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— Seu primo Aedion foi aprisionado por traição, por conspirar com os rebeldes, aqui em Forte da Fenda, para depor o rei e colocá-la de volta no trono. O mundo parou. Parou, então começou e parou de novo. — Mas — continuou Arobynn — parece que você não fazia ideia da tramoiazinha, o que me faz imaginar se o rei não estava apenas procurando uma desculpa para atrair certa rainha vadia e cuspidora de fogo de volta para estes lados. Aedion será executado em três dias, na festa de aniversário do príncipe, como a atração principal. Praticamente grita armadilha, não é? Eu seria mais sutil se a tivesse planejado, mas não se pode culpar o rei por mandar uma mensagem em alto volume. Aedion. Ela dominou o turbilhão de pensamentos que anuviavam sua mente, afastando-os, e se concentrou no assassino diante de si. Ele não contaria sobre o primo sem uma droga de um bom motivo. — Por que me avisar? — perguntou Aelin. Aedion fora capturado pelo rei; Aedion estava destinado à forca, como uma armadilha para ela. Cada plano da jovem estava arruinado. Não; ainda podia executar os planos até o fim, ainda podia fazer o que era preciso. Mas Aedion... Aedion tinha que vir primeiro. Mesmo que depois ele a odiasse, mesmo que cuspisse em seu rosto e a chamasse de traidora e vadia e assassina mentirosa. Mesmo que se ressentisse do que a prima fizera e do que se tornara, Aelin o salvaria. — Considere a dica um favor — respondeu Arobynn, levantando-se do banco. — Um gesto de boa-fé. Aelin podia apostar que havia mais; talvez ligado a certo capitão cujo calor permanecia no banco de madeira sob ela. A jovem se levantou também e saiu da cabine. Sabia que mais espiões que os lacaios do assassino os monitoravam; eles a viram chegar, esperar no bar, então seguir até aquela mesa. Aelin perguntou-se se o antigo mestre também sabia. Arobynn apenas sorriu em sua direção; ele era mais alto que Aelin pela distância de uma cabeça. E quando estendeu a mão, ela permitiu que o homem passasse os nós dos dedos por sua bochecha. Os calos na pele diziam o bastante a respeito de com qual frequência o assassino ainda treinava. — Não espero que confie em mim; não espero que me ame. Apenas uma vez, durante aqueles dias de inferno e coração partido, Arobynn chegou a dizer que a amava de alguma forma. Aelin estava prestes a partir com Sam, e o

Profile for Letícia Lopes dos Santos Pereira da Silva

Trono de Vidro: Rainha das Sombras - Parte1  

Parte um do volume 4 da série Trono de Vidro de Sarah J. Maas

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