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letraset

Revista digital do curso de Design Gráfico da Faculdade Satc - número 4 - jun/2015

Santa Catarina e o potencial para sediar a Bienal página 26

Acadêmicas são destaque no prêmio Bornancini página 36

O que é a Bienal? página 10


EXPEDIENTE

Diretor Faculdade Carlos Antônio Ferreira Coordenação de Ensino Jovani Castelan Coordenação do curso de Design Gráfico Diego Piovesan Medeiros Editores Davi Frederico do Amaral Denardi Diego Piovesan Medeiros Jan Raphael Reuter Braun Mariane Machado Soares Mariéli Salvador de Souza Rafael Hoffmann Maurílio Agradecimento Laboratório de Orientação em Design Núcleo Multimídia

Colaboradores Adriana Vecchietti Ana Paula Megda Carina Feltrin Charlene Vicente Amancio Nunes Daniel Fritzen Daniele Diniz Warken Fulvio de Melo Raupp Junior João Rieth Júlia Savi Luiz Salomão Ribas Maria do Carmo Marilian Lessa Floriano Naíra Scarduelli Canela Natalino Uggioni Pablo Cabistani Patricia Loch Zanivan Renata Rubim Rodrigo Casteller Roselie de Faria Solange Bianchini ISSN 2357-769X


EDITORIAL

A

Bienal Brasileira de Design é um dos eventos mais importantes para a área no país, por isso, esta edição da revista Letraset trata especificamente dela. Em 2015, a capital de Santa Catarina, Florianópolis, está sediando a quinta edição do evento e você vai poder conferir o que rola ao longo dos dois meses de realização. A coordenadora da Bienal, Roselie de Faria Lemos, conta como funciona o evento e quais as expectativas para as ações que acontecem ao longo de todo o estado. Da mesma forma, o tema “Design para Todos” vem com força nesta edição, mostrando que o bom design ganha mais espaço na vida das pessoas, se tornando mais acessível a todos. O destaque do projeto é o evento paralelo à Bienal, realizado em Criciúma pela Satc, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). Durante a ação, localizada na Associação Empresarial de Criciúma (Acic), são expostos trabalhos dos acadêmicos de

Design Gráfico, Design de Moda e Design de Produto, além de oficinas que englobam as três áreas. Para mostrar o potencial de Santa Catarina no Design, a revista fala da escolha do estado para sediar o evento e também explica o projeto Marca Florianópolis, que busca criar uma identidade visual para a capital do estado, de acordo com a percepção de todos os setores da sociedade. Na busca por valorizar o trabalho acadêmico, a Letraset traz a editoria de educação. São apresentados trabalhos de design de superfície da Satc, ganhadores da segunda colocação do prêmio Bornancini e também do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que busca levar sinalização ao abrigo de crianças e adolescentes de Criciúma. Esperamos que você consiga conhecer mais sobre o Design e seu crescimento, que promete alavancar após a Bienal. Boa leitura!


sumário

Lusitana

O que é a Bienal?

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Na

Design pa

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letraset

30 O Design nos Une

36 Acadêmicas são destaques no prêmio Bornancini


ara Todos

Identidade Design para Todos

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Santa Catarina e o potencial para sediar a Bienal

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t vocĂŞ encontra... 42 De cara nova

48 Da histĂłria ao trabalho acadĂŞmico


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Lusitana Desenhista joinvillense Ana Paula Megda, fala sobre o processo de criação da fonte Lusitana Letraset: Como surgiu a ideia de criar a fonte Lusitana? Ana Paula: Eu estava fazendo pós-graduação em tipografia na Universidade de Buenos Aires e o projeto final tinha como proposta criar uma fonte do zero. Letraset: De onde veio a inspiração? Ana Paula: O próprio escopo do projeto previa que a fonte tivesse uma inspiração e um objetivo. Buscando referências, encontrei na primeira edição dos Lusíadas minha inspiração. No início, pensei em fazer sua digitalização, mas ao longo do processo notamos que a fonte original tinha pequenos problemas de proporção e traços, por isso, adaptações foram feitas para que a fonte fosse mais harmoniosa e moderna. Letraset: Quando foi criada? Ana Paula: A fonte foi criada em 2010, mas tinha apenas a versão regular e bold. No ano passado ela passou a ter a versão regular, medium, semibold e 6

bold, com suas respectivas itálicas. Letraset: Quanto tempo você levou para desenvolver? Ana Paula: A primeira versão da família demorou cerca de um ano. Já na segunda etapa foram entre quatro e cinco meses. Letraset: Como foi o processo de criação? Ana Paula: Primeiro, encontrei os impressos na internet, mas não conseguia encontrar imagens perfeitas da edição. Encontrei uma ou outra imagem em qualidade, mas não era suficiente. Então, entrei em contato com a biblioteca nacional de Portugal pedindo o material, mas, nunca chegaram a enviar. Então, corri atrás do nome do impressor, António Gonçalves, quem tinha desenvolvido a fonte usada nos Lusíadas. Encontrei um outro livro dele e acabei usando o material encontrado na internet mesmo. O projeto tinha um tutor e Revista Letraset - Número 4


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Alfabeto Lusitana

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Vídeo Span: técnica usada para criar a fonte Lusitana


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no meu caso, foi o José Scaglione. Ele nos ensinou um método que carrego até hoje para começar uma fonte: desenhar os signos video span. Com esses caracteres foi possível decidir todas as características que a fonte teria. Foi um processo longo, mas cheio de aprendizado, já que foi a minha primeira fonte de criação individual. Letraset: A equipe do blog pessoal do Bill Gates entrou em contato com você para usar a fonte, como foi esse contato? Ana Paula: Existe uma empresa chamada bcg3 que é uma incubadora de ideias criada pelo Bill Gates e a designer responsável pelo blog foi quem entrou em contato comigo. Disse que tinha adorado a fonte (a versão bold e regular já estavam disponíveis no Google Webfonts), que estava redesenhando o blog e que gostaria muito de usar a fonte. Mas para isso acontecer, precisava da versão itálica. Eu na hora achei que era pegadinha! Não só pelo fato de ser um blog muito reconhecido, mas simplesmente porque alguém, de muito longe, que não me conhecia, me escreveu pra dizer que 8

tinha adorado meu trabalho. Foi muito gratificante. Hoje, a Lusitana é a fonte de texto corrido do blog: http://www. gatesnotes.com Letraset: Quais as suas expectativas daqui para frente? Ana Paula: Desde que me tornei autônoma, quero trabalhar mais no desenvolvimento de outras fonte e crescer a família das que já tenho. Acho que independente de destaques maiores ou menores, o importante é continuar trabalhando naquilo que se gosta.

Ana Paula Megda

Designer, reside em Joinville, SC. Revista Letraset - Número 4


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Variação Tipográfica 

Imagens: Ana Paula Megda

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O que é a Bienal? D

esde o dia 15 de maio até 12 de julho, Santa Catarina é sede do maior evento do país na área de Design. A quinta edição da Bienal Brasileira de Design é o único acontecimento no Brasil que se propõe a mostrar a produção nacional e, por possuir destaque no cenário mundial, é também a maior vitrine de bons projetos da indústria. A capital Florianópolis está sendo local de encanto e beleza, que mexem com os sentimentos até mesmo dos que não possuem intimidade com o Design. De acordo com a coordenadora do evento, Roselie de Faria Lemos, são dois meses de muita informação, conhecimento e experiências interessantes que movimentam a cidade e o estado, embasados no tema “Design para Todos”. A organização aguarda mais de 300 mil visitantes ao longo do evento, que expõe o que de melhor foi produzido

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no Design brasileiro e catarinense nos últimos três anos. “São apresentadas inúmeras atividades, como novidades tecnológicas e propostas de como fazer Design”, frisou Roselie. Ainda segundo ela, Santa Catarina sempre foi muito tímida em se mostrar como produtor de qualidade e esta é a chance de se tornar mais reconhecida. Da mesma forma, é possível destacar o potencial do estado, que é o quarto mais industrializado do país. Conforme a coordenadora, a intenção é expor que Santa Catarina possui mais do que um bom Design, mas que sim, tem vocação para isso. “Vimos esta atividade como fonte de conhecimento de gestão, desenvolvimento de produtos, branding, embalagens, moda, cerâmica, têxtil, softwares e games. Com todos estes aspectos, podemos com certeza impulsionar o desenvolvimento Revista Letraset - Número 4


mados a energia e vontade de realizar a melhor Bienal dos tempos. Temos a missão de garantir qualidade e manter os prazos em dia”, explanou Roselie. Vários eventos já ocorreram pré-Bienal, como exposições, painéis e debates. “Contamos com a presença de renomados designers, que apresentaram um pouco de tudo que irá rolar durante os dois meses”.

Na capital, as mostras estão dispostas no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) e Museu da Imagem e do Som (MIS), junto ao Centro Integrado de Cultura (CIC), também no Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC), na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catrina (FIESC) e em espaços abertos. Mas, além disto, cidades de todo o estado estão com Ações Paralelas, entre elas Criciúma. São sete Ações Paralelas (que ocorrem ao mesmo tempo do evento principal), com exposições, workshops, seminários, palestras, lançamento de produtos, feiras, concursos e outros atrativos que estão movimentando o evento. Quem estará à frente do projeto são grupos acadêmicos, entidades e instituições, de acordo com cada local. “O design é a palavra-chave das mostras: na visão do tema, teremos um design democrático, acessível e urbano. Já o Design histórico será apresentado como resgate documental do Laboratório Brasileiro de Design (LBDI), que se estabeleceu em Florianópolis de 1983 e 1997”, apontou Roselie.

Divulgação Bienal Brasileira de Design 2015

BIENAL AO LONGO DE SANTA CATARINA

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do estado e transformá-lo em polo de Design e inovação”. O evento é encabeçado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Movimento Brasil Competitivo (MBC), apoiado pela Apex-Brasil e Governo de Santa Catarina, e promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e Centro de Design Catarina. “Nossa equipe conta com oito designers, so-

Roselie de Faria Lemos Coordenadora executiva BBD/2015/ Floripa Diretora Presidente Design Catarina

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Eventos sendo realizados durante a Bienal Brasileira de Design 2015

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Junho de 2015 Divulgação Bienal Brasileira de Design 2015

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Infográfico produzido pelo Núcleo Multimídia e apoio do Laboratório de Orientação em Design da Faculdade Satc

Revista Letraset - Número 4


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Design para Todos Tema da Bienal 2015 busca aproximar a sociedade da área

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m evento democrático, interativo e participativo é o que está se observando da Bienal Brasileira de Design e se encaixa no tema escolhido pela Organização Estratégica das Bienais (COEB) e representantes de entidades influentes na área: “Design para Todos”. A proposta com relação ao nome é fazer com que todos estejam a vontade nestes dois meses, atendendo o público e aproximando a área da socidade. A coordenadora da Bienal, Roselie de Faria Lemos, coloca que o Design naturalmente faz parte do dia-a-dia das pessoas desde o momento em que acordam. “Estamos rodeados de produtos de Design, desde a escova de dente até o computador. Ele busca promover a qualidade de vida, com usabilidade, conforto e prazer. Por isso, direta ou indiretamente, todos estão em contato com ele”, pontuou.

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Por todas estas razões, a Bienal em Florianópolis carrega o tema com a missão de fazer com que a população fique íntima da área, encarando como parte da vida. Conforme Roselie, se quer atrair visitantes e mostrar que o Design é de fundamental importância para a qualidade de vida, desassociando assim a imagem apenas do profissional. “Apesar de ser um erro, ainda existe preconceito. O estado de Santa Catarina tem condições de absorver profissionais em suas equipes de desenvolvimento e inovação. Acredito que a Bienal está ajudando o estado a dar mais importância para isso, como própria ferramenta de desenvolvimento técnico”. Embasado no tema, muitos projetos estão mostrando a capacidade de atender o público. O chamado Design Acessível ou Design Universal tem foco na diversidade do ser humano, com trabaRevista Letraset - Número 4


matéria de capa lhos de esfera pública e democratização do acesso. O superintendente do IEL/SC - Sistema Fiesc, Natalino Uggioni, analisa que o evento busca influenciar e intensificar o uso do Design por parte das empresas, chamando a atenção dos visitantes para o destaques e ganhos das mesmas que já o utilizam. “Queremos abrir mercado para a inserção dos profissionais que estão sendo preparados para atuar nas indústrias. Nosso Design já é bem percebido aqui e fora do estado. Quanto mais as empresas entenderem o diferencial de ter equipes de criação em seus quadros, mais fortes serão nos seus respectivos mercados”, analisou Uggioni. Entre as mostras do evento, uma especificamente terá como foco os proJunho de 2015

dutos com elevada inserção do Design de indústrias catarinense e os visitantes poderão conferir os bons resultados daquelas inovações para as empresas participantes. “O Design é para ser tocado, vestido e experimentado, tudo isso pelo público em geral, ou seja, pelos usuários daqueles produtos. Essa será uma das caraterística das mostras da Bienal”, finalizou Uggioni.

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Divulgação Bienal Brasileira de Design 2015

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Produtos desenvolvidos com a Identidade Visual da Bienal  Brasileira de Design 2015


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Identidade Design para Todos Conheça a identidade visual da Bienal Brasileira de Design 2015

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uitos brasileiros desejavam ver seu trabalho estampado como identidade visual do maior evento de Design do país, mas, para definir qual seria a cara da Bienal Brasileira de Design, foi aberto em 2013 o concurso que elegeu o trabalho do gaúcho Pablo Cabistani como vencedor. O tema do concurso caminhava junto com o da Bienal: “Oba Design para todos”, que tinha por objetivo focar na disseminação da área para todos os públicos. Para o designer, o que impulsionou a participar da disputa foi a proporção do evento. “Hoje a Bienal Brasileira é uma das mais importantes do mundo. Representar algo deste porte é de extrema importância, uma contribuição que todos gostariam de dar”, destacou Cabistani.

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Entre mais de mil inscritos, 90 trabalhos de todo o país foram validados para finalistas. Por meio de um telefonema do Bruno Porto, até então presidente do júri do concurso, Pablo recebeu a notícia da premiação. “Nunca se espera ganhar em uma disputa de tamanho nível. Fiquei sem palavras quando soube do resultado e imediatamente já discutimos alguns aspectos para finalizar o trabalho e concluir a identidade”. PROCESSO DE CRIAÇÃO O próprio regulamento do concurso já era o briefing, com a temática do Oba e do Design para Todos. Segundo o criador do projeto, além da identidade com base no tema, existia a exigência de manter o logo das Bienais Revista Letraset - Número 4


matéria de capa anteriores, criando a padrão. “Dentro do conjunto de obrigações, iniciei o processo criativo. Acabei indo por dois caminhos distintos, tentando solucionar a questão do tema, com foco nas cores e patterns, para representar toda a simbologia da diversidade, fotos estilizadas e grafismos representando o “Oba”. O Oba criado acabou se tornando um elemento gráfico que se faria presente em tudo. O destaque também foi para a ideia de incorporar os elementos gráficos do Design para Todos no meio do logotipo oficial, com a inserção das cores e patterns para ficar em harmonia com o restante. “Acabou sendo um modo de deixar a identidade ainda mais incorporada e fidelizar o que já é tradição”, finalizou o designer. Junho de 2015

O processo foi se resolvendo com base nas nuances do briefing, chegando em um formato que parecesse adequado. O desenvolvimento e entrega final levaram em torno de três meses.

Pablo Cabistani

Designer gráfico, gaúcho, reside atualmente em São Paulo 


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Pablo Cabistani

Manual de Identidade Visual da Bienal Brasileira de  Design 2015


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Pablo Cabistani

Aplicações da Identidade Visual da Bienal Brasileira de  Design 2015


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Santa Catarina e o potencial para sediar a Bienal Ser o segundo estado com o maior número de cursos de Design no país ajudou na decisão

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esforço foi a chave para que o maior evento de Design do país fosse sediado por Santa Catarina. Trazer o a Bienal Brasileira de Design para o estado foi resultado do esforço da SC Design, que elaborou um projeto e o submeteu a Organização Estratégica das Bienais (COEB). Conforme a coordenadora da Bienal 2015, Roselie Faria Lemos, para que o evento ocorresse no estado, estiveram em parceria o Governo do Estado e a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). “O fato de possuirmos uma indústria diversificada e automaticamente o quatro maior Produto Interno Bruto (PIB) do país facilitou a escolha”, frisou Roselie. Ainda segundo ela, o estado é o segundo em cursos de Design, com aproximadamente 110, perdendo apenas para São Paulo, e isso também garante uma excelente posição no ranking nacional. Hoje ao longo do estado são 74 cursos técnicos e de graduação de Design, 33 de

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pós-graduações, dois mestrados e um doutorado ativo. “O Design está no DNA de Santa Catarina. Estamos tendo a oportunidade de mostrar isso”, colocou. O estado, além de toda potencialidade, possui reconhecimento em prêmios de renome, como o iF Awards e IDEA, também em destaque nacional, com o Museu da Casa Brasileira e o Salão do Móvel Brasil. O grande destaque leva os produtos catarinenses a serem consumidos em cerca de 190 países. Para o superintendente do IEL/SC Sistema Fiesc, Natalino Uggioni, o Design é fator chave para diferenciação, inovação e ganhos de competitividade. “Ele entra no início do processo de criação e inovação”. Uggioni coloca que as empresas já entenderam quão importante é usar o design em seus processos produtivo e criativo e o desafio é fazer essa informação chegar a um maior número de empresas. Revista Letraset - Número 4


Com o intuito de valorizar ainda mais a capital do estado, o Projeto Marca Florianópolis busca criar uma marca turística que represente todo potencial da cidade, por meio do Laboratório de Orientação da Gênese Organizacional (Logo) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Prefeitura. Conforme uma das integrantes do projeto, Daniele Diniz Warken, o Marca Florianópolis surgiu em junho de 2013, com o apoio da Secretaria Municipal de Turismo. “Tomamos essa iniciativa para dar uma identidade à cidade. Utilizamos de uma metodologia co-criativa, ou seja, envolvendo toda comunidade em geral”. O processo é baseado em entrevis-

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tas e pesquisa informativa, seguido de eventos criativos. “Para uma empresa nos baseamos geralmente em um evento, mas na cidade precisamos de vários para contemplar todas as regiões e ter a visão de quem faz a cidade acontecer. É importante que seja criada a identidade de dentro para fora, para ter sua identidade bem marcada”, declarou Daniele. Durante a Bienal Brasileira de Design, o grupo apresentou o DNA que foi coletado até agora e dar continuidade ao restante do projeto (criação da marca gráfica). Já para término, a expectativa é que até setembro já esteja em fase de finalização. Conheça mais sobre o projeto aqui.

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Marca Florianópolis

FLORIANÓPOLIS E SUA MARCA PRÓPRIA


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Natureza e pontos hist贸ricos da cidade de Florian贸polis

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Marca Florianópolis e Divulgação Bienal Brasileira de Design 2015

Uma marca para uma cidade marcante matéria de capa


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O DESIGN NOS UNE Cursos de Design de Criciúma realizam exposição que faz parte da Bienal Brasileira de Design

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Bienal Brasileira de Design 2015 está trazendo muita novidade e conhecimento para Santa Catarina e, claro, Criciúma não poderia ficar de fora. O evento realizado na cidade fez parte das Exposições Paralelas e trouxe integração entre os cursos de Design Gráfico da Satc, Design de Moda do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Design de Produtos da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). O coordenador do curso de Design Gráfico da Faculdade Satc, Diego Piovesan, coloca que a essência da exposição foi a integração do Design local por meio dos projetos dos estudantes e da união das três instituições de ensino, que contou com o envolvimento de cerca de 500 estudantes. “Nossa meta foi mirar os holofotes nos acadêmicos, dando foco ao potencial de cada um, por meio dos trabalhos desenvolvidos ao longo dos semestres de cada curso”, declarou. O evento contribuiu de forma significativa para o mercado nacional e tam-

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bém regional. “Certamente a exposição auxiliou para a qualificação, uma vez que, com a própria divulgação estabelecemos parâmetros referenciais”, colocou o coordenador do curso de Design de Produtos da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), João Rieth. Já para a coordenadora do curso de Design de Moda do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Charlene Vicente Amancio Nunes, é necessário demonstrar a relevância da área para a competitividade de nossas empresas, pois cada vez mais precisamos investir em inovação, produtos e processos, de forma a torná-los diferenciais. “Acredito que a Bienal é uma excelente oportunidade de demostrar as possibilidades e expor o potencial criativo que temos na região”, frisou. A abertura do evento contou com a presença da Designer de Superfície Renata Rubim, que conversou e trocou experiências com os acadêmicos e profissionais. “É louvável o evento na cidade. Revista Letraset - Número 4


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Núcleo Multimídia da Faculdade Satc

Notamos que o Design sempre existiu, mas o que está aumentando é a consciência das pessoas em notarem a necessidade dele”, pontuou. Ainda segundo ela, Criciúma é um dos únicos locais em que todas as instituições com cursos na área falam de Design de Superfície. O coordenador do curso na Satc, avalia o evento como positivo em todos os aspctos. “Cumprimos nossa missão, fizemos juz de ser um evento paralelo a Bienal Brasileira de Design e já estamos nos programando para daqui dois anos realizar novamente a exposição”, destacou. Ele coloca também que o retorno foi imenso, tanto por parte da comunidade como dos próprios academicos. A estudante Aneliese Feliciano, da sétima fase de Desgin Gráfico, frisou o quanto a troca de experiências é gratificante durante momentos como este. “Conseguimos compreender a particularidade de cada curso e desta forma, agregar isso ao nosso dia-a-dia de trabalho e estudo”, finalizou.

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O DESIGN E O MERCADO NA REGIÃO Aos poucos, o mercado vem notando a necessidade do Design para o desenvolvimento das industrias. Hoje, o nicho vem se expandindo, crescendo e se fortalecendo. “Temos egressos nas áreas da indústria têxtil e cerâmica fazendo a diferença nos projetos que são desenvolvidos para o Brasil e para o mundo”, colocou o coordenador do curso de Design Gráfico da Faculdade Satc, Diego Medeiros Piovesan. Segundo ele, no setor de prestação de serviços como web, fotografia e promocional, o avanço é significativo e enche a classe de orgulho. Para a coordenadora do curso de Design de Moda do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Charlene Vicente Amancio Nunes, é preciso investir cada vez mais e incentivar propostas inovadoras que cheguem até as industrias. “Acredito que o mercado é amplo e diferencial, se deparando fortemente com a concorrência, em especial com o mercado chinês”, acrescentou. Da mesma forma, o coordenador do curso de Design de Produtos da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), João Rieth, destaca que as empresas estão buscando inovar e para isso é necessário o Design, visto como um importante agente transformador. Mesmo com esse crescimento, a área ainda precisa de uma maior valorização perante a sociedade e empresas. “Ações como a Bienal e a exposição em Criciúma só tem a agregar e fortalecer essa área tão criativa e inovadora”, finalizou Piovesan.

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Núcleo Multimídia da Faculdade Satc

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Abertura da exposição: O Design nos Une

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matéria de capa Trabalhos expostos na 34 exposição: O Design nos Une

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Núcleo Multimídia da Faculdade Satc

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educação

Acadêmicas são destaque no prêmio Bornancini Projeto realizado em 2013 garantiu a segunda colocação no prêmio nacional

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riar uma coleção de cadernos com diferentes estampas era a proposta da disciplina de Projeto Gráfico: Design de Superfície, da quinta fase do curso de Design Gráfico da Faculdade Satc, no primeiro semestre de 2013. O que as acadêmicas Carina Feltrin, Julia Savi e Patrícia Loch, e também o professor e coordenador do curso Diego Piovesan não esperavam, é que o trabalho fosse ganhar destaque nacional. Em 2014, um ano após a realização do projeto, o trabalho foi inscrito para o Prêmio Bornancini, que tem por objetivo colocar a área de design em desta-

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que e ajudar a criar uma sociedade melhor. Após uma avaliação feita por um corpo de jurados de 53 profissionais de destaque nacional e internacional, presidida por Levi Girardi, as estudantes conquistaram a segunda colocação na quinta edição do prêmio. Para as meninas, um reconhecimento deste nível anima também outros acadêmicos a levarem projetos para frente. “Acho legal que quando alguém do curso conquista as primeiras colocações de um prêmio assim, incentiva os outros a cada vez mais propor bons projetos e participar de concur-

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educação

sos”, declarou Carina. O resultado foi alcançado pelas acadêmicas e a alegria e participar de um concurso de alto nível foi gratificante. “Foi ótimo ficar entre os finalistas, ainda mais estando na oitava fase e poder ter reconhecimento de algo realizado fases anteriores”, pontuou Julia. Para Patrícia, a experiência deixa boas lembranças. “Foi algo incrível, tivemos contato com pessoas de renome na nossa área, o que nos orgulhou muito”. Para o professor que propôs a ideia, o resultado foi recompensador, tendo em vista a união entre a teoria e prática. “Ficou um projeto muito profissional. Acreditávamos no potencial das alunas e receber o prêmio nos encheu de orgulho”, pontuou Piovesan.

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Divulgação Prêmio Bornancini

Acho legal que quando alguém do curso conquista as primeiras colocações de um prêmio assim, incentiva os outros a cada vez mais propor bons projetos e participar de concursos.

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educação

PROCESSO DE CRIAÇÃO TODO EM SALA DE AULA O trabalho das estudantes foi todo realizado em sala de aula em um dos projetos ao longo dos quatro anos de faculdade. O Projeto de Design de Superfície tinha o objetivo naquele momento de criar três modelos de cadernos a partir do jogo Lógicas Criativas. Ao final, foram sorteadas duas palavras: prosopopeia e arte naif, de onde saíram as ideias. Com a aplicação de um painel tátil e do uso da técnica de janela, elementos foram unidos a fim de chegar ao tema. Uma outra atividade de expansão de palavras derivou o tema Carnaval de Olinda, originado em Pernambuco e reconhecido mundialmente. As cores usadas transmitem a alegria e energia contagiante dos foliões que se preparam o ano inteiro para o sucesso da festa. Com a coleção “Coração de Olinda” buscou-se transmitir a fantasia e o mundo imaginário que cada pessoa carrega dentro de si.

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Dentro do tema foram escolhidos os blocos: Homem da Meia Noite, Elefante de Olinda e Enquanto isso na Sala da Justiça. “Resolvemos trabalhar com estes três blocos porque foi o que mais tivemos afinidade. Quando sorteamos as palavras, nem imaginávamos que sairia algo assim. Conseguimos alcançar o conceito que queríamos. O trabalho em grupo também facilitou muito, cada uma de nós agregou em algo, talvez sozinhas não chegaríamos ao objetivo”, colocaram as acadêmicas. Segundo o professor, cada semestre se trabalha um grande projeto, que no fim da formação do acadêmico se torna de certa forma um portfólio envolvendo todas as áreas do design. “No Design de Superfície conseguimos excelentes resultados, com destaque inclusive para este das meninas, que gerou o prêmio, o que nos faz acreditar cada vez mais no potencial dos bons trabalhos que vêm sendo realizados”, finalizou Piovesan.

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educação Acadêmicas destaques do prêmio Bornancini

Processo de criação e Junho de 2015 produto final dos cadernos

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educação 40 Infográfico produzido pelo Núcleo Multimídia e apoio do Laboratório de Orientação em Design da Faculdade Satc

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De cara nova Ex-aluna Satc implantará sinalização em associação que abriga crianças em situação de risco de Criciúma

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ma visita na Associação Beneficente Nossa Casa, de Criciúma, motivou a ex-aluna do curso de Design Gráfico da Faculdade Satc, Naíra Scarduelli Canella, a direcionar seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para ajudar os jovens e adolescentes que vivem na instituição. Com o tema: O Design aplicado em projetos de sinalização – desenvolvimento de uma sinalização interna para a Associação Beneficente Nossa Casa, o trabalho tem como objetivo proporcionar aos moradores um clima mais aconchegante à instituição. “Eu achei tudo muito branco, pálido e por ser um ambiente infanto/juvenil merecia um aspecto mais alegre. Quando vim aqui antes não sabia o que fazer exatamente, mas aos poucos consegui

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decidir em sinalizar os locais comuns da casa, para que os jovens não se sintam em um abrigo”, contou Naíra. Segundo ela, tudo foi feito com muito cuidado, para realmente ser implantado. “O objetivo foi alcançado, cada detalhe foi pensado e projetado. Queria mais do que uma aprovação na faculdade, mas sim, trazer o projeto para o dia-a-dia das crianças e jovens”, declarou. Conforme ela, entre as técnicas usadas estão o painel semântico, mapa de fluxo e a pesquisa bibliográfica como base. Um semestre antes da finalização, a designer já passou a frequentar a instituição semanalmente, onde realizou as entrevistas com funcionários e crianças, para chegar ao produto final, que foi apresentado no mês de abril para a

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Núcleo Multimídia da Faculdade Satc

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coordenação da associação.“Pode-se notar que foi feito com muito carinho e pensando nas crianças. Seria uma honra poder implantar na casa. Agora só falta os patrocinadores para que possamos dar continuidade e colocar a sinalização”, frisou a coordenadora da casa, Maria do Carmo Medeiros. Na visão do orientador e coordenador do curso, Diego Piovesan Medeiros, sempre existe a expectativa de que o trabalho saia do papel e aconteça de verdade. “A possibilidade dessa implantação e a aprovação do projeto para que ele siga a diante deixa a gente mais feliz e orgulhoso de toda a etapa cumprida”, finalizou.

44 Núcleo Multimídia da Faculdade Satc

Apresentação do projeto para a coordenadora da Nossa Casa, Maria do Carmo.


Junho de 2015 

educação

Naíra Scarduelli Canela


educação

Coleta de Informações: Para dar início ao processo de criação, a designer fez um mapa de fluxo e um Plano e Território da instituição, mapeando os pontos da casa que mais eram utilizados pelos residentes.

Coleta de Informações: Ainda coletando informações, Naíra propôs às crianças da instituição, que fizessem desenhos, para que ela extraísse as formas e cores e adaptasse ao seu projeto, para que tudo ficasse com a cara das crianças que residem na casa. Sinalização

Ilustração Infantil

Placas Casas

Organização: Para organizar todas as informações coletadas até então, a designer fez uma pesquisa de similares, com placas de sinalização, ilustrações infantis e placas já ultilizadas em um residência comum.

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Desenho Gráfico - Rascunhos: Com todas informações coletadas e com um amplo painel de similares, Naíra começou a desenvolver manualmente as formas a serem utilizadas para dar formato ao seu projeto.

Design Gráfico - Paleta Cromática: Com os desenhos coletados com as crianças da instituição, painel de similares e alguns ajustes, obteve-se a paleta cromática, que foi utilizada para caraterizar de forma marcante cada detalhe da sinalização produzida para a Nossa Casa.

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Naíra Scarduelli Canela

Desenho Gráfico - Tipografia: Segundo Malverio, 2013, as tipografias direcionadas para as crianças geralmente se assemelham com a forma de escrita manual. Neste projeto, a designer optou pela Blokletters, com três variações.

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Projeto inspirado na origem do vinho cria caixa e carta do produto

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s acadêmicos de Design Gráfico da Faculdade Satc trouxeram a tradição do vinho para a sala de aula. Durante a criação de um catálogo da bebida, na disciplina de Design de Superfície e Modelagem 3D, Fulvio Junior e Marilian Lessa, buscaram elementos da origem da tradicional bebida considerada sagrada. Os acadêmicos estudaram que, o vinho era uma bebida comum, mas, após o surgimento da igreja católica, se tornou uma bebida santa. “Usamos o nome de Sanctus Sanguis, que significa bebida sagrada, para fazer relação com a religião e os elementos da igreja”, frisou Marilian. A proposta do projeto é desenvolver produtos de consumo por meio da utilização de softwares de modelagem 3D. O objetivo dos acadêmicos foi produzir um rapport para uma carta de vinhos

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e um protótipo de corte a laser, os alunos também criaram uma embalagem que remetia aos vitrais das igrejas góticas na Idade Média. Além disto, para a apresentação foi ambientado uma adega, remetendo ao cenário original onde se armazena a bebida. “Juntamente com o rapport, realizamos um painel semântico e rafs para chegar ao resultado final, que superou nossas expectativas”, frizou Junior. Ainda segundo ele, o trabalho foi recompensador, que iniciou com uma pesquisa sobre o tema e chegou ao fim com o esforço e habilidades particulares de cada um destacados. Para o professor de Modelagem 3D, Daniel Fritzen, todos os trabalhos realizados atingiram um nível de boa qualidade, sendo que alguns chegaram a um nível técnico mais elevando. “Alguns superaram a expectativa, atendendo a

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educação

Felipe Marcelino de Aguiar

DA HISTÓRIA AO TRABALHO ACADÊMICO


educação

proposta por meio de um grande empenho dos acadêmicos”, avaliou. Ao longo de cinco semanas, os acadêmicos perceberam a importância da organização em curto espaço de tempo. “Em termos de aprendizado, a junção da teoria com a prática, ou seja, a proposição de um produto e a sua fabricação real, proporciona ao acadêmico um ganho muito significativo”, destacou o professor. A professora de Design de Superfície Solange Bianchini relata que a modelagem requer um processo que exige pesquisa, concentração e muita criação. “O positivo é que a pesquisa é um instrumento na construção do conhecimento e na geração de ideias, que, integrada

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aos processos manuais e digitais, trazem soluções de estampas inovadoras e diferenciadas na área”, colocou. Da mesma forma, para Adriana Vecchietti, que também leciona a disciplina de Design de Superfície, cada trabalho em particular é sempre uma surpresa, mas as técnicas de criação manual possibilitam uma variedade de possibilidades de padronagem com design e estilo totalmente próprio. “O processo de criação gera inúmeras alternativas, isto pode envolver mais ou menos tempo, depende de onde o designer deseja chegar ou a finalidade de aplicação desta ou daquela estampa”, finalizou Adriana.

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Pocesso de criação da carta e  caixa do vinho


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Pocesso de criação e produto  final da carta e caixa do vinho


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Revista digital do curso de Design Gráfico da Faculdade Satc - número 4 - jun/2014

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Revista Letraset #4 - Bienal Brasileira de Design 2015