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volume único

Esta obra aborda temas da Geografia do Brasil e do mundo, que permitem compreender as sociedades atuais, suas mudanças ao longo da História e suas relações com a natureza. Nela também são analisadas as interações entre culturas e povos diversos e as dinâmicas político-econômicas e territoriais que marcaram a construção do espaço geográfico do Brasil e do mundo. O conteúdo está organizado em três partes: • Parte 1 – Ambiente e sociedade; • Parte 2 – Brasil no mundo globalizado; • Parte 3 – Geopolítica e economia mundial. A obra traz também um caderno de Leituras Complementares, um caderno de Atividades Complementares e um Atlas Geográfico. Além disso, você tem acesso a uma plataforma inteligente que integra livro multimídia, imagens, animações, testes interativos e muitos outros recursos digitais, tudo para que seu aprendizado se torne mais dinâmico e prazeroso.

ISBN 978-85-451-0425-4

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ATIVIDADES COMPLEMENTARES 8/26/16 3:02 PM


volume único

ATIVIDADES COMPLEMENTARES » ARNO ALOÍSIO GOETTEMS Bacharel e licenciado em Geografia pela Universidade de São Paulo Mestre em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo Professor de Geografia na rede particular de São Paulo

» ANTONIO LUÍS JOIA

LEITURAS E INTERAÇÃO

Bacharel e licenciado em Geografia pela Universidade de São Paulo Professor de Geografia no Ensino Fundamental e no Ensino Médio nas redes pública e particular do Estado de São Paulo Professor da rede municipal de São Paulo

1


Geografia: Leituras e Interação – Volume Único – Atividades Complementares © 2016 Leya

Direção editorial Mônica Vendramin Coordenação editorial de ciências humanas Camila Carletto Ebe Christina Spadaccini Edição Cassia Yuka de Andrade Tamura Mariangela Secco Assistência editorial Celeste Baumann Coordenação de produção Nadiane Oliveira

Título original da obra: Geografia: Leituras e Interação – Volume Único – Atividades Complementares São Paulo * 1ª edição * 2016 Todos os direitos reservados: Leya Av. Angélica, 2318 – 11o andar – Consolação CEP 01228-200 – São Paulo – SP – Brasil Fone 0800 607 7700 www.leya.com.br leyaeducacao@leya.com

Coordenação de arte e capa Thais Ometto

ISBN 978-85-451-0425-4

Edição de arte e capa Thais Pedroso Imagem de capa: soft_light/ Shutterstock

Impressão e acabamento

Coordenação de iconografia Jaime Toshio Yamame Iconografia Paula Dias Mapas Allmaps Gerência de revisão Miriam de Carvalho Abões Assistência de coordenação de revisão Cláudia Renata Costa Colognori Revisão Célia Sunahara Luciene Ruzzi Brocchi Olivia Yumi Duarte Solange de Almeida Francisco

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Ficha elaborada por: Tereza Cristina Barros Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)- CRB-8/7410 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Ficha elaborada por: Tereza Cristina Barros Barros – CRB-8/7410 Ficha elaborada por: Tereza Cristina - CRB-8/7410

Goettems, Arno Aloísio leituras e interação : volume único : Goettems, Geografia, Arno Aloísio atividades complementares / Arno Aloísio Goettems, Geografia, leituras e interação : volume único : Antonio Luís Joia. -1. ed. -- SãoGoettems, Paulo : Leya, atividades complementares / Arno Aloísio Antonio2016. Luís Joia. -- 1. ed. -- São Paulo : Leya, 2016.

Bibliografia. ISBN 978-85-451-0425-4 Bibliografia. ISBN 978-85-451-0425-4 1. Geografia (Ensino médio) I. Joia, Antonio Luís. II. (Ensino Título. médio) I. Joia, Antonio 1. Geografia Luís. II. Título.

03.08/063-2016 03.08/063-2016

CDD- 910.712

CDD- 910.712 Índices para catálogo sistemático:

Índicepara paracatálogo catálogo sistemático: Índices sistemático: 1. Geografia : Ensino médio 1. Geografia : Ensino médio

910.712

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APRESENTAÇÃO Caro aluno, cara aluna Aprender e ensinar Geografia requer o desenvolvimento de diversas habilidades de leitura, escrita e análise dos dados que nos são apresentados de diferentes formas, como mapas, gráficos, tabelas, imagens, entre outras. Nessa disciplina escolar, de conteúdos tão ricos e variados, é fundamental aprender a estabelecer relações entre os processos históricos e a atualidade, entre a sociedade e o meio ambiente, entre os processos político-econômicos e as condições de vida das populações. Um dos momentos mais importantes para o desenvolvimento dessas habilidades ocorre na realização de atividades, sejam elas individuais ou em grupo, com ou sem a ajuda do(a) professor(a). Por isso, criamos este caderno de Atividades Complementares para que você tenha, além dos exercícios do livro, outras oportunidades de aprendizagem. Aqui você encontrará uma grande variedade de recursos, como textos jornalísticos, literários e científicos; mapas; imagens; charges; tabelas e gráficos para que você possa desenvolver as suas capacidades de leitura, análise, compreensão, interpretação e escrita nos diversos temas da Geografia. Nas seções interdisciplinares (Outras Leituras e Leituras Transversais), também haverá um diálogo com as outras áreas do conhecimento. Procuramos elaborar atividades que contribuam para o desenvolvimento de habilidades e o contato com temas e conteúdos importantes para a sua formação. Também ampliamos a quantidade de exercícios extraídos do Enem e dos vestibulares. Ao final deste caderno, há um gabarito com respostas e comentários das atividades. Use-o para estudar de maneira autônoma e independente. Bom trabalho! Os autores


SUMÁRIO PARTE 1 – Ambiente e Sociedade UNIDADE 1 ASTRONOMIA E CARTOGRAFIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

ATIVIDADES COMPLEMENTARES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Capítulo 1 – O planeta Terra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Capítulo 2 – Representação da Terra. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Capítulo 3 – Paisagem e sensoriamento remoto . . . . . . . .

QUESTÕES DE VESTIBULARES E DO ENEM. . . . . . . . . .

UNIDADE 7 AGROPECUÁRIA E ESPAÇO GEOGRÁFICO. . . . . . . . . 86

ATIVIDADES COMPLEMENTARES.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86 6 6 6 8 11 16

Capítulo 19 – Desenvolvimento histórico da produção agropecuária. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86 Capítulo 20 – Produção agropecuária no mundo contemporâneo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90 Capítulo 21 – Produção agropecuária e questões socioambientais.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94

QUESTÕES DE VESTIBULARES E DO ENEM. . . . . . . . . . 99

UNIDADE 2 ESTRUTURA GEOLÓGICA E SUPERFÍCIE DA TERRA .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18

UNIDADE 8 POPULAÇÃO E ESPAÇO GEOGRÁFICO. . . . . . . . . . . . . 102

Capítulo 6 – Aspectos socioambientais da litosfera e da hidrosfera. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26

Capítulo 22 – Estrutura e dinâmica populacional. . . . . . . . 1 02 Capítulo 23 – População brasileira. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105 Capítulo 24 – Grandes civilizações e fluxos migratórios internacionais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110

ATIVIDADES COMPLEMENTARES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 Capítulo 4 – Estrutura geológica da Terra. . . . . . . . . . . . . . . . 18 Capítulo 5 – Relevo, solos e hidrografia. . . . . . . . . . . . . . . . . 22

ATIVIDADES COMPLEMENTARES.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102

QUESTÕES DE VESTIBULARES E DO ENEM. . . . . . . . . . 34

15 QUESTÕES DE VESTIBULARES E DO ENEM. . . . . . . . . . 1

UNIDADE 3 A ATMOSFERA TERRESTRE.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36

PARTE 3 – Geopolítica e economia mundial

ATIVIDADES COMPLEMENTARES.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36 Capítulo 7 – Características gerais da atmosfera. . . . . . . . 36 Capítulo 8 – Características dos tipos de clima . . . . . . . . . 39 Capítulo 9 – Fenômenos e problemas ambientais atmosféricos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42

QUESTÕES DE VESTIBULARES E DO ENEM. . . . . . . . . . 46

UNIDADE 4 DOMÍNIOS NATURAIS E SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL. . . . . . . . . . . 49

ATIVIDADES COMPLEMENTARES.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49 Capítulo 10 – Formações vegetais: distribuição e características. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49 Capítulo 11 – Formações vegetais: exploração e impactos ambientais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 Capítulo 12 – Sustentabilidade socioambiental. . . . . . . . . . 55

QUESTÕES DE VESTIBULARES E DO ENEM. . . . . . . . . . 61

PARTE 2 – Brasil no mundo globalizado UNIDADE 5 INDUSTRIALIZAÇÃO E ESPAÇO GEOGRÁFICO. . . . . 64

ATIVIDADES COMPLEMENTARES.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 Capítulo 13 – Revolução Industrial e regionalização econômica mundial.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 Capítulo 14 – Industrialização do Brasil e dos países emergentes.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66 Capítulo 15 – Produção industrial e questões socioambientais.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69

QUESTÕES DE VESTIBULARES E DO ENEM. . . . . . . . . . 73

UNIDADE 6 URBANIZAÇÃO E ESPAÇO GEOGRÁFICO. . . . . . . . . . 75

ATIVIDADES COMPLEMENTARES.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 Capítulo 16 – Urbanização no Brasil e no mundo. . . . . . . . 75 Capítulo 17 – Dinâmica socioespacial das cidades. . . . . . 76 Capítulo 18 – Problemas ambientais urbanos. . . . . . . . . . . 79 QUESTÕES DE VESTIBULARES E DO ENEM. . . . . . . . . . 84

UNIDADE 9 GLOBALIZAÇÃO E ESPAÇO GEOGRÁFICO MUNDIAL.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118 ATIVIDADES COMPLEMENTARES.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118

Capítulo 25 – Das guerras mundiais à multipolaridade. . . 1 18 Capítulo 26 – Globalização econômica. . . . . . . . . . . . . . . . . . 120 Capítulo 27 – Globalização e transformações socioespaciais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123 28 QUESTÕES DE VESTIBULARES E DO ENEM. . . . . . . . . . 1

UNIDADE 10 REDES DE FLUXOS NO MUNDO GLOBALIZADO.. 130 ATIVIDADES COMPLEMENTARES.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130

Capítulo 28 – Redes de comunicação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130 Capítulo 29 – Redes de transporte e turismo. . . . . . . . . . . . 1 35 Capítulo 30 – Energia e questões socioambientais. . . . . . 1 38 41 QUESTÕES DE VESTIBULARES E DO ENEM. . . . . . . . . . 1

UNIDADE 11 BLOCOS ECONÔMICOS E FLUXOS INTERNACIONAIS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143 ATIVIDADES COMPLEMENTARES.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143

Capítulo 31 – União Europeia e Nafta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143 Capítulo 32 – Blocos de maior influência no Hemisfério Oriental.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 147 Capítulo 33 – Blocos econômicos da América Latina e da África. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 49 55 QUESTÕES DE VESTIBULARES E DO ENEM. . . . . . . . . . 1

UNIDADE 12 CONFLITOS CONTEMPORÂNEOS E ESPAÇO GEOGRÁFICO MUNDIAL.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157 ATIVIDADES COMPLEMENTARES.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157

Capítulo 34 – Nacionalismos e separatismos.. . . . . . . . . . . 1 57 Capítulo 35 – Conflitos na Europa e na Ásia. . . . . . . . . . . . . 1 60 Capítulo 36 – Conflitos na África e na América.. . . . . . . . . . 161 63 QUESTÕES DE VESTIBULARES E DO ENEM. . . . . . . . . . 1

Respostas das atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 65


1 PARTE

AMBIENTE E SOCIEDADE


unidade

1

CAPÍTULO

1

ASTRONOMIA E CARTOGRAFIA

O planeta Terra

ATIVIDADES COMPLEMENTARES 1. Leia o texto a seguir e, depois, faça o que se pede.

A escala do tempo: a vastidão do Tempo Geológico! O que pensaria uma borboleta que possui uma vida de apenas um dia sobre uma sequoia que perdura por milhares de anos? [...] Nós humanos estamos para a Terra assim como a borboleta está para a equoia. Ou seja, de modo geral não somos capazes de abstrair o significado da escala de tempo dos processos geológicos. O intervalo de tempo que compreende toda a história da Terra, desde sua formação até o período atual, é o que denominamos de Tempo Geológico. Ou seja, o Tempo Geológico corresponde aos 4,6 bilhões de anos da Terra. [...] Para melhor compreender essa escala de tempo, nós podemos fazer uma pequena simulação: “Imagine que os 4,5 bilhões de anos da Terra foram comprimidos em um só ano (entre parênteses colocamos a idade real de cada evento). Nesta escala de tempo, as rochas mais antigas que se conhece (~3,6 bilhões de anos) teriam surgido apenas em março. Os primeiros seres vivos (~3,4 bilhões de anos) apareceram nos mares em maio. As plantas e os animais terrestres surgiram no final de novembro (a menos de 400 milhões de anos). Os dinossauros dominaram os continentes e os mares nos meados de dezembro, mas desapareceram no dia 26 (de 190 a 65 milhões de anos), mais ou menos a mesma época em que as Montanhas Rochosas começaram a se elevar. Os humanoides apareceram em algum momento da noite de 31 de dezembro (a aproximadamente 11 milhões de anos).[...]” (extraído de [Don L.] Eicher, [Tempo geológico. São Paulo: Edgard Blücher] 1968). PORCHER, Carla C.; HINRICHS, Ruth. Cronômetros da Terra: o Tempo Geológico. Disponível em: <www.ufrgs.br/geociencias/cporcher/ Atividades%20Didaticas_arquivos/Geo02001/Tempo%20Geologico.htm#_Toc42676786>. Acesso em: 13 jul. 2012.

Reúna-se com seus colegas e, sob orientação do(a) professor(a), construam uma linha do tempo desde a origem da Terra, há 4,5 bilhões de anos, até os dias de hoje. A linha deve ser dividida em 365 partes. Cada parte corresponderá a um dia do ano e representará um determinado período. 1-a etapa – Divisão das partes: a linha do tempo ocupará a parede da sala de aula. É preciso medi-la para definir o tamanho total da linha e também o tamanho de cada parte. Cada uma delas vai retratar um período da história da Terra e deverá conter textos e imagens que representem os eventos mais importantes que ocorreram nesse período. 2-a etapa – Pesquisa: pesquisem em livros, jornais e sites da internet fenômenos e fatos importantes ocorridos ao longo da história da Terra e da humanidade. Por exemplo: o surgimento das primeiras formas de vida aquática; o período em que viveram os dinossauros; o surgimento dos primeiros hominídeos etc. a 3- etapa – Produção de texto: elaborem textos informativos sobre os fenômenos e fatos selecionados, incluindo a data em que ocorreram. Em seguida, posicionem os textos adequadamente, nos momentos em que os fatos foram descritos. a 4- etapa – Socialização dos resultados: exponham oralmente suas constatações. Estabeleçam relações entre o que foi representado na linha e os conteúdos estudados neste capítulo. 6


lo P

ALLMAPS

80° N

C ír c u

2. Observe o mapa ao lado. Ele mostra a localização de dois prédios: um nos Estados

ol

Unidos e outro no Brasil. Cada prédio tem quatro opções de planta, conforme os números 1, 2, 3 e 4 indicam. Quais são os apartamentos de cada prédio que recebem maior quantidade de luz solar durante o ano? Cite duas vantagens desses apartamentos em relação aos demais.

a

rt ic

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ESTADOS UNIDOS 1 3

2 4

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OCEANO ATLÂNTICO

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BRASIL 1 2 3 4

OCEANO PACÍFICO Tróp

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Limite internacional Planta do apartamento (representação sem escala) 100° O

3. Em quais zonas climáticas se encontram os Estados Unidos e o Brasil?

Adaptado de: ATLAS geográfico escolar: ensino fundamental – do 6o ao 9o ano. Rio de Janeiro: IBGE, 2011. p. 80.

4. Leia o texto a seguir e, depois, responda às questões.

Lei da Gravitação Universal A Lei da Gravitação Universal explica que dois corpos separados por uma distância promovem uma força de atração mútua, um sobre o outro. Se um desses corpos for o planeta, chamaremos de força peso a força de atração entre eles. Ao lançar um objeto para frente, a uma dada velocidade, após alguns metros percorridos, em uma trajetória parabólica, ele retorna à superfície da Terra devido à ação da força peso entre ele e o planeta. Aumentando essa velocidade de lançamento, devido à força peso, o objeto descreverá uma trajetória parabólica e logo cairá, retornando à superfície da Terra. Aumentando (hipoteticamente) ainda mais essa velocidade para V = GM/R denominada velocidade orbital, conseguiríamos fazê-lo percorrer uma trajetória circular, dando inúmeras voltas em torno da Terra, sem tocá-la. Para arremessar esse objeto em direção ao espaço, para que ele fuja do raio de ação do campo gravitacional (região onde a massa da Terra é capaz de atrair outros corpos), e nunca mais retorne a Terra, devemos lançá-lo a uma velocidade denominada velocidade de escape V= 2GM/R, onde G é a constante de gravitação universal, M é a massa do planeta e R, o raio do planeta.

a ) Para lançar um satélite na órbita da Terra, deve-se aplicar no seu lançamento uma força que gere uma velocidade correspondente à velocidade orbital ou de escape?

b ) Para lançar um foguete na direção do espaço, sem que ele retorne à Terra, devemos aplicar-lhe uma força que gere uma velocidade orbital ou de escape?

7


c ) Caso alguém da sua turma pretendesse enviar ao espaço, não um foguete, mas sua borracha ou lápis, a velocidade de lançamento (velocidade de escape) deveria ser menor, igual ou maior que aquela aplicada para o envio do foguete?

d ) Compare a massa e o peso (força de atração exercida pelo astro) de uma borracha na superfície da Terra, Lua e Júpiter.

2

Representação da Terra

1. Observe e compare os

dois mapas.

G2015_GEO1_C2_M20 Mapa 1 – Eixo São Paulo-Rio de Janeiro (2010) Araras

Mogi Guaçu Moji Mirim

Limeira

Campinas Indaiatuba Itu

FERREIRA, Graça Maria Lemos. Atlas geográfico: espaço mundial. São Paulo: Moderna, 2010. p. 131.

Valinhos Itatiba

Salto

Volta Redonda

Resende

Cruzeiro Cachoeira Paulista Lorena

Campos do Jordão

Americana

45° O

Itajubá

MINAS GERAIS

Barra Mansa

SÃO PAULO

Atibaia Jundiaí Várzea Paulista Francisco Morato

Jacareí Ubatuba Guarulhos Sorocaba Osasco São Paulo Mogi das Cruzes São Roque São Caetano do Sul Caraguatatuba Cotia Diadema Santo André Mauá Ilhabela São Bernardo do Campo Itapecerica da Serra Cubatão Bertioga São Sebastião I. de São Sebastião São Vicente Santos Praia Grande Guarujá

Rio de Janeiro

OCEANO ATLÂNTICO Trópico de Capricórnio

Capital Cidade Rodovia 0

36 km

72 km

BAHIA GOIÁS

DF

Montes Claros

Pirapora Teófilo Otoni

Nanuque

Diamantina Araguari

Monte Carmelo Patrocínio

Ituiutaba

MATO GROSSO DO SUL

Uberaba

Araçatuba

Marília Assis

FERREIRA, Graça Maria Lemos. Atlas geográfico: espaço mundial. São Paulo: Moderna, 2010. p. 159.

8

Sete Lagoas

Divinópolis

Penápolis

Trópico de Capricórnio

MINAS GERAIS

Governador Valadares

Bebedouro

Linhares Caratinga

Colatina

Vitória

Cachoeiro de Itapemirim

Viçosa

Lavras Barbacena Alfenas Varginha Juiz de Fora Campos dos Goytacazes Poços de Além Paraíba Caldas Pirassununga Pouso Alegre Barra RIO DE JANEIRO Bauru São Carlos Mansa Macaé Nova Volta Amparo Piracicaba Cruzeiro Friburgo Redonda Bragança Botucatu Paulista Ourinhos Campinas Taubaté Rio de Janeiro Jundiaí Avaré São José dos Campos Tatuí

Catanduva Lins

Ribeirão Preto Jaboticabal

SÃO PAULO

Araraquara

OCEANO ATLÂNTICO

Sorocaba

São Paulo Santos

PARANÁ

ESPÍRITO SANTO

Itabira

Belo Horizonte Conselheiro Lafaiete

Formiga

Passos

Guanhães

Curvelo

Araxá

Franca

São José do Rio Preto

Presidente Prudente

Patos de Minas

Capital

Registro

Cidade Rodovia

0

120

Teresópolis

Magé Nova Iguaçu Duque de Itaboraí Caxias Nilópolis São Itaguaí Gonçalo S. João de Meriti Niterói

Mapa 2 – Região Sudeste: rede rodoviária (2010) 50° O

Petrópolis

RIO DE JANEIRO

Guaratinguetá Aparecida Pindamonhangaba Taubaté Angra dos Reis Caçapava Parati São José dos Campos I. Grande

Bragança Paulista

Barra do Piraí

240 km

Limite estadual

Limite estadual

MAPAS: ALLMAPS

CAPÍTULO _C2_M21


Agora responda às questões: a ) De que forma (numérica ou gráfica) são apresentadas as escalas nesses dois mapas?

b ) Qual desses dois mapas apresenta a maior escala? Justifique.

c ) Utilize os mapas 1 e 2 para calcular a distância horizontal ou reduzida, em km, entre as seguintes cidades. • Bragança Paulista e Bauru. • São Paulo e Taubaté. • Rio de Janeiro e Cruzeiro. • São Paulo e Juiz de Fora.

d ) Imagine que você fez uma viagem por terra entre duas cidades citadas no item anterior. A distância que você teria percorrido na sua viagem seria maior ou menor do que aquela que você calculou pelo mapa? Justifique a sua resposta.

2. Leia a crônica a seguir, escrita por Manoel Fernandes:

O mapa nosso de cada dia Ali, onde o mapa se abre, a viagem começa. A gente desenrola aquele papel enorme sobre a mesa e vai percorrendo as linhas, admirando as legendas, colorindo a imaginação, como o pássaro quando sobrevoa os Andes com as asas abertas e o mundo nas penas da mão. Ali, no mapa, é onde mergulhamos no mar com azuis em degradê e vamos invadindo o oceano imenso. Os mares, bem menores que os oceanos; as reentrâncias arredondadas dos golfos e baías; os acidentes de percurso. A história das grandes descobertas passa por aquelas águas da cor de anil. Vez ou outra a mesma pergunta nos incomoda: o que haverá debaixo daquele imenso tapete azulado? E lá vai o submarino imaginário penetrando nas zonas abissais, descobrindo um universo com outras vidas. Ali, pelo mapa, a nossa cidade se mostra importante: ela tem um nome e um lugar no mundo. Dentro da cidade os bairros e as suas ruas, onde quase vemos o ponto exato da casa em que moramos. O nosso endereço está logo ali, colocado diante da nudez dos olhos, e acabamos pensando como seria difícil as pessoas nos visitarem, não fosse a existência do mapa. Seria uma tremenda confusão misturar Sul com Norte e andar na contramão dos pontos cardeais. Sofreríamos provavelmente alguns efeitos colaterais, porque muita gente ia acabar se perdendo e morrendo de raiva. Ali, quando o mapa é escalado pelo olhar, a gente vai subindo a montanha bem devagar. Em cada curva de nível paramos pra tomar um fôlego e um gole d’água, que ninguém é de ferro. Depois continuamos até o topo, onde o frio é maior e a pressão diminui, dando aquele ar de leveza e uma tremenda falta de ar. Aí resolvemos descer pela encosta mais íngreme, onde as linhas curvas são bem juntinhas e todo mundo tem que segurar bem as cordas da imaginação pra não cair da realidade. Depois enveredamos pela floresta imensa, com seu verde negror, seus mistérios e lendas, suas árvores seculares quase sem fim, os índios que ainda restam e os vazios, onde o fogo da ambição tirou o verde do mapa. 9


Ali, por dentro do mapa, há uma imensidão de rios cruzados, muitos crucificados e outros sobrevivendo por um fio. Alguns deles são traços tão tênues que, se não olharmos bem para o papel, nada é possível ver. Insistimos em navegar por dentre o sinuoso rabisco feito de azul e vamos vendo outras figuras que surgem naturalmente no mágico desenho. Só então percebemos a importância que tem o terreno onde o rio corre: é nele que o rio esbarra, faz uma volta ou se revolta e abre um buraco, vibra em corredeira, em uns momentos se encolhe e noutros se espalha. Desce, descende do alto de onde nasce, lá na nascente, e se liga a outro rio em correria ou então corre para o mar cheio de alegria, cantando uma serenata na foz. Ali na mesa o mapa pode ser apenas um pedaço de papel, mais nada, e no entanto ele significa um grandioso universo cheio de símbolos e legendas, maravilhosamente mudo enquanto fala para quem o olha. O mapa representa para nós o tempo inteiro e brinca com o nosso desconhecimento do planeta. O mapa nos tem na mão, não nós a ele, e assim vai escorregando como se fosse areia colorida entre os nossos dedos. O mapa é uma grande representação, esse é o seu papel, o resto é só impressão. FERNANDES, Manoel. In: Aula de Geografia. Campina Grande: Bagagem, 2008. p. 54-8.

Com base no texto e no que você estudou no capítulo 2, responda:

a ) Em qual afirmação o texto descreve uma legenda com cores ordenadas?

b ) Releia os dois trechos a seguir e responda à pergunta. Trecho 1: “Ali, pelo mapa, a nossa cidade se mostra importante: ela tem um nome e um lugar no mundo”. Trecho 2: “Dentro da cidade os bairros e as suas ruas, onde quase vemos o ponto exato da casa em que moramos”. Quanto à escala, como as representações cartográficas descritas pelo autor nesses dois trechos são classificadas?

lado. Em seguida, responda às questões.

[...] Ali, quando o mapa é escalado pelo olhar, a gente vai subindo a montanha bem devagar. Em cada curva de nível paramos pra tomar um fôlego e um gole d’água, que ninguém é de ferro. Depois continuamos até o topo, onde o frio é maior e a pressão diminui [...]. Aí resolvemos descer pela encosta mais íngreme [...].

CIBELE QUEIROZ

3. Leia um trecho do texto e observe a figura ao N

1 000

Chegada

00

14

200

1 800 1 920

Partida Chegada

Percurso A Percurso B Partida Nível do mar

Rio

Representação sem escala.

Elaborado pelos autores.

10

G2015_GEO1_C2_I37: Representação de relevo fictício com curvas de nível. Credito: Cibele Queiroz


a ) Qual dos percursos representados na figura anterior é mais coerente com a descrição feita pelo autor neste trecho?

b ) Qual é a equidistância das curvas de nível nessa figura?

4. É cada vez mais presente o uso de mapas e outras formas de representação cartográfica no dia a dia. Por exemplo, nos deslocamen-

tos pelas cidades e em viagens utiliza-se o GPS associado a mapas e plantas cartográficas para obter a localização e o trajeto a ser percorrido a fim de chegar ao destino desejado; nos noticiários da televisão, da internet e dos jornais impressos, essas e outras representações da superfície terrestre também estão presentes para indicar o local onde se passa o fato noticiado. Escreva uma crônica ou um relato de viagem que tenha como tema o uso de mapas no cotidiano, podendo explorar alguma situação vivida por você ou por outra pessoa, em que um mapa tenha sido utilizado de forma bem-sucedida ou não.

CAPÍTULO

3

Paisagem e sensoriamento remoto

1. Leia o texto do escritor português José Saramago (1922-2010) e responda às questões.

Rio: um saber feito de (quase) nada [...] Viajei ao Brasil, pela primeira vez, salvo erro, em 1982, levando comigo uns olhos que já tinham nascido cansados e a recordação de muita outra paisagem vista. Cheguei de avião ao Rio, com nuvens baixas, levaram-me do aeroporto à cidade, pelo meio de um trânsito convulsivo, mas pude perceber, de relance, a massa formidável do Pão de Açúcar, e, quase sem saber como, achei-me no hotel. Em Copacabana, claro está. [...] Desdenhei o Pão de Açúcar, por achar que só me ofereceria uma visão muito incompleta do objectivo, e subi ao Corcovado, aprendendo, de caminho, que aquela florinha cor-de-lacre que aparecia por todo o lado, ao longo da estrada, tem o nome de Maria-Sem-Vergonha, palavras que dizem tudo sobre a espécie de intrometida que é. Chegado, enfim, ao alto, [...] deitei as minhas vistas para a disposição da cidade no terreno, localizei os acidentes orográficos perfurados pelos túneis, tracei mentalmente as vias de comunicação, pus nomes nos bairros, situei as praias, identifiquei as montanhas encavaladas ao redor, inventariei as favelas e áreas de luxo – o Rio de Janeiro deixava de ser uma cidade para tornar-se num mapa plano, lógico, organizado, perfeito. Compreendera tudo, aprendera tudo. Bastou-me regressar ao nível do mar e a Copacabana para começar a desaprender, mas o meu desenho mental, com a ajuda de um mapa turístico finalmente útil, ainda tinha sentido bastante para evitar que me visse a mim mesmo como o menino perdido na mata e sem o seu cão Piloto. [...] Veio um dia, uma outra viagem, em que subi de helicóptero, por ares e ventos, sobrevoei tudo [...] Vistos assim do ar, os planos confundiam-se, a inclinação dos vales era perturbada pela inclinação do próprio aparelho, a montanha parecia escorregar e cair, os edifícios tornavam-se construções expressionistas, cenários de Metropolis, as favelas confundiam-se com os bairros ricos que estão defronte, a cidade transformava-se em caleidoscópio, variável até ao infinito. Depois disto, descer não é regressar, mas recomeçar.

Desdenhar: mostrar des­ dém, fazer pouco caso de, desprezar. Acidente orográfico: acidentes de relevo, elevações ou morros. Inventariar: catalogar, descrever detalhadamente. Metropolis: filme do cineasta austríaco Fritz Lang (1890-1976), gravado em 1927. Considerado um clássico do cinema, é um ícone do expressionismo, movimento artístico iniciado na Alemanha no início do século XX, que valorizava a “expressão”, ou seja, a visão do artista sobre o mundo. Caleidoscópio: aparelho constituído por um tubo com diversos espelhos em seu interior e partículas coloridas que formam desenhos variados.

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Confessado fica aqui, pois, que mal conheço o Rio de Janeiro. Porém, não é ao helicóptero que lanço as culpas. Culpa tem-na (mas inocente culpa) quem me pôs em hotéis de Copacabana, culpa tem-na esta minha vida que só me leva das universidades às livrarias, das sessões de autógrafos às recepções, das conferências às entrevistas, das mesas-redondas aos jantares de circunstância. [...] SARAMAGO, José. Rio: um saber feito de (quase) nada. 10 jun. 2010. Disponível em: <www.cultura.rj.gov.br/artigos/os-caminhos-e-descaminhos-do-rio>. Acesso em: 2 jun. 2016.

a ) Compare as diferentes percepções das paisagens feitas por Saramago no alto do Corcovado e no nível do mar.

b ) Segundo Saramago, quem é o verdadeiro culpado pelo fato de ele não conhecer bem o Rio de Janeiro? Justifique sua resposta.

c ) Como você imagina o bairro de Copacabana, quando Saramago argumenta que foi “colocado” no bairro?

d ) Faça uma pesquisa sobre o escritor português José Saramago, destacando aspectos relevantes de sua vida e obra (livros que publicou e prêmios que recebeu, por exemplo). Você poderá encontrar informações relevantes no site da Fundação José Saramago: <www.josesaramago.org/> (acesso em: 1o jun. 2016).

LANDSAT 5/ ENGESAT

2. Observe atentamente a imagem de satélite a seguir e responda às questões.

Imagem de satélite de 2011, mostrando parte da Região Metropolitana de São Paulo. Observe que as porções de água estão representadas na cor preta, as áreas urbanizadas na cor roxa, a vegetação na cor verde e o solo exposto na cor laranja.

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a ) Quais elementos naturais podem ser observados na área urbanizada?

b ) Em qual parte da área representada na imagem encontra-se o relevo mais montanhoso?

3. Leia atentamente o texto. Em seguida, responda às questões.

Armas: inteligência artificial Nos noticiários, quando o assunto são guerras, um termo chama cada vez mais atenção: “armas inteligentes”, aquelas com “precisão cirúrgica” para evitar “efeitos colaterais” – as vítimas inocentes. Foi durante a Segunda Guerra Mundial que os Estados Unidos começaram a desenvolver artefatos guiados, usando a tecnologia de radiocontrole [...] Muito se evoluiu desde então, e bombas e mísseis guiados por sistema de TV foram usados durante as guerras da Coreia e do Vietnã. As armas ar-terra guiadas foram desenvolvidas com o uso de muitas variações de sistemas, sendo as bombas guiadas a laser as mais conhecidas, dada a precisão apresentada em ataques contra alvos mais difíceis. [...] A despeito da precisão das bombas guiadas a laser, elas possuem uma séria restrição que ficou evidente na Primeira Guerra do Golfo, em 1990. Seu sistema de guiagem utiliza um apontador/designador de alvos, um feixe de laser que os ilumina para que o sensor os identifique. Quando ocorrem problemas de visibilidade, esse sistema é prejudicado. As tempestades de areia e as negras torres de fumaça dos poços de petróleo iraquianos incendiados pelo Exército de Saddam Hussein foram alguns dos problemas enfrentados pelos pilotos. [...] GUIA do Estudante. Armas: inteligência artificial. 1o fev. 2008. Disponível em: <http://historia.abril.com.br/tecnologia/armas-inteligencia-artificial-435850.shtml>. Acesso em: 2 jun. 2016.

a ) Qual é a visão apresentada no texto sobre o uso de tecnologias na fabricação de armas?

b ) Cite exemplos de limitações técnicas das bombas consideradas de maior precisão.

c ) Em grupos, pesquisem em jornais, revistas e na internet casos de mortes de civis durante guerras, vítimas de erros no lançamento de mísseis teleguiados ou outros tipos de armas consideradas “inteligentes” ou precisas. Em seguida, façam uma exposição dos resultados das pesquisas.

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4. Leia o texto a seguir e, depois, responda às questões:

A defesa nacional e a Amazônia [...] A percepção da importância estratégica e geopolítica da Amazônia é estabelecida, inicialmente, em relação direta com seus 11 mil km de fronteiras terrestres e 1,6 mil km de fronteira marítima. Além disso, a boa navegabilidade de sua bacia fluvial, conectada ao oceano Atlântico, permite que a Amazônia se articule comercialmente com os Estados Unidos e União Europeia [...]. A importância estratégica da Amazônia também é ressaltada em termos ambientais, com ênfase em sua biodiversidade [...] e importância climática advindas do fato de possuir cerca de um terço do total da área de florestas tropicais do mundo. [...] LOURENÇÃO, H. J. A defesa nacional e a Amazônia: o sistema de vigilância da Amazônia (Sivam). Dissertação de Mestrado – Departamento de Ciência Política. Unicamp, Campinas, SP. 2003. p. 23. Disponível em: <www.bibliotecadigital.unicamp.br/dpcument/?code=vtls000298913&fd=y>. Acesso em: 27 mar. 2016.

a ) Qual programa foi implantado pelo governo federal na Amazônia, dada a importância estratégica dessa região?

b ) Em duplas, pesquisem em jornais, revistas ou internet ações concretas desenvolvidas por esse programa na Amazônia.

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COLEÇÃO PARTICULAR

5. Observe as reproduções de obras artísticas a seguir. Depois, converse com os colegas e o(a) professor(a) e responda às questões.

Boiada – Travessia, nanquim sobre papel branco de Marlene Mourão, 2008, 42 cm X 31 cm. Marlene Mourão é uma artista plástica contemporânea de Campo Grande (MS).

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COLEÇÃO PARTICULAR

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COLEÇÃO PARTICULAR. FOTO: GILSON CARVALHO

Paisagem urbana, nanquim indiano sobre papel, de Milton Toledo, 2008, 100 cm X 70 cm. Milton Toledo, artista paranaense, atualmente vive em São Paulo.

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Vista de Curitiba, aquarela de Joseph Keller, 1865, dimensões não especificadas.

a ) Como podem ser percebidas as influências culturais em cada obra?

b ) Quais transformações na paisagem podem ser identificadas na figura 3?

c ) Como você representaria, por meio do desenho ou da pintura, uma paisagem do lugar onde vive? 15


QUESTÕES DE VESTIBULARES E DO ENEM 1. (Enem) “Casa que não entra sol, entra médico.”

Esse antigo ditado reforça a importância de, ao construirmos casas, darmos orientações adequadas aos dormitórios, de forma a garantir o máximo conforto térmico e salubridade. Assim, confrontando casas construídas em Lisboa (ao norte do Trópico de Câncer) e em Curitiba (ao sul do Trópico de Capricórnio), para garantir a necessária luz do sol, as janelas dos quartos não devem estar voltadas, respectivamente, para os pontos cardeais: a ) norte/sul. d ) oeste/leste. b ) sul/norte. e ) oeste/oeste. c ) leste/oeste.

2. (PUC-RJ)

4. (UEPG) Um dos discos mais famosos da Banda de Rock Pink

REPRODUÇÃO

Floyd se chama The Dark Side of the Moon – O Lado Escuro da Lua. Com respeito à Lua, assinale o que for correto. 01 ) Da Terra se vê sempre a mesma face da Lua, que é a face totalmente iluminada na fase de Lua Cheia. 02 ) Na fase de Quarto Crescente, metade da Lua é iluminada pelo Sol, mas da Terra se vê apenas metade dessa face iluminada, o que corresponde a 1/4 da Lua. 04 ) Uma das faces da Lua, aquela que não é vista da Terra, nunca é iluminada pelo Sol, o que é comprovado pela fase de Lua Nova, e que é mencionada no disco da banda Pink Floyd. 08 ) Na fase de Quarto Minguante apenas 1/4 da Lua é iluminada pelo Sol. 16 ) A Lua não possui movimento de rotação, por isso, é que apresenta sempre a mesma face voltada para a Terra.

A soma dos números correspondentes às afirmações corretas é: a ) 03 b ) 05 c ) 10 d ) 15 e ) 20 5. (UFRGS) No Hemisfério Sul, nos dias em que ocorrem o equi-

Sabendo-se que a Federação da Rússia tem nove fusos horários, e que cada faixa apresentada no cartograma corresponde a uma hora de diferença para a outra subsequente (para Leste ou Oeste), é correto afirmar que, em relação às cidades russas apresentadas, quando forem: a ) 11 horas em Moscou, serão 09 horas em Omsk e 07 horas em Irkutsk. b ) 23 horas em Magadan, serão 22 horas em Vladvostok e 16 horas em Moscou. c ) 15 horas em Kaliningrado, serão 16 horas em Moscou e 20 horas em Vladvostok. d ) 20 horas em Krasnoyarsk, serão 21 horas em Omsk e 22 horas em Ecaterimburgo. e ) 06 horas em Ecaterimburgo, serão 04 horas em Kaliningrado e 02 horas em Yakutsk.

6. (FGV) Examine a seguinte figura: REPRODUÇÃO

Fonte: http://www.russobras.com.br/mapas/mapa_horas.php. Acesso em: 8 jul. 2014. (Adaptado.)

nócio e o solstício de verão, respectivamente, o Sol está perpendicular às cidades brasileiras de a ) Macapá e São Paulo. b ) Manaus e Rio de Janeiro. c ) Teresina e Curitiba. d ) Fortaleza e Belo Horizonte. e ) São Luís e Florianópolis.

3. (UCS-Adaptado) Os fusos horários são uma convenção inter-

nacional que possibilita às pessoas de todos os países adotarem um padrão de horário, utilizando-o como referência. Sendo 13h a 120° de longitude leste, que horas serão a 165° de longitude leste? a ) 3h d ) 19h b ) 10h e ) 21h c ) 16h

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A figura acima contém diferentes representações da América do Sul extraídas de mapas-múndi. Isso se deve


a ) à existência de diversas formas de projeções cartográficas, que constituem a técnica variável de se trazer para o plano o que é curvo na realidade. b ) à multiplicidade de projeções cartográficas, todas igualmente precisas na representação das formas e dos tamanhos dos continentes. c ) à permanência das antigas projeções por costume problemático do sistema escolar, pois as tecnologias informatizadas tornaram as projeções obsoletas. d ) às escolhas marcadas por interesses dos cartógrafos que definem as projeções, visando a projetar imagens do mundo mais favoráveis aos países mais ricos. e ) à herança do passado das técnicas cartográficas, quando ainda não havia sido solucionada definitivamente a questão de como projetar o plano no curvo.

9. (UEA) As imagens de satélite têm sido utilizadas na geografia

7.

REPRODUÇÃO

A partir dessas informações, é correto afirmar que: a ) O rio corre em direção sudeste, sendo sua margem esquerda a de maior declividade. Apresenta um comprimento total de 17.500 metros. b ) O rio corre em direção sudoeste, sendo a margem direita a de maior declividade. Apresenta um comprimento total de 1.750 quilômetros. c ) O rio corre em direção sudeste, sendo sua margem esquerda a de maior declividade. Apresenta um comprimento total de 1.750 metros. d ) O rio corre em direção sudoeste, sendo sua margem esquerda a de maior declividade. Apresenta um comprimento total de 175 metros.

em uma grande variedade de aplicações, entre as quais destaca-se a ) a catalogação de monumentos arqueológicos abaixo da superfície do solo. b ) o monitoramento das mudanças relacionadas ao uso da terra. c ) a identificação de minerais de interesse comercial em águas profundas. d ) a reflexão acerca dos movimentos sociais existentes no campo e na cidade. e ) o auxílio na interpretação dos fluxos de produtos agrícolas, devido à modernização no campo.

10. (Mackenzie)

As figuras representam a distância real (D) entre duas residências e a distância proporcional (d) em uma representação cartográfica, as quais permitem estabelecer relações espaciais entre o mapa e o terreno. Para a ilustração apresentada, a escala numérica correta é: a ) 1/50. d ) 1/80 000. b ) 1/5 000. e ) 1/80 000 000. c ) 1/50 000.

8. (Unicamp) A imagem abaixo corresponde a um fragmento de

REPRODUÇÃO

uma carta topográfica em escala 1:50 000. Considere que a distância entre A e B é de 3,5 cm.

O que significa estudar geograficamente o mundo ou parte do mundo? A Geografia se propõe a algo mais que descrever paisagens, pois a simples descrição não nos fornece elementos suficientes para uma compreensão global daquilo que pretendemos conhecer geograficamente. As paisagens que vemos são apenas manifestações aparentes de relações estabelecidas. (...) (Pereira, Santos e Carvalho. Geografia – Ciência do Espaço.)

Sobre o conceito geográfico de paisagem é incorreto afirmar que: a ) as paisagens que vemos são as manifestações físicas dos movimentos da natureza; e o elemento determinante das paisagens de hoje é a sociedade humana. b ) as paisagens resultam da complexa relação dos homens entre si e desses com todos os elementos da natureza. c ) o estudo da Geografia deve responder por que a paisagem que vemos é tal qual se apresenta. d ) a Geografia tem na paisagem a mera aparência: a descrição da paisagem não é suficiente para o entendimento do espaço. e ) paisagens, em diferentes lugares, nunca fazem parte de um mesmo espaço, mesmo que sejam integradas no mesmo processo.

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Geografia - Leituras e Interação | CADERNO DE ATIVIDADES COMPLEMENTARES  

Esta obra aborda temas da Geografia do Brasil e do mundo, que permitem compreender as sociedades atuais, suas mudanças ao longo da História...

Geografia - Leituras e Interação | CADERNO DE ATIVIDADES COMPLEMENTARES  

Esta obra aborda temas da Geografia do Brasil e do mundo, que permitem compreender as sociedades atuais, suas mudanças ao longo da História...

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