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significar. Não era aparecer como um cão perdido à porta dos fundos. — Não suspeitaram dele? — Não. Só quiseram saber se ele ou os funcionários tinham visto alguém que parecia suspeito antes do resgate de Aedion. — Nesryn empurrou outro doce, esse de amêndoa e açúcar, na direção de Chaol. — O general está bem? — Até onde sei. Ele contou sobre os túneis e os valg. A jovem apenas disse: — Então os encontraremos de novo. Amanhã. Ele esperou que a rebelde caminhasse de um lado para outro, que gritasse e xingasse, mas Nesryn permaneceu tranquila, calma. Alguma parte tensa de Chaol relaxou. Ela bateu um dedo na mesa de madeira — adoravelmente gasta, como se o sovar de mil massas de pão a tivesse alisado. — Por que veio até aqui? — Por distração. — Havia um brilho suspeito naqueles olhos de meia-noite, tanto que Chaol falou: — Não foi por isso. Nesryn sequer corou, embora as bochechas do próprio capitão tivessem ficado vermelhas. Se a mulher tivesse oferecido, ele provavelmente diria sim. E se odiaria por isso. — Você é bem-vindo aqui — afirmou ela. — Mas certamente seus amigos no apartamento, o general, pelo menos, seriam melhor companhia. — Eles são meus amigos? — Você e Sua Majestade fizeram um excelente trabalho tentando ser qualquer outra coisa. — É difícil ter uma amizade sem confiança. — Foi você quem foi até Arobynn de novo, mesmo depois de ela ter avisado para que não fosse. — E ele estava certo — respondeu Chaol. — Falou que ela prometeria não tocar em Dorian, então faria o oposto. — E o capitão seria eternamente grato pelo disparo de aviso de Nesryn. A rebelde balançou a cabeça, os cabelos pretos brilharam. — Vamos apenas imaginar que Aelin esteja certa. Que Dorian se foi. E então? — Ela não está certa.

Profile for Letícia Lopes dos Santos Pereira da Silva

Trono de Vidro: Rainha das Sombras - Parte1  

Parte um do volume 4 da série Trono de Vidro de Sarah J. Maas

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