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Edição XI Brasília, Ano II Fevereiro de 2013

| ECONOMIA Presidente da Codeplan, Júlio Miragaya fala sobre barreiras para o crescimento

| DICAS DE NEGÓCIOS Mercado imobiliário em alta com Alex Dias

| EMPREENDEDORISMO Saulo Diniz em prol do Entorno

BRAZLÂNDIA, CIDADE EM

EXPANSÃO TENDÊNCIAS E NEGÓCIOS ::

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TENDÊNCIAS E NEGÓCIOS ::

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editora chefe

Liana Alage TEN by

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:: TENDÊNCIAS E NEGÓCIOS


Alegria do Carnaval e dos Investidores

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epois de muita polêmica, neste ano, Brasília voltou a acolher os desfiles das escolas de samba e dos blocos de enredo em seu Eixo Monumental entre o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e o Palácio do Buriti. Com isso, nosso carnaval deixa de ser apresentado no Ceilambódromo, em Ceilândia. Também tivemos a aprovação, depois de 30 anos de espera pelos carnavalescos brasilienses, na Câmara Legislativa do Projeto de Lei nº 4.738/2011, mais conhecida como a Lei do Carnaval. Com a compreensão do governo Agnelo, as escolas receberam repasse antecipado de recursos, o que simplifica a organização da festa, podendo ainda impulsionar a economia local. O valor destinado à preparação dos desfiles totaliza R$ 5,6 milhões – em 2012, com aporte de R$ 5,2 milhões, um valor ainda modesto se comparado as grandes apresentações de São Paulo e Rio de janeiro. Para se ter uma idéia do hiato entre essas realidades, a organização do desfile de uma integrante do grupo de elite do carnaval carioca, o Especial, custou, para a diretoria da escola, em média R$ 7 milhões, em 2012. As escolas mais ricas do momento, como Beija-Flor, Grande Rio, Portela, Mangueira, Salgueiro, Unidos da Tijuca e Imperatriz Leopoldinense, conseguem até R$ 10 milhões, enquanto em São Paulo, o custo médio de uma escola, fica entre R$ 1,4 milhões até R$ 2,8 milhões.

gemovit s

Nesta passarela da alegria encontramos ainda os Chief Financial Officer do Brasil, que significa Chefe do Setor Financeiro das empresas, mais conhecidos como CFOs, que continuam otimistas sobre as perspectivas econômicas para 2013. Apesar das preocupações das empresas brasileiras com relação á contratação, qualificação, linhas de crédito, burocracias e manutenção de margens, eles admitem que planejam investir neste ano. Para eles, apesar de uma desaceleração iniciada em 2011, o Brasil se prepara para retomar sua trajetória de crescimento entre 3,5% e 4,5%. Segundo pesquisa trimestral intitulada Panorama Global dos Negócios (CFO Survey – Global Business Outlook), conduzida pela Duke University, os dirigentes sabem também que o ano será difícil, mas não pretendem perder o ritmo. O governo parece estar atento a isso. Assim, a política macroeconômica do governo Dilma inovou em 2012, com a adoção de um tímido, mas realizado arranjo fiscal monetário e cambial para favorecer os investimentos privados neste ano. Para alegria geral, o ministro Mantega revelou que houve desonerações tributárias em 2012 da ordem de 45 bilhões de reais, ou seja, 1% do PIB e que elas serão mantidas em 2013.

Então, não se pode perder de vista essas questões urgentes como a desoneração patronais previdenciárias, prometida para 42 setores industriais e de serviços e o oferecimento de incentivos para que o setor privado como a redução da tarifa energética. Finalmente, a conta vai baixar até 32% para indústria, agricultura, comércio e serviços. Junto a isso, o Governo Federal também anunciou a entrada em operação de novas usinas e linhas de transmissão, aumentando em mais de 7% a produção de nos próximos anos. Mas vamos lembrar que nosso Brasil é diverso e que temos singularidades regionais, eleitorais e, mais re-

centemente, esportivas em 2013. Elas, juntas, nos apontam um otimismo econômico em contramão da crise financeira externa. Então, viva! Neste conjunto de desonerações, reduções de tarifa, queda de juros e melhoria no câmbio encontramos importantes apoios para investir no nosso país! TENDÊNCIAS E NEGÓCIOS ::

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diretor eXecutivo teN

Dicas Imobiliárias

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crescente influência urbana de Brasília no cenário nacional a coloca como centro polarizador do desenvolvimento territorial no interior do país, um projeto geopolítico traçado 200 anos, muito antes da sua inauguração por JK. Hoje e sempre, seu crescimento se dá a olhos vistos. Segundo estudo do IBGE, “Regiões de Influência das Cidades”, Brasília conquistou desde 2006, o patamar de metrópole nacional, equiparada somente a São Paulo e ao Rio de Janeiro, grandes centros urbanos. A região de Brasília ocupa uma área de 55.434,99 quilômetros quadrados e conta com uma população de aproximadamente 3,7 milhões de habitantes. Com uma área metropolitana entendida que abrange todo o Distrito Federal e seu entorno imediato, ela abrange 298 municípios. Por isso, ela não pode ser mais vista apenas como cidade de decisões meramente políticas e paraíso do funcionalismo público. Hoje Brasília é pólo de investimentos, principalmente o imobiliário. Nada mal para uma jovem senhora que vai completar, em breve, 53 anos. Apesar de contar com a presença do governo federal, sua economia local se fortalece com o crescimento do setor empresarial, com destaque no terciário. Isso porque, apesar dos servidores públicos representarem 65% da massa salarial no DF. Eles atingem so-

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mente 40% do volume da mão de obra empregada. Por causa desse poder aquisitivo alto e da estabilidade, as cidades próximas ao DF também se tornaram um nicho de mercado para as construtoras principalmente em Valparaíso, Cidade Ocidental, Novo Gama, Águas Lindas e Luziânia. Certamente, o governo foi um dos responsáveis por isso por causa dos programas habitacionais como “Minha Casa, Minha Vida” e o crédito imobiliário. Esses foram, certamente, alguns dos incentivos para algumas empresas lançaram projetos específicos para o segmento, obtendo o retorno esperado. Por isso, Brasília hoje é vista como pólo de influência para municípios de Goiás e de Minas, o que lhe dá força econômica, mas que também lhe causa problemas estruturais uma vez que adsorve também grande parte da mão de obra do entorno. Por isso, tende a gerar benefícios volumosos a essa fatia da população, apesar da sobrecarga sobre suas infra-estruturas, serviços básicos e transporte. O fato é que Brasília não foi construída para tanto, mas ela vem crescendo oferecendo oportunidades, embora sofrendo pela velocidade dos fatos que a tornou grande. De acordo com estudos divulgados em 2005, Brasília representa 6,6% do PIB nacional. A cidade também detém, junto com São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte


e Curitiba 25% do PIB nacional. Ela também possui o segundo maior PIB per capita no país. Para amenizar esse problema o governo deve investir cerca de R$ 14 bilhões até 2015. Desse montante, R$ 7 bilhões virão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A favorável posição estratégica de Brasília aponta para um cenário de prosperidade econômica crescente, mas também de acentuação das desigualdades sociais e territoriais. Apesar disso, os investidores continuam acreditando no mercado imobiliário do DF e entorno porque ele passa por fase de valorização advinda desde 2008. Esse tipo de investimento é um “porto seguro” para muitos investidores conservadores diante de uma inflação mensal na casa dos 0,5% ao mês. Hoje em Brasília, o metro quadrado custa em torno de R$ 10 mil, sendo que o Entorno aparece como uma ótima opção, uma vez que a média chega de R$ 2 mil a R$ 4,5 mil. Mas apesar da calmaria do setor, há uma previsão promissora em que o preço do metro quadrado poderá subir para R$ 25 mil em áreas mais nobres. Então, se puder aposte em Brasília e em seu mercado imobiliário que promete e aparece no cenário nacional. TENDÊNCIAS E NEGÓCIOS ::

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SUMÁRIO

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|Artigo

O fruto proibido |Procon

Se a compra não deu certo, saiba o que fazer |Capa

Brazlândia, cidade em transformação |Curti

Com Hermes Rodrigues

|Atualidades

Hult Prize 2013

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Liana Alagemovits Editora Chefe Chefe de Redação liana@tendenciasenegocios.com.br

Nota de Agradecimento

Amanda Viviele Projeto Gráfico e Diagramação amanda@tendenciasenegocios.com.br

A Associação Comercial do Distrito Federal agradece a todos os seus diretores por seu trabalho junto a instituição. Esse ano vamos iniciar mais uma fase. Temos metas grandiosas para Brasilia, mas preciso que todos remem na mesma direção. O trabalho é árduo, mas colhemos frutos para toda a população de Brasília. Espero que todos os nosso projetos venham gerar renda e prosperidade para todos.

Sugestões, comentários e críticas jornalismo@tendenciasenegocios.com.br Redação

Cleber Pires presidente da ACDF

WWW.TENDENCIASENEGOCIOS.COM.BR

STAFF

Alex Dias Diretor Executivo alex@tendenciasenegocios.com.br

Allex Benchimol, Nathália Borgo, Camila Bordinhon e Fagner Lacerda Equipe de Reportagem jornalismo@tendenciasenegocios.com.br Gráfica e Editora Ideal (61) 3344 2112 Impressão 30.000 Tiragem

REDAÇÃO - (61) 3877-2331 COMERCIAL - (61) 9288 2805 Distribuição Gratuita Não é permitida a reprodução parcial ou total das matérias sem prévia autorização dos editores. O Tendências e Negócios não se responsabiliza pelas opiniões emitidas nos artigos assinados. Tendências e Negócios

@ProgramaTEN

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Programa Tendências e Negócios TENDÊNCIAS E NEGÓCIOS ::


de primeir páginas vermelhas

A ajuda que o entorno precisava

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entorno do Distrito Federal precisa de desevolvimento e, com esse objetivo, a Secretaria de Estado do Entorno do Distrito Federal foi criada pelo governador Agnelo. O subsecretário de gestão e infraestrutura do entorno, Saulo Diniz, afirma que por muito tempo os 22 municípios foram deixados de lado, mas o governador está preocupado com essa situação. “Brasília está com inchaço habitacional e problemas na saúde pública, porque muita gente vem das cidades do Entorno se na capital federai”, diz. Segundo ele, é preciso reverter este quadro com geração de emprego, desenvolvimento e infraestrutura nessas regiões. De acordo com Saulo Diniz, a Secretaria do Entorno de Goiás faz um bom trabalho em conjunto com a Capital Federal. “O problema é de todos nós”, analiza com orgulho. Diniz destaca que hoje há uma harmonia entre os governos. Por isso, ele acredita que os cidadãos já percebem a diferença nas cidades. “As pessoas já estão vendo com bons olhos a região do entorno. O desenvolvimento está chegando lá. Vamos fazer a intermediação para que os municípios tenham todas as garantias básicas asseguradas. O PAC do entorno, criado pela presidente Dilma Rousseff, é uma promessa de revolução nessas regiões “, finaliza. A Secretaria de Estado do Entorno do Distrito Federal pretende manter o fluxo de pessoas no entorno equilibrado. A intenção é que as cidades não sejam apenas dormitório, mas que os moradores possam trabalhar e gerar renda no local de residência. “As pessoas de lá estão carentes há muito tempo. Mas sabemos que já estão creditando, levantando sua própria identidade para dizer, ‘olha eu nasci aqui’, e com orgulho. Porque acredita que aquele é o lugar para

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elas viverem bem. Além do trabalho com a secretaria, Saulo Diniz assumiu a vice-presidência de marketing do clube de futebol do Gama, com a intenção de profissionalizar o esporte na região. “Sabemos que o Brasil é o país da vez e todos olham com bons olhos para o país, que receberá a Copa das Confederações, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas. Então, é a oportunidade do brasileiro se profissionalizar, não só no esporte, mas em todos os negócios”. De acordo com Diniz, os diretores são pessoas que zelam pelo próprio nome e querem trabalhar com transparência para o esporte do Distrito Federal. “Queremos mostrar que Brasília também tem futebol e tem torcida. Inclusive, acho que a única torcida que tem amor pelo futebol brasiliense é a do Gama”, vibra. O Subsecretário de integração e gestão de infraestrutura do Distrito Federal, Saulo Diniz, conhecido pelo

seu entusiasmo incondicional pelo Distrito Federal, conta para a equipe TEN como a secretaria tem con-

tribuído para melhorias no entorno e fala um pouco sobre sua vida e sonhos. Quem é Saulo Diniz? Um brasiliense de 43 anos de idade, que mora na melhor cidade do mundo e acredita que Brasília pode ser exemplo de gestão pública para todo o Brasil.

Qual o papel da Secretaria de Estado do Entorno do Distrito Federal?

A secretaria do entorno é uma secretaria que foi criada para levar desenvolvimento para as cidades da região do entorno.


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Saulo Diniz Subsecretário de integração e gestão de infraestrutura do Distrito Federal

Como está o entorno hoje? A situação do entorno é delicada porque ficou muito tempo sendo empurrada, lado a lado, de Goiás para o Distrito Federal. Nós, do governo local, assumimos a responsabilidade e queremos levar desenvolvimento para as cidades que tanto necessitam. E quanto à geração de emprego no entorno? É fundamental para essa região. Levando geração de emprego para o entorno, é possível manter as pessoas

nas suas respectivas cidades. Elas vão acabar vivendo lá e gerando renda para o município. O que é IDEF? É o programa de inclusão digital e educação fiscal que a

E quanto ao Brasil? Esperança e futuro. Nós não desistimos nunca. Vamos acreditar sempre que somos capazes de fazer um país muito melhor para as pessoas que mais precisam de alguma ajuda. Um sonho. Que as pessoas, sem demagogia alguma, possam ter qualidade de vida. Nós que estamos rodando nas cidades do entorno, percebemos que tem muita gente com pouco e muita gente com muito. Então, temos que, realmente, ajudar essas pessoas. O sonho é que elas possam viver melhor, educar seus filhos e construir para eles um futuro decente no nosso país.

secretaria fez em parceria com a Receita Federal. Os computadores que foram apreendidos na região do Distrito Federal, pela Receita, vão ser doados.

Em sua opinião, o que a juventude representa? Juventude é, na realidade, a vitalidade que nós temos. A

gente pode acreditar, com certeza, que eles vão mostrar e construir um futuro melhor para o nosso país. Qual a importância de Brasília? É uma cidade maravilhosa. É o sonho de JK e, todos nós

“Brasília está com inchaço habitacional e problemas na saúde pública, porque muita gente vem das cidades do Entorno vem se tratar na capital”

que aqui vivemos, acreditamos que teremos qualidade de vida para todos.

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artigo

Demissão por justa causa e a Justiça do Trabalho

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de audiências) e depois o Reclamante. A alteração na ordem nos depoimentos é possível porque a lei prevê que o autor deve depor primeiro porque há a presunção legal de que como ele tem o dever de provar o que alega, a prova para ele é, a princípio, mais difícil do que para o réu. A CLT determina que antes da demissão por justa causa o Reclamante pode ser punido por advertências e suspensões, fazendo com que o processo disciplinar observe uma gradação, para que o empregador não possa demitir o empregado por justa causa na ocorrência de uma primeira falta.

by Mauro Scheer Luís, bacharel em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie

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um processo judicial, a regra jurídica é de que o autor prove o que alega. Assim, se alguém acusa outra pessoa de ofensas morais, o ônus da prova (dever de provar) é do autor, que alega ter sido ofendido. Caso não prove o fato mencionado na petição inicial, o juiz determina a extinção do processo, em razão de não ter provado o que alegou. Entretanto, algumas exceções na legislação brasileira impõem cuidados especiais. No direito do consumidor, por exemplo, o ônus da prova pode ser invertido, caso o autor prove que suas alegações são verossímeis e que haveria grande dificuldade ou até impossibilidade de provar o que alega. No direito do trabalho, existe uma matéria em que o ônus da prova não é do autor (reclamante), e sim da empresa. Estamos falando da ocorrência de justa causa. Assim, caso o funcionário cometa uma ou algumas das infrações disciplinares mencionadas nas alíneas do art. 482 da CLT, caso esse empregado ajuíze uma reclamação trabalhista argüindo que a suposta justa causa não se configurou, o empregador é que deverá provar a ocorrência da justa causa, seja pela oitiva de testemunhas, seja por documentos juntados aos autos. Por força disso, nos casos judiciais em que o Reclamante contesta a justa causa, o advogado da empresa pode requerer que a ordem do depoimento das partes seja invertida, ouvindo-se primeiro o preposto da Reclamada (e neste momento o Reclamante deverá ausentar-se da sala

Entendemos, entretanto, que caso a falta seja muito grave, a justa causa pode ser aplicada de imediato, sem obediência à gradação (penas de advertência e suspensão anteriores à demissão por justa causa). É nessa linha que as decisões judiciais são prolatadas. Podemos citar o exemplo de um vigilante que durma no posto de trabalho. A atenção é o principal atributo inerente ao cargo, o que justifica a demissão por justa causa na ocorrência de uma única falta do gênero. O mesmo não ocorre com um funcionário dos Correios que, depois de nove anos de carreira é demitido porque perdeu um único malote postal. Neste segundo caso, o funcionário deveria ter sido advertido e suspenso antes de ser demitido, o que não ocorreu. Outra dúvida comum diz respeito à suposta necessidade de ocorrência de falta idêntica para que a gradação esteja respeitada, ou seja: caso um empregado cometa um primeiro ato (faltas injustificadas e reiteradas ao trabalho), sendo punido com advertência, se cometer uma falta completamente diferente da primeira (como por exemplo, ofender um colega de trabalho com palavras de baixo calão), o empregador pode aplicar uma pena mais gravosa, como a suspensão? A resposta é SIM, pois apesar de serem faltas distintas, o que se pune é a conduta do funcionário, seja ela qual for (desde que esteja inserida no rol das justas causas, do art. 482). Outro cuidado necessário que se deve ter ao demitir um

funcionário por justa causa é a correta configuração do tipo. O rol do art. 482 é taxativo, e não exemplificativo, ou seja, outros atos que não possam ser encaixados nas causas elencadas no art. 482 não podem ser tidos como

fatos ensejadores de justa causa, mesmo que consideradas socialmente reprováveis.

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artigo

por Carol Dias, de Paris

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globalização traz efeitos assimétricos para os trabalhadores dos países. Essa constatação está na base das diferentes reações a ela encontradas mundo afora. O exemplo das montadoras de automóveis traz uma boa ilustração dessa dinâmica. Ao mesmo tempo em que as principais montadoras de automóveis francesas, PSA Peugeot Citröen e a franco-japonesa Renault-Nissan, diminuem suas linhas de produção na França por causa do alto custo da mão de obra, da falta de demanda e, é claro, da crise que teve início em 2008 e perdura até hoje principalmente em países europeus, elas intensificam suas ações em outras partes do mundo. Tais medidas, que andam de mãos dadas, têm sido um dos principais problemas internos que o governo de Hollande enfrenta neste momento, mas também motivo de comemoração em outras partes do mundo. O fechamento da usina do grupo PSA em Aulnay-sous-Bois, interior da França, anunciado em 2012 para acontecer até

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Ganhadores 2014, acarretará na supressão de oito mil postos de trabalho. Ao mesmo tempo a Peugeot trabalha a todo vapor na expansão de sua montadora em Porto Real, interior do Rio de Janeiro, onde, até 2015, novos 1.500 postos de trabalho serão criados. Já a Renault, ainda agora no início de 2013, anunciou a previsão de que terá menos 7,5 mil funcionários na França até 2016. Enquanto isso ela corre para tornar realidade sua joint-venture com a chinesa Dongfeng Motor e construir uma planta no gigante asiático por 800 milhões de euros, além de outras ações mundo afora. O Brasil, por exemplo, também está forte no radar do grupo nipo-francês e ano que vem nova fábrica da Nissan será inaugurada em Resende, cidade vizinha a Porto Real. Dentro da lógica de otimização do grupo, a Renault também fabricará carros na nova planta. O governo francês fica numa situação difícil, pois de um lado tem que encarar a fúria do povo diante do aumento da taxa de desemprego, mas por outro, sabe que é importante incentivar, ou pelo menos não atrapalhar, o ganho de competitividade de empresas francesas no mundo.


e Perdedores Hoje os mercados mais visados pelas montadoras são os dos países emergentes, principalmente, no momento, o Brasil e a China. A Peugeot, por exemplo, que já produz veículos no Brasil há 10 anos, iniciou neste ano a produção do modelo Peugeot 208 com o qual espera aumentar sua fatia de mercado. E a franco-japonesa Renault-Nissan, que em 2002 vendia 30 mil carros na China por ano, hoje chega a vender 1,5 milhões de modelos, principalmente através da Nissan. Por causa dos recentes atritos diplomáticos entre a China e o Japão, o consórcio Renault-Nissan pretende estabelecer-se por lá com a marca Renault a fim de atenuar as perdas recentes que vem ocorrendo com carros cujas marcas são associadas ao Japão. A globalização traz um mundo de oportunidades, mas também aumenta bastante os desafios para as grandes empresas que querem, ou precisam, como no caso do competitivo mercado de automóveis, estar presentes nos principais mercados. Diante da concorrência mundial e da patente necessidade de trabalhar com ganhos de escala, a eficiência se torna o ponto mais importante para o sucesso dos investimentos.

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artigo

Desindustrialização e os um maior crescimento mia brasileira. Entre 2004 e 2010, mesmo com o crescimento negativo registrado em 2009, devido à crise econômica mundial, o PIB brasileiro cresceu em média 4,46% ao ano. Em 2011, o crescimento foi de apenas 2,7% e para 2012 as projeções apontam para ainda menos, algo em torno de 2,5%. Algumas ações adotadas pelo Governo tem sido positivas, como o combate à elevada taxa de juros e o fortalecimento do mercado interno, mas diversas medidas são paliativas, não alterando os fatores estruturais e não atacando as principais causas que tiram a competitividade de nossa indústria e deterioram nossos termos de troca.

por Julio Miragaya, presidente da Codeplan.

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competitividade da indústria brasileira vem sofrendo progressiva queda, com seus produtos perdendo posição no mercado externo e sofrendo acirrada competição de produtos importados no mercado nacional. A perda de competitividade se reflete no acentuado déficit de US$ 86,9 bilhões na balança comercial de produtos industriais de alta e média tecnologia, ocorrido em 2011, com exportações de US$ 91,4 bilhões e importações de US$ 178,3 bilhões, e reduzindo nosso superávit na balança comercial, tão necessário para o equilíbrio de nossas contas externas. De outro lado, a desaceleração da atividade industrial tem se refletido num menor crescimento da econo-

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|Retomar a competitividade da indústria e o equilíbrio nas contas externas são fundamentais para acelerar o crescimento econômico do Brasil Uma das principais causas apontadas (não a única) para a baixa competitividade da indústria brasileira tem sido a apreciação do real frente ao dólar e à maioria das outras moedas. As medidas que visam restringir a excessiva entrada de capitais no País, em parte travestidos de investimentos diretos e que visam ganhos especulativos aproveitando-se do diferencial da taxa de juros, foram extremamente tímidas e deveriam ser aprofundadas, notadamente com a redução de nossa taxa de juros para níveis praticados mundialmente. Deve-se ressaltar que o câmbio é um dos principais responsáveis pelo enorme déficit em transações correntes no País. O elevado custo de nossa logística é outra causa que não vem sendo devidamente enfrentada. O barateamento do custo da energia e dos transportes requer a ampliação dos investimentos públicos em


s gargalos que impedem da economia Brasileira

infraestrutura, necessidade que se choca com um dos pilares da política econômica, de geração de robustos superávits primários. Em suma, não há como ampliar substantivamente os investimentos públicos em infraestrutura sem uma redução drástica nos gastos com pagamento dos juros da dívida pública, que em 2011 alcançaram R$ 236 bilhões. A redução da carga tributária sobre produção e consumo foi uma medida necessária e cuja adoção deve ser aplaudida, mas que deveria ser ampliada, compensando a perda de receita com a elevação da tributação sobre a renda do capital e a riqueza, começando um processo de correção de nossa carga tributária regressiva, socialmente injusta e economicamente anacrônica.

Por fim, não se deve cair no engodo de que a competitividade da indústria brasileira é baixa em função do custo do trabalho. Não se combate a perda de competitividade com a redução de direitos trabalhistas. Trata-se do contrário, na medida em que garantir e ampliar os direitos trabalhistas e sociais é condição básica para fortalecer o mercado interno e defender o País dos efeitos da crise econômica mundial. O Brasil deve se distanciar do que vem sendo feito em vários países europeus, que têm aprovado sucessivos “pacotes” de arrocho salarial e de retirada de direitos sociais, jogando nas costas dos trabalhadores o custo de uma crise que foi gestada no sistema financeiro.

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PoLÍtica iNterNacioNaL

Fim anunciado da Av Comercial Internacion

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o dia 6 de dezembro de 2010, Brasil e Estados Unidos assinaram acordo bilateral internacional de “Céus Abertos”. Por este acordo, as tarifas e as frequências de vôo, entre Brasil e Estados Unidos, que até então eram reguladas pelas autoridades aeronáuticas dos respectivos países, sendo limitadas a 154 freqüências semanais para cada um dos Estados Contratantes, passam a ser paulatinamente liberadas, até atingir em outubro de 2015 a total liberdade tarifaria, frequências de vôos e destinos entre os dois países. Em 2015, os céus entre Brasil e Estados Unidos estarão totalmente abertos, ou seja, qualquer empresa aérea brasileira ou americana poderá voar para qualquer cidade de um destes países, com quantas freqüências desejarem, cobrando tarifas que quiserem e ofertando número irrestrito de assentos em qualquer tipo de aeronave, sem a exigência de reciprocidade. Este acordo substituirá o sistema da Convenção de Chicago de 1944, onde os direitos de trafego aéreo

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internacional eram rigorosamente divididos entre os Estados Contratantes. As frequências de vôos, as tarifas e os tipos de aeronaves eram previamente acordados entre os Estados Contratantes, que designavam suas empresas de bandeira, que tinham assegurados 50% dos direitos de trafego. No Brasil, a Varig era nossa empresa de Bandeira. Na época da discussão diplomática da Convenção de Chicago, os Estados Unidos tentaram impor a política de “Céus Abertos”, pois com o final da segunda guerra mundial dispunham de grande excedentes de aeronaves. Os Estados Unidos queriam ser os senhores dos Céus do Mundo como os ingleses foram os donos do mar no século XIX. (com a política de mar aberto). Curiosamente foram os ingleses que barraram a pretensão americana, afirmando que nenhum estado nacional conseguiria competir com os Estados Unidos. Decorridos 66 anos, os americanos conseguem seu intento. Em 89, na era Collor, o Brasil renovou acordo bilateral


viação nal Brasileira

com os Estados Unidos, permitindo que além da Varig, a Transbrasil, Vasp e Tam pudessem voar para lá. Como contrapartida o Brasil teve que admitir a United, American, Delta e Continental voando para o Brasil. A consequência do fim do monopólio da Varig foi a quebra da Vasp, Transbrasil e da própria Varig. Note-se que a quebra das três companhias ocorreu, apesar da regulação de tarifas e frequências de vôos. Com este acordo, a situação das empresas nacionais ficará insustentável, pois será impossível concorrerem com as mega empresas americanas. Para citar somente um exemplo, a United tem 580 aeronaves. Só esta empresa tem mais aeronaves do que todas as nacionais juntas. Por outro lado, os Estados Unidos detém 50% do trafego aéreo mundial, e possui a maior indústria aeronáutica, de aviônicos e componentes aéreos espaciais. As mega empresas americanas são tão fortes

que poderão fazer “dumping” contra as nacionais, cobrando tarifas abaixo do preço de custo. A Anac, a negociadora deste acordo pelo governo brasileiro, defendeu sua assinatura, alegando uma maior concorrência, que beneficiaria os usuários do transporte aéreo com a redução de tarifas. A Comunidade Européia também politicamente está pressionando o Brasil para assinatura de acordo semelhante. Do exposto fica evidente o fim, ou a insignificância a que a aviação comercial internacional brasileira será reduzida, implicando na perda de empregos, de divisas e poder estratégico. Uma indagação deve ser feita: por que um acordo destes é assinado com os Estados Unidos, sem protestos das empresas brasileiras, dos políticos, das autoridades e da população? Será que é porque os Estados Unidos são os Estados Unidos e o Brasil é o Brasil? * Sérgio Alonso é advogado especialista em Direito Aeronáutico

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arquivo movits

O fruto proibido Por que a maçã?

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dão e Eva viviam tranquilos no Jardim do Éden quando uma serpente convenceu Eva a experimentar o fruto de uma das árvores que estavam por lá. Sim, além de outras árvores, existiam duas árvores especiais que Deus colocou no Jardim. A Árvore da Vida e a Árvore da Ciência do Bem e do Mal. Pouco se fala na Árvore da Vida e na própria Bíblia existem apenas referências no primeiro e no último livro. Mas o fruto de que estamos falando é da outra árvore: a Árvore da Ciência do Bem e do Mal, também conhecida como Árvore do Conhecimento. Segundo o relato bíblico, esta árvore foi plantada no Jardim do Éden e seus frutos foram proibidos por Deus ao Homem. Muitos consideram que o fruto proibido é a maçã. No entanto não existem relatos na Bíblia ou em qualquer outra escritura que confirmem esta afirmação. Então por que a maçã é considerada o fruto proibido?

|O Pomo da Discórdia Historicamente um dos primeiros registros da fruta está na mitologia, onde a maçã tem um papel fundamental na famosa Guerra de Troia. Tudo começou em uma festa dos deuses no Olimpo. Todos os deuses foram convidados para as núpcias do mortal Peleu com a deusa Tétis, pais do semi-deus Aquiles, sim aquele cujo ponto fraco era o calcanhar. Porém uma deusa não foi convidada. Seu nome era Éris, a deusa da discórdia, que não tinha sido convidada por razões óbvias. Para acabar com a “balada” dos deuses, Éris preparou uma linda maçã de ouro e enviou para o Olimpo, sem remetente, com a seguinte inscrição: “Para a deusa mais bela”. Hera, irmã e esposa de Zeus, Atena, deusa da sabedoria e filha de Zeus e Afrodite, deusa do amor e tia de Zeus, eram as deusas mais poderosas e belas e a disputa pelo troféu começou. Zeus, o chefão dos céus, não quis se meter na briga familiar e, para não ficar mal com as três beldades, nomeou Páris, um simples mortal, filho do rei de Troia, Príamo, para ser o juiz nesta disputa. Páris era pastor e vivia no campo ao lado de Enone, uma ninfa, filha do deus-rio Cebren. Páris vivia isolado pois sua mãe quando estava grávida teve um sonho onde dava a luz a serpentes flamejantes que se enrolavam entre si. Apavorada, pediu para o adivinho

do reino interpretar o sonho. Ele simplesmente disse que o bebê, quando crescesse, destruiria Troia. Quando as três surgiram diante de Páris nas suas formas magníficas e iluminadas, o pobre pastor ficou confuso com tanta persuasão das deusas. Em troca da maçã de ouro, Hera ofereceu a ele a glória de ser o Rei de toda Europa e Ásia, Atena ofereceu a chefia de uma guerra vitoriosa e histórica e Afrodite garantiu a Páris que ele teria o amor da mais bela mulher do mundo. Páris então deu o troféu a Afrodite, que ignorando por completo a presença de Enone, realizou a promessa feita. Mas quem era a mulher mais bela do mundo? Era Helena, casada com Menelau, o rei de Esparta. Com a ajuda de Afrodite, Helena e Páris fugiram para Troia. Menelau quando soube da traição,

pediu ajuda ao seu irmão, o rei Agamenon, para convocar todos os generais e reis da Grécia numa guerra contra os troianos. Começa assim a famosa Guerra de Troia. Como previsto, Páris cumpriu seu destino, perdendo a guerra e causando a destruição de Troia. Por isso a maçã dourada ficou conhecida como o Pomo da Discórdia. Na mitologia a maçã dourada, ou o “pomo de ouro”, aparece em diversas histórias. Hipomene aposta com Atalanta, uma caçadora virgem que prometeu casar com o homem que pudesse vencê-la numa corrida terrestre. Ela perde ao pegar três pomos de ouro de Afrodite que Hipomene coloca em seu caminho. O jardim das Hespérides era conhecido como jardim dos imortais, pois continha um pomar que abrigava árvores mágicas de onde nasciam os pomos de ouro, considerados fontes de juventude eterna. Para chegar até o jardim havia muitos obstáculos, tais como a gruta das Gréias e a gruta das Górgonas. O próprio jardim era povoado de monstros que o protegiam, como Ládon, o dragão de 100 cabeças filho de Tífon e Equidna. Um dos doze trabalhos de Hércules era justamente roubar pomos de ouro do jardim. Existe um ditado americano que diz: “An apple a day keeps the doctor away”, ou seja, “uma maçã por dia mantem o médico longe”. Talvez uma alusão aos “pomos de ouro” que eram considerados a fonte da vida eterna. Sem eles os Deuses seriam mortais.

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arquivo movits

by Ricardo Movits

Ricardo Movits é cineasta, poeta, escritor, compositor e artista plástico. Membro do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria

Para a República Federativa do Brasil, ocupa a cadeira número 18 da Academia Maçônica de Letras. Um dos

fundadores do grupo Guardiões do Saber. Há mais de

30 anos preserva em seus arquivos pessoais anotações, estudos e observações sobre diversos temas relacionados ao ser humano.

Título: O Fruto Proibido – Por que a Maçã? Palavras

Chaves:

Deus;

Mitologia;

Tecnologia; Pecado; Adão e Eva; Jardim do Éden; Pomo Dourado; Maçã de Sodoma; Apple; Beatles; Nova Iorque

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|A Maçã de Sodoma Outra maçã que aparece na literatura é a maçã de Sodoma que cresce nas margens do Mar Morto cuja aparência engana os mais desavisados pois, atraídos por sua beleza externa, depois de mordê-la, são envenenados por uma seiva leitosa e tóxica. A espécie é descrita por vários autores com uma alusão poética de que “as aparências enganam”. No “Fausto” de 1832 na parte II, ato 3, o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe descreve a fruta como sendo rosada parecida com pêssego e coberta por um pelo macio e aveludado, mas quem a morder ira encher a boca de cinzas.

Outra maçã que causou grande mudança no planeta foi a gravadora dos Beatles a Apple Records. Fundada em 1968, foi responsável por lançar no mercado toda a obra dos Beatles e seus integrantes, além de artistas como James Taylor, Ravi Shankar, Yoko Ono, Billy Preston, entre outros. O logotipo é uma maçã cortada ao meio, sendo que, quando aparece a parte interna da maçã, vemos um órgão sexual feminino. Simboliza o poder da criação. Podemos dizer que o mundo era completamente diferente antes dos Beatles. Eles revolucionaram socialmente e musicalmente várias gerações. Graças ao selo Apple Records o mundo pôde sentir o gosto desta maçã.

No “Livro da Lei” de 1904 o satanista Aleister Crowley escreve: “O mundo está morrendo de desgosto com a sua própria vaidade horrível; a tarefa é monótona e árdua, a maçã de Sodoma é seu único alimento, o esquecimento é seu único prazer, e “Não tenha Esperança” é a sua palavra final de sabedoria”.

|Big Apple

Em diversos contos de fadas as maçãs estão presentes como a fruta envenenada, aparentemente linda, mas quem a morde adormece eternamente. A pessoa que morde a maçã não morre, adormece. Ou seja, fica sob o domínio da maçã.

do Norte de usar as maçãs como forma de trazer imi-

|Apple Uma das maiores empresas de tecnologia e produtos eletrônicos tem a marca da maçã. A maçã mordida. Ou seja, todos que utilizam os produtos da Apple estão “envenenados”, sob seu domínio, dependentes da tecnologia. Fundada em 1976 com o nome de Apple Computer, depois de 30 anos tirou a palavra Computer adotando simplesmente o nome Apple. É a maçã mais consumida atualmente. Produtos como o IPhone, IPad, IPod e MacBook estão presentes, cada vez mais, na vida daqueles que não resistiram à tentação e morderam a maçã. O mundo mudou com o surgimento desta maçã.

A “Grande Maçã”. A cidade de Nova Iorque recebeu

este nome em 1921 quando foi usado em uma coluna

do jornal New York Morning Telegraph. O apelido ficou

mais popular na década de 1970 quando Nova Iorque

exportava maçãs e recebeu sérias acusações da Coreia grantes com a desculpa de trabalhar nas fábricas, sendo que, na verdade, o governo estava alistando todos

no exército americano. A propaganda se popularizou e muitos americanos passaram a chamar seu país de "a

grande maçã". Até a década de 1960, o "Big Apple" era

conhecido apenas como um nome antigo para Nova Iorque. A partir dos anos 1980, com a grande divulgação dos musicais da Broadway, Nova Iorque se tornou a capital cultural do mundo. O termo Big Apple seria então uma comparação da maçã com o nosso mundo.

Mas por que comparar o mundo a uma maçã? Talvez porque o planeta terra tenha realmente a forma de

uma maçã. Redondo com os polos voltados para den-

tro. A maça é a única fruta que tem este formato. Nos

remete a teoria da Terra Oca, onde a aurora boreal é simplesmente um reflexo do sol interno. Existem civilizações mais avançadas que a nossa e grande parte

da nova tecnologia foi trazida por seres intra-terrenos. Bem, mas esta é uma outra história. Até lá.

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emPreeNdedorismo

Traba Felicidade no Ambiente de

A

felicidade é um ideal buscado por todos, seja na vida pessoal ou na vida profissional. Entretanto, nem sempre estamos felizes no trabalho que fazemos, e mesmo quando estamos no emprego dos sonhos existem momentos em que enfrentamos problemas. O que fazer então para manter um bom humor e continuar feliz no ambiente de trabalho? Uma das frases mais conhecidas do grande pensador e filósofo chinês Confúcio é aquela que diz: “Escolha um trabalho que ame e você não terá que trabalhar um único dia em sua vida.” Essa é provavelmente uma das melhores formas de ter felicidade na vida profissional. Mas, muitas vezes, por diferentes motivos, como a vontade dos pais ou por causa de escolhas erradas, muitos acabam em uma profissão em que não se sentem realizados.

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TENDÊNCIASEENEGÓCIOS NEGÓCIOS ::::TENDÊNCIAS

Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de RH metade dos trabalhadores não gosta do que faz. O estudo envolveu seis mil pessoas e, no total, 48% responderam que são infelizes no trabalho que estão. É importante nessa situação procurar identificar o motivo da infelicidade. Uma postura que pode ajudar é procurar apreciar o lado bom do trabalho que se faz. Se não trabalha fazendo o que ama, é possível aprender a amar o que faz. É importante lembrar também que a vida possui etapas. Muitas vezes se começa em um trabalho que não é o ideal, mas é importante continuar investindo nos sonhos e projetos. Também nunca é tarde para se tentar algo novo. Se a situação chega a um limite em que é preciso mudar, algo que pode ajudar é procurar a orientação de um coach.


alho Para ser feliz no trabalho é preciso ter equilíbrio entre a realização profissional e o sucesso financeiro, além de saber como lidar com os problemas que surgem no dia a dia

A coach e psicóloga Sabrina Ferroli, do Instituto Karana, comenta que “é importante que o individuo saiba definir quais são os elementos que compõe o conceito de felicidade para ele. Cada pessoa é livre e responsável por suas escolhas, mas muitas vezes alguns se sentem vitimas da situação, e acabam por escolher não transformar a própria realidade. É importante decidir, durante o do processo de crescimento profissional e pessoal, o que vale a pena manter e do que é preciso abrir mão.” Além disso, é preciso saber lidar com as complicações que surgem no ambiente de trabalho. Muitos acreditam que não se deve lidar com os problemas profissionais de forma pessoal. Mas o que é realmente importante é saber diferenciar o ambiente em que cada problema deve ser trabalhado. Por isso é importante não levar para o trabalho os problemas pessoais, e não levar para casa os problemas do trabalho.

Ter a calma e refletir com cuidado sobre as dificuldades, também é importante para conquistar a felicidade no ambiente de trabalho. Naturalmente é preciso manter um espírito de bom humor, pois uma postura positiva vai refletir em melhores escolhas e em melhores resultados, e bons resultados sempre deixam todos mais felizes. Sabrina conclui dizendo que “é preciso que cada pessoa tenha consciência que ela própria é responsável pela situação em que se está na vida, e que se chegou ali através da escolhas que foram feitas ao longo do caminho. Mas vale lembrar que a vida é um processo de constante crescimento, e que cada etapa que passamos contribui para o nosso desenvolvimento. Assim é possível aproveitar o caminho e ser feliz mesmo durante as dificuldades, pois mesmo na pior tempestade sempre existe um sol brilhando acima das nuvens”.

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PoLÍtica

Lei que regulamenta profissão de motorista afeta setor atacadista As empresas que contemplam em seu quadro motorista de transporte de cargas deverão se adequar as novas regras

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Lei 12.619/2012, sancionada em abril pela presidenta Dilma Roussef, regulamenta a profissão de motorista de veículos automotores, cuja condução exija formação profissional e que exerçam a atividade mediante vínculo empregatício. Estão inclusas as categorias econômicas: transporte rodoviário de passageiros e de carga. “A determinação afeta diretamente o setor atacadista. As as empresas que contemplam em seu quadro motorista de transporte de cargas deverão se adaptar às regras estabelecidas”, comenta Fábio de Carvalho, presidente do Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista/DF).

de terceiros; as empresas deverão contratar um seguro, destinado à cobertura de riscos pessoais inerentes às atividades; será considerado como trabalho efetivo o tempo que o motorista estiver à disposição do empregador; o profissional tem direito ao intervalo de, no mínimo, uma hora de duração; entre outras considerações. O motorista também tem deveres. São eles: estar atento às condições de segurança do veículo; conduzir o veículo com perícia, prudência, zelo e observância aos princípios de direção defensiva; respeitar a legislação de trânsito e, em especial, as normas relativas ao tempo de direção e de descanso; zelar pela carga transportada e pelo veículo; colocar-se à disposição dos órgãos públicos de fiscalização; submeter-se a teste e a programa de controle de uso de drogas e bebidas alcoólicas, instituído pelo empregador.

Entre as principais mudanças estabelecidas, estão assuntos relacionados à jornada de trabalho, horas extras, seguro de vida, intervalo, viagens e folgas. Também no artigo relacionado à Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), estão descritos os deveres do motorista, como a responsabilidade sobre a Em geral, as regras definidas pela lei são positivas, carga e sobre o veículo. porque beneficiam o trabalhador e respaldam a empresa contratante. “Apesar de modificar de forSegundo o presidente do Sindiatacadista/DF, antes ma expressiva o modelo de trabalho que a maioria da determinação, o relacionamento com os mo- das empresas já vinha trabalhando, é importante toristas era mais informal. “Alguns pontos, como que todos os funcionários estejam dentro de um cumprimento de jornada de trabalho à risca, não mesmo padrão de contratação, respaldados pela eram exigidos para essa categoria”, explica Fábio, CLT. Para o empregador, representa uma mera forcitando um dos quesitos abordados pela nova lei. malização. O motorista talvez sofra algum tipo de impacto negativo, pois muitos deles, por exemplo, Além do cumprimento de 44 horas semanais, o estavam acostumados a receber remuneração de profissional não poderá responder perante o em- acordo com as horas de trabalho e com a distância pregador por prejuízo que seja responsabilidade percorrida”, avalia Fábio de Carvalho.

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ProcoN

Se a compra não deu

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certo, saiba o que fazer

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Na hora de procurar o Procon-DF, tenha em mãos a nota fiscal ou recibo e a documentação que comprove a relação de consumo

ara começar 2013 por dentro dos direitos declarados pelo Código de Defesa do Consumidor, não cometer erros ou ser enganado pelas empresas, o diretor geral do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF), Oswaldo Morais, dá algumas dicas importantes e faz um alerta a todos os consumidores quanto à informalidade do comércio. Os motivos mais comuns de troca são, por produtos inadequados ao consumo, produtos defeituosos e por causa da demora excedente ao prazo dado para assistência técnica. Se o problema for defeito, a troca deve ser efetuada imediatamente, mas, caso contrário, por liberalidade, ou seja, erro no modelo, cor ou numeração, as empresas podem pré-estabelecer um prazo, que varia entre sete, 15 ou 30 dias, a critério do estabelecimento. O diretor geral ressalta a importância da boa relação entre empresa e cliente. “É interessante que seja feita a troca

porque alguém pode levar até um produto melhor e pagar a diferença, o que colabora também com o faturamento”, diz.

Para os produtos não há distinção. Tanto duráveis quanto não duráveis. Eles obedecem os mesmos critérios. “Não há diferença entre um produto da linha branca ou marrom, por exemplo. O direito é o mesmo, previsto no artigo 18 do Código”, explica Oswaldo Morais, que ainda faz um alerta quanto aos comércios informais, que não oferecem nenhuma garantia ao consumidor. “O comércio que emite nota fiscal do produto, tem a mesma garantia das grandes lojas. O consumidor não deve adquirir produtos no comércio informal porque há risco ”, destaca.

|Como e onde recorrer O Procon-DF conta com atendimento presencial para os consumidores no Venâncio 2000 e em oito cidades satélites, além de autorizar consultas, tirar dúvidas e receber denúncias pelo número 151. Também pelo site procondigital.sejus.gov.br, é possível entrar em contato com o Instituto de Defesa. “Não é por falta de oportunidade que o consumidor não vai fazer sua reclamação ou uma consulta ao Procon”, finaliza Oswaldo Morais.

É importante que o consumidor exija na hora da compra um cartão ou papel timbrado da loja, onde haja o comprometimento da troca, que será considerado um documento pelo Procon, se for necessário. Também, de acordo com o que diz o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor, há um prazo de sete dias para a troca, a contar da assinatura ou do recebimento do produto ou serviço, caso a compra tenha sido feita fora do estabelecimento comercial, independente do motivo. “Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.”

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Oswaldo Morais

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fraNquias e fraNqueados

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ranquia é uma das modalidades comerciais que mais cresce hoje no mundo. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising, o segmento de franquias no Brasil cresceu 16,9% em 2011, atingindo o faturamento de R$ 88, 8 bilhões. A expectativa da entidade para 2012 é de crescimento em torno de 15%. Atualmente, as franquias no Brasil representam 2,3% do PIB nacional.

culinária seja norte-americana, o restaurante é 100% brasiliense e atualmente está em expansão para todo o País. “American Prime Steak House surgiu do resultado da associação e organização de conhecimentos empresariais, aliados aos esforços e a sólida estrutura financeira, garantindo a disponibilidade dos investimentos necessários”, explica Paulo César Ribeiro, consultor executivo do Grupo.

Brasília, hoje, é cenário para o surgimento de marcas de sucesso, como no caso da American Prime Steak House que teve seu projeto idealizado há cerca de dois anos.

O primeiro passo para se abrir uma franquia é entrar em contato com a empresa de interesse, que irá estudar a cidade, o local e se há concorrentes do mesmo produto além de informar o custo do investimento. “Nosso departamento de pesquisas concluiu que mais de 60% da população de Águas Claras se enquadra como público alvo da marca”, frisa Paulo Ribeiro. Funciona da seguinte forma: o franqueador,

Inaugurado em maio de 2012, a empresa conta com o diferencial de fazer parte da linha formal dinner, que oferece mais requinte ao ambiente. Embora a

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dono da marca, concede franquia ao negócio do franqueado, que utiliza os próprios recursos para manter os padrões estabelecidos pela empresa. O processo funciona como parceria, uma vez que os franqueados alcançam bons resultados, porque a marca escolhida já possui uma imagem positiva, público definido e credibilidade no mercado. Outra empresa que cresce nesse ramo é a Bonasecco, marca de lavanderias presente no Brasil e cuja origem e tecnologia são italianas. Ela iniciou suas atividades de franchising em 2009. Foram sete anos de estudo até alcançarem o reconhecimento de um bom negócio, para expandir a marca e dar oportunidade para novos empreen-dedores. Hoje, são 10 lojas no DF e mais 10 es-palhadas no Brasil. Antenada nas questões ambientais, a empresa tem conseguido

desempenhar atividades sustentáveis. “Possuímos campanhas ecológicas, empregando métodos para reciclagem de insumos diversos”, explica João Márcio Moreira, dono da marca. Mas além disso, o franqueado precisa saber que não tem domínio da marca e por isso ficará submetido a constantes controles de qualidade. No ranking dos melhores seguimentos para se franquear, de acordo com a ABF, estão: cosméticos, perfumaria, móveis, decoração, presentes, escola de idiomas e alimentação. Com os padrões da marca sendo respeitados, o empreendimento tem chances ainda maiores de sucesso. A modernidade que cerca esse ramo encanta tanto franquias como os donos das marcas. “Por ser um empreendimento em plena ascensão o franqueado terá uma boa lucratividade”, conclui João Márcio. TENDÊNCIAS E NEGÓCIOS ::

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CAPA

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Brazl :: TENDÊNCIAS E NEGÓCIOS


lândia uma cidade em transformação

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Arraial de Brazlândia teve seu início ainda no século XVII, em pleno ciclo do ouro. De acordo com Osvaldo Rabelo, antigo morador da cidade, o desenvolvimento para a região foi mérito de cinco famílias que vieram dos estados de Minas Gerais e Goiás. Sendo que os precursores foram os “Abreu de Lima”. Em seguida, a família Cardoso de Oliveira, se estabeleceu na região. Logo depois os Braz, os Rodrigues de Prado e a família Rabelo. Eles se aportaram na Chapada do Vão dos Angicos. Mas, foram “os Braz de Lima” que mais se destacaram na região e, dessa forma, estabeleceram laços de amizade e grandes negócios com as outras famílias. Assim, originou a que é hoje a quarta região administrativa do Distrito Federal, Brazlândia. Tanto a família Braz de Lima, quanto a Carmo do Paranaíba, de Minas Gerais e a Cardoso de Oliveira carregavam sua tradição como agricultores e pecuaristas. Os dois clãs logo estabeleceram relação familiar e juntos realizaram atividades econômicas na região. Segundo Osvaldo Rabelo, foi a família Braz que doou 50 hectares de terra para a construção da cidade. A decisão do Presidente Juscelino Kubitscheck em interiorizar a Capital Federal, fez com que o destino da pequena Brazlândia fosse modificado. A cidade que no início era um distrito de Luziânia tornou-se, em 1965, uma das regiões administrativas do DF. Em 1968, foram desa-

propriados de forma amigável, cerca de mil alqueires da cidade. Apenas a área que circundava a sede urbana de Brazlândia não foi transferida para o Governo. Com o represamento do Rio Descoberto, muitas fazendas desapareceram naquela região. Além disso, o rio que nasce dos córregos do Barracão e do Capão da Onça, hoje divide o Distrito Federal do Estado de Goiás pelo lado oeste. Mas a grande estrela da cidade é a represa que formou o lago do Descoberto, que é responsável por aproximadamente 60% da água utilizada para abastecimento do Distrito Federal. Por volta dos anos 1960, Brazlândia já estava incorporada ao DF e contava com pouco menos de mil habitantes. Em meados da década 80, quando foi criada a Vila São José, a população de Brazlândia chegou a 25 mil habitantes. Atualmente, a pacata cidade, que ainda traz características interioranas tem cerca de 70 mil habitantes. O que não mudou o modo de vida calmo dos moradores. Nos anos seguintes esse número cresceu e a cidade tomou ares de cidade grande, com um viés de interior. Isso porque muitos agricultores que chegavam de outros países, principalmente do japão foram assentados no Núcleo Rural Alexandre Gusmão. Já migrantes de Goiás se instalaram na zona urbana. Osvaldo Rabelo lembra ainda, que no final da década de 60, foi criado um loteamento de duas mil casas para assentar moradores da favela Vietcong, perto de

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CAPA

Taguatinga, onde hoje é o setor norte de Brazlândia, ou seja, a cidade vem se expandindo sempre desde então. A região é uma potência agrícola e começa ser explorada turisticamente também. O Poço Azul, Mumunhas, que engloba uma série de cachoeiras no córrego Cupins dentro da APA de Cafuringa, o Rio do Sal e a Chapada Imperial atraem turistas do mundo inteiro.

|Administração Brazlândia vive um momento de progresso, principalmente no campo das melhorias estruturais. Aos poucos a cidade vai ganhando reformas e modificando suas velhas instalações. De acordo com o administrador da cidade, Bolivar Rocha, 2012 foi o ano de muito trabalho. Diversas obras e benfeitorias estão sendo realizadas. Administrador de Brazlândia, há um ano e cinco meses, Bolivar afirma que esse trabalho tem sido possível por causa do apoio do governador Agnelo Queiroz , que tem sido de fundamental importância para tornar Brazlândia uma das melhores cidades do DF. “Estamos trabalhando em prol da comunidade, que é prioridade para a nossa administração. Bolivar não se afasta de seu objetivo ao promover a ampliação e as reformas de postos de saúde, obras asfálticas, compra de novos maquinários e a instalações de novos Pontos de Encontros Comunitários. Enfim, sua administraçã se

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preocupa com a comunidade Brazlandense e já lança projetos para 2013 juntamente com o governador Agnelo Queiroz. “ Vamos colocar em prática nossos sonhos”, anuncia.

|Agricultura Apesar de o setor agropecuário representar apenas 0,3% do PIB do Distrito Federal, é importante e estratégico. Ele permite que o DF seja autossuficiente em alguns produtos. Na agricultura, Brazlândia destaca-se principalmente no cultivo de tomates, goiabas e morangos. Entre esses produtos, o morango é uma das culturas de maior importância no contexto socioeconômico. A produção anual dessa cultura é de cerca de 4.700 toneladas na região. É a terceira maior produtora de morangos do Brasil. A cidade também tem a maior colônia de japoneses do Distrito Federal, o que colabora para que ela seja responsável por, em média, 60% do abastecimento agrícola do DF e Entorno.

|Personagens O paraibano José Célio chegou à região por força do destino, como costuma dizer. Hoje é produtor agrícola, especializado no cultivo de morangos. Segundo ele, embora o solo da região seja adequado para o cultivo, são necessários alguns cuidados para ajudar na fertiliza-


ção. Independente do sistema de produção, o morango produzido no DF é cultivado em canteiros cobertos com filme plástico, preparado para o revolvimento intensivo do solo. A cultura exige elevada entrada de nutrientes por meio de fertilizantes, estercos e compostos orgânicos. O meio de irrigação é feito por gotejamento e para adaptação ao período das chuvas, a plantação é torneada por uma espécie de túnel, pois água em excesso não é favorável ao cultivo.

|Comércio Empresário há 27 anos, Francisco Ramalho ou Lila como é mais conhecido, é o atual presidente da Associação Comercial e Industrial de Brazlândia (ACIBRAZ). Segundo Lila, a ACIBRAZ, hoje congrega cerca de 680 comerciantes com CNPJ, inscrição e endereço regularizados. A sede da instituição é uma parceria com o SEBRAE, atende à todos os comerciantes, industriais e empresários da cidade. Lila considera o comércio local muito bom e afirma ter um grande potencial a ser explorado, mas acredita que o turismo local é o maior atrativo econômico da região. Segundo o presidente da ACIBRAZ, Brazlândia não é considerada uma cidade dormitório, porque a empregabilidade local se encontra em grande escala. A região conta com indústrias como a Bonasa, que emprega mais de duas mil pessoas. Forte comércio local,

inclusive com grandes supermercados, “Brazlândia tem vida própria, com grandes empresários que se destacam no DF. Além disso, é dotada de grandes recursos naturais, o que fomenta ecoturismo”, sintetiza. Mas nem todo mundo concorda com Lila, as opiniões entre os profissionais do comércio se dividem. O gerente comercial Édson Teixeira, acredita que falta ainda incentivo para a rede comercial em Brazlândia. “Em geral falta emprego e oportunidades para o comércio crescer. Se pudéssemos gerar mais emprego, o comércio teria um melhor desenvolvimento”. Conclui.

|Ecoturismo Nem só de agricultura vive a região, o ecoturismo é muito explorado também. Brazlândia possui um dos maiores cinturões verdes do Distrito Federal, sendo uma região de maior extensão de cerrados preservados. Entre diversas opções de lazer e turismo, a Chapada Imperial é uma reserva ecológica particular com formação diversificada. O cerrado destaca-se como o segundo bioma brasileiro em extensão territorial. Rico do ponto de vista botânico. Abrange uma área de aproximadamente 4800 hectares. A chapada imperial tem localização privilegiada e encontra-se no ponto mais alto do Distrito Federal. Ela está, a 1342 metros e a 50 Km do centro da Capital Federal. Uma joia.

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Almoce Con A

presidente da Comissão de Direitos Humanos, Ética e Decoro Parlamentar, deputada Celina Leão, é de família política de Goiânia. Cresceu em meio à luta feminista da mãe, que sempre militou em várias questões a favor das mulheres. Ela conta que, em certo momento, sua mãe e um grupo feminista, por falta de espaço para abrigar mulheres vítimas de violência, invadiram um prédio público exigindo atendimento do governo. “Estive no meio dessa luta de mulheres fortes que realmente reivindicavam seus direitos na questão da proteção, quando ainda não existia a Lei Maria da Penha”, conta. A deputada fala também sobre sua história como parlamentar à frente de projetos importantes da Câmara Distrital e dá sua opinião a respeito do governo atual, durante almoço com a editora chefe Liana Alagemovista e diretor executivo do grupo TEN de Comunicação, Alex Dias. QUANDO SURGIU A VONTADE DE SER DEPUTADA? Formamos um grupo de jovens, uma ONG na questão do protagonismo juvenil para que a juventude tivesse uma representatividade ideal. O que percebemos é que no país se fala muito em juventude, mas não há um atendimento adequado. O jovem chega à maioridade sem a devida oportunidade, sem a devida capacitação, e passa a juventude sem nada. Então, junto a outras entidades, em 2005, conseguimos que o presidente Lula criasse a Secretaria Nacional de Juventude. Aqui no Distrito Federal foi criada a Secretaria de Estado de juventude, da qual eu fui a primeira secretária. PORQUE DECIDIU TROCAR O PMN PELO PSD? Eu fiz a opção de mudar porque era o momento da criação de um grande partido e achei que precisava de uma independência política.

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VOCÊ PRETENDE SER DISTRITAL? Acho que é cedo ainda para falar. Eu tenho outros projetos, mas para 2014, somente com as pesquisas é que poderei ver minha popularidade. A nossa cidade esta vivendo uma crise muito grande, com a falta de liderança, então, o que não falta são candidatos. QUAL O OBJETIVO DO PROJETO DE LEI 932/2012, QUE REGULAMENTA O ACESSO À INFORMAÇÃO NO ÂMBITO DO DF? Eu fui relatora desse projeto tão importante. Gostaria de parabenizar a presidente Dilma pela coragem de criar algo tão audacioso. Acho que ele dá a devida transparência. Nós precisávamos de uma regulamentação aqui e com a comissão melhoramos muito o projeto. Colocamos um capítulo para fiscalização legislativa. Colocamos, também, emendas parlamentares e acredito que é um avanço. Espero que sejam executadas. Na Câmara Distrital, antigamente, somente o parlamentar podia fazer um requerimento de informações. Hoje qualquer cidadão pode fazer uma pergunta ao governo e ele é obrigado a responder. E A RESPEITO DO DESCONTO DADO A QUEM PAGA O IPVA À VISTA? Em 2012, o governo não encaminhou a pauta venal para a Câmara e toda a sociedade ficou sem esse desconto. Então, fizemos um projeto de lei que, agora, independente de qualquer governo, é um direito garantido, permanente, para o cidadão. Pagou à vista, 5% de desconto. Isso faz com que as pessoas sejam proativas com os pagamentos. Isso tudo é muito bom.


nosco Com Celina Leão

SOBRE A QUESTÃO DA COMPENSAÇÃO DO ICMS E DO ISS, HÁ ALGUM PROJETO DE LEI? Quando você tem um crédito com o governo, esse crédito tem que ser aproveitado sim. Se você tem crédito de ISS e falta ICMS, você poderia fazer uma compensação, e vice versa. Nosso projeto é nesse sentido. Até porque, a pessoa jurídica a quem você deve pagar é o GDF. Então, por que penalizar um empresário que muitasvezestemumcréditodeICMSouumcréditodeISS,fazendo-o pagar um imposto sendo que ele possui crédito tributário? NO QUE CONSISTE O PLANO DE PRESERVAÇÃO DO COMPLEXO URBANÍSTICO DE BRASÍLIA? O PPCUB é muito importante porque define tombamentos, gabaritos das áreas tombadas. O PPCUB e a Lei de Uso e de Ocupação do Solo (LUOS) são leis similares, mas uma trata só da área tombada e a outra trata de toda área do Distrito Federal.

A QUE VOCÊ ATRIBUI O ENGESSAMENTO NO GOVERNO? É um governo que não tem comando. O governador Agnelo passou muito tempo se defendendo de muitas acusações, além de responder a vários processos no STJ. Acho que o governo ficou com muitos problemas. Ano passado, toda hora havia uma emergência, então ele não conseguiu governar. Este ano, está um pouco mais calmo, mas ainda com muita falta de gestão. Você percebe que o governo não anda na velocidade que a sociedade gosta-ria que ele andasse. O que eu percebo como parlamentar é que nós vamos ter uma alternância de poderes aqui no Distrito Federal.

QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O GOVERNO ATUAL? Nossa atuação parlamentar é de muita postura, independência e de embate. Eu vejo um governo que não tem marca, que pode terminar deixando a saúde um caos e a segurança pública em crise. Temos também a classe dos professores que o apoiou tanto e agora está insatisfeita. Um governo que combateu as invasões, hoje está com o Catetinho quase todo invadido há dois anos. O EstádioNacional,porexemplo,éumaobraquestionável. Apopulação quer saúde e educação.

Serviço: Restaurante El Negro CLN 413 Bl C s/n sl 3/13 - Brasília - DF, 70876-530, Brasil (61) 3041-8775 www.elnegro.com.br TENDÊNCIAS E NEGÓCIOS ::

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CULTURA

Grupo Aruê Intercâm

O

grupo já existe em Brasília há vinte anos. Originalmente começou com o Adílson Capoeira, posteriormente denominou Brasília Capoeira e hoje, o Aruê é a junção de cinco contramestres que dão continuidade a um trabalho que tem a proposta de difundir a capoeira de uma forma cultural, desportiva e como meio de sociabilização em várias áreas de atuação no Brasil e no exterior. Hoje o grupo tem uma filial na Espanha. A capoeira, segundo o coordenador do grupo Leonar-do Quaranta, tem duas vertentes, uma africana e outra brasileira, porém a mais aceita é a que se originou no Brasil. A cultura trazida pelos negros africanos no período da colonização portuguesa, com o passar dos tempos adquiriu estilo próprio, caracterizadamente brasileiro. Contudo, a cultura africana não é somente a capoeira, dela também faz parte o maculelê, o samba de roda e a puxada de rede, que já estão integradas à cultura brasileira e desenvolvidas pelo grupo. Todos os anos o Grupo Aruê faz um trabalho voltado para a comunidade. São oficinas, cursos e palestras com mestres habilitados em cada tema apresentado. “Agora a gente está realizando um evento de âmbito internacional. Vêm capoeiristas de todo o Brasil e do exterior para desenvolver atividades como: dança, musicalidade, instrumentação e de história afro, especialmente, história da capoeira”, explica. É importante ressaltar que a capoeira não é uma dança

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e nem apenas um esporte, mas uma manifestação cultural. Recentemente tombada como patrimônio cultural brasileiro a capoeira é hoje, segundo o coordenador, uma divulgadora cultural brasileira no exterior. “Resistência é a maior característica da capoeira. Uma arte onde a gente consegue desenvolver várias atividades, e isso é o que a difere das outras artes marciais. Além disso, a capoeira é também um meio de inclusão social, sem limite de idade. Ela trabalha com toda faixa etária, independente de sexo, etnia, religião ou nível social”. De acordo com a visão de Leonardo, em Brasília, a atividade é bem aceita, apesar de ainda sofrer preconceitos diante de uma parte da sociedade. Quem trabalha com a capoeira percebe que quando os interessados buscam patrocínio, observa certa resistência. Ele acredita que essa cultura ainda não é valorizada como deveria ser. “Infelizmente, ainda hoje existe uma visão errada sobre a capoeira. Ela ainda é muito marginalizada. Mas, acredito que, pelo fato de ser desenvolvida em várias universidades públicas, escolas e academias, em pouco tempo, essa visão deturpada pode mudar”, argumenta. Há dez anos na Espanha, André Quaranta coordena o grupo em Sevilla, onde realiza um trabalho paralelo ao Brasil, no sentido de fazer um intercâmbio cultural e assim, expandir a capoeira em parte da Europa, onde é levada de norte a sul da Espanha. Em Madri, André desenvolve atividades voltadas para a


Capoeira faz mbio Cultural A expressão cultural brasileira é bem aceita na Espanha por meio da capoeira

capoeira juntamente com outros três contramestres do grupo que completam a coordenação geral do Aruê Capoeira. Segundo André, a responsabilidade é grande, apesar das dificuldades, entre as quais a da comunicação, pois nem todos dominam ainda o idioma espanhol. Por parte dos espanhóis existe a dificuldade em relação à aceitação da cultura. Apesar de saber que o processo é lento, o coordenador é otimista em observar o avanço do trabalho. “As dificuldades são grandes, principalmente no início, mas hoje já colho

os frutos. Temos instrutores e professores espanhóis graduados que falam o português e vêm ao Brasil com frequência para aprimorar a cultura”. André diz que o consenso entre os contramestres do grupo, a união entre os alunos, tanto espanhóis como brasileiros, o bom relacionamento e o intercâmbio cultural, são os responsáveis pela resposta positiva do trabalho desenvolvido pelo Grupo Aruê Capoeira.

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EMPREENDEDORISMO

O melhor marketing

M

Empreendedores que investiram em marketing de rede, afirmam que fazem bons negócios

MN ou Marketing Multinível, também conhecido por Marketing de Rede ou Marketing de Relacionamento, é um sistema derivado de vendas diretas. Este sistema em forma de rede (networking) é um sistema de marketing caracterizado pela formação de uma rede de contatos por meio de indicações de novos consumidores e distribuidores, por parte dos antigos. Para facilitar o entendimento, podemos dizer que Marketing Multinível é a velha e boa propaganda boca a boca, só que remunerada. Quando se usa um produto de boa qualidade, é natural querer transmitir aos amigos, e esses também passam a consumi-lo. É a partir dessa maneira simples que funciona, só que a empresa paga para o multiplicador, ou seja, para aquele que, de certa forma, convence ao amigo adquirir o produto em questão.

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O empreendedor em MMN, Gabriel Luiz Clemente, informa que o mecanismo é responsável pela divulgação do marketing empresarial que movimenta o capital por meio de clientes ou vendedores fidelizados. Segundo Gabriel para participar desse empreendimento é necessário que o empreendedor faça um investimento inicial que varia de empresa para empresa, que será convertido em um Kit com produtos e materiais informativos, o que é de fundamental importância para o início do trabalho. O investidor possui diversos benefícios, entre os quais está a possibilidade de obter descontos e faturamento com a movimentação de vendas ou consumo da rede além de ganhar viagens e automóvel zero quilômetro. Tudo isso funcionando como uma renda residual. “Não podemos esquecer que o MMN é um trabalho e um negócio próprio onde as pes-


de relacionamento soas necessitam investir dedicação. O dinheiro não cai do céu, como muitos pensam. O seu crescimento é proporcional ao seu trabalho. Quanto mais, melhor o faturamento. Entretanto, o que podemos verificar é que após um tempo de negócio, as pessoas desenvolvem uma base que permite que elas usufruam de uma qualidade de vida invejável, como a tão sonhada independência financeira”, afirma Gabriel. O crédito a ser percebido pelo participante, pelo menos em algumas empresas, é totalmente discriminado em um contra cheque, onde se deduz impostos e o valor é liquidado, sendo que o empreendedor tem total segurança na percepção de seu faturamento, que é depositado em sua conta corrente. Outra vantagem do MMN, é que o participante pode continuar suas atividades sem nenhum prejuízo,

portanto, não é necessário largar emprego, faculdade ou qualquer outro trabalho para participar do sistema. “ O que eu vejo hoje é que as pessoas não tem paciência para desenvolver algo a longo prazo e acabam deixando de participar de algo grandioso por não ficarem ricas em poucos meses de negócio, sendo assim, várias pessoas imediatistas, acabam perdendo diversas oportunidades por conta disso”. Analisa o consultor. Gabriel começou a trabalhar no ramo em Julho de 2011, iniciou o negócio a partir da indicação de um amigo, e desde então, organiza equipes, que buscam conhecimento e capacitação. “Hoje sou responsável por um número elevado de participantes os quais gerencio, treino e apresento projetos intermediários perante a empresa”. Finaliza. Segundo

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Joslei Fortunado,

Joslei Fortunado, empresário e gestor financeiro em MMN, a pessoa que resolve entrar para o investimento deve ser preparada pela empresa para desenvolver seu próprio negócio baseado em uma fórmula de sucesso comprovada com possibilidade de construir uma fonte de renda crescente. Esta poderá ser inicialmente uma renda complementar e mais tarde superar, em algumas vezes, seus rendimentos atuais. “Já que a indústria da propaganda boca a boca pode redirecionar parte dos lucros para bonificar as pessoas que indicam seus produtos, por que não incentiválas a indicar cada vez mais pessoas pagando bônus em múltiplos níveis? As empresas profissionais de Marketing Multinível criaram sistemas de negócios globais e investiram pesadamente em tecnologia para facilitar o trabalho nas grandes empresas de MMN”, afirma Joslei. De acordo com o empreendedor, numa empresa tradicional, um gerente de vendas e alguns representantes de vendas são contratados. A empresa então, se vê limitada com relação ao número de

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Gabriel Luiz Clemente

pessoas que elas podem contratar, de acordo com os recursos financeiros e à salários a serem pagos. Uma vez que um gerente esteja bastante atarefado, ele pode contratar um novo gerente, ou quem sabe promover um dos representantes. Se comparado ao MMN, esse talvez seja o modelo de marketing multi largura, uma vez que a empresa cresce horizontalmente, e não verticalmente. Uma empresa de MMN começa recrutando uma pessoa, que consegue consumidores e patrocina novos representantes. Além disso, cada representante tem a opção de se tornar um gerente e patrocinar outros representantes. A empresa de Marketing de Rede não paga salários, ela paga comissões; portanto não existe limite para o número de representantes ou gerentes que a empresa pode recrutar. Isso é benéfico tanto para a empresa, devido à rápida expansão com menos risco, quanto para os representantes, pois suas rendas não estão limitadas ao quanto eles podem vender. Eles recebem comissões extras por terem treinado outros representantes.


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CURTI

De corretor a corredor Ele é um profissional bem cotado no mundo imobiliário, mas que sempre arruma tempo para pegar a estrada

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O

presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Distrito Federal, Hermes Rodrigues de Alcântara Filho (56), além da vocação para o ramo profissional que exerce, segue outra paixão, o motociclismo. Hermes é bacharel em economia, foi funcionário do Banco do Brasil por 24 anos e chegou a lecionar em universidades, quando implantou o curso superior de Tecnólogo em Gestão Imobiliária. Além da presidência no Conselho Regional de Corretores de Imóveis, ele é conselheiro do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI), conselheiro consultivo no Sindicato da Habitação (SECOVI), e representante da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis (FENACI) junto à Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL). Apesar de toda ocupação, o executivo ainda se dedica ao

Motoclube Corretores do Asfalto, em seus momentos de lazer. Hermes Rodrigues conta que este clube é o primeiro voltado para profissionais do mercado imobiliário, apaixonados por motos. “Na comemoração do cinquentenário da regularização da profissão de corretores de imóveis, quando foi a realização do II Encontro Brasileiro de Corretores de Imóveis - evento promovido pelo COFECI - foi fundado o Motoclube a nível nacional, com a presença de mais de 3 mil corretores de todo o Brasil”, relata. Todos os sábados, pela manhã, os integrantes do Motoclube Corretores do Asfalto se encontram na Harley Davidson da Asa Norte para um café da manhã, para conversar e trocar experiências, além de planejar passeios e viagens. “Sempre rola um bate e volta até alguma cidade próxima a Brasília ou até algum encontro de motos mais distante”, explica.

Hermes não tinha medo do asfalto. Em 1982, comprou uma Honda CB 400, quando fez sua primeira viagem com um amigo de infância, seguindo o percurso Brasília/Rio/litoral e São Paulo/Vitória/Brasília. A moto dos sonhos veio um pouco mais tarde, em 2007, uma HarleyDavidson Fat Boy. De viagens nacionais a internacionais sobre duas rodas, o corretor de imóveis já viajou sozinho e com amigos, mas revela que a viagem mais marcante foi com a filha, Carolina, até Cuiabá (MT). Na Flórida, Hermes passeou com os amigos pela Key West e pretende, em 2013, fazer a rota AtlantaNew Orleans, uma viagem à Europa e a famosa Rota 66, destino dos aficionados pelo motociclismo. Em uma das viagens realizadas, na volta de Caldas Novas, ocorreu um fato inusitado. “Atropelei um tatu numa curva, mas, graças a Deus, nem o tatu, nem a moto e nem eu, nos machucamos”, conta com humor o corretor de imóveis. Para o motociclista, há uma correlação entre sua profissão e o motociclismo. “As alegrias, conquistas, riscos, aventuras, perigos e experiências que o motociclista enfrenta são, relativamente, as mesmas que o profissional de intermediação imobiliária tem. O sucesso de ambos é fazer tudo de coração”, destaca Hermes Rodrigues, que ainda acredita que para tudo há um propósito e, hoje, com as decisões que tomou na vida, se sente cada vez mais realizado.

De acordo com o corretor e motociclista, está no estatuto dos Corretores do Asfalto a determinação para o desenvolvimento de atividade relativa ao serviço social, a exemplo do CRECI-DF, para ajudar entidades carentes. “Todos nós temos o compromisso da responsabilidade social que nos cabe”, afirma Hermes Rodrigues. Tudo começou com uma Honda CG 125, em 1977. O pai, médico anestesista e legista, por conhecer histórias de vítimas de acidentes nos hospitais, era contra, mas

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Vinho teNdÊNcia

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rasília parece ter sido construída para a estação do verão. Os monumentos desenhados por Oscar Niemeyer recebem e emanam a luz majestosa do sol, numa composição extraordinária entre as gramas frescas e o azul intenso do céu. Porém, essa época do ano não costuma ter o glamour do inverno. As roupas são mais coloridas e as comidas são mais leves.

Mas o que dizer das bebidas? Muita gente pode até pensar imediatamente naquela cervejinha do final de tarde, à beira de alguns dos maravilhosos bares e restaurantes do Plano Piloto. Mas, para quem prefere uma opção mais sofisticada, ressurgiu uma tendência para os dias mais calorosos. Os vinhos brancos já tomam o lugar que antes eram da cerveja. Em todo o Brasil, também já virou mania trocar a tradicional latinha pela taça de espumante. O aconselhável para os dias de maior calor são os espumantes, vinhos brancos e rosés. Mais leves, acompanham, também, comidas que não pesam muito no organismo. Duas características incomuns entre espumantes, vinho branco ou rosé é a acidez, que deixa a bebida com um paladar mais refrescante.

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Já a temperatura alta, pede uma bebida com a temperatura mais baixa. Portanto, podem ser servidas de 5°à 8° , diferente dos demais vinhos, que necessariamente exigem temperaturas mais próximas ao natural. Vinho rosé, branco ou espumante - No Brasil criouse uma lenda de que vinho branco não é vinho e que vinho Rosé é o pior que resta do vinho. De acordo com o fundador e instrutor da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), Marcus Rachelle, havia um problema muito sério com a qualidade do vinho rosé, que era feito com as uvas que sobravam da produção do vinho tinto. Por isso esse mito. Mas, há aproximadamente 20 anos, o perfil da bebida mudou, por causa do processo de produção. “O vinho rosé, hoje, tem o seu espaço à mesa”. As uvas já são selecionadas propriamente para a produção da bebida. Marcos conta que muitas pessoas ainda têm preconceito ao vinho rosé, já que o tinto traz mais benefícios à saúde. Porém, o sommelier adverte que tomar um vinho tinto pesado em um dia quente, ao invés de benefício, pode trazer malefícios. O conselho é tomar vinho branco. “Quem bebe vinho branco,


branco, rosé ou espumante Uma tendência dos anos 90 ressurge com força total no verão brasiliense são as pessoas com maior conhecimento de vinho. Os iniciantes, realmente, acabam indo para o vinho tinto”, analisa. Já o sócio-proprietário da loja especializada em vinhos em Brasília, a Art Du Vin, Gentil Dias Júnior, explica que o carro-chefe da loja é o espumante nacional que, atualmente, possui cerca de 80 por cento de consumo, seguido por espumantes internacionais e vinhos tintos importados. Para ele, “o espumante nacional têm aumentado muito a qualidade e tem um custo benefício muito interessante.”

|Produção Nacional O Brasil ainda está engatinhando quando o assunto é o mercado de vinhos. O vinho, e mais precisamente o vinho branco e rosé, tomaram força no País a partir dos anos 90. De acordo com o Grupo de Trabalho da Cadeia de Vinho – formada pela Abras, ABBA, Abrabe, Uvibra e Ibravin*, o País possui, atualmente, um consumo de aproximadamente 2 litros per capita. A proposta é que a produção aumente para 2,5 litros per capita até 2016. A grande vantagem do mercado de vinhos no Brasil é a cultura eclética. De acordo com Marcos Rachelle, o brasileiro é um grande conhecedor e consome produtos importa-

dos do mundo inteiro. Ele explica que na Europa, por exemplo, só é possível encontrar rótulos de bebidas produzidas nos próprios países. “Nós tomamos vinho do mundo inteiro, só que precisamos estudar um pouquinho mais e deixar de lado tabus impostos por nós mesmos, ou por alguns críticos mundiais. Cada povo tem as suas características e paladar.”

|Art Du Vin A loja Art Du Vin, que fica na QI 3 do Lago Sul, está há quatro anos no mercado brasiliense e atende cerca de 200 restaurantes e buffes na cidade. Com a abertura do mercado de vinhos, a distribuidora já se prepara para o varejo. Todos os produtos vendidos na loja possuem distribuição exclusiva no Distrito Federal. Além de variados rótulos nacionais, a Art Du Vin vende, também, vinhos importados da Argentina, Chile, Itália, França, Líbano, Marrocos, Túnisia, dentre outros, com preços que variam de R$25 a R$1.300. * ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), ABBA (Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Bebidas). Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas). Uvibra (União Brasileira de Vitivinicultura) e Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho).

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teNdÊNcia

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charmoso vinho tinto, rico em polifenois ou compostos fenólicos que estão presentes nas cascas e nas sementes das uvas vermelhas e que possue ação antioxidante, está perdendo espaço na mesa dos brasileiro, que estão se deliciando com o vinho branco e com os borbulhantes espumantes. Entre 2005 e 2010, o consumode vinho branco no país cresceu 65% e chegou até 16,8 milhões de litros, proveniente tanto do mercado interno, como das importações. Em 2010, o aumento foi de 17%, impulsionando as vinícolas, o que pode levar o consumo brasileiro a 50 milhões de litros. Para ajudar o mercado, até o preço tem ajudado nas vendas, além disso, no verão os vinhos mais leves, como os brancos, rosés, espumantes e frizantes são a escolha certa. Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho, o consumo de espumantes no verão tem crescido entre 10 a 15% ao ano.

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Mas apesar da febre do consumo de espumantes durante o verão, os setores vitícola e supermercadista gaúchos apostam na comercialização de vinhos brancos para aumentar em 20% as vendas do produto no mercado brasileiro. Em 2012, o consumo de vinho branco fechou em 5 milhões de litros, cerca de 25% de um total de 19 milhões de litros de vinhos finos consumidos. O preferido dos brasileiros nests época são uvas leves, como a Gamay e a Pinot Noir, Chardonnay, Moscato, Sauvignon Blanc e Riesling. Quem quer se refrescar sabe que o vinho branco, possui um menor teor alcoólico, o que favorece o consumo da bebida como aperitivo. Ele é leve e também é ideal para consumo quando harmonizado com carnes brancas, peixes e até mesmo com o churrasco. Assim, quem quer variar, se refrescar e estar na moda, o mercado está oferecendo vinhos finos, que prometem mudar o hábito do nosso tropical país.


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POLÍTICAS PÚBLICAS

GDF lança Cartão Material Esco

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nício de ano letivo significa pesquisas, compras e muita dor de cabeça, pelo menos pra quem tem filhos na escola. Geralmente, as listas são intermináveis e a procura por material escolar é grande. Mas para atender a demanda, as papelarias fazem algumas estratégias de marketing como: promoções, publicidades e, principalmente, contratação de funcionários temporários. De acordo com Augusto Quartin, diretor de marketing da papelaria ABC no SIG, nesse período, para encontrar o produto mais rápido, até a arrumação da loja é modificada. Devido a demanda, a necessidade de contratar novos funcionários aumenta em 40%. Mesmo sendo para serviço temporário, muitos desses são efetivados para o quadro funcional, dependendo do esforço de cada um. Augusto informou também que neste ano o GDF tem novidades, que é o Cartão Material Escolar. A iniciativa é um meio de atender necessidades de beneficiados do programa Bolsa Família. O beneficiado recebe um cartão com determinado crédito e pode adquirir o material junto às papelarias credenciadas.

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O GDF abriu o ano letivo do sistema público de educação em cerimônia no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Em seu discurso, o governador Agnelo Queiroz anunciou o lançamento do Cartão Material Escolar, destinado a 130 mil alunos da rede, atendidos pelo Bolsa Família no DF. Coube ao secretário da pasta, Denílson Bento da Costa, explicar como será a implantação do Currículo em Movimento da Educação Básica, que ainda gera muita dúvida entre professores e profissionais de educação. As aulas nas 652 escolas da rede começaram com mudanças nos ensinos fundamental e médio. Em seu discurso, Agnelo Queiroz anunciou a concessão de créditos de até R$ 323,00 aos alunos da rede pública integrantes do programa Bolsa Família, do governo federal. A partir de 25 de fevereiro, o Banco de Brasília (BRB) vai distribuir os cartões às famílias, que poderão utilizar o crédito para a compra de material escolar nas papelarias cadastradas. “Nossa iniciativa visa melhorar a qualidade e o acesso à educação, especialmente ao público do Bolsa Família. Além disso, esperamos fomentar as pequenas e microempresas do ramo, que serão


olar em abertura de ano letivo cadastradas em todas as cidades”, afirmou Agnelo. Segundo o Secretário de Educação, Denílson Bento da Costa, o encaminhamento da proposta de currículo tem como propósito nortear a aprendizagem, o cotidiano, as regionalidades e as especificidades. A proposta é para que pais, professores e alunos te-nham oportunidades por meio de um currículo que esteja mais próximo a realidade. Para Denílson é importante que se faça uma política de estado e não de governo, no sentido de assegurar melhorias, atender necessidade e mudança na educação. “Para os alunos carentes que recebem o Bolsa Família o governo pretende resgatar a cidadania e evitar discriminação social dos jovens e dessas famílias por causa do Cartão Material Escolar”. Ele ainda anunciou a realização, no meio do ano, de uma conferência distrital que servirá para professores e diretores avaliarem o sistema e para se validar a nova proposta curricular. Ainda não há definição de data para o evento. O Cartão Material Escolar será distribuído pelo Banco de Brasília (BRB), a partir de 25 de fevereiro, entre os quase 130 mil alunos da rede pública atendidos pelo Bolsa Família, do governo federal.

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ATUALIDADES

AMIGOS DO LA R

ecentemente, para avaliação de seus candidatos a emprego, algumas empresas valorizam o trabalho voluntário. Até as instituições financeiras, aos poucos, incluem na análise de pedidos de financiamento de grandes projetos, termos de responsabilidade socioambiental. Embora, essas iniciativas apareçam como discurso de marketing, elas podem significar estratégias de melhoria efetiva para as condições de vida da população ou para o uso sustentável dos recursos naturais. É preciso comemorar um início de mudança de comportamento. De acordo com o sociólogo e ambientalista Guilherme Scartezini, a verdade é que sem distribuição de renda e sem o uso sustentável dos recursos naturais, o consumo compulsivo e produtos descartáveis revelam-se altamente insustentáveis. “Se hoje todos os cidadãos tivessem condições de adotar o padrão de consumo dos americanos, nosso planeta precisaria triplicar de tamanho para atender as necessidades de consumo”. Anuncia o ambientalista.

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Para Guilherme, é necessário adotarmos um urgente modelo de desenvolvimento socialmente justo e ecologicamente sustentável. Porém, promover um modelo de desenvolvimento é hoje coisa para governos, grandes bancos e empresas, fora do alcance da sociedade comum. Então, o que fazer? A resposta a essa pergunta é uma máxima dos ecologistas: Pense globalmente e haja localmente. Foi assim que em 2011, quatro amigos que tinham em comum a paixão pelo Lago Paranoá, preocupados com o risco de assoreamento e poluição provocado pela expansão urbana em suas margens e de seus tributários, resolveram botar a boca no trombone. A primeira iniciativa foi criar uma página na internet: www.amigosdolagoparanoa.com.br . Ali foram feitas críticas e reflexões. A surpresa foi o rápido crescimento do número de acessos ao site, foi um indicador


AGO PARANOÁ O trabalho coletivo em defesa do uso público e sustentável da água

da preocupação população pelo lago. Particularmente pela segurança dos usuários e dos contantes acidentes com embarcações como o Imagination, que afundou em maio de 2011, matando nove pessoas. Ao longo de 2012, a estratégia para defender a bandeira do uso público e sustentável do lago veio com a divulgação de debates, projetos e iniciativas que contribuíam para esse fim. Com esse objetivo, foram produzidas várias reportagens sobre o decreto de segurança, ocupação e uso do Lago Paranoá, que está sendo criado pelo GDF e que inclui a construção de infraestrutura em suas praias; a construção dos terminais de embarque de passageiros, o trabalho de fiscalização hidrossanitária da CAESB e a atividade de aluguel de caiaques, stand up e outras embarcações que levam muitas pessoas a frequentarem o lago. Tudo isso em benefício da população que poderá vivenciar o lago, em toda a sua extenção, sem gran des riscos.

Ainda de acordo com o ambientalista, os brasileiros têm o privilégio de possuírem uma cultura popular rica em tradições de trabalho coletivo. No Brasil rural, antes da mecanização agrícola, os mutirões na época das colheitas eram frequentes, mas hoje é diferente. Atualmente, a agricultura familiar e a pesca artesanal no litoral agrega pessoas em torno de um só objetivo. O que nãoa contece com frequência no ambiente urbano. Nos países onde a transição da população da zona rural para a zona urbana ocorreu ao longo de muitas décadas e a desigualdade de renda não é tão grande como no Brasil, a urbanização não separou tanto os cidadãos e a cultura teve tempo de se adaptar a vida nas cidades. “Mas aqui essa transição ocorreu em mais de uma década, dos anos 1950 aos anos 1970. O trabalho coletivo, as manifestações espontâneas de solidariedade e os mutirões quase desapareceram, mais nos grandes centros que nas pequenas cidades. Queremos reviver essa forma de atuação para o bem comum”, finaliza.

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2013

PRIZE

ATUALIDADES

“Só basta uma pessoa querer, dar um passo à frente e começar a caminhar”. É com esta determinação que cinco estudantes resolveram se dedicar ao maior prêmio de empreendedorismo social disputado por grandes universidades internacionais

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o mês de março, cinco alunos da Universidade de Brasília vão para São Francisco, Califórnia, participar da maior competição global de empreendedorismo social. O Hult Prize irá premiar a equipe que elaborar o melhor projeto do tema: Segurança alimentar em favelas urbanas. Os alunos já estão competindo nas regionais entre as 40 melhores equipes por US$ 1 milhão, financiados pela Fundação Bill Clinton. No total, 350 faculdades e universidades de mais de 150 países diferentes entraram na competição deste ano. O estudante de administração da universidade, Felipe Paraguassu, conta que o processo de inscrição girou em torno da análise curricular e da produção de ensaio sobre o tema macro lançado entre novembro e dezembro de 2012. “A ideia é saber como construir um projeto para combater a crise mundial de alimentos. Com esforço fomos aprovados”, comemora. Ele acredita ainda, que há como provar a possibilidade de aliar o impacto social ao retorno financeiro. “Não importa a sua idade, mas o tamanho dos seus sonhos. O prêmio é um convite a outros jovens para empreenderem”, ressalta.

Outra equipe, de São Paulo, também está na competição. “Estamos apenas iniciando um trajeto, um caminhar diferente de jovens que querem empreender. Notamos um crescente movimento de pessoas interessadas em saber mais sobre o projeto e apoiar as ideias e soluções, querendo saber quando será o próximo”, relata o estudante de engenharia de energia, Filipe Masstarléz. Já no dia 27 de fevereiro, a equipe chega a São Francisco com o projeto pronto. Entre os dias primeiro e dois de março, eles farão apresentação à banca, para serem aprovados. Em julho, os estudantes seguem para uma aceleradora em Boston para solidificar a empresa. A final será em Nova York. “A concorrência está em um nível muito elevado. Estamos lidando com universidades de renome, sendo que a maioria dos estudantes possue MBA. Ainda assim, confiamos no nosso diferencial. Apesar deles terem

arcabouço técnico, nós temos conhecimento através da realidade”, afirma o estudante de economia da UnB, Marcus Moreira. Entre os alunos representantes do Brasil, está Pedro Lício, estudante de economia, que fez contato com o ex-ministro da Fazenda, Paulo Haddad para buscar mais incentivos. Lício e os outros se conheceram na maior organização estudantil com foco social e desenvolvimento de jovens empresários do Brasil, a AIESEC. “Todos nós já tínhamos essa veia empresarial. Alguns, inclusive, já haviam participado de empresas juniores. Conhecemos o prêmio e o tema combinou com o nosso objetivo naquele momento”, conta o estudante de administração, Lear Valadares. Além dessa etapa, é a vez do ranking das principais favelas urbanas, a começar pela Ásia, depois a África Subsaariana, em seguida, a América Latina. O projeto será baseado na cultura local, como pensam os consumidores e, a partir daí, como construir um plano de negócios nesta região.

|De onde vem o incentivo Quem está patrocinando a ida dos estudantes é a empresa CDS (Condomínio de Soluções Corporativas), preocupada com a sustentabilidade. A instituição acredita no empreendedorismo e na contribuição social. “A nossa empresa também nasceu dentro da UnB com um grupo de estudantes de administração. Nosso presidente já presidiu também a Associação de Jovens Empresários (AJE)”, conta o diretor executivo, Aclair Braga. De acordo com o diretor, a empresa arcará com todos os investimentos necessários para que o projeto seja realizado. A gerente de Recursos Humanos da CDS, Lígia Silva, confirma que a empresa não é preocupada apenas com o ganho financeiro e esclarece que, além desse projeto, apoia as instituições de ensino levando conhecimento em termos de tecnologia e na parte comportamental. Segundo Lígia, a resposta de

apoio aos estudantes indicados ao prêmio Hult foi imediata. “O projeto é inovador e a CDS acredita nele”, finaliza.

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U R CO

Filme CRU de Jimi Figueiredo vem conquistando o público de festivais de cinema por todo o país. Baseado na premiada peça de teatro de Alexandre Ribondi, CRU relata a história de um forasteiro que contrata os serviços de um matador de aluguel em um açougue perdido no interior do Brasil. Nos ricos e elaborados diálogos do filme, a história começa a aparecer, como um quebra cabeças, prendendo a atenção do público que, como os personagens, vai desvendando os mistérios que ficaram perdidos no passado. Com uma qualificada equipe técnica e um elenco primoroso, o filme ganhou dois prêmios de melhor ator para os três atores principais (Festival de Cinema Guarnicê, MA, 2012 e Festival de Cinema de Maringá, PR, 2012), Sergio Sartório, que interpreta o matador de aluguel Cunha, Chico Sant’Anna, o forasteiro Zé e André Reis no papel de Frutinha, dona do açougue. O filme conquistou também o prêmio de melhor longa metragem no Festival de Brasília em 2011 e melhor filme de ficção no Festival de Cinema Guarnicê, no Maranhão, em 2012, que ainda premiou a melhor direção de arte, de Ricardo Movits e a melhor trilha sonora, de Assis Medeiros e Jorge Brasil. Vale destacar a belíssima fotografia de Alexandre Magno, que nos brindou com um visual de faroeste brasileiro intimis-

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ta e sombrio. O filme foi produzido pela CinemaCinema, AKY Filmes e Alexandre Magno Fotografia. Com tantos prêmios acumulados e tantos fãs pelo Brasil, CRU finalmente chega às telonas graças à Secretaria de Cultura do GDF com o FAC (Fundo de Apoio à Cultura). O filme ganhou o edital de lançamento em 2012 e já está programado para abril o lançamento de CRU nos cinemas das principais capitais do país. Vamos aguardar para conferir na telona um dos melhores filmes independentes já produzidos no Brasil.


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Deputado federal Tiririca novamente cantor...

Moral Baixa

O deputado federal Tiririca (PR-SP) está querendo mudar de carreira novamente. Desta vez, ele quer voltar a ser cantor. Por isso resolveu lançar um novo CD “Direto de Brasília”, cuja capa é uma foto do artista em uma Brasília amarela. O trabalho conta com 13 músicas de composição própria. A canção mais esperada é a “Estou no Poder”, que fala da sua vida no Congresso. No seu forró, ele ataca: “Eu estou no poder, todo mundo está vendo. Eu cheguei ao poder, todo mundo está vendo. Eu cheguei no poder e agora estou podendo. Me criticaram bastante, disseram que eu não sabia ler. Fizeram muitas fofocas que eu não sabia escrever. Fiz o teste e passei e todo mundo viu, e os que me criticaram vão pra...”.Eleito com a maior votação do país, o parlamentar ainda se sente deslocado ao lado dos colegas, que o acusaram de analfabeto.

Eike Batista anda de moral baixa. O empresário viu seu nome despencar ladeira abaixo da 7ª para a 100ª posição na nova edição da lista de bilionários da revista Forbes, que continua tendo o mexicano Carlos Slim como o homem mais rico do mundo. Eike amargou uma perda de US$ 19,4 bilhões – maior prejuízo do ano, por causa da desvalorização das ações das suas empresas de mineração, energia, e construção naval, ou seja, apostou feio! Agora, outro brasileiro vem se destacando. Jorge Paulo Lemann aparece em 33º lugar, com uma fortuna de US$ 17,8 bilhões. A empresa alimentícia Heinz, a rede de fast-food Burger King e a Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, são alguns dos investimentos.

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Rede Sustentabilidade

Carga Tributária

A eterna candidata dos ambientalistas não está nada satisfeita com o governo de Dilma Rousseff (PT). Ela acha que a presidente deveria ter uma visão mais estratégica do país. Para a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, nem Dilma, nem PT e nem PSDB não foram capazes de entender que o desafio do Brasil é mudar seu modelo de desenvolvimento. Marina Silva, tenta formalizar um novo partido, “Rede Sustentabilidade”, para brigar com Dilma pela eleição de 2014, a quem chama de gerentona. Marina afirma que não tem medo das urnas e que seu partido será capaz de agregar ambientalistas e empresários em prol da sustentabilidade e crescimento brasileiro. Dilma, por outro lado, não rebateu as críticas e continua fazendo seu papel de durona, angariando fãs por aí e desafetos também...

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). A carga tributária brasileira subiu em 2012 e alcançou um recorde de 36,27% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2011, o índice estava um pouco aquém, 36,02%, ou seja, alçamos um crescimento de 0,25 ponto percentual. O estudo do IBPT concluiu que a arrecadação tributária chegou a R$ 1,59 trilhão em 2012, contra R$ 1,49 trilhão registrado em 2011. Com isso, cada brasileiro pagou em média R$ 8.230,31 em impostos no ano passado, um aumento de R$ 460,37 ou de 5,93% em relação a 2011 (R$ 7.769,94). A arrecadação pode apontar um aumento significativo no poder de compra dos brasileiros, impulsionando o comércio. Nos últimos dez anos, a carga tributária cresceu 3,63 pontos percentuais, com média de 0,36 ponto percentual ao ano, aponta o estudo.

Ditadura Militar

Caça Talentos

Apesar de ter sido guardado a sete chaves até hoje, o governo vai finalmente conseguir en-viar ao Arquivo Nacional todos os documentos produzidos pela ditadura militar que assolou o Brasil entre os anos de 1964-1985. Esse é um grande passo da Comissão Nacional da Verdade criada pela presidente Dilma Rousseff para elucidar violações aos direitos humanos. Com isso, o público poderá ter acesso ao material de intrigas e acusações, selando a transparência anunciada. O arquivo foi produzido por autoridades do regime militar, incluindo os então ministros das três Forças Armadas, da Fazenda e da Justiça e do general Golbery do Couto e Silva (1911-1987), um dos conspiradores do golpe de 64, que ocupou a pasta de 1974 a 1979.

Parece que o Brasil não está sozinho na caça de talentos e gente capacitada que queira trabalhar, mesmo com sua política assistencialista que anda na contramão dessa demanda. Nosso país está na 7ª posição, entre os países com maior dificuldade de contratação. Segundo o levantamento da Hays Global Skills Index de 2012, esse resultado está de acordo com a posição de uma economia emergente que sofreu um crescimento voraz e que não teve tempo para se preparar para a demanda. Para o Brasil, a maior dificuldade diz respeito à legislação trabalhista, a inflexibilidade do mercado de trabalho, dificuldades com relação ao trabalho temporário e jornadas flexíveis, educação, além da burocracia para a contratação de estrangeiros.

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por conta do cliente. Já a parte final, que vai

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twittada mÍdias sociais

Pelo menos o Chavez do bem, aquele do SBT, continua vivo. E Chavez por Chavez eu sempre gostei mais dele.

Queria apenas registrar minha tristeza. E deixar meu carinho a todas as famílias envolvidas nesta irresponsável tragédia em Santa Maria.

1

Aguinaldo Silva @aguinaldaosilva Luciano Huck @LucianoHuck

Todos amavam o homorista e comediante Roberto Bolaños, o atrapalhado garoto Chaves. Mas aproveito para lembrar do humorista Chico Anysio, que não foi somente um entre nós, mas várias personalidades que nos fizeram rir...

2 Pq Carlinhos Beauty, cabeleireiro das rycas de Brasília, está fazendo a íntima com Dado ao vivo? Não sabe quem é? http://is.gd/2vKpd Lyndo

O Banco Central acha q aproxima as classes sociais fazendo a nota de R$ 2 e R$ 100 absolutamente iguais?

3 Rafinha Bastos @rafinhabastos

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Nós do grupo TEN de Comunicação estamos felizes de contar com o Beauty e seu alto astral!

Marcelo N @neozeitgeist

5

@lucastib Companheiro, sempre que tenho tempo acompanho tudo que se fala aqui, mas, os dias estão corridos, muita coisa a fazer! Desculpe!

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Agnelo Queiroz@AgneloQueiroz


ten

por Liana Alagemovits @ lianaalagemovits twitter das pessoas comentários TEN

Circuito da Feira do Empreendedor terá 11 edições em 2013. Quer saber se sua cidade está na lista? Acesse http://goo.gl/NskeM

Enganaram-se os que pensavam que o STF (Supremo Tribunal Federal) iria ter um negro submisso, subserviente Somos todos iguais!

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Joaquim Barbosa@JoaquimBarbosa

A responsabilidade de um parlamentar é defender a sociedade e não interesses comerciais!

A liberdade de imprensa é um grande instrumento para isso!

Deputado Reguffe @Reguffe

Segredos e truques de maquiagem!! http://goo.gl/R9gQd http://fb.me/1qKxHkqqc

7

Sebrae @sebrae

Glória Pires @PiresGloria

9 You are water. I’m water. We’re all water in different containers. That’s why it’s so easy to meet. Someday we’ll evaporate together.

Yoko Ono @YokoOno TENDÊNCIAS E NEGÓCIOS ::

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Nosso primeiro almoço foi um sucesso. Esperamos você nos próximos.

A proprietária da Diniz Prime, Leila Diniz (D), acompanhada pela diretora-presidente das Óticas Diniz Brasília, Aline Diniz (E) e entre elas o Presidente do Grupo G15, Joel Jorge Filho.

Com empresários de diferentes segmentos, o G15 começou 2013 realizando um grande evento. Para os próximos, contamos com sua presença para ampliar relacionamentos e principalmente para fechar novas oportunidades de negócio. Você é fundamental para

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continuarmos crescendo. :: TENDÊNCIAS E NEGÓCIOS


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ACOMPANHE PROGRAMA TENDÊNCIAS NEGÓCIOS TV BRASÍLIA

Liana Alagemovits

Alex Dias

Programa Tendências e Negócios

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domingo, às 13h30 TV Brasília e NET www.tendenciasenegocios.com.br :: TENDÊNCIAS E NEGÓCIOS


Ed 11  

Edição 11 Tendencias e negócios

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