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Em vez disso, disse: — Como ousa? Como ousa deixar que ele faça isso? — Eu ouso porque é meu sangue para dar; ouso porque você não existia para mim então. Mesmo que nenhum dos dois tivesse feito o juramento, eu ainda o daria a ele porque é meu carranam e conquistou minha lealdade inquestionável! Aedion ficou rígido. — E quanto a nossa lealdade inquestionável? O que você fez para conquistar isso? O que fez para salvar nosso povo desde que voltou? Ia me contar sobre o juramento de sangue, ou essa foi mais uma de suas muitas mentiras? Aelin grunhiu com uma intensidade animalesca que o fez lembrar que ela também tinha sangue feérico nas veias. — Vá ter esse chilique temperamental em outro lugar. Não volte até que consiga agir como um ser humano. Ou metade de um, pelo menos. Ele a xingou, um xingamento imundo e cruel do qual imediatamente se arrependeu. Rowan avançou, derrubando a cadeira com tanta força que a fez girar, mas Aelin estendeu a mão. O príncipe recuou. Fácil assim, ela segurou o poderoso guerreiro imortal. Aedion riu, o som agudo e frio, então sorriu para Rowan de um modo que costumava fazer os homens darem o primeiro soco. Mas o guerreiro apenas colocou a cadeira de pé, sentou-se, recostando-se, como se já soubesse onde acertaria o golpe mortal em Aedion. Aelin apontou para a porta. — Dê o fora daqui. Não quero ver você de novo por um bom tempo. O sentimento era mútuo. Todos os planos dele, tudo pelo qual trabalhara... Sem o juramento de sangue, ele era apenas um general; apenas um príncipe sem terras da linhagem dos Ashryver. Aedion saiu batendo os pés até a porta da frente e a escancarou com tanta força que quase a arrancou das dobradiças. Aelin não o chamou de volta.

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Trono de Vidro: Rainha das Sombras - Parte1  

Parte um do volume 4 da série Trono de Vidro de Sarah J. Maas

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