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ano Xiii – nÚmero 43 – 2012

oS PeriGoS da internet Qual É a tua obra? tdaH – tranStorno de dÉFiCit de atenÇÃo e HiPeratiVidade PiC JÚnior – uma ParCeria leonardo da VinCi e uniCeub


ColaboraÇÃo

VinCi

miSSÃo

ViSÃo

Ciclo de Estudos Os professores Pierluigi Piazzi e Caio Feijó foram palestrantes no Ciclo de Estudos 2012 do Leonardo da Vinci.

PIC Júnior Programa de Iniciação Científica desenvolvido pelo Centro Educacional Leonardo da Vinci em parceria com o UniCeub.

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Onuvinci Em 2012, a simulação das Nações Unidas do Leonardo da Vinci terá pela primeira vez uma edição extra.

ValoreS Projeto Ecotrilhas do Brasil 10 anos de atividades.

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22 leitura

aConteCe Inauguração de Hospital e Natal da ABRACE O Leonardo da Vinci é parceiro da ABRACE e do Hospital da Criança com Câncer.

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diGital

20 18 4

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Capa Continuamos em 1º lugar na UnB, com 13 primeiros lugares e 338 aprovados em 2012.

Qual é a tua obra? Professores, equipe técnico-pedagógica e funcionários se emocionam com a palestra ministrada pelo Professor Mario Sergio Cortella.

Primeiros Socorros Para aumentar a segurança nas operações de campo, o projeto busca formar seus colaboradores, com ênfase no resgate em ambientes naturais.

12 Projeto Ecovinci Construindo a consciência da sustentabilidade

Os perigos da Internet Segundo Thomaz Wood Jr., professor da FGV, a exposição à web pode dificultar raciocínios elaborados e diminuir a memória de longa duração.

Internet Responsável O projeto aborda a apreciação de sites, guias on-line, vídeos, histórias em quadrinhos, discussões e jogos, as atitudes e ações necessárias no momento em que se acessa a grande rede.

24 Liderança Reflexiva na Escola O Projeto Liderança Reflexiva tem como objetivo desenvolver o espírito e o potencial de liderança e orientar a vocação natural e a visão empreendedora da juventude. TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade O TDAH é um transtorno que começa na infância e, muitas vezes, continua na idade adulta.

27 Carnavinci 2012 Foi um momento festivo, em que os estudantes usaram fantasia e trouxeram adereços.

26 Diretor Financeiro Diretor Administrativo Vice-Diretor Administrativo e Financeiro Diretora Pedagógica da Unidade Sul Diretora Pedagógica da Unidade Norte Diretora Pedagógica da Unidade Taguatinga Diretor de Planejamento e de Gestão Pedagógica Revisor Coordenação Editorial FamÍlia VinCi é uma publicação do Centro eduCaCional leonardo da VinCi. Envie seus comentários, sugestões, informações, críticas e perguntas: E-mail: ComuniCaCao@leonardoonline.Com.br / Twitter: @_leonardoonline / Site: www.leonardoonline.Com.br Projeto Gráfico: briSSaC Studart/Fulltalent ComuniCaÇÃo – Tiragem 7.000 exemplares - diStribuiÇÃo Gratuita

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– ProF. JorGe abdon manZur iSmael – ProF. dalVo CardoSo de oliVeira – rodriGo Ferolla SilVa mello – ProF.a mÁrCia Ferreira nuneS – ProF.a maria aPareCida de SouZa m. lima – ProF.a SolanGe FoiZer SilVa – ProF. SÉrGio JoSÉ deud brum – CarloS HenriQue maGalHÃeS GuedeS – PatrÍCia Carbri

Centro eduCaCional leonardo da VinCi unidade Sul: Avenida W4 SEPS Quadra 703 Conj. B, CEP 70390-039, Brasília-DF Fone: 3226-6703 Fax: 3322-8617 unidade norte: SGAN 914 Conj. I, CEP 70790-140, Brasília-DF Fone: 3340-1616 Fax: 3340-5477 unidade taguatinga: QS 03 Rua 420 Lote 02 Pistão Sul, CEP 71953-100, Taguatinga-DF Fone: 3351-0606 Fax: 3561-3159

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VinCi

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J

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PRIMEIROS LUGARES NO VESTIBULAR TRADICIONAL E PAS DA UnB

G

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UnB – Tradicional Daniele Firme Miranda Engenharia Civil

b

Laís de Morais Soares Ciências Farmacêuticas

João Pedro Silva Kirmse Física

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Sérgio Alonso da Costa Júnior

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UnB – PAS Anderson Queiros de Freitas

Ciência da Computação

Gestão de Políticas Públicas e

Bruno Campos Oliveira Administração

F

Carolina Coelho Rodrigues Medicina

Isabela Gomes Kyrillos Nutrição G

Jamile Calil Racanicci Comunicação Social

H

Pedro Henrique B. da Nóbrega Gomes Comunicação Organizacional

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Rafaela Nunes Couto Engenharia Química

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Raquel Pereira Guimarães Ciências Farmacêuticas

K

Vítor Hideki Hokino Serviço Social

a eSCola da Sua Vida iniCia o ano Com 338 aProVadoS no VeStibular e PaS da unb, um 3º luGar na ClaSSiFiCaÇÃo Geral e 2º luGar no PaS e 13 ConQuiStaS de Primeiro luGar Por CurSo. alÉm diSSo, alunoS ConQuiStaram VaGaS naS PrinCiPaiS uniVerSidadeS do PaÍS.

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retorno das férias e a chegada dos novos alunos enchem os corredores do Leonardo da Vinci de vida. O início de todo ano letivo é um momento muito significativo porque, além de ser a retomada das atividades da escola, é a reafirmação do compromisso de ser a escola da vida de todos os estudantes. É também no início do ano que a escola recebe a visita dos alunos que concluíram o Ensino Médio e retornam para comunicar a sua aprovação no vestibular e comemorar com os colegas, professores, equipe técnico-pedagógica e funcionários que participaram dessa grande conquista. A aluna da Unidade Norte, Carolina Coelho Rodrigues, conquistou o terceiro lugar no vestibular da Universidade de Brasília (UnB) e o segundo lugar no Programa de Avaliação Seriada (PAS). “Achei a prova do vestibular muito mais difícil que a do PAS”, confessa a aluna. A orientadora pedagógica da Unidade Norte,

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Prof.ª Maria Cristina Alves da Silva, conta que, acompanhando o processo até as conquistas dos alunos, observa um comportamento comum entre eles: “Geralmente são alunos estudiosos que participam das aulas, preferem tirar dúvida durante as aulas, exercitam a matéria fazendo exercícios e não acumulam a matéria”, explica. Jamile Calil Racanicci, aluna do 3º ano da Unidade Norte aprovada em Comunicação Social na UnB, confirma a eficácia de uma rotina de estudos: “Era um ciclo, ia pra escola, prestava muita atenção na aula (o que economiza bastante tempo e melhora o rendimento), anotava tudo o que o professor falava, tirava as minhas dúvidas, ouvia as dúvidas dos meus colegas, chegava em casa, almoçava, dava uns quinze minutos de descanso, sentava pra estudar. Primeiro via o conteúdo mais atrasado, depois o que o professor tinha passado, então revisava algo de que não me lembrasse direito e ano-

tava minhas dúvidas. Depois disso, o meu dia era livre pra outras atividades (jogar basquete, jantar, sair, dormir...). É inegável que, conforme essa rotina vai se seguindo, surgem agravantes que atrapalham tudo, tais como a preguiça, o cansaço, a vontade de fazer qualquer outra coisa que não seja estudar... Então, começou a fazer parte da minha rotina lembrar-me dos motivos pelos quais queria passar no vestibular: a vontade de me realizar profissionalmente, as oportunidades que o estudo proporciona, a sede por independência. Sem isso, teria sido impossível seguir lutando pela minha vaga. Portanto, a minha rotina era resumidamente estudar, estudar, estudar, relaxar e juntar forças pra continuar”. “Ficava atenta às dicas dos professores e procurava estudar principalmente esses pontos, fiz todos os simulados oferecidos pela escola e a monitoria de química também colaborou muito pra que eu revisasse a matéria do 2º ano”, completa Rafaela Nunes Couto, aluna do 3º ano da Unidade Taguatinga aprovada em Engenharia Química. Alguns desses alunos aprovados desenvolveram “táticas” para conquistarem a aprovação no vestibular.

“A melhor tática para ser aprovado é pegar as provas antigas do PAS e do vestibular e resolvê-las, buscando as dúvidas e aquilo que não foi bem fixado, para assim aproveitar melhor as monitorias e toda a assistência que o colégio disponibiliza”, explica Laís de Morais Soares, aluna do 3º ano da Unidade Norte aprovada em Ciências Farmacêuticas. Daniele Firme Miranda, aluna do 3º ano da Unidade Taguatinga aprovada em Engenharia Civil, conta que, para treinar, presta vestibular desde o início do Ensino Médio. Ao todo foram 4 aprovações: uma em Engenharia Florestal e as demais em Engenharia Civil. Ela nos conta

C

o segredo para o sucesso: “Em primeiro lugar: planejamento. Tenha em mente o curso que você quer fazer e analise o que é necessário para passar. Procure obter informações sobre notas de corte, faça simulações de quanto você consegue tirar e planeje como melhorar seu desempenho. Em segundo lugar: treino. Faça provas anteriores e descubra onde você está errando mais, porque assim você terá um direcionamento de o que deve estudar. Além disso, com o treino você fica familiarizado com o estilo da prova de vestibular. No mais, não deixe de lado os momentos de lazer, eles são tão importantes quanto o estudo!”.

A orientadora pedagógica da Unidade Taguatinga, Prof.ª Sandra Couto, conta que observou essa tendência dos alunos de procurarem fazer provas antigas ou mesmo fazer provas de vestibulares. “Um dos objetivos é para adquirir experiência. Conhecer quanto tempo eles precisam para fazer bem a prova. Quando sai o resultado, eles analisam onde precisam se dedicar mais para estudar e assim obter um melhor resultado”. O aluno João Pedro Silva Kirmse completa: “A gente faz estas provas dos vestibulares tradicionais como se fosse um teste para buscar resultados melhores”. Ele passou em primeiro lugar no curso de Física no vestibular tradicional da UnB e está na 3ª série do Ensino Médio. O Serviço de Orientação Educacional e o Serviço de Orientação ao Vestibulando informam que dão todo o suporte para os alunos nesse momento de decisões importantes. O Centro Educacional Leonardo da Vinci parabeniza todos os aprovados nos vestibulares e dá as boasvindas para todos os alunos neste ano letivo.  PatrÍCia Carbri

Assessora de Comunicação

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miSSÃo

I CICLO DE ESTUDOS 2012

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Ciclo de Estudos é parte do Projeto de Formação Continuada, que promove momentos de reflexão em que são convidados palestrantes e promovidos cursos para a atualização dos professores e colaboradores. Os palestrantes convidados para o Ciclo de Estudos, realizado de 25 a 27 de janeiro de 2012, foram o Prof. Pierluigi Piazzi, que falou sobre o tema “Ensinando a Inteligência”, e o Prof. Caio Feijó, que ministrou a palestra interativa “Preparando os alunos para a Vida”. O primeiro Ciclo de Estudos do ano contou também com as palestras: • “Motivos e Motivações”, com o Prof. Marcelo Afonso. • O Prof. Sílvio Augusto Miranda apresentou o Programa de Iniciação Científica. • A Prof.ª Josefa Rodrigues da Silva apresentou uma mostra de trabalhos de artes visuais.

aula dada, aula eStudada ConVidado Para Falar Com ProFeSSoreS, PaiS e alunoS, o ProF. PierluiGi PiaZZi Conta o SeGredo Para eStimular a inteliGÊnCia e ConQuiStar uma VaGa na uniVerSidade

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prof. Pierluigi Piazzi foi um dos convidados para iniciar o ano letivo de 2012 no Centro Educacional Leonardo da Vinci. Ele ministrou palestras para pais, alunos e professores sobre os erros mais comuns ao processo de ensino e como podem ser evitados. Com muita criatividade e dinâmica, as palestras deixaram um gosto de “quero mais”. A seguir, uma pequena entrevista com o professor e algumas de suas dicas dadas durante a palestra. Prof. Pierluigi Piazzi, o senhor poderia falar sobre os seus livros? Ao longo do último meio século, tenho tentado fazer com que as pessoas que me rodeiam, colegas, amigos, alunos, filhos, fiquem cada vez mais inteligentes. Essa é a razão pela qual reduzi minhas atividades em sala de aula e tenho me dedicado a percorrer escolas fazendo palestras. A receptividade tem sido excelente, mas em minha

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opinião, insuficiente. A solução óbvia: escrever um livro para atingir um público maior. Escrevi a coleção neuropedagogia, composta por três livros, para poder atingir um público maior: “Aprendendo Inteligência”, voltado para os alunos; “Estimulando a Inteligência”, voltado para os pais; e “Ensinando a Inteligência”, voltado aos professores. Na sua palestra, o senhor fala sobre a diferença entre estudar para passar de ano ou para aprender. Conte para os nossos leitores qual é o método de estudo ideal. A maioria dos alunos está condicionada a estudar para a prova, não para aprender. O correto é estudar para aprender, estudando no mesmo dia da aula que teve. Sempre falo que aula assistida é aula estudada hoje, nunca na véspera da prova. Só assim você irá se tornar cada vez mais inteligente, mais criativo, mais culto. As boas notas serão uma consequência e não uma finalidade. 

Quem É PierluiGi PiaZZi?

Cientista e professor, formado em química industrial e física pela Universidade de São Paulo – USP. Desde 1980, o prof. Pier é membro da Mensa, organização internacional reconhecida na América do Norte e na Europa, instituição que se dedica, conforme consta em seu estatuto, a “identificar e cultivar a inteligência humana para o benefício da humanidade, proporcionar um ambiente social e intelectualmente estimulante para seus membros e encorajar pesquisas sobre a natureza, características e usos da inteligência”. Foi editor de uma revista de microinformática, editor de ficção científica na Aleph (que lhe rendeu uma promoção a Comodoro da Frota Estelar Brasil), radialista (trabalhou mais de 5 anos na Jovem Pan AM de SP), âncora do programa Debate Acadêmico da TV Educativa de Santos, professor no curso de Pós-Graduação de Terapia Familiar da PUC (SP), professor de Ciências no colégio Rousseau, autor de material didático, professor de Inteligência Artificial e Computação Quântica na Engenharia da Computação da Unisanta e conferencista. 7


miSSÃo

I CICLO DE ESTUDOS 2012

a mÁGiCa da mudanÇa J

á repararam o quanto somos coercitivos no nosso dia a dia? Que vivemos ameaçando e punindo o tempo todo? Quando um filho, um aluno, um funcionário, esposa ou marido não atende a nossa exigência ou expectativa, retiramos dele até mesmo recompensas que já tinham sido dadas. Somos coercitivos e também sofremos coerção em todos os lugares: em casa, na escola, no trabalho, até no lazer: “se não comer a comida não ganha sobremesa”, “se avançar o sinal será multado”, “se não estudar vai ficar de castigo”, “se não parar de fumar vai morrer de câncer”, “se chegar atrasado será despedido”, “se não rezar não vai pro céu”. Ufa!!! Onde não há coerção? Pode-lhes parecer difícil, mas é possível não ser coercitivo, ou pelo menos ser menos coercitivo. Percebemos isso no comportamento de pessoas que privilegiam o reforço positivo, que se preocupam mais em reconhecer os sucessos do que apontar os fracassos dos outros. Tente se lembrar de ter sido reforçado positivamente no passado por algo de bom que você fez e que foi reconhecido por alguém que o elogiou, perceba como foi gratificante essa sensação. Tente agora visualizar a pessoa que lhe reforçou, veja como ela é querida e valorizada por você. Agora faça o inverso: lembre-

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se de quando você cometeu um erro ou uma falha no passado e alguém o criticou ou não lhe deu outra chance; perceba como se sentiu, lembre-se agora da pessoa que fez isso, quais são os seus sentimentos por ela? É incrível, não? A forma como construímos nossos conceitos sobre os outros está (muitas vezes inconscientemente) relacionada à maneira como fomos tratados: reforçados, ameaçados ou punidos, e mais: o mesmo princípio serve para a construção do nosso próprio conceito junto a quem nos cerca. Mais incrível ainda é que podemos nos transformar em não coercitivos, basta uma simples modificação no comportamento e muito autocontrole. Como iniciar? Experimente substituir frases como “chegou atrasado, seu irresponsável” por “o que aconteceu?”; “se não prestar atenção, você não aprenderá” por “preste atenção que você aprenderá”; “não” por “ainda não”, “talvez”, “vou pensar”. Associe essa mudança à concentração em reconhecer e valorizar o comportamento adequado do outro, procure reforçar com frases: “parabéns pelo que fez ou pelo esforço”. Acha difícil? Pois não é! Experimente e verá a surpreendente mudança na sua vida. O processo é simples; os outros também mudarão, é recíproco, não existe mágica! 

Caio F. FeiJÓ

Especialista em Psicologia Clínica, psicoterapeuta de jovens, adultos e famílias, mestre em Psicologia da Infância e da Adolescência pela Universidade Federal do Paraná, professor de Psicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental, Desenvolvimento Pessoal, Desenvolvimento Interpessoal e de Mediação (Gestão de Conflitos). Autor de cinco livros (14 edições) sobre a educação de filhos e alunos, Feijó é palestrante sobre esses temas, entre outros, para escolas, prefeituras e empresas em todo o país. http://www.caiofeijo.com.br

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miSSÃo

Qual É a tua obra? ProFeSSoreS, eQuiPe tÉCniCo-PedaGÓGiCa e FunCionÁrioS Se emoCionam Com a PaleStra miniStrada Pelo ProFeSSor mario SerGio Cortella

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a manhã do dia 11 de fevereiro de 2012, o auditório da Unidade Taguatinga estava pequeno para a quantidade de pessoas que foram até lá assistir à palestra do Professor Mario Sergio Cortella. A presença maciça refletiu a importância do assunto abordado: Qual é a tua obra? Como você quer ser lembrado? Qual é o seu papel na vida das pessoas que são de sua convivência? Como enxergar um significado maior na vida? “Eu hoje vim a Brasília, ao Centro Educacional Leonardo da Vinci, para lembrá-los de uma só coisa: vocês vão morrer,” assim o professor iniciou sua fala. Para a tesoureira, Marinete Lany Nogueira, a iniciativa da escola de trazer o palestrante foi excelente. “Foi uma oportunidade de refletir sobre os vários papéis que nós desempenhamos na vida. Pensei em como sou como mãe, como irmã, como profissional e como espero ser lembrada pelas pessoas que são da minha convivência”. A palestra debateu sobre as inquietações em matéria de gestão, liderança e ética. A fala que marcou mais a auxiliar administrativa Iris M de A. Faria foi sobre as relações, por meio das quais algumas pessoas acreditam ter algum tipo de superioridade sobre a outra pela posição que ocupa na sociedade. “O Prof. Mario Sergio Cortella nos levou a refletir sobre a importância que cada um tem em casa, na escola, no trabalho. Cada um de nós tem o seu devido papel, mas temos que ter a consciência de que sem o apoio do outro, muitas vezes nossa participação fica inviável ou incompleta. Pensando dessa maneira, não há motivo para um imaginar ser melhor que o outro, sendo que ambos têm a sua devida importância”. “O tom da palestra condiz com o compromisso que o Centro Educacional Leonardo da Vinci tem com a formação continuada de todo o seu quadro de professores, equipe técnico-pedagógica e funcionário”, explicou a diretora pedagógica da Unidade Taguatinga, Prof.ª Solange Foizer. 

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“o Homem nÃo É uma GarraFa Que Se deVe enCHer, maS um FoGo Que Se deVe aCender Para Que arda eternamente”. (Montaigne – com adaptações)

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mario SerGio Cortella é um filósofo brasileiro, mestre e doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde também é professor titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e da pós-graduação em Educação (currículo), além de ser professor convidado da Fundação Dom Cabral e do GVpec da FGV-SP. É autor dos livros: “A Escola e o Conhecimento: Fundamentos Epistemológicos e Políticos”; “Nos Labirintos da Moral”, com Yves de La Taille; “Não Espere Pelo Epitáfio: Provocações Filosóficas”; “Não Nascemos Prontos!”; “Sobre a Esperança: Diálogo, com Frei Betto”, “O que é a Pergunta?”, com Silmara Casadei e “Qual é a tua Obra? Inquietações Propositivas sobre Gestão, Liderança e Ética.”

filósofo, escritor e educador Mário Sérgio Cortella realizou, para os professores e funcionários de nossa instituição, no dia 11/02/2012, uma palestra pautada em sua mais recente publicação: “Qual é a tua Obra? “ A sua fala conclamou os presentes a revigorar a chama de poder aprender continuamente e de poder fazer o melhor sempre. Medíocre, afirma ele, é aquele que se contenta com o possível, em vez de fazer o melhor de si nas condições que tem, enquanto não tem condições melhores de fazer melhor ainda. Com esta máxima, o filósofo fez questão de enfatizar aos presentes ao longo de toda a sua preleção a única certeza absoluta que temos em nossa existência: “Vamos todos morrer! E no dia em que eu morrer, e eu vou, eu quero fazer falta”. E para fazer falta, segundo Cortella, é necessário ser importante e não simplesmente famoso. Em outras palavras, viver a vida intensamente, de maneira a deixar algo realmente relevante quando formos embora. Sendo a morte um fato, a indagação é o que fazer até que isso aconteça para que a nossa existência não seja fútil, inútil, vazia e superficial. Portanto, “Qual é a tua Obra?” O que você deixará que não evapore com o ar, não apodreça e não seja objeto de brigas e disputas familiares? A reflexão é que o estilo de vida e as concepções de mundo que nos envolvem são superficiais e mecânicas. Vivemos na confluência de um mundo que ainda não terminou e outro que não se realizou por completo. O legado é “viver como se não houvesse amanhã”, viver o presente de forma única e responsável onde a obra maior seria o exemplo que arrasta, a reflexão que esclarece e o amor que tudo transforma. ProF. norberto maZai

Coordenador da Equipe de Filosofia e Sociologia

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ViSÃo

PiC JÚnior UMA PARCERIA LEONARDO DA VINCI E UNICEUB

eStudanteS do leonardo da VinCi PartiCiParÃo do deSenVolVimento de PeSQuiSaS CientÍFiCaS e do ConGreSSo de enSino, PeSQuiSa e eXtenSÃo do uniCeub.

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PIC Júnior é o Programa de Iniciação Científica desenvolvido pelo Centro Educacional Leonardo da Vinci em parceria com o UniCeub. Os estudantes, sob a coordenação dos professores da escola, realizarão atividades relacionadas à pesquisa científica, que envolvem visitas ao campo de pesquisa para coleta de dados, entrevistas, observações, análise de documentos, tabulação de dados, elaboração de relatórios, ou seja, todas as atividades que envolvem a execução de uma pesquisa, além de eventos complementares relacionados à disseminação de conhecimento. Os objetivos do projeto consistem em instrumentalizar os estudantes para a prática da pesquisa científica, desenvolvendo a habilidade técnica e o prazer pela pesquisa; incentivar e estimular os estudantes à prática da pesquisa científica; gerar novos conhecimentos aperfeiçoando-os em determinada área do saber e propor-

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cionar a aplicabilidade dos conhecimentos formais adquiridos pelos estudantes na vida dentro e fora do universo escolar. Ao final do Projeto, todas as pesquisas científicas serão divulgadas por meio de publicações. O PIC acontecerá durante o ano letivo de 2012, no período que vai de fevereiro até outubro. As linhas de pesquisa foram definidas pela equipe de professores do Centro Educacional Leonardo da Vinci e representam temas que reúnem estudos científicos fundamentados em tradição investigativa. Os alunos selecionados terão encontros semanais com o professor orientador da pesquisa e também encontros a distância, via e-mail e site da escola, para assim interagirem permanentemente entre equipes. Algumas vezes, os encontros serão no UniCEUB. Em outubro, os estudantes participarão do Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade, apresentando a Pesquisa e seus resultados. 

PROJETO ECOVINCI ConStruindo a ConSCiÊnCia da SuStentabilidade

a

cidade de Troia, o mais importante polo comercial de sua época, pode ser tomada como um dos primeiros exemplos do mau uso dos “bens naturais” do planeta. Perlin (1992) relata que, por volta de 1200 a.C., último período da Idade do Bronze, Troia sofreu com o reflexo da destruição das florestas da região. O crescimento populacional e econômico fez com que as autoridades da Grécia incentivassem o cultivo das terras, principalmente das encostas ainda não exploradas. Como consequência, houve o empobrecimento do solo, a erosão acelerada e, sem a capacidade de reter água, os rios se tornaram verdadeiras enxurradas de lama, destruindo casas e plantações, o que acarretou sérios desdobramentos econômicos. Com a mudança da topografia circundante, Troia, que se encontrava a apenas dois quilômetros do mar, teve essa distância aumentada para 4,5 quilômetros. Com referência a exemplos históricos como o de Troia, à análise da realidade, desordenada do ponto de vista socioambiental, à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que se realizará em junho de 2012, a Rio+20, nasce o Projeto Ecovinci – Construindo a Consciência da Sustentabilidade, projeto a ser realizado no ano corrente com a parceria do Centro Educacional Leonardo da Vinci e do UniCEUB no Programa de Iniciação Científica – PIC. Alexandre Bonfim, Ana Júlia Dornelas, Bianca de Andrade, Bruna Assi Hernandes, Daniel Bizzo, Giovana Azevedo, Iago de Oliveira, João Victor Lino, Mariana Alves e Sofia Consolmagno, estudantes da 8ª Série do Ensino Fundamental da Unidade Taguatinga, compõem o Ecovinci e trabalharão no levantamento de dados bibliográficos, visitas aos ambientes escolares, entrevistas, aplicação de questionários, observações, análise de projetos internos existentes sobre a temática, tabulação de dados, elaboração de relatórios, enfim, todas as atividades

NÃO PREVER É JÁ LAMENTAR. Leonardo da Vinci

que envolvem a execução de uma pesquisa, a fim de produzir informações que subsidiem uma política de antidesperdício individual e coletiva, tanto na Escola quanto fora dela. Mas, afinal, o que vem a ser a sustentabilidade? Seria o mesmo que desenvolvimento sustentável? Essa foi a temática discutida no primeiro encontro do PIC, no qual os 10 estudantes selecionados para a participação no projeto mergulharam na pesquisa para entender esses dois conceitos. Para eles ficou claro que não existe desenvolvimento em si, mas sim, uma sociedade que opta pelo desenvolvimento que quer e que precisa e, na prática, deve mostrar-se capaz de assumir novos hábitos e de projetar um tipo de desenvolvimento de respeito ao equilíbrio ecológico, funcionando dentro dos limites da

natureza. Esse reordenamento se faz urgente. E como no início foi mencionada a Grécia, termino fazendo uma outra abordagem. Para os antigos gregos, Gaia era a deusa do planeta em que vivemos. De acordo com a teoria de mesmo nome, Gaia (Terra) é um organismo vivo e dinâmico que apresenta sinais de fragilidade na sua autorregulação. Assim, instalar o debate sobre a temática socioambiental dentro e fora da Escola, afirmar valores e ações que contribuam para a sustentabilidade local e global, habilitar nossos estudantes, atores e multiplicadores da Educação Ambiental crítica e cidadã, torna-se um fator indispensável para um futuro mais harmonioso, não depredatório e sustentável – como Pitágoras, filósofo e matemático grego (571 a.C. – 497 a.C.), anunciou: Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens.  ana Paula abi-CHaHin Professora de Ciências do 7º ano/ 6ª série Unidade Taguatinga

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ValoreS

PROJETO ECOTRILHAS DO BRASIL 10 anoS de atiVidadeS

e

m junho de 2002, o Centro Educacional Leonardo da Vinci – CELV aprovava um projeto inovador de educação ambiental, o Projeto Mundo Sustentável. No ano seguinte, o projeto não pôde ser operado por vários motivos, mas um outro projeto, chamado Projeto Ecotrilhas do Brasil (PEB), começou a ser operado, contemplando as três unidades do CELV. Com o objetivo de desenvolver a figura humana de nossos estudantes utilizando a natureza, o PEB realizou suas atividades de forma gradativa, sempre com o foco na segurança e buscando integrar-se no que existe de mais atualizado em treinamento e equipamentos. No decorrer dos anos, a busca de conhecimento por meio de cursos e estudos aliou-se ao aprendizado prático, proporcionado pelas saídas de campo. Ao mesmo tempo em que acompanhamos as diretrizes do governo que ditam o ecoturismo no país, realizamos treinamentos para aprimorarmos nossa parte técnica. Nosso primeiro grande desafio foi a conquista do 3º ponto mais alto do país, o Pico da Bandeira. Nossa escola foi a 1ª do Distrito Federal a realizar esse feito. Em outubro de 2002, o símbolo do Leonardo da Vinci estava no topo do pico. Acompanhamos a avaliação dos 10 anos da diretriz para o Eco-

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turismo, no Adventure Sports Fair (2004), a criação da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura – ABETA e o desenvolvimento do Programa Aventura Segura. Nesse período, realizamos 18 oficinas de Ecoturismo, 9 expedições ao Pico da Bandeira, oficinas de rapel e primeiros socorros, vários acampamentos e caminhadas. O resultado desse processo foi a consolidação de um trabalho profissional, a formação de uma equipe motivada para a condução das atividades, a confiança da Direção e da comunidade, um estreito contato com instituições ligadas ao setor, uma grande experiência e uma década de incríveis aventuras. Para consolidar seus 10 anos de existência, o PEB fará do ano de 2012 um marco no desenvolvimento de suas atividades, utilizando sua experiência para reformular suas estruturas teórica, logística e profissional, por meio das seguintes ações: • separar o trabalho dos guias profissionais e monitores; • trabalhar mais a parte de educação ambiental e desenvolvimento sustentável; • dar suporte e integrar as disciplinas da escola, em saídas de campo; • focar a parte prática de Ecoturismo e Turismo de Aventura; • desenvolver os princípios de soli-

dariedade, humanidade e humildade. ATIVIDADES DO PEB OFICINA DE ECOTURISMO: é a base do projeto, cujo objetivo é iniciar os alunos nas atividades de campo. No sábado à tarde, são passadas noções de ecoturismo, educação ambiental, desenvolvimento sustentável, equipamentos e procedimentos de segurança. No domingo, os alunos realizam uma caminhada. Contempla Geografia e Biologia.  OFICINA DE RAPEL: o objetivo é iniciar os alunos nas atividades verticais com corda. No sábado, são passadas noções de rapel, equipamentos específicos, procedimentos de segurança e é feito um rapel dentro da escola. No domingo, os alunos realizam um rapel em ambiente natural. Contempla Geografia, Biologia e Física.  BURACO DAS ARARAS: atividade de um dia realizada em Formosa-GO. Consiste em um rapel de 70 metros e entrada em caverna. Contempla Geografia, Biologia e Física.  ACAMPAMENTOS DE AVENTURA: atividade de dois dias. Consiste em caminhada, montagem do acampamento e rapel. Trabalha com desafios, liderança, valores e educação ambiental. Contempla Geografia, Biologia, Física e História.

 VISITA AOS KALUNGAS: atividade de dois dias, em Cavalcante-GO. Os Kalungas são o maior quilombo do Brasil. Contempla História, Geografia e Biologia.  PICO DA BANDEIRA: viagem de quatro dias. Consiste na conquista do 3º ponto mais alto do país. A partir de 2009, a expedição passou a conquistar, na mesma viagem, o 4º ponto mais alto do país (o Pico do Cristal). Contempla Geografia, Biologia e História.  TRAVESSIA DOS KALUNGAS: expedição profissional de quatro dias, elaborada para ex-alunos, funcionários e colaboradores. Consiste em uma caminhada de longo curso, passando por comunidades isoladas dentro do território kalunga.  VISITA A PIRENÓPOLIS: atividade de dois dias. Consiste em caminhada, rapel, abordagem histórica e visita ao Instituto de Permacultura (IPEC), uma tecnologia que trabalha com o desenvolvimento sustentável. Contempla Geografia, Biologia, Química, Física e História.  TREINAMENTO DE LIDERANÇA E GUIAMENTO: preparado para exalunos, funcionários e guias profissionais. Consiste numa preparação para as saídas de campo do Projeto Ecotrilhas do Brasil. Com 90 horas de treinamento, é dividido em 30 horas presenciais de teoria, 8 horas de primeiros socorros (certificação NSC), 22 horas de atividade de campo e 30 horas de EAD.  TREINAMENTO CORPORATIVO:

atividade de um ou dois dias. Formado por um grupo de pessoas oriundas de empresas parceiras do CELV, trabalha a liderança, o espírito de equipe, a tomada de decisões em ambientes adversos e, principalmente, a inter-relação e reciprocidade empresarial. ACAMPAMENTOS DE AVENTURA  ACANTONAMENTO DE AVENTURA: atividade de 25 horas dentro da escola. Esse trabalho representa a base de informações para o desenvolvimento de saída de campo dos estudantes e é realizado dentro da escola. Montado para alunos do 4º, 5º, 6º e 7º anos, é dividido em oficinas de primeiros socorros, ecoturismo, educação ambiental, desenvolvimento sustentável, equipamentos de caminhada, montagem de acampamento, rapel, observação astronômica e relacionamento interpessoal.  ACAMPAMENTO DA ASTRONOMIA: montado em parceria com a Equipe de Física, a atividade é realizada com rapel, caminhada, observação astronômica e instrução de acuidade. Desenvolve o desafio, liderança, educação ambiental, sentidos e estudo astronômico.  ACAMPAMENTO ECOLÓGICO: montado em parceria com a Equipe de Biologia, a atividade é realizada com rapel, caminhada e estudo da sustentabilidade do local. Desenvolve o desafio, liderança, educação ambiental, sustentabilidade e desenvolvimento social. 15


ValoreS CALENDÁRIO DE ATIVIDADES PARA 2012 MARÇO 24 e 25 – Oficina de Ecoturismo para alunos do 6º e 7º anos (Unidade Norte). ABRIL 5, 6, 7 e 8 – Treinamento de monitores e guias. 14 e 15 – Oficina de Ecoturismo para alunos do 6º e 7º anos (Unidade Norte). 28, 29, 30 e 1º de maio – Expedição Cavalcante. Ex-alunos, funcionários e pais. MAIO 12 e 13 – Oficina de rapel. Alunos do 9º ano e Ensino Médio. JUNHO 24 – Buraco das Araras. Funcionários e pais. 30 – Pico da Bandeira. Alunos, ex-alunos, professores e pais. JULHO 1º, 2 e 3 – Pico da Bandeira. Alunos, ex-alunos, professores e pais. 21 – Caminhada. Funcionários e pais. 29 e 30 – Acampamento Ecológico. 8º e 9º anos. Unidade Norte. AGOSTO 11 e 12 – Acampamento Ecológico. 8º e 9º anos. Unidades Sul e Taguatinga. 18 e 19 – Oficina de rapel. Alunos do 9º ano e Ensino Médio. 25 e 26 – Oficina de Ecoturismo para alunos do 6º e 7º anos (Unidade Taguatinga). SETEMBRO 7 e 8 – Acampamento da Astronomia. Ensino Médio. Unidade Norte. 15 e 16 – Acampamento da Astronomia. Ensino Médio. Unidades Sul e Taguatinga. 23 – Buraco das Araras. Funcionários e pais. 29 e 30 – Oficina de rapel. Funcionários e pais.

PICO DA BANDEIRA 2012 10ª EXPEDIÇÃO – Edição Especial Para comemorarmos nossa 10ª expedição, o Projeto Ecotrilhas do Brasil está montando uma viagem inédita e inesquecível. Pela primeira vez, nosso grupo entrará por Minas Gerais e sairá pelo Espírito Santo. Além disso, tentaremos conquistar, pela segunda vez, o Pico do Cristal. Um pequeno grupo sairá na frente para chegar ao topo do 4º ponto mais alto do país e mais difícil de se escalar que o Pico da Bandeira. Teremos um acompanhamento de nossa localização pela internet, em tempo real, uma interação pelo Facebook e outras novidades que farão dessa expedição a maior de todas as aventuras do projeto.  ProF. luCiano brandÃo Gallo Coordenador Disciplinar – Unidade Norte

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PROJETO DE PRIMEIROS SOCORROS

n

osso Projeto de Primeiros Socorros nasceu na trilha, dentro do Projeto Ecotrilhas do Brasil (PEB). Para aumentar a segurança nas operações de campo, o PEB buscou a formação de seus colaboradores na área de primeiros socorros, com ênfase no resgate em ambientes naturais. Vendo a importância de um treinamento mais avançado, em virtude das particularidades do atendimento de primeiros socorros (maior tempo de resgate e exposição aos elementos naturais), o projeto percebeu a necessidade de buscar uma instituição que orientasse e certificasse os procedimentos. De 2004 a 2008, os protocolos foram orientados pela Cruz Vermelha Brasileira (filial DF). Em outubro de 2008, os protocolos passaram a ser orientados pelo National Safety Council (NSC), uma instituição fundada nos EUA, em 1913, com centros de treinamento no mundo inteiro. Um centro de treinamento do NSC foi montado, e os guias passaram a ser treinados com a certificação do NSC. Em 2009, um dos membros do PEB realizou o curso de First Responder (primeiros socorros avançado) pelo NSC, tendo como trabalho final do curso a elaboração de um sistema de emergências médicas. Autorizado pela mantenedora, o trabalho final teve como estudo de caso o Centro Educacional Leonardo da Vinci. Em 2010 nascia o Projeto de Primeiros Socorros (PPS), buscando integrar as três unidades no atendimento de acidentes dentro da escola. Nesse ano, realizamos sete cursos do NSC, para alunos e pais. Em 2011, o PPS buscou o estudo dos pontos vulneráveis dentro da escola, bem como a formação de 56 colaboradores internos (professores, membros da CIPA e funcionários). Em 2012, o PPS terá os seguintes objetivos: • Formação de 60 colaboradores. (certificação NSC) • Formação de um gerente de emergências. (certificação NSC) • Treinamento de primeiros socorros nas três unidades. • Implantação de uma sala de primeiros socorros em cada unidade. • Estudo, elaboração e implantação do protocolo de atendimento próprio do CELV. • Palestras abertas sobre primeiros socorros. Nosso Curso de Primeiros Socorros, com certificação do NSC, possui duração de 9 horas. As aulas são ministradas com a didática do NSC, em turmas de até 12 alunos, envolvendo várias técnicas de ensino. São utilizados bonecos e desfibrilador.

CONTEÚDO DO CURSO • • • • • • • • • • • • • • • •

Suporte básico de vida; Atendendo a uma emergência; Avaliação da vítima; Posição de recuperação; Engasgamento (vítima consciente); Ataque cardíaco e dor torácica; Prevenção contra transmissão de doenças; Sangramentos e ferimentos; Estado de choque; Queimaduras; Lesões graves; Lesões nos ossos, articulações e músculos; Males súbitos; Envenenamento e intoxicações; Emergências relacionadas ao frio e ao calor; e Transporte e remoção de vítimas.

CALENDÁRIO DE CURSOS PARA ALUNOS E PAIS MARÇO

27, 28 e 29 – das 19h às 22h – Unidade Norte.

ABRIL

10, 11 e 12 – das 19h às 22h – Unidade Norte. 17, 18 e 19 – das 19h às 22h – Unidade Sul.

MAIO

15, 16 e 17 – das 19h30 às 22h30 – Unidade Taguatinga.

AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO

7, 8 e 9 – das 19h30 às 22h30 – Unidade Taguatinga. 14, 15 e 16 – das 19h às 22h – Unidade Norte. 11, 12 e 13 – das 19h às 22h – Unidade Norte. 16, 17 e 18 – das 19h30 às 22h30 – Unidade Taguatinga. 23, 24 e 25 – das 19h30 às 22h30 – Unidade Taguatinga. 6, 7 e 8 – das 19h às 22h – Unidade Norte. 20, 21 e 22 – das 19h às 22h – Unidade Norte.

PALESTRAS ABERTAS SOBRE PRIMEIROS SOCORROS As palestras abertas foram montadas para pais e estudantes. Elas abordam assuntos de primeiros socorros, com exemplos do cotidiano, buscando trocar conhecimentos, prevenir acidentes domésticos e orientar sobre os procedimentos corretos. CALENDÁRIO DAS PALESTRAS 13/04 26/04 03/05 11/05 14/06 26/06 03/08 23/08 04/09 18/09 04/10 30/10 13/11 27/11

– das 19h30 às 20h30. Unidade Norte. – das 19h30 às 20h30. Unidade Taguatinga. – das 19h30 às 20h30. Unidade Taguatinga. – das 19h30 às 20h30. Unidade Sul. – das 19h30 às 20h30. Unidade Taguatinga. – das 19h30 às 20h30. Unidade Norte. – das 19h30 às 20h30. Unidade Norte. – das 19h30 às 20h30. Unidade Taguatinga. – das 19h30 às 20h30. Unidade Sul. – das 19h30 às 20h30. Unidade Norte. – das 19h30 às 20h30. Unidade Taguatinga. – das 19h30 às 20h30. Unidade Norte. – das 19h30 às 20h30. Unidade Taguatinga. – das 19h30 às 20h30. Unidade Sul. 

ProF. luCiano brandÃo Gallo Coordenador Disciplinar – Unidade Norte

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leitura

OS PERIGOS DA

internet

tHomaZ wood Jr., ProFeSSor da FundaÇÃo Getulio VarGaS (FGV), deFende Que a eXPoSiÇÃo À web Pode diFiCultar raCioCÍnioS elaboradoS e diminuir a memÓria de lonGa duraÇÃo

e

m 2003, Thomaz Wood Jr., professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicou uma série de artigos sobre o que chamou de “onda das Tecnologias da Informação (TIs)” na área administrativa. Na mesma época, deparou-se com um artigo que chamou a sua atenção. Intitulado “It doesn’t matter (Isto não importa)” e de autoria de Nicholas Carr, professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), o texto também discorria sobre o uso das TIs nas empresas e concluía: elas não tornam as corporações mais produtivas. Cinco anos depois, Carr publicaria, na revista The Atlantic, o artigo “Is Google making us stupid? (O Google O efeito apontado por Nicholas Carr no funcionamento do cérebro se refere apenas ao Google ou pode ser aplicado à internet como um todo? Acredito que Carr centra seu foco no Google porque a ferramenta de busca e a empresa constituem uma das faces mais visíveis da internet, mas, na verdade, ele está se referindo à rede de forma geral. Seu livro traz uma ampla compilação de estudos científicos recentes. Seu argumento central é que a internet está provocando alterações em partes do cérebro que proveem a base da inteligência. A ideia é que o cérebro se adapta (fisicamente) ao uso que fazemos dele. O frenesi hipertextual da internet, com seus múltiplos e incessantes estímulos, adestra nossa habilidade de tomar pequenas decisões. Saltamos textos e imagens, traçando um caminho errático pelas páginas da rede. No entanto, esse ganho se dá à custa da perda de capacidade de alimentar nossa memória de longa duração e de estabelecer raciocínios mais elaborados. Quem ler o livro vai se identificar quando Carr menciona a dificuldade que muitos de nós, depois de anos de uso da internet, agora experimen-

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está nos deixando burros?)”, material que serviu de base para o livro “The Shallows – What the internet is doing to our brains (Os superficiais – O que a internet está fazendo com o nosso cérebro)”, lançado em 2010. “Creio que há pontos de contato entre o que ele trata e meus interesses de pesquisa. E também perspectivas comuns”, diz Wood Jr. Em entrevista abaixo, concedida à editora Beatriz Rey, o professor da FGV detalha as análises de Nicholas Carr sobre os efeitos da internet no cérebro e no processo de ensino e aprendizagem. “Depois de anos de uso, experimentamos dificuldades diante de textos mais longos: as sensações de impaciência e de sonolência. Perdemos algo no caminho”, alerta.

tamos diante de textos mais longos: as sensações de impaciência e de sonolência. Perdemos algo no caminho. Qual seria o panorama dos efeitos da internet no que diz respeito ao processo de aprendizagem, segundo o raciocínio do autor? Primeiro, o tempo na frente do computador tira tempo de estudo. Segundo, navegar pela internet, com acesso a tudo que há de “divertido”, torna qualquer leitura ou estudo uma atividade comparativamente maçante, algo a ser feito rápido, para que se possa voltar ao mundo virtual. Terceiro, tomando diretamente os estudos citados por Carr, a exposição à internet torna o cérebro menos apto a raciocínios mais elaborados e profundos. A soma dos três efeitos é bem desfavorável. Podemos dizer que a web faz com que os alunos acabem adquirindo conhecimentos relativamente superficiais dos conteúdos ministrados em sala de aula? Talvez a internet contribua para esse efeito nocivo, mas penso que a base desse fenômeno é outra. O copy

& paste (copiar e colar) veio muito antes dos computadores. Antes da internet, as enciclopédias eram usadas da mesma forma. O problema está no sistema educacional e na cultura instalada, na qual alguns alunos fingem que aprendem e alguns professores fingem que ensinam. Uma das principais críticas do autor é que o Google acaba distraindo seus usuários. Como isso pode ser contornado? A convivência intensa com websites, e-mails, Facebook e YouTube está alterando o uso que fazemos da memória e interferindo em nossa atividade cerebral. As novas mídias proveem informações e ainda influenciam a forma como refletimos sobre o que vemos e lemos. Temos cada vez mais dificuldade para enfrentar textos longos e densos. Concentração e contemplação tornaram-se capacidades raras. A atenção se dispersa, os olhos lacrimejam, a cabeça pesa. Estamos nos acostumando a pensar em soluços, em zigue-zague. A única resposta possível para isso provavelmente é usar a velha e boa disciplina, ou seja, aprender a usar todos esses meios como ferramen-

tas, e não nos tornarmos escravos de uma caixinha de ferramentas. Quem assistiu ao filme Tempos Modernos há de se lembrar da cena clássica do Charles Chaplin, que, depois de um dia de trabalho em uma fábrica, sai apertando porcas invisíveis pela rua. A fábrica agora é virtual, mas o desafio é o mesmo: evitar a desumanização e desafiar o poder e o domínio da máquina.

*

Certamente. E principalmente pelos pais. A internet, depois dos primeiros anos, está caminhando para se tornar penico virtual. Repete a história da TV. A lógica que rege o veículo é crescentemente comercial, de indução ao consumo. Penso que é responsabilidade dos pais limitar as horas, porque a web e a TV roubam horas de atividades mais nobres, como estudar, brincar e socializar. É preciso também monitorar o conteúdo que as crianças acessam. É uma tarefa hercúlea fazer esse controle e induzir as crianças e jovens a um comportamento mais responsável em relação às tecnologias.

Há correntes que apontam um aumento da atividade cerebral quando se usa o Google. Esse incremento pode ser associado à possibilidade de o cérebro reter menos informações? Quando um campo de estudos científicos está se desenvolvendo, Como é possível controlar os efeihá correntes conflitantes, que tiram tos da tecnologia se as crianças, conclusões que parecem contracada vez mais, usam as ferramentas ditórias. Isso persiste até que uma tecnológicas para as tarefas mais corrente se torne dominante, aceita corriqueiras? pela comunidade. O que Carr fez foi Não acredito que as crianças nascompilar estudos sérios que ajudam çam habituadas com a tecnologia. O a sustentar seu argumento. O que ele que ocorre é que elas são socialiindica é que a internet estimula alguzadas pelos pais e pelo meio neste mas funções cerebrais e inibe outras. mundo artificial. E elas podem ser Na web, embarcamos em uma navesocializadas de uma forma mais resgação desorientada, por um mar de ponsável e crítica ou de uma forma signos que nem sempre se relaciomais conformista e acrítica. Não nam. Terminamos as jornadas como devemos nos colocar contra o avanço o turista que visita cinco paítecnológico. As tecnologias ses europeus em sete de comunicação e infordias e retorna consimação nos fornecem derando-se conheferramentas fantásA INTERNET, cedor da cultura ticas. Mas preciDEPOIS do continente. samos colocá-las DOS PRIMEIROS Maryanne Wolf, ao nosso serviço, ANOS, ESTÁ psicóloga da e não o contráCAMINHANDO Tufts University, rio. Penso que PARA SE teme que o novo devemos ser TORNAR PENICO estilo de leitura mais críticos. É VIRTUAL. enfraqueça nossa preciso não aceicapacidade de leitar tão facilmente tura mais profunda. o comportamento de Na internet, segundo ela, manada, que parece apenas decodificamos inforcaracterístico da nossa época. mações. Por excesso de informação A grande mudança é de visão: se e pressão de tempo, não avaliamos adotarmos uma perspectiva menos ou interpretamos os textos. conformista, mais aberta, o restante será consequência. O sr. é a favor de algum tipo de regulação no que diz respeito ao uso O sr. identifica outros aparatos excessivo da internet por crianças? tecnológicos que trazem as mesmas

consequências apontadas por Carr? Cada época tem sua praga tecnológica. Uma onda anterior trouxe a TV. Daqui a alguns anos, talvez vejamos a TV como hoje vemos o cigarro: o que o cigarro faz contra o pulmão, a TV faz contra o cérebro. O estrago não pode ser minimizado: já temos contingentes de duas ou três gerações que são incapazes de pensar em linha reta ou elaborar pensamentos mais complexos. Sua conversa é composta de fragmentos: parecem falas reproduzidas de telejornais e de telenovelas. Se Carr tivesse escolhido criticar a TV em lugar da internet, provavelmente teria escrito um livro parecido com o que lançou. Como a escola e, em última instância, o professor, podem agir para conter os efeitos da internet? Qual o papel dos educadores e dos pais nesse sentido? Pais e educadores têm um papel fundamental. Não creio que seja factível, nem desejável, colocarem-se na contramão da tecnologia. O que temos de fazer é continuar cumprindo a missão de formar cidadãos críticos, capazes de ler o ambiente ao redor, sem se conformar automaticamente com tudo que é vendido como moderno e “bacana”. Penso que devemos trabalhar para mudar o significado destes novos meios, remover a aura e o caráter de fetiche que os cercam.  Saiba maiS:

Livro: “The Shallows – What the internet is doing to our brains”, de Nicholas Carr. * Matéria retirada da Revista Educação, Especial Tecnologia, outubro de 2011, São Paulo (com adaptações).

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diGital

ProJeto internet reSPonSÁVel n

o início deste ano letivo, cendo o crescimento pessoal como com a intenção de que estudante e cidadão digital. nossos estudantes façam Em nossas aulas, por exemplo, um uso saudável da Interevitamos o uso de links (atalhos), net como meio auxiliar no processo favorecendo o uso da barra de endede aprendizagem e interação com reços do navegador, na qual as criano mundo globalizado, realizamos o ças devem digitar os endereços a Projeto Internet Responsável, desenserem acessados, ou executar, direto volvido com as turmas de 4º e 5º ano, do servidor, as páginas a serem que aborda a prevenção de situações exploradas. Além disso, as professode risco a que estamos expostos ras regente e de informática superquando navegamos na web. visionam rigorosamente as ações e O projeto teve início nos laboreações das crianças perante o que ratórios, durante as aulas de estas encontram on-line. Informática Educativa, Sabemos que, em casa, em que foi transmitido na casa de amigos ou aos estudantes um em lan-houses é a A “INTERNET conhecimento maior família quem decide RESPONSÁVEL” sobre a rede muno que os filhos DEVE SER UMA dial de computapodem acessar, CONDUTA DA dores, como usá-la mas, em nossos CRIANÇA AO corretamente, os laboratórios, não ACESSAR cuidados e os periutilizamos nenhum A REDE. gos a que todos nós tipo de comunicaestamos sujeitos ao dor eletrônico, visto acessá-la. que priorizamos atividaDe modo informal e com des e jogos educativos que pesquisas, o projeto aborda a promovam o uso de habilidades apreciação de sites, guias on-line, necessárias no processo de consvídeos, histórias em quadrinhos, distrução do conhecimento, por isso a cussões e jogos, as mais importannecessidade de haver um momento tes atitudes e ações necessárias que especial para tratar a responsabilidevem ser adotadas não só durante dade que cada um tem ao utilizar a as aulas, mas no momento em que rede mundial de computadores. se acessa a grande rede. Também discutimos com os estuO foco do projeto é o de realizar dantes as famosas janelas “pop up” ações concretas a fim de obter um e a forma correta de agir quando elas trabalho mais seguro quando utiliaparecem, reconhecendo-as e ignozamos a internet como auxiliar no rando-as, pois geralmente são muito processo de construção do conhecoloridas e chamam atenção para cimento, evitando assim problemas ofertas demasiado boas, por exemcom sites que não estejam favoreplo, “clique aqui e ganhe um ipod”,

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“faça flexões e baixe toques gratuitos para celular”, e que podem ativar programas maliciosos na máquina. Os estudantes participaram ativamente da discussão, citando exemplos que aconteceram em suas casas ou com amigos. Outro ponto muito importante do projeto é a abordagem de que fora da escola existem mais possibilidades de explorar a web, já que em nossas aulas somente visitamos sites previamente aprovados pela professora, que os orienta sempre a nunca dar informação pessoal (nome completo, endereço de casa ou da escola, telefone...) durante a navegação ou como condição para acessar determinadas páginas. Para que houvesse sucesso, criamos “combinados de navegação” com a contribuição dos alunos e nestes conversamos sobre uso de informações particulares na internet (em casa ou em qualquer outro lugar) e orientamos a falar com a professora ou com um adulto se em algum momento tais informações forem solicitadas durante as tarefas on-line. A ideia é de que a “Internet Responsável” seja uma conduta que deve permanecer quando a criança acessa a rede. Acerca dos arquivos que são disponibilizados na rede, observamos o fato de que, ao partilhar textos e imagens da web, pode-se infringir a legislação de direitos de autoria, e que é nossa “obrigação virtual” ter um comportamento on-line responsável e ético. Navegar na internet é uma ativi-

dade social, independentemente da idade do “internauta”, e, como em toda atividade social, é necessário um conjunto de regras básicas para um convívio pacífico e proveitoso, ressaltando que não devemos usar a rede para espalhar boatos, intimidar ou ameaçar outras pessoas, e que esse comportamento foge ao que chamamos “netiqueta” (normas de comportamento social na internet). Após pesquisa, não se sabe ao certo como o termo foi criado, mas é certo que o termo netiqueta surgiu com o objetivo de estabelecer algumas regras de bons costumes para quem se comunica via internet. Pelo que tudo indica, netiqueta é a união de net, que significa rede em inglês, com etiqueta (boas maneiras). Então, podemos entendê-la como um conjunto de regras de etiqueta para quem se comunica por meio da internet. É claro que, com todas as possibilidades de coisas boas e divertidas que podemos fazer quando navegamos, foi imprescindível discutir com eles sobre as redes sociais, ressaltando que a idade recomendada para aderir a estas é normalmente igual ou superior a 13 anos, alertando-os de que eles não têm a idade recomendada para participar delas. Mesmo sabendo que são ótimas ferramentas para manter contato com

SiteS ÚteiS Para oS PaiS

parentes e amigos que moram em outras cidades ou países, mas não são confiáveis e, exceto com a autorização expressa de seus responsáveis (e ainda assim lembrar que não se pode confiar apenas na capacidade dos serviços de internet para impedir sites para os quais não têm a idade mínima), o melhor seria não ter ou alimentar perfis virtuais. Pensando também nas tarefas e trabalhos escolares, foi promovida uma conversa para orientar as crianças a distinguir sites que realmente veiculam conteúdos de qualidade. Um dos exemplos mais citados foi a famosa Wikipédia, que reúne muitas informações e é uma ótima fonte para iniciar as pesquisas escolares, mas lembrando sempre que se deve pesquisar também em outros sites e livros para complementar, comparar e confirmar o que foi encontrado na enciclopédia on-line. Como os sites em geral, a Wikipédia também pode ser vítima da ação de pessoas malintencionadas que podem publicar informações falsas. Ressaltamos que, para aprender mais e realmente entender um conteúdo de qualquer disciplina, é preciso ler muito e pensar sobre ele para elaborar seus trabalhos, sem simplesmente “copiar e colar”. Saber se portar no mundo virtual

é tão importante quanto relacionar-se com as pessoas na “vida real” e, por esse motivo, o projeto abordou este tema, que desperta o interesse e curiosidade das crianças dessa faixa etária (8 a 10 anos). O projeto leva a pensar, fazendo pensar numa forma de ajudar na formação de internautas “modelo”, para que nossos pequenos navegantes sejam virtualmente corretos ao experimentarem essa ferramenta extraordinária de forma favorável e divertida, sempre com muita precaução e atenção aos excessos. Passear pelo parque, visitar lugares diferentes, brincar com os amigos, fazer exercícios físicos e abraçar as pessoas que amamos são atitudes importantes tanto quanto explorar o mundo virtual. Para encerrar, deixo um conselho básico para que nossas crianças estejam seguras no mundo virtual: é muito importante que os pais e responsáveis conheçam quem faz parte do círculo de amigos dos filhos, o histórico de sites acessados, o que eles publicam e, se usam comunicadores eletrônicos, saber com quem conversam da mesma forma que fazemos fora da rede.  andrÉa SouZa

Professora e Coordenadora de Informática Educativa Unidade Taguatinga

• http://www.internetresponsavel.com.br/pais • http://www.guiagratisbrasil.com/como-controlar-o-que-seu-filho-ve-na-internet • http://www.safernet.org.br/site/noticias/saiba-como-proteger-crian%C3%A7-adolescentes-dos-perigos-internet • http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_os_perigos_da_internet_para_criancas_e_adolescentes

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ColaboraÇÃo

onuVinCi 2012 em 2012, a SimulaÇÃo daS naÇÕeS unidaS do leonardo da VinCi terÁ Pela Primeira VeZ uma ediÇÃo eXtra.

a

Simulação das Nações Unidas do Centro Educacional Leonardo da Vinci é um projeto interdisciplinar, que envolve as equipes de Geografia, História, Redação, Inglês, Sociologia e Filosofia. No ano passado, a Onuvinci foi aberta pela primeira vez para a participação de alunos da 7ª série/8º ano do Ensino Fundamental que, com os estudantes do Ensino Médio das Unidades Norte, Sul e Taguatinga, somaram mais de 400 participantes em sete comitês e uma agência de comunicação. Onuvinci Júnior Este ano será realizada pela primeira vez a Onuvinci Júnior. “Motivados pela necessidade de desenvolver a liderança, de estimular o debate acadêmico e de inserir os nossos estudantes em um mundo globalizado, promovemos a primeira Simulação de organismos nacionais e internacionais do Centro Educacional Leonardo da Vinci, Onuvinci Júnior”, conta o coordenador do componente curricular Geografia, Prof. Farid Wilson de Aguiar. Essa edição especial da Onuvinci contará, inicialmente, com a participação de 60 estudantes da 5ª e da 22

6ª séries (6º ano e 7º ano) do Ensino Fundamental no comitê “Câmara dos Deputados”, que debaterá o tema: meio ambiente. “O Brasil, apesar de grande ator internacional na área de meio ambiente, possui grandes problemas a serem resolvidos relacionados à preservação das florestas nacionais”, explica o Prof. Farid. A Comissão Especial da Onuvinci Jr. debaterá sobre o desafio de conciliar o desenvolvimento econômico com preservação da fauna e da flora, o Novo Código Ambiental, hoje em discussão no Congresso Nacional, e importante cartão de visitas do país para a Rio+20, conferência internacional sobre o assunto, que será realizada no mês de junho. Como em todas as edições anteriores da Onuvinci, os alunos participarão de um workshop no dia 12 de maio, com o objetivo de preparálos quanto às regras, às técnicas de moderação de debates, aos guias de estudos e às dinâmicas, tudo para que seja realizada uma simulação de excelência. A Onuvinci Júnior será realizada no dia 19 de maio de 2012, simultaneamente nas três Unidades do Centro Educacional Leonardo da Vinci.

Onuvinci A Onuvinci (tradicional) será realizada nos dias 24, 25 e 26 de maio, na Unidade Taguatinga. Os treinamentos serão nos dias 12 e 19 de maio. Os alunos serão distribuídos em sete comitês e em uma agência de comunicação a saber: • Agência de Comunicação – AC. • Comitê de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento – CCTD. Tema: Novas e emergentes energias: a questão ambiental atual. • Conselho dos Direitos Humanos – CDH. Tema: Direito das mulheres no Oriente Médio. • Conselho de Segurança das Nações Unidas – CSNU. Tema: Questão Israel/Palestina. • Organização dos Estados Americanos – OEA. Tema: Intervenção na Amazônia. • Organização Mundial da Saúde – OMS. Tema: Água: políticas e estratégias frente à saúde. • Supremo Tribunal Federal – STF. Tema: Recurso extraordinário Nº 630.147 (Lei da Ficha Limpa). • United Nations Security Council – UNSC. Tema: Somali pirates. (Comitês em inglês).  23


ColaboraÇÃo

lideranÇa reFleXiVa na eSCola o ProJeto lideranÇa reFleXiVa tem Como obJetiVo deSenVolVer o eSPÍrito e o PotenCial de lideranÇa e orientar a VoCaÇÃo natural e a ViSÃo emPreendedora da JuVentude.

o

Serviço de Orientação Educacional – SOE desenvolve o referido projeto, que tem como objetivos: • discutir o ato de representar alguém ou um grupo; • caracterizar o perfil do líder representante de turma; • destacar as atribuições do líder representante de modo a evidenciar a responsabilidade e os principais aspectos da representatividade. O projeto justifica-se pelo fato de vivermos em uma sociedade globalizada e em constante mudança. Dessa forma, torna-se imprescindível a atuação da escola na formação, no desenvolvimento e no aprimoramento das características de liderança dos estudantes. Sabemos também que as competências comportamentais que serão exigidas dos jovens estão muito além dos conteúdos. Precisamos formar jovens capazes de representar parcelas da sociedade e que demonstrem compromisso com as reais necessidades dos grupos sociais. A realidade escolar não é diferente. O líder representante de turma tem o papel de auxiliar os seus pares a enfrentar os desafios de se relacionar bem com o grupo, obter um excelente rendimento acadêmico, além de manter uma postura em sala de aula que revele disciplina e respeito pelo conhecimento a ser aprendido. O líder representante de turma tem este papel: ser o elo entre os alunos de sua turma e os professores, direção, orientação educacional, coordenação disciplinar e coordenação pedagógica

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da escola, cabendo-lhe promover a integração de todos e levar a quem for de direito os anseios, as aspirações e até mesmo as reivindicações dos colegas. O Projeto Liderança Reflexiva, desenvolvido pelo SOE do Leonardo da Vinci, tem como objetivo principal manter uma relação de diálogo entre educador, educando e orientação educacional para que, juntos, possam estabelecer uma relação de afetividade, cumplicidade, exercendo um papel fundamental para as práticas do cotidiano escolar. A eleição dos líderes representantes constitui a culminância do projeto, que tem início com discussões e debates com base nas mensagens transmitidas pelos filmes: “Fomos Heróis”, “Mudança de Hábito” e “Desafiando Gigantes”, que são usados para exemplificar atitudes de um líder. Os estudantes são motivados a refletirem sobre a importância da liderança para mudança de posturas e comportamentos. Outra atividade do projeto é o Seminário de Formação de Lideranças, que acontece no auditório de Taguatinga. Nessa ocasião, promovemos a posse dos líderes representantes de turma. Para esse momento, convidamos dois palestrantes, cuja missão é, de forma interativa, proporcionar aos alunos a reflexão sobre questões pessoais, sociais e éticas que permeiam as condutas humanas. Para dar ainda mais um toque ao evento, a equipe de Ed. Física promove dinâmicas nas quais o aluno pode perceber e analisar a importância da liderança.  denYSe braatZ arauJo

Orientadora Educacional do Ensino Médio Unidade Sul

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ColaboraÇÃo

tdaH

TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE

o tdaH É tambÉm CHamado de dda, um tranStorno Que ComeÇa na inFÂnCia e, muitaS VeZeS, Continua na idade adulta.

o

TDAH é caracterizado pela presença das disfunções (aparecendo cedo para a maioria das pessoas, logo na 1ª infância): desatenção e hiperatividade/impulsividade. O distúrbio é caracterizado por comportamentos crônicos, com duração de, no mínimo, seis meses, que se instalam definitivamente antes dos 7 anos de idade. Atualmente, quatro subtipos de TDAH foram classificados: TDAH do tipo predominante desatento • Falta de atenção sustentada; • Geralmente crianças amáveis, fáceis de lidar, porém com dificuldade de aprendizagem mesmo no início de sua vida escolar, pois sua falta de atenção não permite que ela demonstre seu potencial. TDAH do tipo hiperativo/impulsivo: • Não apresentam geralmente dificuldade quanto à aprendizagem nos primeiros anos de vida escolar, mas podem surgir problemas de aprendizagem, com evolução do grau de dificuldade, geralmente por volta do 6º ano ou após isso. • Desenvolvem um padrão de comportamento disfuncional: tumultuam as aulas, não sabem lidar com frustrações, são imediatistas e com dificuldade de seguir comandos; dessa forma, podem experimentar impopularidade e até rejeição dos colegas.

TDAH do tipo combinado: • Falta de atenção sustentada, hiperatividade e impulsividade. • Maior prejuízo no funcionamento global. Se comparado aos outros dois tipos anteriores, é o que apresenta maior número de morbidades. TDAH do tipo inespecífico • Quando não apresentam o número de sintomas suficientes para serem classificados dentro dos tipos acima, porém alguns dos sintomas 26

estão presentes e dificultando seu desempenho escolar, familiar, profissional ou social. São várias as causas do TDAH, entre elas: • Dimensão biológica, que inclui a predisposição genética; • Dimensão psicológica, que compreende o desenvolvimento das funções psicológicas e do repertório comportamental; • Dimensão social, expressa nos problemas de ensino e aprendizagem, assim como nas crenças e valores que permeiam a educação. Diversos problemas biológicos e psicológicos podem contribuir para a manifestação de sintomas similares apresentados por pessoas com TDAH. O diagnóstico do TDAH é um processo de múltiplas fases. Independentemente do sistema classificatório utilizado, as crianças com TDAH são facilmente reconhecidas em clínicas, escolas e em casa, mesmo quietas em consultórios. A desatenção pode ser identificada quando apresentam sintomas como dificuldade de prestar atenção a detalhes ou errar por descuido em atividades escolares e de trabalho, em atividades lúdicas, parecerem não escutar quando lhe dirigirem a palavra: não seguem instruções e não terminam tarefas escolares, domésticas ou deveres profissionais, dificuldade em organizar tarefas, ou em se envolver em tarefas que exijam esforço mental, perder material necessário para as atividades e se distraem facilmente. O diagnóstico de TDAH pede avaliação ampla e deve incluir dados recolhidos com professores e com as pessoas que interagem de maneira rotineira com a criança

que está sendo avaliada. Com os pais deve ser obtida a história de desenvolvimento, bem como a história médica, escolar, familiar, social e psiquiátrica. Sugerem-se avaliações complementares com encaminhamentos de escalas objetivas para a escola, sondagem, exame neurológico e testagem psicológica. Confirmado o diagnóstico, o tratamento envolve uma abordagem múltipla, que engloba intervenções psicossociais e psicofarmacológicas, quais sejam: • treinamento dos pais para desenvolvimento de estratégias de controle efetivo de comportamento; • um programa pedagógico adequado (orientação escolar); • uso de medicação, quando necessário; • acompanhamento psicopedagógico centrado na forma do aprendizado, nos aspectos ligados à organização e ao planejamento do tempo e de atividades. O tratamento reeducativo psicomotor pode melhorar o controle do movimento. A parceria escola/família/tratamento é de fundamental importância na vida futura da criança hiperativa, pois auxilia na sua socialização e também na imposição de limites claros, visto que vivemos em uma sociedade com inúmeras regras, que existem como facilitadoras da convivência em grupo. 

inauGuraÇÃo do HoSPital da CrianÇa e natal da abraCe No ano passado, alunos do Centro Educacional Leonardo da Vinci participaram de projetos de solidariedade. Hoje a escola é parceira da ABRACE e do Hospital da Criança com Câncer, por meio de voluntariado. O projeto iniciou-se na Unidade Norte. Ao longo do ano de 2011, eles participaram de várias atividades, inclusive da inauguração do Hospital da Criança e do Natal da ABRACE, com mais de três mil pessoas, no parque da cidade.

ana CriStina CoSta daGHer

Professora do 4º ano “F” vespertino Unidade Norte Psicopedagoga Clínica e Institucional

Fonte: monografia da autora para o curso de pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional, pela Universidade Gama Filho – RJ.

CarnaVinCi 2012

O Carnaval é uma das manifestações folclóricas mais tradicionais da cultura brasileira. Sendo assim, nossos estudantes têm tido a oportunidade de conhecerem um pouco mais sobre esse tema com o objetivo de resgatar o Carnaval como expressão popular e cultural do nosso país. Portanto, realizamos um momento festivo, denominado CARNAVINCI. Nesse dia, os estudantes usaram fantasia carnavalesca e trouxeram de casa adereços. 27


Centro Educacional Leonardo da Vinci Unidade Sul: Avenida W4 SEPS Quadra 703 Conj. B, CEP 70390-039, Brasília-DF Fone: 3226-6703 Fax: 3322-8617 Unidade Norte: SGAN 914 Conj. I, CEP 70790-140, Brasília-DF Fone: 3340-1616 Fax: 3340-5477 Unidade Taguatinga: QS 03 Rua 420 Lote 02 Pistão Sul, CEP 71953-100, Taguatinga-DF Fone: 3351-0606 Fax: 3561-3159 www.leonardoonline.com.br


Revista Família Vinci nº 43