Liderança no Feminino - Setembro 2022

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EDIÇÃO N.º 47 SETEMBRO 2022

SER FELIZ NO TRABALHO É “UMA ESCOLHA INDIVIDUAL E INTRANSMISSÍVEL”

ANA RUIVO: A MULHER DE IMPACTO QUE ENCONTROU A SUA VOCAÇÃO E CRIOU A TEAM 24,UMA EMPRESA DIFERENCIADA QUE ATUA NA ÁREA DA SAÚDE MENTAL ANA RUÍVO, COO & CO-FOUNDER DA TEAM 24

ANA PATRÍCIA DUARTE DIRETORA EXECUTIVA DO PRIMEIRO HOTEL ECOLÓGICO DO PAÍS, O ECORKHOTEL ÉVORA.

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BEATRIZ MADUREIRA, COACH DE ALTA PERFORMANCE E CHIEF HAPPINESS OFFICER CERTIFICADA


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LIDERANÇA NO FEMININO | Junho 2022

EDITORIAL

ÍNDICE 05 | Editorial

O mês de setembro dita um novo começo. Para muitos, o início do ano é ao nono mês; para tantos, o regresso à rotina traz motivação com uma pitada de receio.

06 | “Viajar sem sair do lugar” Ana Patrícia Duarte e o dom feminino a dirigir o primeiro hotel ecológico do país. Do prazer de lidar com pessoas à gratificação de conhecer culturas.

Falando em recomeços, a vida profissional pode revelar-se uma montanha russa de emoções e a necessidade de nos reinventarmos e fazermos aquilo que mais gostamos é uma realidade.

16 | "Ser feliz no trabalho é “uma escolha individual e intransmissível” e Beatriz Madureira criou o método para torná-lo possível"

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32 | Paula Mouta Presidente do Observatório da Saúde dos Povos Diretora da Unidade de Saúde Preventiva USPE em Lisboa e em Cabo Verde

Ainda neste sentido, Catarina Lucas, psicóloga, deixa alguns conselhos para um regresso facilitado à rotina pós férias. Também no que ao bem-estar diz respeito, Paula Mouta faz a ponte com as rotinas alimentares, os nossos genes e a beatitude.

36 | Tatiana Canas, Jurista e Mestra em Igualdade de Género

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38 | Eduarda Carvalho assume o cargo de PR & Corporate Communications na Worten

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Ana Brito, por sua vez, foca a importância da saúde mental, que está relacionada com todos os campos da nossa vida - do pessoal ao profissional – e tem tanto de importante como de indispensável, pese embora a realidade do preconceito que, como explica, progredimos para tentar diminuir. Também falando em motivação e bem estar, conversámos com Beatriz Madureira, advogada e coach, que ficou parte do seu trabalho no estudo e promoção da felicidade e bem-estar dos funcionários perante os seu contextos laborais.

24 | Ana Ruivo: a mulher de impacto que encontrou a sua vocação e criou a TEAM 24,uma empresa diferenciada que atua na área da saúde mental.

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É nesse sentido e abordando todos os temas que, pensando em “setembro”, nos ocorrem, que falamos com Ana Patrícia Duarte, diretora executiva do primeiro hotel ecológico do país, o Ecorkhotel. Com gosto por pessoas e culturas, fala-nos da sua caminhada profissional e dos desafios de gerir uma unidade hoteleira conceituada.

E como a liderança continua a contar com nomes femininos, Vanda Antunes e Eduarda Carvalho falam-nos das suas progressões profissionais e novos desafios. Encerramos esta edição com a apresentação da nova formação avançada para docentes promovida pela DGAE que acredito que tenha curiosidade de espreitar! Que setembro seja o início de muito sucesso e pautado pela felicidade de todos!

40 | Psicóloga Catarina Lucas deixa quatro conselhos para um regresso gradual à rotina 44 | Instituto Piaget lança curso de profissionalização para professores

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VIAJAR SEM SAIR DO LUGAR Ana Patrícia Duarte e o dom feminino a dirigir o primeiro hotel ecológico do país. Do prazer de lidar com pessoas à gratificação de conhecer culturas.

Ana Patrícia Duarte, diretora executiva do primeiro hotel ecológico do país, o Ecorkhotel Évora.

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Licenciada em Turismo pelo Instituto Politécnico de Leiria, optou pela área porque nunca sonhou com um trabalho com rotina monótona e sempre acreditou que a hotelaria a permitia “viajar” dentro do próprio local de trabalho pelo contacto com pessoas diferentes e com culturas distintas. Hoje é diretora executiva do primeiro hotel ecológico do país, o Ecorkhotel. Nunca teve bem definido o que queria ser “quando fosse grande”. Como a maior parte das crianças, todas as opções foram hipóteses numa idade em que o mundo está a nossa frente, pronto para ser desbravado e nada é impossível. Além das diferentes fases e vontades, na altura do ensino secundário, quando a ida para a universidade começou a ser ponderada e planeada é que acabou por surgir o interesse pela hotelaria. Para a tomada de decisão aliou o gosto pela viagem e a curiosidade em relação às culturas, sempre aliado ao dom pela comunicação. Desde 2008 que atua na área, porém, em funções diferentes. De rececionista a front office manager, passando também pela assistência à direção, até chegar ao ambicionado cargo de diretora executiva. Por entre desafios e sucessos, olha para trás e sorri. “O balanço que faço da minha carreira é muito positivo. Sou verdadeiramente feliz no que faço e, como costumo dizer, sou hoteleira “da cabeça aos pés”, sendo difícil imaginar-me a fazer algo diferente. Tive oportunidade de trabalhar em várias unidades hoteleiras, em diferentes áreas geográficas do país e em diferentes funções também. Todas estas experiências foram enriquecendo o meu percurso, permitiram-me ter noção do que queria ou não para mim e contribuíram para tornar-me na profissional que sou hoje. Claro que, como em tudo, nem sempre o percurso foi fácil e hotelaria, sem dúvida, é uma área de bastante desgaste, em que estamos disponíveis 24 horas por dia. É por isso, fundamental estabelecermos limites a nós próprios, de forma a equilibrarmos a nossa vida pessoal com a profissional”, confessa. Cada vez mais a consciência ambiental está presente em todos nós, pelo que considero ser um fator chave de interesse o facto do projeto ser um hotel ecológico. Os turistas que nos procuram são especialmente interessados e atentos para as medidas de sustentabilidade praticadas. São várias as vezes que os nossos hóspedes tomam a iniciativa de darem algumas sugestões para que sejamos ainda mais ecológicos e é extremamente interessante a interligação que se cria com partilha de ideias.

“Não me sinto descriminada. Tenho a consciência que não é a realidade para a maioria das mulheres, ainda que estejamos no que considero num bom caminho para a igualdade de género no que respeita às oportunidades profissionais em cargos de liderança, mas no meu caso pessoal, ser mulher nunca foi uma condicionante à minha progressão e ascensão profissional.”

Ecorkhotel

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“Para liderarmos diariamente as nossas equipas é muito importante sabermos dar o exemplo”

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“Sou hoteleira “da cabeça aos pés”, sendo difícil imaginar-me a fazer algo diferente.” Para alcançar o sucesso, Ana Patrícia Duarte acredita ser fulcral, em primeira instância, o amor. A uma causa, a uma profissão, ao dia a dia. E sobre sucesso sabe tanto como sobre gestão, deixando alguns conselhos: “Para gerirmos um hotel, para liderarmos diariamente as nossas equipas é muito importante sabermos dar o exemplo. Não importa se implementamos determinado procedimento ou informamos as nossas equipas para procederem de determinada maneira se o nosso comportamento não é coerente com as nossas palavras. Muito mais do que dizemos, aquilo que fazemos, é o que as nossas equipas veem, prestam atenção e reproduzem. Um hotel de sucesso é gerido com foco principal no cliente, em superar as suas expetativas, tendo como base equipas motivadas. Deste modo, considero a proximidade com as equipas que gerimos muito importante também. Temos de estar atentos às suas necessidades, escutar as suas sugestões e fazê-las sentir parte integrante do projeto, não apenas “só” colaboradores.” É desta forma que vive e encara os desafios do mundo de trabalho e da vida pessoal e foi desta forma que conseguiu fazer do Ecorkhotel um espaço de eleição que prima pela excelência. “O Ecorkhotel é sem dúvida o destino ideal para quem procura descanso e tranquilidade. A missão da nossa equipa é proporcionar aos nossos clientes que se sintam em casa, pelo que o contacto próximo com os nossos clientes faz parte do dia-a-dia. Existe, ainda, a preocupação em proporcionarmos aos nossos clientes uma experiência com produtos portugueses, essencialmente regionais. Temos, por isso, nos vários serviços do hotel produtos 100% portugueses, não só a nível de alimentação e bebidas, mas também em artigos de decoração, amenities, etc.”, revela.

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Alcançado o sucesso, os desafios surgem e são reais. Questionada acerca de ser Mulher a liderar homens e a atuar num cargo geralmente ocupado por homens, assume não ter sido visitada pelo fantasma da descriminação de género nem tratada de forma diferente por ser mulher. “Tenho a consciência que não é a realidade para a maioria das mulheres, ainda que estejamos no que considero num bom caminho para a igualdade de género no que respeita às oportunidades profissionais em cargos de liderança, mas no meu caso pessoal, ser mulher nunca foi uma condicionante à minha progressão e ascensão profissional. Na minha primeira experiência em hotelaria, tive como diretora uma mulher e como chefia direta uma mulher também, logo aí, o meu primeiro contacto com a realidade profissional me demonstrou ser possível liderar e ser mulher. Cresci, ainda, profissionalmente com homens em cargos de liderança, a quem sou muito grata, que sempre apostaram em mim, me permitiram alcançar os meus objetivos e chegar onde cheguei. Hoje em dia, sou diretora de uma unidade hoteleira, na qual os restantes elementos da direção são mulheres também. Posso pertencer a uma minoria, mas é com enorme contentamento que partilho a minha experiência pessoal e poder inspirar outras mulheres a alcançar os seus objetivos profissionais.”

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SER FELIZ NO TRABALHO É “UMA ESCOLHA INDIVIDUAL E INTRANSMISSÍVEL” E BEATRIZ MADUREIRA CRIOU O MÉTODO PARA TORNÁ-LO POSSÍVEL.

Beatriz Madureira, Coach de Alta Performance e Chief Happiness Officer Certificada

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Licenciada em direito porque viu muitas séries de advogados em criança, trabalhou durante uma década na gestão de recursos humanos. Aliou estas experiências ao coaching de alta performance e sente-se, hoje, uma Mulher realizada que nunca para de sonhar. Beatriz Madureira trabalhou em várias organizações, desempenhando funções diferentes. Após a licenciatura em Direito pela Universidade de Lisboa, trabalhou no Banco Santander Totta na área da contratação de crédito habitação e como gestora num balcão. Foi aí que surgiu o convite para rumar à terra onde viveu até aos 19 anos, trabalhar e reencontrar origens: Macau. “Depois de ter sido advogada em vários escritórios de Macau, comecei a sentir que a profissão não me satisfazia. Ainda passei pelo Governo de Macau onde trabalhei na entidade equivalente ao Ministério do Trabalho. Como aquela posição me permitiu conhecer a grande parte dos maiores empregadores locais fui depois desafiada para trabalhar na área da gestão de pessoas numa das maiores empresas de jogo e entretenimento do mundo, que era também uma das concessionárias de jogo em Macau. Foi uma experiência extraordinária e muito enriquecedora – estou grata até hoje pela oportunidade.” Há cinco anos regressou a Portugal e o mundo da gestão de pessoas foi a área escolhida para atuar profissionalmente, neste caso, como diretora de recursos humanos de um conceituado hotel português. No entanto, confessa algum desânimo emergente que rapidamente solucionou, reinventando-se e aprendendo sempre mais: “Se tudo na vida fosse constante e previsível perdia a graça e o grande desafio começou quando as minhas expectativas não se conjugaram, com aquela realidade. Ao longo dos anos, tive oportunidade de trabalhar em vários tipos de ambientes e com diferentes pessoas. Isso permitiu-me ter experiências maravilhosas e outras bem pesadas. Comecei a ouvir falar na felicidade no trabalho e tudo fez sentido para mim: tornou-se evidente que, tendo alternativa, eu não queria continuar a viver num ambiente tóxico e que me fazia mal. Decidi então apostar na área da felicidade no trabalho e comecei a minha aventura de empreendedora. Investi na minha formação, o que foi fundamental e aconselho todas as pessoas a nunca deixarem de o fazer – investir em si. Comecei a trabalhar directamente com inúmeras organizações dando formações e palestras sobre este tema que, felizmente, hoje é muito procurado e valorizado pela empresas e colaboradores. Também trabalhei como consultora e, conjuntamente com as empresas, criava as condições para que os colaboradores fossem mais felizes no ambiente de

“É urgente que as empresas olhem e tratem os colaboradores como pessoas que são e não meros números numa folha de excel” trabalho, com especial foco no pilar das Pessoas, no âmbito da metodologia que desenvolvi.” Foi aqui que o interesse no coaching surgiu e rompeu com hábitos antigos, formas de pensar e mudou o quotidiano de Beatriz. O interesse no desenvolvimento pessoal foi proporcional ao encaixar de experiências de vida, como que se do puzzle do amadurecimento se tratasse. “Confesso que nos primeiros anos de idade adulta achava que esses temas eram conversa fiada e até “banha da cobra”. Olhando para trás, até acho natural – não tinha maturidade para entender. Mas felizmente as pessoas vão mudando, evoluindo, até fruto das circunstâncias – várias questões começaram a surgir, coloquei muitas coisas em causa, até eu própria.” “De forma natural comecei a estudar o tema. E enquanto trabalhava com as organizações, no âmbito da felicidade no trabalho, senti necessidade de ter também esta competência para poder chegar às pessoas e ajudá-las de forma mais eficaz. Percebi que para as pessoas se poderem sentir felizes naquilo que faziam, tinha que haver um trabalho anterior e interior. As organizações podem proporcionar todas as condições para que os seus colaboradores sejam felizes a trabalhar, mas no final, a verdade é que a felicidade é uma escolha individual e intransmissível. Nenhuma organização pode ou consegue obrigar ninguém a ser ou a sentir-se feliz, por muitas condições financeiras, de ambiente físico e psicológico que lhe proporcione.”

Beatriz Madureira, Coach de Alta Performance e Chief Happiness Officer Certificada

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Beatriz Madureira, Coach de Alta Performance e Chief Happiness Officer Certificada

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"Hoje sou uma pessoa muito feliz e realizada profissionalmente” Criou a metodologia "Felicidade no trabalho para atingir a prosperidade", que afirma ser um método centrado na evolução das pessoas e dos negócios de dentro para fora e tem por base quatro pilares: as Pessoas, a Liderança, Cultura & Ambiente e o Espaço Físico - fundamentais para o sucesso dos colaboradores e das organizações onde trabalham. “Se por um lado as Pessoas são a base de qualquer organização, sem as quais esta não existiria, por outro lado cabe às empresas e aos seus líderes criarem as melhores condições para que os seus colaboradores floresçam e dêm o melhor de si – mas isso só acontecerá se se sentirem bem e felizes consigo próprios (num primeiro momento) e felizes no ambiente e na cultura onde trabalham, reconhecidos e valorizados. Tudo está interligado, em que a felicidade é o motor para a prosperidade, e esta a consequência natural. O Coaching de Alta Performance está claramente incluído nesta viagem, com vista a resultados acima de média e de forma consistente, e em que todos saem satisfeitos”, explica. Por entre o trabalho que faz com pessoas e para pessoas, oferece três programas, uns mais completos que outros, como explica: • o BASIC – em que o(a) interessado(a) tem a oportunidade de saborear alguns dos pilares do coaching de alta performace através de uma sessão estratégica. Com base nessa “prova”, o(a) candidato(a) a coachee decide se quer avançar para o processo ou não. • o CLASSSIC – um conjunto de 12 sessões individuais (online, presencial ou híbrido) com a duração de 3 meses, com foco em temas basilares do coaching de alta performance e de outros, adequados a cada coachee em concreto, com ferramentas práticas que podem ser utilizadas no dia-a-dia e que fazem toda a diferença. Trata-se da mesma metodologia que aprendi com a Susana Torres e que a Susana aplicou com

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o Éder e com todos os seus clientes. Acredito totalmente no processo, não só porque já passei por ele e senti directamente os resultados, mas também porque vejo a transformação e sinto todos os meus coachees felizes no final das 12 sessões, o que é muito gratificante. Afinal, os resultados dos meus coachees, são os meus resultados – não pode haver melhor cartão de visita. • O PLUS – com o mesmo conteúdo do CLASSIC, adicionado de uns extras. Além do trabalho, que desempenha eximiamente, também é Mulher, Mãe e tem uma vida para viver e cuidar em off. Questionada acerca do ponto de quilovolts que encontra entre todas as facetas que tem, admite: “As ferramentas de alta performance incluídas nos programa são uma grande mais valia, pois eu aplico-as em mim primeiro e sei da sua eficácia. Confesso que em vez de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, gosto mais da expressão em inglês de “work life blend” – a vida não é estanque. Somos a mesma pessoa no ambiente pessoal e profissional – quer nos desloquemos ao escritório físico ou não. Tudo o que se passar na vida pessoal ou profissional de cada um, vai necessariamente influenciar ou repercutir-se na “outra” vida. Há muitos anos que deixei de trabalhar das 9 às 17 e ter esta liberdade de poder gerir o meu tempo é das coisas que mais me faz feliz no trabalho e da qual já não prescindo: se para ir levar e buscar os meus filhos à escola, acompanhá-los às actividades extracurriculares ou estudar com eles tiver que trabalhar ao fim de semana ou à noite, é algo que não me preocupa, até porque adoro o que faço e não o encaro como obrigação, mas é antes um verdadeiro prazer. A minha cabeça está sempre em funcionamento e vou buscar inspiração para posts, exemplos durante as sessões, etc em coisas tão díspares como uma música, um filme, um acontecimento com os meus filhos, algo que vi na rua, etc." Assim, enquanto mulher com uma carreira bem sucedida, deixa algumas digas que considera fundamentais: “Começaria por reiterar para nunca deixarem de investir em si póprias – é importante estarem sempre actualizadas. Também não deixem de sonhar e de perseguir os vossos sonhos. Como diz a Susana Torres, “o impossível é apenas algo que ainda não sabe como alcançar”. Rodei-se também das pessoas certas e partilhe os seus sonhos – só assim poderá encontrar alguém que a possa ajudar.”

Beatriz Madureira, Coach de Alta Performance e Chief Happiness Officer Certificada

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Ana Ruivo A mulher de impacto que encontrou a sua vocação e criou a TEAM 24, uma empresa diferenciada que atua na área da saúde mental.

Ana Ruivo, COO e co-founder da Team 24

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Ana Ruivo é COO e co-founder da Team 24. Com o objetivo de levar o tema da saúde mental ao maior número de pessoas possível, trabalha a sensibilização e, através da empresa e de uma vasta equipa qualificada, presta serviços de auxílio psicológico.

Descreve-se como uma pessoa dinâmica e proativa, com inúmeros interesses. Desde que se conhece que é metódica, cumpridora e determinada. Idealizava os seus sonhos e metas e só descansava quando os alcançava. Ingressou na área das ciências e licenciou-se em Enfermagem pela ESEP. Pelo caminho, encontrou alguns desafios e dificuldades que, como diz, a “moveram para a ação.” Foi então que, por entre horas de trabalho e anos de experiência profissional, conheceu cada vez mais de si própria e do que a movia. Encontrou, assim, a verdadeira motivação e fundou a Team 24. “Não foi uma decisão só minha. A ideia da Team 24 nasce do Pedro Brás, a pessoa que me convidou e acolheu para trabalhar na sua equipa enquanto gestora de projeto. A sua ideia de levar a saúde mental ao maior número possível de pessoas, através das organizações, captou desde logo a minha atenção.” A saúde mental é de inegável importância na esfera pessoal e profissional e em todos os campos da nossa vida. Contudo, o estigma a este tema associado é uma realidade e a dificuldade de acesso é, ainda, um obstáculo por ultrapassar. Foi assim que nasceu a Team 24, uma empresa que disponibiliza uma plataforma de apoio e, contando com profissionais especializados na área da saúde mental, auxilia empresas e colaboradores. Com a premissa “Mente sã, empresa sã.”, acreditam que a saúde mental e o bem-estar psicológico dos colaboradores é fundamental para a sua motivação, compromisso e produtividade. Desta forma, trazem algo inovador: apoio psicológico especializado através de uma linha telefónica de apoio psicológico, um chat de resposta imediata, vídeo-consultas de psicologia, workshops, avaliação de risco e muito mais!

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"Acredito que as empresas tem um papel fundamental e até responsabilidade social sobre o tema do bem-estar psicológico e emocional das suas pessoas" “Pensei que o caminho desta sensibilização e deste acesso seria mais fácil através de um veículo, que neste caso seriam as empresas. Acredito que as empresas têm um papel essencial na quebra do estigma associado à saúde mental e na sensibilização e literacia para a mesma. Pensei em desenvolver um Plano de Apoio Psicológico, que seria um benefício extrassalarial que as empresas acrescentariam à sua proposta de valor. Para que cumprisse o seu propósito, este plano tinha de ser de fácil acesso e fácil implementação e sobretudo que fosse algo abrangente e integrado, que visasse a prevenção, o diagnóstico precoce e claro, o tratamento dos problemas associados à saúde mental e ao bem-estar psicológico. Outra preocupação deste plano, é que apoiasse, não só os colaboradores, mas também o departamento de recursos humanos das empresas, no que diz respeito à gestão emocional das pessoas.”

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“Se as entidades empregadoras normalizarem este tema, demonstrarem que é normal e importante pedir ajuda psicológica e disponibilizarem esse mesmo apoio, estaremos perante um fenómeno que pode mudar para sempre o paradigma da saúde mental”

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Assim, com vários planos, preços, e variações no que respeita ao número de colaboradores englobados e serviços disponiveis, qualquer empresa pode registar-se, de forma simples e rápida, e passar a ter acesso aos serviços da TEAM 24 e da sua mais recente inovação que será apresentada, brevemente, no Web Summit: a intuitiva aplicação para telemóvel. “A app TEAM 24 vem materializar e compilar os serviços que já dispúnhamos à data, e também, acrescentar conteúdos que visam a promoção da saúde mental e do bem-estar psicológico. Nesta app os colaboradores poderão falar em tempo real, por chat ou chamada telefónica, com os nossos psicólogos e dispor de apoio e aconselhamento imediato. Estes serviços visam auxiliar nas questões do quotidiano, mas também em questões mais emergenciais, como por exemplo, ataques de pânico ou acidentes de trabalho. Nesta app podem ainda agendar e realizar videoconsultas de psicologia com um psicólogo – tudo isto à distância de um clique. Os colaboradores também terão acesso a conteúdos de bem-estar como meditações, exercícios, desafios e testes. A app tem ainda um “Medidor de Humor” que diariamente pergunta à pessoa como se sente, e onde esta, pode registar o seu estado de espírito através de emojis. Esta é uma primeira versão, mas já temos mais ideias em mente”, explica Ana Ruivo. Para além deste projeto de vida, que considera ser a sua atual missão, Ana Ruivo deixa também alguns conselhos que considera valiosos e sugestões genéricas para as empresas que ainda não são adeptas desta metodologia de apoio psicológico: “Sem dúvida que é um trabalho que deve ser implementado e desenvolvido por especialistas desta área e se possível por pessoas externas à empresa, devido à questão do estigma associado. Deverá ser um trabalho continuado e não apenas algumas ações pontuais. A médio

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prazo pretende-se que faça parte da cultura organizacional um clima de abertura para falar sobre saúde mental. No entanto, e enquanto ainda não estão preparadas para dar este passo, devem começar por tornar este tema comum e normal na organização, proporcionar espaços e abertura para falar sobre o mesmo, desenvolverem ações, como workshops de sensibilização e, se possível, fazerem uma avaliação diagnóstica através de questionários anónimos e confidenciais.” Enquanto exemplo de mulher num cargo de liderança, não tem apenas conselhos relacionados com a área de atuação, mas também mais direcionados para todas as mulheres que sonham, trabalham e almejam alcançar o sucesso: “Ouvir o nosso interior e percebermos como nos sentimos em relação às nossas decisões. Não tem mal falhar, não tem mal mudar, não tem mal não saber qual é o melhor caminho ou a melhor decisão. O importante é estarmos em constante reflexão, mudança e adaptação, com o foco no nosso objetivo, que em última instância será sempre a nossa felicidade. Claro está, que sendo mulher, este caminho ainda tende a ser um pouco mais sinuoso, no entanto, a sensação de felicidade e conquista é ainda maior!” Assegura ser uma mulher de muitos ofícios e gostar disso, mas nega ter sido confrontado com dificuldades acrescidas em função do género. “O desconhecido não me assusta e o tipo de tarefa também não. Darei sempre o meu melhor, quer seja para tirar um café a um colega ou para tomar uma grande decisão na empresa! Eu diria que a condição associada ao meu género, não me trouxe dificuldades acrescidas. Quero acreditar que foi e continuará a ser assim! Os estigmas nunca são bons, bloqueiam-nos. E o que eu desejo é continuar a mover para ação dos meus sonhos e objetivos”, confessa.

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O “ARCO ÍRIS DA SAÚDE E DA ESPERANÇA” "A alimentação e todas as formas preventivas de protecção ao equilíbrio do ser humano, podem ser o medicamento mais poderoso para reduzir o risco de doenças"

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PAULA MOUTA Presidente do Observatório da Saúde dos Povos Diretora da Unidade de Saúde Preventiva USPE em Lisboa e em Cabo Verde Podemos através de novos comportamentos e de hábitos de vida e alimentares, modificar a expressão dos nossos genes moldáveis (epigenéticos) e dessa forma, evoluirmos de maneira equilibrada, num caminho de sabedoria e de paz entre nós e o meio onde vivemos. Esta é a minha proposta, para uma prática sustentável de atuação em saúde, tendo em consideração os ODS e o estudo sobre a influência dos fatores epigenéticos, os quais tenho estudado através das populações migrantes dos países da lusofonia. Desde 2020, em contexto de investigação, realizado através do “Observatórios da Saúde dos Povos”, que analiso as influências socio culturais e alimentares e como se comportam as populações na adaptação a novos lugares e o que isso influência o seu bem-estar. Durante a recente pandemia, o “ARCO ÍRIS”, tornou-se num símbolo de esperança e estímulo dos sentimentos da humanidade pelo mundo inteiro, com o slogan “Vai Ficar Tudo Bem”. O reflexo de 7 cores, é um fenómeno de ilusão de ótica, que surge após a queda de chuva em

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conjunto com os raios solares e que iluminam a humidade suspensa no ar. A luz branca do sol é desviada e decompõe-se nas setes cores que compõem o seu espectro, formando um arco colorido que se mostra visível no céu. Esta imagem sempre reflete em cada pessoa um sentimento de gratidão pela imensa beleza, espelhada por este fenómeno natural. Nos alimentos acontece algo semelhante, mas de forma diferente. A vibração da cor de cada alimento, é também composta pela absorção dos raios solares e isso influencia o metabolismo humano, na forma como os alimentos vão atuar no nosso estado de saúde e de bem-estar. O cientista Sir Gabriel Cousens, fundador da “Tree of Life Foundation”, no seu livro sobre a “Nutrição Evolutiva”, defende que devemos praticar a dieta do “Arco Íris”. Através do seu conceito, explica-nos que todos os alimentos têm um alinhamento de vibrações com os sete chacras principais do corpo humano, e que as suas cores refletem o espectro do arco íris. No seu vasto conhecimento sobre a importância da alimentação na saúde humana, explica-nos literalmente que primeiro “comemos com os olhos”. Sir Gabriel considera que a cor e a combinação da preparação dos alimentos, são primeiro absorvidas visualmente. Desta forma, assumimos mental e fisiologicamente a vibração da cor que, consoante a sua intensidade nos faz alterar o estímulo das glândulas salivares. Este efeito acontece pelas nossas reações conscientes ao sabor e aromas da comida. Ora, se o alimento é energia na sua forma material, a sua cor é a sua assinatura e consoante a cor externa, este pode ser relacionado com a energia específica de cada chacra. Através deste conceito, podemos compreender que a composição de uma refeição colorida, ajuda nos a equilibrar a mensagem de cura ao corpo, que limpa, constrói, reequilibra as glândulas, os órgãos e os centros nervosos associados aos chacras. Ao criarmos uma dieta do “Arco-Íris” estamos a regular o ciclo diário de todo o nosso sistema imunológico, emocional e intelectual. Compreendendo este conceito, a minha proposta é que cada leitor faça a sua própria experiência, consoante a idade e salvo alergias alimentares, deve adequar a escolha das minhas sugestões.

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Pela manhã, deve começar por estimular os três primeiros chacras, vermelho, laranja e amarelo dourado; • Os alimentos são: banana, laranja, maçã, grãos dourados (milho e o trigo sarraceno), as castanhas e sementes, como o gergelim, girassol e abóbora. Ao meio dia, deve comer alimentos de estímulo do terceiro, quarto e quinto chacras, amarelo dourado, verde e azul; • Os alimentos são: saladas e outros vegetais verdes, abacate, cenouras, melancia, maçã verde, brotos e rebentos. À noite, deve estimular o equilíbrio do quinto, sexto e sétimo chacra com os alimentos azul índigo, roxo e dourado; • Os alimentos são: alga vermelha, beterraba, repolho roxo, beringela, trigo,azulejo painço, aveia, sementes de abóbora, castanhas de caju crua, sementes de gergelim, amêndoas e abacaxi ou ananás. Este tipo de orientação alimentar permite que seja praticada por todas as pessoas, numa abordagem simples e natural, porque acompanha o ciclo circadiano das 24 horas que é responsável pela organização do biorritmo individual de cada metabolismo. A minha recomendação geral para uma alimentação de manutenção da saúde e vitalidade física, mental e emocional, deve ser composta por 60% de alimentos vivos (bioactivos), 20% de alimentos germinados (biogénicos) e 20% de alimentos cozinhados (bioestáticos). Um corpo bem nutrido também proporciona um indivíduo equilibrado, saudável e feliz. Sir Gabriel Cousens explica-nos também, que os genes não criam propriamente a doença, ela só surge, quando o nosso estilo de vida é modificado por vários fatores externos e por uma alimentação sobrecarregada de alimentos processados (biocídicos) e por demasiado stress mental e físico. Este tipo de comportamento, funciona como uma espécie de chave, usada por nós para ativarmos a expressão genética do envelhecimento precoce, ao criarmos um excesso de oxidação. Toda a nossa vida tem o seu sistema de harmonia e vibração entre o corpo e o meio onde estamos inseridos, por isso, comer deve ser feito como um ato de amor, porque só o amor nos permite atuar numa atitude global de respeito pelo ser e pelo planeta!

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LIDERANÇA NO FEMININO | Setembro 2022

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VANDA ANTUNES É A NOVA CHIEF RISK OFFICER DO GRUPO AGEAS PORTUGAL Atual responsável pelas Áreas de Gestão de Risco e de Atuariado, é também Membro do Conselho de Administração e da Comissão Executiva do Grupo. A nova Chief Risk Officer do Grupo Ageas Portugal substitui Sjoerd Smeets, e assume, igualmente, o cargo de membro do Conselho de Administração e da Comissão Executiva, a partir de 1 de setembro. Vanda Antunes tem 50 anos e é licenciada em Matemática Aplicada à Economia e à Gestão, com uma pós-graduação em Atuariado e Gestão de Riscos Financeiros. Iniciou a sua carreira profissional na Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) onde, durante 17 anos, efetuou a supervisão financeira de várias empresas de seguros dos Ramos Vida e Não Vida e de Entidades Gestoras de Fundos de Pensões. Em 2013, integrou a equipa de Gestão de Risco da AXA Portugal, e na sequência da compra da AXA pelo Grupo Ageas, em 2016, foi nomeada responsável da Área de Gestão de Risco Não Vida. Desde 2020 que é responsável da Área de Gestão de Risco transversal ao Grupo Ageas Portugal, em acumulação com a coordenação da Área de Atuariado. Para a nova Chief Risk Officer, “o futuro constrói-se através da mudança, de novos desafios, de novas aprendizagens, de vitórias e de alguns insucessos, também eles importantes para evoluir”. Neste novo desafio, assume que o Grupo Ageas Portugal pode contar com uma forte embaixadora dos valores CARE, DARE, DELIVER e SHARE, em prol do sucesso coletivo de toda a equipa do Grupo Ageas.

Tatiana Canas, Jurista e Mestra em Igualdade de Género

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LIDERANÇA NO FEMININO | Setembro 2022

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EDUARDA CARVALHO ASSUME O CARGO DE PR & CORPORATE COMMUNICATIONS NA WORTEN

Com 19 anos de experiência na área da Comunicação, Eduarda Carvalho acaba de assumir o cargo de PR & Corporate Communications, juntando-se assim à equipa de Marca e Comunicação da Worten liderada por António Fuzeta da Ponte. Até agora, Eduarda Carvalho desempenhava a função de Senior Communication & Media Relations Manager na plataforma de Marketplace Dott. Como a própria diz, a “Comunicação é a sua paixão”, pelo que a entrada na Worten constitui certamente um grande desafio na sua já longa carreira que deu os primeiros passos no jornalismo com uma passagem de 2 anos na TVI. Seguiu-se a 1ª experiência na área da comunicação no então gigante Grupo Portugal Telecom, onde integrou a equipa de Comunicação Interna, tendo a seu cargo a gestão de inúmeros projetos de comunicação, entre os quais o patrocínio ao Euro 2004, mas o jornalismo voltou a falar mais alto e acabou por aceitar o convite para integrar o semanário Sol. Dois anos depois, juntou-se à equipa do Diário Económico como coordenadora, tendo assumido a função de pivot e produtora de vários programas do Económico TV ao longo de 8 anos. Em março de 2017 regressou à Comunicação e integrou a GCI onde se manteve durante 2 anos até integrar, em agosto de 2018, o Dott, a plataforma de Marketplace da Sonae e dos CTT, que foi adquirida na totalidade pela Worten, já este ano.

Consciente da responsabilidade que tem pela frente, Eduarda Carvalho mostra-se entusiasmada com o futuro e de como poderá contribuir para tornar a equipa de Comunicação e Marca ainda mais robusta e dinâmica, focada numa lógica de fazer acontecer, um entusiasmo partilhado por António Fuzeta da Ponte, Diretor de Marca e Comunicação da Worten: “com a Eduarda na equipa queremos dinamizar ainda mais a Comunicação da Worten. A experiência que adquiriu ao longo de quase 20 anos será certamente uma mais-valia que lhe permitir encarar, com confiança, o desafio de integrar a Direção de Comunicação e Marca da empresa líder na área da eletrónica de consumo”.

Eduarda Carvalho

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LIDERANÇA NO FEMININO | Setembro 2022

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PSICÓLOGA CATARINA LUCAS DEIXA QUATRO CONSELHOS PARA UM REGRESSO GRADUAL À ROTINA

O fim do mês de agosto significa também o fim das férias e o regresso à rotina – o que, para muitos, pode ser motivo de stress. O fenómeno conhecido por post vacation blues ocorre com o regresso à vida normal após um período de férias e afeta entre quatro em cada dez pessoas. Esta síndrome caracteriza-se por sintomas como falta de motivação para realizar tarefas de rotina, fadiga e alterações de sono, que surgem com o fim das férias. Portugal é o terceiro país com maior nível de stress da Europa, segundo um estudo desenvolvido pela Eachnight, que avalia três fatores (stress financeiro, pessoal e laboral) na população europeia. Para evitar esta propensão, Catarina Lucas, psicóloga especialista em desenvolvimento pessoal, deixa quatro conselhos para um retorno à rotina sem stress: 1. Caso vá de viagem, regresse um ou dois dias antes para organizar a rotina e as tarefas domésticas antes do regresso ao trabalho – Este tempo pode servir até para "descansar" das férias que possam ter sido mais atribuladas e para não haver um choque grande da passagem direta das férias para a semana de trabalho; 2. Não tenha pressa – A readaptação deve ser feita de forma gradual, dando tempo para ajustar-se à nova rotina; 3. Programe o recebimento de e-mails apenas para um dia após o regresso – Antes de ir de férias, deixe a resposta automática ativa até ao dia seguinte ao de regresso de férias. Assim, o seu primeiro dia será mais tranquilo e poderá tratar dos assuntos mais urgentes primeiro. Desta forma, será menos perturbado nesse dia com novos assuntos e poderá mais tranquilamente dar resposta aos assuntos mais recentes; 4. Chegue mais cedo – Para iniciar o primeiro dia de volta com calma, chegue um pouco mais cedo ao trabalho.

“As férias ajudam-nos a repor energias e retomar a vida normal pode ser bastante desafiador. O essencial é que as pessoas se lembrem de que é natural haver alguma irritação, cansaço e alterações de humor nesta fase, daí ser tão importante adotar estratégias para minimizar sentimentos mais negativos”, sublinha Catarina Lucas.

Catarina Lucas

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LIDERANÇA NO FEMININO | Setembro 2022

LIDERANÇA NO FEMININO | Setembro 2022

INSTITUTO PIAGET LANÇA CURSO DE PROFISSIONALIZAÇÃO PARA PROFESSORES

Nova formação avançada para docentes resulta de um acordo com o Ministério da Educação, através da DGAE, e arranca já este ano letivo em modo 100% online. Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) e o Instituto Piaget estabeleceram um protocolo de colaboração tendo em vista a realização de um curso de profissionalização de professores, a lecionar durante o ano escolar de 2022/2023. O novo Curso de Profissionalização em Serviço terá a duração de um ano letivo e será lecionado em regime de ensino à distância, na modalidade de e-learning (100% online). O curso será ministrado pelo ISEIT de Viseu, uma das instituições do Ensino Superior que integra o Campus de Viseu do Instituto Piaget. Esta formação avançada tem como objetivos contribuir para a qualificação profissional na docência, condição indispensável para o desempenho da atividade docente, bem como cooperar para as necessidades do sistema educativo português, tanto em número como em qualificação dos professores. Em termos de aprendizagem, pretende-se formar professores capazes de educar, numa dimensão pessoal, profissional, ética e social, para a autonomia e a cooperação, para a reflexão e a intervenção, para a mudança e para a preservação do património cultural. A DGAE compromete-se a reconhecer a profissionalização em serviço dos professores que à data da inscrição no curso sejam titulares de habilitação própria para a docência e possuam pelo menos cinco anos completos de serviço docente até 31 de agosto do ano escolar anterior ao da realização do curso e seis anos completos de serviço docente efetivo após a conclusão do curso.

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