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quarteirões, até o limite dos cortiços, onde desceram em uma rua deserta, decrépita. Aelin confiava nos homens de Chaol, mas só até certo ponto. Levar Aedion diretamente para o apartamento dela seria pedir por problemas. Com o general debruçado entre os dois, Aelin e Chaol correram pelos vários quarteirões seguintes, pegando o caminho longo até o armazém para despistar qualquer espião, ouvindo com tanta atenção que mal respiravam. Mas então chegaram ao local e Aedion conseguiu ficar de pé por tempo suficiente para que o capitão abrisse a porta antes que se apressassem para dentro, para a escuridão e a segurança, por fim. Chaol ocupou o lugar de Aelin ao lado de Aedion quando ela se deteve à porta. Grunhindo devido ao peso, ele conseguiu subir com o general. — Ele tem um ferimento nas costelas — explicou Aelin, enquanto se obrigava a esperar, monitorando a porta do armazém em busca de algum sinal de perseguidores. — Está sangrando. — Chaol deu um aceno de confirmação por cima do ombro. Quando o primo e o capitão estavam quase no alto das escadas, quando ficou claro que ninguém parecia prestes a invadir, Aelin os seguiu. Contudo, parar tinha lhe custado; parar tinha permitido que a concentração afiada se dissipasse, permitira que cada pensamento mantido afastado surgisse em um turbilhão. Cada passo que dava era mais pesado que o anterior. Um pé para cima, então o seguinte, depois o seguinte. Ao chegar no segundo andar, Chaol já levara Aedion para o quarto de hóspedes. O som de água corrente a recebeu. Aelin deixou a porta da frente aberta para Lysandra e, por um momento, apenas ficou de pé no apartamento, apoiando a mão no encosto do sofá, encarando o nada. Quando teve certeza de que conseguia se mover de novo, caminhou para o quarto. Ficou nua antes de chegar ao aposento de banho, e se sentou na banheira fria e seca antes de ligar a água.

Quando reapareceu, limpa e usando uma das velhas camisas brancas de Sam e calções, Chaol esperava por Aelin no sofá. Ela não ousou olhar para seu rosto — ainda não. A cabeça de Lysandra despontou do quarto de hóspedes. — Estou só terminando de limpá-lo. Deve ficar bem se não arrebentar os pontos de novo. Nenhuma infecção, graças aos deuses.

Profile for Letícia Lopes dos Santos Pereira da Silva

Trono de Vidro: Rainha das Sombras - Parte1  

Parte um do volume 4 da série Trono de Vidro de Sarah J. Maas

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