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O que torna correctas ou incorrectas as nossas acçþes?


DUAS RESPOSTAS ÉTICAS DEONTOLÓGICAS O valor moral das acções depende da intenção com que são realizadas. Devemos agir sempre de acordo com o dever e não a pensar nas consequências das nossas acções.

ÉTICAS TELEOLÓGICAS O valor moral das acções determina-se pelos resultados, fins ou consequências.


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VIDA Nasceu em 1724, em Konigsberg, na Prússia Oriental. Konigsberg foi a cidade onde nasceu, viveu e onde ensinou. Começou por estudar Matemática e Ciências Naturais. Mais tarde estudou Filosofia. Morreu, em 1804, na sua terra natal, com 80 anos. Filósofo do século XVIII, é o pensador mais representativo do iluminismo, do entusiasmo pela liberdade e pela emancipação da razão em relação a todas as formas de opressão mental. OUSA PENSAR é a fórmula mais repetida e com a qual se pretende despertar a razão humana para lutar contra todas as formas de autoridade não reconhecida como tal pela própria razão.


COMO DEVEMOS AGIR ?


Devemos unicamente e em qualquer circunst창ncia cumprir o dever pelo dever. Kant


Para que melhor compreendam em que consiste agir por dever distingo, no homem, três tipos de acção. Vejamos:


TIPOS DE ACÇÃO

ACÇÕES CONTRA O DEVER

ACÇÕES CONFORMES AO DEVER

ACÇÕES POR DEVER


A ÉTICA KANTIANA AVALIEMOS TRÊS DECISÕES POSSÍVEIS DE SILVA:

2 – Devolveu os 50 € para ficar bem visto e ganhar reputação de honesto

Como classificar estas diferentes acções ?

Em qual delas o indivíduo agiu de Boa Vontade ?


A ÉTICA KANTIANA

A BOA VONTADE ?

O que a caracteriza ?


A ÉTICA KANTIANA 1ª- Possuir valor em si mesma, isto é , pelo seu querer (pela sua intenção), e não por aquilo que com ela alcançamos, pela sua utilidade.

2ª- Para tal não pode submeter-se a quaisquer tendências, necessidades, interesses, desejos ou circunstâncias particulares e subjectivas.

3ª - Submeter-se só ao dever


A ÉTICA KANTIANA


A ÉTICA KANTIANA


A ÉTICA KANTIANA


O Homem é um ser dual dividido entre :

. A Razão . Os firmes princípios morais . O dever

. A Sensibilidade . A tentação constante em fugir a esses princípios. . O desejar

Uma vontade perfeita determinar-se-ia necessariamente e unicamente pela razão. No homem, porém, um ser dual, , a vontade não é perfeita e nunca se liberta totalmente das inclinações sensíveis. Tanto se pode determinar pela razão como por uma qualquer inclinação. A vontade humana não é absolutamente boa, não é vontade santa.


Porque o Homem é um ser dividido dentro de si próprio a lei moral, isto é, o dever, deve assumir a forma de obrigação, de Imperativo.

Ora, há imperativos hipotéticos e imperativos categóricos


A ÉTICA KANTIANA


A ÉTICA KANTIANA


A ÉTICA KANTIANA

Quais são então os nossos deveres ?

O Imperativo categórico não nos diz o que fazer em concreto mas como devemos agir em geral.


A ÉTICA KANTIANA Se bem que aparentemente se possam formular diversos imperativos como “não matarás”, “não roubarás”, etc, o objectivo da ética kantiana é reduzir todos esses imperativos a um único imperativo categórico. Será uma ordem meramente formal – diz-nos de que maneira devemos agir (forma) , não o que devemos fazer (conteúdo). Kant faz girar a sua ética em torno de um só imperativo categórico do qual deduziu três fórmulas que devem regular a nossa acção.


A ÉTICA KANTIANA Estou confuso.. Como funciona essa fórmula na prática?

A ideia é que só devemos agir segundo máximas que possamos querer universalizar. Se não podemos querer que todos ajam segundo uma certa máxima, então ela não é universalizável e, por isso, devemos rejeitá-la. Por exemplo, manter promessas com a intenção de não as cumprir, recusar-se sempre a ajudar os outros ou roubar para melhorar a nossa situação económica são máximas que não devemos querer universalizar.


A ÉTICA KANTIANA Posso então concluir que tudo aquilo que não é universalizável como matar, roubar ou mentir, entre outras coisas, não é um dever e tudo aquilo que é universalizável é um dever. Tens razão quando afirmas que tudo o que não é universalizável não é um dever. No entanto, quando afirmas que tudo o que é universalizável é um dever, estás errado. Vou exemplificar: “Ter hábitos de higiene” ou “Comer com moderação” são máximas que se podem universalizar mas não são deveres. Entendi !


A ÉTICA KANTIANA


A 3ª Fórmula do Categórico acentua a autonomia da vontade: É o próprio homem que dita a si próprio a lei a que depois se submete. A lei moral não é exterior ao indivíduo , nasce no interior da sua consciência moral sob a forma de Imperativo Categórico. O sujeito é autónomo porque não obedece a nenhum senhor, divino ou humano, mas a uma lei que dá a si próprio.


ASP ( Aspectos positivos e negativos da teoria kantiana ) VAMOS REFLECTIR

«A Sara é uma cirurgiã especializada na realização de transplantes. No . hospital onde trabalha enfrenta uma terrível escassez de orgãos – cinco dos seus pacientes estão prestes a morrer devido a essa escassez. Onde poderá ela encontrar os orgãos necessários para salvá-los ? . O Jorge está no hospital a recuperar de uma operação. Sara sabe que o Jorge é uma pessoa solitária – ninguém vai sentir a sua falta. Tem então a ideia de matar o Jorge e usar os seus orgãos para realizar os transplantes,sem os quais os seus pacientes morrerão.» A Arte de Pensar •Durante a segunda guerra mundial, Helga esconde em sua casa uma amiga judia para evitar ser deportada para um campo de extermínio. Um dia, um oficial nazi bate à porta de Helga e pergunta onde está a sua amiga. •Deve Helga dizer a verdade?


1. ÉTICA FORMAL: Kant não diz o que devemos fazer mas como devemos agir 2. ÉTICA INTENCIONALISTA: O valor moral das acções provém das intenções com que são praticadas 3. ÉTICA DO DEVER: Devemos agir por puro e simples respeito pelo dever independentemente das consequências das nossas acções 4. ÉTICA DA AUTONOMIA: As regras morais são leis que a razão estabelece para todos os seres racionais. Só somos realmente livres se formos nós próprios a definir as leis a que o nosso comportamento deverá obedecer.

Power Point realizado pela professora Leonídia Marinho

A Fundamentação da Moral  

A Ética kantiana

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