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JORNAL MURAL DOS ALUNOS DO CFP “ENGº JAMES C. STEWART” 1.41 CPTM SENAI – MAIO 2018

INDÚSTRIA

E O TRABALHO TÉCNICOS DE MANUTENÇÃO DE SISTEMAS METROFERROVIÁRIOS - TURMA B - FEV 2018


Por que não temos mais trem e metrô em São Paulo? “Em seis meses, você faz 500 quilômetros de estrada de terra. Isso em ferrovia leva três anos”

MATÉRIA FEITA PELOS ALUNOS DA TURMA TMSMB FEV18 JEAN CARLOS DE SOUZA FREITAS LUCAS DIAS MACEDO MENESES JÚLIO LOBIANCO MOTTA LINCOLN CÉZAR DO NASCIMENTO CARDOSO

– Fabiano Pompermayer.

Atualmente, a cidade de São Paulo é muito sobrecarregada e carente no quesito transporte de pessoas, e o modal que mais tem participação é o trilho. Isso porque há muitos habitantes que precisam deslocar-se por grandes distâncias até seu local de trabalho e a carência dos investimentos faz com que a superlotação, falhas e atrasos sejam parte do cotidiano dos trabalhadores. Sabemos que uma única linha de metrô transporta 60 mil passageiros por hora, enquanto um corredor de ônibus leva 6,7 mil, aproximadamente dez vezes menos. No Brasil, o transporte sobre trilhos é responsável por tirar das ruas o equivalente a 14 mil ônibus e 1 milhão de carros ao dia. Além da grande capacidade de passageiros, você já imaginou o quanto de poluentes deixam de ser emitidos na atmosfera? Poluentes: um sistema metroviário é capaz de emitir 30 vezes menos poluentes que um carro percorrendo a mesma distância Vida útil: o trem tem, em média, 30 anos de vida útil; já um caminhão, 10 anos. Atualmente no Brasil, 8,5 milhões de pessoas são transportadas sobre trilhos, sendo que, 70,4 % deste total são da região metropolitana de São Paulo. Como solucionar a carência neste modal?

Quilômetros

Extensão de trilhos nas cidades 339

402

306

SÃO PAULO RIO DE JANEIRO

71,4

56,2

43,9

43,6

RECIFE

NATAL

PORTO ALEGRE

FORTALEZA

42,4 BRASÍLIA LONDRES (METRÔ)

Cidades

1


Apenas o metro de Londres já supera toda a extensão de trilhos urbanos da cidade de São Paulo. Segundo dados da TV Globo e CPTM, os baixos investimentos no sistema são um dos responsáveis pelas falhas e extensão de linhas. Isso reflete o porquê de o sistema ferroviário no Brasil ainda ser precário. Pela alta demanda e pouca extensão, o Metrô de SP, em 2011, atingiu a marca nada animadora de 33 mil habitantes para cada quilômetro de linha, enquanto em Londres, esse valor é de 16 mil por quilômetro de linha. O transporte metropolitano sobre trilhos vem crescendo muito no Brasil, porém, lentamente,

enquanto

a

demanda

por

este

serviço

cresce

quase

que

exponencialmente. Apenas com investimentos necessários em novas tecnologias, extensão e manutenção será possível suprir a carência nas grandes cidades do Brasil e atingirmos um número equivalente às cidades de outros países que são referência neste transporte, fazendo com que os trabalhadores cheguem ao seu destino com mais segurança, conforto e em menos tempo. A era das privatizações no transporte de carga Em 1992, com o governo Collor, a RFFSA entrou no Programa Nacional de Desestatização (PND), como alternativa para a solução para os problemas do transporte, mas apenas em 1998, tal privatização foi efetuada. As operadoras que assumiram são apresentadas abaixo. Malhas regionais Oeste Centro-Leste Sudeste Tereza Cristina Nordeste Sul Paulista

Concessionárias Ferrovia Novoeste S.A. Ferrovia Centro-Atlântica S.A. MRS Logística S.A. Ferrovia Tereza Cristina S.A. Companhia Ferroviária do Nordeste Ferrovia Sul-Atlântico S.A. Ferrovias Bandeirantes S.A.

Início da Operação 01/07/1996 01/09/1996 01/12/1996 01/02/1997 01/01/1998 01/03/1997 01/01/1999

Extensão (km) 1.621 7.080 1.674 164 4.534 6.586 4.236

Como consequência as privatizações, o Brasil vem registrando constantes crescimentos com relação à quantidade de cargas transportadas, cerca de 5% ao ano, tendo como grandes responsáveis o minério de ferro e o carvão mineral que chegaram a ter um aumento de 91% desde 2003 até 2014 (ANTT) chegando a 57,3 bilhões de TKU (produção de transporte). Os investimentos anuais também aumentaram no período de 2003 a 2010, chegando a quadriplicar seu valor inicial de 1,07 bilhão de reais para 4,32 bilhões de reais (ANTT).

Atualmente trabalham no

setor cerca de 37 mil pessoas, um crescimento expressivo de 74% em relação a 2003.

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Logística a favor da indústria Transporte de minérios e produtos siderúgicos

A ferrovia brasileira passou por uma

no

mercado

interno

houve

radical transformação quando a gigante

crescimento, destacando-se o transporte

Rede

de carvão e coque que atingiu um incrível

Ferroviária

Federal

(RFFSA)

foi

dividida e concessionada ao setor privado

crescimento

que seria responsável por sua operação e

milhões de toneladas, muito disso se deve

manutenção.

aos incentivos na indústria nacional.

Uma

das

empresas

que

adquiriu a antiga SR-3 (Superintendência

O

de

42,7%

investimento

atingindo

na

3,1

estrutura

Regional – Juiz de Fora) foi a MRS logística,

ferroviária também trouxe benefícios para

conhecida por fazer o transporte de cargas

a MRS e as empresas clientes. No consumo

entre Minas, Rio e São Paulo.

de combustível, vemos uma eficiência de

É inegável dizer que a MRS cumpre

2,46 litros de diesel para o transporte de

um papel fundamental no serviço da

uma tonelada de minério a cada quilômetro

logística nacional, principalmente no que

(L/kTKB). No Transit Time, vemos um

tange

produtos

ganho na velocidade do transporte que

siderúrgicos como as bobinas de aço e de

durava em média 22h em 2013 e que hoje

ao

transporte

de

minérios, destacando-se o ferro, carvão

e

bauxita.

A

já chega em 19h, um ganho de

alta

11,6%. Muito disso se deve aos

capacidade de carga aliada

investimentos

nas

compras

ao baixo valor agregado

das locomotivas AC44i da GE,

das mercadorias torna o

além dos investimentos na

transporte

implantação do sistema de

como

o

ferroviário meio

preferencial

logístico para

sinalização o

maior controle e confiabilidade

que atende tanto ao mercado

em todo o sistema de transportes.

interno quanto ao externo.

Desta forma, o transporte ferroviário

Os números são impressionantes e a notável.

Em

na

Ferrovia do Aço trazendo

deslocamento da mercadoria

evolução

CBTC

2017,

a

MRS

contribui

para

produtividade

a das

sustentabilidade empresas.

Com

e o

transportou cerca de 120 milhões de

investimento certo em áreas prioritárias, a

toneladas de minério para exportação, um

MRS fez, e continua fazendo, um trabalho

decréscimo de 6,6% em relação ao ano

exemplar obtendo resultados cada vez

anterior devido a mudanças no mercado

mais elevados ano após ano.

internacional. 3


Indústria Nacional x Internacional MATÉRIA FEITA PELOS ALUNOS DA TURMA TMSMB FEV18 JULIA SILVÉRIO MARTINS DOS SANTOS GUSTAVO ROCHA DINIZ DOS SANTOS LUCAS AUGUSTO BATIVA SILVA LUCAS SOARES SILVA DO NASCIMENTO

Conheça a situação da indústria no Brasil e no exterior. Informações de G1, Itaipu.gov e ANFAVEA

Para referir-se à indústria brasileira,

ocorreu tardiamente em comparação com

precisamos primeiro entender um pouco de

outros países. Apresentamos, a seguir, um

sua história. A industrialização do país só se

panorama atual de 4 ramos da indústria

efetivou no século XX. Entre os anos de 1930

brasileira

a 1956, iniciou-se a fase conhecida como

tecnológica e agroindustrial) e elaboramos

“Revolução Industrial Brasileira”, processo que

quadros comparativos com outros países.

(automobilística,

energética,

1. Indústria Automobilística No

Brasil,

automobilísticas

as (Ford

primeiras e

General

fábricas Motors)

chegaram no século XX e se instalaram em São Paulo. Na década de 50, o estado recebeu tecnologia, desenvolvimento e gerou empregos devido à revolução automotiva, e atualmente, produz mais de um milhão de veículos por ano. Em 2017, a produção industrial no Brasil cresceu 2,5%, sendo o principal setor com aumento o de veículos automotores, com cerca de 17,2% de crescimento, este foi o ano em que o Brasil mais exportou veículos em toda a história.

Segundo Nacional

dos

a

ANFAVEA,

Fabricantes

Associação de

Veículos

Automotores, o número de vendas de veículos vem diminuindo desde 2013, mas estima-se que o ano de 2018 terá um crescimento no mercado automobilístico superior ao de 2017, pois o setor está em recuperação e irá acelerar o ritmo. A estimativa é que o crescimento seja de 7,3% nas vendas de veículos este ano.

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2. Indústria Energética Com a população cada vez mais preocupada com o meio ambiente e fontes de energia renováveis, estudam -se diversas outras maneiras de como seria possível produzir energia suficiente para todos e com fontes limpas. O Brasil possui um bom desempenho quando se trata de fontes renováveis de energia, pois a maior parte dela é gerada por usinas hidrelétricas. Porém,

responsável por 15% da energia consumida em todo

apesar da hidroeletricidade ser considerada uma

o território nacional. Além disso, é a detentora da

fonte energética limpa, a construção de usinas traz

maior produção de energia do mundo, se analisarmos

grandes problemas ambientais e, em época de

o período entre sua inauguração e os dias atuais.

estiagem, quando não chove o necessário para

Outro processo de geração de energia que está

abastecer as represas, a energia produzida pode não

em alta no Brasil é o de energia eólica, principalmente

ser o suficiente para abastecer as cidades. Um bom

na

exemplo, é a crise histórica de 2015 ocorrida em São

constantemente durante o ano. Em 2015, esse meio

Paulo.

de produção era responsável por apenas 3,5% da A principal usina do país é a binacional de Itaipu,

região

Nordeste

do

país,

onde

venta

geração energética, e agora, no início de 2018, já é

que é pertencente ao Brasil e Paraguai. É a segunda

responsável

maior usina do mundo, perdendo somente para a

abastecido assim atualmente, e, com esses avanços,

usina Três Gargantas, localizada na China, e é

o Brasil passou a Itália no ranking de produção de

por

8%.

Metade

do

Nordeste

é

energia eólica e ocupa o 9º lugar no momento.

3. Indústria Tecnológica A principal região tecnológica e digital do país,

químico é matéria-prima base e fundamental para a

conhecida como Vale do Silício Brasileiro está

produção da maior parte dos circuitos e chips

concentrada na região Nordeste do Brasil, em Recife,

eletrônicos).

PB. Ela é tão importante que já foi denominada Vale do Silício Brasileiro.

grande diferença entre elas.

São mais de 300 empresas abrigadas na região, com

nove

mil

pessoas

Comparando as duas regiões, percebe-se uma

trabalhando

direta

O Silicon Valley começou a se desenvolver no

e

ano de 1950, com o objetivo de gerar e fomentar

indiretamente, 90 mil m² de espaços recuperados e

inovações no campo científico e tecnológico norte-

um faturamento superior a R$ 1,6 bilhão.

americano. Isso se concretizou de tal forma, que lá

Exemplos de empresas presentes no Vale: IBM, Accenture, Microsoft, HP, Samsung e Fiat Chrysler.

estão presentes as maiores empresas do ramo tecnológico mundial: Google, Apple etc.

O termo Vale do Silício foi primeiramente dado

De acordo com dados de 2016, as empresas do

à área industrial tecnológica presente na Califórnia,

Silicon Valley tiveram um lucro de mais de US$133

EUA (o nome Silício é utilizado porque este elemento

bilhões.

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4. Agroindústria Atualmente, a agroindústria é o pilar

da

economia

representando exportações compostas

cerca

do de

País,

48%

das

brasileiras,

que

são

principalmente

de

soja,

No plano internacional, o Brasil está entre os principais produtores agrícolas.

carne e matéria-prima para o setor sucroalcooleiro. O faturamento chegou a 86 bilhões de reais no ano de 2016, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA). Em

paralelo,

o

agronegócio

brasileiro aumentou sua participação no produto interno bruto (PIB), alcançando a marca de 23,5% em 2017, a maior participação em 13 anos. A CNA afirmou que a criação de empregos foi a mais alta em 5 anos nos setores de agricultura e produção de carne,

os

únicos

segmentos

da

economia que aumentaram a oferta de emprego.

Apesar de o produtor rural brasileiro ter imensa importância para a economia nacional e internacional, como visto ao longo dessa matéria, ele encontra grandes dificuldades de efetuar o escoamento de suas produções no País. Isso porque o principal meio modal de transporte de grãos é o rodoviário, o qual é muito deficitário

em

sua

estrutura,

caro

e

demorado,

aumentando, assim, o preço final da mercadoria transportada. Dessa forma, a melhor opção para o transporte de grãos, tanto para o produtor quanto para o consumidor, seria a modalidade ferroviária, pois esta abrange grandes distâncias, possui um custo menor, não enfrenta trânsitos, como os caminhões, e não há risco de perda de mercadoria pela péssima condição das rodovias brasileiras.

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CLT - Como era e como ficou A CLT foi criada pelo Decreto-lei nº 5.432, em 1º de maio de 1943, e sancionada por Getúlio Vargas, no período do Estado Novo. Dois fatores tornaram a CLT uma necessidade premente para época em que foi sancionada ou instituída: os diversos movimentos sindicais dos operários e o fato de que o país passava por um momento de desenvolvimento, mudando a economia de agrária para industrial. O principal objetivo da CLT é a regulamentação das relações coletivas e individuais trabalhistas, tanto do trabalho urbano quanto do rural. É composta por oito capítulos que especificam e abrangem direitos dos grupos trabalhistas brasileiros. Neles são encontradas informações como identificação profissional, jornada de trabalho, salário mínimo, férias anuais, segurança do trabalho, proteção da mulher e do menor, previdência social e regulamentos de sindicatos das classes trabalhadoras. No contexto atual, houve mudanças significativas da lei vigente.

Governo Segundo o ministério do trabalho e emprego, era importante modernizar a CLT, sendo necessário oficializar aquilo que é compactuado na mesa entre acordos coletivos de sindicatos com empresas, pois quando era contestado em uma vertente judicial, era anulado, mesmo tendo sido negociado entre as partes. A

legislação

da

década

de

1940,

que

trouxe

direitos

importantíssimos ao trabalhador, não é ruim, porém, tudo mudou, e o cotidiano do brasileiro não é o mesmo. A antiga reforma focava em uma população que trabalhava apenas nas indústrias. Hoje o comércio expandiu, a idade laboral aumentou e a formação dos trabalhadores é mais específica: essas pessoas precisam ser atendidas.

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Dep. Rogerio Marinho (relator). “A legislação trabalhista foi feita para um povo que morava no campo, e o Brasil não era visto ainda como um país industrializado. Era necessário adequar a legislação com estilo de trabalho atual do Brasil que compete com as maiores economias mundiais. Hoje ocorrem mais de 4 milhões de ações trabalhistas novas por ano, sobre qualquer conteúdo. O projeto apresenta uma série de medidas para que a conciliação seja o caminho e não apenas o litígio. Há excesso de sindicatos do Brasil não gerando estrutura forte.”

Associação Nacional da Justiça do Trabalho São necessárias algumas modernizações, como home office e o précontrato de trabalho o qual existe em outros países. Mas alguns pontos são retrocessos à constituição: o trabalho intermitente não vai regularizar o “bico”, mas os formais vão migrar para modelos de trabalhos menos protetivos. Cria uma série de obstáculos, marcando a desigualdade. Se comparado com outros países europeus ou EUA, o salário hora é bem menor. Impossibilita o acesso à justiça do trabalho. Mesmo que o acordo coletivo tire direitos do trabalhador, estará acima da lei. Professor de Direito Trabalhista São visões diferentes, uma que traz a necessidade da modernidade da lei, para que o trabalhador cresça e possa desenvolver relações de trabalho, e outro que denuncia a perda de direitos para que a lei permaneça da forma que está.

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Antes

Agora

Cabia ao sindicato elaborar essa agenda, com duração de um ano.

Cabe ao empregador em negociações com o empregado elaborar essa agenda, com duração de 6 meses.

Era obrigatória no valor de um dia de trabalho.

É opcional mantendo o valor anterior.

Não era previsto em lei.

O empregado recebe multa de 20% do FGTS, saque de 80% do FGTS aviso prévios de 15 dias trabalhado ou indenizado e sem direito a seguro desemprego.

Podia ser dividida, no máximo, em dois períodos.

Pode ser dividida, no máximo, em três períodos de no mínimo 5 dias e com um desses superior a 14 dias.

Piso de hora extra era, no mínimo, 20% maior que a hora normal.

Trabalhadores com 44 horas semanais ou mais não poderão fazer horas extras. O piso da hora extra passa para 50% a mais da hora normal.

Era considerada remuneração salarial para todos os efeitos legais.

Passa a ser a parte do salário, sem incidência trabalhista.

O empregado demitido só poderia ser recontratado na função anterior a partir de 90 dias depois de sua demissão sob pena de unificação de contrato.

Se for demitido, o funcionário não poderá ser recontratado na mesma função durante 18 meses, nem como terceirizado.

Não havia custo para o empregado em qualquer circunstância.

Não era previsto em lei.

O lado que perde paga os honorários e a multa estipulada.

Poderá existir trabalho por um contrato vigente no período máximo de 2 anos com possibilidade de prorrogação e com todos os direitos de contrato de tempo indeterminado exceto aviso prévio, multa de 40% do FGTS e seguro desemprego.

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GRUPO CLT Debate entre André Portela (Professor da EESP/FGV) e Marcelo Portela (Professor Universidade de Austin).

Jornada de trabalho, banco de horas e intervalos?

Permite negociações coletivas, não retiram direitos, é uma expansão. Abrange a oportunidade de negociá-los.

Os sindicatos ligados às maiores empresas vão ter capacidade de fazer valer seus interesses, mas todas as categorias profissionais não possuem sindicatos com o mesmo poder de barganha.

Imposto sindical

Imposto, como é hoje, cria sindicatos de fachadas.

Retirado de repente, as instituições não têm tempo para se preparar, reduzindo o poder de barganha.

Justiça do trabalho

Valer o negociado sobre o legislado tira muita incerteza das empresas.

Se a justiça está sobrecarregada, não é retirando direitos que vamos resolver.

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Primeira e Segunda Revolução Industrial primeira revolução industrial teve

A

Mulheres e crianças eram obrigadas a

início na Inglaterra e se espalhou pelo

trabalhar para pagar as contas, mesmo sendo

resto do mundo. Perdurou entre os

contra o pensamento da época.

anos de 1780 até 1850, tendo como principais

A partir de 1860, começa a ocorrer a

características a utilização de máquinas movidas

segunda revolução industrial e com isso surgem

a carvão e a vapor, potencializando em grande

novas tecnologias como a eletricidade, uma das

escala a linha de produção que até então era

principais tecnologias sendo a locomotiva um dos

artesanal e familiar.

seus principais símbolos.

Com o aumento populacional que ocorreu

A primeira linha de trem lançada na

na época, a demanda pela produção aumentou, e

Inglaterra chegava a 20km/h em 1804; em 1870,

com isso vieram as manufaturas, lugares onde a

no início da Segunda Revolução, o trem chegara

produção artesanal passou a ser produzida fora de

a 40km/h. Com esse avanço, o espanto e o medo,

casa.

características do século XIX, foram enormes

Dentro

das

manufaturas,

houve

a

descentralização de toda a produção em apenas

sobre as pessoas.

uma pessoa e aumentou a divisão de tarefas,

Porém, ao mesmo tempo em que a

seguida da utilização de maquinas movida a

sociedade evoluiu, outros problemas foram

carvão e a vapor.

ficando cada vez mais visíveis. As principais

As manufaturas eram lideradas pelos

cidades em liderança de tecnologia, Londres,

burgueses e, com a divisão de tarefas, por não

Manchester, Liverpool, eram muito pobres, com

precisar de especialização, não era difícil achar

pessoas

alguém que realizasse alguma parte do trabalho.

desigualdade social. Os maiores problemas,

Havia também facilidade de substituição dos

herdados da primeira revolução, eram as péssimas

operários, e os salários eram muito baixos.

condições de trabalho, os baixos salários e a

influentes

e

com

uma

enorme

Sem leis que apoiassem os operários, a

enorme exploração. Contra essas condições de

extensa carga horaria implementada junto com a

trabalho, havia os movimentos trabalhistas, como

indústria chegava até 16 horas diárias.

o Ludismo e Cartismo.

MATÉRIA FEITA PELOS ALUNOS DA TURMA TMSMB FEV18 GUSTAVO ROMERO ROSÁRIO SANTOS GUSTAVO VINÍCIUS BONIFÁCIO JOÃO VICTOR TALMA GOMES DE JESUS LUCAS CHAVES CANDIDO

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Movimentos Trabalhistas Com a primeira revolução industrial houve

Já o Cartismo foi um movimento melhor estruturado

um grande avanço nos países europeus século XIX.

que buscava direitos expostos em uma carta escrita por

Com a crescente do sistema capitalista, a classe

William Lovett, em maio de 1838, a Carta do Povo.

trabalhadora, operários, veio a existir. Com o

Nela havia algumas exigências que buscavam uma

surgimento dessa nova classe, foram geradas relações

melhor vida do trabalhador, porém, o movimento

entre os donos de fábrica (exploradores) e os

sofreu grande represália do parlamento inglês. Em

trabalhadores (explorados). Diante desta exploração e

1848, houve uma grande manifestação com cerca de

a forma precária de como eram tratados, surgiram dois

500 mil trabalhadores.

movimentos na Inglaterra: Ludista e Cartista. Esses dois movimentos tinham em comum a luta pela classe trabalhadora buscando direitos e

Após o movimento, uma onda de criação de leis trabalhistas surgiu com o ideal de combater explorações da mão de obra proletária.

tentando transformar o trabalho em algo mais humano.

Com o passar dos anos, os trabalhadores

O movimento Ludista tinha um ideal mais

criaram os movimentos socialistas para ter nova forma

radical: seus adeptos eram contra as grandes máquinas

de lutas por seus direitos. Os principais movimentos

e se juntavam para sua destruição, mas rapidamente o

foram o Anarquista, que dizia que as condições de vida

movimento perdeu força após a criação de sindicatos.

só melhorariam

com o fim do poder do Estado; e o Comunista,

que

acreditava

que

a

desta vez, 8 líderes foram presos e condenados à forca

exploração

ou à prisão perpétua. Mesmo com tudo isso, a luta não

capitalista acabaria somente quando os operários

parou. A pressão internacional levou o governo

assumissem o poder, controlando o Estado.

americano a anular o julgamento desses líderes e

No Brasil, tivemos a primeira greve

reconheceu sua inocência.

registrada em 1858 feita pelos tipógrafos que pediam

Em 1889, em Paris, o Congresso Operário

aumento salarial. Os primeiros sindicatos foram

Internacional, decretou o 1º de maio como o Dia

criados à mesma época em que houve grande

Internacional do Trabalhador. Após esse decreto, os

influência dos imigrantes europeus anarquistas e

trabalhadores conseguiram seus direitos, e reduziu-se

comunistas que trouxeram a discussão de leis

a jornada de trabalho para 8 horas.

trabalhistas.

Em 1930, a partir do governo Vargas,

Com o intuito de reduzir a carga horária de

algumas conquistas trabalhistas foram consolidadas,

trabalho de 14 ou 12 horas para 8 horas, 500 mil

mas os sindicatos foram mantidos de baixo dos olhos

trabalhadores foram às ruas de Chicago, nos Estados

do governo.

Unidos, no dia 1º de maio de 1886, em uma

Durante o golpe civil-militar, os sindicatos,

manifestação pacífica. Porém, a polícia agiu de forma

que antes tinham grande intensidade política, foram

desumana reprimindo os manifestantes, ferindo e

perseguidos e interromperam suas atividades, mas

matando dezenas de operários. No dia 5 de maio,

após a redemocratização surgiu o novo sindicalismo,

novamente saíram às ruas e foram reprimidos, porém,

resultado das grandes mobilizações no sudeste.

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Terceira e Quarta Revoluções Industriais A 3ª Revolução Industrial não teve um grande marco ou uma série de acontecimentos que a desencadearam e geraram mudança imediata. Ela teve início na segunda metade do século XX, por volta dos anos 60 e 70, quando uma evolução pôde ser notada e está em crescimento até os dias de hoje. Um sinal desse avanço ocorreu por volta de 1980, quando a internet começava a ser utilizada em redes do governo americano e faculdades de diversos estados. Os celulares, a internet, computadores e demais eletrônicos são algumas das evidências que mostram o avanço tecnológico e sua acessibilidade ao público. Por outro lado, longe das mãos do público, existe um outro avanço que está implícito na sociedade: a expansão e desenvolvimento do uso da tecnologia na indústria. Esse avanço ocorre quando as empresas passam a utilizar novas tecnologias em suas produções para baixar seus custos ao mesmo tempo em que aumentam sua produtividade e melhoram a qualidade de seus produtos. Esse avanço na tecnologia gera maior número de desempregados, pois máquinas substituem o trabalho que antes era feito em sua maioridade por força braçal. Além disso, um outro fenômeno acontece, o desemprego estrutural. Esse tipo de desemprego surge no momento em que a tecnologia avança, pois a mão de obra necessária passa a se tornar muito específica. Os resultados desses investimentos podem ser visíveis nos dias atuais no momento em que grande parte dos cursos técnicos ganha maior atenção. Campos como os da automação, elétrica e TI vêm se tornando cada vez mais imprescindíveis para os que buscam crescimento profissional ou até mesmo manter seu emprego. Pode-se chamar de 4ª Revolução Industrial essa que acontece agora e de forma pouco perceptível para quem não está inteirado do assunto. A realidade aumentada, aplicativos em plataformas digitais (Uber, Amazon, entre outros), impressoras 3D e a inteligência artificial de máquinas e robôs são alguns dos exemplos desse avanço atual. Porém, algo muito maior está tomando conta da indústria: a criação de qualquer produto apenas por conta da internet e digitalização de informações. Tudo que é físico está se tornando digital e vice-versa. Máquinas se comunicam entre si e tomam próprias decisões. Esses fatores avançam velozmente e criam, aos poucos, um novo mundo ao qual devemos nos adaptar.

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O APRENDIZ FERROVIÁRIO - MAIO 2018  

Leia jornal feito por nossos alunos do curso Técnico de Manutenção de Sistemas Metroferroviário - TURMA B -F18

O APRENDIZ FERROVIÁRIO - MAIO 2018  

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