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POESIA VERSOS E CORDAS 2013


POESIA VERSOS E CORDAS 2013


PERSONAS

TEMPO

DO

POESIA

DE

1º ATO:

RUA

O ENGENHO

CORPO

DO

(H) ALITERÁRIOS

SUJO

POEMA

AOS DE

CORAÇÃOAZUL VALISE CRONÓPIO DE


POESIA, VERSOS E CORDAS 2013 Valorizar, disseminar e refletir em torno das manifestaçõ es artıśticas em sua justa dimensã o é um compromisso do Sesc Mato Grosso, contemplando artes plá sticas, cinema, dança, teatro, mú sica e literatura. A disposiçã o de contribuir para incremento das artes e a profunda consciê ncia cultural fazem dessa instituiçã o um centro efervescente de convergê ncia. O calendá rio de eventos de cada temporada prima tanto pela diversidade quanto pela vitalidade das criaçõ es artı́sticas ofertadas. Especificamente, o Projeto Poesia, Versos e Cordas vem se consolidando como inestimá vel oportunidade para apreciaçã o e desvelamento da produçã o literá ria contemporâ nea, ao mesmo tempo em que contribui para despertar e fortalecer o interesse pelo livro e pela leitura. Decorridos doze anos desde seu inıćio, o Projeto Poesia, Versos e Cordas prossegue em sua jornada bem sucedida, mantendo a alta qualidade a que há acostumado o pú blico. A programaçã o inclui atividades de vá rios estilos, espetá culos diferentes, permeados pela sensibilidade e criatividade dos produtores, ocasiõ es nas quais se torna possıv́el uma enriquecedora travessia do espıŕito. Esse projeto constitui-se numa açã o que se estende no tempo e, a cada evento, concretiza em termos numé ricos a meta de chegada a um pú blico gradativamente mais amplo.


E um empreendimento que ganhou seu lugar na comunidade em geral, porque alé m do entretenimento converte-se numa oportunidade para evoluçã o e renovaçã o. Dentre as modalidades, realizam-se os recitais, que se desenvolvem a partir de uma primorosa e cá lida conexã o da mú sica com a poesia, dando-se ê nfase aos valores atuais da produçã o literomusical em Mato Grosso. Sã o espetá culos que se traduzem num trabalho cuidadoso e notá vel de exploraçã o das possibilidades cê nicas de um poema ou conto, utilizando ou nã o ilustraçõ es teatrais das imagens contidas no texto. Esse cruzamento da poesia e da mú sica, acrescido das ilustraçõ es cê nicas nos recitais, forma um conjunto provocativo de inquietude, alumbramento e entusiasmo, levando cada partı́cipe a trabalhar os vá rios sentidos que o conectam a vida e, consequentemente a ampliar-se naquilo que caracteriza a dinâ mica da existê ncia. As apresentaçõ es sã o espaços privilegiados e confortá veis que permitem o encontro de saberes e experiê ncias, envolvendo autores, atores e pú blico em intercâ mbios dos mais fé rteis e num lugar tã o má gico e acima quanto é o de um palco e suas luzes. Sem dú vida, é irresistıv́el o chamado desse universo onde som e imagem sã o unidos para a expansã o do fazer literá rio.

Lucinda Persona (Poeta e escritora mato-grossense)


Lucinda Nogueira Persona, nasceu no dia 11 de março de 1947 em Arapongas-PR e vive em Cuiabá -MT desde 1965. Sua estreia na poesia deuse em 1995, quando publicou Por imenso gosto, Massao Ohno Editor, e obteve o prê mio especial no concurso Cecıĺia Meireles da Uniã o Brasileira de Escritores. Em 1997, publicou o livro infantil Ele era de outro mundo, pela Editora Tempo Presente de Cuiabá ; em 1998, novo livro de poemas, Ser cotidiano, editado pela 7 Letras. Com Sopa escaldante em 2001, pela mesma editora, venceu o prê mio Cecıĺia Meireles, da UBE, juntamente com Fabrıćio Carpinejar. Em 2002 participou da antologia de contos Na margem esquerda do rio: contos de fim de sé culo (Via Lettera) e, no ano seguinte, da antologia de poemas Fragmentos da alma mato-grossense (Ed. Entrelinhas). Seguiu com poesia, em 2004, com Leito de acaso (7 Letras), e em 2009, pela mesma editora, publicou Tempo comum. Sua atividade literá ria realiza-se nã o somente no â mbito da poesia, mas na prosa, com contos, crô nicas e resenhas em jornais da capital de Mato Grosso.

‘‘Para o serviço de mesa tenho este prato floreado nas bordas e redundantemente enganado...’’

PERSONAS

TEMPO

DO

Marta Helena Cocco

Lucinda Persona é uma das mais importantes vozes lıŕicas da atualidade. Autora premiada nacionalmente, sua obra cumpre uma das importantes funçõ es da poesia contemporâ nea que é a de reanimar os arcanos dos grandes mitos a despeito da civilizaçã o tecnicista em que a poeta e todos nó s estamos inseridos. Um dos mitos presentes na sua obra é o de Cronos que será apresentado, neste recital, com suas duas faces ou má scaras (personas): uma é a passagem do tempo e a morte da maté ria; outra, a vida que sucede a morte, a regeneraçã o e perpetuaçã o da palavra e da poesia. Poesia que permite a comunhã o entre quem a enuncia e os que a leem.

27/03 - 15h e 20h - Teatro - Entrada Franca

COCCO, Marta H. Culiná ria Poé tica em Lucinda Persona: um banquete de imagens em: Mapas da mina: estudos da literatura em Mato Grosso. LEITE, Mario Cezar (org.). Cuiabá : Cathedral Publicaçõ es, 2005.


Luciene Carvalho é escritora e poeta. Publicou Conta-Gotas, Sumo da Lascıv́ia, Aquelarre ou O Livro de Madalena, Porto (Instituto Usina), Caderno de Caligrafia (Cathedral/ Unicen), Teia (Teia 33), Devaneios Poé ticos – coletâ nea (EdUFMT), e Cururu e Siriri do Rio Abaixo. Estas obras conquistaram prê mios e condecoraçõ es: Flamp 92; Flamp 93; A Crıt́ica 2001 e Moçã o de Aplausos da Câ mara Municipal de Cuiabá . Como diretora Luciene participou dos documentá rios: Congo de Nossa Senhora do Livramento , Fronteiras do Imponderá vel e Filhos de Sã o Benedito: nos ombros do andor. Sendo uma declamadora que escreve, parte importante do seu trabalho se faz em shows poé ticos em que une figurino, efeitos cê nicos e trilhas musicais para oferecer sua poesia viva e colocá -la a serviço da emoçã o da plateia. Foram eles: Poesia, Versos e Cordas, Pá de Cal, Brinquedo de Esperar, Jardim em Verso, Mulheres de Vê nus, A Escola Literá ria do Samba, Canto do Porto e Insâ nia entre outros.

‘‘“... A Cuiabaninha no fundo não crê Sabe que o futuro já foi escolhido E chama marido ... Já sabe, Já vê ...”

POESIA

DE

RUA

Luciene Carvalho

Poesia com linguagem direta unindo a força da palavra e a marcaçã o rıt́mica. A oralidade poé tica da obra da poetisa Luciene Carvalho encontra a arte da cena Hip Hop. O espetá culo “Poesia de Rua” pretende passear pelas ruas de Cuiabá revelando personagens, memó rias e sensorialidades da nossa cidade filtrados pela lıŕica da poetisa, emoldurado pela esté tica Hip Hop contemporâ neo, regional, universal.

17/04 - 15h e 20h - Teatro - Entrada Franca

CARVALHO, Luciene. Teia. Cuiabá , 2001. Poesia.


Joã o Cabral, nasceu em Recife - PE, no dia 09 de janeiro de 1920.O poeta Joã o, que nã o se conformava em perfumar a flor, é o mesmo que escreveu aos 22 anos o livro Pedra do Sono, para depois nos brindar, entre outros, com O engenheiro, O cão sem plumas, Poesias completas, A educação pela pedra e o antológico Morte e Vida Severina, com versõ es no teatro e na mıd ́ ia eletrô nica...

‘‘Severino retirante, deixe agora que lhe diga: eu não sei bem a resposta da pergunta que fazia, se não vale mais saltar fora da ponte e da vida; nem conheço essa resposta, se quer mesmo que lhe diga; é difícil defender, só com palavras, a vida, ainda mais quando ela é esta que vê, Severina; mas se responder não pude à pergunta que fazia ela, a vida, a respondeu com sua presença viva.’’

1º ATO:

O ENGENHO

CORPO

DO

Cia Vostraz de Teatro

Da obra de Joã o Cabral de Melo Neto, “1º Ato: o Engenho do Corpo”, traduz o emocional da experiê ncia corporal dos atores dançantes na fragmentaçã o da arquitetura poé tica.

19/06 - 15h e 20h - Teatro - Entrada Franca

Poemas reunidos. Rio de Janeiro: Ediçã o de Orfeu, 1954.


Jornalistas, estudantes, leitores, apaixonados, româ nticos, estú pidos, ignorantes, sensıv́eis, cegos, perdidos. Os (h)aliterá rios sã o os jovens poetas de Cuiabá , que vivem na cidade dividida entre o saudosismo de um passado e a esperança de um futuro qualquer. Encontram-se numa realidade virtual onde se inspiram uns aos outros e as palavras se multiplicam.

‘‘ ela pensou em desistir de qualquer grande sonho. de tentar uma vidinha pacata e sem muito sol. de parar de achar que pode comparar uma sensação boa a um passeio de balão...’’

(H) ALITERÁRIOS Teatro de Brinquedo O ritmo dos dedos no bater dos teclados prenuncia: os escritores irã o dominar o mundo. Mas e que mundo é este? O mundo literá rio, oras. Atravé s das letras que formam palavras que formam sentidos e que nos trazem até aqui. “Este espaço é reservado para aqueles que lê em e escrevem. Tragam seus textos, tragam suas palavras”. Seja bem-vindo, porque ainda (h)aliterá rios.

28/08 - 15h e 20h - Teatro - Entrada Franca

(h)aliterá rios. Disponıv́el em <http://www.facebook.com/groups/117995018321446/?fref=ts>. Acesso em 21 dez 2012. SANTA, Everton Vinicius de. Relaçõ es entre contracultura, cibercultura e literatura. Revista do Curso de Letras da UNIABEU Niló polis, v.3, Nú mero 1 A , Jan. -Abr. 2012. Disponıv́el em <http://www.uniabeu.edu.br/publica/index.php/RE/article/viewFile/209/pdf_163>.


José Ribamar Ferreira, mais conhecido como Ferreira Gullar, nasceu no dia 10 de setembro de 1930, na cidade de Sã o Luiz - MA. Poeta consagrado, o maranhense é també m ensaıśta, tradutor, dramaturgo e crıt́ico de arte — alé m de assıd ́ uo palestrante sempre acompanhado por plateias numerosas. Entre suas obras mais importantes estã o "Poema sujo" (1976), "Argumentaçã o contra a morte da arte" (1993) e "Muitas vozes" (1999). Ganhador de inú meros prê mios e tıt́ulos nacionais e internacionais, o autor já foi indicado ao Prê mio Nobel de Literatura em 2002 e em 2010 foi agraciado com o Prê mio Luı́s de Camõ es, o mais importante prê mio literá rio da Comunidade de Paıśes de Lın ́ gua Portuguesa.

‘‘Do corpo. Mas que é o corpo? Meu corpo feito de carne e de osso. Esse osso que não vejo, maxilares, costelas flexível armação que me sustenta no espaço que não me deixa desabar como um saco vazio (...)”

SUJO

POEMA

Cia Thereza João A leitura cê nica de “Poema Sujo” de Ferreira Gullar evidenciará o cará ter plural, nã o-linear, ora surrealista, ora concretista ou neoconcretista, valorizando sentimento cultural brasileiro no momento histó rico em que a liberdade de expressã o estava ameaçada, a ditadura militar. Poesia moderna que mescla vá rios formatos poé ticos para trazer à tona as memorias do autor que transforma as suas mais remotas lembranças em maté ria para poesia.

25/09 - 15h e 20h - Teatro - Entrada Franca

Gullar, Ferreira. Poema sujo/Ferreira Gullar. – 1. Ed. – Rio de Janeiro: MEDIAfashion, 2008. (Coleçã o Folha Grandes Escritores Brasileiros, v.20) _____. Literatura Comentada. Sã o Paulo: Nova Cultural, 1988.


Wanderson Lana é escritor, dramaturgo, ator e diretor de teatro nascido em Poxoré u – MT e que reside há 14 anos em Primavera do Leste – MT. E graduado em Histó ria, pó s-graduando em Histó ria da Amé rica Latina Contemporâ nea e mestrando em Estudos de Cultura Contemporâ nea pela Universidade Federal de Mato Grosso. Conhecido pela poesia e delicadeza com que trata seus textos e a força de suas personagens, já teve mais de 20 textos de teatro montados e já foi premiado em festivais estaduais e nacionais. O Homem do Coraçã o Azul e as coisas que ele escreveu é sua primeira e promissora publicaçã o no campo literá rio.

“Nossa relação baseava-se em não existir” O menino do quarto “Como havia sido bom ser jovem e ter todo o tempo do mundo, mesmo não tenho nenhum”. A Folha seca e o vento.

AOS DE

CORAÇÃOAZUL Cia Teatro Faces O que fazer quando a coisa que mais o faz feliz també m é a justificativa para as pessoas se afastarem e te deixarem tristes? Uma menina que desiste do amor, Uma folha seca, Um menino morto no quarto... Histó rias de pessoas comuns que passaram a nã o se sentirem pertencendo ao mundo que tanto se sentiam parte.

28/08 - 15h e 20h - Teatro - Entrada Franca

LANA, Wanderson Alex Moreira de. O Homem do Coraçã o Azul e as coisas que ele escreveu. Mato Grosso: Carlini &Caniato Editorial, 2011.


Julio Cortá zar, contista e romancista argentino, nasceu em Bruxelas em agosto de 1924, mudando-se aos 4 anos para a Argentina. Formado em Letras e Filosofia pela Universidade de Buenos Aires, apó s anos lecionando, viaja para a França onde trabalha como locutor de rá dio e tradutor, chegando a traduzir as obras em prosa de Edgar Allan Poe. Em 1954 começa a trabalhar como tradutor para a UNESCO e instala-se definitivamente em Paris. Considerado um dos maiores representantes do Realismo Fantá stico, sua obra questiona o convencional, onde o fantá stico tem origem no cotidiano. Estreia na literatura com o poema dramá tico Los Reyes (1949), já prenunciando a abordagem dos temas fantá sticos.

‘‘Agora acontece que as tartarugas são grandes admiradoras da velocidade, como é natural. As esperanças sabem disso e não ligam. Os famas sabem e caçoam. Os cronópios sabem e cada vez que encontram uma tartaruga, puxam a caixa de giz colorido e na lousa redonda da tartaruga desenham uma andorinha’’

VALISE CRONÓPIO DE Cia Vertigo de Teatro Valise de Cronó pio conta a histó ria de um caixeiro viajante, um vendedor sem rumo e sem pressa, que carrega consigo uma valise cheia de sortimentos de suas andanças: histó rias fantá sticas, instruçõ es e ocupaçõ es estranhas do cotidiano. Tais sortimentos, nã o por acaso, sã o fragmentos poé ticos da obra “Histó ria de cronó pios e de famas” do escritor argentino Julio Cortá zar, que traduzem o mundo por meio de uma poesia fantá stica que emerge do cotidiano.

27/11 - 15h e 20h - Teatro - Entrada Franca

CORTAZAR, Julho. O jogo da Amarelinha. Traduçã o de Fernando Castro Ferro. Rio de Janeiro: Civilizaçã o Brasileira. 1999.


SISTEMA FECOMERCIO/SESC/SENAC-MT Pedro Nadaf Presidente do Sistema Fecomé rcio/Sesc/Senac Marcos Amorim da Silva Diretor Regional SESC Mato Grosso Flávia Chaves Fehlberg Diretora de Programas Sociais João Batista de Oliveira Lemos Diretor de Planejamento Jean Jackes do Carmo Diretor Administrativo Moysés Feres Zarour Diretor Financeiro Mariana Ferreira Paschoal Diretora de Projetos Especiais Cristina Maria da Silva Gerente Sesc Arsenal Flavia da Silva Leite Sub-Gerente Sesc Arsenal Jan Moura Coordenador de Cultura Evelise Lopes Parron Analista de Programas Sociais Aroldo Pagels Lima Verde Gestor de Comunicaçã o e Marketing Leonardo Bezerra Oliveira Analista de Comunicaçã o e Marketing


POESIA VERSOS E CORDAS 2013


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Para agendar grupos deve-se entrar em contato atraveĚ s do telefone: (65) 3616-6922


Rua 13 de Junho, s/nยบ - Centro Sul (65) 3616-6901

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