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// Atualidade: Empresas capixabas trazem soluções no setor de petróleo

Minidrone espião pode planar em diversas condições

A Revista da Tecnologia da Informação do Espírito Santo / Publicação Oficial do Sindinfo – ES

A trajetória de sucesso do Sindinfo // Bof Buffon ENTREVISTA

“Sucesso de alguns países está em modernizar os velhos setores”

// Mercado O futuro é 3D na indústria 4.0

ANO 3 // Nº 11




8//Especial Sindinfo completa 25 anos de história e conexão com as empresas

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//Internet: Integração total e sem limites com a Internet das Coisas

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//Mercado:

Impressoras 3D movimentam negócios bilionários

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//Gadgets:

Pen drives turbinados e mais protegidos

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TI ES//NOVEMBRO 2013


18 //Entrevista: José Antônio Bof Buffon

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// Lançamentos:

Drone espião mede 8,3 cm x 8,3 cm e tem 19,8 cm (comprimento), com apenas 734 gramas

Autoridade em tecnologia e inovação traça um panorama da inovação no ES e no mundo

17 Artigo // Cristiano Biancardi Desafios, estratégias e sinergia para formação profissional

29 Artigo // Vinícius Chagas Tecnologia a serviço do homem

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Artigo // Evandro Milet Inteligência artificial

//Atualidade: Empresas capixabas injetam tecnologia no setor de petróleo

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// Infonews:

Obras do Parque Tecnológico já começaram

42// Apps 46// Associados

TI ES//NOVEMBRO 2013

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// EDITORIAL

25 anos de evolução tecnológica

C

hegamos à reta final de 2016 cientes de que a jornada, felizmente, ainda é longa e promissora. Um caminho contínuo, percorrido já há duas décadas e meia, marcado por realizações, união e desafios. O Sindinfo traz, nesta que é a sua publicação oficial, um balanço histórico de seu trabalho, mostrando os fatos que pontuaram a trajetória de conexão de sucesso entre as empresas do setor, o poder público e o mercado, além de detalhar as lutas abraçadas por todos os presidentes da entidade, ao longo desse tempo. E se o pioneirismo é uma das nossas características, a inovação também está no DNA nas frentes nas quais atuamos. Afinal, representamos companhias que fazem a ponte tecnológica com setores tradicionais, entre eles a exploração de petróleo e gás. E foi aliando oportunidade e know-how que empreendimentos capixabas vêm se destacando, tanto em campos offshore, quanto onshore. A VixFly Fotografia Aérea e a Mogai já perceberam que as suas contribuições serão diferenciais para o futuro do segmento e apostam, respectivamente, na oferta operacional por drones e em fornecimento de informações dimensionais sobre localização de peças. Este número especial de TI-ES ressalta outros dois assuntos de uma tendência cada vez mais presente no meio profissional e entre o público, em geral. O primeiro deles são as impressoras 3D, uma das molas propulsoras da nova revolução industrial, capaz de gerar objetos reais, a partir de matéria-prima sólida. O segundo tema é a Internet das Coisas, que integrará, em rede, os objetos domésticos, os carros e até seu campo de visão (como o Google Glass), entre outros elementos. Na entrevista especial, a conversa é com o diretor-presidente da Fapes, José Antônio Bof Buffon, que traça um panorama sobre o campo de TI e os incentivos governamentais para a iniciativa privada em 2017. Não deixe de conferir, também, os lançamentos em aplicativos e gadgets. Tudo isso e muito mais, na sua TI-ES. Boa leitura!

A Revista da Tecnologia da Informação do Espírito Santo

Presidente: Luciano Raizer Moura Vice-presidente: Benízio Lázaro Diretor secretário-geral: Franco Machado Diretor 1º Tesoureiro: Emílio Augusto Barbosa Diretor 2º Tesoureiro: Domingos Sávio de Almeida Pinto Suplentes: Franco de Barbi Cazelli, Rafael Marques Cavassani Roubledo Demiam Gasoni Conselho Fiscal - Efetivos: Carlos Augusto Ferreira de Almeida José Fernando Etienne Dessaune Marco Antônio Malini Lamêgo Suplentes: Daniel Caramuru Arrais Evandro Polese Alves Saulo Veronez Bittencourt Delegados Representantes Junto à Findes: Efetivos: Luciano Raizer Moura e Benízio Lázaro Suplente: Franco Machado e Emílio Augusto Barbosa Diretor Regional de Colatina: Rafael Marques Cavassani Diretor Regional de Cachoeiro de Itapemirim: Roubledo Demiam Gasoni Diretor Regional de Linhares: Franco de Barbi Cazelli Executiva: Ilma Aurora Moreira Estagiário: Tárcio Viana Vieira Contato: Rua Juiz Alexandre Martins de Castro Filho, Nº 65, Ed. Proeng Offices, 4º Andar - Sala 404 – Santa Lúcia Vitória (ES) - CEP: 29056-295 Tel.: (27) 3026-0866 | 99841-9371 secretaria@sindinfo.com.br www.sindinfo.com.br Produção Editorial

Diretor: Mário Fernando Souza

Luciano Raizer Presidente do Sindicato das Empresas de Informática no Espírito Santo

Gerente de Produção: Cláudia Luzes Textos: Andrea Nunes, Gustavo Costa, Ivy Coutinho, Rafael Moura e Roberto Teixeira Editoração e apoio: Michel Sabarese e Mara Cimero Fotografia: Jackson Gonçalves, fotos cedidas e arquivos Next Editorial Colaboraram nesta edição: Evandro Milet, Cristiano Biancardi e Vinicius Chagas Barbosa Contato: Av. Paulino Müller, 795, Jucutuquara – Vitória/ES - CEP 29040-715

TI ES

Telefax: (27) 2123-6500 redacao@lineapublicacoes.com.br www.lineapublicacoes.com.br



//ESPECIAL

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TI ES


Sindinfo, um case de sucesso para o Brasil Sindicato chega aos 25 anos como modelo de gestão, atraindo cada vez mais associados e oferecendo serviços para o desenvolvimento do setor de TI

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á se vão 25 anos desde que empresas de tecnologia no Espírito Santo resolveram se unir e criar uma entidade que pudesse representar os interesses do setor, que no momento dava seus primeiros passos. Em janeiro de 1991, o Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Espírito Santo (na época com a sigla de Sinfes) iniciava uma trajetória de muitos desafios e celebradas vitórias. Com uma entidade, os empresários poderiam ter, de maneira mais fácil, acesso a conteúdos novos, capacitação, novas metodologias, legislação trabalhista, questões jurídicas e muito mais. Por meio da formação sindical, as necessidades do setor começaram a ser estudadas de forma conjunta. Depois de alguns anos, o sindicato filiou-se ao Sistema Findes, e as empresas ganharam um campo ainda mais fértil para trabalhar, com ligação com incontáveis oportunidades de negócios com empresas dos mais diversos segmentos. O primeiro presidente da entidade, Carlos Fernando Zache, lembra que as empresas de informática foram beneficiadas à medida que as grandes indústrias no Estado anunciavam mais e mais investimentos. E se a princípio Vale, ArcelorMittal (então CST) e Fibria (Aracruz Celulose, na época) apostavam em soluções da IBM para as suas demandas na área de TI, não demorou para que novas demandas do mercado mudassem o jogo e criassem uma procura por tecnologias mais específicas. “As indústrias cresceram e acabaram por criar estruturas gigantescas, em uma era em que a velocidade e a flexibilidade eram dois requisitos-chave para se posicionar bem no mercado. As grandes empresas começaram a compreender que a solução de seus problemas, como a melhoria de qualidade de seus produtos e competitividade, não estava apenas na tecnologia. Era preciso fazer a conjunção de três elementos: tecnologia, processo e organização”, frisou Zache.

// Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Espírito Santo – Sindinfo Fundação: 1991 Presidentes:

Carlos Fernando Oswaldo Lofego Benízio Lázaro (1994-2004) (2004-2013) Zache (1991-1994)

Luciano Raizer (2013-2019)

Empresas do setor: 4.331, sendo 142 associadas Empregos gerados pelo setor no Estado: 36.490

De acordo com ele, foi nesse momento que aconteceu o crescimento e a organização das empresas de informática, com movimento de terceirização da área de tecnologia no Estado. “Surgiram os chamados birôs de informática, como eram chamadas as empresas prestadoras de serviços, que passaram a atender às necessidades dessas grandes indústrias. Os birôs tinham infraestrutura capaz de importar e oferecer tecnologia para processamento de dados. Eles foram importantes para reduzir os elevados custos que as empresas tinham para construir centros de processamento de dados próprios”, destacou. Nesses primeiros anos de sindicato, dois acontecimentos foram vitais para a sobrevivência e o aumento das pequenas e médias empresas no mercado de tecnologia: a abertura às importações de equipamentos, com o fim da asfixiante reserva de mercado; e a chegada dos microcomputadores, que motivaram

SINDINFO ES

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//ESPECIAL

Primeiro Planejamento Estratégico do Sindicato em 2008

um grande incentivo da Findes para que as empresas de pequeno porte se consolidassem. De 1991 até o ano de 2008, foram feitas três alterações na razão social da entidade. Em 1994, a entidade passou a ser o Sindicato da Indústria da Informática (hardware e software, robótica, manutenção e desenvolvimento de software, atividades correlatas, similares e conexas no Estado do Espírito Santo (Sindinformática). Finalmente, em 2008, foi rebatizado como

Sindicato das Empresas de Informática no Estado do Espírito Santo (Sindinfo). Três anos depois de sua fundação, o sindicato ganhou um novo presidente, Oswaldo Lofego, que se reelegeu para mais um mandato e ficou no cargo até 2004. Tanto Zache quanto Lofego foram fundamentais para a evolução da entidade, afirma o terceiro presidente, Benízio Lázaro, que comandou o sindicato entre o final de 2004 a 2013. Para Lázaro, o surgimento do sindicato trouxe diversas conquistas para o setor. “Entre elas cito a parte documental, tanto do sindicato quanto das empresas, que passaram a ficar menos vulneráveis. Também a conscientização

// B enefícios de ser um associado do Sindinfo • Contar com mais de mil produtos oferecidos pelo Sistema Findes. São cursos, consultorias, exames médicos, serviços odontológicos, assessorias, entre outros, disponibilizados com descontos de até 80%. • Assessoria gratuita de escritórios de advocacia terceirizado, que abrange apoio jurídico, empresarial cível, comercial e trabalhista. • Facilidades e descontos em faculdades, planos de saúde, serviços de cartões de benefícios e consultorias de Recursos Humanos. • Acesso a treinamentos, palestras, linhas de crédito, serviços cartorários, missões e viagens de negócios, que o sindicato pode oferecer por conta de parcerias com grandes instituições do Estado.

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TI ES

Primeiro Café com TI em 2012


patronal de organizar interna e externamente as empresas. Destaco ainda a criação de vários eventos e que ficaram como marcas, como o Café com TI e o Vinho com TI; o Encontro Capixaba da Indústria de Tecnologia da Informação (Encati); o lançamento da revista TI-ES; os cursos de capacitação; e as missões para outros mercados evoluídos, como Santa Catarina, Pernambuco, Paraná e São Paulo. Visitamos o Vale do Silício e trouxemos especialistas de fora do país para indicarem o melhor caminho. Promovemos o intercâmbio de informações e conquistamos o respeito dos empresários do setor. O nosso segredo é que juntamos cabeças que pensam de forma associativa, e não só no próprio negócio. Esse pensamento coletivo traz benefícios para todos”, disse.

Aproximação com a academia e certificação pioneira Em 2013, foi a vez de Luciano Raizer Moura assumir a presidência da entidade, tendo Benízio Lázaro como vice-presidente. De acordo com Raizer, o crescimento na área de tecnologia é um processo irreversível e reflete o próprio desenvolvimento do sindicato, que já conta hoje com 140 associadas. “A TI está presente em tudo. Não existe qualquer atividade empresarial ou pessoal que prescinda da tecnologia. Essa é a grande característica dos tempos atuais, a era da informação, em que tudo é regido pela tecnologia. Imagine hoje estudar sem acesso à internet, os bancos sem sistemas, os carros sem módulos de controles, pedir um táxi sem aplicativo, enviar mensagem sem e-mail, ou saber o que está acontecendo sem redes sociais. Todos esses sistemas nasceram em uma empresa de TI, seja uma microempresa, uma pequena empresa ou gigantes da tecnologia”, disse. Raizer aproveitou para comentar sobre como o setor avançou nesses 25 anos. Segundo ele, no momento da criação do sindicato, existiam poucas empresas de prestação de serviços para processamento de dados. “Depois, surgiram as empresas de desenvolvimento de sistemas para as grandes empresas locais, que passaram a terceirizar

“O reconhecimento que estamos tendo é um sinal do que estamos fazendo para transformar o Espírito Santo num grande polo de inovação e tecnologia” Luciano Raizer Moura, presidente do Sindinfo

essa atividade. Em seguida, vieram as fábricas de softwares que profissionalizaram o desenvolvimento de sistemas, usando modernos padrões de referência. Mais recentemente, notamos o crescimento de empresas que desenvolvem e licenciam produtos de tecnologia. O grande desafio do passado era ter capacidade de processamento e ferramentas de desenvolvimento, situações já bem definidas hoje em dia. O grande desafio atualmente é dispor de recursos para investimento e gente competente para desenvolver novos e inovadores produtos”, frisou. Em sua gestão, Luciano vem trabalhando para um setor com profissionais cada vez mais capacitados e empresas qualificadas. Com o objetivo de alinhar as pesquisas e estudos das entidades de ensino superior com as demandas do mercado de tecnologia do Espírito Santo, por exemplo, o Sindinfo criou em 2015 o

Primeiro Infoshow em 2012

SINDINFO ES

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//ESPECIAL

// Ações do Sindinfo em 2016 O ano foi repleto de ações idealizadas para promover o desenvolvimento das empresas de Tecnologia da Informação capixaba e para a capacitação dos profissionais da área. Confira as iniciativas que deixaram o setor ainda mais forte em 2016.

JANEIRO-FEVEREIRO

Sindinfo pontua necessidades do setor de TI

“O nosso segredo é que juntamos cabeças que pensam de forma associativa, e não só no próprio negócio. Esse pensamento coletivo traz benefícios para todos” Benízio Lázaro, vice-presidente do Sindinfo

“Prêmio para Trabalhos Acadêmicos”. Participaram da primeira edição alunos de cursos de graduação da área de Tecnologia em instituições sediadas no Estado e que já tinham defendido e aprovado trabalho de conclusão de curso. Outro destaque foi a implementação da ISO 29110, norma criada para ampliar a qualidade de produção do setor de desenvolvimento de softwares de pequenas empresas. O Sindinfo criou o primeiro grupo no Brasil a buscar a certificação e firmou parcerias. A Fundação Vanzolini foi o órgão certificador da medida, que teve ainda a metodologia do Instituto Euvaldo Lódi (IEL-ES) e recursos do Sebrae-ES. A 29110 se coloca para as empresas, departamentos ou projetos com até 25 pessoas como uma opção de certificação direcionada às demandas de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Atualmente, 30 empresas do Estado estão certificadas. Os bons resultados no comando do sindicato fizeram com que Raizer recebesse a Medalha do Mérito Sindical no Encontro da Indústria, promovido pelo Centro da Indústria do Estado do

Lançamento ISO 29110 em 2012, primeiro grupo. Evento contou com a presença do professor Marcelo Pessoa da USP (à direita na foto) 12

TI ES

A programação teve início mais uma vez com a pesquisa do sindicato, em janeiro, que mapeou as grandes demandas do setor e serviu para nortear as iniciativas do Sindinfo durante o ano. “Identificamos os temas e serviços que são interessantes para as nossas associadas. Tudo isso é levado em conta para o nosso Planejamento Estratégico. As empresas nos dão o seu feedback sobre o uso dos serviços do Sistema Findes; a formação e qualificação de pessoal; feiras e missões empresariais; eventos realizados pelo Sindinfo, mercado de TI; pesquisa de clima; atuação do Sindinfo, e serviços do Sebrae; entre outras questões. De posse dessas informações, definimos qual será o nosso programa de ação”, explicou o presidente do Sindinfo, Luciano Raizer. A Revisão do Planejamento Estratégico em 2016 aconteceu entre 19 e 21 de fevereiro, na Pousada dos Pinhos, em Pedra Azul. Participaram do encontro os diretores e a executiva do Sindinfo e o representante do Sebrae.

Setor de TI marca presença em feiras de rochas no Estado

Mais uma vez, o Espírito Santo mostrou ser destaque nacional na produção de rochas ornamentais e recebeu os olhares de empresas do setor de todo o mundo, durante os eventos Vitória Stone Fair e Cachoeiro Stone Fair. Realizadas pelo Sindirochas e pelo Centro Tecnológico do Mármore e Granito (Cetemag) e com a realização da Milanez & Milaneze, em cooperação com o Grupo VeronaFiere, os eventos contaram também com as participações de representantes do setor de TI do Estado por meio do apoio do Sebrae. “Algumas de nossas empresas têm serviços e produtos voltados para o setor de rochas. E trabalhamos para proporcionar a essas empresas as condições favoráveis para que possam participar das grandes feiras de negócios. Essa é uma das nossas ações estratégicas. Escolhemos algumas empresas com esse foco e, juntamente com parceiros como o Sebrae, criamos essas oportunidades”, disse Luciano Raizer.

Espírito Santo (Cindes), em 2016. “Essa conquista foi muito importante. Sinceramente falando, não era o que almejei ao ser o presidente do Sindinfo, mas essa escolha por parte da Findes para ser o destaque sindical em 2016 muito me honrou. Entendi que foi fruto do nosso trabalho, da nossa diretoria, e agradeço


// A ções do Sindinfo em 2016 MAIO

Vinho com TI debate fundos de investimentos

Com o tema “Relacionamento com Fundos de Investimentos”, o Sindinfo promoveu, no dia 18 de maio, mais uma edição do Vinho com TI. Realizado com apoio do Sistema Findes, Wine, Sindipães e Sindilates, o evento recebeu 53 pessoas, entre empresários do setor de tecnologia e convidados, como o vice-presidente da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), Clovis Meurer. Nada menos que 41 empresas participaram do momento de integração do setor. “Nas nossas pesquisas, identificamos que os empresários querem interagir: entre si e também com profissionais com experiência em investimentos, aportes de recursos e capital de risco. Então, resolvemos criar esse momento de relacionamento, que é o Vinho do TI. É um evento que reúne o setor em um clima descontraído e que debate assuntos importantes para as nossas empresas. E nessa edição contamos com o vice-presidente da ABVCAP, instituição que representa muitos fundos de investimento, e com a qual o Sindinfo fez um convênio para atuação conjunta. Queremos aproximar nossos associados desses fundos, que podem trazer mais recursos para projetos e produtos”, explicou Raizer.

JUNHO

Recursos e Subvenção são temas em Café com TI

Assim como aconteceu com o Vinho com TI, o Sindinfo reuniu seus associados em outro evento de integração com um importante conteúdo para as empresas de tecnologia. Foi o Café com TI, que no dia 22 de junho tratou de “Fonte de Recursos e Subvenção para as empresas de TI”. “Sempre atentos aos resultados colhidos em nossas pesquisas, percebemos que existe o desejo dos nossos associados em temas como fontes de financiamentos. Elencamos algumas fontes, e no Café com TI, apresentamos as instituições que oferecem esses serviços às empresas capixabas”, frisou Luciano Raizer. O encontro recebeu 64 pessoas, entre empresários do Estado e convidados, representando, no total, 49 empresas.

Edital Parque Tecnológico é lançado em Vitória

Um espaço com a estrutura necessária para atrair empresas de software, laboratórios de certificação de produtos, incubadoras e muitas outras. Esse é o Parque Tecnológico de Vitória, que começou no dia 29 de junho a se tornar realidade. Promovido pela Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CVD), o lançamento do edital de licitação aconteceu durante o seminário “Vitória, Cidade Inteligente e Humana”, na sede da Fucape, com a presença de especialistas nacionais e internacionais. Com um investimento de R$ 10 milhões, o Parque será construído próximo ao campus da Ufes, em Goiabeiras. Para Luciano Raizer, é uma vitória para todo o setor. Nos últimos três anos, o Sindinfo atuou forte, apoiando e colaborando. Que seja o primeiro passo de uma longa caminhada, com o Parque Tecnológico de Vitória recebendo centenas de empresas e gerando milhares de empregos. Queremos que a Prefeitura estimule Vitória a transformar o seu modelo econômico. E para isso, precisamos de empresas, que são atraídas quando há um ambiente favorável”, disse.

JULHO

Sindinfo participa de eventos no Rio de Janeiro

No mês de julho, com o apoio do Sebrae, representantes do Sindinfo integraram uma missão com 10 empresas e participaram de grandes eventos, realizados no Rio de Janeiro. O primeiro foi o Rio Info 2016, realizado entre os dias 4 e 6. Com estimativa de geração de negócios na casa dos R$ 4,6 milhões nos próximos meses, o evento foi marcado pelo consenso em torno de um pacto pela tecnologia envolvendo empresários, pesquisadores e autoridades do setor de TI. Aproveitando o evento, Luciano Raizer e Benízio Lázaro, respectivamente presidente e vice do Sindinfo, estiveram em uma reunião da Federação Nacional das Empresas de Informática (Fenainfo), no dia 5. Já no dia 7 foi a vez do presidente do sindicato marcar presença no Congresso Anual da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), que reuniu mais de 400 participantes. O Rio Info é um dos mais importantes eventos de Tecnologia da Informação do país e foi uma importante experiência para todos. Já no encontro da ABVCAP tivemos palestras e debates de altíssimo nível sobre investimentos. Temos lá um fórum, com empresas apresentando suas propostas aos fundos e, como queremos realizar algo assim em Vitória, fomos conhecer como funciona. Fiquei impressionado com o que vi”, disse Raizer.SINDINFO ES

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//ESPECIAL

// A ções do Sindinfo em 2016 Sindinfo é escolhido como caso de sucesso

O trabalho do Sindinfo na defesa dos interesses das empresas de TI do Espírito Santo segue colhendo bons frutos. No dia 14 de julho, durante o “Bate-papo Sindical” com a prestação de serviços realizada na Findes, o Sindinfo foi destaque da ação promovida pelo Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA) da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para estimular a adoção de estratégias bem-sucedidas na gestão dos sindicatos. Luciano Raizer apresentou, durante o evento, os serviços do Sindinfo e como as ações do sindicato estão fortalecendo o setor de TI no Estado. “Fomos escolhidos como case de sucesso pela CNI. Ampliamos os serviços oferecidos aos nossos associados e, com isso, crescemos. O número de associados aumentou 75%, nos últimos três anos. Todo ano entram muito mais empresas do que saem. E assim, o Sindinfo melhora a sua estrutura e pode ofertar ainda mais serviços. São mais eventos, mais feiras, missões, cursos e outras ações”, enfatizou ele. O Sindinfo também foi apontado como caso de sucesso em evento da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), realizado em 29 de setembro. Raizer participou de mais um “Bate-Papo Sindical”, a convite do (PDA). Ele falou para sindicalistas patronais e empresários sobre o sucesso que tem obtido à frente do Sindinfo. Protagonista de várias inovações tecnológicas que aconteceram no Espírito Santo, o Sindinfo é o sindicato capixaba que mais cresceu nos últimos cinco anos, passando de 40 para 140 associados.

5ª Infoshow movimenta feira metalmecânica

Todas as novidades em produtos e serviços das empresas capixabas de Tecnologia da Informação também foram apresentadas na Feira da Metalmecânica, Energia e Automação (Mec Show), que aconteceu entre os dias 26 e 29 de julho, no Carapina Centro de Eventos, na Serra. Em sua 5ª edição, a Feira das Empresas da Tecnologia da Informação (Infoshow), que é uma iniciativa do Sindinfo e do Sebrae-ES com apoio do Sistema Findes, contou mais uma vez com o maior estande dentro da feira metalomecânica. Segundo Luciano Raizer, a presença do setor de TI foi como uma ilha de soluções para um segmento tão importante para o Espírito Santo. Não existe lugar melhor para termos uma feira de informática junto aos nossos clientes. E boa parte de nossos clientes estão em um evento importante como a Mec Show. Todos que passaram pelo evento puderam acompanhar as novidades de nove de nossas associadas”, falou Raizer. Participaram do Infoshow as empresas BL Tecnologia, DBM Sistema, DCA Sistemas e Serviços, Elpis Informática, Telemarster, Mitis Tecnologia, N de Araújo Sellin Desenvolvimento de Sistemas, Raizer Moura Tecnologia e a White Serviços de Informática e Acabamentos em Geral.

AGOSTO

Sindinfo promove cursos para o setor de TI

Tendo parcerias como Sebrae-ES, Embarcadero e a Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCAP), o Sindinfo realizou, em 2016, três cursos para o desenvolvimento de profissionais da área. O primeiro foi o curso “Extreme Delphi”, que aconteceu nos dias 30 e 31 de julho, na Findes. Com carga horária de 16 horas, o curso capacitou 54 profissionais de 29 empresas. Entre 9 e 10 de agosto, foi realizado o curso de “Capacitação em Capital Empreendedor”. Também com 16 horas de carga horária, a iniciativa capacitou 29 empresários e colaboradores de 27 empresas. O treinamento foi ministrado pela ABVCAP, com o objetivo de preparar as empresas capixabas de TI na negociação com fundos de investimento para uso de capital de risco. Finalmente, entre os dias 7 e 8 de outubro, foi a vez do curso “Aumente suas vendas em TI com a melhor abordagem pessoa a pessoa”. Realizado com apoio da Findes e do Sebrae-ES, capacitou 21 profissionais de 16 empresas. “Percebemos que as empresas querem participar de cursos que normalmente o mercado não oferece. Então, passamos a oferecer essas oportunidades aos nossos associados. São temas importantes e que geram crescimento para nossas empresas”, falou o diretor do sindicato, Roubledo Demiam Gasoni.

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TI ES


// Ações do Sindinfo em 2016 SETEMBRO

Super Acaps Pan Show recebe empresas de TI A principal vitrine do mercado varejista capixaba, a Super Feira Acaps Pan Show reuniu novamente milhares de pessoas, entre 20 e 22 de setembro, no Carapina Centro de Eventos. E entre os 200 expositores, marcaram presença empresas do setor de TI, que apresentaram aos supermercadistas soluções de softwares, produtos e serviços como: ECF, sistemas ERP e automação comercial, software de gestão, controle de atendimento, estoque, ticket médio, entre outras. Bons negócios não faltaram na feira. Apenas as Rodadas de Negócios promovidas pelo Sebrae-ES movimentaram uma intenção de volumes de negócios futuros em torno de 42 milhões de negócios, quase 50% acima do resultado previsto em 2015. É um evento realizado pela Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), em parceria com o Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado do Espírito Santo (Sindipães).

OUTUBRO

Capixabas participam de Congresso Mundial de Tecnologia Com o tema “Promessas da era digital: desafios e oportunidades”, a 20ª edição do Congresso Mundial de Tecnologia da Informação (World Congress on Information Technology - WCIT) movimentou o Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, entre os dias 3 e 5 de outubro. O evento, que aconteceu pela primeira vez na América do Sul, reuniu participantes de 40 países. As empresas de TI capixabas não ficaram de fora e estiveram no congresso, em uma parceria do Sindinfo com a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Espírito Santo (Assespro-ES). “Esse é um evento marcante, e nós tivemos o apoio da Assempro, da Findes e da CNI. Estivemos no Congresso com cinco empresas e pudemos acompanhar palestras importantes, com temas que deverão pautar o nosso setor nos próximos anos”, explicou Luciano Raizer. O WCIT é realizado desde 1978, com o propósito de fortalecer a indústria de TI e suas associações, ao compartilhar conhecimento, experiências e informações estratégicas e pela facilitação do comércio de produtos e serviços dos associados no cenário internacional.

Comércio móvel é tema em evento de São Paulo

Voltado para executivos de TIC, varejo, operações, negócios, finanças e marketing de médias e grandes empresas interessadas em projetos para aumentar a eficiência de seus colaboradores, aconteceu, entre 4 e 5 de outubro, em São Paulo, a 9ª edição do Forum Mobile+. O evento deste ano tratou de dois grandes temas centrais: o Comércio Móvel e o Mobile Banking. Os capixabas mais uma vez estiveram presentes, com 10 empresas, sendo seis da área de TI. A missão foi apoiada pelo Sebrae-ES. “Esse Fórum tem destaque nacional e trata de soluções ligadas à tecnologia móvel, cada vez mais presente em nossas vidas”, explicou Luciano Raizer. Durante o evento, foram realizados painéis sobre a estratégia dos grandes bancos brasileiros em mobilidade, fintechs móveis brasileiras e novos métodos de autenticação e identificação através de dispositivos móveis. Além disso, aconteceram palestras avulsas sobre dinheiro móvel e os desafios na segurança de pagamentos móveis.

e compartilho essa homenagem com todos os nossos diretores”, falou. Além disso, o Sindinfo foi escolhido duas vezes no ano como caso de sucesso do Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em eventos realizados no Espírito Santo e em Goiás. “Nosso sindicato representa não apenas os associados, mas cerca de 700 empresas, que empregam 13 mil pessoas. O reconhecimento que estamos tendo é um sinal do que estamos fazendo para transformar o Espírito Santo num grande polo de inovação e tecnologia”, enfatizou ele. Com uma rica história, o Sindinfo oferece hoje uma variada gama de serviços, a custos reduzidos, e que em muito beneficiam as empresas. São feiras, missões empresariais, cursos, eventos, entre outros, tudo com subsídio. Também oferece serviços de consultoria com parceiros, e concede desconto de até 80% nos mais de mil serviços prestados pelo Sistema Findes, além de convênios com faculdades, seguradoras e planos de saúde. Vantagens e dedicação aos seus associados tonaram o sindicato um marco para a indústria capixaba e nacional. Que venham os próximos 25 anos. SINDINFO ES

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// Ações do Sindinfo em 2016 DEZEMBRO

Final de ano movimentado no sindicato

NOVEMBRO

Missão capixaba visita Florianópolis

Depois de uma visita ao Porto Digital de Recife, no ano passado, os capixabas puderam conhecer um outro importante centro tecnológico do país em 2016: Florianópolis, em Santa Catarina. A missão capixaba, apoiada pelo Sebrae com 12 empresas associadas ao Sindinfo, esteve na cidade entre 21 a 23 de novembro e, segundo o presidente do sindicato, Luciano Raizer, o objetivo da missão foi apresentar o ecossistema de tecnologia mais promissor do país. “Florianópolis virou uma ilha de tecnologia. Para se ter uma ideia, a renda gerada por tecnologia já é maior que a de turismo lá. E estamos falando de uma cidade com forte potencial turístico. Eles trabalham há tempos para dar o suporte necessário para o desenvolvimento tecnológico, e isso vem dando grandes resultados. Empresas e instituições de ensino trabalham alinhadas e, com isso, uma mão de obra capacitada chega ao mercado. Há também uma forte atuação de incubadoras e aceleradoras. Enfim, é um mercado que serve de exemplo hoje e queremos que os nossos associados possam conhecer essa realidade”, falou ele.

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TI ES

A exemplo do que aconteceu durante todo o ano, dezembro será marcado por uma grande programação no Sindinfo. No dia 7, além da solenidade marcando um novo mandato da atual diretoria, haverá uma grande confraternização do setor, em um momento de relembrar as conquistas e os desafios de 2016, e preparar as baterias para o próximo ano. E finalmente, no dia 14, o mercado de TI se reúne para o VI Encontro Capixaba da Indústria de Tecnologia da Informação (Encati). Mais uma parceria do Sindinfo e o Sebrae-ES, com apoio do Sistema Findes. Durante o evento haverá a solenidade de recertificação de empresas na ISO 29110, norma focada em processo de gerenciamento de projeto e implementação de software e representa para as MPEs de desenvolvimento de software uma opção de certificação direcionada às demandas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).“O Encati é o nosso último evento técnico do ano. Debatemos temas voltados para política, tecnologia, desafios para a cidade e o Estado. E esse ano não será diferente. E um destaque é a recertificação da 29110, que muito nos orgulha. É uma norma especial para organizações de menor porte, até 25 funcionários, mas que compõem hoje nada menos que 98% das empresas de tecnologia no mundo. Hoje contamos com 30 empresas certificadas e agora, completado o ciclo de três anos, chegou a hora da recertificação”, disse Luciano Raizer. A cobertura completa dos eventos realizados em dezembro poderá ser conferida na próxima edição de TI-ES.


// ARTIGO

Desafios, Estratégias e Sinergia para Formação Profissional

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mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação segue em constante evolução e expansão. A consequência direta é uma demanda grande e frequente por profissionais qualificados para atuar nas atividades relacionadas à criação de soluções computacionais de software e de hardware. Na outra ponta, temos o setor educacional, que tem por missão a formação do recurso humano desejado. Neste contexto promissor, alguns desafios têm sido enfrentados, no que tange à geração de profissionais em número e com as competências, habilidades e atitudes desejadas pelo empregador. Num cenário altamente globalizado e competitivo, é necessária uma formação de qualidade, que prepare os alunos para atuar e modernizar o mercado de trabalho de maneira inovadora e empreendedora. Para tanto, os aspectos técnicos e teóricos devem habilitar o aluno a atuar em um ambiente dinâmico, característico da computação, para o desenvolvimento de sistemas de natureza complexa, criação de novas técnicas e métodos, sempre usando os recursos adequados, com eficácia e eficiência. Além disso, a formação deve proporcionar uma visão estratégica, permitindo um posicionamento mais proativo no desempenho de suas atividades, desenvolvendo habilidades que são igualmente valorizadas, como trabalho em grupo, liderança, criatividade e comunicação. Um fator a ser considerado no processo de formação profissional são as características dos alunos atuais. De forma resumida, podemos dizer que eles são extremamente inquietos, altamente conectados, rodeados de informações disponíveis a um click, voláteis em suas decisões e desejos, exercem a crítica com muita facilidade e não aceitam imposições sem argumentos. Com isso, os professores precisam inovar suas aulas, para ter sucesso na formação dos alunos. Podemos citar algumas estratégias pedagógicas que vêm sendo utilizadas com bastante sucesso: gamificação, aprendizagem colaborativa, maratona de programação, aprendizagem baseada em equipes, competições temáticas, aprendizagem por pares, objetos de aprendizagem e projetos interdisciplinares/integradores. De forma complementar, é preciso compreender que as instituições de ensino e as empresas precisam passar por modificações, buscando soluções de

Num cenário altamente globalizado e competitivo, é necessária uma formação de qualidade, que prepare os alunos para atuar e modernizar o mercado de trabalho de maneira inovadora e empreendedora empregabilidade e formações mais adequadas. Resolver esse problema passa pela cooperação entre esses atores. Experiências bem-sucedidas têm em comum o fato de educadores e empregadores participarem ativamente no mundo um do outro. Aqui, podem ser citadas algumas situações: empregadores podem auxiliar na elaboração dos currículos, avaliando se o que está sendo abordado pela matriz curricular está aderente às necessidades do mercado; funcionários das empresas têm a prática profissional dos assuntos abordados nas disciplinas curriculares, por isso podem contribuir com o processo de formação, através de minicursos e/ou palestras relacionando teoria e prática; as instituições de ensino podem criar mecanismos para que os estudantes permaneçam parte do seu tempo de formação nas empresas, participando de projetos, ou mesmo desenvolvendo seus trabalhos de conclusão de curso focados em uma necessidade das empresas. Por fim, é necessário que as empresas criem formas inovadoras de atrair e preservar talentos desta nova geração. É preciso conhecer os valores desses profissionais, que muitas vezes têm mais motivação pelas oportunidades de crescimento futuro e desafios, do que apenas pela questão financeira. Outras razões que fazem a diferença são a meritocracia e o incentivo à atualização profissional, além de um ambiente de trabalho menos formal, que priorize ideias.

Cristiano Biancardi

é coordenador dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação da Universidade Vila Velha (UVV-ES), onde também atua como professor e coordenador da Fábrica Acadêmica de Software SINDINFO ES

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// ENTREVISTA

José Antônio Bof Buffon “O sucesso de alguns países está muito mais em modernizar, em implantar trajetórias tecnológicas nos seus velhos setores, do que ficar procurando novas oportunidades”

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uando o assunto é inovação, o Espírito Santo tem se destacado e segue buscando novos caminhos, a passos largos, diga-se de passagem, mesmo em meio às crises econômicas e políticas, que se instalaram no país em 2015. Professor do Departamento de Economia da Ufes desde 1985 e mestre pelo Instituto de Economia da Unicamp, o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES), autarquia da Secretaria de Ciência e Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), José Antônio Bof Buffon, conhece bem a temática e faz uma análise positiva do segmento no Estado, dando dicas para os empreendedores e para quem pretende inovar, adiantando quais serão os principais investimentos que o governo estadual fará em 2017. A capacidade de inovação de uma organização tem sido apontada não apenas como um fator diferencial, mas também imprescindível para a sua sobrevivência. Mas como não tem um efeito imediato na resolução dos problemas do dia a dia, exige-se mais pragmatismo e foco na resolução de problemas concretos. Por que isso

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acontece? Se você pegar uma organização, pode ser qualquer empresa, uma família, um governo, você tem basicamente três problemas: a rotina - que é fazer tudo certinho -, no prazo certo, no dia certo e na hora certa. Conhecer o cliente e “rodar” os processos. Imaginando que é uma instituição que tenha uma boa estrutura de processos, ela não vai ter problemas, vai fluir como a água flui no rio. Como isso não acontece, as empresas em geral vivem cheias de problemas no dia a dia (faltou um suplemento aqui, a coisa não chegou no dia), a maior parte do tempo das organizações é gasta apagando os chamados “incêndios”. Ou seja, trabalhar em cima dos problemas decorrentes ou de fatos completamente imprevisíveis, que vêm do ambiente de fora ou das falhas dos processos internos. Então, há um momento crucial em que a empresa deve parar e procurar quais são os seus problemas, quais são de fora e quais são decorrentes das próprias práticas internas - conexões internas, faltas de projeções, por exemplo. Nessa fase, é preciso dedicar algumas horas por semana para refletir, buscando onde estão os entraves. Em geral, eles são mais internos do que dos clientes ou dos fornecedores. A partir da identificação dos erros, é necessário


“De todas essas inovações, há duas que são cruciais: a tecnológica e a organização da empresa. Sua organização e seu modo de gestão precisam estar sempre atualizados. Caso contrário, eles ficarão velhos” fazer um projeto de mudança daquele processo que está “agarrando”. Esse processo se chama inovação e requer uma gestão específica, que não é o gerenciamento das crises do dia a dia. Isso é inovação! Também há a inovação de produtos, as novidades. Uma empresa só vai existir no futuro se ela tiver produtos competitivos e processos adequados. Para isso, ela precisa estar trabalhando seus produtos e processos no hoje, no agora. Se não fizer isso, chegará um dia em que ela vai abrir a porta e não vai entrar nenhum cliente. E o pior, ela não vai saber o porquê. Exatamente porque ela não refletiu sobre a sua capacidade de competitividade. Toda a organização que deseja expandir e se manter no mercado, deve definir um tempo para traçar estratégias, repensar seus processos e, assim, se adequar. Inevitavelmente, nessa adequação entram as questões tecnológicas, não é isso? A questão tecnológica é um dos componentes da inovação. Para ser inovação é preciso considerar sete fenômenos: a mudança de produto, a mudança dos processos, um novo fornecedor, um novo cliente, um novo mercado, uma nova fonte de matérias-primas e uma nova forma de organização da empresa. A inovação tecnológica é uma delas, que afeta profundamente o produto. Geralmente, na inovação de processos, você não inova tecnologicamente. Quem inova é o seu fornecedor, seja de sistemas, seja de ferramentas, enfim. Você adquire o processo (sistema) e adapta à sua empresa. Agora, a inovação de produto é da própria empresa. De todas essas inovações, há duas que são cruciais: a tecnológica e a organização da empresa. Sua organização e seu modo de gestão precisam estar sempre atualizados. Caso contrário, eles ficarão velhos.

da instituição, tomada sobre condições de incerteza e sujeita aos riscos. Quando se tem uma aglomeração de empresas em torno de universidades, organizações setoriais, por exemplo, você tem ambientes de negócio, de aceleração, etc. Nesses locais, há menos incertezas na tomada das decisões e os riscos são menores, pois se tem mais informações. Esses ambientes são favoráveis para as empresas tomarem a decisão de inovar. Ninguém sabe exatamente como eles surgem, se de fatos isolados ou por acaso. O Vale do Silício é apenas um exemplo, mas é único e não será copiado. O que os empreendedores podem fazer é entender e comparar esses ambientes para ver quais são os fatores recorrentes em todos eles e quais são os pró-inovações - aqueles que estimulam a cooperação e reduzem as incertezas e os riscos e promovem a difusão da informação. Se há uma política pública, que estimula a cooperação, os custos ficam mais baratos. O papel do governo é ser um facilitador disso. O governo não consegue produzir, mas é um estimulador. Quais áreas possuem investimentos tecnológicos? Por que foram priorizadas tais áreas? Todas as áreas possuem fronteiras tecnológicas (oportunidades). Faz parte das políticas públicas, estimular que as empresas olhem para

Nas palavras de Joseph A. Schumpeter, os ecossistemas de inovação são principalmente sobre as regiões inovadoras bem sucedidas (Silicon Valley, Bangalore), plataformas de TIC bem sucedidas (iPhone, Android) ou novas indústrias (computação em nuvem). Empreendedores e investidores de todo o mundo saltam no movimento desses sucessos. Como o governo está fazendo isso em relação à inovação? Ecossistema é uma tecnologia recentíssima, que é uma derivação dos clusters, dos arranjos produtivos dos sistemas locais. Schumpeter falou simplesmente que a inovação é o motor do capitalismo. As inovações vêm em bando, e não diluídas no tempo. A inovação se dá dentro da empresa. Ela é uma decisão crucial SINDINFO ES

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seus processos e produtos e observem qual é a sua fronteira, onde estão as suas oportunidades. Evidentemente, há setores tradicionais, em que o produto já é consolidado. Fazendo uma analogia, por exemplo, uma locomotiva foi um produto da primeira Revolução Industrial e funcionava à base de vapor. Depois veio a segunda Revolução Industrial, com a economia baseada no petróleo e na energia elétrica. Nesse momento, os trilhos, que eram de ferros, passam a ser de aço e o combustível passou a ser o diesel ou a energia elétrica. A locomotiva da terceira Revolução Industrial já não tem piloto, possui alta velocidade e pode levitar. Na quarta Revolução Industrial, ainda teremos as locomotivas com outras tecnologias. Ou seja, as tecnologias penetram no meio e redefinem o produto. Há muitos países e muitos setores que precisam compreender esse processo. O sucesso de alguns países está muito mais em modernizar, em implantar trajetórias tecnológicas nos seus velhos setores, do que ficar procurando novas oportunidades, esquecendo-se das antigas áreas. Alimentos, bebidas, calçados, móveis, material de construção, enfim, tudo tem

“A questão tecnológica é um dos componentes da inovação. Para ser inovação é preciso considerar sete fenômenos: a mudança de produto, a mudança dos processos, um novo fornecedor, um novo cliente, um novo mercado, uma nova fonte de matérias-primas e uma nova forma de organização da empresa” fronteiras, que estão sendo abertas pelos novos setores da terceira e da quarta Revolução Industrial. Há políticas públicas que permitem fazer isso. Agora, há aqueles segmentos que são os de vanguarda, que são aqueles da própria evolução em curso, como nanotecnologia, automação e biotecnologia. São os novos setores que estão sendo construídos. Com esse progresso, inexoravelmente, vamos paginar os velhos segmentos. Essa taxa de repaginação dos antigos setores depende de cada país. O governo, via Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), está desenvolvendo um ecossistema de inovação. Como farão esse trabalho? O governo é um facilitador disso. Ele não consegue produzir esse ambiente, mas facilita. Ele tem que dar vento à vela de quem trabalha nessa direção. Estimulando os ambientes de cooperação e de inovação, fomentando instituições, fazendo bons editais, estimulando a encubação de negócios, enfim. Isso acaba produzindo esses ambientes bem-sucedidos, os chamados arranjos virtuosos. Uma firma só terá inovação se ela estiver em ambientes propensos a isso. Como as empresas devem determinar os ecossistemas de inovação para se expandirem? O governo funciona como parceiro. Para a empresa “acontecer”, ela precisa se estruturar internamente nos seus ambientes de inovação. Uma pessoa, seja ela quem for, deve ficar atenta à inovação dentro da empresa e fora dela. Se não houver esse funcionário, a empresa pode até estar incluída num ambiente inovador, mas de nada adiantará. Há setores em que as fronteiras estão abertas, em que o próprio setor está em construção, em que as taxas de mudanças são altíssimas, e o contrário também. Todas as empresas devem ter aquela “antena”, que vai captar o que se passa fora dela, para se manter no mercado. Uma das formas mais eficientes de fazer isso é por meio do serviço de atendimento ao cliente. A partir daí, é possível ver o que deve ser ajustado. O cliente dá o direcionamento.

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Robô Lysa: projeto pode custar menos de 10% do valor necessário para treinar um cão-guia verdadeiro

Vixsystem apresenta cão-guia robô O

projeto de uma empresa capixaba poderá beneficiar deficientes visuais em todo o país e talvez, no mundo. Atenta à dificuldade e altos custos para se conseguir um cão-guia no Brasil, Neide Sellin, diretora executiva da Vixsystem, idealizou uma versão robótica do animal, que é muito importante no processo de independência de quem tem problemas na visão. E assim nasceu o cão guia robô Lysa, que este mês será apresentado para o grande público. “A ideia surgiu a partir de um desejo meu em desenvolver tecnologias que possam melhorar a vida das pessoas. Com minha experiência em desenvolvimento de sistemas e de robótica móvel, percebi que seria possível e viável o desenvolvimento de um produto que causará grande impacto social, permitindo mais liberdade e independência para deficientes visuais”, explicou Sellin. Segundo ela, em uma comparação ao cão guia tradicional, o robô Lysa custará bem menos. “O treinamento de um cão guia custa cerca de R$ 50 mil, mas nossa intenção é fazer com que o robô chegue ao mercado custando cerca de 10% desse valor. Além do alto custo de treinamento, os animais exigem despesas com criação e tratamento, e notamos que muitos deficientes visuais têm resistência em adotá-los, por considerarem que estariam explorando os cães”, disse. Sellin lembra que no Brasil existem hoje aproximadamente 100 cães-guias, para 6,5 milhões de pessoas com deficiência. “O cão-guia Lysa, que estamos desenvolvendo, além de realizar o desvio de obstáculos, como buracos e objetos à frente, informa os objetos acima, e toda a informação é comunicada ao usuário por voz. Já estamos fazendo implementações para que ele

funcione com rotas de GPS. Hoje ele está em fase de testes. Três pessoas estão utilizando”, destacou. Uma dessas pessoas é a aposentada Joelva Gomes, que se tornou uma grande incentivadora da ideia desde o seu início. “Na época que era só uma ideia, eu percebi como o projeto era promissor, entrei em contato com a Neide e passei a ser uma das consultoras principais. Tento ajudar, dando informações para que ela possa melhorar ainda mais o projeto: queremos realmente que o cão robô possa fazer tudo o que um de verdade faz. Eu acredito muito nessa ferramenta, que não vai alcançar uma ou duas pessoas; estamos falando de muita gente, no mundo todo. São pessoas que trabalham, estudam, produzem, têm uma família e que agora podem ganhar mais qualidade de vida. E ter um cão-guia no Brasil ainda é muito caro. Para manter um desses em casa, você precisa gastar entre R$ 600 e R$ 800 reais por mês. Eles comem ração especial, precisam de medicamentos específicos, cuidados, vacinas. E um projeto como esse facilitaria demais para o deficiente visual. É fantástico como ele alerta quando temos obstáculos ou buracos no caminho, avisa para desviar e melhora a nossa locomoção”, frisou. As duas estiveram no Rio de Janeiro em novembro, apresentando o robô Lysa no maior encontro de deficientes visuais do país, o XIX Encontro Brasileiro de Usuários de Dosvox. O cão-guia robô Lysa está no momento em campanha de financiamento coletivo (crowdfunding). De acordo com Sellin, o objetivo com o financiamento é arrecadar recursos para terminar o desenvolvimento e colocá-lo no mercado em 2017. SINDINFO ES

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// Gadgets

Fotos: Divulgação

Pen drives turbinados A Kingston lançou no Brasil seus novos pen drives: IronKey D300, para uso doméstico, e IronKey D300 Managed, para uso empresarial. Eles se destacam pela proteção com criptografia, por meio da tecnologia 256 bits AEX. Os modelos são USB 3.0, têm carcaças à prova d’água e oferecem capacidades de armazenamento que variam entre 4 GB e 128 GB. Os preços iniciais deles são de R$ 360,00. Todos os modelos são equipados com uma espécie de antivírus embutido no firmware, capaz de proteger o armazenamento de ameaças, como o BadUSB. Protegidos por senha complexa, com número mínimo de caracteres, os pen drives são bloqueados e formatados automaticamente após 10 tentativas inválidas de acesso. A empresa garante que os aparelhos conseguem suportar mergulhos de até 2 metros, sem prejudicar o hardware deles.

HD externo tudo em um O Canvio AeroCast é um HD externo sem fio, da Toshiba, que tem 1 TB de capacidade de armazenamento. O diferencial do aparelho é um hub embutido, que funciona como central multimídia: se conecta com até seis dispositivos diferentes ao mesmo tempo, tem a própria rede Wi-Fi e bateria interna com duração de cinco horas. O HD está à venda no exterior pelo preço de US$ 49,99. Embora não tenha sido lançado no Brasil, já pode ser comprado em lojas on-line, com frete grátis. A conexão do AeroCast pode ser feita por computadores, smartphones e tablets, sendo facilitada por um aplicativo compatível com sistemas Android (Google) e iOS (Apple). Até seis dispositivos podem interagir ao mesmo tempo, acessando mídias como fotos, músicas e vídeos, sem precisar baixá-los.

PC em formato miniatura A fabricante chinesa Vensmile apresentou o K8, um miniPC que vem acoplado a um teclado flexível (dobrável) e com um touchpad, que disfarçam completamente a existência de um computador compacto com 4 GB de memória RAM. Com o sistema Windows 10 já previamente instalado, o aparelho traz saídas de HDMI e VGA, sendo compatível com uma variedade de monitores e TVs, suporte a Wi-Fi, Bluetooth 4.0, portas USB 2.0 e 3.0, entrada para fone de ouvido e para cartões de memória microSD, podendo expandir o espaço de armazenamento em até 32 GB. O produto pode ser adquirido em sites como o Ali Express, pelo valor de US$ 199,00, e o frete pode sair de graça para o Brasil.

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Sétima geração do iPhone

Fininhos da Positivo A Positivo lançou notebooks ultrafinos da linha Positivo Stilo e Positivo Stilo One. O Stilo tem espessura de 19,9 mm, enquanto o Stilo One é mais “magrinho”, com 17,9 mm. Os dois aparelhos já vêm com Windows 10 Home e tela de 14 polegadas com resolução HD. Da linha Stilo, são três diferentes modelos, com preços a partir de R$ 1.499,00, que têm processadores Intel. Todos têm 500 GB de armazenamento interno e ainda estão incluídas conexões Ethernet (cabo de rede), Wi-Fi e Bluetooth. O usuário pode usar o USB 3.0, conector HDMI, microfone e entrada de fone de ouvido. Já a linha Stilo One conta com quatro opções, que saem a partir de R$ 1.199,00. Todos os notebooks são integrados com armazenamento de 32 GB flash e 100 GB de espaço gratuito na nuvem.

Com armazenamentos de 32 GB a 256 GB, os novos iPhones chegaram ao Brasil e estão já na sua sétima geração. Os aparelhos perderam a entrada para fones de ouvido, mas ganharam uma saída a mais de áudio, câmeras com maior resolução e funções de equipamentos profissionais. A principal mudança nos novos iPhones foi a eliminação da entrada P2, aquela redondinha exclusiva para fones de ouvido. Os acessórios passam a ser conectados por meio de um adaptador na saída Lightning, usada até então somente pelos cabos de recarga de bateria. O botão Home foi trocado por sensor. A resolução da câmera frontal passou de 5 MP para 7 MP, enquanto a traseira segue com 12 MP. Os preços do iPhone 7 e iPhone 7 Plus variam de R$ 3.500,00 a R$ 4.900,00.

Impressora na palma da mão A HP já está vendendo nos EUA (e também pela internet) uma nova impressora portátil que funciona como uma espécie de Polaroid moderna. Chamado de Sprocket, o novo produto da HP possui medidas parecidas (e às vezes até menores) com as de um smartphone, 11,5cm x 7,5cm x 2,2cm, podendo tranquilamente caber no bolso. A HP Sprocket sai por 130 dólares nos EUA e o pacote com papel fotográfico sai por 10 dólares no mercado americano. O novo acessório da HP se conecta com aparelhos iOS (Apple) ou Android (Google), via Bluetooth ou NFC, contando ainda com um aplicativo específico para imprimir diferentes imagens a partir dessas plataformas móveis. A impressora, que imprime em preto e branco e colorido, está disponível nas cores preto ou branco.

Carregadores portáteis A Sony traz uma dupla de carregadores portáteis que estão disponíveis a partir de R$ 120,00 no mercado brasileiro. Os modelos CP-E3 e CP-E6 são equipados com bateria de polímero de lítio de fabricação própria, que contam com um sistema que monitora a temperatura do smartphone, e um temporizador bloqueia a passagem de corrente, em caso de superaquecimento. Tudo para impedir que energia e calor desnecessários cheguem ao seu smartphone. As baterias também são equipadas com luzes LED para indicação de carga, e prometem manter pelo menos 90% de capacidade nominal, mesmo após mil recargas do celular ou tablet. Cada modelo, segundo a fabricante, é capaz de dar duas recargas completas, quando estiverem com suas cargas plenas. SINDINFO ES

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//MERCADO

Realidade em três dimensões Com utilidade para diversos setores da economia, as impressoras 3D ganham cada vez mais espaço no país

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om a chegada da Indústria 4.0 e a revolução tecnológica que conecta dispositivos eletrônicos utilizados no dia a dia, cresce o acesso a máquinas que há pouco tempo eram encontradas apenas em grandes e estruturadas empresas. Já outras tecnologias hoje encontradas parecem saídas de filmes, e seus impactos transformam em realidade o que antes ficava apenas no campo da ficção. Nos últimos anos, as impressoras 3D estão criando o que está sendo chamado de nova revolução industrial. Com a tecnologia Fused Deposition Modeling (FDM), ou Modelagem por Fusão e Depósito, as impressoras podem gerar objetos reais, camada por camada, a partir de uma matéria-prima sólida. Segundo dados de 2015 da consultoria Wohlers Associates, o mercado mundial de impressoras 3D alcançou US$ 5,5 bilhões, e para 2016, US$ 7,3 bilhões. Além da questão das patentes, a tendência de crescimento desse setor se dá por conta dos desenvolvimentos de novos materiais que podem ser impressos (plásticos, metais e cerâmicas). O valor de uma atualmente pode variar entre R$ 2 mil, para aqueles modelos mais simples e compactos, e algo por volta de R$ 800 mil, para equipamentos com um grande nível de detalhes. Com isso, empresas de todos os portes podem contar com um modelo. As impressoras podem trabalhar com métodos de extrusão, o mais tradicional e voltado para os modelos mais baratos, com liberação de camadas de um material plástico

// Matérias-primas das impressoras 3D Os tipos de materiais mais utilizados para as impressoras 3D são: •Á cido Poliático (PLA): polímero biodegradável, produzido a partir do ácido lático proveniente da fermentação de bactérias; •P lástico Acrilonitrila Butadieno Estireno (ABS): polímero plástico rígido e leve, apresentando equilíbrio entre resistência e flexibilidade.

“Startups que precisam modelar e testar produtos rapidamente no mercado podem utilizar essa tecnologia para reduzir seus custos” Gilberto Sudré, consultor em Tecnologia aquecido; estereolitografia, que conta com um laser e usa resina líquida; impressão direta por luz, que usa uma fonte de luz diferente do laser; as de Síntese a Laser, que podem apresentar câmaras isoladas; e as de Jato de Tinta, que poderão ser trabalhadas na criação de órgãos humanos, comida e cerâmica. O especialista em Tecnologia Gilberto Sudré destaca que, embora a tecnologia de impressão 3D já seja conhecida, as facilidades para a aquisição de um modelo aumentaram nos últimos tempos. “Agora essas impressoras estão disponíveis a um custo relativamente baixo, algumas inclusive podendo ser montadas pelo proprietário. Outra questão é que as impressoras ficaram mais precisas na execução de suas tarefas. Startups que precisam modelar e testar produtos rapidamente no mercado podem utilizar essa tecnologia para reduzir seus custos. A tecnologia de impressão 3D também pode ser utilizada para a produção de peças em pequena quantidade para venda”, destacou. De acordo com Sudré, é possível que, em um futuro próximo, as pessoas possam ter em casa a impressora 3D na mesma proporção que as impressoras convencionais, que se popularizaram a partir dos anos 1990. “Com os usos múltiplos dessas impressoras, acredito que sim. Talvez não uma só, já que teríamos uma impressora para materiais, outra para comida, etc.”, enfatizou. Para o professor do curso de Engenharia, Newton Valladão, a impressora 3D permite criar peças exclusivas a um preço extremamente baixo em relação às técnicas convencionais de produção. Segundo ele, é algo com grandes vantagens para diversas áreas. “A partir da ideia básica de impressão 3D, surgem novas

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aplicações, a todo momento, para todos os setores. A primeira aplicação que se imagina é na Engenharia, mas ela está sendo aplicada em áreas como a Medicina. Na Medicina, se fala em impressão de órgãos, tecidos, ossos que servem para estudos e pesquisas. Por exemplo, através de uma ressonância magnética, é possível criar imagens 3D de um órgão a ser estudado. Com essa imagem 3D é possível imprimir o mesmo órgão e tê-lo na mão para estudar como deverá ser feito o procedimento cirúrgico. Em outros casos, por exemplo, pode-se construir parte do crânio, para ser implantada no paciente, através de uma cirurgia. Na Odontologia, pode-se produzir dentes para serem implantados nos pacientes. Novas técnicas de ortodontia criam moldes da forma que os dentes deverão adquirir a cada estágio, sobre os quais serão moldados os chamados alinhadores, que são placas de acetato (plástico) que definem a nova posição que os dentes deverão tomar. Na Engenharia, se produz peças tanto para protótipos como para aplicação final. A Nasa estuda uma impressora 3D para mandar para a estação espacial (ISS), para lá produzir as peças de reposição que necessitarem. Na indústria, são produzidas peças que serão aplicadas diretamente em aeronaves, automóveis e em diversos outros setores. Usuários finais podem produzir mãos robóticas aplicadas em pessoa com deficiência, sandálias, e diversas outras peças”, explicou. O professor, que leciona na Faesa, afirma que a possibilidade de produzir peças sem a necessidade de se construir moldes é a grande diferença da impressora 3D. “Moldes são extremamente caros e demoram para serem fabricados. A impressora 3D, produzindo a peça diretamente, fica muito mais rápida e econômica. Lógico que estamos falando de produção de peças em baixa escala”, disse ele. Valladão teve contato com a impressora 3D em 2007, quando estava na indústria, e em 2009, quando a faculdade adquiriu uma para o desenvolvimento de trabalhos de pesquisa e uso também na aula de Engenharia de Produto. Ele acredita que o contato dos estudantes com a tecnologia é positivo. “No ensino superior, permite o contato do aluno com processos de fabricação que darão possibilidades de aplicação prática da Engenharia, através da geração de protótipos que os alunos poderão manusear fisicamente, para melhor entender os conceitos”. O docente diz

// A lguns setores beneficiados pela impressão em 3D Medicina: próteses personalizadas (foto). Mercado de construção: maquetes imobiliárias mais rápidas. Design: confecção de protótipos. Fontes: especialistas entrevistados

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“O limite da impressora é a capacidade humana de criar. Ela só concretiza mais rápido. Imagine um Leonardo da Vinci com uma impressora dessas” - Vinícius Tomazelli Públio, proprietário da Três D Impressões

que, com o surgimento dessa tecnologia, está surgindo também um conceito de FabLab, que são espaços com equipamentos de impressão 3D abertos à sociedade.

Investimento para retorno pós-crise Proprietário da Três D Impressões, Vinícius Tomazelli Públio percebeu o potencial da impressora 3D quando pouco se falava da tecnologia. Investiu e agora espera que o mercado retome o crescimento, após a grave crise econômica que atingiu o país desde o ano passado. “Conheci a impressão 3D em 2010, em um evento. Decidi comprar para montar uma empresa de impressões de maquetes para o mercado imobiliário. Queria prestar serviço para as construtoras. Fiz o investimento e o mercado imobiliário congelou. Uma vez que o voltemos para um cenário pós-crise, só vejo vantagens no uso da impressora 3D na construção civil. Desde a confecção de maquetes mais rápidas, precisas e baratas que o método atual, até a disponibilidade dessa ferramenta de vendas (a maquete) mais cedo, para poder agilizar as vendas”, disse. Mas desafios existem. Além do próprio custo do equipamento, o empreendedor lembra do material e da manutenção. “Ainda é complicado para as pessoas físicas terem uma. Dificilmente saberão desenhar algo para imprimir, ou dar manutenção em suas próprias impressoras. A matéria-prima ainda é cara e difícil de encontrar ou importar”. As matérias-primas para impressão 3D podem ser: Ácido Poliático (PLA), plástico Acrilonitrila Butadieno Estireno (ABS) e resina líquida, entre outros. Mas para Públio, as vantagens para quem persiste compensam esses obstáculos. “O importante é como a impressora 3D concretiza ideias. “Depois que o projeto sai do papel, ele pode ser testado e melhorado a custos baixos. O limite da impressora é a capacidade humana de criar. Ela só concretiza mais rápido. Imagine um Leonardo da Vinci com uma impressora dessas”, frisou. Velocidade, redução de custos, customização de objetos e inovação. Com essas características, as impressoras 3D tornam reais projetos que, antes, ficavam no campo dos sonhos. Poucas vezes o conceito do “faça você mesmo” foi tão verdadeiro.



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Totvs abre novos canais para micro e pequenas empresas

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e olho em um mercado que apresenta hoje nove milhões de micro e pequenas empresas, ou 27% do PIB do país, a Totvs apresenta a linha de produtos Fly01 e Bemacash, fruto da aquisição da Bematech. Concedendo a oportunidade de acessar esses canais, a Totvs amplia o seu posicionamento de provedora de soluções de negócios, incluindo softwares e hardwares. O portfólio disponível une soluções da Totvs e da Bematech totalmente desenvolvidas para as necessidades do pequeno empreendedor. Entre os produtos que podem ser comercializados por esses canais estão o Bemacash Comércio, Food Truck, Bar & Restaurante e Vestuário e os softwares da linha Fly01 especializados em Saúde, Manufatura, Distribuição, Varejo geral, Vestuário, Loja Virtual e softwares complementares para gestão financeira, entre outros. Todo o portfólio está baseado no conceito SaaS (Software as a Service). “É o portfólio mais completo e mais atualizado do mercado, tanto do ponto de vista tecnológico, como de usabilidade, oferecendo soluções que vão do ponto de venda à gestão de contas a pagar e receber”, disse Eros Jantsch, vice-presidente de Micro e Pequenos Negócios da Totvs. As soluções especializadas são comercializadas

Com a iniciativa, produtos Fly01 e Bemacash estão ao alcance das MPEs

no modelo SaaS, por meio de uma mensalidade. Assim, a Totvs facilita a digitalização das micro e pequenas empresas, reunindo, em um único fornecedor, todas as necessidades dos pequenos empreendedores, facilitando assim, a implementação, o suporte e o upgrade da ferramenta. “Estamos trazendo o que há de melhor para a gestão do micro e do pequeno negócio, e queremos ter canais como grandes parceiros, neste momento de transformação digital”, falou Jantsch. Mais informações sobre o programa de capacitação de novos canais podem ser conferidas pelo e-mail mpn.canais@totvs.com.br.

ISH Tecnologia lança serviço contra ataques de hackers Pioneira, a ISH Tecnologia respondeu às necessidades do mercado mundial em segurança da informação e lançou recentemente o ISH Vision, um serviço que detecta, analisa e notifica ataques hackers em tempo recorde, além de conseguir reduzir problemas e solucioná-los. Integrante da unidade de negócios ISH Cyber Security, o ISH Vision, que já está em operação em quatro grandes clientes nacionais, complementa o catálogo de serviços de segurança ofertados pela ISH - composto por análises de vulnerabilidade e de conformidades e por mitigação de ataques de negação de serviço (DDoS, sigla de Distributed Denial of Service) - e tem como objetivo consolidá-la como uma empresa referência em segurança de informação, área da tecnologia atualmente mais demandada. O ISH Vision demandou recursos da ordem de R$ 1,2 milhão, utilizados em novos equipamentos, aquisição da melhor solução de

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segurança cibernética do mercado mundial e ampliação da equipe. “Com isso, transformamos uma aplicação de altíssimo valor em um serviço gerenciado de alta qualidade e com excelente custo-benefício, que pode ser contratado por empresas de médio e grande portes”, informou o diretor comercial da ISH, Armsthon Zanelato. Segundo ele, quando uma empresa é atacada por hackers, normalmente os funcionários que trabalham no setor de segurança só percebem o problema quando já é tarde e o prejuízo já é uma realidade. Com a chegada do ISH Vision, entretanto, a empresa pode identificar o incidente em tempo real e, em seguida, inicia a validação, estudo, classificação e a notificação para a equipe responsável. “Ofertamos ainda um contrato estendido, em que atuamos também na resposta e na correção do incidente. Tudo isso no modelo 24x7x365, ou seja, disponível a todo tempo”, frisou.


// ARTIGO

Tecnologia a serviço do homem O

ser humano sempre esteve em busca de ferramentas para facilitar a sua vida. Esse esforço pela simplificação do cotidiano continua como uma das grandes demandas dos 7 bilhões de habitantes de nosso planeta. É interessante que o empresário inovador tenha em mente duas palavras-chaves: demanda e simplificação. A demanda nem sempre é percebida pelo próprio demandante. Ela eventualmente se apresenta como um “problema anestesiado”, que seria aquela situação que, de alguma forma, atrapalha as pessoas, mas que pelo paradigma firmado de que não tem solução, passa a ser algo despercebido em nosso dia a dia. É fundamental para o inovador a percepção das demandas, sejam elas quais forem. Uma vez equacionada uma demanda, seja por evolução, como os telefones celulares, disrupção como o Uber, que ameaça todo um mercado por substitutos, ou salto paradigmal como a Internet, ela passa a ser considerada uma inovação quando agrega valor suficiente para as pessoas pagarem por ela, e barreiras suficientes para não ser copiada em cada esquina. A demanda é a disposição agregada à capacidade de um comprador pagar por um bem ou serviço. Por outro lado, a simplificação (do cotidiano) não significa redução de tecnologia ou retorno à idade da pedra, muito pelo contrário. Um exemplo interessante de simplificação é o Airbnb, que também ameaça todo um mercado por substitutos, e atende duas demandas diferentes: uma, de proprietários que contam com espaços sem uso em suas residências e têm interesse em transformá-los em renda extra, garantindo que quem estará em seu espaço é alguém selecionado com base em perfis detalhados, além de seguro para eventuais danos; e a outra é a das pessoas e famílias que querem viajar,

É de vital importância, durante a maturação de qualquer ideia envolvendo inovação, que sejam pensados de forma realista os processos de monetização, e se o produto ou serviço atende ao tripé Conforto, Segurança e Simplicidade ficando em pontos bons, com conforto físico e segurança, mas sem pagar os elevados valores e taxas diversas, cobrados por hotéis. O ideário de produtos e serviços para solucionar as mais variadas questões é extremamente fértil. Em uma organização como a TecVitória, recebemos, em média, uma nova ideia a cada dois dias, para discutir. E mais da metade delas envolve Tecnologias da Informação. Infelizmente a maioria delas carece de apelo suficiente para demonstrar a capacidade de monetização, seja por inexistência de barreiras, falta de capacidade de escalar, dificuldades de uso, ou mesmo de menos clareza sobre o mercado-alvo. É de vital importância, durante a maturação de qualquer ideia envolvendo inovação, que sejam pensados de forma realista os processos de monetização, e se o produto ou serviço atende ao tripé Conforto, Segurança e Simplicidade.

Vinícius Chagas Barbosa

é coordenador do Agente Softex Vitória, superintendente da TecVitória e do CTGraphics, diretor executivo do programa de desenvolvimento do Polo de Software de Vitória e da Rede Capixaba de Incubadoras

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// Lançamentos Fotos: Divulgação

Novidade da Asus O Zenfone 3, terceira geração de um dos smartphones top de linha da Asus, chegou ao Brasil e está disponível a partir de R$ 1.499,00. São duas versões do telefone: uma com 3 GB de memória RAM, 32 GB de armazenamento e tela de 5,2 polegadas, com resolução Full HD; e a mais incrementada, com 4 GB de RAM, 64 GB e tela de 5,5 polegadas (disponível pelo preço de R$ 1.799,00). A linha Zenfone 3 tem como principais concorrentes o Moto G4 Plus e Moto Z Play (Lenovo), além do Galaxy A7 e do A5 (Samsung). Eles custam entre R$ 1.240,00 e R$ 1.700,00 e possuem especificações similares. As versões do Zenfone 3 têm processador Snapdragon 625, sensor de impressão digital na parte traseira para reconhecimento do usuário, bateria de 3.000 mAh e câmeras de 16 MP (traseira) e 8 MP (frontal).

Drone espião Um espião ao estilo 007, discreto e que pode enfrentar diferentes situações. Assim pode ser definido o drone Mavic Pro, da fabricante DJI. Pequeno, ele mede 8,3 cm (altura) x 8,3 cm (largura) x 19,8 cm (comprimento). E pesa somente 734 gramas - comparável ao peso de dois tablets. Esse pequeno espião pode ser dobrado. Cabendo na palma da mão, o drone tem velocidade máxima de voo de 64 km/h e fica no ar por até 27 minutos. Ele permite uma distância máxima de sete quilômetros entre ele e a pessoa que o controla. Pode ser controlado por celular ou pelo controle remoto que vem junto com ele. O dispositivo tem quatro sensores para estabilização e fotografa e filma com alta resolução: as fotos têm até 12 MP, enquanto os vídeos são produzidos em Full HD. Vendido somente nos EUA, custa a partir de US$ 999,00.

Levinho da Samsung O notebook Samsung Style S50 é a aposta de aparelho leve da fabricante sul-coreana. Mesmo sendo leve e fininho - tem 1,34 cm de espessura -, o computador traz uma configuração potente e um preço alto: R$ 8 mil. Com abertura de 180º, o laptop tem tela de 13,3 polegadas LED Full HD, que não é touchscreen, teclado retroiluminado e corpo produzido em liga de magnésio. Por dentro estão os componentes que valem o seu preço: processador Intel Core i7 de sexta geração, 8 GB de memória RAM, armazenamento de 256 GB SSD e sistema operacional Windows 10. O produto ainda tem saída micro HDMI, duas portas USB e um leitor de cartão multimídia que lê os formatos SD, SDHC e SDXC.

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Super-roteador Um super-roteador que garante conexão Wi-Fi em um ambiente de 200 m². Esse é o diferencial do Ultra Wi-Fi AC5300, da D-Link, que chegou ao Brasil pelo preço sugerido de R$ 2.999,00. O produto trabalha com o padrão de Wi-Fi 802.11ac, tipo de tecnologia sem fio com velocidade de até 1.300 Mbps (megabytes por segundo), na frequência de 5 GHz, ou seja, mais do que o dobro do padrão atual (802.11n, que permite até 600 Mbps). De acordo com a empresa, isso garante boa conexão em espaços bem amplos, com mais de 200 metros quadrados, e o torna capaz de rodar, com fluência, vídeos em alta resolução de imagem Full HD e até 4K. Promete ainda suportar 50 dispositivos, sem perder a qualidade da velocidade.

Versão compacta

Fechadura eletrônica A fechadura eletrônica Smart Cube, desenvolvida para proteger, por exemplo, armários, gavetas e objetos sigilosos, pode ser conectada ao celular e coloca à disposição do usuário a possibilidade de ser desbloqueada somente por algumas pessoas pré-determinadas, monitorar quem abriu e fechou, além de saber sua devida localização, por ter em si um GPS. A Smart Cube, em formato de cubo, é uma fechadura eletrônica com conexão Bluetooth, conta com uma bateria que garante cerca de dois anos de uso e o funcionamento é por meio do aplicativo para celular, tablet ou computador. Disponível no site americano Indiegogo, custa US$ 69,00 e seu frete para o Brasil sai a US$ 10,00. As entregas começam em janeiro de 2017.

O PS4 Slim, versão compacta do console PlayStation 4, da Sony, chegou ao Brasil pelo preço sugerido de R$ 2.400,00 e se transformou numa das opções de presentes eletrônicos para o fim de 2016. O aparelho vem em um pacote especial, que acompanha o jogo “Uncharted 4: A Thief’s End” e um novo modelo do controle DualShock 4. O Slim tem a mesma potência do PS4 original, com um HD de 500 GB para armazenamento em um aparelho 40% menor, segundo a fabricante Sony. Lançado nos Estados Unidos em setembro de 2016, a versão compacta veio para substituir o primeiro modelo do console como o novo padrão a ser comercializado no mundo inteiro. O novo joystick se diferencia da primeira versão por ter uma barra que emite luz na parte frontal do controle, próxima ao painel de toque. Na versão padrão, a luz está só na parte de cima.

Caixa de som turbinada A BeoPlay S3, caixa de som bluetooth com design modular, permite ao usuário colocar mais unidades para melhorar a qualidade de reprodução do som, e personalizar a instalação ao comprar novos modelos. Disponível agora no Brasil pelo preço de R$ 2.590,00, o dispositivo conta com tecnologia de som de grife da Bang & Olufsen, uma das mais importantes do mercado, e deixa trocar as telas que protegem os alto-falantes. A personalização acontece na sua instalação. Com duas caixas, por exemplo, o sistema passa a oferecer som estéreo em dois canais. Se desejar, o consumidor pode ligar mais um par de BeoPlay S3 para aprimorar a imersão proporcionada pelo som em ambientes fechados. Usando o sistema Bluetooth 4.0, o aparelho é compatível com computadores, celulares e tablets. SINDINFO ES 31


//ATUALIDADE

Empresas capixabas inovam no setor petrolífero Empresas capixabas como a Mogai e a VixFly surpreendem e projetam equipamentos e sistemas para utilização tanto em atividades onshore, como offshore

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setor de óleo e gás enfrenta dificuldades em meio a um cenário econômico e político turbulento e uma cadeia produtiva enfraquecida. A alternativa é buscar soluções inovadoras para reduzir gastos em tempos e, simultaneamente, ampliar a eficácia nos processos. Ao final, pretende-se gerar mais empregos e renda, desenvolver tecnologias e inserir bens e serviços com mais capacidade produtiva no cotidiano. É o que realizam empresas e incubadoras capixabas, que têm obtido destaque no cenário estadual e até nacional. A partir de muita pesquisa, persistência e criatividade, o aprimoramento de sistemas e invenções revela oportunidades de fechar negócios, notadamente com a aproximação de gigantes do setor, como a Petrobras. Empresas capixabas como a Mogai e a VixFly Fotografia Aérea surpreendem e projetam equipamentos e sistemas para serem utilizados tanto em atividades onshore, como offshore. As inovações, algumas em fase de pesquisa e desenvolvimento, levam otimismo às demais empresas de Tecnologia da Informação, que como toda a economia, passam por períodos de incertezas.

“Estamos em constante busca de diminuição nos custos do projeto, visando investidores que procuram, nas inovações, oportunidades de crescimento” Cleferson Comarela, diretor da VixFly Em meio às dificuldades, o empresário e diretor da Mogai, Franco Machado, que segue desenvolvendo tecnologias inovadoras no Estado para o setor, aponta para aspectos positivos: “Quando não tem a crise, os clientes fazem seus procedimentos da mesma forma que sempre fizeram. Quando a crise chega, para quem tem o perfil inovador, as oportunidades surgem”. A ordem na crise é buscar soluções de forma contínua e procurar apoio. “Estamos em constante busca de diminuição nos custos do projeto, visando investidores que procuram, nas inovações, oportunidades de crescimento. Queremos desenvolver algo que reduza custos, tanto no processo de execução do projeto quanto na implantação após a conclusão”, comenta o diretor da Vixfly - empresa de serviços de imagem aérea com drone - Cleferson Comarela. A Vixfly também busca soluções para enfrentar melhor a crise. O principal projeto da empresa é a construção de um drone de longo alcance, para mapeamento e monitoramento de dutos e poços terrestres, um RPA. O aparelho utiliza câmeras especiais, com vários sensores embarcados. O objetivo foi atender às demandas da Petrobras solicitadas na Feira de Metalmecânica, Energia e Automação, a Mecshow 2015. O projeto é um dos sete demandados pela estatal. “No momento, estamos em fase de pesquisas e captação de recursos e de assinatura do termo de cooperação técnica junto à Petrobras”, comenta. As outras demandas da Petrobras que estão em processo de estudos, desenvolvimento e testes no Estado são os tubos rasgados e revestimentos para poços, luvas isoladas para a injeção de fluidos, espaçador hidráulico de bombeio, reparações em embarcações infláveis e mecanismos de aproximação de equipamentos submarinos. Com o desenvolvimento desse RPA específico, a empresa espera obter aumento da segurança da operação de vigilância e a possibilidade de comparação de dados coletados ao longo do tempo e, dessa maneira, reduzir custos, empregando o máximo de tecnologia nacional embarcada.

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//ATUALIDADE

// Projetos em desenvolvimento •R eparo em embarcações infláveis e Espaçador Hidráulico de Bombeio Mecânico - Qualimec • F abricação de revestimentos isolados para poços de petróleo - HKM • Mecanismos de aproximação de equipamentos submarinos Consórcio Columbia P&D, Metacon e Mogai • L uvas isoladas para injeção de fluido Columbia P&D e Tecvix D&I • T ubos rasgados para poços Tecvix D&I •A daptação de drones para vigilância de poços terrestres e monitoramento de dutos - Ictus, Mogai e VixFly Fonte: Fórum Capixaba de Petróleo e Gás

O equipamento desenvolvido visa obter um acompanhamento mais preciso e dimensionado, identificando invasões, avanços na faixa de servidão e riscos à integridade da tubulação. “A redução de riscos e desastres nas regiões alcançadas pelo RPA será um dos principais resultados do projeto”, diz o diretor da VixFly. Já a Mogai desenvolveu uma tecnologia de Visão Computacional inspirada na visão humana. O conceito é chamado de Estereoscopia, que cria a noção tridimensional, a partir de um par de imagens bidimensionais. Hoje essa tecnologia está disponível no mercado para execução de inventário (medição de volumes) de materiais granulados como minério, soja, madeira, cimento e outros. A Mogai, em parceria com a UFES e a FAPES, desenvolveu uma versão submarina dessa câmera, com o objetivo de solucionar

“Se obtivermos sucesso na comercialização (Tecnologia de Visão Computacional), nosso produto ajudará na montagem dos equipamentos submarinos, reduzindo custos de montagem, manutenção e, principalmente, os riscos inerentes ao processo” Franco Machado, diretor da Mogai 34

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um problema crônico no setor de exploração e produção de petróleo submarino: a falta de informações dimensionais e de localização das peças durante a montagem dos equipamentos no fundo do mar pelas grandes petrolíferas. “No geral, se obtivermos sucesso na comercialização, nosso produto ajudará na montagem dos equipamentos submarinos, reduzindo custos de montagem, manutenção e, principalmente, os riscos inerentes ao processo”, afirma. A tecnologia está na fase conhecida como prova de conceito. Ainda não é produzida e a empresa está em busca de parceiros para cofinanciar o desenvolvimento. A Mogai desenvolve softwares para a indústria pesada e logística. Começou desenvolvendo projetos para a Vale e a ArcelorMittal, na unidade de Tubarão. Depois começou a atuar no setor de energia e depois no de celulose. Lançou no mercado novas tecnologias, como por exemplo, o uso da Visão Computacional para diversas aplicações na indústria, como automação, logística, inventário e controle da produção, além de produtos para Navegação Robótica, inclusive submarina.

Fórum Capixaba de Petróleo e Gás Gerida pela Petrobras, governo do Estado e Findes, por meio do Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo – Ideies, uma reunião foi realizada em junho deste ano, com a Vix Fly, a Mogai, as empresas Qualimec, Ictus, HKM, Columbia P&D, Metacon e Tecvix D&I, que foram escolhidas para atender as demandas tecnológicas da Petrobras. Foram levados em conta para a seleção aspectos como infraestrutura tecnológica, capacidade fabril, de recursos humanos e de gerenciamento de projetos. O Fórum tem como objetivo integrar 19 entidades capixabas para discutirem o desenvolvimento da cadeia de petróleo e gás no Estado. Entre as estratégias estão: o fortalecimento da imagem do Estado para atração de investimentos; o incentivo ao desenvolvimento de novos produtos e serviços que atendam ao setor; a geração de oportunidades para as empresas locais; e a capacitação e qualificação de profissionais para atuarem na cadeia de petróleo e gás no Estado.


// CASE

O empresário Rafael Marques fundou a Matriz Sistemas em 2000 e projeta crescimento para 2017

Inovação que revolucionou o setor de confecções

Novidade na organização do segmento de vestuário facilita a vida de quem faz parte do processo produtivo da moda

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riada por Rafael Marques, então funcionário na área de Tecnologia da Informação de uma tradicional fábrica de roupas em Colatina, que uniu sua experiência como professor de programação de banco de dados com o design gráfico, a Matriz Sistemas é uma empresa de software especializada no ramo de confecções, cujo programa, denominado Gestor Matriz, é direcionado às indústrias de roupas e à sua rede de lojas para varejo e representantes. Sua fundação ocorreu no ano de 2000, quando Rafael era funcionário na área de Tecnologia da Informação de uma tradicional fábrica de Colatina, e decidiu criar um sistema para facilitar a vida dos comerciantes, aliando os dois mundos: um sistema que fosse de fácil utilização, bonito e amigável. “Eu não queria que o Matriz fosse mais um software cinza e engessado, como estamos acostumados. Ele deveria dar respostas de maneira fluída, permitindo ao usuário diversas visões da mesma informação, sem precisar ficar entrando em várias telas.” Naquela época, o programa utilizado nas fábricas era de São Paulo, assim como todos os outros concorrentes, e apresentava dificuldade para seu uso. Possuía alto preço para o padrão capixaba e sua interface era de difícil aprendizado e utilização. A partir dessa situação, Rafael, com a ajuda do então diretor industrial da empresa, começou a modelar o Matriz, que na época se chamava Magnus Têxtil. Mesmo trabalhando sozinho e em meia

carga horária, lançaram uma versão inicial, implantada em duas microempresas, que optaram pelo software. Desde então, a empresa vem se expandindo no mercado, de forma gradativa e sólida. Segundo Rafael, seus clientes são parceiros. “Mantemos uma aproximação muito grande com cada um deles. Isso é imprescindível”, disse. Em 2010, os novos sócios, Evandro Costa e Léo Simon, deram novo gás à empresa e o programa obteve um crescimento anual maior. “Atualmente, a Matriz Sistemas possui escritório central em Colatina e regionais em Vila Velha e em Governador Valadares (MG). Atendemos fábricas de seis estados brasileiros (Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Goiás), além do Distrito Federal. No mercado internacional, realizamos trabalhos no Paraguai”, explicou Rafael. Em 2015, mesmo em meio à crise que também acertou em cheio o setor das indústrias de confecções, a empresa não desanimou. Viu nesse momento uma oportunidade de ingressar em novos mercados, seguindo, assim, seu trabalho arrojado e eficiente. Para 2017, de acordo com Rafael, a instituição projeta uma expansão de seus escritórios regionais em mais três estados, além de aumentar o foco em soluções para dispositivos móveis. Recentemente, ele começou a fazer parte da diretoria do Sindinfo, como delegado regional. SINDINFO ES

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//INFONEWS

As obras já começaram! Centro de Inovação já começou a ser construído no terreno, que fica em Goiabeiras

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pós mais de 25 anos de debates e espera pelo primeiro parque tecnológico de Vitória, finalmente o sonho começa a ganhar forma. As obras do Centro de Inovação, que será o “cérebro” do empreendimento, já começaram e a expectativa é a de que sejam concluídas até o final do ano que vem. Também já ficou definida qual será a vocação do parque: terá uma ênfase na produção de tecnologia que siga o conceito de Cidades Inteligentes e Humanas. A estrutura está sendo erguida na região de Goiabeiras, próxima à Ufes. A proposta é diferenciar o parque em relação aos muitos que existem em todo o Brasil e no mundo e tornar essa vocação um atrativo a mais para as empresas interessadas em desenvolver produtos voltados para indústrias e cidades inteligentes, biotecnologia, nanotecnologia e robótica. Inclui, por exemplo, produção de drones, sensores inteligentes, aplicativos para uso em cidades, como em gestão de transporte coletivo e da saúde, soluções para o sistema educacional, soluções inteligentes para a indústria metalmecânica, entre muitas outras opções. Na infraestrutura do empreendimento serão instalados laboratórios de pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), 36

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um laboratório para cidades inteligentes chamado “City Lab”, encubadoras, aceleradora e gestora de projetos TecVitoria, empresas de TI, escritórios de negócios, agências de fomento e escritórios de propriedade intelectual, espaço para startups, indústrias e empresas de base tecnológica, setor metalmecânico, robótica, nanotecnologia, chips, desenvolvimento de drones e outras atividades afins. De acordo com estudos realizados para a implantação do Parque Tecnológico, existe uma expectativa de geração de 16 mil empregos diretos e mais 41 mil empregos indiretos, ao longo de 20 anos, e uma arrecadação de impostos em torno de R$ 18 milhões, nesse mesmo período. “O Parque Tecnológico vai contribuir com uma nova matriz econômica para a cidade. É um processo que vai acontecer ao longo dos anos e vai ajudar a melhorar a economia da cidade, como acontece hoje em cidades que têm grande vocação tecnológica, como Florianópolis (SC), São Carlos (SP) e Recife (PE)”, avaliou o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), Andre Gomyde. A próxima etapa agora é a contratação de uma consultoria que vai montar o Plano de Negócio, onde será estruturada a


O edital de licitação da primeira etapa do Parque Tecnológico foi lançado durante a realização do seminário “Vitória, Cidade Inteligente e Humana”

“O Parque Tecnológico vai contribuir com uma nova matriz econômica para a cidade. É um processo que vai acontecer ao longo dos anos e vai ajudar a melhorar a economia da cidade” - André Gomyde, presidente da CDV

// Por dentro do Parque Tecnológico O terreno possui 330 mil metros quadrados e será a área total do Parque, dividido em quatro áreas: ÁREA 1: em torno de 100 mil m3, que será utilizada pela Ufes e pelo Ifes, com laboratórios de uso compartilhado com as empresas. Também terá área reservada para a Prefeitura de Vitória e empresas de TI. ÁREA 2: território privado de 80 mil m2, que será de livre comercialização para empresas de base tecnológica. ÁREA 3: Centro de Inovação. Quando concluídas todas as suas etapas, ocupará uma área total de 25 mil metros quadrados. ÁREA 4: 100 mil m2 para expansão futura, quando o parque já estiver consolidado.

forma como o parque vai funcionar. O plano vai apontar a forma como as empresas serão selecionadas, se haverá cessão, concessão ou compra da área, por exemplo. Esse plano será elaborado por uma empresa a ser selecionada, via edital, e tem previsão de ficar pronto dentro de um prazo aproximado de seis meses.

Edital foi lançado em seminário sobre “Vitória, Cidade Inteligente e Humana” Promovido pela CDV, o edital de licitação da primeira etapa do Parque Tecnológico de Vitória, que compreende o Centro de Inovação, foi lançado em junho deste ano, durante a realização do seminário “Vitória, Cidade Inteligente e Humana”, na sede da Fucape, em Goiabeiras. Durante o evento, foi discutida a utilização de Parcerias Público-Privadas (PPPs) como um modelo de formação de cidades inteligentes e humanas, e definido como o “ecossistema de inovação” e o Parque Tecnológico podem ser as bases desse novo modelo de cidade.

Entre os palestrantes, estiveram presentes Álvaro de Oliveira, representante da União Europeia, Andre Gomyde, como presidente da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas e representante da CDV, e Álvaro Abreu, idealizador do Parque Tecnológico de Vitória. O termo de lançamento do edital do primeiro prédio do Parque Tecnológico foi assinado pelo prefeito de Vitória, Luciano Rezende, e prevê a primeira etapa do Centro de Inovação, que terá 3,5 mil metros quadrados, com recursos que somam R$ 10 milhões, frutos de parceria entre o Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações e a Prefeitura de Vitória. “O Parque Tecnológico está sendo lançado hoje com dinheiro em caixa, com R$ 10 milhões depositados. Com o edital, em 90 dias teremos a empresa vencedora para iniciar as obras. O que temos que fazer, com comprometimento, é cuidar desse espaço após o lançamento do edital, como temos cuidado de todas as coisas para que o próximo passo seja dado”, disse o prefeito da capital, na ocasião do evento. SINDINFO ES

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//INTERNET

Revolução tecnológica chega aos objetos do dia a dia 38

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Como a Internet das Coisas está deixando tudo à sua volta cada vez mais conectado

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ma revolução silenciosa está transformando, aos poucos, a forma como você interage com a sua casa, o seu carro, a sua cidade, o seu trabalho e o que mais estiver ao seu redor. Aos poucos, o meio em que vivemos está se tornando cada vez mais conectado e interagindo com o universo digital. Não é que ninguém nunca tenha pensado nisso antes. Mas trata-se de uma realidade que está se tornando possível, graças ao avanço e ao barateamento da tecnologia, principalmente aquela voltada para dispositivos portáteis. O desenvolvimento de baterias, processadores e outras peças de informática mais potentes e mais acessíveis permitem hoje que a geladeira, a televisão, o relógio e até os óculos tenham conexão com a internet. O Google Glass, que reforçou a proposta da tecnologia de vestir, embora não tenha dado certo, mostrou do que essa revolução é capaz. O gadget do Google, um óculos interativo, que abria uma telinha virtual diante dos olhos e possuía funções semelhantes ao de um smartphone, acabou tendo suas vendas suspensas e voltando para o laboratório para ser aprimorado, mas foi o suficiente para encantar geeks, que fizeram fila para comprar o produto e suscitar polêmicas a respeito de segurança (na hora de dirigir, por exemplo) e respeito à privacidade, uma vez que o Google Glass permite fotografar e filmar pessoas sem que elas percebam, a partir de comandos de voz que vão direto para o dispositivo, que faz o restante sozinho.

// Entenda O que é Internet das Coisas? A palavra vem do inglês Internet of Things (IOT). É um novo cenário, onde os objetos do nosso dia a dia passam a ser conectados à internet, como forma de aperfeiçoar suas experiências e facilitar a vida das pessoas. Isso está se tornando possível e viável comercialmente, na medida em que a tecnologia se torna mais avançada, e ao mesmo tempo acessível. É considerado um mercado em plena expansão para os profissionais e empresas de Tecnologia da Informação. Que coisas são essas? Muitos objetos já estão na rotina das pessoas: smart TVs, relógios inteligentes, geladeiras conectadas aos celulares dos seus usuários, que ajudam a fazer o controle de estoque.

Essa transformação na forma como interagimos com os objetos à nossa volta, seja na casa, na rua ou no trabalho, tem sido apontada por especialistas como uma nova Revolução Industrial, na qual a interatividade proporcionada pela internet permite otimizar processos produtivos. Para o consultor em tecnologia Gilberto Sudré, o grande ícone da Internet das Coisas, que vai trazer profundas transformações, será o carro autônomo. E até que os veículos estejam prontos para trafegar sozinhos nas cidades em larga escala, muita tecnologia está deixando os veículos cada vez mais inteligentes, como forma de garantir a segurança e evitar as falhas humanas. “Já existem carros fora do Brasil com tecnologia para estarem cientes do seu entorno e avisarem ao motorista sobre os riscos de acidentes. Alguns ficam atentos ao próprio motorista e, de acordo com a expressão facial, como o piscar dos olhos, eles avisam ao condutor que é hora de descansar”, afirmou. De acordo com Sudré, a Internet das Coisas é um sonho antigo para os desenvolvedores, mas só agora está se tornando viável, com o barateamento e o avanço da tecnologia de alto desempenho. Para efeito de comparação, ele lembra o emblemático momento em que o homem pisou na Lua pela primeira vez, em 1969. “Se somarmos todos os computadores embarcados no módulo lunar que chegou à Lua, não chegamos a 10% do poder computacional de um celular de hoje, que pode ser considerado uma máquina poderosa de alguns anos atrás”. De acordo com o consultor, o grande diferencial hoje para viabilizar a Internet das Coisas é o desenvolvimento de software, uma vez que é esse o elemento que torna os itens mais interessantes e úteis para o usuário. Na sua visão, após os carros inteligentes e autônomos, o futuro nos reserva a tecnologia de vestir, a exemplo dos modelos experimentais do Google Glass, porém com finalidades mais específicas e realmente úteis para os usuários, como calçados que avaliam a forma como se está andando, para alertar ou corrigir problemas ortopédicos, ou roupas capazes de monitorar o suor e a temperatura corporal, para alertar para um possível resfriado. “Haverá uma outra revolução, ligada ao nosso corpo”. A potencialidade do mercado para o desenvolvimento das IoTs levou a Nexa a lançar um novo produto dentro desse conceito, o Content Aboard, um serviço de entretenimento multimídia para ser utilizado por passageiros de ônibus, sem depender de acesso à internet. A grande vantagem é não depender do sinal, SINDINFO ES

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//INTERNET

que nem sempre funciona bem, mesmo nos ônibus que já possuem oferta de internet wifi. “Eu tenho 14 anos de mercado e nunca estive tão motivado com os projetos de IoT. É um novo ciclo. Já existem dados apontando que hoje temos 1,5 dispositivos conectados por pessoa no mundo, e estamos indo para um novo nicho. A IoT também tem ganhado um grande espaço nas áreas industriais, que pode trazer uma produção mais eficaz, de maior qualidade ou também diminuindo o custo”, ressaltou o gerente de desenvolvimento de produtos da Nexa, Sérgio Eler Costa. Para entrar nesse mercado de ascensão em potencial, é preciso paciência e conhecimento a respeito das necessidades dos potenciais usuários do produto a ser desenvolvido, para que essa tecnologia realmente possa ser absorvida e facilite a rotina do público a ser alcançado. “Para desenvolver projetos de IOT, você precisa estar o mais próximo possível do usuário. Se for para o mercado de aviação, é preciso conversar com pilotos, com mecânicos, com a pessoa que abastece a aeronave, com quem administra e paga o salário das pessoas. Isso vai te permitir entender o que é a aviação e os produtos que são necessários, senão você corre o risco de desenvolver produtos que não fazem sentido algum para o usuário”, reforçou o gerente da Nexa.

Desenvolvimento de tecnologia para carro autônomo em universidade capixaba O Laboratório de Computação de Alto Desempenho (LCAD) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) está empenhado no desenvolvimento de um carro autônomo – considerado um ponto forte da Internet das Coisas e que potencialmente vai tomar as ruas no futuro. No ano que vem, o veículo desenvolvido na

// Alguns exemplos Geladeira com tela touchscreen Lançamento da Samsung, a Family Hub Refrigerator é uma geladeira inteligente, que possui tela touchscreen semelhante a um celular gigante. O equipamento tira fotos do interior da geladeira e envia para os celulares dos usuários, conecta suas agendas, ajuda no controle do estoque de mantimentos, permite compras online, por meio de um aplicativo da Mastercard, e oferece entretenimento. Carros autônomos Há quem acredite que em um futuro um pouco mais distante, todos os veículos que transitam nas ruas vão dirigir de maneira autônoma, com grande interatividade por meio da internet, recebendo e enviando os mais diversos dados, como tráfego e condições de dirigibilidade, por exemplo. O objetivo é eliminar a possibilidade de falha humana e garantir um trânsito mais seguro e confortável para os usuários. Dispositivos médicos A Internet das Coisas poderá ser usada para o desenvolvimento de produtos que poderão monitorar a saúde do paciente e enviar as informações para seus médicos, ou para uma central de plantão 24h, em casos mais delicados. Podem ser roupas que medem a temperatura do corpo, sapatos que avaliam as pisadas de pacientes com problemas ortopédicos, pulseiras ou relógios que fazem monitoramento dos batimentos cardíacos, nível de glicose e outras situações que permitirão que pessoas com saúde frágil possam ter mais liberdade e segurança. Fonte: pesquisas e especialistas consultados

“Para desenvolver projetos de IOT, você precisa estar o mais próximo possível do usuário. Isso vai te permitir entender o que é a aviação e os produtos que são necessários, senão você corre o risco de desenvolver produtos que não fazem sentido algum para o usuário” - Sérgio Eler Costa, gerente de desenvolvimento de produtos da Nexa 40

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universidade deverá dirigir sem motorista, de Vitória até Guarapari. O carro, apelidado de Iara, acrônimo de Intelligent Autonomous Robotic Automobile, já está pronto para ser testado nas ruas da cidade, fora do ambiente universitário. “A gente conseguiu emplacar no meio deste ano. Antes, não conseguíamos por questões legais. Agora, começamos a andar com o carro fora da Ufes, para testar coisas que não temos dentro da universidade, como sinais de trânsito, velocidades mais altas e já estamos trabalhando para fazer o trajeto até Guarapari de maneira autônoma. Um dos objetivos da pesquisa é entender como o cérebro funciona, como ele entende as imagens. O carro precisa da visão para identificar as placas e a gente faz isso usando modelos neurais. A gente busca identificar a maneira como os neurônios agem no cérebro e fazer o mesmo no computador”, explicou o professor PhD,


// O que o futuro nos reserva? O que ainda precisa avançar Segurança: A segurança da informação ainda é frágil e a possibilidade de invasão por hackers de objetos pode causar problemas de privacidade e riscos para o usuário, principalmente no caso de itens de uso médico. Legislação: na medida em que a Internet das Coisas se torna cada vez mais presente na sociedade, surge outra necessidade, que é o aperfeiçoamento da legislação, para atender à resolução de conflitos relacionados a esses produtos, em casos de falhas operacionais, por exemplo. O debate é forte no que diz respeito aos carros autônomos. Em caso de acidentes, por exemplo, quem será responsabilizado? Baterias: um dos maiores algozes do Google Glass, que o levou a ser considerado um fracasso, foi a ineficiência da sua bateria. Outro exemplo é a autonomia dos carros elétricos, que também é considerado um fator para atrasar a sua popularização. Com isso, a criação de objetos móveis conectados à internet ainda encontra esse grande desafio de ainda não haver baterias com rendimento verdadeiramente satisfatório para essa demanda de mercado. Fonte: Gilberto Sudré

titular do Departamento de Informática da Ufes e coordenador Alberto Ferreira de Souza. O projeto existe desde 2009 e já foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com um investimento total de cerca de 1 milhão de reais. Toda a tecnologia desenvolvida na pesquisa segue a filosofia do software livre. Por isso os códigos são abertos, para que possam ser usados por outros pesquisadores. Segundo Alberto, a ideia não é produzir um carro autônomo para ser comercializado, mas sim promover avanços na ciência e na tecnologia, da mesma forma que a possibilidade de poder usar as pesquisas de outros colegas ajudou o grupo a desenvolver o projeto. “Se fechar o código, ninguém avança. Nós estamos trabalhando para disseminar o que estamos inventando no laboratório. Temos ex-alunos que abriram empresas usando códigos do mundo todo e criaram novos produtos baseados nisso. A Ufes não tem papel de ganhar dinheiro; nós desenvolvemos ciência e tecnologia, mas para nossa felicidade, temos ex-alunos vivendo a partir do que desenvolvemos no laboratório. Alguns exemplos são a Mogai e a Motora Tecnologia”, apontou o professor Alberto.

SINDINFO ES

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// Apps Fotos: Divulgação

mi.tv O mi.tv é um serviço de guias de TV que chegou ao Brasil recentemente. Ele permite oferecer aos usuários um tipo de cobertura completa sobre todos os programas televisivos brasileiros e internacionais, facilitando a escolha do que as pessoas desejam assistir. O usuário, por exemplo, pode filtrar os seus conteúdos por categorias, como filmes, séries, novelas, notícias, esportes, entre outros. Também é dada a possibilidade de configurar alertas para o programa favorito, e o aplicativo mantém o torcedor informado sobre o calendário esportivo da semana, como jogos de futebol dos mais diversos campeonatos internacionais, principalmente da Europa. Além de estar disponível para as plataformas Android e iOS, ele está na web pelo site www.mi.tv.

Free

Plataforma: Android e iOS Idioma: Português

DiskUsage O DiskUsage é um aplicativo que permite a visualização do espaço ocupado em disco por arquivos e aplicativos no celular. Com a aplicação, é possível ver um diagrama que informa, por meio da análise dos diretórios e subdiretórios do aparelho, o espaço ocupado em disco por cada arquivo e aplicativo. A partir da análise, é possível visualizar o espaço utilizado por aplicativos (App Storage) ou o espaço ocupado por arquivos no cartão de memória (Storage card). Ao escolher uma das opções que armazenam os arquivos, o aplicativo fará a leitura dos diretórios (Scanning directories) e, em seguida, mostrará um diagrama. Tendo boa avaliação dos usuários, o DiskUsage é gratuito, leve e rápido, não sobrecarregando o sistema.

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TI ES

Plataforma: Android Idioma: Inglês

Free

Clean Master Considerado como “milagreiro” dos celulares Android - por deixá-los mais rápidos -, o Clean Master realiza a limpeza de cache, arquivos não utilizáveis, histórico da web e outros itens que podem comprometer o sistema do smartphone. O objetivo dele é impedir lentidão e travamentos do aparelho. Além disso, funciona como um antivírus. O app trabalha com quatro eixos principais. O primeiro, “Cache”, efetua um escaneamento em seu aparelho para apagar dados armazenados de todos os aplicativos. Já o “Unused Files” exibe os arquivos não utilizáveis. “Privacy” mostra as páginas visitadas pelo usuário e senhas guardadas no celular. Por último, “App Packages” demonstra que é possível apagar os pacotes que alguns aplicativos armazenam no celular.

Plataforma: Android Idioma: Inglês

Free


Banco 24 Horas Interativo e de fácil uso, o aplicativo do Banco 24 Horas é uma mão na roda para momentos em que é preciso sacar dinheiro - quando todas as agências estão fechadas -, mas o usuário não sabe onde está um terminal mais próximo. Esse aplicativo, que pode ser usado por usuários de telefones com sistema da Apple, do Google e do Windows Phone, mostra as unidades do Banco 24 Horas, sendo baseado na localização indicada pelo GPS do smartphone. Se quiser, o usuário também pode fazer uma pesquisa utilizando outro endereço. Outra funcionalidade é o sistema SYNC AppLink, que permite a busca dos caixas eletrônicos, via comando de voz, ou por controle de botões no volante, nos carros da Ford que possuem essa tecnologia. Plataforma: Android, iOS e Windows Phone Idioma: Português

Free

Plataforma: Android Idioma: Português

Free

LastPass O LastPass é um aplicativo que promete manter todas as senhas do usuário guardadas de maneira segura e prática. Para isso, as contas da pessoa precisam ser registradas manualmente e os dados de login e senha aparecem vinculados aos seus devidos sites. Sendo assim, fica fácil encontrar as palavras-chave rapidamente. O app possui ainda um gerador de senhas e um navegador interno, para que o usuário possa acessar facilmente serviços que exigem privacidade, como, por exemplo, serviços de pagamentos on-line. Ainda existe uma versão paga, que elimina anúncios e dá recursos de compartilhamento e criptografia. O programa é de fácil uso e é possível navegar nele de forma rápida. Um de seus pontos altos é a exibição de cada sistema que tem a senha guardada. Lá, ele traz dados de como é uma determinada conta e se há a necessidade de criar uma palavra secreta.

Vysor

Google Duo

O Vysor é um serviço de espelhamento de conteúdo do Android para computadores com Windows e Mac. Ele é uma extensão para Google Chrome que conecta o celular à máquina, via USB. Com isso, as imagens da tela aparecem no computador. O programa possui um sistema que permite até que as pessoas controlem menus e aplicativos do celular, além de realizar uma navegação do smartphone na própria máquina. O usuário tem duas opções para usar o Vysor: uma gratuita e outra paga. Na versão gratuita, é possível controlar o aparelho, ou até mais de um, através de um cabo USB, com uma resolução modesta, e fazer capturas de tela. Com a versão paga, ou pro, a resolução com a qual é visto o smartphone no computador tem muito mais qualidade.

O Google Duo é um aplicativo de videochamadas que chegou para concorrer com o Skype. O app permite fazer chamadas por vídeo e funciona até em conexões lentas, como 2G. O programa usa o número do celular, assim como o WhatsApp. As videochamadas do Duo passam por criptografia com base no número do celular. A função Knoc Knoc traz uma prévia do que as pessoas estão fazendo na outra ponta da linha, antes mesmo de o dono do smartphone atender a ligação. Ou seja: é possível ver o rosto de quem está ligando antes mesmo de atender uma ligação. O cadastro é rápido, por meio do número de telefone, pois não requer criação de conta com e-mail e senha. A partir daí, basta convidar amigos que estão na agenda para começar a conversar por vídeo.

Plataforma: Android - Idioma: Inglês

Free

Free

Plataforma: Android, iOS Idioma: Português

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// ARTIGO

Inteligência artificial Q

Evandro Milet

é consultor e palestrante, e comanda um programa semanal sobre inovação e empreendedorismo na CBN 44

TI ES

uando perguntaram ao grande mestre holandês de xadrez Jan Donner como ele se prepararia para uma partida contra um computador, ele respondeu: “Eu levaria um martelo”. Esse é o sentimento no mundo do xadrez desde que o computador Deep Blue, da IBM, derrotou o campeão mundial Garry Kasparov, em 1997. E isso foi apenas o começo da trajetória pública da chamada inteligência artificial (IA), que atingiu níveis impressionantes hoje, principalmente no que se chama de aprendizagem profunda. Profunda porque conseguiu, com a velocidade atual dos computadores, simular a rede de neurônios que funciona no neocortex, onde se dá a formação do pensamento. O software consegue agora reconhecer sons e imagens à beira da perfeição. As implicações disso são inúmeras. O reconhecimento de voz, em linguagem natural, com sotaques e ruídos ambientes, e a tradução instantânea sinalizam a oportunidade de conversarmos diretamente com qualquer pessoa, em qualquer língua, e abre inúmeras possibilidades de negócios, turismo e relacionamentos. O reconhecimento de imagens permite, além do reconhecimento facial já disponível até no Facebook, perceber o humor e a satisfação das pessoas ao sair de uma loja, por exemplo, ampliando a possibilidade de relacionamento comercial. Permite, também, que automóveis sem motoristas reconheçam pessoas ou animais atravessando a pista, semáforos, esquinas e outros veículos, viabilizando uma forma de transporte que, acreditem ou não, irá se popularizar na próxima década. A proliferação de câmeras pelas cidades, com essa capacidade, aumentará muito a segurança, pela imediata reação do software a uma situação de perigo e a identificação automática de criminosos. Na Medicina, algoritmos leem imagens médicas de ressonâncias e tomografias, e emitem laudos com mais precisão que os especialistas - e isso já está acontecendo em testes avançados, não é coisa de futuro. A velocidade como essas coisas acontecem tem crescimento exponencial. As novidades entram rapidamente no mercado, como os drones ou a realidade aumentada, que foi apresentada à população pela brincadeira do Pokemon GO. O fato é

Na Medicina, algoritmos leem imagens médicas de ressonâncias e tomografias, e emitem laudos com mais precisão que os especialistas - e isso já está acontecendo em testes avançados, não é coisa de futuro que os avanços acontecem simultaneamente em hardware, software, internet das coisas, big data ou nuvem, e tudo converge rapidamente para produtos no mercado. A substituição de empregos não acontecerá para aqueles de baixo salário, preservando os de nível mais alto. Essa mudança acontecerá para os empregos com tarefas repetitivas, sejam de alto ou de baixo salário. Pesquisas indicam que cozinheiros, jardineiros, lixeiros, técnicos de reparos, carpinteiros, dentistas e enfermeiros domiciliares não serão substituídos por máquinas a curto prazo. Auxiliares de advogados que fazem apenas pesquisas de legislação podem ser substituídos, assim como tradutores ou radiologistas. Algoritmos sofisticados já conseguem escrever um texto em qualquer estilo. Um teste feito pelo jornal New York Times demonstrou ser impossível distinguir, entre dois textos, qual foi escrito por um ser humano e qual foi produzido por IA. Uma empresa especializada na geração automática de textos prevê que ainda na década de 2020, 90% das notícias poderão ser geradas por algoritmos, a maior parte delas sem intervenção humana. Esses robôs podem escrever linhas de texto que rimam, mas felizmente ainda não se viu uma máquina realmente criativa, capaz de redigir um verdadeiro poema, o que dá uma esperança para a humanidade que haverá lugar para nós nas tarefas criativas - pelo menos por algum tempo.


//POR QUE ME ASSOCIEI?

COMO SE ASSOCIAR Os interessados devem preencher o cadastro no site do Sindinfo. Caso queiram mais informações, os empresários devem buscá-las por telefone e por e-mail, canais dos quais são fornecidos todos os detalhes para a associação.

“Fundei a Mindworks em 1999 e, desde o início, acreditava na importância do associativismo. Nestes 17 anos, a Mind se consolidou no mercado do Espírito Santo - além de expandir sua atuação para São Paulo e Rio de Janeiro -, que vem crescendo e ganhando representatividade no segmento nacional. Acredito que o associativismo visa a união e a valorização do setor de TI capixaba e, consequentemente, traz vantagens competitivas para todos os envolvidos, favorece a competitividade e fortalece as empresas de nosso segmento.”

“Eu vejo o sindicato como a união de várias pessoas da mesma profissão ou ramo de atividade, que visa assegurar a defesa e a representação dos interesses comuns dos associados, pensando na melhoria das condições de vida e do trabalho. O sindicato atenua as diferenças econômicas de seus associados e coloca todos em condições de igualdade nas negociações coletivas de interesses comuns. Além disso, há troca de experiências entre seus membros, que ajuda muito no dia a dia da relação entre o empregador e o empregado.”

Niase Borjaille Ferreira, diretor executivo da Mindworks

Eduardo Couto, presidente da Totvs

“Uma empresa nasce do sonho de um ou mais empreendedores. Daí, vai conquistando mercado, formando sua equipe e se solidificando no meio. Porém, ela ganha força e notoriedade a partir do momento em que se associa a uma entidade de classe. No nosso caso, o Sindinfo, para fortalecer o segmento, fomentar novas parcerias, participar de ações em comum, abrir novos mercados e buscar novas tecnologias. Principalmente para nós, do interior do Estado, estarmos juntos ao Sindinfo nos trouxe proximidade com outros meios, com outras empresas do segmento, em participações de atividades que não conseguiríamos se estivéssemos sozinhos.” Carla Cristine, diretora administrativa da Arco

// Sindicato das Empresas de Informática do Espírito Santo (Sindinfo) Endereço: R . Juiz Alexandre Martins de Castro Filho, Nº 65, Ed. Proeng Offices - 4º Andar - Sala 404 - Santa Lúcia - Vitória (ES) - CEP: 29056-295 Telefones: (27) 3026-0866/ 99841-9371 // secretaria@sindinfo.com.br // www.sindinfo.com.br

SINDINFO ES

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// ASSOCIADOS

Associadas

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TI ES

Produtos / Serviços

Contato

Aequus Consultoria S/S Ltda

Consultoria em gestão empresarial

27 3235.7546

AEVO TI

Gestão de processos, business intelligence, portais, gestão de portfólio de projetos, GED e colaboração

27 3337.0137

Allware Software Ltda

Software integrado de gestão empresarial

27 2123.0020

AP Utility

Projeto, construção, suporte e gestão de infraestrutura e serviços de TI

27 3041.7240

ARCO Informática

Desenvolvimento de websites, sistemas web e mobile apps.

28 3511.2855

AOB Software Informática Ltda - ME

Software comercial NF-e, PAF-ECF, serviços customizados

27 3063.1055

AS Auditoria Sistemas e Representações Ltda

Sua empresa sob controle

27 3298.3366

AT3 Tecnologia Ltda

Suporte técnico, manutenção e outros serviços em Tecnologia da Informação

27 3258.4661

Athenas 3000 Informática Ltda

Desenvolvimento e comercialização de software ERP

27 2104.6525

Atip Informática Ltda

Software de Automação Comercial Customizado, PAF-ECF e Nf-e

27 3752.1172

Atual Sistemas

Soluções atualizadas e suporte sempre presente, fazem toda a diferença

0800 888 2777

Atual Sistemas

Desenvolvedora de software e prestação de serviços

27 3727.8800

Bitavel Tecnologia em Informática Ltda. - ME

Soluções para Planejamento e Controle de Projetos

27 3315.6492

BL Tecnologia em Informática Ltda - ME

Desenvolvimento web e soluções corporativas em software

27 3343.0650

Brajan Sistemas

Soluções em Tecnologia de Sistemas

27 3383-7100

Brasit Tecnologia em Informação Ltda

Sistemas de recuperação de crédito e call center

27 3041.7260

C3S Sistemas

Sindifácil – Sistema de Gestão de Sindicato

27 3225.7764

Conectiva Sistemas

Soluções inteligentes para sua empresa

27 3726.1139

Conesoft

Sistemas de automação comercial

27 3752.1271

Conexos Consultoria e Sistemas Ltda

Soluções Empresarias com Automação e Tecnologia

27 3211.1162


// ASSOCIADOS

Associadas

Produtos / Serviços

Contato

Consuldata Sistemas

Sistemas de Automação Comercial

27 3325-4451

CSI - Centro de Soluções em Informática

Soluções em Tecnologia da Informação

27 3204.5111

Databelli Automação Comercial Ltda

Sistema de automação comercial

27 3325.0586

Databelli Desenvolvimento de Sistemas Ltda - ME

Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador e treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial

27 3325.0586

Dataci – Companhia de Tecnologia da Informação

Qualidade em TI na gestão pública

28 3521.2001

Data Sistemas e Tecnologia Ltda - ME

Sistemas p/ Varejo, PAF-ECF, Indústria de Confecções e Laboratórios

27 98898.1820

DCA Sistemas

Consultoria, Gestão em Mapeamento de Processos, Projetos de Viabilidade - Investimentos

27 99501.1276

Devena Tecnologia e Inovação Ltda

Mobilidade e tecnologia comercial

27 3100.0857

DBM Sistemas Ltda

Tecnologia inteligente na gestão de empresas

27 2127.4900

Ebalmaq Comércio de Informática Ltda

Controle de acesso de relógio de ponto, catracas, venda e assistência técnica

27 3200.3937

Ebase Sistemas

Sistemas sob medida para as necessidades da sua empresa

27 3727.0569

E-brand Estratégias On Line Ltda

Marketing e comunicação com inovação

27 2104.0822

EBR Informática Ltda - ME

Rede metropolitana, interconexão, data center, backup as a service

27 2122.2122

EBR Internet Ltda

Serviço de internet e telefonia

27 2122.2122

EBR Telecomunicação Ltda - ME

Serviço de internet e telefonia

27 2122.2122

EcoSoft Consultoria e Softwares Ambientais Ltda

Desenvolvimento e fornecimento de soluções ambientais

27 3325.8516

E&L Produções de Software Ltda

Softwares integrados de modernização da gestão pública

27 3268.3123

EquipeNet Sistemas

Petr@ERP Uma solução completa para sua empresa

28 3515.3550

SINDINFO ES­

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// ASSOCIADOS

Associadas

48

TI ES

Produtos / Serviços

Contato

Etaure Desenvolvimento de Sistemas Ltda - ME

Softwares sob medida para empresas

27 3062.2875

Exata

A melhor opção em automação comercial para seu negócio

27 3721.0955

Exodus Tecnologia

Software de gestão financeira, fiscal e gerencial

27 3204.8404

Evológica Tecnologia e Pesquisa Ltda

"Soluções Empresarias com Automação e Tecnologia"

27 3211-1162

Fatto Consultoria e Sistemas

Consultoria: medição, estimativa e requisito de software

27 3026.6304

Flexa IT

Fornecer tranquilidade em soluções de tecnologia da informação

27 3045.5851

Formalis Informática Ltda

Soluções inovadoras em Tecnologia da Informação

27 3062.8087

FRJ Informática Ltda (Qualidata)

Qualidata - Soluções em informática

27 3434.4400

Geocontrol Ltda

Desenvolvimento de soluções em tecnologia para as áreas de mobilidade urbana, segurança pública e defesa nacional

27 3041.3333

Gestor Matriz

Empresa especializada em softwares para Indústria de Confecções

27 3120.3891

Gekom – Gestão de Combustível

Somos os olhos dos gestores sobre os abastecimentos

27 4042.2314

GS Informática Comércio e Serviços Ltda

Soluções em telecomunicações, gestão de contas telefônicas, locação e venda de equipamentos de telefonia e rede e outros serviços em TI

27 3334.0300

Idera Tecnologia e Conectividade

Soluções para Conectividade e Desenvolvimento de Softwares

27 3211.1388

Inflor Consultoria e Sistemas Ltda

Desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio, geoprocessamento (GIS), implantação dos módulos SAP

27 2122.0888

InNet Soluções Ltda

Soluções para RH, financeiro, fiscal e produção de roupas

27 3371.7485

Inove Automação Comercial

Software para gestão varejista

27 3373.7100

Integrainfo

Consultoria, Auditoria e Gestão em Telecom – Redução nos Custos

27 3198.7271

Integro Consultores Associados

Soluções de social bussines, cloud computing e desenvolvimento de sistemas em plataformas Microsoft e IBM

27 3325.4040


// ASSOCIADOS

Associadas

Produtos / Serviços

Contato

ISH Tecnologia

Segurança da informação e infraestrutura de TI

27 3334.8934

Infosis Consultoria em Sistemas Ltda

Desenvolvimento e implantação de sistemas corporativos e soluções integradas

27 3211.1445

Infotec Sistemas

Sistema de automação comercial

28 3515.2300

Jnnet Telecomunicações Ltda

Acesso à internet

27 3258.4661

Linhares On Line

Internet banda larga, interligação e soluções empresariais

27 2103.8100

Link Tecnologia

Software com Simplicidade

27 3371.8373

Made Informática

Conheça o Plano de Saúde digital, sua empresa agradece

27 3225.5540

Mantis Tecnologia Ltda

Tecnologia Wi-Fi

27 3019.1166

Markar Web Business

Agencia Digital

27 2103.8115

Market & Share

Market & Share - E-Commerce e marketing digital

27 3029.5179

Megatraining

Formações oficiais microsoft, treinamentos EC-Council e formação oficial android

27 3763.5970

Megawork Consultoria e Sistemas Ltda

Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador e consultoria em Tecnologia da Informação

27 3315.2370

Meu Dinheiro Web

Controle Financeiro, Fácil!

27 3052.1339

MD Sistemas de Computadores Ltda

Soluções de gestão empresarial (ERP)

27 2122.6300

Mitis

Soluções inteligentes

27 3067-9292

Mito Games

Mito Games, uma empresa de Jogos Sérios

27 3025.1504

MGS Tecnologia da Informação

Soluções em infraestrutura de rede e servidores

27 2121.1470

Mindworks Informática Ltda

Infraestrutura e segurança em Tecnologia da Informação

27 3015.1812

Mogai Tecnologia da Informação Ltda

Software inteligente em logística e produção industrial

27 3337.1818

MR Consultoria e Sistemas Ltda

ERP - Dolphins - Soluções em sistema de informação para a gestão de processos empresariais

28 3526.7160

SINDINFO ES­

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// ASSOCIADOS

Associadas

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TI ES

Produtos / Serviços

Contato

Multiconecta

Service Desk - Soluções e consultoria comercial para aquisição de infraestrutura

27 3205.3740

Net +

Banda ultra larga 100% fibra óptica

27 3181.1000

Net Kids Informatica Ltda

Sem uma Infraestrutura adequada nada vai bem!

28 3511.2293

Neski Soluções Ltda

Software inteligente

27 3264.5500

Nexa Tecnologia & Outsourcing Ltda

Soluções corporativas de TI e contact center

27 2104.8000

Objetiva Soluções

Software para gestão varejista

27 3373.7100

Onerapp

Onerapp, Único Sem Igual

27 3024.3909

Outview Innovative It Solutions Ltda

Consultoria especializada e soluções de gestão de TI, monitoramento e segurança da informação

27 3203.3100

Pentago Consult Brasil Tecnologia e Negócios Ltda - EPP

Modelagem, desenho e automação de processos (BPMS), fábrica, NET/Java, BI e Serviços de gerenciamento de aplicações baseado em disponibilidade (ITIL Based)

27 3325.6828

PMO Global Alliance

Soluções para criar e gerenciar PMOs, provendo recomendações a partir da experiência coletiva da comunidade

27 3022.0515

Polaris Informática Ltda

Pesquisa de opinião e clima, desenvolvimento de sistemas e portais

27 3227.2375

Porte Software

Sistema para clínicas e consultórios médicos

27 3314.5678

Primelan Tecnologia

Tecnologia para um mundo feito por pessoas

27 3029-4687

Pro-Control Automação Comercial

Sistema para Financeiro, Cupom Fiscal, Nota Fiscal,Transporte e Veículos

27 3339.5857

Prosystem Desenvolvimento

A evolução na medida certa.

27 3327.6739

Projeta Sistemas de Informação Ltda

Software premiado - Gestão de locadoras de automóveis

27 3026.5959

Quality Automação

Soluções para Posto de Combustível e Loja de Conveniência

27 3062.5275

Raizer Moura Tecnologia

Sistema de gestão da qualidade e sistema para gerenciamento operacional, administrativo e financeiro

27 3324.9005

Real Multimídias Computação Gráfica e Design

Representação gráfica em três dimensões (3D) de proj. arquitetônicos, industriais, engenharia, cria animações e projetos

27 3227.5840

RD

Desenvolvimento de websites, sistemas web e mobile apps

27 3349-2859

RG System Informática Ltda

Soluções em software de gestão em saúde e educação

27 3727.1127

RGB Sistemas Ltda - ME

Consultoria e desenvolvimento de sistemas

28 3546.1970


// ASSOCIADOS

Associadas

Produtos / Serviços

Contato

Seek

Desenvolvedora de software, gestão financeira, fiscal e gerencial

27 2101.1300

Sisnet Soluções em Tecnologia Ltda - ME

Sistemas de gestão financeira para pequenas empresas

27 2123.7718

Sistemas Integra

Temos a Solução para sua Empresa!

27 3711.1911

SIT

SIT – segurança, inteligência e tecnologia

27 3025.8080

SLE

Tecnologia da Informação, com Inovação e Simplicidade, para soluções precisas e aderentes aos negócios dos nossos clientes

27 3357.3457

Sol Representações Comerciais Ltda

Representante comercial

27 3329.0085

Sophia Informática Ltda

Consultoria e desenvolvimento de sistemas contábeis e administrativos

27 3246.5099

Spassu Tecnologia e Serviços Ltda

Suporte técnico, manutenção e outros serviços em Tecnologia da Informação

27 2123.4900

Speed Automac

"Temos tudo que sua empresa precisa. Automação com simplicidade e competência, Speed Automac Simples assim"

27 3723.5447

SPG Soluções em TI

Consultoria/Fabrica de Software para multiplas plataformas

27 3041-7237

SPG Innova

Inovação em Desenvolvimento de Software

27 3041-7237

Spirit Soluções em Informática Ltda

Virtualização, backup, clusters, MySQL e BGP

27 4062.9421

Suporte Sistemas e Tecnologia Ltda

Sistemas de Planejamento de Recursos Empresariais

27 3082.0328

Supri

Compromisso com a eficiência e o resultado

27 3211.6612

Team Software Ltda

Licenças e Implantação de Pacotes de Software

27 3331.3139

TecsystemTecnologia em Software Ltda - EPP

Desenvolvedora de software

28 3542.1429

Tectrilha Informática Ltda - ME

Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador e treinamento em informática

27 3345.0205

Telemasters

Soluções em Telecomunicações, Infraestrutura, Redes Óticas, CATV, CFTV, Suporte Técnico, Manutenção de equipamentos de Comunicação

27 3134.9292

Tempro Software Ltda

Softwares para saúde suplementar e indústria de rochas

27 3149.7000

SINDINFO ES­

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// ASSOCIADOS

Associadas

52

TI ES

Produtos / Serviços

Contato

Trevit Sistemas Ltda

Desenvolvedora de software

27 3185.5990

Trust Image

Digitalização de documentos com alta performance

27 3345.8252

Totale Tecnologia da Informação Ltda

Softwares de gestão específicos para o setor de rochas

27 3026.8848

Totvs ES

Venda, treinamento e implantação de software de gestão

27 3038.6300

Uconnect Telecom

O nosso negócio é conectar pessoas

27 98191-0031

Único - Agência Digital

Sites, sistemas web e marketing digital - monitoramento de redes sociais, Google Adwords e e-mail marketing

27 3074.7233

VHT Sistemas & Tecnologia Ltda

Soluções em desenvolvimento de sistemas, infraestrutura de redes e telecomunicações, SEO, websites

27 98149.7838

Viprede Telecomunicações Ltda

Soluções em Rede Wan, internet e serviços de data center, com atuação em todo o ES

27 4009.4800

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