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CIÊNCIA E CONSTRUÇÃO. VALIDADE E VERIFICABILIDADE DAS HIPÓTESES

Consultar no ISSUU http://issuu.com/leonidia 4 Aulas de Filosofia da Ciência


O método científico O caminho que o cientista percorre para descobrir, investigar e alcançar os seus objetivos: leis e teorias científicas. http://www.youtube.com/watch?v=yEaigDajV70


• CONCEPÇÃO CLÁSSICA DO MÉTODO CIENTÍFICO • (CONCEPÇÃO INDUTIVISTA)

Concepção Segundo a perspectiva dominante até indutivista , o método que nos conduz à descoberta das leis meados do século científicas da natureza é o xx e defendida pela corrente indutivo. filosófica conhecida por positivismo lógico


Positivismo lógico| corrente filosófica surgida (séc.xx), a partir de encontros regulares entre filósofos e cientistas do denominado Círculo de Viena que defendia três princípios fundamentais: Cientismo, Empirismo e Naturalismo

http://www.youtube.com/watch?v=RgoePmSMIlY


FASES DA CONCEPÇÃO INDUTIVISTA DO MÉTODO CIENTÍFICO

OBERVAÇÃO DO FENÓMENO Diapositivo 6 DESCOBERTA DA RELAÇÃO ENTRE OS FENÓMENOS – FORMULAÇÃO DE HIPÓTESE Diapositivo 7 TESTE DA HIPÓTESE – EXPERIMENTAÇÃO Diapositivo 8

Lei Diapositivo 9


1º PASSO: OBSERVAÇÃO DOS FENÓMENOS PRIMEIRAMENTE, PARTE-SE DA OBERVAÇÃO DE FACTOS SINGULARES.

Exs: Observo que Xavier, Anastácio e Adalberto são mortais; Constato que todos os corvos que observei até hoje são negros; Constato que o cobre é bom condutor de calor o mesmo acontecendo com os outros metais. Diapositivo 5


2º PASSO: DESCOBERTA DA RELAÇÃO ENTRE OS FENÓMENOS – FORMULAÇÃO DA HIPÓTESE Exs:  Todos os corvos são negros  Todos os metais são bons condutores de calor  Todos os homens são mortais A HIPÓTESE É UMA EXPLICAÇÃO PROVISÓRIA QUE TEM A FORMA DE UM PRINCÍPIO GERAL E ESTÁSUJEITA VERIFICAÇÃO/CONFIRMAÇÃO. Diapositivo 5


EXPERIMENTAÇÃO – TESTE DA HIPÓTESE A HIPÓTESE TEM DE SER SUBMETIDA À EXPERIMENTAÇÃO – ESTA É ORIENTADA NO SENTIDO DE CONFIRMAR/VERIFICAR A HIPÓTESE FORMULADA ( orientação no sentido de ver aquilo queremos ver) Dapositivo 5


CONCLUSÃO : PASSAGEM À LEI CIENTÍFICA Se na fase da experimentação a hipótese for verificada, então pode formular-se uma lei. EX: VERIFICOU-SE QUE A BOA CONDUTIBILIDADE OCORRE COM OUTROS METAIS, ALÉM DOS INICIALMENTE OBSERVADOS E FORMULOU-SE A LEI : “ TODOS OS METAIS SÃO BONS CONDUTORES DE CALOR”.


A CONCEPÇÃO DO MÉTODO CIENTÍFICO DESCRITA, DESIGNASE DE INDUTIVISTA PORQUE NELA O RACIOCÍNIO INDUTIVO DESEMPENHA UM PAPEL FUNDAMENTAL: A PARTIR DE OBSERVAÇÕES PARTICULARES, CONDUZ À LEI GERAL:


QUESTÃO FUNDAMENTAL: QUAL O CRITÉRIO DE CIENTIFICIDADE QUE PERMITE A PASSAGEM DA HIPÓTESE À LEI ? É O CRITÉRIO DA VERIFICABILIDADE: Uma hipótese/teoria só é científica quando o seu conteúdo pode ser,pelo menos em princípio, verificado pela experiência. SE A HIPÓTESE FOR VERIFICADA EM X CASOS, CONCLUI-SE QUE ELA SERÁ VERIFICADA EM TODOS OS CASOS DA MESMA ESPÉCIE

EX: Se todos e cada um dos corvos observados até ao momento forem negros, o enunciado todos os corvos são negros confirma-se.


PRESSUPOSTOS DO INDUTIVISMO

A atividade científica é indutiva: a partir da observação factos singulares infere enunciado universais

As hipóteses, para serem científicas, apenas precisam de ser confirmadas.

A evolução da ciência é cumulativa (consiste na acumulação e no aperfeiçoamento do conhecimento: conhece-se cada vez mais e melhor. As novas teorias acrescentam conhecimento às antigas ( a evolução do conhecimento ocorre numa linha de continuidade).


CLARIFICANDO O CRITÉRIO VERIFICACIONISTA:

Segundo o critério verificacionista uma proposição só é científica se for empiricamente verificável. Mas os enunciados universais (“Todos os corvos são negros”) não são estritamente verificáveis. Como resolver este problema? Basta que sejam confirmáveis alguns casos dos enunciados universais. Ex: Para o enunciado “Todos os corvos são negros” bastaria encontrar alguns corvos negros para o verificar.


O PROBLEMA DA OBSERVAÇÃO: O método indutivo, ao admitir que a ciência começa com a observação

Ignora que a observação nunca é completamente objetiva e neutra a percepção da realidade é sempre uma interpretação/construção da realidade por parte do sujeito não é possível captar a realidade tal qual ela é: necessário distinguir a perceção do objeto percecionado Ignora Que a observação é seletiva: O observador não pode observar nem registar tudo. Em função dos seus interesses, cada observador vai selecionar o que quer estudar.


O PROBLEMA DA INDUÇÃO O método indutivo ao fazer do raciocínio indutivo o fundamento da formulação de enunciados universais

Incorre no erro lógico do trânsito de enunciados particulares para enunciados universais Ex: O salto de um para todos exigiria uma observação infinita Ver diapositivos: Diapositivo 17 e Diapositivo 18

Parte do pressuposto de que a Natureza se comporta sempre uniformemente ou de que na Natureza se verifica um total determinismo Diapositivo 19


A crítica de David Hume à Indução 1. Levantou o problema da (i)legitimidade lógica da indução, ou seja, o problema da justificação lógica da passagem de enunciados particulares para enunciados gerais, o mesmo é dizer, o problema da (i)legitimidade das leis científicas. Num argumento indutivo as premissas não fornecem supostamente uma garantia de que a conclusão é verdadeira. Em vez disso, espera-se que as premissas forneçam apenas indícios de que a conclusão é verdadeira. Eis um exemplo: O corvo 1 é preto. O corvo 2 é preto. O corvo 3 é preto. O corvo 1000 é preto. Portanto, todos os corvos são pretos. O facto de até hoje não se terem encontrado senão corvos negros não valida de forma alguma a asserção geral « Todos os corvos são negros». O aparecimento de um único corvo branco invalida/falsifica a asserção universal: «Todos os corvos são negros».


A Crítica de David Hume à indução 2. Levantou o problema da validade dos juízos acerca do futuro , o mesmo é dizer, o problema da legitimidade das previsões científicas. As previsões pertencem àquilo que ainda não foi observado. Uma coisa é antecipar um resultado provável com base na experiência passada, como acontece na hipótese e outra completamente diferente é afirmar que a experiência passada comprova esse resultado, como acontece na lei (o conhecimento acerca não é verdadeiro mas provável) Ex: Um peru pensou que podia concluir que “come sempre às 9 horas da manhã”. Mas demonstrou-se de forma trágica que esta conclusão era falsa quando, na véspera de Natal, em vez de o alimentarem lhe cortaram o pescoço. (história atribuída ao filósofo e matemático inglês Bertrand Russel mostrar a falibilidade deste tipo de raciocínio)


A crítica de David Hume à indução Hume afirma que quando raciocinamos indutivamente fazemos um pressuposto: pressupomos que a natureza é uniforme, pressupomos que existem os mesmos padrões gerais subjacentes à natureza. A ideia de que a natureza é uniforme não é claramente uma verdade lógica. Não há contradição lógica em supor que, embora a natureza tenha sido uniforme até agora, possa tornar-se de repente uma confusão caótica e desarrumada, onde as coisas se comportam ao acaso e de forma imprevisível. O método indutivo parte da seguinte premissa: “A Natureza comporta-se de modo uniforme”. Pergunta-se: Como demonstrar que a Natureza se comporta sempre de modo uniforme? Responde-se: “Porque nos casos observados se verificou que se comportava uniformemente”


Duas tentativas de resolução do problema da indução

Recorrer à evolução

Recorrer á probabilidade

« Dizendo que nascemos apetrechados de categorias programadas geneticamente e com elas classificamos a nossa experiência. Isto é, fazemos generalizações que prevêem o comportamento do mundo com bastante exatidão. O que leva a ter confiança na indução.»

« Podendo sempre admitir-se que o resultado de uma indução, embora carente de confirmação a 100% é muito provavelmente verdadeiro. Diz o probabilismo que quantas mais obervações as confirmem mais verdadeiras elas serão.»

Estas duas tentativas de ultrapassar o problema fracassam, pois não parecem sair do próprio princípio indutivo.


Power Point realizado pela professora LeonĂ­dia Marinho

O Estatuto do conhecimento científico  

O Método Indutivo

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