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Bastidores ATITUDE E ESTILO


2/2010

Bastidores ATITUDE E ESTILO


Daniel de Paiva Edgar Barbosa

Edson Lima Leonardo Jardim

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13 Entrevista Cibele Navarro

André Luis Bruno Diniz

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07 Construindo CATÁLOGOS DE MODA


Construindo CATÁLOGOS DE MODA


8 Construindo CATÁLOGOS DE MODA

André Luis 29 anos, Designer Gráfico “Na virada para um novo dia, quando todos já foram dormir, acontecem as melhores ideias e soluções para os trabalhos. Ritmado pelos sucessos dos anos 80 e 90 tudo fica mais claro, as pesquisas mais objetivas, o raciocínio encontra o equilíbrio entre o conceito e a funcionalidade, e sempre antes das 3h, posso desfrutar o mais profundo dos sonos, interrompido apenas pelo som agudo do despertador, chamando para mais um dia de inspirações.”

Bruno Diniz 25 anos, Designer gráfico “Em todos os meus trabalhos busco tentar entender a cabeça do meu cliente. Corro atrás das mesmas referências visuais, nomes e em alguns casos vou mais além. Escuto as mesmas músicas, tomo as mesmas bebidas, tudo em função de aumentar minha proximidade com a linha de raciocínio dele. Feito isto, passo um cafezinho, abro meus livros de referências e começo a estudar a linguagem que mais se adequa ao projeto. Papel, lápis e régua me acompanham neste passo. Somente após todo o desenvolvimento teórico passo para o meu Mac e começo a trabalhar no produto final.”


9 “Após conhecer um pouco mais sobre as clientes e suas fontes de inspiração, pesquisei sobre os estilistas e estilos abordados por elas, para assim desenvolver os catálogos de acordo com seus temas, uso de cores, fontes, e tratamento das fotos, foram baseados em catálogos que abordam mesmo tema, e compondo cenario das fotos.”

Edgar Barbosa 20 anos, Designer Gráfico e Ilustrador “Meu processo criativo começa com a análise de peças semelhantes àquelas que eu identifiquei que melhor solucionam o problema do cliente. Tento fazer a trajetória inversa, do produto final ao pensamento do designer, e qual solução eu daria para a mesma situação, assim eu me posiciono como consumidor e designer ao mesmo tempo. Analisando o que já existe no mercado, identifico mais precisamente os pontos fracos e posso evitá-los ou superá-los no meu trabalho.”

Construindo CATÁLOGOS DE MODA

Daniel de Paiva 24 anos, Designer Gráfico


10 “Normalmente dou início a um trabalho enquanto estou me deslocando. As melhores soluções me aparecem enquanto estou dirigindo. Acho que o movimento carrega muita informação, são muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Quando todas elas começam a se unir, eis que surge o estalo da ideia. Isso claro, não dispensa a pesquisa e a troca de experiências com outros designers.”

Bastidores ATITUDE E ESTILO

Construindo CATÁLOGOS DE MODA

Edson Lima 33 anos, Designer Gráfico

Leonardo Jardim 22 anos, Designer Gráfico “Catálogos com temas completamente diferentes e segmentos distintos. Briefings e reuniões para compreender a demanda, pesquisas minuciosas sobre estilistas, catálogos e revistas para referencial teórico e visual, colaborando para que a escolha de linguagens, tipografias e padrões cromáticos se adequassem a cada tema e estilo de cada designer de moda. Cada projeto possui um universo próprio, se é conhecido ou totalmente novo não importa, imediatamente entro neste novo mundo afim de obter o melhor resultado.”


13 Construindo CATÁLOGOS DE MODA

“Antes de sermos a Auster Design Gráfico somos amigos, houve um entrosamento quase que instantâneo, desde o primeiro período fazemos trabalhos juntos, pois a forma com que trabalhamos é muito parecida apesar das características de cada um.” Auster Design Gráfico


Entrevista Cibele Navarro


15 entrevista CIBELE NAVARRO

Cibele Navarro

Profissional multidisciplinar e pesquisadora da convergência entre linguagens. Artista cênica, plástica, figurinista e designer de peças do vestuário. Experiência em teatro, cinema, ópera, televisão e trabalhos para marcas mineiras Graça Ottoni e Drosófila. As peças de sua marca foram publicadas em revistas especializadas e vestidas por celebridades como Susana Vieira, Aline Moraes, Daniella Winitz e Fernanda Souza. Formação acadêmica eclética: Graduada em Literatura Dramática na UNIRIO, Universidade do Rio de Janeiro. Graduada em Teatro de Objetos na HDK - Escola Superior de Artes de Amsterdam (Holanda). Mestre em Artes Visuais pela EBA, Escola de Belas Artes da UFMG. Cursou especialização em Figurinos para Ópera na HDK - Escola Superior de Artes, Berlim (Alemanha) e Cultura de Moda na Universidade Anhembi Morumbi (São Paulo). Atuou por cinco anos como coordenadora de curso de Bacharelado em Design de Moda e desempenha há uma década e meia, a função de docência nessa área.

O que achou da iniciativa dos alunos do curso de Design Gráfico em propor uma parceria com as alunas do curso de Design de moda? Uma escolha estratégica que refletiu maturidade acadêmica e sensibilidade profissional. A parceria entre os dois segmentos como a proposta, fortaleceu as áreas de conhecimento e de atuação do Design. Qual a importância deste projeto? Perceber que aprender significa empreender! Ministrada em forma de projetos, a disciplina TIG – Trabalho Interdisciplinar de Graduação apresenta um caráter processual que converge teoria e prática aplicadas simultaneamente. Práxis que modifica a percepção da realidade acadêmica (assimilada até então de modo individual) para interferir na percepção da futura atuação profissional

(percebida a partir dos projetos, pela importância de sua natureza coletiva). O TIG é uma disciplina pertencente ao repertório do ensino contemporâneo que objetiva além da qualificação profissional, a formação de competências. Parte-se do princípio que o conhecimento apreendido deverá ser aplicado na esfera social de modo consciente, ou seja, autônomo e completo. Projetos que motivarão atuações profissionais pautadas não apenas em habilidades técnico-científicas, mas em competências interpessoais. Você acredita que esta interdisciplinaridade possa seguir, através os próximos alunos de ambos os curso? Certamente! Ao estabelecer interações entre os projetos interdisciplinares, a proposta do grupo formou uma equipe multidisciplinar e legitimou a busca pela transdiciplinaridade entre os cursos de Design Gráfico e Design de Moda. Se


16 entrevista CIBELE NAVARRO

“...não se trata de fazer algo para o outro nem esperar que o outro faça algo para você. Selar parcerias pressupõe o conceito de trocas. Trocar habilidades individuais para formar competências coletivas, essa é a magnitude que norteia cada ação desenvolvida.” Professora Cibele Navarro

considerarmos as lacunas ainda existentes entre as apresentações das peças gráficas e das peças do vestuário, poderemos concluir que a união de esforços que envolvem esses futuros profissionais, resultará em parcerias cada vez mais profícuas. Desde portfólios que imediatamente poderão ser aproveitados pelos egressos até propostas investigativas que possam contribuir para o surgimento de novas abordagens desta ciência de projetação, conhecida como Design. Suas expectativas estão sendo, ou foram supridas? Veja bem, percebo nas relações acadêmicas que o significado da palavra expectativa é interpretado com maior freqüência como ansiedade do que esperança. Na condição de parceira/docente constatei com emoção, que as esperanças semeadas por meio de estímulos e monitoramento das diversas etapas do projeto, foram germinadas e por isso, acredito que a colheita será a partir de resultados tão positivos, muito farta! Conte como foi essa experiência, a integração de dois cursos, a convivência com os alunos, reuniões... Imagine a seguinte situação inicial: de um lado, um grupo de homens e de outro, mulheres. Todos jovens, bonitos, sensíveis, talentosos e comprometidos com o projeto. Empatia imediata! Reuniões acontecidas

nem sempre em espaços delimitados por quadrados com portas únicas: biblioteca, cantina, espaço de convívio. O passo inicial foi o reconhecimento que para um designer ter ideias não basta, é preciso ser responsáveis por elas. Por isso o contexto no qual os projetos foram desenvolvidos significou o exercício temporário de trocas de funções – alunos designers multiplicados em fotógrafos, modelos, maquiadores, cabeleireiros, produtores e diretores de arte. Acertos e desacertos, alegria e decepções: adrenalina para não morrer na data limite já que uma única certeza imperou para todos: o cliente não pode e nem vai esperar. Situação final: de um lado produtos transformados em imagens, de outro, imagens transformadas em produtos. Demanda gerada e atendida de modo compartilhado. Objetivos alcançados! A integração surgiu a partir do entendimento da proposta do projeto: não se trata de fazer algo para o outro nem esperar que o outro faça algo para você. Selar parcerias pressupõe o conceito de trocas. Trocar habilidades individuais para formar competências coletivas, essa é a magnitude que norteia cada ação desenvolvida. Ter participado de um projeto que diluiu fronteiras de um modo inovador e que ao mesmo tempo apresentou resultados eficientes foi uma experiência gratificante e gostaria de deixar aqui registrado, meus agradecimentos!


18 entrevista CIBELE NAVARRO

“...Ao estabelecer interações entre os

projetos interdisciplinares, a proposta do grupo formou uma equipe multidisciplinar e legitimou a busca pela transdiciplinaridade entre os cursos de Design Gráfico e Design de Moda.” Professora Cibele Navarro


E D I TO R I A L Direção de Arte Leonardo Jardim Redação André Luis Bruno Diniz Daniel de Paiva Edgar Barbosa Edson Lima Leonardo Jardim “É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônicos, mecânicos, gravação, fotocópia, distribuição na web e outros), sem permissão expressa da Auster Design Gráfico”.

Projeto Gráfico

austerdg@gmail.com


Bastidores - Atitude e Estilo  

Editorial com informações dos bastidores do projeto Atitude e Estilo

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