Revista O Economista : nº 81

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O Economista

Revista do Conselho Regional de Economia de Santa Catarina : Corecon-SC

Ano XIV - Nº 81 - Maio a Julho/2018

Corecon-SC aposta no Núcleo de Perícia página 03

Estudantes tentam novo tulo para a Furb na Gincana Nacional página 08

Presidente do Cofecon elogia Econo+ realizado em Chapecó página 10

Artigos desta edição A inovação pode estar no simples

Mariana Grapeggia - página 02

O empreendedorismo e a cria vidade são saídas para suprir o desemprego Alexandre Flores - página 11

A economia colabora va está inspirando novos modelos de negócios

Horst Schroeder - páginas 06 e 07

A expecta va é que a economia brasileira cresça Leonardo Rodrigues - página 12


editorial

A volta de O Economista Colegas Economistas, Em tempos em que a comunicação se tornou ferramenta indispensável e de uso diário na realização de negócios e na busca de desenvolvimento pessoal e profissional, com satisfação o Corecon-SC retoma a edição do informativo “O Economista”, periódico que fez sucesso em gestões anteriores. Aliando informações sobre o mercado, oportunidades profissionais, divulgação de artigos e também ações e atividades realizadas pelo conselho, o informativo objetiva aproximar os profissionais e ampliar o compartilhamento de conhecimento entre os economistas inscritos. Acompanhando a evolução da tecnologia e das plataformas virtuais disponíveis, o periódico será produzido somente na forma digital, facilitando a portabilidade e o compartilhamento, contribuindo para a economia de recursos e reforçando nosso compromisso social com o meio ambiente. O tema escolhido para essa primeira edição de 2018 é “Pensando o Brasil – Criatividade e Empreendedorismo”. A escolha deste tema levou em conta a necessidade de retomada do crescimento nacional num momento em que o país convive com uma alta taxa de desemprego, exigindo da população criatividade e senso empreendedor para superar os desafios. Da mesma forma que nas edições anteriores, além de transmitir informações, o periódico pretende ser o espaço para discussões e debates em prol da categoria e das políticas econômicas. Nas edições seguintes, estaremos abrindo espaço democrático (apartidário e educado) para opiniões e sugestões dos colegas economistas. Assim, nesta retomada convido todos para que participem e, juntos, tornemos a profissão de economista mais reconhecida e seu conselho mais forte e atuante.

A inovação pode estar no simples Em tempos de supervalorização das novas tecnologias, muitas pessoas que estão começando a empreender ou pensando na possibilidade de investir no próprio negócio acabam concluindo que, para ter sucesso, é preciso uma grande inovação tecnológica ou de investimentos altos. No entanto, é importante ressaltar que a inovação, item fundamental para o sucesso de uma empresa, não depende de produtos ou serviços que ainda não existem, e nem mesmo de um investimento financeiro que extrapole o orçamento. A inovação pode acontecer por meio de novas práticas de gerir a empresa, agregando mais valor aos produtos e serviços ofertados, atendendo necessidades de novos e diferentes perfis de clientes, mudando o processo de fabricação e a forma de posicionar e comercializar a marca e o produto no mercado. A inovação e a criação de valor de um negócio pode vir quando o empresário consegue identificar claramente quem é o seu público-alvo, já que a partir de então é possível criar elementos para oferecer ao seu cliente serviços ou produtos para atender suas necessidades. O aumento de consumidores mais exigentes, as plataformas tecnológicas que estimulam a tomada de decisão no processo de compra e o crescimento do comércio online estão estimulando as pequenas empresas a inovar no seu modelo de negócios para oferecer ao cliente uma experiência de consumo diferenciada. Somente acompanhando as tendências de mercado e com ideias inovadoras é possível garantir a longevidade dos pequenos negócios. Diante de um mercado cada vez mais competitivo e inovador, a saída é adaptar-se às mudanças exigidas pelos consumidores e, de forma inteligente, aproveitá-las a favor da empresa. Dessa forma, fica claro que o diferencial de muitas empresas pode estar em pequenos e tradicionais detalhes, como transformar o atendimento em relacionamento com o cliente, prezando pela qualidade do serviço ou produto, o bom funcionamento de logística e uma gestão ágil. Esses são fatores que, desde outras épocas, não dependiam de grandes tecnologias.

Alexandre Flores Presidente do Corecon-SC

Revista O Economista - Julho/2018 Produção e edição: Conceito.Com Comunicação Customizada Projeto Gráfico e Editoração: LEX DIGITAL Conselho Editorial Corecon-SC: Alexandre Flores (Presidente), Rodrigo Martins (Gerente Executivo) e Marilene Rodrigues (Assessoria de Imprensa)

Mariana Grapeggia Gerente da Unidade de Empreendedorismo do Sebrae/SC


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Ação valoriza a força do Núcleo de Perícia Fotos: Divulgação OAB e TJ/SC

Dirigentes do Corecon foram recebidos em abril pela presidência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SC)

O Núcleo de Perícia do Corecon de Santa Catarina foi formalmente apresentado neste primeiro semestre de 2018 para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – seccional de Santa Catarina e para o Tribunal de Justiça do Estado. Foram dois encontros com o propósito de também oferecer o serviço dos economistas peritos. Reuniões mensais entre os integrantes do núcleo, na sede do Corecon, em Florianópolis, também marcam o empenho conjunto do grupo para reforçar a presença e valorizar ainda mais a categoria em Santa Catarina. As agendas com a presidência da OAB, em abril, e com a presidência do TJ, em maio, foram muito produtivas. Na OAB, a intenção foi incentivar advogados e advogadas a buscarem profissionais economistas para embasar as ações propostas ou em andamento, além de estreitar os laços de parceria entre as duas entidades representativas de classe. O presidente do Corecon SC, Alexandre Flores; o coordenador do Núcleo de Perícia do Conselho, André Koerich; e o membro do mesmo Núcleo, João Cascaes, foram recebidos pelo presidente da OAB/SC, Paulo Marcondes Brincas e o pelo presidente da Comissão de Direito Empresarial da OAB/SC, Pedro Cascaes Neto. Em maio, o encontro foi com a direção do TJ-SC. Na ocasião, Alexandre Flores, presidente da entidade, e André Koerich, coordenador do Núcleo de Perícias Econômicas do conselho, explicaram ao desembargador Rodrigo Collaço explicaram que a perícia cível consiste na elaboração e emissão de laudos e pareceres, tanto judiciais como extrajudiciais. Trabalhos técnicos, ao seu turno, podem auxiliar no julgamento do mérito das ações pelos magistrados em qualquer esfera da Justiça. O desembargador Collaço registrou sua satisfação com os serviços prestados pelos economistas, e disse que a categoria pode efetivamente auxiliar no julgamento de variadas demandas em curso na Justiça catarinense.

Em maio, o encontro foi com o desembargador Rodrigo Collaço, presidente do Tribunal de Justiça de SC

Cadastro No site oficial do Corecon há um link especial para cadastro de peritos, que são economistas habilitados, por meio de cursos de capacitação realizados pelo Corecon de Santa Catarina, em parceria com o Cofecon, UFSC, Sindecon-SC e Ordem dos Economistas do Estado de Santa Catarina. A perícia cível consiste na elaboração de trabalhos na área econômico-financeira, no sentido de emissão de laudo e pareceres, tanto judicial como extrajudicial. No âmbito judicial, auxilia o juiz no julgamento do mérito das ações, nas esferas da justiça estadual, federal, trabalhista e eleitoral. No âmbito extrajudicial serve para apurar perdas econômicas e financeiras decorrentes de conflitos de origem econômico-financeira, contratuais ou não, podendo ser solicitada por advogados, empresas ou pessoas físicas. O Corecon de Santa Catarina, por meio da Comissão de Capacitação, tem promovidos diversas atividades voltadas ao economista que quer se tornar um perito, como o Curso de Peritos. Aos interessados, a orientação é buscar mais informações diretamente a autarquia, pelo telefone (48) 3222-1979, ou pelo e-mail tecnico@corecon-sc.org.br


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“EnTENDA de ECONOMIA” marcará o Dia do Economista

O evento é inspirado em promoção realizada desde 2009 pelo Corecon-PR. “Com o desenvolvimento de um trabalho ininterrupto, espera-se que, no médio a longo prazo, a sociedade em geral se conscientize cada vez mais da importância da atuação do profissional economista em diversas áreas dentro dos divergentes cenários econômicos que se apresentam. As ações contempladas neste projeto pretendem aproximar o economista da população, através do esclarecimento de dúvidas sobre economia popular, como também demonstrar o reconhecimento do trabalho de profissionais catarinenses que contribuíram para a economia local e/ou nacional”, destaca o presidente Alexandre Flores.

Rodrigo Martins, gerente executivo do Corecon-SC

EnTENDA DE

ECONOMIA Dicas para o consumo consciente

O evento “EnTENDA de ECONOMIA” será constituído pela montagem, a partir das 8h30min, de uma tenda no Largo da Alfândega para que o Corecon-SC, com o apoio de professores e alunos bem como de profissionais economistas, possa esclarecer a população sobre conceitos econômicos, como taxa de juros, inflação, câmbio, importação, exportação, subsídio, taxa, tarifa, imposto, bolsa de valores, ação, produtos financeiros, além de orientar quanto à obtenção de empréstimos, financiamentos, uso do cartão de crédito e do cheque especial, aplicação na Bolsa de Valores, dentre outros. Na ocasião, o conselho ainda distribuirá a Cartilha denominada “EnTenda de Economia – Dicas para um Consumo Consciente”. “Com este evento queremos aproximar a população em geral do economista, mostrando que este profissional pode e deve contribuir diretamente com a sociedade em geral e que a economia está presente diariamente na vida de cada cidadão. Sendo de fundamental importância a população possuir uma boa educação financeira e o conhecimento básico da Economia do país e do mundo”, observa o gerente executivo do Corecon-SC e autor do projeto, Rodrigo Martins.

DÚVIDAS SOBRE ECONOMIA?

FALE CONOSCO! Taxa de Juros / Inflação / Câmbio / Importação e Exportação Subsídio / Bolsa de Valores e Ação / Produtos Financeiros Taxa, Tarifa e Imposto / Obtenção de Empréstimos e Financiamentos Uso do Cartão de Crédito e Cheque Especial Promoção

LEXDIGITAL.COM.BR

O Conselho Regional de Economia (Corecon-SC) vai promover no dia 13 de agosto, no Centro de Florianópolis, a primeira edição do evento “EnTENDA de ECONOMIA”. A data foi escolhida para marcar a passagem do Dia do Economista, conforme a Lei 1.411 de 1951, que regulamenta a profissão do economista no Brasil. O objetivo também é estimular a discussão econômica na sociedade como também fortalecer a presença e a importância do profissional na sociedade.


Rio do Sul receberá em agosto o 21º ECCE

SAVE ECCE2018 THE DATE XXI

ENCONTRO

DOS CURSOS

DE CIÊNCIAS

Das áreas tradicionais às novas possibilidades de atuação do economista: como os 16AGO cursos se preparam UNIDAVI para fortalecer a Rio do Sul/SC formação? ECONÔMICAS

XXI ECCE

Encontro dos Cursos de Ciências Econômicas de Santa Catarina

O Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi) vai receber no dia 16 de agosto a 21ª edição do Encontro dos Cursos de Ciências Econômicas do (Ecce). O evento é uma promoção do Conselho Regional de Economia (Corecon-SC) e tem o objetivo de colaborar para o aperfeiçoamento e modernização dos cursos e compartilhar as melhores práticas em termos de ensino, pesquisa e extensão entre os coordenadores dos cursos de Ciências Econômicas de SC e das respectivas representações estudantis. Há um rodizio entre as universidades para receber o evento. Em 2018 será em Rio do Sul, na Unidavi, em Rio do Sul. Para o final desta edição está programada a escolha da próxima sede. "O evento é importante para o fortalecimento dos cursos de Ciências Econômicas de SC, pois discute e socializa tanto as práticas que preparam os profissionais para as áreas tradicionais de atuação do economista como também reflete sobre as tendências do mercado de trabalho. Além disso, possibilita a formação de network entre os cursos", observa a professora Ivoneti Ramos, conselheira e presidente da Comissão de Educação do Corecon-SC. O encontro ocorrerá das 8h às 16h. O evento terá como abertura a palestra “Atuação dos economistas no mercado financeiro: o caso das ligas financeiras como espaço de aprendizagem e projeção profissional” com o economista Waldemar Antônio da Rocha de Souza. Ao longo do dia, duas mesas serão organizadas: pela manhã, “Práticas inovadoras em ensino, pesquisa e extensão nos cursos de Ciências Econômicas” e à tarde, “Atualização de grades curriculares/ementários: quais ações desenvolvidas pelos cursos para fortalecimento da formação?”

Programação 8h00 8h30 9h00

10h 00 10h30

12h 00 13h30

15h30 16h00

Credenciamento dos participantes Formação da mesa de abertura Palestra “Atuação dos economistas no mercado financeiro: o caso das ligas financeiras como espaço de aprendizagem e projeção profissional” com o economista Waldemar Antônio da Rocha de Souza Coffee break 1ª Mesa de Trabalho Tema: Práticas inovadoras em ensino, pesquisa e extensão nos cursos de Ciências Econômicas Apresentadores: Coordenadores dos cursos de Ciências Econômicas Inscreva-se para mesa: registro@corecon-sc.org.br Almoço 2ª Mesa de Trabalho Tema: Atualização de grades curriculares / ementários: quais ações desenvolvidas pelos cursos para fortalecimento da formação? Apresentadores: coordenadores dos cursos de Ciências Econômicas Inscreva-se para mesa: registro@corecon-sc.org.br Coffee break Encerramento com a escolha da sede do próximo ECCE


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Economia colabora va Não faz muito tempo, no início desse século, o termo “economia colaborativa” ainda nem existia. Mais precisamente em 2.008 e 2.009 começou-se a falar em economia colaborativa. E, hoje, esse movimento sai da lista de tendências para inspirar o modelo de negócios de muitas empresas. A velocidade de absorção do mercado é tão alta que, enquanto muitos teóricos procuram definições mais apuradas para diferenciar o que é economia compartilhada, colaborativa, sob demanda e até economia das pessoas, os empreendedores já enxergam essa realidade, e criam negócios cada vez mais conectados com o espírito do nosso tempo. Segundo Rachel Botsman Rachel, autora do livro What's Mine is Yours: How Collaborative Consumption Is Changing The Way We Live, “um negócio da economia colaborativa é criado a partir de um sistema econômico de redes e mercados descentralizados que combina necessidades e posses, ignorando os intermediários tradicionais. Na prática, são negócios como o Etsy, um site que conecta diretamente vendedores a compradores de produtos artesanais; e o Kickstarter, que usa o poder coletivo de financiamento (crowdfunding) para lançar projetos inovadores. Ainda conforme o Sebrae, em Economia Colaborativa: a tendência que está mudando o mercado, “trata-se de uma tendência econômica mundial cada vez mais utilizada por ser um braço do “capitalismo consciente”. Ela é lucrativa e responsável tanto social como ambientalmente, uma vez que aproveita recursos naturais sem desperdício e usa do compartilhamento como base para seu funcionamento. ” A cadeia de valor da economia colaborativa mostra como empresas podem repensar seus modelos de negócios tornandose “Prestadoras de Serviços”, “Fomentadoras de Mercado” ou “Provedoras de Plataformas”. As empresas com visão de futuro empregam um modelo, enquanto as mais inovadoras empregam todos os três, com a corporação ao centro, abandonando assim a fórmula de preço, praça, produto e promoção.

Compartilhar sim, centralizar não No coração da economia colaborativa estão empresas e projetos que surgiram a partir de variações do compartilhamento pessoapara-pessoa (peer-to-peer), o chamado consumo colaborativo. Carros, alimentos, serviços, motos, moradia, informação, tecnologia, entre outros bens, podem ser compartilhados. Agregar valor em cada nível gera retorno, uma vez que os modelos representam um aumento na maturidade, exigem investimentos e resultam em benefícios para cada nível. Esse conceito tem se provado um movimento duradouro, abrangente e revolucionário. Grandes corporações já passaram a adotar estratégias baseadas no compartilhamento em seus principais negócios, como a Toyota, ao alugar carros de concessionárias selecionadas e o Citibank, ao patrocinar um programa de compartilhamento de bicicletas na cidade de Nova York, como já ocorre no Brasil.

Horst Schroeder Economista

...trata-se de uma tendência econômica mundial cada vez mais utilizada por ser um braço do “capitalismo consciente” Os pilares do sucesso A economia colaborativa é fruto da união de três pontos de sucesso que fazem o conceito cada vez mais atrativo a partir da evolução ampla da sociedade: Social, com destaque para o aumento da densidade populacional, avanço para a Sustentabilidade, desejo de comunidade e abordagem mais altruísta; Econômico, focado em monetização do estoque em excesso ou ocioso, aumento da flexibilidade financeira, preferência por acesso ao invés de aquisição, e abundância de capital de risco; e Tecnológico, beneficiado pelas redes sociais, dispositivos e plataformas móveis, além de sistemas de pagamento.

Hora da decisão, tempo de mudar Para pegar carona nos novos caminhos que as forças de mercado vêm traçando, as empresas devem repensar seus modelos de negócios e incorporar um ou mais dos três modelos colaborativos já citados: “Prestadoras de Serviços”, “Fomentadoras de Mercado” ou “Provedoras de Plataformas”. Ao fazê-lo, elas vão evoluir ao lado de seus clientes. Tenho afirmado que o capitalismo é um modelo desgastado e superado, principalmente depois dos anos 2.006, 2.007 e 2.008, crise Sub prime dos Estados Unidos que atingiu de forma mais ou menos intensa todos países do mundo. Para ter uma ideia melhor o que eu estou falando, recomendo assistir ao filme “A Grande Aposta”.


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Exemplos de Economia Colaborativa Airbnb Quem gosta de viajar provavelmente agradece diariamente pela existência do Airbnb. Hotéis e pousadas costumam ser razoavelmente caros para turistas, mas é bem mais barato buscar estadia na casa de alguém. Então, se você tem um quarto sobrando, pode ganhar uma fonte de renda extra cadastrando-o no Airbnb e recebendo hóspedes de todos os lugares. Os viajantes pagam menos, e os anfitriões recebem. Ou seja, a conta perfeita.

Cooperativismo de Crédito As primeiras cooperativas de crédito tiveram Franz Herman Schulze como seu precursor, com a criação da primeira cooperativa de crédito urbana no ano de 1852, na cidade alemã de Delitzsch. Originaram-se desse movimento os Volksbank (banco do povo), voltados para as necessidades dos proprietários de pequenas empresas (comerciantes e artesãos), com grande adesão da população urbana, chegando a 183 cooperativas já em 1859, com 18 mil membros na Pomerânia e Saxônia. Tais cooperativas seguiam o modelo que passou a ser denominado Schulze-Delitzsch.

Uber

Kickstarter

Este é provavelmente o exemplo mais famoso (e polêmico) de colaborativa. O Uber chegou para revolucionar todo o mercado de mobilidade, apesar de não ser o único deste segmento. Esta é uma plataforma na qual o usuário pode oferecer um serviço básico de transporte a um preço mais acessível do que os de táxis, sendo mais confortável do que meios de transporte público. O sucesso, como todos sabemos, é inegável.

O crowdfunding é um dos melhores exemplos de economia colaborativa. Quando você precisa de ajuda para conseguir capital para algum projeto, mas não sabe onde obtê-lo, você decide engavetá-lo? Não mais! O Kickstarter é a maior plataforma de crowdfunding do mundo, conectando projetos e financiadores sem barreiras geográficas. Você apresenta sua ideia, estabelece uma meta de quanto dinheiro precisa e divulga o máximo que puder. No geral, são pessoas físicas que colaboram com as iniciativas.

Wikipedia Sim, o site com o qual você está acostumado há tantos anos também é um exemplo de Economia Colaborativa. Assim como as outras wiki desenvolvidas ao longo dos anos, a Wikipedia é feita com o conhecimento geral de milhares de colaboradores. A comunidade que produz e edita o conteúdo do site é tão extensa que se tornou uma referência óbvia (ainda que controversa) de pesquisa.

Freecycle Doação é a palavra-chave na Freecycle, que está espalhada pelo mundo todo. Basta você se unir a um dos fóruns locais e começar a doar e receber itens dos mais diversos, desde roupas até móveis. É uma colaboração que ajuda um lado a se livrar de objetos não desejados e o outro a adquirir coisas novas gratuitamente.

Schulze-Delitzsch As cooperativas de crédito Schulze-Delitzsch surgiram por volta do ano 1849. Foram idealizadas por Hermann Schulze (1808-1883), magistrado nascido em Delitzsch, que fundou bancos populares entre os artesãos e foi o autor do projeto que serviu de base à elaboração do primeiro Código Cooperativo, promulgado em 27 de março de 1867, na Alemanha. Schulze entendia que a associação é o meio encontrado pela sociedade para atuar de forma eficaz em setores que o Estado não consegue atingir. As três principais características do modelo por ele idealizado podem ser resumidas nos seguintes pontos: 1. o capital da sociedade é constituído através de cotas-partes integralizadas pelos associados, 2. há a constituição de fundo de reserva geralmente limitado a 10% do capital subscrito; 3. distribuição dos ganhos entre os sócios sob a forma de dividendo.

Cooperativismo de Crédito no Brasil Tudo começou em 1902, no Rio Grande do Sul, sob a inspiração do padre jesuíta Theodor Amstadt que, conhecedor da experiência alemã do modelo de Friedrich Wilhelm Raiffeisen (1818-1888), para aqui a transplantou, com enorme sucesso. Foi criada em Linha Imperial, distrito de Nova Petrópolis/RS, a 1ª Cooperativa de Crédito da América Latina, a Sicredit Pioneira RS, atualmente uma das maiores do país e na época denominada “Caixa de Economia e Empréstimos Amstad“. Esse modelo aplicava-se, preferencialmente, junto a pequenas comunidades rurais ou pequenas vilas. Fundamentava-se na honestidade de seus cooperados e atuava basicamente junto aos pequenos produtores rurais.

Não dava importância ao capital dos cooperados. O cooperativismo de crédito é evoluído hoje no Brasil, principalmente nos três estados do Sul, proporcionando inúmeros benefícios à sociedade, dos quais destaco: distribuição de renda, inclusão social, sua pratica promove o desenvolvimento econômico e social das pessoas, possui ações fortes na educação perante a comunidade na qual está inserida, utilizando para isso recursos do Fates oriundo das sobras, e, por fim, se torna um grande elemento de equilíbrio entre o capitalismo e o socialismo. Por fim, entendo que, no mundo, o precursor da economia colaborativa é o cooperativismo de crédito.


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Acadêmicos da Furb representam Santa Catarina na Gincana Nacional de Economia

Com apoio do professor Jamis Antonio Piazza, Daniel Wandrey e Wellington Adrian tornaram-se campeões estaduais

Os estudantes do curso de Ciências Econômicas da Universidade Regional de Blumenau (Furb) Daniel Wandrey e Wellington Adriano venceram a 4ª Gincana Estadual de Economia promovida pelo Conselho Regional de Economia (Corecon-SC) e vão representar Santa Catarina na disputa nacional, que ocorrerá dias 20 e 21 de setembro, em Porto Velho (RO). Daniel e Wellington vão tentar trazer o bicampeonato para Santa Catarina e para a Furb. No ano passado, na terceira edição da gincana estadual, os campeões também foram os representantes da Furb. Johny Willian Monteiro e Franklin Carlos Zummach venceram a etapa catarinense e depois a disputa nacional, que ocorreu em setembro em Belo Horizonte.

Orgulho do mestre O professor Jamis Antonio Piazza, coordenador do curso de Ciências Econômicas da Furb, acompanhou todo o dia da competição, realizada no laboratório de Informática da Udesc e encerrada no final da tarde. No final, comemorou o título conquistado pelos jovens da Furb. “Todos estavam muito bem preparados e focados. A maioria de nossos jovens já está trabalhando”, observou.

Daniel Wandrey tem 21 anos, é morador de Brusque e participa de um projeto de extensão da universidade, o Sistema de Informações Gerenciais e de Apoio à Decisão (Sigad). Wellington Adriano, 21 e residente em Blumenau, trabalha há quase dois anos em uma cooperativa de crédito. A competição teve seis duplas participantes e, na final, os representantes da Furb superaram os estudantes da Unesc de Criciúma, Yuri Alves e Ramires Ferreira, que participaram pela terceira vez da gincana.

Etapa estadual realizada no Laboratório de Informática da Esag/Udesc envolveu estudantes de diferentes universidades do Estado


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Prêmio Catarinense de Economia está com inscrições abertas O 20º Prêmio Catarinense de Economia, uma promoção do Corecon-SC com patrocínio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul (BRDE), está com inscrições abertas até o dia 28 de setembro pelo hotsite do Prêmio. Realizado anualmente, o objetivo do Prêmio Catarinense de Economia é incentivar a investigação econômica em geral e estimular economistas e estudantes de Ciências Econômicas a desenvolverem pesquisas voltadas para o conhecimento e desenvolvimento da economia catarinense e suas inter-relações com a economia brasileira e a economia internacional. O prêmio é dividido em duas categorias de trabalho: Artigo Técnico ou Científico e Monografia ou Trabalho de Conclusão de Curso. O prêmio de R$ 7.500,00 é distribuído entre as três colocações das duas categorias. Mais informações e a íntegra do regulamento podem ser conferidas em https://bit.ly/2LJV6b7

www.corecon-sc.org.br/pce

Enesul 2018 vai ocorrer em agosto no Rio Grande do Sul

Nos dias 24 e 25 de agosto ocorrerá, no teatro da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Porto Alegre, o 23º Enesul, o Encontro dos Economistas da Região Sul. Em 2017, o Enseul foi realizado em Curitiba, no Paraná, no mês de julho. O evento visa reunir os representantes dos Conselhos Regionais de Economia (Corecons) dos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, bem como os profissionais liberais e estudantes da área com o objetivo de

promover o debate dos fundamentos econômicos das atuais políticas macroeconômicas que influenciam o andamento da conjuntura econômica nacional, assim como analisar a estrutura dos cursos de Economia, com base em suas grades curriculares e propor, em conjunto, as melhorias necessárias, com foco no mercado de trabalho. As inscrições para o 23º Enesul podem ser feitas pelo e-mail eventos@coreconrs.org.br


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1º Econo+ reúne 100 economistas e acadêmicos em Chapecó

No evento foi lançado oficialmente o EconoClube, Clube do Egresso do curso de Ciências Econômicas da Unochapecó

Cerca de 100 pessoas, entre professores, estudantes e egressos do curso de Ciências Econômicas da Unochapecó, participaram no dia 20 de junho, à noite, no Salão de Atos da universidade, do 1º Econo+, o Encontro Anual de Economistas da Unochapecó. “Foi um sucesso”, resumiu a professora Bruna Furlanetto, coordenadora do curso e conselheira do Conselho Regional de Economia (Corecon-SC). O evento contou com as participações dos presidentes do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Wellington Leonardo da Silva, e do Corecon-SC, Alexandre Flores. "Ao apoiar e prestigiar este encontro, o Conselho de Economia de Santa Catarina reafirma sua posição de incentivar ações que promovam o debate econômico e a reflexão sobre a proposta de soluções em prol da melhoria da qualidade de vida e que venham a minimizar a desigualdade social", comentou Flores. O presidente do Cofecon, Wellington Leonardo da Silva, ficou impressionado com o que viu. “A iniciativa da universidade foi bastante positiva porque promoveu o encontro entre economistas e estudantes de Economia, o que é válido para os alunos conhecerem o relato de profissionais sobre suas experiências e o mercado de trabalho, como também para os economistas, uma vez que entram em contato com os mais jovens, que podem ter visões diferenciadas sobre modelos econômicos e sobre a própria economia. O intercâmbio de ideias pode servir de subsídio para que economistas tenham uma visão mais jovem sobre como os estudantes estão pensando a Ciência Econômica”.

Silva também teve uma boa impressão em relação ao número de estudantes e profissionais presentes. “Inclusive, a grande participação de universitários demonstra que o curso está pujante”, destacou. “Sob o ponto de vista do Sistema, acredito que o debate seja interessante porque podemos discutir a importância do conselho federal e dos conselhos regionais, o que defendi nas intervenções que fiz. Sob o ponto de vista político, destaquei que os conselhos de fiscalização profissional, depois da desidratação dos sindicatos a partir da aprovação da reforma trabalhista, são o último bastião para proteger o mundo do trabalho, pelo menos as profissões regulamentadas, dos avanços desleais do capital”. O 1º Econo+ buscou discutir e abordar temas relevantes, além de proporcionar um espaço de networking entre profissionais do mercado e acadêmicos. Na ocasião, foi lançado oficialmente o EconoClube, Clube do Egresso do curso de Ciências Econômicas da Unochapecó, além de marcar o início das comemorações dos 25 anos. Para a professora Bruna Furlanetto, a participação ativa dos egressos, trazendo-os novamente para a instituição, é de extrema importância. "O evento foi a possibilidade de um contato direto entre o profissional formado na área e os estudantes, propiciando uma visão ampliada do mercado de trabalho e áreas que podem atuar, ouvindo relatos e vivenciando experiências”, afirmou. A coordenadora complementa que essas ações são também uma forma de fortalecer e qualificar cada vez mais o curso.


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Cria vidade e empreendedorismo

Alexandre Flores Presidente do Corecon-SC

O Brasil vem ao longo dos últimos anos buscando formas de vencer o fraco desempenho econômico que provocou queda brutal no PIB e o maior numero de desempregados da história. Enquanto a economia mundial dá sinais de recuperação, nós ainda estamos praticamente estagnados e dependentes de políticas econômicas e sociais que não respondem satisfatoriamente e no ritmo desejado. A crise moral e ética que se instalou no país, em especial nos vários poderes governamentais, tem gerado insegurança, sendo esse um dos fatores preponderantes para a falta (ou desordenada) de investimentos públicos e privados, inclusive internacionais, como forma de alavancagem econômica, principalmente na produção industrial com consequências na geração de emprego e renda. Seguindo nessa linha, cabe ao governo atuar com austeridade, implementando políticas que incentivem o desenvolvimento e a geração de renda, além de rever e criar mecanismos que devolvam a confiança ao empresário e ao empreendedor. A estabilidade monetária, a simplificação tributária e política de crédito adequada, entre outras reformas que se fazem necessárias, são fundamentos indispensáveis para que possamos retomar o crescimento e devolver a confiança ao mercado. O empreendedorismo e a criatividade pessoal têm sido uma das saídas utilizada para suprir o desemprego e recompor a renda perdida, tanto em atividades autônomas

quanto iniciando novos negócios. Ocorre que a falta de preparo e de conhecimento adequado, deixando o sucesso por conta do “acaso” e da “sorte”, têm provocado sérias consequências gerando ainda mais instabilidade econômica, até porque o mercado em crise torna-se mais seletivo e, ao mesmo tempo, o consumidor restringe ou adia seus gastos. Nesse ano temos dois grandes eventos que vão mexer muito com a emoção e motivação da população brasileira e, em consequência com o comportamento de consumo como um todo: a Copa do Mundo de Futebol e as eleições. O primeiro dos eventos tem data de início e fim. A euforia ou a frustação vai condicionar o comportamento em um curto espaço de tempo. Diferentemente desse, o resultado do segundo e mais importante dos dois, as eleições, é que definirá os próximos anos e irá balizar as ações que poderão contribuir para o crescimento da economia, entretanto só terá inicio em 2019, quando da posse dos eleitos. Assim, a população e também as entidades civis organizadas deverão ficar atentas aos projetos econômicos apresentados pelos vários candidatos, em especial quanto à sua viabilidade e alinhamento com o desenvolvimento econômico do país, compromissado com a redução das desigualdades e com inclusão social, valendo-se de políticas de incentivo à educação e ao desenvolvimento tecnológico, proporcionando e incentivando a capacitação dos jovens e adolescentes.


A recuperação da economia brasileira Sabemos que o Brasil passou pela maior recessão econômica de sua história recente, afinal entre 2015 e 2016 a atividade econômica que é mensurada pelo PIB recuou 7,2% se acumularmos os dois anos em questão, o que dá a dimensão do impacto gerado pela crise instaurada no país. Com a economia em crise, os reflexos se deram em muitos setores, demonstrando quedas sucessivas de produção, vendas e empregos. Contudo, apesar da retração econômica dada durante os últimos anos, a análise da conjuntura recente notabiliza que os impactos mais acentuados da crise já se evidenciaram. É o que revela a informação do crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2018, que reflete, sobretudo, a recuperação econômica que o país vem atravessando. Os fatores macroeconômicos como a queda dos juros, inflação e, em menor grau, do desemprego, somada à expansão da atividade econômica, juntam-se e concomitantemente nos levam a um processo de retomada, surtindo efeitos positivos na economia brasileira, amparando sobremaneira um cenário de menor instabilidade. Ninguém pode garantir que o cenário econômico melhorará significativamente nos próximos anos, mas algo podemos estabelecer: o país deixou de ter sucessivas quedas em detrimento de sua recuperação, que apesar de lenta, morosa e sútil, já vem de fato ocorrendo.

Leonardo Rodrigues Conselheiro do Corecon-SC

A expectativa é que a economia cresça, segundo estimativas de mercado, 2,5% já em 2018 e 3% em 2019. De todo modo, alguns desafios ainda estarão em curso, como o prosseguimento das reformas, o ano eleitoral e o cenário político agitado, sendo de extrema importância o acompanhamento e o cortejo com todos esses assuntos. O momento requer bom senso e discernimento, porém é de considerar que estamos passando por um momento de transição, transição essa de movimentos que tivemos de quedas bruscas da economia em detrimento da própria recuperação em curso no país.

Mais de 1,5 mil registros a vos O Conselho Regional de Economia (Corecon-SC), até maio deste ano, mantinha 1.579 registros ativos de profissionais, sendo 1.507 de pessoas físicas e 72, de jurídicas. No mesmo período foram feitas 92 fiscalizações e 21 autuações. Em todo o ano passado, a equipe de fiscalização do Corecon contabilizou um total de 189 profissionais fiscalizados. A ação resultou em mais 15 profissionais registrados. Também 435 empresas fiscalizadas e 12 registros como resultados da ação.

INDICADORES DE GESTÃO TOTAL DE REGISTROS Pessoa física Pessoa jurídica

Até Maio.2018 1.579 1.507 72

FISCALIZAÇÃO PESSOA FÍSICA Profissionais fiscalizados

53

Profissionais autuados

16

Registros oriundos de ações de fiscalização

09

FISCALIZAÇÃO PESSOA JURÍDICA Empresas Fiscalizadas

39

Empresas Autuadas

05

Registros oriundos de ações de fiscalização

03