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Interações perigosas Alertas sobre mau uso de medicamentos

Automedicação Porque devemos consultar o médico?

Genérica

Informação que gera conhecimento VENDA

PROIBIDA

JANEIRO - JUNHO 2010 | N° 01

Farm

SUS

Um caminho para a consolidação do acesso aos medicamentos e seu uso racional


AQUI TEM

FARMÁCIA POPULAR AGORA A FARMÁCIA POPULAR ESTÁ MAIS PERTO DE VOCÊ. E AS DOENÇAS, MAIS LONGE.


FARMÁCIA POPULAR: É O MINISTÉRIO DA SAÚDE DANDO MAIS ATENÇÃO A VOCÊ E AO SEU BOLSO. O Ministério da Saúde leva o Programa Farmácia Popular do Brasil para mais perto de você. Agora, farmácias e drogarias da rede privada espalhadas por todo o País poderão funcionar também como postos da Farmácia Popular. Nelas, você encontra os principais medicamentos para Hipertensão, Diabetes e Anticoncepcionais até dez vezes mais baratos. Os descontos vão de 50% a 90% e valem inclusive para os remédios genéricos. Tudo sem complicação nem burocracia Para adquirir seus medicamentos nas farmácias participantes do Programa Farmácia Popular, você só precisa levar sua receita assinada por um médico e o seu CPF. Informações e segurança As informações constantes na receita, o seu nome, o nome do médico, o CRM, a quantidade de medicamentos e o local onde foi feita a venda serão catalogados em um sistema informatizado, para sua maior segurança. Para economizar, procure sempre uma farmácia perto de você com a marca da Farmácia Popular.

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Fluxograma sobre com é feita a dispensação de medicamentos. Fluxograma

Pág. 18

SUMÁRIO

Janeiro - Junho 2010

Dispensação de Medicamentos

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Pág. 24

Automedicação Administração de medicamentos sem orientação ou prescrição médica. Reportagem

Pág. 33

Fitoterapia


Pág. 05

Farm

SUS

História Farmácia do SUS Politica Nacional de Medicamentos Reportagem de capa

Pág. 16

uso de medicamentos e Interações Osuasmauconsequências. Perigosas Reportagem

Pág. 20

Fármacia do SUS | Bruno de Faria

Entrevista com Bruno de Faria, farmacêutico da farmácia do SUS de Santa Luzia.

Entrevista

Medicamentos Contaminados? Isso tem Solução!

Reportagem

Pág. 28

Os Desafios de Envelhecer O envelhecimento da população tende a proporcionar desafios cada vez maiores aos serviços de saúde. Reportagem Pág. 32

INOVAÇÃO OU NÃO?

Tratamento caracterizado pelo uso de plantas medicinais.

Reportagem Janeiro - Junho 2010 | Genérica |

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Carta ao

Leitor Rua Guajajaras, 175 - Centro Belo Horizonte - MG | CEP: 30180-100

A

Genérica deste mês aborda temas relacionados à Farmácia do SUS, visando informar o leitor sobre a instituição, assim como, seus objetivos e funcionamento. Através de uma entrevista, realizada com o farmacêutico Bruno Silva, o qual atua na unidade de Santa Luzia, da Farmácia do SUS, destacando a importância deste profissional no estabelecimento. Além destas reportagens, têm-se outras que ressaltam, por exemplo, o receituário dos diversos programas do SUS, as formas farmacêuticas dispensadas na farmácia do SUS e seus meios de contaminação, as interações medicamentosas possíveis, os medicamentos mais dispensados, os processos de dispensação para idosos e a prática da automedicação.

Genérica Editores Aline Luiza Marcondes Lopes Sarah Franciane Costa Henrique Carvalho Alves Henrique Mendes Resende Camila Nunes de Melo Mariana Brandão P. Luiza Wronski Lima de Souza

Direção de Arte e Diagramação Leonardo Jardim

Tiragem: 1000

Boa leitura!

Ano 01 | Nº 01 Edição semestral Janeiro - Junho de 2010

Equipe A Revista Atendimento ao leitor www.revistagenerica.com.br revistagenerica@revistagenerica.com.br

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Farm

Reportagem de capa

O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. Ele abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país. Amparado por um conceito ampliado de saúde, o SUS foi criado em 1988 pela Constituição Federal Brasileira para ser o sistema de saúde dos mais de 180 milhões de brasileiros. Além de oferecer consultas, exames e internações, ele também promove campanhas de vacinação e ações de prevenção e de vigilância sanitária – como fiscalização de alimentos e

registro de medicamentos –, atingindo, assim, a vida de cada um dos brasileiros. Antes da criação do SUS, que completa 22 anos em 2010, a saúde não era considerada um direito social. O modelo de saúde adotado até então dividia os brasileiros em três categorias: os que podiam pagar por serviços de saúde privados; os que tinham direito à saúde pública

por serem segurados pela previdência social e os que não possuíam direito algum. Assim, o SUS foi criado para oferecer atendimento igualitário e cuidar e promover a saúde de toda a população. O Sistema constitui um projeto social único que se materializa por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros. (Ministério da Saúde/SUS, 2010)

O uso do SUS é um direito constitucional:

Art. 196: A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. (CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, 1988)

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Reportagem de capa

Linha do tempo. Fonte: SUS 20 anos – A saúde do Brasil” - Ministério da Saúde, 2008

SUS E FARMÁCIA POPULAR – UM BREVE HISTÓRICO Em comemoração aos vinte anos do SUS o Ministário da Saúde lançou a cartilha “SUS 20 anos - A saúde no Brasil”. Nela você pode encontrar um histórico completo das duas decadas alem de muitas outras informações. Através de uma linha do tempo o SUS compilou os principais marcos de cada ano, relacinando um antes e depois.

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Reportagem de capa

Figura 2 – Antes e Depois. Fonte: SUS 20 anos – A saúde do Brasil” - Ministério da Saúde, 2008

Antes e Depois. Fonte: SUS 20 anos – A saúde do Brasil” - Ministério da Saúde, 2008

Antes e Depois Antes de 1988, o atendimento dos hospitais públicos estava restrito a 30 milhõs de brasileiros. Com a Constituição de 1988, mais de 70 milhões de pessoas passaram a ter direito ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde.

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Reportagem de capa

Política Nacional de

Medicamentos Um caminho para a consolidação do acesso aos medicamentos e seu uso racional Para garantir à saúde da população o SUS precisou organizar uma estrutura sólida que garantisse o acesso ao medicamento. Em 1998 foi criada a política nacional de medicamentos que tem como diretriz o acesso da população a medicamentos seguras, eficazes e de qualidade. Anteriormente a política de medicamentos não tinha uma organização eficiente, o que gerava gastos excessivos, falhas no ciclo de assistência e o mais grave, os usuários não tinham garantia de acesso aos medicamentos devido às falhas no processo de seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição e dispensação.

Prioridades

Diretrizes da Política Nacional de Medicamentos • Adoção de relação de medicamentos essenciais RENAME; • Regulamentação sanitária de medicamentos; • Reorientação da assistência farmacêutica; • Promoção do uso racional de medicamentos; • Desenvolvimento científico e tecnológico; • Promoção da produção de medicamentos; • Garantia da segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos; • Desenvolvimento e capacitação de recursos humanos.

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• • • • • • •

Revisão permanente da RENAME; Descentralização da Assistência farmacêutica; Registro e uso de medicamentos genéricos; Campanhas educativas; Formulário Terapêutico Nacional; Farmacoepidemiologia e farmacovigilância; Organização das atividades de vigilância sanitária de medicamentos.


Reportagem de capa

Programa de Acesso ao Medicamento

Farmácia Popular

Em 2004, criou-se um programa com o intuito de ampliar o acesso aos medicamentos essenciais, que ficou conhecido como Farmácia Popular. Tal programa oferece à população medicamentos a preço de custo, e entre eles estão os analgésicos, antihipertensivos, medicamentos para colesterol, gastrite, diabetes e outros. O Programa

atua sobre dois sistemas: as unidades próprias, que são desenvolvidas em parceria com Municípios e Estados e o sistema de co-pagamento, desenvolvido em parceria com farmácias e drogarias privadas. Atualmente, no Brasil, já existem 521 farmácias unidades próprias em 405 municípios, sendo todas instaladas através de uma parceria do Ministério

da Saúde e da Fiocruz. Devido ao sucesso do Programa Farmácia Popular, criou-se em 2006 o programa “Aqui tem Farmácia Popular”, que consiste numa parceria firmada com farmácias da rede privada para oferecer medicamentos para diabetes e hipertensão. Em 2007 foram incluídos os contraceptivos (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2008).

A evolução dos programas tem sido evidente, com o aumento do número de farmácias credenciadas, como mostra o quadro abaixo:

EVOLUÇÃO DO PROGRAMA FARMACIA POPULAR   Quantidade de unidades próprias

PERÍODO 2004

2005

2006

2007

2008

2009

27

78

254

406

502

529

TOTAL 529

Evolução do programa farmácia popular Fonte:(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2008) EVOLUÇÃO DO PROGRAMA AQUI TEM FARMACIA POPULAR     Quantidade de empresas credenciadas

PERÍODO 2004

2005

2006

2007

2008

2009

-

-

3.627

3.627

5.181

8.556

Evolução do programa aqui tem farmácia popular Fonte: (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2008)

TOTAL

8.556

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Reportagem de capa

Farmácia

Popular

X

A Farmácia Popular atua sobre dois eixos de ação: as unidades próprias; e o sistema de co-pagamento. Nas unidades próprias, o usuário recebe atendimento personalizado, realizado por farmacêuticos e outros profissionais qualificados.

Farmácia

SUS

As unidades próprias contam, atualmente, com um elenco de 107 medicamentos mais o preservativo masculino, os quais são dispensados pelo seu valor de custo representando uma redução de até 90% do valor, comparandose com farmácias e drogarias privadas. A única condição para a aquisição dos medicamentos é a receita médica ou odontológica. Já no sistema de co-pagamento, o Governo paga uma parte do valor dos medicamentos e o cidadão paga o restante. O valor pago pelo Governo é fixo, por isso,

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o cidadão pode pagar menos para alguns medicamentos do que para outros. Para ter acesso a essa economia, basta que a pessoa procure uma drogaria com a marca “Aqui tem Farmácia Popular” e apresente a receita médica acompanhada do seu CPF. (Ministério da Saúde, 2008) Na farmácia do SUS, os medicamentos da assistência farmacêutica básica, medicamentos estratégicos e medicamentos de saúde mental

medicamentos necessários para o tratamento específico de determinadas doenças, como diabetes, hipertensão arterial, tuberculose, hanseníase, malária, distúrbios mentais, ou mesmo para qualquer outra doença, inclusive aqueles de alto custo e de uso controlado. Para saber onde obter tais medicamentos, o paciente deve-se informar no serviço de saúde onde é assistido ou procurar a Secretaria Municipal de Saúde (órgão responsável

são oferecidos gratuitamente, conforme a Constituição Federal, assim como os

pelo SUS no município) da cidade onde reside. Cada paciente deve se inscrever em


um programa específico para o recebimento de determinado medicamento de uso controlado ou não. (Ministério da Saúde, 2007). Em todo e qualquer ambiente no qual aconteça a dispensação de medicamentos, é necessário que seja seguido o ciclo de assistência

A

Reportagem de capa

farmacêutica. O ciclo se inicia com a Seleção dos medicamentos, depois a programação, aquisição, armazenagem, distribuição e dispensação. A seguir, serão abordados os seis passos do ciclo enfatizando o Sistema Único de Saúde.

Seleção de

Medicamentos

A seleção tem o objetivo de oferecer ganhos terapêuticos e econômicos. Portanto, deve definir e estabelecer uma relação de medicamentos essenciais, escolhidos de acordo com o perfil epidemiológico da população local, para atender às verdadeiras necessidades da população, considerando o Elenco Mínimo Obrigatório (EMO) para a Atenção Básica estabelecido nos anexos II, III e IV da Portaria n. º 2084/GM, de 26 de outubro de 2005.

A seleção deve ser feita por uma comissão permanente de profissionais de saúde, com conhecimentos especializados, por critérios de necessidade, qualidade e eficácia comprovada. Sua utilização deve ser obrigatória nos serviços de saúde, especialmente pelos prescritores. Esta seleção deve ser revisada periodicamente e amplamente divulgada a todos os profissionais de saúde. O Ministério da Saúde é responsável pela publicação da Relação Nacional de Medicamentos (RENAME), uma lista com os medicamentos essenciais para tratar as doenças mais comuns na população. Com base nela, estados e municípios constroem sua própria relação de medicamentos. A lista possui 342 fármacos, 8 correlatos

(preservativos, iodo, diafragma, álcool etílico, entre outros) e 33 imunoterápicos (soros e vacinas). Todos são disponibilizados em 552 formas de apresentação (comprimido, ampola, injetável, solução). Estes medicamentos possuem um ou mais princípios ativos, registrados na Anvisa e que apresentam menor custo nas etapas de armazenamento, distribuição, controle e tratamento. Além disso, todas as fórmulas apresentam valor terapêutico comprovado, com base em evidências clínicas. Em 2005, o Ministério da Saúde instituiu a Comissão Técnica e Multidisciplinar de Atualização da Rename (Comare). Participam da revisão vinte membros, entre representantes de universidades brasileiras, entidades civis e científicas, além das Janeiro - Junho 2010 | Genérica | 11


Reportagem de capa

três instâncias gestoras do SUS. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006) O Brasil optou por selecionar os medicamentos não apenas para as doenças mais prevalentes, mas também contempla aqueles indicados para as doenças negligenciadas. Os critérios de seleção têm sido norteados, de maneira geral, pelas recomendações da OMS. Assim, são considerados: dados consistentes e adequados de eficácia e segurança de estudos clínicos; evidência de desempenho em diferentes tipos de unidades de saúde; disponibilidade da forma farmacêutica em que a qualidade adequada, incluindo a

biodisponibilidade; estabilidade nas condições previstas de estocagem e uso; custo total de tratamento e preferência por monofármacos. É importante frisar que a seleção de medicamentos essenciais se dá independente de ser ou não medicamento de alto custo, sendo incluídos medicamentos de uso ambulatorial e hospitalar, incluindo medicamentos de alto custo como os medicamentos para neoplasias e para os programas ministeriais, inclusive o Programa Nacional de Doenças Transmissíveis/Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). (Fiocruz, 2001).

Farmácia Popular O elenco de Medicamentos do Programa Farmácia Popular do Brasil foi definido mediante critérios epidemiológicos, considerando as principais doenças que atingem a população brasileira e cujos tratamentos geram maior impacto no orçamento familiar. Foram eleitos os medicamentos mais eficazes e seguros indicados para tratar tais doenças, ou seja, são aqueles que apresentam o melhor resultado e o menor risco para os pacientes. O elenco inicial de medicamentos compreende 94 apresentações farmacêuticas, apresentadas pelos seus nomes genéricos. Eles representam mais de 1200 marcas comerciais de medicamentos que são os nomes de fantasia registrados para o comércio farmacêutico. A lista de medicamentos das Farmácias Populares do Brasil está baseada na RENAME, considerando no mínimo um medicamento de cada um dos principais grupos terapêuticos cobertos 12 | Genérica | Janeiro - Junho 2010

pela lista. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002)

A Programação Medicamentos A programação deve ser feita com base na relação de medicamentos na fase de seleção, e seu objetivo principal é definir as quantidades do medicamento selecionado que devem ser adquiridos, priorizando-os e compatibilizando-os com os recursos disponíveis de modo a evitar a descontinuidade do abastecimento. A estimativa das necessidades programadas deve avaliar a situação local de saúde; o nível de acesso dos usuários aos medicamentos; o perfil de doenças da população; as metas de cobertura e oferta de serviços e a disponibilidade orçamentária e financeira. (MINISTÉRIO DA SAUDE, 2006) A aquisição de medicamentos é uma das


Reportagem de capa

A Aquisição de Medicamentos

Na farmácia do SUS principais atividades da Gestão da Assistência Farmacêutica e deve estar estreitamente vinculada às ofertas de serviços e à cobertura assistencial dos programas de saúde. Uma boa aquisição de medicamentos deve considerar primeiro o que comprar (seleção); quando e quanto comprar (programação); e como comprar. O monitoramento e a avaliação dos processos são fundamentais para aprimorar a gestão e intervir nos problemas. Considerando o modelo de organização do SUS e os esforços operacionais que demanda, a aquisição de medicamentos pode ser realizada por meio de cooperação entre municípios, tendo em vista que a seleção de medicamentos pode considerar realidades de saúde comuns a municípios de uma determinada região. (MINISTÉRIO DA SAUDE, 2006)

Na farmácia popular Nas Unidades Próprias, os medicamentos são adquiridos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pelo abastecimento das unidades em todo país. A Fiocruz adquire os medicamentos preferencialmente de laboratórios oficiais que são legalmente dispensados de licitação pela Lei 8.666, de 21 de junho de 1993 e complementarmente de laboratórios privados por meio de licitação na forma de pregão. Os medicamentos dispensados são os que

normalmente a drogaria adquire no sistema de co-pagamento, porém, quando credenciada no Programa, o usuário paga parte do valor do medicamento, cerca de 10%, e o Ministério da Saúde paga o restante. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002)

Fármácia do SUS

O Armazenamento de medicamentos Segundo o ministério da saúde o processo de armazenamento de medicamentos não se distingue entre nenhuma unidade de saúde que faça a dispensação de medicamentos. Nesse sentido, não importa o volume a ser estocado, sendo uma grande central de abastecimento farmacêutico, uma unidade macrorregional ou uma pequena farmácia de dispensação na unidade de saúde, independentemente da escala, todos os critérios deverão ser observados e os procedimentos adotados. O armazenamento envolve inúmeros processos, desde o recebimento até a entrega, passando pela estocagem, segurança, conservação e controle. (Ministério da Saúde, 2004) Janeiro - Junho 2010 | Genérica | 13


Reportagem de capa

O Distribuição de medicamentos

A distribuição de medicamentos assim como o armazenamento é um processo padrão entre as unidades de saúde. “Entende-se por distribuição de medicamentos a atividade de suprir a unidade solicitante com os itens requisitados, em quantidade, qualidade e tempo hábil. Não se trata apenas de entregar medicamentos. Uma distribuição correta e racional deve atender aos seguintes requisitos: rapidez na entrega, segurança no transporte e eficiência no sistema de informação e controle.” (Conass, 2004).

O Dispensação de medicamentos

Na farmácia do SUS A dispensação consiste em entregar o medicamento indicado ou um correto substituinte, na dose certa e na quantidade necessária ao próprio paciente ou outra pessoa, desde que seja autorizada por ele. Na maioria das vezes, é indispensável à apresentação de uma prescrição elaborada por profissional autorizado. Na receita, é necessário que esta contenha todas as informações imprescindíveis para que a dispensação possa ser realizada de forma correta. Na ocasião em que for dispensar um medicamento, o farmacêutico deve verificar cuidadosamente o que foi prescrito, ou seja, o nome do medicamento, a forma farmacêutica, a concentração e a quantidade, e deve explicar todas estas informações ao paciente, já que este é quem irá administrar o medicamento na ausência 14 | Genérica | Janeiro - Junho 2010

de um profissional de saúde, além da obrigação e responsabilidade de estar presente quando um medicamento for retirado do estoque. É necessário verificar o prazo de validade, com intuito de se priorizar a movimentação do produto com data de vencimento mais próxima e observar a embalagem e rotulagem, permitindo assim a adequada preservação e inequívoca identificação do medicamento. Estes, portanto, são aspectos muito relevantes na atuação do farmacêutico no campo da distribuição e dispensação. O processo de dispensar medicamentos é praticamente o mesmo em todas as farmácias. O método de dispensação usado pela farmácia popular se baseia em liberar os medicamentos mediante apresentação de receita


Reportagem de capa

farmacêutica no SUS, a principal etapa na qual encontramos uma diferença entre o procedimento na farmácia do SUS e na farmácia popular é o da dispensação. Na farmácia do SUS o medicamento é gratuito e, para o paciente receber, é necessário credenciar-se em um dos programas do Governo. Já na Farmácia Popular, o paciente paga somente 10% do valor do medicamento e qualquer pessoa com uma receita válida e seus documentos consegue efetuar a compra. Todas as outras etapas dependem principalmente da seleção de medicamentos e, como a seleção dos medicamentos é padronizada, as etapas subseqüentes não se diferenciam muito.

medica original. As exigências são de que esteja no prazo legal (um ano de prescrição), número correto de medicamentos a serem usados no tratamento, e por quanto tempo será utilizado. Os medicamentos só poderão ser retirados na quantidade correspondente a um tratamento de seis meses. Após este tempo, é necessária outra receita. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2008).

Na popular

farmácia

Na farmácia popular, o paciente, após ter seu receituário devidamente avaliado, irá receber seus medicamentos com a adequada assistência do farmacêutico sobre como administrar tal medicamento. E para adquirir seu tratamento, o individuo paga apenas 10% do valor do medicamento. Na farmácia do posto de saúde, o processo é praticamente o mesmo. O paciente tem que apresentar as duas vias da receita, e uma fica retida na farmácia, que possui tratamento correspondente a 2 meses, no máximo, sendo que somente são liberados medicamentos suficientes para 30 dias. A receita do paciente haverá um carimbo informando quando este, deve voltar para adquirir o restante dos medicamentos. O paciente tem que apresentar também o cartão do SUS, provando que está regularmente cadastrado no posto de saúde. Desta forma, a população menos favorecida consegue obter seu tratamento sem ter que pagar pelos remédios, podendo assim, utilizar seu dinheiro para outros fins. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2008). Na abordagem do ciclo da assistência

Referências Bibliográficas: 1. 2.

3.

4.

5.

6.

7.

Constituição da República Federativa do Brasil, 1988 – Brasil. Fiocruz, 2001. Seleção de medicamentos. Disponível em:<www.fiocruz.br>. Acesso em: 08 à 14 de março de 2010. Ministério da Saúde, 2002. Farmácia popular do Brasil. Disponível em: < www.saude.gov.br>. Acesso em: 08 à 14 de março de 2010. Ministério da Saúde, 2004. Armazenamento de medicamentos. Disponível em: <www.saude.gov.br> Acesso em: 08 à 14 de março de 2010. Ministério da Saúde, 2006. Programação de medicamentos. Disponível em: <www.saude.gov.br>. Acesso em: 08 à 14 de março de 2010. Ministério da Saúde, 2008. Vinte anos do SUS. Disponível em: <www.saude.gov.br>. Acesso em: 08 à 14 de março de 2010. Ministério da Saúde, 2010. SUS. Disponível em: <www. saude.gov.br>. Acesso em: 08 à 14 de março de 2010.

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Interações medicamentosas

Interações

Perigosas

A principal causa de intoxicação entre os brasileiros, demonstra um levantamento do Sistema Nacional de Informações Toxicofarmacológicas, é o mau uso de remédios.

Muitos remédios se tornam ineficazes ou perigosos quando associados a outros. Mas mesmo alimentos e fitoterápicos podem interagir de maneira nociva com remédios. A automedicação é um mau hábito cultivado por 60% dos brasileiros. “Para complicar,

há uma desatenção generalizada por parte dos médicos com os problemas causados por certas combinações”, diz o toxicologista Gilberto De Nucci. Eis as associações mais frequentes e arriscadas:

+ALIMENTOS

REMÉDIO

+

CORTICOIDES ANTI-INFLAMATÓRIOS Nomes comerciais*: CORTICOIDES : Beclometasona, Budesonida, Formoterol, Fenoterol, Furoato de Mometasona, Salbutamol, Salmeterol e os anti-inflamatórios Dexametasona creme 0,1% Efeitos: dores de estômago e maior risco de sangramento e formação de úlceras Recomendações: especialmente quando o tratamento com corticoide dura mais de cinco dias, não se devem combinar os dois medicamentos.

+

ANTIÁCIDOS ANTIBIÓTICOS Nomes comerciais: 16 | Genérica | Janeiro - Junho 2010

+

BRONCODILATADORES GORDURA

Cloridrato de ranitidina comprimido 150 mg e antibióticos em geral Efeitos: os antiácidos mais comuns diminuem a taxa de absorção do antibiótico. Até 70% do seu princípio ativo deixa de ser aproveitado Recomendações: é um erro tomar um antiácido para combater a dor de estômago que o antibiótico possa provocar. É preciso esperar pelo menos uma hora depois da ingestão do antibiótico para tomar o antiácido.

Nomes comerciais: Prednisona comprimido 5 mg Sulfato de salbutamol aerossol 100 mg/dose. Efeitos: o princípio ativo dos broncodilatadores, ao ser absorvido no intestino, compete com a digestão da gordura dos alimentos – um dificulta a absorção do outro. Em menor quantidade, o remédio perde o efeito esperado e as crises respiratórias voltam muito antes do previsto. Recomendações: não se devem fazer refeições ricas em gordura duas horas antes nem duas horas depois de tomar


o medicamento. É o tempo mínimo para que ele passe pelo intestino e caia na corrente sanguínea em quantidade suficiente.

REMÉDIO

+BEBIDAS

ANTIPARASITÁRIOS ÁLCOOL

+

Nomes comerciais: Mebendazol comprimido 100 mg Efeitos: a associação causa dores de cabeça, taquicardia, náuseas e sudorese. Em casos extremos, pode desencadear convulsões Recomendações: os tratamentos contra parasitas são curtos – duram, em média, até três dias –, mas a interação pode acontecer mesmo com doses moderadas de álcool. Depois do tratamento, é preciso esperar 24 horas até que o medicamento seja eliminado do organismo PARACETAMOL ÁLCOOL

+

Nomes comerciais: Paracetamol solução oral 200 mg/ml Paracetamol comprimido 500 mg AAS comprimido 100mg Efeitos: o álcool e o paracetamol, presente em analgésicos, são metabolizados no fígado e, em combinação, produzem um resultado altamente tóxico. Utilizada

com frequência, a mistura pode lesionar o fígado. O uso concomitante e recorrente das duas substâncias pode ser fatal. Recomendações:não existe ideia mais equivocada do que tomar um comprimido de paracetamol para curar a dor de cabeça de uma ressaca. É recomendável esperar, no mínimo, seis horas para ingerir qualquer bebida alcoólica depois do analgésico

Interações medicamentosas

+

REMÉDIO FITOTERÁPICOS

+

GINKGO BILOBA ÁCIDO ACETILSALICÍLICO

Nome comercial: Aspirina Efeitos: no organismo, as ações anticoagulantes das substâncias se somam, aumentando o risco de sangramentos internos Recomendações: só é seguro tomar ginkgo biloba depois de no mínimo dez dias do uso de Aspirina.

Referências Bibliográficas: VEJA Edição 2112 13 de maio de 2009 PORTARIA Nº 74 DE 20 DE JANEIRO DE 2009 MINISTÉRIO DA SAÚDE FÓRUM DE COMPETITIVIDADE DA CADEIA PRODUTIVA FARMACÊUTICA Acesso aos Medicamentos, Compras Governamentais e Inclusão Social Brasília, 23 Janeiro - Junho 2010 | Genérica | 17


FUNÇÃO

Secretaria Estadual de Saúde

PROGRAMA

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Armazenar e Distribuir aos municípois

Dispensação

Financiamento de Medicamentos

Programa de Medicamentos de Alto Custo

São considerados medicamentos de alto custo (excepcionais) aquelas para o tratamento de doenças crônicas que necessitam, geralmente, de assistência inserida na média ou alta complexidade e cujo valor unitário do medicamento ou do tratamento, em geral, é elevado.

DEFINIÇÃO DISPENSAÇÃO

DE MEDICAMENTOS NA FARMÁCIA DO SUS

DISPENSAÇÃO

Fluxograma

Os insumos

básicos estã

O controle dos pacientes é individualizado,

Farmácias e

com identificação por meio de Cadastro de Pessoa Física (CPF), diagnóstico feito com base na Doenças

Classificação Internacional (CID) e determinação

em todo Esta

e são distrib

de de

quantidades máximas de medicamentos, com critérios estabelecidos para dispensação, como exames e testes diagnósticos

aqueles paci

prescrição vá

Documentos necessários: 1- CPF (original e fotocópia. 2- Documento de Identidade (original e fotocópia) 3- Comprovante de residência (original e fotocópia). 4- Receita médica em 02 (duas) vias, com medicamento e posologia diária 5- SME - Solicitação de Medicamentos Excepcionais: 4 (quatro) vias 6- Laudo clínico resumido


Secretaria Municipal de Saúde

Ministério da Saúde

Financiamento de Medicamentos

Dispensação

Os medicamentos básicos são aqueles destinados à Atenção Primária à Saúde. São adquiridos pelo governo do estado com recurso tripartite, federal, estadual e municipal e distribuídos para os 853 municípios do estado de Minas Gerais

São considerado medicamentos estratégicos aqueles utilizados em doenças com perfil endêmico e impacto sócio-econômico importante cujo controle e tratamento tenham protocolos e normas estabelecidas.

ão disponíveis em Unidades de Saúde

ado de Minas Gerais

buídos gratuitamente

ientes que tem uma

álida

Documentos necessários: 1- CPF (original e fotocópia. 2- Documento de Identidade (original e fotocópia) 3- Comprovante de residência (original e fotocópia). 4- Receita médica em 02 (duas) vias, com medicamento e posologia diária 5- Laudo clínico resumido

DST/AIDS DIABETES HIPERTENSÃO HANSENÍASE MENINGITE TUBERCULOSE PESTE TRACOMA MALÁRIA LEISHMANIOSE

Os insumos e medicamentos estratégicos estão disponíveis em Farmácias e Unidades de Saúde em todo Estado de Minas Gerais e são distribuídos gratuitamente aos pacientes cadastrados nos programas.

DISPENSAÇÃO

s e medicamentos

DEFINIÇÃO

Programa de Medicamentos Estratégicos

PROGRAMA

Programa de Medicamentos Básicos

FUNÇÃO

Financiamento de Medicamentos

Referencia Bibliográficas: 1 – Portal do SUS com acesso entre 25de março à 4 de abril. http://portal2.saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=31222 http://bvsms.saude.gov.br/bvs/periodicos/informesaude/informe174.pdf http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/saudebrasil_novembro2006.pdf http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dsphttp://www.saude.sp.gov.br http://www.mg.gov.br http://www.mds.gov.br/bolsafamilia/o_programa_bolsa_familia 2 – Portal da SES com acesso entre os 25 de março e 4 de abril. http://www.saude.mg.gov.br/politicas_de_saude/farmacia-de-minas-1/gme/Manual_Med_Estrategicos.pdf http://www.saude.mg.gov.br/politicas_de_saude/farmacia-de-minas http://www.saude.mg.gov.br/politicas_de_saude/hiperdia-mineiro http://www.saude.mg.gov.br/politicas_de_saude/programa-estadual-de-dst-aids

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Entrevista

Farmácia do

SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. Ele abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país. Amparado por um conceito ampliado de saúde, o SUS foi criado, em 1988, pela Constituição Federal Brasileira, para ser o sistema de saúde dos mais de 180 milhões de brasileiros. Além de oferecer consultas, exames e internações, o Sistema também p r o m o v e campanhas de vacinação e ações de prevenção e de vigilância sanitária – como fiscalização de alimentos e registro de medicamentos – atingindo, assim, a vida de cada um dos brasileiros. Antes da criação do SUS, que completa 22 anos em 2010, a saúde não era considerada 20 | Genérica | Janeiro - Junho 2010

Farmácia do SUS, do município de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte.

um direito social. O modelo de saúde adotado até então dividia os brasileiros em três categorias: os que podiam pagar por serviços de saúde privados; os que tinham direito à saúde pública por serem segurados pela previdência social (trabalhadores com carteira assinada); e os que não possuíam direito algum. Assim, o SUS foi criado para oferecer atendimento

igualitário e promover a saúde de toda a população. O Sistema constitui um projeto social único que se materializa por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros.


Entrevista

Entrevista

Bruno de Faria Costa

Entrevista concedida pelo farmacêutico Bruno de Faria Costa, CRF-MG 18144, profissional da Farmácia do SUS, do município de Santa Luzia. GENÉRICA: HÁ QUANTO TEMPO VOCÊ TRABALHA NA FARMÁCIA DO SUS?

BRUNO DE FARIA: Há 4 anos.

BRUNO: A diferença básica é que não visamos lucro e sim o benefício direto ao usuário.

G: COMO É FEITA A DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS?

“quando solicitados prestam esclarecimentos sobre: posologia, modo de uso, reações adversas, interações medicamentosas e ação esperada dos medicamentos.”

BRUNO: Através do

receituário do SUS ou hospitais conveniados. O paciente se dirige a farmácia onde recebe suas medicações e é Bruno Faria, farmaceutico, sobre atendiorientado sobre como Bruno: Programo mento nas farmácias populares. utilizar os mesmos, e seleciono caso o usuário tenha medicamentos; alguma dúvida ele controlo o estoque; coordeno duas farmácias pode solicitar ajuda ao farmacêutico, sempre de distribuição de medicamentos, duas internas presente durante o horário de funcionamento do de pronto atendimento e uma farmácia popular estabelecimento. do Brasil; gerencio funcionários; presto atenção farmacêutica a pacientes diabéticos com aferição G: QUAIS AS PRINCIPAIS da pressão arterial e medida de glicemia capilar.

G: QUAIS SÃO SUAS FUNÇÕES COMO FARMACÊUTICO?

G: O QUE DIFERE O SEU PAPEL DE PROFISSIONAL FARMACÊUTICO NA ÁREA DO SUS DOS DEMAIS PROFISSIONAIS?

INFORMAÇÕES PASSADAS AOS PACIENTES DURANTE A DISPENSAÇÃO?

BRUNO: Devido ao grande volume de atendimento diário (1.800 pacientes/dia) os Janeiro - Junho 2010 | Genérica | 21


Entrevista

farmacêuticos normalmente não estão em contato direto com os pacientes, mas quando solicitados prestam esclarecimentos sobre: posologia, modo de uso, reações adversas, interações medicamentosas e ação esperada dos medicamentos.

hormônios para prevenir a gravidez); • Enalapril (hipertensão arterial); • Metformina (antidiabético, associado ao regime alimentar); • Glibenclamida (tratamento oral do diabetes mellitus não insulino-dependente) • AAS (alívio de cefaléia, dores em geral e sintomas de resfriado e gripe); G: QUE PROGRAMAS DE • Furosemida (hipertensão arterial leve e DISPENSAÇÃO DE moderada); MEDICAMENTOS • Amoxicilina (tratamento SÃO FEITOS NA “O paciente se dirige a de infecções); FARMÁCIA DO farmácia onde recebe suas • Fluoxetina (tratamento SUS? da depressão, medicações e é orientado associada ou não à sobre como utilizar os ansiedade); BRUNO: São mesmos, caso o usuário • Omeprazol (tratamento os programas de problemas tenha alguma dúvida ele da tuberculose, causados pela pode solicitar ajuda ao esquistossomose, acidez e/ou refluxo leishmaniose, farmacêutico, sempre gástrico) hanseníase, • Sinvastatina (tratamento presente durante o horário toxoplasmose, diabetes, de hiperlipdemia, de funcionamento do DST, AIDS, hipertensão reduçao dos niveis e saúde mental, asma e estabelecimento.” de colesterol, riscos tabagismo. de AVC e infarto do Bruno Faria, farmacêutico, sobre a moicárdio) dispensação de medicamentos. • Clorazepam (tratamento G: QUAIS SÃO OS de transtorno de MEDICAMENTOS ansiedade, de humor, de síndromes psicóticas MAIS PROCURADOS? e vertigem) • Diazepam (tratamento da ansiedade, BRUNO: Os mais procurados são: relaxante muscular, alívio sintomático da • Captopril (hipertensão arterial); abstinência alcoólica aguda). • Hidroclorotiazida (diurético); • Anticoncepcional (combinação de

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A maioria das pessoas acredita que o Sistema Único de Saúde, o SUS, não é muito importante, já que muitas delas possuem convênios e não precisam do SUS. Mas o SUS, pelo contrário, possui um amplo campo de atuação, já que ele possui a farmácia, atendimento no posto de saúde com vacinações e até transplante de órgãos. E isto está disponível para toda a população, tendo convênios ou não. Para maiores informações sobre o SUS, entre no site do ministério da saúde e clique no link “Sobre o SUS”, no qual você encontrará tudo sobre a instituição, inclusive no “SUS de A a Z”, programas, portarias, entre outros dados. www.saude.gov.br

Entre, leia, confira as vantagens do SUS e utilize-o.

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Automedicação

Automedicação

É UM RISCO A SAÚDE administração de medicamentos sem orientação ou prescrição de um médico

A automedicação é uma prática bastante difundida não apenas no Brasil, mas também em outros países. Em alguns países, com sistema de saúde pouco estruturado, a ida à farmácia representa a primeira opção procurada para resolver um problema de saúde, e a maior parte dos medicamentos consumidos pela população é vendida sem receita médica. Contudo, mesmo na maioria dos países industrializados, vários medicamentos de uso mais simples e comum estão disponíveis em farmácias, drogarias ou supermercados, e podem ser obtidos sem necessidade de receita médica (analgésicos, antitérmicos, etc.). A decisão de levar um medicamento da palma da mão ao estômago é exclusiva do paciente. A responsabilidade de fazê-lo depende, no entanto, de haver ou não respaldo dado pela opinião do médico ou de outro profissional de saúde. À busca de solução medicamentosa... Para encurtar os caminhos para a obtenção do alívio dos incômodos que o afligem, em inúmeras ocasiões, diante de quaisquer sintomas, especialmente os mais comuns como aqueles decorrentes de viroses banais, o brasileiro se vê, de pronto, impulsionado 24 | Genérica | Janeiro - Junho 2010

a utilizar os medicamentos populares para gripe, febre, dor de garganta, etc.;

• Procura inicialmente orientação leiga seja dos amigos íntimos ou parentes; • A mídia televisiva e vários outros meios de comunicação e propaganda como o rádio ou “outdoors”; • O fato de se poder adquirir um medicamento sem prescrição; • A sobra de medicamentos, muitas pessoas acabam intoxicadas pela ingestão de um produto vencido ou inadequado.

O brasileiro tem apreço especial por um remedinho. Faz parte da nossa cultura receitar analgésico para os amigos, comprar a pomada prescrita pela manicure, o antibiótico que a avó recomendou ou as pílulas que o colega de trabalho usa para diminuir o stress. A proporção assustadora que o hábito da automedicação tomou deve-se, historicamente, à falta de fiscalização e repressão suficientes para evitá-lo. Mesmo sem receita, é fácil comprar remédios que exigem prescrição. Além disso, os baixos honorários e o despreparo de alguns médicos fazem com que as consultas sejam cada vez mais rápidas e a relação de cumplicidade do paciente para com o profissional de saúde, reduzida.


Infográfico Automedicação

Automedicação

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Automedicação

Recomendações

O que deve ser feito

NÃO DEIXE MEDICAMENTOS AO ALCANCE DE CRIANÇAS. Os menores podem confundir comprimidos com balinhas, e xaropes com sucos. Quando você achar que tem algum problema de saúde, PROCURE UM MÉDICO. EVITE RECOMENDAÇÕES de vizinhos, amigos, parentes ou mesmo de balconistas de farmácias ou drogarias. NA CONSULTA, informe ao médico se você já utiliza algum medicamento e se faz uso freqüente de bebidas alcoólicas. No momento de adquirir medicamentos de venda livre, produtos considerados de baixo risco para tratar males menores e recorrentes, como dor de cabeça, PROCURE ORIENTAÇÕES DO FARMACÊUTICO.

Semelhança de comprimidos com balas e afins.

Referências Bibliográficas: Secretaria de Vigilância em Saúde – Automedicação traz sérios riscos á saúde. Dirceu raposo de Melo – disponvel em : http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=24341 Acessado dia 08/06/2010 as 14h00min h

REF - ISSN 1808-0804 Vol. V (1), 67-72, 2008 A IMPORTÂNCIA DO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO NO COMBATE À AUTOMEDICAÇÃO NO BRASIL Hudson W. O. e Sousa*; Jennyff L. Silva; Marcelino S. Neto Curso de Farmácia da Faculdade de Imperatriz – FACIMP. Imperatriz - MA, Brasil. - Perfil da automedicação no Brasil.

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Você sabia que uma das atividades disponibilizadas pelo SUS, é a vacinação? Pois saiba que sim. E o melhor que é gratuito.

Esta atividade é destinada a todas as idades e parcelas da população. No SUS há vacinas para várias doenças, inclusive a emergente Influenza A (H1N1), mais conhecida como Gripe Suína.

Traga seu cartão e venha atualizá-lo no SUS.

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Formas farmacêuticas e suas contaminações

Medicamentos Contaminados? Isso tem solução! A indústria farmacêutica deve ter consciência sobre a estabilidade de medicamentos no desenvolvimento de novos produtos, e isso inclue analisar os motivos que podem levar à modificação da estabilidade, tanto dos fármacos contidos na fórmula farmacêutica, como também da forma farmacêutica como um todo, incluindo-se todos os adjuvantes farmacotécnicos. Alguns fatores que interferem para a contaminação dos fármacos são: Temperatura: O aumento da temperatura (calor) tem influência direta na estabilidade física de muitas formas farmacêuticas. Embora o calor não altere mecanismos de reações de decomposição de fármacos,  é um dos fatores determinantes da velocidade de decomposição. Estimula-se que a temperatura ideal para a boa conservação dos fármacos seja de 25ºC.

Radiações Ionizantes: A importância das radiações ionizantes está na utilização farmacêutica como técnica de esterilização, usada principalmente nos injetáveis.

Luz: A incidência direta da luz no fármaco acelera o processo de decomposição do mesmo. Os métodos de proteção contra as alterações provocadas pela luz relacionam-se com o recipiente final em que o medicamento está armazenado. Esse recipiente deve proporcionar proteção contra a luz ou ser resistente à luz.

Ar atmosférico: É um dos importantes fatores de alteração de medicamentos. Alguns de seus componentes são quimicamente inertes, outros interferem isoladamente ou associados.

Umidade: É um dos principais fatores causadores de alterações nos medicamentos. Apesar de a água o solvente de primeira opção em qualquer processo de solubilização, é também um meio natural para reações de hidrólise. 28 | Genérica | Janeiro - Junho 2010

Recipientes: A natureza dos recipientes deve ser considerada tanto na fase de produção como na fase de armazenamento do produto.

pH: O pH é de fundamental importância para a estabilidade de fármacos contidos em soluções farmacêuticas. Cada fármaco, dependendo de suas propriedades físico-químicas (Ministério da saúde, 2010). Segue abaixo alguns medicamentos dispensados no SUS e suas formas de contaminação:


Formas farmacêuticas e suas contaminações

CÁPSULAS

SOLUÇÕES

Conceito: São formas farmacêuticas sólidas as quais uma ou mais substâncias medicinais e/ou inertes são acondicionadas em um invólucro à base de gelatina. Medicamentos dispensados no SUS: Amoxicilina, fluconazol. Formas de contaminação: Mau condicionamento de embalagem e má exposição (umidade, sol, temperatura), já que esses ambientes são favoráveis à proliferação de microorganismo. Formas de prevenção de contaminação: Conserva-las em ambientes frescos e ausente da luz solar, armazena-los em locais apropriados.

Conceito: São formas farmacêuticas líquidas que são preparadas por líquidos obtidos por dissolução de substâncias químicas em água. Medicamentos dispensados no SUS: Ciprofloxacino, Cloreto de benzalcônio. Formas de contaminação: Não comprimento de boas práticas farmacêuticas durante a fabricação e o armazenamento. Formas de prevenção de contaminação: Orientar o paciente sobre as maneiras mais adequadas de armazenar uma solução, como o seu uso correto e a escolha de um laboratório de confiança.

COMPRIMIDOS

SUSPENSÃO

Conceito: São formas farmacêuticas sólidas de forma variável obtidas por compressão de medicamentos mais o excipiente. Os comprimidos são dissolvidos no estômago pelos sucos digestivos. Medicamentos dispensados no SUS: Atenolol, Aciclovir. Formas de contaminação: Mau condicionamento de embalagem e má exposição (humidade, sol), já que esses ambientes são favoráveis à proliferação de microorganismo. Formas de prevenção de contaminação: Conserva-las em ambientes frescos e ausente da luz solar, armazena-los em locais apropriados.

Conceito: São formas farmacêuticas que contêm partículas finas de substâncias ativa em dispersão relativamente uniforme. Medicamentos dispensados no SUS: Azitromicina, Carbamazepina. Formas de contaminação: Não comprimento de boas práticas farmacêuticas durante a fabricação, o armazenamento e o uso incorreto. Formas de prevenção de contaminação: Orientar o paciente sobre as maneiras mais adequadas de armazenar uma solução, assim como o seu uso correto e a escolha de um laboratório de confiança. A Suspensão deve agitada antes do uso.

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Formas farmacêuticas e suas contaminações

AEROSSOL Conceito: Produto utilizado em frasco sob pressão e liberado por ativação de válvula. Pode ser para aplicação tópica na pele, nariz, boca ou pulmões. Medicamentos dispensados no SUS: Dipropionato, Salbutamol. Formas de contaminação: Não comprimento de boas práticas farmacêuticas durante a produção, assim como o uso incorreto. Formas de prevenção de contaminação: Orientar o paciente sobre o uso correto do medicamento, assim como a escolha de um laboratório de confiança.

INJETÁVEL Conceito: São preparações estéreis de soluções, emulsões ou suspensões destinadas à administração parenteral. Medicamentos dispensados no SUS: Decanoato, Insulina humana ( Regular, NPH). Formas de contaminação: Não comprimento de boas práticas farmacêuticas durante a produção, assim como a aplicação de forma indevida e o armazenamento do mesmo. Formas de prevenção de contaminação: O técnico deve estar devidamente paramentado, fazer a antisepsia corretamente, ale, de armazenar os medicamentos de forma correta (SUS, 2008).

Referencias bibliográficas: SUS, Medicamentos dispensados no SUS. Disponível em: http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//arquivos/secretarias/saude/ass_ farmaceutica/0002/cartaz_medic_essenciais_2008_02.pdf. Acesso em 20 de maio de 2010, às 22:15 hr. MINISTERIO DA SAUDE. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/ saude/default.cfm. Acesso em 19 de maio de 2010, às 20:45 hr.

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Os ovos do mosquito da dengue precisam de água limpa e parada para nascerem. Por isso, é muito importante não deixar a água acumular.

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3 O mosquito infectado transmite a dengue ao picar uma pessoa saudável.

www.combatadengue.com.br

2 Logo que os mosquitos ficam adultos, já começam a picar. Ao picarem uma pessoa com dengue, eles passam a carregar o vírus.

DENGUE

COMO QUEBRAR O CICLO DA

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Fique em repouso e beba muito líquido. Inclusive soro caseiro – 1 litro d’água filtrada ou fervida com 1 colher (do tipo de café) rasa de sal e 1 colher (do tipo de sopa) rasa de açúcar.

Os sintomas da dengue são febre alta com dor de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos olhos e dor nas juntas. Se você apresenta esses sintomas, vá imediatamente a uma unidade de saúde. Pode ser dengue.

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Para evitar que a doença se espalhe, todos devem colaborar não deixando a água acumular.

Alerte sua família e seus vizinhos. Combater a dengue é um dever de todos.

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Faça sua parte.

Dengue se combate com a ajuda de todos.


Os serviços de saude à idosos

Os Desafios de

Envelhecer

O envelhecimento da população tende a proporcionar desafios cada vez maiores aos serviços de saúde É reconhecido que a velhice não é sinônimo de doença, mas o avanço da idade reduz de forma progressiva a capacidade funcional, com consequente perda da autonomia e independência que pode, por questões econômicas ou de saúde, comprometer de forma significativa a condição de vida dos idosos. As dificuldades surgem quando as funções se deterioram, gerando no idoso a dependência e a necessidade de cuidados que ainda são atribuídos à família, na realidade brasileira (QUEIROZ, 2000).

Dificuldades • Deficiências sensoriais e capacidade cognitiva; • Dificuldade pára leitura de bulas e instruções; • Não compreensão e esquecimento de prescrição; • Uso inadequado ou abandono do tratamento. Por essas dificuldades a utilização de medicamentos em idosos requer cuidados constantes, pois nesta fase da vida do paciente as reações adversas a medicamentos são mais comuns. Visando melhorar o tratamento e garantir uma farmacoterapia segura e racional, o SUS conta com farmacêuticos em cada uma de suas unidades. Os idosos podem também participar do Programa Saúde da Família (PSF) que conta com a presença de farmacêuticos bem treinados. O papel do farmaceutico na dispensação traz influências positivas na adesão ao tratamento e na minimização de erros quanto á administração dos 32 | Genérica | Janeiro - Junho 2010

medicamentos, já que esse profissional reafirma as orientações quanto ao uso descrito pelos prescritores e avalia os aspectos farmacêuticos e farmacológicos que possam representar um dano para o idoso. A polimedicação presente em quase todas as prescrições para idosos pode implicar em sérias conseqüências para este paciente. Uma vez que há alterações nos processos farmacocinéticos e farmacodinâmicos, interferindo no processo de metabolização dos fármacos e conseqüentemente podendo ocorrer problemas de toxicidade relativa a fármacos. As reações adversas e interações medicamentosas também são freqüentes (CORDEIRO et al, 2005). O farmaceutico da unidade de saúde pode recorrer a diversos métodos para facilitar o uso dos medicamentos para o paciente idoso, como por exemplo a formulação de um planejamento posológico, adequando os horários dos medicamentos aos possíveis pelo usuário, também a utilização de potes ilustrativos em que são guardados os blisteres e anotados as quantidades de cada medicamento, juntamente com a posologia prescrita.

Referências Bibliográficas: Andrade MA. Assistência Farmacêutica como Estratégia para o uso racional de Medicamentos em Idosos. 2004 Blanski CRK, Lenardt MH. A compreensão da terapêutica medicamentosa pelo idoso. Rev Gaúcha Enferm, Porto Alegre (RS) 2005 Ministério da saúde 2003


FITOTERAPIA NO

SUS:

Fitoterápicos no SUS

?

INOVAÇÃO OU NÃO

Fitoterapia é um tipo de tratamento caracterizado pelo uso de plantas medicinais, em suas diferentes preparações, no entanto, assim como a alopatia, a fitoterapia também deve ser usada sob orientação de um profissional capacitado. (SIMOES, 1999; MINISTERIO DA SAÚDE, 2008)

FITOTERÁPICOS E O SUS Algumas Unidades da Federação disponibilizam os serviços da Fitoterapia, os quais oferecem aos usuários do SUS fitoterápicos manipulados ou industrializados. O sucesso desse projeto se deve ao Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos que tem como objetivo “garantir à população brasileira o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos, promovendo o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional” (Decreto nº. 5.813 de 22 de junho de 2006.) A fim de se alcançar tal objetivo esse Programa se propõe a: • Inserir fitoterápicos e serviços relacionados à Fitoterapia no SUS, com segurança, eficácia e qualidade. • Desenvolver estratégias de comunicação, formação técnico-científica e capacitação no setor de plantas medicinais e fitoterápicos. Promover o uso sustentável da biodiversidade, além de outras estratégias. (Decreto nº. 5.813 de 22 de junho de 2006.)

A avaliação do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) é de responsabilidade do comitê Nacional de Plantas Medicinais, e este é formado pelos representantes do Governo e da Sociedade Civil. As atribuição do Comitê estão voltadas às definições de critérios de normatização para a implementação da fitoterapia no SUS, criando instrumentos e metodologias de avaliação, aplicação e acompanhamento dos processos de acordo com a portaria Portaria Interministerial nº 2960 de 9 de dezembro de 2008. O Ministério da Saúde divulgou em fevereiro de 2009 a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus). Essa lista tem por finalidade orientar estudos e pesquisas que possam subsidiar a elaboração da lista de fitoterápicos a serem disponibilizados para uso da população, com segurança e eficácia para o tratamento de determinada doença. A Renisus deverá ser revisada e atualizada periodicamente, a critério do Ministério da Saúde.

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Fitoterápicos no SUS

Conheça os fitoterápicos financiad e suas Nome Popular

Nome Científico

Espinheira-santa

Maytenus ilicifolia

Guaco

Mikania glomerata

Alcachofra

Cáscara-sagrada

Garra-do-diabo

Cynara scolymus

Rhamnus purshiana

Harpagophytum procumbens

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Forma Farmacêutica

Indicações Terapêuticas

cápsula, gastrites e úlceras gástricas e comprimido, duodenais, laxante leve, afecções renais emulsão, solução e e hepáticas tintura cápsula, solução oral, tintura e xarope. cápsula, comprimido, drágea, solução oral e tintura;

cápsula e tintura

cápsula

Tosse com componente de broncoespasmo, auxiliando na expectoração e broncodilatação. afecções hepatobiliares e na eliminação de uréia e colesterol, além de distúrbios digestivos.

estimulação e ação peristáltica do cólon, estimula a produção de secreções digestivas em vários órgãos do aparelho digestivo (vesícula biliar, estômago, pâncreas e fígado), e ajuda a dissolver os cálculos biliares. Auxiliar no tratamento da artrite reumatóide (inflamação das articulações) e desordens degenerativas do sistema locomotor, como artrose (alteração articular de natureza degenerativa ou cicatricial, com redução ou supressão funcional), bursite (inflamação das bolsas serosas das articulações), fibromialgia (síndrome que é caracterizada por dor muscular generalizada e fadiga) e tendinite (inflamação dos tendões).


Fitoterápicos no SUS

dos pelo SUS principais indicações Contra Indicação

Espinheira-santa

Contra indicada para gestantes e lactantes

Gestantes, lactantes, crianças menores de um ano e em pacientes com problemas hepáticos e diabéticos.

Guaco

Não deve ser administrada durante a amamentação, nem em casos de fermentação intestinal. Em coso de dores abdominais, náuseas, aúdes, obstrução intestinal, apendicite e doenças inflamatórias do cólon (colite ulcerosa e doença de Crohn), crianças com menos de 10 anos, e em casos de desidratação grave. (SIMÕES, 1999; LORENZI, 2002; COSTA, 2002)

Lactantes e grávidas, úlcera gástrica e duodenal, obstrução das vias biliares, cálculos vesiculares, gastrite e cólon irritável.

Alcachofra

Cáscara-sagrada

Garra-do-diabo Janeiro - Junho 2010 | Genérica | 35


Fitoterápicos no SUS

Saiba mais sobre este tema que possui pouca saída e muito preconceito! Plantas medicinais e fitoterápicos podem ser utilizados por mulheres grávidas ou amamentando? As mulheres grávidas ou que estejam amamentando devem buscar orientação de profissional de saúde antes de utilizar qualquer planta medicinal ou fitoterápico. Em alguns casos, existem estudos que podem garantir a segurança no uso, nestas situações. Crianças podem usar plantas medicinais e fitoterápicos? Antes de usar qualquer planta medicinal ou fitoterápico em crianças, deve-se buscar orientação de profissional de saúde. Crianças menores de dois anos não devem utilizar fitoterápicos, uma vez que não há estudos que possam garantir a segurança para esta faixa etária. Por quanto tempo é possível utilizar uma planta medicinal ou um fitoterápico? Plantas medicinais e fitoterápicos não devem ser utilizados continuamente, a não ser por orientação de profissionais de saúde. As plantas medicinais e os fitoterápicos podem fazer mal à saúde? Como qualquer medicamento o mal uso de fitoterápicos e também de plantas medicinais pode ocasionar problemas de saúde. Determinadas plantas medicinais e fitoterápicos podem ser utilizados sem a orientação médica para o alívio sintomático de doenças de baixa gravidade e por curtos períodos de tempo. No entanto, caso os sintomas persistam por mais de sete dias, ou apareçam reações indesejadas, o uso deve ser interrompido e deve ser procurada orientação médica. Há problemas em usar outros medicamentos associados às plantas medicinais e fitoterápicos? No caso de utilizar medicamentos de uso contínuo, deve-se buscar orientação de um profissional de saúde. As perguntas mais freqüentes foram retiradas do portal do Ministério da Saúde e para maiores informações ligue para a Central de Atendimento e tire suas duvidas: (31) 3357-4269. 36 | Genérica | Janeiro - Junho 2010

Referências Bibliográficas Ministério da Saúdehttp://portal.saude.gov. br/portal/ aúde/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=33779 acessado entre os dias 15 e 17 de junho. Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos acesso em http://portal.saude. gov.br/portal/arquivos/pdf/plantas_medicinais.pdf acessado entre os dias 15 e 17 de junho. SIMÕES, C. M. O. et al. Farmacognosia, da planta ao medicamento, Porto Alegre/Florianópolis. Ed. Universidade/ UFRGS, 1999. Lorenzi, H; Abreu Matos, J. F. Plantas medicinais no Brasil nativas e exóticas cultivadas. Nova Odessa, São Paulo: Instituto Plantarum, 2002. COSTA, A. F. Farmacognosia.6ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2002.


O vírus da gripe pode estar em muitos lugares. Só que você não vê. Aovírus tossirdaougripe espirrar, o lenço. O podeuse estar em muitos lugaras. Só que você não vê. O vírus da gripe pode estar em Previna-se. muitos lugares. Só que você não vê. Ao tossir ou espirrar, use lenço. Lavar as mãos com água e sabonete, especialmente depois de tossir ou espirrar.

Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço descartável.

Fevereiro/2010

Previna-se.

Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

Previna-se.

Ao tossir ou espirrar, use o lenço.

Fevereiro/2010

NÃO USE MEDICAMENTOS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA.


Genérca: Informação que Gera Conhecimento  

Revista acadêmica cuja temática é os 20 anos da farmácia do SUS

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