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JORNAL MINAS MARCA • ANO III • Nº33 • DEZ/13


DEZEMBRO 2013

JORNAL MINAS MARCA • ANO III • Nº33 • DEZ/13

MOTOR DA

ECONOMIA INDÚSTRIA DA COMUNICAÇÃO SE UNE PARA VALORIZAR E TRAZER MAIS RECURSOS AO MERCADO MINEIRO

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BH 116 ANOS. NO CAMINHO CERTO PARA SER A MELHOR CIDADE DO BRASIL.

EXPEDIENTE EXPEDIENTE

Diretor Executivo: Guilherme Guerra guilherme.guerra@minasmarca.com Diretora de Novos Negócios Ana Laura Guimarães analaura@minasmarca.com Gerência Comercial: Marco Aurélio Vianini marco.vianini@minasmarca.com Edição: Larissa Borges Redação: Renata Vaz e Larissa Borges redacao@minasmarca.com

Belo Horizonte está se desenvolvendo como nunca. A Prefeitura está trabalhando para fazer de BH a melhor cidade do Brasil. Por isso tem feito enormes investimentos na melhoria da educação, saúde, habitação, mobilidade urbana, enfim, em todas as áreas. Sempre com a participação da população. Os resultados estão aqui e em toda a cidade.

EDUCAÇÃO DE QUALIDADE PARA TODOS

Com as UMEIs (Unidades Municipais de Educação Infantil), a Prefeitura colocou o ensino infantil de Belo Horizonte entre os melhores do mundo. Hoje já são 74 UMEIs funcionando. Outras 30 já estão em obras. Até 2016 serão mais de 150 UMEIs garantindo o atendimento a todas as crianças que precisam.

O MAIOR PROGRAMA DE MOBILIDADE URBANA DA HISTÓRIA DE BH

MAIS SAÚDE SEMPRE

Com o Programa Mais Saúde Sempre, a Prefeitura está enfrentando os grandes desafios da saúde. Antigos centros de saúde estão sendo substituídos por novas unidades com alto padrão de qualidade. Sete novas UPAs serão construídas. Quatro já estão em obras. As Academias da Cidade já são 63 e mais de 150 Academias a Céu Aberto foram implantadas.

OP: PARTICIPAÇÃO POPULAR LEVADA A SÉRIO

Diagramação: Valber Antunes De Fato Comunicação e Eventos

Não para de trabalhar por você.

MORADIA DIGNA E SEGURA

A Prefeitura está realizando o maior programa habitacional da história de BH. Na Vila São José, no Morro das Pedras, na Pedreira Prado Lopes e em toda a cidade, os aglomerados estão sendo urbanizados, ganhando escolas, centros de saúde, lazer e transporte. Atualmente, mais de 8 mil moradias populares estão em andamento.

PAMPULHA  PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE

2014?!!! Segundo a maioria dos economistas, o ano de 2014 para o Brasil será parecido com 2013, ou seja, nossa economia continuará patinando, com um PIB crescendo algo em torno de 2%. Haverá alta na taxa de juros e a indústria continuará sofrendo, principalmente aquela que tiver concorrentes externos. Além disso, o Carnaval será em março, a Copa do Mundo acontecerá no meio do ano, logo em seguida teremos as eleições e, para finalizar, vários feriados cairão no meio da semana. Ou seja, teremos poucos dias úteis de trabalho. Para piorar, o nível de confiança dos empresários está em baixa, a renda real do brasileiro cairá devido à inflação que continuará em patamares elevados (em torno de 6%) e à taxa de desemprego, que sairá de 5,6% em 2013 para 5,8% em 2014. Apesar do cenário brasileiro, os mesmos economistas preveem que Minas Gerais, que teve um resultado ruim em 2013 - a projeção de crescimento do PIB de nosso Estado para este ano é de apenas 0,3%-, crescerá 1,8% em 2014. Ou seja, um resultado seis vezes maior do que o realizado neste ano. Isto tudo porque o índice de desemprego em MG é o menor do país, nossa massa salarial é alta e o crédito continuará farto.

Fotografia: Mateus Baranowski Impressão: Paulinelli Serviços Gráficos www.paulinelli.com.br Minas Marca Ltda - ME CNPJ: 14.0184.88/0001-99 Rua Grão Mogol, 1255 - Sion Belo Horizonte - MG Tel: 31 3224-2723 Acesse: www.minasmarca.com Publicação Mensal Dezembro de 2013 Edição 33 Tiragem: 10 mil exemplares O Minas Marca não se responsabiliza pelos conceitos, ideias e opiniões emitidos nos artigos assinados.

E o que fazer com esta quantidade de números? A maioria passará o ano reclamando e colocando a culpa pelos maus resultados de sua organização no desempenho econômico do país. Se você é um desses, tome cuidado. Recentemente tive acesso a uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral sobre a longevidade empresarial. A conclusão da mesma é que, 70% das empresas morrem por fatores ligados à estratégia (baixo desenvolvimento de mercados, falta de planejamento e estratégia); 17% por fatores organizacionais (finanças corporativas pouco desenvolvidas, processos produtivos e administrativos obsoletos, baixo nível de governança corporativo) e apenas 13% morrem por fatores externos (medidas regulatórias, retração econômica, mercado de trabalho). Sendo assim, 87% das empresas fecham devido a fatores internos, que estão dentro do controle da empresa e apenas 13% por fatores externos. Minha recomendação? Pare de tentar achar culpados e desculpas e faça a sua parte! Foto: Marcus Vilela / Showroom AvantGarde Motors

Guilherme Guerra São dezenas de grandes obras para melhorar o trânsito de BH: a nova Antônio Carlos, nova Pedro I, nova Cristiano Machado, nova avenida Tancredo Neves e o Boulevard Arrudas. E ano que vem começam as obras de ampliação do metrô e já entra em circulação o BRT, que irá transportar mais de 4700 mil passageiros por dia, com rapidez e conforto. pbh.gov.br

Com o Orçamento Participativo, a Prefeitura já entregou mais de 1.100 obras em toda a cidade. Outras 85 já estão em execução. E este mês ainda acontece o OP Digital, com votação até 20 de dezembro. Acesse o site opdigital.pbh.gov.br e participe. Pela internet você contribui para uma Belo Horizonte ainda melhor.

A Prefeitura de Belo Horizonte está recuperando e renovando o mais famoso cartão-postal da cidade: a Pampulha. A orla da lagoa está linda como nunca, com nova iluminação, nova ciclovia, nova pista de caminhada, nova sinalização e novo asfalto. Na lagoa, a Prefeitura já começou o trabalho de limpeza e despoluição. E a Pampulha agora é candidata a Patrimônio Cultural da Humanidade.

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ENTREVISTA

PREVENÇÃO

E QUALIDADE DE

VIDA

Texto: Renata Vaz

Na luta contra o câncer, o IMP investe em estratégias de comunicação e marketing para difundir a prevenção da doença e arrecadar fundos para oferecer maior qualidade de vida aos seus pacientes. Em entrevista ao Minas Marca, Karina Franco Pongelupe, gerente de marketing do Instituo Mário Penna, fala sobre as ações realizadas para mobilizar cidadãos e empresas a favor da causa. No dia 27 de novembro, foi comemorado o Dia Nacional de Combate ao Câncer. O Instituto Mário Penna está nesta luta desde 1971. Quantos pacientes são atendidos por ano? O IMP é considerado pelo Ministério da Saúde como CACON, Centro de Alta Complexidade em Oncologia, por isso, estuda, previne e presta atendimento em pacientes com os mais diversos tipos de cânceres. São atendidas nos dois hospitais, Luxemburgo e Mário Penna, aproximadamente 65 mil pessoas por ano. Destas, mais de 70% do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2012, foram realizados mais de 1 milhão e 300 mil procedimentos oncológicos, mais de 35 mil consultas, mais de 170 mil sessões de radioterapia e mais de 26 mil sessões de quimioterapia. Como tem sido trabalhar a prevenção do câncer? Um grande desafio. Digo sempre que atender nossos pacientes de forma humanizada, com carinho, atenção, investimento em tecnologia, assistência e profissionalismo é nossa obrigação, nosso negócio enquanto hospital oncológico filantrópico. Mas, trabalhar a prevenção é, de verdade, nosso papel social. Pensando assim, temos investido fortemente em campanhas como o Outubro Rosa e o Movimento Mustache, a primeira de prevenção do câncer de mama e a segunda, do câncer de próstata. No dia 1º de outubro, a capa do jornal Metro e o uniforme dos entregadores do tabloide ganha-

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ram a cor rosa. Além da cor, a edição continha informações sobre a prevenção e incentivava a mamografia. Como você analisa os resultados dessa campanha? Foi melhor do que esperávamos. Mais do que quadruplicamos o número de mamografias realizadas pelo IMP no mês de outubro e um grande contingente de exames foi transferido para os meses seguintes, o que significa que, além de terem sido informadas, as mulheres foram atingidas pela campanha e entenderam a importância da realização do exame para a prevenção da doença. Além disso, tivemos um número recorde de doações em nosso 0800 que foi amplamente divulgado. A campanha contou com o apoio de empresas como Globo Minas, Elemídia, Cruzeiro, Atlético, América, jornal Metro, FIEMG, Rádio CDL, Alvorada, Itatiaia, Nativa, FNAC, UNI-BH, Unimed, Tribunal de Contas do Estado, Fly Mídia, Alta Energia, MGS, SESC, Revista Viver Brasil, Revista Exclusive, MPMG, entre outras e das já parceiras, como 98 FM, Super Nosso, Yes Comunicação e Lojas Rede. Como os times mineiros de futebol agregaram à iniciativa com a divulgação do tema da campanha nos jogos realizados em outubro? América, Atlético e Cruzeiro foram grandes apoiadores das iniciativas de prevenção do IMP na campanha Outubro Rosa. As ações variaram entre entrada de torcedoras no campo com as camisetas alusivas à campanha, exposição de faixas com frase de prevenção e com divulgação do 0800 para marcação de consultas, anúncio nos jornais dos jogos distribuídos aos públicos presentes e veiculação do vídeo da campanha no telão dos estádios. O Cruzeiro, como Empresa Amiga do IMP, também divulgou a campanha junto ao seu público interno. Empresas que investem em responsabilidade social são bem vistas pela sociedade. Quais as vantagens para a empresa que se torna uma amiga/parceira do Instituto Mário Penna no combate ao câncer? Sim, pesquisas apontam que as pessoas esperam que as marcas doem parte do seu lucro para causas sociais, que compram e recomendam produtos e serviços de empresas que promovam ações sociais. Elas também acham que as empresas deveriam se

comprometer com a melhoria na qualidade da saúde e se esforçar para que seus públicos tenham consciência das ações sociais praticadas. Pensando nisso e na necessidade de angariar recursos para o IMP, no início de 2014 faremos o lançamento oficial do novo Empresa Amiga do Instituto Mário Penna. O que é o Empresa Amiga do IMP? O Empresa Amiga é um programa de relacionamento entre o Instituto e marcas socialmente responsáveis. Uma grande oportunidade para as empresas contribuírem efetivamente com o estudo, prevenção e tratamento oncológico em Minas Gerais. Hoje o IMP responde por cerca de 70% dos tratamentos oncológicos da Região Metropolitana de Belo Horizonte e mais de 20% do Estado. As empresas, os profissionais liberais e autônomos aderem ao programa por um período de 12 meses e, ao apoiarem o IMP, tem sua marca associada a uma causa social e filantrópica reconhecida. Além disso, participam dos programas de prevenção realizados pelo IMP, recebem prestação de contas do valor investido e benefícios. Qual agência de comunicação atende o Instituto Mário Penna? Como essa parceria tem contribuído com o desenvolvimento do instituto? A casasanto. Quando entrei no IMP estávamos sem agência de comunicação e a estratégia foi trazer uma agência de porte médio, mas com grande capacidade de atendimento e aspirações. Além disso, a agência deveria nos enxergar para criar uma parceria mais ampla e se engajar na causa. Desde o início, houve uma química positiva. Planejamos em conjunto o passo a passo da trajetória que deveríamos seguir e temos conseguido realizar nossos objetivos com muita leveza e entusiasmo, ingredientes que a causa pede. A casasanto é uma agência jovem, mas com profissionais experientes, comprometidos e criativos. Nossa parceria vai além da simples relação de cliente fornecedor. Há um real interesse de ambos pelo crescimento e sucesso mútuos. Qual a importância das redes sociais para divulgação e engajamento das ações do Instituto Mário Penna? Uma das minhas preocupações no início do processo foi inserir o Instituto de forma mais contundente nas redes

KARINA FRANCO PONGELUPE, GERENTE DE MARKETING DO INSTITUTO MÁRIO PENNA 42 FOTOGRAFIA

O Instituto Mário Penna (IMP) surgiu, em 1971, com o nome de Associação dos Amigos do Hospital Mário Penna. Na época, atendia pacientes oncológicos em fase terminal. Hoje, o IMP é composto por quatro unidades: Sede Administrativa, Hospital Mário Penna, Hospital Luxemburgo e Casa de Apoio Beatriz Ferraz.


ENTREVISTA

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sociais, acreditando que hoje é impossível fazer comunicação e falar com a sociedade estando fora destas.

meses de novembro e dezembro, os clientes da rede de supermercados podem doar seus Dotz para o IMP.

e a prevenção às atividades esportivas só amplia nosso resultado e o benefício para todos os impactados.

A estratégia foi utilizar o Facebook como ferramenta para propagação de nossas campanhas, prestar contas das nossas iniciativas à sociedade, realizar promoções, divulgar e vender produtos. Por meio desta ferramenta, nos relacionamos com nossos públicos de interesse, atendemos nossos clientes e buscamos engajamento e participação em nossa causa.

O valor arrecadado ao final da campanha é revertido em pacotes de fraldas geriátricas que, normalmente, são custeadas pelo IMP para o uso dos seus pacientes.

No mês passado, o salão Jacques Janine e o colégio Loyola promoveram a ação em prol da campanha “Doe seu Cabelo” para a arrecadação de cabelos para perucas. Como você analisa a repercussão dessa campanha entre os que contribuíram e o impacto para os pacientes?

Além do Facebook, estamos no Twitter, que utilizamos para divulgar temas de interesse público, como prevenção, dicas de saúde, artigos médicos por meio de links e para fazer contato com personalidades que possam ter interesse em se engajar com nossa causa. O Youtube é utilizado com o propósito institucional, colocando vídeos que apresentam a instituição, que falam sobre prevenção e que fazem alusão às nossas campanhas. Ainda não temos um blog, mas realizamos parcerias com blogueiros para a divulgação de nossas campanhas relacionadas ou não a saúde, mas sempre com foco positivo na vida, uma vez que acreditar na cura e estar de bem com a vida é uma das mais poderosas ferramentas contra o câncer. E nosso próximo passo será a adesão ao Linkedin para prospecção de novos parceiros, recrutamento de mão de obra e relacionamento com as empresas. A Lojas Rede apoia o Instituto Mário Penna, desde março de 2009, com o projeto Troco Esperança, que arrecada o troco dos clientes e repassa para a instituição com o objetivo de ajudar no tratamento do câncer. Como você analisa a importância e os resultados desse projeto? Bimestralmente, recebemos das Lojas Rede um cheque com o valor das doações que, a nosso ver, somam o desejo dos gestores da empresa e de suas clientes em ajudarem seus semelhantes com problemas de saúde. Cada troco deixado no caixa ajuda no atendimento aos pacientes, na compra de medicamentos e materiais médicos, na alimentação, transporte, acomodação e melhorias relacionadas à humanização do tratamento aos nossos pacientes. No início do ano, as doações totalizaram R$ 2 milhões. O valor arrecadado com a venda de serviços hospitalares não fecha a conta dos gastos que temos com os tratamentos e as doações têm este papel fundamental. Os clientes do Super Nosso também podem contribuir com a doação de Dotz para a instituição. Como é direcionado o valor arrecadado? Pelo segundo ano consecutivo, o Super Nosso nos apoia em sua ação de Natal. Em suas compras realizadas nos

A campanha do ano passado foi um sucesso, foram arrecadados mais de um milhão de Dotz que foram revertidos em cestas básicas utilizadas na alimentação de nossos pacientes. A iniciativa mostra o engajamento do Super Nosso com nossa causa e a grande parceria que vem tendo conosco. Quais outras empresas são parceiras do IMP? De que forma elas contribuem? O Super Nosso, as Lojas Rede, a Rádio 98 FM, o Cruzeiro, a FNAC, a Globo Minas, a Yes Comunicação e a NTC Perucas são empresas que têm apoiado mais fortemente o IMP em suas ações. Cada uma delas apoia geralmente com a realização de seu próprio trabalho, o que é muito gratificante para o Instituto. O Movimento Mustache, campanha realizada pelo Instituto Mário Penna, teve como garoto-propaganda o William, ídolo do Cruzeiro, que levou os bigodes para o campo de futebol. Como você acredita que a associação com o futebol pode mobilizar um maior número de pessoas pela causa do Instituto? A ideia da Campanha Movimento Mustache foi trazer a questão do câncer de próstata para o universo do anedotário masculino. Sabe-se que o preconceito e o medo são os maiores inibidores da prevenção deste tipo de câncer. Por isso, muitos homens resistem em fazer regularmente o exame de próstata, pois o assunto é, muitas vezes, foco de piadas em rodinhas masculinas. Para falar com os homens, pensamos em envolver atividades e locais onde estes estivessem em grande número, como futebol, outros esportes, fábricas, bares e restaurantes. Procuramos vários parceiros, entre eles o Cruzeiro, que tinha também nos apoiado na campanha do Outubro Rosa. Como a cor principal do time é azul e o William, uma das estrelas do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro, tem como característica marcante o bigode, recebemos apoio total por parte da diretoria do clube. A ideia de utilizar o jogador como garoto propaganda partiu do Marcone Barbosa, diretor de marketing do time e foi um tiro certeiro. Ainda estamos fechando os números da campanha, mas já sabemos que tivemos recorde de realização de exames de próstata, o que para nós é o principal retorno. O post com o vídeo foi um dos três mais visualizados na história de nossa fanpage. Associar o IMP

A campanha “Doe seu Cabelo” é um case nacional de sucesso e recebemos até doação do exterior. Iniciou-se por meio de uma ligação telefônica de uma jovem querendo doar seu cabelo para o IMP com o Samuel Dias, responsável pela gestão das nossas redes sociais. As ações evoluíram na rede social, quando foi criado um evento no fanpage denominado “Doe seu Cabelo”, que deu nome a campanha. Vemos claramente o poder da internet neste caso. Quando demos conta, o evento já tinha milhares de participantes do Brasil dispostas a doarem seus cabelos e a convidar amigas também a fazê-lo. A primeira ação promovida pelo colégio Loyola, em parceria com o Salão Jacques Janine, não poderia deixar de ser um sucesso. Um dia foi pouco para tantas doadoras. Na abertura da inscrição, mais de 500 pessoas se candidataram a doar, 10 cabeleireiros conseguiram realizar o corte de pouco mais de 200 cabelos. Foi então necessário realizar um segundo dia de evento, dessa vez, em parceria com o Salão Clipping, que também em um dia com a mesma equipe conseguiu o mesmo resultado. Os dois salões continuam com uma promoção de 50% de desconto para doadora de cabelo para o IMP, para completar as 500 adesões solicitadas. As madeixas devem ter no mínimo 17 centímetros de comprimento. A campanha será realizada anualmente e, este ano, tem encerramento no dia 31 de dezembro. Entretanto, o projeto continua, afinal de contas, nossas pacientes precisam resgatar sua autoestima. Mais de duas mil madeixas de cabelo já foram arrecadadas, 55 pacientes já foram beneficiadas. Além de pacientes do IMP, pacientes do GRAAC, do Hospital das Clínicas, do Felício Rocho e do Hospital de Barretos serão beneficiadas. Nada disso seria possível sem a parceria da NTC Perucas, Empresa Amiga do IMP. Como você avalia a trajetória do Instituto Mário Penna? Trata-se de uma trajetória de muita luta, apoiada pela sociedade que não descansa e está sempre conosco. Muitas tristezas e alegrias, mas também de muito sucesso. Afinal de contas, são 42 anos de história no combate ao câncer.

Poucas empresas têm uma marca tão reconhecida. Poucas agências têm cinco. Parabéns, Localiza, Patrimar, Vivo,

ArcelorMittal e Hermes Pardini por estarem entre as marcas mais prestigiadas em Minas*. Para a Solution, também é um grande prestígio contribuir para o seu sucesso.

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CRUZEIRO APOIA O INSTITUTO MÁRIO PENNA

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PROMOTORES DO JORNAL O METRO USAM BIGODE PARA PROMOVER AÇÃO DO NOVEMBRO AZUL

LUIZ EDUARDO SCHECHTEL, O DUDU DA 98 FM, APOIA CAMPANHA DO OUTUBRO ROSA

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CAMPANHA DOE O SEU CABELO, REALIZADA PELO COLÉGIO LOYOLA

* Segundo o ranking do Instituto Troiano, publicado no Jornal Estado de Minas em 13/11/2013.

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SOLIDARIEDADE E AUTOESTIMA: PACIENTE RECEBE PERUCA DO INSTITUTO.


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EDUARDO PINHEIRO

NHAS

PIDI-

RA-

RAPIDINHAS

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Texto: Cefas Alves Meira

FESTIVAL EL OJO Duas empresas mineiras de comunicação brilharam no Festival El Ojo de Iberoamerica 2013, realizado anualmente em Buenos Aires. A Greco Design ganhou troféu de ouro, categoria Design para a identidade da IV Bienal Brasileira de Design, e a Perfil 252 trouxe troféu de prata com a campanha “Praças”, desenvolvida para a Zoobiker. A premiação, disputada pelas maiores agências e os mais respeitados profissionais da indústria da propaganda da América Latina e mercados ibéricos nos EUA e Europa, contou com a participação de nove países. O Brasil foi quem mais ganhou premiações na categoria Design (19).

denota um estilo de vida. A campanha foi criada pela designer gráfica Blenda Elisa.

GRUPO FIAT

“Acendemos suas vendas” e “Não inventamos a lâmpada, mas sabemos usá-la como poucos”. São os títulos dos outdoors da agência do triângulo mineiro Diferi, apresentando também a Diferion, divisão de Internet criada pela empresa. A Diferi Comunicação de Impacto, com dez anos de mercado, tem em sua carteira de clientes empresas como Algar Telecom, Prefeitura Municipal de Uberlândia, Smart Supermercados, Elglobal Construtora, Tribanco, Tricard, Martins, Via Centro Shopping e OPA!

Mudanças no marketing da New Holland Construction, marca de equipamentos para construção e infraestrutura da CNH Industrial, do Grupo Fiat. Sai Nicola D´Arpino, agora diretor Comercial e de Marketing da marca para a América Latina, e entram Paula Araújo (assume a gerência de Brand Marketing) e Marcos Rocha (Marketing de Produtos).

RC

LIVRO

Leva a assinatura da RC a campanha de Natal de nove shoppings da Rede Aliansce, a segunda maior administradora de shoppings centers do Brasil. A agência de Álvaro Resende e Adolpho Neto, que já atendia o Boulevard Shopping, de Belo Horizonte, neste fim de ano cria também para o Boulevard Shopping Nações Bauru (Bauru/SP), Continental Shopping (São Paulo/SP), Shopping Taboão (Taboão da Serra/SP), Santana Parque Shopping (São Paulo/ SP), Shopping West Plaza (São Paulo/SP), Floripa Shopping (Florianópolis/SC), Shopping Park Europeu (Blumenau/ SC) e Moinhos Shopping (Porto Alegre/ RS). As peças desenvolvem o conceito “O Natal faz a gente acreditar”.

Os jornalistas José Eustáquio de Oliveira, o Taquinho, e Airton Guimarães lançaram no último 19 de novembro, Dia da Bandeira, o livro “Bandeiras de Minas”. A obra teve apoio da Assembleia Legislativa e patrocínio da Cemig e Governo do Estado.

PRO BRASIL Atender um cliente durante dez anos seguidos é uma raridade e esse feito acaba de ser conquistado pela Pro Brasil, que trabalha a comunicação da Ricardo Eletro há exatamente uma década. A agência, inclusive, lançou nas peças – sobretudo comerciais – uma nova forma de comunicação do varejo: frases impactantes desafiando a concorrência e enfatizando os baixos preços da rede de eletrodomésticos. No último

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comercial da Ricardo Eletro, outra inovação: o empresário Ricardo Nunes aparece percorrendo cidades dos Estados Unidos, afirmando estar negociando diretamente com as fábricas para obter preços baixos.

MAIS CLIENTES O terceiro trimestre de 2013 foi de conquistas para a Anpla Comunicação Planejada. Especializada em comunicação para pequenas e médias empresas, a agência ampliou sua cartela de clientes com cinco novas contas: Avivar Noivas, Modello Berçário e Educação Infantil, Pin Up Convites Criativos, além de Rose Quadros Cerimonial e seu blog “Noivas BH”.

VINHOS Com sete lojas em Belo Horizonte, a Casa Rio Verde, especializada em vinhos e outras bebidas, acaba de reformular toda a sua identidade visual nas peças para anúncios, mídia digital e divulgação de produtos e campanhas nas lojas. E adotou os slogans “O seu estilo de vinho” e “Deguste qualidade”, reforçando que o vinho

Você é aquilo que faz. E pode fazer tudo aquilo que sonha.

filadelfiacom.com.br

UM ANO DE CONQUISTAS PARA A FILADÉLFIA.

UBERLÂNDIA

SUSTENTABILIDADE A Associação Brasileira de Agências de Publicidade, Minas Gerais (ABAP-MG) realizou, no último mês, a 5ª edição do Prêmio ABAP de Sustentabilidade. A cerimônia aconteceu no Minas Tênis Clube – Unidade I - e contou com a presença do presidente da ABAP Nacional, Orlando Marques e do presidente da Abap-MG, Alexandre Moreira. Ao todo, foram premiados 22 ganhadores, entre agências de comunicação e seus clientes. O objetivo do Prêmio ABAP é fortalecer o papel da comunicação na formação de novos hábitos sustentáveis.

HOMENAGEM David Lara (foto), presidente da Gráfica Rede, recebeu homenagem póstuma no Jantar Anual da Propaganda, realizado no último dia 4, no Hotel Mercure Lourdes, em Belo Horizonte. Lara, além de ser um profissional muito importante para o mercado mineiro, foi um parceiro fundamental para o Grupo Minas Marca. Com o aval do José Luiz da Silva, presidente da Associação Mineira de Propaganda, David acreditou no nosso jornal antes mesmo dele existir e foi um dos responsáveis pela viabilização do mesmo.

Participamos de 3 concorrências. Vencemos 2. Ganhamos 6 novos clientes. E reforçamos os laços com todos os antigos. Ganhamos o Lápis de Bronze no One Show, o Profissionais do Ano da Rede Globo, o Prêmio Abril. Fomos Shortlist em Cannes, entramos no Anuário do Clube de Criação de São Paulo, tivemos 5 peças na revista Archive e 4 ouros no Colunistas Brasil, fomos a agência com mais peças no ShowUp Meio&Mensagem e ganhamos 2 troféus no Prêmio Abap de Sustentabilidade. E para não dizer que somos “apenas” uma agência criativa, ganhamos, também, 4 Octos, o prêmio focado em estratégia e resultados. Além da distinção máxima, o Octo Optimus, com o case de nota mais alta entre todos os jurados. Criamos, produzimos e lançamos o novo portal do Inhotim. E consolidamos nosso trabalho na área digital.

Por isso, caro 2014: pode vir quente. Mas já vamos adiantando: esperamos muito de você.

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2014:

MATEUS BARANOWSKI

A definição de mídia especializada no mercado moderno já foi antecipada pelo jornalista e empresário José Costa, em 1932. Ele, representante comercial, registrava os manifestos de cargas na Estrada de Ferro Central do Brasil, que abasteciam e regulavam o mercado de Belo Horizonte. Assim, nasceu o Informador Comercial, um jornal segmentado. José Costa procurou imprimir à própria vida o pleno exercício da cidadania. Defendia o desenvolvimento econômico e social de Minas Gerais a partir do mais adequado aproveitamento de seus recursos como base para a construção de uma sociedade melhor e mais justa. As páginas do seu jornal e as entidades de classe foram suas tribunas. Valores que balizaram a trajetória, desde então, percorrida pelo Diário do Comércio, com foco na economia regional e na valorização da atividade empresarial. Credibilidade, tradição e seriedade reconhecidas e forte presença nos meios empresariais do Estado, como credenciais para agregar e ampliar elementos de inovação e transformação. Trazer cotidianamente a perspectiva do presente, com desafios e oportunidades, mas vislumbrando o futuro. Visão em que o Diário do Comércio, em um ambiente empresarial, político e social sob fortes pressões, possa ser instrumento estratégico no Estado e alavanca de transformação no pensar e agir, nos parâmetros de responsabilidade social. Veículo indutor, interlocutor de novas estratégias do ambiente empresarial e econômico com modelos de negócios com base na ética, inclusão e sustentabilidade.

Veículo especializado para promover valores impregnados da verdadeira inovação, em abordagens atuais, temáticas setoriais que valorizam o conteúdo apresentado, gerando uma proposta diferenciada. Desse empenho são exemplos mais recentes as edições da revista DC Análise, focada nos eixos estruturais da economia do Estado, visando amplificar o conhecimento de suas potencialidades, e as publicações Minas 2032 – Desafios e Oportunidades, um convite à compreensão do futuro e ao resgate dos conceitos de planejamento. Na mesma linha e objetivando fazer do Diário do Comércio uma rede de informações e inteligência, está ampliando a distribuição de conteúdo por meios digitais, com o DC Notícias, e DC Inteligência, este que funcionará como fonte de pesquisa e processamento de informações. São esforços e objetivos que traduzem confiança. Porque se de um lado existem restrições no ambiente econômico, que afetam o mercado publicitário, de outro existe a certeza de que, neste ambiente, ganha relevância ainda mais significativa à oferta de informações que orientem o mundo dos negócios. É o espaço que o Diário do Comércio, nos seus já completados 81 anos de circulação, tem procurado preencher, exatamente pela premissa da relevância do conteúdo especializado oferecido a um segmento - o mercado mineiro. Yvan Muls, diretor executivo e de mercado do Diário do Comércio.

Pensar 2014 é um exercício desafiante. Ano de agenda política e esportiva, sem citar os muitos feriados adicionais e as surpresas naturais. A combinação dessas forças guiarão os rumos do comportamento do consumidor e do varejo. Caberá a politica econômica dar o ritmo. Essa, sensível ao compasso de recuperação da economia mundial, em especial pelo menor relaxamento monetário americano, impactando no aumento das taxas de juros internacionais. Tudo isso, gera reflexos no câmbio, inflação, juros e crédito. Há tensão no ar, este é o clima de virada do ano de 2013 para 2014. Mas, há espaço para um otimismo moderado, tendo em vista a estabilidade política democrática; o sistema financeiro sólido e regulamentado; a inflação estável; o alto nível das reservas internacionais; os investimentos em infraestrutura logística, com as concessões e parcerias públicas e privadas. E, em especial, a consciência que o modelo de crescimento lastreado pelo consumo não se sustenta no longo prazo. Porém, as projeções para 2014 indicam menor crescimento do PIB, da ordem de 2,1%, com fundamentos econômicos mais fracos, tais como déficit em transações correntes de U$76 bilhões, maior pressão sobre déficit público, além da redução da renda real e menor oferta de crédito direcionado. A conjuntura interna e externa assimétrica merece atenção redobrada. Os indicadores projetados mais modestos para 2014 dão sinais de mais um ano difícil.

ARTIGOS

ANO DE DESAFIO NA GESTÃO DE OPORTUNIDADES

DIVULGAÇÃO

ARTIGOS

SEGMENTAÇÃO COMO DIFERENCIAL

Nesse cenário de assimetria, o varejo destoa pela abertura de novos negócios nacionais e internacionais no país, tornando-o cada vez mais atraente, competitivo, maduro, criativo, induzido pelas janelas de oportunidades abertas pelos novos trabalhadores da renda média e dos premiums. Esse movimento descortina-se e sustenta-se pelos multicanais de relacionamentos, novas datas promocionais envolvendo lojas, e-commerce e o setor de serviços, com mix diversificado e de qualidade. Ao final do ano, os indicadores mostrarão a evolução e as novas experiências desenhadas por esse mercado. Enfim, falar em 2014 é antes de tudo, falar em desafios para consumidores, empreendedores e para os gestores de política econômica, cuja vulnerabilidade está atrelada ao dinamismo da economia mundial. Colocar toda a responsabilidade indutora no mercado esportivo e nas eleições é exigir demais. Acompanhar e monitorar o cenário econômico são exigências máximas e naturais para o empreendedor de oportunidades que busca mais do que a sobrevivência de seu negócio, mas também a expansão saudável e sustentável. Há excelentes exemplos no país. Números macroeconômicos modestos não devem assustar quando se aloca recursos com eficiência. O certo é que a agenda empresarial já vislumbra muito trabalho em 2014! Silvânia de Araújo, economista, professora do UNI-BH dos cursos de Administração, Comunicação Social e Gestão. Integra o Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG).

MINAS DO FUTURO Minas são muitas. Já vimos essa frase em prosa e verso. Meu registro é Guimarães. E, modestamente, sob a inspiração da arte em forma de escrita de Guimarães Rosa, começo a escrever algumas palavras sobre economia criativa em Minas Gerais.

DIVULGAÇÃO

Como economista, não posso deixar de lembrar que desde os clássicos, quase esquecidos, David Ricardo e Karl Marx, a inovação e os serviços foram objetos de suas produções. O que trago para este artigo é o “valor subjetivo das mercadorias” de Marx e a importância crescente dos serviços para Ricardo.

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Com a elevação da renda média nas últimas décadas, são claras as evidências do crescimento do “conjunto de atividades mercadológicas provenientes da capacidade criativa e imaginativa dos indivíduos, que possibilita a geração de soluções e produtos em determinadas áreas obtendo valor econômico”. Definição do pesquisador John Howkins no livro “The Creative Economy”, publicado em 2001.

ros, os blocos econômicos e, particularmente, as possibilidades de conexões advindas das novas tecnologias de informação e comunicação. No atual contexto global, como um território poderá se diferenciar? Qual será um dos aspectos decisivos para ocupar um espaço relevante no mundo? Não tenho dúvidas: nossa identidade cultural! Identidade cultural expressa da economia criativa da nossa região. Minas Gerais tem singularidades na história, na literatura, artesanato, na escultura, nas manifestações populares, na dança, na música, na geografia, no design, em algumas áreas da ciência, na produção de alguns alimentos e, em especial, na criação em torno das nossas mesas. O desafio é produzir uma inteligência coletiva para alavancar as possibilidades de produção de bens e serviços, criativos e inovadores, gerar valor econômico e construir um processo de ressignificação da nossa economia.

Outro aspecto atual, que ressalta a importância da economia criativa, é a radicalização do processo de globalização das últimas décadas. A internacionalização das economias ocorre desde o mercantilismo.

Lembro as premissas elaboradas em processo colaborativo pelo movimentominas.mg.gov.br: considerar iniciativas já existentes, formar competências criativas e gerenciais, preservar e fortalecer as identidades locais e regionais e soluções multisetoriais. Nossa visão: tornar Minas Gerais o melhor lugar para se viver.

Entretanto, houve uma revolução nesse processo com a forma de expansão dos agentes econômicos privados, com surgimento de transnacionais, a integração dos sistemas financei-

Tadeu Barreto Guimarães, gerente geral de Inteligência Competitiva e Canais do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

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empresas mineiras. A indústria de comunicação de Minas Gerais é moderna, criativa e atuante em todos os seus segmentos”, afirma Luiz Carlos Costa, diretor e superintendente da empresa.

MATÉRIA DE CAPA

MERCADO

POTENTE COMUNICAÇÃO IMPULSIONA CADEIA PRODUTIVA DO ESTADO

José Luiz da Silva, presidente da Associação Mineira de Propaganda (AMP), reforça que uma vantagem do mercado mineiro é a mão de obra qualificada. “Administramos com competência o tripé fundamental da comunicação: tecnologia-informação-talento”. Essa qualificação tem sido bem vista pelos clientes. Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), em maio de 2012, em um universo de 82 clientes de empresas públicas e privadas, 90,2% veem a indústria da comunicação de Minas de forma positiva, 87% estão satisfeitos com o atendimento, criação e planejamento oferecidos. Acima de 80% destacam o relacionamento com os clientes, interesse pela conta, capacidade técnica, criativa e de inovação. Os clientes demonstram na pesquisa que, quanto mais as agências entendem o negócio do cliente, maior a possibilidade de aumento do faturamento.

CENÁRIO A cadeia produtiva da indústria da comunicação representa várias entidades, como agências de publicidade, agências de web, produtoras de áudio, de vídeo e de conteúdo; gráficas, locutores, designers, veículos como revistas, jornais, sites, portais, emissoras de rádio e TV aberta e fechada, mídia exterior, assessoria de imprensa, relações públicas e empresas de comunicação corporativa. Sílvia Mattos, diretora comercial da TV Globo Minas, acredita que a indústria da comunicação mineira é consolidada e cheia de oportunidades para serem exploradas. “O mercado está cada vez mais competitivo e isso mostra uma capacidade extraordinária de renovação, que é fundamental no novo cenário de mídia”, afirma.

DESAFIOS Texto: Larissa Borges e Renata Vaz

Foto: Marcus Vilela / Showroom AvantGarde Motors

Qual a sua marca ou produto preferido? Como ficou sabendo da sua existência? Se não foi diretamente no ponto de venda, a comunicação foi a responsável por despertar o seu interesse por determinado produto ou ter conhecimento sobre as ações e projetos de uma organização. Com isso, é posível perceber a importância da comunicação para impulsionar a economia. Minas Gerais é reconhecida pelo seu talento na comunicação. O Estado possui diversos prêmios que exaltam sua criatividade e competência, como o Cannes Lions, Festival Iberoamericano de Publicidade, Art Directors Club BY, El Ojo de Iberoamerica, One Show e Clio Awards. Mais importantes que os prêmios são os anunciantes, que confiam as suas marcas ao trabalho de qualidade dos profissionais mineiros. Entre diversas empresas de atuação nacional e, algumas internacional, podemos citar: New Holland, Ferrous, Vale, Usiminas, Samarco, Cedro Têxtil, Localiza, Aymoré, Pip Paf Alimentos, Ricardo Eletro, Ale Combustíveis, Cemig e Embaré.

Adolpho Resende, presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do Estado de Minas Gerais (Sinapro-MG), concorda e acrescenta que o mercado deve mostrar a sua capacidade técnica e criativa. “Grande parte das agências mineiras possui profissionais competentes, ferramentas de pesquisa, gerenciamento de processos, recursos tecnológicos avançados e infraestrutura moderna, tal qual as maiores agências do país, o que as torna aptas a planejar suas estratégias de comunicação com o devido embasamento, proporcionando maior assertividade e efetividade para suas campanhas. Portanto, é hora de formar outra mentalidade na visão, principalmente, dos anunciantes”, enfatiza.

CONSTRUÇÃO DA MARCA

O presidente da AMP, José Luiz da Silva, acredita que um dos entraves é o fato do Estado ainda ser, um grande fornecedor de matérias-primas. “Exportamos o material bruto e importamos os produtos prontos. Inclusive com a sua comunicação pré-formatada, vinda de São Paulo, do Rio de Janeiro ou até de fora do Brasil”, avalia.

Eduardo Rizzo, gerente de marketing de biscoitos da Arcor, detentora da marca Aymoré, afirma que a comunicação tem sido importante para a construção da marca ao longo dos anos. O investimento feito pela Aymoré, em comunicação, corresponde entre 4 a 5% do faturamento da empresa, número que em 2014 deve chegar a aproximadamente R$ 5 milhões.

Por outro lado, Bessa enxerga também uma inibição do empresariado mineiro, de falta de divulgação. “Tem que ter um trabalho nosso, da própria indústria da comunicação, de não ficar restrito aquelas empresas que já anunciam. O mercado tem que ser mais agressivo e prospectar com mais qualidade”, diz.

Todo esse trabalho é confiado a uma agência mineira. Rizzo diz que, além da qualidade dos serviços, a proximidade com o mercado local ajuda a fortalecer a marca. “É uma condição obrigatória para a marca Aymoré, dado o porcentual de vendas que a marca tem em Minas Gerais e por ocupar 30% do mercado, se comunicar bem com o consumidor”, afirma.

José Luiz, da AMP, vislumbra como caminho o apoio ao surgimento de marcas locais e pensar na construção de marcas de sucesso. “É um esforço de catequese mesmo, educando e formando uma nova mentalidade nas empresas que, se ainda não são grandes, oferecem potencial para crescer. Com a experiência, o talento, a tecnologia e a estrutura que reunimos na propaganda mineira, poderemos começar uma série de novas e duradouras parcerias”, avalia.

A comunicação também é uma estratégia de sobrevivência da marca, sobretudo no varejo alimentar. Ana Cristina Pinho, gerente de marketing da Embaré, afirma que os consumidores são impactados com novidades o tempo todo. “Dependemos da disposição do consumidor para experimentar uma nova marca e a comunicação influencia e facilita este processo”, enfatiza. Outra empresa que prioriza fornecedores locais da indústria da comunicação é a Pif Paf Alimentos. “Temos as melhores razões para acreditar na competência das

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Perda de clientes para fornecedores de outros Estados e ausência de contas federais são os principais problemas apontados pelos profissionais da indústria da comunicação. Francisco Bessa, presidente do Sindicato Patronal das Empresas de Rádio e Televisão em Minas Gerais (Sert-MG), diz que percebe a facilidade com que empresas mineiras entregam a sua conta para as agências de fora. Entretanto, acredita que isso ocorre devido à falta de conhecimento sobre a qualidade do trabalho das agências mineiras.

Reposicionar o mercado não é fácil. Lúcio Perez, diretor de comunicação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), diz que o ponto forte é a capacidade criativa e de atendimento reconhecidos em todo o Brasil. Mas quando depara com a queda do faturamento do setor, em comparação com outros Estados, percebe que falta estratégia, ação e união. Mas, as preocupações dos profissionais da indústria da comunicação estão

com os dias contados. Isso porque surgiu um movimento que pretende alterar esse cenário e apontar soluções para vencer os obstáculos do mercado.

O MOVIMENTO MATÉRIA DE CAPA

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O movimento da indústria da comunicação partiu de um incômodo geral sentido pelos profissionais do segmento. Francisco Bessa, presidente Sert-MG, revela que participava de diversas reuniões com agências, clientes e sempre ouvia que o negócio estava difícil. “Comecei a conversar com responsáveis pelas entidades do mercado da comunicação e cada um já estava fazendo alguma coisa, mas de forma separada. Então, falei para nos unirmos e tentar organizar todas essas ações. A adesão foi muito boa e praticamente todas estão participando”, afirma. Assim, as entidades que fazem parte da indústria da comunicação, estão se reunindo, pelo menos uma vez por mês, para discutir melhorias para o setor. “Esses encontros têm feito com que todos tenham conhecimento do que as entidades já estavam fazendo e serviu para fazermos um planejamento estratégico para alinhar e coordenar todas essas ações, visando alcançar um resultado melhor e mais rápido”, frisa Bessa. Mas, por que fazer um movimento para impulsionar a indústria da comunicação? Roberto Bastianetto, vice-presidente do Conselho da Comunicação da Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas), diz que os objetivos e expectativas do movimento são a retomada do crescimento da indústria. O publicitário salienta que a indústria da comunicação é um aglomerado que fatura mais de 3,5 bilhões por ano e emprega mais de 127 mil pessoas, porém o Estado saiu do 3º para o 5º lugar no ranking de faturamento do mercado da comunicação. Bastianetto ainda lembra que Minas tem 10% do PIB, 10% da economia, 10% do eleitorado e 10% dos deputados federais. Sendo assim, uma das propostas do movimento é que o Estado tenha, pelo menos, 10% da distribuição das contas federais. “Estamos falando de aproximadamente um aporte de R$ 300 milhões para o nosso mercado. Isso muda a nossa realidade por completo. Somos uma cadeia produtiva estratégica para o Estado, geramos milhares de empregos e uma grande arrecadação de impostos”, ressalta. Mário Neves, diretor de marketing e comercialização do Grupo Diários Associados de Minas Gerais, afirma que a importância do movimento está na possibilidade de gerar novos negócios. “O movimento permite identificar os pontos convergentes dessa indústria em prol de todos os envolvidos nela. Assim, melhora a possibilidade de fazer negócios com mais transparência, mais ética e com volume maior”.

CARACTERÍSTICAS União é um dos pilares do movimento. “Ao invés de ações isoladas estamos fazendo com que todos estejam participando do interesse geral e, juntos, trabalhamos para mostrar à Minas e ao Brasil toda a potencialidade que somos”, ressalta Helinho Faria, presidente do Conselho da Comunicação da ACMinas. Para maior efetividade de suas ações, o movimento da indústria da comunicação adotou um discurso único. “Temos objetivos em comum: crescimento, qualificação, mais clientes, mais faturamento, melhor estrutura e aumento da autoestima”, frisa Roberto Bastianetto, da ACMinas. Fomento, investimento e geração de receita para Minas Gerais. Além da união, esse é o tripé estratégico que será usado pelas entidades. “Dentre muitas ações, vamos mostrar para todas as esferas da iniciativa pública e privada que a comunicação de Minas está entre as melhores do país, com resultados efetivos para nossas marcas. Essa vai ser a grande contribuição desse movimento que possibilitará um resultado no médio prazo”, explica Adolpho Resende, do Sinapro-MG.

EXPECTATIVAS Com todas as entidades juntas em prol de uma única causa, são muitas as expectativas de uma mudança no cenário da comunicação. Ricardo Dias, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior (Sepex-MG), avalia que é preciso resgatar para o mercado mineiro a posição de destaque que sempre teve no contexto nacional. E para isso, o movimento da indústria da comunicação pode contribuir ao trabalhar em bloco e com objetivos claros. “A união e a vontade de todos irá com certeza mudar o cenário atual”. Por ser algo novo e surpreendente, o movimento fortalece a esperança dos profissionais do mercado. Marco Aurélio Jajour, presidente do Grupo Bel, afirma que nunca havia percebido, em outros momentos do mercado, uma reação conjunta tão eficiente quanto a que está acontecendo agora. “Esse movimento não tem um rosto ou um nome, não tem uma assinatura. No entanto, tem toda uma estrutura

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O mais interessante desse movimento é que ele irá gerar resultados não só para a indústria da comunicação, mas para o mercado mineiro como um todo. “A comunicação sediada em Minas sendo fortalecida, traz ganhos para todo o Estado, não apenas pelo aspecto econômico, mas também pela circulação de ideias, pelo debate e por podermos mostrar ao Brasil nosso potencial em todas as áreas”, frisa Dinis Pinheiro, presidente da ALMG.

Compreender melhor o perfil dos anunciantes é outra iniciativa que está inserida nos planos das entidades. O Conselho de Comunicação de Minas, em parceria com a Faculdade Batista, irá realizar uma pesquisa de mercado com diretores de comunicação e marketing de 17 segmentos de mercado em Minas Gerais.

E, diversas são as propostas que estão surgindo nas reuniões para impulsionar a indústria da comunicação. Lúcio Pérez, diretor de comunicação da ALMG, destaca que o movimento é essencial para adquirir informações, insumo importante no desenvolvimento das atividades. “Conhecer tudo que envolve seu negócio pode ser determinante para o sucesso. E é isso que deve ser feito. Mas, saber a opinião não basta, isso é apenas o início de um trabalho que deve buscar a construção de um planejamento de médio e longo prazo para a indústria de comunicação mineira”, afirma.

DIVULGAÇÃO

Bessa ainda destaca alguns pontos que já foram discutidos nas reuniões do movimento: “conversa com Helena Chagas, responsável pela Comunicação do governo Dilma, para mudança da legislação e volta do consórcio para participação de licitações para as contas federais; lei de incentivo para as empresas que utilizarem os fornecedores de comunicação do Estado; trabalho junto à bancada federal para a participação de Minas nas contas federais”. Nos encontros entre os profissionais da comunicação também foram definidas as seguintes medidas: a construção de um discurso único; análise da distribuição das verbas federais pela SECOM/PR; retomada da presença em Brasília; retomada da autoestima dos profissionais com a valorização da profissão; maior proximidade com o meio acadêmico; incentivos e linhas de financiamentos junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) para melhoria dos equipamentos e investimentos do setor. O presidente do Sert salienta também sobre a aproximação com a bancada mineira em Brasília com o intuito que abracem os interesses do setor. “Estamos preparando uma carta para encaminhar para as lideranças dos principais partidos. E na segunda etapa, todos os 53 deputados federais de Minas Gerais também receberão essa correspondência”, revela.

LEANDRO BIFANO

AUTOESTIMA E REPRESENTAÇÃO POLÍTICA Em relação à autoestima dos profissionais, a primeira iniciativa a ser realizada foi a Festa da Propaganda, no dia 28 de novembro. José Luiz, presidente da AMP, conta que a festa foi uma forma especial de fazer um carinho na classe, reunir as pessoas e trocar informações. “Foi uma grande confraternização. Nós fazíamos essa festa no passado. Era a festa da AMP. Agora ela voltou com força total como a festa do movimento da indústria da comunicação. Como prometido na comunicação do evento, foi o maior brainstorming da propaganda mineira”, frisa.

A preocupação com a qualificação dos estudantes e a necessidade de se aproximar mais do meio acadêmico são medidas que recebem relevância na pauta do movimento. O presidente do Sinapro-MG, Adolpho Resende, acredita que falta vivência do estudante e entendimento de como realmente funciona o mercado. “Ele chega à agência ou outro player completamente cru. Existe um projeto em andamento, junto ao Sinapro-MG, para o aluno praticar, conhecer como o mercado funciona por meio de jobs de clientes que serão disponibilizados e acompanhados por profissionais de todos os departamentos de agências. Isso dará uma boa visão ao aluno e a tendência é que os melhores sejam aproveitados”, antecipa.

MATÉRIA DE CAPA

JOSÉ LUIZ, PRESIDENTE DA AMP

PROJETO DE LEI De todas as propostas, a que mais se destaca, pois está em estágio avançado, é o Projeto de Lei (PL) 4454/2013, de autoria do deputado Lafayette de Andrada e que aborda sobre a questão tributária do Estado. Nesse PL foi acrescentado um parágrafo destinado apenas à indústria da comunicação. A apresentação dessa legislação foi feita pelo presidente da ALMG, Dinis Pinheiro, a diversos representantes da indústria da comunicação em novembro deste ano. O texto do PL fala que os estabelecimentos signatários de protocolo de intenção com o Estado de Minas Gerais deverão, preferencialmente, contratar serviços do setor de comunicações de empresas situadas neste Estado. O objetivo é aumentar o volume de prestação de serviços e consequentemente o desenvolvimento do mercado. Roberto Bastianetto, vice-presidente do Conselho de Comunicação da ACMinas, explica que o projeto está em votação no segundo turno e pode ser homologado antes do recesso do final de ano.

MARCO AURÉLIO JAJOUR, PRESIDENTE DO GRUPO BEL

A política de incentivos fiscais tem como objetivo estimular o setor de comunicação, modernizando-o e gerando mais empregos. “No caso específico da comunicação, entendo que ela deve, também, estimular a desconcentração, fortalecendo os agentes no interior do Estado”, frisa Dinis Pinheiro, da ALMG. O projeto é uma injeção de ânimo para o mercado. Para o presidente da Itatiaia, tal medida irá melhorar o mercado mineiro, mas é preciso deixar claro que essa decisão não visa gerar uma reserva de mercado. “Essa é uma atitude de bom senso em relação ao mercado mineiro. A reserva de mercado é quando você proíbe que o sujeito faça um trabalho fora de Minas. Bom senso é quando você tenta convencer esse produtor, criador, publicitário que ele pode fazer o seu trabalho no próprio Estado. É valorizar o mercado, gerar emprego”, explica Emanuel Carneiro.

RICARDO DIAS, VICE-PRESIDENTE DO SEPEX-MG

Diante de tantos esforços, os empresários e profissionais mineiros que fazem parte da indústria da comunicação devem se manter otimistas. Afinal, as mudanças já começaram a acontecer, pois, pela primeira vez, o mercado conseguiu se unir, efetivamente, em busca de uma solução que irá beneficiar a todos. Minas deixou o receio, a timidez e o orgulho de lado para brigar pela a sua posição de direito no cenário nacional. EUGÊNIO SÁVIO

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Outra ação, que visa combater a falta de representação política do Estado, merece destaque. Trata-se da definição dos nomes que a indústria da comunicação irá apoiar nas eleições de 2014. O objetivo é receber, por parte dessa bancada politica, apoio em projetos que fortaleça a indústria da comunicação. “Precisamos de uma presença mais forte da bancada mineira, de senadores, de deputados, para lutarem por isso, como fazem os baianos, os pernambucanos e os gaúchos. A gente não tem representante político”, destaca Emanuel Carneiro, presidente da Itatiaia.

A pesquisa tem como objetivo avaliar como são comprados os produtos e serviços da indústria da comunicação mineira e como eles avaliam a prestação de serviço. Assim, espera-se ter um retrato fiel de como a cadeia da comunicação é vista pelos clientes e, a partir disso, desenvolver ações que melhorem esse aspecto.

LÚCIO PÉREZ, DIRETOR DE COMUNICAÇÃO DA ALMG

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ANUNCIANTES E MEIO ACADÊMICO

Diversas propostas são montadas pelos representantes das entidades. Entretanto, é preciso executá-las com calma e no momento certo, para trazer resultados satisfatórios. Entre as ações do movimento da indústria da comunicação, Francisco Bessa, do Sert-MG, destaca o encontro na ALMG com o presidente Dinis Pinheiro e representantes dos principais veículos de comunicação do Estado, em que foi discutido o projeto de lei 4454/2013.

ALEXANDRE MOREIRA, PRESIDENTE DA ABAP-MG

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MARIA TEREZA CORREIA

de comunicação de forma unida, e por isso, grande possibilidade de dar certo”, observa.

AÇÕES

ROBERTO BASTIANETTO, VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO DA COMUNICAÇÃO DA ACMINAS

MÁRIO NEVES, DIRETOR DE MARKETING E COMERCIALIZAÇÃO DO GRUPO DIÁRIOS ASSOCIADOS DE MINAS GERAIS

DINIS PINHEIRO, PRESIDENTE DA ALMG

MATEUS BARANOWSKI

EMANUEL CARNEIRO, PRESIDENTE DA ITATIAIA

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HELINHO FARIA, PRESIDENTE DO CONSELHO DA COMUNICAÇÃO DA ACMINAS

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DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO FRANCISCO BESSA, PRESIDENTE DO SERT-MG

MATEUS BARANOWSKI

BARANOWSKI MATÉRIAMATEUS DE CAPA

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ADOLPHO RESENDE NETO, PRESIDENTE DO SINAPRO-MG

17 SÍLVIA MATTOS, DIRETORA COMERCIAL DA TV GLOBO MINAS


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ERA DA

TENDÊNCIAS

TRANSPARÊNCIA

Levi frisa que algumas empresas podem assumir imperfeiçoes nos relatórios, outras podem convidar as pessoas para conhecer o processo de fabricação, outras criam um conselho que acompanha as atividades, porém cada uma avança de acordo com as suas relações com os seus públicos. “O que não podemos fazer é tomar o nu frontal como a saída. Tem empresas que estão muito além dessa etapa e já trabalham em sistema de co-criação com seus clientes e stakeholders. Co-criação é partilhar com as pessoas a geração de insights e valores numa comunidade da marca”.

MARCAS QUE NÃO TÊM NADA A ESCONDER GANHAM MAIS CONFIANÇA DE SEUS STAKEHOLDERS

Helton Freitas, diretor-presidente da Unimed-BH, destaca que os relatórios divulgados pela cooperativa trazem números, resultados e apontam desafios, obstáculos. “O material sempre é apresentado, discutido e validado com os cooperados em processo transparente e participativo. Na Assembleia Geral Extraordinária, realizada no último dia 4 de dezembro, por exemplo, tivemos a participação de cerca de 3.400 cooperados”.

Texto: Renata Vaz

FERNANDO LUTTERBACH

HELTON FREITAS, DIRETOR PRESIDENTE UNIMED-BH

Se as pessoas estão nas redes sociais, as marcas também precisam estar. Interagir com os clientes e prospects no dia a dia faz com que elas se diferenciem de outras organizações e possam até se tornar referência de escolha e pertencimento. Porém, entrar nesse mundo da transparência, em que quanto maior o prestígio da marca, mais rápido cresce a exposição, seja para o bem ou para o mal, faz com que surjam novos desafios e novas soluções de comunicação para atender esses consumidores. “Os canais de comunicação não são tão passivos como antes. Agora pedem interação, reciprocidade, comunicação e, nesse caso, a transparência é fundamental”, salienta Frederico Albuquerque, professor de marketing da FGV/IBS. O site trendwatching.com apontou como uma das tendências de consumo de 2013, o Full Frontal ou “Nu Frontal”, que significa que as marcas devem provar e mostrar proativamente que não têm nada a esconder. E isso significa assumir uma posição clara e direta com resultados concretos. Conforme essa ideia, os consumidores esperam que as marcas mostrem as suas credenciais éticas e ambientais.

ALEX HORTA - IDEIA DIVULGACAO

TRANSPARÊNCIA DAS MARCAS

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LEVI CARNEIRO, DIRETOR DA IDEIA COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL

Levi Carneiro, diretor da Ideia Comunicação Empresarial, avalia que a transparência das marcas já é discutida há algum tempo. Em 2004, Charles Fombrun e Cees van Riel fizeram um estudo sobre a comunicação das principais marcas dos Estados Unidos, Austrália, Dinamarca, Itália e Holanda e constataram que a reputação dessas marcas tinha a sua força alicerçada em cinco dimensões presentes nas mensagens e manifestações dessas empresas. Entre essas dimensões, já se destacava a transparência, as outras eram: visibilidade, autenticidade, consistência, diferenciação e capacidade de resposta. “A tendência é sim a evolução desse diálogo, na medida em que os públicos também se tornam mais conscientes e capazes de se informar, perguntar e argumentar”, observa Levi Carneiro, especialista em branding. Como em um relacionamento interpessoal, a trans-

parência aumenta a confiança dos envolvidos. Com as marcas funciona da mesma forma e ela é vital para a reputação da empresa. “Não adianta apenas mostrar, abrir, expor. Tem que ter consistência, singularidade, tem que ser autêntica e não fazer apenas joguinho de marketing. Enfim, tem que ter compromisso com os stakeholders. Isso tudo é que cria reputação”, frisa Levi.

COMPROMETIMENTO A consolidação de uma empresa está atrelada a diversos fatores, entre eles, a qualidade do serviço, atendimento e o comprometimento com o cliente e fornecedores. A transparência por si só, a comunicação sobre a missão e os objetivos não importam se esse discurso não for colocado em prática.

Outro ponto apontado pela tendência Full Frontal é que os consumidores esperam que as marcas mostrem as suas credenciais éticas e ambientais.

DREAMSTIME

As redes sociais trouxeram o mundo da exposição. As pessoas podem fazer check-in e publicar o local onde estão no mesmo instante, tirar fotos do que estão comendo, compartilhar vídeos da vida pessoal e interagir com toda a rede. E as marcas? Como ficam nessa vitrine?

SOCIEDADE E A RESPONSABILIDADE de atendimento e relacionamento. Disponibilizamos vários canais, o Unidisk - atendimento telefônico gratuito 24 horas-, o Alô Saúde, em que há médicos para aconselhamento; SMS, e-mails, cartas, redes sociais, além do atendimento presencial”. Outra empresa que preza pela transparência é a MRV Engenharia. Sérgio Lavarini, diretor de relações institucionais, diz que todos os resultados financeiros da companhia são públicos, as teleconferências de resultados são abertas para perguntas de jornalistas, anualmente é divulgado o relatório de sustentabilidade com certificação GRI e, além disso, a empresa possui conta em todas as redes sociais com ampla interação do seu público.

REDES SOCIAIS

O diretor-presidente da Unimed-BH, Helton Freitas, frisa que não basta comunicar as crenças da empresa se elas não estiverem expressas no dia a dia da organização, no comportamento das pessoas e na sua história. “A cooperativa possui o conceito “SEMPRE” para sintetizar as suas crenças e valores. Essa palavra traduz, além dos princípios cooperativistas, os nossos compromissos com a satisfação de todos os públicos; o estímulo à inovação; a melhoria contínua; a participação; a responsabilidade social e a ética nos relacionamentos. Os conceitos são divulgados para nossos diversos públicos de relacionamento, em sites, intranet, apresentações, materiais impressos e publicidade. Além disso, eles norteiam todas as ações, projetos e campanhas da cooperativa”.

Helton Freitas, diretor-presidente da Unimed-BH avalia que a tecnologia tem revolucionado a forma de comunicar, pois as referências sobre a marca não são mais unilaterais, são compartilhadas pelos clientes, ou mesmo por quem não é cliente, em redes sociais, como Twitter e Facebook.

E uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha indica a pertinência e importância disso: nove em cada dez clientes consideram a cooperativa uma operadora confiável, moderna e sólida, que incentiva os cuidados com a saúde e conta com uma rede própria de serviços, igualmente confiável e de qualidade. Capacidade de inovação e investimento em tecnologia são outros atributos reconhecidos por oito em cada dez entrevistados.

Sérgio Lavarini, da MRV Engenharia, acrescenta que nas redes sociais o público tem um espaço para reivindicar, elogiar e esclarecer dúvidas. “Essa interação rápida e direta mostra que a companhia está aberta para prestar todas as informações, o que cria um elo de confiança entre a empresa e seu público”.

Helton Freitas ressalta que a Unimed-BH é uma cooperativa, o que significa que o processo de gestão é participativo, está sujeito à validação dos médicos cooperados, fazendo com que a transparência seja um requisito permanente. “Do ponto de vista dos nossos clientes, estamos entre as operadoras de saúde pioneiras na oferta de uma estrutura completa

TENDÊNCIAS

ser comunicadas. “Penso que essa ideia do full frontal é mais um apelo de marketing, um jogo de palavras, uma frase de efeito. As informações a serem divulgadas dependem sempre do tipo de empresa e dos públicos com os quais ela mantém relacionamento. É uma construção, um diálogo e não uma regra inflexível”.

O diretor-presidente da Unimed-BH frisa que nesse ambiente cada vez mais participativo a transparência é essencial, pois a informação precisa ser repassada de forma adequada e no momento certo. “Oferecemos conteúdos de relevância ao nosso cliente, ligados à promoção da saúde, à agenda de eventos e serviços oferecidos em nossas unidades, assim como informações sobre eventos culturais e de responsabilidade social abertos a toda à comunidade. Vemos as redes sociais também como grandes aliadas para a resolução de reclamações do nosso público, às quais procuramos responder prontamente. Acreditamos que essas ações contribuem para o aprendizado e para a melhoria de nossos processos”.

“NU FRONTAL” OU NÃO? Segundo a tendência do trendwatching.com, o Full Frontal ou “Nu Frontal” quer dizer a transparência sem limite, assumir as imperfeições, pois a intenção é o que importa. Como exemplo, podem-se citar empresas que divulgam em seus relatórios metas não alcançadas. Mas é interessante para as marcas assumir o “Nu Frontal”? Levi Carneiro, da Ideia Comunicação Empresarial, afirma que há limite para a transparência, pois assim como as pessoas não precisam expor sua vida pessoal, há coisas na vida de uma organização que não interessam ao público e não precisam

Levi Carneiro analisa que a sociedade está mais atenta para a responsabilidade social e ambiental das empresas. Porém, isso não quer dizer que as pessoas estejam consumindo mais produtos dessas empresas. “Há uma distância entre a consciência sustentável e o consumo propriamente sustentável. Por isso, é preciso aprofundar o compromisso e a confiança entre as marcas e as pessoas para que essa distância possa diminuir”. Já Frederico Albuquerque, professor de marketing da FGV/IBS, acredita que, o fato de ser claro e dizer a verdade, encoraja as pessoas a consumirem, admirarem e falarem mais e melhor destas empresas. “Cada dia que passa, os stakeholders das organizações cobram por essa transparência, que efetivamente vai levar a uma melhor reputação, valorizando a marca e contribuindo para uma venda melhor em termos quantitativos e qualitativos”. Helton Freitas, diretor-presidente da Unimed-BH, acredita que as pessoas, cada vez mais, escolherão produtos ou serviços de organizações que desenvolvem projetos de responsabilidade social e, principalmente, que tenham reputação positiva no relacionamento com seus diversos públicos e com a sociedade. A cooperativa possui várias ações de responsabilidade social. Destaca-se o Instituto Unimed-BH, braço social, que completou dez anos de atuação em 2013. “O Instituto é uma organização sem fins lucrativos, que tem a missão de conduzir o Programa de Responsabilidade Social da Unimed-BH, com suas cinco linvhas de atuação: Cultura, Comunidade, Adoção de Espaços Públicos, Meio Ambiente e Voluntariado. No último ano, cerca de 380 mil pessoas foram beneficiadas pelas atividades. Os projetos têm na saúde sua área prioritária de intervenções, mantendo interface com outros campos como educação, cultura, lazer e capacitação profissional”, explica Freitas. Helton Freitas destaca também o Programa Cultural Unimed-BH que mobiliza médicos cooperados a destinar parte do imposto de renda para projetos culturais. “Em 13 anos, foram captados mais de R$ 28 milhões. Neste ano, 34 projetos foram apoiados pelo Programa, contribuindo para ampliar o acesso da população a espetáculos e bens culturais”. A MRV também possui projetos de responsabilidade social. O diretor de relações institucionais, Sérgio Lavarini, destaca as parcerias com a Cidade dos Meninos de São Vicente de Paulo; Servas, com a construção de creche para 500 crianças em Uberlândia; Instituto Minas Pela Paz, com a reforma de 53 campos de várzea e construção de vestiários que funcionarão como salas de aula, nas quais crianças de 9 a 14 anos terão aulas de futebol e reforço escolar; além de parcerias com diversas prefeituras para construção de creches e escolas.

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DESIGN

VITRINE DE

OPORTUNIDADES

DESIGN SE TORNA UM INSUMO ESTRATÉGICO PARA ATRAIR NEGÓCIOS INTERNACIONAIS E NACIONAIS PARA O MERCADO MINEIRO Texto: Larissa Borges

O Brasil está em evidência no mundo. Nosso país está sendo reconhecido, visto pelas grandes potências e fechando parcerias fortes. A popularidade da marca Brasil gera oportunidades em todos os setores do nosso mercado, inclusive no design.

SUCESSO NO EXTERIOR A visibilidade do trabalho dos profissionais de design no exterior contribui para reforçar a marca Brasil, divulgando a nossa cultura, valor, técnica e criatividade. “Mostrar o design brasileiro fora nos coloca no mesmo nível de produção dos demais países, atribuindo um caráter mundial ao nosso trabalho. Isso gera equivalência, representatividade e exportação para os nossos serviços”, frisa o diretor de criação da Greco Design, Gustavo Greco. O contexto politico, social e econômico, ainda é outro fator que contribui para o design se destacar no mercado internacional. Julius, sócio-diretor da DesignThinkers Group, conta que houve muitas mudanças nos últimos dez anos e vários aspectos melhoraram o design brasileiro. “O momento econômico foi e é importante para a criação de um ecossistema favorável a inovação e a diferenciação das marcas. É importante também destacar a nossa flexibilidade e jogo de cintura para solucionar problemas de toda ordem. A melhora pode ser creditada ainda ao aumento do número de escolas de design, cursos de pós-graduação e a um maior número de pessoas que buscam formações no exterior”, observa.

REFLEXOS EM MINAS O bom desempenho do design brasileiro no exterior traz reflexos positivos para o mercado mineiro. Tereza Santos, diretora de criação do TS Studio, afirma que Minas Gerais tem tradição no design. “Minas sempre teve grande destaque no cenário nacional e os designers mineiros também trabalham muito bem com a temática universal e contemporânea. Além disso, estamos vivendo um momento muito importante do design e Minas está solidificando um padrão criativo de grande internacionalização, no qual tem alcançado várias áreas de atuação”, diz. A chegada de empresas internacionais de design no Estado é outro indício de que o mercado mineiro está em evidência no segmento. A DesignThinkers Group, por exemplo, é uma empresa holandesa que possui escritórios espalhados em todo o mundo. O grupo se instalou em Belo Horizonte ano passado e tem como objetivo mudar a cultura do design, hoje muito orientada para o produto, para uma cultura voltada para o serviço. “Ajudamos as empresas a desenhar ou melhorar os serviços com foco nos clientes, para que sejam eficientes e construam boas relações entre as pessoas e as empresas”, explica Julius, sócio-diretor da DesignThinkers Group. Julius ainda acrescenta que, a chegada do escritório em Minas Gerais é uma oportunidade para as empresas inovarem, usando um método que alia criatividade e negócio para criar novos serviços, produtos e modelos de organização a

longo prazo. “É importante quebrar as barreiras mentais que nos fazem apenas seguidores do que é feito fora do Estado e passarmos a ter um papel de protagonismo. Para isso, é necessário fomentar o espírito empreendedor de todos para que tenhamos um país que olhe o futuro, que acredite nele e que faça esse futuro acontecer”, frisa. Já o reconhecimento do design brasileiro está vindo por meio de prêmios. Gustavo Greco, diretor de criação da Greco Design, conta que, nos últimos dois anos, muitas conquistas importantes aconteceram no mercado, inclusive, envolvendo sua agência. Foram vitórias em eventos renomados da área, como Cannes Lions, Red Dot Design Award, iF Communication Award, El Ojo de Iberoamerica, entre outros. “Isso tudo, literalmente, colocou o nome de Minas em lugares nos quais ele nunca havia sido citado. De uma maneira geral, traz atenção para a produção local de design e, consequente, representatividade”, enfatiza.

DESAFIOS E EXPECTATIVAS Mesmo sendo “a bola da vez” no cenário internacional, ainda falta uma participação maior das empresas brasileiras e, consequentemente, mineiras em eventos que valorizam o design. “Sinto uma postura ainda tímida dos profissionais de Minas em prêmios e publicações nacionais e internacionais. Ter um trabalho premiado nacional ou internacionalmente é uma chancela que te mune de argumentos concretos para a valoração de seus projetos”, analisa Gustavo Greco, da Greco Design. Julius, da DesignThinkers Group, acredita que a receptividade do design brasileiro, comparado a outros países, ainda é pequena. “Ainda existem entraves na junção do design aos produtos nacionais. Ganhar prêmios, como o Internactional Design Awards é importante, mas, ainda é necessário um reconhecimento interno do valor do design”, afirma. A valorização interna do design já está acontecendo. Tereza Santos, do TS Studio, cita como exemplo a Bienal de Design de 2012, que aconteceu em Minas Gerais. “A Bienal foi uma oportunidade incrível de ter uma vitrine de caráter internacional para mostrar nosso processo e nosso produto. Isso é revertido positivamente para trabalhos regionais através de possibilidades de compartilhamento de oportunidades e informações, além da abertura de um leque de contatos de âmbito nacional e internacional”, avalia. Oportunidades não faltam no mercado para o design brasileiro e mineiro se consolidarem em outros países. O momento é favorável e os profissionais talentosos. Com uma dose de ousadia, o nosso design pode ser valorizado e atrair mais negócios para o país. “Não importa se é em Minas ou um escritório pequeno. É preciso fazer um bom trabalho e acreditar nele. Esse é um caminho importante para posicionar o design como chave da economia criativa e estar próximo aos empresários de diversas áreas que trabalham em um cenário de concorrência internacional”, finaliza Julius, da DesignThinkers Group.

Minas Gerais teve Muitos Motivos para coMeMorar o Dia Da propaGanDa. E esse otimismo não vem apenas de quem faz a propaganda mineira. Vem também de quem investe. Pesquisa realizada pela Abap* – Associação Brasileira das Agências de Propaganda mostrou que cerca de 90% dos clientes de empresas públicas e privadas enxergam a propaganda mineira com bons olhos. Estão satisfeitos com o nosso atendimento, criação, planejamento e relacionamento. O resultado disso tudo? Mais de 127 mil empregos gerados, arrecadação anual de R$ 3,5 bilhões e agências com trabalhos reconhecidos nos mais importantes festivais do mundo. Há muito para se comemorar. E muito mais ainda para se trabalhar. Para a propaganda mineira, a melhor campanha será sempre a próxima. Nós confiamos nisso. Nossos clientes também. *Pesquisa realizada em maio de 2012.

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WÉBER PÁDUA

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Iniciativa:

inDÚstria Da coMunicaÇÃo eM Minas Gerais

• ABAP-MG • ABERJE • ABI • ABIGRAF-MG • ABIMENGE • ABRACOM • ADI • ADVB • AJORB-BH • AMADI • AMAV • AMI • AMIRT • AMIRVE • AMP • AMPRO-MG • ASDOOR • CENTRAl DE OuTDOOR-MG • CCPMG • CONRERP • CONSElHO EMPRESARIAl DA COMuNICAçãO DA ACMINAS • CPMG • FENAPEX • GPR • GRuPO DE MíDIA • SEPEX-MG • SERT-MG • SIGEMG • SINAPRO-MG • SINDICATO DAS EMPRESAS PROPRIETáRIAS DE JORNAIS-BH • SINDICATO DOS JORNAlISTAS DE MINAS GERAIS

JULIUS, SÓCIO-DIRETOR DA DESIGNTHINKERS GROUP

TEREZA SANTOS, DIRETORA DE CRIAÇÃO DO TS STUDIO

GUSTAVO GRECO, DIRETOR DE CRIAÇÃO DA GRECO DESIGN

• SINDICATO DOS PuBlICITáRIOS E TRABAlHADORES EM AGêNCIAS DE PROPAGANDA-BH • SINDIJORI 21


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NO BRASIL

RIR

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MERCADO

MERCADO

MARCOS ANDRADE

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40%

CAMILO MELLO, DIRETOR DE CONTEÚDO; MARCOS ANDRADE, DIRETOR DE IMAGENS E JÚNIOR FERREIRA, DIRETOR COMERCIAL

É O MELHOR NEGÓCIO

A AGÊNCIA 8D PROPAGANDA CHEGA AO MERCADO COM A PROPOSTA DE LEVAR MAIS HUMOR ÀS CAMPANHAS DOS CLIENTES

Texto: Larissa Borges “Todo publicitário é engraçadalho! Risos”, afirma o diretor de conteúdo da agência 8D Propaganda, Camilo Mello. Recente no mercado mineiro – a agência nasceu em julho deste ano -, a proposta da 8D é fazer uma propaganda mais bem-humorada, honesta e inteligente, convertendo sorrisos em relacionamentos e experiências de audiências para as marcas.

e burra, e buscar novas referências para se destacar no segmento. “Para sair do clichê é preciso desconstruir essa nossa escola do humor e começar a beber de outras fontes. Uma onda que está começando a chegar ao Brasil é a do humor nonsense. Acho que tem muito terreno a ser explorado se seguirmos nesse rumo”, analisa.

“Sites de humor são bem mais acessados do que portais de notícias e a 8D Propaganda faz desse elemento uma fonte de conteúdo e relacionamento entre nosso parceiro e seu consumidor”, frisa Camilo.

CLIENTES BEM-HUMORADOS E SATISFEITOS

E o humor está em toda a identidade da empresa. A logo 8D, por exemplo, é um dos símbolos usados para representar o sorriso na escrita da internet. Os nomes dos pacotes de serviços oferecidos também despertam o riso. O cliente pode escolher entre o “Melhor do que o seu sobrinho”, voltado para pequenos clientes que querem criar peças de comunicação; “Me adiciona no Face?”, que fornece conteúdo para as redes sociais, entre outros.

SORRISO QUE FAZ A DIFERENÇA Aliar humor à propaganda é uma fórmula que quase sempre dá certo. “O humor na propaganda, quando bem feito, deixa marcas e é lembrado muito mais do que propagandas mais sérias. Fazer humor na propaganda acaba sendo um grande exercício de sair do discurso comum”, explica Camilo Mello. Entretanto, usar a propaganda para despertar sorrisos nos consumidores não é novidade. Camilo Mello explica que o diferencial da 8D Propaganda está em fugir dos estereótipos do humor brasileiro, como a mulher bonita

Mesmo o humor sendo um artificio poderoso nas peças publicitárias, há alguns limites para usá-lo. “Quando se tem uma empresa por trás, há que se ter o cuidado de não ser polêmico. Irreverência, relevância e sagacidade são coisas boas para se ter em mente ao fazer humor na propaganda”, afirma Camilo. Além disso, nem sempre é fácil convencer o anunciante a apostar nessa ferramenta. É preciso que ele entenda que o humor é uma forma desarmada de atrair o consumidor. Algumas empresas mineiras já começaram a enxergar potencial nessa abordagem. A Gráfica Rede é um exemplo. Cristiano Lara, diretor da gráfica, conta que a empresa está com uma nova geração de administradores e precisava mostrar isso ao mercado. “As empresas atualmente têm muitos desafios, ainda mais em momentos de mudanças de mercado. A comunicação é muito importante nesse processo. Por isso, desenvolvemos um novo website, perfil no Facebook e fizemos um vídeo da empresa. Tudo foi um sucesso e estamos colhendo frutos com o excelente trabalho desempenhado pela 8D Propaganda”, afirma. A Martins Bernardes Engenharia é outra empresa que preferiu o humor para oxigenar sua comunicação. Athos Martins Bernardes, diretor executivo da empresa, conta

que esse gênero tem o papel de deixar a comunicação mais leve e agradável para o consumidor. “Ele quer que sua experiência com a empresa seja a mais agradável possível, desde o momento da compra até nos possíveis contratempos. O bom humor funciona como um bálsamo nesses momentos”, completa.

CONECTADO COM O BOM HUMOR A internet é um canal que tem sido explorado pelos publicitários quando se trata de usar humor. O Porta dos Fundos, coletivo criativo que produz conteúdo audiovisual voltado para a web, está aí, mostrando como as marcas podem aproveitar o engajamento e a rapidez que o meio online proporciona. E, ainda há muito espaço para ser explorado nesse meio. “Humor é coisa de nicho e, com a internet, podemos falar exatamente com quem desejamos”, salienta Camilo Mello, da 8D Propaganda. E, como humor gera relacionamento, empresas mineiras estão recorrendo à internet para se aproximar mais do seu público. A websérie #SQN – Jobs da vida real, realizada pelo Grupo Minas Marca e produzida pela 8D Propaganda, explora esse novo formato oferecido pela internet. A websérie estreou em novembro desse ano e tem quatro episódios em sua primeira temporada. Exibida no Minas Marca TV (minasmarca.com) e no canal do Youtube do Minas Marca (youtube.com/ minasmarcatv), o #SQN tem como objetivo mostrar um pouco a realidade do mercado de comunicação mineiro, brincando com os “sofrimentos” dos profissionais da área. “Com este projeto queremos criar uma interação entre as agências, jornais e demais empresas que trabalham com comunicação e mostrar as ciladas nossas de cada dia, que são a grande inspiração para os vídeos”, finaliza Camilo.

MILHÕES

dos domicílios possuem acesso à rede

de pessoas estão conectadas à

24h

Internet

CONECTADOS

a cada semana, o brasileiro passa em média 24 horas conectados

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Fonte dos dados: PNAD - IBGE (Agosto/2013)

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INDICADORES/IPSOS MARPLAN

DEZEMBRO 2013

O CONSUMO DOS MEIOS EM BH

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2013. O ANO DO FUTEBOL MINEIRO.

Pela telinha da Globo Minas, você acompanhou o Cruzeiro ser tricampeão brasileiro e o Atlético conquistar a Copa Libertadores.

Gráfico 1 - Assistem TV Aberta e Paga (duplo período) - Ambos sexos - 10 e + anos. Total do Universo (em mil): 3.970. Amostra do Filtro: 4.734.

transmitidos em alta definição de todos

Pensar a “Indústria da Comunicação” em Belo Horizonte é considerar que ela é formada e movimentada pelos meios de comunicação de massa, mas também por uma série de fornecedores de serviços especializados (que abarcam as estruturas de produção editorial e de veiculação) e as agências de publicidade. Tal indústria tem movimentado quantias vultosas se ancorando numa perspectiva básica: o consumo de conteúdo, que passa necessariamente pela audiência dos veículos e pelos hábitos de consumo das mídias por parte da população. Considerando esse contexto, os Estudos Marplan EGM, que fornecem informações sobre hábitos de mídia, consumo de produtos e serviços, comportamento e estilo de vida, posse de bens, cestas de gastos e dados sociodemográficos, analisou o consumo dos meios na Grande Belo Horizonte, entre outubro de 2012 e setembro de 2013, revelando a força que cada um deles têm no dia a dia dos seus habitantes. O hábito de consumir os meios tidos por “tradicionais” e “massivos” continua com força e relevância entre a população pesquisada. Na Grande BH, por exemplo, o meio TV, em suas possibilidades de transmissão aberta e paga, tem uma penetração praticamente unânime: 98% dos homens e 97% das mulheres assistem TV Aberta e/ou TV Paga – hábito que se estende, de forma expressiva, para todas as classes socioeconômicas e todos os perfis etários (ver gráfico 1). Em relação ao consumo de rádio, os moradores da Grande BH, consomem o meio tanto através das emissoras AM quanto das FM. Na população pesquisada, a penetração do meio também é representativa: o meio é ouvido por 74% das pessoas da classe A, por 80% dos que estão agrupados na classe B, 75% na C, 70% na D e 72% na E (ver gráfico 2). Os dados também revelam que os meios impressos revista e jornal, que agora ampliam suas possibilidades para o formato digital na web, igualmente fazem parte dos hábitos dos residentes na Grande BH. A penetração da revista na população é de 48% entre os que têm de 15 a 19 anos, 49% de 20 a 29, 47% de 30 a 39, 38% de 40 a 49 anos, 32% de 50 a 64 anos e 22% entre os que têm 65 anos ou mais (ver gráfico 3).

Em 2013, foram quase 50 jogos

os campeonatos. E vem aí o Mundial de Clubes, direto do Marrocos. Na Globo Minas, você não perde nenhum lance. Gráfico 2 - Ouvem Rádio AM e FM (duplo período) - Ambos sexos - 10 e + anos. Total do Universo (em mil): 3.970. Amostra do Filtro: 4.734.

Um compromisso da emissora que torce pelo futebol mineiro em todos os gramados do mundo.

Gráfico 3 - Leem Revista Impressa + Digital - (simples período) - Ambos sexos - 10 e + anos. Total do Universo (em mil): 3.970. Amostra do Filtro: 4.734.

Globo Minas. O futebol dos mineiros em primeiro lugar.

Gráfico 4 - Leem Jornais Impressos + Internet - (simples período) - Ambos sexos - 10 e + anos. Total do Universo (em mil): 3.970. Amostra do Filtro: 4.734.

Já os jornais, igualmente em suas versões impressa e na internet, têm uma penetração de 68% na população masculina da Grande BH e 62% na feminina. O hábito de leitura de jornais é visivelmente mais expressivo nas pessoas da classe A, com 76% dos entrevistados declarando que a leitura de jornais, tanto impressos quanto online, faz parte do seu dia a dia (ver gráfico 4).

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DESIGN

EU ENTRO. TU ENTRAS. ELE ENTRA. NÓS ENTRAMOS. TODAS AS PORTAS DA ASSEMBLEIA ESTÃO ABERTAS PARA VOCÊ. Participar da vida política é direito de todo cidadão. Por isso, a Assembleia facilita o acesso para você chegar à Casa do Povo. Você pode acompanhar o trabalho dos parlamentares, consultar os projetos e as notícias e apresentar sugestões. Participe! Acesse a Assembleia pela internet, telefone ou TV. Ou venha aqui pessoalmente. Fique à vontade, a Assembleia é a sua Casa.

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@assembleiamg assembleiademinas ALMG TV Assembleia, em BH, Canal 35 UHF – www.almg.gov.br – Rua Rodrigues Caldas, 30 – Belo Horizonte – (31) 2108 7800

Transparência e reputação  

Reportagem com Levi Carneiro e outros especialistas e dirigentes empresarias sobre transparência e sua relação com a marca e reputação das e...

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