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BOLETIM SUL 3 Edição nº 16 – 30 de março de 2018 Diretoria de Ensino Região Sul 3 Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

OUVIDOS atentos, OLHOS abertos e MÃOS à obra Relato dos três anos Eonice Domingos expõe lembranças e anotações em relato exclusivo para o Boletim Sul 3 sobre os três primeiros anos à frente da diretoria de ensino. Página 3

Homenagem da Secretaria Secretaria de Estado da Educação condecora a dirigente regional de ensino Sul 3 com a Ordem do Mérito, no Grau de Dama (foto ao lado). Leia a notícia e entenda a homenagem. Página 8

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Livro sobre Adoção Afetiva Veja, no livro “Adoção Afetiva: Escola e Comunidade Unidas!”, lançado pela Secretaria de Estado da Educação, o prefácio de José Renato Nalini, a palavra de Eonice Domingos e as Adoções Afetivas ocorridas na Sul 3.

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Institucional Sul 3

EDITORIAL Em 23 de março de 2018, Eonice Domingos completou três anos na função de dirigente regional de ensino. Em boa parte do final de semana anterior, debruçou-se sobre suas anotações e lembranças para relatar essa sua fase profissional. Depois de algumas revisões, o texto está disponível a partir da página 3. Mesmo um periódico mensal, pequeno e ligado à área da Educação pode ter dificuldades para conseguir textos relacionados aos seus objetivos. Ao propor a produção de uma matéria por ocasião dessa data especial, o editor ficou, sim, surpreso e honrado com a aceitação por parte de Eonice. Esse é, certamente, o principal texto já publicado pelo Boletim Sul 3, que atinge, nesta edição, seu apogeu. A força do texto vem – é claro – do fato de ter sido escrito pela maior autoridade da diretoria de ensino mas também do conteúdo. Escrito de próprio punho e dispensando a intermediação de qualquer secretariado, a dirigente torna público o processo que vivenciou nesse triênio, tocando diversos temas. Realmente, não é fácil para um servidor expor suas ações publicamente por escrito. Mas a coragem é uma das virtudes da dirigente Eonice!

NESTA EDIÇÃO Sul 3 Eonice Domingos apresenta sua gestão à frente da Diretoria de Ensino Região Sul 3.......................3

EXPEDIENTE Boletim Sul 3 Diretoria de Ensino Região Sul 3 Secretaria de Educação do Estado de São Paulo Av. Alcindo Ferreira, 4 – Parque Castelo CEP 04803-170 São Paulo – SP Telefones: (11)5660-1313 ou 1314 http://desul3.edunet.sp.gov.br/ https://www.facebook.com/desul3 desu3@educacao.sp.gov.br Eonice Domingos da Silva Dirigente Regional de Ensino Gedil Nascimento da Silva Diretor I do Núcleo Pedagógico Léssio Lima Cardoso Redação, edição e diagramação Telefone: (11)5660-1358 lessio@professor.educacao.sp.gov.br Também compõem o Conselho Editorial: Cristiane Bomfim, Kamila Vieira Moreira, Viviane da Silva Jaccoud, Robson Teixeira Leite, Eduardo Alves, Ademar Gomes Vieira e Silvia Cleto. Observações Para elogio, crítica ou sugestão, contate a redação ou preencha o formulário online

Secretaria da Educação do Estado de São Paulo homenageia Eonice Domingos................................8

A finalidade do Boletim Sul 3 é exclusivamente educacional.

O livro sobre Adoções Afetivas lançado pela Secretaria da Educação.................................................10

Exemplares impressos são distribuídos gratuitamente.

Fragmentos do prefácio de Nalini.........11 A palavra de Eonice.....................................12 As Adoções Afetivas da Sul 3...................12

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Boletim Sul 3 – Nº 16 – 30/03/2018

As opiniões expressas não representam necessariamente a opinião da Sul 3 ou da Secretaria de Educação. Acesse o acervo online 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14 e 15.


Sul 3

O que me DISSERAM, o que VI e o que FIZEMOS O que conseguimos realizar nesses três anos em que estou à frente da Diretoria de Ensino Região Sul 3 Eonice Domingos Dirigente Regional de Ensino

Léssio L. Cardoso

À mesa do gabinete, em 2018, com Kamila Vieira Moreira, diretor I do Núcleo de Apoio Administrativo (NA)

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niciei minha gestão em 23 de março de 2015 e optei, em primeiro lugar, por ouvir todos os segmentos, levantando os pontos fortes e desafios da Diretoria de Ensino Região Sul 3, segundo o ponto de vista de cada um. Revendo as anotações daquele começo, apresento o que os grupos me passaram e o que conseguimos realizar nesses três anos. O primeiro grupo que ouvi foi a Equipe de Supervisão Escolar (ESE). O segundo foi formado pelo Centro de Recurso Humanos (CRH), Centro de Informações Educacionais e Gestão de Rede Escolar (CIE), Centro de Administração, Finanças e Infraestrutura (CAF) e Núcleo Pedagógico (NPE). Por último, o grupo dos diretores de escola, que nos apresentou um levantamento das necessidades das escolas encaminhadas à diretoria e não atendidas. Com os diretores, fizemos em subgrupos com a finalidade de que todos pudessem falar e ser ouvidos. Marlene da Luz de Freitas Rodrigues,

diretora da escola estadual Giulio David Leone, secretariou essas reuniões. A avaliação inicial Os grupos relataram-me os seguintes pontos fortes da diretoria de ensino: as pessoas, quando são bem orientadas, trabalham bem; conhecimento farto da ESE; autonomia na execução das tarefas atribuídas; integração do NPE com a ESE; às vezes, as pessoas realizam coisas surpreendentes; mutirão em que os diretores cedem funcionários para serviços da diretoria; protocolo do Núcleo de Vida Escolar (NVE); reunião com dirigente e de estudos; pessoas boas que formam o grupo; existência de pessoas humanas e capazes; protocolo da diretoria de ensino; acolhimento da supervisão; disponibilidade do grupo em ajudar a todos; plano de ação da diretoria que foi elaborado, porém não foi posto em prática; re-

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Enviada por Teresa Azevedo

Sul 3

Em 2015, em uma das primeiras formações na função de dirigente, na sede da Sul 3

presentantes da supervisão em todos os setores funcionava, mas com o tempo foi se perdendo; diretores de escola competentes; pessoas competentes no quadro de funcionários da diretoria que poderiam ser mais bem aproveitadas; autonomia e respeito à chefia; o Programa de Ensino Integral (PEI); técnica nos diversos setores. Em relação aos pontos fracos, após a escuta e anotando a grande demanda de serviços represados, percebi que precisaria de ajuda para implementar uma política de mudanças rumo à eficiência e bom atendimento às pessoas. Abri minha gestão, convidando os supervisores para que, em duplas, adotassem um centro e ou núcleo da diretoria com o propósito de levantar os problemas e ajudar o diretor do centro ou núcleo a montar um plano de ação para resolvê-los. A colaboração dos supervisores Fiquei muito feliz ao perceber o envolvimento do grupo de supervisores no CRH. No início, era formado por Roberto Pereira da Silva e Dalva Araújo. Depois ficou apenas com o Roberto, que produziu um relatório. O Núcleo de Compras e Serviços (NCS) ficou com Magali Veronica Pereira, que também fez um relatório. Com o Núcleo de Obras e Manutenção Escolar (NOM), ficaram Pedro Carlos Rovaris e Gisélia Oliveira Moreira, que não entregaram relatório, mas falaram sobre o núcleo. 4

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Na Assistência Técnica (AT), ficaram Ismael de Jesus Morales e Eliana Pahim, que ajudaram a despachar os processos parados dos quais não existe relatório. No Transporte e Pregão, ficaram José Haroldo de Queiroz e Vera Lúcia. No Núcleo de Administração (NAD), Soraya Maria Feres Nascimento Andreucci e Sueli Murakami Oberhuber. No CIE, ficaram Telma Bueno e Silvia Cintra Galvão. No Núcleo de Finanças (NFI), ficaram Gladis Santos Ricciardi e Iris Yu. Finalmente, no NPE, ficou minha substituta Cristiane Valéria Andrade da Silva Bomfim. A cada devolutiva por parte dos supervisores parceiros, sempre às segundas-feiras, na reunião com todos os supervisores, novas estratégias e necessidades eram firmadas. Ainda neste processo democrático, criei comissões para me ajudarem a escolher os novos diretores de centro ou núcleo, geralmente chamando os supervisores parceiros e meus substitutos para acompanharem as entrevistas e ajudarem na decisão. No CRH, sugeri, por conta do grande número de serviços represados, alguns desde 2010, mutirões com os Gerentes de Organização Escolar (GOEs), em parceria com o Centro de Vida Funcional (CEVIF) para treinamento dos funcionários dentro da diretoria, o que nos ajudou muito, visto que as ratificações dos abonos e liquidação não precisavam mais ir até a SEE, ganhando tempo e eficiência.


Enviada por Teresa Azevedo

Sul 3

No Encontro da Educação Escolar Indígena, em 9 de agosto de 2016

Conseguimos senhas para cinco GOEs, que foram treinados pela equipe CEVIF e ficaram por um período dentro do CRH, capacitando, sendo multiplicadores para os outros GOEs. E assim fizemos com outros núcleos. Buscamos pessoas da SEE para virem capacitar nossos funcionários. Mandamos também para cursos. A preocupação com o pedagógico Como as demandas administrativas eram imensas e me consumiam todo o tempo de trabalho, fiquei preocupada com a parte pedagógica. Observando, percebi que as pessoas envolvidas com a formação não se reuniam. Cada uma dava andamento em sua própria pasta ou projeto. Não havia alinhamento de ações e metas comuns a serem perseguidas. Foi quando pedi às supervisoras Carla Luciana Pereira de Almeida e Rosemeri Clemente dos Santos que, com a diretora da escola estadual Francisco Roswel, Eliane Cristina Simões Brandão (Nane), por conta de seu perfil pedagógico, implementassem o colegiado pedagógico da Sul 3. Uma situação latente era a desmotivação e a baixa autoestima dos funcionários. Esta dirigente pediu a Silvia Cintra para preparar uma reunião com tema motivacional. Ela trabalhou, em meados de outubro de

2015, a importância do servidor público para um país. Passei a fazer reuniões envolvendo todos os segmentos da diretoria de ensino. Trabalhei com eles a importância do bom atendimento às pessoas. Passamos a celebrar os pequenos resultados como forma de reconhecimento. Resgatamos também a comemoração, na diretoria, da Festa Junina, do Dia do Servidor Público e do Natal, momentos em que todos podem se confraternizar e estreitar laços. Remanejei alguns servidores para outros núcleos ou a pedido do supervisor parceiro, pensando no perfil do funcionário ou a pedido do próprio funcionário, quando possível. Isso tudo ajudou muito para os trabalhos deslancharem. Assumi a diretoria de ensino em meio a uma das maiores crises financeiras pelas quais o País passou e com a maior greve dos professores estaduais, que durou 92 dias. Na sequência, eu teria que implementar a reorganização na região. Passei pela ocupação das escolas. Tivemos duas escolas ocupadas. A equipe de supervisores que montei para cuidar do assunto conseguiu que a escola estadual Tancredo de Almeida Neves tivesse aulas. Cristiane Bomfim, que era a supervisora responsável pela escola estadual Prisciliana Duarte de Almeida, também conseguiu garantir

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Enviada por Teresa Azevedo

Sul 3

Confraternização com os funcionários da Sul 3, pela passagem do Dia do Servidor Público, em 27 de outubro de 2017, “momentos em que todos podem estreitar laços”

as aulas. Nas escolas, não houve destruição dos prédios públicos. Nesse período, tive ainda uma forte dor: minha primeira substituta, Rosemeri dos Santos, teve um AVC e quase vai a óbito. Está em recuperação até os dias de hoje. Por conta disso, tive a necessidade de colocar outro supervisor em minha escala de substituição. Após consulta a alguns supervisores parceiros, Roberto Silva, supervisor que já ajudava no CRH, candidatou-se à vaga, pois usei como critério, desde que assumi, colocar como primeiro substituto um supervisor efetivo para dar continuidade aos trabalhos, em caso de ingresso e/ou minha saída. O balanço é muito positivo Hoje os resultados já nos são favoráveis em todos os setores. No Núcleo de Administração (NAD), o protocolo não estava atuante e fora dos padrões; agora está funcionando como deveria. Não havia o controle de entrada de pessoas, agora existem os crachás. O Serviço de Informação ao Cidadão (SIC), que cuida dos protocolos de reclamações online, não estava operando, agora está funcionando. O Gerenciamento de Materiais (GEMAT), que cuida do controle de bens patrimoniais, estava desatualizado; já conseguimos dar grandes avanços e está em andamento. Não havia nenhum Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) publicado desde o ano 2000, agora já

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publicamos vários. O inservível está em andamento. A parte verde do imóvel da diretoria foi revitalizada. Em relação à limpeza havia muita reclamação, hoje melhorou muito. Criamos uma comissão para estudar o layout da diretoria e propor remanejamentos e melhorias formada por Robson Teixeira Leite, Samuel Oliveira, Antonio de Almeida Roque e Roberto Silva. Criamos uma comissão para estudar os problemas que ainda existiam na diretoria, em 2016, e apresentar propostas de melhorias que foram, depois, apresentadas e ratificadas por todos os funcionários da diretoria; formaram a comissão Viviane da Silva Jaccoud, Kamila Vieira Moreira, Paulo Ricardo de Vasconcelos, Robson Leite e Mateus Ussam. Uma mudança ocorreu, por exemplo, no Núcleo de Compras e Serviços (NCS) com a organização dos processos, o que não existia, os papéis eram soltos, propícios a perdas e danos. Em 2015, chegamos em março e já não havia mais dinheiro para reforma em escola. Conseguimos então a liberação de mais R$ 137.000,00 e passamos a analisar os pedidos e liberar os recursos com responsabilidade, de acordo com as necessidades reais da escola. Passamos a divulgar mais as dispensas, pedindo que os diretores de escolas mandassem seus fornecedores à Sul 3 para serem inseridos no Cadastro Unificado de Fornecedores do Estado de São Paulo (CAUFESP). Mudamos a forma de receber os orçamentos, com


Enviadas por Teresa Azevedo

Sul 3 Reunião com os diretores de escola, na escola estadual Alberto Salotti, em 8 de fevereiro de 2018

envelopes lacrados, fazendo a abertura, com data e horário certo, com registro em ata e com todos os componentes presentes mais um representante da supervisão e de outro núcleo, melhorando a oferta de preços. Pregões, não havia nenhum. Eram feitos somente os emergenciais. Agora temos os pregões de merenda, transporte, transporte especial, cuidador, gás e impressora. Foram feitas também atas de preço para lanche e transporte, o que não existia; agora ajudam na agilidade do atendimento e preços mais baixos. O reconhecimento Em 2016, com o decreto do senhor governador determinando que as secretarias deveriam fazer a renegociação dos contratos reduzindo em até 15% o seu valor, criamos uma comissão para fazer a renegociação formada por José Haroldo e Magali Veronica, supervisores; Ricardo dos Anjos Sena, diretor do CAF; Hiroshi Asano, analista; André Luis, executivo público; e Roberto Silva, substituto da dirigente à época. Renegociamos com todas as empresas e conseguimos com quase todas a

redução dos 15%. Em finanças, as prestações de contas que eram enviadas à SEE voltavam praticamente todas com erros. Hoje esse número é muito menor. Ajudei na implementação do Método de Melhoria de Resultados (MMR), projeto da SEE, em 2017, com muito sucesso nos resultados. Vendo as necessidades das escolas e atendendo ao chamado do senhor secretário estadual da Educação, desembargador doutor José Renato Nalini, para envolver a sociedade civil nas ações das escolas, começo a ir atrás de parcerias para as escolas, visto que, para a diretoria, já havia algumas. Nesse último ano, conseguimos algumas parcerias e projetos. (Veja a matéria que começa na página 10.) Todo esse trabalho em equipe, sério e planejado gerou três reconhecimentos importantes na minha carreira: em fevereiro de 2017, o Prêmio Parelhas; em março de 2018, a Outorga da Medalha MMDC “Caetano de Campos” (veja a matéria na próxima página); e, em maio de 2018, o prêmio Destaque na Educação, pela Agência Nacional de Defesa dos Direitos Difusos à Educação e à Saúde. Boletim Sul 3 – Nº 16 – 30/03/2018

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Sul 3

EONICE recebe HOMENAGEM da Secretaria de Estado da Educação

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onice Domingos, dirigente da Diretoria de Ensino Região Sul 3, foi condecorada com a Ordem do Mérito da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, no Grau de Dama, durante cerimônia, no último 2 de março, às 16h, no teatro Fernando de Azevedo, na sede da Secretaria, na Praça da República. “Completo 31 anos de dedicação e trabalho em prol de uma educação de qualidade, com momentos inesquecíveis que guardarei em minha memória e no meu coração, onde também guardarei cada um de vocês, meus amigos e familiares, que me respeitam, acreditam no meu trabalho, me apoiam e torcem por mim”, emociona-se Eonice, que contou com a presença da mãe, dona Antonia Francisca. Em seguida, a dirigente atribui o mérito também à coletividade: “Um prêmio dessa importância não se ganha sozinha. Faço questão de compartilhar com toda a equipe da diretoria e das escolas de nossa região pela parceria e compromisso com a Educação pública de qualidade”. Na ocasião, a escola estadual Profª Regina Miranda Brant de Carvalho também recebeu a Ordem do Mérito. “Partilho esta homenagem com todas as pessoas que acreditam, apoiam e incentivam o meu trabalho”, agradece Luis Augusto Rabelo, atualmente vice-diretor. Ele citou a equipe de trabalho da escola (gestão, funcionários e professores), alunos, colaboradores, apoiadores e toda a comunidade Engenheiro Marsilac.

No momento em que recebeu a homenagem, “um prêmio que não se ganha sozinha!

Os homenageados foram comunicados do evento por ofícios datados de 19 de fevereiro, assinados pelo secretário de Estado da Educação, desembargador doutor José Renato Nalini. “Constitui uma Comenda Emérita definitiva, pois perpetuará a gratidão e o reconhecimento eterno aos que lutaram e cumpriram a jornada cívica, calcados sempre nos ideais de democracia, liberdade e amor à legalidade”, afirma o último parágrafo.


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“A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo é uma das maiores estruturas do planeta. Nós não poderíamos premiar 230 mil professores, mais de 10 mil gestores, supervisores, associações de pais e mestres, enfim. Então, nós escolhemos simbolicamente alguns representantes para que se sintam contemplados e levem para a sua categoria esse abraço da Secretaria, com um agradecimento de todos nós por aquilo que eles têm feito”, explica Nalini. Criado em 2016, o Núcleo MMDC “Caetano de Campos” concede, pela segunda vez, a honraria, reservada às “personalidades civis e militares, instituições públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, que, por seus méritos e relevantes serviços prestados à educação e à história, hajam por merecer especial distinção, bem como àqueles que tenham contribuído de algum modo, para o engrandecimento do processo educacional elevando o nome de São Paulo e do Brasil”, conforme o Decreto 62.304/2016, Artigo 1º. A medalha lembra os heróis de 1932, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC), pessoas que tiveram um ideal no A plateia presente na cerimônia e, acima, acompanhada por Nalini e pela mãe, dona Antonia Francisca: “Partilho com as pessoas que acreditam, apoiam e incentivam meu trabalho”

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Sul 3 passado, que fizeram algo pelo país. Além de Nalini, também assinam os certificados sargento Tarcísio Candido de Aguiar, diretor, coronel PM Mário Fonseca Ventura, presidente da Sociedade Veteranos de 32 (MMDC), e doutor Maurício Kirilos, vice-presidente. Outras informações: • A notícia dada no site da Secretaria de Estado da Educação está disponível em http://www.educacao.sp.gov.br/noticia/sociedade/servidores-sao-homenageados-com-medalha-caetano-de-campos/. • O Decreto nº 62.304, de 14 de dezembro de 2016, que dispõe sobre a oficialização da Ordem do Mérito MMDC do Núcleo MMDC "Caetano de Campos",

da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, está disponível em http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/2016/decreto62304-14.12.2016.html. O Conselho Estadual de Honrarias e Mérito está ligado à Casa Civil do Estado de São Paulo, conforme o organograma (veja à direita), disponível em http://www.casacivil.sp.gov.br/. As atribuições do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito estão disponíveis em http://perfil.sp.gov.br/site/exibe.asp?entidadecodigoid=1462&tt=CONSELHO%20ESTADUAL%20DE%20HONRARIAS%20E%20M%C9RITO.

O jornal “Folha de Parelheiros” publicou uma versão adaptada desse texto produzido pelo Boletim Sul 3.

Mais AFETO entre COMUNIDADE e ESCOLA

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Secretaria de Estado da Educação lançou, em 12 de março, o livro digital “Adoção Afetiva: Escola e Comunidade Unidas!”, com a reunião das histórias do trabalho desenvolvido na gestão do secretário da pasta, José Renato Nalini. Por meio do programa, 212 parcerias foram firmadas e 1.230 escolas foram beneficiadas com ações que podem incluir pintura, pequenas reformas, participação das atividades sociais da escola como bazar, bingo, campanha do agasalho, quermesse, por exemplo. O programa é uma ação voluntária e não onerosa. A Secretaria de Educação, por intermédio da diretoria de ensino, apresenta 10

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aos interessados a serem “adotantes” cinco escolas estaduais dentro de um raio de 5 km do endereço ofertado. O adotante seleciona uma unidade, promovendo uma aproximação inicial em que podem ser desenvolvidas diversas ações. Caso queira, a empresa adotante pode adotar, inclusive, todas as escolas de uma mesma diretoria de ensino. A seguir, trechos do prefácio, escrito pelo próprio Nalini, nas páginas 3 a 5 do livro, o depoimento de Eonice Domingos, na página 10, e as Adoções Afetivas da Diretoria de Ensino Região Sul 3, nas páginas 70 a 77.


Sul 3 A difícil arte da generosidade José Renato Nalini Secretário da Educação do Estado de São Paulo e Docente da Uninove

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Todos nos situamos numa dessas três vertentes de responsabilidade: ou somos família, ou somos Estado, ou somos sociedade. E temos obrigações explicitadas pelo constituinte, especialmente para com as crianças e jovens. Por que não dispor de algum tempo, por menor que pareça, para acompanhar o desenvolvimento do aprendizado de um educando, de um só estudante que seja? (...) Há pessoas e entidades privilegiadas, que usufruem do êxito propiciado pelo seu trabalho, mas também – e inegavelmente – pelas leis do mercado. Estes poderiam fazer mais do que outros. Todavia, poucos os que, embora nessa condição, respondem positivamente ao convite de participação na vida escolar. Entendem que já contribuem pagando os tributos e votando de quando em vez. Os Com José Renato Nalini e equipe da Sul 3, no lançamento do livro, em 12 de março: “O Século XXI não nos privou do exercíque atendem ao clamor dos cio da generosidade” educadores sensíveis podem testemunhar que em regra, ao Direito de todos, educação é dever do se aproximarem da escola, recebem muito Estado e da Família, em colaboração com a sociedade – Artigo 205 da Constituição da Repú- mais do que ofertam. Saber-se importante blica. Ninguém está excluído de participar para transformar o destino de um educando é desse processo redentor e essencial à solução prêmio significativo para os homens de boa de todos os problemas brasileiros. Absoluta- vontade, que já foram chamados no decorrer mente todos! Violência, emprego, saúde, am- da História para acolher a verdade e para mubiente, moradia, tudo encontra resposta satis- dar a rota do individualismo egoísta. Se o Século XXI não nos presenteou fatória, se houver adequado preparo das nocom a disponibilidade plena do tempo e não vas gerações. trouxe a merecida ampliação das oportunidades de prazer, não nos privou do exercício da generosidade. Boletim Sul 3 – Nº 16 – 30/03/2018

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Sul 3 A iniciativa me tocou Eonice Domingos da Silva Dirigente Regional de Ensino Sul 3

Conheci o projeto em 17 de maio de 2017, na palestra do Dr. José Renato Nalini, “Educação, um compromisso de todos”. A iniciativa me tocou, e logo comecei a buscar parcerias, me deparei com algumas dificuldades como a localização de nossas escolas, pois a maior parte das empresas prefere adotar escolas próximas de suas sedes, mas

mesmo assim insistimos, divulgando o projeto, e assim conseguimos alcançar parceiros que abraçaram a causa do nosso Secretário de oferecer a nossos jovens oportunidades para se prepararem profissionalmente. Essa iniciativa do Sr. Secretário é de suma importância, visto que a Educação é o caminho para uma nação melhor.

As Adoções Afetivas da Sul 3 Adotante: SEBRAE Início: 27-11-2017 Ações: Curso Jovens Empreendedores EaD para 7200 alunos dos Anos Iniciais e Anos Finais de 15 escolas Adotante: SAGA Início: Novembro de 2017 Ações: Oficinas para o Grêmio Estudantil e demais alunos das escolas estaduais Mario Arminante, Maria Juvenal Homem de Melo e Santo Dias da Silva; e palestra motivacional para os funcionários da diretoria de ensino. Adotante: Faculdade Estácio Início: 14-11-2017 Ações: Atividade de extensão por orientação vocacional, esclarecimentos sobre a formação profissional e acesso a atividades acadêmicas de Ensino Superior para 66 escolas que atendem alunos do Ensino Médio. Adotante: Constelação Sistêmica na Mediação Escolar Início: 17-11-2017 Ações: Palestra sobre mediação na ótica sistêmica para gestores, professores e funcionários das escolas estaduais Giulio David Leone e Francisco Roswell.

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Adotante: ONG De Peito Aberto Início: 14-11-2017 Ações: Palestra sobre a prevenção do câncer de mama nas escolas que possuem o programa Escola da Família. Adotante: Instituto de Orientação e Preparação às Escolas Militares (IOPEM) Início: Agosto de 2017 Ações: Curso de iniciação à carreira militar para 8 escolas Adotante: Universidade Santo Amaro (Unisa) Início: 19-2-2018 Ações: Atividade de extensão por orientação vocacional, esclarecimentos sobre a formação profissional e acesso a atividades acadêmicas de Ensino Superior para as escolas que atendem Anos Finais e Ensino Médio. Adotante: Labor Educacional Início: 1-11-2017 Ações: Curso para os Professores Coordenadores (PCs) das escolas que atendem Anos Finais e Ensino Médio Outras informações e link para acessar o livro em http://www.educacao.sp.gov.br/noticia/educacao-reune-historias-programa-adocao-afetiva-em-livro-digital/.

Boletim sul 3, nº 16, mar 2018  

Ao publicar o relato de Eonice Domingos sobre os três anos na função de dirigente regional de ensino, o Boletim Sul 3 atinge seu apogeu. Não...

Boletim sul 3, nº 16, mar 2018  

Ao publicar o relato de Eonice Domingos sobre os três anos na função de dirigente regional de ensino, o Boletim Sul 3 atinge seu apogeu. Não...

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