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NOVEMBRO DE 2020

Publicação da responsabilidade editorial e comercial de Sandra Arouca | Venda por assinatura - 8€

PATRÍCIA DE JESUS MONTEIRO

A JUSTIÇA COMO UM COMPROMISSO DE VALORES

“LET’S GROW TOGETHER” COMO CRESCER COM VALOR

1º CONGRESSO DE GESTÃO E EMPREENDEDORISMO

Conceição Martins, Diretora de Recursos Humanos da Euronext Portugal

Ana Gonçalves, Empreendedora e consultora em negócios de saúde


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ÍNDICE 4 | Editorial 14 | A Justiça como um compromisso de valores Patrícia de Jesus Monteiro, Advogada 14 | "Let`s Grow Together" Como crescer com valor, Conceição Martins, Diretora de Recursos Humanos da Euronext Portugal 18 | Responsabilidade Ambiental e Sustentabilidade Carmen Lima, Coordenadora do Centro de Informação de Resíduos da Quercus e Fundadora e Coordenadora do SOS Amianto 24 | 5 Destinos para relaxar este outono 28 | Gestão de Stress no Feminino Conceição M. Espada, Especialista em gestão de stress, Chi Kung, Meditação e Corporate Mind and Body 30 | Saúde Mental em Tempos de Pandemia 34 | 1º Congresso de Gestão e Empreendedorismo para Fisioterapeutas Ana Gonçalves, CEO da Clínica Fisiotorres, das Clínicas Espaço Saúde Física e do Ginásio EFIT e Consultora em Negócios de Saúde 40 | As Casas na era Pós-Covid-19 FICHA TÉCNICA Direção e Edição: Sandra Arouca Colaboração: Ana Catarina Gomes, Ana Duarte e Pedro Guedes Contactos: geral@liderancanofeminino.org redacao@liderancanofeminino.org

42 | “A história da Jorge Fernandes confunde-se com a nossa história” Ana Marques, Administradora da Jorge Fernandes 46 | Women in leadership Rosário Moreira e Maria João Barbosa 48 | Nobel da Paz abre maior evento de inovação sustentável do mundo

Registada na ERC com o n.º 126978 Propriedade de Sandra Arouca Sede e Redação - R. Nova da Junqueira, 145 4405-768 V.N.Gaia Periodicidade mensal Liderança no Feminino tem o compromisso de assegurar os princípios deontológicos e ética profissional dos jornalistas, assim como pela boa fé dos leitores. O conteúdo editorial da Revista Liderança no Feminino é totalmente escrito segundo o novo Acordo Ortográfico. Todos os artigos são da responsabilidade dos seus autores e não expressam necessariamente a opinião da editora. Reservados todos os direitos, proibida a reprodução total ou parcial de todos os artigos, sem prévia autorização da editora. Quaisquer erros ou omissões nos artigos, não são da responsabilidade da editora.

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LIDERANÇA NO FEMININO | Novembro de 2020

| OUTUBRO 2020

EDITORIAL Numa altura em que aprendemos a conviver com a pandemia, temos nas mãos a ‘responsabilidade’ pelo controlo da COVID-19 e a necessidade de não parar. Há quem defenda que 2020 será o ano em que as forças do empreendedorismo convergirão com mais marcas, cada vez mais personalizadas. Chega a hora de reconhecer o tecido empresarial. É tempo de promover, evidenciar reinventar-se e reorientar os negócios no sentido da reconstrução da economia. Nesta edição, apresentamos grandes exemplos de mulheres que se afirmam apostando na sua marca e mostrando a diferença nos seus serviços. Patrícia Monteiro que assume a justiça como um compromisso de valores, lidera a PJM Advogados desde 2009, um projeto e uma sociedade que defendem a Justiça através do comprometimento com os valores de toda uma equipa. O foco da sociedade passa por trabalhar com ética e rigor com todos os clientes, atingindo sempre as suas expectativas. Conceição Martins, Diretora de Recursos Humanos da Euronext Portugal, presente em dezassete países, fala-nos sobre a missão “Let’s Grow Together 2022” e de como os valores da equipa influenciam o futuro deste mercado. Carmen Lima, Coordenadora do Centro de In-

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formação de Resíduos da Quercus e Fundadora e Coordenadora do SOS Amianto, chama-nos à razão sobre os impactos ambientais e do “Esgotamento “Ecológico” que estamos a assistir. Conceição Espada, reforça a importância da gestão de stress, no equilíbrio emocional e mental que está na ordem do dia. Ana Marques, Administradora da gráfica Jorge Fernandes, atualmente reconhecida no setor e pelas maiores empresas nacionais e internacionais, conta a história da empresa e do crescimento, baseado nos valores, na modernização e no conceito familiar. A professora Rosário Moreira e Maria João Barbosa partilham, nesta edição, os resultados da sua investigação sobre as mulheres em cargos de topo em Portugal, cujo sucesso se relaciona com a cultura organizacional, a personalidade e o contexto da infância. E, por último, destacamos o primeiro Congresso de Gestão e Empreendedorismo para Fisioterapeutas realizado por Ana Gonçalves, jovem empreendedora de 35 anos, CEO da Clínica Fisiotorres, das Clínicas Espaço Saúde Física, do Ginásio EFIT e consultora em negócios de saúde. São as pessoas que fazem o país avançar. Há vontade, há coragem e mulheres dispostas a inovar!

Sandra Arouca


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A JUSTIÇA COMO UM COMPROMISSO DE VALORES Patrícia de Jesus Monteiro lidera a PJM Advogados desde 2009 e, desde então, foi crescendo com base na busca da Justiça através do comprometimento com os valores de toda uma equipa. O foco dos nossos advogados associados passa por trabalhar com ética e rigor com todos os clientes, atingindo sempre as suas expectativas. DIREITO: COMERCIAL - IMOBILIÁRIO - PENAL - ESTRANGEIROS - LABORAL - FAMÍLIA - URBANISMO CONTRATOS . ATOS NOTARIAIS . FORMAÇÃO

Patrícia de Jesus Monteiro, Advogada

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Profissionalismo, excelência, personalização, idoneidade e independência. É com base nestes valores e numa “formação complementar de excepção que tem um enorme domínio de diferentes áreas do direito” que a PJM Advogados faz mover a Justiça diariamente, explica Patrícia de Jesus Monteiro, líder e Advogada deste escritório. Os advogados enquadrados nesta equipa exercem em diferentes contextos, estando preparados para garantir apoio em áreas jurídicas como o direito do trabalho, da família, imobiliário, entre outros - além dos atos notariais e dos pareceres. O objetivo é sempre “acolher e salvaguardar os interesses dos nossos Constituintes”, de forma a “garantir que o resultado seja o desejado”. Patrícia de Jesus Monteiro assume que atingir as expectativas dos seus clientes é uma tarefa de enorme responsabilidade e que apenas pode

Liderar esta equipa é uma enorme responsabilidade mas é simultaneamente desafiante e motivador, porque temos de estar constantemente atualizados com todas as informações que surgem nas diferentes áreas do direito, a nível nacional e internacional.

Patrícia de Jesus Monteiro e a equipa da PJM Advogados

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ser concretizada com base na experiência, no conhecimento e na ética. “Não defendemos Constituintes exclusivamente com objetivos comerciais, mas para os defender enquanto cidadãos, deve existir confiança mútua (Advogados/Cliente) sem prejudicar as nossas crenças, valores e ética”, adianta, explicando que o Constituinte é, também, uma parte importante no sucesso do trabalho de um advogado: “deve cumprir e seguir, em rigor e na íntegra, as orientações definidas pelos nossos advogados, para que no final, seja alcançado o melhor resultado”. É para si importante e fundamental criar um equilíbrio entre as necessidades do cliente e o rigoroso compromisso com a Justiça, de forma a não comprometer direitos do Constituinte nem o seu comprometimento com a verdade. Enquanto advogada, é também para si crucial o conhecimento global do caso e do Constituinte.

“Pratico uma advocacia com conhecimento de causa, com rigor e qualidade, sou assertiva, tenho em mente sempre uma estratégia definida para cada Constituinte e estudo todas as facetas da questão, para estar apta a dar uma resposta ou fazer uma questão, caso seja necessário”. Porque, no final de um dia de trabalho, “o que me faz sentir realmente bem: saber que posso contribuir para o bem-estar e felicidade de outra pessoa”, assume. Enquanto Administradora, tem igualmente o importante papel de orientar uma equipa coesa, que trabalha em prol da Justiça, com rigor e profissionalismo. Patrícia de Jesus Monteiro assume esta responsabilidade com motivação e a consciência de que o saber é uma parte crucial no sucesso. Procura estar constantemente atualizada sobre todas e quaisquer informações ou alterações que surgem nas diferentes áreas do direito, a nível nacional e internacional. A sua experiência anterior é, no seu entender, uma fonte de conhecimento, que lhe permite abraçar este projeto, desde 2009, com sensatez e exatidão. No dia-a-dia, e de modo a apoiar inteiramente os advogados que a acompanham, procura ter uma atitude concisa e concreta. “Os conhecimentos que possuo de body language, programação neuro linguística, permitem, também, uma perceção e uma identificação claras das necessidades e mais-valias da equipa, gerando assim um processo de trabalho fluido, dedicado e competente", acrescenta. De futuro, e de forma a valorizar mais a sociedade, a PJM Advogados irá desenvolver uma nova área de conhecimento: a formação. Esta líder e Advogada explica e esclarece que a equipa já se encontra a desenvolver o Departamento de Formação, que irá promover e organizar “Formações Certificadas, Workshops e Debates, de temas diversos”, com a participação da equipa, mas também de especialistas externos, que irão trazer, através do seu conhecimento, mais-valias a estes fóruns. Patrícia de Jesus Monteiro explica que o objetivo deste departamento será “partilhar conhecimentos, informar, promover a discussão de temáticas atuais e contribuir para que todos os indivíduos possam desenvolver a sua atividade com maior segurança jurídica”.

Pretendemos abordar diferentes áreas do direito, parcelado em vários temas ou subtemas, numa linguagem acessível a todos os cidadãos e num tom menos formal. 9


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INFORMAÇÃO COMO UM DEVER A partilha de conhecimentos é uma das preocupações da PJM Advogados. A criação do Departamento de Formação será o próximo e grande passo da sociedade jurídica. No entanto, e para já, a equipa procura promover o conhecimento da Justiça, dos direitos e deveres, através de diferentes meios de comunicação. Além do website da empresa, onde é possível encontrar informações diversas das suas áreas de atuação, as redes sociais têm um papel extremamente importante para esta equipa. Numa era que Patrícia de Jesus Monteiro considera de “absorção de informação”, procuram comunicar com toda a sociedade, sejam pessoas individuais ou coletivas, e independentemente de existir ou não uma colaboração Cliente/Advogado com a sociedade. “Queremos que o cidadão seja totalmente esclarecido, tanto nos seus direitos como nos deveres, e aconselhá-lo Quem lidera o mundo da Justiça? A justiça é um mundo dominado por aqueles que acreditam nele, seja de que género for. Não valorizo a questão do mundo da Justiça ser dominado por homens. Acima de tudo, lidera-se enquanto mulher, praticando um trabalho de excelência. Não podemos é pensar que os homens dominam e que fazem um trabalho melhor; temos nós próprias de fazer sempre o melhor serviço jurídico. Há bons profissionais femininos e masculinos! Que mais-valias tem uma mulher que se destaque no mundo da Justiça e do Direito? A principal diferença que sinto como mulher, nesta área da justiça, é a intuição conjugada com sensibilidade feminina. Sinto-a como uma mais-valia, aliada à elevada capacidade que possuo de prever e antecipar as situações. Assim, somos mais céleres, mais focadas e os resultados surgem atempadamente. A polivalência e a capacidade de absorver e tratar vários assuntos em simultâneo, características maioritariamente femininas, também fazem a diferença no que respeita à execução do trabalho. Na minha equipa tenho também outras mulheres com uma excepcional capacidade de trabalho que me ajudam a fazer a diferença para prestar um serviço de excelência a cada Constituinte.

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na melhor postura a adotar perante determinada questão”, garante a Administradora. No dia-a-dia, a PJM Advogados trabalha no sentido de compreender quais os temas que mais preocupação ou dúvidas geram na sociedade, de modo a responder de forma objetiva e concreta Atualmente, a Covid-19 provoca incertezas e dúvidas constantes sobre direitos e deveres e alterações na sociedade e na sua forma de coexistir. A PJM Advogados procura, também nesta fase de pandemia, elucidar os cidadãos e comunicar no sentido de “alertar e informar os nossos Constituintes do quadro normativo existente e das medidas de apoio criadas pelo Estado, que possam ser aplicadas e adotadas, de modo a usufruírem de benefícios imediatos e a médio prazo”. Neste momento que vivemos a nível global e que traz responsabilidades acrescidas à Justiça, a PJM Advogados procura ter publicações mais regulares e constantes nas redes sociais, demonstra uma disponibilidade ainda mais alargada, envia e-mails personalizados aos seus Constituintes com informações de maior interesse e disponibiliza consultas jurídicas de acordo com determinadas situações. O objetivo desta comunicação regular passa por “minimizar ao máximo os prejuízos derivados desta crise pandémica”. Patrícia de Jesus Monteiro garante que “como líder e advogada, estou sempre disponível para os nossos clientes, a qualquer hora do dia, tanto por telefone como por mensagens; trabalhamos com problemas de pessoas e não consigo abster-me disto, como tal, acredito que uma resposta no momento certo faz toda a diferença”. Este mês é particularmente especial para a PJM Advogados, que completa 11 anos de existência. Neste sentido, Patrícia de Jesus Monteiro terminou a entrevista com a Liderança no Feminino com uma mensagem para todos os seus stakeholders: "desde 2009 que lidero este projeto que busca a Justiça através do comprometimento com os valores de toda uma equipa, com o foco na ética e rigor com todos os clientes, tendo como objetivo final atingir as suas expectativas".

PJM Advogados Patrícia de Jesus Monteiro Alameda da Guia Edifício Oceano, n.º 124-A 2750-368 Cascais - Lisboa - Portugal Tel.: (+351) 214 604 283 – Fax: (+351) 214 604281 Telm.: (+351) 915 276 878 E: geral@pjmadvogados.com www.pjmadvogados.com www.facebook.com/PJM-Advogados-1729431567317411 www.linkedin.com/in/pjm-advogados www.instagram.com/pjmadvogados/

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“LET’S GROW TOGETHER” – COMO CRESCER COM VALOR Presente em dezassete países, a Euronext Portugal tem como objetivo unir as economias locais e os mercados globais, como forma de permitir o crescimento, a evolução e inovação. Conceição Martins, Diretora de Recursos Humanos da empresa, fala-nos sobre a missão “Let’s Grow Together 2022” e de como os valores da equipa influenciam o futuro deste mercado. Conceição Martins, Diretora de Recursos Humanos da Euronext Portugal

A Euronext, que engloba várias bolsas de valores, incluindo a portuguesa, tornou recentemente pública a sua estratégia para os próximos três anos. Por entre objetivos financeiros e de negócio, destaca-se o papel das pessoas, das atuais dezassete localizações onde o grupo está presente, e que inclusivamente participaram no desenho desta mesma estratégia, que será agora também por elas implementada. A Euronext está neste momento presente em dezassete países, e já é do conhecimento público, a aquisição da Bolsa italiana. O grupo gere as bolsas de valores de Portugal, França, Holanda, Bélgica, Noruega, Irlanda e Dinamarca. Tem presença comercial também no Reino Unido, Itália, Espanha, Alemanha e Suíça, e mantém ainda atividades nos Estados Unidos, Índia, China, Singapura e Suécia. Conceição Martins, Diretora de Recursos Humanos da Euronext Portugal (Euronext Lisbon, Interbolsa e Euronext Technologies, com experiência com mais de 20 anos em empresas Internacionais em Consultoria, Mercado Financeiro, Tecnologia e de Liquidação e Custódia, lidera desde 2016 os Recursos Humanos na Euronext em Portugal. O seu principal objetivo é operar como um membro proactivo multidisciplinar, na diversidade das suas equipas de negócios e suporte locais, baseado na Comunicação de Liderança com impacto. Continuar a estar na vanguarda da tecnologia é a chave para o sucesso das soluções exclusivas que que a Euronext gere e podemos esperar projetos muito estimulantes no futuro desta equipa, em especial num contexto atual de Pandemia. Com a missão de conectar as economias locais com os mercados globais, para acelerar a inovação e o crescimento sustentável, em Janeiro de 2020, o grupo criou o plano estratégico “Let’s Grow Together 2022” (“Vamos crescer juntos 2022”). “«Juntos» significa junto dos nossos clientes, das nossas pessoas, dos nossos investidores, dos nossos reguladores e de todos os nossos stakeholders” explica Conceição Martins, que reforça que as pessoas desta organização têm um

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papel fundamental no ecossistema dos mercados de capitais como elo de ligação entre todos os participantes. Esse é o motivo pelo qual o grupo ambiciona "entregar” inovação e crescimento sustentável não só aos seus clientes, mas também aos seus colaboradores. “É por essa razão que colocámos a agenda das pessoas no coração do nosso plano estratégico. Sabemos que são as pessoas que vão “entregar” este plano estratégico e queremos que elas sintam que têm a autonomia e a responsabilidade para fazê-lo", afirma a Diretora de Recursos Humanos. Numa forte organização como a Euronext, a Cultura e Valores são fundamentais, como explica Conceição Martins: "a União, uma vez que respeitamos os valores e colaboramos, nesse sentido, com quem trabalhamos nos desafios constantes; a Integridade, onde valorizamos a transparência, comunicação honesta numa constante partilha; Execução com excelência onde os erros são meios de aprendizagem; agimos com Integridade em tudo o que fazemos; a Agilidade através da capacidade de adaptação responsável de assumir Riscos; a Energia onde a condução positiva faz toda a diferença nos desafios e no nosso sta-

O grupo gere as bolsas de valores de Portugal, França, Holanda, Bélgica, Noruega, Irlanda e Dinamarca. Tem presença comercial também no Reino Unido, Itália, Espanha, Alemanha e Suíça, e mantém ainda atividades nos Estados Unidos, Índia, China, Singapura e Suécia.


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tus quo, encorajamos as nossas pessoas no seu desenvolvimento de pessoal nas competências de liderança e motivamos cada uma a atingir a nossa ambição; e por fim o Compromisso onde um Foco no Cliente se revela. O novo Centro Tecnológico no Porto está para já, no coração da estratégia do Grupo Euronext, pois é onde se localiza o Centro de Segurança, as equipas que gerem as Infraestruturas-Chave e a área de Desenvolvimento. Todas contribuem ativamente para a tecnologia altamente eficiente e fiável do Grupo Euronext. É ainda para o Centro Tecnológico no Porto que atraem os melhores talentos de Portugal. Este é um local onde as pessoas podem crescer enquanto especialistas e enquanto líderes. Uma equipa cheia de energia para dar forma ao futuro. O envolvimento dos colaboradores começou desde logo no desenho do plano. Utilizando uma abordagem inovadora, que começou a ser aplicada em dezembro de 2018, todos os profissionais do grupo tiveram a oportunidade de responder a um questionário, onde referiram as suas ambições para a Euronext, para eles próprios e para os clientes e ainda o que gostariam de mudar na empresa. Através de uma parceria com um fornecedor independente, e com recurso à Inteligência Artificial, foram analisadas todas as respostas e organizados os conteúdos, possibilitando à administração ter uma visão abrangente das ideias vindas de todos. O contacto com as pessoas é crítico para o bom funcionamento desta organização global. "Num contexto internacional, se queremos evitar mal-entendidos e se queremos possibilitar o desenvolvimento das pessoas, temos de nos manter em contacto com elas frequentemente",esclarece a Diretora de Recursos Humanos da Euronext. Nesse sentido, a prática check-In ganha relevância: ouvir de forma autêntica, comunicar de forma explícita e dar feedback. A profissional aponta que este é, no entanto, um “desafio contínuo para todos os líderes neste mundo que se move cada vez mais depressa”. É crítico para os profissionais que assumem funções de liderança questionarem-se se estão a dar feedback de forma eficaz.

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Com o objetivo de aproximar culturas, o grupo realiza a “Learning Week”, uma semana inteiramente dedicada à formação, onde os colaboradores têm a oportunidade de participar em ações de cariz cultural, bem como dedicar um

O novo Centro Tecnológico no Porto está para já, no coração da estratégia do Grupo Euronext, pois é onde se localiza o Centro de Segurança, as equipas que gerem as Infraestruturas-Chave e a área de Desenvolvimento.


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dia à “diversidade Cultural” promovida este ano num Webinar em período de confinamento. "O que fazemos é trabalhar para criar uma cultura e linguagem comuns para permitir que todas as nossas pessoas tenham uma visão clara das prioridades e da direção para onde nos dirigimos coletivamente." Ainda na sequência do período associado ao confinamento, motivado pelo efeito pandémico da COVID durante este ano atípico de 2020, todos os colaboradores estiveram em regime de teletrabalho e permanecem atualmente em regime de rotatividade de equipas nos escritórios de Lisboa e Porto. De salientar o sucesso, eficácia operacional e notoriedade da Euronext na implementação da sua estratégia “Together WE deliver”, num contexto sem precedentes. Neste mesmo período foram implementadas medidas de apoio a todos os colaboradores em: formação nas novas tecnologias de comunicação, sessões sobre “Boas práticas em teletrabalho” bem como um Webinar sobre “Resiliência", apoio Médico adicional, medidas de “Delivering together" entre as diversas equipas e finalmente a possibilidade de realizar 1 dia por semana dedicada ao voluntariado. Na Euronext, os colaboradores estão “unidos pela diversidade”, trabalhando com equipas internacionais em cada uma das linhas de negócio, mas também nas operações, tecnologias de informação e funções de suporte. Os profissionais trabalham diariamente com colegas de outros países. Estas equipas multiculturais criam desafios, mas são também uma oportunidade para os colaboradores fazerem parte de uma verdadeira equipa mais que pan-europeia com base num crescimento sustentável.

Conceição Martins, Diretora de Recursos Humanos da Euronext Portugal

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RESPONSABILIDADE AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE Quem nunca se maravilhou com a beleza do pôr-do-sol, a imensidão dos glaciares, o infinito do céu, a diversidade do arco-íris, a diversidade do reino animal e vegetal, a aventura dos montes e planícies, a tranquilidade dos rios e dos mares, os encantos da natureza... Na verdade somos uns privilegiados e nunca demos conta disso.

Carmen Lima, Coordenadora do Centro de Informação de Resíduos da Quercus e Fundadora e Coordenadora do SOS AMIANTO, em entrevista à Revista Liderança no Feminino, fala-nos dos impactos ambientais e do “Esgotamento Ecológico” que estamos a assistir. Há anos que as nações e organizações da sociedade civil têm vindo a apelar para este tema, aproveitando as comemorações de efemérides, potenciando estas oportunidades para que todos percebam o comprometimento que têm em cuidar do Planeta e tornarem-se agentes da mudança, apelando à responsabilidade individual para preservar o nosso Planeta, desenvolvendo ações de sensibilização ambiental, promovendo campanhas de plantação de árvores autóctones e de recuperação de áreas florestais, alertando para a adoção de políticas mais sustentáveis e práticas que estimem o único lar que conhecemos. Ao longo destes anos o Planeta Terra tem enfrentado vários problemas ambientais que nos têm preocupado, desde as alterações climáticas, à poluição do ar, à destruição da camada do ozono, da seca à poluição dos rios e oceanos, da dependência de energias fósseis à perda de biodiversidade, ao abandono de resíduos sem controlo. E assim, afinal que futuro vamos deixar para as gerações mais jovens? Nestes últimos anos houve, por um lado, uma evolução positiva em matéria ambiental, com a melhoria da qualidade da água fornecida para consumo humano, a introdução de critérios para controlar as emissões gasosas, ou a criação de condições para a separação dos resíduos urbanos, mas por outro lado, verificou-se a degradação de algumas práticas ambientais, como o uso abusivo de produtos descartáveis em plástico, a opção pelo transporte individual em detrimento do transporte coletivo, a fraca aposta em energias renováveis com uma economia baseada nos combustíveis fósseis, factos que têm levado a que a humanidade tenha

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Todos nós somos afetados pelas consequências da poluição e das más práticas ambientais, sem exceção. Os cidadãos, empresas, governos, economias e a própria Natureza, sofremos os impactes dos problemas ambientais globais, como as alterações climáticas ou a poluição do mar e o desbaste das florestas.

uma pegada ecológica cada vez mais vincada – já são precisos na atualidade 1,5 Planetas para satisfazer as nossas necessidades atuais (alimentação, vestuário, mobilidade, uso de energia, produção de lixo, água para consumo). Todos nós somos afetados pelas consequências da poluição e das más práticas ambientais, sem exceção. Os cidadãos, empresas, governos, economias e a própria Natureza sofrem os impacto dos problemas ambientais globais, como as alterações climáticas ou a poluição do mar e o desbaste das florestas. É assustador que em todo o mundo, as abelhas estejam a morrer a um ritmo alarmante; das 68 espécies existentes na Europa, 24% estavam em extinção em 2014 e, nos Estados Unidos, desapareceram 44% das colónias existentes, em 2016.


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Os números são da Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas, da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. Segundo Albert Einstein, “quando as abelhas desaparecerem da face da Terra, o Homem só terá mais quatro anos de vida”. Este aviso é levado muito a sério pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Os alarmes têm soado. Em meados de cada ano a Humanidade vai consumindo todos os recursos naturais disponíveis no Planeta para aquele ano, o que significa que a partir desse momento vivemos acima das nossas possibilidades! Para conseguirmos visualizar a situação, isto significa que naquela data terão sido utilizadas todas as árvores, água, solos férteis e peixes fornecidos pela Terra, suficientes para alimentar e abrigar os seres humanos durante um ano, por outro lado terão sido absorvidos os resíduos rejeitados para o solo (aterros) e emitido mais carbono do que os oceanos e florestas conseguiriam absorver. Este “Esgotamento Ecológico" está em grande parte associado às emissões de carbono e à procura de alimentos, que tem sido o foco de uma grande preocupação. Isto significa que temos vindo a esgotar a biocapacidade do Planeta, ou seja, aquela área terrestre que nos fornece todos os recursos que precisamos para viver, e não estamos a permitir que esta regenere, na

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Estima-se que desde a década de 50 já foram produzidos 9 bilhões de toneladas de plástico e apenas 9% destes resíduos acabaram reciclados. medida em que para isso acontecer seria necessário pelo menos um ano e meio, tempo que não temos tido! É sabido que as mudanças climáticas sempre existiram no nosso Planeta, ao longo dos milhões de anos, o problema é que neste último século o ritmo entre as variações climáticas tem vindo a sofrer uma forte aceleração, com tendência para atingir proporções dramáticas caso não sejam tomadas medidas adequadas. As ondas de calor e as secas extremas têm sido fenómenos climáticos cada vez mais frequentes. As emissões de gases com efeito de estufa tendem a aumentar, onde o CO2 (dióxido de carbono) surge como a principal fonte, proveniente da queima direta de combustíveis fósseis, do petróleo e do gás utilizado para a


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Estamos a entrar numa fase “crítica”, já que a herança de alguns passivos ambientais e um historial de poluição e más práticas colocaram-nos num período complicado no que respeita a questões que merecem uma intervenção urgente. produção de energia. Relativamente à poluição do mar, sobretudo pelo plástico, estudos recentes sobre os impactes do plástico em contexto marinho têm confirmado a morte de milhares de crias de aves marinhas no Pacífico que, por engano, são alimentadas pelos progenitores com estes resíduos de pequenas dimensões que não se degradam no seu aparelho digestivo. Estima-se que desde a década de 50 já foram produzidos 9 bilhões de toneladas de plástico e apenas 9% destes resíduos acabaram reciclados. Por outro lado, o Programa das Nações

Unidas para o Ambiente refere que cerca de 8 milhões de toneladas de resíduos de plástico são lançados para os Oceanos a cada ano, demorando entre 200 a 400 anos a desaparecer na natureza. Por outro lado, os microplásticos (pequenas partículas de plástico), um ingrediente comum em muitos cosméticos e produtos de higiene pessoal (por exemplo: esfoliantes para cabelo, corpo e rosto, pastas e cremes dentais) como são demasiado pequenos para serem filtrados pela rede de esgotos acabam nos rios e mares, entrando na cadeia alimentar dos animais. Estamos a entrar numa fase “crítica”, já que a herança de alguns passivos ambientais e um historial de poluição e más práticas colocaram-nos num período complicado no que respeita a questões que merecem uma intervenção urgente. A crise climática, o uso abusivo de recursos, a poluição generalizada (do ar, rios e mares, solo, abandono de lixo), a perda de biodiversidade e a escassez de água têm colocado o nosso Planeta à beira do ponto de rotura, no qual é premente atuar. Agora, com o período atípico que estamos a atravessar devido à pandemia da Covid-19, à qual inicialmente foram atribuídos impactes ambientais positivos com a redução da poluição atmosférica associada à diminuição das deslocações automóveis e aéreas, assim como à menor laboração de uma série de indústrias,

Carmen Lima, Coordenadora do Centro de Informação de Resíduos da Quercus, Fundadora e Coordenadora do SOS AMIANTO

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Gostemos ou não, se não preservarmos o Planeta Terra, não teremos, por enquanto, outro lugar onde possamos viver. Respeitar o Planeta é uma responsabilidade de cada um de nós.

veio a verificar-se que ao combate a este vírus estão associados também impactes negativos. Assistimos nos dias de hoje a um retrocesso no que toca a boas práticas ambientais e hábitos de vida sustentáveis, dado que é evidente o aumento do uso de materiais descartáveis, como copos, sacos de plástico, materiais de limpeza e embalagens para take-away, utilizados em maior número pelas pessoas durante esta nova “normalidade”, que em regra engrossam os números da quantidade de lixo a reciclar. A este aumento junta-se o facto de que a utilização de máscaras e luvas descartáveis, muitas vezes não colocadas nos sítios certos, potenciam um efeito catastrófico e uma maior quantidade de lixo enviada para aterro ou incineração. Esta nova normalidade, que “parou” o Mundo, veio criar um retrocesso em algumas políticas ambientais. Será inevitável repensarmos os nossos comportamentos, e até que ponto conseguimos mudar alguns hábitos, assim como contribuir para promover a discussão das políticas ambientais e governamentais adotadas por cada um dos países em matéria. Gostemos ou não, se não preservarmos o Planeta Terra, não teremos, por enquanto, outro lugar onde possamos viver. Respeitar o Planeta é uma responsabilidade de cada um de nós. Nunca é demais referir que “Não há Planeta B”.

Carmen Lima Coordenadora do Centro de Informação de Resíduos da Quercus Fundadora e Coordenadora do SOS AMIANTO Autora do livro “Não há Planeta B: dicas e truquespara um Ambiente Sustentável”

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5 DESTINOS PARA RELAXAR ESTE OUTONO Mais do que nunca, todos necessitamos de relaxar, escapando ao dia a dia e à pandemia, restrições e preocupações do nosso quotidiano. Nada como uma pausa com os benefícios de um spa para desligar da rotina e recuperar energias. As termas, que atualmente são vistas como verdadeiros spas - em vez de locais frequentados pelos mais velhos que procuravam beneficiar-se das propriedades curativas das águas minerais - podem ser agora a opção perfeita para todas as idades e vontades, para quem procura experiências completas de bem-estar.

Preparar uma escapadela para passar um fim de semana de relax num spa soa melhor do que nunca. Entre em "modo zen" e desfrute de um destes 5 destinos termais em Portugal para relaxar este outono. Vidago Palace Resort é um luxuoso hotel de cinco estrelas, com um estilo Belle Époque, que inclui um fabuloso spa de águas termais. Rodeado por incríveis florestas verdes e um ambiente minimalista. Uma visita a estas instalações é uma experiência relaxante e inesquecível. O Spa foi desenhado pelo famoso arquiteto Álvaro Siza Vieira e tem duas piscinas, saunas, banhos turcos, fontes de gelo, duches sensoriais, um ginásio e mais de 20 quartos dedicados à beleza, bem-estar e tratamentos terapêuticos. Estas termas são conhecidas por ajudar pessoas com doenças digestivas, alergias/asma e enxaquecas e receberam muitos prémios como "Best Luxury Destination Spa" nos World of Luxury Spa Awards e foram consideradas "um dos melhores spas de hotel do mundo" pelos prémios Condé Nast Johannsen's Luxury Spas em 2015 e 2016.

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No coração da Serra do Buçaco encontramos as termas do Luso. Este Spa moderno, refinado e minimalista é perfeito para quem se quer cuidar, por dentro e por fora. O Spa faz parte do complexo do Grande Hotel do Luso, combinando o histórico hotel com um espaço mais moderno que inclui os diferentes componentes de Termalismo, Spa Termal (com as vertentes Esthetics e Acqua) e o Medical Center (Medicina Física Reabilitação), envolvidos pelo ambiente natural do Luso, perfeitos para os que procuram um equilíbrio entre corpo, mente e alma. Aqui encontramos tudo o que necessitamos para melhorar a nossa saúde e bem-estar, especialmente em áreas relacionadas com perturbações metabólicas, problemas do sistema urinário, do sistema muscular ou com doenças respiratórias crónicas. Se o objetivo é relaxar podemos aproveitar esta oportunidade e usufruir com um dos muitos tratamentos de beleza oferecidos pelo Spa.


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As termas, que atualmente são vistas como verdadeiros spas podem ser agora a opção perfeita para todas as idades e vontades, para quem procura experiências completas de bem-estar.

O Parque Nacional da Peneda-Gêres é conhecido por ser um espaço tranquilo e muito relaxante, pelo que uma visita a um Spa termal mesmo no meio do parque só pode ser uma das experiências mais incríveis que poderemos usufruir. As termas do Gêres são utilizadas para prevenir doenças e promover o uso de águas minerais como forma de tratamento, já que estas ajudam na regeneração celular e em casos de obesidade, gota e diabetes. No entanto, além da sua vertente terapêutica, podemos também desfrutar do seu Spa, com tratamentos de beleza, massagens, e opções pensadas para casais.

No meio do Parque Natural da Serra da Estrela, encontrámos o Mountain Spa Aquadome, integrado no H2otel Congress & Medical Spa. Este é um destino de saúde e bem-estar, com muitos tratamentos terapêuticos e de beleza centrados na reabilitação física e espiritual. Este incrível Spa, o primeiro de montanha português, é um dos maiores da Europa e está dividido em distintas áreas: AquaTermas, dedicado ao tratamento de doenças respiratórias; AquaFisio, com um impressionante centro osteopático e de fisioterapia; AquaCorpus, que combina técnicas cosméticas avançadas orientais e ocidentais; e AquaLudic, com piscinas temáticas.

O sul do país também tem um destino termal de luxo, o Villa Termal das Caldas de Monchique Spa Resort, que se autodenomina "o único Spa Termal do Algarve e do Sul de Portugal"! As águas destas termas são ricas em bicarbonatos, sódio e flúor, que ajudam no tratamento de dores e doenças musculares e doenças respiratórias, podemos usufruir do Spa para melhorar o nosso bem-estar, relaxar ou para realizar tratamentos cosméticos.

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GESTÃO DE STRESS NO FEMININO Mais do que nunca a questão do equilíbrio emocional e mental está na ordem do dia. Em vários artigos publicados constate-se que o impacto da Covid-19 na vida das mulheres tem sido muitíssimo forte.

Conceição Espada, Especialista em gestão de stress, chi kung, meditação e corporate mind and body

Constatei, também em termos de consultas e aconselhamento de gestão de Stress em pleno confinamento, que o stress gerado nas mulheres tinha duplicado. Para além da vida profissional, na sua grande maioria a ser gerida desde casa, misturavam-se as crianças pequenas sem infantário ou os filhos mais velhos em telescola. Sem qualquer apoio habitual familiar ou logístico às lides domésticas, a situação tornou-se para muitas bastante difícil, e de um impacto elevadíssimo ao nível dos sintomas de stress. De um momento para o outro os diferentes papéis habituais na vida da mulher, até aí um pouco compartimentados, transformou-se num desempenho de papéis em simultâneo, por vezes muito difícil de gerir e de dar espaço e tempo a cada um. E mais uma vez, o défice de tempo que a mulher tirou para si própria tornou se muito reduzido. Embora tenha sido uma oportunidade para praticar algumas disciplinas online, não é a mesma coisa do que ter tempo para fazer cada tarefa e desempenhar cada papel com algum tempo e disponibilidade. E continuamos em tempo de pandemia, o que nos obriga e nos pede uma enorme reflexão interior, uma presença constante em cada momento e uma enorme necessidade e atitude de largar o controle. Largar o controle e estar presente - são de uma forma geral dois dos fatores que ajudam a uma boa gestão do stress e ao encontro do próprio equilíbrio físico, mental e emocional. Mas também são duas questões difíceis de alcançar, sem uma persistência e continuidade permanentes. Esta situação dá-nos essa oportunidade, de estarmos mais presentes em cada momento e de não tentarmos controlar a vida e o que nos rodeia. Só podemos de facto ser responsáveis por nós, e isso implica simultaneamente ser responsáveis pelos que nos rodeiam. COMO TRABALHAR A PRESENÇA E LARGAR O CONTROLE Aconselho seriamente a prática da respiração

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Só podemos de facto ser responsáveis por nós, e isso implica simultaneamente ser responsáveis pelos que nos rodeiam.

abdominal (respiração completa) várias vezes ao dia. Ponha alarmes nesse inimigo/aliado que é o telemóvel, para lhe recordar que tem que parar e fazer várias respirações abdominais. Pratique Chi Kung, arte milenar terapêutica, ligada à Medicina Tradicional Chinesa, em que trabalha o Chi (energia interior) e através de sequências e repetições de exercícios, ativa a sua energia, ou acalma-a (dependendo do exercício), trabalha o foco e a concentração, e relaxa a mente e o corpo. É uma meditação em movimento que ajuda a estar presente e focada. Pratica-se de pé, não necessita de kit especial, apenas roupa confortável e sem saltos, pois a planta dos pés deve estar em contacto com a terra. Pode fazer vários exercícios ao longo do dia, quando se sente cansada e necessita de energia, ou quando está demasiado nervosa ou acelerada, pratica outra série de exercícios. Se ao longo de 21 a 28 dias, começar a praticar diariamente estes pequenos e simples exercícios, um novo ritmo começa naturalmente a introduzir-se no seu cérebro e na sua mente. E suavemente começara a sentir um maior equilíbrio e tranquilidade apesar das circunstâncias exteriores. Não podemos alterar as situações exteriores, mas podemos trabalhar para minimizar o impacto que estas têm em nós!


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SAÚDE MENTAL EM TEMPOS DE PANDEMIA

CASAS MULTIFUNÇÕES E COM MAIS ESPAÇOS AO AR LIVRE Com o confinamento, as pessoas ficaram mais conscientes dos seus espaços e da importância e qualidade dos mesmos. O nosso hall que era decorado com a intensão de criar impacto a nível estético, agora é mais funcional. Agora temos no hall o álcool gel, cestos para deixar os sapatos e armários para os casacos. Surge uma nova mentalidade, poderá se tornar um hábito, onde esses espaços serão mais funcionais e preocupados com medidas de higiene e segurança preventivas como já é comum no Japão, os chamados Genkan. Outra tendência será a habitação tornar-se num "espaço misto", capaz de incorporar de forma fluída diferentes funções, nomeadamente o home office, descanso e lazer. E também a privilegiar uma maior conexão com o exterior e a natureza, com mais jardins e espaços ao ar livre. Daí que os terraços, varandas e jardins interiores sejam vistas cada vez mais como opção no futuro. Um espaço onde irão caber inovações hiper-higiénicas e super-sustentáveis, as casas vão se tornar mais minimalistas e funcionais, com menos objetos e mais práticas para o dia a dia, isso para facilitar a limpeza e organização diária, deixar fluir melhor os espaços e consequentemente a mente. As casas do futuro vão ser multifunções, no campo e “à prova” de pandemia. Uma das grandes mudanças na era pós-Covid: a flexibilidade laboral, com períodos de trabalho em casa e no escritório, veio para ficar. Trata-se de uma tendência que já estava a ser implementada por várias empresas, mas que ganhou novo impulso com a pandemia. Mas muitas casas não estavam devidamente preparadas para esta nova realidade, e muitas famílias tiveram de improvisar espaços para articular a vida familiar e profissional. Durante e já depois do confinamento, foram surgindo e sendo pensadas múltiplas soluções para criar um espaço de escritório em casa. PREPARAR A CASA PARA SER UMA ESCOLA Até novas regras em contrário, as escolas irão continuar de portas abertas, mas tudo dependerá da evolução da pandemia. Assim, e em caso de novo

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confinamento, como o que aconteceu em março, o melhor será preparar a casa para as aulas à distância. Desde a mesa simples que se pode abrir facilmente na sala de estar, até aos ambientes mais acolhedores, com mesas de escritório, sem esquecer as secretárias de trabalho para espaços maiores, e as casas pequenas (como os estúdios). E proporcionar espaços lúdicos para as crianças. VIDA NO CAMPO COMO PRIMEIRA OPÇÃO Maiores preocupações com saúde e bem-estar, a par de alterações na rotina diária – de que é exemplo o teletrabalho – têm começado a provocar um maior êxodo urbano, que a reforçar-se, dará mais vida de volta aos subúrbios, áreas urbanas circundantes e áreas rurais ou perto da praia. As gerações Z e millenial vão procurar cada vez mais zonas deste género para melhorar a qualidade de vida e e a tendência de ter sua própria horta, cultivar seu próprio alimento vai crescer a cada dia. IMOBILIÁRIO VERDE E SUSTENTÁVEL Os projetos energeticamente mais eficientes e construções de melhor qualidade, deixarão apenas de ser apenas uma necessidade - numa altura em que as questões ambientais e a pegada ecológica estão cada vez mais presentes na vida das pessoas e das empresas. CASAS PASSIVAS E OS BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE A preocupação com o ambiente e a redução da pegada ecológica, mas também o conforto das casas, ganharam ainda maior destaque com a pandemia, e há cada vez mais soluções a chegar ao mercado para satisfazer estes critérios. Estas casas que assentam num conceito base de construção ‘eco friendly’, com materiais o mais sustentáveis possíveis, sendo todo o projeto pensado para minimizar, desde o impacto ambiental do ato da construção, com a redução significativa de desperdícios e produção de lixo de obra, à utilização de sistemas modulares de construção seca onde todo o sistema é modelar integrado de madeira.


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Em poucos dias, os nossos hábitos de vida sofreram uma profunda reviravolta: não mais nos abraçamos, beijamos ou tocamos. A máscara retirou-nos a expressividade e o distanciamento social tornou-se a maior demonstração de afeto. Fomos forçados ao confinamento no domicílio e as poucas idas ao exterior requerem toda uma parafernália de procedimentos que visam a esterilização.

O anúncio dado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de que estávamos diante de uma pandemia do novo coronavírus gerou diversas mudanças no funcionamento da sociedade: pessoas em quarentena, cidadãos preocupados por não poderem ficar em casa, trabalho em home office, escolas, universidades e comércios condicionados. É sabido que, frente a uma pandemia e/ou isolamento social, sentimentos de impotência e desespero, ansiedade, humor deprimido e stress podem ser frequentes. É fundamental conversar sobre o que não está a correr bem, reservar espaço para o descanso, lazer e tempo de sono, priorizar escolhas alimentares saudáveis, evitar consumo de substâncias psicoativas, investir na prática de exercício físico e reforçar a ideia de que, como em qualquer outra crise, trata-se de um estado transitório. Diante de tal cenário, para além da saúde física, é necessário dar-se também uma atenção especial à saúde mental, que pode sofrer com crises de ansiedade e picos de stress, o que, consequentemente, pode afetar também o sistema imunológico. Nunca como antes fomos tão forçados a redirecionar o foco do tempo futuro para o tempo presente e, por isso, façamos dele tempo de reflexão, de reinvenção, de reorganização, de transformação. Deste modo, como proteger a sua saúde mental diante deste contexto caótico?

DICAS DE COMO PRESERVAR A SAÚDE MENTAL A OMS, governos e entidades profissionais divulgaram uma série de recomendações acerca de como enfrentar as consequências psicológicas da pandemia, reunimos aqui algumas delas: Cuidado com o consumo de informações Reduza a leitura ou contato com notícias que podem causar ansiedade ou stress. Selecione notícias de fontes fidedignas, evite boatos ou informações erradas, e dê passos práticos para preparar os seus planos, proteger-se e a sua família. Estabeleça uma rotina Tente ao máximo manter uma rotina equilibrada e, se possível, crie novas. Tente incluir momentos de relaxamento nela, incorporando coisas que gosta, como ler um livro, assistir séries e etc.

É sabido que, frente a uma pandemia e/ou isolamento social, sentimentos de impotência e desespero, ansiedade, humor deprimido e stress podem ser frequentes.

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A conexão com amigos e familiares é fundamental, por isso, tire momentos do seu dia para conversar com eles, utilize a tecnologia a seu favor, de forma a manter a proximidade digital!

Manter o contacto A conexão com amigos e familiares é fundamental, por isso, tire momentos do seu dia para conversar com eles, utilize a tecnologia a seu favor, de forma a manter a proximidade digital! Falar com pessoas próximas sobre os seus medos e inseguranças pode ser uma forma de aliviar a tensão durante esse período. Saúde e bem estar Faça exercícios físicos em casa, tente manter uma dieta equilibrada, beba bastante água e evite o consumo de álcool, cigarro e outras drogas. Além disso, mantenha as janelas abertas para permitir a circulação de ar fresco. Dicas especiais para os profissionais de saúde O stress e as sensações associadas com esse quadro não significam uma incapacidade de fazer o seu trabalho ou que seja uma pessoa fraca. Para aliviar a tensão deste período de crise, é essencial que se cuide. Faça pausas e descanse entre os seus turnos de trabalho! Tente manter uma dieta saudável, praticar exercícios e ficar em contato com as famílias e amigos. Caso os seus familiares e amigos evitem o contato muito próximo consigo por receio de contaminação, conversar com colegas pode funcionar como um ótimo apoio social. “A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera-se a si mesmo sem ficar ‘superado’ (...) Sem crise não há desafios; sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um”. Albert Einstein

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Ana Gonçalves, CEO da Clínica Fisiotorres, das Clínicas Espaço Saúde Física e do Ginásio EFIT Torres Vedras

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1º CONGRESSO DE GESTÃO E EMPREENDEDORISMO PARA FISIOTERAPEUTAS UM EVENTO DO E PARA O FUTURO No passado dia 17 de Outubro, ocorreu o 1º Congresso de Gestão e Empreendedorismo para Fisioterapeutas, um evento que marcou a área da Fisioterapia em Portugal. Com oradores especializados a partilhar conhecimento com uma plateia virtual de mais de 200 empreendedores, o evento abordou temas como a expansão, a internacionalização e o empreendedorismo. O objetivo passou e passa por aliar a Fisioterapia à gestão, de forma a tornar esta área da saúde mais forte e com uma evolução mais efetiva.

Este Congresso aconteceu pelo mérito e coragem de Ana Gonçalves, empreendedora de 35 anos, CEO da clínica Fisiotorres, das Clínicas Espaço Saúde Física e do ginásio EFIT Torres Vedras e consultora em negócios de saúde. A ideia surgiu no final de 2019, quando Ana Gonçalves participou num congresso semelhante, na área do fitness. “Percebi que estão bem mais à frente do que nós fisioterapeutas na partilha e conhecimento da gestão dos seus negócios”, esclarece, adiantando que “90% dos fisioterapeutas em Portugal trabalham em contexto privado e não existe formação específica, académica ou não, nesta área”. A empreendedora explica que “o contexto do mercado privado na saúde é caraterizado, além dos grandes grupos, por profissionais de saúde que decidem criar os seus negócios. São profissionais de saúde que têm propósitos e missões inspiradoras, mas que não têm qualquer conhecimento de gestão”.

Ana Gonçalves prepara já o próximo Congresso, que acontecerá em 2021. O seu grande desejo passa por poder organizar um evento presencial, uma vez que, este ano, o evento ocorreu em live streaming devido à Covid-19. “Juntando a isto, o crescimento do mercado privado de saúde - cada vez mais competitivo obriga a que as empresas estejam preparadas e otimizem os seus processos de gestão”. Por isso,

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“em todos [os oradores convidados] foi comum e notório o reconhecimento da necessidade de eventos deste tipo, na área da Fisioterapia”. Num momento em que a área da Fisioterapia tem um reconhecimento maior – foi, no ano passado, aprovada a criação da ordem dos Fisioterapeutas – e a grande tendência será a internacionalização, o propósito do Congresso foi de criar uma cultura de partilha de conhecimentos e permitir aos profissionais um maior conhecimento da área e da possibilidade de expansão. Ana Gonçalves prepara já o próximo Congresso, que acontecerá em 2021. O seu grande desejo passa por poder organizar um evento presencial, uma vez que, este ano, o evento ocorreu em live streaming devido à Covid-19. Apesar de preferir manter em segredo os temas a abordar em 2021, a empreendedora afirma que “a vontade e as ideias já fervilham“ e adianta que “na próxima edição iremos criar workshops mais práticos nas diferentes áreas da gestão”.

Ana Gonçalves mantém as sessões online, a consultoria e organização de cursos, onde admite partilhar o seu conhecimento, ajudando “terceiros a fundarem ou alavancarem o seu negócio”. No próximo dia 13 de Novembro, irá organizar o curso “Clínicas de Sucesso” para profissionais de saúde. As inscrições estão abertas no site anagoncalves.com.pt. 37


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A área da fisioterapia está cada vez mais a ser reconhecida na área da saúde. Foi no ano passado aprovada a criação da ordem dos Fisioterapeutas enfatizando o papel da Fisioterapia na comunidade.

ANA GONÇALVES PROFISSIONAL E MARCA PESSOAL Numa idade em que muitos ainda se questionam sobre o seu futuro profissional e que buscam pelo sucesso nas suas áreas de atuação, Ana Gonçalves é uma empreendedora de sucesso, profissional promissora e que tem a própria marca. Garante que nem sempre soube qual seria o seu percurso profissional, mas a sua atitude disciplinada e focada, a persistência e o trabalho permitiram-lhe atingir o êxito, aliando a área da saúde à gestão. E como é que tudo começou? “Em 2009 estava a trabalhar como Fisioterapeuta na Clínica Fisiotorres e surgiu a possibilidade de a comprar. Comprei-a não porque idealizava ter o meu negócio, mas porque acreditava que só assim conseguia ser eu a definir as regras do «jogo». Tinha uma abordagem muito bem definida do que pretendia do meu trabalho como fisioterapeuta e ter o meu negócio foi a solução para a implementar”, explica Ana Gonçalves. Em 2017, tinha uma empresa e 30 colaboradores à sua responsabilidade. Foi, nesse momento, que decidiu conhecer melhor a área de gestão, tendo frequentando o Executive Master em Gestão de Serviços de Saúde, do ISCTE. A vontade de aprender e o empenho foram tais que Ana Gonçalves foi reconhecida como a melhor aluna do curso. Daí, seguiu-se o Mestrado e não descarta a hipótese de continuar a estudar. Atualmente, conta com 13 anos de experiência de prática na gestão de serviços de saúde e uma marca pessoal que “traça a diferença pela proximidade e praticidade do acompanhamento”. “Consegui reunir uma equipa de excelência, de forma a ajudar outros empreendedores a atingir o sucesso que tenho”, adianta.

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E O FUTURO? “Acredito que nos negócios estamos em constante crescimento e em 2021 não será diferente”, assegura Ana Gonçalves. Apesar dos momentos de incerteza que se vivem, a empreendedora não duvida da capacidade da sua equipa, “uma equipa alinhada, com processos e sistemas implementados que fazem com que diga com toda a convicção que, em 2021, o crescimento é certo”.


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Ana Gonçalves www.anagoncalves.com.pt Facebook: Ana Gonçalves Instagram: anagoncalves.com.pt LinkedIn: anagoncalvescompt Whatsapp: +351 917 987 837

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AS CASAS NA ERA PÓS-COVID-19 A pandemia alterou a forma como vivemos, dentro e fora de portas. Trouxe novas tendências, novas rotinas e acelerou outras. Ajustar os ambientes, priorizar o nosso bem estar foi crucial, e neste sentido, a casa assumiu-se como um grande refúgio tornando-se no home office, na escola, e no ambiente de lazer de muitas famílias, com a criação de novos espaços e a introdução de diferentes rotinas, formas de conviver e de estar. Mas de que forma se estão e vão adaptar as nossas casas a esta nova realidade? Como será a habitação na era pós-Covid?

CASAS MULTIFUNÇÕES E COM MAIS ESPAÇOS AO AR LIVRE Com o confinamento, as pessoas ficaram mais conscientes dos seus espaços e da importância e qualidade dos mesmos. O nosso hall, que era decorado com a intensão de criar impacto a nível estético, agora é mais funcional. Agora temos no hall o álcool gel, cestos para deixar os sapatos e armários para os casacos. Surge uma nova mentalidade, poderá tornar-se um hábito, onde esses espaços serão mais funcionais e preocupados com medidas de higiene e segurança preventivas como já é comum no Japão, os chamados Genkan. Outra tendência será a habitação tornar-se num "espaço misto", capaz de incorporar de forma fluída diferentes funções, nomeadamente o home office, descanso e lazer. E também a privilegiar uma maior conexão com o exterior e a natureza, com mais jardins e espaços ao ar livre. Daí que os terraços, varandas e jardins interiores sejam vistos cada vez mais como opção no futuro. Um espaço onde irão caber inovações hiper-higiénicas e super-sustentáveis, as casas vão tornar-se mais minimalistas e funcionais, com menos objetos e mais práticas para o dia a dia, isso para facilitar a limpeza e organização diária, deixar fluir melhor os espaços e consequentemente a mente. As casas do futuro vão ser multifunções, no campo e “à prova” de pandemia. Uma das grandes mudanças na era pós-Covid: a flexibilidade laboral, com períodos de trabalho em casa e no escritório, veio para ficar. Trata-se de uma tendência que já estava a ser implementada por várias empresas, mas que ganhou novo impulso com a pandemia. Mas muitas casas não estavam devidamente preparadas para esta nova realidade, e muitas famílias tiveram de improvisar espaços para articular a vida familiar e profissional. Durante e já depois do confinamento, foram surgindo e sendo pensadas múltiplas soluções para criar um espaço de escritório em casa. PREPARAR A CASA PARA SER UMA ESCOLA Até novas regras em contrário, as escolas irão continuar de portas abertas, mas tudo dependerá da evolução da pandemia. Assim, e em caso de novo

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confinamento, como o que aconteceu em março, o melhor será preparar a casa para as aulas à distância. Desde a mesa simples que se pode abrir facilmente na sala de estar, até aos ambientes mais acolhedores, com mesas de escritório, sem esquecer as secretárias de trabalho para espaços maiores, e as casas pequenas (como os estúdios). E proporcionar espaços lúdicos para as crianças. VIDA NO CAMPO COMO PRIMEIRA OPÇÃO Maiores preocupações com saúde e bem-estar, a par de alterações na rotina diária – de que é exemplo o teletrabalho – têm começado a provocar um maior êxodo urbano, que a reforçar-se, dará mais vida de volta aos subúrbios, áreas urbanas circundantes e áreas rurais ou perto da praia. As gerações Z e millenial vão procurar cada vez mais zonas deste género para melhorar a qualidade de vida e e a tendência de ter sua própria horta, cultivar seu próprio alimento vai crescer a cada dia. IMOBILIÁRIO VERDE E SUSTENTÁVEL Os projetos energeticamente mais eficientes e construções de melhor qualidade, deixarão apenas de ser apenas uma necessidade - numa altura em que as questões ambientais e a pegada ecológica estão cada vez mais presentes na vida das pessoas e das empresas. CASAS PASSIVAS E OS BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE A preocupação com o ambiente e a redução da pegada ecológica, mas também o conforto das casas, ganharam ainda maior destaque com a pandemia, e há cada vez mais soluções a chegar ao mercado para satisfazer estes critérios. Estas casas que assentam num conceito base de construção ‘eco friendly’, com materiais o mais sustentáveis possíveis, sendo todo o projeto pensado para minimizar, desde o impacto ambiental do ato da construção, com a redução significativa de desperdícios e produção de lixo de obra, à utilização de sistemas modulares de construção seca onde todo o sistema é modelar integrado de madeira.


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Ana Marques, Administradora da Jorge Fernandes

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“A HISTÓRIA DA JORGE FERNANDES CONFUNDE-SE COM A NOSSA HISTÓRIA” Em 1981, Ana Marques tornava-se Administradora da Jorge Fernandes, uma gráfica com mais de um século de história, fundada em 1877. Desde então, a Administradora faz questão de respeitar e solidificar o legado, com o apoio da família, nomeadamente os dois filhos que são, atualmente, também sócios da empresa. Hoje, com 143 anos, “a história da Jorge Fernandes confunde-se com a nossa história familiar”, assume Ana Marques.

A empresa, que nasceu como uma modesta tipografia em Lisboa, é atualmente uma gráfica reconhecida no setor e procurada pelas mais variadas e conhecidas empresas nacionais e internacionais. Só na última década, a Jorge Fernandes recebeu 40 prémios, que, para Ana Marques é o “reconhecimento de que «no fim do dia», mais do que atingir, superámos os nossos objetivos”. Ainda que o trabalho diário seja, acima de tudo, para garantir a confiança de colaboradores, clientes e parceiros e crescer no mercado, a Administradora não nega a importância e a emoção com que são recebidas estas congratulações. São acontecimentos que dão força e notoriedade à equipa, “mantendo uma afirmação no mercado em que operamos como uma empresa e marca de confiança”. Este reconhecimento é fruto da visão e compromisso de Ana Marques e da sua família, para quem o objetivo é “ver crescer a empresa, ultrapassando todas as adversidades inerentes, sempre com enorme espírito de sacrifício e entrega absoluta, e conquistando o mercado com tudo o que de melhor sabemos fazer”. Mesmo em momentos de crise económica nacional ou mundial, a Jorge Fernandes sabe encontrar ferramentas que permitam ultrapassar fases críticas e manter o crescimento. A título de exemplo, em 2012, num ano de crise económica, a empresa teve um crescimento de 27% de faturação. Ana Marques explica como: “em anos ou em fases de crise, há duas opções: ou baixamos a guarda e acompanhamos a tendência do mercado ou tentamos perceber e aproveitar esse mesmo momento de crise e criamos oportunidades de superação, remando contra a tendência conjuntural”. A empresa tem, também, reconhecido a importância da modernização, sabendo acompanhar a evolução dos tempos. Contam com uma oferta variada de produtos e serviços enquanto gráfica, na criação de cartazes, revistas, conteúdos publicitários, entre muitos outros, e têm vindo a apostar nas plataformas online. A Administradora da empresa afirma que esta “é já uma

“Em anos ou em fases de crise, há duas opções: ou baixamos a guarda e acompanhamos a tendência do mercado ou tentamos perceber e aproveitar esse mesmo momento de crise e criamos oportunidades de superação, remando contra a tendência conjuntural”.

realidade e é algo em que temos apostado nos últimos 5 anos, tendo atualmente uma experiência acumulada superior quando comparada à oferta da concorrência”. Na sua opinião, “temos que nos reajustar diariamente às necessidades do mercado, com a mesma rapidez com que estas sucedem”. Além desta aposta, a Jorge Fernandes investe continuamente na modernização dos seus equipamentos e software, de forma a elevar as suas capacidades junto dos clientes e possibilitar uma economia de escala. A aquisição de novos equipamentos é feita com base na melhoria contínua que a equipa pretende para a empresa, mas sem esquecer o seu “papel na sociedade, de enorme respeito pela comunidade onde nos inserimos e, consequentemente, pelo meio

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A empresa trabalha em diferentes áreas de produção. O que podem os clientes esperar dos vossos serviços? Nada mais do que o que a Visão e Missão da empresa expressam. A Jorge Fernandes tem como missão satisfazer as necessidades dos clientes, oferecendo produtos e serviços de comunicação gráfica de forma competitiva e transparente, sempre com respeito pelo meio ambiente e interagindo com a comunidade. É imperativo o desejo de um mundo em que o papel impresso continue a ter um lugar importante na comunicação gráfica, onde a empresa se assuma como uma solução fiável, em parceria com todos os agentes económicos, com a prossecução dos sentimentos de satisfação, confiança e de bem-estar na comunidade. (…) O que pretendemos sempre é que exista um serviço dedicado a cada um dos nossos clientes, criando internamente ferramentas que levem à melhoria contínua de processos e dinâmicas.

ambiente”. Por isso, Ana Marques explica que a Jorge Fernandes tem “privilegiado a aquisição de bens ou equipamentos que promovam um equilíbrio entre a proteção ambiental e a eficiência económica”. A equipa participa, ainda e de forma regular, em feiras e eventos do setor, de modo a conhecer e ver de perto o crescimento do mercado, e trabalha com empresas parceiras em vários países, que lhes permite uma maior abrangência e visão sobre a área. Pessoalmente, Ana Marques tem também um papel fundamental na evolução da empresa. Grande parte do seu tempo é passado entre a administração e a área financeira, sempre com uma postura de “entrega total e foco no cliente”. Desde 1981 como Administradora da empresa, tem vindo a aprender e a crescer, para que hoje possa saber “analisar, ter espírito critico e tomar decisões” de forma consciente e convicta. A Administradora não esquece a importância do “capital humano”, uma parte fundamental da empresa, em que a equipa investe, por forma a ter os melhores profissionais, comprometidos com o projeto e que acreditam “no que fazemos, no exemplo que poderemos emanar e que espero ser positivo”.

E O FUTURO? Os responsáveis pela Jorge Fernandes sentem que a empresa faz parte do seu ADN e, por isso, continuam focados em “melhorar, construir, oferecer e alcançar”. Ana Marques acredita que este é um projeto com muito para oferecer no futuro e é para isso que a equipa trabalha diariamente. O objetivo passa por manter a diversidade dos produtos e serviços oferecidos e o acompanhamento da evolução da área e das


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A economia enfrenta agora um novo desafio. No passado, a Jorge Fernandes soube contornar crises económicas e manter o crescimento. Como irão reagir à fase que vivemos atualmente? Esta é talvez a questão mais difícil de responder. Quando a crise da organização vem de dentro, quer seja por razões estruturais, decisões erradas de gestão, comerciais, entre outros, o problema poderá ser mais facilmente identificado e resolvido, dominado. Agora, quando a situação, transversal a todas as empresas ou grande parte do tecido empresarial nacional e mundial, é de origem exógena, a qual não conseguimos controlar, antever, perspetivar, torna-se enormemente mais difícil de superar. Estamos a falar numa fase de absoluta incerteza, em que numa semana estamos assoberbados com projetos, com todas as máquinas e pessoas alocadas a 100%, como de repente, e por dinâmicas impostas pelo Governo, em resposta aos números da pandemia, temos uma ou várias semanas seguintes a trabalhar a 50% ou algumas máquinas completamente paradas, fruto do comportamento do mercado a essas mesmas medidas impostas. Devido ao enorme impacto negativo que a pandemia teve, a Jorge Fernandes adotou medidas protecionistas, não só relativamente ao património, como da manutenção dos postos de trabalho e cumprimento das suas obrigações para com todos os seus stakeholders. Claro que, e mais uma vez, a hipótese de resignação não se aplica à Jorge Fernandes e a família tem um peso muito forte, conjuntamente com as nossas equipas, para agarrar o problema e, insistentemente, reorganizar e readaptar a “fórmula”. (…) Procuramos, sobretudo, focarmo-nos no que realmente somos bons, no essencial, e mostramos alternativas eficazes e eficientes aos nossos clientes. necessidades dos clientes. Para isso, “a Jorge Fernandes está ainda a estudar a viabilidade do investimento numa plataforma própria de prestação de serviços online, bem como num equipamento para capa dura”. Além deste trabalho, Ana Marques pretende ainda que o futuro passe pela “expansão para o mercado intracomunitário, nomeadamente, Espanha e França”. Em suma, o objetivo passa por continuarem

como “um grupo coeso e de referência, mais completo e independente, no segmento tradicional, online e grande formato no mercado em que operamos, potenciando a constante oferta de um leque diversificado de serviços gráficos”, esclarece a Administradora.


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WOMEN IN LEADERSHIP “Enquanto rapariga e mulher, sempre me debati, inconscientemente, com estereótipos que não compreendia. Foi no ano de intervalo entre a Licenciatura e o Mestrado que, ao participar num projeto do IPDJ – Instituto Português do Desporto e da Juventude acerca da violência no namoro, pude dedicar mais tempo a compreender as desigualdades de género, e como estas também estão presentes na minha área académica. Desde aí, a minha ambição foi contribuir para esta discussão social através da minha tese de mestrado". Rosário Moreira e Maria João Barbosa

Pouco imaginava que, meses antes de ter de começar a trabalhar na sua dissertação, a Professora Maria do Rosário Moreira, docente na FEP, fosse propor um tema de investigação, precisamente em liderança feminina, após participar na Grande Conferência sobre Liderança Feminina, realizada em 2019 na Porto Business School, onde também é docente. Perante centenas de mulheres colocadas em cargo de liderança presentes na conferência, questionou-se sobre o que teriam em comum, e que fatores as teriam ajudado a chegar àqueles lugares de liderança. Tudo se parecia alinhar, e era impossível não abraçar este tema, ainda mais num país em que as mulheres representam metade dos alunos licenciados e da população empregada, mas apenas 5 ocupavam, em 2018, cargos de liderança nas 100 maiores empresas portuguesas. E porque a diversidade acrescenta sempre valor, a investigação de mestrado teve o contributo masculino fundamental do Professor Paulo Sousa, também docente na FEP. QUAIS OS PRINCIPAIS RESULTADOS? A investigação veio revelar que as mulheres que chegam a cargos de topo em Portugal experienciam caminhos de vida e carreira semelhantes, e que fatores como a cultura organizacional, a personalidade das mulheres e o contexto da infância são críticos para a ascensão a esses mesmos cargos. O estudo entrevistou 9 executivas (CEO ou C-level) de grandes empresas portuguesas de diferentes setores e inquiriu 229 mulheres em cargos de gestão em Portugal de forma a desenvolver um caminho-padrão da carreira destas mulheres e detetar quais os fatores críticos para o sucesso. Os resultados revelam que o percurso das mulheres é semelhante e pode ser dividido em três fases: Vivências iniciais; Início de carreira; Maturação de carreira. VIVÊNCIAS INICIAIS O início de vida é marcado por um forte apoio

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educacional familiar, num contexto socioeconómico favorável, que permitiu desenvolver traços de personalidade fundamentais, como a ambição, resiliência e autoestima. Estes traços correlacionam-se positiva e significamente com o avanço para cargos de topo, e vêm explicar em 28% o estilo de liderança mais transformacional das mulheres, focado em motivar e desenvolver as equipas na obtenção de um objetivo comum. O apoio educacional é também refletido através da prática de atividades extracurriculares como desporto e línguas. Dois terços das mulheres entrevistadas praticaram uma atividade extracurricular na infância e reconhecem o seu valor na formação de competências fundamentais para a vida profissional, como a comunicação e a abertura à diversidade. INÍCIO DE CARREIRA O foco na carreira é mais uma característica das líderes em Portugal, destacando-se desde cedo no período académico. O trabalho torna-se parte integrante da identificação pessoal destas mulheres levando-as a aproveitar oportunidades de evolução de carreira, como a mobilidade internacional ou entre empresas. O apoio dos superiores hierárquicos é apontado por 66% das entrevistadas como o principal aliado no progresso da sua carreira profissional, fazendo-as sentir confiantes e valorizadas pelo seu trabalho. Contudo, o grande destaque vai para a cultura organizacional que é, dos fatores significativos, aquele com maior impacto no avanço da carreira das mulheres portuguesas. Os resultados do questionário reforçam a necessidade de uma cultura anti discriminatória nas empresas, onde as mulheres sintam igualdade de oportunidades no acesso a cargos de liderança. MATURAÇÃO DE CARREIRA Fruto do seu percurso até então, as mulheres que chegam a cargos de topo atingem uma fase de estabilidade na carreira onde o seu tra-


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balho é reconhecido, permitindo-lhes focar-se num novo papel social: a maternidade. Todas as executivas entrevistadas e 77,7% das mulheres questionadas são mães. Esta fase é marcada por uma maior necessidade de balanço entre a vida pessoal e profissional, que é atingida com o apoio da família direta (cônjuge e filhos); alguns ajustes profissionais, como maior flexibilidade horária; e com a definição de prioridades, como a rejeição do papel de “dona de casa” contratando ajuda doméstica. Apesar das várias vivências ao longo da vida, há cinco fatores que se destacam como os mais significativos e que explicam 28% da variabilidade na obtenção de cargos de gestão de topo em Portugal: a cultura organizacional, o nível socioeconómico na infância, a personalidade da mulher, o apoio educacional e a centralidade na carreira. O QUE SE PODE FAZER PARA QUE EXISTAM MAIS MULHERES EM CARGOS DE CHEFIA? Os resultados deste estudo alertam para quatro frentes de atuação: Empresas- é necessário que as empresas potenciem uma cultura transparente e de apoio às mulheres, de modo a capitalizar a diversidade e o estilo de liderança que estas têm para oferecer. Mulheres- as mulheres que tencionem atingir cargos de topo devem focar-se na sua carreira, estabelecendo prioridades na forma como gerem a vida pessoal e profissional. Será também importante desenvolver, desde cedo, características como a ambição, resiliência e a autoestima. Pais e Cuidadores- é o papel dos cuidadores que ajudará a criar e educar as líderes do futuro. Para isso é fundamental que os pais fomentem uma educação não discriminatória, e sejam uma fonte de apoio nas decisões académicas e profissionais das suas filhas. Instituições de Ensino- cabe às escolas e universidades promover a conjugação de um currículo académico teórico com a prática de atividades extracurriculares e criar gabinetes de apoio à carreira onde os estudantes possam, desde cedo, discutir o seu percurso profissional. É inegável que o futuro da liderança feminina em Portugal terá de ser feito em conjunto e este estudo vem ajudar a indicar o caminho.

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NOBEL DA PAZ ABRE MAIOR EVENTO DE INOVAÇÃO SUSTENTÁVEL DO MUNDO Planetiers World Gathering liga especialistas de todo o mundo num evento híbrido que teve como palco principal a Altice Arena.

O Nobel da Paz, Prof. Mohan Munasinghe, abriu no dia 22 de Outubro a maior conferência de sustentabilidade do mundo, o Planetiers World Gathering. O evento híbrido centrado na descoberta de soluções de longo prazo para ajudar o mundo a combater as mudanças climáticas, as desigualdades sociais e muito mais, decorreu entre os dias 22 e 23 de Outubro na Altice Arena, em Lisboa. O Prof. Mohan Munasinghe é autor de mais de 100 livros e 400 artigos sobre energia, desenvolvimento sustentável, recursos hídricos, transporte, mudanças climáticas e meio ambiente. Em 2007, compartilhou o Prémio Nobel da Paz com o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore. O Prof. Mohan Munasinghe juntou-se, assim, a mais de 100 dos maiores nomes da sustentabilidade a nível mundial e esteve de forma remota, a partir do Sri Lanka, durante o dia 1 e o dia 2 do Planetiers World Gathering.

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O Prof. Mohan Munasinghe é autor de mais de 100 livros e 400 artigos sobre energia, desenvolvimento sustentável, recursos hídricos, transporte, mudanças climáticas e meio ambiente.


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De seguida, durante a sessão oficial de abertura, que contou com a presença de Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Alexandre Fonseca, CEO da Altice, Jorge Vinha da Silva, CEO da Altice Arena e Isabel Matos, diretora de comunicação do Grupo Crédito Agrícola, foi atribuída ao Planetiers World Gathering uma distinção pela CML na pessoa do Vereador do Ambiente, Clima e Energia, Estrutura Verde, José Sá Fernandes. Na mesma sessão foi igualmente apresentado o protocolo entre o Turismo de Portugal, NEST e a Planetiers que visa o desenvolvimento de um programa multidisciplinar com iniciativas que projetam Portugal para a linha da frente da inovação e sustentabilidade, colocando o nosso país como uma referência internacional para o Conhecimento, a Inovação e o Empreendedorismo Sustentável.

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Outros oradores no evento de dois dias incluíram Daymond John, o conhecido ‘tubarão’ do “Shark Thank”, Mathis Wackernagel, fundador da Global Footprint Network e criador do conceito de Pegada Ecológica, David Orban, investidor e advisor da Singularity University e Gustavo Carona, dos Médicos Sem Fronteiras. O Planetiers World Gathering tem como objetivo promover mudanças reais e destacar as questões de sustentabilidade em toda a sociedade. O evento híbrido consistiu num palco principal que acolheu diversos debates e painéis de discussão, ao lado de um auditório virtual, innocation studios e uma generation workshop. Os participantes tiveram a oportunidade de obter uma visão mais aprofundada sobre questões relacionadas com o desperdício de alimentos, desigualdades sociais, mudanças climáticas, poluição, perda de biodiversidade e muito mais. Também foi uma oportunidade única de debater em que medida a COVID-19 impactou o fenómeno das mudanças ambientais. A conferência teve lugar na Altice Arenae os par-

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ticipantes puderam assistir ao evento através da plataforma online, uma vez que a. A organização do evento trabalhou no sentido de implementar todas as medidas para garantir a segurança dos participantes físicos. O número de participantes foi bastante reduzido de uma capacidade máxima de 20.000 por dia para apenas 1.000 de forma a assegurar a circulação segura e o distanciamento social dentro a arena. A conferência combinou uma experiência física e online num novo modelo de evento híbrido que permitiu que este decorresse na escala pretendida garantindo total segurança. A propósito do seu envolvimento no Planetiers World Gathering e acerca dos desafios que o mundo está a enfrentar, o Prof. Mohan Munasinghe disse: "Estou muito satisfeito por participar na maior conferência de sustentabilidade do mundo, o Planetiers World Gathering. Esta conferência irá ajudar-nos a enfrentar todos os grandes desafios a nível global que temos pela frente - começando pela COVID-19 – e que nos permitam alcançar as metas de desenvolvimento sustentável no futuro."


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Liderança no Feminino - Novembro 2020  

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