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Ela o seguira até ali a tempo de espiar diversos outros assassinos de Arobynn se reunindo no salão dos prazeres. Eles jamais faziam aquilo; a não ser que o mestre estivesse presente. Em geral, apenas quando o homem tinha uma reunião com alguém muito, muito importante. Ou perigoso. Depois que Tern e os demais entraram no Cofres, ela esperara na rua por alguns minutos, permanecendo à sombra para ver se Arobynn chegaria, mas não teve tal sorte. Ele já devia estar lá dentro. Então Aelin se infiltrara em um grupo de filhos de mercadores bêbados, vira onde Arobynn faria a reunião e fizera o possível para não ser notada, e permanecer invisível, enquanto se demorava no bar... e observava. Com o capuz e as roupas pretas, a jovem se misturava bem, sem chamar muita atenção. Imaginou que, se alguém fosse tolo o bastante para tentar roubá-la, seria justo que a pessoa fosse roubada logo em seguida. Ela estava ficando sem dinheiro. Aelin suspirou pelo nariz. Se seu povo pudesse vê-la: Aelin do Fogo Selvagem, assassina e punguista. Os pais e o tio provavelmente estavam se revirando nos túmulos. Mesmo assim. Algumas coisas valiam a pena. Aelin flexionou o dedo enluvado na direção do atendente careca, gesticulando por mais uma cerveja. — Eu tomaria cuidado com quanto bebe, garota — disse uma voz debochada ao lado dela. Ela olhou de soslaio para o homem de tamanho médio, que se aproximara sorrateiro. A jovem o teria reconhecido pelo alfanje antigo caso não tivesse reconhecido o rosto fascinantemente medíocre. A pele rosada, os olhos grandes e as sobrancelhas espessas; tudo isso uma máscara sutil para esconder o assassino voraz por baixo. Aelin apoiou os antebraços no bar e cruzou um tornozelo sobre o outro. — Oi, Tern. — Era o braço direito de Arobynn, ou o fora, dois anos antes. Um porco cruel e calculista, que sempre se mostrara mais que ansioso em fazer o trabalho sujo do mestre. — Imaginei que fosse apenas uma questão de tempo até que um dos cães de Arobynn me farejasse. Tern se recostou contra o bar, abrindo um sorriso brilhante demais. — Se a memória não me falha, você sempre foi sua cadela preferida. Ela riu, virando-se de frente para o homem. Tinham quase a mesma altura, e, com o corpo esguio, ele era irritantemente bom em entrar nos lugares mais bem vigiados. Ao ver Tern, o atendente do bar manteve distância. O assassino inclinou a cabeça sobre um ombro, indicando os fundos sombreados

Profile for Letícia Lopes dos Santos Pereira da Silva

Trono de Vidro: Rainha das Sombras - Parte1  

Parte um do volume 4 da série Trono de Vidro de Sarah J. Maas

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