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Não. Na verdade, não. Ele esfregou o rosto. — Entende como foi ficar sentado aqui enquanto esteve fora? Você disse duas horas. O que eu deveria pensar? — Aedion — disse Aelin, o mais calma possível ao tirar as luvas imundas antes de lhe pegar a mão grande e calejada. — Entendo. Mesmo. — O que estava fazendo que era tão importante que não podia esperar um ou dois dias? — Seus olhos estavam arregalados, suplicantes. — Reconhecimento. — Você é boa nisso, não é... meias verdades. — Um, só porque você é... você, não tem direito a informações sobre tudo que faço. Dois... — Lá vai você com as listas de novo. Aelin apertou a mão do primo com tanta força que poderia quebrar os ossos de um homem mais fraco. — Se não gosta de minhas listas, então não comece discussões comigo. Aedion a encarou; ela o encarou de volta. Impassível, irredutível. Eram feitos do mesmo material. O general suspirou e olhou para suas mãos unidas — então abriu a mão para examinar a palma cheia de cicatrizes de Aelin, entrecortadas com as marcas do juramento a Nehemia e do corte que fizera no momento em que se tornara carranam de Rowan, a magia os unindo em um laço eterno. — É difícil não achar que suas cicatrizes são minha culpa. Ah. Ah. Aelin precisou tomar fôlego uma ou duas vezes, mas conseguiu inclinar o queixo em um ângulo furtivo e dizer: — Por favor. Metade destas cicatrizes eu mereci. — Ela mostrou uma pequena cicatriz na parte interna do antebraço. — Está vendo essa? Um homem em uma taverna me cortou com uma garrafa depois que roubei em um jogo de cartas e tentei levar seu dinheiro. Um som engasgado saiu de Aedion. — Não acredita em mim? — Ah, acredito em você. Não sabia que era tão ruim em cartas que precisava recorrer à trapaça. — Ele riu baixinho, mas o medo permanecia.

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Trono de Vidro: Rainha das Sombras - Parte1  

Parte um do volume 4 da série Trono de Vidro de Sarah J. Maas

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