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ditudu magazine N: 01 setembro/2010


editodial ! comportamento sustentável

ditudu magazine

Todos nós devemos nos concietizar com muito otimismo e nos engajar a projetos que vai ajudar a transformar comunidades e vidas. Eco - design (também conhecido como design com orientação sustentável) é a tendência de criar produto,lugar ou serviço que possibilite de aguma forma,minimizar os impactos ambientais e o uso de recursos não renováveis tanto no seu processo de concepção até o seu respectivo uso. Graças a Deus , “EMPRESAS de um modo geral já investem no design com foco na preservação do meio ambiente.” Leonardo Fialho Eleutherio editor-chefe

desgleo@hotmail.com http://twitter.com/leonardofialho www.flickr.com/photos/leonardofialhoeleutherio


Ă­ndice

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Basquiat Jean Michael Basquiat, mas um de meus artistas favoritos, americano que ganhou popularidade em New York primeiro como grafiteiro, em 1978 sempre assinando em baixo como SAMO ou SAMOshit ( same old shit ) gerando sempre uma grande curiosidade... devagar foi conquistando popularidade e formou uma banda de rock chamada Gray junto com o musico e ator Vicent Gallo desconhecido na época e fizeram varios shows entre eles no CBGB e chegaram ate a trabalhar num filme chamado Dowtown tambem conhecido como New York beat movie, teve participação no video Rapture de Blondies e os anos 80's chegou com fama e glamour Depois de participar do The Time Square Show foi o empurrão que faltava pra sua carreira decolar começou a a exibir suas obras em Nova York ao lado de artistas renomados, realizou exposições internacionais com ajuda de galeristas famozos, começou a namorar uma cantora desconhecida na época chamada Madonna e conheceu Andy Warhol e tornaram-se grandes amigos, essa amizade influenciou bastante a vida de Basquiat, mas parece q Basquiat estava fascinado pelo mundo da fama e seus amigos ja estavam preucupados com seu uso excessivo de drogas e seu comportamento paranoico Em 1985 ate chegou a ser capa da revista do The New Yor Times com uma repostagen dedicada inteiramente, com o sucesso foram realizadas diversas exposições internacionais em todas as maiores capitais Européias, imaginem as extavagancias que devia rolar nos bastidores da vida de Basquiat, tanto foi que em 1988 em um cocktail de drogas chamado Speedball morreu em seu studio, após sua morte um filme que levava seu nome foi lançado contando sua biografia dirigido por Julian Schnabel e com o ator Jeffrey Whright no papel de Basquiat


Estilo sustentável nos Hamptons

Foto:Carolina Kin

A idéia de dois graduados de Harvard, Kevin e Christine Yardley, de usar todo o conhecimento adquirido na universidade em prol do meio ambiente resultou nesta incrível cadeira batizada deSpirit Song Collection. A cadeira foi uma das estrelas da área VIP do Mercedes-Benz Polo Challenge, que aconteceu nos Hamptons. E o que ela tem de diferente? Bem, falando de design, sua forma orgânica combina aço com tratamento marítimo de anti corrosão (já que é uma peça outdoor) com madeira tropical de alta densidade, conferindo resistência e robustez. Mas o que chama a atenção na Spirit é seu processo de produção. Kevin e Christine criaram uma companhia, a Diamond Teak, que trabalha em parceria com a World Teach Organization, ong que atua com capacitação e trabalho voluntário na Costa Rica. É de lá também que é extraída a madeira utilizada nas cadeiras, tudo certificado e colhido em florestas controladas pela Forest Stewardship Council (FSC) / Smartwood. O arremate final das peças é feito por artesãos costa-riquenhos, gerando emprego,

riqueza e perpetuando uma atividade manual entre as novas gerações. Com tanto valor agregado, as cadeiras ganharam clientes por todo mundo, dentre eles muitas celebridades. Mel Gibson, Julia Roberts e Sarah Jessica Parker tem uma dessas em casa. www.diamondteak.com

“A cadeira foi uma das estrelas da área VIP do MercedesBenz Polo Challenge, que aconteceu nos Hamptons.”


Para onde vão as meias sem par ?

Amontoadas na gaveta ou soltas no lixo, as meias órfãs ganharam um abrigo no trabalho da designer franco-brasileira Márcia de Carvalho, que orienta uma produção de peças de vestuário com rendeiras de baixa renda e estudantes, reutilizando os tecidos das meias. Com a intenção de reutilizar essas meias e atribuir responsabilidade social à sua marca, Márcia iniciou o projeto Meias Órfãs, Chaussettes Orphelines em francês, que reconstrói os tecidos e os transforma em uma espécie de renda utilizada em mantas, chapéus e acessórios para uma coleção de roupas. A ideia surgiu arrumando a gaveta dos meus filhos. Eu queria aproveitar aquele material”, afirma a brasileira que coordena uma loja da sua marca em Paris, na França, e já lançou mais de 20 coleções. O projeto integra o calendário oficial do Ano da França no Brasil, e tem como principais parceiros na França a Escola de Moda ESMOD e a Prefeitura de Paris. Meias Órfãs é um projeto que prevê continuidade, e deverá ocorrer anualmente, sendo realizado a cada ano em uma região brasileira. Sua primeira edição, no âmbito do evento Ano da França no Brasil, ocorre no Estado de Alagoas. A partir de workshops coordenados pela designer franco-brasileira Márcia de Carvalho, estudantes franceses terão a oportunidade de residência em comunidades produtoras de artesanato têxtil em Alagoas, com vistas ao desenvolvimento de produtos que utilizem técnicas tradicionais, aliados às tendências do design de moda contemporâneo.“Meias Orfãs” pretende disseminar conceitos como inserção, recuperação, reutilização, transformação e novos usos para objetos que perderam sua função original. Ele fala também de otimismo e de bom humor. Divulgando o conceito de reaproveitamento e atribuindo uma nova função para o uso, antes indefinido, destas meias, o projeto agrega as técnicas tradicionais tendências do design de moda atual como forma de preservação e adaptação da cultura artesanal ao mercado fashion mundial, atribuindo valor social e ambiental.

“A ideia surgiu arrumando a gaveta dos meus filhos. Eu queria aproveitar aquele material”


Mina Do Condomínio

Seu Jorge Tô namorando aquela mina Mas não sei se ela me namora Mina maneira do condomínio Lá do bairro onde eu moro Seu cabelo me alucina Sua boca me devora Sua voz me ilumina Seu olhar me apavora Me perdi no seu sorriso Nem preciso me encontrar Não me mostre o paraíso Que se eu for, não vou voltar Pois eu vou Eu digo "oi" ela nem nada Passa na minha calçada Dou bom dia ela nem liga Se ela chega eu paro tudo Se ela passa eu fico todo Se vem vindo eu faço figa eu mando um beijo ela não pega pisco olho ela se nega Faço pose ela não vê Jogo charme ela ignora

Chego junto ela sai fora Eu escrevo ela não lê Minha mina Minha amiga Minha namorada Minha gata Minha sina Do meu condomínio Minha musa Minha vida Minha Monalisa Minha Vênus Minha deusa Quero seu fascínio


O setor de transportes é, em todo o mundo, uma das principais fontes de gases do efeito estufa, que causam o aquecimento global. Em 2004, ele respondeu por 13% das emissões -- sendo que, desse montante, 74% saíram dos meios rodoviários. No Brasil, ele não tem uma participação muito alta no volume nacional das emissões (o desmatamento é a principal fonte). Mas a situação muda quando olha-se localmente: nas grandes cidades, o setor de transportes é uma das maiores fontes de gases-estufa. Em São Paulo, por exemplo, cerca de 65% das emissões saem dos escapamento de veículos automotores. - Um ônibus carrega mais pessoas ocupando menos espaço: segundo a Associação Nacional de Transportes Públicos, ônibus ocupam quase oito vezes menos espaço do que carros, levando em conta o número de passageiros. Isso significa, nas grandes cidades, menos congestionamentos. - O aumento do número de ciclistas e pedestres também diminui a emissão de gases poluentes na atmosfera e a poluição sonora. - O ato de pedalar traz inúmeros benefícios à saúde: fortalece coração e pulmões, trabalha músculos e contribui na regularização dos níveis de pressão arterial, triglicérides e colesterol. - Caminhar faz você ver a cidade por ângulos diferentes e entender melhor o lugar onde vive.

“O aumento do número de ciclistas e pedestres também diminui a emissão de gases poluentes na atmosfera e a poluição sonora”.


Balada Sustentável

Foi inaugurada em Rotterdam o WATT Club, a primeira balada com um viés sustentável no mundo. Alem de ser construída com materiais recicláveis e todo o blá, bláb blá tradicional de uso de água, ela inova e assume um caráter interessante com uma pista de dança que absorve a energia cinética causada pela dança dos frequentadores e a transforma em luz na própria pista de dança através de LEDs. Os proprietários e projetistas continuam estudando para utilizar a energia gerada pelo frequentadores através do piso para outros sistemas. A possibilidade de absorção de energia cinética para conversão em luz e outras energias é muito, muito interessante. Quem sabe em um futuro próximo não consigamos abastecer os Ipods e outros derivativos através de uma corrida ou bicicleta na academia? Mais em www.watt-rotterdam.nl


“ Um grupo holandês em parceria com a ONG Enviu está para inaugurar a primeira danceteria autosustentável do planeta!”


Design sustentável – Captação de água da chuva

O Campeão do “Design for Poverty International Contest” (Concurso Internacional de Design para a Pobreza) promovido pelo blog Yanko Design em colaboração ao Blog Action Day foi Evan Gant – EUA, com o projeto “Rain Drops”, um sistema simples e barato de captação de água da chuva utilizando garrafas pet como reservatórios de água. Uma proposta com múltiplos efeitos positivos envolvendo adiminuição da miséria e moléstias provocadas pela falta de água em sociedades menos favorecidas e aonde os financiamentos dos governos não chegam, lembrando que o poço de contenção da água feito de alvenaria é um dos pontos de maior custo de uma obra como essa. O projeto promove a preservação do meio ambientereutilizando as embalagens plásticas evitando que essas sejam descartadas em aterros ou lixões, utiliza o calor e os raios UV com o conseqüente aumento da temperatura da água nesses recipientes para fazer um controle bacteriano e seus acessórios promovem hábito simples, porém de extrema importância, lavar as mãos, evitando diversas doenças como a diarréia, cólera e outras moléstias que são as principais causas de morte de crianças em regiões subdesenvolvidas. Dentre os campeões expostos no site (aqui) o ouro de Evan Gant foi mesmo o que mais chamou atenção, uma ótima proposta de design sustentável.

“O projeto promove a preservação do meio ambientereutilizando as embalagens plásticas evitando que essas sejam descartadas em aterros ou lixões”


O grito Há um relato de voz naquela voz, tão retorcida voz, toda ela espanto. o corpo que é voz tem um esgar que deixa de ser corpo e é só voz. se munch se dissesse, rediria a voz candente, noite de gravura, que é gravura e voz que firma a tela. intensos tão meandros destes traços que num itálico do grito a fala sente o homem ser só grito, sem mais homem.

Romério Rômolo


Casa de maconha é opção contra aquecimento global No terceiro relatório divulgado pelas Nações Unidas sobre o aquecimento global, a construção de residências com tecnologia auto-sustentável foi considerada importante no conjunto de ações ambientalmente corretas. As “casas verdes”, que usam tecnologia auto-sustentável tanto em sua estrutura externa como interna, seriam uma boa opção para diminuir os efeitos nocivos da indústria da construção civil. Painéis solares que absorvem e geram energia para dentro dos cômodos, e paredes feitas de areia e água do mar são idéias que já começam a ser usadas em alguns países. Segundo o professor de arquitetura Tom Woolley, da Queen’s University, em Belfast – capital da Irlanda do Norte, a folha do cânhamo – usada para produzir a maconha – é uma das alternativas para a construção de moradias, pelo seu baixo custo e sua característica auto-sustentável. Woolley afirmou que apenas um hectare da plantação é suficiente para construir uma casa. A colheita de 12% nas terras britânicas permitiriam o desenvolvimento de 200 mil casas verdes para o país, diz ele. Em York, na Inglaterra, um depósito com estrutura de madeira e palha usa energia renovável. Chamado de Eco Depot (Depósito ecológico), é uma referência de arquitetura politicamente correta. A Unido, agência de desenvolvimento industrial da ONU, está em busca de tecnologias similares para aplicá-las em algumas regiões mais pobres do mundo, a partir do material disponível no local, levando em conta os custos e danos ambientais. A agência afirma que existem tecnologias novas que permitem construir uma sociedade ambientalmente estável, e já foram planejadas a construção de 100 “casas verdes” em Herat, no Afeganistão, com projeto de arquitetos indianos e chineses, em parceria com autoridades locais. O projeto

Foto:Elisa Eccel

custou U$ 3.500 por casa (aproximadamente R$ 7 mil). O gasto da construção ficou entre 30% e 50% mais barato do que as residências convencionais, e já estão sendo examinados projetos semelhantes para outras cidades. De acordo com Tom Woolley, a utilização desses materiais de construção ainda é restrita, apesar de muitas das técnicas serem antigas e conhecidas por povos primitivos. O professor afirma que existe uma falsa idéia de que é mais caro construir casas compatíveis com o meioambiente, mas admite que algumas tecnologias modernas têm, de fato, um preço alto. “Porém, quando se tornarem mais populares, o preço tenderá a ser mais viável”, disse. Agora imagina um incêndio nessa casa! Ou então a mãe chegando a casa e pergunta pro filho: – Meu filho, cadê a porta da cozinha?! Huahuahua

“É uma das alternativas para a construção de moradias, pelo seu baixo custo e sua característica auto-sustentável”.


Quem não conhece ainda, o Camiseteria é um site de venda de camisetas on-line. As estampas são enviadas pelas próprias pessoas que se cadastram no site e passam por votação nacional por quem o visita. Todas são estampas muito divertidas e fascinantes, nos dando vontade de ter a camiseta.


Aproveite para fazer seu cadastro e enviar suas estampas para votação! Quem sabe você não é o próximo a ter sua camiseta vendida on-line!

www.camiseteria.com


de estilo no shopping cidade jardim A gente tá mega feliz de contar aqui no nosso novo super ótimo trabalho. Fora do BR existe há tempos o serviço de compras personalizadas, disponível em quase todas as super lojas de departamentos famosas, amigos. Esse serviço – de personal shopping – tem função não só de facilitar a vida de quem compra, mas de acrescentar informação bacana e muita utilidade ao produto. Compras “guiadas” por profissionais especializados têm obrigação de fazer valer o dindin da cliente e de suprir suas necessidades em relação à ocasião, ao seu tipo físico, aos complementos que ela tem no guarda-roupa e o que mais for preciso pra ela brilhar com aquela compra. Compra certeira – e oportunidade de conhecer lojas super legais que, por quaisquer motivos, a gente ainda não tenha ido conhecer.

“personal shopping – tem função não só de facilitar a vida de quem compra, mas de acrescentar informação bacana e muita utilidade ao produto”.

Foto montagem: Samuel Villanova E aí, sabe o shopping Cidade Jardim? O que teve Sarah Jessica Parker na propaganda da inauguração, que vai ter lojas da Chanel e da Hermés, que tem filial da Daslu (pra todo mundo perder o medo de entrar!) e que tem o cinema que tem cadeiras-chaises?!?? O shopping entende o serviço de personal shopping como tão bacana que resolveu oferecê-lo de presente pras clientes – não só as do próprio shopping, mas pra todo mundo que estiver por lá e se interessar! Imagina, pode ser a sua primeira visita ao shopping e você já vai usufruir desse privilégio, desse luxinho… adivinha na companhia de quem?!?? Não só da Oficina de Estilo, mas também da Katia Fridrich, personal stylist amiga de fé irmã camarada dessa Oficina, que forma com a gente o grupo de personal shoppers do shopping Cidade Jardim. NÃO É DE-MAIS?!?? =)

Vai funcionar assim: em outubro e novembro a gente tá lá no shopping, disponível pra passear nas lojas, conhecer coleções, experimentar tudo e satisfazer todas as necessidades fashion do mundo (rá!)! Às segundas e quartas a gente encontra clientes das 15h às 22h, às terças e quintas o horário é das 10h às 17h. Lá no concièrge do shopping todo mundo tem possibilidade de agendar uma entrevistinha com a gente (ou nesse telefone!), pra então passar duas horas nos corredores iluminados do Cidade Jardim conversando, provando, aprendendo e – porque não?!?? – comprando! O nosso trabalho começa na próxima segunda, dia 13/10, e vai até a primeira semana de dezembro. É um presente do shopping – ninguém precisa pagar pra ter esse serviço! – e a gente espera encontrar mointas amigas por lá, viu?!??


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A Eco Run & Life parte do principio que a qualidade de vida do ser humano depende da consciência transparente e ética da relação de nossas ações que poderão ser danosas se não cuidarmos do mundo em que vivemos. Portanto, como Assessoria Esportiva trata a visão de mundo incorporada em nossas atividades pelo fato de estender a todos os nossos stakeholders (clientes, fornecedores, funcionários e colaboradores) uma ação comum de qualidade de vida por um planeta mais saudável. Para isso acredita que, nesse momento em que a própria humanidade reconhece as agressões cometidas ao meio ambiente, torna-se necessário internalizar atos simples e livres. Basta a cada um fazer a sua parte e um pouquinho mais, incentivando ou ensinando alguém, para em breve constituirmos uma comunidade comprometida na construção de um mundo sustentável. Na prática a Eco Run & Life, orientada por sua Gestora de sustentabilidade Mariana Chammas, utiliza ecoprodutos em todos seus materiais, evitando assim a degradação do meio. Como as camisetas dos professores feitas de garrafa PET e os colchonetes adquiridos em EVA material de fácil reciclagem, quando comparado aos de espuma e polipropileno. O conceito do consumo consciente faz parte do dia a dia da Assessoria que preconiza

a utilização de squeezes reciclados ao invés do tradicional copinho de plástico descartável. Incorporamos a nossas reuniões de treinamento, a prática da cultura de bate papos sobre assuntos a cerca de temas sustentáveis. Conceito dos 3 R's - Este conceito é muito utilizado entre materiais ecologicamente corretos. Reduzir, reutilizar e reciclar são os pilares dos 3 R's. O primeiro parte do principio que o consumo deve ser feito conscientemente para evitar qualquer tipo de desperdicio, seja não comprar excesso de frutas nos pontos de apoio para não estragarem, seja lavar a lona com balde ao invés de mangueira para evitar o desperdício de água, ou ainda os squeezes que evitam o desperdício de cerca de 5 - 10 kg de copos plásticos por mês. A reutilização deve ser feita para qualquer material que possa ser reutilizado e pode ser vista nos sacos plasticos que utilizamos como lixo reciclável, que dura diversos dias, ou nosso lixo que foi feito a partir de uma lata de tinta. Por fim a reciclagem... os materiais nem deveriam chegar a ser reciclado, num conceito totalmente sustentável, mas logicamente que isso não é viável, portanto, reciclamos todo lixo produzido e fazemos uma coleta seletiva nos pontos de apoio de materiais orgânicos e recicláveis.


Abaixo listamos as ações / atitudes sustentáveis da Eco Run & Life: - Camisetas PET - A Eco T-Shirt é constituida de 50% fibra PET, feita com duas garrafas, e 50% algodão, foi confeccionada para nossa Equipe Técnica pensando em nosso compromisso com o meio ambiente. SAIBA MAIS - Squeezes - a Eco Run & Life não utiliza copinhos de água descartáveis em seus pontos de apoio, aderimos os squeezes, que são muito mais ecológicos, por não gerar lixo, reduzir o consumo de plástico e economizar a água que é desperdiçada nos copos. SAIBA MAIS - Lixeira (Lata de tinta reutilizada) - Uma lata de tinta velha facilmente pode ser reutilizada numa lixeira, apenas abrindo uma de suas lateriais com um abridor de latas convencional, lixando bem suas pontas e pintando-a da maneira e cores que desejar. Foi o que fizemos, evitando o despejo de mais de 2 kg de metal como lixo. - Vassouras PET - Utilizamos vassouras feitas com garrafa PET recicladas na limpeza de nossos pontos de apoio da USP. Para a confecção de cada vassoura PET são reutilizadas de 16 a 20 garrafas PET. - Colchonetes em EVA - O EVA é um material de fácil reciclagem quando comparado ao polipropileno.

Fotos: Pedro Verdun


Do Lixo Ao Luxo: A Moda Dos Materiais Reciclados Garrafas pets viram blusas. Películas de cinema transformam-se em bolsas. Planta tradicional da Amazônia torna-se tecido 100% ecológico. Difícil de acreditar? Nada como criatividade, bom gosto e pensamento vanguardista para estilistas levarem às passarelas e para o dia-a-dia uma moda ecologicamente correta. Os acessórios utilizam material reciclado e as roupas são feitas a partir de fibras, tintas e tecidos naturais, que na hora da produção não utilizam produtos químicos, fertilizantes, pesticidas ou qualquer produto prejudicial à natureza. A designer Rubia Calazans recicla a película de cinema, material que leva mais de 100 anos para se degradar, na confecção de bolsas, tops, colares, entre outros. Em todas as peças de Rubia, os acabamentos são feitos manualmente. Uma equipe que faz o processo inicial, mas a finalização fica por conta da designer. O material reciclado é trabalhado com pontos de crochê, fechos de velcro ou metais. No caso de tecidos, existe um exemplo de pesquisa bem sucedida do estilista Caio Von Vogt. Há aproximadamente 10 anos, ele criou o primeiro tecido 100% ecológico e orgânico do mundo, o EcoVogt, com patente e registro internacional. Este é fabricado pela Companhia Têxtil de Castanhal e feito de fibra de juta, planta cultivada na Amazônia. Inicialmente, a juta era utilizada apenas na produção de sacos, forração de tapetes, entretelas e outros. A partir da pesquisa desenvolvida por Von Vogt, agora é possível utilizá-la na confecção de camisetas, ecobags (bolsas que substituem as sacolas plásticas), cintos e etc. O que faz com que o tecido EcoVogt seja 100% ecológico e orgânico é o processo de utilização de fixadores e amaciantes extraídos de plantas nativas brasileiras na hora do tingimento. São plantas como açafrão, pau-brasil, urucum, entre outras, que trazem a cartela de 12 cores.

Foto:Elisa Eccel

“Garrafas pets viram blusas. Películas de cinema transformamse em bolsas. Planta tradicional da Amazônia torna-se tecido 100% ecológico.”


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entrevista Fábio Souza sobre Design Sustentável

Foto:Carla Gullo

O que é design sustentável? Design sustentável, é um conjunto de ferramentas, conceitos e estratégias que vão gerar benefícios ou melhorias nos âmbitos dos 3 pilares da sustentabilidade: econômico, social e ambiental. No entanto, quando a gente fala de design sustentável, a gente pensa em um âmbito muito mais macro. Ou seja, não pensa apenas em desenvolver um produto de menor impacto ambiental trabalhando apenas os processos de fabricação, os materiais, procurando utilizar materiais reciclados ou provenientes de fonte renovável. Isto é, não trabalha apenas a forma, trabalha principalmente questões culturais e de comportamento para saber como otimizar o beneficio daquele produto. Trata-se de mudar a questão cultural e de uso daquele produto ou serviço.

No mundo de hoje, em que a população ultrapassa 6 bilhões de pessoas, como a conciliar melhorias sociais, o que necessariamente vai levar ao consumo de mais recursos naturais, com preservação ambiental? Uma das coisas que a gente fala muito em Design Sustentável, é que ele tende a inverter a polaridade do impacto. Então algo que tem hoje um impacto muito negativo pode efetivamente causar a mesma proporção do impacto, mas para positivo. No caso da super população, podemos pensar o seguinte: quando você come, o que você está fazendo? A comida é um combustível para você usar como energia, que é necessária para você chegar ate aqui. Então todo ser humano é uma mini usina de energia para ele mesmo. A gente pode falar assim: “já que eu tenho uma super população, vou usar cada um como uma usina de energia”. É possível fazer isso e isso está ocorrendo em algumas universidades. Existem alguns projetos conceituais como uma calçada em que as pessoas vão andando e vão gerando energia. Aquele tênis de criança em que quando ela pisa acende a luzinha vem desse conceito. Todos os produtos que hoje são à base de energia elétrica ou de outras fontes podem ser feitos com energia dinâmica. Outro exemplo de uso de energia humana é aquele relógio em que você vai andando, vai balançando, e vai gerando a própria energia. Dentro desse conceito existem já academias, danceterias. É um negócio super legal. Toda vez que o design sustentável olha para uma atividade ou um problema, ele tende a pegar esse problema e inverter a polaridade. Por mais que o impacto inicial seja massivo negativamente, o design sustentável tem a capacidade de inverter a polaridade disso e causar um impacto massivo positivamente.


De que modo o mundo virtual da internet pode contribuir no sentido da criação de um planeta mais sustentável? Sabemos que a desmaterialização é uma das estratégias mais eficazes de design sustentável para um planeta mais sustentável. O resultado disso, é que haverá uma mudança comportamental nos consumidores. Usuários não vão se apegar tanto ao material/produto, mas sim ao benefício do mesmo, o que chamo de “conceito de benefício” ou o início da “espiritualização do design”. Outras conseqüências são a menor quantidade de extração de matéria–prima para produção e conseqüentemente menos descarte de resíduos. Empresas poderão aplicar uma série de estratégias para tornar seu cliente mais fiel a marca e principalmente não haverá mais desperdícios ao longo do ciclo de vida dos produtos, já que serão utilizados apenas no momento necessário, podendo ser compartilhados, ranqueados e debatidos em tempo real por usuários de países diferentes. Sendo compartilhados e utilizados apenas nos momentos necessários, até mesmo os melhores produtos (que teoricamente seriam mais caros) poderão ser mais acessíveis. Essa é a verdadeira democratização do design. Haverá também uma busca pela melhor qualidade dos produtos oferecidos, pois o poder de escolha e veto estará mais nas mãos dos consumidores. Essas possibilidades certamente fazem por si só, a virtualização/digitalização, uma das importantes ferramentas de um futuro menos ambientalmente impactante, com novas possibilidades mercadológicas e de inovação, e de uma sociedade mais interativa, coletiva, cooperativa e democrática, tão importantes para uma ambiente mais sustentável.

“O design sustentável não trabalha apenas a forma, trabalha principalmente questões culturais e de comportamento”

Leia entrevista na íntegra

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