Liderança no Feminino - Maio 2022

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EDIÇÃO N.º 44 MAIO 2022

ROSA VALENTE MATOS PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO CENTRO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO DE LISBOA CENTRAL

Liderança no Feminino é uma publicação da responsabilidade editorial e comercial da Empresa Jornalística Narrativalíder | Periodicidade mensal | Venda por assinatura 8€

MARLENE GASPAR RESPONSÁVEL PELAS ÁREAS DE ENGAGEMENT E DE DEEP DIGITAL BUSINESS DA LLYC EM PORTUGAL

A ENGENHARIA AMBIENTAL POR

INÊS DOS SANTOS COSTA


LIDERANÇA NO FEMININO | Maio 2022

FICHA TÉCNICA Direção e Edição: Sandra Arouca Colaboração: Bárbara Freitas e Luís Guedes Web Developer: Ana Catarina Gomes Design e Paginação: Rui Chaves Marketing e Gestão de Redes Sociais: Catarina Fernandes Sede do Editor : Rua Nova da Junqueira, 145 4405-768 Vila Nova de Gaia Contactos: geral@liderancanofeminino.org redacao@liderancanofeminino.org Narrativalíder Unipessoal Lda Empresa jornalística registada na ERC Licença n. 127618 Sede e Redação - R. Nova da Junqueira, 145 4405-768 V.N.Gaia Periodicidade mensal Liderança no Feminino® tem o compromisso de assegurar os princípios deontológicos e ética profissional dos jornalistas, assim como pela boa fé dos leitores. O conteúdo editorial da Revista Liderança no Feminino é totalmente escrito segundo o novo Acordo Ortográfico.

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LIDERANÇA NO FEMININO | Maio 2022

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ÍNDICE EDITORIAL

05 | Editorial 06 | “A Engenharia Ambiental ” Inês dos Santos Costa, Ex-secretária de Estado para o Ambiente

Na presente edição da Revista “Liderança no Feminino” apontamos as câmaras, mais uma vez, para as Mulheres e suas infinitas mais valias, apetências e feitos e empenhámo-nos especialmente em focar a objetiva no ramo da engenharia e da saúde. Mas não só! Sempre presentes, toda a área dos negócios e do marketing têm espaço para se dar a conhecer em mais uma edição recheada de conteúdo surpreendente.

14 | "As relações humanas na área da saúde pela Mulher e socióloga que preside o CHULC" Rosa Valente de Matos, Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central 20 | “Prever ou não prever, não é questão” Marlene Gaspar, Diretora Sénior de Engagement & Deep Digital Business na LLYC

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28 | "O superpoder dos dados de saúde para salvar mais vidas" Cátia Ferreira, Vogal Executiva do Conselho de Administração do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM, EPERAM) 34 | “Innovation, Health and Happiness, what else?”

36 | Lapa Studio contrata Chief Happiness Office , 40 | Stella Penso é a nova Chief Marketing Officer da FREE NOW

Inês dos Santos Costa é-nos apresentada como Ex-secretária de Estado para o Ambiente e mostrase uma Mulher capaz e multifacetada. Talvez uma das responsabilidades mais sonantes de uma qualquer sociedade, a área da saúde tem indubitável peso e acarreta bem mais do que ser bem sucedido individualmente: há todo um trabalho a ser feito, provas a serem dadas e resultados visíveis. Algumas das Mulheres que aqui entrevistamos têm o dom de vingar na área da saúde. Falamos de Rosa Valente de Matos, Presidente do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central e Cátia Ferreira, Vogal Executiva do Conselho de Administração do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM, EPERAM).

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Ainda neste âmbito, enfocamos também a conferência “Innovation, Health and Happiness, what else?”

42 | Crédito Agrícola lança a primeira edição do programa de estágios CA EDUCA

Mas como de variedade, diversidade e vários ofícios se faz uma Mulher (e também uma revista!) passamos ainda pelo setor bancário, acompanhando o lançamento dos primeiros estágios do Crédito Agrícola e pela Nespresso que se muniu da força de uma Mulher encantadora para liderar o novo anúncio publicitário da coleção de cafés deste verão, inspirado no seu país de origem: falamos de Alessandra Ambrosio e, claro está, do Brasil.

44 | Nespresso lança verão cheio de vibrações brasileiras e bem-estar protagonizado por Alessandra Ambrosio

Boas leituras!

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A ENGENHARIA AMBIENTAL POR INÊS DOS SANTOS COSTA No papel da mais recente Ex-secretrária de Estado para o Ambiente, Inês dos Santos Costa alicerça o seu percurso académico e profissional nas engenharias e investigação, sempre conectada com o Ambiente , a Tecnologia e as Políticas. Numa conversa franca, fala do trilhar do seu próprio caminho e da sua perspetiva em relação ao futuro ambiental.

Créditos: Isidro Dias

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Licenciada, Mestre e Doutora. A formação relacionada com a Engenharia do Ambiente, entre 2002 e 2011 edificaram um conhecimento que foi complementado com experiências interpessoais e no terreno regidas sob a máxima que “A liderança não assenta apenas em conhecimento. Assenta também em inspiração – que vem com o acreditar num propósito, num objetivo que extravasa a materialidade e é verdadeiramente sistémico, que também valoriza a sociedade e ambiente – e humildade – que vem com o dizer “não sei, ajuda-me” ou “não sei, explica-me." Inês dos Santos Costa deu passos na política enquanto adjunta do Ministro do Ambiente e Transição Energética e cessou no transato mês de março funções governamentais enquanto Secretaria de Estado do Ambiente, cargo que ocupava desde outubro de 2019. Descreve esta fase da vida como um desafio em que vê a maior dificuldade no diálogo e de alguns aspetos técnicos: “Esta experiência de passar trincheiras, do privado para o público, permitiu desfazer muitos “mitos” sobre a governança que ainda tinha na minha cabeça. Nos gabinetes e nos serviços há pessoas que suam a camisola, e há profissionais com uma capacidade e entrega sem par.(…) Implica, necessariamente, um diálogo apoiado em conhecimento técnico, científico e de policy, mas com uma comunicação capaz de se adaptar ao interlocutor. Do ponto de vista das matérias, sem dúvida que a valorização dos serviços essenciais de ambiente e a transformação para uma economia circular.”

“A liderança não assenta apenas em conhecimento. Assenta também em inspiração – que vem com o acreditar num propósito, num objetivo que extravasa a materialidade e é verdadeiramente sistémico, que também valoriza a sociedade e ambiente – e humildade – que vem com o dizer “não sei, ajuda-me” ou “não sei, explica-me” 8

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“Isto é o fim de linha, o último “R”. É que nos esquecemos que há o R de reduzir e o R de reutilizar e, desses, poucos falamos. E alcançar vitórias nesse campo obriga olhar para o sistema de produção e de consumo e redesenhá-lo recorrendo a instrumentos de política pública, entre outros”

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Acerca de problemáticas atuais como a seca, a produção de lixo e da reciclagem, a antiga Secretária de Estado para o Ambiente acredita que muitos dos problemas pelos quais somos assolados atualmente derivam do mau hábito estanque do cidadão que, conjugado com desequilíbrios, acarreta todo um leque de impactos sociais e ambientais, ideia que reforça com a exemplificação “Não é por acaso que a “Poluição causada pela atividade humana” aparece no TOP-5 de riscos globais de acordo com o World Economic Forum, a par dos riscos climáticos e de escassez de recursos.” Acredita, porém, que o futuro vindouro bem recheado de esperança e soluções, uma vez que, segundo ela, “As novas gerações têm cada vez mais presente a importância destas questões, mas não podemos exigir que sejam eles os únicos a limpar o que antes se sujou. Todos temos responsabilidades, novos e velhos, em reencontrar essa conexão. Quanto mais cedo começarmos, melhor.” Mas sobre a questão dos “Três R’s” - uma proposta sobre hábitos de consumo resumida em Reduzir, Reutilizar e Reciclar - há muita matéria por analisar, segundo Inês dos Santos Costa. “Isto é o fim de linha, o último “R”. É que nos esquecemos que há o R de reduzir e o R de reutilizar e, desses, poucos falamos. E alcançar vitórias nesse campo obriga olhar para o sistema de produção e de consumo e redesenhá-lo recorrendo a instrumentos de política pública, entre outros.” Em relação ao futuro, revela acreditar que tudo está, ainda, em aberto. Mas ressalva alguns aspetos. “Se continuarmos sistematicamente a ultrapassar os limites biofísicos, o que está em causa não é a sobrevivência do planeta: o que está em causa é estarmos disponíveis a viver em convulsões económicas e sociais cada vez mais frequentes e graves até que estes se precipitem em colapsos em grande escala.” Mas com a prática da consciencialização, de mãos dadas com a evolução, o conhecimento e a esperança num “amanhã” mais risonho, o foco está na frase feita de que “O futuro constrói-se agora”, como explica Inês Costa: “É uma frase feita, mas pertinente tendo em conta que já estamos a atravessar as convulsões sociais derivadas de decisões que não têm em conta os limites biofísicos: recursos energéticos e materiais, pandemias. Por isso, tudo estará dependente de líderes que, perante a incerteza, tenham a coragem de não ceder às soluções fáceis e manterem o rumo traçado pelo RNC e pelo Pacto Ecológico Europeu.”

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“O futuro constróise agora. É uma frase feita, mas pertinente tendo em conta que já estamos a atravessar as convulsões sociais derivadas de decisões que não têm em conta os limites biofísicos: recursos energéticos e materiais, pandemias. Por isso, tudo estará dependente de líderes que, perante a incerteza, tenham a coragem de não ceder às soluções fáceis e manterem o rumo traçado pelo RNC e pelo Pacto Ecológico Europeu”

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LIDERANÇA LIDERANÇANO NOFEMININO FEMININO| Maio | Abril2022 2022

“AS RELAÇÕES HUMANAS NA ÁREA DA SAÚDE PELA MULHER E SOCIÓLOGA QUE PRESIDE O CHULC” Rosa Valente de Matos, Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central

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Rosa Valente de Matos, Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central

“A área da Saúde começou a despertar o meu interesse, enquanto campo muito rico para analisar as interligações sociais, os factos e as dinâmicas que envolvem todo o contexto social da pessoa saudável versus a pessoa doente”

Rosa Valente de Matos nasceu em 1962, em Estarreja. Licenciada em Sociologia pela Universidade de Évora, fez o Curso de Gestão de Recursos Humanos na Saúde, bem como uma Pós-graduação em Administração Hospitalar, na Escola Nacional de Saúde Pública e é, atualmente, figura máxima no Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central. Numa junção de duas variantes distintas – a sociologia e a saúde -, encontra o equilíbrio: “A missão de cuidar centrada no doente é comum a todos os profissionais e a complementaridade entre serviços clínicos e de suporte é fundamental.” Apaixonada pelas pessoas e suas relações, Rosa Valente de Matos vê a sociologia como um interesse já enraizado desde tenra idade que soube moldar num casamento perfeito com a área da saúde, que não dissocia do ramo social:

“A área da Saúde começou a despertar o meu interesse, enquanto campo muito rico para analisar as interligações sociais, os factos e as dinâmicas que envolvem todo o contexto social da pessoa saudável versus a pessoa doente.” Com vontade de vingar numa área que florescia em si, apostou na formação em administração hospitalar, que a capacitou de uma forma mais técnica para, juntamente com as competências pessoais, potenciar as ferramentas de trabalho, acabando por se permitir fazer o que mais gosta. Confessa que “a possibilidade de trabalhar com pessoas e para as pessoas é algo apaixonante. Para mim, isso é que é importante: trabalhar em equipa, visando um objetivo comum: tratar, cuidar e melhorar a vida de outras pessoas.Gosto e sou feliz a trabalhar na área da saúde – é isso que sei fazer e é isso que me realiza!”

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Tendo atuado profissionalmente em vários locais e cargos, considera ser dona de um percurso cheio e enriquecedor, que a fez absorver capacidades num mundo que também é muito de homens e por isso, a dificuldade se vê acrescida. “O caminho é um desafio, pois a forma como lideramos é diferente. Dou um exemplo, quando digo que tenho que deixar o jantar pronto… ou a roupa a lavar…, a pergunta é: “Mas a Doutora faz o jantar?” A resposta é sim! (…) A conciliação entre a vida familiar e profissional, quando ocupamos um lugar de chefia ou direção, é sem dúvida mais exigente para as mulheres. Mas nunca foi impedimento porque o que se avalia no final do dia são os resultados e não o género de quem lidera.” A par destas funções, Rosa Valente Matos abraçou o cargo de Secretária de Estado da Saúde, etapa que entendeu como sendo uma “missão” que aceitou e vingou, no qual aprendeu e cresceu alicerçada em conhecimento adquirido na área da saúde mas também na luta para, mais uma vez, moldar também as relações pessoais dentro do órgão de trabalho, uma vez que “os membros do Governo não conseguem ter essa relação próxima com quem vai executar e isso torna-se, por vezes, difícil.” Também exigente é o desafio que está por vir. Com o surgimento do novo Hospital, o desafio da liderança ressurge mais amplo, mais forte e impetuoso. Mas o medo não assola a Presidente que encara com confiança um projeto para o qual já tem uma visão certeira: “O novo Hospital vai ser um novo desafio e (…) é necessário gerir expectativas, minimizar desconfianças e estimular a ambição. Cada vez mais a liderança tem que ser inclusiva e assentar numa estratégia partilhada, muito orientada.”

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"Mas a Doutora faz o jantar?” A resposta é sim! (…) A conciliação entre a vida familiar e profissional, quando ocupamos um lugar de chefia ou direção, é sem dúvida mais exigente para as mulheres. Mas nunca foi impedimento porque o que se avalia no final do dia são os resultados e não o género de quem lidera"

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MARLENE GASPAR - PREVER OU NÃO PREVER, NÃO É QUESTÃO.

Responsável pelas áreas de Engagement (Consumer & Talent Engagement) e de Deep Digital Business da LLYC em Portugal. Lidera equipas de especialistas responsáveis pelo desenvolvimento e implementação de estratégias colaborativas em clientes nacionais e internacionais. Tem experiência em vários sectores de negócio como: Banca; Distribuição; setor Automóvel; FMCG; Farmacêutica; Centros Comerciais, Tecnologia e Telecomunicações; Transportes e Serviços. Foi, durante 15 anos, responsável pela comunicação de marcas em Agências de Publicidade Multinacionais como a Grey, a Leo Burnett, a Lintas e a Young & Rubicam (atualmente VMLY&R). É licenciada em Relações Públicas e Publicidade pelo INP, Pós-Graduada em Marketing e Negócios Internacionais pelo INDEG-ISCTE e tem um curso executivo de Doing Digital realizado na NOVA SBE. É certificada em HubSpot e Design Thinking.

A viagem rumo à transformação digital implica grandes desafios e oportunidades para empresas e instituições, com implicações estratégicas em diversas frentes sobre as quais terão de tomar decisões cruciais, incluindo o uso de dados, a gestão da privacidade, a ética e o compromisso social, a liderança, as políticas de talento, a exploração de novos canais de comunicação ou, naturalmente, a adoção de novas tecnologias. Na realidade, quando referimos a transformação digital, falamos de transformação. O digital é um facilitador dessa (r)evolução. No final do ano passado fomos ouvir os mais de 200 executivos no nosso estudo Deep Digital Journey: a viagem para a transformação digital com o objetivo de entender o nível de maturidade digital das empresas. Concluímos que apenas 5 % dos inquiridos estão satisfeitos com a recolha e a análise de dados realizadas pelos departamentos de marketing e comunicação e com as ferramentas utilizadas para o efeito. Este sentimento deve-se em grande parte ao valor diminuto que esta informação traz para as tomadas de decisão. No entanto, o problema não se deve necessariamente à má qualidade das ferramentas ou das equipas responsáveis pela recolha, mas aos canais por meio dos quais esta informação é partilhada com os stakeholders dentro da organização. Não é um problema de data, é um problema de falta de cultura data-driven. Segundo um estudo da McKinsey as organizações data-driven são 23 vezes mais suscetíveis de conquistar clientes, o que nos diz que não há como ignorar o comboio que já está em andamento. A data é a chave para a (trans)formação neces-

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sária e exigida. É uma metodologia que depois de experimentada, não tem como voltar atrás. Quando a tomada de decisões é baseada em data, permite que esta seja muito mais fiável. O que nos dá uma enorme vantagem. Podemos contar com quatro tipos de dados que nos asseguram alguma certeza no contexto de incerteza que vivemos. Em primeiro lugar os descritivos, que nos permitem responder ao que aconteceu; em segundo os de diagnóstico, que nos dizem porque é que aconteceu; seguindo-se dos preditivos, que nos mostram o que vai acontecer no futuro e, finalmente, os prescritivos, que tendo por base o que vai acontecer, nos dizem o que devemos fazer. A verdade é que conhecer o futuro sempre foi uma das grandes quimeras do homem e as formas de o conseguir foram muito diversas – não com a bola de cristal ou outros métodos esotéricos, mas usando algo mais sofisticado – como a Inteligência Artificial e modelação preditiva ao permitir identificar padrões que predizem o futuro próximo. Na realidade, a previsão não é um conceito novo. Esta necessidade inata de antecipar a ocorrência de eventos levou-nos a desenvolver modelos de previsão cada vez mais aprimorados. Enquanto no passado confiávamos na nossa imaginação e intuição, os modelos de previsão atuais vão além destes recursos. Demonstraram que são capazes de antecipar, por exemplo, qual será o fluxo de caixa de uma empresa ou calcular as suas necessidades logísticas, personalizar as recomendações de produtos e serviços, prever com semanas de antecedência se uma peça se vai partir e mesmo saber como será o

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"Na realidade, quando referimos a transformação digital, falamos de transformação. O digital é um facilitador dessa (r)evolução" Marlene Gaspar, Diretora Sénior de Engagement & Deep Digital Business na LLYC

tempo na próxima semana. Isto dá-nos o poder da accountability que nos dá acesso a informação privilegiada, uma espécie de super poder. E, como lição que aprendemos do blockbuster Spider Man: ”With great power comes great responsibility” e, para isso, é fundamental assegurar as questões éticas, de privacidade e assumir o nosso compromisso social. A modelação preditiva exige-nos saber o que é, como influencia o marketing e a comunicação, e onde estão os seus limites. Temos também de considerar os desafios legais da proteção de dados, como por exemplo: os dados pessoais (quem são os donos dos dados?); cibersegurança – os data breaches (uma violação de dados expõe informação confidencial, sensível, ou protegida a uma pessoa não autorizada) e o RGPD – Regulamento Geral de Proteção de Dados. O Código de ética das empresas que fazem análise preditiva têm de garantir transparência, o que é um enorme desafio. Há que orquestrar todas as variáveis e a tecnologia tem sido mais do que um aliado, o motor da análise preditiva. E uma pergunta que também se impõe: onde é que a análise preditiva se encaixa na IA?

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A análise preditiva é uma parte essencial da aprendizagem da máquina e da automatização de tarefas avançadas em marketing, vendas e operações. É também uma analítica realmente poderosa. Leva os conhecimentos da análise tradicional e vai um passo mais além, produzindo uma série de ações recomendadas e calculando a probabilidade de cada uma delas resultar num produto desejado (ou indesejado). A fiabilidade das previsões melhorou muitíssimo. Voltemos a falar do mais famoso desbloqueador de conversa de todos os tempos: – o tempo. No último podcast internacional da LLYC – “Modelos Preditivos: AI Como bola de cristal”, escutamos Ricardo Torrijo, Meteorologista da AEMET, que nos fala da importância da previsão em meteorologia e de como esta tem mudado nos últimos anos. O avanço das comunicações, da computação e da tecnologia é cada vez mais apoiado em modelos meteorológicos preditivos que são cada vez mais certeiros, embora se continue o desafio da previsão meteorológica a longo prazo. “Em março fiz uma caminhada a Fátima em família, que sofreu alterações de última hora em relação às datas planeadas devido às condições climatéricas que obrigaram a mudança de planos quatro ou cinco dias antes. Recordo ainda nas PPM (pre production meetings) de filmagens onde tudo é planeado ao ínfimo detalhe e, à semelhança da “eventual dor de barriga” que possa dar ao protagonista, há o “fator tempo” que deixa sempre o “será que chove” na coluna das variáveis não controláveis até vésperas dos dias de shooting. Ainda há margens de erro, mas permite antecipar com mais antecedência estes fenómenos.” Esta maior fiabilidade possibilita tornar menos presente e em algumas situações eliminar dos orçamentos a alínea do weather day, uma percentagem considerável do valor total de produção, que será ser suportada pelo cliente caso não se tenha condições climatéricas para filmar, pois disponibilidade da equipa de produção tem estar salvaguardada. Os modelos preditivos globais e regionais (através de consórcios) nas previsões meteorológicas permitem alcançar maior resolução, logo maior certeza. A combinação destes dois modelos potencia as vantagens e minimiza os riscos de cada um destes.

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Ainda segundo Ricardo Torrijo, a IA ajuda a melhorar as predições e retira trabalho mais manual e rotineiro, libertando maior disponibilidade para a camada onde o ser humano aporta valor – na intelligence. Por outro lado, a parte menos romântica da automação que afeta não só as previsões meteorológicas, mas as previsões no geral, à medida que as máquinas vão fazendo mais coisas é encontrar o nosso papel, onde é a que nos dedicaremos é também um desafio. Vão surgindo novas oportunidades e não podemos olhar com pena ou melancolia, mas há que redefinir os objetivos. Ricardo partilha ainda a piada sobre as previsões meteorológicas no futuro que ajuda a resumir este desafio: em resposta à questão de “Como vão ser os escritórios do futuro de previsões meteorológicas?” A resposta é: - Vai haver um computador, uma cadeira e um cão. O computador faz as previsões e o cão permite que o humano não mexa nelas! A tecnologia digital twins é também um bom exemplo que permite prever riscos e desenhar diversos cenários para estar preparado para responder a eles num mundo cada vez mais volátil, faz cada vez mais sentido. Digital twins (uma espécie do ambicionado clone) é uma tecnologia baseada em data e que já está a ser usada no combate às alterações climáticas, um projeto impulsionado pela União Europeia - Destination Earth, que tem um investimento de 150 milhões de euros para fazer uma simulação do planeta terra com todas as suas variáveis climáticas que permitem ensaiar o que pode acontecer com determinadas alterações no clima, na atmosfera, na elevação do nível do mar, etc. que vão permitir prever o que vai ocorrer de forma a que os políticos e outros decisores possam atuar em função disso. Isto é muito relevante porque estamos a falar de um risco que nos impacta a todos, como foi a pandemia, o que terá um papel importante na política, na economia e na sociedade. Vai estar no centro de muitas decisões e ter uma ferramenta como esta baseada em AI é um dos tais “superpoderes”. É fascinante podermos ter uma visualização gráfica, é como ter “o desenho” do que vai acontecer, uma espécie de “banho de realidade” que demonstra as consequências de nada fazer ou para nos prepararmos quando acontecer. As marcas conseguem fazer campanhas cada vez mais preditivas e personalizadas como, por exemplo, a Amazon, que nos recomenda produtos com base no algoritmo que cruza as informações deixadas pelas nossas navegações,

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"É fascinante podermos ter uma visualização gráfica, é como ter “o desenho” do que vai acontecer, uma espécie de “banho de realidade” que demonstra as consequências de nada fazer ou para nos prepararmos quando acontecer"

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compras, escolhas, recomendações, etc. Ou um exemplo mais próximo e com mais histórico em Portugal: o Cartão Continente, que nos recomenda produtos adaptados aos nossos hábitos de compra. E isto faz com que a estrada tenha dois sentidos, pois o consumidor é também cada vez mais exigente, mais prescritor e mais informado. A Salesforce refere que 76% dos clientes querem que as empresas tenham conhecimento profundo das suas expectativas e necessidades pessoais para responderem e interagirem com estes em função delas. Quem nunca escolheu um profissional de saúde numa especialidade médica que nunca tenha consultado em função da clínica que detém o seu histórico, a sua data que permitirá um diagnóstico e um cruzamento de informação com maior certeza e informação? Isto é, muitas vezes, um fator que em algumas circunstâncias se sobrepõe à escolha do médico especialista. Este movimento exigido pelo cliente aumentou a necessidade de tornar estes canais mais eficientes dentro das organizações, a fim de ter mais rapidamente informações valiosas para testar novas estratégias, de modo a melhor atender às suas necessidades. Para tal, é necessário que as organizações tenham não só as melhores ferramentas do mercado, mas também metodologias ágeis que permitam uma reação mais rápida à informação. Outro desafio para tirar o máximo partido da informação é garantir que as empresas adquiram ou reforcem culturas data-driven, que gerem melhorias na conceção de estratégias. Para responder a este objetivo as pessoas dentro das organizações devem guiar-se pelo mantra de que a melhor maneira de fazer bem o trabalho é aproveitando a informação trabalhada pelas equipas de inteligência, o que requer que se garanta a existência de um canal de comunicação bidirecional que alcance uma compreensão profunda dos dados de que todas as equipas necessitam e que consideram ser de valor elevado. E é este poder e responsabilidade que está nas nossas mãos. Não há falta de data, há falta de cultura data-driven. A democratização dos dados vai ter um papel de pivot na nossa forma de trabalhar como líderes e na recolha de informação. Muitas vezes, mais importante que os próprios dados, são as histórias e as correlações que se fazem com estes, daí que a componente humana seja imprescindível; a intuição e a imaginação são chave para este trabalho.

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Como não há bela sem senão, há que ter em conta as limitações dos modelos preditivos, por exemplo: 1) a história nem sempre é útil para prever o futuro; quando não tens data anterior/histórico é difícil prever o que vai acontecer - a pandemia ilustra bem esta questão. 2) as variáveis desconhecidas são desconhecidas; (há sempre variáveis que não tivemos em conta, e que podem ser determinantes;) 3) às vezes tens adversários que tentam manipular o Sistema, o que pode originar uma previsão contraditória. Um bom exemplo, foi a manipulação de relatórios para obter a classificação de triplo A que esteve na origem do colapso financeiro de 2008-2009. Afinal, a classificação do triplo A não é mais do que um sistema de previsão. O previsível pode ser previsto, e o imprevisível não pode ser previsto. Na verdade, o mais perigoso é o que parece previsível mas não é. Tivemos este ano uma maioria absoluta do PS. Isso era previsível? O mercado imobiliário tem crescimentos avassaladores, então investir em imóveis é completamente seguro? O que poderá correr mal? Os problemas de reputação também são como a bolsa de valores: parecem previsíveis, mas não são. As tendências são oportunidades de disrupção e a indústria cinematográfica sempre foi profícua e front runner, nesse sentido. O filme de 2002 Minority Report, realizado pelo Steven Spielberg e protagonizado pelo ator do momento – Tom Cruise - apresenta uma visão de como iria ser o mundo em 2054 e grande parte do que aí foi previsto já é realidade, já está a acontecer. Vinte anos depois do lançamento e trinta anos do estimado. Por isso, já não há lugar para a decisão de “prognósticos, só no fim do jogo.” Não podemos aguardar pelo final da partida. O físico Niels Bohr constatava uma verdade la palice: “Fazer prognósticos é difícil, especialmente sobre o futuro”, mas a tecnologia que temos atualmente capacita-nos para estarmos mais bem preparados para responder ao desafio. A magia acontece entre a predição e a imaginação. A nossa condição sine qua non é a nossa metodologia de trabalho - a combinação da análise qualitativa das grandes tendências com as nossas capacidades de deep learning, com base na interpretação de dados, para oferecer uma imagem ainda mais fiel das grandes transformações que ocorrerão. Somos data-driven. É a nossa anestesia, ou seja, somos como os cirurgiões, não operamos sem anestesia.

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CÁTIA FERREIRA: “O SUPERPODER DOS DADOS DE SAÚDE PARA SALVAR MAIS VIDAS”

Considera que o dia da escolha do curso, foi dos mais difíceis que teve, por se sentir vocacionada para diversas áreas do saber e, sem qualquer experiência prévia, aos 17 anos ter de escolher apenas uma. Sentia que havia uma missão que lhe tinha sido atribuída, alusiva a um bem maior que si própria, mas que não sabia bem do que se tratava. Cedo percebeu que os seus sonhos estavam para lá do horizonte que via. Licenciada em Gestão e pós-graduada em Fiscalidade Regional e Internacional, na Universidade da Madeira, aos 22 anos rumou a Lisboa e Milão onde frequentou o Internacional Master of Science in Business Administration pela Universidade Católica de Lisboa e Università Bocconi, para reforçar as suas competências de gestão e conhecer novas perspectivas internacionais. Após estágios no sector da banca, optou por ingressar na carreira de consultoria de estratégia e operações, pelo desafio constante e aprendizagem rápida prometida. Entre Portugal e Angola, manteve-se no sector, até ao final de 2019, nesta última fase já como Manager responsável pela gestão de equipas e de projectos e considera que foi a escola que precisava para ter o brio profissional e a visão holística e a longo prazo que hoje tem. Os projectos por onde foi passando evidenciaram a importância da inovação e do conhecimento, e por essa razão decidiu frequentar a PósGraduação em Gestão de Informação e Business Intelligence na Saúde onde confessa que “caiu a ficha”, relativamente ao valor dos dados em saúde e o potencial para literalmente salvar vidas, e aí decidiu que queria mudar o rumo da sua carreira, com vista a especializar-se no sector. Foi convidada a ser mentora de startups na Healthcare City, onde acompanhou diversos projetos de tecnologia e inovação no sector e em 2019, quando se preparava para dar seguimento ao curso de Administração Hospitalar, foi convidada para voltar à sua terra natal ePortugal ingressar no Conselho

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de Administração do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM, EPERAM), onde se mantém desde então. Sente paixão pelo que faz e foi nesta função que compreendeu, de forma inequívoca, qual o seu propósito e sentido de missão no mundo em que vivemos – criar condições para que as organizações de saúde sejam mais eficientes e geradoras de valor em sáude e que a experiência dos utentes seja cada vez melhor, porque cada dia conta. Em 2021 foi nomeada uma Young Executive Leader no sector da saúde, pela Federação Internacional dos Hospitais, como resultado de um trabalho concluído juntamente com 34 jovens de diversos países sobre os desafios do sector, nomeadamente no respeitante à transformação digital necessária, desafios e oportunidades. Em 2022, fruto da estratégia regional para a capacitação de novos quadros dirigentes, foi convidada pela sua tutela a ingressar o 39º Programa de Alta Direção de Instituições de Saúde (PADIS), promovido pela AESE.

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Todos nós somos conscientes de que a saúde tal como a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza (“o bem-estar físico, mental e social, mais do que a mera ausência de doença”) é o bem mais precioso que temos, e quem nos dera podermos mantê-la eternamente ou recuperá-la rapidamente sempre que perdêssemos ou a sentíssemos escapar. Em Portugal, sabemos que a esperança média de vida tem vindo a aumentar, mas que nos últimos anos vividos, a qualidade de vida e autonomia das pessoas não tem sido motivo de orgulho, e é isso que queremos inverter, de forma a vivermos mais e melhor. Essencial para o bem-estar da população, a saúde também é o elemento primordial para o desenvolvimento económico e social do País. O aumento da produtividade ou da competitividade, está diretamente correlacionada com o estado de saúde da população ativa, pelo que impera a necessidade de um forte investimento no sector da saúde, nomeadamente com vista à prevenção de doenças e à assertividade de diagnósticos e tratamentos (medicina personalizada ou de precisão), sob pena de pôr em risco a existência das gerações vindouras e a sustentabilidade das nações. Em Portugal, o sector da saúde gera um volume de negócios anual na ordem dos 30 mil milhões de euros, envolvendo perto de 90 mil empresas e dando emprego a quase 300 mil pessoas, de acordo com o Health Cluster de Portugal. Apesar do crescimento do sector privado nos últimos anos, o sector público da saúde ainda é responsável pela maior parte da despesa em saúde fruto da sua preponderância em termos de atividade assistencial de diagnósticos e tratamentos. Segundo a última publicação disponibilizada pelo INE, em 2020 a despesa pública (estimada) em saúde foi de 67,6% face aos 32,4% do sector privado, representando um acréscimo de 6,6% na despesa corrente pública e uma diminuição de 10,3% na despesa corrente privada, face ao ocorrido em 2019. Neste contexto, o sector público da saúde ainda é o fiel depositário da maior parte dos dados de saúde gerados (no passado e no presente). Qualquer bom gestor reconhece o valor determinante de ter informação de qualidade, correta e em tempo útil ao dispor, para sustentar as suas tomadas de decisão antecipando o seu sucesso profissional e o êxito e sustentabilidade do negócio que gere. Sabe também que, no mundo atual, com a gigantesca quantidade de dados que circulam ao microssegundo nas organizações, essa informação de qualidade só é

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"A saúde também é o elemento primordial para o desenvolvimento económico e social do País" possível com o pressuposto de coexistirem sistemas de informação organizados, seguros e interoperacionais, ou então integrados. São as bases de dados desses sistemas de informação que garantem que, de forma automática, haja recolha de dados e que a informação seja estruturada e relacionada entre si, permitindo a gestão, a organização, a manutenção, a pesquisa e a partilha de enormes volumes de dados. Nos últimos anos, a disponibilidade e o acesso aos dados cresceram e melhoraram, com as inúmeras ferramentas de analytics que têm vindo a aparecer. Antes, a informação era extraída apenas por equipas especializadas. Hoje em dia, grande parte dos profissionais são capazes de elaborar análises, com dados do mundo inteiro, de maneira rápida e precisa, apenas com o portátil no colo. Antevendo o potencial do valor que poderá ser gerado, o acesso e utilização dos dados são a força motora inerente à 4ª Revolução Industrial, também designada por transformação digital. O objetivo é utilizar os dados para alcançar melhores e mais personalizados resultados de saúde, ser mais eficiente nas negociações com fornecedores e financiadores e, em última instância, ser catalisador de uma mudança para um maior enfoque na prevenção em vez do tratamento. No sector da saúde, o acesso e partilha de dados e informação pelos profissionais de saúde, pode ser a diferença entre a vida e a morte, o que torna este tema excecionalmente mais pertinente, do que eventualmente noutros sectores. Para além do que o universo de pessoas que pode abranger é exponencialmente superior, uma vez que se trata de todo e qualquer pessoa existente no mundo em determinado momento. Organizações de saúde como hospitais, laboratórios ou clínicas geram e gerem diariamente um grande volume de dados de pacientes,

fornecedores ou parceiros. No entanto, continua a ser frequentemente difícil para os cidadãos aceder aos seus dados por via eletrónica, e para os investigadores a utilização desses dados com vista a garantir a melhoria nos diagnósticos e tratamentos. Os dados em saúde estão por toda parte e têm a sua origem em diversas fontes, como registos dos utentes, resultados de exames, histórico de transações, dados de wearables ou de dispositivos médicos, sendo que têm ganhado cada vez mais protagonismo para a evolução do serviço assistencial, promovendo uma maior assertividade de diagnósticos e tratamentos e, consequentemente, facilitando a manutenção da qualidade de vida de cada paciente. O último Relatório Global sobre Sistemas e Capacidades de Dados de Saúde publicado pela OMS, destaca a ainda maior importância dos dados e de informação fidedigna, no contexto da situação pandémica que estamos a atravessar. A pandemia evidenciou que mesmo os sistemas de saúde e dados mais avançados ainda lutam para fornecer informações quase em tempo real a fim de agir rapidamente. A falta de dados em todo o mundo tem limitado a compreensão do verdadeiro impacto da mortalidade por COVID-19, prejudicando o planeamento das respostas atuais e futuras. Não se combate algo desconhecido. O primeiro passo para superar a pandemia é men-

"O sector público da saúde ainda é responsável pela maior parte da despesa em saúde fruto da sua preponderância em termos de atividade assistencial de diagnósticos e tratamentos"

surá-la e enxergar seus impactos. E para isso são necessários dados atualizados, abrangentes e interconectados num sistema bem estruturado de informação em saúde. É fundamental dispor de dados de saúde actualizados, fiáveis e comprometidos com os princípios FAIR: facilidade de localização, acessibilidade, interoperabilidade e reutilizabilidade. Entre outras recomendações, os países são orientados a investir em áreas prioritárias com maior impacto na recolha, análise e uso de dados de saúde, assim como a fortalecer os seus sistemas de informação de dados de saúde para melhorar os seus sistemas de registo de dados e recolher mais dados de melhor qualidade. É nesta consciência da importância dos dados e do seu superpoder para o futuro das organizações que o tema da transformação digital é agora falado em todo o mundo. Por esta razão e pela importância do sector, também na saúde o foco terá de ser esse. A aposta deverá passar pelo desenvolvimento e utilização de tecnologias digitais para recolher e relacionar grandes quantidades de dados (Big Data), de forma a criar sistemas de saúde mais fortes e resilientes e para apoiar a competitividade e a inovação a longo prazo das organizações de saúde. Em 2021, um inquérito da Accenture revelou que 88% dos gestores na área da Saúde indicavam que a análise de dados e o Big Data eram a sua principal prioridade estratégica. A Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico estima que a partilha de dados automática, entre outros aspectos, deverá promover poupanças estimadas de até 15% das despesas hospitalares. Só na área hospitalar, estes conteúdos são responsáveis por 50 petabytes de informação por ano, a nível global, mas curiosamente cerca de 97% da informação gerada não é utilizada, devido à atual complexidade do processo analítico, pelo que tem de haver uma aposta clara na capacitação de equipas e no desenvolvimento de sistemas de segurança e de infra-estruturas tecnológicas para o armazenamento e partilha dos dados. A capacidade das organizações de saúde em gerar valor depende de quão eficazmente conseguirão desbloquear o poder dos dados e gerar conhecimento ao conectar, combinar e partilhar dados em segurança numa escala nunca antes vista. Para tal, a transformação digital na saúde é uma realidade que deve ser reconhecida e incorporada por gestores e dirigentes da saúde, mas também por colaboradores, profissionais da saúde e pacientes.

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Nos países em desenvolvimento, antes de tudo, permitirá o simples acesso à prestação dos cuidados de saúde por todos (mesmo em zonas remotas), redução das desigualdades e a maior rapidez no diagnóstico e tratamento, antecipando problemas. Nos países desenvolvidos será o motor para a evolução do conhecimento que vai potenciar a medicina personalizada com a entrega de diagnósticos mais precisos e eficientes, tratamentos em tempo real, redução de erros, promovendo a crescente segurança nas decisões, processos de inovação mais céleres e impactantes e o empoderamento do utente, que passa a ser um gestor ativo da sua saúde. Ainda no início deste mês (Maio 2022), a Comissão Europeia deu os primeiros passos no sentido de tornar uma realidade a existência de um Espaço Europeu de Dados de Saúde, de forma a aproveitar o potencial dos dados de saúde em prol das pessoas, dos doentes e da inovação (utilização primária – para obter melhores cuidados de saúde a nível nacional e transfronteiriço e; utilização secundária – para fundamentar e avaliar as políticas de saúde pública ou para realizar investigação). Será mais fácil aceder aos nossos dados de saúde e partilharmos com os profissionais de saúde, sem termos de repetir desnecessariamente os mesmos exames, com efeitos positivos para os doentes e redução das despesas de saúde e alocação de recursos desnecessária. Simultaneamente, um acesso mais fácil a dados de elevada qualidade facilitará também a inovação e o desenvolvimento de novos tratamentos, de novas vacinas e de medicina de precisão. Paralelamente, os Hospitais e sistemas de saúde têm vindo a investir em computação em nuvem, telecomunicações 5G, inteligência artificial e interoperabilidade para enfrentar os desafios atuais, além de construir novos modelos de prestação de cuidados digitais, imperativos para a sustentabilidade e futuro do sector. A transformação digital, com vista a melhor informação em saúde, é uma jornada a médio e longo prazo, com muitos desafios e investimentos de elevado valor. Não obstante, o potencial é imensurável face ao custo. Os dados e a informação que daí advém salvam vidas e o caminho é longo. Cabe aos gestores das organizações de saúde, a incorporação antecipada desta visão nos seus planos de investimento, pois there is no way back. Ou impulsionam a mudança, com base num planeamento atempado e definição estratégia ou serão rebocados pelas forças do sector, sendo o custo superior ao retorno.

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"A transformação digital, com vista a melhor informação em saúde, é uma jornada a médio e longo prazo, com muitos desafios e investimentos de elevado valor."

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CONFERÊNCIA: “INNOVATION, HEALTH AND HAPPINESS, WHAT ELSE?”

A informação vai centrar-se na preocupação com a saúde e o bem-estar, individual, social e profissional, em prol do crescimento e inovação das empresas e marcas e, o quanto essa relação pode ser positiva para um aumento de produtividade. A apresentação dos convidados que vão subir ao palco, especialistas em diferentes áreas, que se complementam na oratória, neste evento marcado pela importância da gestão inteligente da relação B2B ou B2C, sublinhando a ideia de que os marketeers têm um papel cada vez mais desafiante na hora de gerir as suas marcas e quem as consome. • É pelas 9h30 que se inicia a conferência com José Borralho, CEO da Escolha do Consumidor e da Product of the Year Portugal, com as boas-vindas ao evento e as suas considerações introdutórias. • Às 9h40, o tema “"Innovation as a Catalyst for growth" ganha destaque, com a talk de Philippe Gelder, President & CEO Voted Product of the Year Worldwide, a partir das soluções encontradas pelas marcas perante a presença de catástrofes como foram a pandemia e a guerra na Ucrânia. • Às 10h, inicia-se o capítulo “Human Capital Management”, com Armando Gaspar, Senior Technician Research Unit at PHC Software. • Às 10h30, Miguel Capelão, Chief Culture Officer at PHC Software, explica como “Cultura e Bem Estar na PHC” podem ser orientadoras de uma nova forma de estar e trabalhar nas empresas. • A conferência termina com as importantes palavras de Christophe Jauquet, healthusiasm, orador e autor da obra ““Healthusiasm – making customers healthy & happy” e que conta com uma carreira nas principais multinacionais da indústria da saúde e bem-estar. Na sua abordagem Christophe mostra-nos como estamos a evoluir de uma economia da experiência para uma economia transformacional, focada na concretização dos desejos dos consumidores e como a indústria está a lidar com isso. O nosso presente está marcado pela inflação financeira e pela crise, social e económica, que abrange vários setores indispensáveis à vida em sociedade. Estamos no tempo de aprender a gerir e a enfrentar estas adversidades de uma forma disruptiva e estrategicamente focada no consumidor. Por isso esta é uma palestra que os grandes decisores e marketeers não podem perder. Para quem deseja comparecer e assistir, apenas tem de fazer a inscrição, uma vez que a entrada é gratuita. Terá lugar no PHC – Tagus Park, em Porto Salvo, Oeiras.

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Sílvia Pinto, Marketing and Communication Manager da Goldenergy

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LAPA STUDIO CONTRATA CHIEF HAPPINESS OFFICE

O Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) recebeu, hoje, 30 viaturas Volkswagen Amarok destinadas ao patrulhamento das praias da costa portuguesa. A cerimónia de entrega oficial das Volkswagen Amarok ao ISN para a época balnear de 2022, decorreu na Casa da Balança – Instalações da Marinha, tendo sido presidida pela Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, e contou com a presença da Administradora da SIVA|PHS, Viktoria Kaufmann; do Diretor-Geral da Volkswagen Veículos Comerciais, Ricardo Vieira; Teresa Lameiras, Diretora Comunicação e Marca SIVA|PHS e do Diretor de Vendas especiais, Magno Gonçalves. Esta entrega faz parte do projeto denominado “Sea Watch”, que resulta de vários anos de parceria entre a SIVA|PHS e o ISN. As Volkswagen Amarok, foram devidamente equipadas e adaptadas para as operações de vigilância e salvamento, levadas a cabo pelo ISN. Incluem suportes para equipamentos de emergência, pranchas de salvamento e macas, luzes de emergência, assim como um desfibrilhador automático externo que completa os equipamentos de suporte básico de vida, garantindo assim que o nosso país tenha uma das sinistralidades mais baixas do mundo. Todas as alterações, bem como a manutenção das viaturas ficam a cargo da Volkswagen Veículos Comerciais em Portugal e respetivos concessionários. “Entregar, novamente, viaturas totalmente equipadas ao ISN reafirma a missão no âmbito da responsabilidade social da Volkswagen Veículos Comerciais. Voltamos a contribuir para o reforço da segurança das praias portuguesas, sabendo que as Volkswagen Amarok são viaturas capazes de enfrentar as missões mais escrupulosas e têm consigo os melhores equipamentos e meios para socorrer quem precisa”, afirma Ricardo Vieira, Diretor-Geral da Volkswagen Veículos Comerciais.

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A bp Portugal mantém-se associada ao projeto “SeaWatch” através do fornecimento do combustível e da compensação das emissões de carbono dos veículos de salvamento. As emissões de carbono calculadas do combustível consumido durante a época balnear serão compensadas através do “bp Target Neutral”, o programa internacional de gestão de carbono da marca (*). Esta iniciativa está alinhada com a nova ambição da bp, de atingir a neutralidade carbónica (net zero) até 2050 ou mais cedo e ajudar o mundo a atingir o mesmo objetivo. Para além deste apoio, o projeto “Sea Watch” conta, também, com o Volkswagen Financial Services e a Ageas Seguros como parceiros, na missão conjunta de aumentar a capacidade de socorro às vítimas durante a época balnear, garantido assim uma maior proteção e patrulhamento nas praias portuguesas. A seguradora, que disponibiliza produtos e serviços adaptados às necessidades dos seus clientes, pretende continuar a ajudar os portugueses a proteger-se contra os riscos, contribuindo para a sua maior proteção e a segurança na época balnear.

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STELLA PENSO É A NOVA CHIEF MARKETING OFFICER DA FREE NOW A super app de mobilidade continua, desta forma, a promover a diversidade e inclusão, procurando aumentar para 43% o número de mulheres em cargos de liderança até 2023

Especialista em marketplace digital, Stella Penso acaba de ser nomeada Chief Marketing Officer (CMO) da FREE NOW. A profissional sucede a Thomas Zimmermann que, por sua vez, assumiu as funções de CEO. Tendo concluído a sua licenciatura em Desenvolvimento Económico na Universidade de Columbia, Stella Penso passou os últimos 25 anos a trabalhar internacionalmente em estratégia, regulação, planeamento, análise e marketing. Durante a sua carreira, trabalhou globalmente para marcas líderes como a Careem, Turkcell, Vodafone, Virgin Mobile e Skyscanner, entre outras. Antes de assumir as suas novas funções, Penso já tinha ocupado a posição de Vice-Presidente de Marketplace Performance na FREE NOW, durante quase dois anos, impulsionando o crescimento em termos de quota de mercado e de valor de marca ao mesmo tempo que registou um aumento na rentabilidade do negócio. "A FREE NOW é uma história de sucesso europeia e a única startup tecnológica que se tornou na plataforma líder europeia de MaaS. O meu objetivo é estabelecer-nos ainda mais como a super app de mobilidade e garantir uma experiência de marca harmoniosa para os nossos motoristas e clientes. Hoje em dia, todos os utilizadores querem uma experiência tão simples e perfeita quanto possível. O meu trabalho passa por continuar a assegurar o nosso sucesso em todos os pontos de contacto", considera Stella Penso. "A relação com os nossos mais de 54 milhões de utilizadores depende muito do trabalho desenvolvido pelo nosso Marketing, por isso é um departamento estratégico para todo o negócio. A nomeação da Stella Penso surge como uma evidente mais-valia para a empresa a nível global. O seu conhecimento técnico em áreas fundamentais e a sua experiência em cargos de liderança fazem adivinhar que a marca continuará a crescer nos vários mercados em que estamos presentes. Estou seguro que o posicionamento da FREE NOW, como super app de mobilidade, sairá ainda mais reforçado", afirma Bruno Borges, General Manager da FREE NOW em Portugal.

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A nomeação de Stella Penso surge logo após a contratação de Marlot van der Wal como Chief People Officer em janeiro de 2022. A admissão de ambas as profissionais é mais um passo importante rumo a uma maior preponderância das mulheres em cargos de gestão. Atualmente 1 em cada 3 pessoas em funções de liderança na FREE NOW são mulheres. "A FREE NOW redefiniu o conceito de mobilidade urbana em toda a Europa ao longo dos últimos anos e ao Marketing de uma marca líder compete, além de dar visibilidade ao trabalho desenvolvido, criar estratégias para mudar a perceção das pessoas em relação à forma como se movem nas cidades. A Stella Penso é uma referência neste setor e acredito que será um elemento crucial para cumprir este objetivo. O seu know-how e vasta experiência permitirão que continuemos a crescer e a mudar a vida dos europeus ao longo dos próximos anos", afirma André Amaro, Head of Marketing da FREE NOW em Portugal.

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CRÉDITO AGRÍCOLA LANÇA A PRIMEIRA EDIÇÃO DO PROGRAMA DE ESTÁGIOS CA EDUCA

O Crédito Agrícola acaba de lançar a primeira edição do programa de estágios CA EDUCA, que tem como objectivo proporcionar aos jovens a oportunidade de conhecer a realidade de uma instituição de crédito de referência nacional, desenvolver as suas competências em contexto profissional e contribuir para melhorar a sua empregabilidade no futuro. O programa de estágios CA EDUCA abrange diversas áreas de localização no país e é dirigido a jovens estudantes que estejam a concluir ou que tenham concluído uma licenciatura ou mestrado nas áreas de Gestão, Economia, Contabilidade, Direito, Recursos Humanos, Tecnologias de Informação, ou outras similares. Ao proporcionar uma experiência profissional única, o Crédito Agrícola procura jovens com espírito de equipa e entusiasmo, vontade de aprender, de enfrentar novos desafios e motivação para integrar uma equipa dinâmica em ambiente multidisciplinar. As candidaturas ao programa de estágios do Crédito Agrícola decorrem até ao próximo dia 31 de Julho e podem ser realizadas no website institucional do CA EDUCA através do preenchimento de formulário próprio. Os jovens poderão escolher entre a realização de um estágio profissional até 12 meses ou um estágio curricular integrado no seu percurso académico e selecionar a área profissional e geográfica do seu interesse. Após a análise das candidaturas, e uma vez realizada a fase de selecção, os jovens integrarão áreas de actividade, sendo-lhes proporcionada uma experiência profissional única e desafiante e conhecimento da realidade de uma entidade e de um grupo financeiro de referência nacional. O programa de estágios conta ainda com seguro de acidentes pessoais, bolsa de estágio e subsídio de alimentação nos estágios profissionais. Com o programa de estágios CA EDUCA, o Crédito Agrícola reforça a sua aposta no talento e na oportunidade de os jovens terem uma experiência profissional relevante no seu currículo, contribuindo, no âmbito da sua responsabilidade social, para o estreitamento das relações entre universidade e empresas.

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NESPRESSO LANÇA VERÃO CHEIO DE VIBRAÇÕES BRASILEIRAS E BEM-ESTAR PROTAGONIZADO POR ALESSANDRA AMBROSIO

A coleção de verão 2022 da Nespresso chegou, pronta para fazer ondas, com uma gama inspirada no Brasil e nos deliciosos sabores dos trópicos, apresentada por Alessandra Ambrosio, musa da campanha. Numa homenagem à bebida mais popular do Brasil, a caipirinha, a linha Barista Creations apresenta os novos iced coffees, Liminha Over Ice para a linha original e Exotic Liminha Over Ice na linha Vertuo, que têm a lima e a hortelã como grandes protagonistas. O padrão floral em amarelo forte das embalagens é também um tributo à paisagem vibrante do Brasil, que promete unir os amantes do café nesta estação, através da positividade e das boas vibrações. A campanha da Nespresso encoraja os amantes de café a focarem-se no seu bem-estar para um verão mais pleno. A estação mais quente do ano é perfeita para adotar novas rotinas, com o café a assumir-se como o elemento unificador que ajuda a manter estes rituais, como acompanhar o espresso da manhã com a prática de yoga ou escrever sobre o dia enquanto se desfruta um exótico café gelado. Para canalizar toda esta energia positiva, a Nespresso irá apresentar vários mantras ao longo do verão, com dois deles, ‘Brew, Breathe, Bloom’ e ‘Inhale, Exhale, Enjoy’ a figurarem em duas canecas de café de edição limitada. Inspirados nos sabores brasileiros, Liminha Over Ice e Exotic Liminha Over Ice resultam de receitas inovadoras, que vão garantir um momento surpreendente de café gelado, que promete manter o calor à distância. Em conjunto com as novas adições à gama Barista Creations, estão também de volta os blends da linha original Coconut Flavour Over Ice e os cafés sazonais Freddo Delicato e Freddo Intenso. A linha Vertuo tem também como novidade o Tropical Coconut Flavour Ice.

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"O Verão é a minha época favorita do ano e como brasileira tenho muito orgulho em ser o rosto de uma campanha inspirada no meu país. Adoro o conceito de café que marca momentos importantes de reflexão ao longo do dia. Estou muito entusiasmada por fazer parte de uma campanha tão inspiradora e por poder trabalhar com a Nespresso para dar vida a estas deliciosas receitas e acessórios, e a este café de qualidade. O Liminha Over Ice é garantidamente o verão brasileiro numa chávena", destaca Alessandra Ambrosio. "Inhale, Exhale, Enjoy" com acessórios inspirados no verão Além de refrescantes receitas de iced coffee, a coleção de verão da Nespresso conta com acessórios de edição limitada, como duas canecas de café assinadas por Alessandra Ambrosio. Cada uma exibe um dos mantras de verão apresentados pela marca para que os cafés quentes e frios possam ser apreciados com estilo. Já para quem gosta de aproveitar o Verão em movimento, a clássica Travel Mug Nomad surge agora na cor azul-marinho. E porque o som é um forte condutor de emoções e desempenha um papel crucial a acalmar o corpo e a alma, a Nespresso criou também quatro playlists inspiradoras de verão no Spotify, com a curadoria de Alessandra Ambrosio.

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