! Já em 2022, desfrute de um Brunch de Ano Novo no Dano’s onde não vai faltar bom ambiente e pratos saborosos para o seu serão de almoço de 1 de Janeiro.

COMIDA, ANIMAÇÃO E... MUITO DESPORTO!

Até dia 30 de novembro, visite o showroom do TaylorMade Performance Center onde encontrar

ofertas incríveis de tacos de golfe de alta qualidade, vestuário e muito mais! Uma oportunidade única para ter equipamento de golfe premium a um preço único. Se comprar equipamento para o seu filho, este poderá estreá-los no Torneio Júnior Open, de 17 a 19 de dezembro no Campo do Laranjal: uma ocasião especial para todos os futuros campeões na modalidade onde os jovens irão competir pelo título e os pontos contarão para o ranking World Amateur Golf. Se golfe não for o desporto predileto da sua família, pode optar pelo Desafio dos 100KM do The Campus com lugar nos dias 4 e 5 de dezembro onde ciclistas experientes vão pedalar até à Fóia passando pelas vistas deslumbrantes da serra Algarvia. Este é um evento que inclui uma noite de alojamento. Caso prefira desportos com raquetes, no dia 12 de dezembro pode contar com o Torneio de Natal de Padel, para as categorias M4, M3, M2, F3 e MX, com um custo de 20€ por pessoa ou com o Torneio Familiar de Ténis no dia 29 de dezembro que irá pôr todas as famílias e amigos a competir e a divertir-se por um valor de 30 euros por equipa (as equipas são compostas por 2 pessoas). Consulte www.quintadolago.com e reserve as suas atividades hoje! O Natal celebra-se em grande na Quinta do Lago... do que está à espera?

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DESCUBRA A MASSAGEM PERINEAL E COMO A PODE AJUDAR A FACILITAR O PARTO A massagem perineal é um tipo de massagem feita na região íntima da mulher que ajuda a alongar os músculos vaginais e o canal do parto, facilitando a saída do bebé durante o parto normal. Segundo a Weleda, fabricante líder mundial de produtos de cosmética, higiene e bem-estar naturais, a massagem perineal durante a gravidez é eficaz na redução de traumas e episiotomias perineais, razão pela qual é recomendada a partir da 32ª semana, desde que não haja contraindicações médicas.

Esta massagem visa alongar e tornar os tecidos mais flexíveis, aumentar a elasticidade do períneo e familiarizar a mulher com a sensação de alongamento, permitindo-lhe relaxar mais durante o parto. Além disso, estes exercícios permitir-lhe-ão tomar consciência dos músculos envolvidos na passagem do bebé para o exterior, de modo a poder controlar estes músculos durante o parto para facilitar a saída do bebé e da placenta. A técnica consiste na aplicação de um óleo natural usando os dedos indicadores ou polegares de ambas as mãos, ou indicadores e dedos médios de apenas uma delas, colocando-os na vagina, exercendo pressão para baixo e estirando o períneo de um lado a outro. A realização desta massagem durante pelo me-

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nos 5 semanas antes do parto numa base regular e durante 5-7 minutos é suficiente para reduzir a probabilidade de laceração e episiotomias. Escusado será dizer que apenas os óleos naturais mais puros e selecionados devem entrar em contacto com a área íntima. O Óleo de Massagem Pré-Natal da Weleda, criado em colaboração com parteiras e farmacêuticos, é 100% natural. É composto por um óleo de amêndoa biológico suave e óleo de gérmen de trigo, rico em vitamina E, que nutre e relaxa a pele perineal, deixando-a mais flexível. No website do distribuidor oficial da Weleda em Portugal pode encontrar diversos produtos de gravidez para futuras mães, incluindo o Óleo de Massagem Pré-Natal, que vem com instruções para a massagem perineal.


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