Page 1


Cantinho Escuro dos Livros Distribuição e formatação: Andy Tradução: Drika Revisão inicial: Lela Revisão final: Andy Leitura Final: Pimentinha Honor Student Se for pecado cobiçar a honra, sou a alma mais pecadora de todas. ~ William Shakespeare Capítulo Um Meu vigésimo primeiro aniversário tinha começado como qualquer outro dia. Acordei sozinha. A casa estava deserta. Eu morava com minha tia que, sem dúvida, estava em algum bar ou na casa de algum estranho qualquer. Eu passei uma escova no meu cabelo comprido e escuro, até que estivesse liso e perfeitamente reto nas minhas costas. Lavei o rosto e escolhi algo para vestir. Eu decidi por uma camiseta branca e calça jeans. Hoje seria mais um dia quente, como era habitual na Flórida, então eu calcei um par de sandálias marrons.


O ônibus escolar estava parado na rua, sentei-me na garagem esperando-o sair e fazer o seu caminho na estrada. Eu odiava ficar presa atrás dele com as crianças apontando e rindo de mim pela janela traseira. Uma vez que eu tive certeza de que o caminho estava livre, saí da garagem como um coelho branco sai do buraco. Liguei o rádio e conectei meu iPhone no cabo adaptador e ouvi Mozart a toda altura. A música clássica tinha um jeito de me acalmar. Eu odiava ir para a faculdade. Eu me sentia mal porque não me enquadrava com os outros alunos. As pessoas me tratavam como uma alienígena porque eu fui transferida de Michigan pouco antes da formatura do ensino médio. A verdade era que eu teria dado qualquer coisa para ter continuado lá. Eu entrei com o carro no estacionamento da faculdade pouco antes das oito. Eu estava muito perto de chegar atrasada, mas eu honestamente não ligava. Minhas notas eram perfeitas e eu poderia tirar um 10 sem precisar participar das aulas. Infelizmente, se eu não acompanhasse todas as aulas a minha bolsa de estudos poderia ser retirada. Eu sempre iniciava meu dia com um treino. Eu me esgueirei o mais discretamente possível


até o vestiário e troquei minhas roupas por um short grande e uma camiseta preta larga. Quarenta e cinco minutos mais tarde, eu tinha acabado de jogar uma partida de basquete, com algumas meninas de uma irmandade, que até hoje não sei as regras. Meu time perdeu mas eu não me importei de qualquer maneira. Voltei discretamente ao vestiário e coloquei minhas roupas normais, depois atravessei o campus para a minha primeira aula. Tudo antes do almoço se tornou um borrão gigante. Os professores estavam trabalhando em coisas que eu já tinha aprendido e sabia tudo. Estava sentada sozinha no final de uma grande e longa mesa no refeitório e mordiscava minha pizza. Eu odiava esse lugar com todas as minhas forças. Eu estava pronta para me formar e seguir em frente com minha vida. Eu sabia que sem o meu diploma eu seria forçada a ficar na cidade e trabalhar por um mísero salário para o resto da minha existência. Peguei meus livros e me dirigi até meu carro para pegar meu livro de história que eu tinha esquecido. No tempo que perdi em pegar meu livro e voltar para a sala, todos já estavam em seus assentos esperando o professor falar.


Entrei o mais furtivamente que consegui, mantendo minha cabeça baixa enquanto eu me dirigia para a parte de trás da sala de aula. Eu escorreguei na minha mesa e olhei para o novo professor. - Agora que todos estão aqui, gostaria de me apresentar. Gibbs se ausentará por alguns meses por questões médicas. Meu nome é Sr. Honor. Seu cabelo era escuro e apenas um olhar foi suficiente para querer pular na cama com ele. Seus olhos eram de um azul penetrante que combinava com sua camisa que abraçava seu peito musculoso perfeitamente. O botão superior estava aberto e era possível ver uma tatuagem e ele usava uma calça jeans de lavagem escura. Ele era muito mais jovem do que a maioria dos nossos professores. Ele parecia ter por volta de vinte e tantos anos, mas tinha a confiança de alguém muito mais velho. Todas as meninas na sala estavam grudadas em cada palavra sua. Quando ele lambeu os lábios, um suspiro coletivo foi ouvido por toda a sala. Quando o sinal do final da aula tocou, muitas meninas permaneceram sentadas e o Sr.


Honor atendeu a todas que se aproximaram de sua mesa até o início da próxima aula. - Você, venha aqui por um momento. - Ele disse apontando para mim. Minha respiração prendeu em minha garganta enquanto eu juntava meus livros e caminhava entre as mesas até ele. Ele estava recostado casualmente na borda de sua mesa, girando uma régua na mão. - Sim? - Eu perguntei, as palavras saindo mais agudas do que eu pretendia. - Qual é o seu nome? - Ele perguntou e, por um momento, eu não conseguia me lembrar. Minhas bochechas queimaram em um vermelho profundo enquanto eu lutava para ter um pensamento coerente. - Emma. Emma Townsend. - Eu soltei quando finalmente me lembrei. Ele sorriu e meu coração disparou em uma louca corrida. Eu não sei por quanto tempo eu poderia ficar na sua frente, antes de minhas pernas desabarem de nervoso. - Emma - ele repetiu meu nome e foi o som mais bonito que eu já tinha ouvido. - Por favor, tente chegar à aula no horário. Futuros atrasos não serão mais tolerados. Se voltar a acontecer haverá consequências. - Ele disse enquanto continuava a girar a régua na mão. Eu estava


hipnotizada. - Sim, senhor - eu respondi com uma pitada de sarcasmo na minha voz. Seu lábio se contraiu e ele parecia estar segurando um sorriso. - Pode ir para a próxima aula, Sra. Townsend. - Seus olhos se fixaram nos meus. Eu não sabia o que dizer, então eu girei em meu calcanhar e fui para minha próxima aula. O resto do dia passou voando em um estranho nevoeiro. Tudo que eu conseguia pensar era no Sr. Honor. Fiquei imaginando qual seria seu primeiro nome e se ele estava saindo com alguém. Não que isso importasse. Eu era uma pária social na faculdade. Parte disto era minha culpa. Eu nunca fiz nenhum esforço para conhecer ninguém. No momento em que minhas aulas tinham acabado, eu não lembrava nada do que os professores tinham falado. Quando cheguei em casa, minha tia Judy estava na cozinha fazendo algo no fogão. - Que cheiro maravilhoso. - Eu disse, percebendo que eu não tinha comido muito hoje. - Os ingredientes estão ai. Faça alguma coisa para você. - Ela respondeu friamente. Eu revirei meus olhos e fui pelo


corredor até meu quarto. Eu comecei a arrumar o quarto, mas eu não conseguia me concentrar em nada. Meus pensamentos sempre voltavam para ele. Quando a casa ficou em silêncio, eu fui para a cozinha para preparar algo para eu comer. Minha tia tinha deixado alimentos e pratos sujos espalhados sobre a bancada, então eu comecei a limpeza antes de preparar o meu jantar. Uma vez que a máquina de lavar louças estava carregada e a bancada limpa, eu fiz um espaguete e me sentei no sofá para ler um romance. A maior parte do tempo livre que tinha, eu passava lendo. Era uma forma de fugir da minha realidade. Infelizmente, agora eu lia a cena de amor do herói e imaginavao como Sr. Honor, por isto coloquei meu livro de lado e optei pela minha realidade desta vez. Capítulo Dois Acordei pouco depois das seis com o alarme do meu telefone soando. Eu tinha dormido em frente à televisão na sala de estar. Felizmente minha tia não voltou para casa na noite passada ou ela teria, sem dúvida, me acordado para me ensinar sobre o incômodo de fazer seus companheiros do


sexo masculino verem alguém esparramado no chão. Eu corri para o chuveiro e depois vesti um velho par de jeans rasgados e uma camiseta. Meu cabelo estava úmido quando fui para a faculdade, mas estava tão quente que eu não me importava. O ar condicionado do meu carro não era melhor do que ter as janelas abertas. Meu cabelo estava praticamente seco quando cheguei à faculdade. Fui em direção ao ginásio de esportes, pegando o caminho mais longo, para que pudesse passar pela classe do Sr. Honor. Sua porta estava fechada, mas através da pequena janela eu pude vê-lo caminhando na sala com uma camisa cinza de manga curta. Uma tatuagem tribal em um preto profundo poderia ser vista saindo da sua nuca. Ele se virou encolhendo os ombros e eu sai correndo, rezando para ele não ter me visto olhando pela janela. O treino foi um desastre absoluto. Hoje as meninas decidiram me torturar com rodeio de bola e desde que a minha mente estava longe, eu parecia ser atingida mais vezes do que todas as outras. Com uma dor de cabeça fresca e o ego ferido, eu caminhei até a minha próxima aula.


Matemática estava insuportável como sempre e eu passei a maior parte da aula rabiscando no meu caderno em vez de tomar notas. Foi um alívio quando o sinal tocou e eu pude finalmente sair da sala de aula. Eu fui para o refeitório. Não parecia ter nenhum lugar para eu me sentar sozinha, então eu apertei minha bandeja no fim de uma mesa e fiz o meu melhor para evitar o contato visual com qualquer pessoa. Não é que as pessoas daqui fossem terríveis, eu só não gostava da ideia de investir em um relacionamento que iria terminar em breve. Talvez fosse porque estava próximo de sair daqui e começar minha própria vida, ou talvez porque eu tenho uma tendência a não interagir muito devido a minha timidez, ou talvez eu ainda estivesse aprendendo a lidar com a morte de meus pais. A razão não importava. Eu preferia ficar sozinha. Eu provavelmente ficaria apenas dentro de casa, trancada como se fosse uma masmorra, se não fosse pela faculdade. Tecnicamente, eu poderia sair a qualquer momento, mas só faltavam mais alguns meses para eu me formar e eu sabia que iria me arrepender se não esperasse para pegar meu diploma.


O sinal do inicio da próxima aula tocou, me afastando dos meus pensamentos. Era hora da aula do Sr. Honor e eu considerei não entrar na sala. Eu tinha certeza que ele tinha me visto espiando pela janela de sua sala e eu não queria que ele me olhasse como se eu fosse uma maluca. Lembrei-me de sua ameaça sobre chegar atrasada e relutantemente eu fui em direção a sala de aula. Eu escorreguei para dentro, enquanto os outros estudantes estavam circulando para seus lugares. Ele não tomou conhecimento de minha presença e eu estava grata. As meninas o bajulavam insistentemente, como se ele fosse uma estrela de rock. Ele parecia envergonhado, mas algo em sua expressão me fez pensar que ele gostava de toda aquela atenção. - Tomem seus lugares. Vai ter um teste. Ele anunciou e sala inteira gemeu. Eu estava animada por não ter que falar com ninguém, então o teste era uma distração bem-vinda. Já estava na metade do tempo da aula e eu ainda lutava para encontrar respostas para algumas perguntas. Isto era o contrário do que normalmente acontecia comigo, mesmo porque eu já tinha lido a maior parte do livro no meu tempo livre. Mordi o lábio e coloquei meu cabelo atrás da minha orelha. Alguém deixou cair


um livro nas primeiras fileiras da classe com um baque pesado. Eu pulei em meu assento e olhei nervosamente. Meus olhos encontraram o Sr. Honor e ele estava me olhando. Meu coração saltou na minha garganta e eu mordi mais duro meu lábio inferior. Ele lambeu os lábios daquela maneira incrivelmente sexy que ele fazia, antes de quebrar o contato visual comigo e mexer em alguns papeis em sua mesa. Eu olhei de volta para o meu papel, mas daria o mesmo se estivesse escrito em grego. Eu escrevi algumas respostas meia boca e caminhei até a frente da classe para entregá-lo quanto o sinal tocou. Deixei o teste em sua mesa e saí da sala o mais rápido possível. Meu coração estava indo de 0 a 100 km em um segundo, então fui até o banheiro jogar água fria no rosto para me acalmar. Eu ouvi um grupo de meninas abrirem a porta e escorreguei para dentro de uma cabine para ficar sozinha até que eu conseguisse me acalmar o suficiente. O segundo sinal tocou e todos deveriam ir para a próxima aula, mas as meninas continuavam ali. Eu relutantemente abri a porta para que eu pudesse sair. - Hey! Você é aquela garota inteligente da classe do Sr. Nevins, não é? - Uma


menina com longos cabelos loiros encaracolados me perguntou. - Eu suponho que sim. - Eu respondi timidamente. - Meu nome é Emma. - Sou Claire e esta é Becka. - Ela respondeu apontando para uma garota de cabelo curto pintado de vermelho ao lado dela. Eu sorri e acenei sem saber o que dizer, então me virei para a porta. - Quer dar um pega? - Claire perguntou e eu parei por um momento não tendo certeza de como responder. - Claro. - Respondi. Já estava atrasada para a próxima aula e chegar ao meio seria pior que simplesmente não aparecer. Um sorriso radiante surgiu no rosto de Claire e ela pegou uma pequena lata de bala de hortelã em sua bolsa. Abriu e puxou para fora um cigarro. Eu tinha ficado alta uma vez antes, então eu sabia o que esperar. Claire acendeu e passou para Becka enquanto tossia e cuspia. - Você está bem? Eu perguntei quando seu rosto ficou muito vermelho. Ela assentiu com a cabeça e ela me entregou. Eu dei uma leve tragada e lutei para manter dentro. Meus pulmões queimavam com a dura intrusão e


comecei a engasgar e tossir ainda mais forte que Claire. – Aqui. - Eu disse, entregando novamente para Claire. Ela espontaneamente deu uma pequena risada. Eu não sei o que era tão engraçado, mas sua risada era contagiante e logo todas nós estávamos com falta de ar de tanto rir e começamos a rir mais alto, depois de mais algumas tragadas. - Meninas, saiam do banheiro agora. - uma voz chamou do lado de fora. - Shh ...- Claire sussurrou demasiado alto. - Venham aqui agora. - A voz chamou novamente e eu poderia afirmar pelo tom da voz que ele estava perdendo a paciência. - Você vai! - Claire disse, empurrando-me para a porta. - Não! - Protestei. - Estou em liberdade condicional! - Becka sussurrou e quem estava do outro lado da porta bateu forte, nos fazendo saltar e parar de falar. - Tudo bem, foda-se. - Eu murmurei sob a minha respiração e as meninas entraram correndo em uma cabine. Eu respirei fundo e abri a porta do banheiro. Do outro lado estava o homem mais bonito que eu já tinha posto os olhos, Sr. Honor. Sua mandíbula


apertou e seus olhos se estreitaram. Ele estava chateado, mas eu não pude deixar de rir. Capítulo Três - Emma? Você acha que isso é engraçado? - ele me repreendeu. Eu tentei abafar minhas risadas e neguei com a cabeça, mas quando eu tentei segurar uma risada, parei de respirar, ficando tonta. Ele agarrou meu braço e apertou com muita força, puxando-me pelo corredor em direção a sua sala. Felizmente, os corredores estavam vazios e ninguém viu o quão ridícula eu estava me comportando. - Você tem sorte de eu não ter uma aula neste período. - Ele disse, enquanto olhava ao redor do corredor antes de fechar a porta, puxando para baixo a pequena proteção que cobria a janela. De repente ocorreu-me que eu poderia ser suspensa e todo o sofrimento de vir todos os dias para a faculdade não teria valido nada. Ele passou as mãos pelo seu cabelo castanho e ele voltou perfeitamente para o lugar. Eu percebi que eu estava olhando e rapidamente desviei o olhar


enquanto ele brincava com a régua. Eu deveria estar suplicando para ele não me denunciar, mas minha cabeça rodava e eu simplesmente não podia convocar a energia suficiente para implorar. Mordi o lábio nervosamente e esperei que ele me falasse sobre o que iria me acontecer. - Pare de morder o lábio. - Ele disse com raiva e bateu a régua com força sobre a mesa, aparentemente perdendo a sua linha de pensamento. Eu pulei e mordi meu lábio mais forte por acidente, tirando sangue. - Sinto muito. - Eu disse baixinho, não sabendo mais o que dizer. Eu toquei meus lábios com os dedos e puxei para trás, olhando para o sangue. Ele se levantou de sua mesa e caminhou em minha direção. Meu estômago vibrou. Ele roçou seu polegar sobre meu lábio inferior, os olhos azuis fixos nos meus. Chupei uma respiração irregular e prendi, com medo de que se eu me movesse iria me tirar deste sonho. - Respire. - Ele sussurrou enquanto se aproximava o suficiente para eu conseguir sentir seu hálito quente em meu rosto, mandando um arrepio por todo o meu corpo. Um toque alto quebrou o


silêncio e ele fechou os olhos por um momento antes de se virar para pegar seu telefone celular de seu bolso. Fiquei ali sem jeito enquanto ele falava. Suas respostas eram curtas e eu não poderia saber se a pessoa com a qual ele estava falando era do sexo masculino ou feminino. Seus olhos dançaram de cima a baixo em meu corpo enquanto ele falava e eu podia sentir meu rosto queimar. Eu mordi a ponta do meu lábio, mas rapidamente parei quando ele estreitou os olhos para mim. Eu decidi vagar ao redor da sala e ler os cartazes na parede. Seria grosseiro ficar ali ouvindo sua conversa. - Você deve ir para sua próxima aula. O sinal já tocou. - Ele disse baixinho no meu ouvido. Sua respiração quente no meu pescoço fazendo meu corpo derreter. Eu não o tinha ouvido terminar sua ligação. - Então, não estou em apuros? - Eu perguntei, nervosa demais para virar e encará-lo. - Eu não disse isso. - Pelo tom de sua voz, eu poderia sentir que ele estava sorrindo. Eu chupei outra respiração irregular e balancei a cabeça. - Sim, senhor. - Eu peguei meus livros e escapei de volta para o corredor junto com os


outros alunos que estavam circulando para as próximas aulas. Eu não poderia saber se este zumbido na minha cabeça era da maconha ou do meu encontro com o Sr. Honor. Na metade do corredor Claire e Becka correram para o meu lado. - Oh meu Deus Emma eu sinto muito! - Becka se desculpou. - Quem era? - Claire perguntou, ela tinha enfiado meu braço no dela e eu não tinha certeza se era um gesto amigável ou se ela ainda estava muito chapada para andar em linha reta. - Vamos lá! Conte-nos! Você vai ter problemas? - Becka perguntou, dando um passo em frente de mim, então eu teria que responder. - Eu acho que vai ficar bem. - Eu respondi, e realmente eu não sabia direito o que tinha acontecido. Parte de mim pensou que eu tinha sonhado. - Você deu a eles os nossos nomes? - Claire perguntou e eu poderia afirmar que ela estava preocupada apenas com ela mesma. Parei por um momento e as encarei. - Não. Eu não disse o nome de nenhuma das duas. Vocês me devem muito! Eu finalmente disse, soltando seus braços de mim. Eles jogaram seus braços em volta de mim, me agradecendo. Eu tenho que ir. Eu não posso perder outra aula. - Eu disse, tirando seus braços de cima de mim.


Claire franziu o cenho. - Quer sair mais tarde? - perguntou ela. Eu não sabia como responder. - Para as aulas, senhoras! A voz ecoou atrás de nós e de repente arrepios cobriram meu corpo. Era Sr. Honor... Claire e Becka relutantemente me soltaram e eu deixei escapar um olhar sobre o meu ombro. Seus olhos azuis me queimavam. Eu virei rapidamente e fui para a aula. Tudo era um borrão. Eu não poderia mantê-lo fora da minha mente. No final da aula, Becka e Claire estavam me esperando na porta. - Aqui está o meu número, se você quiser sair depois das aulas. - Claire disse enquanto me seguia no corredor. As aulas tinham acabado e o Sr. Honor estava de pé do lado de fora de sua sala de aula quando passamos. Eu não poderia deixar de olhar para ele. - Estávamos pensando em assistir este novo filme de terror. Ele começa às oito. - Ela continuou, ignorando o fato de que eu não estava prestando atenção. - Claro. - Eu disse, não sabendo realmente com o que eu estava concordando. O Sr. Honor sorriu e eu não pude deixar de sorrir de volta para ele. - Então você vai? - Becka perguntou e eu parei enquanto o Sr. Honor deslizava de volta


para dentro de sua sala. - Sim, eu vou. Que horas que você falou? - Eu perguntei. - Oito horas. Não se atrase, o lugar estará lotado! - Ela me avisou e eu sorri. - Estarei lá. - Eu prometi e me dirigi para o estacionamento. Capítulo Q uatro Sentei no banco do carro, relembrando de tudo que me aconteceu hoje. Eu não podia acreditar em como fui estúpida o suficiente para quase receber uma suspensão na faculdade. Eu estava rezando que o Sr. Honor não me delatasse para alguém, mas eu tinha certeza que meu segredo estava seguro com ele. Não conseguia parar de pensar no que ele disse sobre eu estar em apuros. O que significava exatamente? Com o estacionamento tranquilo, eu manobrei meu carro para sair. Eu liguei o rádio e cantei junto com Crimson and Clover, enquanto fazia meu caminho de volta para a casa da minha tia. Eu estacionei na calçada me xingando por concordar em uma noite com as meninas que me usaram como bode expiatório. Eu não podia culpá-las totalmente. Eu era tão culpada quanto elas pelo que fizemos. Além disso, se eu não tivesse feito isso, eu nunca teria


passado um tempo sozinha com o Sr. Honor. A casa estava vazia e eu estava feliz que ninguém estava por perto para me fazer perguntas sobre onde eu estava indo. Eu deslizei para o chuveiro para me preparar para o filme. Fiquei sob a água, sonhando até que a água gelou. Enrolei uma toalha frouxamente ao redor do meu peito e fui para o meu quarto para encontrar algo para vestir. A maioria dos meus pertences estava em caixas, então eu tive que fazer uma grande quantidade de escavação antes de encontrar algo adequado. Eu decidi por um vestido preto curto e sapatos de salto também pretos. Depois de me vestir, eu cuidadosamente enrolei as pontas do meu cabelo. No momento em que eu tinha aplicado o rímel, eu me olhei no espelho. Eu parecia alguns anos mais velha. Coloquei música para tocar alto, enquanto limpava a casa para matar o tempo até hora de sair. Quando o relógio apontou sete horas, eu percebi que era um bom horário para sair. Até o momento em que chegasse ao cinema e comprasse os ingressos e os lanches, faltaria pouco para


começar o filme. Pulei no meu carro e comecei a sair da vaga quando um farol alto bateu no meu espelho retrovisor e uma buzina tocou. Eu encostei meu carro novamente e suspirei alto. Minha tia encostou seu carro ao lado de meu. - Aonde você vai? - Perguntou ela, enquanto o homem que estava do seu lado olhava para fora, aparentemente desinteressado e entediado. - Indo para o cinema, não me espere acordada. - Eu falei sobre o barulho dos motores e sorri. - Oh, nós não pretendemos esperar! - Ela respondeu e seu sorriso brega me deu náuseas. Eu revirei meus olhos e sai da garagem. Encontrar o cinema no escuro foi muito mais difícil do que eu imaginava. Tive de trocar várias mensagens de texto com Claire e Becka antes de finalmente ver o sinal para o cinema do outro lado da rua. Eu tive que dar três voltas ao redor do estacionamento até encontrar uma vaga disponível. Todo mundo tinha vindo ver Slash, o novo filme de terror.


De repente, fiquei consciente do meu vestido e me perguntei se eu deveria sair rapidamente antes que alguém me visse. Eu poderia alegar que o meu carro quebrou ou fiquei sem gasolina. Era tarde demais. Vi Becka e Claire vindo pelo estacionamento em minha direção e acenando para chamar minha atenção. Eu relutantemente saí do carro e abaixei meu vestido. - Pare de puxar seu vestido! Você está ótima! - Becka me tranquilizou. Ela estava vestindo uma roupa similar em roxo profundo. - Obrigada. - Eu disse timidamente, colocando meu cabelo atrás da minha orelha. - E como eu estou? Parecendo um fígado picado? - Claire perguntou atrás de nós, meio de brincadeira. - Você está ótima, Claire! - Eu disse, atirando-lhe um sorriso. Ela sorriu de volta e eu sabia que ela estava fingindo estar insegura. Entramos na fila do cinema para comprar os ingressos. - Você conheceu o novo professor, Sr. Honor? - Becka me perguntou, mas não esperou por uma resposta. - Deus, ele é fodidamente quente! - Disse ela se abanando. Eu sorri e balancei a cabeça.


- Aqueles olhos... - Claire adicionou e eu mordi meu lábio e esperei que a fila se movesse. Depois de alguns momentos falando sobre o nosso professor, elas finalmente mudaram o tópico para roupas, outro assunto que eu não gosto de falar. Felizmente, a fila estava se movendo rapidamente e fomos capazes de comprar os nossos ingressos e entrar para a próxima fila dos lanches. Quando tudo estava comprado e pago, verifiquei que tínhamos gasto mais de 20 dólares cada uma, mas Becka e Claire me garantiram que iria valer a pena cada centavo. A maioria dos espectadores ainda estava nas filas e conseguimos pegar bons lugares perto da tela. Eu sempre preferi sentar na parte de trás, mas Claire insistiu que quanto mais perto do sangue e das tripas, melhor. As luzes se apagaram e um silêncio abateu-se sobre a multidão quando começou a passar os trailers. Levou bem uns 15 minutos antes do filme começar, mas Becka e Claire fizeram uma lista de todos os novos filmes que teríamos que ver. Quando o filme finalmente começou, a sala ficou completamente silenciosa. Dentro de alguns momentos, todos estavam gritando, inclusive eu. Meu coração parecia que ia explodir de


meu peito. O filme valia cada centavo e eu estava feliz por ter decidido vir. Após uma hora de filme, eu avisei que iria ao banheiro. Eu peguei meu telefone celular, saí em direção ao banheiro do lado de fora e entrei na fila, meu olhar baixo. Isso até que uma risada feminina quebrou minha linha de pensamento. Olhei para cima e vi um homem e uma mulher presos um no braço do outro. Ele estava beijando seu pescoço e ela ria batendo no seu peito. Depois eles começaram a se beijar apaixonadamente. Então o homem abriu o olho e meu coração ficou preso na minha garganta. O Sr. Honor estava olhando para mim e eu não conseguia desviar o olhar. Meu rosto queimou vermelho, mas o olhar dele segurava o meu. Mordi o lábio quando o ciúme borbulhou mim. Uma adolescente atrás de mim me chamou. Voltei a olhar para o banheiro e vi que a fila tinha desaparecido completamente da minha frente. - Desculpe. - Respondi e entrei no pequeno banheiro. Joguei um pouco de água no meu rosto esperando que magicamente fizesse o blush desaparecer de minhas bochechas.


De todas as pessoas que viriam ao cinema, eu nunca teria imaginado que encontraria o Sr. Honor. Eu fui ao banheiro e esperei mais alguns segundos antes de abrir a porta. Eu respirei fundo e abri, olhando para o lado do corredor rapidamente. Ele se foi. Dei um suspiro de alívio e voltei para o meu lugar. - Por que você demorou tanto? - Claire perguntou enquanto me entregava de volta a minha pipoca e doces. - A fila estava uma loucura. - Eu respondi, mas não entrei em detalhes sobre o que mais aconteceu. Eu afundei mais profundamente em minha cadeira e tentei voltar a atenção para o filme, mas meus pensamentos não iriam me deixar. Seu olhar ardente preso nos meus pelo que pareceu uma eternidade. Havia algo de muito assustador sobre os nossos encontros, mas eu não conseguiria jamais tê-lo. Infelizmente, alguém já o tinha. Passei a metade final do filme pensando que ele já pertencia a alguém. Fiquei tentando imaginar quem ela era. Ela tinha cachos loiros escuros que caíam em cascata pelas suas costas e eu imaginei que


ela, provavelmente, tinha vinte e poucos anos. Ela devia ser, sem dúvida, linda. Minhas bochechas aqueceram novamente quando eu percebi que ele não tinha prestado a menor atenção nela. Seus olhos estavam colados nos meus. Borboletas voaram pelo meu estômago enquanto eu pensava sobre o que isto queria dizer. Na realidade, eu sabia que provavelmente não significava nada. Talvez ele estivesse envergonhado por um aluno fora da classe encontrá-lo em uma posição comprometedora. Capítulo Cinco A multidão gritou em uníssono, me tirando dos meus pensamentos. Minha pipoca voou de seu recipiente e Claire riu de mim. - Medo? - Ela provocou. Eu balancei a cabeça e sorri. Eu não tinha ideia do que estava acontecendo no filme e, neste ponto, eu não me importava. Eu estava me sentindo um pouco triste de ver o Sr. Honor com outra pessoa, não que eu tivesse qualquer direito de sentir ciúmes, mas por alguma razão, eu tinha pensado em algum nível que ele gostava de mim. Balancei o pensamento da minha cabeça. Era realmente estúpido eu me deixar ser levada


em uma fantasia. De repente eu senti falta de casa e não queria nada mais do que deixar este lugar e nunca mais voltar. Afundei no meu lugar e esperei o filme acabar. Vinte minutos depois, os longos créditos rolavam pela tela e eu não poderia estar mais feliz. Esperamos a maioria dos espectadores saírem antes de finalmente levantarmos para a saída. Becka e Claire estavam divagando sobre ir a uma festa e ficar bêbadas. Eu inventei uma desculpa esfarrapada sobre ter toque de recolher para que eu pudesse ir para casa. Eu não me sinto bem em festas. A viagem para casa parecia mais longa do que a ida ao cinema, mesmo eu não me perdendo. Meus pensamentos voltaram para Becka e Claire me convidando para o cinema. Eu tinha certeza que o Sr. Honor ouviu Claire me convidar para o cinema. Na minha imaginação fértil, eu o imaginei correndo para lá. Eu simplesmente não tinha imaginado que ele não estaria sozinho. Fiquei aliviada ao ver a rua vazia quando entrei com o carro na vaga da casa da minha tia.


A última coisa que eu queria era ouvir sua opinião delirante sobre o novo homem do momento. Já era tarde, então eu tinha certeza que não iria vê-la novamente hoje. Eu corri para meu quarto e joguei meus sapatos no canto. Arranquei meu vestido, não me preocupando em dobrá-lo e vesti uma enorme camiseta da minha antiga faculdade. Eu agarrei meu antigo álbum de fotos e fui até a cozinha para tomar uma bebida. Tirei o leite para fora do caminho e peguei uma lata de refrigerante, juntamente com uma garrafa de vodka barata. Levei tudo comigo e liguei a televisão. Eu assisti a um filme antigo de romance enquanto bebia um pequeno gole direto da garrafa. O álcool queimou minha garganta e eu tossi e cuspi. Eu rapidamente abri meu refrigerante enquanto as lágrimas desciam pelos meus olhos. Abri o livro e corri os dedos sobre as mensagens deixadas pela minha família. Meu corpo começou a ficar quente e eu tomei um longo gole da garrafa, enxugando uma gota de meu queixo. Eu pensei em arrumar minhas coisas e voltar para Michigan. Mas eu sabia que nunca mais seria o mesmo lá. Todo mundo me olhava com pena depois que meus pais morreram. Eles me


tratavam como se eu fosse uma criança que não podia tomar conta de mim mesma. Pelo menos na Flórida ninguém sabia o que tinha me acontecido. Apenas alguns professores e o orientador da faculdade tinham os detalhes. Eu enxuguei uma lágrima rebelde da minha bochecha e levei a garrafa aos lábios novamente. A tristeza aumentava à medida que o álcool entrava ma minha corrente sanguínea, mas não me importava. Eu sabia que se eu bebesse o suficiente esqueceria tudo. Folheei as páginas enquanto minhas lágrimas desciam sobre o papel brilhante. Corri meus dedos sobre as marcas molhadas e as assinaturas borradas em todo o livro. Não! Eu chorava enquanto limpava mais duramente meu rosto. Eu estava oficialmente destruída. Eu peguei o livro e joguei do outro lado da sala. Ele bateu em um quadro pendurado na parede, fazendo com ele caísse e quebrasse com o impacto. Foda-se! Eu me levantei tropeçando para limpar a bagunça. Minha visão estava turva e quando peguei um pedaço de vidro irregular, ele me cortou profundamente na palma da minha mão e meu pulso. O sangue corria livremente por meus dedos e pingava sobre uma


imagem antiga de minha mãe e minha tia. Eu caí no chão, chorando enquanto abraçava o álbum.


Capitulo Seis - Emma! Querido Deus! Emma! Chame a polícia! - Minha tia gritou enquanto ela me sacudia. Pisquei várias vezes, mas não consegui abrir os olhos sob a luz forte. As sacudidas da minha tia tinham virado meu estômago e eu cai para frente, vomitando no chão da sala. - Emma! Por que você tentou se matar? - Ela gritou com lágrimas nos olhos, enquanto um homem ao fundo falava em pânico no telefone. - Eu não... - eu sussurrei, mas minha garganta estava seca e dolorida de tanto chorar na noite anterior. - Silêncio agora. - Ela respondeu, suavemente enquanto me puxava para seu peito e me abraçava com força. - Pegue um pouco de água! - Ela berrou para o homem do outro lado. Ele apareceu rapidamente com um copo de água. Ele segurava o copo até minha boca e começou a colocá-lo na minha garganta. Eu tossi e engasguei enquanto minha tia batia forte no braço do homem. - Você vai afogá-la! - gritou ela.


- Sinto muito! - Ele berrou de volta com irritação, mas eu poderia ver ele que estava em pânico. - Eu estou bem. - Eu afirmei. - Isto não é o que esta parecendo. - Eu disse com um sorriso nervoso. Minha cabeça estava finalmente começando a clarear e quando olhei em volta para a bagunça que eu tinha deixado, eu entendi por que eles estavam tão desesperados. Havia uma garrafa de vodca aberta do meu lado, o seu conteúdo esparramado no chão. Uma foto da minha falecida mãe na minha mão e eu estava coberta com meu próprio sangue. - Eu estava triste. - Eu expliquei quando meus olhos pousaram sobre a imagem amassada de minha mãe. Lágrimas desceram dos meus olhos e eu puxei duro, tentando segurá-las. - Aqui. - Minha tia disse enquanto empurrava o copo de água de volta para a minha boca. Uma batida alta soou na porta da frente e o companheiro da minha tia correu para atender. - Estou bem, realmente. - Eu disse depois bebendo um gole de água. Eu tentei me levantar e quase perdi o equilíbrio. Minha tia deu um pulo do meu lado e agarrou meu braço. Dois policiais entraram na sala seguidos por três médicos.


- O que aconteceu? - O oficial perguntou com a voz rouca, mas ele estava olhando para a minha tia. - Não sei. Eu a encontrei deitada no chão com a foto de sua mãe. - Ela explicou, mas suas palavras se tornaram abafadas com o choro. - Ela tentou se matar!! - Ela gaguejou quando os médicos me cercaram e começaram a verificar meus sinais vitais e a ferida na minha mão. - Não! Não! Eu não tentei me matar! - Eu gritei sobre a conversa, mas ninguém prestou atenção aos meus protestos. Minhas lágrimas desceram mais fortes quando eu comecei a entrar em pânico. - Por favor! Eu só quero ir para casa! - Eu soluçava. A médica mais velha olhou para mim com tristeza. Eu odiava aquele olhar. O olhar de pena que recebi de todos depois que meus pais morreram. A raiva borbulhou dentro de mim e eu comecei a lutar contra eles. Um médico estava segurando minha mão ferida e outro media minha pressão arterial no outro braço. Eu me senti claustrofóbica, lutando desesperadamente para me libertar de suas mãos.


O policial que estava falando com a minha tia tomou conhecimento e começou a gritar para eu me acalmar. Seu parceiro, uma jovem policial colocou a mão em sua arma, enquanto seus olhos corriam para trás e para frente entre nós. O médico desapareceu e voltou rapidamente com uma maca. Quanto mais eu lutava mais apertado ele me segurava. Em questão de segundos, eu estava deitada de costas amarrada na maca. Os gritos da minha tia iam diminuindo à medida que me levavam pelo corredor em direção a porta da frente. A luz do sol quase me cegou e a onda de calor fez meu estômago revirar. Os médicos me deslizaram na traseira da ambulância e fecharam a porta atrás de nós. A escuridão repentina tornou impossível para eu ver alguma coisa e um enjoo violento me tomou. - Por favor. - eu chorei enquanto a enfermeira mais velha limpava meu cabelo e minha testa. Eu levei muito tempo tentando acalmar minha respiração e finalmente eu consegui parar de chorar no momento que a ambulância parou no hospital. Eles me puxaram e me levaram até a sala de emergência, onde os médicos e enfermeiros nos esperavam. A enfermeira saiu do meu lado e falou baixinho com um médico


no canto da sala. Eu não poderia ouvir nada do que eles estavam dizendo, mas os olhos do médico não deixaram meu rosto e eu me senti totalmente humilhada. Eu deitei de volta, encostando minha cabeça na maca e olhei para o teto branco. Depois de alguns instantes, o médico estava ao meu lado, ajustando suas luvas de látex. - Como você está se sentindo hoje, Sra. Townsend? - Ele perguntou enquanto puxava minhas pálpebras para inspecionar meus olhos - Como uma idiota. - Eu respondi com irritação. - Bem, não há muito que eu possa fazer com relação a isto, mas eu posso arrumar este corte feio na sua mão. - Ele disse com um leve sorriso e eu relaxei um pouco. - Você acha que podemos tirar essas restrições? - Ele perguntou e eu assenti com a cabeça. - Eu não estava tentando me matar. - Eu respondi. Ele começou a desfazer o cinto de couro na maca e olhou para a minha mão. - Bem, eu estou inclinado a acreditar em você. - Ele disse e acenou para a policial do lado de fora da porta. Eles se afastaram e ele colocou um objeto para fixar minha mão. - Eu nunca vi alguém tentar se matar cortando sua mão. - Ele continuou


enquanto puxava um pequeno pedaço de vidro da minha mão. Eu reflexivamente tentei puxar minha mão de volta, mas ele segurou firme. - Isto vai doer um pouco.- Ele avisou e eu balancei a cabeça, mordendo o lábio. Ele limpou o corte e quando acabou tempo, eu tinha quatro pontos e um curativo de gaze rosa em volta da minha mão e meu pulso. Expliquei o que tinha acontecido enquanto ele trabalhava e eu me senti surpreendentemente melhor quando o processo foi concluído. - A vida não fica mais fácil. Você passou por muita coisa. Não há problema em pedir ajuda. - Ele disse gentilmente e eu assegurei a ele que conversaria com alguém na próxima vez que eu estivesse me sentindo triste. - Como você está se sentindo? - Minha tia perguntou da porta. Eu não sabia há quanto tempo ela estava ali. - Eu estou bem. - Eu respondi enquanto deslizava para fora da cama. Capítulo Sete A volta para casa pareceu durar horas enquanto eu explicava para minha tia o que tinha


realmente acontecido na noite passada. Eu estava triste, mas eu não pretendia me matar. Ela me falou sobre beber demais e eu não discuti. Eu tinha a intenção de nunca colocar uma gota de álcool na boca. Toda minha tristeza foi substituída por raiva e eu preferia assim. Eu não queria ver mais ninguém me olhar com pena. Nós entramos na garagem e eu mal podia esperar para tomar um banho e voltar a dormir. - Prepare-se. Você ainda tem que ir para faculdade hoje. - Ela falou atrás de mim. - Você está brincando, certo? - Eu perguntei. - Você acha que você merece um dia de folga depois de tudo que você me fez passar? Eu vou ter sorte se Dan quiser me ver novamente! - Ela disse com raiva. - Dan? - Eu perguntei, não tendo ideia do que ela estava falando. - Meu encontro de ontem à noite. Você quase lhe deu um ataque cardíaco! - ela berrou no corredor. Eu revirei meus olhos e fechei a porta do banheiro atrás de mim. Tomei banho o mais rápido que pude com apenas um braço. Era mais difícil do que eu imaginava. Vestir-me não foi mais fácil e na hora que eu consegui finalmente ficar pronta, uma hora tinha passado.


- Vamos. - Minha tia berrou de fora do meu quarto. - Eu posso dirigir. - Eu respondi. Ela empurrou a porta do meu quarto e olhou para mim. Duas horas atrás, você estava desesperada achando que eu ia morrer e agora você está me tratando como se me odiasse. - Eu murmurei enquanto pegava meus livros. - Eu não odeio você. Se eu odiasse, eu não me importaria se você não fosse para a faculdade ou bebesse até cair. - Ela atirou de volta. Eu percebi que ela estava certa. Todo esse tempo vivendo com ela, eu achava que eu era um fardo para ela. Era bom saber o quanto ela se importava, mesmo que fosse por me punir. - Estou pronta. - Eu disse encolhendo os ombros sob meu casaco com capuz e puxando para baixo a manga para tentar esconder o curativo rosa. - Está muito quente para usar isso. - Ela disse, enquanto eu caminhava por ela para baixo no corredor. Eu a ignorei e continuei em direção ao seu carro. Nós não falamos durante a viagem para a minha faculdade. Eu mantive a janela abaixada para tentar me manter fresca, mas nada parecia ajudar. Quando chegamos, saí do carro e me dirigi para o edifício. Eu ouvi a porta do carro bater


atrás de mim, parei e olhei para trás. Minha tia estava correndo para me alcançar. - O que você está fazendo? - Eu perguntei, não me preocupando em esconder minha irritação. - Tenho que assinar seu atraso. - Ela respondeu e continuou a andar passando por mim. Eu relutantemente a segui. - Sou adulta. Este não é o ensino médio. Eu não acho que eu precise que você assine para eu entrar - eu disse, mas ela me ignorou e continuou andando. Quando chegamos ao escritório, eu saí pela porta, enquanto minha tia falava com o secretário. O Sr. Honor entrou no escritório e colocou alguns papéis em cima do balcão. A auxiliar do escritório ficou vermelha quando o viu e começou nervosamente a puxar uma mecha loira solta que tinha caído de seu coque. Ele sorriu para ela e percebi que ela era o seu encontro do cinema. Depois de um momento, ele se virou para sair e eu tentei o meu melhor para olhar para qualquer lugar, menos nos seus olhos, mas eu não consegui me ajudar. - Você perdeu minha aula. Venha me ver depois que terminar aqui. - Ele disse sério. Mordi o lábio e assenti enquanto ele se afastava.


- Tudo resolvido. O conselheiro vai liberar você. Eu estarei de volta para te pegar no final das aulas. - Minha tia avisou do balcão. - Eu posso pegar uma carona. - Eu respondi. Ela acenou com a mão ignorando o meu comentário. Saí do escritório e caminhei lentamente pelo corredor vazio até à sala do Sr. Honor, puxando nervosamente o meu curativo. Bati na porta e esperei que ele respondesse. - Entre. - Ele falou, eu abri a porta e entrei. A sala de aula estava vazia e ele estava abrindo o botão de sua camisa. A camisa era preta e combinava com a sua tatuagem que envolvia seu braço e parava apenas no seu pescoço. Ele dobrou sua camisa e a colocou sobre as costas da cadeira. - O que aconteceu? - ele perguntou quando olhou para minha mão. - Eu tive um acidente. - Eu respondi nervosamente enquanto mordia o lábio. Seus olhos apertaram e sua expressão era ilegível. - Eu vi você no cinema ontem. - ele disse enquanto seus olhos dançaram para cima e para baixo do meu corpo. - Foi estranho. - eu respondi, terminando a frase. Ele riu baixinho. - Inesperado. - Ele me corrigiu. - Sra. Townsend, você se lembra do que eu disse sobre


estar atrasada para a minha aula? - Ele perguntou e eu mordi meu lábio de novo enquanto me lembrava do nosso último encontro em sua sala de aula. Ele se sentou na beirada da mesa e esperou pela minha resposta. Eu não sabia o que dizer e depois de um momento, ele fez sinal para que me aproximasse. Eu andei em direção a ele e coloquei meus livros em uma mesa na primeira fila. - Eu estou realmente arrependida. Esta manhã foi uma loucura. - Eu comecei a explicar. Ele se levantou rapidamente e em um movimento rápido, inclinou-me sobre sua mesa. Antes que eu pudesse protestar, sua mão bateu forte na minha bunda. Engoli em seco ruidosamente com a dor súbita quando ele me bateu mais uma vez. Seu corpo inclinou-se por cima do meu e seus lábios roçaram meu ouvido. - Shh... - ele sussurrou enquanto sua mão esfregava minha bunda dolorida. Ele ficou em pé novamente e bateu, desta vez com mais força. Eu enrolei meus dedos sobre a borda de sua mesa enquanto ele me batia de novo e de novo. Eu não conseguia respirar e eu pressionei meus lábios para não gemer. Eu estava subjugada de vergonha e dor.


Sua mão esfregou suavemente por cima de mim, onde ele tinha atingido. Seus dedos mergulharam entre as minhas coxas e a dor deu lugar ao desejo puro. Tão rapidamente como começou, acabou. Eu estava curvada sobre a mesa com falta de ar. - Vá para a aula. - Ele respirava pesadamente, mas levou um momento antes que eu pudesse me mexer. Eu ainda estava lá quando ele circulou na mesa e começou a colocar de volta sua camisa. Depois de um momento, me recompus e fiquei em pé. Ele veio e agarrou meus livros, mantendo-os para mim. Eu os peguei, incapaz de olhar nos olhos dele e sai da sala o mais rápido que pude. Capítulo Oito O resto do dia, eu já não pensava mais na minha louca manhã no hospital. Tudo que eu conseguia pensar era no Sr. Honor. Eu não sabia se eu conseguiria retornar para sua sala de aula novamente e, ao mesmo tempo, era apenas isto que eu queria fazer. Eu saí para a calçada na frente do prédio e me sentei enquanto eu esperava minha tia me pegar. Os estudantes iam e vinham e logo o estacionamento estava vazio, mas não totalmente. Os


professores começaram a sair e eu abri um dos meus livros para ler sobre as coisas que eu tinha perdido. Vi o Sr. Honor andando com a auxiliar de escritório e minhas bochechas queimaram com ciúme. Eles se aproximaram de um carro e conversaram por alguns minutos antes dele beijá-la na bochecha e ela sair. Voltei para o meu livro e não percebi que ele tinha andado de volta para mim. - Passeando? - Perguntou ele. - Minha tia está se sentindo responsável em me trazer e levar. - Eu respondi, irritada que ela não me deixasse dirigir sozinha. - Eu posso levá-la. - Ele respondeu e um arrepio percorreu minha espinha. Seus olhos ardiam em mim e, por um momento, tudo que eu podia fazer era olhar para ele, impotente. - Vou levá-la para casa. - Ele disse e se virou em direção ao estacionamento. Ele não me deu a oportunidade de protestar. Eu pulei do meio-fio e segui atrás dele. Ele abriu o lado do passageiro de um elegante carro esporte preto e pegou meus livros das minhas mãos. Eu deslizei no banco e o observei caminhar para o lado do motorista. Mordi o lábio. Seu


carro cheirava como ele e eu inalei profundamente, não sendo capaz de ter o suficiente de seu cheiro. Ele jogou os meus livros no banco de trás e sentou ao meu lado. Ele olhou zangado e irritado como se não estivesse satisfeito em me levar e eu fiquei preocupada. Ele arrancou com o carro rapidamente e se fosse com qualquer outra pessoa eu teria ficado com medo, mas eu confiava nele. Quando paramos em um semáforo fora da área da faculdade, ele inclinou seu corpo no meu, fazendo uma pausa para respirar o cheiro do meu cabelo. Fiquei congelada no lugar. Ele pegou o cinto de segurança e passou através do meu corpo. - Não quero que você se machuque. - Ele disse com um sorriso e pisou no acelerador. Eu olhei para ele enquanto dirigia, absorvendo sua perfeição. - O que aconteceu? - Ele perguntou, seus olhos correndo para meu curativo rosa. - É uma longa história. - Eu respondi enquanto puxava nervosamente o curativo. Senti seus olhos em mim, mas eu não conseguia me explicar melhor. - O que aconteceu? - Ele perguntou de novo, desta vez com a irritação em sua voz. Suspirei pesadamente e pensei que detalhes eu poderia dar a ele. - Eu bebi um pouco na noite passada. Derrubei uma imagem e acidentalmente


me cortei ao tentar limpar a bagunça. - Expliquei segurando minha mão. - Não foi grande coisa. - Expliquei com sarcasmo. Ele chicoteou o carro para o lado da estrada e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele soltou o cinto de segurança e virou de frente para mim. Sua boca estava perigosamente perto do minha e eu lutava para respirar. Seus olhos estavam duros e cheios de raiva. - Não fale assim comigo. Isso me irrita e você não gostaria de ver o que eu faço quando estou chateado. - Ele latiu furiosamente e seu tom era assustador. Minha respiração acelerou e eu tentei o meu melhor para não mostrar o meu medo. Ele olhou para mim por um longo momento antes de pegar sua mão e colocar a ponta de seu polegar contra a minha bochecha e para baixo sobre meu lábio inferior, seu hálito quente contra o meu rosto. Sua expressão suavizou por um momento seus olhos dançaram até meus lábios. - Você não ia querer ver isso. - Ele sussurrou em silêncio, me avisando. Ele não tinha ideia do quanto eu queria. Várias partes do meu corpo doíam por ele, por seu toque. - Sim, eu quero. - Eu sussurrei de volta, as palavras quase inaudíveis. Sua mão


deslizou em torno do meu pescoço e de volta para o meu cabelo. Sua respiração tornou-se mais pesada e incontrolável. - Você não tem ideia no que você está se metendo. - Respondeu ele. Eu não agüentava mais. Eu precisava senti-lo. Lambi meus lábios e os abri respirando seu ar quente. - Por favor. - Eu implorei. Seus dedos enrolaram forte no meu cabelo e ele esmagou seus lábios contra os meus. Sua língua deslizou para a minha e eu empurrei de volta. Eu soltei um suave gemido em sua boca e ele me beijou mais forte, gemendo na minha. Cada centímetro do meu corpo estava em chamas. Eu deslizei minhas mãos sobre seu peito duro e subi até seu pescoço. Seus lábios deslizaram no meu queixo e na minha garganta. Eu gemia mais alto e arqueava as costas, pressionando-me com mais força contra ele. Ele parou de repente, seus dedos ainda enrolados no meu cabelo. - Nós não podemos fazer isso aqui. - Ele disse, sua respiração irregular. - Onde? - eu perguntei enquanto o beijava de novo. Ele capturou meu lábio inferior com


os dentes e puxou suavemente, seus olhos encapuzados e cheios de desejo. - Minha casa. - Ele respondeu me empurrando para longe dele e segurando meu cabelo com força. Eu queria beijá-lo novamente, mas ele me forçava a ficar afastada. - Eu tenho que explicar algumas coisas antes que isto vá mais longe. - Ele disse e eu balancei a cabeça, mordendo o lábio. Eu não tinha ideia do que ele estava falando, mas ele poderia estar recitando os ingredientes de um ensopado e teria soado sexy. - Você não tem ideia do que faz comigo. - Suas palavras lançaram uma onda de prazer nos meus lugares mais íntimos. Ele encostou novamente no banco, me deixando sem fôlego quando ele arrancou de volta à estrada em alta velocidade. Capítulo Nove Nós paramos na frente de um antigo armazém na periferia da cidade. Ele apertou um botão que estava no quebra-sol e uma grande porta se abriu. Nós nos dirigimos ao interior do edifício. Estava escuro, exceto por algumas luzes de segurança esporádicas que alinhavam na enorme sala cavernosa.


Ele saiu do carro e eu soltei meu cinto de segurança, enquanto ele vinha na minha direção. Ele abriu a porta e agarrou meu braço me puxando com força do meu assento. Ele fechou a porta atrás de mim e me apertou contra ele, sua mão circulando minha bunda e me puxando contra ele. Eu podia sentir o quanto ele me queria, enquanto ele me apertava ainda mais. Seus lábios pairaram sobre os meus enquanto eu tentava respirar. - Você pode dizer não a qualquer momento. - Ele alertou antes de avidamente lamber meus lábios. Eu empurrei meus quadris mais duro nele e ele soltou uma respiração irregular. - Você entendeu? - ele perguntou e eu assenti com a cabeça. Sua mão livre envolveu meu cabelo e puxou duramente enquanto seus lábios roçavam meu ouvido. - Você entendeu? - ele perguntou de novo. - Sim. - soprei em seu ouvido. - Sim, o que? - ele perguntou exigente. - Sim, senhor. - eu respondi e ele gemeu enquanto seus dentes enterraram na minha orelha, puxando e a sugando. - Boa menina.- Ele respondeu e suas palavras me fizeram derreter. - Siga-me. Ele disse e me segurou pelo braço enquanto me puxava para trás para uma escada velha no


canto da sala. Nós fizemos o nosso caminho para o próximo andar do prédio, aparentemente abandonado. Ele pegou as chaves do bolso e abriu a tranca, empurrando a porta aberta. Eu não podia acreditar nos meus olhos. A grande sala foi dividida em espaços diferentes, pintado em um rico tom de marrom. Era incrível. - Não é o que você esperava? - ele perguntou quando viu a expressão nos meus olhos. Eu balancei a cabeça negativamente, quando ele me puxou para dentro e fechou a porta atrás de nós, trancando-a novamente. Ele soltou o meu braço e eu fui atrás dele, enquanto caminhava para o outro lado da sala. Ele parou em uma ilha na cozinha. Ele procurou ao redor dos armários e eu esperei desajeitadamente do outro lado. Ele veio com uma garrafa de bebida e dois pequenos copos. - Oh, eu não posso. - Eu disse, acenando para ele. Ele derramou a bebida em ambos os copos e deslizou um perto de mim. - Você irá precisa disso. - Ele sorriu e virou sua dose. Mordi o lábio, mas decidi que era uma boa ideia. Eu engoli de uma vez e fiz o meu melhor para não fazer uma careta quando desceu


queimando minha garganta. Ele serviu mais uma dose. - Eu tenho um gosto muito particular. - Ele disse enquanto bebia mais uma dose. Olhei ao redor da sala, levando em conta as belas cores escuras e obras de arte abstrata que cobriam as paredes. - Eu gosto do seu gosto. - Eu disse timidamente. - Não foi isso que eu quis dizer. - Ele respondeu com um sorriso enquanto retirava os copos. - Eu gosto de estar no controle. Mas eu nunca irei fazer qualquer coisa que você não queira que eu faça. - Ele continuou falando e me deixando nervosa. Ele caminhou ao redor da ilha e colocou a mão no meu pescoço, deslizando os dedos por cima do meu peito, parando pouco antes de chegar aos meus seios. Eu arqueei meu corpo em direção a ele e mordi meu lábio com antecipação. Sua respiração estava pesada e eu poderia perceber que ele estava lutando em continuar ou não com isto. - Eu entendo. - Eu respondi. - Se você tivesse entendido você não iria morder o lábio assim. - Ele respondeu, com a voz baixa. Ele se inclinou para me beijar, empurrando seu corpo contra o meu. Eu encostei contra a


bancada, os tijolos cortando minhas costas. Corri minhas mãos sobre seu peito e me atrapalhei com os botões de sua camisa. Meus dedos tremiam de nervosismo. Ele capturou minhas mãos nas suas e as segurou firme. - Você já fez isso antes? - Ele perguntou, seus olhos procurando os meus. - Eu não tenho por hábito dormir com professores. - Eu respondi asperamente. - Não foi isso que eu quis dizer. - Ele disse e eu sabia exatamente o que ele estava perguntando. - Não. - respondi timidamente, olhando para seu peito, com medo de fazer contato visual. Ele se empurrou para trás de mim, quando uma expressão de horror brilhou em seu rosto. Sentindome constrangida, eu cruzei meus braços sobre o peito. - Olhe para mim. - Ele exigiu, mas eu não podia me forçar a fazer isto. - Olhe para mim. Ele rosnou quando levou seus dedos e inclinou meu queixo para cima. Seus olhos procuraram os meus e por um momento ele parecia tão chateado quanto eu. - Eu não posso fazer isso. - Ele disse calmamente e passou os dedos pelo cabelo escuro. Ele virou as costas para mim e eu quis desaparecer. O álcool estava aquecendo meu corpo e de


repente me senti dominada pela emoção. Senti as lágrimas saltando nos meus olhos. Eu sabia que não poderia mantê-las para dentro, assim eu fui para a porta. - Eu encontro o meu caminho para casa. - Eu avisei de costas, tentando esconder o tremor na minha voz. O Sr. Honor me seguiu e agarrou meu braço enquanto eu chegava à porta, me virando para encará-lo. Minhas lágrimas começaram a derramar e ele olhou para mim com piedade. Eu queria gritar. Eu arranquei minha mão de sua mão e saí, batendo a porta atrás de mim. Eu fiz meu caminho até a escada mal iluminada. Eu percebi que meus livros ainda estavam em seu carro, mas eu decidi deixá-los. Eu estava tomando toda minha força para não sentar e chorar. Eu só queria ficar o mais longe possível daqui. Capítulo Dez Eu puxei meu telefone celular e liguei para Becka enquanto eu caminhava pela rua de cascalho de volta para a parte principal da cidade. - Hey! - ela gritou ao atender. Eu tirei o telefone da minha orelha e abaixei o volume. - Hey! O que está acontecendo? - Eu perguntei, gritando de volta para ela.


Parecia que ela estava no meio de um show de rock. - Eu estou no bar com Claire e alguns caras da faculdade. Aqui está fodidamente demais! ela riu e pude ouvir as pessoas gritarem no fundo. - Você deve vir! Eu ouvi Jeff falar que te acha a maior gostosa! - Eu procurei em minha mente, tentando lembrar quem era Jeff, mas o nome não me soava familiar. - Onde você está? - Eu perguntei, mas tudo que eu consegui ouvir eram gargalhadas e música alta. Depois de um momento, a linha caiu. - Foda-se - eu murmurei para mim mesma. Meu telefone iluminou e zumbiu na minha mão. - Venha me pegar. - Eu disse assim que atendi. - Onde você está? - Sr. Honor respondeu. Eu puxei o telefone da minha orelha e li - número desconhecido - . - Como se você se importasse. - Eu respondi, não tentando esconder a minha raiva em relação a ele. Eu me sentia completamente rejeitada. - Eu só quero ter certeza que vai chegar em sua casa em segurança. - Ele respondeu e eu podia ouvir a frustração em sua voz.


- Eu não estou indo para casa. Eu vou sair! - Eu respondi e desliguei o telefone. Sorri para mim mesma e liguei para Becka novamente. Ela respondeu após vários toques e me disse que estava em um clube local não muito longe de onde eu estava. Eu cheguei ao clube pouco antes do anoitecer. A música podia ser ouvida a um quarteirão de distância. Eu fui capaz de entrar sem nenhum esforço. Andei pela sala lotada a procura de Becka e Claire. Eu não consegui encontrá-las em lugar algum. - Você quer beber alguma coisa? Um homem com cabelo loiro escuro perguntou atrás de mim, desconfortavelmente perto. - Ela não quer nenhuma bebida sua. - Becka gritou alguns metros de distância. - Hey! - Eu gritei, feliz em vê-la. - Venha, eu vou te pegar uma bebida. - Ela disse, envolvendo seu braço em volta da minha cintura e me puxando em direção ao bar. O som estava tão alto que eu mal conseguia ouvir meus pensamentos. Senti meu celular vibrar no bolso enquanto tomamos uma rodada de tequila. Eu deslizei para fora e olhei para a tela. - Número desconhecido. - Eu empurrei de volta para o bolso. - Vamos tomar outra rodada! - Eu gritei e todos ao nosso redor aplaudiram. Eu bebi outra


dose com vários rapazes reunidos em torno de nós. - Este é Jeff. - Becka disse, apontando para uma pessoa embriagada ao seu lado. Ele era magro, mas musculoso e tinha um sorriso incrível. - Hey! - Eu disse, mordendo o lábio. - Nós trabalhamos no ginásio do campus na mesma época. Deixe-me te pagar uma bebida. - Ele disse, inclinando-se para sussurrar no meu ouvido. Eu balancei a cabeça e ele levantou a mão, sinalizando para o garçom nos servir mais bebidas. Eu bati a dose de uma vez, pegando a cerveja do lado de Jeff para tomá-la também. Ela desceu queimando, mas os efeitos já estavam chegando e eu só queria esquecer o resto do dia. Meu telefone continuava a zumbir e acender no meu bolso, mas eu ignorei. Eu tinha feito um grande papel de idiota o suficiente por um dia. - Quem é este? - Claire perguntou, arrancando o telefone da minha calça. - Não é ninguém. - Eu entrei em pânico quando ela pegou o telefone. Ela segurou-o afastado de mim e atendeu. - Alô? - ela respondeu, e minhas bochechas queimaram vermelhas de raiva. - Ela está aqui. Você devia nos encontrar, nós estamos arrebentando. - Ela disse e sorriu


para mim, atirando uma piscadinha. - Até logo. - Ela desligou o telefone, segurando-o para mim. - Por que você fez isso? - Eu perguntei. - Você nunca me disse que tinha um namorado! - Ela respondeu com raiva simulada. Jeff fez uma careta e eu rapidamente expliquei. - Ele não é meu namorado. Ele é apenas um idiota. - Eu disse, afastando as preocupações de Jeff. Ele sorriu e pediu outra rodada. Eu bebia as doses rapidamente. A sala começou a girar em torno de mim com a batida da música. - Você está bem?- Claire perguntou enquanto agarrava meu braço. - Eu estou bem. - Eu respondi, me afastando dela. - Eu só preciso usar o banheiro. - É ali. - Ela apontou na direção da pista de dança a um sinal brilhante onde se lia banheiros. Eu balancei a cabeça e comecei a fazer o meu caminho através da multidão. Eu fui empurrada tantas vezes, que quando consegui chegar ao banheiro já estava passando mal. - Você está bem? - Uma mulher perguntou quando eu atravessei a porta. - Por que todo mundo fica me perguntando isso? - Eu a empurrei para o lado e corri para uma cabine vazia, apenas a tempo de vomitar. Bateram na porta e abriram, surgindo uma mulher.


- Posso te ajudar em alguma coisa? - perguntou ela. Eu neguei com minha cabeça, mas ela se recusou a me deixar sozinha. - Venha aqui. - ela disse e me levantou do chão, me levando até a pia e jogando água fria no meu rosto. Ela me pediu para puxar meu cabelo para trás e respirar fundo. Eu fiz e imediatamente me senti um pouco melhor. - Melhor? - perguntou ela. Eu balancei a cabeça e peguei as toalhas de papel que estava segurando para mim. - Eu acho que você deveria encerrar a noite. - Ela disse e eu concordei com a cabeça novamente. - Obrigada. - Sussurrei e sai para encontrar os meus amigos. Claire estava praticamente brilhando quando cheguei do seu lado. - Você está pronta para outra rodada? - ela perguntou e a ideia fez o meu estômago revirar novamente. - Eu acho que eu já tive o suficiente. - Eu respondi, envergonhada. Ela franziu a testa para mim e Jeff olhou desapontado, mas ele parecia já estar flertando com Becka. - Ligue-me amanhã! Nós vamos viajar neste fim de semana. - Ela berrou sobre a música e todos ao seu redor aplaudiram.


- Ok. - Eu disse e fui em direção a saída. Assim que o ar fresco da noite me bateu, me senti mais fortalecida. Eu puxei para fora meu telefone para chamar minha tia que pareceu não notar que eu não voltei para casa depois da faculdade. O telefone se iluminou antes que eu pudesse ligar. Era número desconhecido e eu sabia exatamente quem era. - O que foi? - Eu respondi com raiva, o álcool me fazendo sentir mais ousada do que de costume. - Você parece que bebeu bastante. - Sr. Honor respondeu, seu tom de voz beirando a raiva. Olhei em volta do estacionamento. Ele estava encostado em seu carro a alguns metros de mim. - Eu posso cuidar de mim mesma, mas obrigada pela sua preocupação. - Eu atirei de volta e eu pude vê-lo sorrindo. - Eu vou te dar uma carona. - Ele respondeu friamente. Eu revirei meus olhos, mas decidi que eu não tinha muita escolha. Todos meus amigos estavam bêbados demais para dirigir. - Está bem. - Eu respondi e desliguei o telefone. Eu tentei o meu melhor para olhar com


raiva, mas ele continuava a sorrir e tudo que eu conseguia pensar era em beijá-lo novamente. Ele abriu a porta do passageiro e eu deslizei para o meu lugar o mais graciosamente que consegui. Capítulo Onze Nós seguimos em silêncio por alguns minutos, enquanto entrávamos na pista principal. As ruas estavam repletas de pessoas que estavam curtindo o tempo agradável. Eu passei meus braços em volta da minha cintura desejando que eu tivesse jantado antes de beber. - Divirtiu-se? - Sr. Honor perguntou, os músculos flexionados sobre sua mandíbula cerrada. - Eu tive ótimos momentos. - Eu respondi com mais grosseria do que o necessário. Ele olhou para frente optando por não responder. - Para onde estamos indo? - Eu perguntei depois de mais alguns minutos de silêncio desconfortável. - Para o meu apartamento, você precisa comer alguma coisa. - Ele disse enquanto me olhava pelo canto do olho. Eu pensei em protestar, mas eu estava morrendo de fome. De qualquer forma, eu sabia que na casa da minha tia não teria comida.


- Eu preciso ligar para minha tia. Se ela chegar em casa e eu não estiver lá, ela vai me encher o saco. - Eu disse enquanto pegava meu telefone do meu bolso. Ele estendeu a mão sobre o telefone antes que eu pudesse marcar os números. Envie-lhe uma mensagem. Diga que você está hospedada na casa de uma amiga. Ela não vai gostar de saber que você esta acompanhada do seu professor. Ele olhou para mim, esperando minha aprovação. Eu balancei a cabeça e ele retirou a mão. Enviei uma mensagem rápida informando que eu estava passando a noite com Becka. Eu sempre poderia dizer que mudei meus planos, quando o Sr. Honor me levasse para casa mais tarde. Eu coloquei o telefone de volta no meu jeans quando chegamos ao antigo armazém. Ele estacionou o carro e ficou sentado por um momento, pensando em algo. Seja o que for, ele não compartilhou comigo. Eu me sentia incrivelmente nervosa agora. Saí e esperei por ele. Ele fez sinal para eu subir as escadas, colocando a mão nas minhas costas enquanto eu caminhava. Seu toque era elétrico contra a minha pele. Mordi o lábio e tentei pensar em nada além de seu toque.


Quando entramos, fomos direto à cozinha e ele começou a tirar coisas da geladeira. Senteime em uma banqueta no balcão e o assisti trabalhar. Ele preparou um sanduíche com salada de ovo e um copo grande de água. Acenei para afastar a bebida, mas ele empurrou-a mais perto, me dando um olhar severo. Peguei o sanduíche e dei uma pequena mordida. - Obrigada. - Eu disse baixinho antes de dar outra mordida. Ele acenou com a cabeça, passando as mãos pelo seu cabelo escuro. Ele pegou a garrafa de bebida que ainda estava no balcão e derramou uma dose. Eu assisti ele engolir e repetir o processo várias vezes. Sinto muito por mais cedo. - Eu sussurrei, evitando seu olhar. Ele balançou a cabeça e pensou por um momento antes de responder. - Sou o único que deve pedir desculpas. - Respondeu ele. - Eu nunca deveria ter te trazido aqui. Eu não posso fazer isso com você. - Meu coração afundou com sua confissão. Ele engoliu outra dose. Eu me senti mal, não por causa do excesso de álcool, mas por suas palavras. Eu me empurrei para trás do balcão e me dirigi para a porta.


- Você já disse isso. - Eu disse com raiva enquanto as lágrimas desciam pelos meus olhos. Ser rejeitada por ele duas vezes no mesmo dia era demais. Eu agarrei a maçaneta abrindo a porta um pouco antes dele empurrá-la fechada atrás de mim. Eu me virei de frente para ele, uma lágrima escapando do meu olho. - Eu não disse que eu não quero, eu disse que não podia. - Ele explicou enxugando uma lágrima do meu rosto com o polegar. Eu passei minha mão em torno dele e empurrei meu rosto mais duro contra a palma da sua mão. - Você não quer isso. - Ele disse calmamente enquanto meu rosto se aproximava mais dele. Estendi a mão e comecei a desabotoar sua camisa de novo, desta vez com as mãos estáveis. Seu corpo era duro e tonificado, seus músculos flexionados sob meus dedos. Eu empurrei a camisa de seus ombros e ele deixou cair os braços, fazendo com que ela caísse no chão. Seus dedos trabalharam rapidamente para desfazer o cinto enquanto seus olhos ficaram travados nos meus. Ele puxou seu cinto de suas calças e dobrou-o em sua mão enquanto abria o botão da calça jeans.


- Você foi uma garota muito má. - Sua voz estava cheia de raiva e desejo. De repente, senti pânico quando percebi que ele ainda segurava o cinto na mão. - Venha aqui. Ele ordenou. Eu dei um pequeno passo mais perto dele. - O que você vai fazer comigo? - Eu perguntei, nervosa. Ele agarrou minha bunda ainda ilesa e empurrou contra seu quadril firmemente. Engoli em seco quando o senti empurrando seus dedos em mim. - Eu vou puni-la. - Ele sussurrou em meu ouvido. Capítulo Doze Suas palavras enviaram uma sacudida de prazer pelo meu corpo e minha calcinha ficou encharcada. Eu esfreguei minha mão lentamente contra ele enquanto ele balançava seus quadris para encontrar o meu ritmo. - Isso é bastante divertido para você. Agora é a minha vez. - Ele disse sombriamente enquanto me puxava para dentro de um pequeno quarto. - Aqui eu mando. Aqui dentro você pertence a mim. - Ele explicou, mas seu tom mudou quando ele olhou para mim.


- Nós iremos devagar no início. - Ele disse, enquanto caminhava em minha direção. Meus olhos dançaram sobre o quarto. Era branco com uma cama gigante no centro. Uma pequena cômoda ao lado da cama e uma espreguiçadeira encostada na parede do lado oposto. Ele pegou meu rosto em suas mãos e me beijou apaixonadamente. Eu relaxei contra ele enquanto suas mãos deslizavam sobre meus quadris. Eu estendi a mão e passei os dedos para baixo no seu estômago, mas ele me agarrou. - Você não pode me tocar a não ser que eu permita. Entendeu? - Eu balancei a cabeça para que ele continuasse a me beijar. Eu não ligava para o que ele falasse no momento. Tudo que eu queria era senti-lo contra mim. Seus dedos deslizaram sob a minha camiseta e eu ofeguei sem ar. Sua boca deixou a minha, enquanto me observava contorcer sob seu toque. Ele arrancou minha camiseta e foi para trás para olhar para mim. Eu não usava sutiã neste dia e me senti completamente exposta. Eu cruzei meus braços sobre o peito para me esconder. - Mova os seus braços. Eu quero ver você. - Ele ordenou. Eu lentamente abaixei os braços, mordendo meu lábio, incapaz de olhar nos olhos dele.


- Olhe para mim! - Ele ordenou e meus olhos dispararam para cima. Ele chegou mais perto, seus dedos puxando a cintura da calça. Ele beijou meu pescoço e lançou beijos minúsculos no meu ombro e no meu peito. Seus dedos rapidamente abriram o botão e o zíper da minha calça, enquanto capturava meu mamilo na sua boca. Eu respirei surpresa. Ele olhou para mim, enquanto sua língua circulava novamente e novamente. Eu me empurrei para ele, envolvendo minhas mãos em seu cabelo e puxando delicadamente. - Menina má. - Ele disse com decepção. - Eu sei como podemos corrigir isso. Falou enquanto lambia os lábios e puxava o cinto em suas mãos. - Deite-se. - Ele ordenou e fez um gesto em direção à cama. Eu deslizei por ele, inalando o cheiro maravilhoso de sua colônia e rastejei sobre a cama de grandes dimensões. Ela tinha um acabamento cereja escuro e a cabeceira e estribo eram de madeira. Ele se arrastou em cima de mim e olhou para cima e para baixo do meu corpo, enquanto deslizava o cinto pela minha vagina e sobre o meu peito. - Dê-me suas mãos. - Ele disse calmamente. Eu coloquei minhas mãos na frente. Ele


apertou meus pulsos juntos e enrolou o cinto em torno deles, puxando em cima da minha cabeça e deslizando o cinto através de uma abertura na cabeceira da cama. - Assim está melhor. - Ele sussurrou em meu ouvido, beijando ao longo da minha mandíbula e depois deslizando sua língua em minha boca. Eu empurrei de volta com a minha língua enquanto seus quadris amassavam os meus. Suas mãos puxaram a minha calça jeans, deslizando-as mais para baixo, deixando minha calcinha no lugar. Minha respiração acelerou enquanto seus lábios percorriam meu corpo, sugando duro quando ele alcançou meu mamilo. Eu gemia alto, esfregando meus quadris contra ele. - Shhh.. - Ele sussurrou enquanto deslizava a mão dentro da minha calça esfregando minha calcinha. Eu gemia mais alto e sua mão parou. - Eu avisei. - Ele repreendeu com um sorriso sádico. Ele se levantou de cima de mim. - Fique de costas. - Ele ordenou. Eu hesitei. – Agora. - Ele disse com os dentes cerrados. Eu virei e meu coração disparou. Ele puxou meu jeans e os jogou longe. Suas mãos deslizaram sobre meu traseiro várias vezes, os dedos mergulhando entre as minhas pernas e esfregando o meu


sexo. De repente, sua mão desceu duro em minha bunda me fazendo gritar de dor. - Shhh... - ele disse novamente quando a sua mão desceu mais forte. Mordi o lábio tentando segurar meus gritos. Sua mão deslizou suavemente sobre a minha parte inferior ferida. Senti seus lábios quentes me beijarem e em seguida, eles foram rapidamente substituídos pela sua mão. Eu não conseguia me conter, quando a dor chegava, eu queria gritar com ele, mas parte de mim queria mais. - Boa menina. - Ele sussurrou em meu ouvido e eu podia ouvir o barulho da sua calça deslizando pelas pernas. - Agora você vai receber uma recompensa. Seu corpo baixou até o meu e eu podia sentir seu sexo contra minhas áreas mais sensíveis. Ele esfregava seus quadris no meu e eu empurrei para frente, levantando a bunda. - Você me quer? - Ele perguntou. - Sim. - Eu ofegava. Seus quadris empurraram mais forte em mim. - Sim, o que? - Ele perguntou, sua respiração fazendo cócegas em minha orelha. - Sim, senhor. - Eu respondi em um gemido baixo. - Ainda não. - Ele sussurrou e seu corpo saiu de cima do meu. Eu não gostava de ser torturada assim. Eu puxava o cinto para libertar as mãos, mas elas estavam amarradas com muita


força. - Role de novo. - Ele ordenou e eu lentamente virei por cima. Ele estava do lado da cama completamente nu, acariciando-se com a mão enquanto lambia os lábios. - Abra suas pernas. - Ele exigiu. Eu deslizei meus pés ligeiramente. Escancarada! - Ele berrou com raiva. Coloquei minhas pernas mais distantes, enquanto o assistia dar prazer a si mesmo. Ele se arrastou para a cama, posicionando-se entre minhas pernas. Sua mão livre deslizou sobre minha calcinha, esfregando em mim enquanto mantinha o mesmo ritmo no seu pau. Eu me esfregava contra ele, fechando os olhos, completamente perdida no prazer. - Olhe para mim. - Ele ordenou, esfregando mais e mais rápido. Engoli em seco, mas segurei meus gemidos. Ele se inclinou mais perto, beijando minha coxa. Ele fez cócegas e eu tentava desesperadamente puxar minhas pernas mais perto, mas ele as empurrou para trás. Ele beijou lentamente ao longo da linha da minha calcinha, respirando quente sobre mim. Ele deslizou os dedos dentro da minha calcinha. - Você está tão molhada. Eu me pergunto como será o seu gosto. - Ele disse


enquanto puxava lentamente minha calcinha para o lado e começava a me provocar com a língua. Eu arqueei minhas costas para fora da cama tentando desesperadamente obter mais dele. Quando eu me empurrei para cima, ele enfiou o dedo dentro de mim. Sua língua continuou enquanto seu dedo se movia mais rápido e com mais força. Fui me acostumando com o seu ritmo e logo tornou-se incrível. Eu combinava com seus movimentos mexendo os meus quadris quando ele deslizou outro dedo, me preparando para ele. Meu corpo começou a tremer enquanto ondas de prazer me percorriam. Não era parecido com nada que eu já senti. Fiquei parada enquanto os tremores de meu orgasmo pulsavam através de mim. Sr. Honor mudou-se para o comprimento do meu corpo e lentamente empurrou seu peso em cima de mim. - Você tem um gosto incrível. Eu quero que você prove o quão incrível você é. Ele disse em uma voz rouca enquanto seus lábios encontravam os meus. Tentei fechar meus lábios, mas sua língua forçou seu caminho em minha boca. Eu podia sentir meus sucos salgados em seus lábios. Eu


tentei fazê-lo parar, mas cada vez que eu lutava, ele se tornava mais forte. Eu colei meu quadril contra o dele e ele se esfregou em mim. Ele enrolou seus dedos em minha calcinha e puxou, rasgando-a fora do meu corpo. Ele pressionou contra a minha entrada, lentamente. Ele era muito maior do que eu esperava. Ele se segurou assim, parcialmente dentro de mim enquanto nos beijávamos. Quando eu relaxei meu corpo, ele lentamente balançou os quadris em mim. Depois de alguns momentos, eu comecei a balançar o meu corpo com o seu enquanto ele empurrava mais e mais dentro de mim. - Tudo bem? - Ele perguntou, certificando-se de que eu poderia lidar com ele. - Sim. - Eu respirei e ele empurrou seus quadris mais fortemente contra o meu. Eu gritei e ele continuou se esfregando mais e mais duro em mim, até que ele estava completamente dentro. Eu puxei desesperadamente contra o cinto, desejando que eu pudesse tocá-lo. Ele parou de repente, me puxando junto até a cômoda perto de mim e pegando um pacote de preservativo na gaveta. Ele rasgou o pacote e deslizou o preservativo sobre si mesmo em um


movimento rápido. - Se eu ficar muito áspero você precisa me avisar. - Mordi o lábio e assenti. - Responda-me! - Ele ordenou. - Sim, Senhor. - Eu soltei um gemido baixo. Ele empurrou duro, batendo seu corpo contra o meu. Ele não tentou ser gentil. Seu polegar encontrou meu ponto de prazer e ele esfregou em pequenos círculos. Senti meu corpo apertar ao redor dele e ele gemeu, apertando sua mandíbula enquanto mantinha um ritmo perfeito. Meu corpo começou a tremer incontrolavelmente debaixo dele, mas ele não abrandou. Quando meu orgasmo chegou, ele empurrou ainda mais e mais forte, caindo em cima de mim ofegante. Ele preguiçosamente pegou o cinto e libertou as minhas mãos. Capítulo Treze Esfreguei meus pulsos cautelosamente enquanto ele saia da cama e vestia seus jeans. Ele pegou minha calça e camisa e jogou na cama, sem me olhar nos olhos. Coloquei minhas roupas rapidamente me perguntando o que eu tinha feito de errado. Ele pegou minha calcinha rasgada do chão e deslizou-as em sua gaveta da cômoda e rapidamente saiu da sala. Eu terminei de me vestir e segui atrás dele. Ele foi até a cozinha, servindo-se de


uma outra dose. Eu andei por trás dele, envolvendo minhas mãos em torno de sua cintura. - Não. - Ele disse baixinho me empurrando com as mãos. Ele tomou outra dose e eu me senti envergonhada. - Eu fiz algo errado? - Eu perguntei, preocupada que ele não tenha sentido tanto prazer quanto eu. Isso não era exatamente como eu tinha imaginado para minha primeira vez, mas não me arrependia. Ele não respondeu, apenas olhou para longe. - Eu estou indo para casa. Eu não moro muito longe daqui. - Eu disse, deixando a tristeza escapar na minha voz. Ele serviu outra bebida, sem tirar os olhos de cima da garrafa. Eu deslizei para fora da porta e desta vez ele não tentou me parar. Eu fiz meu caminho até a escada mal iluminada e percebi que meus livros ainda estavam em seu carro, mas eu decidi deixá-los. Eu estava usando toda minha força para não quebrar e chorar. Eu só queria chegar o mais longe possível daqui. Eu peguei meu telefone, mas percebi que eu não tinha ninguém para ligar. Cruzei meus braços sobre o peito e caminhei rapidamente em direção a minha casa.


Os efeitos do álcool me deixaram ainda mais cansada. Eu podia ver os faróis refletindo no edifício em frente a mim quando um carro estacionou ao meu lado e parou. - Entre. - O Sr. Honor disse com raiva. Recusei-me a olhar para ele e comecei a andar mais rápido. Seu carro ficou lentamente rodando ao meu lado enquanto eu continuei. – Entre. - Ele berrou mais alto e eu poderia afirmar que ele estava realmente chateado. - Foda-se! - Eu berrei de volta, surpreendendo-me. Ele parou seu carro e saltou para fora. Eu parei, perguntando o que ele ia fazer quando ele andou na minha direção. Ele estava vestindo apenas calça jeans e nada mais. - Deixe-me em paz. - Eu berrei com raiva, mas ele continuou vindo. - Vamos. - Ele disse enquanto agarrava meu braço, me puxando em direção ao seu carro. Tentei me soltar, mas ele apertou ainda mais. Ele abriu a porta e esperou que eu entrasse. Eu olhei para ele e deslizei para o banco. Ele fez o seu caminho para o lado do motorista e entrou, batendo a porta com força atrás dele. - Eu deveria ter me mantido afastado de você. - Ele disse calmamente. - Agora que você pensou nisto? - Eu perguntei e ele agarrou o volante com força, os nós


dos dedos ficando brancos. Ele olhou para mim com raiva e de repente eu lamentei a minha atitude. - Eu não sou bom para você, Emma. - Ele suspirou. Eu olhei para cima para encontrar seus olhos. Ele parecia triste e com raiva, mas eu não tinha certeza se era de mim ou dele. - Sim, eu entendi. Você não me quer. - Eu revirei meus olhos e lutei contra as lágrimas que surgiram novamente. - Eu não quero você? - Ele riu, seu rosto demonstrando confusão. - Emma, eu só quero você! Sua expressão ficou séria novamente. - É isso que você queria para sua primeira vez? Alguma pessoa te amarrando? Te fodendo e humilhando você? - Ele perguntou e eu percebi que ele estava chateado com ele mesmo e não comigo. Eu relaxei um pouco e pensei em como responder. - Isto obviamente não é o que eu imaginava, mas foi bem prazeroso para mim. Eu disse calmamente. Seus olhos se iluminaram com minha resposta. - Eu sei que é assim que você faz. - Ele lambeu os lábios e aquela sensação maravilhosa rolou pelo meu corpo até minhas áreas mais íntimas. Mordi o lábio e coloquei meu cabelo atrás da


minha orelha. - Não é como se nós não pudéssemos tentar de novo. Eu podia sentir meu rosto queimar de vergonha no momento que as palavras saíram da minha boca. Ele tragou forte e balançou a cabeça com o pensamento. Eu tive o suficiente de sua rejeição por um dia. Abri a porta pronta para correr no escuro para que eu pudesse chorar sozinha. - Espere Emma. - Ele chamou, agarrando o meu braço para que eu não saísse. Eu não quero dizer que eu não quero fazer isso de novo com você, mas eu não posso te dar o que você quer. O que aconteceu lá é tudo que eu sou. Não há nenhuma chance de ser mais do que isto comigo. Eu não me relaciono afetivamente. Eu não me importo com as pessoas. - Ele explicou e minha cabeça começou a flutuar com toda esta informação. - Então, por que você está aqui? Por que simplesmente não me deixou ir para minha casa? Eu perguntei. Ele parecia ter sido pego totalmente de surpresa. - Eu não sei. - Seu aperto afrouxou no meu braço. Eu balancei a cabeça, percebendo que eu tinha cometido um erro enorme. Eu tinha construído uma imagem do Sr. Honor de uma pessoa que não existia, exceto na minha imaginação.


- Boa noite, Sr. Honor. - Saí para a rua escura. - William. - Ele falou. - O quê? - Eu perguntei, voltando-me para o carro. - Meu nome é William. Por favor, volte para o carro. Não é seguro aqui para você. - Eu pensei sobre isso por um momento, olhando ao redor da estrada mal iluminada. - Por favor - Ele repetiu, sua voz grave de preocupação. Eu percebi que ele estava certo e voltei para o carro. A última coisa que eu queria fazer era andar. Nós ficamos em silêncio, eu falava apenas as instruções para chegar a minha casa. Ele estacionou na estrada, no caso de minha tia passar pela janela, mas a calçada estava vazia. - Obrigada. - Eu disse timidamente. Ele olhou para frente, apertando sua mandíbula. Eu saí e fiz meu caminho para casa. Ela estava vazia e eu estava grata que não seria necessário inventar nenhuma desculpa. Fui pelo corredor para o meu quarto, acendendo a luz ao entrar. Quando eu espreitei pela janela, vi o carro do Sr. Honor longe, as luzes traseiras desaparecendo na escuridão. Hoje foi cansativo. Eu não podia esperar para rastejar na cama e dormir um pouco.


Capítulo Catorze No dia seguinte, eu acordei me sentindo muito melhor do que achei que estaria. Eu fui até a cozinha e enchi um copo grande de água e tomei com uma aspirina. Meu corpo estava um pouco dolorido, mas eu não queria pensar sobre o porquê. Engoli em seco e voltei pelo corredor procurando minha tia. - Judy? - Eu chamei enquanto puxava minha camisa para baixo para cobrir minha calcinha. Bati na porta, mas não houve resposta. Eu revirei meus olhos e voltei para a cozinha para encontrar algo para comer. Peguei uma caixa de ovos da prateleira e decidiu fazer uma omelete. Enquanto derretia a manteiga na panela, voltei para o meu quarto para pegar meu telefone celular. A tela mostrava que eu tinha três chamadas perdidas. Eu tinha esquecido de ligar o toque na noite passada, depois de deixar o clube. Eu rolei os números. Duas chamadas eram de Becka e um era desconhecido. Eu sorri, mas decidi voltar às chamadas depois que eu comesse. Enquanto os ovos fritavam, meu telefone tocou novamente e alguém bateu ruidosamente


na porta da frente. Eu ignorei a chamada e fui para a sala, arrumando minhas roupas com as quais eu tinha dormido na noite anterior. As batidas ficaram mais fortes e eu abri a porta com raiva. - William? - Eu disse quando vi o Sr. Honor do outro lado. - Você está bem? - Ele perguntou, seus olhos procurando os meus. - Eu estou ótima. - Eu disse enquanto caminhava de volta para a cozinha para verificar a minha comida, deixando a porta aberta para ele me seguir. O que há de errado? Parecia que ele não tinha dormido a noite toda. - Por que você não respondeu minha chamada? - Ele perguntou, sua preocupação substituída por raiva. - Eu ia ligar, assim que eu comesse alguma coisa. - Eu virei o omelete com a espátula. Por que você está aqui? Se a minha tia estivesse em casa, ela chamaria a polícia! - Eu dividi o omelete na frigideira e peguei dois pratos, puxando conscientemente a minha camisa. Eu podia sentir seus olhos em mim. - Eu estacionei na rua. Alguém passou por aqui? Qualquer um que parecia estranho? - Ele perguntou vagamente.


- Só você. - Eu brinquei e estendi um prato. Ele revirou os olhos e pegou a comida, me seguindo para a mesa. - Por quê? Alguém está me procurando? - Eu perguntei e sua expressão tornouse mais dura. Ele correu os dedos pelo cabelo escuro e soltou um longo suspiro. - Eu não consigo parar de pensar em você. - Ele disse, com os olhos fixos nos meus. Meu rosto ficou vermelho e eu olhei para baixo na mesa, tentando esconder o meu embaraço. - Olhe para mim. - Ele disse com firmeza e lentamente eu levantei meus olhos para ele. Ele acariciou minha bochecha rosa com o dorso da mão, enviando uma onda de prazer pelo meu corpo. Mordi o lábio esperando ele falar. Sem aviso, seus lábios encontraram os meus, avidamente. Sua mão enrolada no meu cabelo, puxando delicadamente. - Não podemos. - Eu respirei enquanto seus lábios percorriam meu pescoço. Ele me virou e me empurrou de bruços sobre a mesa. - É melhor você me mostrar o seu quarto antes que eu transe com você aqui. Suas palavras foram sussurradas baixas em meu ouvido, enquanto ele puxava minha calcinha. Eu não


poderia responder. Minha mente estava girando e tudo que eu queria era sentir o seu toque. Ele colocou o dedo dentro de mim, empurrando-me com mais força contra a mesa. - Okay. - Eu murmurei entre as respirações ofegantes. - Boa menina - Sua respiração fazendo cócegas na minha orelha com cada palavra. Voltei pelo corredor em transe, querendo sentir suas mãos em mim novamente. Eu estava oprimida por sua contundência e o efeito que ele tinha sobre mim. Antes quando estávamos juntos, ele lutava para resistir, mas agora ele tinha cedido a seus impulsos e não estava mais preocupado com as consequências. Olhei por cima do ombro para ele quando chegamos à minha porta. Sem aviso, ele levantou-me em seus braços e me levou para dentro, chutando a porta atrás dele. Eu passei meus braços em volta do seu pescoço, saboreando cada momento que ele me deixava tocá-lo. Ele me deitou na minha cama e começou a desabotoar a camisa. Mordi o lábio ao vê-lo se despir. Ele jogou a camisa de lado em um movimento rápido. Seus olhos dançaram sobre minhas pernas enquanto ele tirava o cinto e eu me contorcia sob seu olhar. Ele deixou o


jeans pendurado baixo em seus quadris. - Você não tem ideia das coisas que eu quero fazer com você. - Suas palavras saíram lentamente enquanto ele deslizava o cinto de couro marrom entre as mãos. Sentei-me na beira da cama e levei a minha mão sobre seu estômago, esfregando o traçado musculoso acima de suas calças. Ele sorriu maliciosamente para mim enquanto suas mãos agarraram as minhas. Ele me empurrou com força de costas na cama, seu corpo caindo em cima do meu com força suficiente para eu suspirar forte. Lutei embaixo dele, mas o seu peso me mantinha em cativeiro. - Eu gosto quando você luta. - Sua voz estava excitada e enviou choques de prazer através do meu corpo. Chupei uma respiração profunda e contrai meus quadris contra ele. Seu aperto aumentou em torno de meus pulsos, forçando minhas mãos acima da minha cabeça. Ele esfregava seus quadris nos meus e eu não era capaz de tocá-lo. Ele colocou o cinto em torno de meus pulsos e apertou.


- Assim está melhor. - Ele disse enquanto suas mãos percorriam meu corpo, segurando-me nos quadris e me puxando mais baixo na cama. Ele me virou de costas. Minhas pernas penduradas sobre a borda. Eu podia ouvi-lo livrando-se de suas calças e depois seus dedos deslizaram ao longo de meus quadris, rolando a minha calcinha até meus joelhos que agora estavam no chão. A mão dele bateu com força e sem aviso em meu traseiro, fazendo-me gemer enquanto eu agarrava meu cobertor firmemente em minhas mãos. Ele atacou novamente, desta vez mais duro e antes que eu pudesse me recuperar, ele enfiou duramente dentro de mim. Engoli em seco quando ele se inclinou, colocando a mão sobre a minha boca para abafar meus gemidos. Seu corpo bateu em mim uma e outra vez. Eu fiquei tensa embaixo dele, mas ele não abrandou. Ele respirava pesadamente no meu ouvido, o som dele se divertindo me fez sentir poderosa mesmo que eu estivesse completamente impotente debaixo dele. Eu deslizei minha língua pelos meus lábios e ele correu seus dedos por eles. Sua respiração ficou presa na garganta e ele mordeu de leve na minha orelha. Com sua mão relaxada, deslizou seu dedo em minha boca e eu o chupei. Seus


movimentos imitaram os movimentos da minha boca. Sua mão livre enrolada em meu cabelo e ele empurrou minha boca ainda mais nos seus dedos. Eu podia sentir minha parede apertando em torno dele. - Emma! - A voz da minha tia ecoou no corredor. William apertou sua mão de volta na minha boca, me mantendo tranquila e ainda debaixo dele. Ele deslizou mais profundo dentro de mim, lentamente. - Shh.. - Ele sussurrou em meu ouvido. Nós ainda não terminamos. Você realmente precisa ter o seu próprio lugar. Seu peso foi tirado de cima de mim e suas mãos rapidamente desfizeram o cinto. Eu estava imóvel, de joelhos, lutando para recuperar o fôlego. Depois que ele vestiu a calça, abaixou-se pegando minha calcinha nos meus pés e arrastou-se de volta até minha coxa. - Vá ver o que ela quer antes que ela entre aqui. - Eu relutantemente me levantei, me virando para apreciá-lo sem camisa. - Nós terminaremos esta tarde. Ele sorriu e me beijou suavemente no rosto. Eu balancei a cabeça e saí do meu quarto, fechando a porta silenciosamente atrás de mim.


Minha tia estava sentada à mesa, comendo o omelete eu tinha feito para William. Senteime em frente a ela e comecei a comer meus ovos agora frios. - Obrigado pelo café da manhã! Não vá achando que com estas ideias vai me abrandar do seu pequeno truque no outro dia. Eu ainda estou extremamente irritada com você. - Eu revirei meus olhos e balancei a cabeça, empurrando a comida em volta do meu prato. Eu estava começando a me perguntar se Sr. Honor estava propositadamente querendo me deixar maluca. - O que há de errado? - Judy perguntou, me arrancando dos meus pensamentos. - Nada, é que eu estava pensando em sair com alguns amigos hoje. - Eu menti. Ela olhou para mim por um momento antes de responder. - Você deve sair mais. Talvez conseguir um emprego, ajudar por aqui um pouco. Não iria matar você. - Ela levantou-se e jogou o prato na pia, sem se preocupar em enxaguar. Ela entrou na sala e sentou-se, ligando a televisão. - É um trabalho duro, cuidar de uma criança que não é sua. - Ela berrou sobre o som do show. Levantei-me e lavei meu prato na pia. - Vou procurar um emprego hoje. - Eu respondi de volta e andei até o corredor. Eu respirei fundo antes de abrir a porta do quarto. Quando eu estava certa de que minha tia


ainda estava em sua poltrona, eu empurrei a porta e abri lentamente. O quarto estava vazio. Eu fui até a janela e olhei para fora, mas nada estava fora do lugar. Peguei um par de jeans velhos e deslizei pelo meu corpo enquanto pensava sobre o quão perto nós ficamos de ser pegos. A vida de William seria arruinada por um escândalo como este. Peguei minha bolsa e decidi que precisava de um pouco de ar fresco. - Eu estou saindo. - Eu disse e os olhos de minha tia não deixaram a televisão. Eu fui até a garagem. Sentei-me em silêncio por um momento, decidindo se realmente era uma boa ideia ligar para Sr. Honor. Eu decidi enviar-lhe uma mensagem de texto. - Esta é uma má ideia. - Eu bati enviar e sai da garagem. Antes de chegar à estrada, meu telefone se iluminou. - É muito tarde para isso. Você está sozinha? - Mordi o lábio enquanto eu pensava sobre como responder. Estou no meu carro. Virei à direita e me dirigi para o estacionamento do supermercado em frente. Meu telefone se iluminou de novo enquanto eu estacionava meu carro.


- Onde você está? - No supermercado perto da minha casa. - eu respondi - Eu estou indo. Eu respirei fundo e liguei o rádio. Meu coração disparou quando eu pensei sobre ele, seus olhos nos meus, seus lábios. Ele não era nada parecido com o que eu achava que ele seria. Ele era áspero, insensível e contundente. E mesmo assim, eu estava com medo de não ser capaz de ficar longe dele. Ele poderia perder o emprego. Mesmo que eu fosse adulta, ainda era contra as regras ficarmos juntos. Capítulo Q uinze William chegou poucos minutos depois e eu percebi que ele deve ter ficado me esperando em algum lugar por perto. Ele saiu de seu carro, olhando para mim por um longo momento. Eu sabia que não poderia voltar atrás. Eu senti o fogo queimando entre nós e eu não queria nada mais do que estar com ele novamente. - Você está bem? - ele perguntou enquanto se aproximava lentamente - Eu estou bem. - Ele segurou meu rosto com as mãos, beijando-me suavemente na testa.


Eletricidade explodiu entre nós, quando ele me tocou. - Vou pegar suas coisas. Espere no meu carro. - Sua mandíbula apertada enquanto ele falava. Eu balancei a cabeça e caminhei até seu carro. Liguei o rádio enquanto o esperava, procurando nas estações até encontrar algo mais animado. Eu parei em uma estação de rock antigo. Corri meus dedos ao longo de um rosário vermelho escuro que pendia do câmbio de marchas. Eu tentei imaginar o Sr. Honor em uma igreja, mas simplesmente não encaixava. Peguei um pequeno papel dobrado no porta-luvas, olhando pelo para-brisa para me certificar de que ele não estava vindo, antes de desdobrar. - Eu sei o que vocês estão fazendo. Eu farei você pagar. - Engoli em seco. A porta do meu carro bateu e eu olhei para cima para ver o Sr. Honor andando em minha direção com minha bolsa na mão. Eu rapidamente dobrei a nota e coloquei de volta onde eu tinha encontrado. - Encontrou tudo? - Eu perguntei quando ele deslizou a bolsa para o banco de trás. Ele acenou com a cabeça e colocou meu cabelo atrás da minha orelha. Eu travei, desejando que ele me tocasse novamente. Sua mandíbula se apertou


quando ele colocou o carro em sentido inverso e saiu do estacionamento. Nós rodamos em silêncio através da cidade. À luz do dia, Kippling assumia uma cara completamente nova. As ruas lotadas de turistas e aposentados que queriam curtir um dia quente na Flórida. Olhei pela janela para as famílias felizes e meu estômago retorceu com ciúme. William colocou a mão na minha perna. Eu não tinha certeza se ele queria apenas me confortar ou se ele estava me marcando como seu território. Eu não me importava de qualquer maneira. Era bom estar perto de alguém que não olhava para mim como se eu fosse um cachorro que tinha acabado de ser expulso, apesar de que é exatamente como eu me sentia a maior parte do tempo. A nota que eu tinha encontrado no porta-luvas rodava mais e mais na minha cabeça. O que o Sr. Honor tinha feito? Quem estava atrás dele? Eu queria perguntar a ele, mas eu não conseguia formar as palavras. Muita coisa estava acontecendo. Eu era muito preocupada por natureza e eu não queria estragar as coisas com William.


Nós paramos no antigo armazém poucos minutos depois. O prédio estava escuro e fresco comparado com o sol da manhã lá fora. Eu saí do carro enquanto William pegava minha bolsa. Eu andei na frente dele até a escada escura, suas mãos nas minhas costas. O tempo que eu tinha passado com ele aqui na noite passada parecia uma vida atrás. William deixou minha bolsa na ilha da cozinha e desapareceu em seu quarto por um momento, voltando com algumas roupas na mão. - Eu quero lhe mostrar uma coisa. - Ele disse, mas eu não respondi, apenas olhei ao redor. – Venha. - Ele disse baixinho pegando a minha mão e me puxando atrás dele. Ele me levou a uma grande porta marrom do outro lado de sua sala de estar. Ele abriu, expondo um elevador antigo. Entramos e ele começou a subir para o próximo nível. Nós saímos para um grande espaço cavernoso. Estava escuro, as janelas escuras. William andou atrás de mim, envolvendo as mãos em minha cintura. Por um momento, parecia um gesto carinhoso. - O que é isso? Eu perguntei quando meus olhos começaram a se ajustar. Eu poderia ver grandes objetos escalonados ao longo do espaço.


- Este é o lugar onde eu jogo. - Ele sussurrou em meu ouvido. Capítulo Dezesseis Sua mão deslizou em volta do meu pescoço, apertando ligeiramente enquanto lambia os lábios. Eu estava respirando pesadamente e tentei esconder o medo que estava crescendo dentro de mim. - Eu quero te machucar. - Ele alertou. Eu podia sentir meu coração batendo no meu peito enquanto ele falava. Parte dele me assustou, mas eu queria fazer. Inclinei-me devagar, sentindo sua respiração em meus lábios. - Talvez eu queira ser machucada. - Seu corpo ficou tenso e ele chupou uma respiração irregular. Seus lábios imediatamente esmagaram os meus por trás. Seus dedos emaranhados no meu cabelo, empurrando minha boca mais na dele. - Fique de joelhos. - Ele sussurrou e eu me joguei no chão, olhando para ele enquanto ele soltava o cinto. Ele abaixou quando desabotoou e deslizou o zíper para baixo, os olhos fixos nos meus. - Enfie em sua boca. - Ele instruiu e suas mãos deslizavam em meu cabelo. Enfiei a mão na cintura de sua cueca boxer. Eu puxei, libertando-o.


Ele era maior do que eu lembrava e eu hesitei por um momento, não sabendo o que fazer. Ele envolveu sua mão ao redor de si e lentamente empurrou contra meus lábios. Eu olhei para ele, lambendo e empurrando com a minha língua. Ele respirava pesadamente, seus olhos baixos e cheios de desejo. Ele empurrou de novo e eu deixei deslizar pelos meus lábios. Eu usei minha língua contra ele quando seus quadris se moveram para trás e para a frente, empurrando lentamente ainda mais na minha boca. Ele lambeu os lábios e fogo passou por mim. Abri a boca mais larga, o que permitiu deslizar ainda mais para dentro. Ele gemeu e eu comecei a bater mais rápido contra ele. Seus dedos segurando firmemente no meu cabelo. Eu me senti impotente e totalmente no controle ao mesmo tempo. Ele puxava meu cabelo com força suficiente para me fazer ficar no lugar. Sua mão livre deslizou entre as minhas pernas, deslizando seus dedos ao longo do ápice das minhas coxas. Eu gemia baixinho querendo beijá-lo, mas ele segurou meu cabelo com força, me mandando de volta. - Por favor. - Eu respirava. - Eu gosto quando você pede. - Ele gemia e eu não queria nada


mais do que agradá-lo. Ele me levou para trás na parede e me empurrou contra ela, duro. Ele puxou a minha camisa e eu levantei meus braços para que pudesse tirá-la sobre minha cabeça. Seus olhos olharam para os meus quando ele tirou minhas calças e lentamente as empurrou para baixo. - Você vai precisar de uma palavra segura. - Ele disse, com a boca pairando sobre a minha. - Uma palavra segura? - Eu repetia, sem entender. - No caso de você querer que eu pare. - Explicou. Tudo que eu queria era sua mão no meu corpo. Eu não poderia imaginar pedindo-lhe para parar. - Eu não acho que eu... - Comecei, mas ele colocou o dedo sobre meus lábios para eu parar. - É só no caso. - Ele me assegurou. Mordi o lábio enquanto tentava falar alguma coisa, mas tudo que eu conseguia pensar era tocá-lo. - Flor. - Eu soltei. Ele soltou uma risada profunda. - Flor. - Seus lábios encontraram os meus, enviando tiros de prazer pelo meu corpo. Eu me pressionei contra ele e puxei seu cinto. Sua respiração acelerada e de repente ele segurou minhas mãos, empurrando-as com força contra a parede. Ele capturou meu lábio inferior


entre os dentes, puxando-o suavemente. - Agora começa a verdadeira diversão. - Ele sorriu e moveu minhas mãos até um metal frio pressionar contra meus pulsos. Alguma coisa foi apertada em torno deles e eu puxava contra eles, mas era incapaz de colocar meus braços de volta para baixo. Ele deu um passo para trás, olhando para mim. - Você está incrível. - Ele disse com admiração completa. Ele puxou um pano do bolso de trás e se inclinou para me beijar novamente, deslizando o tecido sobre meus olhos e amarrando por trás da minha cabeça. Eu estava perdida na escuridão completa. Sua boca deixou a minha de novo e por alguns momentos, não havia nada além de silêncio. - William? - Eu chamei, mas não houve resposta. Meu pulso estava acelerado. - Paciência. - Ele falou baixinho no meu ouvido. Suas mãos percorriam o interior da minha coxa. Quando chegou o meu tornozelo, eu senti o frio familiar do clique de metal no lugar. Ele puxou minhas pernas mais afastadas e trancou meu outro tornozelo, me deixando completamente indefesa. Mordi o lábio quando eu senti a mão dele correr de volta até o interior da minha perna,


parando em cima da minha coxa. - Isso pertence a mim agora. - Ele disse enquanto seus dedos deslizaram lentamente contra mim. Minha respiração engatou na minha garganta. - Diga-me que você pertence a mim. - Suas palavras eram baixas e calmas. - Diga-me. - Ele ordenou enquanto escorregava um de seus dedos dentro de mim duramente. - Eu pertenço a você! - Eu gritei. Ele riu sadicamente, sua respiração fazendo cócegas no meu pescoço. - Boa menina. - Seus lábios arrastaram por cima do meu ombro. Eu involuntariamente empurrei meu peito para cima para ele, implorando por seu toque. Quando a sua boca atingiu meu peito, sua língua circulou ao redor suavemente antes dele morder de leve. Deixei escapar um suspiro de dor e ele parou por um segundo antes de continuar no próximo. Ele mordeu, puxando com os dentes e eu gritei, empurrando contra as restrições. O metal escavou na minha pele e eu imediatamente parei de lutar. Seus lábios se moviam mais baixo e eu podia senti-los curvados em um sorriso. Ele lambeu e mordiscou o meu corpo, seus dedos cavando duro em minha pele.


Eu podia ouvir um zumbido baixo, quando algo vibrou contra mim. Era suave e frio ao toque. Ele correu na minha barriga e em volta do meu peito esquerdo, fazendo com que o mamilo ficasse duro. - Você já brincou com um destes antes? - Perguntou ele. Mordi o lábio e neguei com a cabeça enquanto ele circulava em volta do meu peito. Ele diminuiu a vibração. Prendi a respiração enquanto ele lentamente avançava mais perto do meu ponto de prazer. No momento em que me tocou, eu me puxei sobre as restrições, tentando afastar a sensação esmagadora. - Shhh... - Ele sussurrou, mas não parou. Ele deslizou para frente e para trás entre as pernas. Eu balancei meus quadris lentamente com o movimento e eu podia sentir sua respiração em meus lábios. - Você quer que eu faça você ter um orgasmo? - Perguntou ele. - Sim. - Eu sussurrei, movendo meu rosto mais perto dele, querendo desesperadamente sentir sua boca na minha. Ele puxou ligeiramente para trás, fora do meu alcance. - Sim, o que? - Ele perguntou, sua mão se movendo mais rápido contra mim. - Sim, senhor. - Eu gemia. Ele puxou a mão para trás e eu abri minha boca para protestar,


mas antes que eu pudesse falar o dispositivo de plástico deslizou por mim. Ele lentamente empurrou-o ainda mais quando seus quadris empurravam contra o meu. Eu podia sentir o comprimento dele contra a minha coxa. Seus dedos roçaram contra o meu rosto. Abri a boca mais larga, deixando-a deslizar até sentir seus dedos contra meus lábios. Ele puxou de volta lentamente. O plástico frio e úmido percorria meu corpo. Quando ele chegou ao meu ponto de prazer, ele escorregou dentro de mim. Eu gemia enquanto ele empurrava mais e mais duro. Eu podia sentir meu orgasmo chegando. Eu puxava minhas pernas, tentando trazê-las para mais perto. Ele puxou o brinquedo de volta e manteve-se ainda dentro de mim, me impedindo de gozar. - Não pare! - Eu respirei. Seus quadris balançaram um pouco e eu empurrei contra ele duramente. - Diga-me o que você quer. - Ele sussurrou. - Eu quero você. - Eu estava desesperada para fazer qualquer coisa para ele continuar. - Você quer que eu te foda? - Ele perguntou enquanto empurrava forte. Eu gritei bem alto


em seu ouvido. - Sim. - Eu respirei, implorando-lhe para continuar. - Peça. - Ele mordiscou minha orelha e seu toque fez uma ligação direta para cada parte do meu corpo. - Por favor... - Eu puxava contra as restrições. - Por favor, o que? - Ele puxou para trás, retirando quase completamente. - Por favor, me fode. - Eu implorei. Ele empurrou de volta para dentro de mim duro, batendo o meu corpo contra a parede de concreto frio. O prazer foi esmagador. Eu gemia alto. Seus lábios encontraram os meus e ele me beijou com força, meu corpo apertado em torno dele. Ele não abrandou até que a última ondulação de prazer percorria nossos corpos. Ele se abaixou e liberou minhas pernas. Enquanto eu me esticava, ele puxou o pano de meus olhos e começou a liberar minhas mãos. Ele não falou uma palavra ou até mesmo olhou para mim. - Ufa. - Eu disse enquanto esfregava os pulsos com cautela. Ele virou as costas para mim, deslizando sobre seu jeans. Eu rapidamente juntei minhas roupas e as vesti. Ele caminhou em


direção ao poço do elevador. Segui atrás dele, sem dizer uma palavra. Nós descemos pelo elevador em silêncio. Quando saímos do elevador, rapidamente me dirigi ao banheiro para me refrescar. Joguei um pouco de água fria no rosto e olhei para meu reflexo por um longo momento. William continuava a agir como se eu não existisse depois de ficamos juntos e eu não sabia quanto mais eu ia aguentar isto. Eu respirei fundo e caminhei de volta para a sala principal. O Sr. Honor estava no centro da sala com o telefone pressionado firmemente no ouvido. Sua mandíbula apertada e eu não podia ouvir o que ele estava dizendo, mas eu podia afirmar que ele não estava feliz. Fui até a ilha de cozinha e olhei na bancada. O pedaço de papel dobrado que eu tinha encontrado no seu carro estava no balcão totalmente aberto - Não é uma piada de merda. Se você fizer isso, eu irei descobrir. - Ele berrou com raiva e desligou a sua chamada. Ele caminhou apressadamente pela cozinha e eu me sentei, desviando os olhos da nota ameaçadora. - O que há de errado? - Eu perguntei calmamente quando ele abriu a geladeira


para pegar uma cerveja. Ele bateu a porta e torceu a tampa da garrafa. Caminhou até a ilha e enfiou o dedo na nota. - Isto é o que há de errado. É por isso que eu fui vê-la esta manhã. - Ele explicou, tomando um gole da garrafa. - O que isso tem a ver comigo? - Eu perguntei confusa com sua raiva. - Era aquela mulher, não era? A que eu vi com você no cinema. As perguntas saíam da minha boca enquanto eu preenchia todas as lacunas. - Temos de chamar a policia!! - Ele negou com a cabeça e pensou por um longo momento. - Não é tão simples. - Respondeu ele. - O que você está falando? Ela ameaçou sua vida! - Parei, percebendo que eu estava gritando com ele. - Ela não parece saber nada sobre você. - Ele disse enquanto tomava outro gole da garrafa. Ainda não havia passado pela minha cabeça que essa pessoa era uma ameaça para mim. Corri meus dedos pelo meu cabelo, mas eles pararam em um nó gigante. - Merda, eu disse baixinho. - O Sr. Honor sorriu e abriu a gaveta da ilha. Puxou uma


escova de cabelo rosa e a estendeu para mim. - Obrigada - Falei sorrindo, perguntando-me porque ele tinha isso e a quem pertencia. Ele sorriu e foi difícil me lembrar de como ele parecia louco há apenas alguns segundos antes. Às vezes, ele parecia tão atencioso, mas num piscar de olhos seu humor mudava para severo e escuro. Eu gostaria de saber mais sobre o que está acontecendo dentro daqueles olhos azuis. - Temos de encontrar um lugar seguro para você ir hoje à noite. Ele disse, arrancando-me dos meus pensamentos. - Por que não posso ficar aqui? - Eu perguntei, mas eu imediatamente me senti tola por assumir que ele quisesse minha presença. - Não é que eu não quero que você fique. Eu gostaria de poder trancar você e nunca deixála sair. - Ele brincou, mas eu sabia que ele tinha entendido meus pensamentos. - O último lugar que você deve ficar é comigo. - Ele explicou e eu relaxei um pouco. Eu sempre pensava o pior. William andou em torno do balcão e segurou meu rosto com a mão, os dedos acariciando minhas bochechas. - Por que você se valoriza tão pouco? - Perguntou ele. Sua questão me pegou de


surpresa e eu realmente não tinha uma resposta. - Por que você é sempre tão distante? - Retruquei. Ele deu um suspiro profundo. - Isso não tem nada a ver com você, Emma. - Eu coloquei minha mão em seu peito, sentindo seu coração pulsando sob meus dedos. Ele agarrou minha mão e apertou-a com mais força contra o peito. - Você é a única pessoa que já fez meu coração disparar deste jeito. - Seus olhos fitaram profundamente os meus. Eu não conseguia desviar o olhar, mesmo se eu quisesse. Ele passou sua mão livre pelo meu cabelo e colocou-o atrás da minha orelha. - Você tem que sair. Isto não é motivo de discussão. - Ele disse severamente. Eu queria discutir, mas eu sabia que sua decisão estava tomada. Capítulo Dezessete Eu liguei para Becka e deixei um recado em sua caixa postal que queria falar com ela. William nos preparou algo para comer enquanto eu esperava ela retornar minha ligação. - Isto está incrível. Eu disse enquanto me servia de outro prato do espaguete. William riu e


usou o polegar para limpar o molho do meu lábio inferior. Ele lambeu o dedo enviando essa sensação inconfundível por todo meu corpo. - Coma. - Ele sorriu e eu percebi que eu estava olhando para ele mais do que eu pretendia. Meu telefone tocou e eu o peguei. - É Becka. - Eu disse a William enquanto atendia. - Hey Becca, minha tia e eu tivemos uma briga. Eu não quero voltar para lá por um tempo. A verdade é que eu não quero nunca mais voltar para casa. - Obrigada Becka. Eu realmente te agradeço por isto. Eu desliguei o telefone e olhei para cima para ver William enxaguar os pratos na pia. - Ela disse que eu posso ficar com ela. - Eu não queria ir embora. Eu queria ficar aqui perdida nesta fantasia com William. Com ele, eu sentia como se tivesse um objetivo. Eu me sentia no controle mesmo quando ele me deixava completamente impotente. Ele pegou a minha bolsa no balcão e abriu a porta. Eu andei com a cabeça meio pendurada como uma criança emburrada. Se eu não estivesse com William, eu queria ficar sozinha, afogada na minha tristeza.


- Você pode me ligar se precisar de alguma coisa. - Ele me tranquilizou, mas eu não me senti melhor com suas palavras. Ele abriu a porta do carro e esperou eu entrar. Eu o beijei na bochecha, mas deixei minha boca ficar, não querendo puxar de volta. Ele virouse e pegou meus lábios nos seus. Seu toque me fez esquecer tudo o que havia de errado na minha vida. Eu empurrei ele, com fome demais. - Nós temos que ir. - Ele respirava pesadamente. Estava tomando toda sua força para não me beijar novamente. Eu me aproximei, mas decidi não fazer isto. Se eu não sair agora eu nunca sairia. - Eu vou resolver isto. - Ele prometeu e eu sabia que ele falava sério. Eu balancei a cabeça e sentei no banco. Viajamos em silêncio. Seguimos as instruções do GPS e logo estávamos a apenas algumas casas de distância de Becka. Havia tantas coisas que eu queria dizer a ele, mas eu não conseguia formar as palavras. - Eu voltarei para você assim que eu puder. - Eu sabia que ele estava tentando me consolar, mas eu não podia ignorar o tom triste subjacente enquanto ele falava. - Eu sei que você vai. - Eu disse baixinho enquanto saia do carro, agarrando


minha bolsa no assento atrás. Fiquei olhando ele partir lentamente com o carro, até as lanternas traseiras desaparecerem no caminho e só então toquei a campainha. - Emma! - Becka colocou os braços em volta do meu pescoço e me abraçou com força. Eu mal a conhecia e toda a cena foi muito estranha. - Ei. - Eu disse com um sorriso, colocando meu cabelo atrás da minha orelha. Ela entrou e eu a segui, olhando para a casa elaboradamente decorada. - Lugar agradável. - Obrigada. Minha mãe é realmente ligada nesse lance de ser dona de casa. - Ela respondeu, revirando seus olhos. Bem na hora sua mãe deu a volta no canto segurando um prato de biscoitos. - Ohhh.. - Ela riu e acenou para a expressão usada por Becka. - Como você está querida? Becka me disse tudo sobre sua situação. Eu sinto muito. - Ela olhou para mim com aquela expressão terrível que eu havia me acostumado a receber. - Obrigada. - Eu olhei para os meus pés, não querendo encontrar o seu olhar. - Assei um pouco de comida que conforta. - Ela sorriu segurando o prato de biscoitos.


- Ela não quer comer seus sentimentos. - Becka respondeu sarcasticamente, agarrando o meu braço e me puxando para as escadas em direção ao seu quarto. Eu sorri de volta para a mãe dela, sentindo pena pela explosão grosseira de Becka. Eu estava na porta de seu quarto. As paredes pintadas de um roxo profundo e pesadas cortinas da mesma cor cobriam as janelas. - Você gosta? - ela perguntou, girando ao redor. - É bonito. Muito gótico. - Eu respondi. Nunca tinha pensado em Becka com este lado mais sombrio. - Não é gótico, é romântico. - Ela falou sorrindo. Eu não tive essa vibe de romance olhando para todo aquele roxo forte, mas o que eu sabia sobre o romance? O mais próximo que eu tinha chegado era ficar amarrada na cama de William. Senti minhas bochechas queimarem com o pensamento. Olhei para o visor do meu telefone na minha mão. Eu não tinha chamadas perdidas ou mensagens. - É verdade. - Eu sorri e ela devolveu um sorriso ainda mais aberto. - Se prepare que tenho algo que fará você se sentir bem melhor. - Ela sorriu, pegando uma


pequena lata na gaveta ao lado da sua cama. - Oh, não! - eu falei quando reconheci a mesma lata do banheiro da faculdade. Eu não acho que é uma boa ideia. - Por que não? Minha mãe é totalmente distraída. Além disso, você precisa disso depois do dia que você teve. - Ela puxou para fora a articulação para colocar o baseado dentro e acendeu. - Quer saber! Foda-se. - Fui até lá e peguei o cigarro, tragando forte e segurando a minha respiração. - Então, onde você estava? - Ela perguntou, pegando de volta o baseado. - O quê? - Eu soltei a respiração, pega de surpresa pela sua pergunta. - Onde você esteve todos estes dias? - Seu tom pesado com a preocupação e não por curiosidade geral. - Eu precisava ir embora. Então fiquei rodando estes dias. Eu acabei de chegar. Ela assentiu com a cabeça e eu sabia que não tinha necessidade de elaborar mais. Vendo Becka vagando na faculdade eu nunca teria me imaginado saindo com ela e ficando sua amiga. Eu percebi que provavelmente era minha culpa que não ficamos amigas mais cedo. Eu era


extremamente reservada, tentando não deixar ninguém chegar perto o suficiente para me machucar. A parte mais triste é que eu estava conscientemente me machucando. Eu era completamente autodestrutiva. Não foi sempre assim. Antes que meus pais falecessem eu era feliz. - Para onde você foi? - Ela perguntou, tocando meu braço. - Perto da cidade. - Eu respondi, juntando minhas mãos. - Não. - Ela riu. - Agora. - Ah... Eu acho que eu estava pensando em tudo que tem me acontecido ultimamente. - Eu respondi. - Eu sei o que fará você se sentir melhor. Os cookies. - Ela riu, guardando a articulação dentro da lata. - Venha. - Ela passou seu braço no meu e colocou meu telefone em cima de sua cômoda. - Eu estou esperando uma ligação. - Eu disse estendendo a mão, mas ela dispensou meu gesto. - O que poderia ser mais importante do que chocolate? - Ela revirou seus olhos injetados de drogas e me levou até a cozinha.


Capítulo Dezoito Fiquei aliviada ao encontrar a cozinha vazia. A mãe de Becka tinha saído para trabalhar no seu jardim, deixando-nos livres para vasculhar a geladeira atrás de lanches. Becka me entregou o prato de biscoitos e uma lata de refrigerante. Ela pegou mais algumas coisas e fizemos o nosso caminho de volta para seu quarto no andar de cima. - Então, o que realmente aconteceu com sua mão? - Becka perguntou enquanto tomava um longo gole de seu refrigerante. - Foi um acidente. - Eu respondi secamente. - Os rumores na faculdade é que você se fodeu ao se meter com drogas pesadas e depois tentou se matar. - Ela explicou como se estivesse falando sobre o tempo. Eu revirei meus olhos e mordisquei um biscoito. - A verdade é muito mais chata. - Eu peguei a luz piscando no meu telefone com o canto do meu olho. - Sempre é. - Ela riu. Eu me inclinei para pegar o meu telefone e olhei para a tela. Havia uma nova mensagem


identificada como William, o Conquistador! Eu sorri, percebendo que ele deve ter programado enquanto eu estava no banheiro. - Você tem alguma ideia do que eu quero fazer com você agora? - Eu não poderia evitar que minhas bochechas queimassem vermelhas. - O quê? Quem é? - Becka perguntou, tentando pegar meu telefone. Eu o segurei firme e empurrei sua mão. - Ninguém, apenas um velho amigo. - Eu menti e digitei de volta uma resposta rápida, em seguida, coloquei o telefone no bolso. - Quem é este? É tão difícil manter meus admiradores secretos. - Becka falou. Meu celular vibrou no meu bolso, mas eu ignorei, sorrindo para ela. - Algo se passa com você. - Becka sorriu, mas eu acenei dispensando sua acusação. - Vamos assistir a um filme ou algo assim. - Eu disse, olhando para a tela plana ao pé de sua cama. A televisão era enorme. A que eu tinha na sala de estar da minha casa era bem pequena e não era um destes novos modelos que podem ser penduradas na parede. - O que você está com vontade de assistir? - Ela perguntou, mas eu poderia afirmar que ela


já tinha algo em mente. - Nada triste, eu avisei. - A última coisa que eu queria assistir era alguma coisa deprimente que derrubaria meu humor. Enquanto Becka procurava alguma coisa em sua coleção de DVDs, eu puxei meu telefone e verifiquei a resposta que William tinha enviado. - Não é engraçado. Mas eu consigo pensar em algumas maneiras de puni-la mais tarde. Eu sorri e enviei uma resposta rápida. - Quer algo assustador? - Becka perguntou, olhando meu telefone. - Parece bom. - Eu respondi e coloquei o telefone de volta no bolso. Senti ele vibrar novamente, mas resisti ao impulso de verificar. Eu estava ficando tonta com as oscilações malucas de humor do Sr. Honor. Eu precisava dar uma segurada nesta situação, um passo atrás até descobrir o que eu queria dele. Neste momento eu não conseguiria. Eu estava muito louca por causa do baseado para conseguir pensar coerentemente e quando eu tentava pensar nele, tudo que eu conseguia imaginar era em seus lábios nos meus. - O que você acha de ficar com medo? - Disse Becka enquanto se jogava na cama ao meu


lado. - O quê? - Eu perguntei, sentindo-me como se ela estivesse lendo meus pensamentos. - O filme. Eu sei que é bobo, mas eu acho que vamos dar boas risadas com ele. - Ela explicou, pegando uma almofada por trás de mim e colocando-a sob sua cabeça. - Oh, isto soa bem. - Eu respondi, encostando de volta na cama e pegando um cookie. As próximas horas passaram em um borrão. Tudo que eu podia pensar era no que William estava fazendo. Pedi licença para usar o banheiro para que eu pudesse verificar as minhas mensagens. - Você irá pedir perdão pelo que disse. - Meu coração bateu no meu peito enquanto eu pensava sobre qual seria minha resposta. - Estou com saudades. - Eu cliquei em enviar e me arrependi imediatamente. Meu celular vibrou dentro de segundos. - Emma, não. Eu senti um nó formando na garganta. Será que ele não tem absolutamente nenhum sentimento por mim? Saí do banheiro, tentando esconder a tristeza em meu rosto.


- O que você quer fazer agora? - Ela perguntou enquanto acendia as luzes novamente. Dei um suspiro e falei: - Qual é a sua ideia? - Fácil. Vamos sair. - Ela respondeu com um sorriso. Ela olhou para mim ansiosamente, esperando pela minha resposta. Se William não se importava, porque eu deveria? - Vamos! - Eu sorri de volta, não tendo certeza se era uma boa ideia. - Ótimo! - Becka gritou enquanto agarrava meus braços. - Vamos, encontrarei algo quente para você vestir e vou chamar Claire. Eu sei que Jeff ficará animado em vê-la. - Ela brincou. - O que devemos usar? - Perguntei, esperando que ela tenha em mente algo confortável. Capítulo Dezenove Depois de uma hora insuportável experimentando roupas, ela finalmente escolheu minha roupa, algo que era inteiramente decotado e revelador, deixando-me desconfortável. - Você está ótima! - Becka exclamou. Eu puxei a saia preta justa tentando aumentar um pouco o comprimento. Cruzei meus braços sobre o peito, que agora estava totalmente a vista para quem quisesse olhar.


- Mostre alguma confiança! Os caras vão se jogar sobre você! - Quem disse que eu quero isso? - Eu perguntei quando me virei para olhar no espelho do banheiro. - Vamos. - Ela agarrou meu braço e me puxou para fora do banheiro. Depois de esperar um momento no topo da escada, para se certificar de que seus pais não estavam por perto, escapamos pela porta da frente. Becka dirigia um pequeno conversível vermelho que parecia de brinquedo. Eu abaixei cuidadosamente, tentando não me expor na saia minúscula. Saímos da garagem em ponto morto para que seu pai não pudesse nos ouvir sair. Quando entramos na rua, Becka acelerou seu motor e saiu pela estrada. Ela mexia no rádio, cantando a plenos pulmões junto com Highway to hell! Eu ri e cantei junto com ela, finalmente começando a relaxar. Nós chegamos à casa de Claire cerca de quinze minutos depois. Becka estacionou ao longo da rua e nós nos abaixamos em nossos lugares à espera de Claire esgueirar-se para fora. - Deixe-me entrar! - Claire sussurrou, batendo na minha janela. Eu quase saltei


da cadeira. Abri a porta e deslizei para a frente enquanto ela se abaixava no banco atrás de mim. Becka decolou mesmo antes de a porta fechar. - Foda-se! - Claire riu quando ela bateu no meu ombro. Eu olhei para ela enquanto ela segurava uma garrafa pequena de licor, sacudindo-a para mim. Peguei a garrafa de sua mão, cheirando antes de tomar um pequeno gole. - Isso é nojento! - Tossi, desejando que eu tivesse algo para tirar aquele gosto. - Passa para mim. - Becka disse, enquanto pegava da minha mão. Eu revirei meus olhos e coloquei meu cinto de segurança. Quando chegamos ao clube, tivemos que dar duas voltas, antes de encontrar uma vaga no estacionamento. Eu saí do carro o mais graciosamente que consegui, naquela roupa minúscula. Becka e Claire rodearam seus braços nos meus, me arrastando para dentro. Pedimos uma rodada e conversamos sobre todos os caras quentes do lugar, enquanto esperamos por Jeff e seus amigos. Meu estômago revirou quando o meu celular vibrou na minha mão. - Uhh... é a minha tia. - Eu disse para as meninas enquanto atendia.


- Alô? - Eu perguntei, mordendo o lábio. - Garota malvada! - William falou do outro lado. - Nós só saímos para algumas bebidas. Como você descobriu? - Pare de morder o lábio antes que eu dobre você em cima cima do balcão e a puna aqui mesmo. - Ele riu, mas eu sabia que ele não estava brincando. Eu me virei, correndo meus olhos pelo lugar. O Sr. Honor estava no final do balcão, levando uma dose à boca. A menina bonita, loira ao lado dele, claramente estava querendo transar com ele, mas ele não olhava para ela. Ele olhava diretamente para mim. Minhas bochechas queimaram vermelhas sob o seu olhar. - Como é que você sabia? - Eu perguntei e vi seus lábios torcerem em um sorriso. - Eu ativei o GPS em seu telefone. - Ele fez sinal para o garçom trazer mais uma dose. - Você o quê? - Não olhe agora, mas o Sr. Honor está no bar! - Becka riu no meu ouvido e jogou o cabelo vermelho para o lado. O Sr. Honor desviou o olhar e se virou para a sua bebida. - Estamos saindo agora. - Eu podia ver sua mandíbula musculosa flexionada com raiva,


enquanto ele tomava outra dose. - Eu vou ficar aqui por mais algumas horas. - Eu disse docemente, piscando para Becka e desliguei o telefone. Becka aplaudiu e me deu um abraço. Olhei por cima do ombro para o Sr. Honor que estava me olhando com raiva. Eu sabia que provavelmente iria me arrepender mais tarde, mas eu estava ferida e não ia sair do clube por um cara que não se importava. - Mais bebidas! - Eu gritei quando terminei o último gole do meu coquetel. Forcei um sorriso, mas eu sabia que William estava pronto para explodir. senti meu telefone vibrar e olhei para ele enquanto esperava a próxima rodada. - Última chance! - Eu escorreguei o celular em minha bolsa e dei de ombros. Tomei um gole do meu copo, quando eu senti um braço rodeando a minha cintura. Quase cuspi a bebida toda, até me virar e ver o Jeff. - Longo tempo sem te ver. - Jeff disse sorrindo de orelha a orelha. - Hey! - Eu respondi, dando-lhe um meio abraço, cuidadosamente para não chegar muito perto. - Estava esperando que esta noite pudéssemos ter a chance de dançar. - Ele disse


timidamente. Eu balancei a cabeça, mas não tinha intenção de dançar. Sóbria, eu tinha dois pés esquerdos na melhor das hipóteses. Meu celular vibrou na minha bolsa, peguei para ler a mensagem. - Eu mato este filho da puta se ele colocar a mão em você de novo. - Você sabe o que? Gostaria muito de dançar! - Eu disse, agarrando Jeff, minha mão o arrastando para a pista. Ela estava tão cheia eu não tinha escolha a não ser ficar bem proxima a Jeff, eu mexia meus quadris ao som da música, tentando desesperadamente parecer que eu estava me divertindo. Depois de um tempo, quase esqueci que estava fazendo isso por vingança e comecei a me divertir. Claire e Becka se juntaram a nós com dois rapazes da faculdade e nós todos rimos e dançamos juntos. Eu me virei, procurando Willian no bar. Ele estava de frente para mim, a loira bonita pressionada contra ele, enquanto ele sussurrava em seu ouvido. Eu senti meu coração afundar no meu estômago enquanto eu ficava lá, olhando para ele. Seus olhos se estreitaram. - Vamos lá! - Becka gritou agarrando o meu braço. Virei as costas para William dando o


meu melhor para não olhar novamente, mas eu estava morrendo por dentro. - Sr. Honor à esquerda! Claire disse a Becka e eu me esforcei para ouvir. - Não que você tenha qualquer chance com ele de qualquer maneira. Becka atirou de volta, lançando seu cabelo. Olhei para o bar. O Sr. Honor não estava à vista e a loira bonita que estava toda em cima dele também estava ausente. - Eu vou usar o banheiro. - Gritei no ouvido de Becka. Fiz o meu caminho através da multidão para o outro lado do edifício. Para um lugar que estava tão cheio, o banheiro estava inacreditavelmente vazio. Fiquei parada na pia, olhando para mim no espelho por um longo momento. Eu sabia que ter vindo aqui era uma má decisão. Voltei ao bar e pedi uma bebida. Fiquei ali bebendo, enquanto observava todos os meus novos amigos dançarem e curtirem aquele momento. Eles estavam alheios a minha ausência. Tomei outra dose, sozinha, olhando para o meu telefone celular. Não havia novas mensagens. Mandei uma mensagem para o número de Becka enquanto os assistia. - Minha tia ligou. Ela quer fazer as pazes. - Eu teclei enviar e esperei a resposta.


- Que bom! Ligue-me amanhã! Sua mensagem passou pela minha tela e eu dei um suspiro de alívio. Ela estava muito presa em seu divertimenro para discutir comigo. Terminei minha bebida e coloquei o copo sobre o balcão antes de sair do clube. O ar da noite estava frio e eu amaldiçoei Becka sob a minha respiração por me vestir como uma boneca Barbie. Liguei a Internet em meu telefone e tentei procurar um serviço de táxi. Não tinha um sinal forte, então levantei o telefone acima da minha cabeça para ver se o sinal melhorava. Depois de um momento, desisti e caminhei em direção à calçada em frente ao clube. Um carro preto lustroso parou ao meu lado e meu coração pulou na minha garganta quando a janela abaixou. Eu parei, esperando que ele dissesse alguma coisa, recusando-me a olhar para sua direção. - Entre no carro. - Sua voz era baixa e dura. Eu respirei fundo, lutando contra a raiva que eu sentia quando pensei que ele havia deixado o clube com outra mulher. - Não me faça repetir. - Mordi o lábio e abri a porta, nunca encontrando o seu olhar. Ele


arrancou a toda velocidade e eu rapidamente envolvi o cinto de segurança ao redor da minha cintura. Eu o odiava, mas sabia que tudo o que aconteceu esta noite foi minha culpa. Cruzei os braços sobre o peito e olhei para a noite, tudo voava em um borrão. Quando chegou a sua casa, ele saiu do carro, batendo a porta e dirigiu-se às escadas. Eu fiquei dentro do carro, perguntando-me se eu deveria sair. Eu sabia que as coisas ficariam bem pior, antes de ficarem melhores. Mordi o lábio e me movi para a escada. Quando eu cheguei no topo, ele estava na porta, seus olhos queimando em mim. Olhei para o chão enquanto passava por ele. Capítulo Vinte O lugar estava quase completamente escuro. A única luz vinha das poucas lâmpadas de rua que brilhavam através das grandes janelas. Ele caminhou pisando duro e abriu a porta para o elevador. Mordi o lábio enquanto o seguia. Eu estava apavorada em descobrir como ele ficava quando estava com raiva. Seus olhos se estreitaram enquanto ele esperava por mim. Mordi o lábio e caminhei para o lado dele, incapaz de


fugir. Ele não olhou mais para mim. Eu queria chegar e tocá-lo, mas, mesmo em um dia bom, isto não era uma boa ideia. Quando nós chegamos ao próximo andar, eu estava sóbria em um piscar de olhos. Os dispositivos que cobriam o chão pareciam uma câmara de tortura medieval. Ele entrou no quarto, olhando para cada dispositivo. - Venha aqui. - Ele disse com firmeza, mas sua voz era baixa. Eu saí do elevador e caminhei lentamente até ficar ao lado dele. Ele ficou em silêncio por um momento. - O que você está pensando? - Eu perguntei, minha voz quase um sussurro. Seus lábios se curvaram em um sorriso. - Eu estava pensando que eu não sei se eu confio em mim com você agora. - Ele falou, me olhando com o canto do olho. Compreendi imediatamente. Ele estava preocupado se iria me machucar, realmente me machucar. Sua revelação me assustou, mas o pensamento de suas mãos tocando meu corpo, enviou um pensamento avassalador de desejo. Mordi o lábio e olhei para ele à espera de sua decisão. Ele estendeu a mão e gentilmente puxou meu lábio dos meus dentes, correndo o


polegar ao longo deles. Ele virou o corpo para o meu e deu um longo e lento suspiro. - Eu confio em você. - Sussurrei enquanto seu dedo roçava suavemente ao longo da minha boca. Ele parecia aborrecido com a minha declaração. - Você não diria isto se tivesse a mínima ideia do que eu pensei em fazer com você esta noite. - Ele me advertiu. Avancei lentamente, testando sua reação. Seu corpo ficou tenso, mas ele não se afastou. - Me puna. - Eu respondi, tentando manter minha voz firme. Seus olhos fechados e por um momento eu não tive certeza se ele tinha me ouvido corretamente. - Me puna. - Eu repeti, mordendo meu lábio novamente. Estendi a mão e, lentamente, passei em seu peito. Seus músculos flexionaram sob meus dedos. Ele olhou para minha mão e então de volta para mim. - Você se lembra da palavra segura? - Perguntou ele. Eu respirei fundo. - Flor. - Sussurrei. Em um instante, minhas mãos estavam presas na sua. Ele apertou meus pulsos com força, mas eu lutava para segurar o gemido de dor. Ele me arrastou pelo chão escuro,


andando pelas engenhocas bárbaras. Segurei minha respiração quando ele desacelerou, olhando para cada um. Finalmente, paramos em frente a um grande dispositivo preto. Ele tinha uma inclinação grande de um lado e duas pequenas do outro. Eu lutava para controlar a minha respiração, mas meu peito arfava sob o meu medo. - Curve-se - Ele disse, com o rosto duro e sem me olhar nos olhos. Eu não tinha ideia do que este dispositivo era, assim eu fiquei ali, olhando para trás, impotente em frente a ele. Ele me empurrou com força sobre o aparelho, curvando-me na cintura. Rapidamente puxou minhas pernas para cada nível de inclinação do dispositivo e fechou-os no lugar com tiras de couro. Ele fez o seu caminho para onde o meu rosto estava e eu olhei para ele, enquanto o pânico começou a me tomar inteira. Ele puxou meus braços para baixo e os amarrou abaixo da minha cabeça. Eu estava dobrada quase pela metade. - William, eu sinto muito. - Eu disse calmamente. Ele foi para trás de mim, fora da minha vista.


- Não está tão sentida quanto vai ficar. - Ele disse com raiva. Lágrimas desceram nos meus olhos enquanto eu estava ali indefesa. William empurrou minha saia até a minha cintura e eu podia ouvi-lo começar a se despir. A sala ficou em silêncio por um momento e eu pensei que ele poderia ter mudado de ideia. Eu rapidamente percebi que não tinha mudado, quando a dor atingiu todo meu corpo. Ele puxou o cinturão de volta, batendo com força contra a minha bunda. Eu gritava em agonia, mas a minha voz ficou presa na minha garganta, só um gemido escapava. Meus músculos ficaram tensos, enquanto os golpes desciam. - Pare. - Eu finalmente gritei quando encontrei a minha voz, mas ele não cedeu. Ele me bateu outra vez e outra vez, enquanto as lágrimas desciam dos meus olhos. - Por favor. - Eu implorei. - Você tem alguma ideia do que eu queria fazer com você no clube? Qualquer ideia do que eu queria fazer quando eu vi que aquele cara estava com suas mãos sobre você? Ele perguntou entre os golpes violentos. - Me desculpe. - Eu engasguei. Eu percebi que a sua maneira torcida ele se


importava comigo. Ele estava ferido. Eu o tinha machucado. - Por favor. - Eu gemia quando um soluço escapou dos meus lábios. Eu ouvi o cinto bater no chão e ele rapidamente desfez as restrições das minhas pernas. Ele ficou na minha frente e soltou os cintos dos meus pulsos, inclinando meu queixo para cima com os dedos. Ele limpou meu rosto molhado com a mão e rapidamente me levantou do dispositivo. Ele me levou até o elevador e eu enterrei meu rosto em seu pescoço, chorando baixinho. - Por que você não usou a palavra segura? - Ele perguntou, olhando para mim como um menino que quebrou seu brinquedo favorito. - Eu não queria incomodá-lo. - Eu sussurrei em seu pescoço. O cheiro dele era inebriante. Fechei os olhos e respirei tanto dele quanto possível. Ele me levou para a seu banheiro completamente branco e ficou me segurando na porta, enquanto corria água quente na banheira. - O que você está fazendo? - Eu perguntei quando empurrei o cabelo para trás do meu rosto. Os olhos do Sr. Honor dançaram sobre a minha roupa em desalinho. - Eu pensei que um banho poderia fazer você se sentir melhor. - Ele disse.


Infelizmente eu reconheci o olhar em seu rosto. Ele sentiu pena de mim. Eu tropecei para frente, colocando a mão sobre seu peito. - Por favor, não vá. - Eu tentei segurar as lágrimas, mas uma escapou do meu olho. William esfregou meu rosto com a ponta de seu dedo polegar. Fui em frente, travando meus lábios sobre os seus. Ele retribuiu e minha boca ficou mais faminta por ele. Eu deslizei minha língua pelos seus lábios, mas ele agarrou meus ombros e me empurrou de volta. - Tome um banho. Você irá se sentir melhor. - Com isso, ele saiu da sala. Comecei a chorar enquanto lentamente tirava minha roupa ridícula e a jogava no chão. Mergulhei meus dedos na água, que estava perfeitamente quente. Lentamente entrei embaixo do chuveiro, a água queimando minha bunda dolorida. Pensei em como minha vida tinha mudado drasticamente nos últimos dias. Eu estava em uma espiral descendente, mas depois de conhecer o Sr. Honor, sentia como se tivesse um motivo para me levantar de manhã, uma razão para ir para as aulas. Ele estava se sentindo como se tivesse arruinado a minha vida, mas eu sentia como se ele a


tivesse salvo. Ele me salvou. Eu estava finalmente vivendo. Lavei-me rapidamente e sai do chuveiro. Peguei a gigante toalha branca que estava pendurada no gancho ao lado da pia e a envolvi frouxamente ao redor do meu corpo. Enxugando o nevoeiro do espelho, olhei para o meu reflexo. Eu estava pálida, pesados círculos escuros sob meus olhos. Abri a gaveta da bancada da pia e encontrei uma escova de dentes fechada e tubo de pasta de dente. Escovei os dentes rapidamente e corri os dedos pelo meu cabelo, tentando o meu melhor para desembaraçá-lo. Quando voltei a olhar no espelho, estava tão bem quanto humanamente possível, dadas as circunstâncias. Pendurei a toalha. Tomei uma respiração profunda e abri a porta do banheiro nua. Olhei ao redor. O Sr. Honor não estava à vista, mas eu podia ouvir sua voz abafada vindo do outro lado do quarto. Atravessei o espaço amplo para a porta do quarto. Ela estava aberta e ele estava lá dentro, de costas para mim com seu telefone em seu ouvido. Ele estava com raiva e me perguntei se eu deveria voltar sorrateiramente para o banheiro e pegar a toalha. Meu braço roçou a porta e ela se abriu mais, rangendo. O Sr. Honor virou, seus


olhos fixos no meu. Mordi o lábio nervosamente enquanto eu estava na frente dele, forçando-me a não cobrir o meu corpo. - Me ligue de volta se você ouvir alguma coisa. Eu tenho que ir. - Ele disse ao telefone enquanto seus olhos se estreitaram, dançando sobre o meu corpo. Ele colocou seu telefone na cômoda enquanto caminhava lentamente para mim. - Emma. - Murmurou baixinho e eu não podia saber se ele ainda estava chateado. Seu humor mudava tanto que era difícil manter o controle de como ele se sentia sobre mim naquele momento. Ele parou, a centímetros de mim, me encarando. - Você está bravo comigo? - Eu perguntei. Ele riu da ideia. - Como eu poderia ficar com raiva de você? - Ele parecia genuinamente ferido com a ideia. Ele se inclinou, beijando-me suavemente na cabeça. Apertei a minha cabeça com mais força contra seus lábios e coloquei minhas mãos suavemente em seu peito musculoso. - Eu estou com raiva de mim mesmo. - Ele confessou. - Vista-se. Eu preciso levá-la para casa. Ele voltou para o seu armário e puxou para fora uma camiseta branca e um velho par de jeans de lavagem escura.


- Mas você disse que não era seguro para mim lá. - Eu peguei a roupa dele e segurei junto comigo. - Não é seguro para você comigo. - Ele tinha uma expressão de dor no rosto. Eu andei em direção a ele, mas ele levantou a mão para eu parar. Passando as mãos pelo seu cabelo escuro, ele soltou um suspiro profundo. - Você pode deitar na cama, eu fico no sofá. - Ele andou, me passando, e saiu para o espaço principal, não me dando a chance de me opor. Eu escorreguei na camisa branca e enorme e abri a gaveta para guardar as calças. Dentro, escondido entre os outros pares, estava um pequeno retrato de uma mulher com cabelo castanho longo. Olhei pela porta para me certificar de que o Sr.Honor ainda estava lá fora. Virei a foto para ver se havia um nome atrás. Em uma perfeita letra escrita cursiva estava escrito Abby. Eu coloquei de volta na gaveta e deslizei nas calças. Arrastei-me para a cama e cai debaixo das cobertas. Essa noite eu sonhei com o Sr. Honor com a mulher misteriosa. Imaginei-o beijando-a e abraçando. Acordei de repente, meu coração batendo no meu peito, incapaz de


recuperar o fôlego. O Sr. Honor estava parado na porta, o rosto duro como pedra. - Foi apenas um pesadelo. - Eu garanti, mordendo o lábio. Eu poderia ver pelo olhar em seu rosto que ele sabia que eu estava sonhando com ele. Ele se virou e saiu do quarto sem dizer uma palavra. Eu deitei no travesseiro e voltei a dormir. Capítulo Vinte e Um O sol entrava pela janela, através da baía gigante. Sentei-me, esfregando os olhos e me alongando. O cheiro de café flutuava no ar. Saí da cama percebendo que minha bunda ainda estava incrivelmente dolorida, enquanto deslizava para fora do colchão. Eu puxei a camiseta enquanto saía do quarto. O Sr. Honor estava ao lado da ilha da cozinha vestindo apenas sua cueca boxer. Ele passou a mão pelo cabelo quando me viu. Eu olhei para o chão enquanto colocava meu cabelo atrás da orelha. - O café cheira bem. - Eu disse, tentando soar otimista. Ele pegou o pote e derramou numa caneca para mim, me entregando. Eu o olhei sobre a borda da caneca, enquanto ele esfregava os


olhos. - Não dormiu bem? - Eu perguntei e ele olhou para mim por um longo momento. - Eu tinha muita coisa na cabeça. - Ele respondeu e eu me esforcei para manter meus olhos distantes do seu peito musculoso. Tomei um gole da minha bebida e me sentei no banco. - Eu sinto muito por tudo que aconteceu ontem à noite, eu te machucar e você me pedir desculpas. - Ele riu ironicamente. - Emma, eu não sou bom para você. Eu sabia o que eu estava fazendo deste o primeiro momento em que te vi. Eu deveria ter parado. Não deveria ter deixado chegar tão longe. - Seus olhos queimavam nos meus. - Eu queria você tão tanto quanto você me queria. - Eu respondi calmamente. Ele bateu as mãos no balcão entre nós e inclinou-se para perto de mim. Eu pulei com o som alto. - Eu te assustei? Bom. Talvez agora você consiga ficar longe de mim. Suas palavras me cortaram como faca. Eu podia sentir meus olhos marejarem e tentei manter as lágrimas escondidas. - Você não quer dizer isso. - Eu respondi, caminhando ao redor da ilha.


- É para o seu próprio bem, Emma. - Ele respondeu com tristeza. Meu estômago torcia em nós. Eu o odiava com cada fibra do meu ser. Eu queria correr para longe dele e nunca olhar para trás, mas eu teria dado qualquer coisa para ele me pegar em seus braços e me segurar. Virei e fui ao banheiro, chorando em silêncio. Peguei minhas roupas e as vesti, sem me preocupar em olhar no espelho para ver se eu estava decente. Quando voltei para a sala principal, o Sr. Honor tinha acabado de se vestir e estava esperando na porta por mim. Eu estava grata que não teria que andar, mas eu sabia que o passeio no carro seria desconfortável na melhor das hipóteses. Foi doloroso sentar no banco e tive que virar meu corpo para o lado para suportar a dor. - Emma... - William disse baixinho, percebendo o meu desconforto. - Não. - Acenei com a mão tentando desesperadamente não quebrar na frente dele. O resto da viagem foi em total em silêncio. Eu estava com raiva de mim quando pensava em todas as coisas que tinha feito na noite anterior, apenas para ser expulsa da vida dele. Ele me mandou embora, mesmo sabendo o quão triste eu ficaria.


Nós entramos no supermercado na mesma rua da minha casa. Abri a porta, não esperando ele estacionar o carro. - Emma. - William me chamou, mas eu não me virei. Cavei na minha bolsa, tentando encontrar minhas chaves. Virei a bolsa no chão, o conteúdo caindo em todos os lugares. - Merda, Emma. - William disse baixinho enquanto se aproximava de mim e começou a pegar as minhas coisas. Lágrimas quentes desciam pelo meu rosto e eu segurei minha respiração, tentando não chorar em voz alta. - Eu estou apenas tentando protegê-la. - Ele disse calmamente enquanto corria seus dedos sobre o meu rosto molhado. Ele arrastou o polegar sobre meu lábio inferior, deixando-o ficar por um momento antes de deixar cair o braço ao seu lado. - Me machucando. - Eu soltei. - Eu não queria magoar você. Você não usou a palavra segura. - Sua voz sumiu quando ele fez um olhar de desgosto. - Eu não estou falando sobre isso. Eu estou falando agora. - Seus olhos se suavizaram e eu sabia que era só uma questão de segundos antes que ele desligasse suas emoções


novamente. Era algo que estava se tornando muito familiar. - Você merece o melhor. - Com isso, seu olhar tornou-se duro e ilegível. Eu sabia que não havia razão para continuar. - E sobre a nota. E se alguém vier me procurar? - Eu sabia que tentar assustá-lo para ficar comigo não era a melhor jogada, mas eu esperava que, pelo menos, o fizesse perceber que gostava de mim. - Eu irei cuidar disto hoje. - Eu não tinha mais o que dizer. Eu tinha desistido oficialmente. Virei-me e entrei no meu carro, ligando o rádio bem alto. Arranquei do estacionamento. William estava sentado imóvel em seu lugar. Talvez ele se importasse comigo. Talvez ele estivesse sofrendo tanto quanto eu. Revirei meus olhos com o pensamento e dirigi de volta para minha casa. Capítulo Vinte e Dois A casa da minha tia estava vazia e eu estava aliviada que não precisaria explicar a ela porque estava vestida como uma prostituta de três dólares. Revirei meus olhos, amaldiçoando Becka por isso.


Fechei a porta atrás de mim, enquanto a nota ameaçadora passava pela minha cabeça. Como ele iria cuidar disto? Será que a secretária iria admitir que a escreveu? Uma pontada de ciúme tomou conta de mim quando me lembrei do Sr. Honor com ela no cinema. Gostaria de saber quantas vezes eles se encontraram. Eu me perguntava se ele já a havia levado a sua casa. Empurrei o pensamento para o fundo da minha mente enquanto caminhava até o meu quarto. Escorreguei da roupa ridícula e agarrei uma das minhas camisetas velhas favoritas. Olhei para minha cama e as memórias do que aconteceu aqui comigo e William voltaram. Senti o formigamento quente e familiar no meu estômago, do jeito que eu estava quando ele me tocou. Suspirei e peguei meu telefone da minha bolsa, fechando a porta atrás de mim. A primeira coisa na minha lista de coisas a fazer era conseguir algo para comer. Eu não tinha comido nada desde ontem e estava começando a me sentir instável. Peguei uma caixa de cereal e fui para a sala. Mudei os canais de televisão, parando em um filme de terror. Minha mente estava perdida


em minhas memórias quando meu telefone se iluminou. Apanhei-o, esperando que fosse William. Era Becka, eu franzi a testa, deixando o telefone no braço da cadeira. Poucos minutos depois, ele zumbiu me deixando saber que eu tinha um novo correio de voz. Eu não estava com vontade de falar. Voltei para a televisão e passei a hora seguinte perdida no filme. Quando o dia começou lentamente a encerrar, fiz questão de fazer algumas coisas para mim mesma. Comecei pintando as unhas dos pés e das mãos com um vermelho profundo. A bandagem rosa me fez parecer um Anúncio do Dia dos Namorados, então eu lentamente arranquei a gaze. Minha mão parecia muito melhor agora. Depois que terminei minhas unhas, coloquei meu biquíni preferido que havia comprado quando cheguei na Flórida. Era preto, com um plissado em toda a base. Estudei-me no espelho, puxando os fundos tentando cobrir as marcas longas do cinto que marcavam minha bunda. Corri meus dedos sobre as marcas. Depois de alguns momentos, consegui arrancar da minha cabeça os pensamentos


sobre William. Estava deitada no quintal em uma toalha grande. O calor opressivo do sol me esgotou e acabei dormindo. Felizmente, acordei antes de me queimar. Minha pele tinha uma tonalidade rosa pálido que eu estava certa de que estaria marrom pela manhã. Senti-me melhor no fim do dia. Os mimos sempre me faziam sentir menos triste depois de um dia duro. Eu decidi, para terminar a minha experiência de spa, fazer uma imersão na banheira com algumas velas e algumas músicas lentas. Enchi a banheira com água morna e acrescentei um banho de espuma de baunilha perfumado. Peguei meu telefone e deixei tocando música clássica enquanto eu relaxava. Não consegui encontrar nada para acender as velas então me contentei sem elas. Baixei o meu corpo na água calmante e deixei minha mente divagar em total relaxamento. O problema era que meus pensamentos corriam imediatamente para William. O cheiro de sua pele, os olhos sensuais, aquele sorriso diabólico, cada parte dele me chamando e me fazendo querer mais dele. Fechei os olhos e deixei a música tomar conta.


A melodia triste e lenta do piano entrou na sala e fui capaz de deixá-la me levar completamente. Depois que a água começou a esfriar, relutantemente saí da banheira revigorada e menos preocupada com a situação. Fui até meu quarto para procurar algo bem confortável. Peguei um short de pijama e uma camiseta e decidi encerrar a noite com um bom livro. Escolhi um romance de época, que eu tinha comprado na livraria local há alguns meses, mas nunca consegui tempo para ler. Quando comecei a passar as páginas, meu coração cresceu mais pesado. Por mais que eu tentasse escapar do que eu estava sentindo, as palavras do livro tocaram em um nervo dentro de mim. Passei o resto da noite chorando baixinho sozinha até que dormi, exausta por minha própria tristeza. Na manhã seguinte, decidi que, tanto quanto eu queria ficar em casa de mau humor, não poderia deixar passar a oportunidade de vê-lo. Ele havia tomado meus pensamentos e se tornado um vício que eu precisava como alimento. Tomei cuidado para ter certeza que meu cabelo estivesse perfeitamente reto e minha


maquiagem apenas o suficiente para esconder as imperfeições. Eu dirigia para a faculdade em silêncio, tão envolvida em ver William que nem percebi que não tinha ligado o rádio. Meu treino, na verdade, foi até agradável. Jeff não estava a vista e eu estava grata que não teria que falar sobre o nosso encontro no clube. Ele era um cara legal, mas eu não estava atraída por ele, no mínimo. Enquanto o dia passava, percebi que vários de meus livros estavam faltando. Lembrei-me que tinha deixado no carro do Sr. Honor o fim de semana inteiro. Meus nervos estavam no limite quando me sentei durante o almoço ouvindo Claire e Becka delirando sobre seu fim de semana nos clubes. Escolhi a minha comida, mas realmente não cheguei a dar nenhuma mordida. - Eu não acredito ainda que Jeff destruiu seu carro. Ele tem sorte de ainda estar vivo. Becka disse com tristeza. - Isso é o que acontece por beber. - Claire falou e eu revirei meus olhos lembrando-me de como elas entornaram a garrafa no carro naquela noite. Quando o sinal tocou, sentei-me congelada


em meu lugar, não tendo certeza se eu poderia ir para a sua classe. Queria vê-lo mais do que qualquer coisa, mas estava com medo de sua reação. Sentada por um período inteiro sem ele olhar para mim, iria me destruir. - Venha, você vai se atrasar. - Becka disse alegremente, enquanto enrolava seu braço no meu e me puxava do assento. Joguei minha bandeja do almoço fora e fiz meu caminho até o corredor em direção a classe do Sr. Honor. Eu fiquei do lado de fora olhando para dentro até ver o Sr. Honor encostado na frente de sua mesa. Seus olhos encontraram os meus e, por um momento, o tempo congelou. Prendi a respiração e olhei para ele. Ele usava uma camisa escura que salientava ainda mais seus olhos azuis. Um estudante caminhou até ele e chamou sua atenção. Respirei fundo e deslizei para dentro. Notei uma pilha de livros sobre minha mesa e não pude deixar de sorrir. Sentei-me e mexi com a minha caneta, não querendo olhar para ele. Ele começou a falar, fazendo perguntas aleatórias sobre o capítulo que havia nos designado para ler no fim de semana. Deixei minha mente vagar, enquanto mastigava o fim do meu lápis. - Emma! Emma! - William chamou e eu olhei para cima para ver a classe inteira


olhando para mim. - O quê? - Eu perguntei, soando mais irritada do que eu pretendia. - Quem exigiu punição sobre os rebeldes do norte da Inglaterra, referidos como Os usurpadores do Norte? - Seus olhos ardiam nos meus e toda a classe ficou em silêncio, esperando pela minha resposta. - William, o Conquistador. - Eu soltei, pensando em suas mensagens de texto para mim. Ele sorriu com a nossa própria piada privada. - Boa menina, Sra. Townsend. - Seus lábios se curvaram em um sorriso diabólico. Meu coração pulou no meu peito. Boa menina e eu quase derretia fora do meu assento em uma poça no chão. Essas palavras tinham uma ligação direta com vários lugares no meu corpo. Mordi o lábio enquanto meu rosto queimava rosa. Seus olhos se estreitaram e eu rapidamente deixei meu lábio livre. Ele fez outras perguntas até o final da aula. William tinha uma maneira de assumir todos os meus pensamentos. O sinal tocou, terminando a aula no que parecia ser um tempo recorde. Relutantemente fui


para a minha próxima aula, desejando que eu pudesse passar o período livre sozinha com ele. Passei o resto do dia fantasiando sobre voltar e ser dobrada sobre a mesa novamente. Não poderia ignorar a sua rejeição. Engoli o gosto amargo e consegui terminar todas as minhas aulas. Eu me recusei a me humilhar novamente. Quando o dia terminou, fui dominada pela tristeza. Fiz o meu melhor para ter um papo de mulherzinha com Claire e Becka, mas eventualmente elas foram para os seus carros e fiquei sentada sozinha no estacionamento. Meu celular vibrou, sacudindo-me do meu momento melancolia. - Você é incrivelmente linda, mesmo quando você está triste. Eu sorri e de repente percebi que estava sendo observada. Recusei-me a olhar ao redor. - É por isso que você quebrou meu coração? - Sentei-me à espera do que pareceu uma eternidade para sua resposta. - Vá para casa Emma. Olhei para carro do Sr. Honor. Angela, a secretária da faculdade, estava de pé a sua porta e ele tinha saído para conversar com ela. Ciúme consumia meus pensamentos.


- Agora! - Ele mandou a mensagem novamente. Eu entrei no meu carro e corri para fora do estacionamento. Minha visão rapidamente turva por causa das minhas lágrimas. Por mais que eu odiasse admitir, não poderia odiar esse homem tanto quando eu o amava. - Vá mais devagar. - Sua nova mensagem de texto consumiu de raiva as minhas veias. Quando a luz do semáforo ficou verde, pisei no acelerador tão duro quanto podia. Dirigi até a casa de Becka para pegar as roupas que eu tinha deixado no fim de semana. Ela queria que eu ficasse mais tempo, mas o pensamento de ficar conversando com alguém agora não parecia atraente. Inventei uma desculpa que tinha que estar em casa para o jantar, mesmo tendo certeza de que minha tia não estaria em casa. Capítulo Vinte e Três Como previ, minha garagem estava vazia quando coloquei o carro. Entrei em casa, tranquei a porta atrás de mim. Coloquei meus livros sobre a mesa e caminhei pelo corredor até o meu quarto. Abri a porta do quarto e fiquei na porta, incapaz de mover os pés. - Então, você gosta da dor? - William perguntou, seus olhos azuis brilhando nos meus, com


a sugestão de um sorriso. - Feche a porta. - Ele disse em um tom baixo e imponente. Entrei e fechei a porta atrás de mim, me recostando contra ela. - Se Angela souber sobre você, ela não vai dizer ou fazer nada sobre isso. - Ele disse confiante. Ele percebeu o olhar de confusão no meu rosto e respondeu a minha pergunta não formulada. - Ela é casada. A última coisa que ela quer é que seu marido descubra que ela gosta de foder com outros homens. - Suas palavras me dilaceraram. Eu tinha esperança de que William não tivesse chegado tão longe com ela. Eu olhei para o chão, mordendo o lábio. - Ela não era realmente o meu tipo. Eu gosto da minha mulher apenas comigo. Ele caminhou em minha direção e colocou os dedos no meu queixo, inclinando minha cabeça para encontrar seu olhar. Meu coração começou a bater forte no meu peito. - Respire Emma. - Eu dei uma respiração rápida enquanto me firmava contra a porta. Toda emoção imaginável estava me inundando e deixando minha cabeça tonta. Ele lentamente passou o dedo ao longo da linha da minha mandíbula, enquanto sua outra


mão deslizava para baixo da minha cintura. Seus dedos deslizando sobre o meu osso do quadril e na minha coxa. Ele parou debaixo do meu joelho, abrindo minhas pernas de repente ao lado dele e inclinando-se com força contra mim. Quando seu rosto se aproximou, ele escovou sua boca na minha orelha. - Eu sinto falta do seu gosto em meus lábios. - Toda a força deixou meu corpo e se eu não estivesse me segurando tão firme, teria derretido no chão. Deixei escapar um suspiro baixo e pesado em seu ouvido e senti seu corpo responder contra o meu. Ele descansou sua testa contra a minha, o polegar traçando meu lábio inferior. Coloquei minha língua para fora, tocando suavemente a ponta do seu dedo. Um pequeno gemido escapou de seus lábios e ele empurrou seu dedo de volta contra a minha boca. Abri mais, deixando seu dedo deslizar dentro, enquanto eu o agitava com a língua, Sua boca ficou aberta ao longo do meu rosto. - Eu devo ir. - Não. - Eu respondi com mais desespero do que eu pretendia. Ele sorriu, inclinando sua testa contra a minha quando ele fechou os olhos.


- Eu tentei ficar longe de você Emma, mas eu não posso. Você consome todos os meus pensamentos. Após a formatura, devemos sair daqui por algum tempo. Eu não tinha percebido que a formatura era apenas em duas semanas. Mais importante ainda, William acabou de me pedir para partir com ele, sozinhos? - Onde? - Eu perguntei, não acreditando ainda que eu tinha ouvido corretamente. - Em qualquer lugar. Não importa. Apenas longe deste lugar. Eu quero acordar com seu sorriso. - Seu olhar era sério e eu tentei o meu melhor para não sorrir como uma idiota. Por dentro, eu estava pulando para cima e para baixo como uma louca. O emocional de William, que estava oscilando a todo o momento, tinha finalmente atingindo o seu pico. - Diga que sim. - Seus olhos azuis brilhantes com desejo, queimando os meus. - Sim, Senhor. - Eu sorri. Ele apertou os lábios com força contra os meus. Eletricidade subiu entre nós, enquanto eu me agarrava desesperadamente ao seu toque. - Seja uma boa menina. - Ele sorriu, mas havia um aviso subjacente as suas palavras. Mudei-me para o lado e ele saiu do meu quarto, deixando-me querendo mais. Passei o resto da noite terminando o trabalho de faculdade e tentando decidir


sobre o que vestir na formatura. Cada pensamento meu voltava para William. Ele estava obviamente emocionalmente mais quebrado do que eu, mas algo acontecia quando ficávamos juntos. Ele desejava o controle e eu precisava de alguém para me impedir de ser autodestrutiva. Essa noite sonhei com William e nos imaginei em uma pequena casa em Michigan, com uma cerca branca. Nós éramos felizes e carinhosos, acenando para os nossos vizinhos enquanto eles passavam, mas quando entramos na nossa casa, meus pensamentos torceram para um pesadelo horrível. O Sr. Honor tinha o rosto contorcido de maldade, com um chicote na mão. Na parede tinha uma mulher acorrentada e algemada, implorando para ser libertada. Sentei-me na minha cama, pingando de suor e incapaz de controlar a minha respiração. - Tudo bem aqui? - Tia Judy perguntou quando acendeu a luz do quarto. Eu coloquei minha mão para proteger o meu rosto da luz forte. - Eu estou bem. Apenas um pesadelo. - Expliquei. Ela revirou seus olhos. - Tem sempre algo acontecendo com você, Emma. - Ela gemeu, puxando a


porta fechada atrás dela. Dormi mal o resto da noite. Quando o sol começou a surgiu, saí da cama com planos para começar o dia. Preparei uma jarra de café e levei um tempo extra para me enfeitar. Algo que eu quase nunca fiz, antes de conhecer William. Passei o resto da manhã pesquisando na internet por lugares românticos e isolados, que William e eu poderíamos ir após a graduação. Não tinha certeza se a faixa de preço era adequada, mas a julgar pelo espaço amplo em sua casa e o brilhante carro novo esportivo, ele tinha dinheiro que não vinha de salário de um professor substituto. Havia tanto sobre ele que era um completo mistério para mim e eu esperava que durante o nosso tempo sozinhos, ele me deixasse entrar em sua mente. Meus pensamentos começaram a vagar para seus gostos muito particulares no quarto e desejei saber o que tinha acontecido para ele ser deste jeito. Ele, obviamente, tinha um lado muito atencioso, mas lutava para manter este lado escondido de todos, especialmente de mim. Eu tinha perdido a manhã e decidi


relaxar a cabeça e partir para a faculdade. Pela primeira vez, eu iria chegar cedo à faculdade. Tomei outra xícara de café, entrei no carro e parti pela estrada. Liguei o rádio, cantando junto com Harder to Breathe, as letras assumindo um significado diferente do que tinha antes. O estacionamento da faculdade estava virtualmente vazio, com exceção de alguns poucos professores que começavam a chegar. Meu telefone estava sem som e se iluminou quando uma mensagem de texto chegou. - Ansiosa para aprender, Sra.Townsend? - Eu sorri como uma viciada em drogas que tinha acabado de receber a dose do dia. - Você é um grande mestre. - Há tantas coisas mais que gostaria de lhe ensinar, Emma. - Euforia tomou conta de mim. Cada centímetro do meu corpo formigava com prazer. Carros começaram a surgir ao meu redor. Eu saí e fiz meu caminho para a faculdade. Quando virei a esquina no corredor principal, dei de cara com a secretaria da faculdade, Angela Brown. Meus livros caíram no chão ao nosso redor.


- Eu sinto muito. - Ela abaixou com dificuldade para me ajudar a pegar meus livros. Abaixei-me junto com ela para ajudar a reunir minhas coisas, não podendo tirar os olhos de cima dela. Ela sorriu humildemente e me estendeu meus livros, me esperando pegálos. - Obrigada. - Eu disse, pegando as minhas coisas. Ela continuou seu caminho, deixandome de pé em extrema confusão. Se ela não tinha nenhuma pista sobre William e eu, então porque ela escreveu aquela nota? O que ela quis dizer com: ela sabia o que ele estava fazendo e iria fazê-lo pagar? Por que alguém que é casado faria tal ameaça a um homem que, obviamente, necessitava de controle completo e total? Ela tinha que saber como ele reagiria. Nada disso fazia sentido. Talvez houvesse mais coisas do que o Sr. Honor tinha me dito. Não era uma surpresa chocante, considerando o quão pouco eu sabia sobre seu passado. Desci para a academia e me troquei rapidamente para minha roupa de treino. Quando me sentei na arquibancada esperando a turma chegar para começar, Jeff apareceu mancando ao meu lado, com um conjunto de muletas cinza.


- Você está vivo. - Eu brinquei e ele olhou para o chão, envergonhado. - Quebrei meu tornozelo e ficaram alguns hematomas e contusões, mas eu estou bem. - Ele deu de ombros e se abaixou para sentar-se ao meu lado. Olhei em frente para os outros alunos enquanto saíam do vestiário. - Então, eu me diverti muito no clube com você. - Eu revirei meus olhos. Jeff, junto com todos os outros, nem sequer reconheceu minha ausência depois que saí da pista de dança. - Sim, eu me diverti muito. - Eu disse, levantando das arquibancadas e caminhando em direção à quadra. Ele lutou para levantar-se em suas muletas e seguiu atrás de mim. - Talvez nós possamos fazer isso de novo algum dia? - Ele perguntou, um pouco mais alto do que provavelmente pretendia. Eu parei, virando-me para olhar para ele. - Não acho que você possa dançar tão cedo. - Olhei para seu tornozelo. Suas bochechas ficaram vermelhas e ele passou a mão pelo cabelo. - Ei! - Becka chamou atrás de mim, colocando seu braço em volta do meu pescoço. - Ei Jeff. - Ela piscou. - Pessoal, atenção, vamos correr algumas voltas. - O instrutor chamou toda a


sala. Nós começamos a correr todo o perímetro, com Jeff mancando de volta para as arquibancadas. Eu estava grata pela distração. Capítulo Vinte e Q uatro A manhã passou voando e eu estava em um ótimo humor. Consegui até mesmo terminar aquela poça nojenta que chamavam de comida durante o almoço. Nada poderia me arrancar da minha extrema felicidade. Eu estava me sentindo no paraíso. Decidi dar um tapa no visual antes da aula do Sr. Honor. Corri meus dedos pelo meu cabelo e apliquei uma nova camada de gloss, quando o sino ecoou por todo o edifício. Sorri para mim mesma sabendo que ele iria me pedir para ficar depois da aula por chegar atrasada. Peguei meu livro da bancada da pia e desci até o corredor. Sua porta estava fechada e espreitei pela janela minúscula. Seus olhos encontraram os meus, estreitando ligeiramente. - Sra. Townsend. - Ele balançou a cabeça quando sentei no meu lugar. - Venha me ver depois da aula. - Eu sorri e mordi o fim do meu lápis.


- Todos limpem suas mesas para a prova dos capítulos. - A classe inteira gemeu enquanto passavam as pilhas de papel pelas mesas. O Sr. Honor sentou atrás de sua mesa e comecei a trabalhar no teste. Meu celular vibrou no meu colo e eu olhei para baixo para ler a tela. - Eu sei como te castigar. - Mordi o lábio e olhei para ele. Seus olhos estavam fixos nos meus. Deslizei o telefone entre minhas coxas e voltei para meu teste. Antes, olhei ao redor da sala. Todos estavam trabalhando em seus testes e obviamente ausentes da nossa conversa secreta. De repente, vibrou novamente, enviando tiros de prazer pelo meu corpo. Agarrei a borda da minha mesa e olhei para ele. Seus lábios torcidos em um sorriso perverso. Abri meus lábios, tentando não gemer em voz alta. Ele lambeu os lábios quando o telefone vibrava novamente e novamente. Apertei minhas coxas juntas, tentando impedir a súbita onda de prazer que lavava todo meu corpo. Alguém bateu na porta e ele franziu a testa pra mim. Tomei uma respiração profunda, grata pelo fim da tortura. - Entre. - Ele gritou em direção a porta. Ela se abriu e uma linda morena entrou.


Ela olhou ao redor da sala e eu reconheci seu rosto imediatamente. O Sr. Honor mantinha uma foto dela na sua gaveta da cômoda. - Abby. - Ele disse, incapaz de esconder o choque em sua voz. - Will. - Ela disse em um tom gelado. Ela acabou de chamá-lo de Will?? Quem era esta mulher? Por que ele tinha uma foto dela escondida? O Sr. Honor se levantou e rapidamente a levou para fora da sala, para o corredor. Olhei para meu papel de prova, incapaz de dar sentido àquilo. O sinal tocou e todos se levantaram de suas cadeiras. Continuei sentada, como se tivesse sido atingida com um tijolo. Finalmente, levantei-me, puxando uma respiração profunda. Assim que saí da sala fiquei cara a cara com o Sr. Honor e a mulher misteriosa. - Emma, discutirei sobre seu atraso em outro momento. - Suas palavras carregadas de pesar e tristeza. - Não. Ela deve ficar. Eu gostaria de conhecer a mulher que está fodendo meu marido. Ela olhou para o Sr. Honor, não se preocupando em olhar para mim. Suas palavras me rasgaram como uma faca. Eu inconscientemente agarrei meu


estômago, meu coração afundando. Olhei pra ele desesperada, à procura de respostas em seus olhos. Sua mandíbula apertou e ele parecia prestes a perder todo o controle. - Ah, ela não sabia? - Abby disse com uma risada. - Entrem! - Ele ordenou, apontando para Abby entrar em sua sala de aula. Seus olhos estavam tristes quando ele olhou para mim. Eu olhei para o chão e caminhei de volta para dentro. - Eu não estou aqui para estragar sua diversão, Wil. Só vim pegar o que é meu. - Ela explicou, recostando-se contra a sua mesa. - Eu não devo nada a você. - Sua voz era baixa e fria e arrepios correram pela minha espinha. - Sinto muito. Você falou que é sua esposa? - Eu perguntei, cada vez mais enjoada. - Ex-esposa do Sr. Honor. - Ela corrigiu. - Ele era apenas alguns anos mais novo que eu e eu não queria continuar investindo minha vida naquele casamento. - Abby olhou para trás para William e a tensão no ar era palpável. Eu não conseguia imaginá-lo com uma mulher como ela. Claro que ela era bonita, mas era


também muito forte e cheia de si, não era uma situação na qual eu conseguia enxergá-lo se colocando. Tudo começou a se encaixar na minha cabeça. Abby foi a razão do Sr. Honor se transformar na pessoa que ele era hoje. Esta mulher tinha feito algo brutal a ele para fazê-lo se transformar neste homem controlador quando ele estava comigo. - Você realmente quer que seu pequeno segredo escape? - Seus olhos dançavam entre nós. - Imagine o que os outros professores diriam. Imagine o que seu pai diria. - Seu corpo ficou tenso e eu sabia que ela tinha atingido um nervo. - O que é que você quer? - Eu perguntei corajosamente quando o Sr. Honor não respondeu a suas ameaças, ela sorriu educadamente para mim. - Você sabe o que eu quero, mas já que isso não vai acontecer, um milhão de dolares é suficiente para pagar meu silêncio. Você não acha que vale, Will? - Seus olhos dançaram de volta para William, um grande sorriso se abrindo em seu rosto. - Como diabos ele vai conseguir este dinheiro? - Eu perguntei, meus olhos arregalados. - Fechado! - Ele me cortou, estreitando seus olhos. Eu senti como se estivesse em uma


zona de crepúsculo. Nada fazia mais sentido. O Sr. Honor deu um passo mais perto de Abby e ela endireitou as costas. - Então você irá dar o fora da minha vida. Não quero vê-la nunca mais novamente! Seus lábios estavam apertados em uma linha dura e eu poderia afirmar que ele poderia realmente machucá-la, mas estava tentando desesperadamente não demonstrar. - Você tem o meu número. - Ela respondeu, piscando para ele enquanto se levantava e deixava a sala. Parecia que todo meu ar saiu com ela e eu me inclinei para trás contra uma mesa tentando descobrir o que o diabos havia acontecido ali. O Sr. Honor olhou pra mim, dando um passo mais perto, mas eu levantei a minha mão. - Não se aproxime. - Eu falei e ele parou. - Foi há muito tempo atrás. - Ele explicou. - Quanto tempo? Você é apenas um menino comparado com ela, quantos anos ela tem? Meu estômago revirava em nós. - Ela foi minha professora de matemática no ensino médio. - Ele confessou e eu me senti


como se alguém tivesse acabado de me dar um soco. - E você se casou com ela? - Perguntei, tentando dar sentido às coisas. Ele deu um passo mais perto. - Eu a amava. - Sua voz quase inaudível. Essa confissão foi minha ruína. Por mais que eu quisesse saber sobre ele, nunca antecipei que esta seria a verdade. Eu precisava de ar fresco. Precisava ficar longe deste lugar. Lancei-me para fora da mesa, empurrando ele ao passar ao seu lado. Sua mão pegou meu braço, me impedindo de sair. - Eu preciso sair daqui. - As lágrimas em meus olhos ameaçavam cair a qualquer momento. - Eu vou com você. - Ele não estava pedindo minha permissão. Eu sabia que se quisesse encontrar algum sentido naquilo, nós teríamos que terminar esta conversa. Balancei a cabeça e ele pegou suas coisas de sua mesa. Quando cheguei ao estacionamento, pude ver o Sr. Honor em seu carro, olhando para mim. - Eu vou no meu carro. - Sentei no meu carro, puxando uma respiração profundamente antes de sair para a estrada principal. Eu olhava apenas pra frente, tentando evitar seu reflexo no


meu espelho retrovisor. Minha cabeça girava com todas as novas informações recebidas de Abby. Depois da confissão de William esta manhã, que queria ficar comigo, eu achava que nada iria me arrancar daquela felicidade. Eu estava enganada. Capítulo Vinte e Cinco Quando estacionei na casa do Sr. Honor, meu estômago começou a torcer em nós novamente. Eu queria mais do que qualquer coisa ficar com ele, mas depois das ameaças de Abby, eu sabia que não era uma boa ideia. A porta da garagem abriu lentamente e entrei com meu carro. William parou seu carro do meu lado em uma brusca freada e lentamente a porta abaixou atrás de nós. Busquei toda a minha coragem e saí do carro. Ele caminhou em direção ao topo da escada e fui atrás dele, imaginando o que seria de nós, depois de todos estes acontecimentos. A viagem até a sala foi a caminhada mais longa da minha vida. Cada resultado possível sobre o que aconteceria conosco passando pela minha cabeça. Quando finalmente chegamos, olhei ao redor da sala. De repente, ela parecia muito maior e esmagadora do que era antes.


Olhei as pinturas que pendiam esporadicamente pela parede e os móveis estrategicamente colocados ao redor da sua casa. Como eu não pude notar o quão caro essas coisas deviam ter custado? - Vou te falar tudo o que você quer saber. - Seus olhos encontraram os meus e não conseguia desviar o olhar. - Você ainda a ama? - Eu perguntei, minha voz trêmula. Ele ficou parado rígido. - Eu não sei. - Essa não era a resposta que eu esperava, mas eu não podia culpálo por sua honestidade. Balancei a cabeça, olhando para os meus pés. Ele se aproximou de mim e eu endureci meu corpo, não tendo certeza o quão perto eu queria que ele ficasse. Ele deslizou a palma de sua mão em meu rosto e eu me inclinei ao seu toque, fechando meus olhos. - Eu sei que eu te amo mais. - Meus olhos abriram e procurei seu rosto, não tendo certeza se tinha ouvido corretamente. - Eu te amo. Não tinha certeza se era mesmo possível amar alguém de novo, mas não posso negar o que sinto por você. - Eu olhei para ele, impotente, absorvendo o que ele estava dizendo.


- Respire. - Ele sussurrou e eu respirei fundo como ele instruiu. Seu rosto ficou preocupado quando eu não disse nada. - O que mais você quer saber? - Perguntou ele. - Eu acho que você disse tudo que eu precisava ouvir. - Sussurrei. Ele sorriu e me beijou como nunca tinha me beijado antes. Sua mão perdida no meu cabelo enquanto ele me puxava contra si. Sua outra mão deslizando pelas minhas costas e na minha bunda. Coloquei minhas mãos em seu peito e deslizei até seus fortes ombros. Ele não me empurrou longe ou tentou me parar. - Faça amor comigo. - Eu respirei na sua boca. Ele me pegou e me levou até seu quarto, colocando-me suavemente no centro de sua cama. Sua boca pairou acima da minha. - Tem certeza que é isso o que você quer? - Perguntou ele. - Sim, senhor. - Eu gemi e sua boca caiu de volta na minha. Nós arrancamos a roupa um do outro, desesperadamente. - O que você quer que eu faça para você? - Sua respiração quente enviando arrepios sobre a minha pele.


- Beije-me aqui. - Eu gemi, puxando seu cabelo delicadamente e levando seus lábios para meu peito. Eu arqueei minhas costas enquanto ele avidamente me chupava. Ele tinha me dado o controle completo e o sentimento era esmagador. Sua língua deslizava em pequenos círculos sobre meu mamilo. Ele deixou seus dentes morderem levemente e eu gemi alto. - Onde mais? - Ele perguntou ofegante. Apertei mais seu cabelo, abaixando sua cabeça até lá embaixo. Sua língua arrastou pelo meu estômago, mergulhando em meu umbigo. Mordi o lábio e virei minha cabeça no travesseiro, enquanto o empurrava mais para baixo. Eu podia sentir sua respiração em mim que enviava ondas deliciosas por todo meu corpo. - Por favor. - Implorei, querendo sentir o seu toque. Sua boca encontrou o interior da minha coxa e eu arqueei minhas costas em aprovação. Seus lábios trabalharam lá, lambendo mais perto de meu centro. Eu mal conseguia me segurar. Sua língua mergulhou lentamente em mim e senti minhas entranhas apertarem em resposta. Ele continuou a me empurrar em um ritmo lento e constante, enquanto deslizava um de seus dedos dentro de mim. Balancei meus quadris com o movimento de seu dedo, agarrando os


cobertores em meus punhos. Ele aumentou sua velocidade, deslizando outro dedo dentro de mim. - Venha para mim. - Ele sussurrou, enquanto seus dedos trabalhavam mais e mais. Perdime quando as palavras saíram de sua boca. Meu corpo apertou e respondeu ao seu toque, enviando ondas de felicidade absoluta que pulsavam através de mim. Ele subiu em cima de mim, com os olhos cheios de desejo. Pegou um pacote do preservativo ao lado da cama e rapidamente colocou nele. Eu podia senti-lo duro contra minha entrada, como a mão enrolada em meu cabelo. - Você me pertence, Emma. - Seus quadris suavemente esfregando contra mim. Eu engasguei com a sensação. - Diga-me. - Seus olhos se estreitaram. Ele empurrou mais duro contra mim, lentamente entrando. - Eu pertenço a você. - Sussurrei de volta. Ele empurrou mais duro, deslizando completamente dentro de mim, fazendo-me sentir incrivelmente cheia. - Boa menina. - Soprou no meu ouvido quando mordiscou minha orelha. Eu deslizei minhas mãos por suas costas, enquanto seus músculos flexionavam sob meus dedos. Ele não me fez


parar. Empurrou dentro de mim mais forte. Deixei minhas unhas deslizarem através de sua pele, chegando ao descanso em sua bunda perfeita. Encontrei seu ouvido com meus lábios. - Eu te amo. - Eu sussurrei, deixando os meus lábios parados ali, respirando ofegante. Seu corpo se arqueou contra o meu, fazendo com que todos os meus músculos se agarrassem a ele. Meu corpo ondulou de prazer quando ele gozou balançando dentro de mim. Ele caiu com seu peso sobre mim, enquanto ambos lutávamos para recuperar o fôlego. Tudo o que tinha acontecido hoje não importava mais. Eu não me importava com o passado de William. Eu só me preocupava com o agora e agora eu não poderia estar mais feliz. Capítulo vinte e seis Eu percebi que devia ter caído no sono. Acordei envolta em um edredom branco gigante, sozinha. Meu corpo ainda estava incrivelmente cansado, mas eu queria encontrar William. Peguei uma camiseta de seu armário e saí, não me preocupando em colocar calcinha. Chegando à sala principal, parei petrificada quando notei vários pares de olhos fixados em mim . Olhei para William, que saltou da cadeira.


- Esta é Emma. - Disse. O homem ao lado dele se levantou. Eu puxei a minha camiseta, tentando desesperadamente me cobrir. - Emma, este é o prefeito Locklin. - Minha boca aberta, entendendo de repente porque ele me parecia tão familiar. - Prazer. - O prefeito falou e eu podia vê-lo tentando esconder o sorriso. - O prazer é meu. - Estava muito nervosa até mesmo para formar uma frase. Eu voltei para o quarto e vesti minha roupa. Depois que eu estava completamente vestida, pensei em me rastejar para fora pela janela, mas nós estávamos no segundo andar e eu não estava com vontade de fazer uma visita ao hospital. Lentamente olhei de volta para a porta. - Emma. - William me chamou. - Merda. - Eu murmurei sob a minha respiração e saí do quarto. Mordi o lábio enquanto rodeava os grandes sofás de couro marrom escuro. William levou o polegar e puxou meu lábio dos meus dentes. - Sente-se. - Ele disse e eu me sentei no sofá de frente para o prefeito. - Emma. - O prefeito acenou com a cabeça para me cumprimentar. - Prefeito Locklin. - Eu respondi, tentando esconder o meu embaraço.


- Por favor, me chame de Stephen. - Ele respondeu e eu relaxei um pouco. - Stephen. - Repeti olhando para William que tinha tomado um assento ao meu lado, colocando a mão no meu joelho. - Stephen é um velho amigo meu da faculdade. Ele também me deve um favor, o que o torna confiável. - William sorriu. - Agora, como você quer fazer para se livrar de sua ex-mulher? - O prefeito perguntou e parecia estar pedindo instruções de como matá-la. A sala começou a girar em torno de mim e eu senti minha tontura crescer, enquanto suas palavras soavam abafadas e distantes. Isso não é o que eu tinha imaginado como o meu ‘felizes para sempre’. - Emma! - William estava me balançando. - O que aconteceu? - Esfreguei os olhos, observando que alguém tinha jogado água no meu rosto. - Você tem narcolepsia? Ou distúrbio do sono? - O prefeito perguntou e eu não tive certeza se era uma tentativa de uma piada ou se ele estava genuinamente preocupado. - Não. - Eu sentei e puxei minha camiseta. William colocou a mão no meu ombro.


- Eu não quero me livrar de Abby deste jeito. - Eu podia ouvir a diversão em suas palavras. - Nós só precisamos descobrir como fazer com que ela não volte a me procurar depois que ela receber seu pagamento. - Ele colocou a mão no meu joelho para me confortar. Olhei para o prefeito que estava olhando pra mim como se eu fosse uma imbecil. - Bem, precisamos negociar os termos e seu advogado deve falar com ela. Tem certeza que isso é apenas sobre dinheiro e não sobre algum tipo de vingança que ela quer fazer? - Ele perguntou, com os olhos colados ao William. - Não, não. Ela é a única que quebrou meu coração, lembra? - William balançou a cabeça com a ideia. - Sim, eu sei. Eu só precisava da sua confirmação de que nada mais aparecerá. Ele se levantou de sua poltrona e William também se levantou do sofá. - Deve ser um arranjo bastante simples. Tem certeza de que quer pagar este valor? Você pode sempre deixá-la dizer o que ela quiser. Não é como se você precisasse do trabalho de professor. - William passou as mãos pelos cabelos e assentiu. - Você sabe que eu não posso deixar isso escapar. Meu pai jamais me perdoaria.


- Eu vou ajudar o máximo que eu puder. Eu lhe devo muito. - Stephen respondeu estendendo a mão e acenou pra mim educadamente antes de sair. William o seguiu e trancou a porta. - Você poderia ter me avisado que tinha companhia! - Eu bati brincando no seu braço. - E você poderia ter me avisado que desmaiava tão facilmente. Se acontecesse no quarto, eu teria pensado que tinha te matado. - Ele brincou, mas eu sabia que estava genuinamente assustado. - Desculpe. - Eu olhei para o chão desejando que ele me tragasse. William se aproximou de mim e passou seus braços em minha volta, me puxando em seu peito. - Posso perguntar uma coisa? - Eu murmurei em seu peito. Ele tomou uma respiração profunda. - Pergunte. - Eu tinha tantas questões correndo pela minha mente, mas não sabia se seria apropriado perguntar. - O que você fez para o prefeito para ele sentir que lhe deve? - Eu olhei para ele e ele sorriu.


- Se não fosse por mim, ele nunca teria terminado a faculdade. Eu lhe ensinei, o ajudei a se manter nos trilhos. Ele me abraçou um pouco mais apertado e eu sorri de volta para ele. - E eu pensando que você o ajudou a enterrar uma prostituta ou algo assim. - Eu brinquei. Ele soltou uma risada profunda, saudável. - Não, as prostitutas mortas só começaram a se acumular depois que ele se tornou prefeito. - Eu lhe dei um tapa de brincadeira no peito e mordi o lábio. Eu tinha mais milhares de perguntas. - Onde é que você vai conseguir todo este dinheiro que ela está pedindo com um salário de professor? - Eu perguntei. Ele suspirou e me soltou, passando as mãos pelo seu cabelo bagunçado. - Meu pai. Na verdade, ele é a razão por eu e ela não termos durado tanto, em primeiro lugar. - Ele balançou a cabeça com a memória dolorosa. - Abby começou a dar aulas no meu último ano. Eu estava saindo muito com meus amigos e ficando em sérios apuros. Nunca levei muito a sério minhas notas. Uma noite, encontrei com ela e uma coisa levou a outra. Vou poupar você dos detalhes, mas meu pai descobriu que estávamos nos


vendo. Ele foi até Abby e lhe ofereceu dinheiro para ficar longe de mim. - Seus olhos pareciam tristes, enquanto olhava para longe. - Ela pegou o dinheiro e nunca mais olhou para trás. Para adicionar ainda mais insulto à situação, ela começou a ostentar um cara novo na cidade. Onde quer que eu fosse, eu os via juntos. Não foi até formar na faculdade, que ela me chamou para vê-la. Nós namoramos por alguns meses. - Ele olhou para o chão - Fugimos para Vegas e nos casamos. Tudo estava perfeito novamente até que eu descobrir que meu pai tinha pago a ela. - Ela pediu para eu ficar com ela, mas eu não podia. Agora ela quer fazer a minha vida miserável. - Seus olhos se fixaram nos meus. - Eu sinto muito. - Eu dei um passo para mais perto dele e ele levantou a mão. - Eu não quero piedade, Emma. Foi há muito tempo atrás. Só quero que essa puta saia minha vida de uma vez por todas. Decidi mudar de assunto. - Assim, se seu pai é rico, por que você está trabalhando como professor? - Eu perguntei. Ele deu um sorriso torto.


- Eu não sei. Eu ensinava a todos na faculdade e realmente gostava. Havia uma sensação de dever cumprido em ver o olhar no rosto de alguém, quando aprendia algo novo. - Seu humor tinha mudado e agora ele estava mais feliz. - Além disso, eu gosto de estar no controle, mas tenho certeza que você notou isso. Não quero nunca te machucar assim novamente. - Ele correu os dedos por toda a minha mandíbula e me bateu na bunda de brincadeira, com a outra mão. - Ops! - Eu pulei, enquanto ele puxava meu corpo contra o seu. - Acho que respondi perguntas suficientes por um dia. - Sua boca pairou acima da minha. Eu olhei para seus lábios e de volta para os seus olhos, pedindo em silêncio para ele me beijar. Ele correu o polegar sobre meu lábio inferior. - Passaremos o resto do dia na cama juntos. Agora eu estou exausto e faminto.Vá tomar um longo banho. Vou fazer alguma coisa para comermos. - Ele me beijou rapidamente na testa e fui para o banheiro. Fiquei na banheira até que a água esfriou. - Que cheiro delicioso! - Eu disse enquanto me sentava na ilha de cozinha e girava meu cabelo molhado em um coque.


- Obrigado. - Ele sorriu colocando um prato na minha frente. Ele tinha feito ravióli de queijo com molho de cogumelos. Comi cada pedaço que estava no meu prato enquanto o observava mal tocar sua comida. - Não está com fome? - Eu inclinei minha cabeça para o lado. - Eu estava pensando sobre como as pessoas mudam por causa de dinheiro. Minhas sobrancelhas subiram, quando ele olhou para mim. Finalmente registrei que ele estava preocupado com qual seria o resultado se me fosse proposta a mesma coisa. Eu poderia manchar a reputação de sua família se alguém descobrisse sobre nós. - Eu não faria isso com você. Não sou esse tipo de pessoa. Não sou ela. - Eu lhe garanti, estendendo minha mão e colocando sobre a dele. Ele olhou a minha mão por um momento antes de entrelaçar nossos dedos, espremendo delicadamente. Ele acenou com a cabeça, mas não disse nada. Eu entendia porque era difícil para ele confiar. Eu só tinha que provar a ele que nunca quebraria seu coração. Tirei minha mão da dele e entrei no quarto para pegar meu telefone. Voltei até a ilha e me sentei com ele pressionado no meu ouvido. Ele pareceu confuso por um momento.


Capítulo Vinte e Sete - Tia Judy? Não vou dormir em casa hoje à noite. - Olhei para William, que estava me olhando um pouco mais feliz. Apoiei o telefone em cima do balcão e levantei uma sobrancelha para ele. Eu me levantei da minha cadeira e caminhei até o elevador, balançando os quadris levemente. Eu não poderia tirar o sorriso do meu rosto quando entrei e fui até o próximo andar. Estava escuro e cheirava a couro. Saí para o espaço amplo, deixando meus olhos se acostumarem com a escuridão. Corri minhas mãos sobre as engenhocas diferentes enquanto contemplava qual escolher. Tirei minhas roupas e subi na mesa de metal frio. Enrolei as tiras de couro em torno de meus tornozelos, prendendo-os a cada canto, deixando minhas pernas abertas. Subi novamente, esticando meu corpo tanto quanto eu podia para alcançar as algemas no centro superior. Enfiei meus pulsos e tranquei no lugar. Tomei algumas respirações profundas e esperei ele chegar. Ouvi o elevador descer e meu coração acelerou. Alguns minutos se passaram e as portas se abriram novamente. Resisti a vontade de levantar a cabeça e olhar para ele.


O constante ruído surdo dos seus passos se arrastou mais perto e prendi a respiração quando o som parou no pé da mesa. Ouvi o som de couro deslizando quando ele tirou seu cinto. - Você certamente sabe o que fazer para eu me sentir melhor. - Ele disse enquanto deslizava suas calças sobre seus quadris. Eu não pude deixar de sorrir. Ele passou a hora seguinte torturando e me provocando até que eu só queria gritar. - Diga! - Ele sussurrou em meu ouvido, enquanto seu corpo pairava sobre o meu, puxado contra as restrições, desesperada para tocá-lo. - Diga! - Ele ordenou, os dentes cerrados. - Eu amo você. - Eu respirei. Ele se empurrou para dentro de mim e eu gritei da dor súbita. Seu corpo bateu no meu implacavelmente. Tentei juntar meus joelhos, quando senti meu orgasmo chegando, mas meu corpo estava amarrado no local. - Eu te amo! - Ele gemeu em meu ouvido. Suas palavras foram a minha ruína. Prazer percorreu meu corpo quando meus músculos apertaram ao redor dele. Ele continuou a pressão até que terminou, seu corpo caindo em cima do meu. Ele me beijou suavemente, enquanto soltava as


algemas acima da minha cabeça. Assim que minhas mãos ficaram livres, eu me enrolei ao redor dele, segurando sua boca na minha. Eu queria ficar ali em seus braços para sempre, mas seu telefone tocou no chão. Tentei segurá-lo no lugar. Ele agarrou meus braços e empurrou-os com força contra a mesa e minha cabeça. Eu empurrei meus quadris para ele, quando o telefone tocou de novo. Ele sorriu e começou a se afastar de mim. Eu fiz beicinho. Ele se inclinou e rapidamente mordeu meu lábio. - Eu tenho que atender. Pode ser o meu advogado. - Ele sussurrou. Eu relaxei contra a mesa em derrota. Ele sorriu e pegou o telefone. Enquanto ele falava, seus olhos dançavam em cima de mim. Sentei-me e soltei meu tornozelo esquerdo, ele desfez o outro e começou a andar pelo chão, quando eu deslizei para fora da mesa e vesti minha roupa. Ele colocou a mão na minha, quando caminhamos para o elevador. - Eu não dou a mínima para o dinheiro. Eu só quero que ela saia da minha vida. - Ele falou ao telefone enquanto passava a mão pelo cabelo. Nós saímos do elevador até sua sala de estar. Eu


fui direto para o banheiro para me limpar e lhe dar um pouco de privacidade. Quando voltei, William estava sentado no sofá com a cabeça entre as mãos. Eu me aconcheguei junto a ele e esfreguei suas costas. Ele se endireitou e agarrou meu pulso em sua mão, seus olhos eram frios. - Não. - Ele assobiou. Eu puxei de volta minha mão e deslizei até o final do sofá. Lamento. - Ele colocou a cabeça para baixo. - Está tudo bem. - Sussurrei. - Você tem muita coisa em sua mente. - Ele balançou a cabeça com minha resposta. - Eu sei que não é justo com você e eu estou tentando, mas é difícil eu chegar perto das pessoas. - Explicou. Eu acenei, deixando-o saber que eu entendia. - Eu estou aqui, não importa quanto tempo levará. Não vou a lugar nenhum. Ele me olhou nos olhos e acenou com a cabeça. - Então, o que o seu advogado tinha a dizer? - Eu perguntei, tentando mudar de assunto. - Ele não acha que eu devo lhe pagar. Ele acha que eu deveria desistir do meu trabalho. Ele olhou para mim com tristeza.


- O que você quer fazer? - Eu perguntei, inclinando-me um pouco mais perto dele, tentando resistir à tentação de tocá-lo. - Eu não sei. Não quero dar a ela um centavo de merda, mas não quero sair do meu trabalho. - Ela ganha de qualquer maneira. - Ele jogou as mãos no ar em derrota. Nós sentamos em silêncio por alguns minutos enquanto pensava sobre suas opções. Finalmente, ele pegou seu telefone do bolso e discou um número. Ele se levantou do sofá e fez o seu caminho através do quarto. - Vou te pagar a porra do dinheiro, mas se eu vir seu rosto novamente ou se você chegar perto de Emma, eu juro, porra, eu mato você!! Eu nunca o tinha visto tão zangado, mas na superfície ele estava calmo. Eu puxei meus joelhos no meu peito, ouvindo-o falar, desejando que eu pudesse ouvir o outro lado da conversa. Ele desligou o telefone e desapareceu em seu quarto, aparecendo novamente alguns minutos mais tarde, com seus sapatos e uma jaqueta leve. - Para onde estamos indo? - Eu me levantei do sofá e caminhei em direção a ele.


- Você vai ficar aqui. - Eu senti meu coração afundar. Ele caminhou em minha direção e segurou meu rosto em suas mãos. - Eu estou indo pagar Abby e tirá-la de nossas vidas. - Ele me beijou na testa, pressionando os lábios duro e persistente por um segundo extra. - Você já pensou mais sobre onde nós podemos ir após a graduação? - Ele perguntou, me pegando de surpresa. Eu pensei que depois de ter descoberto quem o estava ameaçando, não teríamos necessidade de sair. - O quê foi? - Suas sobrancelhas levantaram juntas em confusão. - Você ainda quer ir? - Eu perguntei - Claro. Por que não iria querer? Basta escolher algum lugar quente. - Eu quero você nua, tanto quanto possível. Ele sorriu maliciosamente e se virou para ir embora. - Não atenda a porta para ninguém. - Ele alertou e trancou a porta atrás dele. Suspirei e olhei em volta. Voltei para o sofá e liguei a televisão enquanto pensava em todos os lugares onde poderíamos ir. Percebi que após a formatura nós não teríamos mais que nos esconder, pelo menos não depois de um tempo. Eu me animei com a ideia de andar com ele de mãos dadas pela rua. Eu tinha


me apaixonado por ele e queria ser capaz de contar isto ao mundo. Também pensei sobre o pagamento de um milhão de dólares que ele estava fazendo para que pudesse ficar comigo. Ele poderia ter terminado comigo. Não havia nenhuma prova de que ficamos juntos, mas em vez disso, ele estava pagando sua ex para que pudesse continuar a me ver. Meu pensamento se interrompeu quando bateram à porta. Rapidamente desliguei a televisão e na ponta dos pés fui até a área da cozinha. - Eu sei que você está aí. Uma mulher falou irritada. - Olhei pelo olho mágico para ver Angela, a secretária da faculdade, do outro lado. Peguei meu telefone e liguei para William. - O que há de errado? - Ele perguntou assim que atendeu. - Angela está aqui! - Eu sussurrei, caminhando de volta para o quarto para me distanciar da porta. - Merda. Ela provavelmente viu o meu carro lá embaixo e acha que eu a estou evitando. - Seu carro está lá embaixo? Como você saiu daqui? - Stephen me pegou. Ele queria ir comigo para a entrega do dinheiro. Apenas fique aí


dentro quieta. Ela sairá em breve. - Okay. E o meu carro? - Eu estava mordendo o lábio quando ela bateu novamente. - Eu o mudei de lugar antes de sair. Está estacionado fora do edifício. Emma, eu sinto muito sobre toda esta confusão. - Eu podia ouvir a tristeza em sua voz. - Não se preocupe. - Respondi e desliguei. Andei pelo quarto, sentindo o silêncio amargo da casa. Quando eu tive certeza de que ela havia saído, voltei para a cozinha e olhei pelo olho mágico. Não havia nenhum sinal dela. Suspirei e voltei a deitar no sofá, assistindo televisão. Capítulo Vinte e Oito - Shhh... - William sussurrou quando me levou para sua cama. Esfreguei os olhos e bocejei. - Que horas são? - Perguntei enquanto enrolava meus braços em torno dele e me aconchegava em seu peito. - Já passou das três da manhã. - Ele respondeu enquanto me deitava. - Como foi tudo? - Eu perguntei, puxando as cobertas sobre mim, enquanto ele tirava a roupa. - Ela tem o dinheiro. Tudo finalizado. - Ele sorriu, enquanto se arrastava para a cama atrás


de mim, a mão apoiada no meu quadril. Eu relaxei a sua volta e dormi melhor do que nunca. Na manhã seguinte, acordei com o cheiro de café. Chequei o meu lado, procurando William e ele não estava. Sentei-me, espreguiçando, e me levantei para encontrá-lo. Ele estava no telefone e colocou o dedo aos lábios me pedindo silêncio. Eu andei em torno dele e peguei uma xícara do armário, me servindo de café. O açúcar estava no balcão em frente a ele. Quando cheguei perto, ele deslizou para longe. Eu fiz uma careta para ele e cheguei novamente. Ele se empurrou novamente. Eu me ergui em cima do balcão, meus pés mal tocando o chão e agarrei o recipiente de açúcar. William pressionou seu corpo contra o meu por trás. - Me ligue de volta. - Ele disse ao telefone e me sentou sobre o balcão. Eu sorri enquanto suas mãos deslizavam sobre mim, agarrando meus quadris e me puxando de volta para ele com força. Cheguei até a borda, me segurando no balcão enquanto ele arrancava minha calcinha e a jogava de lado. Ele se inclinou sobre mim para que eu pudesse sentir sua respiração em meu ouvido. - Não


me provoque! - Ele sussurrou enquanto se empurrava entre as minhas coxas, lentamente entrando em mim. Ele foi para trás, balançando penosamente lento seus quadris. Mordi o lábio e agarrei a borda mais apertado, enquanto ele brincava comigo. Seus dedos cravaram em minha pele, quando ele agarrou meus quadris. Um pequeno gemido escapou dos meus lábios. - Você gosta quando eu te fodo lentamente? - Suas palavras saíram combinando a velocidade de seus movimentos. - Sim, senhor. - Eu respirava pesadamente, arqueando as costas em aprovação. Ele deslizou dentro de mim um pouco mais. - Ahh.. - Engoli em seco. Uma de suas mãos deslizou pela minha espinha e envolveu meu cabelo. Ele puxou para trás suavemente enquanto entrava totalmente dentro de mim. Ele acelerou os movimentos e eu poderia afirmar que estava prestes a gozar. - É tão bom sentir você dentro de mim. - Eu ofegava, sabendo que minhas palavras iriam enviá-lo direto à borda. Eu podia sentir minhas paredes pulsando ao redor dele. Ele gemeu, empurrando com força contra mim e nós chegamos juntos. Ele continuou a balançar seus quadris em mim, enquanto ainda sentia seus tremores através de mim.


Ele soltou meu cabelo e eu descansei o rosto contra a bancada de pedra fria, enquanto pegava a minha respiração. William recuou e bateu duro na minha bunda. Eu gritei com o tiro repentino de dor. Seus dedos deslizaram entre as minhas coxas e ele suavemente esfregou os dedos sobre minha umidade. - Mmmmm.... - Lambi meus lábios e fechei os olhos, me movendo com ele. Ele se inclinou sobre mim, seus dentes mordendo a minha orelha. Seus dedos deslizavam para dentro e para fora de mim, novamente. Ele esfregava em círculos lentos, quando senti um novo orgasmo chegando. - Sim. - Eu gemia, apertando meus dedos na borda do balcão. - Diga! - Ele falou quando seus dedos mergulharam dentro de mim. - Eu pertenço a você. - Eu respirei e ele riu um pouco. - Sua buceta pertence a mim. - Suas palavras me derreteram como manteiga. Diga. - Ele deslizou um segundo dedo dentro de mim e me empurrou contra o balcão. - Minha buceta pertence a você. - Eu repeti. Eu falaria qualquer coisa para ele não parar. Ele trabalhou o meu ponto com uma mão, enquanto seus dedos trabalhavam habilmente dentro de mim. Eu gritei de prazer quando ele me empurrou sobre a borda novamente.


William me puxou pelos meus quadris para me ajudar a sair do balcão. Meus joelhos estavam fracos e eu me encostei à ilha para me equilibrar. Ele sorriu para mim e me entregou a minha xícara de café. - O açúcar está no balcão. - Ele sorriu e caminhou até seu quarto. Eu não pude deixar de sorrir pelo resto do dia. William estava sentado na beirada da mesa quando eu cheguei. Seus olhos me seguiram, mas ele rapidamente teve que voltar sua atenção para um aluno que tinha algumas perguntas. De vez em quando ele olhava para mim e meu estômago revirava como se estivesse com milhões de borboletas. Em um momento, ele passou os dedos sobre a boca e fechou os olhos. Eu podia afirmar que ele ainda estava com meu cheiro nos dedos. Corei, olhando para o meu livro na minha frente. Segurei minha respiração quando alguém bateu na porta. Os olhos de William dispararam para mim antes dele se aproximar para ver quem era. Angela estava fora da sala e eu podia ler em sua linguagem corporal que ele não ficou feliz. Ele passou as mãos pelo seu cabelo pelo menos três vezes durante a conversa de dois minutos.


Ele voltou para a sala de aula e continuou exatamente de onde havia parado. Eu queria saber o que eles haviam discutido, mas não podia ficar depois da aula. As pessoas começariam a ficar desconfiadas e nós não precisávamos que mais ninguém soubesse o nosso segredo. Aquele dia infernal finalmente acabou e eu sabia que teria que voltar para casa por um tempo. William e eu saímos separados e eu me dirigi para meu carro. - Emma! - Becka gritou no estacionamento, acenando. Eu sorri e acenei de volta, enquanto ela corria em minha direção. - Hey! - Eu disse quando ela finalmente chegou ao meu carro. - Por que você não retornou nenhuma das minhas ligações? - Ela franziu o cenho. - Oh! Sinto muito. Meu telefone está agindo como um louco recentemente. Acho que preciso de um novo. - Eu menti. - Tudo bem! - Becka respondeu. - Claire e eu estávamos pensando se você queria sair neste fim de semana. Mordi o lábio ao pensar a melhor maneira de recusar, sem ferir seus sentimentos. - Vou pedir a minha tia e te aviso. - Eu sorri.


- Claro, me liga! - Becka disse e se virou em direção ao seu carro. Eu deslizei para o meu lugar, quando meu telefone soou com uma nova mensagem. - Eu olhei e não pude deixar de sorrir ao ler William, o Conquistador! - escrito na tela. - Onde você está indo? Eu pensei por um momento em responder: sua casa, mas eu precisava fazer uma aparição na casa da minha tia. - Minha casa? - Eu sorri com suas palavras e procurei no estacionamento o carro dele. Ele estava estacionado várias linhas longe de mim. - Minha tia vai começar a fazer perguntas se eu não aparecer de vez em quando. Eu enviei Ele não respondeu e eu me esforcei em ver o seu carro. Angela estava junto à sua porta e eles estavam engajados em uma conversa. Eu coloquei meu carro na primeira marcha e saí do estacionamento, me certificando em passar ao seu lado. Não olhei em sua direção quando entrei na rua e fiz meu caminho para minha casa. Capítulo Vinte e Nove


Fiquei surpresa ao ver a minha tia na cozinha quando cheguei. Ela disse olá, mas nem sequer olhou na minha direção. Voltei para o meu quarto quando o meu celular vibrou. - Angela não significa nada para mim. Você sabe disto, certo? Revirei meus olhos e joguei meu celular na minha cama. - Eu estou indo para o quintal. Eu gritei no corredor. - Tanto faz! - Minha tia respondeu de volta. Doeu como estávamos distantes agora. Quando eu era mais jovem, ela era a minha pessoa favorita em todo o mundo ao lado de minha mãe. Depois que ela se afastou, mal nos falávamos. Ela era a cara da minha mãe, mas suas personalidades não poderiam ser mais diferentes. Saí pela porta de trás e espalhei a minha toalha na grama. O sol batia e eu bocejei, espalhando a mão pelo meu estômago. - Você vai queimar essa sua bunda bonita. - Eu pulei ao som da voz de William. - O que você está fazendo aqui? - Eu perguntei enquanto lançava meu olhar para ele. - Você não respondeu. Fiquei preocupado. - Ele parecia genuinamente ferido. Eu revirei


meus olhos. - Você não me respondeu mais cedo e não me vê agindo como uma perseguidora. - Eu respondi, já lamentando minhas palavras enquanto elas rolavam pela minha boca. Ele recuou como se eu tivesse realmente o acertado. - Você está com raiva de mim? - Ele se inclinou sobre os joelhos, o pânico em seu rosto. Ela não significa nada para mim. Ela está tentando trabalhar com seus próprios sentimentos. Ela não quer ficar com o marido. Eu levantei a minha mão para detê-lo. - Eu não me importo sobre seus problemas conjugais. Ela trouxe isso para si mesma. - Ele respirou fundo. - Justo. - Ele olhou para mim com expectativa. - Eu não estou brava com você, mas você tem que entender que tudo isso é muito novo para mim. Eu não sei exatamente o que estamos fazendo aqui, mas sei que vê-lo com Angela me assustou. - Eu divagava. Eu tinha perdido quase todos que eu amava na minha vida e era muito difícil confiar em William. Ele se inclinou para perto de mim, colocando a mão sobre as minhas costas.


- Você não tem nada para se preocupar. - Seus olhos freneticamente procurando os meus. Eu não vou te machucar, Emma. Eu prometo. Eu nunca mais falarei com ela novamente se é isso que você quer. - Eu nunca o tinha visto assim antes. William era sempre tão forte e sempre no controle. Olhando para ele agora, era difícil acreditar que era a mesma pessoa. - Não, eu confio em você. Desculpe-me, eu só tenho um pouco de ciúme em ver vocês dois juntos. - Seus lábios encontraram os meus enquanto ele puxava meu corpo mais perto do dele. Enfiei minha mão em seu cabelo, puxando-o suavemente. Ele me abraçou mais apertado. - Eu pensei que você ia me deixar. - Ele disse no meu ouvido, sua voz tremendo. - Eu não vou a lugar nenhum, William. - Eu fui para trás para olhar nos olhos dele. - Eu te amo. - Seus lábios se chocaram contra os meus novamente. - Eu amo muito você, Emma. - Eu ouvi um barulho dentro da casa. William ouviu também. -Vá! Eu te ligo depois. - Sussurrei. Ele me deu um rápido beijo nos lábios antes de sair. Um minuto depois, minha tia colocou a cabeça para fora da porta. - Eu vou sair. Até amanhã. - Eu balancei a cabeça e sorri. Quando a porta se fechou atrás


de mim, eu me deitei de volta na toalha, dando um suspiro de alívio. Escutei o carro dela acelerar e depois sumir distante. Corri para dentro e peguei meu telefone da cama. Eu tinha várias mensagens frenéticas de William. Eu fiz uma careta e rolei por elas para escrever uma nova mensagem. - Minha tia saiu por toda a noite. - Mordi o lábio e clique em enviar. Peguei uma toalha e fui para o chuveiro para me refrescar depois de ficar embaixo do sol quente. Alguns minutos depois, ouvi o barulho da porta e eu sabia que William tinha chegado. Eu sorri e fiquei de costas para a cortina. Eu ouvi os anéis de metal raspar toda a vara enquanto ele puxava a cortina. - Você é tão bonita. - Ele disse calmamente. Eu sorri por cima do meu ombro para ele. - Você acha que poderia lavar as costas para mim? - Ele sorriu e começou a tirar suas roupas. Eu o senti atrás de mim e me pressionar contra a parede. Ele se aproximou e pegou a esponja de banho da minha mão. Deixei meus braços caírem ao meu lado enquanto ele corria para baixo do meu pescoço. Inclinei minha cabeça para o lado. Ele deslizou a esponja sobre meu ombro e sobre o meu peito. Meu peito arrepiou sob seu toque.


Chupei uma respiração quando ele circulou em torno da outra mama e para baixo do centro do meu estômago. Sua respiração ficou mais pesada no meu ouvido quando ele deslizou entre as minhas pernas. Um gemido escapou e eu apertei minhas mãos na parede a minha frente. - Abra suas pernas. - Obedeci e ele continuou a lavar cada centímetro do meu corpo. Quando eu estava suficientemente limpa, tomei a esponja e retornei o favor. Eu esfreguei sabão sobre seu peito e abaixo de seu estômago. Seus olhos ardiam em mim enquanto eu deslizava na parte inferior, circulando em torno de sua bunda. Era evidente o quanto ele estava se divertindo. Eu segui os músculos em forma de V até os quadris, roçando sua masculinidade com a minha mão. Ele lambeu os lábios, esperando pacientemente para eu ir mais longe. Eu me certifiquei que ele estivesse tão limpo como eu estava. Nós enxaguamos sob a água e peguei um par de toalhas para nós. À medida que nos enxugamos, notei William olhando para mim através do espelho. - O quê? - Eu perguntei, sentindo tímida. - Você é linda. - Ele disse docemente e senti-me corar. Ele envolveu sua toalha frouxamente nos quadris e estendeu a mão para


mim. Deixei escapar minha mão entre seus dedos, esperando o que ele ia fazer. Ele correu a toalha por meus braços e em meu peito. Eu sorri com o quão doce e gentil ele estava sendo. Era um lado dele que eu não consegui ver muito frequentemente. Quando meu corpo estava suficientemente seco, ele esfregou a toalha pelo meu cabelo, deixando-o cair pelos meus ombros em ondas escuras. Ele sorriu, enquanto empurrava meu cabelo para trás. - Perfeito! - Ele se inclinou e me beijou na bochecha. Depois, enrolou a toalha em torno de mim e me colocou em seu colo. - Você já pensou sobre onde você quer ir após a formatura? - Bem. - Eu saí do banheiro para o quarto e William me seguiu. - Eu estava pensando nas Ilhas Carolinas! - Ele sorriu. - Eu estava pensando em um lugar um pouco mais perto. - Eu falei, largando minha toalha e vasculhando minhas gavetas em busca de calcinhas, deslizando nelas. - Eu não sei se as Ilhas Carolinas são uma boa ideia. - Eu balancei a cabeça pensando em


como eu poderia explicar a minha tia que eu tinha dinheiro sobrando para viajar para lugares exóticos. - Okay. E o que você acha sobre a costa oeste? - Ele perguntou enquanto suas mãos deslizavam em torno de minha barriga, enviando tiros de prazer em cada nervo do meu corpo. Seus lábios roçaram meu ombro. - Isso soa agradável. - Fechei meus olhos e inclinei a cabeça, dando-lhe acesso ao meu pescoço. Ele arrastou os beijos do meu ombro em direção ao meu ouvido. Minhas mãos foram por trás dele, correndo os dedos pelo seu cabelo úmido. Seus dedos correram ao longo do topo da minha calcinha, colocando a ponta dos dedos sob o tecido. - William? - Ele resmungou uma resposta em meu pescoço. - Você confia em mim? - Virei a cabeça para encontrar seu olhar. - Sim. - Ele respondeu me olhando olhos. Eu me virei, mordendo meu lábio e o empurrei pelo peito, até a minha cama. Ele se sentou nela. Tirei minha calcinha, chutando-a no chão. William se inclinou para frente, capturando um dos meus mamilos em sua boca, chupando-o e mordendo. Eu


gemia enquanto colocava minhas pernas em cada lado da sua cintura, montando nele. Olhei-o pelo canto do olho enquanto o guiava dentro de mim. Seus dedos cravaram em minhas costas enquanto eu me abaixava sobre ele. Descansei minha testa na dele, respirando seu ar e depois comecei a deslizar meu corpo até embaixo. Com minhas mãos ao lado de seu rosto, lentamente comecei a balançar meus quadris. - Oh, Deus. - Ele gemeu. Suas mãos agarraram firmemente minha bunda, movendo-a fundo e mais rápido. Neste ângulo, o prazer era intenso demais. Eu apertei meus olhos fechados enquanto balançava mais rápido. - Olhe para mim. - Ele respirou. Abri meus olhos enquanto seus quadris se moviam contra os meus. - Eu te amo - Ele gemeu em minha boca. Beijei-o com força, deslizando minha língua pelos seus lábios. - Eu te amo. - Eu ofegava, sentindo meu orgasmo chegando. - Ohh... - Ele diminuiu o movimento e meu orgasmo lentamente voltou atrás. - Eu ainda não disse que pode... – Ele disse empurrando o meu cabelo molhado para trás do meu rosto, enquanto eu gemia.


- Oh, Deus, por favor. - Eu implorei, deslizando minha mão entre nós e, lentamente, me esfregando entre suas pernas. Eu o senti sair de dentro de mim e ele começou a mover novamente seus dedos dentro de mim. - Eu quero provar você. - Sua voz era baixa e sexy. Levantei minha mão, correndo os dedos sobre seu lábio inferior. Mergulhei um dedo dentro de sua boca e um rosnado baixo soou em seu peito. Em um movimento rápido, ele me deixou embaixo dele. Empurrei meu seios até que seus lábios o encontraram. Ele beijou rapidamente meu estômago, chegando entre as minhas pernas. Empurrei meus quadris para cima em sua boca, enquanto sua língua habilmente encontrava meu ponto de prazer. Corri minhas mãos pelo seu cabelo, passando os dedos nele e puxando. - William. - Eu gemia. Ele gemeu de volta, enviando vibrações maravilhosas pelo meu corpo. Minhas pernas apertaram em torno dele quando meu orgasmo se aproximou. William deslizou seus dedos dentro do meu corpo, enquanto eu convulsionava. Após a onda inicial de prazer, ele se arrastou em cima de mim, deslizando em minha umidade. Meu corpo continuou a


apertar em torno dele quando veio outro orgasmo, batendo em mim com força, na mesma hora que chegou o dele. Seu dedo correu pela minha sobrancelha enquanto ele estudava o meu rosto. - O quê? - Eu perguntei como a testa enrugada. - Eu simplesmente não posso acreditar o quão sortudo eu sou. - Eu sorri e ele me puxou para junto dele e me beijou. Capítulo Vinte e Nove Na manhã seguinte, acordei sozinha. Senti algo ao lado dos meus dedos e me deparei com um pedaço de papel encaixado entre eles. Apanhei-o e li. - Estou com saudades. Amor, William. Eu sorri e levantei da cama para me preparar para a faculdade. Os últimos dias voaram. Passei todo meu tempo livre me preparando para a formatura e para as férias. Eu consegui algumas horas para sair com Becka e Claire, sabendo que não conseguiria encontrá-las depois da formatura. William e eu partiríamos para a Califórnia na noite da cerimônia. Peguei uma mochila e fui até a casa de William. Eu estava animada em mostrálo o novo


biquíni branco que eu havia comprado para a viagem. Corri até as escadas de sua casa e coloquei na fechadura a chave que ele tinha feito para mim. William estava sentado no sofá, com a cabeça entre as mãos. Um pequeno pedaço de papel pendurado entre seus dedos. Ele olhou para mim enquanto eu entrava. Eu sorri, mas ele não sorriu de volta. - O que há de errado? - Eu perguntei, jogando minhas coisas em cima do balcão e correndo para o seu lado. Tive o cuidado de não tocá-lo. Quando ele ficava chateado, ele recorria a seu antigo eu e ficava muito distante. Ele respirou fundo, fechando os olhos e me estendeu o pedaço de papel. Eu tomei dele e abri para ler o conteúdo. - Antes que eu mate você, eu quero que você a veja morrer. - Deixei a nota cair no chão e apertei as mãos sobre minha boca. - Oh, meu Deus. - Sussurrei. William assentiu, mas não olhou na minha direção. Em vez disso, ele olhou ao longe. - Temos de chamar a polícia. - Eu disse, minha voz trêmula. Ele passou as mãos pelo seu


cabelo, debatendo sobre o que faria a seguir. - Eu vou cuidar disso. - Ele se levantou do sofá e caminhou em direção à porta. Eu pulei, bloqueando seu caminho. Coloquei minha mão em seu peito. Seus olhos olharam para minha mão e de volta para mim. Eu puxei minha mão de volta, não querendo abusar da sorte. - Você não pode ir lá sozinho. Você pode fazer alguma coisa que depois se arrependerá! Eu podia sentir o nó se formando em minha garganta e eu tive que piscar várias vezes para manter minhas lágrimas para dentro. - Eu não vou fazer nada com ela. Eu só quero acabar com isso de uma vez por todas. - Seus olhos queimavam nos meus. Mordi o lábio e saí do caminho. - Tranque a porta. Não deixe porra nenhuma entrar nesta casa. Eu não me importo se estiver em chamas. Você entendeu? - Ele gritou. Eu concordei e o segui até a porta. Fiquei olhando ele descer os degraus até desaparecer do olho mágico. Virei de costas para a porta e coloquei minha cabeça contra ela, enquanto deslizava até o chão, abracei meus joelhos no meu peito. Parecia que uma eternidade havia se passado desde que William saiu pela porta e eu


continuei verificando meu telefone a cada minuto para me certificar de que ele não estava desligado. Não havia chamada ou nova mensagem e eu estava entrando em desespero de preocupação. Uma batida rápida veio pela porta, parecendo que era dentro da minha cabeça. Dei um pulo e me arrastei pelo chão, me afastando da porta. Eu me virei e vi quando alguém tentou a maçaneta e bateu mais forte. - William? - A voz frenética de Angela chamava do outro lado da porta. Meu celular vibrou em cima do balcão e eu pulei para agarrá-lo, com medo que Angela pudesse ouvi-lo. - Não é Abby! Eu estou a caminho! - Olhei para a porta e de volta para a mensagem. Eu digitei tão rápido quanto meus dedos trêmulos conseguiam. - Angela está aqui!! - Não a deixe entrar em hipótese alguma! - Eu segurei o telefone no meu peito enquanto sua voz ficava mais alta e histérica. - Eu posso ouvir você aí! Por favor, por favor, deixe-me entrar! Mordi o lábio e caminhei para o olho mágico. Se Angela era a pessoa que escrevia as


notas, eu não tinha razão para fingir que não estava lá. Se eu lhe dissesse que William não estava em casa, talvez ela fosse embora. - Ele... ele não está aqui! - Eu falei gaguejando, minha voz embargada. Ela ficou em silêncio por um momento, em seguida, bateu novamente. - Por favor, me deixe entrar! Senão vou morrer! - Ela gritou. Eu recuei. Isso era realmente dramático, mesmo para uma mulher desprezada. - Vá embora! - Eu gritei, tentando não parecer assustada. - Estou chamando a polícia! - Tentei manter minha voz firme. Ela bateu rapidamente e gritou uma última vez. Depois de um momento em que o corredor ficou em silêncio, eu olhei para o buraco para ver se ela havia ido embora. De repente, apareceu um olho me olhando de volta. Não era Angela. Eu pulei para trás e coloquei minha a mão sobre minha boca para não gritar. Eu estava respirando tão forte que eu pensei que iria desmaiar. - Vai sair ou eu tenho que arrombar a porta? Sua voz era ameaçadora e me enviou um arrepio pela espinha. Ele tentou a maçaneta da porta e bateu o corpo contra ela algumas vezes, mas a porta se manteve firme. Eu peguei meu telefone e liguei para William.


-E... ele está na porta... Acho que e... ele matou sua... não venha aqui! - Eu gaguejava incapaz de me manter sem quebrar. - Emma, acalme-se. Respire. Ninguém está aqui. - Meu coração saltou para minha garganta. Eu bati contra a porta e olhei para fora. William estava de pé, procurando a área ao redor da porta sem encontrar nada fora do lugar. De repente, o espaço iluminado atrás dele escureceu. - William! - Eu gritei. William virou e o homem o golpeou com força no rosto. - Não! - Eu gritei, impotente contra a porta. William se recuperou e bateu de volta. Seu punho o atingiu e enviou-o tropeçando para trás, mas ele se recuperou antes de cair pela escada. Algo chamou a atenção de William, além do alcance do olho magico e foi a oportunidade perfeita para o homem atacar novamente. Ele bateu duro no estomago de William, fazendo-o dobrar de dor, com um gemido. William usou seu cotovelo para acertá-lo nas costelas. Agarrou-o pelo cabelo e lhe deu um golpe no rosto com seu joelho. O homem balançou violentamente, o sangue encharcando seu rosto. Ele bateu algumas vezes, mas William não desistia. William, por fim, deu um chute com seu pé no


peito do homem, fazendo-o voar para baixo, até cair pelas escadas. - Ela está viva! - William berrou. Eu podia ouvi-lo falando baixinho do outro lado, seus passos soando em direção ao próximo andar. Mordi o lábio enquanto eu observava suas sombras em movimento. Depois de alguns instantes, meu telefone vibrou, quando chegou uma nova mensagem de texto. - Vá para o terceiro andar e espere por mim. Não faça nenhum som. - Peguei minhas coisas em cima do balcão e guardei no armário de baixo. Eu entrei no elevador e fui ao próximo nível. Sentei sozinha no escuro enquanto luzes azuis e vermelhas brilhavam por entre as fendas das janelas e das cortinas blackout. Depois de algum tempo, meus olhos se adaptaram à escuridão e fui capaz de fazer o meu caminho pela sala, sem bater em nada. Deparei-me com algumas prateleiras na parte de trás da sala. Corri minhas mãos sobre os itens, examinando-os. Havia chicotes e correntes e alguns itens que eu nunca tinha visto antes. Senti minhas bochechas queimarem quando me deparei com um objeto


prata, longo e liso. Eu torci o fundo e ele vibrou em minhas mãos, me fazendo pular. Sentei-me em frente à prateleira e continuei a olhar em volta, quando minha mão vibrou novamente. Meu coração quase bateu no meu peito. - Venha para baixo a menos que você queira que eu suba. - Eu sorri. Por mais tentador que fosse, hoje à noite eu só queria algo para relaxar. Entrei no elevador, quando as portas se abriram, olhei ao redor para ter certeza de que estávamos sozinhos. William estava sozinho no centro da sala. Corri para ele, meus pés incapazes de me levar com rapidez suficiente para seus braços. Passei meus braços em volta de seu pescoço e ele me apertou com força, levantando-me do chão. Lágrimas de alívio surgiram nos meus olhos. - Shhh... - Ele sussurrou enquanto acariciava os meus cabelos. - Tudo acabou. Eu me afastei dele e segurei seu rosto em minhas mãos. - É o fim. - Ele repetiu, olhando nos meus olhos. Descansei minha testa contra a dele e fechei os olhos. - Eu estava tão preocupada. - Sussurrei, balançando a cabeça. Ele me segurou mais apertado. - Ele era o marido de Angela. Os policiais o levaram. Eles fizeram constar no prontuário


como um caso passional de um marido com ciúmes de sua esposa. Estamos a salvo agora. - Ele beijou minha testa, deixando os lábios permanecerem mais um pouco. - Ela não sabe quem estava aqui. Ela pensa que era alguma mulher de uma noite só e que eu saí para espairecer antes que ela acordasse. - Tomei uma respiração profunda. - Como ela está? - Eles a levaram para o hospital para fazer alguns exames, mas ela vai ficar bem. - Suas mãos deslizaram para cima e para baixo pelo meu corpo até eu me acalmar. Eu não queria sair de seus braços. Ele me pegou e me levou para sua cama. Capítulo Trinta Meus joelhos tremiam quando fui para a frente da multidão. Joguei as franjas do meu capelo para o outro lado, enquanto meus olhos se encontraram com os de William. Ele sorriu com orgulho para mim e eu não pude deixar de sorrir de volta para ele. Minha tia estava sentada a apenas algumas filas de distância e eu sorri e acenei com a cabeça em sua direção. Quando pisei fora do palco, não podia esperar mais para sair. Queria correr para o aeroporto e ficar o mais longe possível deste lugar. Depois de tudo que tinha acontecido com


Angela e seu marido, tudo que eu queria era algum tempo para relaxar. Abracei meus amigos e fiquei em torno deles parada, enquanto o homem que eu amava secretamente passou. Eu não podia me concentrar na conversa enquanto ele se movia atrás de mim, sua mão roçando na minha bunda. - Você está se sentindo bem? - Claire perguntou. Olhei para ela com os olhos arregalados. Você está bem? - Ela repetiu. Eu ri nervosamente. - Sim, eu acho que estou apenas em estado de choque por finalmente ter me formado! - Um colega gritou perto de mim, enquanto me misturava com a multidão em direção a minha tia. - Eu ainda não posso acreditar que você está indo para a Califórnia com seus amigos! Judy esfregou meu braço e, por um momento, ela parecia triste. Olhei por cima do meu ombro para ter certeza de que meus amigos estavam fora do alcance da sua voz. O caminho estava livre. - Sim, nós vamos ter um grande momento! - Eu sorri. Ela sorriu de volta e me puxou para um abraço. Hesitei antes de colocar meus braços em volta dela. Não tinha certeza se ela estava feliz por eu me formar ou feliz por se livrar de mim por algumas semanas.


Eu não podia sair do estacionamento rápido o suficiente. Dirigi poucos quarteirões de distância e entrei no estacionamento do Pizza Palace. Após dez minutos, o carro preto de William parou ao meu lado. Sorri de orelha a orelha enquanto esperava por ele. Ele saiu de seu carro e entrou no meu banco do passageiro. Passou a mão no meu cabelo e me beijou com força. - Deus, eu te amo! - Ele sorriu, sua testa contra a minha. - Você está pronta? Eu balancei a cabeça. - Eu mal podia esperar para ficar longe deste lugar. - Ele sorriu e me beijou rapidamente na testa antes de sair do carro e pegar minhas malas. Eu saí, fechando a minha porta quando olhei ao redor. Ninguém estava à vista e eu pulei para o lado do passageiro de seu carro. Ele sorriu, deslizando sua mão sobre a minha e entrelaçou nossos dedos antes de partir para o aeroporto. Chegamos no início da tarde no aeroporto de Los Angeles. Eu segurava a mão de William enquanto ele puxava com a outra mão o carrinho para pegar nossas bagagens na esteira. Ele passou o braço em volta de mim e me puxou contra ele. Era tão libertador não ter que esconder de ninguém. Depois do incidente com Angela, nós ficamos ainda mais próximos.


Ele pegou nossas coisas e caminhamos através da multidão anônima. Os olhares que recebíamos, eram apenas de algumas mulheres atirando a William um ou dois sorrisos sedutores. À medida que saímos para o sol, vimos uma fila de carros alinhados na rua com homens segurando cartazes para chamar seus passageiros. William passou as mãos pelos cabelos e soltou um suspiro. Eu segui os olhos até um sinal que lia Sr. Honor! - Vamos! - Ele sorriu, me puxando pela mão por trás dele. O homem vestindo um terno preto sorriu e abriu a porta para mim. Eu educadamente agradeci e deslizei para dentro. O carro cheirava a couro e me fez pensar no terceiro andar da casa de William. Eu não podia deixar de sorrir. - O quê foi? - Ele perguntou com um meio sorriso. - Nada. - Ele apertou minha mão mais ainda enquanto nós atravessávamos as ruas movimentadas. Eu não conseguia tirar os olhos da paisagem de milhões de dólares. Portões enormes forravam toda a rua, espalhando inúmeras mansões a nossa volta. Turistas apareciam por toda parte tirando fotos. Tudo aqui era maior do que qualquer coisa que já vi na vida.


- Você já esteve aqui antes? - Eu perguntei, não tirando os olhos das pessoas do lado de fora. - Sim. - Ele disse com um sorriso na sua voz. Lancei-lhe um sorriso rápido, enquanto ele me puxava para o lado dele. Eu passei meu braço em volta de sua cintura e o abracei com força. Ele estava com um humor incrível e queria aproveitar este momento completamente. Havia mais alguma coisa lá também. Ele parecia nervoso, o que era adorável vindo de um homem que sempre estava no controle. Nosso carro saiu da avenida principal e fez algumas voltas antes de parar na frente de um portão. O motorista abriu a janela e digitou um código no teclado, fazendo com que o portão se abrisse. - Onde estamos? - Sentei-me, tentando dar uma olhada melhor, mas William me segurou contra ele. O carro circulou uma fonte enorme e parou do lado de fora de uma casa enorme. O motorista abriu minha porta e eu olhei para William. - Vá em frente. - Ele me beijou na testa e me liberou. Eu saí para o ar ameno, admirando aquela casa espetacular. - Ela é incrível. - Eu disse com admiração quando William chegou ao meu lado.


Pilares enormes saíam da varanda branca, que estava coberta de lindas flores. - Vamos! - Ele sorriu, pegando a minha mão e me puxando até à porta principal. - E nossas bagagens? - Apontei de volta para o carro. Ele fez uma careta para mim. - Alguém irá trazer, não se preocupe. - Ele disse, com um aceno da mão. Entramos e eu olhei admirada ao redor. O chão era de mármore branco com um candelabro enorme pendurado no teto. À frente, duas enormes escadarias idênticas. William sorriu para mim. - Avassalador? - Ele perguntou. Tudo que eu podia fazer era concordar com a cabeça. Neste momento eu realmente tomei consciência que depois da loucura das últimas semanas nós teríamos ótimas férias. - Vamos. Eu quero lhe mostrar o nosso quarto. - Ele sorriu e caminhou em direção à escada que estava à direita. Eu segui atrás dele até uma porta no topo dos degraus. Ele abriu para revelar um quarto do tamanho da minha casa. As paredes estavam cobertas de caros papéis de parede escuros e madeira maciça. No centro, ao lado da cama, havia uma pintura gigante. Entrei e passei a mão sobre a pintura.


- Tão bonita quanto você. - disse William atrás de mim, passando os braços em volta da minha cintura. - Você é a coisa mais bela nesta casa. - Ele beijou meu rosto e eu não pude deixar de corar. Ele estava sendo tão diferente. Eu só podia supor que um enorme peso tivesse sido tirado de seus ombros após a prisão do marido de Angela. Ele me empurrou de brincadeira sobre os cobertores macios que me engoliram inteira. Eu ri quando ele se jogou em cima de mim, seus dedos traçando meu queixo. Sua expressão ficou séria por um momento e deixei escapar um riso nervoso. Ele olhou para a parede atrás de mim. - O quê foi? - Eu perguntei tentando olhar acima da minha cabeça. Ele sorriu e me beijou rapidamente. - Eu só estava tentando descobrir como amarraria você nesta cama. - Eu ri quando alguém limpou sua garganta atrás de nós. William e eu olhamos para a porta. - Seus pertences, Sr. William. - O homem falou. - Os senhores querem algo para o almoço? - Perguntou ele. William olhou para mim e de volta para a porta. - Não, obrigado. Nós sairemos para almoçar. O jantar pode ser servido às oito.


O homem acenou com a cabeça e saiu da sala. Eu inclinei minha cabeça para o lado, mas ele apenas sorriu. Ele saiu da cama e estendeu a mão para mim. Eu deslizei meus dedos nos seus e ele facilmente me puxou da cama. - Com fome? - Ele perguntou envolvendo os braços em minha cintura. Percebi que o meu estômago estava completamente vazio. - Muito. - Eu disse, colocando a mão no meu estômago. Nós nos trocamos rapidamente e caminhamos até a garagem. Um pequeno conversível preto estava estacionado. - Você gosta? - William perguntou enquanto apertava o alarme em suas chaves. Os faróis piscaram e o carro buzinou em resposta. - Sorri e balancei a cabeça quando deslizava para o banco. Fizemos nosso caminho pela cidade até um pequeno restaurante isolado. Sentamos na janela da frente, observando os transeuntes enquanto eles não nos davam uma segunda olhada. - Eu poderia me acostumar com isso. - Eu sorri. William franziu a testa. - Eu quis dizer ser capaz de ficar em público com você. É bom. - Eu sorri, colocando a mão sobre a sua. Seu rosto relaxou, mas eu poderia perceber que algo estava em sua mente.


- O que é isso? - Eu perguntei, girando minha colher na minha sopa. Ele balançou a cabeça, enquanto empurrava a comida no seu prato. - Eu sei que tudo isto é divertido, mas pode realmente destruir a vida de alguém, se você deixar. - Eu sabia que ele estava se referindo a Abby e toda a confusão que ocorreu entre nós. - William, olhe para mim. Eu nem sabia sobre a existência desta parte de sua vida. Eu não me importo com nada disso. Eu te amo. - Eu olhei nos olhos dele, falando exatamente como eu me sentia. Ele respirou fundo e olhou de volta para sua comida. Eu sabia que ele achava que tinha algo especial com Abby também, antes que ela pegasse o dinheiro e deixasse seu coração partido. - Você confia em mim? - Eu perguntei, sorrindo quando pensava da última vez que eu tinha feito a ele essa pergunta. - Claro que sim. - Ele disse, sua expressão amolecendo. Eu sorri. - Eu não sou ela. - Sussurrei. Ele passou as mãos pelo seu cabelo bagunçado. - Vamos sair daqui. Eu quero lhe mostrar uma coisa. - Eu sorri e coloquei meu guardanapo ao lado do meu prato. - Para onde estamos indo? - Eu coloquei minha mão na sua, enquanto me


levantava da mesa. - É uma surpresa. - Ele piscou para mim, colocando algum dinheiro sobre a mesa. Capítulo Trinta e Um Saímos da cidade cheia para uma estrada completamente arborizada. Ele abaixou a capota e meu cabelo rodava no meu rosto enquanto a radio tocava. - Quase lá. - William gritou sobre o barulho. Eu sorri para ele, apertando sua mão. Nós saímos da rodovia principal para uma estrada menor. Depois de alguns minutos rodando ladeados por muitas árvores, chegamos a uma clareira. William estacionou o carro e sorriu pra mim. - Vamos! - Ele disse quando saiu do carro e veio para o meu lado abrir a porta. Ele agarrou minha mão e me puxou para frente. Ficamos na beira de um corredor enorme, com vista para a cidade. - Isso é lindo! - Sorri quando ele passou os braços em volta da minha cintura por trás. Eu esfreguei minha mão sobre a dele. Ele se inclinou e beijou meu pescoço.


- Este é o lugar aonde vou quando quero ficar sozinho. Nunca trouxe ninguém aqui antes. Seu aperto relaxou um pouco quando ele apoiou o queixo no meu ombro. - É incrível. Obrigado por me trazer aqui. - Ele me virou em seus braços para encará-lo. - Eu sei que tenho alguns problemas graves de confiança, mas eu estou trabalhando duro para passar por eles. Espero que você consiga ver isso. - Passei meus braços em volta do seu pescoço, atiçando seu cabelo com meus dedos. - Eu te amo, William. Não vou a lugar nenhum. Nenhuma quantidade de dinheiro no mundo poderia se comparar a este momento aqui. - Eu lhe garanti. Era quase triste ver um homem que parecia tão forte e confiante tão incrivelmente assustado. Ele me puxou firmemente contra ele e beijou o topo da minha cabeça. Eu sabia que no subconsciente, ele estava se preparando para o pior. Eu simplesmente não conseguia entender o porquê. Depois de tudo que tínhamos passado juntos, com certeza ele sabia que eu não estava disposta a correr agora. Pressionei meus lábios na curva do seu pescoço, fazendo uma pausa para ele avaliar minha resposta.


Seus quadris pressionaram contra os meus. Eu o beijei novamente, deixando meus lábios trilharem até seu ouvido. Ele inclinou a cabeça para perto de mim, respirando profundamente. - Se você não parar com isso agora, eu vou ter que te foder aqui. - Sua voz era baixa e eu sabia que seu humor havia mudado para o William ranzinza. Eu sorri e mordi suavemente em seu lóbulo da orelha. Seus dedos cravaram em meus quadris e ele me virou, deitando-me de bruços sobre o capô de seu carro esporte. Eu abri meus dedos sobre o capô quando o ouvi tirando suas calças. Ele subiu minha saia até minha cintura e puxou minha calcinha para o lado. Eu mordi meu lábio, preparando para o que estava por vir. Ele se empurrou violentamente dentro de mim, me forçando para baixo contra o metal quente. Eu gemia, enquanto ele batia em mim de novo e de novo. Fizemos nosso caminho de volta para a grande casa, ambos muito mais relaxados. O sol se pôs, mas as ruas estavam iluminadas como se fosse dia, com todas as lojas e restaurantes. O telefone de William tocou e ele atendeu, ficando cada vez mais irritado com


cada palavra. Eu podia sentir a diferença no ar quando William socou uma seqüência de números no teclado do portão e as portas se abriram. Nós estacionamos na frente da casa e William atirou as chaves para um homem, diminuindo um pouco os passos para me esperar entrar. Ele não disse uma palavra quando fizemos o nosso caminho da escada até o quarto. - O que há de errado? - Perguntei quando ele fechou a porta atrás de nós, colocando minhas mãos em seu peito. Ele olhou para as minhas mãos, mas não se moveu para trás ou tentou removêlos. - Eu não sabia que eles estavam vindo. Podemos sair agora se você quiser e tentar conseguir um quarto de hotel. - Ele passou as mãos pelos seus cabelos. - Quem? - Eu perguntei, cada vez mais assustada com este comportamento repentino. - Meus pais. - Seus olhos se fixaram nos meus. – Oh. - Eu deixei minhas mãos escorregarem do seu peito. Ele não queria que seu pai soubesse sobre mim. Era como tomar um soco no estômago. Eu tinha finalmente me convencido que poderíamos ser um casal normal e com suas palavras eu senti todo o ar sendo sugado para fora dos


meus pulmões de uma só vez. - Apenas me leve para casa. - Eu sussurrei, ficando longe dele para que ele não soubesse como me machucava. - Hey! - Ele agarrou meu braço, me forçando a voltar e enfrentá-lo. - Eu apenas não queria incomodá-la. - Eu puxei meu braço para trás, incapaz de conter minha raiva. - Se você não queria que ninguém soubesse sobre mim, por que você me trouxe para sua casa? - Eu perguntei, minha garganta apertada. - Eu não sabia que eles viriam. Supostamente era para meu pai estar na Irlanda pelas próximas semanas. - Ele parecia confuso pela minha súbita explosão. Eu cruzei meus braços sobre o meu peito. - Eu não estou tentando te esconder, Emma. Eu só não queria sujeitá-la ao meu pai. Ele não é um bom homem. - Eu olhei pra ele e para baixo. Ele olhou para mim assustado. - William? - Um homem chamou no andar de baixo e seu corpo ficou rígido. - Eu amo você, Emma. Eu não tenho vergonha de você. - Ele agarrou meu braço e me levou para fora do quarto, até o patamar que ligava as escadas.


- Aí está você. - O homem riu profundamente. Ele estava no centro do saguão de entrada. Ele parecia uma versão mais velha de William. O pai de William me cumprimentou com a cabeça. - Quem é sua amiga? - Seu pai perguntou. As mãos de William estavam segurando minha cintura apertado. - Esta é Emma, minha namorada. Emma, este é o meu pai, Gerald Honor. Uma luz clicou na minha cabeça quando ouvi o nome do seu pai. Eu tinha ouvido e visto impresso seu nome em vários cartazes de filmes. Ele era um diretor extremamente bem sucedido. - Prazer em conhecê-lo. - Eu balancei a cabeça e sorri. - Eu tenho certeza que é. - Ele riu e eu percebi o que William estava tentando me avisar. - Bem, vamos lá para baixo cumprimentar sua mãe. Ela ficará feliz em te ver. Só então uma mulher mais velha com cabelo curto encaracolado entrou pela porta. - William! - Ela gritou e estendeu os braços para ele. Nós descemos a escada gigante e ele lhe deu um longo abraço. Eu fiquei sem jeito do seu lado, ignorando o fato de que Gerald estava me olhando de cima a baixo.


- Quem é esta, querido? - Mãe, esta é a minha namorada, Emma. Emma, esta é minha mãe, Martha. - Eu sorri nervosa e segurei a sua mão. - Prazer em conhecê-la, Emma. - Ela sorriu sinceramente para mim e eu me senti um pouco mais à vontade. - Chega disso. Vamos jantar. - Gerald disse, se afastando de nós. Olhei para William que me lançou um olhar aflito. Eu sorri, tentando aliviar sua preocupação. Sentamos à mesa de grandes dimensões em silêncio, enquanto os funcionários serviam a nossa comida. - Isso parece incrível. - Eu sorri para a mulher que tinha colocado um prato na minha frente. Ela sorriu de volta, mas seu rosto ficou em branco quando seus olhos encontraram o Sr. Honor. - Como tudo deveria estar. - Ele disse friamente para ela e ela olhou para o chão enquanto rapidamente voltava para a cozinha. Ele me lançou um olhar e eu olhei para o meu prato. - Então, onde vocês se conheceram? - Marta perguntou, enquanto tomava um gole de vinho de seu copo. William enfiou a mão por baixo da mesa e esfregou meu joelho.


- Em Kippling. - Ele respondeu. Seu pai segurou o copo em sua boca por um momento antes de tomar um gole e colocar o copo de volta na mesa com força. - Bem, eu acho que isto é bom. Não é, Gerald?- Martha estava silenciosamente lhe suplicando para ser gentil. Seus olhos dançaram entre nós. - Acho que eu deveria pegar o talão de cheques. - Ele disse friamente e começou a cortar o bife. Eu senti o sangue correr em minhas bochechas quando a mão de William agarrou meu joelho firmemente. Eu me senti mal. Coloquei minha mão em cima da dele e esfreguei suavemente. Ele estava com seu queixo duro e os músculos saltaram, eu sabia que era apenas uma questão de minutos antes que ele perdesse o controle. - Isso não será necessário Sr. Honor, ao contrário de algumas pessoas, eu não coloco o dinheiro sobre o amor. - Sorri para William, que parecia positivamente excitado por eu ter me manifestado. - Você gosta de jogar duro, não é? O que seria preciso, dois milhões? Três? Ele sorriu e meu sangue começou a ferver. Eu coloquei meu guardanapo no meu prato e empurrei a cadeira para trás para ficar de pé.


- Peço licença e desculpas a senhora, mas eu preciso me retirar. - Eu balancei a cabeça para a mãe de William antes de sair da sala. Ouvi William gritando e seus gritos ecoavam pelas paredes enquanto eu invadia as escadas para pegar minhas coisas. - Emma! - William abriu a porta e correu para o meu lado. - Tire-me daqui. - Eu estava empurrando minhas coisas na minha bolsa enquanto as lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto. Ele passou os braços em volta de mim e me puxou em seu peito. - Eu sinto muito. - Ele esfregava meu cabelo, enquanto me balançava para frente e para trás. Uma pequena batida veio da porta. - Por favor, não vá embora deste jeito, William. Nós não te vimos em anos. Martha implorou. Ela parecia à beira das lágrimas. - Ela não é Abby. - Ele disse, apertando-me mais ainda. - Eu sei. - Sua mãe sorriu, mas seus olhos estavam cheios de tristeza. - Meu William é um menino especial. Por favor, cuide bem dele. - Eu balancei a cabeça e ela se virou para sair, fechando a porta atrás dela. William passou os polegares sobre meu rosto para


enxugar as lágrimas. - Vamos sair daqui. - Ele disse baixinho, beijando-me na testa. Nós rodamos em silencio durante todo o caminho até o hotel. Eu olhei para fora da janela, observando as luzes piscarem para mim. William estava com um humor muito melhor, considerando a sua briga com seu pai. Eu só podia supor que parte dele que ainda estava preocupado que eu iria pegar o dinheiro e correr sem dar-lhe um segundo pensamento. Eu esperava que depois desta noite, ele não tivesse mais dúvida dos meus sentimentos por ele novamente. Eu me arrastei para a cama e me enrolei em um bola. Estava exausta e com fome. Não tinha conseguido terminar meu almoço, para não mencionar que eu não tive a oportunidade de desfrutar o meu jantar. William escorregou atrás de mim e me beijou suavemente no ombro. -Você está bem? - Ele perguntou, seus lábios contra a minha pele. Eu balancei a cabeça e mordi o lábio. - O que há de errado? - Ele perguntou me virando para que ele pudesse ver meu rosto. Ele estava tão preocupado, tão carinhoso.


- Estou com fome e meu estômago está doendo. - Eu suspirei enquanto eu esfregava a mão sobre minha barriga. Suas sobrancelhas se ergueram, enquanto ele examinava o meu rosto. - Eu vou correr até uma loja e pegar algo para você. - Ele me beijou na testa e saiu da sala antes que eu pudesse protestar. - Emma. - William sussurrou em meu ouvido, sacudindo-me dos meus sonhos. - O quê? - Eu perguntei, esfregando os olhos. - Levante-se! - Ele ordenou com a voz baixa. Afastei sua mão, enterrando meu rosto no cobertor. - Eu não estou no clima. - Eu gemia. Sua mão agarrou meu pulso e apertou, enquanto ele me puxava. - Levante-se agora. - Sua voz estava brava, mas baixa e eu poderia afirmar que ele não estava de bom humor. Ele me puxou em direção ao banheiro do hotel e acendeu a luz. Ficou insanamente brilhante e eu tive que cobrir meus olhos da intrusão dura. William colocou algo sobre a bancada. O golpe forte quando ele apoiou o objeto, me fez saltar. Ele não olhava para mim. Olhei para o balcão e de volta para ele.


- O que é isso? - Sussurrei. Eu estava começando a ficar com medo. Ele esfregou as mãos pelo seu cabelo e sobre sua boca. - É um teste de gravidez. - Meu estômago começou a dar cambalhotas. - Mas eu não estou... eu quero dizer, não pode ser! - Meus pensamentos retornaram aos encontros que tive com William. Meu coração afundou quando percebi que nem sempre tomamos cuidado, quando éramos pegos no calor do momento. E William estava me culpando?! Mordi o lábio e olhei para ele, incapaz de formar palavras. - Agora! - Ele sussurrou, seus olhos correndo para os meus e voltando para o corredor atrás de mim. Eu pulei com seu tom zangado e agarrei o teste no balcão. Eu estava mortificada. Gravidez nunca tinha passado pela minha cabeça. Relutantemente fiz o teste e me sentei de volta na bancada ao lado dele. Meus olhos transbordavam de lágrimas quando eu o empurrei quando ele passou sua mão no meu ombro. Eu comecei a recolher minhas coisas freneticamente, querendo desesperadamente ficar o mais longe dele possível. Olhei para trás em direção ao banheiro antes de arrastar minhas coisas para fora da porta. William não tentou me parar.


Eu me atrapalhei com o meu telefone quando saía para a calçada em frente ao edifício. Eu estava em uma cidade estranha, milhares de quilômetros de todos que eu conhecia, sem ter aonde ir. Pulei no primeiro táxi que apareceu na rua. - Para onde? - Um hotel, algo barato, mas seguro. - Eu sufocava entre soluços. O motorista assentiu e saiu para longe do meio-fio. Nós dirigimos por cerca de dez minutos antes parar do lado de fora de um hotel. - Obrigada. - Eu disse, enxugando minhas lágrimas e entregando-lhe algum dinheiro da minha bolsa. Eu arrastei minhas coisas pelo hotel, pagando com um cartão de crédito para emergências. Meu telefone não tocou naquela noite. No dia seguinte, acordei me sentindo como se tivesse sido atropelada por um caminhão. Folheei a lista telefônica e liguei para o aeroporto para marcar minha viagem de volta para casa. Eu mal podia respirar, mal conseguia pensar. Meu coração afundou quando meus pensamentos voltaram para William. Eu precisava sair deste lugar antes que perdesse a minha coragem e saísse correndo de volta pra


ele. Marquei um vôo para dali a poucas horas e parti para esperar no aeroporto. O tempo voou e antes que eu pensasse, já estava sentada no avião, voltando para a Flórida. Dormi por toda a viagem, depois de passar a noite acordada chorando. Capítulo Trinta e Dois O avião pousou e saí do aeroporto. Passei meus braços em volta de mim e fiquei esperando minhas malas, meu olhar perdido. Peguei minhas coisas e saí para a calçada. Não tinha para onde ir. Minha tia não estava me esperando em casa por dias. Peguei meu telefone e olhei para a tela. Não havia nenhuma chamada perdida ou nova mensagem. Suspirei enquanto rolava minha agenda pelos poucos números que tinha. - Você pode me fazer um favor? Eu cliquei enviar e esperei por uma resposta. Poucos minutos depois meu telefone tocou e eu sorri nervosa enquanto atendia. - Ei, Jeff. Todo mundo que eu conheço está em férias, comemorando a formatura. Jeff havia mencionado que ele ficaria para trás. Conversamos por alguns minutos. - Obrigada, eu realmente aprecio isso.


Sentei-me na calçada e esperei Jeff chegar. Peguei uma laranja da minha bolsa e peguei um pequeno gomo, colocando na minha boca. Meu estômago estava se contorcendo em dores. Fechei o pacote quando pensei em William. Se ele soubesse que eu não estava no período fértil, talvez não tivesse se comportado daquele jeito. Mas de certa maneira, eu estava feliz por ter descoberto realmente o jeito que ele era. Ele tinha sido frio e insensível. Eu não poderia ficar com alguém assim. O carro de Jeff parou no meio-fio e ele sorriu de orelha a orelha quando me viu. Eu sorri de volta, tentando parecer feliz. Ele saiu rapidamente do carro e pegou minhas malas, carregando no seu colo. - Obrigada, Jeff. Você realmente me ajudou vindo até aqui. - Eu sorri. Ele me deu um abraço apertado. Quase me afastei, mas era bom ter alguém para cuidar mim. Liguei o rádio logo que entramos no carro, para evitar a conversa estranha a respeito de porque meus olhos estavam inchados e vermelhos e eu precisava de um lugar para ficar. - É isso. - Ele disse, abrindo a porta do seu apartamento. Era pequeno e escuro, mas ele o


mantinha limpo. - É muito bom. - Eu sorri. Ele coçou a parte de trás de sua cabeça. - Meu companheiro de quarto viajou de férias, por isso, se você quiser, pode ficar no seu quarto, ele não vai se importar. - Eu concordei com a cabeça, olhando para baixo. - Obrigada, Jeff. - Eu levei algumas coisas para o quarto e me sentei na cama um pouco, antes de voltar para a sala. - Então... - ele enfiou as mãos nos bolsos e olhou para mim. - Vou explicar, mas antes uma cerveja, ok? - Eu levantei a minha mão, não querendo deixar os meus pensamentos permanecerem em William. Jeff me deu uma piscada com um sorriso e pegou duas cervejas de sua geladeira, certificando-se de abrir a garrafa antes de entregá-la para mim. Mordi meu lábio enquanto puxava minhas pernas debaixo de mim no sofá. Tomei um gole enquanto Jeff olhava para mim. - Então? - Ele disse, tentando me fazer falar. Expliquei minha situação, deixando de fora alguns detalhes como nomes e hábitos sexuais. - Uau! - Seus olhos foram para o chão. - Sim. - Eu suspirei com medo de olhar nos olhos dele. Ele se levantou do sofá


e atravessou a sala. Voltou alguns segundos depois com uma garrafa e dois copos pequenos. - Nós vamos precisar de algo muito mais forte. - Ele sorriu e eu imediatamente relaxei. Eu o tinha julgado um pouco duro demais quando o conheci. Ele estava saindo da sua rotina para me ajudar e me fazer sentir melhor. - Obrigada. - Eu disse, meus olhos fechando, enquanto ofegava. O licor queimou minha garganta e por um minuto pensei que estava em chamas. Jeff riu e bebeu sua dose. - Então, o que acontece com você? - Eu perguntei, vendo-o derramar mais uma rodada. - Eu realmente gostei de uma garota uma vez, mas ela estava ocupada em levar um romance secreto com algum babaca que partiu seu coração. - Seus olhos brilharam para os meus. Eu sorri nervosamente e peguei o copo de sua mão. - Pelos imbecis e idiotas que passam pelas nossas vidas! - Ele bateu seu copo contra o meu e nós bebemos. Meu telefone tocou e eu congelei no lugar, meus olhos arregalados, travados em Jeff. Ele balançou a cabeça e pegou o telefone da minha mão. - Ela não quer falar com você. Você perdeu sua chance. - Ele desligou o telefone


e estendeu-o para mim. Meu queixo caiu aberto e eu pisquei várias vezes tentando apagar o que tinha acontecido. Meu telefone tocou novamente e eu rapidamente apertei o botão para silenciá-lo. - Outro? - Jeff perguntou, segurando a garrafa. Aceitei, entregando-lhe meu copo. Ele serviu e eu brindei de volta. - Isso é o que eu estou falando! - Ele riu e encheu nossos copos novamente, derramando um pouco no meu colo. A bebida deslizava mais fácil agora e minha cabeça estava começando a ficar leve. Jeff tropeçou para a cozinha e pegou um pano para limpar sua bagunça. Ele o esfregou no meu colo, sua respiração de álcool batendo no meu rosto. - Opa! Eu faço isto! - Peguei o pano de sua mão e esfreguei no meu jeans. - Merda. - Eu murmurei. - Eu sinto muito. - Jeff tropeçou em seus pés. - Eu vou me trocar. – Levanteime, tropeçando e me apoiando contra o sofá. Eu fui tropeçando no caminho pelo corredor, me inclinando contra a parede para me apoiar. Meu telefone iluminou e vibrou na minha mão.


- O quê foi? - Minha voz arrastava no telefone. William estava respirando pesadamente. - O que há de errado com você? - Ele sibilou com raiva. Eu fiz uma cara para o telefone. - O que há de errado comigo? - Eu apontei para mim mesmo, enquanto tropeçava no quarto. - Você está bêbada? - Ele perguntou, parecendo preocupado. - Ei, se você precisar de uma camisa ou algo eu posso emprestar uma das minhas. - Jeff falou da porta. - Quem diabos esta aí? - William gritou no meu ouvido. Eu puxei de volta o telefone para meu rosto. - Meu amigo! - Eu disse com toda a raiva que eu podia. - Estou a cinco minutos daí. Saia daí agora mesmo! - Quando me lembrei de que ele poderia me localizar pelo meu telefone celular, a raiva ferveu dentro de mim. - Aqui! - Jeff me estendeu uma camisa gigante Kippling. - Obrigada. - Eu tomei dele e tropecei. Ele me pegou pelos braços. - Eu acho que você deve ficar aqui até melhorar. - Ele disse, a centímetros do meu rosto. Eu o empurrei para trás de mim.


- Eu estou bem! - Seu aperto não afrouxou, enquanto ele me empurrava de volta para a cama. - Eu disse que estou bem! - Eu perdi meu equilíbrio e caí de costas na cama. Jeff pulou em cima de mim, suas mãos passando pelo meu corpo. - Saia de cima de mim. - Eu gritei. Um barulho da porta sendo arrombada veio do corredor e em um instante Jeff foi arrancado de cima de mim. William bateu-o contra a parede, fazendo com que sua cabeça fizesse um barulho alto. - Sr. Honor? - Jeff falou, em estado de choque. William puxou ele para trás e bateu forte em seu no rosto. Sangue voou de seu nariz com o impacto. Ele o segurou pela camisa e inclinou-se perto dele. - Se você a machucar novamente eu matarei você. - Jeff se pressionou contra a parede, aterrorizado. William olhou para ele por um minuto antes de deixá-lo ir e estender a mão para mim. Eu deslizei meus dedos nos seus e ele pegou minhas coisas, me arrastando do apartamento. Assim que chegamos à calçada, eu caí para frente, vomitando sobre o chão. - Bem, eu acho que você sabe que não está grávida. - Ele disse secamente. Eu olhei para


ele por um longo momento. - Eu sabia o tempo todo. - Eu olhei para ele. Ele engoliu em seco e abriu a porta do carro. - Vamos. - Ele disse, sem raiva em sua voz. Me instalei em meu lugar e bati a porta. - Apenas me leve para o meu carro. - Senti seus olhos em mim, quando ele rapidamente desviou os olhos da estrada. Meu estômago estava ficando enjoado e eu queria pedir para ir mais devagar, mas não queria lhe dar esta satisfação. Capítulo Trinta e Três Depois de tomar um banho e comer algo, eu estava me sentindo muito melhor, mas o meu coração doía ainda e a causa estava sentada a poucos metros de mim. - Eu quero ir para casa. - Eu disse, puxando meus joelhos no meu peito. - Dê-me uma chance para explicar. - Ele disse, sua voz em pânico. Eu olhei para ele. - O que há para dizer? - Eu podia sentir meu peito crescendo pesado quando eu revivia o que havia acontecido em minha cabeça. - Eu sei que você merece algo melhor do que eu. - Ele olhou para mim e esperou por uma resposta. Eu não disse nada.


- Posso te abraçar? - Perguntou ele. Suas palavras me pegaram desprevenida. Eu queria gritar com ele e correr para fora da porta, mas eu fiquei sentada, congelada no lugar. William deslizou mais perto no sofá e passou os braços em volta de mim, me puxando para perto dele. Ele suspirou, empurrando o meu cabelo do meu rosto. - Abby estava grávida. - Ele sussurrou. Meu sangue gelou. - O quê? - Eu perguntei em estado de choque, enquanto me virava para ver seu rosto. Seus olhos estavam vermelhos e inchados como se ele tivesse chorado. - Nós tínhamos acabado de descobrir. - Ele sorriu com a lembrança. - Você tem uma... - Ele balançou a cabeça antes que eu pudesse terminar minha frase. - Ela pegou o dinheiro, lembra? Uma criança não tinha espaço em sua vida. - A voz dele sumiu. Ele apertou os olhos fechados, tentando esquecer. - Me desculpe por não ter contado a você. Eu simplesmente não conseguia. Uma lágrima escapou de seu olho e caiu no seu rosto. Eu a limpei com meu polegar, olhando em seus olhos. - Eu sinto muito. - Sussurrei. Ele correu as mãos pelo seu cabelo enquanto ele se sentava. - Você está arrependida? Emma, eu quase arruinei a sua vida no pouco tempo


que eu conheci você. - Ele estava com raiva de si mesmo e à beira de quebrar completamente. - William, todo mundo tem um passado. O seu não é tão bom, mas tornou o homem que você é hoje. O homem que eu amo. - Eu coloquei minha mão em seu peito. Seu coração batia freneticamente. - Você ainda me ama? - Seu rosto estava triste enquanto se preparava para eu quebrar seu coração. - Mais do que qualquer coisa. - Eu sorri quando eu olhei para minha mão em seu peito, pensando em quão longe nós chegamos neste curto espaço de tempo. - Eu pertenço a você. - Eu disse calmamente. Seus olhos começaram a arder e eu poderia ver seu humor mudando. Ele agarrou minha mão e segurou-a firmemente contra ele. - Eu te amo mais do que qualquer coisa, Emma. Eu não quero nunca mais me sentir da maneira que eu fiquei quando pensei que tinha perdido você para sempre. - Eu sorri e me inclinei para beijá-lo. Seus lábios fortemente pressionados contra os meus. - Case-se comigo!


NĂŁo perca o livro 2 da SĂŠrie Honor:


Honor thy Teacher Aguarde!

Profile for leticiacezardemello

1 honor student teresa mummert  

1 honor student teresa mummert  

Advertisement