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Primeiro Caderno - 1

Novembro/2011

CONGRESSO DO MINISTÉRIO DA MULHER ENVOLVE MAIS DE 5 MIL PESSOAS

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IDEIA PARA ADOLESCENTE

Novembro/2011 - Ano VI - Nº 75 - www.jornalorion.com - Edição Mensal - Distribuição Gratuita

Inauguração do Centro de Treinamento de Desbravadores ADVENTISTAS NOMEIAM DOIS VICE-PRESIDENTES PARA A AMÉRICA DO SUL

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Atleta adventista é recordista nacional e entra para o Rank Brasil PARA CRISTIANO “ESSA É UMA FORMA DE FAZENDO O QUE GOSTA, DIVULGAR A MENSAGEM ADVENTISTA DE SAÚDE”

PESQUISA REVELA QUE QUANTO MAIS SAUDÁVEL FOR O LÍDER, MAIS SAUDÁVEIS SÃO OS FIÉIS

CINISMO, CETICISMO OU FALTA DE DEUS? Reflexão sobre artigo de Cristóvão Buarque Página 6

Músico recebe livro A GRANDE ESPERANÇA

SUA IGREJA SE PREOCUPA COM A SAÚDE DOS MEMBROS?

A 100ª OVELHA ! Uma das parábolas mais conhecidas que Jesus contou foi a que fala das 100 ovelhas, dentre as quais uma se perdeu. A parábola é interpretada de variadas formas. Mas eu gosto de me imaginar como sendo aquela 100ª ovelha, a única que se desgarrou do rebanho, e pela qual o Pastor, o Bom Pastor, fez todo esforço para trazê-la de volta. Jesus é enfático ao dizer que, após ter

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Pessoas de todo o mundo assistem ao evangelismo pela web

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NA MIRA DO ADVERSÁRIO Vivendo sempre em evidência, o pastor necessita estar vigilante contra os perigos inerentes a essa

COMO CONTROLAR SUAS DESPESAS

! Muitas atividades profissionais e vocacionais colocam seus ocupantes em evidência, mas, nesse sentido, pouquíssimas podem ser comparadas ao ministério pastoral. Como líderes espirituais, estamos empenhados no resgate de pessoas das garras de Satanás, transportando-as para a liberdade do Reino de Deus. Isso nos expõe constantemente a sérios perigos. Em todos os momentos, o inimigo trabalha para nos “acertar”, ou atua ordenando seus agentes: “Acertem o cara!” Perigo à vista. Página 7

encontrado a ovelha perdida, o Pastor se alegrou e a conduziu para casa, cheio de júbilo, porque havia resgatado uma de suas mais preciosas “amigas”. Sim, porque para o Bom Pastor a ovelha não é um mero animal, um simples objeto de lucro... não! Ele a vê como um ser vivo, alguém que tem sentimentos, que tem valor para ele, um valor que transcende o financeiro.... Ele a ama!

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2 - Primeiro Caderno

Maranata A combinação de sinais internos e externos mostra que Jesus logo voltará

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e fôssemos escolher uma única palavra para expressar e representar bem nossa esperança, essa palavra seria “maranata” – “O Senhor vem!” Ela tem exercido forte influência sobre minha família, pois constitui a única mensagem colocada sobre o túmulo dos meus avós. Não há nenhuma frase bonita ou poética, mas apenas “maranata”. Minha ligação pessoal com essa palavra também é muito forte. Até hoje termino as mensagens que escrevo registrando: “maranata”. Por muitos anos, atuei no departamento do Ministério Jovem. Ali aprendi a valorizar ainda mais essa palavra preciosa. Nossos jovens falam, cantam e se saúdam dizendo: “Maranata, o Senhor logo vem!” Eles ainda gesticulam, com a mão direita levantada à altura do pescoço e com quatro dedos estendidos. Essa posição de honra representa os quatro “As” de maranata, as quais recordam nossas quatro atitu-

des em relação à volta de Jesus: amar, aguardar, anunciar e apressar. Convivendo de maneira tão intensa com essa palavra, tenho perguntado a mim mesmo: Quanto tempo ainda falta para que se torne realidade não apenas seu significado, mas nossa grande esperança? Lendo Mateus 24 (o capítulo da segunda vinda), fica claro que precisa haver uma combinação de sinais para que esse dia possa chegar. Nos versos 4 a 13, Jesus apresenta um mundo em profunda crise e, no verso 14, um povo fortemente envolvido na pregação da segunda vinda a todo o mundo. É a combinação desses sinais internos e externos, gerais e iminentes, que indicará a chegada de nossa grande esperança. Olhando para o mundo de hoje, vejo claramente essa combinação. Analisando a história recente da igreja, fica claro que isso nunca aconteceu antes. Você já sabe o que isso significa. Observe como o mundo está caindo violentamente,

enquanto a igreja está se levantando poderosamente. Agora, os dois sinais estão ocorrendo juntos. Ao observar a situação do mundo, parece que a crise chegou ao limite e ninguém consegue encontrar uma solução humana. O planeta está em colapso e muitos cientistas dizem que o mundo não vai durar mais de 60 ou 100 anos. Podemos ver esse quadro na rápida desertificação do solo, no aumento da temperatura, no efeito estufa, no derretimento da calota polar, no aumento do nível dos oceanos, nos frequentes e violentos terremotos, tempestades e inundações. Ao olharmos para a completa desestruturação da família e a banalização da sexualidade, vemos que a moral também está em colapso. A desonestidade chegou ao limite e parece que não conseguimos confiar em mais ninguém. A violência também se multiplica de forma impressionante. Essa lista poderia ser ainda maior, mas a clara sensa-

ção que temos é de que chegamos ao limite. Por outro lado, o Espírito Santo está atuando na igreja de maneira impressionante e nunca vista antes, e como Ellen G. White profetizou com frequência. Em 2012, somente no território da Divisão Sul-Americana serão distribuídos mais de 50 milhões de exemplares do livro missionário A Grande Esperança (uma compilação de 11 capítulos do livro O Grande Conflito). No mundo todo serão 166 milhões de livros. Você já sonhou ou imaginou algo parecido? Em 2011, mais de 40 mil jovens doaram suas férias para fazer evangelismo, plantar novas igrejas e levar pessoas ao batismo. Devemos terminar este ano com duas mil novas igrejas estabelecidas, enquanto nossa média anual, até o ano passado, era de 500 a 600. Estamos chegando a 70 mil pequenos grupos, significando que já temos um pequeno grupo para cada 30 membros. A Jornada Espiritual, que

nos convoca a dedicar a Deus a primeira hora de cada dia, já tem mais de um milhão de membros envolvidos. A TV, rádio e internet estão fazendo uma verdadeira revolução na conquista de pessoas para Jesus. O número de cidades com TV em canal aberto cresce a uma velocidade acima de nossas melhores expectativas. Esses são apenas alguns milagres que você precisa conhecer. Não são obras de homens. Hoje, podemos dizer com muito mais entusiasmo: “Maranata, o Senhor logo vem!” Estamos muito perto disso. Precisamos unir nossas mãos, não permitindo que o inimigo nos traga divisão nem discórdia. Ao mesmo tempo, devemos manter firme a visão de que precisamos crescer em comunhão, através da busca diária por reavivamento e reforma, e também no cumprimento da missão, aproveitando todas as oportunidades para anunciar nossa esperança.

EU SOU A 100ª OVELHA “...o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido” (Mateus 18:11). “...o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lucas 19:10).

U

ma das parábolas mais conhecidas que Jesus contou foi a que fala das 100 ovelhas, dentre as quais uma se perdeu. A parábola é interpretada de variadas formas. Mas eu gosto de me imaginar como sendo aquela 100ª ovelha, a única que se desgarrou do rebanho, e pela qual o Pastor, o Bom Pastor, fez todo esforço para trazê-la de volta. Jesus é enfático ao dizer que, após ter encontrado a ovelha perdida, o Pastor se alegrou e a conduziu para casa, cheio de júbilo, porque havia resgatado uma de suas mais preciosas “amigas”. Sim, porque para o Bom Pastor a ovelha não é um mero animal, um simples objeto de lucro... não! Ele a vê como um ser vivo, alguém que tem sentimentos, que tem valor para ele, um valor que transcende o financeiro.... Ele a ama! A lição da Escola Sabatina de alguns meses atrás nos fez lembrar sobre a EXPIAÇÃO NA CRUZ, revelando para nós um pouco do terrível resultado físico, mental e espiritual que o Sacrifício de Jesus trouxe sobre Ele, ao aproximar-se o momento da Sua entrega. Em meio às expressões gregas, por vezes “teológicas” demais, é possível ver o quanto o nosso Deus investiu para nos resgatar das garras do pecado. O preço pago foi muito, muito elevado, e o próprio Criador do Universo teve que suportar a angústia, o cálice da ira, as trevas, o temor, o abandono... e a própria morte! Lembro-me da letra de uma bela canção do nosso irmão Nadson Portugal: “Quem é este Homem? Por que me ama assim?!” Frequentemente me “pego” meditando sobre a grandeza do amor de Deus por mim, um miserável pecador. Mesmo sem merecer, mesmo sendo tão falho, mesmo rejeitando tantas vezes este amor... mesmo assim o meu Pastor não desistiu de mim! Ele esteve lá, desde o gelado Getsêmani até a terrível Cruz, e em nenhum momento sequer pensou

morrer à míngua no “corredor”... E quando algum se perde?! Ai é que nosso “amor de mentirinha” se revela... Abandonamos o irmão; deixamos que ele colha os frutos do seu próprio mau procedimento... já não o visitamos mais... não mandamos um e-mail... não gastamos os bônus do celular ligando para ele... não... nada! Uma vez eu ouvi alguém dizer que “a igreja é o único exército que abandona seus feridos no campo de batalha”, e o “engraçado” foi que esta mesma pessoa agiu assim quando teve oportunidade de recolher um ferido, colocálo em seus ombros, e levá-lo à enfermaria.... nós somos assim! Infelizmente! Perdemos horas e horas em disputas tolas sobre doutrinas, profecias, chips, marcas, selos, trombetas, teologuês, etc... mas somos incapazes de dedicar alguns minutos para ajudarmos o Pastor, o Bom Pastor, a trazer de volta aquela 100ª ovelhinha... Preferimos ficar “quentinhos” na companhia das outras 99, e deixar que Ele faça todo o trabalho sozinho.

em desistir de mim. Eu era a 100ª ovelha, e precisava ser trazida de volta. No livro “Desejado de Todas as Nações” é-nos revelado que Jesus decidiu salvar o homem (eu, Gilson Medeiros da Silva), “custasse o que custasse de Sua parte”. Que amor é esse?! E as outras 99 ovelhas? Eu fico imaginando qual terá sido a reação das outras 99 ovelhas, quando o Pastor trouxe a perdida de volta. O texto não diz... mas, como elas simbolizam seres humanos na parábola, é possível imaginar que nem todas se alegraram com a chegada da “rebelde”. Afinal, foi ela mesma a culpada, por não ter permanecido junto do rebanho! Preferiu ir por outro caminho, então que suportasse as consequências! Ora, o Pastor deixou todas elas, sozinhas, no deserto frio para se desbravar pelos campos em busca de uma única rebelde. Até parece que ela era a preferida dEle... a queridinha! E se um lobo aparecesse enquanto Ele estivesse fora? Quem as protegeria? Elas tinham motivos para receberam a 100ª com desdém, indiferença e ira. E o pior de tudo é que o Pastor chegou todo arranhado, todo machucado, havia passado a noite sem dormir, à procura daquela rebeldezinha, mas agora estava feliz por tê-la encontrado. Elas nunca O tinham visto tão contente. E isso deixou muitas das outras ovelhas com ciúmes... “Por que ela não ficou lá no deserto?”, algumas devem ter “desejado”. E o irmão mais velho? É curioso como nesta sequência de parábolas sobre algo que se perdera (cf. Lucas 15), Jesus também acrescentou detalhes na do “Filho Pródigo” que nos mostram o quanto o irmão mais velho dele ficou chateado com sua volta. Afinal, por que o Pai estava tão contente com o retorno daquele filho ingrato e esbanjador? Ele, o mais velho, não era suficiente? Por que ainda gastar o dinheiro que restou com uma festa em homenagem a uma pessoa tão desprezível como aquela?! Em ambas as histórias são usados seres vivos (ovelhas e pessoas) para representarem uma só lição: a de que Deus nos ama com um amor tal que faz de tudo para nos ter de volta.

E nós? Eu também fico a imaginar como, muitas vezes, temos agido como as ovelhas ciumentas, ou o irmão mais velho... não sentimos a mesma alegria pelos que Jesus consegue resgatar das garras do inimigo. Quantas e quantas vezes nós já não abandonamos pelo meio do caminho aqueles “irmãos” (?) e “irmãs” (?) que preferiram se desgarrar do rebanho!? Até seus nomes fazemos questão de esquecer... Aproveite para lembrar agora mesmo, sim agora, os nomes de alguns que estiveram do seu lado nos cultos de sábado, e hoje lá não mais estarão... Quantas e quantas reuniões de Comissão não ocorrem com o objetivo único de disciplinar os que se extraviaram!? Quantos e quantos sermões não são pregados a cada semana apenas com o objetivo de atacar, chicotear e humilhar alguém que esteja em erro!?

Ao refletir sobre o extremo preço que Jesus pagou por nós, eu cheguei à conclusão de que não temos a mesma alegria que Ele tem ao ver pessoas deixando o mundo do pecado e tentando caminhar para a Luz. Nossa hipocrisia não permite!

Pregamos infinitas vezes sobre perdão e misericórdia, mas praticamos pouquíssimas (raríssimas, até!) vezes isso em nossas vidas... Falamos da importância do amor e da comunhão entre os irmãos, mas não pensamos duas vezes antes de nos unirmos para fofocar ou desdenhar deles... Dizemos que a igreja é um “hospital”, onde todos estão doentes e precisam de cura, mas nossos atos revelam que nos consideramos mesmo os Diretores da Instituição, com o “poder” de definir quem fica ou quem deve deixar a enfermaria... e

Para quê tem servido a igreja, então? Tenho certeza que bem perto de você há uma 100ª ovelha que está desejosa de voltar, às vezes ela apenas não sabe como fazer isso. Por que você não quebra este “paradigma”, esta cultura da indiferença, e se une ao nosso Bom Pastor para trazer de volta para o rebanho esta por quem Ele deu o próprio sangue? “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João 13:35). Gilson Medeiros


Primeiro Caderno - 3

Novembro/2011

ÁGUAS LIMPAS “Então chegaram a Mara, mas não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas. É por isso que o lugar é chamado Mara. E o povo murmurou contra Moises, dizendo: Que havemos de beber? Então Moises clamou ao Senhor, e o Senhor lhe mostrou uma arvore. Lançou-a Moises nas águas, e as águas se tornaram doces. Êxodo 15: 23 – 25.”

M

oises, após passar pelo mar vermelho seguiu pelo deserto chegou a um lugar chamado Mara, um oásis, porém as águas eram poluídas, imprópria para beber, e não puderam beber. Foi necessário um milagre para que as águas fossem despoluídas e se tornassem potáveis.

Águas poluídas podemos ver em todas as partes do mundo. Fazer um piquenique no rio Tietê já foi um programa comum em São Paulo. Na década de 20, o Clube de Regatas Tietê, localizado no Bom Retiro, era um dos pontos mais badalados da cidade. Porém anos de industrialização e urbanização mal planejadas transformaram o Tietê em um curso sujo e malcheiroso de águas negras. O mesmo destino teve o seu afluente, o rio Pinheiros. Em 1991, um abaixo-assinado com 1 milhão de assinaturas foi entregue ao governo de São Paulo. A população exigia a despoluição do rio Tietê. O projeto foi inspirado no mesmo programa que em 150 anos limpou o rio Tâmisa, em Londres, na Inglaterra. ‘Em 16 anos, podemos comemorar, pois não existem mais indústrias despejando detritos no Tietê, e 50 quilômetros abaixo de São

Paulo já é possível tomar banho e pescar. Isso só era possível a uma distância de 250 quilômetros da capital. O programa já custou 2,1 bilhões de reais e é financiado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Iniciativas semelhantes já conseguiram salvar outros cursos de água no mundo, como a baía de Tóquio, onde existiam até dejetos nucleares das bombas de Hiroshima e Nagasaki, e o rio Cheonggyecheon, na Coréia do Sul. Apesar de estarmos avançando na limpeza do rio Tietê, o Brasil ainda é um país que gerencia mal seus recursos hídricos. Em 2007, a Agência Nacional de Águas (ANA) lançou um alerta: cerca de 70% dos rios brasileiros estão poluídos, seja por esgoto urbano, seja por agrotóxicos e assoreamento causado pelo desmatamento. A beleza estonteante da Baía de Guanabara e de

suas 53 praias impressionam turistas, cariocas e fluminenses. Poucos sabem sobre sua importância junto ao crescimento econômico do Rio de Janeiro. De grande extensão, cerca de 28 km, boa profundidade e interior calmo, a baía contribuiu bastante para o posicionamento da cidade do Rio de Janeiro no cenário brasileiro. Mas, ao invés de sua preservação, seu espelho d´água foi amplamente corrompido pela construção de aterros e poluição industrial e doméstica. O que parecia ser uma conseqüência inevitável do progresso se efetivou e transformou-a num dos maiores problemas ambientais, sociais, políticos e econômicos enfrentados pelo governo e comunidade locais. A fim de ultrapassar esses problemas, um Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG) foi desenvolvido pelo governo do estado do Rio de Janeiro, em

conjunto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o governo japonês. O projeto envolve um conjunto de obras de saneamento que têm o objetivo de reduzir a poluição na baía, o que não se limita a limpar diretamente o corpo d água, mas solucionar o conjunto de problemas ambientais da bacia, que determinam seu atual estado de degradação. Eu acredito que, se as autoridades juntamente com a vontade do povo forem neste sentido, muito em breve as águas do rio Tietê, a da baia da Guanabara que hoje estão agonizando poderam abrigar em seus leitos a vida marinha novamente e não mais a poluição hoje presenciada. Se em Mara, um lago poluido, houve um milagre nos dias de Moises, poderemos ver também milagres acontecerem em nossos dias também. Você crê?

❘❙ Ministerial

Na mira do adversário Vivendo sempre em evidência, o pastor necessita estar vigilante contra os perigos inerentes a essa

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enominava-se “cara” a pequena cesta colocada no alto dos mastros das antigas caravelas portuguesas do século 15. De dentro daquela cesta, os marinheiros observavam o horizonte em busca de sinais de terra ou de algum navio amigo ou inimigo. Cabia ao capitão do navio indicar quem seria o “cara”, ou seja, quem subiria o mastro e se posicionaria dentro da cesta, exposto ao frio ou calor, chuva ou sol causticante, balançando durante muitas horas, em uma altura que variava entre vinte e trinta metros. A escolha obedecia sempre ao mesmo critério: o ocupante da função devia ser um marujo valente, com boa visão, muita destreza e coragem. Estando no alto do mastro, ficava em evidência; mas essa era uma posição perigosa. Na hipótese de encontrar o navio inimigo, o “cara” era sempre o primeiro alvo e, na hipótese de um confronto em alto mar, a primeira ordem nos inimigos era esta: “Acertem o cara!” Na popularização da linguagem que hoje caracteriza certos segmentos da sociedade, a expressão “o cara” é utilizada comumente para identificar pessoas que se encontram em evidência, tenham conseguido realizar algo expressivo, ou ocupam alguma função destacada. À semelhança do que acontecia com os marinheiros escolhidos para a função do “cara”, estar em evidência exigia cuidados especiais e muita vigilância. No dia a dia, a evidência pode ser boa para o ego, mas também envolve muitos riscos, especialmente para a vida espiritual e pastoral. Muitas atividades profissionais e vocacionais colocam seus ocupantes em evidência, mas, nesse sentido, pouquíssimas podem ser comparadas ao ministério pastoral. Como líderes espirituais, estamos empenhados no resgate de pessoas das garras de Satanás, transportando-as para a liberdade do Reino de Deus. Isso nos expõe constantemente a sérios perigos. Em todos os momentos, o inimigo trabalha para nos “acertar”, ou atua ordenando seus agentes:

“Acertem o cara!” Perigo à vista. O apóstolo Pedro demonstrou que estava consciente dos perigos que rondam o ministério pastoral, quando nos exortou a manter sobriedade e vigilância. Escreveu ele: “Estejam alertas e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (1Pe 5:8, NVI). Nesse texto, a palavra “sóbrios” é tradução do termo grego nephôs, cujo significado é: “manter a mente limpa, ser sábio, abster-se de vinho”. Por sua vez, a palavra “vigilante” traduz a expressão grega gregoréô, que significa: “ficar acordado todo o tempo”. De acordo com Frietz Rieneker, professor de grego, o tempo verbal empregado pelo apóstolo é o aoristo; portanto, as duas palavras significam “estejam alertas” ou “sejam vigilantes” durante o tempo todo (José Gonçalves, Por Que Caem os Valentes?, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2006). O pastor Mike Taliaferro, que foi missionário na África do Sul, afirmou que, certa ocasião, viu um leão caçando. Segundo ele, Pedro comparou com muita precisão as táticas do inimigo com a de um leão no processo de caça. Aqui está a descrição que ele fez da experiência que observou: “Os leões vivem em seu próprio território e não costumam perseguir as manadas migratórias. Ao contrário, caça numa área específica. Quando um rebanho se aproxima de seu território, espreitam de longe. Os leões conhecem a direção do vento e sabem se colocar numa posição contrária, para que a presa não perceba sua presença. Muitas vezes, entretanto, não se importam se a manada os percebe, tal a confiança que têm em si mesmos. “Os leões costumam perseguir uma manada sem pressa, sem correria, gerando medo nos animais. Ele deseja vê-los em disparada, assombrados. Aos olhos humanos, o recuo da

manada é algo normal, mas não para o leão. Ele vê ali o seu almoço. Observa os animais velhos, cansados e feridos da manada. Aquele que está levemente manco, algo imperceptível ao olho humano, é prontamente notado pelo leão. Ele assusta a manada, a fim de destacar o fraco. Depois de escolher a presa, ele deixa todos os outros de lado, para saltar sobre o que foi escolhido” (A Batalha: Como Derrotar o Inimigo de Nossa Alma, ibid., 1999).

Nas palavras de Pedro, forças espirituais do mal estão ininterruptamente empenhadas na tentativa de destruir os que seguem a Cristo. Por isso, há necessidade de extrema vigilância em oração. Para ser vencedor nos conflitos espirituais, o pastor deve levar a sério a vida de oração. A falta de conscientização sobre a importância da oração é fatal para o pastor. Jamais ele deve sucumbir às pressões para atender as necessidades de todas as pessoas, em detrimento dos momentos diários de comunhão pessoal. Outro fator de risco para o ministério é o relativismo moral dos nossos

dias. As linhas divisórias entre o santo e o profano estão muito próximas, e quase já não se sabe o que é certo e o que é errado. O pós-modernismo criou uma moralidade horizontal. Segundo essa filosofia, o instinto biológico deve ser o agente regulador do comportamento humano. Cabe ao ser humano estabelecer seus próprios valores. O servo de Deus não pode concordar com essa ideia, muito menos permitir que ela crie raízes na igreja. A moral cristã é fundamentada na divindade. Por isso é elevada e transcende o próprio ser humano. Lembranças de um passado que necessita e deve ser esquecido também podem representar perigos para a vida do pastor. Todos nós conhecemos a experiência de Jefté, por causa do voto precipitado e louco que ele fez e que envolveu a filha dele (Jz 11:29-40). Por que esse voto foi feito? A resposta é simples: por causa de seu passado cananeu. O “passado cananeu” é o calcanhar de Aquiles também para muitos pastores. Inegavelmente, Satanás também usa as lembranças do passado obscuro, tentando prejudicar nosso presente. Porém, isso não devia representar grande problema, pois, de acordo com Paulo, “se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2Co 5:17). Necessitamos manter nosso “passado cananeu” preso à cruz de Cristo, para que não seja transformado em arma nas mãos do adversário. Estratégia vitoriosa. Em 2001, o mundo esperava que a guerra entre os Estados Unidos e o regime Talibã durasse vários meses ou anos. Os talibãs juravam que eram especialistas em guerrear nas montanhas e possuíam milhares de cavernas como esconderijo. Até mesmo a imprensa começou a acreditar nessa hipótese e passou

a afirmar que os norte-americanos teriam muita dificuldade no conflito. Mas não foi isso o que aconteceu. Os Estados Unidos venceram a guerra em pouco tempo. De acordo com José Gonçalves (Op. Cit.,), porta-aviões disparavam mísseis teleguiados de longo alcance, capazes de acertar o alvo, com precisão cirúrgica, a 2.500 km de distância. Por meio de satélites, mapearam o território afegão e descobriram todos os esconderijos. Submarinos apoiaram as tropas terrestres, helicópteros, caças e aviões, capazes de transportar até 30 toneladas de explosivos, além de aviões bombardeiros com oito canhões cada um capaz de disparar 2.500 tiros por minuto. Também foram destaque os aviões B-2, a bomba termobárica, destruidora de cavernas, e a poderosa GBU-82, pesando sete toneladas e capaz de arrasar tudo em um raio de 600 metros. Por que os americanos venceram a guerra? Resumindo, por causa do apoio aéreo. A vida pastoral também precisa de apoio aéreo. Sem o auxílio do Céu, jamais venceremos. Por isso devemos buscá-lo sem cessar, andando em sintonia ininterrupta com Deus. Nesse relacionamento, cresceremos espiritualmente e venceremos um ataque após outro. Todo pastor precisa desenvolver uma experiência pessoal com Deus, na busca do Espírito Santo (Rm 8:26). É inútil qualquer tentativa de crescimento em santificação, sem a atuação do Espírito. É a presença do Consolador que produz frutos preciosos espirituais em nossa vida. A ausência dEle resulta em frutos carnais que desqualificam o pastor (Gl 5:19-26). É tempo de deixarmos de olhar para nós mesmos, como sendo “os caras”, e corrermos para o abrigo da comunhão com Deus, para sermos fortalecidos e vencedores na luta contra os poderes das trevas. Jair Garcia Gois Secretário ministerial da União Centro-Oeste Brasileira

● Diretora Administrativa: Maria Elenice - elenicepm@ig.com.br ● Design e diagramação: Ligia Maria Moreira (ligiammoreira@yahoo.com.br / Tel.: 9664-1612)

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As matérias Publicadas neste Jornal são de inteira responsabilidade de seus autores; não correspondem necessariamente a opinião deste Jornal.


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4 - Primeiro Caderno

A igreja e sua identidade profética Poderia a Igreja Adventista perder sua identidade e ser substituída por um movimento mais leal à revelação divina? A cultura exerce uma tentação quase irresistível sobre os movimentos religiosos cristãos. Esses surgem normalmente com a intenção de restaurar pelo menos algum aspecto da revelação bíblica. Mas, com o passar do tempo, eles tendem a se distanciar da revelação, aproximando-se cada vez mais da cultura contemporânea. Preocupados com a evidente perda de identidade, alguns de seus membros alimentam um espírito reformista que, em vários casos, acaba gerando movimentos dissidentes que, por sua vez, podem se transformar em novas denominações. A Igreja Adventista do Sétimo Dia se depara hoje com um fenômeno semelhante. Movimentos dissidentes não conseguindo impor suas agendas particulares sobre a denominação, sugerem que essa acabará sendo substituída por um novo movimento “mais leal à

revelação bíblica”. Mas, com base no acima descrito, não estariam os adventistas do sétimo dia sujeitos a esse processo? Por acaso, não existem hoje evidências concretas de uma crescente apostasia dentro da igreja? Sem dúvida, o próprio crescimento da igreja acaba aumentando o número de pessoas descomprometidas; pois, “enquanto a Igreja está evangelizando o mundo, o mundo está secularizando a Igreja” (LeRoy E. Froom, A Vinda do Consolador, p. 132). Jesus mesmo esclareceu que no “reino dos céus” coexistiriam o trigo e o joio, bem como peixes bons e ruins, e que só “na consumação do século” os próprios anjos lançariam fora os maus (ver Mt 13:24-30, 3643, 47-50). Portanto, existe apostasia dentro da igreja, mas a própria igreja não está em apostasia. Embora a Igreja Adventista do Sétimo Dia esteja sujeita ao mesmo processo de perda da identidade das demais denominações cristãs, existem pelo menos três fatores que contribuem para evitar que ela acabe sendo substituída por outro

movimento mais leal à revelação divina. O primeiro deles é a própria natureza profética do movimento adventista, surgido ao término do período das 2.300 tardes e manhãs, com o propósito de restaurar a “verdade” que havia sido deitada por terra pelo poder apóstata do chifre pequeno que cresceu sobremaneira (ver Dn 8:9-14). Outro desses fatores é o legado profético de Ellen G. White concedido por Deus “para a edificação do corpo de Cristo” (ver Ef 4:11-16), mantendo-o leal e comprometido com os princípios bíblicos. O rei Josafá reconheceu a influência estabilizadora do dom profético ao declarar: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas, e prosperareis” (2Cr 20:20). Mas devemos reconhecer que existe um perceptível descaso para com os princípios bíblicos por parte de um crescente número de membros. Um terceiro fator determinante para que a Igreja Adventista do Sétimo Dia não acabe sendo substituída

por outro movimento é o conceito de sacudidura escatológica. Os movimentos dissidentes alegam que os genuínos adventistas devem se retirar da igreja para estabelecer ministérios de maior santidade. Em contraste, Ellen G. White afirma que, na sacudidura final, os verdadeiros adventistas permanecerão na igreja, enquanto os apostatados dela se retirarão (ver Ellen G. White, Eventos Finais, capítulo “A Sacudidura”). Portanto, é o processo de sacudidura que purificará a igreja, evitando que ela perca sua identidade e seja substituída por outro movimento mais leal à revelação. De acordo com Ellen G. White: “A igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanecerá, ao passo que os pecadores de Sião serão lançados fora no joeiramento – apalha separada do trigo precioso” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 380). “Não há nenhuma necessidade de duvidar, de estar temeroso de que a obra não seja bem-sucedida. Deus está à testa da obra, e porá

tudo em ordem. Caso haja coisas necessitando serem ajustadas na direção da obra, Deus atenderá a isso, e trabalhará para endireitar todo erro. Tenhamos fé que Deus vai conduzir a nobre nau que transporta Seu povo, em segurança, para o porto” (Ibid., p. 390). O Dr. Alberto Timm, reitor do Salt e coordenador do Espírito de Profecia na Divisão Sul-americana.

Criacionistas realizam ato público em Campinas

F

undado há pouco mais de um mês, o Clube Criacionista de Campinas, SP, realizou sua primeira manifestação pública no domingo, 6 de novembro, com a distribuição de mudas de plantas ornamentais e uma marcha ao redor da Lagoa do Taquaral, com mais de 165 mil metros quadrados de área. Com camisetas alusivas ao clube e carregando um globo gigante, os participantes chamaram a atenção de caminhantes e pessoas que se

exercitavam nessa área de preservação ambiental da cidade. As pessoas eram abordadas e recebiam a muda de uma planta ornamental natural de regiões áridas, com grande capacidade de absorção de água. Junto com a muda, recebiam um folheto com orientações sobre como cuidar da planta e uma mensagem sobre a origem da vida a partir da criação divina. “Esta foi a primeira atividade externa do clube, e pretendemos chamar a atenção da comunidade

para uma reflexão sobre nossas origens”, disse Eliézer Militão, um dos coordenadores da mobilização. Para ele, apesar da pouca importância que a mídia dedica ao criacionismo, é possível abordar essa teoria de forma lúdica e levar as pessoas a considerar sobre a criação do Universo. “Assim como essas plantas, nós não viemos do acaso; fomos criados por um designer, e esse designer é Deus”, afirmou. A bióloga Maiara Lustosa de Oliveira, 22 anos, foi uma das que mais se envolveram com a campanha. Cursando o mestrado em Biologia Celular Estrutural, ela defendeu uma popularização da discussão entre as teorias da evolução e da criação, que divergem sobre a origem da vida. “Infelizmente, esse tema não é muito debatido, sendo exclusivo de alguns acadêmicos e estudiosos; acredito que é preciso expandir as discussões a respeito. Por isso que envolvemos diversas pessoas, de diversas áreas, para realizar atividades que permitam uma maior interação sobre o assunto”, declarou. Atualmente, cerca de 60 pessoas participam do Clube Criacionista de Campinas. Antes da primeira

manifestação, os participantes realizaram discussões a partir de um estudo de dez lições, baseado no livro bíblico de Gênesis. “Pretendemos realizar outras atividades, como caminhadas e observações

dos astros”, declarou Militão. O grupo também pretende fazer uso das mídias sociais e realizar outros atos em lugares públicos. Heron Santana

Somos escravos da tecnologia?

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ivemos em um mundo de constantes mudanças. Da falta de recursos e materiais do passado à abundância de quase tudo atualmente. Alimentos, ferramentas, eletrodomésticos, meios de transporte, tecnologia e até dinheiro (mesmo que de plástico) passaram por todo esse processo. A vida no passado era simples. Lidávamos com a terra para a produção de alimentos, e nos fundos de muitas casas existiam pelo menos uma horta e um pequeno pomar. Todos os membros “daquela sociedade” sabiam fazer muitas coisas: costurar, limpar, lavar, consertar etc. As habilidades manuais eram de domínio quase geral. Em contrapartida, hoje tudo ficou mais “fácil”. As indústrias produzem todo tipo de alimentos, vestuário, equipamentos domésticos etc. Nosso tempo é consumido quase por inteiro pelos computadores, celulares, iPad, iPhone... Afinal, o intuito é resolver mais situações no menor tempo possível. A tecnologia, que supostamente serviria para nos oferecer regalias e conseguirmos mais tempo para cuidar da saúde, de nossa família ou dos relacionamentos, nos tornou escravos dela. E, contrariando um dos objetivos, nos afastou mais de nossa esposa e filhos, de nossos amigos, da igreja, da preocupação com o bem-estar etc. Acompanhar a conta bancária,

a fatura do cartão de crédito, responder os e-mails, dar retorno às ligações pendentes e acompanhar as notícias mais “quentes” do momento estão entre as prioridades.

E com nossos filhos, o que está acontecendo? Cada um já tem seu celular, o acesso à internet, o vídeogame do momento e outras “engenhocas”. E qual o resultado disso tudo? Fácil (e preocupante): cada vez menos habilidade de lidar com as situações da vida. Grande parte das crianças não sabe mais organizar o quarto, limpar a casa, lavar a roupa, consertar a bicicleta, montar um brinquedo complexo e, muito menos, tocar um instrumento musical. Além disso, apresentam cada vez mais dificuldade de concentração para o estudo. Conforme estudos do Dr. Waldemar Setzer, engenheiro eletrônico e professor aposentado da USP, que há 30 anos pesquisa o assunto, esse cenário é resultado da exposição do cérebro da criança e do adolescente às telas da TV, vídeogame e computador. “O excesso de informações, de movimentos, luzes, cores e sons produzidos por esses equipamentos, que ocupam o tempo do ser humano, está saturando o cérebro e tornando-o insensível ao aprendiza-

do por métodos simples”, diz. Outra grande perda é sentida em nossa própria igreja. Não temos mais pianistas e outros instrumentistas para acompanhar o louvor. Em minha igreja de origem, no interior de Santa Catarina, há 30 anos havia seis pianistas que se revezavam em uma escala. Hoje, restam apenas dois. E nós, ficaremos de braços cruzados, permitindo que essa onda tecnológica domine nossa família? Tenho um desafio a você: dê um passo a cada dia em direção à vida real, mais longe do que é virtual. Seja firme com você e com seus filhos. Tome mais tempo para brincar com eles, pegue-os no colo, abrace mais demoradamente, conte histórias da bíblia, faça o culto familiar a cada dia. Esteja certo de que um dia eles te dirão “muito obrigado!” Pr. Wesley Zukowski

Inauguração do Centro de Treinamento de Desbravadores

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evento entre a família do Rodolpho Cavalieri aconteceu no dia 25 de Setembro de 2011, no Centro de Treinamento de Desbravadores de Bacaxá. Tivemos 2.400 pessoas que presentes para a inauguração do Centro de Treinamento, onde Dr. e Pr. Rodolpho Cavalieri fez a doação pública para o Campo da Associação Rio Fluminense, para atender a juventude da UEB. Tivemos a colocação da placa em memória da matriarca Maria Cavalieri que aceitou a mensagem em 1940 e teve a alegria de formar 4 filhos pastores, e o mais destacado foi o ex-presidente do Tribunal de

Justiça Dr. Desembargador Sérgio Cavalieri. O Dr. Sérgio Cavalieri foi considerado um dos homens mais íntegro na sua função na área jurídica, atendendo ao Estado do Rio de Janeiro. O Pr. Rodolpho Cavalieri é empresário, advogado, administrador, fazendeiro, escritor e tem doado a sua vida na pregação do evangelho para o Campo da Divisão Sul Americana. A Direção executiva do evento foi organizada pelo irmão Saulo Nunes e com coordenação geral do Pr. Inácio de Jesus. Pr. Inácio de Jesus


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❘❙ Mundo Gospel

Carol Celico conta que pediu de volta o 180º documentário anti-aborto troféu de melhor do mundo que Kaká mostra casos de pessoas que doou para a Igreja Renascer mudaram de opinião sobre o tema

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esposa do jogador Kaká, Carol Celico, esteve no Brasil recentemente e foi entrevistada por diversos meios de comunicação. Dentre os temas abordados, Carol falou sobre família, sua decisão de deixar a Igreja Renascer, o troféu de Melhor do Mundo de Kaká e seus projetos pessoais, como o CD/DVD e o projeto social “Amor Horizontal”, que receberá a renda da venda do álbum lançado por ela. A repercussão de suas entrevistas gerou diversos comentários de telespectadores e leitores. “Não agrade aos homens sendo hipócrita com suas atitudes! Mas agrade à Deus com seu coração e sua VIDA! Esse é o mais precioso! #EuAmoJesus”, escreveu Carol em sua conta no Twitter. Ainda sobre o assunto, Carol ressaltou que continua com a prática do pastorado, mesmo após abandonar a função na Renascer: “Não tenha medo de pedir socorro… De pedir ajuda! Deus vai sempre mandar alguém para te ajudar a caminhar… Pessoas sérias e comprometidas. Com respeito ao amor de Deus. Fazendo com que você esteja perto Dele! Estou aqui, twitter, carolcelico.com tem um email que respondo sempre… Amo fazer isso e nunca vou te ditar o que fazer, mas com opções sensatas, te levo a meditar e ir para o Caminho! Pagando o preço necessário. Sendo criticada muitas vezes, mas não com escândalos, ou postura que fere princípios de cidadania e vida. Mas com muito amor e muito carinho!”, finalizou. Na entrevista concedida ao Programa do Jô, Carol lembrou que não é cantora e que não quer fazer shows, apesar de ter lançado um CD e DVD. “Eu sou muito tímida. Não sou canto-

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ra, eu cantei. Não quero fazer shows”, afirmou. Sobre a igreja, contou ao apresentador Jô Soares que quando estava na igreja, não enxergava a razão das pessoas: “Quando estava na igreja, eu pensava que só eu estava certa, hoje me sinto uma pessoa mais respeitosa com os outros e sei que a igreja de Cristo está no relacionamento entre as pessoas. Não sou evangélica, eu sou cristã. Hoje minha igreja é minha casa e minha família”, lembrando que deseja se livrar de rótulos. Sobre a decisão de abandonar a Igreja Renascer, Carol revelou em entrevista ao apresentador João Dória Jr., no programa “Show Business” da Band que a decisão tomada foi individual: “Conversávamos bem pouco sobre esse assunto porque eu não queria interferir em nenhuma decisão do Kaká e

ele também não queria me influenciar. Embora na mídia tenha mostrado que saímos juntos, eu me desliguei uns seis meses antes”, contou a esposa do jogador do Real Madrid. Já na entrevista à apresentadora Marília Gabriela, no programa “De frente com Gabi”, Carol afirmou que Kaká teve que pedir de volta o troféu de melhor jogador do mundo que tinha sido emprestado à Igreja Renascer para ficar exposto na sede da igreja. “A ideia era que o prêmio ficasse exposto para as pessoas verem. Isso não aconteceu e nós delicadamente o pedimos de volta”, contou Carol, que afirmou que meses antes de sair da Renascer, “estava na igreja de corpo, mas não de coração”. Notícias Gospel

Nenhum político evangélico brasileiro está entre os melhores do ano em premiação especializada

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m dos mais famosos sites brasileiros especializados em política realizou mais uma vez o “Prêmio Congresso em Foco” que elege os melhores e mais atuantes deputados e senadores do Brasil. Na edição de 2011 nenhum deputado da Frente Parlamentar Evangélica (também conhecida como a Bancada Evangélica) foi sequer indicado em alguma das oito categorias do prêmio. O Prêmio Congresso em Foco possui duas fases de eleição, na primeira cerca de 267 jornalistas especializados em política de diversos veículos de comunicação votaram e elegeram os indicados de cada categoria. Entre os veículos participantes estavam agências famosas e diversas como UOL, Globo, Folha de São Paulo, Estadão, Carta Capital, IstoÉ, Band, SBT, Terra, Veja, Record e até mesmo os profissionais oficiais do Senado (Agência Senado), Câmara dos Deputados (Agência Câmara) e os que fazem o programa a Voz do Brasil. Veja a lista completa aqui.

Na segunda fase os eleitores votaram pela internet elegendo os melhores de 2011. As categorias foram: “Melhores Senadores”; “Melhores Deputados”; “Parlamentar do Futuro” para políticos eleitos com menos de 45 anos e com boa atuação este ano; “Defesa da Democracia e Cidadania”; “Defesa dos Direitos do Consumidor”; “Defesa dos Municípios” para os maiores defensores das cidades brasileiras e interesses municipais; e “Defesa da segurança jurídica e da qualidade de

vida”. Também foram entregues prêmios especiais para o político mais votado pelos especialistas e para o que mais se dedicou a saúde. Nenhum político evangélico figura na lista dos ganhadores e nem na dos indicados, em contrapartida o deputado gay Jean Wyllys ficou em segundo lugar nas categorias “Melhores Deputados” e “Parlamentar do Futuro” por sua atuação como deputado federal. Você pode ver a lista de ganhadores completa aqui. A Frente Parlamentar Evangélica foi procurada ara comentar a publicação, mas a mesma não disponibiliza de um assessoria de imprensa. O deputado João Campos, presidente da Bancada Evangélica, também foi procurado para comentar a falta de políticos evangélicos na lista dos melhores de 2011, mas até o fechamento desta matéria nem ele e nem sua assessoria de imprensa haviam respondido as nossas várias tentativas de contato. Gospel+

Pastores e Teólogos comemoram aniversário de 494 anos da Reforma Protestante

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o dia em que se comemora o aniversário de 494 anos da Reforma Protestante iniciada por Martinho Lutero, pastores e teólogos repercutiram o fato histórico na internet, ressaltando a importância do movimento. A Reforma Protestante aconteceu em 1517, após Lutero divulgar na porta da Igreja Wittenberg, as 95 teses de seu manifesto “Disputação do Doutor Martinho Lutero sobre o Poder e Eficácia das Indulgências”, que condenava as práticas da Igreja Católica. Nessa época, era comum que pessoas com maior poder aquisitivo comprassem cartas de indulgência, que segundo os líderes católicos, garantiam perdão e salvação. O Pastor e vocalista da Banda Resgate, Zé Bruno, comemorou a data, ressaltando a necessidade de se manter os ideais: “Bom lembrar o dia da Reforma. Precisamos de uma todos os dias para permanecermos firmes no evangelho”, postou no Twitter. Seu irmão, o também Pastor Jorge Bruno, usou o microblog para mencionar os cinco “solas” presentes no manifesto de Lutero: “Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli

Deo Gloria! Hoje comemoramos o dia da reforma, igreja reformada e sempre se reformando”. Os cinco “solas”, escritos originalmente em latim, significam Somente as Escrituras, somente Cristo, somente a Graça, somente a Fé e somente a Deus a Glória, e representam os pontos essenciais do cristianismo, sob a visão de Martinho Lutero. O teólogo coreano naturalizado brasileiro, Jung Mo Sung, comentou em seu perfil no Twitter que “o essencial d Reforma é o ‘princípio

protestante’: protestar contra todas absolutizações humanas q sempre negam a dignidade humana”. Sung também questionou a necessidade de novas reflexões sobre o cristianismo nos tempos atuais: “nas viradas de tempos civilizatórios, o cristianismo passou por grandes Reformas. Será que nosso tempo precisa de nova Reforma?”. O Pastor Ariovaldo Carlos Jr, usou o microblog para postar situações ligadas aos cinco “solas” e teceu críticas às lideranças evangélicas em geral. “Seu pastor bate no peito pra reivindicar autoridade espiritual? Aposto q ele não falou do aniversário da Reforma Protestante hoje! #SolusChristus”, escreveu. Ainda sobre o tema, Ariovaldo criticou as igrejas que buscam ofertas de forma exagerada: “você ainda acredita nesse papo furado de que será mais abençoado se der ofertas financeiras sacrificiais? #SolaGratia”. O termo “Reforma Protestante” ficou toda a manhã entre os dez assuntos mais comentados em todo o Brasil no Twitter. Tiago Chagas

m documentário antiaborto produzido pelo Ministério Living Waters, dos Estados Unidos, alcançou grande repercussão e teve 1,2 milhão de acessos no YouTube, apenas no primeiro mês. Segundo o site CPAD News, o filme denominado ‘180’, com duração de 33 minutos, apresenta 8 pessoas que durante toda sua vida foram pró-aborto, mas quando confrontadas com as perguntas que fazem um paralelo entre o aborto e o holocausto dos judeus na Alemanha, essas pessoas mudam de opinião. O nome do filme é uma metáfora que representa uma mudança completa e radical de opinião. O produtor do filme, o cristão Ray Comfort afirma que as pessoas podem mudar de opinião em relação ao aborto e se envolver nessa causa: “As pessoas estão mudando a mente sobre a polêmica questão do aborto. Não apenas assistem on-line, mas compram para dar de presente” O produtor, que também é um líder em seu ministério, conta que houve uma doação de 200 mil cópias, feita por sindicatos de trabalhadores, às 100 melhores universidades dos Estados Unidos: “Já vendemos mais de 150 mil cópias em questão de semanas. Uma pequena igreja comprou 16,8 mil DVDs. Mas essa doação da universidade foi muito especial, porque agora o DVD está nas mãos dos jovens da América, e de muitos engajados no diálogo saudável”, festeja Comfort. Depoimentos de pessoas que assistiram ao filme ressaltam o impacto que a produção tem. “O filme é poderoso. Eu sempre disse a mim mesma que nunca faria um aborto, mas não era contra o que outras mulheres faziam. Mas, eu mudei completamente minha mente agora. O aborto é assassinato, que deveria ser ilegal”, afirma uma estudante que teve acesso ao documentário. Um outro estudante relata que ficou sensibilizado com o que viu: “Eu ganhei este DVD enquanto caminhava para a aula.

Cheguei em casa, vi e isso mudou meu coração. Eu comecei a pensar sobre cada pergunta que foi feita. Eu ficava sempre indeciso sobre o aborto, mas agora eu sou anti-aborto”, disse um estudante. O produtor Comfort, conta que estava em frente a uma clínica de aborto, exibindo o trailer do documentário, quando duas jovens senhoras pararam para assistir. “Depois disso, assistiram ao filme inteiro. Uma estava grávida de quatro meses. Ambas estavam a caminho de fazer um aborto, estavam em lágrimas, abraçaram meu pescoço e decidiram dar os bebês à adoção. Eu chorei também”, conta Ray Comfort, que também é escritor e conta que está decidido a transformar o aborto em crime nos Estados Unidos. “Não vou descansar enquanto o horror do assassinato de crianças for uma realidade jurídica em nossa nação. Mas, a mudança

política só virá se aqueles que se preocupam com os não-nascidos falarem. Nós criamos o Curso de ’180 ‘para ajudar aqueles que se preocupam de forma confidencial e querem falar sobre o assunto, de uma maneira que faça sentido. Qualquer um pode mudar a mente de alguém sobre o aborto como eu fiz em ’180º, se têm um coração amoroso e se estão dispostos a aprender alguns princípios simples. Conhecidos líderes cristãos também contribuíram para o curso, que está disponível em “www.heartchanger. com”, explica Comfort . G Notícias


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6 - Primeiro Caderno

Um passo a mais Apresentação do livro Pequenos Grupos – Aprofundando a Caminhada

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az aproximadamente 15 anos que a Divisão SulAmericana vem dando ênfase ao tema dos Pequenos Grupos em seu território (período em que o pastor Osmar Reis dirigiu os departamentos de Ministério Pessoal e Escola Sabatina na DSA, entre os anos 1995 e 2005). Desde então, esse tema tem crescido em nosso meio e alcançado uma parcela maior de participantes. Embora a história seja recente, já se pode contabilizar resultados muito positivos. Os membros começaram a se envolver mais nas atividades missionárias, se sentiram mais abraçados e assistidos, surgiram novos líderes, a vida cristã se tornou mais sólida, os pastores passaram a contar com mais ampla rede de apoio, cresceu o estímulo para cumprir a missão e a mobilização dos membros foi facilitada. Além disso, onde existem pequenos grupos, a igreja batiza mais e perde menos membros. (Veja o prefácio do livro Pequenos Grupos – Aprofundando a Caminhada, escrito por Erton Köhler.) Porém, no decorrer dos anos, no-

tou- se a falta de livros escritos por autores adventistas que servissem como referencial, já que basicamente a literatura acessível até então era de autores do meio cristão em geral. Logicamente essa literatura é muito útil, mas, faltavam pesquisas que adequassem o tema à realidade adventista, com suas peculiaridades e sistema administrativo. O livro Como Reavivar a Igreja, de Russell Burrill, foi o primeiro do gênero oficialmente publicado na Divisão Sul-Americana através da Casa Publicadora Brasileira (CPB), para o português e da Associación Casa Editora Sudamericana (ACES), para o espanhol. A primeira publicação se deu em 2003 e, desde então, tem dado grande contribuição para a igreja, por mostrar os princípios bíblicos para os pequenos grupos e o papel que eles desempenharam na história adventista, especialmente nos dias de Ellen G. White. Posteriormente veio o livro Pequenos Grupos – Teoria e Prática, o primeiro escrito por autores de nossa região e oficialmente publicado pelas duas editoras. De autoria dos diretores de

Ministério Pessoal das Uniões, veio como resultado do primeiro fórum de pequenos grupos que ocorreu em maio de 2007. Basicamente, o livro buscou responder questões que necessitavam de uma posição de consenso em nosso meio, como nossa visão sobre o tema, como deve ser o estudo bíblico nos pequenos grupos, o que significa grupo relacional, etc. É basicamente o manual de pequenos grupos oficial da igreja em nosso território. Agora, mais recentemente, em maio de 2011, foi publicado o terceiro livro com o título Pequenos Grupos – Aprofundando a Caminhada. Lançado oficialmente no concílio ministerial da Divisão SulAmericana em Foz do Iguaçu, é um passo a mais que estamos dando como igreja, na busca de uma compreensão adventista do tema. Seu conteúdo é resultado de uma ampla pesquisa trazendo fundamentação bíblica e histórica para os pequenos grupos e as consequentes implicações eclesiológicas. O livro foi formado com a par-

ticipação de diversos teólogos sulamericanos, líderes missionários e pastores distritais. Sua primeira metade tem um cunho mais filosófico e teórico, enquanto a segunda metade é de cunho aplicativo e prático, resultado do segundo fórum de pequenos grupos da Divisão Sul-Americana ocorrido em novembro de 2009. O livro está dividido em quatro sessões: Fundamento Bíblico, Fundamento Histórico, Implicações Eclesiológicas e Implementação Prática. Nele, o leitor encontra respostas a questões como: De que forma as sinagogas lançam inspiração para os pequenos grupos? Como harmonizar os pequenos grupos com o sistema departamental adventista? Que papel os pequenos grupos desempenharam no movimento cristão desde a Idade Média até nossos dias? E na história do adventismo? E na vida e ministério de Ellen White? Como usar os pequenos grupos como base para o evangelismo e plantio de igrejas? A leitura desse livro é recomendada a pastores, ofi-

ciais de igreja e líderes de pequenos grupos da América do Sul. O objetivo é que massifiquemos seu uso na capacitação de nossa liderança. No fim de cada capítulo, há algumas perguntas para reflexão elaboradas para facilitar o uso do livro nos treinamentos, servindo como roteiro para discussão em grupos. Que o bom Pai nos ajude a continuar de fato “Aprofundando a Caminhada” nesse tema fundamental para o cuidado de nossos membros e para a organização da igreja no cumprimento da missão a nós confiada pelo Senhor. Boa leitura! Jolivê Chaves

Cinismo, ceticismo ou falta de Deus? Reflexão sobre artigo de Cristóvão Buarque

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iversos repórteres descreveram a rebelião em Canudos. Mas foi Euclides da Cunha quem ficou na história, porque no lugar de apenas descrever as aparências entre o que parecia um Conselheiro insensato e Generais sensatos, mostrou o que havia por baixo das aparências: a disputa entre Cidade e Campo, Império e República, Moderno e Arcaico. Cem anos depois, estamos repetindo a mesma forma superficial de fazer reportagens sem descrições mais profundas da sociologia da corrupção. As notícias giram em torno de denúncia dos fatos visíveis: vídeos, contratos, fotos e propinas. Ainda não surgiu o Euclides da Cunha da corrupção. Estamos vendo e descrevendo o superficial. Por trás dos fatos de políticos roubando dinheiro público, está a realidade de uma sociedade acostumada a desprezar o que é público. A indignação contra a corrupção é um bom sinal de que o interesse público começa a nascer, mesmo assim muito discretamente, porque as causas mais profundas não são denunciadas. Como Canudos, há uma barreira protegendo a percepção das causas mais profundas. Depois de séculos em que até o trabalhador era propriedade privada e de décadas de uma democracia servindo aos interesses de minorias, o interesse privado ainda prevalece sobre o público. Fica explicado - não justificado, obviamente - porque tantos se sentem no direito de vandalizar os bens públicos, como se destruir bens públicos não fosse uma forma de corrupção. Fica

explicada também a aceitação de expressões como “isto não é roubo”, ou “rouba, mas faz”, ou “mas, e daí, se todos roubam”, ou a mais moderna e cínica “rouba, mas é um dos nossos”, ou ainda “rouba, mas não é para si, é para a campanha”. Até há pouco tempo, pelo menos existiam partidos e militantes que repudiavam essas afirmações. A democracia cooptou-os, absorveuos e os fez tolerantes, criando uma geração de céticos e cínicos, porque a realidade da primazia do privado é mais forte do que as ideias, os sonhos e a vontade dos que querem defender o público. Isso faz com que os jovens que há poucos meses estavam sendo pisoteados pelas patas de cavalos da polícia, ao manifestaremse contra a corrupção, não compareçam e até repudiem as recentes manifestações pela ética. Pode ser por ingenuidade ou por convicção de que os fins justificam os meios, ou pode ser por cinismo até porque as ações não mostram fins diferentes do ponto de vista dos interesses do público e do longo prazo. Esse desprezo pelo interesse público induz e permite uma tolerância com o roubo dos recursos públicos a ponto de, eufemisticamente, chamálo de corrupção, no lugar de roubo. A sociedade aceita como natural o uso do dinheiro público para obras desnecessárias ou que beneficiam apenas uma minoria. Felizmente, cobrar propina na construção de prédio público já começa a provocar indignação, mas fazer obra faraônica ou estádios ao lado de casas sem esgoto não escandaliza. A primazia do privado sobre o público, do indivíduo sobre a Nação, leva à “corrup-

ção pelo vandalismo”, à “corrupção nas prioridades” e à “corrupção do imediatismo”, provocando o consumo de recursos que pertencem também às gerações futuras, como acontecerá com os royalties do petróleo, como se isto não fosse também uma corrupção. É por isso que, nas palavras do professor Kurt Weyland, citado pelo jornalista Rudolfo Lago, no site Congresso em Foco: “O Brasil tem uma democracia estável, mas de baixa qualidade”. Porque a política não está comprometida com a causa pública. Felizmente, enquanto não surge um Euclides da Cunha, temos repórteres atuantes, desvendando segredos e descrevendo a realidade apenas nas aparências. Como os repórteres que foram a Canudos, os de hoje talvez tenham interesses e visão das minorias privilegiadas, viciadas no interesse particular da renda e do consumo privado, que impedem a visão das causas da corrupção que vão muito além do comportamento dos políticos imorais. A corrupção está na estrutura social, na qual o Estado pertence e existe para poucos. Euclides da Cunha, além da genialidade literária, possuía uma habilidade sociológica que não dá para exigir de todos nós, nem dos nossos leitores que, provavelmente, não gostariam de tomar conhecimento de toda a verdade. Mas dá para exigir que os militantes não sejam cínicos no presente, para que não sejam todos céticos quanto ao futuro. NOTA: Relevante a reflexão apresentada por Cristóvão Buarque,

apesar de o mesmo ser um político e, como integrante da classe política, co-responsável por parte do que ele mesmo critica. Mas tudo bem. Quero me ater mais ao conteúdo e não ao autor em questão. Entendo que um dos grandes problemas do Brasil (e de outros países também) não é apenas a baixa qualidade da sua democracia. É o fato de se usar a democracia para justificar a corrupção. Explico: em nome de um governo “do povo” ou “para o povo” ou ainda “com o povo”, atendem-se interesses de grupos específicos sempre que os mesmos exercem uma pressão financeira sobre os representantes da área legislativa, judiciária e executiva. Só que isso não é necessariamente governar em prol do povo. É governar para os poucos que pressionam financeiramente e não têm qualquer compromisso ou comprometimento com o bemestar da grande maioria. Faltam aos governantes em todas as instâncias a preocupação com a qualidade de vida da maioria das pessoas. E esses governantes são muito parecidos com as pessoas que neles votam ou depositam algum tipo de confiança para que liderem o País, os estados e as cidades. Um reflete, de certa forma, o comportamento do outro. E mais do que comportamento, o próprio caráter. E quando falamos de índole ou caráter, embora haja diferenças técnicas entre os dois conceitos, estamos falando de conceitos de não são efeito, mas a causa. O cinismo e/ ou ceticismo apontado por Buarque em seu artigo é consequência direta da inexistência de um caráter carac-

terizado pelo interesse verdadeiro pelo bem-estar dos outros. Isso ajudaria, inclusive, a se desenvolver uma percepção concreta do que é interesse público. É mais do que oferecer benefícios às pessoas, mas levá-las a compreender suas responsabilidades como integrantes de um todo que precisa ser preservado. Falta mesmo é a presença de Deus na vida de administradores públicos e privados, bem como de todos nós (o povo que vota). Creio, segundo a Bíblia, que Deus é quem pode influenciar em nosso caráter de maneira que tenhamos aspirações, desejos, sonhos e pensamentos dirigidos realmente à coletividade e não apenas a nossos interesses egoístas. Não que necessariamente Deus esteja distante ou tenha saído enquanto deixou o mundo girar sozinho com suas corrupções. Possivelmente nós é que tenhamos O alijado de nossa vida para cuidarmos de nossos próprios interesses ou daqueles a quem devemos favores, sobretudo financeiros. Felipe Lemos

❘❙ Ser Feliz

Oração do Pregador Eis aqui, ó Senhor, um recipiente vazio que precisa ser cheio. Enche-o, Senhor meu. Sou débil na fé; fortalece-me! Sou frio no amor; aquece-me e torna-me fervoroso, para que meu amor possa chegar ao meu semelhante. Não possuo fé forte e firme; às vezes, duvido e sou incapaz de confiar inteiramente em Ti. Ajuda-me, ó Senhor! Fortalece minha fé e minha confiança em Ti. Escondi em Ti os tesouros de tudo o que tenho. Sou pobre; Tu és rico e vieste para ser misericordioso com os pobres. Sou pecador; Tu és justo. Em mim, há abundância de pecado; em Ti está a plenitude da retidão. Permanecerei, portanto, contigo, de quem tudo posso receber, mas a quem nada posso dar. Amém! Martinho Lutero


Primeiro Caderno - 7

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Atleta adventista é recordista TUTOR DO MEU IRMÃO? nacional e entra para o Rank Brasil “Disse o Senhor a Caim: Onde está Abel teu irmão? Ele responde:

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fato comprovado pela ciência e amplamente divulgado nos meios de comunicação que fazer exercícios, como natação, caminhada e correr, por exemplo, faz bem á saúde. Alguns correm por puro prazer, há os que correm por recomendação dos médicos e outros por serem atletas. Este é o caso do ultramaratonista pernambucano José Cristiano de Oliveira, adventista há 7 anos, que quebrou o recorde brasileiro de maior percurso em menor tempo, entrando para o RankBrasil, na última semana de setembro, depois de uma ultramaratona que exigiu dele superação dos próprios limites físicos e psicológicos. Apesar de todas as dificuldades que encontrou pelo caminho, ele percorreu 480km em quatro dias, duas horas e 30 minutos, entre as cidades de Natal no Rio Grande do Norte e Cupira, cidade do interior pernambucano localizada a 180km do Recife. No trajeto Cristiano percorreu três estados brasileiros passando por diversas

cidades. Esse desafio no atletismo foi o maior projeto de sua carreira. Cristiano de 33 anos, começou a praticar atletismo aos 28. É atleta de super-resistência e corre provas de ultramaratonas sempre acima dos 100km. O seu marco anterior foi cor-

rer 170Km entre Recife e Cupira. Foram alguns meses de preparação onde nesse período o atleta chegava a treinar initerruptamente por 25 a 26 horas seguidas, chegando a distâncias próximas dos 200Km. Ele contou nesse período preparatório com o auxilio de 4 profissionais da área da saúde. Sendo um treinador, uma nutricionista, um enfermeiro e uma massagista, além de 5 pessoas que participavam do apoio. O feito foi noticiado nos maiores órgãos de imprensa nacional, como Rede Globo, Band, SBT e Rede Record, sendo vinculado em vários programas em suas grades de programação. Para a homologação do recorde, os fiscais do RankBrasil Luciano Cadari e Robson Martins estiveram presentes na ultramaratona, em um dos carros de apoio. Para Cristiano “essa é uma forma de fazendo o que gosta, divulgar a mensagem adventista de saúde”. Franck Oliveira

Adventistas nomeiam dois vice-presidentes para a América do Sul No começo da tarde de segundafeira (31), a Comissão de Nomeações apresentou vários nomes para ocupar novas e atuais vagas na estrutura da Igreja Adventista do Sétimo Dia em oito países sul-americanos. Uma das principais novidades é a criação de duas vice-presidências que apoiarão a administração nas atividades. Os dois vice-presidentes nomeados foram os pastores Almir Marroni (atual líder sul-americano de Publicações) e Bruno Raso (atual secretário ministerial). O pastor Erton Köhler, líder sul-americano adventista, explicou que a Igreja Adventista aumenta a necessidade de um bom atendimento aos pouco mais de 2 milhões de membros em mais de 20 mil igrejas e grupos, portanto esse incremento na administração se justifica. Essas e outras nomeações na parte da tarde ficaram da seguinte forma: Vice-Presidente: Pr. Almir Marroni Vice-Presidente: Pr. Bruno Raso Reitor do SALT (Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia): Pr. Reinaldo Siqueira (hoje é professor do SALT – Unasp Campus Engenheiro Coelho)

Serviço Voluntário Adventista (SVA): Débora Siqueira Secretário da União Nordeste Brasileira (com sede em Recife): Pr. Moisés Moacir da Silva Diretor Associado da Rede de Educação Adventista: Pr. Tito Benavides Diretora do Ministério da Criança e do Adolescente: Grasiela Helvig de Hein Tesoureiro da União Boliviana (com sede em Cochabamba): Pr. Pablo Rivas

Diretor de Publicações: Pr. Tércio Marques Secretário da União Norte Brasileira (com sede em Belém): Pr. André Henrique Dantas Secretário da União Peruana Norte (com sede em Lima): Pr. Enzo Chávez Secretário Ministerial: Pr. Carlos Hein (atual vice-reitor e pastor da Igreja da Universidade Adventista del Plata) Felipe Lemos

AVENTURI FORTALECE LAÇOS COM O CRIADOR

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s pancadas de chuva que atingiram a cidade de Mandirituba entre os dias 28 e 30 de outubro não acabaram com a euforia dos quase mil aventureiros que participaram do II Aventuri realizado pela Igreja Adventista na região central do Paraná. Com a temática De volta ao Jardim, o programa enfatizou o preparo para viver em um local criado por Deus, como no início do mundo. Ao todo, crianças de 27 clubes acamparam em uma ampla área com contato direto com a natureza. Durante o encontro a agenda contemplou atividades físicas, sociais e espirituais. Dentre elas destaca-se o concurso Bom de Bíblia Kids, que contou com a participação de 21 inscritos, finalistas de cada uma das respectivas regiões. No sábado, a edição teve com quatro etapas, que revelou cinco vencedores.

“O Aventuri é a celebração daquilo que eles fizeram durante o ano todo. Esse é o momento de comemorar o aprendizado espiritual que eles tiveram e o desenvolvimento físico diante das atividades que fizeram”, pontua o pastor Aryel de Paula, líder dos Aventureiros para a região central do Paraná. Ele ainda destaca que um evento dessa natureza proporciona que as crianças se recreiem de forma sadia e se comprometam espiritualmente. Quanto ao tema proposto, o pastor destaca que por encantar a todos, a história do jardim do Éden desperta o desejo de um dia as pessoas vivam em um local restaurado. “As crianças sonham em escorregar no pescoço da girafa, e nós queremos unir esse sonho com a esperança para que eles saibam que para aqueles que estão vivendo nesse mundo, mas são cidadãos do céu, essa é uma certeza: mais cedo ou mais tarde,

Deus cumprirá a promessa e nós vamos voltar ao Paraíso”, compartilha. No final da tarde de sábado, quatro crianças demonstraram publicamente que entenderam a necessidade de se prepararem para viver nesse jardim. Após uma série de estudos bíblicos e a participação nas atividades do clube de Aventureiros durante todo o ano, elas foram batizadas. Roseli Borgatto, diretora do clube Frutos da Criação, lembra que os desafios são grandes, mas as recompensas são gratificantes. “Trabalhamos o ano inteiro para estar aqui. E além da amizade que eles podem construir com cada colega, eles trocam ideias, informações e aprendem sobre Jesus, que é a parte principal desse encontro”, argumenta, rodeada por 32 crianças.

Não sei, acaso sou eu tutor do meu irmão?” Gen.4:9.

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história de Caim é bastante conhecida. Após assassinar seu irmão ele tenta se esconder de Deus. Só que Deus faz a ele uma pergunta para sua reflexão, afim de que como seu pais ele pudesse despertar sua consciência para o arrependimento. No Jardim Deus pergunta “Onde estás?”. Em seguida Deus pergunta “Onde está teu irmão?”. O que poderia ser uma resposta de confissão e arrependimento foi o contrário. Caim esquivou-se da culpa, sua desobediência e inveja já o haviam levado ao assassinato, agora a omissão. Como resposta ele lança outra pergunta a Deus pensando poder encobrir o seu pecado. “Por acaso sou eu tutor do meu irmão?”. O dicionário Michaelis define tutor como o que protege, ampara, defende. Em outras versões bíblicas encontramos no lugar de tutor a palavra guarda e responsável, que significa aquele que assume responsabilidade. Em outras palavras Caim estava dizendo a Deus que ele não tinha nenhuma responsabilidade sobre Abel, não era ele quem amparava e protegia seu irmão. Assim como Deus fez aquela pergunta a Caim naquele dia, hoje ele dirige a nós o mesmo questionamento: “Onde está o teu irmão?”. Num mundo frio e vazio de amor, corremos o risco de chegarmos à igreja e nem notarmos a falta de nosso irmão, e pior, corremos o risco de responder como Caim, “por acaso sou eu tutor dele?”. Ou seja, não sei e também não quero saber. Na verdade sabemos onde ele está, sabemos o motivo dele não ter comparecido a igreja e somos indiferentes quanto a sua falta. A resposta de Deus a Caim foi: Por que fez isso? (Gên. 4:10). Deus estava falando que não adiantava se esquivar, ele era “sim” responsável por seu

irmão e Ele sabia exatamente o que Caim havia feito. E nós, como temos assassinado nossos irmãos? Será com palavras? Com atos e ações? Quando nos perguntam pelo nosso irmão estamos nós amando-o ou já o assassinamos? Nosso foco é o amor por ele ou as suas faltas? Deus não nos colocou como juízes de nossos irmãos, mas como tutores. Somos responsáveis por cuidar de nossos irmãos e não vigiá-los. Cuidar envolve amor. “O amor seja sem hipocrisia... Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, prefiram dar honra aos outros mais que a si próprios.” Rom.12:9-10.

Como irmãos que buscamos o mesmo objetivo, morar com o nosso Pai Celestial, que nossa meta seja proteger nossos irmãos, ampará-los para chegarmos juntos a casa do Pai. E naquele grandioso dia, quando Deus perguntar “Onde está o teu irmão?” Que tenhamos o privilégio de saber responder a essa pergunta. E que jamais ouçamos Deus dizer: “Por que você fez isso?” Mas que ouçamos “você foi um tutor de seu irmão”. Leila Maria Gomes Ferreira é estudante de sistemas de informação e é casada com o pastor Everson Ferreira, distrital de Poços de Caldas-MG

Músico brasileiro famoso recebe livro “A Grande Esperança”

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músico Caçulinha, produtor do programa Domingão do Faustão, da Rede Globo, recebeu das mãos da diretora da Escola Adventista de Cachoeirinha, RS, Maria Angélica Vieira, um exemplar do livro missionário “A Grande Esperança”. O diálogo entre o músico e a diretora ocorreu durante as filmagens para a gravação do quadro “De olho nele”, do Domingão do Faustão, que ocorreu em outubro e que apresentou, para todo o Brasil, o aluno João Vitor Fragoso. A obra é uma compilação do livro “O Grande Conflito”, da escritora norte-americana Ellen White, e deve atingir, até 2012, todos os lares da região central do Rio Grande do Sul. Em todo o mundo serão distribuídos mais de 166 milhões de exemplares da obra. Leonardo Siqueira / Julcimar Oliveira

Jefferson Paradello

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8 - Primeiro Caderno

Missionários de ontem e de hoje A

palavra missionário sempre soa para mim como mensageiro de boas novas, presença alegre e cheia de esperança, desde a minha mais tenra infância. Os primeiros pastores que conheci lá no interior da Bahia eram missionários americanos que nos davam a impressão de verdadeiros anjos de Deus que só viviam para nos fazer bem, contando as belas histórias da Bíblia e ajudando os carentes em suas necessidades. Não posso me esquecer das figuras imponentes e ao mesmo tempo ternas e amorosas do Dr. Ricardo Waddell, Dr. Rogério Perkins, Dr. Norman Dunsmore, Dr. Raphael Warhaug e outros missionários que vieram desbravar os sertões da Bahia, indo aos rincões de Minas e Goiás, pregando o Evangelho, distribuindo Bíblias e formando congregações em vários lugares. Não posso deixar de mencionar o Dr. Ellis Graves que se tornou meu pai, me ajudou nos estudos em toda a minha preparação para o ministério pastoral. Eles viajavam com uma tropa de burros e um camarada que os acompanhava para cuidar de tudo e passavam três ou mais meses longe da esposa e dos filhos pequenos. Aqui no planalto central foram pioneiros o Dr. Franklin Graham, Rev. Alberto Reasoner, Ricardo Irwin e Rev. João Miller, depois de outros que arriscaram a própria vida para implantar o Evangelho nessa região. Foram perseguidos das formas mais grotescas e mais desumanas, tentando impedir o povo de ouvir a Palavra de Deus e se converter a Jesus Cristo. “Um vigário de Planaltina e da região alertava o povo, diante do altar da capela que Franklin Graham guardava na Igreja Presbiteriana um vidro contendo um capeta, que era solto no púlpito durante os cultos, conforme relato de Jason Tércio em seu livro – “Os Escolhidos”. Informa ainda Jason Tércio que o padre ia de casa em casa recolhendo as Bíblias, livros e folhetos

distribuídos pelos missionários. Mas nem isso, nem as pedradas jogadas no templo, nem a algazarra e a sujeira nas paredes e nas portas, nada disso intimidava o Dr. Franklin e D. Jean, com seu grupo. Foi assim que o trabalho se consolidou, formando a Igreja Presbiteriana de Planaltina. O que a obra missionária nos deixou no Brasil, no Norte e Sul, Nordeste e Sudeste é algo de valor incalculável: – Igrejas, escolas, hospitais e outras obras sociais, por onde passaram esses arautos de Deus. A minha própria vida e centenas e milhares de meninos pobres neste país foram influenciados pela obra missionária dessa gente que consagrou sua vida inteira para salvar nosso povo da ignorância espiritual, resgatando os deserdados da sorte para uma vida de dignidade pessoal e de serviço ao próximo. O Brasil que foi alvo dessa bênção de Deus, recebendo tanto, agora se transforma, aos poucos, em celeiro de missionários que se espalham pelos quadrantes de nosso país e para outros países, inclusive entre os muçulmanos, arriscando a própria vida para proclamar o Evangelho da Redenção e libertação em Cristo Jesus. Estes são os missionários de hoje.

A igreja, de certa forma, permanece na retaguarda, como sempre se diz, orando e sustentando aqueles que estão na fronteira da luta contra as hostes do mal. Todavia, temos também aqui em nossos arraiais, grandes desafios para uma obra missionária urgente e contínua, dentro de nossa casa, com nossa família, nossos filhos, esposos e esposas que, por vezes, desistem e desertam da fé cristã, filhos que se perdem para o mundo, colegas de escola e de trabalho, vizinhos, que se encontram em estado de desespero. Há muitos que se suicidam e pouco sabemos. Irmãos, este é nosso campo missionário, diante do nosso nariz. Há pessoas que estão escravizadas pelas drogas e permissividade em todas as práticas imorais destruindo-se e se condenando hoje e para a eternidade. Somos os missionários de perto para proclamar a essas pessoas que Cristo os ama e quer libertálas e salvá-las para uma vida feliz e abençoada agora e para sempre. “O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23).

Sua igreja se preocupa com a saúde dos membros? Pesquisa revela que quanto mais saudável for o líder, mais saudáveis são os fiéis Pesquisadores da Universidade de Rhode Island, nos EUA, deram uma volta pelo país e reuniram mais de 13 mil líderes religiosos, entre pastores, padres e rabinos. Mas não se tratava de nenhum congresso sobre fé ou espiritualidade, e sim de uma pesquisa sobre saúde. O objetivo: descobrir se a religião pode influenciar as pessoas a cuidar melhor do corpo. Cada um dos líderes religiosos respondeu a um questionário sobre os hábitos de vida dos fieis de sua região (tais como frequência de exercícios físicos, alimentação e preocupação com doenças). Em paralelo, todos os 13 mil voluntários tiveram medidos seu IMC (Índice de Massa Corporal) e outros indicadores de saúde. O resultado mostrou que existe, de fato, relação entre as duas coisas. Quanto mais saudável o guia religioso, em linhas gerais, mais saudável era a comunidade para quem ele ministrava a palavra. E isso está relacionado com vários fatores; desde a preocupação

do templo em incentivar que a população frequente o médico até o tipo de comida servido em cerimônias e piqueniques das congregações. Os pesquisadores explicaram que o estudo foi focado em templos religiosos devido a um fator sociológico: mais de 40% dos americanos frequentam alguma espécie de templo, no mínimo uma vez por semana. Dessa forma, como defendem os pesquisadores, não seria de se surpreender que os indicadores tivessem relação um com o outro. O que faz diferença, conforme apuraram os pesquisadores, são as atividades sociais que a igreja promove. Os templos Luteranos e Metodistas, que forma considerados os mais saudáveis, chegam a promover atividades esportivas para os fieis. A qualidade de vida de cada religioso, em geral, foi proporcional à preocupação que os grupos religiosos dedicam à saúde. Hype Science

Tradicional, Assembleia de Deus discute se mulheres podem ou não ser pastoras

A

s igrejas “Assembleia de Deus”, uma das mais conservadoras do Brasil, vive um momento de reavaliação de conceitos. Diversos ministérios e convenções tem debatido a consagração de mulheres ao Pastorado. Até hoje, a Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB) não reconhece as mulheres como passíveis de consagração, por uma tradição de cem anos consagrando apenas homens ao ministério. Segundo o site Verdade Gospel, o presidente da Convenção das Assembleias de Deus do Distrito Federal, Pastor Sóstenes Apolos, tomou uma decisão em favor da consagração de mulheres ao pastorado. Na assembleia

da convenção do DF, que contou com a presença de 1.500 correligionários, 70% dos presentes votaram favoráveis à consagração de mulheres ao ministério pastoral, e já existem 50 mulheres interessadas. Esse é um grande impasse entre as Assembleias de Deus, pois por serem independentes, as convenções regionais acabam tomando decisões que podem não ser aceitas pela CGADB. Alguns Ministérios, como o de Madureira, já consagram mulheres. O grande exemplo dessa nova postura foi a consagração da cantora Cassiane. Resta a dúvida se nas próximas reuniões, a CGADB irá reconhecer a consagração das pastoras. Gospel+


Primeiro Caderno - 9

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❘❙ Sermão

OS DEZ TALENTOS “O TEXTO DA MENSAGEM DE HOJE ESTÁ EM SÃO MATEUS 25:14-18:

“Pois como será o homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e então partiu. O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. Do mesmo modo o que recebera dois, ganhou outros dois. Mas o que recebera um, saindo abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.” A lição básica da parábola dos dez talentos é a produtividade, e chamemos de produtividade a uma vida vitoriosa, de transformação de caráter ou de aquisição de virtudes da vida cristã. Enfim, a produtividade na vida do cristão, depende do tipo de relação que o servo tem com o seu Senhor. Os dois primeiros servos da parábola tinham uma relação de amor e confiança para com seu Senhor. O Senhor acreditava neles e eles o amavam, respeitavam e admiravam. Então, quando o Senhor foi embora, eles trabalharam com os talentos que o Senhor lhes deixou. E quando voltou, eles tinham o dobro, como fruto do trabalho das suas mãos. Mas sua produtividade estava ligada ao tipo de relacionamento que tinham com o Senhor. Já o caso do terceiro servo é completamente diferente. O terceiro servo era um poço de amargura, de ressentimento, de ódio disfarçado. Era servo. Servia, trabalhava para o Senhor, mas no fundo, desejava vê-lo morto. No fundo, falava mal dele, não acreditava nele. E todo esse poço de veneno, pode ser resumido nos versículos 24 e 25 do capítulo 25 do livro de Mateus: “Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: “Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste, e ajuntas onde não espalhates, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.” Um servo com medo nunca poderá ser um servo produtivo. A primeira coisa que um servo precisa para produzir, é sentir-se amado, compreendido, aceito. O fruto do sentimento maravilhoso de sentirse aceito, será a produtividade. Esta Parábola encerra uma das mensagens mais solenes que o cristão precisa entender: o tipo de relacionamento que Deus quer ter

com o ser humano. Às vezes nós nos unimos a uma Igreja pensando que estamos tornando-nos cristãos. No entanto, nunca descobrimos o que é cristianismo. Passamos a vida toda frequentando uma igreja chamada cristã, mas nunca experimentamos o gozo da vida cristã. Voltemos por um instante ao Jardim do Éden, quando Deus criou Adão e Eva. Ele não os criou para serem robôs programados para obedecer. Deus os criou para que fossem seus filhos. Deus não quer escravos, quer filhos; seres humanos realizados, valorizados, amados, compreendidos. Se olharmos para a Bíblia, veremos que o relacionamento que Deus teve com Adão e Eva, foi um relacionamento de pai para filho. Todos os dias Deus chegava ao jardim e Adão e Eva jogavam-se nos braços do Pai. Havia uma relação de confiança, de amor, de companheirismo. Sabe quando apareceu o medo? Quando o ser humano tentou fazer-se o deus de sua própria vida. Quando ele usou mal a liberdade que Deus lhe confiara. Porque parte do amor de Deus era a liberdade. Deus nunca poderia dizer “eu amo meu filho”, se o tivesse criado sem liberdade. A expressão de seu amor era a liberdade. Liberdade para fazer o bem ou para fazer o mal. Tem muita gente hoje que pergunta: “Pastor, se Deus sabia que o homem ia pecar, por que que colocou no Jardim do Éden uma árvore da ciência do bem e do mal? Por que colocou a possibilidade do mal?” Meu amigo, veja bem, se Deus, ao criar o mundo não tivesse colocado diante do homem a possibilidade do mal, o ser humano não seria livre. O ser humano seria escravo do bem. Ele seria bom unicamente porque não existia a possibilidade de ser mau. Ele não teria liberdade, não poderia escolher. Seria como um animal dominado pelo instinto para um determinado tipo de vida, incapaz de decidir. Foi por isso que Deus criou o ser humano livre. Mas, quando ele usou mal a sua liberdade, o texto bíblico nos relata que: “Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.” (Gênesis 3:8) Então veio a grande pergunta que vemos no verso seguinte: “E chamou

o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: onde estás?” (Gênesis 3:9) E desde aquele dia a grande pergunta de Deus tem sido: “Pedro, onde está você? Francisco, Aparecida, Rosa, Maria, Juliana, José, Rubens, onde está você?” E aí vem a resposta do homem. Escondido atrás da árvore, seminu, com vergonha, arruinado, quebrado por dentro, culpado, atormentado pela consciência: “Senhor, tive medo e me escondi.” Meu querido, num cristianismo sadio, não pode haver lugar para o medo. O medo é fruto do pecado. Antes da entrada do pecado não existia medo. Deus nunca desejou que no relacionamento que Ele tivesse com Seus filhos, existisse a palavra medo. O medo é fruto do pecado. O que acontece em nossos dias, porém, em nome de Deus e em nome da religião? Muitos líderes religiosos estão criando a religião do medo. Ensinam a temer a Deus, ensinam a ver Deus como aquele soberano sentado em Seu trono, com uma vara na mão, olhando para a Terra, com o objetivo de ver quem é o malcriado que se comporta mal, para castigá-lo. Desde criancinhas crescemos com este conceito: se eu for bom, Deus me ama. Se eu não for bom, Deus não me ama. E crescemos pensando assim. E um dia você bate com o carro e a primeira coisa que imagina é: “o que estará errado em minha vida?” Alguém fica doente em sua família e a primeira coisa que você imagina é: “Que pecado oculto haverá em minha vida para que a doença atinja minha família?” Você perde o emprego, e o primeiro pensamento que lhe passa pela cabeça é “Deus está me castigando, porque fiz isto ou aquilo”. O inimigo é terrível! Quando alguma provação chega à sua vida, quando surge algum momento difícil, imediatamente ele faz você lembrar de todas as coisas erradas de seu passado. E a conclusão a que você chega é: eu não presto, estou sofrendo porque Deus está me castigando, não posso orar a Deus porque Ele não ouvirá minha oração. Querido, a religião do medo é a pior coisa que pode acontecer nesta vida. Sabe por quê? Porque o inimigo vai fazer de tudo para levar você para uma vida de pe-

cado e miséria. Mas, se o inimigo não puder mantê-lo no erro, então vai permitir que você volte para Deus, pelos motivos errados. E um dos motivos errados para você se aproximar de Deus, é o medo. Você nunca pode se aproximar de Deus pelo medo. É por isso que se você é um líder religioso, não pode levar a Igreja a um reavivamento autêntico, provocando medo nas pessoas: “Ah, temos que nos preparar porque os juízos de Deus já estão chegando! Temos que mudar de vida porque senão seremos atingidos pela ira de Deus! Temos que nos preparar porque talvez no ano 2000 Cristo volte à Terra!” Não! Se você se preparar por medo, sua preparação não vale nada. Se você se aproximar de Deus por medo, seu cristianismo não vale nada. Por medo, unir-se a uma Igreja, ser batizado e tentar cumprir tudo que Deus pede, não vale. Por medo, para não sofrer os castigos de Deus, para não receber a maldição, para que tudo vá bem! Mas, sabe quando você vai ver a fragilidade de sua triste religião? Quando chegar o momento da pressão, da provação, das dificuldades. O terceiro servo da parábola não sabia que tinha medo de Deus. Ele pensava que era mais um servo, mais um membro da Igreja. Ele não sabia que odiava Seu Mestre. Ele não estava consciente do conceito que ele tinha de Deus. As acusações que saíram de sua boca, os impropérios de seu coração apareceram quando chegou o momento do ajuste de contas. Quando viu que o servo que recebera cinco devolvera dez; o que recebera, dois devolvera quatro; e ele que recebera um, não tinha nada. Foi aí que ele confrontou-se com a sua realidade. Ele não amava seu Senhor. Tinha um monte de acusações. Na sua opinião, o senhor era injusto: colhia o que não havia plantado! Cobrava o que não havia semeado. Então disse: “... receoso, escondi na terra o teu talento.” (Mateus 25:25) A minha pergunta é: “qual é o tipo de cristianismo que você pratica? Você tem medo de Deus ou é atraído a Ele pelo seu maravilhoso amor? Que tipo de cristianismo lhe ensinaram? Pois, desde o momento que você entrou na Igreja, tem que se portar direitinho, porque, senão

, você poderá receber os castigos divinos? É este o tipo de cristianismo que lhe ensinaram? Então você não entendeu o Evangelho, porque o cristianismo é um relacionamento de amor com o Senhor Jesus. Cristianismo é enamorar-se de Jesus, apaixonar-se por Jesus, entregar-Lhe a vida. Colocar a mão no braço de Jesus e dizer assim: “Senhor, leva-me pelos caminhos desta vida.” Você não pode querer portarse bem para ser amado. Precisa, primeiro, ser amado para poder portar-se bem. O filho que sente o amor do Pai é o que melhor se desenvolve. Não teme o futuro nem os desafios porque sabe que está ao lado do Pai e Ele o ama com um amor incondicional. A produtividade na vida cristã depende do tipo de relacionamento que você tem com Jesus. Você acha que só porque caiu uma vez, Deus o detestou? Você acha que porque escorregou cinco, dez vezes, Deus não acredita mais em você? Ah, querido, a Bíblia está cheia de exemplos, de um Pai que espera, que procura, que chama e que não perde as esperanças. Aceite este amor hoje mesmo.

ORAÇÃO Pai querido, obrigado por Teu amor infinito. Ah, Senhor, nunca poderemos entender a imensidão deste Amor, mas, obrigado, porque o que seria de nós se não nos amasses tanto. Agora, aceita esta oração e a oração sincera de tantas pessoas que estão falando em seus corações Contigo, aí onde estão. Em nome de Jesus. Amém.

Pr. Alejandro Bullón

50 mil orações respondidas George Muller foi um homem de oração. Construiu vários orfanatos e sustentou milhares de órfãos sem pedir nada para ninguém. Apenas para Deus. Tinha calos nos joelhos. Leu a Bíblia mais de 100 vezes. Anos atrás li um dos muitos livros que contam relatos impressionantes de respostas às orações. O título já é sugestivo: “50 mil orações respondidas”. Muller registrava, como um cuidadoso contabilista, o dia do pedido e a data da resposta recebida de Deus. Todo esse ministério de serviço voluntário foi desenvolvido na Inglaterra, porém Muller nasceu na Prússia, em 1805. Convertido, depois

de anos de devassidão e pecado, mereceria um lugar na galeria dos homens da fé, em Hebreus 11. Entre tanta coisa que existe sobre a vida deste homem de Deus (eu sou um fã dele e já vivi algumas experiências parecidas – ah, também nascemos no mesmo dia, 27 de setembro), deixou cinco condições para uma oração eficaz: George Muller 1 – Plena dependência nos méritos e mediação do Senhor Jesus Cristo – a única base do recebimento das bênçãos de Deus.

2 – Separação de todo pecado conhecido; se atentarmos à iniquidade nos nossos corações, o Senhor não nos ouvirá, pois tal seria aprovar o pecado. 3 – A fé na Palavra de Deus, confirmada pelo seu juramento; não crer nEle, seria fazê-lo mentiroso e perjuro. 4 – Pedir segundo a vontade de Deus; precisamos ter motivos puros, não apenas buscar alguma coisa de Deus para despendê-la nas nossas cobiças. 5 – A insistência em suplicar,

esperando em Deus e por Ele, como o lavrador espera o precioso fruto da terra. George Muller praticava continuamente a oração intercessora. Orava pelos amigos, pelos não convertidos, por aqueles que estavam distantes do Senhor. Certa feita orou pela conversão dos três filhos de um amigo. Depois de 10 anos o primeiro converteu-se. Continuou orando pelos outros dois. Quase dez anos depois o segundo aceitou Jesus. Persistiu orando pelo terceiro. Este se converteu pouco tempo depois da morte de Muller.

E você? Tem feito da oração a “respiração da alma”? Escolha três amigos (ou inimigos!) e comece a orar por eles. Aliás, tem um projeto novo começando na internet chamado Oro Por Você. Uma agenda virtual de oração onde você pode registrar seus pedidos, agradecimentos, orar pelos outros e receber orações. Siga aí as dicas de George Muller. Mantenha sintonia constante com o Rei do Universo. Ele tem prazer em responder!


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10 - Primeiro Caderno

❘❙ Notícias Internacionais

Na América Central, os ministros se conectam no primeiro concílio virtual na região REUNIÃO ON-LINE ATRAI 3.000 PASTORES; WILSON INSTA MISSÃO URBANA

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ais de 300 pastores do sul do México participam do primeiro concílio ministerial de toda a região Inter-americana a partir da Universidade Adventista de Linda Vista, em Chiapas. Eles estavam entre os cerca de 3.000 pastores que se encontraram on-line com a liderança da Divisão em Miami, Flórida, em 26 de outubro. [fotos: Libna Stevens] Pastores adventistas do sétimo dia da América Central se reuniram on-line com a liderança de topo da Igreja na semana passada para discutir formas de motivar os membros da igreja a orar e estudar a Bíblia. Este concílio ministerial inédito, realizado em 26 de outubro na sede da Divisão Inter-Americana, foi parte do apelo da Igreja para o reavivamento espiritual de toda a região, que ganhou impulso desde o início do ano. Por duas horas, cerca de 3.000 pastores distritais e capelães reuniram-se nos escritórios de suas respectivas associações regionais para ouvir os líderes de topo da Igreja em Miami falar sobre reavivamento espiritual, reforma e novas iniciativas e recursos

em toda a Divisão. Os participantes também se envolveram numa sessão de perguntas e respostas. “Estamos tão ocupados com liderar as Igrejas, visitar os membros, batizar almas, que é bom nos distanciarmos por algumas horas para conversar com vocês, saber o que lhes diz respeito e incentivá-los a continuar sendo pastores super-eficazes”, disse Israel Leito, presidente da Igreja na América Central. O presidente mundial da Igreja Adventista, Ted N. C. Wilson, incentivou os ministros e líderes através de uma mensagem de vídeo pré-gravada a aprofundar seu estudo das Escrituras. “A Palavra de Deus é tão crucial para o nosso futuro como povo profético”, disse Wilson. “Por favor, nunca desqualifiquem ou depreciem a Bíblia e sua mensagem como apenas um livro simbólico ou alegórico. A Palavra de Deus e seus relatos da história, incluindo milagres, são verdadeiras e reais e demonstram a autoridade de Deus.” Durante a sua mensagem de 10 minutos, Wilson perguntou aos líderes: “Estamos dispostos a sair das

nossas zonas de conforto ... permitir que Deus faça o que é necessário para preparar cada um de nós para um verdadeiro avivamento pessoal e coletivamente, para mudança ou reforma através de nossas vidas de modo a nos tornarmos mais parecidos com Jesus e para a recepção da chuva serôdia?” Wilson também reiterou seu chamado para o evangelismo pessoal e público ao mundo em grandes centros urbanos. Durante o concílio virtual, pastores locais ouviram da estratégia da Igreja para o Reavivamento e Reforma. Outras iniciativas de abrangência da Divisão foram anunciadas, incluindo um programa de educação contínua para os ministros, programas de retenção de membros e Visão de Um Milhão, um programa de treinamento e discipulado concebido para equipar um milhão de membros da Igreja a compartilharem o evangelho em suas comunidades no próximo ano. Hector Sanchez, secretário ministerial para a Divisão Inter-America, incentivou os pastores a continuarem a procurar um reavivamento espiritu-

Equipe monitora uma sala de bate-papo online em inglês, espanhol e francês ao pastores enviarem perguntas durante a reunião virtual.

al dentro de si a fim de efetivamente ministrar para suas congregações. “Vamos dedicar duas horas por dia meditando na Palavra de Deus”, disse Sanchez. “No meio das nossas muitas tarefas, nos comprometamos a estudar a Bíblia. Queremos investir em você, nós te amamos do fundo dos nossos corações, acreditamos em você e queremos treiná-lo ainda mais e oferecer as ferramentas necessárias para continuar com a missão”. Ao voltar-se o programa para o

seu segmento de fórum, Leito encorajou os pastores a ministrarem para suas famílias e se concentrarem em passar tempo com os familiares. Durante o programa, Leito incentivou os ministros a tomarem conta uns dos outros e buscar aconselhamento quando estivem lutando com problemas ou situações desafiadoras. “Vamos ser pastores aos nossos pastores”, disse Leito. Libna Stevens

Na Tailândia, o braço humanitário da Igreja responde à pior inundação em 50 anos ADRA DISTRIBUI CENTENAS DE PACOTES DE CUIDADOS DE EMERGÊNCIA, E ÁGUA POTÁVEL

O

braço humanitário da Igreja Adventista do Sétimo Dia está respondendo às piores inundações que a Tailândia já testemunhou em meio século. Mais de um terço daquele país do sudeste asiático está atualmente inundado após meses de chuvas de monção inesperadamente pesadas. A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais na Tailândia já distribuiu cerca de 2.000 pacotes de cuidados de emergência para as famílias afetadas. Cada pacote inclui produtos alimentares, água potável e medicamentos. A ADRA Tailândia também forneceu um adicional de 1.500 contêiners de água para os moradores dos distritos remotos, onde famílias encontram-se abandonadas, sem

eletricidade ou suprimentos. A água que flui em direção ao sul, no rumo do Golfo da Tailândia, já matou cerca de 400 pessoas e desalojou mais de 100.000, a Associated Press, disse. Dezenas de milhares de residentes de Bangkok estão fugindo da capital adiante de um fluxo de água da altura da cintura, indicam notícias locais. Adventistas na região estão relatando danos a casas e propriedades, mas nenhuma perda de vida. A universidade da Igreja, localizada a duas horas de Bangkoc em terreno mais elevado, permanece a salvo de inundações, disse Simon Siew, um oficial da Igreja da União Missão do Sudeste da Ásia. Os líderes da Igreja estão preocupados que a sede da Missão Adventista da Tailândia -- assim como muitas das escolas próximas que pertencem

à Igreja, e um hospital -- estejam vulneráveis às inundações nos próximos dias. Há expectativa de que o governo tailandês abra os diques de controle de inundações da área para aliviar os canais e rios que se avolumam. “Há uma necessidade urgente agora para a Missão Adventista da Tailândia adquirir dois barcos para ajudar nos esforços de ajuda na inundação”, disse Siew, num e-mail esta semana. “Por favor, orem pelo nosso pessoal lá enquanto lutam para continuarem com suas atividades em face deste terrível desastre natural.” Oficiais da ADRA na Tailândia devem reavaliar a situação nas próximas semanas, proporcionando assistência adicional, se necessário. Pessoal do RAN

COMUNICAÇÃO CLARA E TRANSPARENTE É A “ALMA” DA ORGANIZAÇÃO NECESSÁRIA A ADAPTAÇÃO CRIATIVA DE NOVAS PLATAFORMAS DE COMUNICAÇÃO, DIZ NEFF

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editor de uma das principais revistas cristãs dos Estados Unidos confirmou o compromisso da Igreja Adventista do Sétimo Dia com a comunicação corporativa e a rápida evolução das melhores práticas do setor, dizendo que a continuação disso resulta em ganhos do investimento. David Neff, editor da revista ‘Christianity Today’, disse que se a Igreja Adventista não controlar sua comunicação, alguém o fará. “Vai ser feito de alguma outra maneira”, disse Neff. “Para se comunicar de forma eficaz e benefíciar-se a partir da interação e feedback do leitor, os comunicadores da Igreja devem se adaptar às mudanças nos meios de comunicação e plataformas de comunicação” Neff apresentou seus comentários durante o discurso principal na convenção anual da Sociedade de Comunicadores Adventistas, ocorrida em 21 de outubro. Cerca de 200 participantes estão reunidos este ano em Lombard, Illinois, para formação de redes de comunicação e treinamento em melhores práticas de relações públicas”. Neff foi escolhido como destaque no evento por causa de seu conhe-

cimento das tendências atuais em comunicação, disse George Johnson, diretor de comunicação da Igreja Adventista na América do Norte. A Sociedade normalmente seleciona oradores na região de sua convenção anual. “Sabíamos que vindo à área de Chicago poderíamos tirar partido dos conhecimentos de Davi e do que ele tinha para oferecer”, disse Johnson. ‘Christianity Today’, sediada no subúrbio de Carol Stream, nas proximidades de Chicago, foi fundada pelo pastor protestante evangélico Billy Graham, em 1956. Tem uma tiragem de 130.000 exemplares e um público de 275.000, incluindo seus textos digitais, de acordo com o seu website. Neff chamou a comunicação de “alma” de uma organização. “Preste atenção aos seus leitores, o de que eles precisam, o que eles pensam que precisam e como lêem”, disse ele. “Comunique-se vigorosamente, de maneira clara e transparente. Esse investimento vai render. Não o reduza”. A mensagem de abertura de Neff, sob o título “Google e Gutenberg”, traçou a evolução das plataformas de comunicação, começando com os primeiros “adaptadores” que trocaram seus pergaminhos por livros no século 13. Hoje os cristãos podem aprender sobre como os antigos se fizeram canais claros para comparti-

lhar a Cristo, disse ele. “As revoluções na comunicação sempre significaram novas possibilidades”, disse Neff. “Novas adaptações são necessárias. Sob a providência de Deus, sua adaptação criativa pode e vai dar frutos bons.” Essa flexibilidade é especialmente crucial segundo a tecnologia de hoje continua a apresentar novas mídias e plataformas, disse Neff. Quando ele assumiu o comando de ‘Christianity Today’, em 1985, Neff disse que achava que a Internet fosse “efêmera e talvez divertida”, mas nunca iria substituir a permanência de mídia de impressão. A revista foi a primeira provedora de conteúdo religioso da America Online. Agora, 50 por cento do conteúdo da organização existe exclusivamente online, gerando noticiário da mídia à frente da edição impressa. Embora novas plataformas representem que o conteúdo de uma organização pode se difundir em tempo “incrivelmente rápido”, também prejudica a marca da organização, disse Neff. A desvantagem da divulgação rápida, segundo ele, é que os leitores on-line não sabem o que e onde eles estão lendo. “Eles dizem, ‘vi no Facebook’”. Um de seus amigos postou um link, e o artigo agora está associado com o bom gosto do seu

amigo, não com a marca jornalística que o trouxe a ele”, disse Neff. Além disso, com atualizações instantâneas do Facebook e Twitter, mais mídias tradicionais devem se adaptar, disse ele. Um vídeo pode evocar resposta emocional diferente de qualquer outra mídia, mas muitos comunicadores não estão capitalizando sobre essa força, Neff disse. Em vez disso, “contentamo-nos com uma cabeça falante e, na melhor das hipóteses, várias cabeças falantes em uma configuração de sala de estar.” Mesmo o conteúdo on-line deve se adaptar segundo as plataformas de mídia evoluam, disse Neff citando um estudo recente que relata que 6,7 por cento do tráfego da Internet agora vem a partir de dispositivos móveis. A pesquisa de uma plateia é fundamental, disse Kimberly Maran, presidente da SAC e editor-assistente das revistas Adventista e Adventist World. “Eu aplaudo ‘Christianity Today’ pela pesquisa que estão fazendo para encontrar a melhor forma de servir o seu público”, disse Maran. “Creio que isso é algo que nós comunicadores adventistas podemos fazer mais e melhor.” A sociedade deve se reunir no próximo ano em Albuquerque, Novo México, Estados Unidos. Elizabeth Lechleitner e Ansel Oliver

David Neff, editor da revista ‘Christianity Today’, disse que o conteúdo da revista está cada vez sendo mais oferecido através de formatos eletrônicos e móveis para atender os mutantes desejos dos leitores. Ele falou na convenção anual da Sociedade de Comunicadores Adventistas em 21 de outubro em Lombard, um subúrbio de Chicago.


Primeiro Caderno - 11

Novembro/2011

❘❙ Notícias Nacionais

PESSOAS DE TODO O MUNDO ASSISTEM AO EVANGELISMO PELA WEB

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evangelismo A Grande Esperança alcança milhares de pessoas através da transmissão via satélite gerada pela TV Nuevo Tiempo e, também, através da web. Todos os dias, o site www.esperanzaweb.com permite aos internautas de todo o mundo assistir ao sermão apresentado pelo pastor brasileiro Luís Gonçalves em tempo real. Na última terça-feira (dia 8), segundo os registros oficiais, o pico de usuários simultâneos ultrapassou 900 pessoas, uma marca nesse tipo de transmissão online em evangelismos realizados pela Igreja Adventista do Sétimo Dia junto a

países onde se fala o espanhol. No contato das redes sociais como Facebook e Twitter, a equipe de comunicação que faz a cobertura do evento assinalou participações que extrapolam as fronteiras da América do Sul. Gente de países como México, Canadá, El Salvador e Estados Unidos enviam mensagens e afirmam que estão acompanhando a programação pela web. É por essa razão que é impossível mensurar exatamente quantas pessoas assistem a um evangelismo como esse. Os números que podem ser medidos falam em milhares, mas é possível concluir que, pela abrangência da

web, os beneficiados com a transmissão e outros programas que estão sendo gerados online, cheguem a milhões em todo o planeta. Quatro materiais estão disponíveis para os internautas após a noite de cada evangelismo. Para os líderes, no site www.evangelismointegrado.com estão disponíveis as capacitações coordenadas pelos pastores Luís Gonçalves, Everon Donato, Elbert Kuhn e convidados com orientações importantes a respeito do andamento da programação. O treinamento vai ao ar ao vivo todos os dias às 19h15min (horário de Buenos Aires). Outro material disponível no mesmo lugar é o videochat realizado ao vivo (sempre depois da transmissão) e que conta com a participação do próprio orador, o pastor Luís Gonçalves, que conversa com o apresentador Alex Villar. Além disso, um informativo chamado La Gran Esperanza News (produzido pela equipe de comunicação da Universidad Adventista del Plata – UAP ao vivo sempre às 19h30min) também pode ser visto depois no site www.evangelismointegrado.com. Já os sermões de cada noite estão disponíveis, tanto no Evangelismo Integrado, quanto no www. esperanzaweb.com. Felipe Lemos

Alunos da FAAMA distribuem 30 mil livros no feriado de finados

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dia 2 de novembro para muitos é considerado uma data de tristeza, saudade e solidão. Para quebrar esse clima os alunos e funcionários da Faculdade Adventista da Amazônia organizaram o IMPACTO FAAMA, que atingiu os municípios que estão ao redor da Faculdade com a distribuição de 30 mil livros A Grande Esperança. Em 11 ônibus, as centenas de duplas de voluntários saíram às cidades de Benevides, Santa Isabel,

Santa Bárbara e a ilha de Mosqueiro, compartilhando alegria e esperança. “A semana que antecedeu este evento foi de muita expectativa, pois fizemos muitos mutirões à noite preparando cada kit, e é recompensador após todo o esforço, ver os diretores, professores e os funcionários juntos com os alunos envolvidos na missão de salvar distribuindo os livros de casa em casa”, declara professor Juliano Almeida, diretor administrativo da FAAMA. A distribuição contemplou alguns lugares que os alunos de teologia já estavam em atividades missionárias realizando trabalhos

sociais como cumprimento de uma das matérias do Seminário Adventista Latino Americano de Teologia (SALT). “Uma disciplina de sala de aula pode resultar em muitas pessoas auxiliadas nas suas necessidades materiais e espirituais, bem como em dezenas de batismos”. Esse foi o resumo dado pelo pastor Heraldo Lopes, Doutor em Teologia Pastoral sobre a realidade da matéria “Sociedade e Religião”, cursada pelos alunos do primeiro ano de Teologia da FAAMA - Faculdade Adventista da Amazônia.

O desafio era motivar os alunos a praticarem o que estavam aprendendo. Assim, uma dezena de projetos sociais, com foco na missão da Igreja, foram idealizados, e aplicados em diversas comunidades próximas. Doação de sangue, arrecadação e doação de alimentos, consultas médicas, odontológicas e jurídicas, atividades infantis, distribuição do livro – A Grande Esperança, aferição de pressão, corte de cabelos e outras mais foram algumas das ações realizadas, sempre divulgando a Igreja Adventista do Sétimo Dia e a FAAMA. Como o foco era integrado, os interessados despertados pelas ações

foram encaminhados para reuniões de estudo da Bíblia, onde dezenas delas tomaram a decisão e se uniram à Igreja Adventista do Sétimo Dia. Em Águas Lindas, Ananindeua, mais de 500 pessoas se reuniram todas as noites e uma grande concentração no Ginásio de Esportes do Coqueirão, no sábado, 29, onde cinco mil pessoas participaram com alimentos e presenciaram um festival de louvor e concluindo o projeto com quase 100 pessoas batizadas. O pastor Davi Tavares, diretor do SALT-FAAMA, ao presenciar e participar dos eventos, resumiu a experiência em um palavra: “Fantástico!” declarou. As ações dos projetos, como pregações e estrutura, foi liderada pelos alunos, contando com envolvimento de voluntários engajados nos projetos sociais e evangelísticos. Uma das opções de projetos que se destacaram foi no Aeroporto de Belém, onde puderam atingir uma classe social diferenciada, durante 24 horas incluindo o horário de pico do movimento de passageiros no terminal. Outro projeto que não só atingiu a comunidade mais envolveu autoridades do meio político nacional foi o realizado em Curuçá, na área metropolitana de Belém, o Ginásio de Esportes local foi tomado por alunos e voluntários, que fizeram uma programação beneficiando a população e concluído com mais de uma dezena de pessoas batizadas. “Os detalhes teóricos dos projetos ficaram armazenados à disposição da Igreja, podendo ser adaptados conforme as realidades locais, servindo a todos os que quiserem realizá-los em suas realidades”, declarou pastor Heraldo Lopes. Márcio Araújo

Projeto de estímulo à fidelidade e adoração cristã

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omo parte das ações do Ministério da Fidelidade da Igreja Adventista do Sétimo Dia na região sul-rio-grandense, foi lançado oficialmente entre grupo de pastores da instituição gaúcha o projeto Equipe Distrital do Ministério da Adoração (Edma). A iniciativa é uma adaptação de um projeto já existente no nordeste e no Rio Grande do Sul, o plano visa impulsionar o crescimento espiritual e evangelístico de cada igreja pertencente do território. Na prática, os pastores deverão selecionar quatro pessoas de cada igreja para comporem as equipes da Edma. Tudo acontece da seguinte maneira: A cada terceiro sábado, as pessoas pertencentes ao projeto visitam as igrejas realizando seminários e instruindo os líderes locais com relação ao trabalho evangelístico proposto por cada congre-

gação. Além disso, eles recebem claras orientações acerca da adoração a Deus por meio dos dízimos e das ofertas. Para que o projeto alcance o êxito desejado, os integrantes de cada equipe são escolhidos criteriosamente. Entre as características principais, um membro da Edma deve ter uma boa vida espiritual, ser apaixonado pela missão, ser comprometido com as atividades da igreja, ser um fiel dizimista, além de ter uma boa reputação tanto na igreja, quanto na comunidade. O projeto já começou a ser implantado em algumas igrejas em fase de experimento e devido o seu sucesso e aceitação entre os adventistas, a ideia agora será difundida para o restante do Estado. De acordo com o seu idealizador, pastor José Santos, já é possível mensurar um aumento considerável na arrecadação de dízimos e ofertas nas

igrejas que estão recebendo a visita dos componentes do projeto. Endossando a importância da mordomia cristã nos dias atuais, o presidente da Igreja Adventista da Associação Sul-rio-grandense, pastor Elias Zanotelli, falou hoje para o grupo de pastores da instituição que a obra final de pregação do evangelho somente será finalizada através da mordomia cristã. Durante o encontro pastoral, os ministros receberam todas as instruções necessárias para que o plano seja implantado em cada igreja da instituição. No dia 27 de novembro o projeto será lançado oficialmente na região de Pelotas e no dia 4 de dezembro, o lançamento ocorrerá em Porto Alegre. Luzia Paula

Congresso do Ministério da Mulher envolve mais de 5 mil pessoas

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cenário do século XIX levou milhares de pessoas a passearem pelas páginas da história do surgimento da Igreja Adventista no mundo, durante o Congresso do Ministério da Mulher, promovido pela ala feminina da Igreja Adventista na região este brasileira, no sábado 22 de outubro, na cidade de Itaboraí no Rio de Janeiro. O texto, o figurino e as personagens que marcaram o nascimento da igreja no período de 1844, quando ocorreu o grande desapontamento, foram minuciosamente contados durante a programação realizada na quadra do Colégio Adventista de Itaboraí. Raquel Arrais, diretora associada para os Ministérios da Mulher adventista no mundo e Williane Marrone, diretora do Ministério da Mulher para oito países da América do Sul, abriram espaço em sua agenda e participaram ao lado das demais representantes desta ala no Estado do Rio de Janeiro. O sugestivo tema “Na Mesma Esperança dos Pioneiros”, proporcionou uma visão claro do plano de Deus para a igreja, mostrou a importância de cada fato com base nos escritos bíblicos e fortaleceu a fé e a esperança das mais de quatro mil mensageiras de esperança que estiveram no evento. Entre tantas mulheres, até mesmo algumas mineiras marcaram presença; saíram de suas cidades para se unirem as outras mensageiras da esperança. De acordo com Sara Lima, diretora do Ministério da Mulher que abrange os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, este programa permitiu reforçar o compromisso das mulheres com a obra de evangelização e o propósito na missão. Para o próximo ano, o

desafio é vê-las levando no dia 02 de junho, durante o batismo do Ministério da Mulher novos amigos para Cristo, concluiu. O congresso durou todo o dia e para completar o time de líderes, o pastor Erton Köhler, presidente da organização adventista para os oito países da América do Sul, esteve presente e trouxe uma reflexão voltada para o crescimento da igreja no mundo. Além disso, convocou os fiéis a abraçarem as ações de esperança com ênfase na distribuição do livro missionário “A Grande Esperança”. Ao final da programação aproximadamente duzentas mulheres foram investidas como Mensageiras da Esperança, aceitando o desafio de trabalhar na pregação do evangelho. Na parte final da programação, Any Gonçalves emocionou a multidão de espectadores ao contar a respeito da fragilidade de sua saúde; a adolescente de 15 anos está lutando contra um linfoma. Entre uma quimioterapia e outra, a jovem tem dedicado o tempo a cantar e a testemunhar do amor de Deus. Espírito Santo - O evento feminino partiu para o Espírito Santo no domingo, dia 23 de outubro, e foi realizado na Igreja Central de Vitória com a presença de mais de 1.200 mulheres. Um belo cenário foi montado na nave da igreja com a réplica da casa da Sra. White em lembrança ao dia 22 de outubro de 1844 e os participantes vestiram-se com trajes da época tornando o evento ainda mais emocionante. Ao final da programação mais de 150 mulheres foram investidas com o lenço de Mensageira da Esperança. Ruth Albuquerque


12 - Primeiro Caderno

Novembro/2011


Jornal Orion