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BOLETIM SUL 3 Edição nº 11 – 31 de outubro de 2017 Diretoria de Ensino Região Sul 3 Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

ENTRE TANTAS NOTÍCIAS BOAS...

José Neto, “Zequinha”

Imprensa e Comunicação Jovem. E. E. Benedito Célio de Siqueira

Uma edição inteiramente dedicada às Boas Práticas pedagógicas da Sul 3

Teresa Azevedo

16 ações apresentadas no Seminário de Boas Práticas Interdisciplinares, aos 11 de setembro,

6 ações inscritas por professores de Língua Portuguesa – aqui a Orientação Técnica de 28 de novembro – e 5 ações de fontes diversas

Especial “Boas Práticas”


Baolas Práticas” IEnsspteitcuiaclio“n

EDITORIAL O Boletim Sul 3 tem a honra de apresentar as Boas Práticas que representam todas as ações pedagógicas de sucesso ocorridas na Sul 3 em 2017. É como se esta edição integralmente dedicada ao assunto fosse uma grande editoria “Espaço das Escolas”, que, aliás, tem sido um espaço permanente de Boas Práticas. Convém destacar alguns pontos:  O que se tem aqui é somente uma amostra das – felizmente – muitas outras Boas Práticas que ocorrem nas escolas.  As ações nem sempre estão detalhadas, mas este resumo é o suficiente para inspirar boas iniciativas no Ano Novo!  Em outubro de 2016, no Dia do Professor, houve uma publicação incipiente de Boas Práticas, conforme o boxe da página 7.  Sugere-se às escolas que criem espaços para publicação de suas ações – pedagógicas ou não –, de preferência com acesso à comunidade externa, a exemplo do painel “Gestão à vista” do Método de Melhoria de Resultados (MMR). Poderia ser um blog, por exemplo. Vale esclarecer que a apresentação de Boas Práticas não tem nada a ver com “vontade de aparecer”, narcisismo ou insuflação de egos. É, isto sim, a oportunidade de quem gosta do que faz apresentar suas ações e resultados com a esperança de que valham em novas iniciativas próprias ou dos outros. É como uma grande colheita da qual se extraem os melhores grãos para a planta das futuras safras!

NESTA EDIÇÃO Especial “Boas Práticas” As ações 1 a 16 apresentadas no Seminário de Boas Práticas Interdisciplinares...................3 A ações 17 a 22 inscritas por professores de Língua portuguesa em formulário online, algumas apresentadas em Orientação Técnica.8 As ações 23 a 27 coletadas em diferentes fontes...................................................................................11 2

Boletim Sul 3 – Nº 11 – 31/10/2017

EXPEDIENTE Boletim Sul 3 Diretoria de Ensino Região Sul 3 Secretaria de Educação do Estado de São Paulo Av. Alcindo Ferreira, 4 – Parque Castelo CEP 04803-170 São Paulo – SP Telefones: (11)5660-1313 ou 1314 http://desul3.edunet.sp.gov.br/ https://www.facebook.com/desul3 desu3@educacao.sp.gov.br Eonice Domingos da Silva Dirigente Regional de Ensino Cristiane Valéria Andrade da Silva Bomfim Supervisora do Núcleo Pedagógico Léssio Lima Cardoso Redação, edição e diagramação Telefone: (11)5660-1358 lessio@professor.educacao.sp.gov.br Também compõem o Conselho Editorial: Kamila Vieira Moreira, Viviane da Silva Jaccoud, Robson Teixeira Leite, Eduardo Alves, Ademar Gomes Vieira e Silvia Cleto. Observações Para elogio, crítica ou sugestão, contate a redação ou preencha o formulário online A finalidade do Boletim Sul 3 é exclusivamente educacional. Exemplares impressos são distribuídos gratuitamente. As opiniões expressas não representam necessariamente a opinião da Sul 3 ou da Secretaria de Educação. Acesse o acervo online:

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10.


Especial “Boas Práticas”

ENTRE TANTAS BOAS PRÁTICAS...

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na Orientação Técnica “Partilha dos Resultados de Língua Portuguesa”, em 28 de novembro.  23 a 27: São ações colhidas em diferentes fontes e ocasiões. 1. Projeto Monografia E. E. Paulino Nunes Esposo A escola realiza o Projeto Monografia: uma proposta interdisciplinar – "Defendendo ideias e ideais" para alunos da 3ª série do Ensino Médio, envolvendo Matemática, Física, Química, Biologia, Ciências, Língua Portuguesa, Inglês, Educação Física, Arte, Sociologia, Filosofia, História e Geografia. Os participantes precisam produzir um Projeto de Pesquisa, levando em conta o tema e sua delimitação; demonstrar conhecimentos linguísticos (coesão e coerência); conhecer elementos técnicos de intertextualidade; conAgueda Barrera Rodriguez, supervisora, fez a abertura e Eonice Domingos fez o encerramento do Seminário de Boas Práticas Interdisciplinares

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ma das marcas do final de ano é o costume de volver o olhar para as realizações, o que deu origem aos eventos educacionais de apresentação de Boas Práticas. Para representar todas as ações exitosas da diretoria de ensino, o Boletim Sul 3 publica esta edição especial com algumas delas:  1 a 16: São ações apresentadas no Seminário de Boas Práticas Interdisciplinares, realizado em 11 de setembro, no clube Rincão, organizado principalmente por Vilma Maria do Nascimento Santos, PCNP Ciências e Educação Especial. Os projetos estão na ordem de inscrição.  17 a 22: São ações inscritas pelos próprios professores no formulário online “Boas Práticas de Língua Portuguesa”, divulgado em dois comunicados no site da Sul 3, em 14 de fevereiro e 2 de agosto de 2017. Algumas delas foram apresentadas

seguir sintetizar conteúdo, retendo informações importantes; verter a língua vernácula em língua estrangeira; e tecer considerações acerca do objeto analisado frente a sua conclusão, entre outras habilidades. A prática inicia-se na montagem do Projeto de Pesquisa, quando os alunos apresentam o tema a ser desenvolvido bem como a questão polêmica a ser discutida ao longo do processo. Em seguida, eles passam a produzir a introdução do trabalho, dando seguimento aos capítulos da monografia bem como a sua finalização. A cada parte, montamse aulas expositivas para os esclarecimentos técnicos e de conteúdo do trabalho, tendo como base a Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT). Uma vez escolhidos os temas, os alunos são encaminhados a procurarem seus respectivos orientadores das diversas áreas de conhecimento interdisciplinar, os quais assumirão a orientação do conteúdo de pesquisa no decorrer do desenvolvimento do Boletim Sul 3 – Nº 11 – 31/10/2017

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Especial “Boas Práticas” trabalho. Ao término da produção escrita, os alunos são direcionados a apresentar suas "teses" para uma banca de professoresorientadores, além de pais e convidados, em um evento similar àquele do ambiente acadêmico. A avaliação é feita atendendo o passo a passo do processo, desde o Projeto de Pesquisa até a sua conclusão. Avalia-se o aluno considerando, entre outros, os seguintes elementos: produção escritora (depreensão de informação) a partir das teorias pesquisadas, formatação técnica e comunicação oral. 2. Aulas práticas e experimentais E. E. José Duarte Júnior A escola realiza aulas práticas e experimentais como estratégia pedagógica no ensino de Ciências da Natureza a alunos do 8º ano do Ensino Fundamental II. Eles precisam interpretar e analisar figuras, gráficos e textos; entender os processos físicos, químicos e biológicos relacionados aos conteúdos estudados. Os trabalhos acontecem com base nos conteúdos do caderno do aluno, usando a metodologia de pesquisa. As avaliações são realizadas no decorrer das aulas pela observação, intervenção e análise dos conhecimentos prévios. 3. Tintas da natureza E. E. José Geraldo de Lima A boa prática da escola consiste na extração de tintas dos vegetais e da natureza por alunos do 8º ano do Ensino Fundamental II, envolvendo as disciplinas de Ciências e Arte. Eles passam por momentos de leitura, interpretação, investigação, elaboração, análise e metodologia científica. Os estudantes são estimulados, na disciplina de Ciências, a pesquisar sobre métodos alternativos para a produção de tintas com materiais naturais, além da utilização prática das tintas produzidas por eles em trabalhos realizados na disciplina de Arte. A avaliação é contínua, em todo o processo, desde a pesquisa, no desenvolvimento do experimento e na pintura coletiva, até a 4

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replicação de cada grupo em forma de seminários. 4. Matemática e Arte E. E. Mário Arminante São dois projetos distintos. O primeiro trabalha frações, números decimais, número misto, porcentagem, transformações de unidades e guloseimas com alunos do 7º ano do Ensino Fundamental II. Utilizam-se alimentos para o estudo dos conceitos matemáticos. Foi realizado um quiz em forma de competição com perguntas sobre os temas relevantes em relação à Matemática. No segundo projeto, na disciplina de Arte, restauram-se telas com alunos do 9º ano do Ensino Fundamental II. Eles conhecem técnicas de restauro de telas, criação de textura, pintura e construção do boi-bumbá com materiais diversos. A avaliação é um processo contínuo pela organização, pesquisa e resultado final. 5. Gravidez na adolescência E. E. Leonor Fernandes Costa Zacharias A boa prática é dirigida a alunos do 8º ano do Ensino Fundamental II, na disciplina de Ciências, com o intuito de identificar e reconhecer as principais ocorrências hormonais na puberdade e o seu impacto social e biológico no organismo humano. Os estudantes levaram para a sala de aula um ovo de galinha e um prego. Com o prego e muita delicadeza, as cascas foram perfuradas e o seu interior esvaziado e limpo. Então receberam a orientação de pintar uma carinha, colocar cabelo e cuidar como se fossem seus filhos. Foi feita uma produção textual em que o aluno contou como foi o seu dia a dia com seu filho ovo. Realizamos um debate com os alunos sobre os seus sentimentos em relação ao cuidado com o ovo. 6. Libras na escola E. E. Washington Alves Natel A escola realiza a Prática Educacional Inclusiva: Libras na Escola dirigida a alunos do 6º ano do Ensino Fundamental II para


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Vilma Maria do Nascimento Santos, PCNP, da organização do Seminário, e, abaixo, a palavra dada aos participantes

melhorarem a habilidade interpessoal e empática, com a inserção da Libras na escola. Ao quantificar o número de alunos com necessidades educacionais especiais, eis que surgiu a necessidade do desenvolvimento de uma prática inclusiva. A avaliação é feita de maneira lúdica, interativa e reflexiva. 7. Leitura científica E. E. Maria de Lourdes A. Sinisgalli O projeto Leitura Científica é realizado com alunos do 6º ano do Ensino Fundamental II, envolvendo as disciplinas de Ciências e Língua Portuguesa. Os estudantes precisam: • Identificar ideias explícitas que contribuam para a compreensão textual; • Compreender a leitura buscando informações, significados das palavras no texto, deduzindo a partir do contexto ou consultando dicionário; • Produzir textos de diferentes gêneros, observando a organização das ideias; e • Utilizar adequadamente a acentuação gráfica.

Com o objetivo de promover o desenvolvimento das habilidades leitora e escritora dos estudantes, o projeto consiste da elaboração por parte das docentes das disciplinas de Ciências e Língua Portuguesa de uma pequena maleta com diversos itens, entre eles um texto de divulgação científica, um questionário de interpretação, um roteiro de experiência acessível, uma folha de relato do procedimento experimental, além de uma série de revistinhas com temas variados. A maleta contém ainda uma surpresa-recompensa como incentivo. A cada aula de Ciências, são sorteados três números de chamada e seus representantes levam as maletas para casa e as devolvem com as atividades realizadas (produto final) na aula seguinte, quando se realiza um novo sorteio. O processo de avaliação se dá através da análise das fichas de interpretação de texto e dos relatos de procedimento experimental. Ao final do projeto, há ainda uma roda de conversa que trata de aspectos específicos do texto utilizado, além de autoavaliação por parte dos próprios estudantes. Inicialmente, começamos com apenas uma maleta por turma. Porém, a adesão foi tão grande e inesperada que ampliamos sua aplicação para três maletas por turma. Há planos ainda de expansão para mais maletas, além da aplicação em outras turmas de séries diferentes. 8. Tecnologias da Informação E. E. Beatriz Lopes O projeto interdisciplinar, desenvolvido com alunos da 1ª série do Ensino Médio, prevê o uso de Tecnologia da Informação (TI) nas aulas de Matemática, Língua Portuguesa, Arte, Sociologia, História e Geografia. Os estudantes precisam aplicar as normas da ABNT, usar recursos de TI e trabalhar com textos interdisciplinares. Eles recebem orientações sobre trabalhos interdisciplinares com o uso de TI. A avaliação é feita por material apresentado e checado durante as aulas das disciplinas envolvidas.

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Especial “Boas Práticas” 9. Aprendizagem dentro e fora da escola E. E. Jardim Moraes Prado II O projeto “Aprendizagem dentro e fora da escola” é realizado com alunos da 3ª série do Ensino Médio, envolvendo as disciplinas Matemática, Física, Química, Biologia, Ciências, Língua Portuguesa e Arte. Trabalham-se associação de resistores, mostra de maquetes envolvendo associação em paralelo e contínuo, Matemática financeira, desenvolvimento de cálculo de porcentagem e a questão de compra e venda a prazo e à vista. 10. Motor da Matemática E. E. Homero Vaz do Amaral O projeto Motor da Matemática é desenvolvido com alunos do 6º ano do Ensino Fundamental II. Eles precisam observar e reconhecer objetos no seu dia a dia e construir objetos pela observação de formas geomé-

tricas. A avaliação é feita na construção dos objetos. 11. Aula invertida – Stéfani Diniz Teodoro O projeto Clube de Ciências e Flipped Classroom: Metodologias Ativas no Ensino de Ciências foi realizado com alunos do 7º ano do Ensino Fundamental II da escola estadual Carlos Ayres, nas aulas de Ciências, como uma boa prática pedagógica com uso de recursos tecnológicos. Os objetivos são desenvolver a capacidade investigativa e promover a construção do pensamento científico. A ciência por investigação é uma metodologia ativa de ensino, baseada na utilização de atividades práticas e lúdicas, possibilitando ao aluno o protagonismo e o desenvolvimento do pensamento científico. Já a metodologia Flipped Classroom (aula invertida) tem em sua proposta prover aulas menos

AOS PROFESSORES DA SUL 3

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Adilson Araújo - Agência de Imagens e Notícias

Em cerimônia realizada aos 24 de outubro, a Distrital Sul da Associação Comercial de São Paulo homenageou, em sua sede, os educadores da Diretoria de Ensino Região Sul 3 representados por Anderson Salafia, professor da escola estadual Benedito Célio de Siqueira; Elaine Cristina Simões Brandão, diretora da escola estadual Francisco Roswell Freire; Cibele Dantas, professora da escola estadual Maria de Lourdes A. Sinisgalli; e Valeria, professora da escola estadual Itiro Muto. “Agradeço a presença dos supervisores, diretores e PCNPs que foram prestigiar o evento. Parabenizo Luiz Augusto Gonçalves Barbosa, diretor superintendente, pela homenagem oferecida“, destacou Eonice Domingos, dirigente regional de ensino, em seu pronunciamento.

Eonice, em pronunciamento, e, à direita, os homenageados e outros representantes da Sul 3 Boletim Sul 3 – Nº 11 – 31/10/2017


Especial “Boas Práticas” expositivas, mais produtivas e participativas, capazes de engajar os alunos no conteúdo e melhorar a utilização do tempo e o conhecimento do professor. O foco fica nas técnicas e atividades experimentais das Ciências Forenses como, por exemplo, revelar impressões digitais, extrair DNA de frutas, experimentar revelação de materiais biológicos etc. O aluno estuda a teoria em casa, por meio do blog "Épica Ciência". Quando ele chega aos encontros do Clube, tem o potencial de transformar a teoria em prática e, assim, compreender todos os processos e apropriar-se do conteúdo em questão. As atividades e regras do Clube são decididas por todos os membros participantes, tornando-se um ambiente interativo, tendo como base a ciência e a tecnologia. O processo de avaliação ocorre em duas esferas: 1. Análise de Discurso: Baseados nos dizeres de Bardin (1971), analisamos a construção do pensamento, utilizando ferramentas como diário de bordo, gravações de vídeo e áudio. 2. Projeto de Iniciação Científica: Após aprender as principais técnicas forenses, o aluno irá investigar uma cena de crime, em que o principal fundamento é se apropriar das técnicas de investigação para a resolução do problema. Após isso, ele escreve em conjunto um Projeto de Iniciação Científica.

A HOMENAGEM EM 2016 Parabéns, Professor (versão para visualizar) foi o título da publicação especial postada no site da Sul 3, em 11 de outubro do ano passado, homenageando todos os professores da diretoria de ensino, representados por Rosimari de Paula Souza Silva, Língua Portuguesa; Marcia Cristina M. de Andrade, Matemática; e Isac dos Santos Pereira, Arte. Vale a pena recordar o documento (versão que pode ser baixada e impressa) observando, por exemplo, que ele antecipava o formato que o Boletim Sul 3 viria a ter. A publicação, aberta com a “Palavra da Dirigente”, trazia os projetos pedagógicos em textos assinados pelos próprios professores e ilustrados por diversas fotos. Em outubro de 2017, um ano depois da publicação, Isac Pereira escreveu à redação dando boas notícias: “Tornei-me especialista em arte/educação há algum tempo e atualmente estou em outra especialização. Durante esses estudos, desenvolvi novas práticas na sala de aula sobre a avaliação como auxiliadora no processo criativo dos meus alunos nas aulas de Arte”. Ele elaborou um artigo e o enviou à revista online “Belas Artes” e, “felizmente, foi aprovado e publicado com louvor”. O texto Os caminhos da criatividade em artes visuais na sala de aula: uma proposta de avaliação mediada pelos conflitos e contextos contemporâneos “pode motivar mais ainda, e quem sabe, agregar coisas positivas ao nosso grupo docente da Sul 3”.

Imagem do artigo: “O foco não é a aferição de notas e, sim, a aprendizagem efetiva processual”

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Especial “Boas Práticas” 12. Imprensa e Comunicação Jovem E. E. Benedito Célio de Siqueira A Imprensa e Comunicação Jovem foi matéria do Boletim Sul 3, nº 10, página 11. 13. Tecnologia na Matemática E. E. José Geraldo de Lima O projeto Tecnologia no Ensino da Matemática – Plataforma Khan Academy acontece como uma boa prática pedagógica com uso de recursos tecnológicos para retirar a defasagem das habilidades de Matemática no 9º ano do Ensino Fundamental II. A plataforma Khan Academy foi inserida nas aulas para fortalecer o processo ensino-aprendizagem. A professora criou as turmas na plataforma – 8º ano A e B e 9º ano A –, gerando o login e a senha individuais de cada estudante. Estes, já cadastrados, iniciaram os testes propostos pela plataforma para serem traçados os respectivos perfis. A avaliação se deu por meio do desenvolvimento das atividades, da pontuação dos alunos gerada pela plataforma Khan e do tempo destinado à realização dos testes e visualização dos vídeos. 14. Prevenção às drogas e álcool E. E. Maria Luiza de A. Martins Roque O projeto de prevenção ao consumo de drogas e álcool é realizado com alunos da 1ª série do Ensino Médio, na disciplina de Sociologia. Por parceiras da escola com casas de recuperação e órgãos de combate às drogas e ao álcool, é feito um trabalho de conscientização dos males da dependência química. As aulas são dialogadas, com a liberdade de os alunos falarem de seus possíveis contatos com o álcool ou outras drogas. Eles são levados a reconhecer os efeitos prejudiciais das drogas e do álcool. São realizados relatórios, pesquisas e debates. 15. Integração das competências E. E. Samuel Wainer O projeto interdisciplinar Integração das Competências na Prática Avaliativa é rea-

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lizado com alunos da 3ª série do Ensino Médio, nas disciplinas de Sociologia, Filosofia, História e Geografia. São desenvolvidas capacidades de correlacionar fenômenos nas mais variadas abordagens. A atividade consiste em formar parcerias com outras áreas a fim de contribuir para uma aprendizagem significativa. A avaliação se dá a partir das discussões de resultados obtidos por meio dos instrumentos de aferição do aprendizado. 16. Sustentabilidade e desenvolvimento E. E. Carlos Ayres O projeto Sustentabilidade é realizado com alunos do 9º ano do Ensino Fundamental II, nas disciplinas de História e Geografia, envolvendo os temas política e cidadania. Ao discutir sustentabilidade, mostramos os principais conceitos do desenvolvimento sustentável e seu uso, valorizando as riquezas do País e do povo. Para a avaliação foi considerada a participação do aluno no projeto. Parte das notas foi voltada para a prática e parte voltada para a escrita, contemplando a participação dentro e fora da sala de aula. 17. Café literário – E. E. Ilda Vieira Vilela – Aline Ribeiro Rodrigues Francisco Realizei um café literário com seis turmas de 2ª e 3ª séries do Ensino Médio com os objetivos de mostrar aos alunos que é possível ler poesia e gostar e incentivar a leitura de poesia. Muitos alunos já têm preconceitos de que poesia é difícil e chata. Por isso é importante mostrar que a poesia tem relação com a nossa vida e pode ser interessante. Qualquer um pôde levar uma poesia de seu interesse para declamação. Também permiti levar música. Pedi que colaborassem com algo para a refeição, no dia do evento. Expliquei o funcionamento de outras regras. No dia, sentamos em uma roda e fomos declamando as poesias e escutando as músicas – cada um tinha que explicar o motivo da escolha – e depois tomamos o café da manhã. Usei uma caixinha de som minha.


Especial “Boas Práticas” No início os alunos tinham vergonha, mas foram se soltando. No último bimestre, a maioria queria participar com mais de uma poesia. Foi muito positivo, não achei que teria tanto resultado. Consegui chamar a atenção deles para a música, mostrando que ela também é uma forma de poesia, contextualizando com a realidade.

Cristiane Lacerda e alunos da E. E. José Geraldo de Lima

18. Telejornal sobre profissões – E. E. Argeo Pinto Dias – Wilson Lopes do Amaral Com as sete turmas da 1ª série do Ensino Médio, produzimos, no segundo bimestre, um telejornal, contendo entrevistas, reportagens e notícias relacionadas a uma profissão. Foi escrito o roteiro e temos um DVD contendo a filmagem. Valorizamos a oralidade e a escrita. Tivemos as seguintes etapas: distribuição dos temas, pesquisa sobre o tema, explicação da estrutura da reportagem, o que é entrevista, a importância da norma culta nos telejornais, língua falada versus língua escrita (variações linguísticas), elaboração do roteiro escrito e gravação do telejornal. Usamos folhas, caderno, câmera de vídeo e celular. O resultado apresentado pelos alunos foi considerado suficientemente bom. Houve dificuldades na elaboração da escrita, o que foi sanado com as aulas ministradas. Cada etapa foi avaliada individualmente, o que gerou uma nota final para o grupo e para cada integrante. 19. Releitura de obra literária – E. E. Leonor Fernandes Costa Zacharias – Sandra da Silva Camara O projeto “Releitura da Obra ‘A Droga da obediência’” foi realizado no segundo bimestre, de abril a 15 de junho, com uma turma de 8º e outra de 9º ano do Ensino Fundamental com o objetivo de interagir e socializar a leitura, em duas turmas diferentes, trabalhando as diferenças e o respeito. A in-

BOA PRÁTICA NA GRANDE MÍDIA Neste ano, uma Boa Prática realizada na Sul 3 foi parar na Folha de S.Paulo, em 22 de março, e no programa É de Casa, da Rede Globo, em 8 de abril. Trata-se do projeto Matemática Sustentável realizado por Cristiane Lacerda, professora da escola estadual José Geraldo de Lima, abordado pelo Boletim Sul 3, nº 7, em maio. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo produziu um vídeo e, em 28 de julho, postou-o no YouTube, com divulgação no site da Escola de Formação de Professores Paulo Renato Costa Souza (Efap). “Ensinou Matemática e, ainda, incluiu matérias como Física, Ciências, Biologia e também a disciplina diversificada Mundo do Trabalho. O projeto contou com a participação ativa dos alunos, que ofereceram oficinas e participaram da Virada Sustentável, e da comunidade, que contribui coletando resíduos de óleo” afirma o texto.

tenção foi também melhorar a leitura e o prazer pela escrita, desenvolver a criatividade e principalmente resgatar a responsabilidade. Dividi as turmas em duplas: o 8º ano leu até o capítulo 15 e o 9º, do 16 até o 30. Eles apresentaram e entregaram a parte escrita e desenhada de cada capítulo. Incluí os alunos com necessidades educacionais espeBoletim Sul 3 – Nº 11 – 31/10/2017

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Especial “Boas Práticas” ciais, que ouviram, participaram e integraram com todos. Utilizamos 15 obras “Os Karas”, de Pedro Bandeira, a sala de leitura, uma filmadora e uma máquina fotográfica. Pude acompanhar e todos os alunos tiveram notas satisfatórias. Consegui integrálos e, assim, facilitar e sanar as dificuldades. Percebi a interação e a responsabilidade dos nossos alunos. Quando um depende do outro, o respeito mútuo torna-se muito maior do que eu sempre percebi individualmente. 20. A Literatura como Registro Social – E. E. Maria Luiza Andrade Martins Roque – Ana Lucia dos Anjos Sousa Devido à dificuldade apresentada pelos alunos em perceber que as obras literárias estudadas são um registro social, realizamos um trabalho sobre o Realismo/Naturalismo, com quatro turmas da 2ª série do Ensino Médio, de 1º a 16 de setembro, com o objetivo de levar os alunos a compreender a importância da leitura. Seguimos as seguintes etapas: conversa sobre o Naturalismo, análise de excerto de “O Cortiço”, roda de leitura na biblioteca sobre “O Cortiço”, levantamento de características e informações a respeito de como a mulher é tratada na obra, leitura de notícias atuais a fim de levantar informações de como são tratadas as mulheres na atualidade, debate e produção de cartazes de conscientização. Utilizamos computador e material de papelaria fornecidos da escola. Além da principal fonte “O Cortiço”, tomei como referência a Orientação Técnica (OT) realizada pelo Léssio, na Sul 3, e reportagens do site Uol. Os objetivos foram alcançados satisfatoriamente. Foi um ótimo aprendizado. Pude ter mais contato com os alunos fora da sala de aula, o que facilitou o trabalho. 21. Competência leitora e escritora – E. E. Alberto Salotti – Vanessa Feijó da Rocha Teixeira Uma das defasagens mais comuns demonstradas pelos alunos foi na leitura e na escrita. Como não somente na Orientação Técnica de agosto mas também no curso on10

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line “Gêneros textuais em sala de aula…” foi abordado bem esse assunto, trabalhei com a competência leitora e escritora envolvendo diferentes gêneros textuais. Os alunos produziram diferentes textos orais e escritos como poemas, cartas, artigo de opinião e notícias. Tenho trocado essas experiências com outros colegas de trabalho, que também têm trabalhado com diferentes tipologias e gêneros textuais e desenvolvido em sala de aula vários debates, ditados e também produção oral e escrita. 22. Comprovação por números – E. E. Carlos de Moraes Andrade – Edilian Bezerra Arrais Trago à memória especificamente uma das salas de 6º ano do Ensino Fundamental, pois desde o início ela causava grande preocupação por apresentar:  Muitos casos de indisciplina,  Casos de violência entre os pares,  Muitos casos de dificuldade de aprendizagem e  Pouco desejo em aprender. Quando estivemos na OT, em agosto, desejei retomar os elementos da narrativa e as questões ortográficas que apareciam de maneira gritante como grandes desafios a serem vencidos por eles e por mim. Tomei algumas atitudes que poderiam, se não resolver, ao menos minimizar o impacto negativo dos resultados da 1ª AAP – 47,3% de aproveitamento – e das demais atividades avaliativas. A essa altura, fechávamos o segundo bimestre com 22 notas vermelhas. Para tanto:  Decidi diminuir o meu ritmo e adequarme ao passo de cada um deles.  Trouxe os alunos com verdadeiros abismos na construção da leitura e da escrita para mais perto da minha mesa, assim poderia atendê-los melhor.  Ao chegar à escola, incluí na minha rotina ir à sala deles, mesmo em dias em que não tinha aula com a turma. Eu queria vê-los, acompanhá-los de perto e motivá-los a vencer, diariamente, os limites.


Especial “Boas Práticas”

partilhar o que estão lendo e do que estão gostando.  Leitura silenciosa e relato dos livros lidos. Ah, são mais de 100 relatos!  Mais ortografia: ditados com troca de cadernos entre os pares para correção.  Mais jogos: caça palavras, cruzadinhas... E. E. Gérson Moura Muzzel no centenário do patrono  Atividades de atenção e concentração: jogos dos sete erros etc.  Fizemos acordos: atenção e concentração durante as aulas e, uma vez por semana,  Monitoramento da conduta com outros professores: continuei visitando a sala na uma atividade diferenciada e prazerosa. troca de professores e já “os flagrei” sen Passei a levar jogos ortográficos para usar tados, aguardando a chegada do profesaqui e ali, como um remédio homeopático sor. em meio a uma crise aguda. Chegamos à 3ª AAP do ano com 74,1%  Entre um jogo, uma leitura, um exercício e de aproveitamento. Os casos mais graves não outro, uma pausa para uma dinâmica em foram ainda solucionados, mas estou animasala de aula, com o objetivo de perceber a da com o progresso. si, o espaço e o outro.  Voltamos ao Caderno do Aluno, volume 1, 23. E. E. Gérson Moura Muzzel comemora aos elementos da narrativa. centenário do patrono  Pausa na semana para uma atividade de A escola celebrou o centenário do paconcentração, atenção, planejamento. trono, em cerimônia, aos 30 de setembro, que  Volta à sequência didática, textos diver- contou com a presença da família, de Eonice sos, leitura atenta, análise da produção e Domingos, dirigente regional de ensino, e de circulação de texto. toda a comunidade escolar. Enfim, chegamos à 2ª AAP com 70% A homenagem contou ainda com a de aproveitamento e apenas 3 notas verme- participação da senhora Mariângela Müzel e lhas no 3º bimestre (duas delas decorrentes seu filho Guilherme. de baixa frequência). Houve melhora signifi“Ouvir sua filha falando com tanto cacativa também em Ciências, conforme relato rinho sobre sua trajetória nos faz refletir soda professora. Seguimos com os desafios: bre a importância de reviver a memória de  Insistimos na leitura diversificada. Além nossos antepassados”, afirma Liliane Lopes dos livros ofertados pela sala de leitura, da Silva. todos podiam trazer um livro de casa e Boletim Sul 3 – Nº 11 – 31/10/2017

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Especial “Boas Práticas” 24. E. E. Santo Dias da Silva no Prêmio Gestão Escolar A Unidade Escolar compõe a lista das escolas que conseguiram chegar à final do Prêmio Gestão Escolar, divulgada pelo Boletim CGEB 214, de 17 de outubro de 2017. No texto, a CGEB cumprimenta as diretorias de ensino, na pessoa da dirigente regional, os coordenadores locais do Prêmio e os supervisores das escolas, “pelo excelente trabalho realizado” e conclui: “Afirmamos, com convicção que, ao longo do processo de análise e avaliação dos trabalhos, encontramos excelentes práticas de gestão escolar e depoimentos do quanto o processo ocorrido nas escolas contribuiu para o aprimoramento dos processos de gestão de todas as escolas, o que é motivo de satisfação para todos nós”. 25. E. E. Moraes Prado II no Desafio Bovespa 2017 A escola participou e se classificou para a final do Desafio Bovespa 2017, competição anual organizada pela Bolsa com estudantes do Ensino Médio do Estado de São Paulo que simulam investimentos com ações. O feito mereceu uma saudação, no site da Sul 3, em 29 de agosto, assinada por Teresa Azevedo, PCNP de Geografia e Educação Escolar Indígena. A final, em 28 de outubro, foi disputada por 30 escolas, e a Moraes Prado II ficou em 5ª colocação. A E. E. Moraes Prado II no Desafio Bovespa 2017

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Boletim Sul 3 – Nº 11 – 31/10/2017

Cada equipe era composta por um grupo de até cinco alunos e um professor orientador. Ao todo, 210 escolas participaram da competição em 2017. Alunos e professores que competiram realizaram, desde o início do ano, cursos preparatórios disponibilizados integralmente online, com conteúdos exclusivos para as competições presenciais. 26. Radionovela da E. E. Belkice Manhães Reis vence o “Mediação de Linguagem” “Sul 3 vence a IV Mostra Virtual ‘Mediação e Linguagem’ na categoria radionovela”, anuncia o comunicado postado no site da diretoria de ensino por Ana Silva, PCNP da Sala de Leitura. A radionovela vencedora foi produzida por alunos da escola estadual Belkice Manhães Reis orientados por Maria Aparecida Xavier Mourão. “O ‘Mediação e Linguagem’, desde 2014, vem consolidando a ideia de oferecer apoio ao desenvolvimento do Currículo aos professores de Língua Portuguesa e, também, àqueles que trabalham nas Salas de Leitura e a quem mais se interessar por atividades e projetos diferenciados na escola. São sugestões para o desenvolvimento de habilidades de leitura e de escrita”, informa o blog do projeto, onde você pode conhecer todas as atividades desenvolvidas. Veja também o canal no YouTube. 27. E. E. René Muawad no programa “História do Patrono” Os alunos produziram um vídeo de 4min24, postado no YouTube, tratando da biografia do patrono e apresentando a escola como participante no programa “Memória Escolar – Educação e Patrimônio”. “Queremos parabenizar os alunos, professores e gestores”, diz o comunicado, no site da Sul 3, assinado por Cristiane Bomfim, supervisora de ensino responsável pelo núcleo pedagógico.

Boletim sul 3, nº 11, out 2017  

Uma edição inteiramente dedicada às ações pedagógicas de êxito ocorridas na Diretoria de Ensino Região Sul 3. A apresentação de Boas Prática...

Boletim sul 3, nº 11, out 2017  

Uma edição inteiramente dedicada às ações pedagógicas de êxito ocorridas na Diretoria de Ensino Região Sul 3. A apresentação de Boas Prática...

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